A transcrição apresenta a abertura de um seminário que analisa o texto de Lacan "A direção do tratamento e os princípios de seu poder" (1958). Contextualiza a obra no período do "retorno a Freud" de Lacan, marcado pela ruptura com a IPA e pela incorporação da linguística estrutural. O artigo é uma crítica contundente à psicanálise dominante da época, acusada de reduzir a clínica a uma "reeducação emocional" para fortalecer o ego, em detrimento do inconsciente. Lacan propõe, em alternativa, que a direção do tratamento deve ser guiada por uma ética psicanalítica que coloque o desejo inconsciente no centro. O texto é estruturado em cinco partes principais, que interrogam o lugar do analista, a interpretação, a transferência e o ser do analista, concluindo com a máxima "é preciso tomar o desejo ao pé da letra". O seminário destaca que, para Lacan, o analista não é uma figura neutra, mas alguém que "paga com suas palavras" e se engaja com seu próprio ser no dispositivo transferencial, cujo objetivo final é permitir ao sujeito um acesso à verdade de seu desejo através da linguagem.
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E nós chegamos, então, ao nosso último encontro desse ano, essa última live desse ano, tratando de uma questão clínica, fundamental. Nós vamos pensar nos fundamentos da prática psicanalítica, nos fundamentos da clínica psicanalítica, e para isso nós escolhemos ter a companhia de um dos textos mais conhecidos mais importantes de la canse respeito, que é a direção do tratamento e os princípios do seu poder. Esse texto foi apresentado pela primeira vez, num colóquio da sociétiva fãsés de psicanaliza, ou seja, da sociedade que, juntamente, com doutor e com a gacha, haviam criado depois de romper em Coaípa, e esse colóquio tem, ele ocorre, na comanda de Roy Omon, que é um vilarejo no norte-parís, uns 30 quilômetros de Paris, que eu recomendo a todos que nunca fizeram isso, de consultarem pelo menos na internet. Vocês verão que um gajo extremamente bonito, extremamente nobre, é uma abadia do século 13, e que nos últimos décadas também tem um centro cultural. Então esses colóquios aconteciam em grande estilo, que aconteciam, numa maneira muito impressionante. Um próprio texto que nós já vimos discutido da outra vez, que é a subversão do sujeito, a dialética do sujeito. A dialética do inconsciente da subversão do sujeito na psicanálise, também havia sido, que nós discutimos, tem um vídeo nosso disponível no Facebook, no Coaípa Freudiano, também foi pronunciado nesse lugar, nesse mundo dos colóquios de Roy Omon, que eram a sede desses congresso da Societei Fancés da Psicanálise. Esse colóquio ocorre de 10 a 13 de julho, ou seja, durante o verão. Então o colóquio ocorre de 10 a 13 de julho, no começo do verão de 58, ele é publicado pela primeira vez, no volume 6 da revista dessa sociedade de Lacan, que é a lapsic análise, que, então, esse volume parece em 1961, ou seja, 3 anos depois, e a versão que eu supoim que vocês consultaram, os que não conseguiam ouvir, que possam se dirigir a ela, porque vai ser o sérmido, o nosso debate de hoje, ela parece nos escritos, nos écrit que foram publicados em 1966. É importante se plantar um pouco o timing, em que aparece essa publicação, ou que ele, primeiramente, é pronunciado, esse relatório que o Lacan faz para a sua sociedade em 58. Como eu falei, ele acontece em julho, ou seja, ele acontece entre o final do seminário 5, do seminário sobre a formação entre consciente, e antes do início do seminário 6, o desejo e sua interpretação. Ou seja, o Lacan já estava em plena construção do gráfico do desejo, já tinha completado a sua versão principal do gráfico do desejo, no final do seminário 5, e que será continuado o debate sobre o gráfico do desejo, o desejo no seminário sobre o desejo, o desejo de vocês em interpretações, no ano seguinte, então acontece nesse intervalo essa comunicação. Então, de certa maneira, ele dá conta dos grandes temas que o Lacan desenvolvia até ali. Para os interessados, aproveito para falar para vocês que no ano que vem, eu mesmo vou oferecer um seminário, um curso de extensão no Unicamp, sobre o seminário 5, ao longo de todo o ano, nós vamos atravessar todas as aulas do seminário 5 nesse curso de extensão no Unicamp. Então, esse seminário ocorre, então, o seminário 5 concluiu o gráfico do desejo, um debate aprofundado a partir de Rammlet, da Nazis que Lacan vai fazer de Rammlet no ano seguinte, essa apresentação ocorre em 58, ou seja, Lacan havia rompido com a IPEI 53, 5 anos antes. E nós estamos ainda, com 5 anos antes da ruptura definitiva que acorrerá em 1964, então nós estamos bem no meio do caminho dessa primeira fase do Insim de Lacan. Lacan ainda está na sociedade de francesa de psicanálise, está ligado a lagacha, está ligado a doutor, e nesse momento, ele está muito implicado em vários questões teóricas e políticas. Do ponto de vista político, no Lacan está tentando demonstrar os pontos pelos quais era necessário romper aquela tradição que estava sendo desenvolvida na IPEI do seu tempo. Então, nós veremos que esse seminário, que esse artigo é uma espécie de denúncia do que ele veja como uma desnaturação da clínica psicanalítica, tal que ela vem sendo praticada nas vias egemónicas dos anos 50 pela IPEI. Então, isso é uma das tónicas da retórica e dos argumentos de Lacan. Um segundo ponto que é importante, Lacan está em pleno período do retorno à Freud, então, Lacan está tomando Freud ao pé da letra e, relando a luz dos instrumentos que permitem, segundo ele, radicalizar a teoria Freudiana, radicalizar a consistência teônica, a consistência daquilo que Freud propõe demais decisivo, porque, em sua perspectiva, a psycanálise, desde a morte de Freud, havia completamente perdido o seu eixo principal, derivando por uma psicologia do ego, que era vertente egemônica da psycanálise no pós-guerra, muito organizado pelos psicanalistas de Deus, que fugindo da segunda guerra se estalam nos Estados Unidos, e desenvolve uma leitura dos textos Freudianos, em seguida uma espécie de afastamento dos textos Freudianos, numa autonomia dos textos, em torno do ego, da força do ego, de uma teoria da clínica, em que o elemento essencial é que o paciente pudesse fortalecer um ego frágil infantil por uma experiência emocional corretiva, disposição a alguém, o analista, numa posição de sujeito madudo, um sujeito forte, um ego forte, que permitisse para ele, então, reorganizar sua instalação no mundo de uma maneira adaptativa, da qualidade e com um ego autônomo capaz de julgar sobre as suas porções, sobre as suas fantasias e da pertinência ou não, de davazão e até que nível da vazão para elas na realidade. Então, esse é um tópico importante para a gente poder acompanhar retórica de Lacan nesse artigo. Esse artigo, suprinendemente, ele é organizado de uma maneira extremamente didática, ele foi muito pensado, de uma maneira que ele purece impactante, rapidamente intuitivo, e que levasse o leitor, levasse o seu interlocutor a refletir sobre os problemas da psicanálise do seu tempo, especialmente os problemas clínicos, e como proposta clara de uma releitura marcada.
