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7 de Setembro apresenta Moraes tóxico para Lula

50m 23s

7 de Setembro apresenta Moraes tóxico para Lula

O programa WW da CNN Brasil analisou o impacto da crise no Supremo Tribunal Federal sobre a campanha eleitoral brasileira. A principal novidade do 7 de setembro foi a forma como os candidatos de oposição exibiram o ministro Alexandre de Moraes, não apenas como alvo de críticas, mas principalmente como aliado do presidente Lula. Pesquisas indicam que eleitores independentes, decisivos para o segundo turno, tendem a votar contra Lula, tornando a crise do STF uma variável relevante para o desfecho da eleição. Enquanto Lula participou do desfile oficial em Brasília ao lado de Edson Fachin e Davi Alcolumbre, Flávio Bolsonaro liderou um comício na Avenida Paulista com o mote "Fora Moraes, Fora Lula". Analistas Creomar de Souza, Daniel Hitcher e Thaís Herédia discutiram o desânimo do eleitorado e a estratégia da oposição de associar Lula à crise do Supremo. Destacou-se também o crescimento de Augusto Cury, que se apresenta como alternativa à polarização, embora sem clareza sobre como governaria. A decisão de Edson Fachin sobre a abertura de investigações contra Alexandre de Moraes pode ser adiada para depois das eleições, o que politizaria ainda mais o caso. No cenário internacional, a vitória da extrema-direita alemã (AFD) na Saxônia-Anhalt, com quase 44% dos votos, foi analisada como reflexo da frustração econômica e da rejeição aos partidos tradicionais, com possibilidade de coalizão entre extremos de direita e esquerda no futuro.

