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A Década das Nações Unidas da Restauração de Ecossistemas

35m 41s

A Década das Nações Unidas da Restauração de Ecossistemas

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4845 Words, 29476 Characters

[Música] Oreliza, tudo bem? Nós vamos cobinar o Podiqueeste dessa semana, que nós ficamos de fazer juntos. Eu estava pensando, porque de a cinco, o sábado é o Dia Mundial do meu ambiente. Vai ser lançado pela ONU, pela FAO, pelo P1, a década da restoração. O que você acha desse assunto? Opa, é algo legal, vamos aproveitar essa oportunidade, essa coincidência da data. Desde esse episódio do Podiqueeste, justamente na semana do meu ambiente. E, se essa data está importante, dessa década da restoração, vai ser lançada justamente nesse dia. Acho que é um tema que tem tudo a ver com o nosso curso de Cagricologia, pensar essa questão, que está sendo pensada globalmente sobre a necessidade de restaurar os ecossistemas. E não está aqui o nosso nocerrado, os ecossistemas do Brasil e do mundo. Acho que é uma coisa que o mundo está preocupado. Então, acho que merece um enfoque aí do episódio do Podiqueeste, sim. Legal, então acho que o saco à Cagricologia vai ganhar muito com esse tema. Como a FAO é uma agência ligada ao Ono e é uma das implementadoras na década, eu vou procurar alguém lá, então, para conversar sobre esse assunto. Com quem que você poderia conversar também? Após você consegue agendar a FAO para falar com a gente, acho que é super especial, hein? Bom, eu acho que eu também tenho um convite especial para fazer. Com isso, o Daniel, o orientador do Drado, tem um contato próximo. Por ele, ele é uma das grandes referências aí, nessa questão de restauração, especialmente aqui no Cerrado. Eu vou fazer um convite, tomar aquele topo. Ah, boto fé, então vamos lá, pressar com o pessoal. Tomar aquele topo, fica um episódio bem legal. Pessoal, gosto, então, vamos lá. Mantenha em pé do que resta, não basta, que alguém virá derrubado que resta. O jeito é convencer quem devasta a respeitar a floresta. Eu converse agora com Thiago Rocha, que é biólogo e mestre engelciências e meio ambiente e trabalha na FAO. Olá, Thiago, gostaria que você inicialmente se apresentasse? Olá, Paulo. É um prazer para nós, das Nações Unidas, participar desse episódio sobre a década de restauração. Eu sou Thiago Rocha, trabalho no escritório da Organização das Nações Unidas para a Cultura Alimentação no Brasil, atú diretamente no planejamento de coordenação de projetos no território nacional e também com toda a agenda que de respeito à conservação, manejo de recursos naturais, restauração, conservação de paisagem. É um prazer para a gente poder contar um pouco sobre a década da restauração para vocês. Thiago, há um ano já utiliza essa estratégia de priorizar um tema durante uma década, como foi o caso da década da Gritura Familiar. Por favor, explique para os nossos ouvintes, o significado de uma ação como essa da década das Nações Unidas, da restauração de actos sistemas. Uma das estratégias das Nações Unidas para uma atuação global sobre determinado tema, em que possibilite o fortalecimento de um movimento ou estabelecimento de um movimento global, seguindo os princípios da Assembleia General das Nações Unidas, são as definições das décadas. Nós tivemos então várias como a década da Gritura Familiar, estamos agora na década dos oceanos, que traz uma visão para aquele ambiente oceanico marinho, e também agora o lançamento da década da restauração. Especificamente sobre a década da restauração, ela foi adotada em maços de 2019 com mais de 70 países assinando uma proposta, cujo principal objetivo é fortalecimento de compromissos globais, regionais, nationais locais, para prevenir e reverter a degradação dos ecossistemas. Também com uma vertente muito forte para aumentar o entendimento do sucesso da restauração de ecossistemas e a integração de todos na tomada de decisão, seja um setor público privado, é o sistema educacional. Como dos grandes princípios é que todos os ambientes marinhos e terrestres, como florestas, mandesais, áreas contanosas, savanas, pastagens naturais, água doce, recepios de corais, etc., devem ser olhados e deve-se promover ações