pela proposição Lacaniana de um retorno afroide com os instrumentos da linguística estrutural, da antropologia estrutural de elevestros, da cibianética, ou seja, aquele que poderia dar uma consistência mais intensa ao argumento de um materialismo lógico formal da linguagem como fundamento e campo específico da psicanálise. Esse momento do percurso Lacaniano, ele inicia em 53 com o famoso discurso de Roma, que era justamente função e campo da palavra e da linguagem em psicanálise. Então é a luz desse contexto que esse artigo precisa ser lido e debatido. Então eu disse que tem uma estrutura argumentativa, retórica, surpreendentemente escolar. Lacan separa esse texto em 5 partes e essas 5 partes têm subipens, tem tópicos numerados, cada um deles, de modo que uma ideia possa ser transmitida de uma maneira bem sistemática no interior do argumento daquele item. Esse 5 partes do texto, quatro delas são questões, são perguntas, Lacaniana vai interrogar o seu auditor, vai interrogar o seu leitório, vai fazer o refletivo, vai trazer problemas, vai trazer argumentos em torno desse problema e vai chegar a uma conclusão. Assim que pergunta são, primeiro lugar, quem analisa hoje? Dois, qual lugar da interpretação? Três, em que ponto estamos da transferência? Quatro, é interessante, o item quatro, porque ele não é uma pergunta exatamente, mas ele tem uma estrutura de uma pergunta, assim, como agir com o seu ser? Esse é o item quatro e, Lacaniana coloca um ponto final no seu texto, dessa frase, mas eu vou ler aqui rapidamente para vocês, eles assim, como agir com o seu ser ponto, mas o item um dessa parte quatro, inicie assim, é muito cedo na história da análise que a questão do ser, do analista aparece. Então, a pergunta é a questão do questionamento de estar colocado, de cara, também no item quatro. E o último item mais longo, mais um mais proposicional dos textos desses cinco itens, se intitula, é preciso tomar o desejo ao pé da letra. E nós vamos ver aqui, explicitada, essa vertente de leitura, de proposição de leitura, Lacaniana, de que o inconsciente é estruturado como uma linguagem e como tal, nós devemos organizar a clínica psicanalítica de modo que esse dispositivo de palavra e discuta sobre transferência, consiga dar ao sujeito um acesso ao seu desejo, ao seu inconsciente, pela via da palavra, pela via da linguagem e está embutido aqui uma teoria em germe da letra. É isso que nós vamos tentar apresentar de uma maneira global na nossa leitura desse artigo tão importante, é um artigo importante, é um artigo complexo e que naturalmente ele é impossível desgotar num único encontro, uma live, como hoje, mas vamos tentar pelo menos trazer os grandes tópicos, porque esse artigo permite, a partir desses tópicos que Lacan explicita em torno da indepretação, da transferência, da crítica contra transferência, do lugar da palavra, da questão da indepretação, como já havia falado, do problema do analista, do lugar do analista, da questão do desejo do analista e da própria ética da psicanálise, como os elementos fundantes de uma prática clínica, especificamente psicanalítica. Então, esses vão ser os pilares que são os dois dobramentos do Lacan, não aprofundados, mas que estão claramente colocados já nesse texto de 58. Então, esse texto é necessário, como pré-requisito, para qualquer debate realmente consistente sobre a maneira como Lacan propõe a uma releitura da prática e da clínica psicanalítica. Muito bem, então nós vamos começar pelo primeiro top proposto por Lacan. Quem analisa hoje nessa parte, naquela vez fazer uma crítica da noção de contra transferência e da ideia de que a psicanálise consiste, o que consistiria, numa reeducação emocional do paciente, se expondo a figura da analista supostamente mais amaduricido com melhores condições de julgar sobre suas próprias tendências, sobre suas próprias porções, sobre suas fantasias e de confrontar as exigências do super ego, da moralidade e da realidade e do ambiente reinante. Então, esse é ego autôno que deveria então ser maduro, se desenvolvida, ser forte, deveria estar em condições de poder, fazer a gestão racional, a gestão civilizada, das porções permitindo que o indivíduo funcione, de melhor maneira possível, no interior do nosso social. A posição que Lacan tem em relação a isso, fica explicitada numa das primeiras frases do texto e que ele diz assim, que é essa impostura que nós queremos desalojar. Então, fica bem clara a postura crítica e a tomada de posição ética de Lacan de gente desses propósições. Então, aqui vai começar dizendo, sustentando, que, vocês lembram que se trata de ter sobre a direção do tratamento e a ideia de direção no francesco, como português tem sido por sentido, é quem dirige, como é que se dirige no sentido que se conduz e a direção é um direção ao que se orienta, qual é o sentido, qual são os objetivos, qual é o fim, qual é a finalidade e quando que termina um tratamento. Então, Lacan vai pensar essa ideia de uma maneira extremamente sistemática, ele vai pensar que em última instância conduzir uma análise em direção aos objetivos últimos, as suas finalidades últimas, a direção do tratamento, quem vai dar um norte, quem vai dar, quem vai estabelecer essa política global da situação analítica é a ética psicanalítica. E nisso, ele é extremamente aristotélico, essa ideia da relação de ética como fundamento da política, a política seria uma maneira de tornar viável, de poder instalar concretamente na cidade, por instalar concretamente na vida dos homens uma certa ética, a ética sustentaria política, lá que é dessa mesma ideia. Então, ele fala de direção do tratamento, nós vamos ver ao longo de todo esse texto, já em multida a ideia de que a grande política, que vai determinar em que direção deve se organizar o tratamento, é a ética da psicanálise, mas vocês sabem, eu assinaria isso no início, que nós estamos entre o seminário 5 e o seminário 6, o seminário específico da ética, a sua vida é depois o seminário 7, em que todas essas questões que já estão esboçadas aqui, já nesse texto vão ser desenvolvidas da maneira bastante mais ampla, bastante mais detalhada ao longo desse ano, dedicado à ética da psicanálise. Então, nós lembamos a direção do tratamento, nós lembamos também, os esboços de como a ética psicanalítica no fundo é o fundamento da sua clínica, o fundamento da sua prática, e nós veremos que já que, já nesse texto de 1958, a ideia de que a ética da psicanálise é uma ética do sujeito em face ao seu desejo no interior do nosso social, e como então cabe ao analista dirigir o tratamento, no sentido de dar o dispositivo à situação analítica para que esse objetivo ético-político possa se realizar. Então, ela vai dizer dirigir o tratamento, não tem nada a ver com o dirigir ou paciente, não é ser um colte do paciente, não ser um orientador, não ser um diretor de consciências, mas de permitir que o paciente não
Então perca a sua instalação na situação na lítica que ele possa estar instalado no interior da regra. Fundamental, um mundo dispositivo de transferência na lítica, em que ele vai estar em questão enquanto sujeito de desejo. Então esse é o ponto de partido de Lacan. Então para ele a direção do tratamento trata-se em primeiro lugar de fazer aplicar pelo sujeito à regra na lítica, no interior de uma situação de transferência, explicitando a regra fundamental e, na medida do possível, incitando, sustentando e buscando reinestaurar a situação na lítica quando ela se desface. Ou seja, também fica enguntida a ideia de que a situação na lítica nunca está instalada de uma vez por todas. Ela pode se instalar, se desinstalar ao longo de uma realização concreta de uma análise. E lá que vai destacar esse outro ponto, o principal, vai ser uma releitura da questão da resistência, que é principal resistência da análise. Aquela que faz com que a expressão analítica se desinstale, está do lado do analista como nós veremos na sequência. Então, lá que assim propõe, há profundas as questões, tomando o problema da clínica psicanalítica, e da direção do tratamento, pelo verte-se do próprio analista. Isso é muito importante, tem mente para poder ler esse texto. Ele no fundo está buscando explicitar o que se espera de uma analista na sua função analítica. O que que um instala nessa posição analítica e qual é a sua implicação no interior dessa política ética da psicanálise, que permite se orientar no tratamento, ou seja, encontrar uma direção e a manipulação dos elementos mais imediatos, as intervenções mais imediatas que vão se organizar nessa direção, lá que vai falar em termos de tática e de estratégia. As antes, lá que é disso, que para poder sustentar a sua posição analista, ele também vai pagar. Mas ele vai pagar de si mesmo, ele vai pagar existencialmente com isso, ele vai dizer que o analista paga um primeiro lugar com suas palavras. O fato de o analista se servir das palavras com o objetivo de interpretação, faz com que ele próprio se expõe. Nessa ambiente de verdade, que é a situação analítica. Em última instância, a situação analítica se instala no momento de um sujeito, numa condição de clivagem. Em essa clivagem, ela cobra um preço excessivamente caro para que o sujeito possa ter alguma satisfação da sua vida funcional, seja pela via do sintoma, o sintoma, então, como uma formação de compromisso, como a melhor negociação possível que ele pode fazer para poder davasar a sua tendência funcional, contra aquilo que, no próprio sujeito, a expressão desse desejo dessa pulsão teria de chocante, insuportável, de crítico, ou seja, ele não pode mais gozar se não por contrabando, se não de uma maneira desfarsada, se não numa condição de negociação, ou seja, não formação de compromisso. Quando isso fica excessivamente penoso, o sujeito sofre. Isso sozinho não é suficiente para instalar uma situação analítica, isso é apenas um motor em que ele começa a sentir mal, ele começa a sofrer, ele começa a buscar ajuda, me entrada na análise e vai citar quando ocorre um giro nessa posição, que diante da situação, de estar exposto a um outro, cuja presença, me permite, atribuir a nenhum saber, ou seja, me permite me interrogar sobre qual é a minha posição de sujeito, em relação esse sofrimento, do qual me queixo, ou seja, que possa supor que esse sofrimento tenha implicado inconscientemente na minha vida subjetiva, isso desperta no sujeito um desejo de verdade, uma busca de ilucidação, o que está acontecendo comigo? Diante dessa pessoa, eu me interrogo sobre a minha posição de sujeito, no que estou participando desse sofrimento do qual me queixo, e que eu busco uma solução nesse tratamento. Então essa é intervouga, essa é essa criação espontânea de uma hipótesia do inconsciente e da sua implicação enquanto sujeito, no seu inconsciente, que permite que o dispositivo analite começa a funcionar no seu início, evidentemente outros elementos que vão sujeit juntos, que vão gradualmente tomar um lugar mais grave, cada vez mais central, no desenvolvimento do percurso de uma análise, tem a ver com esse lugar, que é uma lista como uma faxada que interpelo sujeito agora nas raízes do seu seu, ou seja, na raiz do buraco, da incomplitude, que mobiliza o seu desejo, ou seja, diante daquilo analista, o sujeito fica interpelado não apenas pela verdade, mas ele é citado na questão que tenha ve com o seu desejo, com a sua vida pulsional interpelado, vitalmente nesse nível, ou seja, essa dimensão da situação analítica é o verdadeiro motor pulsional de uma análise, então a analista paga as suas palavras, ele paga a sua pessoa e ele se engaja de maneira fundamental o seu próprio ser, nação que ele vai exercer, e aqui o laquecito Freud, a passagem de Freud, que a sua ação tem a ver com o que uns erras vezes citado ou mencionado por Freud, com o núcleo do nosso ser, ou seja, o analista não entra lá numa posição neutra, ele não consegue simplesmente sair com as mãos limpas, com a alma tranquila, ele está conselnido diretamente no núcleo, no seu próprio ser, naquela situação analítica. Ao escutar o drama do outro, conflito do outro, grosso do outro, soluções do outro, o próprio analista se vem interpelado na sua posição de sujeito, na sua fantasia, nos seus fantasmas, nos seus conflitos, na sua história, nas suas marcas, e isso faz com que a analista pague existencialmente pelo seu lugar. Por isso que laquecou coloca explicitamente que para tratar essa questão é necessário que se coloque o analista na verlinda, então todo esse texto da direção do tratamento em um último instância, coloca o analista e o ser do analista na verlinda, porque a sua ação diz laquecou envolve o seu ser. Laquecou continua em essa parte 1, ele desenvolve falando de que se trata, não se trata de forma nenhuma de conceberem então um dispositivo analítico, como se ele tivesse objetivo de fortalecer o ego do paciente, um ego supostamente frágil, que ficaria excessivamente exposto as suas tendências pulsonais, ao seu inconsciente, a suas fantasias, sendo assolado por essas tendências, que se manifestaniam como angústia, como sintomas, como inibição, e que exposto a figura do analista, ele poderia ter uma experiência emocional corretivo e uma experiência de identificação com alguém que faz esse tipo de negociação de uma maneira mais eficaz, com melhor performance, ele consegue ter um ego que é uma instância eróticamente neutra capaz de julgar sobre as suas pulsões, sobre as melhores maneiras da vasão a elas, sobre a negociação com o mundo moral e com a melhor negociação, com um concreto da realidade. Então é isso que lá que vai então tentar desconstruir juntamente com outra noção, que também nessa primeira parte ele vai criticar, que é essa ideia da contra transferência, a ideia que central na psicanálise já dessa passagem dos anos 50 por 60, importar agora mais da escola britânica, a contra transferência, como uma espécie, essa é assim do grande motor, grande de apazão de uma análise, o que acontece em mim, subjetivamente emocionalmente, Meia, sucesso.
