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#67 - A Ciência por Trás da Viralização: O que faz um conteúdo dar certo?

22m 31s

#67 - A Ciência por Trás da Viralização: O que faz um conteúdo dar certo?

O conteúdo aborda a ciência por trás da viralização e criação de conteúdo de sucesso na internet, baseado no Método 3C (Conectar, Crescer, Converter). A apresentadora explica que um conteúdo "bom" não é necessariamente aquele que viraliza, mas sim aquele que atinge seu objetivo específico: conectar com o público (medido por comentários e likes), crescer (medido por alcance) ou converter (medido por receita). Ela enfatiza que o cérebro humano usa heurísticas (atalhos mentais) para economizar energia, e por isso os ganchos iniciais devem ativar gatilhos como novidade, perigo, recompensa, contradição e curiosidade. A "lacuna de informação" (Information Gap) é uma técnica poderosa: deixar a audiência curiosa e incomodada para que ela busque preencher a informação, gerando engajamento. Além disso, contar histórias com detalhes sensoriais (como sensações térmicas, sons e emoções) ativa áreas cerebrais ligadas à empatia (oxitocina), antecipação (dopamina) e tensão, tornando o conteúdo mais memorável. Por fim, ela destaca a importância de transformar uma audiência passiva (espectadora) em interativa, pois o engajamento (comentários, curtidas, compartilhamentos) mantém o conteúdo vivo no algoritmo por mais tempo, gerando um ciclo virtuoso de alcance e conversão.

Transcription

4490 Words, 24728 Characters

Portuguese
O que faz um conteúdo viralizar a ciência por trás dos bons conteúdos na internet? Oi, esse é já bem-vindo ao LV Talks, uma web of cash sobre negócios redes sociais, marketing e ingestão, tudo que eu acertei e errei durante 11 anos empreendendo. Então, muito feliz de estar aqui porque esse é o primeiro vídeo que eu gravo depois de minhas férias. Ou seja, eu fiquei mais de um mês sem gravar web of cash. Tens tão meio enferrujada. Tá, vou pedir para vocês um pouco de paciência. E falar para vocês de duas coisas, a primeira é. Se já sabe, a gente tem um combinado aqui. Se você ouvi qualquer insight, qualquer estratégia que liga uma luzinha na sua cabeça, você comenta tapago. Não importa se você está no Spotify ou no YouTube. E a segunda coisa é que eu to com uma meta para atingir 100 mil inscritos aqui no YouTube. Então, por favor, se inscreve no canal. Deixe seu like. É muito, muito, muito, muito importante. Aqui a gente tem conteúdo de muito valor toda semana. Mas bom, vamos começar. A primeira coisa que eu quero trazer para vocês. Quando a gente fala sobre viralização de conteúdo, um conteúdo bom não é só um conteúdo viral. Eu já falei muitas vezes do método 3C, que é o meu curso sobre criação de conteúdo na internet. Ele vai sair calma. Eu to com alguns desafios. O curso está inteiro escrito. Porém, eu decidi montar um cenário gigantesco para ele. Então, eu peguei um quarto da minha casa, desmontei ele inteiro. E tanto pot cash vai ter um cenário novo quanto os meus cursos vão ter um cenário novo. Só que a mercenaria está fabricando esse cenário. Então, mesmo o curso está pronto, eu não consigo gravar ainda. Então calma, está tudo certo, a gente vai sair. Mas por que que eu trouxe a questão do método 3C? Método 3C, por que que chama 3C? É como você vai criar conteúdos que conectam, crescem e convertem. Esses são os três grandes objetivos de qualquer conteúdo no internet. E aí, um conteúdo bom. O que é um conteúdo bom? É um conteúdo que viralizou? Não, necessariamente. Um conteúdo bom é um conteúdo que cumpri o objetivo pelo qual ele foi criado. A gente tem um desses três objetivos. O grande problema é que as pessoas criam para esses três objetivos, para um desses três objetivos. Elas analisam métricas que são gerais. Então, por exemplo, se eu quero fazer um conteúdo para crescer, aí sim eu tenho que me preocupar com alcance. Quantas