diretamente relacionados a recuperação desses ecossistemas. Ela está baseada a década da restauração e muitos compromissos internacionais, como acordo de Paris, como a meta de neutralidade de degradação de terra, as metas de biodiversidade, enfim, ela traz um grande acaboso de compromissos já estabelecidos anteriormente. Para conduzir essa década da restauração foram elencadas duas agências das Nações Unidas, a FAO, que é a organização das Nações Unidas para a alimentação e agricultura, e o PNUM, que é o programa das Nações Unidas para o meio ambiente. Em uma das grandes questões que envolve essas duas agências, é que elas possam coordenar em uma ação global e também nos países uma agenda específica para a restauração. É buscando cinergia com o que já está ocorrendo dentro dos países, com iniciativas privadas públicas, de universidades, setor acadêmico, enfim. E também, como se organiza uma estrutura que possa trabalhar com um fortalecimento das políticas públicas relacionadas a essa temática, complementando ainda o contexto da década, a restauração da questão de sistema refere-se a uma série de práticas que contribui para a conservação em reparação desses ecossistemas danificados, incluindo, por exemplo, a restauração de carbonogânico, em solos agrículas, a recuperação de stops sobre pesca, a remediação de locais poluídos, a restauração de serviços ecossistêmicos, como todo, incluindo a restauração da biodiversidade, um estado semelhante, um interior à degradação, como a visão de que restaurar esses ecossistemas aumenta o fornecimento à qualidade dos serviços prestados por eles ao longo do tempo, para que os estados desejados que após prioridades nacionais envolvimentos sustentavam, as ODS, então, o desenvolvimento das ODS dos objetivos envolvimentos sustentável, eles estão muito pautados, a grande base deles é a estrutura física biológica, então, o próprio qualidade dos serviços ecossistêmicos e do ecossistema, essa década da restauração traz também uma alerta para a população mundial e dos governos, e de que se faz necessário restaurar os ecossistemas degradados, para que a gente consiga ter a possibilidade de alcance dos nossos objetivos envolvimentos sustentável. Muito bom Tiago, é bastante animadora, a gente vê esse esforço conduzido pela ONU com as suas agências, para uma ação global em busca da restauração dos ecossistemas naturais, e também é bastante interessante ver essa convergência com os ODS, com o objetivo do desenvolvimento sustentável. Tiago, agora, despejante, por favor, como que você vê qual será o papel da falo na década da restauração? A falo é uma das agências das Nações Unidas, que foram elincadas como líder para conduzir a década da restauração. De uma forma mais global, a falo nessa missão reafiram o seu compromisso de continuar trabalhando para garantir que a biodiversidade, a saúde do ecossistema, estejam cada vez mais integradas, e atui, por exemplo, para o fornecimento de magra-cultura, a verdadeiramento sustentável, de uma produção ou uma extração de recursos naturais, de uma forma mais apropriada. No ponto de vista da falo Brasil, há uma parceria com o penuma, que é outra agência das Nações Unidas, que coordena as ações da década da restauração, para definição de uma estratégia para condução dessa temática no país. Essa estratégia está sendo construída, não só pelas duas agências, mas com uma consulta pública, que foi feito no ano de 2019, 2020, na qual se pretende avaliar as iniciativas em curso para a restauração dos ecossistemas, seja iniciativas particulares, de setor privados, seja iniciativas públicas, de Estado, municípios, do Governo Federal, e também a proposição de uma governança sobre esse assunto no território nacional. Também há, por um outro lado, ações focadas dentro dos projetos fal, que são desenvolvidos no Brasil, que já atuavam com esse foco, mas que se fortalece ainda mais a nossa atuação dentro dos nossos projetos, como fortalece a conservação, a restauração dos sustentados da biodiversidade, na agricultura, no setor de pesca, trabalhar na restauração de paisagens, florestais, conservação, aumenta da cobertura florestal, incluindo, se vir, cultura, bana, sistema, A Gloa Florestares Silvia Pastoris, a consideração de povos indígenas