#71. SAP - a empresa de software europeia que move o PIB mundial
32m 9s
A SAP é uma das empresas mais influentes no setor de software empresarial, com uma presença global e um modelo de negócios profundamente enraizado nos processos operacionais de grandes empresas. Fundada em 1972 por quatro engenheiros alemães que rejeitaram o modelo de software personalizado da IBM, a SAP criou um sistema de gestão empresarial integrado em tempo real, que se tornou a base de operações de milhares de empresas globais. Ao longo das décadas, a empresa evoluiu para um modelo baseado em software instalado, com forte dependência de licenças, mas está em pleno processo de transformação para o modelo de nuvem e receitas recorrentes. A migração para a nuvem, apesar das resistências dos clientes, é uma prioridade estratégica, impulsionada por soluções como o S/4HANA e o agente de inteligência artificial Jull. A SAP detém vantagens competitivas significativas, como os custos elevados de mudança, a profundidade setorial e a rede global de parceiros, além de ter acesso a dados operacionais críticos. A liderança interna, com Chris Klein como CEO e Dominica Sam como CFO, impulsiona inovações em inteligência artificial e automação de processos, reforçando a posição da empresa como plataforma central de gestão empresarial. Apesar dos riscos de substituição por startups de IA nativa, a SAP se destaca por sua compreensão profunda dos processos empresariais, dados e regulamentações, tornando-a uma empresa resiliente e estratégica na era da inteligência artificial. A sua missão não é reinventar o software, mas transformar o modelo de negócio com base em integração, dados e automação, mantendo sua posição de liderança em um mercado em constante transformação.
Este podcast tenho propósito informativo e idático e não representa qualquer oferta o
conselho de investimento.
A casa de investimentos pode ter ou vir a ter posições nos títulos que são referidos.
Sejam bem vindos que pensam aqui mais um episódio do investidor inteligente do podcast
da casa de investimentos, hoje o Thiago Barros e João Fonte fazem a radiografia de uma empresa
que muitos conhecem sobretudo no mundo das outras empresas, muitos dos questiones encarigados
tarefas como contabilidade, compras, registres, pesas e para e fora, controlos estão a uma
série de tarefas que podem não ser muito interessantes, mas que são absolutamente críticas
para qualquer entidade.
Eu sou Paulo Ferreira, durante hoje as boas vindas ao Thiago e hoje João, começando por
aqui, vamos lá então saber o que eu ainda não disse que a empresa é esta.
Exatamente.
Como de 16, vamos falar de uma empresa que muita gente conhece de nomas, poucos investidores
conhecem e compreendem em verdadeiramente que é sábato, não é uma empresa sexy no
sentido do consumo, não é um tiktok, não é uma nevida, não vive de gadgets nem de
redes sociais, mas está no centro nervoso de milhares de grandes empresas globales.
Portanto, quando uma multinacional que fecha quantas já era inventário para essas salares
comprem matérias primas ou coordenam uma cadeia de logística complexa, é uma boa probabilidade
de sábato estará alguns no meio desse processo, tanto a própria sábato, diz que os seus
clientes já eram o 87% do comércio global, que é um daqueles nomes que parecem exagerados
até percebemos a posição estrutural que a empresa tem no software empresarial, tanto.
Para compreendendo sábato temos que recuar até 1972, na altura o domínio da IBM, nem
dos tecnológicos que era a vassalador, nas contas de cinco funcionários alemães
da IBM decidem sair e fundar a SAP, tanto a visão que eles tinham era desenvolver um software
empresarial que integraço todos os processos da empresa em tempo real, isto é que
estamos em tempo real é fundamental na startup da SAP, tanto aquilo que hoje chamamos
software da RP, da Enterprise Resource Planning.
No altura os fundadores ainda abordaram o IBM para parecer um parceliro e um investidor
na empresa, a resposta foi negativa, tanto o IBM estava focado no hardware e eles
tinham a convicção que o software seria personalizado para cada cliente e, por tanto, que era
o contrário que a SAP defendia, defendia um software geral para todos os clientes.
Então se decidem então abandonar a segurança da IBM, troca-me pela criação da SAP, que
em alma o representado em inciagens de programas de desenvolvimento em sistemas de análise
agora, de destacar na fundação o papel da aplatna, que se tornou o grande arquiteto
técnico e estratégico da empresa nos décadas seguintes, foi o principal líder da empresa,
ela tinha a obsessão que não era apenas de escrever software mas, assim, resolveu um
problema empresarial profundo, tanto numa grande organização, as finanças logísticas que
a cacôme para a sua produção não podiam viver insílios isolados, se cada portamento
trabalha com números diferentes, a empresa deixada de ser governada, quando tira esta
convicção que a SAP tinha, tanto a genelidade da SAP foi perceber-se de que o verdadeiro
valor não estava no modo isolado, mas no modelo integrado de toda a empresa, então
esta estará grande proposta de valor da SAP desde o início, tanto de integração total
descentralizada, dados num único ponto, com todos os processos ligados entre si.