Na posição de analista, em última instância, está em ressonância com aquilo que o paciente deposite em mim, de modo que ao interpretar, o analista estaria apenas devolvendo o paciente, algo que é dele sem o filtro do analista. Então, uma espécie de álibi perfeito que protege o analista de justamente se vê exposto com o seu próprio ser na situação analítica. Então, esse então vai ser um dos grandes interrogantes da teoria lacaniana sobre a clínica psicanalítica. Se o analista entra com o seu ser, que tipo de posição propriamente subjetiva, ele deve ser capaz de sustentar de modo em que ele não usa a experiência, a própria igual do outro como o álibi, mas que ele permite que emmeja do campo do sujeito algo que esse possa se apropriar. Para tentar mostrar isso, então ele vai recorrer mais uma vez a um jogo, no anelacan, esse início do seu ensino, está muito marcada pela teoria dos jogos que ele vai aprender com o genética, com o fonoim, com o vina, e ele vai utilizar aqui um jogo para poder tentar explicitar esse lugar do analista, sua vida subjetiva e sua vida emocional. Ele pega o jogo de bridge. No jogo de bridge, um dos elementos mais importantes são as catas que estão mortos, só que essas catas não se sabe qual são as catas que estão ali, mas se sabe que as catas do morto, então um dos elementos lógicos do todo jogo é que com as jogadas que vão circulando entre os parceiros é possível ter uma ideia de que catas estão depositadas no morto. Então lá quer dizer assim, no último instância, o lugar analista é o morto segundo a metáfora dessa teoria dos jogos que se serve aqui do bridge, então ele vai dizer assim, a estratégia do analista, ou seja, uma das maneiras de poder operacionalizar a sua política, uma maneira de fazer isso funcionar é que o analista, assim como no jogo de bridge, ocupe o lugar do morto, ou seja, como ele não espõe, não põe as catas dos seus próprios juízos de valor, suas emoções, não coloque em jogo, não explica os seus juízos morais diante do seu paciente, isso faz como que o paciente se pergunta, mas o que está acontecendo na cabeça dele, como que ele está me vendo, que voe, o que ele quer de mim, como que ele está interpretando isso, então isso funciona na perspectiva do paciente, como o verdadeiro motor que faz com que ele, tentando interpretar o conteúdo do morto, ele se encontra cada vez mais a partir das suas interpelações gente, das suas respostas, e desse lugar suposto ao outro, ele se encontra com a sua própria posição de sujeito, então nós vemos aqui uma estratégia colocada em funcionamento, visando a política dessa ética da psicanálise, que em um outro momento, na que eu ouvi dizer que em última instância, a ética do analista para que ele possa sustentar uma análise, uma ética de sustentar a pura diferença, que ele seja capaz de tolerar de que o outro funciona e se inscreve, simbólicamente, num universo ou numa inscrição, simbólico que é diferente da mim, e que a resposta dele, que é solução, que é equação que ele vem comprar, para ele próprio, pode ser muito diferente daquela que eu próprio teria estando no lugar dele, então não se trata de uma solução empática, não se trata de uma solução especular, mas sobretudo, de uma ética, não da comunicação, mas da diferença, então Laker traz isso como estratégia, então Laker ele vai recorrer, então aqui a teoria da guerra e da política, diferenciando, então esses três níveis, o nível da tática, da estratégia e da política, a política vai dar então, ela vai estar organizada em torno dos valores e das posições éticas a ser insustentadas em última instância, disso que o analista não pode abrimar, da uma posição ética que sustenta sua política, as estratégias e a tática, elas vão falar de diferentes níveis de operacionalização dessa política, um nível mais imediato e um nível mais global, mas que permita organizar o funcionamento, o desdobramento, o do tratamento, indireção, a realização dos objetivos éticos de manates, para tentar clarificar para vocês a diferença entre a tática e a estratégia, vou me permitir ainda mais que hoje eu sou último encontro do ano, de ler um pequeno poema para vocês, suponho muito de vocês devam conhecer, do grande poeta uruguai, quase meu conterrâneo, meu chará, Mario Benedetti e esse poema se chama tática e estratégia, eu vou ler para vocês, vou tentar ler em espanhol, no melhor portoinho que eu consegui, porque ele é tão bonito no espanhol, ele é tão tocante, ele é curto, mas que mostra bem a relação da tática com a estratégia, poema seguinte, tática e estratégia, me tática, esmirar-te, aprender como souso, querer-te como souso, me tática, esablar-te, escutar-te, construir com palavras um ponte indestructible, me tática, esque dá-me em tu recuerdo, não sei como, nem sei com que pretesto, pero que dá-me em voz, me tática, esfranco, e saber que sou soz franca, e que não nos vendamos simulacros para que entre os dois, não há ni telon, ni amismos, minha estratégia é, encambio, mais profunda e mais simple, minha estratégia é, que um dia, qualquer, não sei como, nem sei com que pretesto, por fim, é necessita, Mario Benedete, esse poema, se vocês procurarem em internet, se vocês não vê que tem dezenas de versões no YouTube, e eu pedi para Gustavo Fernandes que está nos apoiando na retaguarda dessa live hoje, ele já está disponível um vídeo que eu escolhi, uma das versões, em que o próprio Mario Benedete, declama tática Istra Terra, então vocês vejam que a tática é a intervenção, o nível mais mundano, mais imediato, mais exposto aquilo do calor da hora, a estratégia é de como organizar a tática de tal forma, que ela não perca a sua conexão com os objetivos políticos, ou seja, éticos, de uma certa ação, então, lá que vai pensar a direção do tratamento, a partir dessa noção, o tratamento vai estar em boa direção, quando orientado pela sua política, de modo que tática e estratégia se um caminho nesse sentido, ou seja, elas são muito cambiantes, elas não precisam, ou seja, justamente estandardizadas, não precisam ser padronizadas, desde que o analista, sem ser um diretor de consciências, ele tem claro em qual objetivo político e ético, ele visa contratamento que ele oferece, então esse tratamento não tem nada a ver com uma adaptação, a realidade, não tem nada a ver com a construção de um ego autônomo, nadudo racional, uma análise de fazer, o analista vai estar lá que vai explicar, não tem nada a ver com uma técnica de sugestão, e muito menos com a ideia de que haveria, então, uma parte sadia do ego, com qual o analista deveria fazer uma aliança de modo que ela pudesse, com a aliança com a parte sadia do ego curar e amadurecer a parte infantil, então, ela que vai terminar essa parte, essa primeira parte nesse ponto, sobre a questão, se análise, então não tem nada a ver com uma reconstrução do ego, como ela vai se dar então em relação a
a experiência e a interpretação. No fundo, esses dois conceitos são fundamentais para a gente poder pensar em interpretar a direção do tratamento, os fundamentos da clínica psicananética. Então, na parte 2, ele se interroga sobre qual lugar a interpretação. E ele vai dizer, isso é muito importante, se a gente quiser ter invista a especificidade da clínica analítica, la caniana, ele vai dizer com todas as letras. A interpretação não tem nada a ver com a ideia de um dito esclarecedor. Não é uma porte de sentido, não é? O esclarecimento nas palavras do analista do verdadeiro sentido oculto naquilo que teria dito o paciente. Ele vai dizer ao contrário que a interpretação é uma intervenção com o suporte significante que permite o paciente se situar na sua posição de sujeito, na sua própria prática de palavras, a sua própria uso que ele faz no dispositivo analítico, de modo que ele perceba, diante daquele analista, a sua posição de sujeito que ele faz agir e falar daquela forma naquele momento, de modo que essa intervenção da analista permite essa transmutação do sujeito, ou se perceber como sujeito na sua própria ato significante no seu próprio ato de linguagem, no interior da situação analítica. Ou seja, a interpretação são todas as intervenções do analista que permitem o que chama-la, o exercício da função do outro, do outro no sentido de uma alteridade radical, naquilo que o sujeito não se vê mais compreendido na interpreta, ele se vê simplesmente como sujeito de uma ação diante de uma alteridade que ele é opaca e que ele interroga, então, costa a posição de sujeito ou fazer isso, ao dizer isso. E esse, então, vai ter o valor de interpretação para lá, diferente de a ideia da explicação de palavras do sentido oculto. Então, ele diz que, a então, ele retorna aquilo que havia falado para vocês, essa ideia de que, inconsciente, tem uma estrutura radical de linguagem, e que, em última instância, esse ponto de inseminação de uma ordem simbólica que preexiste ao sujeito infantil, e que, vale ser necessário se situar em relação a