e afrodecendentes, e o reconhecimento do papel das florestas, na mitigação da atação de mudanças climáticas, e, enfim, todos os nossos projetos voltados também para essa temática dentro nosso território. É ainda, claro, a gente está falando em 10 anos, então, esse é um processo que se inicia agora, mas a expectativa é que ao longo desses anos não só duas agências das Nações Unidas, possam coordenar o processo, mas que esse processo seja incorporado dentro da sociedade. E essa é uma dos conceitos e dos caminhos estabelecidos pela década da restauração. Não é só a gente restaurar o ecossistema, mas a gente restaurar a relação que o homem tem com a natureza. Então, trabalhando de uma forma em que possibilite práticas sustentáveis, e que possibilite uma visão mais integrada, mais holística do homem sobre o seu meio. E aí, a gente fala um pouco também da questão do papel fundamental da academia, do papel fundamental das escolas, da educação. Há também algumas linhas dentro da década da restauração, em trabalhar diretamente com o setor educacional, tentando levar esses preceitos e restabilizar uma harmonia maior entre o ser humano e o seu meio. Muito bom ouvir de você te agua essa relegação do homem com a natureza e também de saber que nós temos um espaço reservado também do papel da educação, da formação, para esse processo da restauração dentro da década. Muito bom ouvir isso, agora eu gostaria de perguntar como é que está previsto no caso do Brasil, quais são as expectativas e se a gente pode imaginar que teremos algo específico para o serrado, especialmente para a agricultura familiar. Não é uma meta específica estabelecida por serrado na década da restauração. Com tudo, a estratégia da década da restauração é observar as metas estabelecidas nas convenções das Nações Unidas e também políticas públicas e leis próprias de cada país. Então no caso, a convenção das Nações Unidas por combate à desesitificação, na qual deve ser estabelecido as metas de neutralidade da Decadação de Terra, seria um bom norte para uma discussão de estabelecimentos de metas para alguns biomas brasileiros como o serrado e catinga. No entanto, nós não temos ainda as metas estabelecidas para o país e há, obviamente, uma série de informações e de possibilidades em que a gente possa avançar na definição dessas metas. No entanto, algo fundamental para se colocar nessa questão é a participação dos diversos setores dentro da década da restauração ou dentro da busca desse objetivo comum que restauram os ecossistemas. E aí, quando a gente fala dos elos, dos atores que podem atuar na restauração, claro que um dos que nos aparece, ou que nos traz muito a força, é o setor produtivo. E aí, dentro do setor produtivo, a agricultura familiar, ela é uma das bases para o estabelecimento de boas práticas que permitam uma produtividade e a conservação e restauração dos ecossistemas. Então práticas como um estativismo sustentável, com base, em um apoio técnico e tecnológico, pode ser contribui muito para esse objetivo. No sistema se agrofroestais também, eles são um grande aliado que permite não só a restauração dos ecossistemas, mas também a conservação dos que estão saudáveis. Então, o papel da décultura familiar, ele se dá principalmente nessa busca para uma prática e uma tecnologia que suce a restauração conservação com a produtividade. Nós também acreditamos muito no potencial da agricultura familiar na condução das suas atividades produtivas e conservando os recursos naturais e recuperando essas áreas. Catamente, nós teremos ótimos resultados com o apoio agricultura familiar. Thiago, então agora eu agradeço a sua participação e deixo aqui aberto para você fazer as suas considerações finais. Nós gostaríamos de agradecer muito com VIT para participar desse espaço. Esses são espaços fundamentais para a gente conduzir as ações a década da restauração. Faço fundamental para troca de informações, para a construção de redes, para a construção de conhecimento em torno nesse tema tão importante. Eu deixo aqui também dois sites para mais informações que vocês querem buscar. Unha da Fau Brasil, que é www.fau.org/brasil e um outro que traz as informações sobre a década da restauração, conduzida tanto pela Fau como para o penuma. Então, é