Go back

#𝟮𝟳𝟱/𝟮𝟬𝟮𝟲 – 𝗣𝗼𝗿 𝗾𝘂𝗲 𝗼𝘀 𝗘𝗹𝗼𝗴𝗶𝗼𝘀 𝗡ã𝗼 𝗔𝗷𝘂𝗱𝗮𝗺 | 𝗦é𝗿𝗶𝗲 𝗘𝘀𝗽𝗲𝗰𝗶𝗮𝗹: 𝗗𝟯𝗽𝗿𝟯𝘀𝘀ã𝗼 𝗲 𝗦𝘂𝟭𝗰𝟭𝗱𝟭𝗼

from Vedanta Cast

9m 41s

#𝟮𝟳𝟱/𝟮𝟬𝟮𝟲 – 𝗣𝗼𝗿 𝗾𝘂𝗲 𝗼𝘀 𝗘𝗹𝗼𝗴𝗶𝗼𝘀 𝗡ã𝗼 𝗔𝗷𝘂𝗱𝗮𝗺 | 𝗦é𝗿𝗶𝗲 𝗘𝘀𝗽𝗲𝗰𝗶𝗮𝗹: 𝗗𝟯𝗽𝗿𝟯𝘀𝘀ã𝗼 𝗲 𝗦𝘂𝟭𝗰𝟭𝗱𝟭𝗼

A depressão não é apenas falta de autoestima, mas um estado emocional marcado por isolamento, dor interna e perda de sentido. Elogios como "você é incrível" são prejudiciais porque não ressoam com a realidade da pessoa afetada, apenas agravam a sensação de incoerência e sofrimento. O que realmente ajuda é oferecer utilidade e necessidade — por exemplo, cuidar de um animal ou ajudar em uma tarefa real — o que permite que a pessoa construa uma nova identidade e se conecte com o mundo. A vulnerabilidade compartilhada, ao revelar dor e necessidade, cria empatia e fortalece o vínculo entre pessoas. É crucial evitar frases de culpa como "você tem tudo e não tem motivo de estar assim", que acentuam a culpa e afastam o outro. O caminho para a recuperação não é motivar ou elogiar, mas oferecer espaço para a pessoa se sentir útil, empática e parte de um processo de vida comum. A ajuda verdadeira começa quando a pessoa é vista como necessária, não como um problema a ser resolvido.