ele, como é que ele foi inscrito na linguagem, que tipo de pactamar simbólico, linguístico, lógico, moldou por dentro, a partir do campo do outro, e se recituar a partir de a serança na sua constatação de que ele, na sua posição de sujeito, de inconsciente, ele é um discurso do outro. E que ele se interroga naquele momento, que eu digo, que eu falo, que eu estou no tal ato, que eu faço tal lápso, tal ato falho, quem é esse outro, que, no fundo, sou eu mesmo, o mais íntimo em mim foi inscrito no campo do outro, e quando me du conta das marcas do outro, constituintes de mim, é qual é a posição, onde que eu me situ? Então, nessa esvaseamento radical do sujeito enquanto substância, enquanto o homem, enquanto um instância neu que eu pensava em ti, mas como efeito de um jogo de linguagem, que o preziste, que o inscreve no mundo, que permite com que ele organize uma certa leitura da sua instalação no mundo, no sentido dessa, da sua existência, essa vai ser a grande questão que vai ser colocada em evidência, o vazio em última instância. O disamparo radical dessa instância à última, que garantiria que tudo isso tem uma lógica, que tem um sentido, tem um projeto, tem um telos, tem uma finalidade que tudo vai acabar bem, em que o sujeito se vê apenas como efeito dessa articulação significante, que ele se vê, constituído por isso, repetindo isso, mas ao mesmo tempo, numa intra-dubisibilidade total no campo da linguagem do outro, tem algo dessa linguagem toda, que apesar de me constituir por dentro de mim instalar no mundo, ainda assim, insuficiente para me dizer, quem eu sou e qual é a minha posição de desejo, ou seja, nesse buraco do outro, é que se coloca para o próprio sujeito a questão de si mesmo. Então, a partir desse buraco que eu vou me interrogar sobre o que sou, eu, enquanto sujeito barrado, barrado pela Constituição, no campo do outro, mas ao mesmo tempo, nem completude do outro que me constituiu. Ora, se dar conta disso e aceitar esse elemento angustiante, de que última instância não é o outro do outro, que não tem fundamento último da linguagem, que é no tempo projeto último, que garanta a estrutura do meu mundo simbólico, é angustiante e coloca sujeito numa posição de resistência que o próprio descuberta na lítica. Por isso que lá que vai dizer, aqui justamente nessa parte, que em última instância só existe uma resistência na análise, é a resistência do próprio analista à situação na lítica. Então, lá que mostra que a transferência não tem nada a ver com a questão de uma manipulação, de uma sugestão, de moda esclarecer para o sujeito, qual é a posição correta de ler o mundo, qual é a realidade verdadeira, qual é a última palavra, respeito do sentido das coisas. E ele vai dizer então, que é a direção do tratamento, é um inútil, uma instância de propitiar um processo que vá da retificação das relações do sujeito, com o real, ao desenvolvimento da transferência em seguida a indepratação, ou seja, que o sujeito possa sustentado pela transferência na lítica, se recituar nesse mundo simbólico. É aqui então que lá quer para tentar mostrar a insuficência da noção de contra transferência, vai recorrer ao exemplo do artigo do Ernest Cris, o famoso exemplo dos miolos frescos. Você sabe, aqui na França, é uma iguaria, com miolos frescos. E esse paciente, que no fundo, ele disse que era um paciente da militia chimido, da filha da melania Clare, que é retomado no artigo do Cris, esse paciente tinha uma grande inhibição, ele tinha uma vida intelectual, mas ele não conseguia publicar nada, porque no fundo ele se achava um impostor, ele se achava que ele plageava, que ele roubava as ideias dos outros. E aí o Cris disse que na posição, na analista, ele descobre um texto desse paciente, ele mesmo vai lá com o grande esforço, ler o texto paciente, ele vequei objetivamente. O paciente achava que ele era um brasileário, mas ele vileu o texto, ele constata que não tem plágio no texto, e ele acha que o ato analítico é fazer ele mostrar para o paciente, que não tinha plágio lá onde ele achava que ele tinha plágio, ou seja, esclarecer a realidade junto com o paciente para o paciente. E aí o Cris conclui que ele saindo daquela sessão, o paciente contra uma sessão seguinte, que ele sai de lá, vai no restaurante ao lado e pede para comer. "Mei olhos frescos", na serebo fresco, ele devora o serebo. Então, lá que a gente diz assim, aquilo que o Cris teria sido uma confinuação, na serebo apretação, seria melhor interpretar como uma passagem ao ato, que permitiria restituir a grande questão que o Cris não conseguiu captar em jogo para esse paciente, na questão do plágio. Não se tratava de demonstrar para ele que o plágio era imaginário, mas se demonstra o que ele roubava dos outros, não é que ele roubava a ideia, nem que ele buscava roubar os miólogos, comer os miólogos dos outros, mas ao contrário ele visava o fracaso nisso, ele visava, e como é que ele poderia roubar nada, como é que ele poderia ter algo que para ele se mantivesse inacessível e não acanzar ao que sustentasse para ele uma posição de incomplitude e de desejo que eu permitisse funcionar de uma maneira distinta e singular no mundo. Então, ele vai aproximar esse sintoma de uma espécie de anorexia mental, e que justamente por objetivar esse sintoma, no esforço de restituir
e a realidade através de uma suposta transferência, o que ele faz, é a facilitar a possibilidade de sujeito, se descobrindo em busca de devorar algo que falta, de devorar um buraco, de finalmente, poder por suí-se um buraco que sustente para ele uma posição de incomprecútil, ou seja, de desejo possível. Entramos aqui, então, na terceira parte, a terceira parte é onde é que nós estamos para transferência. Então ele vai se interrogar que sobre o problema da transferência ele vai criticar a ideia de que a clínica psicanalítica se organiza por um simples manejo da transferência, no sentido de que esse manejo permitiria o sujeito ver melhor a realidade, amadurecer do seu erro e situar melhor em relação a um mundo. E aqui em especial, ele vai criticar a algo que já havia criticado bastante, dois anos antes, no seu seminário sobre as relações de objeto, que nesse período da história do movimento psicanalítico, toda a situação clínica, a situação psicanalítica é concebida em termos das relações de objeto. E como se a transferência fosse uma atualização das relações que o sujeito tem com os seus objetos e que, então, o trabalho, a análite, o consistiriam explicitar, tornar visível aqui, agora, pro sujeito, que relação ele tem com o objeto, ele possa perceber essa relação, se dar conta, ter um insight e passar a ter um novo tipo de relação do objeto. Lá que vai atacar exatamente essa ideia, ele vai já havia atacado no seminário 4, mostrando que o grande objeto da psicanal, eles não é um objeto imaginário, nem objeto com o qual sujeito se relaciona, mas justamente o objeto que não está lá, aquele objeto impossível que daria para ele próprio, a completude, a plenitude da realização das sustenências funcionais, em especial aquilo que responderia a sua grande questão, eu descobri que o grande outro é incompleto, então o que é que falta, o que eu devo oferecer para o grande outro para que ele fique completo, o que eu devo desejar poder possuir para fazer um oferem da pura e de outro, que finalmente ele encontra a sua completude, e ele está no completo e encontra a minha própria. Então, para lá, o grande objeto da psicanal, é o objeto que não está lá, é um não objeto, ou buraco fundamental, que ele pode ser delimitado simbólicamente, na figura do falo simbólico, mas a primeira resposta que o sujeito se dá em relação, a incomplitude que ele descobre no campo do grande outro, são os falos imaginários, o que é que falta para o outro ser completo, se esse grande outro para a minha mãe, é ver o que falta, é o pênis do meu pai, o que falta é tal propriedade que ela pode ser de junto dessa minha figura paterna, então, esse primeiro resposta é imaginária, que o sujeito tenta construir para si mesmo, o que que falta para o ser completo, ela quer vai dizer que é o falo imaginário, e que esse buraco no campo do outro, ele pode ser tratado simbólicamente, ele pode ser manipulado num jogo de linguagem codificado, num páculo simbólico, ou seja, ele para de partim qualquer direção arbitrária do próprio sujeito, ele permite uma negociação das nossas incomplitudes no interior do lado social através do falo simbólico, que é um não objeto, mas de qualquer maneira, em nenhum caso, a clínica psicanalítica seria uma clínica da objetivação do objeto, mas justamente da tornar possível o sujeito, se contra-arça e o buraco estrutural, com o não objeto, o campo de incomplitude, que permite para eles colocar em posição desejante, por isso que, nesse momento da teoria Lacaniana, a questão do desejo, ele é tão central, mas o desejo só se constitue enquanto tal, diante da descoberta, nem com