www.dakeadonrestoration.org e é isso. Então, um grande abraço. [Música] [Música] [Música] [Música] Então, vamos convidar para essa conversa com nós com uma grande referência em restauração do Cerrado. Vamos falar com Daniel Vienho. Daniel, você pode se apresentar, então, e contar um pouquinho para a gente o que te motivou a seguir por isso que a minha da restauração ecológica. Ele é o e Paulo, foi pessoal do IFB da agroecologia. Oi, gente. Meu nome é Daniel Vienho. Eu sou pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e biotecnologia. Sou pesquisador da Embrapa desde 2007. Eu sou bacharel em ecologia, mestre e doutora em ecologia pela ONB. Minha formação, desde o início da minha formação, eu trabalho com plantas, comecei trabalhando com ecologia de populações e me interessei logo pela capacidade de regeneração das plantas. Então, eu fiz o meu mestrado doutorado, tentando entender como que a natureza retorna naturalmente. E voz da vegetação ser suprimida, ser degradada. E isso sempre me encantou muito, os mecanismos de regeneração, as sementes, a reprota, a sobrevivência, a relação das plantas, com os dispersores, com os evívals, etc. E depois de alguns anos fazendo isso, me trouxe a oportunidade de tentar manipular um pouco a natureza, e vocês que são da ecologia sabem bem o que é isso, quando esse fichem de pica, de conseguir manipular, ajudar a natureza, desempenhar o seu papel. Então, foi por isso que eu entrei nessa área da restauração, e lógico, sabendo que tinha importância social o trabalho. A gente sabia que hoje a gente entrou na década da restauração, mas já faz alguns anos que se fala bastante em isso, e a gente tem esse compromisso de fazer algo que tenham impacto, direto para a sociedade e para o ambiente em que a gente vive. Então, Daniel, acho que nós aqui da agroecologia, fomos todos ficados para esse mesmo, um beixinho aí que te peco, mas que bom, né? E que bacana começar com você, que é ecologo, né? De gradação, amestrado, doutorado. Porque o vejo que a ecologia tem uma importância muito grande dentro da agroecologia. E gostaria de saber desse seu compromisso e essa motivação com a questão social, na sua atuação aí desde o início, né, junto com a restauração do Cerrado. Isso é para a questão da demanda por restauração, especificamente aqui no Cerrado, como é que você vê esse contexto? A demanda por restauração no Cerrado é muito recente, e quando a gente começou a colocar as primeiras sementes no chão para entender como funcionar algumas coisas, tinha referência, não existia uma história construída sobre como o restaura serrado. Nosso país, ele tem muita tecnologia sobre restauração florestal, talvez acho que o mal conhecimento sobre restauração de florestas tropicales esteja aqui no Brasil. E essa é a escola que a gente tem para restaurar os outros biomas, né, até alguns anos atrás. E, de repente, agora, nessa última década do Cerrado mostra bastante desmatado em algumas regiões, regiões onde a agricultura conseguiu proliferar bastante. Então, suja demanda e é interessante, quando suja demanda para restaurar a nossa ação, a ciência tem que ter as respostas prontas, sem nunca ter tipo de investimento sobre isso. Então, a gente está prendendo e tendo que executar o mesmo tempo, né, o que é interessante é um pouco até gera bastante ansiedade, mas, de qualquer forma, o que a gente já sabe hoje sobre o Cerrado já é melhor do que simplesmente me dar o que se fazia para floresta. Então, a gente vê, por exemplo, leitais de restauração por Cerrado que contemplava, não sei quantas árvores pioneiras, não sei quantas árvores estatistas, uma cópia absoluta do Cerrado. dos editais que se fazia para matar Atlântica. Então lembra de discutir 10 anos atrás quais eram as plantas pioneras no Cerrado, se existia isso, se deveria existir isso. E hoje, considera que a gente avançou bastante e estava lançando mais. Eu acho que essa próxima década vai ser de muito avanços sobre conhecimento e sobre a execução, que também sou mais áreas sempre instaladas no Cerrado. Tomara, né, Daniela, que assim seja, que a gente aproveite esse movimento global aí da década da restauração, aqui também no Cerrado, aqui para a gente avançar nesses conhecimentos e práticas. Sim, mas falam um