A empresa instalou-se em Vineheim, que é uma pequena vía lá sul de Frankfurt, nos primeiros
anos SAP nem sequer tinha escritores, não tinha computadores, o capital que eles tinham
inicial era muito reduzido, o seu primeiro cliente foi um afilial de uma empresa britânica,
que era uma empresa que depois mais tarde viria até a ser adquirida pela AXO a Nobel,
e a questão é que como eles não tinham computadores, os fundadores passavam os noites e os
fins de semana, no centro de dados do cliente, para programar os dentro dos manios frames
dos clientes, quando eles não estavam a ser usados, curiosamente eles até foram polidados
pelo cliente, como os corusos da noite.
Fizem um torno da noite na empresa, e, tanto, frutancidade ou de uma forma intencional,
toda a verdade é que ao trabalhar em um lado alado com os clientes, desde o início
o SAP teve uma posição privilegiada para aprender como os processos dos clientes de facto
funcionavam, e para o fundamental estavam no torno a trabalhar.
Se não era uma starta construir um software numa garagem para mudar o mundo, era um
oposto.
Os fundadores e um português haviam uns problemas da faturação de inventar e de contabilidade
com os seus próprios olhos, e depois se inscreviam um software com base nessas aprendizagens,
de contato íntimo, com a operação real, explica muito da cultura da SAP, menos preocupada
em construir demos estéticas, como as empresas de software de hoje em dia, mas mais
focados na natureza crítica e funcional do produto, antes de é o ADN da SAP.
De facto, o primeiro grande impulso veio desta experiência, com o ICE, o ano de tanto
o Platão de Comboa, porque eram um dos outros fundadores, já tinham trabalhado numa aplicação
de processamento em tempo real, ainda antes da fundação formal da SAP.
Este projeto ajudou a validar a ideia, que era possível, eles iriam processos de
daria a este forma imediata, muito mais imediata, do que a tecnologia até então permitia.
Claro, claro.
Fue este foi um passo importante.
Claro.
É que os que criaram, foi o RIF, que era o sistema de contabilidade financeira, que
viria a servir de base para o SAP R1, o R aqui significava o real time, e naquela época,
as empresas processavam dados em lots, é o chamado "Batch Processing", que basicamente
entregavam os cartões perforados à noite e recebiam os relatórios na manhã seguinte.
Cartões perforados, meu Deus.
E o que a SAP defendia era uma inversão total desse processo.
Ou seja, a processar a transação no exato momento em que ela acontece.
E isto, diria que até foi uma revolução comparável à passagem do correio tradicional
para o email.
E em setenta e nove lançamos a segunda versão, o R2, e foi aqui que a SAP começou a pensar
a uma escala global.
O R2 corria em Manfremes da IBM, mas já alidava com múltiplas moedas e vários idiomas,
o que permitiu as multinacionais integrarem as suas subsidiarias.
Mas o verdadeiro momento da SAP foi em 92 com o R3, e o R3 foi o verdadeiro big bang
do R3 moderno, coincidiu com a transição para arquitetura servida ao cliente e com
a chegada do Windows, e de repente, já não era preciso o Manfremes gigante, passou
a ser possível correr o sistema em servidores mais pequenos e distribuídos.
E ao mesmo tempo, as empresas globales expandiam-se para mercados emergentes e precisavam
num sistema nervoso central e, portanto, a SAP acabou por assumir este papel.
E o crescimento nesta altura foi metiórico e eles abriram subsidiárias em todo o mundo,
entraram na bolsa de Nova Iorque em 98, embora já tivesse encotado na Alemanha a uma década
atrás, e a partir dos anos 2000 começaram adquirir empresas para complementar a sua oferta
e tentar entornar-se numa solução cada vez mais completa para os seus clientes.
E então, em 2007, compraram a Business Objects para entrar no mercado de analitx e Business Intelligence.
Em 2010, compraram a Cyboys que permitiu entrar no mercado de bases idades.
Em 2011, compraram a Success Factors para entrar em no mercado de human capital management.
E em 2014, compraram a concurro para reforçar ainda mais este segmento e na parte de viagens.
E a verdade é que nem tudo foi fácil e a chegada do modelo de negócio na Cloud parece ter
apanhado a SAP um pouco surpresa, enquanto o Salesforce cresia de uma forma muito expressiva
no modelo de Software e a Service, a SAP continuava ainda muito preso ao modelo de vendas de licenciações
perpetuais e de instalações locais. E foi preciso o Aso Platner na altura já com 67 anos,
e que até então não tinha deixado de ser o grande visionário técnico da empresa.