pletude do outro, e uma a apropressão subjetiva das descoberas. Ele vai retomar o argumento que já tinha tomado um seminário 4, distinguindo, então, ele vai tratar o mesmo tempo do objeto da fobia e do objeto da perversão, o objeto da fobia, uma espécie de significante, que pode ocupar, múltiples funções de modo que o sujeito pode situar no mundo simbólico, no qual ele está desorientado, por falta dos pontos de reparos, pontos de referência, que poderiam através da função paterna, permitir o sujeito, se situar no jogo simbólico, então, tomado pelo seu vida apulsional, mas sem ter pontos de referência de como encontrar uma via legitima de circulação, ele se vê na obrigação de construir um objeto fóbico que permite representar esse seu impasse de diversas, ocupando diversas posições nesse impasse. Então, a insana das posições do objeto, e aqui claramente neurótico na psicopatologia psicanalite, em relação ao objeto do fetiche, que faria do sujeito dedicar a sua vida, oferecer-se em oferenda a completude do outro, o que que a completude do outro tem a ver com o objeto, que ele é localizável no mundo, e que eu posso oferecer para o outro, para que finalmente possa ser completo. E ele concluí então essa parte 3, falando do objeto transicional do Ínico, e é interessante, porque lá que vai dizer mais adiante, que a sua teoria do objeto A, ela toma a poio numa releitura do objeto transicional do Ínico, e eu vou apenas relembrar para vocês, que o objeto transicional do Ínico é uma maneira para a criança por esse apropriar da sua descoberta, do gap, da ruptura, do abismo, que separa do outro, da descoberta, do sem chão fundamental. O Ínico, o seu texto, ele diz, literalmente, não é lacaniano, o Ínico, te diz assim, que a mãe é real, é aquela que pode não estar lá no momento que o seu filho, o seu bebê, disamparado, mas necessita dela. Essa é a mãe real, só que um sujeito não pode descobrir nem se apropiar dela imediatamente, ele precisa ter um processo que torna possível, se apropiar, subjetivar, e tolerar a não-mãe, absoluto, buraco, sem resposta. Então, naquela vez aqui, o objeto transicional, ele é o mesmo tempo, ele tem uma dimensão positiva de dar a ilusão de uma continuidade, mas ao mesmo tempo ele expressa, ele torna subjetivável, a não-mãe, ela não objeto, falta o gap, o sem fundo. Então, vocês vejam a proximidade que nós vamos ter disso, de fato, com o objeto A de lacan. Com isso, nós entramos na parte 4, que, na qual a que se interroga, como agir com o seu ser a partida perspectiva do analista? Como é que o analista interferi na situação analítica de modo a produzir um efeito, um ato analítico, que ele vai tentar, primeiro, mostrar, mostrar que não se trata de uma identificação, não se trata de se apresentar como modelo de identificação, que não se trata de apresentar o analista, como modelo de felicidade, como modelo de resolução, de uma negociação com a realidade, de adaptação ao mundo, de adaptação às normas sociais, mas justamente e aqui ele vai colocar explicitamente como uma questão ética, eu vou ler para vocês, vocês veem como o seminário da ética já está engutido aqui, ele diz assim, uma ética deve ser formulada, que integre as conquistas Freudianas sobre o desejo, para colocar na sua ponta a questão do desejo do analista, olha o que ele diz, a questão ética, a questão ética fundamental que permite sustentar a clínica psicananítica, que possa ser lucida para o próprio analista a questão do desejo do analista. E esse desejo,
do analista não é um desejo de compreensão, não é o desejo de um rap end na felicidade, de viver num feliz para sempre, de uma oblatividade, de um doarse, de um da, a fundo perdido. Ele vai dizer não, que em última instância o analista deve poder, justamente na sua posição de desejo, sem manter numa posição em que ele não vale utilizar o outro, servido o outro para a realização da sua posição subjetiva e do seu desejo. É a unigissar esse lugar livre, esse lugar bom ou outro, que permite com que um outro, colocando os seus palavras, no processo de livre, a sucessão e de matransferência, que o interpela no núcleo do seu próprio ser, ele se encontra em atribuindo ao analista, essa tal posição, ele se descubra na sua própria posição subjetiva. Então ele diz assim que o analista em primeiro lugar, a quem se pode falar livremente, então ele não se trata de que o analista compreenda, e de certa maneira, tem melhor que não compreenda, que aos poucos o próprio passei de passei da conta, de que o analista não compreende, mas não porque nem insensivo ou bombo, ele não compreende porque há uma dimensão da organização específica daquela constrilação significante, que faz com que tal sujeito seja, tal sujeito, ele é marcado de um nome próprio, isso, um instala de uma certa maneira no interior da configuração significante do lá social, de uma maneira muito única, muito singular, e ele descubra que essa ausência de comunicação, essa ausência de compreensão, não é um defeito no analista, não é algo que ele possa aspirar, mas que é algo que ele deve poder integrar, de que, "Ah, no campo da linguagem, algo que pode se transmitir", e fundamentalmente um gap que faz com que cada um seja cada um, ou seja, há uma questão da diferença que é irredutível no campo da análise, então ele fala da questão da escuta da analista, é o que cria a condição da palavra, mas isso ele diz lá que é necessário que a analista esteja implicado na sua escuta, não é simplesmente que ele tenha uma posição totalmente esteja implicado na sua escuta, mas que essa implicação não seja a implicação, simplesmente ele explicitar as cartas escondidas, porque isso paralisa toda a possibilidade da análise, ele deve justamente sustentar, na sua posição de transferência que tenha a ver com um amor, mas que primeiro lugar é um amor ou saber, um amor que vai se explicitar num amor a essa própria pesquisa, e por fim, uma amoura diferença que vai permitir ao sujeito que ele possa tolerar esse gap insuperável que ele paga do fato de ser um sujeito por ser um sujeito de linguagem, e com isso nós chegamos a parte final, a parte 5 do artigo que é talvez a parte mais radical, e que lá que é, aqui ele faz uma afirmação, é única, claramente uma afirmação, é preciso tomar o desejo ao pé da letra, e de certa maneira isso aqui é uma espécie de um grande síntese, e um grande condensado do pensamento da reflexão na caniana nesse momento inicial do seu ensino, e ele vai começar então falando explicitamente da questão do desejo, do vúngs fridando, e que mostra que é necessário de extinguir o vúngs, o desejo, o tom de coloca, das aspirações da demanda, e das questões, digamos, propriamente mundanas da vida do sujeito, ele vai dizer que a questão do desejo se coloca, porque o sujeito se inscreve num campo de linguagem, esse campo de linguagem, ele, ao mesmo tempo, recorre, recobre o mundo, ou seja, ele recorta o real segundo modalidades, que são mais ou menos compartilhadas no social, e esse compartilhamento de coordenadas simbólicas, que nos instaam no mundo de determinadas maneiras, ela acaba chamando de realidade, nós vimos isso no vídeo que nós estamos da psikóse. Então, não está louco, quer dizer que nós habitamos na realidade, mas está habitando a realidade, não quer dizer as coisas como elas são, quer dizer, está instalado no mundo segundo coordenadas simbólicas, que estão na base da organização do la social, que estão na base das coordenadas mais ou menos compartilhadas de uma instalação no mundo, recortar o mundo simbólicamente de um jeito, quer dizer, não recortar do outro, é recubrir de uma forma, ao mesmo tempo que se descobre, que tem uma outra dimensão que não é recortada dessa maneira. Então, esse elemento é muito importante de ver que está presente no campo mesmo da linguagem, a instalação na realidade é o mesmo tempo, a abertura para o real, ou seja, daquilo que não cessa de não se inscrever, um esforço da linguagem de traduzir sem resto, o campo do mundo e do sujeito. Então, existem, para poder ter acesso as questões próprias a essa incomplitude, e a erotização da busca daquilo que falta, ou seja, a questão do desejo, é necessário fazer um Freud procedeu. Tomar o sonho, tomar a palavra do sujeito, ao pé da letra, entendendo que ela se inscreve em figuras de retóri, em figuras da linguagem, e ela quer retomar a metáfora, a metonímia, e ele vai mostrar que, por exemplo, diz que a metáfora não é senão, um efeito de sentido positivo, ou seja, uma certa passagem do sujeito, ao sentido do desejo. E é isso que Freud busca explicitar na sua indeprédação dos sonhos. Então, o sonho tem um sentido, quer dizer que as associações levam a certa direção com tudo. Se ele levar até o fim dessa direção que ele encontra não é um objeto que falta para o desejo, que ele encontra um bigo dos sonhos. O que ele encontra é aquele ponto que Freud vai chamar das unercantes. E um mercante não é um