O episódio explora a caça às bruxas na Europa Moderna, entre 1420 e 1630, destacando que esse fenômeno não foi medieval, mas sim um produto de tensões religiosas, sociais e econômicas. A bruxaria era definida como um pacto com o diabo, envolvendo sabás, orgias e rituais para causar danos, influenciar sentimentos, curar ou adivinhar. A maioria das vítimas eram mulheres (mais de 75%), especialmente idosas, viúvas, pobres ou curandeiras, devido a estereótipos de fragilidade moral e sexual. Homens também foram acusados em regiões como Normandia e Rússia. As causas incluíam mudanças climáticas, fome, pestes, conflitos sociais e o desejo de controlar mulheres independentes. A perseguição variou: em áreas rurais, espalhava-se por boatos; em cidades, era mais repressiva. Os historiadores dividem o período em quatro fases, começando com os primeiros tratados demonológicos, como o "Malleus Maleficarum". Embora unisse católicos e protestantes, o fenômeno refletia um "universo saturado de magia", onde a religião e a superstição se misturavam. Casos como o de crianças condenadas na Suécia mostram a brutalidade do período. Portugal teve menos casos, mas a Europa como um todo viu dezenas de milhares de julgamentos, com cerca de 45 mil execuções.
[Música] Falando de História [Música] Olá a todos e vivimos a episódio número 93 do Podcast de Fã de História. Eu sou Paulo M. Dísic, me que está, como de costume, Roger Lee de Zeus. E esta semana voltamos à Europa do Prínio de Moderna para afilar de um fenômeno que foi bastante popular, digamos assim, e que até curiosamente uniu católicos e protestantes. [Música] E tudo isto porque venha a falar de um fenômeno que é "Acaça as Bruxas", não em símbolos. [Música] Exatamente, este foi um fenômeno comum na Europa e que está bem presente no imaginário popular. Por vezes, como sendo alto da idade média, mas na realidade, a verdadeira "caça as Bruxas", deus no período tardo, onde a Vale e Muderna, especialmente entre os séculos XV e XV, entre mais ou menos 1420 e 1630, e onde vamos focar a nossa atenção onde se estima que tenham sido julgados dezenas de milhares de pessoas e, com nada já morto, cerca de 45 mil pessoas, acusadas de Bruxaria. Bom, é realmente muita gente, mas se calar, vale começar pelo básico neste tema. Afinal, o que se considerava ser Bruxa neste período? Bom, para já convém fazer a resaula que a criança em Bruxas já existia antes deste tempo. As práticas mágicas e aliagens existem deste sempre. Uma das diferenças entre o período medieval e o prínio Muderna é que, na idade média, as Bruxas estavam ligadas à velha tradição de maleficiúm, ou seja, fazer male, isso não se sentiu muito geral, muito lato, através da magia. E no período moderno, a coisa vai evoluir bastante para incluir pactos com o diabo e outros elementos sobrenaturais, como já iremos falar. Mas para ser suscinto, considerava-se que uma Bruxa era alguém que tinha um poder sobrenatural, oculto ou misterioso, que podia causar male a outra pessoa. Né, por que o moderno, o elemento mais importante da Bruxa e que caracterizava a sua atividade era precisamente ter um pacto com o diabo. Ou seja, eram duradoras ou duradores do diabo. Sim, em grande parte dos países europeus acreditava-se que tinham as simbileias noturnas, chamados sabates, onde sacrificavam, e até comiam crianças, tinham orgias de municas, prestavam vacilagem ou diabo, e até tinham rituales em imitar os ritos cristãos. Acreditava-se que podiam usar os seus poderes em muitas áreas, especialmente 4, vamos destacar 4. Em primeiro lugar, podiam influenciar comportamentos e sentimentos, ou seja, inclinar vontades, como dizem as fontes da época, inclinar vontades, é uma expressão, e intervir sobretudo no campo amoroso para fazer apaixonar, ou separar, ainda interferir na vida sexual. Em segundo, podiam ajudar-nos combatar as doenças através de orações ou mesinhas, e isto porque acreditava-se que a doença podia ser um castigo divino e, neste caso, há ação de espíritos diabolicos ou resultado uma agressão mágica, como era o caso, por exemplo, de uma olhada, de feitiços, enfim, e de outras formas. A terceira área era a adivinhação, ou seja, adivinhar o futuro, ou então, de pessoas desaparecidas ou de bens desaparecidos, por vezes até através dos astros das estrelas, e a quarta área era a magia protetiva, que podia ser obtida através de palavras, ou ritos especiais, ou até de objetos como amuletos, ou outras peças que permitissem a proteção pessoal ou a proteção do gado, ou da produção agrícola. Bom, então quer dizer que, antes de passar dos do brúso de fáfio, não tenham um mãos a medir? Não, parece que não, mas como se perceba aqui muita coisa à mistura, os historiadores adoram fazer distinções, criar conceitos, e sobretudo, de separar, cortérmos, como por exemplo, magia, supostição, bruxaria, tudo diferentes catucurias, mas enfim, é um debate muito longo e que, francamente, não vale a pena entrar aqui. Basta anotar que são ideias diferentes, mas que se sobrepõem. E todas estas práticas mágicas revelam, sobretudo, como a esfera religiosa estava tão próxima da magia. Aliás, o historiador Francisco Ptankur disse que, se vivia numa sociedade, e esta expressão, um universo saturado de magia, e porque ela estava presente em todo lado e a toda hora. A verdade é que estas práticas vinham de muitos lados, podiam ser cultos pré-caristãos da morte, ou crianças já imamoriais, relativamente ao poder dos astros, ou ainda a perpetuação de elementos da mitologia romana e a junção de elementos infernais de muníacos, bem como até a junção de formas de piedade e de voção cristã foram evoluindo ao longo dos séculos. Tudo isso para dizer que não é apenas uma invenção dos finais de edade média, mas sim, este resultado de diferentes tradições, diferentes influências, estudo, alímos esturado. Sim, e por vezes, é muito difícil conseguir interpretar estas origens e estes simbolismos, mas o que é certa é que o medo das bruxas existia, quer falemos de pessoas das elitres, quer de pessoas de meis, mais rorares, pobres e ignorantes, a ideia de que uma pessoa tinha um poder capaz de ter um impacto