E foi necessário impulsionar o desenvolvimento de bases idades SAP HANA em 2011.
E HANA significa High Performance Analytic Appliance. E foi uma resposta da SAP Bissistensial.
E em vez de usar em as bases idades da hora, com o da IBM, a SAP criou a sua própria
base dades in memory, que era, tinha uma capacidade processada de uma velocidade muito superior
e de uma forma totalmente independente. E esta nova arquitetura foi fundamental para o lançamento
de alguns anos mais tarde, da oferta RP, construída precisamente sobre essa base, que é o S4HANA,
em 2015. E a migração para a Cloud tem, naturalmente, encontrado muita resistência
por parte dos clientes, até por migrar de sistema pode ser um verdadeiro pesadelo.
E para combater isso, a SAP viu se forçada criar alguns incentivos para levar os clientes
a iniciar em esse processo. E, por exemplo, estabelecer o fim do suporte standard, as licenças
ON PRIMASES, as licenças mais recentes, e vão deixar da suporte a partir até o final
de 2017. Depois, também estão a ofrecer uma extensão
de suporte até final de 2030, mas com a cobrança de uma taxa adicional de 2% sobre a manutenção,
mas recentemente anunciaram que as novas e inovações e soluções de inteligência
artificial, como os agentes, só vão estar disponíveis apenas nas versões da Cloud. E, além
disso, muitos clientes que usam o RPNA Cloud, mas que ainda têm funcionalidades antigas
ON PRIMASES através de modelos de compatibilidade, e eles também vão deixar de ter essa possibilidade
a partir de maio já de 2016. Ou seja, a empresa ficou, de facto, para trás neste processo
de migração para a Cloud no passado, mas hoje parece claro que quer ser.
é uma prioridade absoluta da atualização.
Claro, e para dar uma forma como estão a imporrar os clientes para lá.
João, olhando para agora o que é sapos?
A sapo é um inconveniente dominante em software empresarial, mas ao mesmo tempo é também
uma empresa nesta tal transição do modelo tradicionado de licenciações para um modelo
mais moderno de cloud e de receita recorrente.
Isso é o mais importante para perceber a empresa hoje.
Durante décadas, a sapo viveu de software instalado nos servidos dos clientes, vendido em
licencianças perfectas e complementado com uma licença de manutenção anual.
Hoje, sem mais gente estar totalmente atualizada, a sapo continua a estar no centro do processo
crítico das grandes organizações, de finanças, de compras de recursos humanos, de produção,
de inventar.
Mas o perfil económico do negócio mudou bastante e a escala ajuda a perceber isso.
A sapo é hoje a maior empresa de software europeia, então se tem cerca de 400.000 clientes
em cerca de 180 países.
Improcinante.
Essa classificação é o melhor empresa de software.
Sim.
Em 2025, só para ter uma ideia que reportaram 37.000 milhões de dólares, de horas, de receitas
dos quais 21.000 milhões já vão ainda cloud.
Já há uma maioria de uma fatia melhor.
Sim, 57% da receita que vem da cloud, mas mais relevante ainda, compreente mais pervisível
do negócio.
Portanto, que será o cloud e as licências dos suportes, as licências antigas, já representam
86% da receita do top.
Tem um perfil de receitas que é muito pervisível e recurrente, que é, de facto, a sapo está
a conseguir transformar uma base instalada legas e no modelo recurrente, mais visual e financeiramente
mais resiliente.
Acho que é importante olhar-me-se também para o portfólio e interno-se de portfólio
da sapo.
E, dentro continue a ser o ARP, agora encorado no S for Anna, e no fundo, o ARP é o sistema
que coordena as funções corda, uma empresa, e é aqui que está lógica estratégica.
O S for Anna não é apenas um novo produto, é o vehicle através do qual a sapo está
amigrar a sua base histórica de clientes para uma arquitetura mais moderna, mais padronizada
e mais fácil de monetizar ao longo do tempo.
E ao lado do ARP está a Business Technology Platform, que é o VTP, que é uma peça cada vez
mais importante, porque a VTP funciona como uma camada de integração de dados e de
analytics, que permite ligar sistemas sap e não sap e criar extensões sem mexer
no núcleo cordo do sistema, e este é muito importante, porque a profunda relação
com o cliente.
Ou seja, a sapo deixa de ser apenas o sistema transacional e passa a ser a infraestrutura
tecnológica, onde esses clientes integram, desenvolvem e operam.
E em 2025, a sapo indica que já tem cerca de 33 mil clientes cloud ativos na VTP e tem
3 milidos antiporseiros a usá-la.
