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A anchova é perfeita: uma viagem ao Algarve e à Andaluzia

6m 43s

A anchova é perfeita: uma viagem ao Algarve e à Andaluzia

O texto narra uma viagem gastronómica pelo sul da Península Ibérica, com ênfase na descoberta e apreciação de anchovas. O autor começa por descrever uma paragem no Algarve, em Vila Real de Santo António, onde visita um restaurante com vista para o Guadiana. Lá, saboreia anchovas portuguesas, que são peixes maiores e diferentes das anchovas espanholas, acompanhadas de outros petiscos como salmonetes, queijo de cabra e barriga de atum, num almoço que custou 51 euros. A viagem prossegue para Ayamonte, onde o autor visita vários estabelecimentos, incluindo o El Bar del Cocinero, com comida criativa, e o Tabanko El Pasmar, onde assiste a uma atuação de flamenco enquanto come tapas. Em Sevilha, o destaque é o restaurante Leda, que surpreende com pratos inovadores. A viagem termina com compras no mercado de Adriano e um último petisco no Las Golondrinas, onde o amigo pede mais anchovas. O texto também inclui uma introdução ao podcast 45 graus e uma referência ao podcast "Homem Comia Tudo", com informações sobre a equipa e contactos. A narrativa celebra a riqueza da gastronomia ibérica, especialmente as anchovas, e a experiência de viajar e comer bem.

Transcription

870 Words, 5038 Characters

Portuguese
[Música] Olá, eu sou José Maripi Metal e sou autor do podcast 45 graus. No 45 graus trago para o microfone especialistas e pessoas com ideias que vale mesmo a pena ouvir. Sobre temas como ciência, economia, política, filosofia ou sociedade. Sempre de forma descontraída e com o tempo para conversar. É um espaço para aprender e pensar sobre o mundo de forma mais crítica. Novos episódios, a cada 15 dias, procure 45 graus em qualquer aplicação do podcast. Era muito claro que devíamos fazer uma paragem no Algarve antes de chegar amos a Rézela Frontera. Na minha cabeça, ela aconteceria alguns no sótavento para lá do Lhão. Tinha na memória um almoço de paixacessado a uns anos num Snek Bar nas traseiras de Vila Real de Santanetônio virado para a pobreza Algarvia, que é uma pobreza muito desbagada e desconhecida mas visível sempre que largamos o Ariel e o Risorte e caminhamos para a Serra. Esse Snek Bar, entretanto, mudou de local e tornou-se no rooftop com vista para o Guadiana e sans-se de partes. E por isso, corrigimos os GPS para uma vençada em altura, aliolado, guardado por lonas, com grálla na rua e uma vitrina cheia de salmonetes, chocos, barrigas da túm e claro, anchovas, muitas anchovas. As anchovas portuguesas são um bici de espécie diferentes das anchovas, penholas. Aquila que os portugueses chamam anchovas ou anchovas, pomatomos, saltatrix, são peixes furados que podem ir até os 12 quilos, mas que quase sempre encontramos nos restaurantes do sol-tavento rondando o quiliminho. Já ancha o espanjola em graolis, em crasi-colos, é um filete de uns 10 centímetros de comprimento e conserva um boquerão em salmora, biqueirão anchevada em português ou, se for em fresco ou à vina grada, só biqueirão. Assim que vi as anchovas do restaurant do Irmãos, dica do mestre salineiro Jorge Reado, de Castre Maria, não tive dúvidas sobre a escolha. Elas acabavam de ser descarregadas e os shows hoje brilhavam tanto quantos meus. O meu vizinho da mesolade, mesas corridas, pois claro, cidadão local e com o misterer, era dos poucos que preferia salmonetes anchovas, despachando-os ao rito com que eu engolia as maravilhosas as eitonas mansanilhas. Verdes e carregadas de oregonhos, como só há abaixo da serra do cailerão. No caso da ancheva, era 1,400 de peste calado e gregado. Tudo junto, com o blíssimo caís de cabra algaravia da Foge de Odeleite, caixaria da Lurdes, mais uma barriga da Tum, couver e águas sem vinho, e a fatura deste almoço de luz para duas pessoas ficou nos 51 euros. De resto, a ancheva estava perfeita, é perfeita. Para quem nunca provou, é como se o roubalh, e um serra já, onde tivesse em feita amor e deles tivesse surgido, o mais e clibrado dos persiformes. Ao roubalh vai buscar a delicadeza da carne e da pele, aos tunídios roubalha a intensidade dos peste azuis. Eu e o meu amigo partimos de alturas aflízes e estávamos longe de adivinhar que mais anchevas nos paravam na viagem de 3 dias, programada para o sul da Ibéria. Já em rees, fomos andar ao binabar, comida de bestroando a luz, feita por um chefe com duas trilhas mislá, Juan Lu Fernández, excelente cozinha, espaço banal. A expedição prosseguiu no tabanco el passar, lugar de vinhos, tapas e flamengo, onde tivemos a sorte ver a tua aruancião e lenda local, Juan Parra, ao mesmo tempo que engolíamos, amontilhados e papada de porco. Já almoço, visita a barra do Lás Banderilhas, confila a porta por boas razões, outra grande casa. No dia seguinte, uma hora de caminha ter sevilha. Cria ir conhecer o Léartá, findáem do casal, Manulá Ticca e Rita Lianas, um dos restaurantes que estava a fazer da Andalusia, a vanguarda de Espanha. A expectativa foi superada, na cabeça, ficou a espuma de leite do velho com cacau, os peste porco com creme de combo, a tarta de tubercos como os de nós. Por fim, antes do regresso, visita ao mercado de Adriana para trazer as ets bons e baratos, queis de cabras sevilhanos e mochama. Antes de abalar-nos, ainda o vetem para um último tapé olíperto no Lás Golondrinas, restaurantes de almoços despertenciosos. Na carta, o meu amigo viu logo as anchoas e atirou. Podiste? Claro. Anchovas e anchoas? Sempre. Este podcast tem a sónoplastias da era original dos João Liza Morinha, capa de Tjáco Paraera Santos, fotografia de Matilda Fiesky. A coordenação é de João Nabilesa e a direção é de João Vieira Paraera. Eu sou Ricardo Félner e este foi mais um episódio do Homem Comia Tudo. Subscreve-se de podcast na sua app preferida ou no site dos preços, secretícias e sícricas. Se tivesse sugestões ou ideias que era partidar com a equipa de podcast, enviou um email para [email protected]. E já sabem, há mais comida para além de beef com matatas fritas, mas beef com matatas fritas é muito bom. Olá, eu sou José Maripimetel e sou autor do podcast 45 graus. No 45 graus trago para o microfone, especialistas e pessoas com ideias que vale mesmo a pena ouvir, sobretemos como ciência, economia, política, filosofia ou sociedade. Novos episódios, a cada 15 dias procure 45 graus em qualquer aplicação de podcast.