tão grande na população, foi algo muito real naquele período. Daí a expressão popular, não é? Nós conhecemos, não acredito em bruxas, mas que já. Ah, e é definitivamente. Mas então queres partilhar aqui algo uma experiência? Ah, não, hoje não, só com o microfone fechado. Pronto, mas, afinal, então, explique estes fenômenos. Se partiremos de um ponto de vista sético, atual, não é? Como não havia pacto escuteável e acho que não usava. Como é que se explica estas questões? É por motivos sociais, motivos económicos, o quê? A realmente um conjunto alargado de conflitos sociais e económicos, mas na realidade é muito difícil generalizar, porque os episódios de caça as bruxas são diferentes entre si. Conseguimos ter uma ideia geral, mas o correto é tentar perceber linhas de força e não arranjar uma explicação única, porque isso não existe. Por exemplo, se um episódio de caça as bruxas fosse iniciado por cima, ou seja, pelas instituições que vigiavam ir reprimir ou por magistrados, então por regra havia mais motivos religiosos de de crença. Mas quando eram iniciados pelos membros da comunidade, como pelos vecinhos, como denúncias, então, aí é mais certo que houvesse questões sociais e económicas à mistura. Por outro lado, este contexto social e económico muda com o fórmulo tempo. E por isso, há quem veja este fenômeno de caça as bruxas, como resultado as próprias mudanças que se vive neste largo período, do século XV ao século XV. Como, por exemplo, aumento da população, acrescenta, inflação, o desenvolvimento do mercantilismo e do capitalismo, a permanência de ciclos de pestes e de maus jandes e agrícolas, tanto há aqui muitas perspectivas muita coisa. A gente já tem um conjunto muito alargado de explicações, uma só razão para se considerar alguém em uma bruxa. Muitas explicações que, na realidade, não se enulam, isto quer dizer que pode haver contextos sociais e económicos que se sobrepõem ou não. E por isso, é que eu dizia que é difícil termos uma explicação única. Até porque este episódio de caça as bruxas acontece um pouco por toda parte, não é? Não é? É exatamente uma coisa circunscritam só países ou uma só região. E, quando acontece na Europa, as onas mais festigadas, mas, se disse, nós podemos falar à frente. Mas, quanto ao pânde de fundo social e geográfico, sim, podia acontecer em contexto rural, que era, a grande maioria dos casos, ou também em cidades e vilas, já de maior dimensão. Claro que, em intensidade e a forma como se desenvolveam este episódio de caças bruxas, dependiam precisamente da dimensão da população. No campo, espalhávase mais de lugar em lugar através do rumor de cidades pequenas, onde todos se conhecem os outros, facilitava as acusações porque, lá está, toda a gente sabia da vida do fosinho. Já na cidade, os episódios eram de certa forma até mais repressivos, porque havia muito mais gente e porque a vida na cidade gerava mais tensões sociais. E se calhar, então, vale aqui a pena tentar caracterizar este fenômeno para compreendermos um bocadinho melhor como acontece. Por exemplo, já aqui falaste muito de bruxas, porque a mais mais é bastante popular, mas isso não quer dizer que não houvesse também bruxos. Essa é uma questão muito interessante, porque, como disse a Esteban, a figura da bruxa é a mais comum. E corresponda à realidade, isto é a grande maioria dos praticantes de bruxaria, eram do sexo feminino ultrapassando os 75% de codenados em toda a Europa. Mas havia também bruxo, e até em algumas regiões, como a Normandia, ou a país com a Rússia, a Estonia, e até a Islânia, a maioria dos codenados eram homens. Estes explicas por quem alguns locais havia já uma teradição de magia praticada por homens, ou porcusavam nos seus poderes para ganhar importância política. É preciso fazer aqui uma salva que estes dados e outros que iria edar são para a Europa, no seu todo geral, e não propriamente para Portugal, porque o caso português é diferente e vou acordá-lo profim. Mas apesar desses casos, destas regiões ou países onde a maioria eram homens, a maioria de esmagadora, digamos assim, das pessoas acusadas de bruxaria eram mesmo as mulheres. Mas por que essa é uma pergunta complexa e sobre qual os historiadores têm de bruxado já décadas? E não só se vê isso através dos números dos codenados, mas também através dos tratados de demonologia. Isto é os livros que procuravam estudar ou explicar estas práticas supernaturais. Na maioria destes tratados, a mulher era realmente a mais visada. Um dos motivos é que esta era mais fraca, que como as pessoas não é, mas as pessoas não é mais fraca, moralmente, que os homens, e por isso queia mais facilmente na tentação do diabo. E por outro lado, eu acreditava-se que a mulher tinha mais desejo carnal do que o homem, o que facilitava a sedução pelo demonio. Isto é muito interessante, por na realidade. A imagem da mulher enquanto o elemento menos intersado e passivo na relações sexuais, digamos assim, surge e impõe-se a partir do século 18 para trás, era bem diferente. Por isso é que neste período, os pactos como diabo,
envolviam sempre relações sexuais, sobretudo nos sabates, os ditos, ajuntamentos noturnos onde havia frequentemente orgias e um dos pontos altos desses rituais era a total submissão odiável ao beijarem o ano. Mas há aqui muitos outros pontos que expliquem o porquê de serem mais mulheres. Bom, realmente, rituais, complexos e imagino que bastante intimistas, sem clara como se percebem. Então, o que pontos acabam por explicar que a maioria das bruxas fosse mulheres? Por exemplo, tinham posições ou terabais que estornavam mais vulneráveis a serem acusadas de bursaria. Como cozinheiras eram facilmente associadas a usar ervas e poções. Não é por nada que a imagem clássica da bruxa é a bruxa a volta de um caldeirão. E repara como curandeira é bastante óbvio, porque usavam produtos que curavam. E o que acontece é que os frequentes surtes e pestes e outras doenças podiam facilmente levar a que fossem acusadas se responsáveis. Aliás, nós sabemos que em regiões como França, Suíça, Austria, Ungria, England, Terra, Escócia e Nova England, Estados Unidos, da América