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#722 - A MULHER E A NATUREZA: Um diálogo entre mães - Lúcia Helena Galvão da Nova Acrópole

36m 39s

#722 - A MULHER E A NATUREZA: Um diálogo entre mães - Lúcia Helena Galvão da Nova Acrópole

A palestra explora uma conexão profunda entre o feminino e a natureza, comparando a Terra a uma mãe generosa, paciente e eternamente cuidadora. A teoria de Gaia é apresentada como prova de que o planeta é um sistema vivo que reage aos estresses humanos, reforçando a ideia de que maltratar a Terra é igual a maltratar nossa própria origem. O texto destaca como a maternidade humana e a natureza compartilham características como generosidade, solidariedade, resistência e harmonia, elementos essenciais para o equilíbrio da vida. No entanto, a sociedade moderna desvaloriza esses valores, priorizando o sucesso material e a eficiência, o que leva à desconsideração da natureza e da dimensão emocional e espiritual da vida. A reflexão conclui que a humanidade está infantilizada emocionalmente, pois ignora os ensinamentos maternos, e que, para crescer verdadeiramente, precisamos reconhecer a Terra como mãe, cuidar dela com gratidão e responsabilidade, e viver com uma consciência de que a vida é o valor supremo. A transformação do mundo depende da capacidade de lembrar que, como a natureza, a vida precisa de cuidado, amor e presença, e que todos os seres humanos têm o dever de ser guardadores da vida e agentes de sua regeneração.