Transcription

7077 Words, 40996 Characters

Portuguese
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Speaker 5Olá, boa noite. Esta é a CNN Brasil e este é o WW. Já se sabia que o ministro Alexandre de Moraes viraria alvo, neste sete de setembro? A novidade, porém, foi a forma como ele foi exibido ao público por todos os candidatos de oposição. Não apenas como ministro que teria atuado como uma espécie de consultor jurídico para ficar no mínimo de Daniel Alvarcaro, mas principalmente foi exibido como um aliado do presidente Lula. Deixando claro que a estratégia daqui para outubro será usar essa tempestade que atinge Moraes para tirar votos do presidente da república. A primeira pesquisa presidencial feita já sob o impacto da crise no Supremo sugere que essa estratégia pode colar. Eleitores independentes considerados os decisivos nessa eleição e sensíveis a uma agenda ética e moral sinalizam irem em sua maioria contra Lula no segundo turno, tornando Alexandre de Moraes e o destino que Brasília pretende dar a ele uma variável relevante para o desfecho da eleição. WW de hoje a gente vai tratar também do impacto que a candidatura de Augusto Cury pode ter nas eleições e da vitória da extrema direita na Alemanha. Antes de apresentar aqui os convidados, Creomar de Souza lá em Brasília, CEO da consultoria Dharma Politics e professor da Fundação Dom Cabral. Bem-vindo, Creomar. Boa noite, Caio. Um prazer. Prazer é nosso, meu caro. Daniel Hitcher é nosso diretor em Brasília, também conosco no feriado. E a Thaís Herédia comigo aqui na Avenida Paulista. Vamos lá, um dia quente na política brasileira. Enquanto o presidente Lula participou do desfile oficial de 7 de setembro ao lado de Davi Alcolumbre e Edson Fachin, Flávio Bolsonaro liderou um comício aqui na Avenida Paulista, tendo como mote a saída de Alexandre de Moraes do STF. Vamos ver na reportagem como foram os compromissos e a agenda e o discurso dos presidenciáveis neste dia da independência.
Speaker 6Lula participou do ato cívico-militar em Brasília ao lado dos presidentes do Congresso, Davi Alcolumbre e do STF, Edson Fachin, na tribuna de honra. Em pronunciamento em rede nacional transmitido no último domingo, o presidente associou o 7 de setembro à defesa da democracia e da soberania do Brasil sobre recursos naturais do país, como minerais de terras raras, em meio à persistência de embates com os Estados Unidos sob Donald Trump.
Speaker 7Nenhum governante estrangeiro tem o direito de dizer de quem podemos comprar e para quem podemos vender. Somos um país soberano e nossas decisões pertencem a nós e a mais ninguém.
Speaker 6Já Flávio Bolsonaro utilizou a palavra para dirigir críticas ao ministro do Supremo, Alexandre de Moraes. O presidenciável do PR liderou um comício na Avenida Paulista, ao lado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e do pastor Silas Malafaia, líder da Igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo. Em discurso, Flávio atrelou o Fora Moraes ao Fora Lula e disse que, se eleito, pretende indicar cinco ministros para o Supremo, já contando com a saída de Alexandre de Moraes.
Speaker 8O STF de Alexandre de Moraes, aquela laranja podre, não pode contaminar toda a corte.
Speaker 6A crise no STF esteve presente em falas de outros presidenciáveis neste 7 de setembro. Romeu Zema também esteve na Avenida Paulista, mas pela manhã, antes do ato de campanha de Flávio.
Speaker 9O brasileiro não tem independência, continua refém dos intocáveis. A nossa independência, temos de deixar muito claro, nunca aconteceu.
Speaker 6O escritor Augusto Cury mandou um abraço especial ao ministro André Mendonça durante ato com apoiadores no Rio de Janeiro.
Speaker 10Eu quero que o doutor André Mendonça e o doutor Fachin e todos eles possam ter plena independência para poder investigar todos os indícios de corrupção.
Speaker 6Em São Paulo, Renan Santos lançou um manifesto que pede a saída de Moraes do STF e disse
Speaker 11que o presidente do STF, Paulo Cunha, foi o que fez com que Moraes do STF viesse à presidência do STF. Moraes do STF, Paulo Cunha, foi o que fez com que Moraes do STF viesse à presidência
Speaker 6do STF. Moraes do STF, Paulo Cunha, foi o que fez com que Moraes do STF viesse à presidência do STF. Moraes do STF, Paulo Cunha, foi o que fez com que Moraes do STF viesse à presidência do STF. Moraes do STF foi o que fez com que Moraes do STF viesse à presidência do STF. Moraes do STF foi o que fez com que Moraes do STF viesse à presidência do STF. the public safety agenda.
Speaker 12How is a president Lula going to defend sovereignty if he handed it over to the criminal factions?
Speaker 5Creumar, beating Alexandre de Moraes gives the vote.
Speaker 13Look Caio, I think first of all, good evening to you, to Thais, to those who are watching us, a holiday that I hope has been good for everyone. From what we saw from the first indicators of the research that came out this afternoon, it seems so. And here it seems to me that there are two interesting elements in the background that bring an impacting reflection for this moment of the electoral campaign. The first of them is the adjustment itself in the speech of Flávio Bolsonaro. I will remember that Flávio spent a long time of his campaign having as a agenda to hit the STF as a whole. And today, in this movement that was captained by the right to contest, the presence of the Alexandre de Moraes in the STF, the speech at no time was contrary to the STF, the speech was always contrary to Alexandre de Moraes. And here I think there is another element that is quite shocking, which links to the first, which is the fact that, for President Lula in particular, it seems that the crisis involving Moraes sticks more and generates more wear than the one that involved Lulinha. So we have there about three weeks for the first round of the elections and the material degradation of what would be the area. The image and the reputation of President Lula seems a little more accelerated than what the mathematical models would bring a few weeks ago.
Speaker 5Daniel, now in Brasília, I felt Lula extremely institutional, not running away but having a strategy to ignore this agenda of crisis of the Supreme, putting on your side the President of the Supreme, Edson Fachin, the President of the Senate, Davi Alcolumbre, and talking of national sovereignty, which was an agenda that took, but it took back there, it took six months. It is not the agenda of the street, right, nor of the networks, the agenda of the street and the networks is the Supreme, where does the President want to get with this?