incognossível, não é? O desconhecido, não é algo metafísico, qual cuja natureza é ser por ele próprio, incapaz de ser conhecido. O que dá esse poder, literalmente, que é aquilo que não é reconhecido. Vai até aquele ponto, ele tem um nó de linguagem, mas ele não consegue ser reconhecido como um ponto explicitável, que diz o objeto que ele consegue ver, e diz o ponto de direção ao qual minhas tendências associativas e o meu desejo me orientam. Vai nessa direção, então, vocês vê que a direção do tratamento também tem a ver com a direção do desejo. Em direção ao que o sujeito é remetido na suposição de sujeito desejante. Por isso que ele vai dizer que o desejo é a metonímia da falta a ser. Ou seja, essa incomplitude constituinte dos seres de linguagem, da qual o participo, é paciente e analista. A analista também não é alguém que superou a falta a ser, mas é alguém que pode se instalar na falta a ser e se virar com a sua própria solução singular de poder investir eróticamente essa falta a ser. Isso se chama desejo. E vai permitir sustentando a transferência e o dispositivo analítico para aquele sujeito, para aquele paciente, uma ilaboração, que, dessa estrutura da linguagem, que permita ele próprio, reconhecer que no fundo tem um buraco, mas que nesse buraco algo se orienta eróticamente em busca de que alguma coisa pode se buscar, algo de uma mais dissatisfação pode ser encontrado em algum lugar. Isso vai estar na malha central do desejo. Então, vocês vejam como ao mesmo tempo, o desejo não visa se satisfazer, ele visa por esse sustentar. O desejo não é algo que, em última instância, ele seja realizável. O desejo é o que mantém uma inscrição erotizada do sujeito no mundo, e não apenas erotizada, mas com, indo para algum lugar, dando alguma direção, pudendo permitir algum sentido, pudendo fazer com que alguma coisa possa para ele.
funcionar como sentido não, sentido enquanto um resposta, enquanto palavra que falo, no sentido daquilo que dava, a instalação, propriamente, viva para ir numa certa direção, orientar em certa direção o seu esforço vital. Então eles diz assim que a respeito da estrutura do desejo, o desejo é aquilo que se manifesta, no intervalo que cava a demanda, a quem dela mesmo, na medida que o sujeito articulando a cadeia significante, isso conduz, ou isso mostra, traz a luz, a falta c com o apelo de receber o complemento do outro, se o outro lugar da palavra é também o lugar dessa falta. O que ela quer dizer aqui? Então ele retou, que nós já vimos visto antes em outros dos nossos seminários, que na relação do sujeito, que nasce na sua posição de desampado, que descobre, que para poder existir, subsistir, precisa se referencial o campo do outro, situar a relação ao campo do outro, usar o código do outro, se deixar colonizar pelo código do outro, ele busca, então, articular a partir desse código do outro, que o coloniza na alma, que o constitui por dentro, ele é articular, no seu dizer, na sua indereçamento ou outro, aquilo que ele espera que o outro possa dar para ele, como resposta absoluta para sua incomplitude, esse é o campo da demanda, então ele tenta articular, no campo da linguagem, aquilo que falta para ele, mas justamente ele descobre da impossibilidade da linguagem, fazer passar sem resto, para o outro, em última instância, fechando o circuito para si mesmo, qual seria a última palavra, qual seria a última resposta da aquilo que me falta para a minha incomplitude? Então, esse aquilo que ele aticule, aquilo que ele visa, nós temos na diferença entre o campo da demanda, o que ele perde, o campo do desejo, aquilo que ele visa. Então, o desejo, ele está no mais além da demanda, o desejo, ele continua como resto a sintótico, daquilo que o sujeito busca ser essa articular, mas que encontra sempre como um lugar vazio, um lugar, em que a linguagem não é capaz, de expressar e de muito menos resolver, essa incomplitude no campo da satisfação, do goso e da plenitude, que o sujeito buscaria. Então, nesse sentido que o desejo falacã, o desejo do homem, é o desejo do outro, nesse duplo sentido tanto, o desejo, tal como outro moldou em mim, o que eu devo desejar, o que ele lhe lhe cito para mim desejar, o que eu devo desejar para ser completo, mas ao mesmo tempo, o desejo do outro, o desejo do sujeito, ele se é desejado pelo outro. Se eu quero sobreviver o preciso que o outro me deseje, então como é que eu me coloca nessa posição de ser propício ou outro? Então, tenho que descobrir o que eu devo desejar, mas ao mesmo tempo eu devo descobrir o que falto ou outro, porque eu posso ame oferecer como sendo desejável para ele. E, em caminho, então, para o final desse importantíssimo artigo, que nós estamos fazendo uma visão de conjunto, lá que eu vou retomar a questão da perversão dizendo que a recusa, o desmentido da castração, é em primeiro lugar, não desmentido da minha própria castração, mas o esforço de desmentir a incompletude do outro, de desmentir a castração do outro, porque se o outro é castrado, o meu mundo não tem chão. Então, é necessário sustentar o outro como completo para que reflexivamente eu possa aspirar uma completude possível. Ele vai mostrar também nessa articulação do inconsciente em última instância como um fato da linguagem, como estruturado como uma linguagem, ele vai retomar de escuberta aflediana, que os sonhos, que os lapsos, os ditos espirituaisos, em última instância, eles estão super determinados, estão sobreterminados. Eles dependem de uma articulação significante e que não depende apenas do sujeito, depende como esse código, é um código está inscrito no campo do outro, ele vai depender de que forma isso vai ser articular comigo mesmo e com o outro, para que de alguma coisa possa brutar a uma significação, de modo que esse outro e mim, ele possa falar e eu possa me surpreender com essa estranha, quem de nós nunca teve a seguinte experiência de acordar de manhã, no sobressalto de um sonho, então, uma vacaladora, mas tão diferente da maneira que eu mesmo me concebo, que eu acordo de manhã e me digo para mim mesmo, mas como é possível que tenha sido eu quem sonhou esse sonho? Como é possível que tenha sido eu quem teve esse lápis? Quem é possível que tenha sido eu que exponenhamente tenha dito, uma piadinha, um dito espiritoso, que é tão diferente nos meus padrões morais, nos quais eu me reconheço. Então, lá que eu acabei trazia algo que é muito importante, no finalzinho do texto que ele vai falar de lugar da fantasia, e ele vai dizer que a fantasia no seu uso fundamental, é aquilo através do que o sujeito sustenta no nível do seu desejo que se esvanece, há algo que ele busca como satisfação e que ele demanda o tempo todo para o outro sem obter resposta, ou seja, a fantasia ele vai ter esse caráter, primeiro, não apenas de resposta, mas também de encarnação, há algo e há um contexto em que há um buraco que me permite desejar no interior desse enredo, que é algo que pode faltar se tornar desejável para mim, ou se mostrar como realização do que me falto. Então, é nesse sentido que a fantasia sustenta para o sujeito aquilo que ele tem de mais real, a sua inscrição, no mundo da linguagem, mas também no mundo do real e no mundo da satisfação possível. Então, termina falando que a respeito da direção de tratamento, e eles assim, que é necessário se pergunta, para onde vai direção de tratamento, ele faz uma série de observações, várias mesmas, e você vai destacar apenas um, quando ele diz assim, por onde vai concluir, vai ter a ver com o título dessa parte que ele vai dizer assim, o título dessa parte 5, necessário tomar desejo, o pé da letra, ou seja, é preciso levar a série dos cobertas Freudianas, de que o inconsciente tem essa estrutura de uma bílida scripta, uma escrita, e que tem uma determinação própria, uma determinação de linguagem própria, inscrito no campo do outro, da tradição anguística, eles assim, que uma vez que se trata de tomar o desejo, e que ele não pode se pegar ao pé da letra, ou que ele só pode se pegar ao pé da letra, uma vez que são essas redes da letra que determinam, sobre determinam essa um lugar desse passar o celeste, como não exigir daquele que cuida do passador, que seja, em primeiro lugar, ele próprio um letrado, ou seja, a posição do analista deve poder ser coerente com o fato, de que o próprio analista tem escrito dentro dele essa dimensão de que o inconsciente estruturado no campo da linguagem, e que ele tem a ver quais inscrições, quais marcas, constraços, qual letra, que marcam o sujeito, que instauram o sujeito em alguns pontos fundamentais de ancoragem dessa cadeia significante, e quem tono disso, que toda o dispositivo analítico vai ser uma espécie de um samba de uma nota só, podendo em cima desses grandes pontos de letra traumática, e que dependa em muito da possibilidade de analisa de sustentar a busca do sujeito de encontro com esses pontos, e de poder pontuar lá onde os pontos estão.