Transcription

5573 Words, 32622 Characters

Portuguese
Olá, seja bem-vindo a esse nosso bate-papo de hoje, em homenagem ao dia da Terra, vamos falar sobre um tema que eu acho bastante interessante, a mulher e a natureza, um diálogo entre mães. Então eu vou comentar com vocês algumas colocações que eu acho interessante, porque nós vamos perceber que, numa sociedade onde desvalorizamos muito determinados valores do feminino, tendemos também a desvalorizar e a desconsiderar os valores e os direitos da Terra. Parece que as duas coisas tenham uma certa relação e nós vamos trabalhar com isso. Com essa relação entre o feminino, a vida, esse diálogo entre mães, que é entre a mulher e a natureza, entre a mulher e o planeta Terra. Então eu espero que você goste desse bate-papo e que seja uma alerta para que a gente olhe para esse problema ambiental de uma maneira diferenciada, com a visão mais humanística, mais filosófica, que nos permita perceber que atentar contra a Terra é como atentar contra a nossa verdadeira mãe, de onde venha a nossa vida, de onde venha tudo aquilo que usufruímos e tudo aquilo que é mais importante, sagrado para nós. Então, começamos com uma pergunta bastante provocadora. Você já considerou a possibilidade da Terra como um todo, ser um servivo, um serem em evolução, um ser com todas as características que indicam a vida. Na década de 70 do século passado, um cientista chamado James Loverlock, propósima teoria que é a chamada teoria de Gaia, que na época foi muito criticada, de ouvir toda uma onda de discrédito, onde ele propunha exatamente isso, que a Terra era um planeta, era um ser vivo. Um sistema vivo, que como qualquer outro sistema tinha um processo de evolução, de reação aos impulsos externos, é que consequentemente se fosse excessivamente atingida por esses seres que vivem nela, poderia acionar um mecanismo como se fosse uma imunidade para poder reagir contra aquilo que é a fere. Bom, isso na época que foi considerado bizarro, passaram-se muitos anos e nós tivemos aí na década de 20, já do século 21, onde se percebe que aconteceu exatamente o que Loverlock previa 56 anos atrás. Se nós tivéssemos levada em consideração aquilo naquele momento, teremos evitado consequências que hoje são dificilmente reversíveis, talvez nós temos que agora apenas suportar as consequências das escolhas que fizemos, ou seja, ignoramos por um tempo muito longo uma evidência, uma evidência de que a Terra é um sistema que tem possibilidades de reação aquilo que se faz com ela e estamos vivendo essas reações. Ou seja, mais uma vez desconsideramos e ridicularizamos uma coisa que mais tarde se mostra com muito sensata e muito lógica. Então, você já parou para pensar sobre isso que ao maltratar a Terra, podemos estar maltratando um servivo, podemos estar ferindo um servivo e não qualquer servivo, mas aquele de onde é mana toda a vida, aquele que gera toda a vida, então caso isso seja verdadeiro, nós podemos dizer que toda a vida vem da Terra, então ela é o que? Uma mãe, ela funciona exatamente como a mãe, e aí nós poderíamos fazer uma comparação que entre esse papel da mãe, que é tão feminino, e o papel da Terra, da natureza, a maneira como ela se comporta. A natureza é como mãe silenciosa, então algumas características da maternidade que nós conhecemos muito bem, nós convivemos com mães e sabemos como elas são, às vezes nós mesmos somos mães e sabemos como é isso, os sentimentos que existem aí, o comportamento que exista aí, e nós podemos perceber algumas similaridades com a própria natureza, com o próprio planeta Terra. Como por exemplo, a natureza dá sem exigir, é uma entrega, uma generosidade infinita, onde ela se doa pelo bem dos seus filhos, sem exigir nenhum tipo de contrapatida, embora nós devemos uma contrapatida, ela não nos exige, é uma doação de uma única, ela entrega, ela é infinitamente fértil, com algum esforço ela nos dá todo o alimento, ela nos dá tudo aquilo que necessitamos, ela sustenta sem reconhecimento, ou seja ela não espera que ninguém tenha a agradeça, que ninguém divulgue o seu trabalho, ela sustenta, ela dá base para a vida sem nenhum tipo de reconhecimento, ela considera como seu dever sustentar a vida, da melhor maneira possível. Ela ensina sem palavras através daquilo que ela é, através do seu comportamento, ela é um ensinamento constante de generosidade, de eduação, de como educar, de como expressar a harmonia, ela está constantemente para observador atento, para quem gosta da natureza, para quem convive com ela, está no estado já aprendizado o tempo todo. Todos os dias, em todos os momentos, ela tem alguma coisa para ensinar para observador atento. Ela tem uma energia de resistência típico das mães, que são capazes de atravessar noites acordadas com o filho doente, ou seja, ela é perseverante, constante, paciente, não desiste nunca, persevera é constante e é paciente, que ela é vez que ela é atacada, ela se regenera e continua caminhando, até um momento onde a generação se torna quase impossível, mas ela continua insistindo, perseverante, constante e paciente, ela continua comprindo com o seu papel, de sempre vencer as barreiras que são possíveis de serem vencidas e continuar generosa, fértil, dando arimento, dando vida, ela congrega, ela tem essa capacidade de congregar, de harmonizar diferenças, quem já ouviu falar numa coisa chamada biomimética, sabe que é biomimética, nada mais é do que, uma ciência que