Escolônia, norte-americanas, inglesas, a maioria das acusadas eram realmente curandeiras. E as parteiras eram facilmente acusadas de matar bebés ou crianças, porque estavam ligadas ao momento do nascimento. E foram os únicas aliás a tratar disso até ao século 18 quando, realmente, o papel dos médicos muda, nesse período, a taxa de mortalidade infantil era altíssima. E, portanto, acaba por ser muito fácil associar a profissão ou o ofício de alguém. Estas ideias mais divientes do que seria a bruxaria no fundo. Sim, além disso, no caso das parteiras, tinha também uma polícia muito facilitada para arranjar crianças para os supostos sacrifícios nos rituais. O que é curioso é que, em algumas regiões, eram muito comuns, as amas serem também acusadas. Por exemplo, um estudo para a região de Albusburg, na Alemanha, para finais dos séculos a 16 e no 6 e no 6 e no 7, mostrou como a maioria das bruxas condonadas eram amas, porque as denúncias vinham sob os conflitos entre mães e as amas. Nos primeiros tempos, logo, acirou a parte no momento de grande fragilidade para a mulher, que acaba realmente de parir, e em que as reções mais projetavam suas ansiedades contra as amas. E, novamente, que está a ser de mortalidade muito elevada, como disse esta ajuda a explicar, era fácil ocupar as amas. Ora, nem mais, e repara, também se explica que eram mais mulheres, porque estas necessitavam de maior proteção face aos homens, e tal levava a que fosse mais fácil entender que uma mulher recorresse a bruxaria para a sua proteção e até para a vingança do que os homens. E a preciso notar que a bruxa era vista como uma pessoa que se subvertia a ordem social, e veio que os vizinhos acusassem, isto para tentar repor-o e que libre da sociedade, digamos assim. E já referís-o calderão, já referís-o o facto da maioria das serem mulheres, mas há também que o trelomento muito comum da cultura popular que a bruxa como uma mulher idosa, uma mulher mais velha, também existia este elemento já na esta altura? E se sim aliás os estudos mostram que a grande maioria tinha mais de 50 anos de idade, o que na época era uma idade já muito avançada. O que é também curioso porque mostre que, em muitos casos, a comunidade já surspetávadas práticas de bruxaria, mas durava muito tempo adnunciar, ou então o processo arrastava-se, por isso quando as pessoas chegavam a ser processadas, já mereçam bastante mais velhas. A imagem clássica é realmente de uma mulher de idade avançada, pôs-me na pausa, e isso é muito relevante, porque é mais o facto da mulher já não estar em idade fértil do que da idade propriamente dita que influencia estas denúncias. Repara que estas mulheres mais velhas, muitas vezes, tinham um papel relevante na comunidade, a guardar até as crianças e os jovens, e daí a ideia de que fosse mais facilmente acusada. Além disso, há também a ideia de que as mulheres mais velhas são mais centricas aqui, como as aspas, claro, mostrando muitas vezes, comportamente antisociais, o que queria alguma instabilidade local e era visto como o possível de resultado de bruxaria. E além disso, como disse esta, há que uma combinação de fatores, não só são mulheres, como também são pessoas mais velhas e por isso mais vulneráveis. Precisamente é a conjugação de vários estereótipos, de várias destas imagens. Se a mulher por ser mulher precisa de defesa externa, quando a velha ainda pior, deixe-se mais seduzível pelo diabo, e os jovens tinham receio de mulheres independentes e com experiência sexual. Se fosse então viúva ou solteira, e já na menopausa, então estava caldo entornado por que o desejo sexual era ardente, enquanto todos os homens diminuíam, e aí estava a ansiedade social masculina, a conmar rapidamente as mulheres. Além disso, quando eram mais velhas, era mais fácil serem seduzidas pelo diabo, que se apresentava sempre numa figura de um jovem, esbelto. E é preciso não esquecer a saúde, porque tem se mostrar também, como muitas destas mulheres, deviam simplesmente sofrer de demência, por serem de edade tão avançada. E em todo o caso disse-se que a maioria destas mulheres eram mais velhas, e imagino que seja porque também é disso que temos mais provas e diz que temos mais dados. Claro, há mulheres mais novas, mas sobretudo ligadas frequentemente a questões sexuais ou amorosas. Por exemplo, em que a exição de veneza terá julgado mais bruxas entre os vinte e os trinitantes de edade, precisamente por causa dessa inclinação das vontade, nesse cambo nos cambo amorosos. E além disso, ainda crianças e adolescentes, condonadas, o que pode parecer estranho, aos nossos olhos, há vários casos em que as crianças são condonadas. Por exemplo, em 1668, na suécia, um processo levou a condinação à morte de várias crianças e adolescentes pela sua ligada ligação a retuais diabólicos. Quero dizer, temos aqui este por menor, particularmente, tão brouso, não é? No episódio em si, onde o tema é? Bastante, muito pesado. E como já expliquei-se de que eram mulheres mais velhas, imagino que há também mais alguns fatores em causa, não? Sim, por exemplo, o Estado Civil. Como eu disse, viuvas e solteiras eram olhadas de parte, porque numa sociedade profundamente patriarcal, a existência de mulheres que não estavam dependentes de um pai ou de um marido eram claro um fator de preocupação e até de medo. E novamente, porque, como não tinham alganha, vigiar, não é controlar-las, eram mais facilmente seduzidas pelo diálogo. Esta questão está sempre presente e repara que havia muitas viuvas por causa de beste ou por causa da guerra. Inergios protestantes havia mais solteiras, porque já não havia com ventos e moteiros, comunidade média, porque tinham sido oblitos por causa de opressão de reformo protestante, e se levava que as mulheres fossem mais visíveis. Mas um outro fator é realmente a condição económica das brúchas porque a maioria havia das camadas mais pobres da sociedade. Sim, porque se tem falta de maio, mais facilmente vão vender os serviços ao diálogo para sobreviver. Era uma forma, ela está da melhorar em sua condição social. Além disso, o aumento de número de pobres neste período vai criar