pouquinho mais para gente sobre essas motivações para a restauração, as áreas que devem ser restauradas e também as oportunidades nesse contexto. O grande motivador da restauração no Brasil é sem dúvida o código florestal, né, cumprir com a legislação via Dow e só aí já tem um passivo de muitos milhões de hectares para serem recuperados em todos os biomas e no Cerrado também. Então, a PPS está bem resolvido, né, e a maioria disso é mata de galeria ou matacilhar. E o Cerrado, sentido distrito, está nas reservas legais, principalmente. E aí, a gente tem oportunidades para todas esses componentes da paisagem que são sujeitos à restauração. E oidade de conservação também são áreas, que demandam bastante de restauração e a gente vai ter bastante demanda de restauração aí para frente. E uma pequena demanda de uma mobiliza muitos atores de restauração, coletores de semente, executores, que todos os atores ligados na cadeia da restauração. Mas eu vejo com uma oportunidade grande, a gente entender quais são as funções esses componentes da paisagem para a sustentabilidade do organegócio e para a sustentabilidade das áreas urbanas também, então eu estou falando de água, o mundo está pensando em carbono, o carbono, ele tem esse impacto global, o carbono que usa sequestra aqui, ele tem impacto no todo o globo nesta e a água é um pouco mais localizado. Legal, Daniel, mas sobre a greekologia, como é que você vê que nós podemos contribuir nesse cenário da restauração no Cerrado? Bom, eu falei sobre as oportunidades frasárias que precisam estar conservadas, né? Neseva legal, em idade de conservação e área de preservação permanente, mas a gente tem um mundo em termo em volta disso, que é a nossa agricultura, então vejo muita oportunidade da gente fazer a intensificação sustentável com a nossa biodiversidade, a intensificação ecológica dos sistemas, e isso dentro da ver com a água ecológia, né? A gente trabalha com as espécies, com os sistemas, trabalhar, me imetizando os ecosistemas savânicos, então isso tem bastante oportunidade de fazer pesquisa e ainda é associar a agro-ecológia com a restauração e que hoje já está insido bastante, divulgado, estudado e elaborado em cima desse conceito de restauração de paisagens, né? E é exatamente você ter a instauração de agro-ejetação nativa onde é pra ter, e aonde é pra ter área produtiva, a gente pode trabalhar com os melhores sistemas de produção, com sistemas mais amigáveis pra biodiversidade, esses nomes vão mudando, mas ultimamente a gente tem ouvido muito falar de agricultura regenerativa, né? Que eu acho que a gente tem muita espaço pra isso, mas talvez uma mensagem pra agro-ecológia é que a gente tem a oportunidade de trabalhar com um modelo que é que se tem uma savânica e não com um modelo de floresta pra as nossas savânicas, então a gente pode fazer a agricultura com um modelo savânico, nem tudo, lógico agricultura ela é produtiva, ela precisa de solos férteis e essa não é a característica dos solos serrados, mas a gente tem outras possibilidades, a gente tem outros tipos de agricultura, poderia se dar alguns exemplos bonitos que eu já conheci, por exemplo, nosso sentamento americano em gromogó, norte de minhas gerais, onde eles fazem um sistema agro-cerrado, muito interessante mantendo as águias grandes, as águias adultas e podando elas pra chuva, plantando mandioca, fejão guandú, abacaxi, sem adensar muito, sem ter que corrigir muito solo, e é um sistema aparentemente muito permeável com o serrado, e usando a capacidade de rebrota do serrado pra gerar material gânica, para a elevação hídrica da água, nas raízes puxarem a água, dissonas mais profundas e dispersarem na camada superficial do som, então tudo isso é intensificação hipológica, e que a gente precisa usar essas ferramentas naturais, é um outro nome que tenha parecido bastante, que é a agricultura nature-based solutions, soluções baseadas na natureza, que é exatamente isso, então vejo bastante essas oportunidades. Nossa, Daniela, você falou aqui sobre intensificação ecológica da agricultura, soluções baseadas na natureza, trabalhar mimeticando as erradas paisagens savânicas, restauração das paisagens, a agricultura regenerativa, uau, quanta coisa interessante, para a gente aprofundar