No fundo da sapo, o ARP deve ser vista três formas a mais um tempo, como líder em
a Software que é Mission Critical, como empresa a melhorar a qualidade da receita e como
plataforma empresarial mais ampla do QRP tradicional, e é isso que é a torna interessante,
não é apenas uma empresa de software do ligado, nem uma empresa na chida, nativamente
na cloud, é um inconveniente que está a modernizar o seu modelo de negócio sem perder
a centralidade que já tem dentro de os clientes.
Claro, é um grande desafio de facto, porque é uma mudança de manter-me de obviamente
a base de clientes.
Vamos olhar agora aqui para os três pilares que a casa de investimentos utiliza centralmente
quando olham para empresas.
Vamos olhar aqui, porque vamos começar pela equipe à decisão?
Sim.
Se a história é sobre os fundadores, o presente é sobre Chris and Klein.
Klein assumiu o carque de CEO em 2020, inicialmente no modelo de cocio, que durou apenas
dez meses.
E com a pandemia decidiu-se que era necessário uma centralização de poder, e foi assim
que Klein se tornou o CEO mais jovem de sempre da sapo, ela assumiu o carque com apenas
39 anos.
Mas eu conheço muito bem a sapo, pois está na sapo desde 1999, ainda entrou na sapo
como o estudante, e foi passando por várias funções opracionais e financeiras.
E este procurso interno é muito importante, porque Klein não é um auto-sider contratado
para fazer uma restauração.
Na verdade, ele é um produto da própria máquina sapo, e é aquilo que se costuma chamar
um SAP LIFR, e ele conhece todos os cantos de organização, mas para os investidores,
isto foi visto como uma faca de dois gumes.
Por um lado, ele tinha a confiança da cultura interna, por outro, havia o receio que
ele podia ser demasiado conservador nas decisões.
Mas tem provado precisamente o contrário, ou seja, a verdade é que ele acelerou de
de forma agressiva a transição para a clau, mesmo que isso significasse, cannibalizar
as receitas de licenças no curto prazo, para depois garantir as subscrições recorrentes
no longo prazo.
E tem feito também apostas significativas nas soluções de Inteligência Artificial, como
a camada de produtividade sobre a base instalada de aplicações idade e na automatização
de processos.
Depois temos o CFO, que é o Dominica Sam, que entrou na sapo em 2023 a vindo da AirBuzz,
e a sua escada foi bem recebida pelo mercado, porque trouxe uma forte experiência em
disciplina financeira, na indústria e na comunicação com os investidores.
Portanto, ele é responsável por supervisionar as finanças, a administração, relações
com os investidores.
Ou seja, tem, nas mãos, uma parte central dos fósseis de traduzir a transformação
opracional em em números credíveis.
E, sob essa lógica, a sapo transformou-se numa verdadeira máquina de disciplina financeira.
E o direito de ponto de vista da dobrância é impossível falar da sapo sem mencionar
a sua plato.
O GoFundador foi presidente de conselho de supervisão durante 21 anos, só sem um imãe de 2024.
E mesmo depois de deixar a questão executiva em 2003, continuou a ser uma figura chave
na empresa, sobretudo em muitos tecnológicos, como a HANA e o S4ANA, que o Tiago nos
falou há pouco.
Ele saiu de facto em 2024, e isto só uma era dentro da sapo.
Em termos de visão profissura da empresa, o Cristiano Klein tem de facto insistido uma
visão muito clara.
Portanto, a sapo e o mundo estão a entrar numa nova fase da AI, e as possibilidades são
infinitas para a empresa.
A gestão acredita que as inovações da AI da sapo não vão apenas mudar a forma como
as pessoas trabalham com soluções de sapo, mas como as pessoas trabalham de uma forma
genérica.
A sapo quer que o interface conversacional e automação inteligente passem a ser a nova
camada de interação sobre o software empresarial, e esta visão da empresa para os próximos
anos.
A sapo não quer vender apenas software, quer reconfigurar a forma como as organizações
operam, merem o seu trabalho e tal uma decisão.
Agora nem todos são rosas, a cultura organizacional sofreu com a transição, ou reestruturações
significativas, obceida de talentos, seniors que estavam habituados a trabalhar no velho
mundo da sapo, e além disso os indicadores de satisfação dos clientes têm vindo a cair
nos últimos anos, o que refletem satisfação dos clientes de servidores locais, que sentem
forçados a migrar para a cloud para ter acesso a inclusions artificial.
Estou tratando isto causado a trídeo com vários clientes e mudando-se a ser propagada.
É difícil, é um equilíbrio difícil, tanto o cliente está a postar o futuro da empresa
na cloud e no inteligência artificial, e para isso está disponível ali em algum base
de clientes que não quer fazer essa evolução mais rápido.
Claro.
Vamos olhar agora para um secundupilares, que é o das vantagens competitivos esteiro.