recentemente, por parte, de outros estátes sociais, o que novamente facilita estas associações com a bruxaria. Porém, isso não quer dizer que não houve as pessoas ricas acusadas, a resiste de muitas, sobretudo quando se pretendia ter acesso aos bens das bruxas. Isso foi particularmente relevante, por exemplo, na nova Inglaterra, mas uma vez, nas colonias inglesas, no que é, atualmente, o norte-estado-anítero, no ordo-estado-anítero, onde muitas mulheres acusadas tinham propriedades, ou estavam em vias de erdar por irança, claro. Ou seja, eram independentes em termos de recursos económicos, e por isso eram vítimas de quem tentava les retirar esses bens através destas acusações de bruxaria. Claro, uma acusação bastante conveniente neste caso. E aqui temos então muitas camadas que se superpõem e que expliquem de muitas maneiras, porque então destas mulheres serem acusadas de bruxas. E há também mais fatores, e um deles é bem interessante, é que vários esturos mostram que há uma correlação direta entre os episódios de caças bruxas e as mudanças climáticas que criam períodes de fome e de crise. Aliás, eu já falei sobre estas alterações climáticas no nosso episódio 88 sobre a pequena idade do gelo. Entrompemos por um bocadinho nosso episódio para deixar um apelógio de nossos ouvintes, não é sim o Roger. Sim, o podcast falando história é um projeto independento como todos sabem, e por isso se os nossos ouvintes quiserem apoiar uns e contribuir para a manduteção deste nosso podcast, podem fazer-lo através da plataforma patreon em patreon.com/falanestória. E claro, deixamos este link na descrição do episódio. Pode encontrar toda a informação necessária para fazer parte da nossa comunidade. E agora, regresamos ao episódio. E já aqui falamos sobre como se define final uma bruxa e também percebemos que a maioria eram mulheres, há com uma certa idade, mas afinal, como acaba por evoluir este fenómeno da caças bruxas em termos de conologia, porque imagino que há as momentos mais quentes de maior caça. É realmente possível estabelecer alguns ritmos gerais, mas é preciso novamente notar que não há um padrão que deira para compreender e ver toda esta época da mesma forma. Em todo caso, os historiadores podem dividir a caças bruxas em quatro períodos. Como eu disse, logo no início do episódio, o elemento que diferencia este fenómeno é o desenvolvimento de uma noção que liga as bruxas odiável. E isso acontece sobretudo por volta de 1400 e 20, mais ou menos. Por isso, o primeiro período é precisamente de 1400 e 1500 e, quando as primeiras perseguições, sobretudo nos alvos ocidentais, no que é ois, a Suíça e a Itália. E é neste período que surgem os primeiros tratados que condemão a bruxaria. O formicarios da John Snyder é. de 1475, o Malleus Malleficaron, de Anrich Kramer, de 1486, e de Ulrich Molitor, de Lamis et Fittonix, de 1489. Mas se não estou em erro, estratado de Kramer, é que vai ser o mais importante de os todos nós. Está-os completamente correcto, porque o Malleus Malleus Ficaron, que é traduzido com o martelo das brúchas, foi escrito por Kramer, um dominicano que tinha sido dominado pelo Papa Inocencio 8th, para julgar brúchas em Inesbrook, na atual Austria. Mas a coisa corrou muito mal. Kramer pode ser chamado nos nossos dias, um verdadeiro fanático religioso, que procurava processar tudo o que entendia estar ligada à bruxaria, passando por cima de todos os procedimentos legais. E por isso acabou por ser expulsos de diocesse e os suspeitos foram todos ilibados. Como resposta, resolveu escrever este tratado em menos de um ano, o que se percebe, porque é um tratado com pouca consistência e pouca fundamentação. Esta obra tem por vezes outro autor, outro dominicano, Jacob Springer, mas em bom rigor não sabemos se este esquerre leu e participam na obra, ou se foi Kramer que enfiou o nome dele sem eles, quer saber, o que é verdade é que Kramer é, efetivamente, o verdadeiro autor. E o que é verdade é que o livro foi um sucesso, graças a sobre todo a imprensa, que tinha sido desenvolvid por poucas décadas antes, por Cuthanberg, o que leva que este mal é, os malificaram, tem a ser em prece 15 vezes entre 1486 e 1520, e 19 vezes entre 1569 e 1669. E acabou por marcar profundamente tudo a literatura sobre caças bruxas de exprido. Sim, sobretudo, cristalizando o papel da mulher com bruxa e mais facilmente corruptível, quer moralmente, quer saber que o solmente, pelu diabo, era um manual basicamente de como identificar e julgar bruxas, mas pelos seus argumentos, basicamente, todo e qualquer acontecimento, por isso ir a triboida bruxaria. E este segundo período, que começa em 1520, vai exatamente até quando. Vai até 1560 e há um momento de a calmia, em que não há grandes vagas de caças bruxas, e o motivo está relacionado com o surgimento da reforma protestante sobre a qual já falamos nos nossos episódios 62, 64 e 66. Ou seja, a preocupação era comter os pandirar forma e isso era mais importante do cantar a persistir bruxarias. Além disso, no caso da região exprude estantes, ouvan necessidade de adaptar a justiça, que estava sob alçada da igreja para a esfera civil e foram processos que demoraram muito tempo. O que quer dizer, imagino que em torno de 1560, esta caça as bruxas regressas em força. Em força, porque é o momento de maior precisão entre 1560 e 1630. Por exemplo, em Visantig, na Alemanha, há 63 bruxas mortas em 1562 e há grandes vagas a partir desse momento. Em 1580 e 1590, entre er na Alemanha, e em 1590 e 1591 e 1597, na Escócia. A década em 1580 foi implacável na Suíça e nos países baixos. E os inícios de 1660 viram fortes episódios na região do Jura, entre a França e a atual Suíça e em muitos estádios alemães. E aliás, é partir desse momento que o Málio e os Malaficaram voltasse a ser riem preço, não é? O que não é uma coincidência, como pode imaginar, e ao mesmo tempo há muitos outros textos que vão ser impreços nesse ano, quer do Láctolico, quer protestante. Só que, pelo exemplo, em Zúric, em 1591, sai Von Axan, de Enris Balinger, em Genebra, em 1562, Lésocia, de Lambert da No, traduzido para inglês e Alemanus Poxans depois. Em