pessoas viram o meu vídeo? Se eu quero fazer um conteúdo para conectar, aí eu tenho que me preocupar com a quantidade de comentários, com a qualidade dos comentários, e um bom conteúdo é com a quantidade de likes, que significa identificação. Agora, se eu quero um conteúdo para converter, não necessariamente eu preciso me preocupar com a quantidade de likes ou comentários, mas sim, o quanto isso foi transformado em receita. Então, eu fiz um vídeo recentemente. Eu quero até que vocês vão lá no meu Instagram assistir. Eu fiz um vídeo que eu falava assim. Hoje eu preciso vender 100 calços iguais a essa, e eu vou te mostrar cinco formas diferentes de divulgar essa calça e te convencer que você precisa dela. E aí, a gente colocou um sistema, um menu chat, uma automação, que a pessoa comentava calça e recebia o link dessa calça. Obviamente, a gente vem dela sem calças. O vídeo foi um sucesso. Eu acho que ele tá com mais de 10 mil likes. E ele teve todas as métricas positivas, tanto alcance quanto comentários, quanto likes, quanto conversão. Então, significa que eu consegui conectar, porque meu público achou esse conteúdo muito legal, que em vende alguma coisa que eu ia assistir, não só pela calça, mas pela estrutura do vídeo. A gente conseguiu crescer, porque a gente alcançou muita gente. Muita gente começou a seguir a marca e começou a me seguir também. E a gente conseguiu converter. Porque como eu tinha a métrica de comentar tal palavra de mandar direto para o site, a gente conseguiu rastriar quantas vendas a gente fez exatamente desse vídeo. Então, a gente conseguiu bater a meta de 100 calças vendidas, a gente conseguiu esse conteúdo que tá nos três plais. Mas nem todo conteúdo consegue atingir os três plais. E nem todo conteúdo bom atingir os três plais. E tá tudo bem. O importante é a gente entender qual é o macro-objetivo daquilo quando a gente vende. Esse era um conteúdo que eu tava buscando conexão e eu tava buscando conversão. Eu não tava buscando crescimento. Conexão, eu tava esperando que as pessoas ficassem mais tempo no meu vídeo, tempo de retenção, que inclusive é uma das métricas que eu mais falo aqui no podcast para vocês olharem. E eu queria que as pessoas quisessem aprender comigo. Eu queria que as pessoas ficassem no meu vídeo para entender quais eram as cinco estratégias. E eu usar, como exemplo, a minha calça e a ser uma consequência com versão. Então, eu tinha como esses dois objetivos. Só que o que acontece? Quanto mais comentários eu tinha, ou seja, quanto mais conversão eu tinha, porque quem comenta tava pedindo o link da calça. Mais o meu engajamento aumentava. Então, mais o algoritmo entendia que aquele news, aquele vídeo era um vídeo bom e entregava para mais pessoas. Então, a gente conseguiu ganhar também no crescimento, no 3C. Então, esse é um vídeo muito legal para vocês analisarem. E vocês adaptarem para o nicho de vocês. Claro que eu adaptei para o meu nicho de educacional e de negócios junto com a calça que é o que eu vendo na LV. Mas não quer dizer que você precisa copiar. É mais a estrutura e os objetivos. E aí, para começar, propriamente, dito esse episódio, eu queria muito que a gente comece a se discutir. Como que o nosso cérebro decide qual vídeo ele vai parar e assistir? E qual vídeo ele vai escroar? Você, vamos pensar agora, não você como criador de conteúdo, mas você como consumidor de conteúdo. Você tá lá no seu Instagram, passando, passando, passando os vídeos. O que faz você assistir um vídeo para de rolar o dedo? Assistir esse vídeo. E o que faz continuar rolando e simplesmente ignorar os vídeos que estão vindo? Então, tenho um estudo. Eu não sei falar o nome dele, mas é Daniel Kahneman. Não sei se é Kahneman, não sei. Mas é esse nome dele. Em que ele fala que o nosso cérebro, ele funciona com uma máquina de economia de energia. A gente tem o sistema 1 e a gente tem o sistema 2. Que que isso significa? O nosso