O episódio do "Prosa com a Psy" aborda o chamado "vício em agradar", um padrão comportamental em que a pessoa prioriza as necessidades dos outros, colocando-se em último lugar, por medo de rejeição ou conflito. A psicóloga explica que esse comportamento pode ter origem na infância, quando a criança aprende que o amor e a atenção dependem de agradar, e é reforçado na adolescência e na vida adulta, tornando-se um "programa interno" que dita a necessidade de não desagradar. Embora o termo "vício" seja usado de forma lúdica, o comportamento tem consequências reais, como exaustão, ansiedade, dificuldade em reconhecer limites, sensação de nunca ser suficiente e relações desequilibradas, onde a pessoa se doa demais sem receber o mesmo. A metáfora do copo de água ilustra como o agradador enche o copo dos outros enquanto esquece o seu próprio, levando ao esvaziamento emocional. Para quebrar esse ciclo, a psicóloga sugere perceber que agradar nem sempre é generosidade, mas muitas vezes é medo, e trabalhar a autoestima e crenças distorcidas, como "preciso ser útil para merecer amor". A TCC é apresentada como ferramenta para reestruturar essas crenças, e exercícios práticos incluem questionar antes de dizer sim, praticar pequenos "nãos" e lembrar que cuidar de si é uma responsabilidade, não egoísmo. Dizer "não" pode aproximar pessoas que respeitam verdadeiramente os seus limites.
Oi, seja bem-vinda mais um episódio do Prosa com a Psy, aqui é a barbra, eu sou Psicóloga. E hoje a gente vai falar sobre o vício em "agradar", "bora prosiar comigo". É isso mesmo que você ouviu, um vício em "agradar". Sabe quando você percebe que, de sim pra outra pessoa, você pensar muito que se coloca em último lugar, que faz de tudo pra não desapontar ninguém. Pois é, as vezes até parece uma abstinência quando você precisa dizer um "não" ou quando está osente pra alguém. Mas não se preocupa se você se identificou, você não está sozinho, a gente pode inclusive falar que esse episódio é dedicado ao nosso clube de agradadores anônimos. Aqui a gente vai conversar sem julgamento de forma leve, sobre essa necessidade de agradar, de onde vem isso, e o que traz de consequência pra nossa vida. E até, como a gente pode talvez mudar um pouquinho esse comportamento. Mas começando do começo, vamos tentar responder aqui a pergunta de "porque as pessoas gostam de agradar?" Ou "porque você gosta de agradar?" Porque as sensações são a essa, é que a gente gosta, só que a gente vai entender aqui que na verdade isso tem alguma função pra gente, por exemplo. A agradar pode começar muito cedo no nosso vida. Uma criança, por exemplo, que só recebe atenção quando se comporta do jeito certo, digamos assim, entre aspas. Ela já pode aprender que "eu só sou amada quando eu agrado a outra pessoa". Então, desde cedo, a gente aprende que a agradar tem uma função, tem um benefício pra mim, porque aí eu sou amado, por exemplo. A terapia do nativo comportamental, que é a TCC, explica isso como crianças que a gente vai desenvolvendo, ao longo da vida, e que a gente carrega também ao longo da vida, e que passam a agar aos nossos comportamentos. Por exemplo, "Ah, se eu disser não, eu vou ser rejeitado. Eu preciso ser útil pra merecer amor. Se eu falar "não, vou gerar um conflito". Ou então, o conflito são perigosos, então é melhor eu evitar a agradar a outra pessoa. Faz sentido? Então, isso pode começar muito cedo, inclusive, ali na nossa infância. E, nada de adolescência, esse desejo de se encaixar, que já é algo característico dessa fase de desenvolvimento, até reforça um pouco mais isso. Então, a gente queria agradar os outros pra se encaixar em um determinado grupo. E aí, na vida adulta, a gente leva esse padrão de comportamento para o nosso trabalho, para o nosso grupo social, para nossos amigos, para o nosso relacionamento. E aí, é como se fosse um programa interno, sempre rodando na cabeça. Não desagrade, não desagrade, você não pode desagradar. Então, é algo que pode começar muito cedo, e outro é que alguns exemplos, mas é importante você olhar para dentro, olhar para sua história, e quem sabe até não processar a piúdica ao lugar, também de fazer isso, para entender a raízes da sua necessidade, do seu vício em agradar. E é claro que aqui, o uso da palavra vício é uma forma de dizer, tá bom? Não existe, nós não nos diciamos em agradar como outros tipos de vícios, como álcool, jogos de azar, que realmente a gente pode falar de um vício. Na verdade, aqui, essa palavra é só uma forma de dizer, para representar que algumas pessoas ficam realmente num ciclo de agradar os outros, e tem muita dificuldade de mudar e agir diferente. É como se desagradar, fosse a pior coisa que a pessoa pudesse fazer. E, alguns casos, realmente pode existir uma punição. Por exemplo, às vezes uma criança que, quando