Copinhaga, saiu "admonito" de supersticionivos mágicos "vidantes", os nossos ouvintes ação, que nós somos ótimos a dizer coisas no outras línguas, que é, na tradução, a demuestração para evitar superstições mágicas, de Nils Amingsan, em 1575. E um dos mais famosos textos dessa época, chamas Demonology, publicado em 1597, por nem mais nem menos que James VI, que queria ser James primeiro de Inglaterra. E é, por acima de Nascócia, nesse mesmo ano, de 1997, entre Março e Outubro, que há uma caça às bruxas, que terminou com 400 pessoas julgadas, e metadele-as com nada já a morte. Aliás, julgas que terão sido mortas, mil e quinhentas bruxas na Escócia, nesse período. Realmente é uma produção literária muito impressionante, e, sendo o vital alguma também, muito responsável por estas caças às bruxas e por diversas atrocidades. Mas continua, porque este serão só os exemplos protestantes do Lath Católico, a coisa também explod, Em 1580, é publicado Demanamaní desse Orcee, de Jombadã, um dos grandes pensadores políticos franceses, entre 1599 e 1600, sei, um dos livros católicos mais famosos, dos duítam Martín Del Rio, chamado Disco Exiciono, Mar de Caron, investigações sobre uma Gia, popular também entre protestantes, por exemplo, foi usado no famoso julgamento da Salam em 1692, nos atuais Estados Unidos da América. Agora, o que é verdade é que isto é um circulvícioso, porque a publicação desses tratados são causa e feito deste período de maior caça às bruxas, e a limeta se por si só. Os constantos conflitos desta época, chamada Guerra das Religions, donde a Guerra dos 30 anos está incluida, levou, está, um clima de medo e danciada de constante, onde quer católicos quer, por outros tantos, lutavam contra a bruxaria. E nisso podemos dizer que foi o verdadeiro evento e comênico deste período, que aproximou, digamos assim, estes dois campos, apesar de ter em técnicas diferentes. Sim, e disse que isto período vai até 1630, depois disse, imagino que há já um novo período de calmeia. Não só calma como entre endiclinhe, os episódios vão ficando mais raros, os processos cada vez mais complicados, o que dificulta a condenação e por isso, um pouco por toda a Europa, os números começam a baixar. Em Espanha, ela loga partir de 1610, depois de um caso muito famoso, das bruxas de Zugarra Mordin, no país básico. Em França é a partir da década de 1620, que começa a regalmente entrar em endiclinhe, em Glaterra, a partir de Miados, do século 17, na Escócia, a partir de 1660, mesmo em territórios alemães e suícios, o período 1675, a 1750, é de contração. Apesar, claro, de algumas sessões, como por exemplo, na Hungria, na Transcielvania, na Plônia e na Nova Inglaterra, onde o final do século 17 e os Inícios do 18 foram mais fortes. A Júltima Discussões, por Bruxaria, que tiveram o Relêvo Legal, foram na Alemanha, em 1749, em Vursburg e Vurtenberg, e na Suíça, em 1782, no Catão de Glaros. E vamos então anumos? É possível quantificar exatamente quantas pessoas foram condenadas? Há alguns estudos que avançam números, que, por exemplo, que 75% deste episódio de Caçais Bruxas aconteceram na Alemanha, na França, na Suíça e nos países baixos, o que correspondia mais ou menos a metade da população europeia daquela época. Na Alemanha, o número de Bruxas condenadas à morte terá sido entre 20 e 25 mil. Em França, cerca de mil, na Suíça, 5 mil. Nos doca dos da Lorena, o que hoje em dia, a França, foram 3 mil, no Luxemburgo, cerca de 350. Nos países baixos, 150, nas ilhas britânicas foram entre 2 mil a 2 mil e 500 condenadas. No es Nordico da Dinamarca, Noruega e da Suécia, Finlandia, foram entre 1.700 e 2 mil na Polonia, 2 mil, em Italia, 600 e na Peninço Libera, Quinteira, Portugal, Espanha, 500. E este número são de condenadas à morte e não desulgados, o que é um número muito superior, terá um cita cerca de 90 mil pessoas desulgadas em toda a Europa e aproximadamente 45 mil condenadas à morte. Mas claro que este número não são suficientes para perceber este fenómeno, porque imagino que mesmo uma acusação servisse para alinar uma vida. Exatamente, há quem devoluir este episódio, porque são números relativamente baixos, tal como fazem com o número de condenados pela inquisição, mas é preciso ter noção que o maior impacto deste fenómeno não é apenas queimar o condenado, mas é também o impacto social, o clima de tensão e até de terror que estas populações vivem constantemente vigiadas. E nunca sabendo se estão empas, e isso é incualificável. Isso vai para lados números. Até porque se é um horror para esta nossa perspectiva atual, imagino também que já o fosse até certo ponto à época, com muita gente admonstrada desagrado por estas perseguições? Não só mostraram um desagrado, realmente como até se chegou a publicar tratatos que desvalorizavam este fenómenos e que serviam de resposta aos outros tratados que falei anteriormente, aqueles para o Camadurus, digamos assim. Por exemplo, um médico protestante Nerlandês, John Veier, publicou em 1563 o livro de Prestiguis da Emônium sobre o Jenga nos dos demonios, que explica como tratar as pessoas que sofriam de insanidade que se desiam bruxas. Portanto, ele via realmente isso do ponto vista da condição médica, mas é relevante notar que Veier não dizia que não havia bruxas imónios, mas sim que havia muitos charlatães que era preciso combater. Até porque ele publicou outras obras, por exemplo, onde catalogava demonios e explicava os problemas de lidar com oculto. Outra caso muito famoso foi do Manista e do filósofrancer Michel do Montenho, que não ensaio de 1588, também criticava todo o alarmismo criado à volta das bruxas. Bom, a caçada já vai longa, mas tem ainda duas perguntas. Uma primeira é sobre Portugal, disse-se que era um caso muito particular e gostava de saber por que? O caso português é realmente interessante porque é um país onde não existe caças bruxas. Este quer dizer que há, claro, fenómenes de bruxaria, que são preseitos pela inquisição, que se instala em Portugal a partir de 1.336 aliás, temos um episódio sobre a inquisição, que é o episódio 23 do podcast. do podcast e arreistir destas práticas diabólicas.