por aqui, com as estudantes, com as agricultores, agricultoras, para a gente estudar, praticar, fomentar. É, de legal também você trazer essa esperisa prática dos agricultores do acentamento americano que você conheceu, também estive lá em 2014, e eu lembro que quando eu tava lá, só pensava em um dia poder retornar com os estudantes daqui, para eles também poderem vivenciar essa experiência, conhecer, conversar com esses agricultores, por que, foi incrível perceber o conhecimento deles e ver as práticas, né, de cultivar e manejar o serrado, junto na mesma área com a agricultura, inclusive vale divulgar o trabalho da nossa amiga, a bellinha, a bela lima, que trabalhou na sua testa de doutorado, com essa comunidade, com esses sistemas, você chamou aqui de agrocerradal, e também aqui no FB, tem o TCC da estudante Paulinho, orientado pela professora Viviane, que trabalhou com sistemas agrocerratenses, e tem passeiros próximos aqui do FB, como Delana, Juliano, Vinicis, Abilho, que vem fomentando o sassiz, que quer dizer esses sistemas agrobiu diversos erratenses, inclusive, então veja que tem coisas legais acontecendo por aqui também, nessa linha que você trouxe na conversa e vem trazendo aí, bom, não é agora para finalizar nesse papo, eu queria pedir, você falasse um pouquinho dos desafios dessa temática da restauração no serrado, os desafios são todos, os desafios são todo o resto, a gente tem uma agricultura muito intensificada, toda estruturada para as rentas máquinas, que a gente não consegue lidar muito bem com elementos da biodiversidade dentro de sistemas desse muito fechados, muito direcionados para uma única cultura, ou, no máximo, para uma rotação entre duas ou três culturas, então é complicado encontrar espaços para a gente inserir a biodiversidade nativa, mas ainda assim, assim temos, eu falei bastante lugar, de pensar em corredores, em desenhos, em que a gente consiga um ásimo inserir elementos da biodiversidade e sempre conseguindo entender a função da biodiversidade para agricultura, a gente tem desafio do código florestal, sob pressão, sempre, então a reserva legal é algo que ainda está em disputa, sempre tem um não-projeto tentando ter hubar reserva legal, que como eu disse, o principal vetor de instauração vai ser nas áreas, que a legislação preconiza a manutenção da vegetação nativa, bom enquanto a gente ainda tem essas figuras, e tomara que tem eternamente, está tudo bem, mas a gente precisa ganhar espaço dentro das áreas produtivas, então é o principal desafio, a biodiversidade vai ser inserida dentro das áreas de produção, e eu acho que a Abrecologia, o Isto Federal de Brasília, o curso de Abrecologia, eles têm muita contribuir para isso, gerar soluções para isso, eu acho, eu falei muito de agronegócio aqui, mas a agricultura familiar está muito engajada em todos esses processos, seja do estrativismo, de sistemas agroflorestais, eu vejo um futuro promissor para a agricultura familiar sobre esses temas, e cada vez mais esses produtos, essas formas de produção sendo valorizados, com celos, com prêmios, no universo e mais para a frente, a gente tem mais incente de uso econômicos e de assistência técnica, que são tão importantes para a gente conseguir fazer essa agricultura sustentável. Agradeço, acho que é isso, e vida longa o podcast ainda agronegologia. Simplesmente maravilhoso te ouvir, você quer uma grande referência para a gente como pesquisador e professora em restoração, eu lembrei de 2012, quando eu fiz a disciplina, com você na pós-gradação, da VNB, sobre restoração ecológica, você já trazia muito dessas ideias que falou hoje aqui, e sempre com estilais especialas, particularidades do nosso serrado, você vem ensinando, compartilhando, incentivando esses assuntos, nesses anos, ou décadas, e eu vejo que as sementes que você tem plantado junto com os parceiros, elas Tem despeçado, serrada, fora, Brasil, fora. e tem caída em terra a férgio. O percebei esse movimento crescer, ganha força. E eu estou sempre vibrando aqui, especialmente nesse universo das possibilidades entre restaurar e produzir. Eu vejo que usada muito diversos nas suas espécies, paisagens, povos, culturas, atores, nossas realidades. E eu creio que, assim, também deve ser as práticas e as técnicas