desagrada, ela panha, ela fica de castigo. Aí, só reforça as crenças da pessoa, de que ela precisa agradar a qualquer custo. Então, só deixando claro que esse termo "visa" em agradar não é um vício como diagnóstico, tá bom? É um termo que eu inventei para esse episódio, para a gente entender que, de uma forma leve lúdica, essa sensação que algumas pessoas podem ter, como se fosse um vício em agradar, mas existem por que existe um modo de funcionamento envolvido nisso, tá bom? E aí, eu quero trazer aqui uma metáfora. Imagina que você tem um copo de água que representa a sua energia, o seu tempo, o seu cuidado consigo mesmo. Quando você é viciada em agradar, é como se você estivesse enchendo o copo de todo mundo ao redor, da família, dos amigos, dos colegos de trabalho, mas esquecendo completamente de encher o seu. E aí, o resultado disso é que, algum momento, você percebe que o seu copo tá vazio. E, de todo mundo ao redor, tacheio que você estava enchendo copinho das outras pessoas. E o pior é que, às vezes mesmo vazio, a gente continua tentando oferecer algo, porque acha que precisa manter, às vezes, a imagem está sempre disponível, ou porque você acredita fortemente que é errado a gente de uma forma diferente disso. É errado negar em seu potinho do outro para manter o seu cheio, por exemplo. E aí, no começo, quando a gente está ali, começando a agradar, pode parecer até bonito, todo mundo gosta de alguém prestativo. Então, a gente pode ser muito reforçado por isso. Só que existem consequências para a gente e para as nossas relações. Como consequências para a gente, a gente pode pensar que, numa exaustão, na ética sempre disponível para o outro, uma dificuldade em reconhecer os próprios limites, até uma possível ansiedade, uma sensação de nunca ser o suficiente, porque um ponto importante é que, às vezes, a gente pode até até a crença de que eu preciso agradar para ser amado. Só que, na real, isso não garante o amor. E às vezes, a gente vai ver que tem pessoas que vão nos decepcionar, mesmo, ou que a gente vai se frustrar, mesmo a gente se doando 100% para o outro. Então, às vezes, pode vir essa sensação de que a gente não é suficiente. Pode também ter uma sobrecarga emocional. É muito comum também a gente apoiar o nosso valor pessoal nesse aspecto de agradar as outras pessoas. Então, o meu valor pessoal está muito ligado ao quanto eu consigo agradar o outro. E isso dificulta a gente enxergar outras coisas boas que a gente tem. E também existem consequências para as nossas relações. Por exemplo, eu disse que o livro nas nossas relações onde eu me dou demais, e às vezes a pessoa não faz o mesmo por mim, ou então, relações que só se mantém, que só dependem ali do meu comportamento de agradar. Se eu paro de agradar, aquela relação não vai ser tão próxima, mas ela não vai nem existir. Isso é um desequilíbrio também, né, numa relação. Um pouco espaço para nossa autenticidade nas relações. Então, eu estou nessa relação sempre me doando, sempre fazendo pelo outro, sempre agradando, só que quando eu entro nessa posição de sempre agradar, talvez eu deixo alguns lados meus de fora disso. Porque a gente também tem os nossos defeitos, a gente também tem as nossas questões. Quando eu estou sempre tentando agradar, talvez eu perro a minha autenticidade, porque eu faço sempre para o outro. E às vezes deixo algo de mim de lado. Faz sentido. Às vezes a gente acaba se colocando em relações que demandam demais, e que ficam pesadas para a gente, porque a gente está sempre tentando agradar. Então, existem essas consequências tanto para a gente, quanto para as nossas relações. Mesmo que pareça que você gosta de agradar, então tem um ganho, né, para as vezes você se sente bem agradando outro, talvez ter um outro lado da moeda que traz consequências, traz um peso para você. E também para suas relações, às vezes parece que só assim você vai conseguir ter boas relações, só agradando, você vai ter boas relações. Mas será mesmo? Será que essas relações são realmente saudáveis para você? Talvez não. E aí trazendo aqui alguns exemplos no trabalho. Pode ser aquela pessoa que viram quebra-galho oficial de todo mundo, mas que ninguém percebe que está sobrecarregada. Ou então, um outro exemplo pensando em relacionamentos. Às vezes aquela pessoa que nunca diz o que sente para não desagradar o outro, que nunca diz o que está incomodando, mas depois explode, acumula recentimento, ou as vezes sente que não tem com quem desabafá sobre o que está sentindo. Então, a gente precisa conseguir visualizar o ponto comportamento de agradar. Sim, traz algum possível ganho, por isso que esse comportamento se mantém ao longo da vida. Se fosse 100% ruim, a gente abandonaria o comportamento facilmente. Então, eles só se mantém, porque tem algum ganho secundário para a gente.