Sim, o primeiro foso competitivo da sapo é o mais óbvio e talvez o mais poderoso,
são os custos de mudança iluadíssimos.
Trocar de DRP não é como trocar de um CRM levo ou de uma ferramenta de prolabração.
Até porque estamos a falar de muitas vezes de grandes empresas clientes.
Exatamente, e o ERP está ligado a contabilidade, a fiscalidade, a logística, a produção,
o procurement, os workflows da provação, os relatórios de estes estão, as integrações
com bancos, com fundadores, com autoridades fiscais e centenas de aplicações de satélite.
Tudo o que a gente já trabalhou com o sapo, sabe disso, não há nada que se possa fazer,
sem que seja obrigatoria do sapo, para provar uma despesa, qualquer coisa.
E ainda por cima, muitas empresas ainda têm melhores ou até milhões de linhas de costumimização
em cima da stack standard da sapo.
Portanto, implementaram um ERP da sapo numa multinacional demora entre 18 meses e vários
anos, e pode custar até centenas de milhões de euros, mas o custo financeiro é apenas
apontado do iceberg, o custo real é desreupção apropcional.
Quando uma empresa muda da ERP, está a mudar o seu sistema operativo do negócio.
É como tentar trocar um motor de um avião em pleno voo.
Muito mais, é isso.
E esse está dando ao mesmo tempo, claro.
E há um dado impressionante aqui, que é o custo total de propriedade para um cliente
médio da sapo, é cerca de 4% da sua receita anual.
Ou seja, se uma empresa fatura 10 mil milhões, gasta 400 milhões por ano para manter
o sistema vivo.
E seja, ninguém abandona um investimento destes de ánimo leve.
É por isso que a sapo tem uma taxa de retenção de clientes fenomenal.
Sim.
O segundo pilar de motor, diria que é profundidade sectorial, então a sapo não faz apenas
contabilidade.
Eu se tenho módulos específicos para indústrias que são altamente reguladas e complexas.
Se for uma empresa de petróleo e gas ou uma farmacilha, o que a sapo tem processos
pré-configurados, que comprem as normas da FDA ou da Comissão Europeia, a empresa
solinha cobertura de 26 cadeias de valor a cor por indústria e mais de 100 soluções,
cobrindo linhas de negócios e suits, e isso fez, especialmente em setores, como uma
manufacturer, como retalho, como utilizes e setor público, por exemplo.
E é que, com correntes mais horizontais, têm mais dificuldade em replicar a densidade
funcional, que a sapo construou a longo de décadas.
O outro ponto crucial é que ele vai te derrido. Não é que eu não. sistema de parceiros. A mais de 24 mil empresas parceiras da SAP em todo o mundo, de integradores,
de consultores, e, portanto, se fosse um CFO em Portugal ou na China e precisas de um consultor
SAP, enquanto a centenas em poucos minutos. Se usar-se uma startup da RP, de nicho, ficas
refém dessa única empresa, e, portanto, este conforto, de ver uma mão do abro global,
que fala a mesma linguagem, é de facto um diferencial competitivo, que é muito grande.
Eu acrescentava mais uma vantagem competitivo, que é a integração, ou seja, SAP foi comprando
líderes em categorias específicas, como falei na história, o success factor, em humana
capital-management, o hariba, em compras, o concurno em viagens, entre outras axições,
e quando este sistema estudo estão integrados, os dados fluem sem infricção entre estas
aplicações, e é aqui que entra a estratégia de Clean Core da SAP. Antigamente os clientes
altravam o código SAP para o adaptar as suas necessidades específicas, e se tornava as
atualizações praticamente impossíveis, ou seja, cada aporei de que SAP fazia transformávase
num projeto de 10 milhões para os clientes. E com o Clean Core, SAP diz, mantém um nucleopodrão,
se quiserem personalizar, usem a BTP, e este permite que SAP envia atualizações para
todos os clientes ao mesmo tempo, algo que a hora que ela até já fazia, e onde a SAP
estava atrás. E o último modo tem que ter vindo a ganhar importância nos últimos tempos,
são os dados proprietários e o contexto transacional. A SAP tem acesso ao ponto mais crítico
dos dados empresariais, os dados opracionais, financeiros, logísticos, que já estão estruturados
dentro dos processos de cada uma destas empresas. E isso é este tremamento valioso nesta
era de inteligência artificial. A proposta da empresa com os agentes, que é o Jull,
senta precisamente a usar a inteligência artificial, não como brinquedos genéricos, mas como uma camada
emitida sobre processos empresariais que são reais e condados confiados. E em 2025, SAP
falava num ciclo virtuoso de valor baseado em aplicações, dados e inteligência artificial,
com o Jull no centro dessa arquitetura. Resumindo, SAP não é invencible, mas é
inscrivelmente difícil de ultrapassar. A posição que já tem, faltamos para completar o triângulo,
falar aqui das avenidas de crescimento. A primeira avenida é a sendo da migração
da base instalada, tanto como já falamos. A SAP tem ainda um menor base de clientes em sistemas
legas. A própria empresa descreve o Rise With SAP, que é um programa que eu tenho entendido,
como a Jull nada para levar clientes instalados da RP Legacy para a Cloud. Em 2024, a SAP
dizia já ter mais de 6 mil clientes no Rise With SAP. Parece muito mais que quando
colocamos isso ao lado de uma base total de clientes de 400 mil, percebemos o potencial
que indisiste da expansão. Mesmo ajudando para o facto muitos clientes pequenos não
serem comparáveis. Continuam existir 10 anos de milhajo de quantas enterprise que são
relevantes para o trabalho de migração por fazer. E esta é a tal vez a beleza econômica
da Tesla. Então, a SAP não precisa necessariamente inventar um novo mercado. Basta capturar,
ao longo de vários anos, a conversão da sua própria base instalada para o contrato
do lado mais recorrentes, mais integrados, e muitas vezes com maior valor vitalístico
para a empresa para SAP. O relógio circulatório e de manutenção até 2017-2030, que o Thiago
apoco falou, ajuda a manter este pipeline nativo nos próximos anos.