Speaker 14Caio, this agenda that you mentioned is absolutely dated and a good part of the Petista Committee even has awareness of this and sees problems in this communication of the President and who is advising him more closely. Right. Let's go there. The demonstrations today on the right, on September 7, for those who believed, there was a small wing of the Supreme Court that had social clamor, with popular clamor to drive the investigations against Alexandre de Moraes, at this point the demonstrations today have stopped because they were unable to gather a large number of people on Avenida Paulista or elsewhere. Now, in spite of this lack of popular adhesion on the streets, on a rainy day, September 7, there is an apathy of the electorate to go out on the street and manifest itself, it is the subject of social networks, it is the subject of newspapers, of publishers, it is the subject of families and at lunches on Sundays, what is happening is that as this dominates the media, of the newspapers, of the families, of the networks, a good part of the government and the President himself are talking about critical minerals, which was the subject of the television program at the end of last week, they are talking about sovereignty, which is already a product won for what we are discussing, and people are not wanting, as President Lula has already put it, they are not wanting to debate the judicial reform, or they are not concerned with what is happening in Brazil, they are not concerned with what is happening in Brazil, they are not concerned with what is happening in Brazil, they are not concerned with what is happening in Brazil, they are not concerned with what is happening in Brazil, they are not concerned with what is happening in Brazil, they are not concerned with what is happening in Brazil, some excess or some problem in the process of a minister. This does not mean that following exactly the rules due to a legal process is unimportant, it is not about that, but it is about that people are impressed with the lack of explanation, of explanations, for what they consider to be, with all the elements, indications of corruption. And then there is an attempt to match the two situations, and Lula needs to detach himself from what stuck to him over the last three and a half years, which was the Supreme, who was an ally of the executive. Chandon, as he was called at the Palácio do Planalto in December 2023, Foi chamado assim pelos manifestantes e pelos apoiadores sociais que estavam lá no Palácio do Planalto batendo bumbo para um programa social anunciado ali, na casa, no escritório de trabalho do presidente da República. Você precisa pagar essa conexão o mais rápido possível. E isso não está acontecendo há 25 dias das eleições.
Speaker 5Isso dando também uma piora do cenário econômico. O Lula hoje, a Maré hoje está mais para o Flávio, o que significa que no primeiro turno, daqui a um mês, vai estar para o Flávio. Mas juntando, o Criomar citou Lulinha, junta Alexandre, junta economia, né, Thaís, também, cria um ambiente, uma tempestade perfeita contra o Lula. O que não significa que o Flávio já ganhou, ou que outro ganhou, ou que o Lula já perdeu. Mas hoje, especificamente, 7 de setembro, que é uma data chave em toda a campanha, a Maré está mais para a oposição.
Speaker 15A Maré está mais para a oposição, mas isso não significa que o eleitor está convicto e animado com essa situação. A minha maior observação hoje foi do desânimo. Desânimo na expressão das autoridades que estavam com o Lula, desânimo do próprio carro elétrico do Flávio Bolsonaro aqui, da expressão das pessoas, até desânimo do engajamento nas redes, que está bem menor do que foi no ano passado, do que foi, muito menos ainda do que foi em 2022. A Paulista aqui, o protesto aconteceu aqui na nossa esquina. Protesto não, né? A manifestação já foi muito maior. E hoje havia, conseguiu juntar muita gente, mas...
Speaker 540 mil pessoas, não é isso?
Speaker 15É, exato. O que é bastante. É bastante gente. Mas na comparação com o que o próprio Jair Bolsonaro já trouxe, perto de 100 mil, e aí você pode colocar a temperatura e tal, não sei o quê, mas eu acho que o grande ponto aqui é esse cansaço, é esse desânimo do eleitor, né? E isso é o que eu acho que é preocupante. Você pega os jornais de fim de semana, né? Todos os pensadores de Brasil, de todas as áreas, preocupados com a fragilidade social que esse desânimo gera. Porque você olha para um lado, o eleitor fala, mas que diferença vai fazer eu escolher entre um e entre o outro? Então, hoje, o nosso pêndulo está indo de favoritismo para Flávio Bolsonaro, porque objetivamente a gente consegue identificar a proximidade de Lula com Alexandre Moraes, e é óbvio que há uma... Há uma identificação com a percepção sobre a economia, que não adianta estar com desemprego baixo, mas poder de compra, perspectiva para o futuro está ruim, colar em Lula. Mas o favoritismo deixou de ser uma boa notícia, ele é apenas uma distorção do pêndulo.
Speaker 5Sim, e algo momentâneo, né? Hoje, nos últimos dias, o Cramar tem, nos bastidores, tem se falado muito de uma possibilidade de algo contra o Flávio. Isso voltou nos bastidores com muita força. Nos últimos dias, acho que de quinta, de sexta-feira para cá, tem essa delação aí do Antônio Carlos Freixo Júnior, que era o cara da mala do Vorcaro. Na sua percepção, de alguma maneira você coloca que essa eleição está completamente aberta e sujeita a qualquer tipo de manobra ou de ação ou de operação vinda, por exemplo, das investigações do Supremo contra o principal candidato da oposição, com potencial, de fazer de novo uma reviravolta para o Lula no primeiro turno?
Speaker 13Caio, excelente pergunta, obrigado. Eu vou começar por aqui a partir de algo que a Thaís trouxe, que eu acho bastante revelador, inclusive daquilo que nós na Dharma temos acompanhado e que nós temos nos focado na compreensão desse eleitor que a gente está chamando de independente, talvez para não querer chamar de indeciso, né? E basicamente, este eleitor e o grupamento, um grande grupamento, um grande grupamento de eleitores vai para a urna, se nada mudar, com dois grandes sentimentos que eu acho que resumem esse apanhado de informações e análise que a Thaís trouxe para a gente, que é desilusão e desalento. Desilusão com o fato de ter ido para a rua massivamente de 2013 para cá e a vida não ter melhorado e desalento com a percepção de que não importa quem se escolha, efetivamente a vida não dá perspectiva de mudança. Isso traz um elemento que me permite diretamente... Eu vou falar basicamente na sua pergunta, que é basicamente o quê? Nós vivemos um processo eleitoral muito dinâmico e é um dinamismo de crise, é um dinamismo negativo. Significa dizer o quê? O favoritismo oscila não para quem tem a melhor agenda, mas por quem não tem o nome nas manchetes envolvido em algum escândalo em determinado momento. E se nós fizermos essa reflexão, e nós já fizemos aqui em vários outros momentos ao longo do último ano e meio, isso se torna recorrente. Agora, me parece que... Me parece que nesse momento, onde tem muito desgaste de material naquilo que é a figura do Lula, lembrando que o Lula tem um piso muito alto, e aí a disputa do quanto que o piso do Lula Heróide e o quanto que o Flávio consegue vazar um pouquinho o seu teto, efetivamente surge essa expectativa que a gente vai ter que mensurar para verificar se é real ou apenas um sonho, de que surja algo contra o Flávio Bolsonaro, o que me leva a um elemento que o Daniel trouxe. O que me leva a um elemento que o Daniel trouxe logo no início, né? Que é, em algum sentido, uma descalibragem da campanha do presidente da República. A comunicação do presidente em termos de campanha até aqui não conseguiu acertar e falar efetivamente aquilo que a maioria dos eleitores quer ouvir. E isso se torna muito perigoso em um ambiente de desilusão e desalento eleitoral.