observa fatos da natureza e aplica o comportamento humano, quando vemos, por exemplo, uma floresta como a abazônica que tem uma biodiversidade sensacional, nós vamos que a natureza capaz de compor diferenças, numa harmonia perfeita, então essa composição, essa harmonia que ela é capaz de proporcionar é um aprendizado de que nós, com todas as nossas diferenças, também poderíamos viver numa harmonia perfeita, cada um sendo o que é, se você olha um pouco uma foto que seja da floresta amazônica, você vai ver uma variedade de formas de vida fora do comum, compostas entrelaçadas, se apoiando mutuamente, de tal maneira que a natureza nos dá uma lição de harmonia, ela congrega, ela harmoniza, nós vamos ver também o papel feminino, tem muito a ver com isso, muitas vezes nós vemos numa grande família onde a matriarca se vai e o patriarca fica, muitas vezes ele não consegue manter a família coesa em torno dele, a matriarca, quando ela permanece o patriarca se vai, ela continua congregando a família a sua volta para festas, para o Natal, para seja lá o que for durante muito tempo, o feminino tem um poder de congregar, de harmonizar, de unir fora do comum, esse mesmo poder que nós vemos na natureza, de congregar, de harmonizar, juntar todas as coisas a sua volta de uma maneira harmoniosa, ou seja, alguns elementos que fazem com que a gente veja que esses comportamentos humanos erdamos da natureza, ela que nos ensinou a ser dessa forma, metáfora central que a gente pode apreter de tudo isso, a terra fala ensina, mas pode chegar a elevar a voz e punir, como toda boa educadora, chegou um determinado momento que a terra, assim como as mulheres, que são o aquétipo da educadora, durante muito tempo hoje temos uma realidade diferente, mas durante muito tempo na história, quem fazia curso de pedagogia, por exemplo, eu não só moleeres, porque intuitivamente se coloca a função de educar mais associado ao feminino, porque realmente o feminino é educador por excelência, e a natureza também é educadora, da mesma maneira que uma mãe, chegou um determinado momento, ela tem que frenzir o senho, ela tem que falar mais alto, ela tem que colocar disciplina, para que a criança aprenda, que se ela não faz isso, não há aprendizado, chega uma hora que a natureza também frenzir o senho e falar alto, ou seja, ela não tolera tudo, chegou uma hora quando é necessário dar as consequências devidas, para que aquele filho aprenda a se comportar bem, porque como qualquer mãe, ela quer que os seus filhos aprendam a se comportar da maneira justa, ideal, para que tudo entra em harmonia, para que eles tenham harmonia na sua própria vida, então nós tivemos um momento onde a natureza franja o senho e fala alto, porque fomos longe demais, nós seus filhos ignoramos totalmente as leis da vida, os protocolos da vida, os canunis de Apollo como diziam os grigos, contrariamos esses canunis, fomos muito além do que poderíamos, fomos egoístas demais, fomos predadores demais, fomos materialistas indiferentes demais aos protocolos da vida, e nesse momento, a mãe, a mãe generosa, a mãe educadora, franja o senho e fala alto, e é necessário que a se enceja, como boa e educadora que ela é, a mulher e o arquétipo do cuidado, é uma outra coisa interessante que a gente pode observar e fazer uma comparação. perceber, por exemplo, que toda a mulher carrega em si, essa necessidade e essa capacidade de cuidar fora do comum, né, gerar, nutrir e proteger, não apenas filhos, mas ideias, ambientes e valores, vocês já molheram em capacidade de nutrir, de proteger durante muito tempo, inclusive eu falo isso em uma palestra minha sobre o ideal feminino, percebia-se claramente essa dualidade, onde o homem tem uma energia de explosão e a mulher, uma energia de condensação, de consolidação seria a palavra correta, onde explodem-se e conquistas esse novo patamar, explodem-se e conquistas esse novo patamar e assim a humanidade vai subindo. Essa capacidade de consolidar, essa capacidade de cuidar, de nutrir e de proteger, que é tão própria do feminino, é também própria da natureza, ela faz exatamente isso, proteja, pânia, nutri, vitaliza, tudo aquilo que vive em ela, tem uma capacidade infinita de gerar vida em todas as sujo multiplicidades, e criar ambientes onde essa vida entra em harmonia e é viável, então você tem o predadora ali, você tem alguém que preda o predador, para que tudo esteja em equilíbrio, se você tem uma forma de vida, você tem um alimento para ela, todos os ecossistemas estão ali fechados, harmonizados, há menos que o homem vai falar e introduzam, espécie invasura e quebre a lógica, a lógica é harmoniosa, onde tudo ali está combinado e toda a vida é velada por ela, toda a vida é acompanhada, toda a vida recebe cuidados, isso é um aspecto muito interessante, que nós devermos aprender desse espírito materno, então é capaz de criar ideias, ambientes, valores e consolidá-los, fazer com que aquilo entra em harmonia, com que aquilo funcione, e isso é um aspecto muito próprio do feminino, veja bem, durante muito tempo, eu não diria que a gente superou isso ainda hoje, nós colocamos os valores mais covinhos como os valores que proporcionam sucesso, proporcionam evidência, proporcionam reconhecimento, então muitas vezes inclusive a mulher nega os valores femininos, aí é o que a gente tem, uma sociedade que se ampara numa perna só, é evidente que ela diz equilíbrio, é evidente que ela faga, é evidente que ela