Podcast Summary

Key Points:

  1. O autor descreve uma viagem gastronómica pelo sul da Ibéria, começando com uma paragem no Algarve, em Vila Real de Santo António.
  2. Destaque para as anchovas portuguesas, que são diferentes das espanholas, sendo peixes maiores (pomatomos saltatrix) e não filetes pequenos.
  3. O almoço no Algarve incluiu anchovas, salmonetes, queijo de cabra, barriga de atum e outros petiscos, com um custo total de 51 euros para duas pessoas.
  4. A viagem continua por Ayamonte, onde visitam locais como o El Bar del Cocinero, o Tabanko El Pasmar e a Barra Las Banderillas, com destaque para a gastronomia local e flamenco.
  5. Em Sevilha, o autor visita o restaurante Leda, do casal Manuela Tisca e Rita Lianas, elogiando pratos como espuma de leite com cacau e tarta de tuberculos.
  6. A expedição termina com compras no mercado de Adriano e um último petisco no Las Golondrinas, onde o amigo pede anchovas novamente.

Summary:

O texto narra uma viagem gastronómica pelo sul da Península Ibérica, com ênfase na descoberta e apreciação de anchovas. O autor começa por descrever uma paragem no Algarve, em Vila Real de Santo António, onde visita um restaurante com vista para o Guadiana. Lá, saboreia anchovas portuguesas, que são peixes maiores e diferentes das anchovas espanholas, acompanhadas de outros petiscos como salmonetes, queijo de cabra e barriga de atum, num almoço que custou 51 euros.

A viagem prossegue para Ayamonte, onde o autor visita vários estabelecimentos, incluindo o El Bar del Cocinero, com comida criativa, e o Tabanko El Pasmar, onde assiste a uma atuação de flamenco enquanto come tapas. Em Sevilha, o destaque é o restaurante Leda, que surpreende com pratos inovadores. A viagem termina com compras no mercado de Adriano e um último petisco no Las Golondrinas, onde o amigo pede mais anchovas.

O texto também inclui uma introdução ao podcast 45 graus e uma referência ao podcast "Homem Comia Tudo", com informações sobre a equipa e contactos. A narrativa celebra a riqueza da gastronomia ibérica, especialmente as anchovas, e a experiência de viajar e comer bem.

FAQs

O autor do podcast 45 graus é José Maripi Metal.

O podcast aborda temas como ciência, economia, política, filosofia e sociedade, sempre de forma descontraída.

Novos episódios são lançados a cada 15 dias.

Pode ser ouvido em qualquer aplicação de podcast.

As anchovas portuguesas são peixes furados que podem pesar até 12 quilos, enquanto as espanholas são filetes de cerca de 10 centímetros, conservados em salmoura.

O almoço de anchovas no Algarve ficou em 51 euros para duas pessoas.

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