Speaker 5Agora, Daniel, queria aproveitar a sua presença aqui para atualizar a perspectiva de Supremo Tribunal Federal. Hoje, o Fachin cancelou uma reunião que teria... com os presidentes das seccionais de OAB. Isso foi visto como uma tentativa dele de evitar uma pressão da advocacia contra ele para que decide, de alguma maneira, algo sobre Alexandre de Moraes. Qual cenário você traça aí para o que o Fachin deve fazer com o caso?
Speaker 14Caio, hoje o que corria muito entre ministros do Supremo Tribunal Federal era uma percepção, eu diria que mais do que uma percepção, já quase uma aposta de que Fachin deixará a sessão para julgar tanto a abertura de investigações contra Alexandre de Moraes quanto a situação de André Mendonça à frente do caso para depois das eleições. E eu explico qual que é o raciocínio. Os prazos processuais ali que o próprio Fachin deu, que são de cinco dias para a manifestação da PGR e depois de cinco dias de André Mendonça, a partir do que vier da PGR, deixam o calendário do Supremo ali, tudo pronto para que Fachin possa marcar a sessão, só na semana do dia 21 de setembro. E começa-se a aventar ali a possibilidade, uma versão, de que Fachin considera que isso seria deliberar sobre um caso muito importante às vésperas do primeiro turno. Portanto, seria melhor deixar para depois do primeiro turno. Só que aí o mesmo raciocínio é válido para o tempo ali que nós temos, três semanas entre primeiro e segundo turno. Portanto, cresce a percepção hoje dos ministros de que pode ficar só para depois do segundo turno.
Speaker 15E você, parece um pouco, sabe quando você está com machucado, que você coloca um band-aid e você fica relutando, olhando para o band-aid e falando assim, eu arranco de uma vez ou vou indo devagarinho? Porque vai machucar e vai machucar muito. E na hora que puxar, vai sair pele, vai sangrar, não tem casquinha, né?
Speaker 5E você jogar para depois da eleição, você politiza, porque é uma decisão política de adiar. Se você faz antes, também politiza. Não há como fugir de uma decisão como essa e ser antes ou depois, você vai e impacta de qualquer maneira. Vai arrancar do mesmo jeito, vai sair a pele,
Speaker 15vai sangrar do mesmo jeito, né? E aí, tanto a corte quanto um pouco da República Brasileira sangram juntos. O meu ponto aqui é que o eleitor está entre escolher qual é o próximo escândalo. Eu vou torcer para sair informação sobre qual é o escândalo. E fica uma alimentação, que eu acho que é outro risco importante desse adiantamento. Esse adiantamento da decisão do STF, dessa falsa equivalência que a gente está assistindo acontecer. Ela vai se confirmar mais para frente ou não, que é comparar o que fez Alexandre de Moraes na sua relação com Daniel Vocaro, ele já negou aquela troca de mensagens? Há alguma negação do contrato de 130 milhões, contrato de 50 milhões? Não há. E uma falha no processo e na condutividade, na conduta, até na motivação. Pode-se questionar a motivação do ministro André Mendonça? Claro que pode-se questionar. Foi política eleitoreira? Tudo isso está em jogo. Mas tratar isso de forma equivalente, que talvez seja o dilema do Fachin, também fere, também faz sangrar a Suprema Corte.
Speaker 5Creu Mar, para finalizar esse bloco, a sua perspectiva para como o Fachin deve resolver essa questão?
Speaker 13Caio, me parece que em condições ideais, Presidente Fachin, talvez. gostasse de definir isso muito rápido. A questão é que não há situação ideal pelos elementos que vocês levantaram aqui. O que nós temos visto ao longo dos últimos dias é que o principal movimento que Fachin fez no sentido de tentar sinalizar uma tendência de ação quando ele manifestou seu interesse em encerrar o inquérito das fake news foi rapidamente respondida por um ministro que já deixou muito claro que vai ficar do lado de Moraes até o final, que é o ministro Flávio Dino. E a própria forma como Moraes reagiu citando o nome de outros ministros naquilo que é a tentativa de enquadramento de André Mendonça, dá um termômetro de quanto que esse plenário em algum sentido tem ali algumas resistências, ou melhor dizendo, um agregamento corporativista. Me parece que a gente tem aí uma sinalização no sentido de que provavelmente qualquer decisão mais definitiva vai ser jogada para depois das eleições. Lembrando que aí o movimento judicial, e se tornou um hábito na história do STF recente, vai acabar sendo subordinada à própria conjuntura política.
Speaker 14Daniel? Caio, muito rapidamente, só trazer a informação aqui que a gente trouxe aqui na programação ontem, domingo, de que a ministra Carmen Lúcia, frequentemente tida como uma fiel da balança pela divisão que existe entre grupo mais ligado a André Mendonça e grupo mais ligado a Alexandre de Moraes, tem conversado com alguns interlocutores dentro e fora do Supremo e manifestado que ela não pertence a nenhuma dessas duas alas, que ela tem um histórico de dependência, cita sua posição contrária à continuidade do inquérito das fake news, sua posição a favor do Código de Conduta proposto por Edson Fachin e que não se submeterá a nenhuma pressão dos dois lados. Mas, obviamente, a pressão é do lado maior do grupo de Alexandre de Moraes. Gilmar Mendes, Flávio Dino, Cristiano Zanin, é um grupo mais coeso e mais estridente do que o outro grupo. A promessa da ministra, quando conversou com pessoas próximas, é nessa linha.
Speaker 5Bom, gente, daqui a pouco a gente continua falando de política brasileira, agora sobre o impacto do crescimento de Augusto Cury, o fator Augusto Cury na campanha eleitoral. Até já. Até já.
Speaker 16Até já. Até já. A intenção também é apresentar uma alternativa à polarização, representando o Cury como uma figura de fora do mundo da política. Nesta segunda, o candidato reforçou o discurso em evento para comemorar a independência, dizendo que, abre aspas, não se curva para políticos, fecha aspas. Os adversários consideram o movimento como um voo de galinha, com resultados somente no curto prazo. Mesmo assim, mudaram de postura frente ao candidato. A campanha do presidente... O presidente Lula viu o avanço de Cury como um desejo de uma parte do eleitorado por uma agenda propositiva. Com isso, passou a reforçar o foco em propostas para um possível quarto mandato. Isso inclui explorar o discurso de soberania, redução de dívida das famílias, geração de empregos e combate ao crime organizado. Ronaldo Caiado, do PSD, quer recuperar os eleitores perdidos. O ex-governador de Goiás busca ampliar o discurso contra Lula e Flávio Bolsonaro, se apresentando como uma terceira. A terceira via definitiva. Outra estratégia é comparar a experiência política dos dois candidatos. Até o momento, aliados de Flávio e Bolsonaro apenas monitoram o crescimento de Cury, mas não planejam nenhuma ação específica contra o candidato do avante.
Speaker 5É, Creumar, é difícil não ser Lula nem Bolsonaro nessa eleição. Agora, ali ela sugere a nossa reportagem ser um voo de galinha. Me parece, mais ou menos, que ele vai ficar nessa margem aí, mas vai ser alguém... para um segundo turno, com algum poder de influência, principalmente para o Flávio. Você tem essa percepção?