cérebro representa só 2% do peso de todo o nosso corpo. Mas ele consome aproximadamente 20% da energia do nosso corpo. Então, ele é um dos músculos que mais consomem energia. Se a gente o tempo todo tiver que pensar, a gente fica exausto. Então, o nosso corpo para preservar a nossa energia, ele vita pensar. E aí, o que que o nosso cérebro faz? Se ele tiver que racionalizar e pensar em tudo o tempo todo, ele vai cansar muito. Então, o que ele faz? Ele procura atalhos. Esses atalhos são chamados de euhrísticas, eu com a gá. Esses dias a gente. Deixa eu fazer um disclaimer, desculpa. Mas esse dia eu falei, esses dias eu fui do Surf Goodym. E eu leio todos os comentários. Não importa se vocês estão no YouTube, vocês não me spotifaiam. Eu leio todos os comentários todos os dias. E aí, eu achei tão engraçado que uma mulher ela comenta assim. Quando você falou Surf Goodym, eu fui procurar no Google. E aí, eu procurei como Self, tipo eu, e Golden, de ouro. Self Golden. E aí, eu fico. Eu acho que eu melhori eu começar a explicar as palavras que eu falo, porque muita gente quer procurar na internet. Então, euhrística e euhrística com o H no começo, então euhrística. O que são os azerios. Euhrísticas. Aszerísticas são atalhos mentais ou são regras práticas que faz com que o nosso cérebro busque decisões muito mais fáceis sem analisar logicamente todas as informações. Porque pensa comigo. Se eu assisto um vídeo e o meu cérebro, ele tem que analisar todo o contexto daquele vídeo para entender se vale a pena eu assistir ou não. Olha o quanto de energia. Agora, se meu cérebro só faz, pega um atalho, que é essa euhrística. E fala, vale a pena assistir. Aí é que você faz um conteúdo bom. Então, quais são as principais euhrísticas que as pessoas usam no conteúdo para criar esse atalho com o cérebro? Primeiro, novidade. Algo que a pessoa não está esperando, ou, por exemplo, eu nunca vi um livro igual a esse. Você faz querer parar? Porque é um atalho mental, a euhrística usada aqui é novidade. Píligo, se você é empreendedor e fatura mais de 100 mil reais, você está cometendo esse erro aqui. Está vendo que eu nichei e eu coloquei um erro. Então, se você vai falar, caramba, sou empreendedor, eu faturo mais de 100 mil reais. Meu Deus. Então, eu estou correndo um perigo. Atalho, o cérebro não precisa analisar o contexto. Ele só assende a euhrística de perigo. Terceiro, recompensa. Ganhei 300 mil seguidores usando essa estratégia aqui. O cérebro é uma euhrística de recompensa. Terceiro não precisa analisar todo o contexto de quem eu sou, o que que eu estou falando não, que ele já vai pegar um atalho de caramba. A gente está lutando para caramba, para ganhar seguidor aqui no Instagram, a pessoa ganhou 300 mil. O que que será aquela fez? Ele para. A decisão de parar num vídeo ou passar num vídeo é muito menos racional do que vocês imaginam. Não dá tempo do cérebro de vocês, olhar e amalizar todo o ponto e falar assim, "Ah, eu vi esse vídeo por isso". Não. É muito inconsciente. A conta é de uma forma muito rápida e muito inconsciente. Outra é contradição. Então, por exemplo, essa é uma contradição que eu tenho da minha vida e eu ainda vou fazer um vídeo assim. Que é? Quanto mais caro eu cobrei, mais vendas eu fechei. Então isso é uma euhrística de contradição. A pessoa fala, "Opa, mas ela cobrou mais caro e fechou mais venda?" Significa que o meu cérebro ainda vai eu levar a fazer, quer dizer que ela está gastando menos energia, então vamos assistir o que ela tem para falar. E curiosidade, então, por exemplo, existe um detalhe na hora de você publicar o seu livro que quase ninguém percebe. Então, essas euhrísticas são atalhos mentais que fazem com que acenda uma luz automaticamente dentro do seu cérebro. Então, se vocês tiverem que estudar ganchos iniciais começa estudando o funcionamento do cérebro com base em atalhos mentais e economia de energia. Eu sei que tem muita gente