Só que também tem um prejuízo, e a gente precisa conseguir se dar conta, enxergar esses prejuízos, até para a gente partir pro passo da mudança. E aí a gente pode pensar em que como a gente poderia quebrar esse ciclo? E o primeiro passo, como certeza, é perceber. A agradade mais, muitas vezes, não é generosidade. Às vezes, é medo, medo de rejeição, medo da possibilidade de ficar sozinho. Então existem questões de autoestima envolvidos, nisso que a gente precisa cuidar. Então tratar esses medos, melhorar nosso autoestima e autoestima aqui, não é só se achar bonita traente. Também é a gente chegar ao seu valor como pessoa, se achar uma pessoa interessante, digno de receber afeto, sem precisar oferecer algo em troca, uma pessoa cheia de capacidades, autoestima que eu estou falando em um termo mais amplo, que não está relacionado a sua auto-imagine. Então assim, entender, perceber isso e dar atenção para essas questões, com certeza é o primeiro passo. E eu espero que esse episódio, isso eu te ajudando a enxergar um pouquinho mais todos esses aspectos, porque isso comece para a gente quebrar esse ciclo dos agradadores anônimos. Está bem? Até CC, que é a terapia que o gignetivo comportamental, ajuda também a identificar crenças distorcidas, que a gente tem, por exemplo, sobre a agradar as outras pessoas, como por exemplo, "Ah, eu só vou receber amor, se eu agradar". E substituir, flexibilizar, restruturar, por crenças mais saudáveis, por exemplo, "Eu posso dizer não e ainda se amado". "Meus limites também importam, conflito não é sinônimo de rejeição". Percebe como isso que eu acabei de dizer muito mais saudável do que aqueles primeiros crenças, aqueles primeiros pensamentos, que elas primeiras crenças que eu trouxe o início do episódio, que eram, "Ah, se eu disser não, vou ser rejeitado". "Eu preciso ser útil para merecer amor". Olha como agora está mais flexível. Eu posso dizer não e ainda se amado, até porque numa relação segura, qualquer relação que seja, é importante que a gente também se sinta segura para colocar os nossos limites. Então, sim, eu posso dizer não e ainda se amado pela outra pessoa. Os meus limites também importam, assim, como limite da outra pessoa. Então, uma tessemela pode ajudar essa flexibilização, essa restruturação de crenças, disfuncionais que mantém a gente nesse ciclo de agradar, por crenças mais flexíveis, que ajudam a gente a sair desse ciclo de agradar, desse vício de agradar. E aqui eu vou trazer alguns exercícios práticos. Antes de dizer sim, você pode se perguntar. Eu realmente quero fazer isso ou eu estou com medo de desagradar. Isso talvez conecte a gente com o que realmente faz sentido. Eu quero realmente fazer pelo outro, porque também tem esse lado. Para de agradar ou tempo todo, não significa que a gente vai para um outro stream nunca mais agradar. Não tem nada disso. A gente ainda pode agradar, a gente pode, ainda querer fazer pelo outro, a questão é que isso seja um movimento mais saudável para a gente e que a gente não se deixe de lado. Então, antes de dizer sim, eu posso me questionar. Eu realmente quero fazer isso, eu só estou com medo de desagradar. A gente também pode começar com pequenos nãos, até para a gente treinar e para ser menos desconfortável para a gente. Pode ser um não para um telefonema, pode ser um não em formato de mais tarde ou faço. Você não precisa começar de um não gigante logo de cara. A gente pode começar desses pequenos nãos, que são menos difíceis da gente colocar em prática e que é um treino para a gente cada vez caminhando até chegar às vezes em alguns nãos maiores também. E lembra que cuidar de se não é egoísmo, acho que eu falei isso que algumas vezes, no podcast, na verdade é uma responsabilidade e um cuidado consigo mesmo. Então, não se deixe de lado. E se você já se percebe uma pessoa aviciada em agradar ou se deu conta disso ao longo desse episódio, lembra daqueles em pro do copo. Você pode até servir água para todo mundo, mas só vai conseguir fazer isso de forma verdadeira se o seu copo também estiver cheio. Então, não te deixe de lado para agradar os outros. Tinc Luan isso, te leve junto, te agrade também, pense primeiro em você. Até por mesmo quando a gente ainda faz questão de fazer pelo outro, a gente precisa estar com nosso copo em cheio. No fundo, dizem não, não há faças pessoas certas. Pelo contrário, aproxima quem respeita você de verdade. Faz sentido isso, às vezes dizem não e ainda esse amado dizem não. E ainda essa pessoa está por perto, é um sinal de que essa relação é segura para você. Dizer não e ser rejeitado, dizer não, recebe uma punição. Talvez me faz questionar um pouquinho o quanto essa relação é segura, mesmo sendo uma pessoa que você ama. Talvez a gente pode pensar um pouquinho sobre isso também, quem realmente respeito o meu não. Quem também respeito os meus limites, quem também me respeito. Tá bem? Obrigada por estar aqui comigo em mais um episódio que no Prózico Apsi. Se você gostou desse episódio, se lembrou de alguém compartilha para que mais pessoas pensem aí sobre a sua relação consigo mesmo e cuide de si mesmos. E é de onde a gente avaliar aqui, pode ter as consequências estrelinhas. Enfim, se tiver algo para dizer, algum comentário, alguma reflexão, deixa aqui nos comentários esse episódio. O me manda lá no meu Instagram, que é o @barbaramaya. Se cuida e até semana que vem no próximo episódio.