A segunda Avenida é a vez uma tecnologia platform, a BTP, e historicamente muitos investidos
olhavam para SAP como uma empresa de aplicações. E cada vez mais a SAP quer ser também a
plataforma onde essas aplicações são integradas, são estendidas, e ligadas a ambientes não
sape. E como já tinha falado, em 2025, a empresa reportava cerca de 33 mil clientes
que lá o da Ativo já na BTP. E já como a vasta oferta de conteúdos para construir,
com parceiros e capacidades de integração, de automação, etc. E ainda é pequeno
quando comparado com os 400 mil clientes, mas já são bons indicios de que está correndo
a esta implementação. E isto é importante porque reforça a ligação com os clientes,
abre o espaço para vendo das cruzadas e transforma a SAP de fornocedora de módulos em fornocedora
de uma arquitetura digital. Temos mais uma avenida de crescimento, naturalmente a inteligência
de social e sobretudo através do julho, e é aqui que convém separar o hype de realidade.
A vantagem da SAP não está em competir com os laboratórios de módulos fundacionais,
como o Panaiai, Antrópico ou o Google. A vantagem está em imutir a incluição artificial
dentro do Workflow de empresas ariais, onde já tem o contexto, tem os dados e tem autorização
para agir sobre os dados. E a empresa apresentou o julho como um novo
front-end para aplicações SAP, para expandir integrações e expandir integrações com
hyperscalers, com a Microsoft, enfim, tem vinda insistido neste triângulo de aplicações,
dados e inteligência artificial. O SAP já está com o cara e há dentro da sua base de
clientes, mas o impacto, obviamente, ainda é reduzido hoje, mas tem uma avenida de crescimento.
Sim, direto que a quarta avenida é o crescimento de geográfico, sobretudo em mercados emergentes.
A SAP tem presença global e uma longa-star em multinacionais, mas regiões como Íngua,
medorianta, África, continuando a oferecer um potencial de expansão muito grande, quer
por digital eização dos grandes grupos locais, quer por que sementos de subsidiários
de multinacionais. E só por dar um exemplo, a SAP tem, por exemplo, de 16 mil colaboradores
na India, portanto, é um mercado que é importante e há vários exemplos estes ao longo
do lobo. Por último, eu diria que há uma quinta avenida de crescimento que se prende com
um M&A exclusivo, portanto SAP tem uma história da quisições transformacionais, ainda que
hoje a disciplina pareça maior sobre a liderança do Christian Klein, do que em ciclos
anteriores, parece continuar a ser plausível aos para quisições cirúrgicas da SAP em
áreas complementais de idade, de automação, da AI, tanto eu não superaria um mega deal,
um negócio transformacional, mas parece mal também de provável que empresa vai preencheando
algumas lacunas estratégicas no seu portofolio com o M&A exclusivo, e que isso permita
crescer e acelerar o crescimento da SAP nos próximos anos. Muito bem. Estou então passados
em revista aqui os três pilates de avalição. Tudo isto, que é algo que comporte a risco
que se aliás há alguns, vocês já foram deixando cair aqui ao longo desta conversa.