do marketing falando, fazendo fórmulas mágicas, mas tudo na vida é análise de comportamento, de consumo e análise de comportamento das pessoas. Isso pode vim e a a a a a a a a a a a de vim que for nunca vai mudar. Sempre o que vai vencer, vai ser o poder de você analisar como o corpo a mente, a sociedade funciona. Outra coisa que eu uso muito nos meus conteúdos e que faz com que eu tenha conteúdo que tem muito alcance, é a Information Guep, o que significa isso. Também existe um outro estudo científico, também não sei falar o nome, mas é tipo o long style. Ele descobriu que o nosso cérebro trabalha com curiosidade e fome da mesma maneira. Então, quando você está com fome, você não sente um desconforto. Você fica o tempo todo lembrando da fome. É a mesma coisa que acontece com a curiosidade. Então, quando a gente percebe que existe uma informação faltando, o que a gente não tem a informação completa daquilo que nos interessa, a gente fica incomodado. E aí, o cérebro crie esse desconforto pra gente preencher essa alacuna e a gente fechar essa alacuna igual a fome. O cérebro fica criando esse desconforto pra gente. Como é? Só que tem um detalhe muito importante, que agora eu quero que vocês anoteem, tá? Qual que é esse detalhe? Curiosidade, ele só funciona quando ele tá inserido num contexto que a gente já sabe alguma coisa. Por exemplo, vamos super porque você chega aqui e fala assim, "Existe um erro e não falo mais, só falo que existe um erro." Você vai pular? Óbvio, existe um erro. Erro pra quem? Qual erro que conteste? Não faço ideia, danista, pessoal, eu louco, vou pular o vídeo. Agora, se eu falar assim, todo empresário que eu mentoro acompanha a faturamento. Mas existe um único indicador que é muito mais importante que o faturamento e que eu tenho certeza que você não tá olhando. E fica um excelente. Você entendeu? O quanto eu vou ter o impacto muito maior pra você, o seu cérebro fica incomodado e fala assim, "Cara, que número é esse?" Será que eu já olhei pro meu negócio? Será que eu tô perdendo dinheiro? Então, o seu cérebro, ele vai querer completar essa lacuna igualzinho fome. Então, toda vez que você for escrever um conteúdo, parei pensa. Como que eu posso deixar a pessoa intrigada pra assistir o próximo conteúdo? Então, uma das coisas que eu faço também é nunca revelar tudo em um conteúdo. Então, às vezes eu falo pra eu faço um vídeo assim. "Ah, eu passo a passo pra você escrever um livro de sucesso." Por exemplo, "Ah, eu faço um x, passo 2x, passo 3x." Aí eu falo, "O passo 4 é você ser lá, ter uma rotina de aguardar, de ficar em casa e conseguir focar extremamente em escrever o livro." Fula uma coisa nada a ver, tá? "Pas 4 é esse?" Se você quer saber como eu fiz isso, comenta a parte 2. Ou responde 4 que eu te mando esse passo pelo direct. Então, a gente faz o quê? A pessoa, que é um mero oube servador, que isso é uma coisa também que eu trago muito pras minhas mêntoradas. Que é audiência, expectadora, e audiência interativa. Tem muita gente que tem milhões de seguidores que tem uma audiência expectadora. O quê que é uma audiência expectadora? A pessoa assiste, mas ela passa o conteúdo. Ela não comenta, ela não curte, ela não compartilha, ela não salva, ela não faz nada. Então, você tem uma audiência ali que não transforte e você não consegue transformar essa audiência em interação e engajamento. Tem pessoas que têm a audiência interativa, que ao tempo todo ela tá fomentando as pessoas conversarem com ela. Então, o Instagram é quanto mais engajamento você tiver, mas ela vai te entregar. Então, uma das coisas que eu mais forço dentro das minhas mêntoradas e dentro das minhas estratégias próprias é uma troca o tempo todo. Então, sempre falo, comenta alguma coisa. Se quer que eu faço pro seu nicho, comenta o que você vem de próximo vídeo para você. Quer que analisiam o seu análise do seu perfil? Comenta aqui, todos esses conteúdos que eu