Speaker 13Caio, eu concordo contigo. Eu diria até que toda eleição, se nós formos lembrar aqui de três, quatro eleições passadas, toda eleição tem algum candidato que, mais ou menos, se destaca e que acaba tendo um determinado peso na participação ou na não participação dos seus eleitores. Eu creio que tem dois elementos derivados que são importantes. O primeiro é que essa é uma eleição em que o eleitorado, tendencialmente, é mais à direita. E, nesse sentido, tendo em vista que Flávio, apesar de ser herdeiro de Jair Bolsonaro, não é visto como um excelente nome pela maioria dos eleitores, é natural que haja uma busca por alternativas. Isso, inclusive, incentivou a saída de Ronaldo Caiado, de Romeu Zema e de outros. Eu creio que o fato novo aí, e que talvez a gente possa fazer uma ligação como segundo elemento àquilo que a gente falou no bloco anterior, é que, diante desse ambiente de desalento, de desilusão com a política, com os políticos, abre-se um espaço para uma espécie de voto de protesto reformulado. Não com um outsider que queira tacar fogo em Roma, por assim dizer, mas com um outsider que busca construir uma ideia de conciliação. E, nesse sentido, uma das falas do Cury que talvez mais tenha chamado a atenção em termos de medição de rede é quando ele faz a menção de que tem uma cabeça de direita e um coração de esquerda, tentando exatamente abrir aí um canal de interlocução com o maior número de eleitores possível.
Speaker 5Excelente sua definição, Criomar, que eu fico com essa impressão também. Quando eu estava... Eu tenho uma relação com o marqueteiro, que é o Sérgio Lima, e ele diz exatamente isso. Eu perguntei para o Sérgio Lima, eu falei: "O Cury é de esquerda ou é de direita?" Ele falou: "Não, ele é um sérgio de direita." Eu falei: "Não, ele é um sérgio de direita." Ele falou: "Não, ele é um sérgio de direita." Ele falou: "Não, ele é um sérgio de direita." Ele falou: "Não, ele é um sérgio de direita." Mas ele defende o Estado em áreas sociais como um instrumento de redução de desigualdade social. Mas, ouvindo o Augusto Cury, tanto o Jornal Nacional como hoje aqui com o Márcio Coedilene, assim, ele se coloca claramente para mim como um antipetista, antilulista e alguém à direita. Eu acho que essa eleição não tem um candidato de centro ou uma terceira via. Ela tem segundas vias à direita. Porque todos os candidatos são à direita, à exceção do Lula e dos outros nanicos ali de partidos de esquerda. Daniel.
Speaker 14É, Caio, o Cury tem crescido ali à base de uma campanha com muita pauta propositiva e também de uma mobilização digital que as outras campanhas dizem, com uma série ali, de evidências que apresentam que é impulsionada também por robôs. O que a campanha do Cury nega veementemente. Mas há indícios, por exemplo, uma série de respostas seguindo um padrão muito repetido nos comentários, as postagens, respostas, as interações que evidenciariam isso, mais uma vez, Cury nega, sua campanha nega, peripetuariamente. Agora, a reação das outras campanhas, digamos, a reação da campanha petista de deixar a sua própria agenda um pouco mais propositiva, não dá certo. É misturar as duas coisas, porque uma coisa é uma pauta propositiva na boca de um outsider, outra coisa é uma pauta propositiva na boca do candidato de um partido que governou 75% do tempo no século XXI e as pessoas olham isso e dizem: mas por que ele não resolveu esse assunto antes? Teve 18 anos já para resolver, contando Dilma Rousseff. Então, não é a mesma coisa. Me parece que para um eventual segundo turno sem Augusto Cury, esses eleitores independentes tendem a ir mais para a direita. E eu digo isso porque o eleitor do Cury é um eleitor mais jovem e hoje já se captou pela pesquisa Quest um medo muito grande, crescente, convido a audiência a fazer essa análise, a olhar os números da Quest com atenção, percebe-se uma evolução. evolução muito grande do medo do eleitor mais jovem de que haja um novo governo Lula, mais do que o crescimento do medo de Flávio Bolsonaro, o que tende a se explicar muito pelo material já muito gasto, quer dizer, para o eleitor que tem, digamos, 24 anos de idade, ele já nasceu com o Lula candidato em 2002, então o Lula é o próprio sistema.
Speaker 15A pesquisa de hoje é bem ruim para o Lula, ela traz asas bem ruins para o presidente, não só nessa coisa do medo, mas na própria aprovação do governo, o que piora, essa coisa dele estarem juntos de novo, no empate técnico entre os outros candidatos e o Augusto Cury tem uma coisa, que ele é esse total outsider e no mercado financeiro, por exemplo, na Faria Lima, que estava doido para ter uma terceira via, não conseguem enxergar nele um candidato viável, pela falta de experiência, por isso olhavam mais para Ronaldo Caiado, olham mais para Ronaldo Caiado, esperavam mais de Tarcísio Gomes de Freitas, então acham interessante ele ter crescido nas pesquisas e tal. É um fenômeno surpreendente, mas não é um fenômeno que responde a dúvida sobre como o Brasil vai ser governado. Portanto, como tem um ditado no mercado que diz que o mercado não tem medo de crise, o mercado tem medo do escuro, é a escuridão que gera preocupação e no caso do Augusto Cury, ninguém consegue entender o que seria um governo dele. Ele fez uma brincadeira há alguns dias, num evento aqui em São Paulo, dizendo que estava convocando o Mansueto Almeida. O Mansueto Almeida foi secretário do Tesouro, um cara que se formou no serviço público e hoje é um dos economistas e economista-chefe do BTG Pactual. E é o nome que o mercado amaria, ver de volta numa posição de mais comando na política econômica. Eu não falei com o Mansueto, mas eu tenho certeza que dá até um frio na espinha, porque assim, não importa ter o melhor nome, tem que ter o melhor projeto.
Speaker 5Agora, Criomar, você não sente que está se formando uma frente, já está em gestação, uma frente anti-Lula para o segundo turno, com todos os candidatos contra Lula?
Speaker 13Eu creio que sim. Eu te diria até que, em termos de comparação, eu creio que há um cenário que se parece muito com aquilo que ocorreu na eleição chilena, em passado recente, em que havia um candidato de esquerda apoiado pelo governo, lá não havia uma reeleição, mas um candidato de esquerda apoiado pelo governo, e uma miríade de candidatos à direita. E aí, no segundo turno, se tornou impossível para esse candidato governista ser o vencedor. Me parece aqui que, diante desse intervalo, esse intervalo muito curto, que é o prazo oficial da campanha, e a dificuldade de campanhas, como foi muito bem listado pela Thaís, como do Ronaldo Caiado de decolar, ou de nomes que desistiram e desiludiram muita gente no mercado, como é o caso do Tarcísio, ainda há uma resistência de alguns nomes, o Caiado, o Zema, o próprio Augusto Cury, em assumirem claramente que vão subir no palanque de Flávio Bolsonaro. E, quando a gente olha o termômetro do comportamento eleitoral, há a construção de um cenário, de uma espécie de tempestade perfeita, que, pegando os dados de hoje, se eles tiverem uma permanência no tempo, tendem a dar notícias muito ruins para o presidente da República no primeiro e no segundo turno.