se torna e tecnicista, fria, é evidente que ela sai criando um monte de meios de comunicação e já não tem nada pra falar, é evidente que ela cria um monte de meios de transporte e ninguém sabe mais pra onde ir, é lógico que se nós não temos os dois vetores em equilíbrio nós fazemos com que a sua sociedade orcille e desmorone em determinados casos, então esses valores femininos que foram muitas vezes subestimados nos fazem também não ver o valor da natureza, que trabalha nessa mesma linha, então é muito importante que a gente reconheça, prenda a vir, essas peculiaridades que são próprias do feminino, são próprias na natureza e equilíbrio, porque dentro de todos nós tem que haver duas colunas, pra que tenhamos equilíbrio dentro e fora, e o desconsiderar desse aspecto nos fez também desconsiderar o feminino e a natureza, dentro de um mesmo pacote de coisas que foram desvalorizadas e colocadas em segundo plano, se irmã vai muito além da biologia, é uma postura diante da vida, é evidente que hoje cada vez mais e isso é uma notícia muito boa, o ser pai vai tomando mais consistência também, mais responsabilidade, mais presença cada vez mais, e eu reconheço isso, então cada vez mais nós temos essa necessidade de reconhecer a harmonia por oposição, como essas coisas são complementares, então ser mãe não é simplesmente a capacidade de reprodução de um corpo, ser mãe é uma atitude diante da vida, que eu sintetizaria de a seguinte maneira, ser mãe é uma forma de estar no mundo, é cuidar da quilo que ainda não está pronto, ou daquilo que precisa ser cuidado para continuar vivendo, ou seja, cuidar daquilo que necessita de apoio, que necessita de amparo, é uma atitude de amparo e de solidariedade para com a vida, portanto é fundamental, é importantíssima, porque sem sombra de dúvida, a vida é aquilo que nós temos de mais sagrado, desconsiderar a vida é uma atitude suicida em muitos casos, nós temos uma postura bastante suicida, se nós levarmos as últimas consequências, é aquilo que fazemos, vemos que enviabilizamos a vida daqui a algumas décadas, as pessoas pensam daqui a algumas décadas eu não estarei mais aqui, então é problema de quem vem depois, que belerança para a humanidade de futuro, nossos chírios, nossos netos, talvez uma vida enviabilizada, então respeito pelo materno é reconhecimento do valor da vida, bom, a nossa sociedade atual, se fomos observar alguns elementos que nos fizeram afastar dessa percepção, desse reconhecimento, distanciamento da natureza cada vez mais, então nós sabemos que na maior parte dos países há exceções, mas na maior parte dos países há uma evasão do campo para a cidade, a vida do campo é subestimada, é considerada inferior, é considerada rude, é considerada menos intelectual, botada de menos valor, ou seja, há uma desvalorização do campo, a vida urbana é a meta de todo mundo, todo mundo quer viver em cidades, portanto o distanciamento da natureza vai acontecendo cada vez mais, desconsiderando a importância da presença da natureza para o nosso equilíbrio, nosso equilíbrio psicológico, emocional, mental, até moral, nós necessitamos da presença da natureza, e cada vez mais nos distanciamos dela, e com a tecnologia, às vezes, nós temos o jovem zinho que está trancado dentro de seu quarto de antes de um computador ou de um celular a maior parte do tempo, a tecnologia parece que vai afastando ainda mais, da maneira como ele é usada, com a maturidade que temos hoje em dia, talvez não tivéssemos condições de portar toda essa tecnologia, que nos afasta ainda mais da vida, e daquilo que é prioritário e muito importante para que essa vida prossegue de forma saudável, não temos considerado muito isso, a vida está no último lugar no nosso iraquíde de prioridades, sendo que é a primeira coisa que temos em termos de importância, perda de sensibilidade cada vez mais, perda de sensibilidade, as necessidades do outro, perda de sensibilidade, as necessidades da vida, perda de sensibilidade às vezes a beleza, vivemos um momento extremamente minimalista, onde reduzimos tudo ao seu mínimo, porque a beleza da trabalho, a beleza muitas vezes não é rentável, então a beleza é uma perda de tempo, tudo é minimalista, tudo tem a lei do menor esforço, se nós observamos uma floresta, o cuidado, o requinte que a natureza tem numa folinha que nasce no campo, numa florzinha pequena, que nasce as vezes no meio do mato, com todas as suas ranhuras, com cores diferentes, como a natureza é requintada, como a lavaloriza, a beleza, como isso compõe a harmonia, como isso é estruturante, como isso eleva, e como nós hoje queremos reduzir tudo a lei do menor esforço, algum tempo atrás eu contava isso numa palestra inclusive, entrei no anticuário e peguei uma colherzinha de café, e uma colherzinha de café na sua, no seu cabo, tinha uma cariátia de grega, uma dasquelas mulheres gregas que sustentavam as colunas, numa colherzinha de café, muito bem escupida em todos os seus detalhes, e eu pensei, bom, era uma colherinha da década de 20, um século atrás, nenhum século, ninguém considera que tenha que haver beleza numa colherinha de café, mas também não é considera que tenha que haver beleza em lugar nenhum, tudo é a lei do dispojado do menor esforço, a estética foi tomada como falsidade, como superficialidade, ou seja, perdemos a sensibilidade a beleza, e a importância que ela tem pela elevação da nossa consciência, o quanto dentro de nós existe potencial de