faço. Eles são focados em aumento de comentário para consequentemente aumentar o engajamento, consequentemente aumentar ou alcance. Eu poder cobrar mais caro na minhas públicas porque meu engajamento aumenta muito. Eu consegui alcançar mais pessoas de um jeito mais fácil e o meu conteúdo fica mais tempo vivo. Por quê? Qual é o grande problema de pessoas que têm audiência e espectadora? O vídeo morre muito mais fácil. Então, fiz um vídeo agora. Um monte de gente assistiu, mas ninguém curtiu, comentou ou compartilhou. Ele vai morrer ali em 24/48 horas. Se eu tenho um vídeo em que as pessoas assistiram, mas elas curtiram, elas comentaram, elas compartilharam. Cada vez que alguém curte, comenta, curte, comenta, ele vai revivendo esse vídeo e vai virando uma bola de neve. E eu tenho um vídeo meu, por exemplo, meu vídeo que eu fiz do meu marido na Copa do Mundo em. A gente estava em Marrocos no primeiro jogo. Cara, faz quanto tempo? Que foi jogo do Brasil em Marrocos. Mas eu mandi aqui em junho, em ouvinte de junho. Ah, não faz ideia. Faz muito tempo. Faz 10 dias, mais 10 dias, eu acho. E eu continuo recebendo todo dia comentário e like naquele vídeo. Ele está com quase 3 milhões de views. Esses conteúdos que geram audiências interactivas são muito saudáveis para o seu perfil. Outra coisa. Considera, caracteriza um conteúdo bom. Um conteúdo científicamente bom. Conteudo que conta história. Eu nunca vou esquecer disso. É uma vez eu estava estudando. E eu estudo muito mais lendo do que. Tecnicamente, um do em lugar, sabe? Então eu leio e eu faço muitas estudos com pessoas que eu admiro. Então eu pego um curso de uma pessoa que admiro, assisto até o final, depois eu monto a minha estratégia em cima disso. E aí, eu não lembro de quem era o curso ou qual era o livro mais. E aí eu acho que eu estava lendo o Starbrand, que inclusive agora saiu Starbrand 2.0. Eu estou lendo e depois eu faço um review para vocês. Mas em que ele dava um exemplo que era assim? Vamos contar uma história. Vou dar um exemplo para vocês. Que aconteceu de verdade. Hoje é dia 2 de julho que estou gravando esse podcast. Quando é o de verdade hoje, tá? Uma coisa é contar uma história assim. Hoje é a Corridid, manhã. Eu ia treinar. E aí, quando eu estava descendo a escada, eu vi que tinha água na minha casa. E um cano furou em show de água à minha casa. Eu não fui treinar, fiquei puxando água. Ok, contei uma história. Agora, olha esse conto, essa história aqui. Hoje eu acordei assim em corazamaia. Tava escuro. Tava frio, mas muito frio. Eu estava descendo a escada. Eu estava descendo com a lanterna do celular. Porque eu estava tão escuro que eu estava descendo com a lanterna do celular. A hora que eu pisei no show, eu vi assim, "Post". E aí, eu falei assim, meu Deus, o que que aconteceu. Fui assim de alus. A hora que eu olhei tudo alagado. Tinha água em todos os lugares. Tinha água na lavanderia. Tinha água na buglhotéca. Tinha água descendo até a minha sala. A água escorria na parede da escada. Escorria nos degraus. Escorria em tudo. A água estava gelada. Gelada gelada gelada. Sai correndo. A brilha lavanderia. Tinha um cano estourado embaixo da lavanderia jorrando água. A primeira coisa que eu fiz, Tentei ligar as duas torneiras, virar as duas torneiras para sair água e diminuir a pressão do cano. Porque eu não estava achando o bendito do registro. Comecei a gritar para o viniz. Gritarva, gritarva, gritarva. Virei, se viria, esse, viniz. Viniz, não descia. Aí na hora que eu gritei a quinta vez, o viniz apareceu. O registro estava atrás da máquina de cercar. Não dava para fechar o registro e segurar a máquina ao mesmo tempo. Subna a escada, segurei com uma perna. Fiz a maior força do mundo para fechar o registro. Fechamos o registro. E eu passei da cinco horas da manhã. As oito e meia da manhã, puxando água. Eu vi o amanhã ser hoje de manhã, puxando água. Essa história, infelizmente, a