Speaker 5Agora, Daniel, o governo claramente tem uma estratégia, e acho que isso tem crescido, principalmente no horário eleitoral e nas inserções, de ampliar os ataques ao Flávio. Tinha uma fonte aqui, me deu um dado hoje, de que 60% do horário eleitoral do Lula já é de críticas e ataques ao Flávio, naquela ideia de desconstrução. Será que o governo, essa reação a essa pesquisa, principalmente a de hoje, que é a pior pesquisa para o Lula desde o começo da campanha eleitoral, ele vai por aí, na campanha negativa contra o Flávio?
Speaker 14O clima na campanha é de muita preocupação. Até o Pedro Wenceslau, nosso colega, trouxe aqui mais cedo no Hora H, a informação de que os trackings internos no PT já indicam o Flávio Bolsonaro à frente. Os trackings sempre costumam ser mais favoráveis às campanhas para as quais trabalham do que, obviamente, para a concorrência. E o fato de os trackings no PT estarem indicando já Flávio Bolsonaro à frente causa muita aflição no comitê petista. Existe uma convicção de que... Uma das respostas necessárias para essa crise é resgatar o caso da Córcea, trazer muito esses esqueletos no armário de Flávio Bolsonaro. E, de fato, há esqueletos no armário e há uma constante mudança de versões por parte de Flávio Bolsonaro sobre o que aconteceu. Parece que tem sempre uma surpresinha ali, que ele não contou integralmente. Mas também é verdade. O que está sendo falado, o que está sendo discutido mais intensamente, inclusive pelo eleitorado independente, não é o caso da Arquehorce, aqui sem nenhum juízo de valor. É o que está acontecendo no Supremo e não só no Supremo em geral, mas especificamente no caso Alexandre de Moraes. E não alguma atuação processual irregular em que pese isso também seja importante notar. O que está sendo colocado é... O Supremo e sua capacidade de apurar indícios de corrupção internos. E, obviamente, o Supremo está umbilicalmente ligado nos últimos três anos e meio ao Palácio do Planalto.
Speaker 5Bom, pessoal, queria agradecer a todos. Começar pelo analista político Creomar de Souza, CEO da consultoria Dharma Politics e professor da Fundação Dom Cabral. Obrigado, Creomar. Boa semana, amigo.
Speaker 13Obrigado. Prazer estar aqui com vocês, gente.
Speaker 5O meu diretor de Brasília também. Muito obrigado, Daniel, Thaís Herédia. Boa semana a vocês três. Daqui a pouco a gente vai falar sobre internacionais, repercussões da vitória da extrema-direita na Alemanha. Até já. Volta e participa agora a consultora Carolina Pavese, especialista em Europa e professora de relações internacionais do Instituto Mawad Tecnologia. Bem-vinda, Carolina.
Speaker 17Boa noite. Um prazer estar aqui com vocês hoje.
Speaker 5O prazer é nosso. Lourival Santana aqui comigo também, Lourival. Bem-vindo, meu caro. Obrigado. O chanceler alemão Friedrich Merz se disse chocado com a derrota do seu partido para a AFD, Alternativa para a Alemanha, nas eleições ao Parlamento Estadual. De uma das 16 federações do país neste domingo. A sigla teve o melhor resultado de um partido da extrema-direita na Alemanha desde a Segunda Guerra Mundial e provocou protestos. Veja.
Speaker 18Milhares de manifestantes se reuniram nesta segunda-feira no portão de Bradenburgo, em Berlim, em protesto ao sucesso da AFD, Alternativa para a Alemanha, nas eleições estaduais da Sassonian Heights, no leste alemão, de pouco mais de 2 milhões de habitantes. A vitória histórica, com quase 44... A vitória histórica, com quase 44% dos votos, deu ao partido 39 parlamentares. O número, no entanto, não garante o governo. Eram necessários 42 para formar maioria absoluta. O candidato principal da AFD, Urit Zigmund, de 35 anos, terá que formar um governo de coalizão com outras siglas para se viabilizar como ministro-presidente, o equivalente ao governador. Mas a maioria dos partidos se recusa a se aliar com a extrema-direita. As principais bandeiras... As principais bandeiras da AFD incluem deportação em massa de imigrantes ilegais, chamada de remigração, a segregação de refugiados em escolas separadas dos alemães e a reaproximação diplomática do país com a Rússia.
Speaker 19A Sassonian Heights é governada até aqui pela CDU, a União Democrata Cristã, do chanceler Friedrich Merz.
Speaker 18De centro-direita. Na eleição local, a sigla cujo governador atual, Sven Schuss, tentava um novo governo, teve apenas 17% dos votos. A derrota vem na esteira da pior crise econômica alemã desde o pós-guerra, com estagnação do PIB do país, alta do custo de vida e declínio da indústria nacional. Nesta segunda, Merz reconheceu que sua baixa popularidade pesou na vitória da extrema-direita. A co-presidente da AFD, Alice Weidel, chamou o resultado na Sassonian Heights de um marco e disse que o partido quer alcançar ao menos 40% na próxima eleição nacional prevista para 2029.
Speaker 20Então vamos alcançar todas as exigências superfluas, vamos controlar as nossas fronteiras. E aí, Carolina, o que significa essa vitória?
Speaker 17Pois é, né? Essa vitória é uma vitória preocupante, mas que a gente não pode utilizar para fazer uma generalização sobre o quadro político na Alemanha, porque a gente está, por enquanto, ainda falando de um caso relativamente isolado, de um Estado pequeno em termos populacionais, aí são pouco mais de 2 milhões de pessoas, e que em termos eleitorais vão corresponder a pouco mais de 1% só dos eleitores da Alemanha. Dito isso, é preocupante porque é uma ascensão inédita da FD numa liderança, numa eleição estadual, ele já tem uma ascensão, uma capilaridade grande em níveis mais municipais, e também significa um tiro no pé do CDU, um voto muito negativo de rejeição ao partido do Mertz, que tem comandado a Saxônia há muito tempo, e que sinaliza um enfraquecimento também do CDU. Então, isso vai nas duas direções, né? Por um lado, o fortalecimento da FD, do partido de extrema-direita, e por outro também, uma perda de credibilidade maior ainda por Mertz.
Speaker 5Lourival, é uma campanha que é feita trabalhando muito essa memória afetiva da Alemanha Oriental, isso nos aponta ou nos apontaria que a reunificação... não trouxe cidadania e permite esses ressurgimentos nostálgicos do que era a Alemanha Oriental?