beleza, e quanto assistiu o externo nos ajuda a harmonizar internamente, então fomos nos reduzindo cada vez mais, cada vez mais minimalistas, com o afastamento da natureza, a natureza é uma lição espléndida de beleza, de riquinte de harmonia, a pressa que em pé é de cuidado, então hoje nós não queremos as coisas bem feitas, queremos as coisas feitas rápido, a solução mais rápido para você se livrar dos problemas, sabe porquê, porque não há amor aquilo que fazemos, dificilmente pode acontecer, existem casos e eu até os conheço, mas a grande maioria dos casos, as pessoas não estão apaixonadas pelo trabalho que fazem agora, portanto aquele trabalho que está na suas mãos é uma coisa provisória, é um meio, ela sempre quer outra coisa aqui, em geral é uma fantasia, porque paga melhor porque dá mais evidência social, tem muito pouco a ver com a questão da vocação, tem a ver com o reconhecimento social, então aquilo que está na sua mão é algo provisório, do qual ela tem que se livrar o mais rápido possível, então está sempre deixando as coisas para trás, deixando as coisas para trás, sem nem ver direito o que passa pela sua mão, então chega um determinado momento que hoje, se você entra num ambiente, encontro um vaso de flores em cima de uma mesa, às vezes você nem percebe, e uma flor é um ato de nerviosidade da natureza, de uma beleza fora do comum, todo potencial da beleza explode naquela corola de uma maneira que presenteia aqueles que passam a sua volta, nós não conseguimos perceber esse que é a presença de uma flor num ambiente, se eu perguntar para você, você entrou na quele escritório. naquele auditório, haviam uma flor, talvez você não repare. Então insensives a beleza que nos tornamos, sendo a flor tudo aquilo que ela é, uma explosão de beleza, uma explosão de generositéis. Estamos sempre com pressa demais, então desvalorizamos tudo aquilo que passa para as nossas mãos, porque não amamos aquilo que fazemos. Não temos um sentido de vida claro, como dizia Nietzsche que depois foi repetida essa frase por Vitor Frankl, aquele que tem um para onde sabe superar todos os como, e sabe viver todos os como. Aquilo que você está vivendo nesse momento tem valor, quando você sabe onde você quer chegar e ama a sua presença na Terra, tem um sentido de vida para o qual você está apaixonado e ama as coisas que te levam nessa direção. A gente não ama nada, vamos atropelando a vida e nos livrando das coisas, sempre muito apressadamente, e isso é mais uma coisa que nos insensibiliza a presença da natureza, e é essa necessidade da natureza. Mechanicidade, ambição excessiva, perda de respeito, a natureza, as mães, a tudo aquilo que é belo, a tudo aquilo que é requintado, que é mais ou menos uma consequência, aquilo que já falamos, ou seja, nós sagamos uma verdadeira guerra, não é entre sexos, é de toda a humanidade contra a vida, ou seja, todos os atributos da vida são considerados coisas de pouco valor econômico, portanto relegadas a uma última hierarquia de prioridade. Um momento de atenção, um momento de carinho, um momento de vida interior, um momento de observação da natureza na sua janela, dada dessas coisas que eu tenho tempo. Nada dessas coisas é econômicamente rentável, eu não tenho tempo para as coisas que são fundamentais para a vida, e, portanto, não vejo mais a natureza. Eu a uso indiferentemente naquelas coisas que são despejadas no meu prato, eu não para eu para pensar de onde aquilo veio e nem o trabalho que está envolvido para fazer aquilo chegar ao meu prato, simplesmente me livro daquilo mais rápido possível e vou embora, correndo atrás, não sei de quê, não sei exatamente de quê, porque, em geral, quando alcançamos essas coisas que queríamos tanto, percebemos que elas não têm esse sabor todo, toda essa evidência, todo esse retorno financeiro, percebemos que ela não tem esse sabor todo, então, na verdade, nós não sabemos muito mais o que estamos buscando. Trata-se de uma guerra, repito, não do homem contra a mulher, ou seja, lá o que forma de toda a humanidade, contra a vida, contra a natureza. Uma reflexão importante que eu coloco como conclusão dessa parte, insensíveis as mães que nos educam, paramos de crescer. É como se você imaginasse uma criança, exatamente isso. Se ela fica insensível os ensinamentos da sua mãe, insensíveis ensinamentos que recebem dentro da sua casa, ela não cresce, ela vai crescer fisicamente, porque a biologia vai cumprir o seu papel, mas não vai ter aprendizado, não vai ter amadurecimento, tudo aquilo que os seus pais podem transmitir, ela se paralisa. E quando nós nos tornamos insensíveis aos ensinamentos da mãe e natureza, paralisamos mesmo, e nós somos uma sociedade infantilizada. Então, você observa a mente do homem moderno, ele tem ideias altamente tecnológicos, mas não tem praticamente ideal nenhum. E quando você entra no campo emocional, é um adolescente, seja qual for a idade física, ele continua vivendo os dramas de um adolescente, com complexos de inferioridade, mal-amado, instável emocionalmente, querendo tudo para si caprichoso, ele continua um adolescente. Nós não crescemos, estamos infantilizados emocionalmente, porque deixamos de aprender com a nossa mãe, deixamos de ouvir a voz da nossa mãe, e isso é grave. Existe uma outra frase que trouxe para vocês também, que é uma frase que se atribui às vestais romanas, que, num determinado momento, às vestais guardavam o espírito de Roma, enquanto os guerreiros