Transcription

1526 Words, 8236 Characters

Portuguese
Ô, meu cheirinho europeu, na marr-me, parei ri. Ô, ô, ô, ô, ai, rim, chin, vace, devia ir e será sua tia, na marr-me. Bom dia, pessoal. Você já teve dor de dente. Você já teve, você sabe do que eu tô falando. A gente tem dor de dente. A gente não consegue pensar em mar nada, nem pagar a conta que nem pra pagar, sabe, se tiver um cinema, se não vá, se tiver um relatório pra entregar, não dá. Se alguém quiser conversar com você é uma coisa profunda da vida, não acontece. Você só consegue fazer uma coisa, porque é pensar no diáxida dor de dente. É complicado, sabe. E a depressão é uma espécie de dor de dente, mas ele faz tudo na vida dessa pessoa ser sobre ela. Ela só consegue pensar sobre ela, a dificuldade que ela tem. A única referência que ela tem. Infelizmente, quando a pessoa tá nesse local onde ela só pensa sobre ela e naturalmente não tá feliz, não tá à vende pressão, a gente identifica, não depressão, a gente identifica uma espécie de autoestima baixa. E aí, naturalmente, com a nossa reação, a gente querer fazer o logiso e falar como essa pessoa incrível. E quanto mais a gente faz isso, piora a situação fico e hoje a gente vai entender por quê. Meu nome é Jornaljo Masete, eu sou uma tira de vedante, você está no vedante a cash na série Depressão e Suicídia, já é a falar de movendo as máscara. Depressão e Suicídia, estamos no segundo bloco, aprendendo o que a gente deve, que a gente não deve fazer. Se você chegou agora, a gente pode fazer tanto a cash e assiste desde o início. Então, vê, existe um estudo que foi feito a um tempo atrás, eu até não tenho nome dos caras aqui, ó. Cadê o estudo de Wood, Perunovic de 2009, e também de Winquist, em 2002, que eles analisam o efeito do positivismo para pessoas em diferentes estados, né, o que é que é localza na pessoa. E eles estão estudando, o que acontece quando você vai ilugir uma pessoa que tem um quadro de autocondenação? E entenda que o positivismo é a pessoa falar a frase dentro da cabeça dela, "Ah, eu sou incrível, etc." E também ela ouvi da outra pessoa você é incrível porque, no fundo, dá no mesmo. E o que acontece, basicamente, é porque, como a frase, ela não é verdadeira, a dor da pessoa aumenta e não diminui. Ela não quer frase na verdadeira para ela, sei que você me entende, né, a pessoa pode ser incrível, mas ela não acha que ela é incrível. Então, se alguém chegar, você fez um quadro, você pintou e ficou uma bosta, aí alguém chega para você e fala, "Nossa, ficou muito bonito, seu quadro, nossa, muito bonito quadro." Aquela coisa vai entrando um loop dentro da mente da pessoa onde a vida faz menos sentido ainda, porque se eu estou vendo uma coisa que não faz sentido. Para mim, e está todo mundo falando que faz sentido, então, além de não fazer sentido para mim, agora sou louco. Então, antes, eu era só uma pessoa triste que não via sentido para a vida. Agora, eu sou uma pessoa triste e que, no seu isolado do mundo, ninguém nunca vai me entender. Então, é uma coisa muito perigosa, quando a pessoa está num estado que a gente identifica como depressão, e agora, todo mundo está achando grande da caixa, não pode dizer que não sabe o que quadresse. Se você não sabe, volta lá nos primeiros audios. Tem muita diferença entre luto, tristeza, frustração e depressão. Esse quadro da depressão, quando a pessoa está ali, a gente tem que tomar um certo cuidado com esses elogios, incluindo dizer que o mundo é maravilhoso, que a vida é incrível. A vida é incrível, ela vai mais para o fundo do pôso ainda, você pensa bem. A vida é incrível, e ela não consegue aproveitar a vida incrível. Então, ela é uma desigraçada. Então, a gente não faz isso. É uma sacação que a gente precisa ter, que ninguém sai de dentro de si pensando em si, nem pensando muito bem de si. Então, amente quando ela está nesse estado, lembra-se de idade. Ela só consegue pensar sobre si, dentro daquela ótica enviazada, que ela criou para justificar as próprias edores dela que ela não acessa. É como se fosse assim, eu não posso me sentir raiva, eu não me permito sentir tristeza, não me permito sentir nada, e aquela coisa vai me consumindo por dentro. Em um determinado momento, eu crio uma história para mim mesmo, onde aquele sentimento, aquele comportamento, ele é inevitável. Então, a minha energia vai baixando, eu vou me dissociando, até um momento onde eu estou aqui, às vezes até trabalhando, vivendo, mas o minha alma, o meu coração não está aqui. Aquilo foi perdido nessas inúmeras de gavitas emocionais, necessitramos que foram abertos e nunca foram resolvidos. Então, para a gente que está tentando ajudar numa situação, aí a gente tem que entender que, se o problema é autoestima baixa, você faz um elogio e você fala coisa sobre ela, ela fica feliz. Mas se o problema é depressão, aí não, aí o elogio não vai ajudar, sabe? Então, o que vai ajudar? Antes que você me pergunta, eu vou falar, o que vai ajudar é criar para essa pessoa uma situação onde ela seja necessária e onde ela seja obrigada a não pensar nela. Então, engraçadamente, que ajuda muito na depressão, animais, porque ela não tem como fazer um jogo emocional com o animal, né? O animal vai dar carinho para ela e que a carinho de volta, ela tem que dar carinho para o animal e quando ela dar carinho para o animal, ela começa a criar uma nova identidade, né? É aquele que cuida o animal, o filho dela, sabe? O companheiro dela, sabe? Crianças, sabe por que? A criança também, né? Obviamente, você não vai botar entre aspas, uma pessoa depressiva para cuidar do seu filho, não é isso? Mas você pode ir com seu filho, visitar a sua mãe que está em depressão, sabe? Porque você protege ali o filho da energia da mãe e ao mesmo tempo, a mãe vai ter que ser obrigado a levantar para fazer um leite quente por filho para estar ali. Então, tem assim várias pessoas que quando surge uma criança na família, principalmente mais velhos, elas recuperam a energia dela de vida porque elas passam a ter utilidade, né? Então, a grande questão de ajudar o depressivo é dar utilidade para ele. E utilidade, né? A gente costuma pensar que é dar emprego e não é dar emprego. É literalmente fazer aquilo que você acha que você não deve fazer com a pessoa depressivo, que quando a pessoa está depressivo você quer chegar o quê? Feliz para ela, motivando ela, querendo dar para ela, vamos dizer assim, uma razão de viver e tal, mas na verdade, o que você precisa dar é só vulnerabilidade para ela. Colocar os seus problemas na mesa e fazer ela ser uma participante da sua questão. Então, eu já fiz isso, já cheguei para um amigo meu que não estava bem, falei "Pou, cara, tô precisando de uma ajuda, cara". Será que você podia me ajudar? Eu não sei que é, eu preciso ficar meio relutante porque está em depressão, sabe? Mas aí você vai contando seu sofrimento, sua dor, é a pessoa que começa a sentir bem, porque ela está em dor também. E ela começa a falar ponto com vontade de ajudar esse cara, seja porque ela se vê útil, seja porque tem uma energia ali que ela consegue se relacionar com ela, sabe? E aí, ela ajuda, ajuda uma vez, ajuda duas vezes, na terceira vez que ajudou ela, ela já está dando ordem, já está chegando, já está criando coisa, já está ligando para dizer as coisas que ela descobriu do projeto que você ofereceu para ela, e assim a pessoa vai ganhando força. Então, nada de energia, a gente precisa dar utilidade. Agora, pessoal, uma coisa que a gente não deve dizer, que vai ficar isso para a manhã, é assim, você tem tudo, mas sabe, não tem motivo de estar assim. Essa frase, que é uma frase que pais adoram dizer para criança, porque elas estão frustradas, que fizeram tudo para os filhos, e obviamente elas não conseguem perceber o que que elas deram de errado, senão o filho não estava em depressão. Então elas culpaam os filhos pelo sofrimento deles, que na verdade foi criada pelo uma condição que está oculta, não é por maldade, mas condição que está oculta, afastando ainda mais uma pessoa da outra. Então, no audio que vem, a gente vai estar conversando sobre isso, né, você tem tudo, e não tem motivo de estar assim, essa é mais uma frase proibida. Um bom dia para todos vocês, compartilhe os altos com todos os que possam se beneficiar dele, e até amanhã, rarion!