Podcast Summary
Key Points:
O vício em agradar é descrito como um ciclo comportamental em que a pessoa se coloca em último lugar para evitar desapontar os outros.
Esse padrão pode começar na infância, quando a criança aprende que só recebe amor e atenção ao agradar, e se reforça na adolescência e na vida adulta.
A palavra "vício" é usada de forma lúdica, não como diagnóstico clínico, mas para ilustrar a dificuldade de mudar esse comportamento.
Agradar excessivamente traz consequências como exaustão, ansiedade, baixa autoestima, sobrecarga emocional e relações desequilibradas.
A terapia cognitivo-comportamental (TCC) ajuda a identificar e reestruturar crenças disfuncionais, como "preciso ser útil para merecer amor".
Estratégias práticas incluem questionar antes de dizer sim, praticar pequenos "nãos" e lembrar que cuidar de si não é egoísmo.
Summary:
O episódio do "Prosa com a Psy" aborda o chamado "vício em agradar", um padrão comportamental em que a pessoa prioriza as necessidades dos outros, colocando-se em último lugar, por medo de rejeição ou conflito. A psicóloga explica que esse comportamento pode ter origem na infância, quando a criança aprende que o amor e a atenção dependem de agradar, e é reforçado na adolescência e na vida adulta, tornando-se um "programa interno" que dita a necessidade de não desagradar. Embora o termo "vício" seja usado de forma lúdica, o comportamento tem consequências reais, como exaustão, ansiedade, dificuldade em reconhecer limites, sensação de nunca ser suficiente e relações desequilibradas, onde a pessoa se doa demais sem receber o mesmo.
A metáfora do copo de água ilustra como o agradador enche o copo dos outros enquanto esquece o seu próprio, levando ao esvaziamento emocional. Para quebrar esse ciclo, a psicóloga sugere perceber que agradar nem sempre é generosidade, mas muitas vezes é medo, e trabalhar a autoestima e crenças distorcidas, como "preciso ser útil para merecer amor". A TCC é apresentada como ferramenta para reestruturar essas crenças, e exercícios práticos incluem questionar antes de dizer sim, praticar pequenos "nãos" e lembrar que cuidar de si é uma responsabilidade, não egoísmo.
Dizer "não" pode aproximar pessoas que respeitam verdadeiramente os seus limites.
FAQs
É um termo para descrever um ciclo em que a pessoa se coloca em último lugar, fazendo de tudo para não desapontar os outros, mesmo com prejuízos para si mesma. Não é um vício clínico, mas um padrão de comportamento que pode causar sofrimento.
Pode começar na infância, quando a criança aprende que só é amada se agradar aos outros, ou ser reforçado na adolescência pela necessidade de pertencer a grupos. Na vida adulta, isso vira um padrão automático, como uma crença de que desagradar leva à rejeição.
Para a pessoa, pode causar exaustão, ansiedade, dificuldade de reconhecer limites e sensação de nunca ser suficiente. Nas relações, pode gerar desequilíbrio, falta de autenticidade e dependência do comportamento de agradar para manter os vínculos.
O primeiro passo é perceber que agradar muitas vezes é movido por medo de rejeição, não por generosidade. Trabalhar a autoestima e identificar crenças distorcidas, como 'preciso agradar para ser amado', é essencial para mudar esse padrão.
Antes de dizer sim, pergunte-se: 'Eu realmente quero fazer isso ou estou com medo de desagradar?'. Comece com pequenos nãos, como adiar um pedido, para treinar e reduzir o desconforto gradualmente.
Não, cuidar de si mesmo é uma responsabilidade e um cuidado, não egoísmo. Dizer não aproxima pessoas que respeitam seus limites e afasta quem não os respeita, sendo um sinal de relações mais saudáveis.
Chat with AI
Loading...
Pro features
Go deeper with this episode
Unlock creator-grade tools that turn any transcript into show notes and subtitle files.