verdade. Gente, mas tudo bem. Então, o que aconteceu quando eu contei essas duas histórias? A primeira história, eu não ativei nenhum lado sensorial. Então, vocês vêm que, quando eu contei a segunda história, eu falei que estava muito frio. Eu falei que estava escuro. Eu falei a sensação. O barulho de quando eu pisei na água. Eu falei a temperatura que estava água e a sensação de colocar na água. Eu falei, "Quanto gritei?" Eu coloquei um elemento a mais que era o Vinícius. Então, vocês ficam naquela tensão de tipo assim, ela chamou. Será que ele desceu? Será que ele não desceu? O que que aconteceu? Quando você tem um poder de contar uma boa história, você sempre pensa assim. Boas histórias precisam liberar emoções na cabeça de cada um que está escutando. Eu aprendi isso com uma história também, que ele estava contando a mesma história, tipo, eu exemplo que eu dei pra vocês, só que na neve. Ele estava contando a história de como era esse que é na neve, de um jeito que não ativava o lado sensorial e um jeito que ativava. O jeito que ativo o lado sensorial, ele é muito mais fácil de você escutar, de você prestar atenção e de você converter. Então, o nosso cérebro ele precisa liberar três coisas numa boa história, ou citocina, que é empatia. Então, eu já comecei falando assim, "Cordei se encora da manhã pra treinar, estava frio, esse já pensa, você não, você não, você não merece se vencer à vida, né?" Aí, depois você fala, "Meu, você vê que a pessoa estava segurando lá com uma perna, subiu na escada pra fechar o registro, você falou, "Mil, Deus não dava pra ter o registro num lugar melhor, pra coitada?" Então, ali, você liberou empatia. Segunda coisa do Pamina. Então, você ficou o tempo todo pensando, "Quê que vai acontecer?" Que tal, ela desceu, ela fez "ploft" no chão com o chinel. O que será que é? E será que ela conseguiu ser cá? Será que deu certo? Então, antes de essa passão. E terceiro, "tenção". A gente precisa liberar cortisol pra uma boa história. Então, a tensão é muito importante. Então, você vê que eu fui. Primeiro, joguei a voz lá pra cima, depois joguei a voz pra baixo. Fis pausas, falei baixo, falei alto. Eu imitei a hora que eu gritei pro Vinícius, como que eu gritei. Gritei quatro vezes pra vocês ficarem mais tempo na minha história. Então, eu podia falar, gritei quatro vezes Vinícius, mas eu podia falar. Eu gritei. "Ve, receios!" "Ove, virecius!" Eu te prendi muito mais tempo na história. Então, quando a gente descobre o modelo de contar uma boa história, fica muito mais fácil a gente fazer conteúdo que realmente funcionam. Então, existe uma estrutura de narrativo universal? Porque eu quero passar pra vocês de como contar uma boa história. Eu quero muito que você anote, tá? Então, a primeira coisa é uma situação. Todo mundo tem que começar uma boa história com uma situação. Com um contexto. Você não consegue começar uma história já falando. "Tava puxando água", certo? "Tava puxando água da onde?" "Quando?" "Quê aconteceu?" "Porque que está puxando água?" Então, você tem que começar com um contexto. Segundo um conflito, precisa acontecer alguma coisa. Então, você vê que eu dei o contexto pra vocês. Estava descendo, de manhã, tá viscuro, conflito, piseite à água. Vem tentativa. Qual que é tentativa? É eu lá sozinha tentando fechar o registro, tentando achar o registro a bímios torneira pra diminuir a pressão, porque eu não estava achando um registro. Erro. O negócio furado. Então, tipo, eu estava tentando fechar a abriatura na heira pra diminuir a pressão da água. Não achava o registro. Aquele momento errei virada. Falei pro Vinicius. Tá atrás da máquina de lá. Gente, foi exatamente assim. Parece piada, é juro. Mas ele foi decê, fechar o registro da rua, achando que ia parar. Só que a gente tem caixa de água. Então, estava sem toda a água da caixa de água. E aí, a gente procurando registro em todos os lugares. Tá atrás da máquina. Aí, eu falei. É