Não se fala em Sábate, não há este termo, não aparece na documentação portuguesa, mas a ideia surge nos processos, é chamado a Assembleias, A juntamentos, Conventículos ou até reunhões. Aliás, este crime de Bruxaria é um crime considerado de Irzia, e aparece logo desde o princípio, como sendo da alçada da Inquisição. O quer dizer que aparece nos éditos e no traducamentação? Sim, a chamada carta monitória de 1536, que é o documento que estabelece os crimes, que deviam ser denunciados ao Tribunal do Santa ofício, ou seja, à Inquisição, consta logo este crime de Bruxaria. Aliás, vou aqui fazer uma situação longa, lendo diretamente a partir deste documento de mil, que a gente de 36 ou um português arcaicou, vou fazer as devidas atualizações e, e, Marc, faça agora soltar a banda ao sonor adequada. Vamos a isso. Se sábados vistas ou vistas que algumas pessoas, ou pessoa fizeram ou fazem círculos invucações de diávores, andando como bruxas de noite, em companhia dos demônios, como os maleficos feticteiros e maleficas feticeiras, o costumo de fazer e fazendo, encomenando-se a Belzebou e a Satanás e a Barrabares, e a Renegando a nossa Santa Feca Tólica, ofrecendo ao diávo alma ou algum membro, ou membros da seu corpo, e creendo em ele e adorando e chamando para a critiga o que está por vir, cujo saber a só Deus Todo-Poderoso pertence. Se algumas pessoas ou pessoa têm livros ou escrituras para fazer círculos e invucações dos diávores, como ditue, outros alguns livros ou livros reprovados pela Santa Madrigueja. Bom, realmente, laboroso até porque eu acho que, numa vida anterior, as capaces ter sido incasidor, Roger. - Nunca sabe, nunca sabe. Está tudo aqui, está bem explícito, e acredito que haja também livros escritos sobre bruxaria, nesta altura, em Portugal. - Sim, neste caso, os grandes tratados, como maleos maleficaram e o tratado Martín del Rio, o discurso e sólam-me agicaram, e vamos fazer de conta que eu disse bem o título deste livro, porque não vou voltar a fazer o centésimetei para acertar nesta. Existem várias bibliotecas portuguesas, como, por exemplo, as bibliotecas dos colegios de Coimbra. Relativamente à própria produção nacional, só há dois tratados portugueses sobre estas questões. O primeiro é de Manuel Valdemora, de incantite ônibus COD em Salmys, sobre incantamentos ou ensalmamentos de 1621, e o memorial inantíduo contra os poos venenosos que o demônio inventou este de autoria de Freymanuel de la Serda de 1631, e quando digo, este é o livro e não os poos venenosos que o demônio inventou. - É bom, se existem livros, quero dizer que houve também gente julgada e condenada por bruxaria em Portugal, ou bruxulgados e condenados em Portugal, mas no número que não permite dizer que tenha tenha sido realmente uma caçada de bruxas. No levantamento feito por José Pedro Paiva, para o período entre 1600 e 1774, notou-se que foram processados 800 e 18 pessoas por práticas mágicas e lícitas. Sobrevivem hoje 690 processos, e desses vamos lá ver. 250 eram reos julgados por serem apenas curadores. 199 eram feitiços que inclinavam vontados, como expliquei antes. 121 deles eram ao mesmo tempo feitiços e curadores. 55 usavam feitiçarias, 36 tinham feito um pacto, coediado realmente, e 29 tinham também outros delitos de blasfêmia, fingir revelações divinas, ó teçantes, entre outros. Isto eram processados por casodinúcias que chegavam, eram muito mais. Por exemplo, para o Tribunal de Inquisição de Coimbra, para a sensibilmente para este período, foram denunciadas quase 6.200 pessoas, o que mostra um grande trabalho de filtragem. E em termos de condonados à morte, quando estemos. Estão apenas registados 10 casos no total. 6 deles ocorreram em 1559, mas foram um detribunal circular, ou seja, não religioso. E os outros 4 são realmente de sentenças preferidas pelos Inquisidores. Neste caso, Luís de La Penha, em 1626, Ana Martís, em 1694, Francisco Barbosa, em 1735, e Messia da Costa, em 1744. E mesmo assim, a grande maioria dos julgados foram no século 18, e eram curadores e feiticeiros, sobretudo ligadas à advenhação, e a questões amorosas, e não a pactos de muníacos, como no resto da Europa. Mas então, por que esta diferença faça aquilo. o que tem esvinda referir, do resto da Europa, sem Portugal, os números são tão baixos. É realmente também uma das grandes interrocações que temos, mas há vários motivos. O que se destaque é que as elitos responsáveis, as elitos, laicas e religiosas, não estavam muito preocupadas com o problema da bruxaria. Por um lado, a formação religiosa em Portugal estava muito vaziada no obra de São Tomás da Quino, e no saber esculástico, ou seja, uma formação