e expandiam o império, num determinado momento, já não havia mais esse espírito, esse espírito se corrompiu, o espírito se perdeu, e atribuí-se ao noves tal essa frase. Pobre-os de nós, que dominamos o mundo, e perdemos a nós mesmo. Eu acho isso perfeito, perfeito. Nós dominamos o mundo, no sentido de que atingimos até outros planetas, expandimos a nossa tecnologia de uma forma fora do comum, impusimos normas, submetemos a natureza e perdemos a nós mesmos. Evidentemente a natureza é muito mais poder ao asaido, que nós também está nos submetendo cada vez mais as consequências das nossas atitudes impensadas. Então, dominamos o mundo do jeito que a gente queria e perdemos a nós mesmos, dominamos em nome de quê? Qual é a banderinha que a gente vai gravar nesse planeta com o que é o nome escrito? Nós já não sabemos quem somos, não temos nenhum domínio sobre nós mesmos, não temos nenhum autoconhecimento, então o nome de quê ou de quem nós dominamos o mundo? Vivimos exatamente esse drama da decadência de Roma, da decadência de todas as civilizações, muito voltados para fora, sem nada do lado de dentro. Tá aí esse desconhecimento do que é prioritário. Diálogo entre mães, nós podemos fazer um paralelo profundo de como se estabelece esse diálogo a terra cuida da humanidade, a mulher cuida da vida em múltiplas formas. Ou seja, através do que ela pensa, através da maneira como ela age, através da maneira como ela trabalha, quando está bem canalizado o espírito venindo, ela é uma cuidadora. Ela providencia para que as coisas estejam íntegres, sempre que faça palestras e empresas, sempre falam sobre as chamadas três autoridades, três autoridades que são fundamentais num líder, por exemplo, numa equipe. Primeira delas é a autoridade intelectual, conhecer o trabalho que ele está propondo que sua equipe faça. A segunda autoridade moral, fazer junto, que é muito importante. E a terceira, que é muito feminina, é a autoridade humana. Considerar que o final do processo não é simplesmente um produto ou um serviço bem feito. Fazer um produto e um serviço bem feito e todos os seres humanos que participaram desse processo realizados, tendo crescido nesse processo. Felizes com aquilo que foi feito, ou seja, todos os seres humanos bem. Considerar esse aspecto humano de qualquer processo de produção é a autoridade humana, é uma das coisas mais complicadas que hoje o mundo empresarial começa a buscar felizmente de muita gente interessado nesse assunto. Esse aspecto da autoridade humana é tão necessária no mundo econômico, que as empresas hoje carecem, é um aspecto feminino. E por isso eles tornam-se totalmente. Do feminino como cuidadura, ou seja, os seres humanos que participam do processo, são tão importantes quanto resultado ou mais, porque no final das contas, a finalidade de estarmos aqui é construção de nós mesmos como seres humanos. Os homens não podem ser beios, eles são fins. A humanidade não é meio para nada, ela é fim. Como dizia o próprio filósofo, a humana é o cante, é imoral tomar a humanidade como meio, ela é sempre fim. Uma pergunta reflexiva para pensarmos a respeito, o que aconteceria? Se fossemos gratos à terra, como somos as nossas mães físicas? Então sei que muitos de vocês devem ter uma gratidão muito grande. Ah, essas mulheres que colocaram no mundo, que deram tanto carinho, então a maneira que estão ali atenda e incluidam, se a gente pudesse perceber que a terra também é uma mãe, como seria o mundo, se a gente dedicar, se a terra, a natureza, o mesmo carinho que dedicamos às nossas mães físicas, aqueles que o fazem, é claro. Aqueles que têm carinho, que têm amor para suas mães físicas, percebem que devem a mesma atenção, o mesmo carinho, o mesmo amor à sua mãe e natureza, porque são mães e são muito parecidas, uma inclusive se espelha na outra. Portanto, é incoerente, é contraditório quando somos gratos à uma e respeitamos e consideramos. E cuidamos, e somos em gratos com a outra, e não respeitamos, não cuidamos, somos irresponsáveis. Como seria bom que a gente pudesse ampliar esse nosso sentimento, de gratidão à maternidade, aquela que nos deu, a vida, e que cuidou para que a nossa vida pudesse se desenvolver e fluirecer. Bom, o poder da regeneração, que é uma outra coisa interessante para que a gente fale a respeito, a natureza não desiste de gerar e cultivar vida, ou seja, ela sempre está insistindo. É claro que nós temos dificultado muito o trabalho dela, temos desertificado terras, temos criado situações onde a recuperação precisa ser muito difícil, mas ela não desiste. Ela não desiste. Se você vai lá, faz um esforço recentemente, eu via falar de um país que está replantando todo um deserto. Se você é convocala comparece e colabora e recupera aquilo que você mesmo tinha colocado a perder. É certo, então ela não desiste. Ela tem um poder de estar acompanhando, de estar cuidando, de estar gerando vida, que é da sua natureza e é infinito. Algum tempo atrás, eu vim falar de pesquisadores que descobriram sementes no tumo legítimo. Não sei dizer a vocês exatamente que data tinha isso, mas alguns séculos antes de Cristo, e pegaram as sementes e plantaram e elas nasceram, elas brantaram. Se as naturezas mantem a vida em potencial, às vezes, por um tempo, que não dá nem para a gente imaginar como, mas ela faz. Ela não desiste de propagar a vida, assim como feminino. Também não desiste de cuidar da vida daqueles que eu amo. Não desiste de