um sujeito se encontra no momento que ele se confronta a esse dom que lá que eu vou chamar da letra. Muito bem gente, eu vou procurar para vocês nós parávamos por aqui, não é? agradeço vocês têm me acompanhado nesse debate desse momento, então os que desejarem eu vou ainda deixar mais alguns minutos para a gente poder conversar e trocar nos algumas ideias, quem quiser fazer perguntas, quem quiser fazer comentários e eu vou ficar a disposição de vocês. Eu estou pegando aqui então os nossos colegas né, Amanda Rizu e Gustavo estão nos enviando os perguntas que foram colocadas, tem uma aqui que é de Frank Silva, ele pergunta assim, como poderíamos pensar em uma nejo da angústia, na experiência na lítica, essa questão é muito importante, primeiro, e isso é um ponto de proximidade da teoria Lacaniana, com a teoria Claniana, pros Clanianos, o ponto de emergência de angústia, o ponto de orientação da análise, tem algo que dirige, uma análise é esse ponto de emergência da angústia, e o Lacaniana vai dizer que justamente ali nesse ponto da angústia, é aquele momento que o real interpela, angústia é a expressão subjetiva de um real que não consegue mais ser cuberto por ver um nenhum surgido, tomado existencialmente pela angústia que em última instância a exposição do sujeito, ao objeto, sem saber escrever-lo no lugar nenhum, ou seja, ao mesmo tempo é uma perturbação, mas é um norte para análise, agora o Lacan, no seminário sobre angústia, ele vai dizer o seguinte, quando ele faz lá o gráfico, aquela tabela, ele vai dizer que tem um manejo clínio que é muito importante para angústia, vocês lembram que lá quando ele coloca nesse gráfico, em imissão, sentou um engústia, ele vai colocar como os espaços, os desenhos, angústia, por um lado vai ter a passagem a, e o outro vai estar o ectinautos, ou seja, a angústia, quando estrema, quando excessiva ela pode transbordar, ela pode romper com o sujeito, fazendo que ele simplesmente, ou ele saia pela via do ectinaut, ou que ele saia pela via da passagem o ácido, então, o Lacan vai considerar que uma das tarefas mais importantes do analista é de ser alguém que possa manter angústia num nível que o sujeito possa tolerar, ele não pode ser baixa demais porque senão o sujeito não se mobiliza, não está mais mobilizado pelo real, mas ele não pode ser desesperadora demais que o sujeito não consiga mais da conta de forma de simbolizar de forma algum e que ele acaba fazendo com o comum a jovem sexual que se joga da ponte, então é uma das tarefas importantes do analista de saber fazer uma boa gestão da intensidade da angústia, o grau de suportabilidade, disposição do sujeito, é um real que interpela radicalmente existencialmente, tem um comentário da Ida Milha muito rico, poema, olhar, ler o analisando e mostrando o que o analista vê em sua troca analítica, tem um comentário Michel Patterson, seu amigo, está no Canadá, agora é uma braço Michel, Mario, é isso que gosto, este apel, apoisia, literatura e é tanto da cultura, obrigado, obrigado você Michel, eu comendo então estimulante gente, a mônica da maceno diz assim muito obrigado por sua fala e ela pergunta como se dá a passagem da colonização pelo outro, a constituição da fantasia, então essa é a sua pergunta excelente e lá que tenta um dos lugares que ele tenta dar conta dessa questão é justamente no grafo do desejo, porque, na pena que a gente não tenha o grafo aqui, vocês lembram que quando esse sujeito, originário, mítico, não é um sujeito pre-linguístico, mas que ele precisa apropriar da linguagem do outro para poder expressar numa demanda o que ele falta, junto a outro, ele vai encontrar aquilo que sua demanda não conseguiu fazer passar, esse é o campo do desejo, continua a pro andar superior do grafo, logo em seguida nesse, nesse mais além do desejo, o que nós vamos encontrar lá é uma tema da fantasia, não desculpa, é uma tema da pulsão, é uma tema da pulsão, é o sujeito barrado, fançol, ou seja, todas as relações possíveis, menos de a igualdade da equivalência, com a demanda, então ele vai dizer que justamente a pulsão é aquela ansia, aquela triva, aquela impulsão, aquele impeto, que faz com que, de uma maneira, acéfala, o sujeito busque a completura satisfação a qualquer preço, e isso vai encontrar do outro lado da volta no patamás superior, a lilha vai encontrar uma tema da fantasia, então a fantasia, uma tema é esse barrado, ou seja, sujeito atravessado pela linguagem, constipido pela linguagem, pensão em todas as relações possíveis, menos a de igualdade, com o que? Com o campo do objeto a, com o campo do real, enquanto não objeto, enquanto em compritude, enquanto a pelo ou mais de satisfação, como não recobrimento pelo campo da linguagem, então a fantasia nesse circuito suje depois que sujeito desejante, desesperado em música da compritude, ele vai encontrar nesse patamás superior, uma articulação, primeiro tem a ver com a descoberta da incomplitude do outro da linguagem, sujeito barrado, exposto ao objeto ar, mas exposto pela via dessa janela, então a fantasia se coloca para um sujeito em exposto à incomplitude, como um enredo, como uma lógica, como uma articulação fundamental que permite para esse sujeito, em uma posição na qual você conhece a imposição de sujeito, se as peguem lá, por exemplo, a fantasia que o Freud descreve em bates e uma criança, que o sujeito pode dar na posição daquele que assiste o pai batendo numa criança, o pai batendo num inimigo, pai batendo o lele próprio, ele pode se ver na posição de quem é o espectador, ele pode se ver na posição do pai, ele pode se ver na posição da criança, identificar, como sendo esse um dos lugares, num desses lugares, aquele no qual ele se identifica, e no qual ele se realiza, ele pode se realizar como o nome dos lobos, o nome dos lobos, você vê na posição do bebê, no leito, assistindo o coito dos pais, o pai por trás a mãe de quatro na frente sendo penetrada pelo pai, então ele tem, e ao fundo uma janela que depois vai ter a ver com o sonho dos lobos, então essa criança, ela se identifica, numa, nesse arredominio, nessa lógica, numa posição do espectador que vê o coito pro evíduo, então da li ele, igual a ali, ele é tomado por uma, por uma experiência pulsional de goso, né, de, de, de, de, uma, você é tomado por algum tipo de, de, de, de realização que se constitui ali, mas que dá ali que dá aquela posição, algum goso é tido como possível, tem um enquadramento, ele tem uma delimitação, ele tem algo é tornado possível pela inscrição na fantasia, então a fantasia, ela depende da demanda, da descoberta, nem completude, da demanda, desespera, nem completude, de fato dos sujeitos descobrir num ser de linguagem que pode organizar o mundo de mais determinada maneira, e que ali se, se, se consolida, se fixa através da constipção do mundo da linguagem, o campo traumático de descoberta, da sexualidade do outro, como em redominium lojico, numa posição na qual sujeito se, se identifica, na qual se vê, em que alguma realização de goso é suposta para ele, possível e aspirável, nós esperava um sentido de que pode ir atrás. A Celica Valarie pergunta, você pode falar um pouco do manejo do trauma na análise lacaniana, e vou ler mais algumas perguntas, tem a doala, minha, nosso colega, no seu amigo do Corp Frédio de Sampauro, boa noite, maari, bela apresentação do texto, pergunta onde fica ideia de Bezetsum, no investimento, o lado econômico do Freud, e a nossa grande ação, é a nossa,