Sim, e eu diria que o que está no centro do debate atual hoje será que a inclusão
artificial vai destruir a SAP ou vai torná-la mais difícil de bater? Acho que vale a pena
começar pelo argumento mais pessimista, porque os riscos são efetivamente reais. E até
dos pessimistas é muito simples, é, os RPs tradicionais são complexos demais e a SAP
em grande medida ganha muito dinheiro com essa complexidade. Porém, se um LLM, um grande
modelo de linguagem, conseguir automatizar processos contabilísticos, hoje risso toques através
de uma interface de sete simples, sem depender de modelos rígidos, então a necessidade
de um RP monolítico pode diminuir. Além disso, há o risco de startups ai-native que são
empresas, por exemplo, como a Dual Entry ou a Campfire, que estão a construir sistemas
financeiros em que ai-a não é um complemento, é a própria arquitetura do debate. E prometem
implementações em semanas e não anos. E sem que a gente é especial conseguir
ledados de fundos diferentes, unificar-los sem precisar a integração da SAP, então
fos dos custos de mudança pode, de facto, começar a cair. Muito bem, o Thiago, o pessimista
é um mais optimista. Eu diria que o argumento o pessimista é,
a SAP tem o que ninguém tem, tem um contexto empresarial. Uma startup da AI pode saber
escrever código, alguns mitestros, mas não sabe, por exemplo, uma regra fiscal para
disputar químicos da Almanha-Patroquia, que mudou ontem. A SAP sabe e tem a obrigada
de ter que saber isso. O jogo o acidental AI da SAP não é apenas um sete-bot que responda
a perguntas em, é um orquestrador de fluxos de trabalho. E vou dar um exemplo, o agente
de resolução de disputas de jogo, pode analisar uma discrepancia numa fatura, pode
verificar o contrato, ver o histórico de pagamentos, por pôr uma nota de crédito automático,
e saber isto de uma forma integrada e automática. Tanto isto pôpa milhares de horas, equipas
de financeiras ou de recursos humanos. E depois temos a acessão da realty em março
de 2016, que deverão fechar a ASTEM, que parece que foi um movimento muito interessante
para se inventar ainda mais esta vantagem. Tanto a realty ajuda a unificar o master
deita, os dados sem trás, e entre sistemas SAP e não SAP, porque consegui buscar a informação
ou outros sistemas que estão fora do ecossistema da SAP. E o grande problema de AI nas empresas
é que os dados estão fragmentados ou estão com inconsistentes, com o realty SAP consegue
limpar os dados dos sistemas da SAP e não SAP, tornando-nos prontos para implementar a
inteligência artificial. Tanto isto é um ponto vital, tanto a inteligência artificial
pode, na verdade, acelerar até a migração para a cloud. E por que a inteligência artificial
da SAP, o jogo só corre na cloud. Se um cliente quer os ganhos de putividade inteligência
artificial, tem de migrar para o S4N e para o BTP, que o Thiago falava há pouco, o que
era uma resistência à migração, pode se tornar agora uma audiência competitiva.
Em centíves fortes, como está bem, em centíves fortes. Enresuma SAP está a transformar
o seu software de um sistema de registro, onde apenas são guardados dados, num sistema
de discussão, tanto em de inteligência artificial, toma decisões e escuta tarefas. E isto
se for bem sucedido, diria que a de SAP torna ainda mais peragosa para os clientes, então
é ainda mais crítica para os clientes e o risco de mudança, torna ainda maior, sem
inteligência artificial da SAP, estiver a gerir os negócios dos clientes de uma forma
de dar uma ideia.
Claro, tudo ponto errado que, argumento, visões mais espécies e mistas e mais altivistas,
vamos aqui para a conclusão.
Sim, na fundo, a SAP é uma empresa rara e é rara porque consegue juntar três coisas
que quase nunca aparecem ao mesmo tempo no seto tecnológico.
A primeira é a escala e criticizada.
A SAP está profundamente realizada em processos empresariais que simplesmente não podem
falhar.
É a transição de modelo, estão a transformar um legado gigantesco de software on-premise
num negócio clau de muito mais previsível e recurrente.
E depois é o personalidade tecnológica, ou seja, se eles conseguirem usar a sua posição
nos dados e nos processos para ganhar a relevância e a inteligência artificial, a SAP pode
sair desta década, não apenas como a velha campeã do ARP, mas como uma das plataformas
mais importantes da automação corporativa.
E a verdade é que a SAP não precisa de reinventar o mundo, eles só precisam de migrar,
de rater, expandir e monetizar a próxima camada tecnológica sobre uma base instalada
extraordinária.
Portanto, podemos discutir o ritmo de discussão ou a pressão competitiva, mas é muito
difícil negar a posição única da SAP.
Isso leva nos à grande pergunta desta era da inteligência artificial, quem vai capturar
mais valor?
Quem constrói os melhores modelos ou quem controla os processos e os dados empresariales
onde esses modelos realmente eram o retorno?