Podcast Summary

Key Points:

  1. O positivismo, como elogios de que "você é incrível", piora a situação de pessoas com depressão porque as frases não são verdadeiras para elas.
  2. A depressão envolve uma autoimagem distorcida e uma dificuldade de sentir-se bem, o que faz com que o elogio seja perigoso e alimente o isolamento emocional.
  3. Em vez de elogiar, é essencial oferecer utilidade e necessidade à pessoa depressiva, como cuidar de um animal ou ajudar em situações práticas.
  4. Quando a pessoa sente que tem um papel importante (como cuidar de um filho ou animal), cria uma nova identidade e começa a se reconectar com o mundo.
  5. A ajuda mais eficaz é a vulnerabilidade compartilhada
  6. Frases como "você tem tudo e não tem motivo de estar assim" são perigosas, pois culpan a pessoa e afastam a compreensão do problema real.
  7. A depressão não é apenas falta de autoestima, mas um estado emocional onde a pessoa se isola e perde contato com a realidade.
  8. A recuperação começa quando a pessoa é vista como necessária, não como um problema a ser resolvido.

Summary:

A depressão não é apenas falta de autoestima, mas um estado emocional marcado por isolamento, dor interna e perda de sentido. Elogios como "você é incrível" são prejudiciais porque não ressoam com a realidade da pessoa afetada, apenas agravam a sensação de incoerência e sofrimento. O que realmente ajuda é oferecer utilidade e necessidade — por exemplo, cuidar de um animal ou ajudar em uma tarefa real — o que permite que a pessoa construa uma nova identidade e se conecte com o mundo.

A vulnerabilidade compartilhada, ao revelar dor e necessidade, cria empatia e fortalece o vínculo entre pessoas. É crucial evitar frases de culpa como "você tem tudo e não tem motivo de estar assim", que acentuam a culpa e afastam o outro. O caminho para a recuperação não é motivar ou elogiar, mas oferecer espaço para a pessoa se sentir útil, empática e parte de um processo de vida comum.

A ajuda verdadeira começa quando a pessoa é vista como necessária, não como um problema a ser resolvido.

FAQs

Elogios falsos ou não verdadeiros alimentam a sensação de incompatibilidade entre o que a pessoa sente e o que é dito. Isso aumenta a dor interna, pois a pessoa percebe que não é, de fato, incrível.

Dar utilidade à pessoa, como cuidar de um animal ou ajudar em um projeto, para que ela se sinta necessária e tenha um foco fora de si mesma.

A depressão envolve um estado emocional profundo onde a pessoa só pensa em si e em suas dificuldades, enquanto a autoestima baixa é um aspecto mais comum e não sempre associado a depressão.

Isso cria um contraste entre a vida que a pessoa sente e a ideia de que ela é 'incrível', o que torna a vida ainda mais inacessível e frustrante para ela.

O ato de cuidar de um animal força a pessoa a se envolver com um foco externo, criando uma nova identidade e um sentido de utilidade e pertencimento.

Não, essa frase é proibida porque minimiza o sofrimento e afasta a pessoa do processo de compreensão real de suas dificuldades.

Chat with AI

Loading...

Pro features

Go deeper with this episode

Unlock creator-grade tools that turn any transcript into show notes and subtitle files.