bastante conservadora, o que levou que não fossem atrás dos novos tartares, dos novos manuales, pelicados naquele período. Por outro lado, a igreja portuguesa estava muito bem consolidada e enraizada na sociedade portuguesa, e o protestantismo, na realidade, não teve grande impacto. E ainda há que ter em conta que havia uma grande tradição anti-judaica para a qual a inquisição apontou as suas armas, e que, além disso, o quadro legal da coroa, de inquisição e da igreja, era bastante complexo, ao contrário do que aconteceu em algumas zonas da Europa, um dos processos e as condinações tinham, na realidade, fracas, bases legais. E, por fim, os racosados raramente anunciavam um pacto diabolico, ou por que já conheciam o funcionamento da igreja e sabiam que isso era uma pena maior, ou por que realmente tinham uma fé bastante forte, que os levavam a randigar o diabol. Ou até ambas as razões, sabiam o que isso representavam e tinham uma versão audiábola, e aquelas formas de fazer o pacto que mencionaste. Claro, estas razões não se validam. Aliás, basta olhar para os quatro casos de bruxaria com netos. Na realidade, só podemos olhar para três, porque o caso de Messi e da Costa, só sobra a sentença final, não temos o processo. Mas os outros três casos são casos, enfim, pifios, ficamos assim, comparados com o que temos no resto de Europa. Luís de la Penha, Lia, o futuro nas mãos das pessoas, fazia algo com as curas e feitos para favorecer casamentos. Itinha, alguns livros de feitiça iria. Ana Martín, era curadora. E Francisco Barbosa era um pobre que curava para ganhar algum dinheiro e ainda se dizia advinho. Ou seja, são tudo casos banais sem haver participação em sabates, enfim, mortes de pessoas, ou sequer destruição de bens. Mas o problema é que durante os processos acabaram por confessar, sabe-se lá, porque que tinham feito um pacto coediado. E isso acabou de ser suficiente? É suficiente, porque confessaram em dois momentos diferentes, em dois momentos distintos. E o que estava em causa era renegarem a fé. E o crime, de lhesia, era realmente o prato principal do tribunal do Santo oficio. Portanto, muitos fatores a contribuírem para esta falta de casas bruxos em Portugal. Exatamente, onde se destacam o relativo, setecismo, mudração, e até pouca importância que as elitres deram as questões da bruxeria. Então vamos lá a uma última pergunta. Diceste que partir deste século 18, o fenómeno abranda e até destes várias datas. Mas por que? Por que que abranda a partir desta altura? Bom, as cos nossos ouvintes já estão a esperar, deu dizer, que não há só o motivo, não há uma explicação única, e é realmente verdade. A ideia já antiga que vem desde o século 18 ou 19, naquia uma mudança nas mentalidades que passa a ver como inconcebível a existência de alianças diabólicas. Mas na realidade, quando esta mudança se realiza, nos finais do século 17 e no 18, já há casas bruxas, estava em declínio. E por isso, outra explicação é que se refleta a expansão do poder central, do Estado, sobre o poder e a justiça local, visto que até aí havia uma grande autonomia judicial em grande parte de estrangeões onde este fenómeno aconteceu. E a terceira explicação é que os processos legais vão se complexificar inviabilizantes estomões e provas que não tinham substância. Não é de querer que esta criança nas bruxas se tenha alterado radicalmente, que as pessoas tenham deixado de acreditar nas bruxas. Mas a verdade é que a justiça passou a ser muito mais sética na condinação e os processos passaram a ser até mais caros, demorados e muito mais apertados. E aqui temos mais uma vez um episódio onde se prova a importância histórica do poder da criança. Não é, já que falamos de várias vezes, nos episódios sobre a reforma e contrareforma, a incisição, o próprio episódio sobre os escritos. E aqui temos uma vez mais a casas bruxas, com todas as suas implicações económicas, sociais culturais e também o impacto de poder que a criança, em certos elementos, tem no processo e nas suas consequências que foram muitas. Sim, exatamente porque, bom, os nossos ouvintes, que estão a acabar este episódio e percebem como nós estamos a tentar analisar este fenômeno do ponto de vista da estrutura, ou seja, como é que isto se organizou. Até porque eram mulheres, perceps a motivação que levava estas acusações. Mas na realidade há um quadramental muito próprio que explica por si estes fenômenos. Havia uma criança profunda que hoje em dia é muito difícil nós conseguirmos perceber esta criança no diabo, esta criança nos pacts diabólicos, em todos estes fenômenos subbernaturais, que em dois dias, enfim, muitas pessoas ainda acreditam, claro.