Na SAP está claramente apostado na segunda hipótese, e é precisamente isso que faz
da SAP uma empresa tão interessante de acompanhar nos próximos anos.
Certo, uma empresa em mudança, em mudança acelerada e levantar aqui questões também
que podem, tipo de outros áreas empresariales.
Muito bem, foi a SAP, foi nos trazida aqui para o Thiago Barros e para o João Fontes.
Este é o investidor inteligente, podcast da Casa de Investimentos.
Fechamos aqui o episódio e voltaremos próximamente de seguramente com novas empresas e novos
chefes.
Até lá!
Podcast Summary
Key Points:
A SAP é uma empresa central no software empresarial, com presença em 180 países e 400 mil clientes, sendo a maior empresa de software europeia.
A empresa evoluiu desde 1972 com uma visão inovadora de integração de processos empresariais, criando um sistema de gestão em tempo real que substituiu o modelo tradicional de processos em lote.
A transição para a nuvem e a adoção de tecnologias de inteligência artificial são pilares estratégicos, com mais de 57% da receita vindo da nuvem e o lançamento de soluções como o S/4HANA e o agente Jull.
A SAP possui vantagens competitivas fortes
A empresa enfrenta desafios na migração para a nuvem, com resistência de clientes, mas está acelerando a transformação com incentivos financeiros e soluções centradas na inteligência artificial.
A liderança interna, com Chris Klein e Dominica Sam, tem impulsionado decisões agressivas de inovação e reestruturação, mantendo a cultura da empresa profundamente integrada aos processos reais.
A SAP está construindo um ecossistema de plataformas (BTP) que permite integração entre sistemas SAP e não SAP, aumentando a flexibilidade e a valorização dos dados.
A empresa não precisa reinventar o mundo, mas transformar seu modelo de negócio com base em dados, processos e inteligência artificial, tornando-se uma plataforma crítica para a automação empresarial.
Summary:
A SAP é uma das empresas mais influentes no setor de software empresarial, com uma presença global e um modelo de negócios profundamente enraizado nos processos operacionais de grandes empresas. Fundada em 1972 por quatro engenheiros alemães que rejeitaram o modelo de software personalizado da IBM, a SAP criou um sistema de gestão empresarial integrado em tempo real, que se tornou a base de operações de milhares de empresas globais. Ao longo das décadas, a empresa evoluiu para um modelo baseado em software instalado, com forte dependência de licenças, mas está em pleno processo de transformação para o modelo de nuvem e receitas recorrentes.
A migração para a nuvem, apesar das resistências dos clientes, é uma prioridade estratégica, impulsionada por soluções como o S/4HANA e o agente de inteligência artificial Jull. A SAP detém vantagens competitivas significativas, como os custos elevados de mudança, a profundidade setorial e a rede global de parceiros, além de ter acesso a dados operacionais críticos. A liderança interna, com Chris Klein como CEO e Dominica Sam como CFO, impulsiona inovações em inteligência artificial e automação de processos, reforçando a posição da empresa como plataforma central de gestão empresarial.
Apesar dos riscos de substituição por startups de IA nativa, a SAP se destaca por sua compreensão profunda dos processos empresariais, dados e regulamentações, tornando-a uma empresa resiliente e estratégica na era da inteligência artificial. A sua missão não é reinventar o software, mas transformar o modelo de negócio com base em integração, dados e automação, mantendo sua posição de liderança em um mercado em constante transformação.
FAQs
A SAP é uma empresa de software empresarial que integra todos os processos de uma empresa, como finanças, compras e produção, em tempo real. É essencial para milhares de grandes empresas que dependem de um sistema centralizado para operar com eficiência.
A SAP foi fundada em 1972 por quatro funcionários da IBM que decidiram criar um software empresarial integrado, contra a ideia de software personalizado. Eles começaram em Vineheim, sem computadores, programando manualmente nos centros de dados dos clientes.
A SAP mudou de vendas de licenças de software instalado para um modelo de software baseado na nuvem, com faturação recorrente. Essa transição começou em 1992 com o R3 e foi acelerada para 2015 com o lançamento do S/4HANA, que opera em arquitetura em nuvem.
A migração é complexa porque o ERP da SAP está integrado a contabilidade, logística, produção e centenas de aplicações. Muitas empresas têm milhares de linhas de personalização, e a mudança pode custar centenas de milhões de euros e levar anos.
A SAP está desenvolvendo agentes de inteligência artificial que analisam dados empresariais reais e automatizam processos, como resolução de disputas financeiras. Esses agentes funcionam apenas na nuvem e ajudam a integrar dados de sistemas SAP e não SAP.
A SAP tem vantagens como altos custos de mudança, profundidade por setor, rede global de parceiros, integração entre módulos e acesso a dados operacionais. Essas características a tornam difícil de serem ultrapassadas.
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