O que você colega, nossa amiga da Mercôpio do São Paulo, a graça del corso, dizia assim, "Mario, qual seria a diferença entre a direção do tratamento e a direção da cura?" Se há alguma diferença entre estemos, qual seria essa diferença? Da minha opinião prefiro usar o tempo tratamento, pois usar o tempo cura, fico com uma questão que haverá sempre um resto, ou seja, do sintoma atrelado ao real. Bom, de alguma maneira, as questões têm a ver com o problema do trauma e o que você pode fazer a respeito. Vamos falar ao primeiro da questão do ser lí, do manejo do trauma na análise lacaniana. O trauma é lí, na análise lacaniana e no fronde. O trauma não é da ordem da contingência, ele é da condição do ser de linguagem, do parletra. O parletra, como ser de linguagem, exposto ao campo do gol, exposto ao campo do outro, descoberta, descontato, ele rompe, ele se vê, então, brutalizado pela invasão de uma licitação que o dispositivo, ou um, exprara a parrato, o parletra de linguagem não é capaz de dar conta. Então, pro frote, o trauma é da ordem da necessidade, no ínico, não é assim. No ínico, você vai depender uma situação, ela pode ser traumático ou não, dependendo de como ela for apresentada para criança, dependendo de como não é apenas um fato, mas é algo do ambiente, se o ambiente é apresentado, descoberta do real. Não de uma maneira brutal, subter, de uma hora para outra, tudo de uma vez que rompa as barreiras protetoras da criança, então ela pode ser apropriado o real, sem que isso tenha marca traumática. Então, no ínico, o trauma não é uma necessidade, ele é uma contingência, no lacan, no fronde, o fato da descoberta do campo da sexualidade, no campo do outro, e a impossibilidade da linguagem, é contas, isso ela tem uma dimensão traumática de ruptura, ou seja, não é algo de que o sujeito é entro na questão da graça, não é algo que o sujeito possa ser curado, não é algo nessa impossibilidade de deixar completamente ser resto, o recobrimento do elótico, do sexual, pela linguagem, então não é algo que o sujeito possa ser curado, ninguém é curado do seu desamparo, ele pode, por desse virar com isso, saber fazer com isso no interior da linguagem, no interior do campo do laço social, e de uma maneira que ele torne vivível a vida para ele. Então, todo esse último lacan, o lacan da clínica dos nozes, a clínica dos santômen tem a ver com, não com uma solução preta por ter, de que todos vão terminar com uma espécie de uma solução desejável, de uma solução última, que já estava, digamos, colocada com o ideal no começo do tratamento, mas ao contrário, como cada um vai por ter com os seus próprios instrumentos, com só própria inscrição na linguagem, com a própria situação transferencial, terceiro forma solução possível para essa ruptura, para essa incompletude, para qual, nesse mesmo, não tem cura, ninguém é curável da condição de ser de linguagem, ninguém é curável do ser paramote, ninguém é curável do parleto, a gente se vira da melhor maneira possível com isso. Então, nesse sentido a direção pretaamento tem a ver com o permitil, o sujeito encontrar, é a tecitura desse santômen, que permite se instalar no mundo, contribuir com o laço social, ampliando-se com solucções inusitadas, com respostas, singulares e únicas, e que permitam se virar com aquilo que não tem cura. Então, a ideia de cura está menta, é uma própria estiladação, no forancesa, a ideia de cura, é uma ideia que vem, é um termo tradicional, a ideia de cura, ela tem a ver com cura, no sentido de curar, de realmente tratar. Então, essa questão se coloca menos no forancesa, porque a ideia de cura no forancesa é mais próxima de tratamento do que em português. A ideia de cura, que aparece só na tradução, quando você pega aqui o português, e se ele for você resolve traduzir por cura, aí surge um problema que não tem no original, ou tem menos no original, que a cura tem a ideia da resolução radical do problema, e que o tratamento é como se se vira com um problema. Bom, acho que está bem claro, na necessitão que trazer aqui para vocês, que a direção da cura é uma direção de tratamento, como você facilita para que o sujeito possa encontrar a sua solução singular, para essa incompetua de radical, que nós nos constitui como humanos enquanto seres de linguagem simolha. Bom, acho que não sei não tiver mais questões, bom pessoal, então eu vou ser agradecido a vocês todos, de ter nos acompanhado nessas lives ao longo do ano, ano que vem, nós vamos ter alguma atividade com lives, não sabemos ainda, mas como se reorganizar as coisas, em função da pandemia, nas nossas próprias experiências, com o que as constância todas levou a ter que criar, nós temos que criar a nossa própria solução do que eu falei de ano, de São Paulo, que todos vocês que participaram aí das lives, da interrupção assistindo os vídeos, participaram também, tenho agradeço muito, isso vai nos constituindo como escola, como lá social. Todos estão convidados, os vídeos estão todos disponíveis como falei, e bem acessíveis, bem claramente delimitáveis, graça ao trabalho do Gustavo Fernandes, aqui eu também queria agradecer, nessa colaboração que ele deu, tornando possíveis todas as atividades que nós estamos tendo, amando, arriso, que também está na retaguarda, e então convidar a vocês, oportunamente nós vamos divulgar com a essencial nas atividades abertas do ano que vem, agradecer a participação de todos, o apoio de todos, de chamo grande abraço, vocês já vão ser lente fim de ano, e que esse nosso próximo ano de 2021, a gente possa aprender e tirar o melhor que 2020 nos trouxe, e que a gente possa ter realmente um ano novo, com tudo que o novo pode nos trazer de bom, beijo grande para todos e até a próxima. Antes de encerrar, antes de convidar a vocês, antes de encerrar, temos uma atividade, que também vai ser transmitida no nosso canal do Facebook, na semana que vem, nós vamos ter o nosso produção estilo, a última atividade, produção estilo desse ano, e que vocês vão poder consultar no nosso site do Facebook, no nosso Facebook do cofre de ano de São Bal, e ela vai ainda acontecer na semana que vem, que vai ser algo que vai tratar das questões da literatura, da produção de textos, e as relações disso, com uma maneira de pensar a psicanálise em face da escrita e da educação, um abraço grande para todos vocês, e até uma próxima.
Podcast Summary
Key Points:
O texto é uma introdução a um seminário sobre o artigo "A direção do tratamento e os princípios de seu poder" de Jacques Lacan, apresentado em 195
Lacan critica a prática psicanalítica hegemônica da época (especialmente da IPA), que priorizava o fortalecimento do ego, defendendo um "retorno a Freud" com base na linguística estrutural.
O artigo estrutura-se em cinco partes interrogativas (ex.
A direção do tratamento é definida como uma política ética que visa instalar o sujeito na transferência para que ele acesse seu desejo via linguagem, sendo o analista implicado em seu próprio ser nesse processo.
Summary:
A transcrição apresenta a abertura de um seminário que analisa o texto de Lacan "A direção do tratamento e os princípios de seu poder" (1958). Contextualiza a obra no período do "retorno a Freud" de Lacan, marcado pela ruptura com a IPA e pela incorporação da linguística estrutural. O artigo é uma crítica contundente à psicanálise dominante da época, acusada de reduzir a clínica a uma "reeducação emocional" para fortalecer o ego, em detrimento do inconsciente.
Lacan propõe, em alternativa, que a direção do tratamento deve ser guiada por uma ética psicanalítica que coloque o desejo inconsciente no centro. O texto é estruturado em cinco partes principais, que interrogam o lugar do analista, a interpretação, a transferência e o ser do analista, concluindo com a máxima "é preciso tomar o desejo ao pé da letra". O seminário destaca que, para Lacan, o analista não é uma figura neutra, mas alguém que "paga com suas palavras" e se engaja com seu próprio ser no dispositivo transferencial, cujo objetivo final é permitir ao sujeito um acesso à verdade de seu desejo através da linguagem.
FAQs
Os conteúdos estão disponíveis em podcast, canal do YouTube, e vídeos de encontros, aulas e debates no Facebook. Para mais informações, siga a página 'Corpo Freudiano e São Paulo' no Facebook.
É um seminário dedicado aos conceitos fundamentais da psicanálise, transmitido ao vivo na primeira e terceira quintas-feiras de cada mês pelo Facebook do Corpo Freudiano de São Paulo. A série está integralmente disponível na mesma página.
O tema é uma questão clínica fundamental sobre os fundamentos da prática psicanalítica, baseado no texto 'A Direção do Tratamento e os Princípios do Seu Poder' de Lacan.
Foi apresentado em um colóquio da Société Française de Psychanalyse, ocorrido de 10 a 13 de julho de 1958, na Abadia de Royaumont, um vilarejo próximo a Paris.
As partes são: 1) Quem analisa hoje? 2) Qual o lugar da interpretação? 3) Em que ponto estamos da transferência? 4) Como agir com o seu ser? 5) É preciso tomar o desejo ao pé da letra.
Lacan critica a visão que reduz a psicanálise a uma reeducação emocional para fortalecer o ego, defendendo em vez disso uma ética baseada no desejo inconsciente e na linguagem.
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