de registrar ação. Devem ser, também, diversas, considerando cada contexto e valorizando o conhecimento dos agricultores. Queria aproveitar para divulgar um trabalho bonito que você tem com essa temática, com os agricultores, chama agricultores que plantam árvores, um livro com seus parceiros, está disponível para dar o logo de gratuito na internet e é fácil achar. E também aproveitar para divulgar, porque, por coincidência, acabou de sair do forno. Um livro nosso falando desse contexto. Da importância de considerar as áreas de produção, com a restaração, a conservação. O livro chama "Sistema Silva e Pastores" com árvores nativas no Cerrado. É, eu e Daniel, somos autores, junto com Damílise de Abriel. Bom, infelizmente, não vai dar tempo de falar muito mais sobre isso. A gente precisa finalizar. Vocês vão ter que ler o livro, que é um tempo curioso. Pode tentar deixar disponível o link aí. Então, Daniel, eu queria super agradecer o privilégio da conversa, agradecer sua disponibilidade, suas contribuições. Muito, muito grata. O chacar agroecologia agradece e volta sempre a pareça. Um abraço. E aí, Elisa, o que você achou da minha conversa com o Thiago da Fal? Olha a Fal, eu achei que foi bem acertado. E a nossa escolha do tema, nesse momento, os nossos convidados também. Para especial, conhecer o Thiago e essa visão que ele traz aí, na ONU e da FALMA, instituições tão importantes, para essa ação necessária, que demanda um envolvimento aí planetário. E, gostei muito, que ele trouxe esse potencial também da agroecologia com a restaração, de pensar, eu potencial também, de produzir, junto com a restaração, sinal que eles estão atentos aí, se tem sido uma preocupação global, com muitas instituições envolvidas também pensando nisso. Achei bem legal. E você, o que você achou do episódio da minha conversa com Daniel? Ah, então, acho que esse episódio vai ser marcante mesmo. Acho que o dia mundial do meu ambiente merece uma aplicação nossa do custo de agroecologia do EFP, com essa atenção voltada para a década da respiração, e eu gostei muito do Daniel, especialmente quando ele traz essa importância da gente recuperar as áreas também associado com a produção. Também, o reconhecimento que ele fez ao nosso custo de agroecologia, ao nosso papel também achou-se muito importante, sentia-se bastante valorizado para o nosso custo, acredito que os nossos estudantes, os ouvintes do char com a agroecologia, também vão gostar muito dessa mensão que ele fez. É proveito também para convidar todos os nossos ouvintes para mandar os seus comentários, as suas sugestões por meio do e-mail char com [email protected]. O nossos episódios são apresentados à fixa-feira, na hora do chá do café, do terere, do Chimarrão, há cinco horas da tarde. Então, é um prazer a gente ter gravado esse episódio com pessoas tão importantes, para um tema também muito especial. Sim, eu também agradeço aí a oportunidade, convite, para uma delícia fazer esse episódio com você, com os nossos convidados, valeu demais. Então vamos dar tchau, né? Tchau, tchau, pessoal. Valeu, pessoal. Ficou, lembra? ♪ Para a nossa espanto tanta mata aja, vamos matar ♪ ♪ Tá uma tatlântica e a prosse ♪ ♪ Mas o único arbore do seclar ezinho se dão replantar ♪ ♪ Que triste cima teve cedro nosso brinho ♪ ♪ Desde menino que eu nem gosto de falar ♪ ♪ Depois de tanto sufrimendo seus dinos ♪ ♪ E o tambor é de vez a cadeira balcão de bar ♪ ♪ Quem pura casa ouviu falar da suco-vira ♪ ♪ Parece até mentira que o jacarandar ♪ ♪ Antes de vir apotou na porta armário ♪ ♪ Morar no dicional e o vida da terra me lemar ♪ ♪ Quem hoje é vivo, corre e perigo ♪ ♪ E os inimigos do verde da sombra o ar ♪ ♪ Que se respira e a cloro fina e lá ♪ ♪ Das matas vigens destruídas, bom lembrar ♪ ♪ Que quando chega a hora é certo, que no demora ♪ ♪ Não chame nossa senhora, só quem pode nos salvar, hein? ♪ ♪ Que aviou na serejeira, barangona e moia pau dar ♪ ♪ Somas de oasero e ja mamã ♪ ♪ Bonsa loaves, para ir pai, ta um balor e ter para cá ♪ ♪ O papeloba massar anuba ♪ ♪ Carmalho, mogu e no canela, e vuser o catuaba ♪ ♪ Já na lupa, eu era animar ♪ ♪ Pau ferro, em jico, amardoso, galeira, cantaraba ♪ ♪ Pau brazilha, cheque de bar ♪

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