acompanhar. Ainda que seja distância. Ainda que esse ser não queira. mais cuidados. Ela está sempre ali na medida do possível no limite das suas possibilidades cuidando, providenciando, para que aquele serem esteja bem. O seu coração acompanha aqueles que ela ama até o final dos tempos. Essa capacidade de custodiar a vida infinitamente, que é uma expressão do amor. Tem muito a ver com feminina. Agora é uma reflexão que é importante que a gente faça. Aquele que cuida também precisa ser cuidado. Muitas vezes eu tenho visto essa expressão ser utilizada, por exemplo, em relação a profissionais de saúde, que começa a ver todo um processo de preocupação para que eles estejam bem psicologicamente. Isso é necessário. Nós temos que ter esse mesmo cuidado com as mães. Aqueles que cuidam também precisam ser cuidados. E em um determinado momento nós sabemos disso, porque começamos a cuidar das nossas mães. E há um momento da gente começar a cuidar da nossa mãe natureza. Passou do momento de percebermos isso. Que aqueles que cuidam. Não determinado momento quando os filhos amadurecem, devem retornar esse cuidado. Alvez não tenhamos amadurecido ainda, por isso não começamos a cuidar das nossas mães da maneira que deveríamos. Nós estamos maduros o suficiente para nos colocar de pediante da vida e dizer, agora deixa comigo. Eu vou cuidar daqueles que sempre cuidaram de mim. Quando vamos ser maduros o suficiente? Há uma frase que se atribui aos alquimistas da idade média que eles diziam que os seres humanos às vezes se comportam como se atos frutos que passam da fase verde para fase podre. Não amadurecem. É a maturidade humana, é uma escolha, é uma vontade você amadurece, se quer amadurecer e muitas vezes não amadurecemos. O homem amaduro cuida daqueles que o cuidaram, a humanidade madura cuida daqueles que a cuidaram e passa do momento de fazermos isso. Ou seja, devemos nos tornar agentes de regeneração do mundo se somos seres humanos maduros ou se queremos ser agentes de regeneração das nossas mães. Responsabilidade e consciência. Então, o que eu quero que vocês entendam que isso não é um discurso ecológico a mais, isso é lógico. É um pensamento lógico que se desdobra das regras, das leis dos parâmetros da vida, que qualquer ser humano pode ter. Filosofia simplesmente nos ensina a pensar corretamente e fazer escolhas coerentes com esse pensamento correto e a partir disso transformar a nossa vida em algo mais humano. Então, cuidar da terra é cuidar de si mesmo, seu óbvio, porque cuidar da terra é cuidar da vida, da grande mantenidura, da vida. Cuidar das mães é garantir a continuidade da vida, que em cuida da mãe garante é perpetuidade de uma espécie. Sabemos disso na natureza, temos que saber isso, sabemos com todos os animais da natureza, temos que saber isso com a natureza como um todo, que em cuida da mãe garante a saúde e a sobrevivência dos filhos. Se você ama a vida, então, como conclusão, se você ama a vida, e eu tenho certeza que é uma, porque você não deseja morte, se alguém tenta tirar sua vida, você se apavora, então você ama a vida. Se você ama a vida, alíse a ela, agora, nesse momento. Seja um companheiro, um parceiro da vida, não trabalha de uma maneira contraditória. Eu quero a vida, mas não a amo. Eu quero a vida, mas não a preserva. Se eu amo a vida, eu realio a ela. Aí, por fim, o retorno é essencial. Nós deveríamos buscar entender que a mulher e a natureza são expressões de o mesmo princípio. A geração da vida e o cuidado consciente, que é exatamente isso. A geração da vida, o amor e o cuidado consciente, a generosidade. Nós deveríamos valorizar esse elemento mudar a nossa hierarquia de prioridades. E perceber que nós viemos aqui para construir a nós mesmos, como verdadeiros seres humanos. E o verdadeiro ser humano se move pelo mundo, deixando um rastro de valores de virtudes, de sabedoria. Se queremos ser verdadeiramente seres humanos, temos que valorizar aquilo que tem valor, e a vida está no topo dessa escala. E todos os valores que caracterizam a vida. E aquela que já era a vida, acima de qualquer coisa. Talvez o futuro da humanidade dependa da nossa capacidade de lembrar daquilo que a Terra nunca esqueceu, como amassem por suir, como cuidar, sem dominar, como viver em harmonia. Talvez o futuro, a sobrevivência da humanidade dependa da gente lembrar daquilo que a Terra nunca esqueceu. Qual é o seu papel em favor da vida? Se nós esquecemos, é muito difícil que ela sozinha consiga salvar a nossa espécie. Nesse momento, ela precisa da nossa colaboração consciente, como aliados da vida. Então entendam esse aspecto, do feminino, tão importante, tão presente na natureza, tão presente, tão necessário na vida como um todo e tão ausente às vezes da nossa hierarquia de prioridades, que a gente possa começar a se tornar realmente conscientes e responsáveis, tutores da vida e daquelas que agero. E eu espero que vocês tenham bom dia da Terra de boas reflexões, em contato com a natureza e que essa possa conversar com vocês e contar muito dos seus segredos. Grande abraço a todos. Se você gosta dos nossos conteúdos, saiba que, na Cropoli Play, a plataforma de streaming da nova Cropoli, você encontra mais de uma centena de palestras e séries inéditas que gravei especialmente para lá. Experimente gratuitamente por sete dias e aproveite essa jornada de conhecimento e inspiração. 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Podcast Summary