Mas naquele período era de uma forma muito mais forte. E suscões do ituro para quem quer saber um pouco mais sobre este fenômeno em Portugal e no resto da Europa. Bom, começo por uma susta para o resto da Europa, ou geral, é um livro de Brian Levak, que se chama The Witch Hunt in Early Modern Europe, publicado pela Rocketledge. Já um livro antigo desde os anos 80, mas ele tem vindo a atualizar a ultimedição, a quarta edição é 2016, com portanto vai atualizando o texto, o que é ótime e que dá uma visão extraordinária sobre este fenômeno na Europa. Ele é muito bem, é realmente um livro extraordinário. E para o caso português é o livro que é a TES de José Pedro Paiva, Boruxaria e Supreciação num país sem caçar Boruxas, 1614, 1774, publicado pela editorial notícias em 1997, onde está a vazio estudo para o caso português. E tem algum gênero de sustão, documentário, algum produto de cultura dos nossos tempos, até porque caças Boruxas aparecem em diversos filmes, em séries, em livros? Sim, até porque, como também perceberem, é todo o este período, é todo esse fenômeno de caças Boruxas, que cristaliza esta visão que nós temos sobre estas questões. E, portanto, isso ainda serve hoje em dia quando se pensa numa Boruxa, quando se pensa de espacos de muníacos, essa coisa toda, é todo um produto desta época. E se revésse em filmes, em séries, e tudo mais, neste caso há um filme que me lembro de 1986 que se chama The Crucible. E é um filme que aborda a questão do famoso processo das Boruxas de Salem, claro que, como qualquer filme histórico, tem erros, tem que lara de esturações, mas acaba por ser bastante interessante ver a forma como retratam este fenômeno de caças Boruxas, este fenômeno de esteria, de pânico, causado numa pequena comunidade. E é de resto uma boa sugestão, até porque este caso das Boruxas de Seila, no Massachusetts, naquilo que são os EUA, dará certamente um bom episódio de tudo. E por hoje, até porque este episódio foi bastante estruturalista, digamos assim, não falei de nenhum caso em particular, e certamente que é as Boruxas de Seila, no caso do Espanhol, de Zugarra Mundi, são casos bellíssimos para abroçarem bordados em episódios completos. E por hoje é tudo, neste nosso episódio 23 do Podcast de Fauna História, já sabem se quiserem juntar só nossa comunidade, podem fazer através da plataforma Patreon, o bem que fica na descrição, e naturalmente agradecemos aos nossos patronos que nos têm apoiado ao longo do tempo, e que permitem manter este Podcast e, dentro dos possíveis ir tendo temas um que é mais variado. Edição do The Audio, como de costume, foi de Marc António, e, se quiserem contactar nos podem fazer através do nosso email, falando de história podcast @jamampotcom. Por hoje é tudo, vemos para a semana. Até a próxima! Falando de História A acreditarva-se que podiam usar os seus poderes em muitas áreas, especialmente quatro, vamos aqui destacar quatro, em primeiro lugar, podiam influenciar comportamentos e sentimentos, e intervir sobretudo no campo amoroso para fazer apaixonar, ou esperar, ou ainda interferir na vida sexual. Em segundo, podiam, mas Marc António, isto está a acontecer, é normal, acontece a todos, também, não foi nenhuma bruxa. Trata em bem que eu sou um homem do entro, por amor de Deus. Pronto. Pronto.
Podcast Summary
Key Points:
A caça às bruxas ocorreu principalmente entre os séculos XV e XVII, com cerca de 45 mil execuções na Europa.
A bruxaria passou a incluir pactos com o diabo, sabás noturnos e rituais anticristãos, diferenciando-se da magia medieval.
A maioria das vítimas eram mulheres (mais de 75%), especialmente idosas, viúvas, pobres ou curandeiras.
Fatores sociais, econômicos e climáticos, como fome e pestes, alimentaram as acusações.
A perseguição variou conforme a região
O fenômeno dividiu-se em quatro períodos, com o primeiro a partir de 1420, marcado por tratados demonológicos.
Summary:
O episódio explora a caça às bruxas na Europa Moderna, entre 1420 e 1630, destacando que esse fenômeno não foi medieval, mas sim um produto de tensões religiosas, sociais e econômicas. A bruxaria era definida como um pacto com o diabo, envolvendo sabás, orgias e rituais para causar danos, influenciar sentimentos, curar ou adivinhar. A maioria das vítimas eram mulheres (mais de 75%), especialmente idosas, viúvas, pobres ou curandeiras, devido a estereótipos de fragilidade moral e sexual.
Homens também foram acusados em regiões como Normandia e Rússia. As causas incluíam mudanças climáticas, fome, pestes, conflitos sociais e o desejo de controlar mulheres independentes. A perseguição variou: em áreas rurais, espalhava-se por boatos; em cidades, era mais repressiva.
Os historiadores dividem o período em quatro fases, começando com os primeiros tratados demonológicos, como o "Malleus Maleficarum". Embora unisse católicos e protestantes, o fenômeno refletia um "universo saturado de magia", onde a religião e a superstição se misturavam. Casos como o de crianças condenadas na Suécia mostram a brutalidade do período.
Portugal teve menos casos, mas a Europa como um todo viu dezenas de milhares de julgamentos, com cerca de 45 mil execuções.
FAQs
Uma bruxa era alguém com poder sobrenatural para causar mal, e no período moderno o elemento principal era ter um pacto com o diabo, incluindo participar em sabás noturnos com rituais como sacrifícios e orgias.
Elas podiam influenciar comportamentos e sentimentos, especialmente no amor; causar ou curar doenças; adivinhar o futuro ou bens perdidos; e realizar magia protetiva com objetos como amuletos.
Acreditava-se que as mulheres eram moralmente mais fracas e com mais desejo carnal, sendo mais fáceis de seduzir pelo diabo. Além disso, ofícios femininos como cozinheira ou parteira eram associados à magia.
Geralmente era uma mulher com mais de 50 anos, muitas vezes viúva ou solteira, e de condição econômica pobre, embora houvesse exceções em regiões como a Nova Inglaterra.
Não, o fenômeno intensificou-se no início da Idade Moderna, entre 1420 e 1630, com dezenas de milhares de julgamentos e cerca de 45 mil execuções.
Mudanças climáticas, fome, aumento populacional, inflação e tensões sociais, como conflitos entre vizinhos ou interesses econômicos por bens das acusadas.
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