Speaker 21Os estados da Alemanha Oriental, eles não atingiram o mesmo nível de prosperidade da Alemanha Ocidental, que é capitalista, e que era capitalista, e a Alemanha Oriental tinha um regime comunista, né? E aí aconteceu ali aquele fenômeno que aconteceu em todo o leste europeu, né? Esses países que estavam sob a órbita da União Soviética, são os países que têm fortes redutos ultranacionalistas, de extrema-direita, e a começar pelo próprio Putin, né? Que ele representa essa... ele lidera, aliás, essa corrente, que é parte do trauma com o capitalismo, então eles foram para o outro extremo. E a Saxônia-Anhalt, um dos países mais pobres da Alemanha, ali, desde a unificação, no início dos anos 90, 25% da população emigrou para o lado ocidental. E essa parte que emigrou, principalmente os mais instruídos e os jovens. Hoje, 52% dos moradores da Saxônia-Anhalt estão aposentados. Então, isso dá uma sobrecarga imensa. Há uma enorme frustração, né? E daí que surge, que floresce esse radicalismo, essa xenofobia. Na campanha, nessa campanha eleitoral, eles defenderam expulsar os cidadãos alemães que não sejam unicamente germânicos. Cidadãos alemães. Eles falam em proibir o ensino sobre a época do nazismo nas escolas, para que as crianças alemãs aprendam mais sobre o século XIX, período de Bismarck. Eles falam "menos Hitler e mais Bismarck", para que sintam orgulho em vez de culpa. Eles falam em limpar a cultura e a arte alemã das influências que eles consideram externas, ou do feminismo, das influências que eles consideram externas, ou do feminismo. Eles falam em limpar a cultura e a arte alemã das influências que eles consideram externas, ou do feminismo. Eles falam em limpar a cultura e a arte alemã das influências que eles consideram externas, ou do feminismo. Eles falam em limpar a cultura e a arte alemã das influências que eles consideram externas, ou do feminismo. Ou eles são contra Bauhaus, o movimento modernista, exatamente como o nazismo se opôs ao Bauhaus. Então, tem pautas muito parecidas. A Alice Wendel, que nós vimos aí, que é a líder nacional, ela fez uma campanha em 2024, 2025, que o slogan era: "Alles für Deutschland", que soa exatamente quase igual "Alles für Deutschland", tudo pela Alemanha. "Alles für Deutschland", que soa exatamente quase igual "Alles für Deutschland", tudo pela Alemanha. "Alles für Deutschland", que soa exatamente quase igual "Alles für Deutschland", tudo pela Alemanha. "Alles für Deutschland", que soa exatamente quase igual "Alles für Deutschland", tudo pela Alemanha. "Alles für Deutschland", que soa exatamente quase igual "Alles für Deutschland", tudo pela Alemanha. Que era um slogan nazista. Então, assim, o Kirill Dmitriev, que é o grande assessor do Putin, o Witkow do Putin, o diretor do Fundo Soberano, ele, no dia 21 de agosto, 23 de agosto, quando se comemorava, entre aspas, o pacto Molotov-Ribbentrop, que dividiu a Polônia entre a Alemanha nazista e a União Soviética, que dividiu a Polônia nazista e a União Soviética, que dividiu a Polônia nazista e a União Soviética, estalinista, ele falou assim: "A Alemanha desperta". E esse era um slogan nazista. "A Alemanha despertou". Então, assim, são cheios de sinais do quanto eles querem se remeter à ideologia nazista.
Speaker 5Agora, Carolina, isso sinaliza que pode vir a chegar na eleição nacional? Porque, acho que, se não me engano, é 2029, né? Se o Frederic não cair até lá, né? Agora, Carolina, isso sinaliza que pode vir a chegar na eleição nacional? Porque, se não me engano, é 2029, né? Se o Frederic não cair até lá, né? Se o Frederic não cair até lá, né?
Speaker 17Agora, Carolina, isso sinaliza que pode vir a chegar na eleição nacional? Porque, se não me engano, é 2029, né? Se o Frederic não cair até lá, né? Se o Frederic não cair até lá, né? Agora, Carolina, isso sinaliza que pode vir a chegar na eleição nacional? Porque, se não me engano, é 2029, né? Se o Frederic não cair até lá, né? Se o Frederic não cair até lá, né? Agora, Carolina, isso sinaliza que pode vir a chegar na eleição nacional? Porque, se não me engano, é 2029, né? Se o Frederic não cair até lá, né? Se o Frederic não cair até lá, né? Se o Frederic não cair até lá, né? Se o Frederic não cair até lá, né? Se o Frederic não cair até lá, né? Agora, Carolina, isso sinaliza que pode vir a chegar na eleição nacional? Porque, se não me engano, é 2029, né? Se o Frederic não cair até lá, né? Se o Frederic não cair até lá, né? Se o Frederic não cair até lá, né? Se o Frederic não cair até lá, né? Se o Frederic não cair até lá, né? Se o Frederic não cair até lá, né? Se o Frederic não cair até lá, né? Os partidos mais tradicionais, eles vão conseguir se reinventar até lá e se fortalecer, mas também outras eleições que vão acontecer em breve em outras regiões. A gente vai ter ainda nesse mês as eleições numa região da Pomerânia, que é uma região também conservadora, então a AFD deve se dar bem nessa região, mas também temos na região de Berlim, que é uma região tradicionalmente mais globalizada, mais diversificada e, portanto, que entende e mais progressista e que aí vai ser interessante, nesse caso, a gente ver como a AFD vai desempenhar em recintos distintos daquele onde ela tradicionalmente já tem se consolidado.
Speaker 5Agora, Lourival, o Frederic, você acha que ele consegue essa reinvenção que a Carolina coloca, de alguma maneira? Tem tempo, pelo menos, para isso, né? Três anos.
Speaker 21Não é essa a tendência. Na verdade, nessa eleição... A AFD encontrou um caminho para a formação de coalizão com o BSV, ou BSW, né? Que é um partido de extrema esquerda e que tem uma visão de economia bem diferente da da AFD, mas que coincide com a AFD nos temas mais importantes. Ele também é contra a imigração, também é contra a Ucrânia e a favor da Rússia, de Putin. Os dois partidos são... Os dois partidos são apoiados pelo Kremlin. E, nesse caso da Saxony-Anhalt, é provável que eles formem uma coalizão, porque só faltam três cadeiras para a AFD e o BSV tem cinco cadeiras. Então, esses dois extremos de esquerda e de direita podem formar uma união no nível nacional. O BSV ainda é um partido muito pequeno, mas como a AFD ficou em segundo lugar na eleição de 2025, e está crescendo nos estados, quer dizer, nada impede que ela, na próxima eleição, em coalizão com a extrema esquerda, ou sozinha, possa formar maioria, né? Então, o quadro é extremamente preocupante. Aquilo que eles chamam de Brandmauer, né? O muro corta-fogo, digamos assim, que na França se chama de cordon sanitaire, né? O cordão sanitário, para que os partidos... Os partidos tradicionais não se aliem à AFD, ele pode ir ruindo com o tempo, como aconteceu, em parte, na França, né? Quando uma parte dos republicanos falou em se aliar com o Rassemblement Nacional, a Reunião Nacional da Marine Le Pen.
Speaker 5Carolina, tenho um minuto para finalizar. Você apostaria em alguma reacomodação do rumo que o Frederic Mertz vinha impondo ao governo?
Speaker 17Olha, ele vai precisar flexibilizar um pouco a agenda. Esse cordão que o Lorival estava colocando, esse firewall... ele vai ser importante, acho que ele vai ser um grande teste para a capacidade do Mertz de ainda costurar essas alianças importantes e vai ser um indicador não só se ele vai conseguir frear a ascensão do FD na Saxônia, mas também se ele é capaz de dialogar e de criar essa negociação entre partidos com os quais ele tem afastado, se afastado até o momento, para que ele possa se consolidar no poder e chegar até o fim do seu governo.
Speaker 5Carolina Pavezzi, consultora, especialista em Europa, professora de relações internacionais do Instituto Mauá de Tecnologia. Obrigado, Carolina. Excelente semana aí para você.
Speaker 17Foi um prazer. Boa semana para todos.
Speaker 5Prazer foi todo nosso. Florival, boa semana, meu amigo. Igualmente. Para nós aqui. Bom, o WW terminar aqui. Uma boa noite. Agora eu salto ali para o grande debate com a Juliana Lopes e com a Jussara. Continua aí que agora a gente vai falar bastante de Brasil em outro programa. Até já.
Speaker 2Tchau, tchau. Tchau, tchau. Tchau, tchau.
Speaker 22Tchau, tchau. Tchau, tchau. Tchau, tchau. Tchau, tchau.