Key Points:

  1. A Terra é vista como um ser vivo, com capacidades de evolução e reação, conforme proposto pela teoria de Gaia de James Lovelock.
  2. A natureza é comparada ao papel materno, com características como generosidade, cuidado, paciência, resistência e capacidade de harmonizar diferenças.
  3. O feminino e a natureza compartilham um espírito de cuidado, onde a maternidade e a natureza se manifestam como forças criadoras e sustentadoras da vida.
  4. A desvalorização do feminino e da natureza reflete uma sociedade que negligencia valores humanos fundamentais como beleza, sensibilidade e equilíbrio.
  5. A humanidade está infantilizada emocionalmente por não ouvir os ensinamentos da mãe natural e da mãe humana, o que limita o crescimento espiritual e emocional.
  6. A Terra, como mãe, exige respeito e cuidado, e seu despertar é uma necessidade para a sobrevivência da vida humana.
  7. A maturidade humana exige que os filhos retornem ao cuidado dos que os cuidaram, incluindo a natureza e as mães humanas.
  8. O amor à vida e o respeito à maternidade são essenciais para a reconstrução de uma civilização consciente e em harmonia com a natureza.

Summary:

A palestra explora uma conexão profunda entre o feminino e a natureza, comparando a Terra a uma mãe generosa, paciente e eternamente cuidadora. A teoria de Gaia é apresentada como prova de que o planeta é um sistema vivo que reage aos estresses humanos, reforçando a ideia de que maltratar a Terra é igual a maltratar nossa própria origem. O texto destaca como a maternidade humana e a natureza compartilham características como generosidade, solidariedade, resistência e harmonia, elementos essenciais para o equilíbrio da vida.

No entanto, a sociedade moderna desvaloriza esses valores, priorizando o sucesso material e a eficiência, o que leva à desconsideração da natureza e da dimensão emocional e espiritual da vida. A reflexão conclui que a humanidade está infantilizada emocionalmente, pois ignora os ensinamentos maternos, e que, para crescer verdadeiramente, precisamos reconhecer a Terra como mãe, cuidar dela com gratidão e responsabilidade, e viver com uma consciência de que a vida é o valor supremo. A transformação do mundo depende da capacidade de lembrar que, como a natureza, a vida precisa de cuidado, amor e presença, e que todos os seres humanos têm o dever de ser guardadores da vida e agentes de sua regeneração.

FAQs

Sim, segundo a teoria de Gaia proposta por James Lovelock, a Terra é um sistema vivo que responde a estímulos externos, como um organismo com mecanismos de defesa e adaptação.

A natureza é vista como uma mãe silenciosa, pois entrega sem exigir, é fértil, paciente, perseverante e se regenera continuamente, como uma mãe que cuida de seus filhos.

A Terra, como uma mãe, pode reagir com mecanismos de resistência e regeneração, como mostram os impactos ambientais que hoje estamos vivendo.

A natureza é essencial para o equilíbrio emocional, psicológico e físico, e sua desvalorização contribui para a infantilização emocional e a perda de sensibilidade.

O feminino é caracterizado por uma energia de condensação, cuidado, proteção e harmonia, o que se alinha com o comportamento da natureza e da maternidade.

A perda de sensibilidade à beleza da natureza leva à minimização de tudo, à pressa, à falta de amor pelo trabalho e à desconexão com a vida e a natureza.

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