Podcast Summary

Key Points:

  1. A estratégia da oposição é usar a crise envolvendo o ministro Alexandre de Moraes para desgastar a imagem do presidente Lula e tirar votos dele nas eleições de outubro.
  2. Pesquisas recentes indicam que eleitores independentes, decisivos para o resultado, tendem a votar majoritariamente contra Lula no segundo turno, influenciados pela crise no Supremo.
  3. O presidente Lula adotou um discurso institucional focado em soberania nacional e evitou abordar diretamente a crise do STF, o que é visto como um erro estratégico por analistas.
  4. Flávio Bolsonaro liderou um comício na Avenida Paulista associando a saída de Alexandre de Moraes à derrota de Lula, prometendo indicar cinco novos ministros ao STF caso seja eleito.
  5. O candidato Augusto Cury cresce nas pesquisas como uma alternativa à polarização, apresentando-se como um outsider com discurso de conciliação, mas sem viabilidade clara de governo.
  6. A extrema-direita alemã (AFD) obteve vitória histórica em eleição estadual na Saxônia-Anhalt, com quase 44% dos votos, refletindo frustração econômica e rejeição aos partidos tradicionais.
  7. A decisão sobre a abertura de investigações contra Alexandre de Moraes pode ser adiada pelo presidente do STF, Edson Fachin, para depois das eleições, gerando mais politização do caso.

Summary:

O programa WW da CNN Brasil analisou o impacto da crise no Supremo Tribunal Federal sobre a campanha eleitoral brasileira. A principal novidade do 7 de setembro foi a forma como os candidatos de oposição exibiram o ministro Alexandre de Moraes, não apenas como alvo de críticas, mas principalmente como aliado do presidente Lula. Pesquisas indicam que eleitores independentes, decisivos para o segundo turno, tendem a votar contra Lula, tornando a crise do STF uma variável relevante para o desfecho da eleição.

Enquanto Lula participou do desfile oficial em Brasília ao lado de Edson Fachin e Davi Alcolumbre, Flávio Bolsonaro liderou um comício na Avenida Paulista com o mote "Fora Moraes, Fora Lula". Analistas Creomar de Souza, Daniel Hitcher e Thaís Herédia discutiram o desânimo do eleitorado e a estratégia da oposição de associar Lula à crise do Supremo. Destacou-se também o crescimento de Augusto Cury, que se apresenta como alternativa à polarização, embora sem clareza sobre como governaria.

A decisão de Edson Fachin sobre a abertura de investigações contra Alexandre de Moraes pode ser adiada para depois das eleições, o que politizaria ainda mais o caso. No cenário internacional, a vitória da extrema-direita alemã (AFD) na Saxônia-Anhalt, com quase 44% dos votos, foi analisada como reflexo da frustração econômica e da rejeição aos partidos tradicionais, com possibilidade de coalizão entre extremos de direita e esquerda no futuro.

FAQs

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O programa tratou do impacto da crise envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e o Supremo Tribunal Federal na campanha eleitoral, além do crescimento de Augusto Cury e da vitória da extrema-direita na Alemanha.

Os candidatos de oposição exibiram Alexandre de Moraes não apenas como consultor jurídico de Daniel Alvarcaro, mas principalmente como aliado do presidente Lula, buscando usar a crise no STF para tirar votos do presidente.

A pesquisa indicou que eleitores independentes, considerados decisivos, sinalizam ir em sua maioria contra Lula no segundo turno, tornando Alexandre de Moraes uma variável relevante para o desfecho da eleição.

Flávio Bolsonaro criticou o ministro Alexandre de Moraes, associou o 'Fora Moraes' ao 'Fora Lula' e afirmou que, se eleito, pretende indicar cinco ministros para o Supremo Tribunal Federal.

Augusto Cury se apresenta como um outsider que busca conciliação, dizendo ter 'cabeça de direita e coração de esquerda'. No entanto, analistas o veem como um antipetista e alguém posicionado mais à direita.

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