isso. Tá vendo como é virada? Tá atrás da máquina. Lição. Se ferrou, mentira. Mas a grande história que tem um objetivo, não é essa que eu estou contando aleatariamente, tinha que se ir alguma coisa. Então eu super poderia envelopar essa história do tipo assim, que eu até fiz um vídeo pro TikTok com isso. Do tipo assim, aconteceu isso comigo, e mesmo assim, nem eu, nem o Vinicius reclamou-nos de nada. Por quê? Por que que eu vou reclamar que estourou um cano na minha casa? Se a minha casa é o que eu sempre sonhei pra mim? Se a minha casa é do jeito que eu quis, os malvias são do jeito que eu quis. Eu trabalhei minha vida inteiro pra conquistar isso. Eu, 90% da população, não tenho uma casa igual a minha. Por quê? Eu vou chingar a minha casa ou reclamar da minha casa. Por causa de um cano. Então isso poderia ser uma lição, entende? Ou podia ser uma lição prática. Olhe pelo menos os canos da sua casa e falam a revisão na sua casa pra você não ter que passar por isso. Mas brincadeiras da parte, é só pra vocês entenderem como qualquer coisa que acontece na sua vida pode ser uma boa história, pode ser contada de uma maneira muito boa. Aqui vou dar um disclaimer totalmente nada vivo fugir totalmente mas eu gosto muito de assistir que história é essa porxá. E toda vez que eu assisto isso que história é essa porxá e tenho um comediante contando uma história ou tem um ator contando uma história eu sempre analiso a forma com que eles contam a história e os elementos que eles vão colocando na história. Você vê que você fica preso no enredo. Quando eu vou me porxá-te contando uma história, você fica preso no enredo. Porque ele traz elementos, ele sobe a voz, ele faz pausa, ele traz conflito, ele traz tensão, ele traz virada, ele traz tudo. Então é um exercício muito bom. Quando vocês tiverem ali assistindo alguma coisa, assistindo mesmo que história é essa porxá, começa a analisar a construção da história. Você vai ver que se vai aprender muito. E gente, eu poderia ficar falando aqui pra sempre de elementos pra você constituir um bom conteúdo. Mas eu tenho mais uns 10 temas pra falar. Só que eu não sei se vocês gostam desse episódio. Então comenta aqui, parte 2. E aí se você quiser, eu vou lá e faço a parte 2. Fala tipo, eu gostei muito desse episódio, traz mais elementos que constituem bom conteúdo. E aí eu trago pra vocês, tá bom? Eu acabei de ir lá ver e eu vi que já tá dando 30 minutos de bruto, eu falei. Então é nossa faixa de podcast, tem de 20 a 30. Eu sei que vocês pedem muito mais. Mas o tempo é cronometrado pra eu conseguir dar conta de tudo. Então, um beijo, eu espero que vocês tenham gostado. Me aguarda que o método 3C vai sair, confie em mim. Por favor. Um beijo e até a quarta-feira que vem.

Podcast Summary

Key Points:

  1. Conteúdo "bom" não é sinônimo de conteúdo viral; o que define sua qualidade é o cumprimento de um dos três objetivos do Método 3C: conectar (engajamento), crescer (alcance) ou converter (receita).
  2. O cérebro humano funciona com heurísticas (atalhos mentais) para economizar energia; gatilhos como novidade, perigo, recompensa, contradição e curiosidade são cruciais para prender a atenção no primeiro segundo.
  3. Para gerar engajamento, é essencial criar uma "lacuna de informação" (Information Gap), deixando a audiência curiosa e incomodada, incentivando-a a interagir para completar a informação.
  4. Histórias sensoriais e emocionais (que ativam oxitocina, dopamina e tensão) são mais eficazes para capturar a atenção e gerar conexão do que narrativas lineares e sem detalhes.
  5. A audiência interativa (que comenta, curte e compartilha) é mais valiosa que a audiência espectadora (que apenas consome), pois mantém o conteúdo vivo por mais tempo no algoritmo.

Summary:

O conteúdo aborda a ciência por trás da viralização e criação de conteúdo de sucesso na internet, baseado no Método 3C (Conectar, Crescer, Converter). A apresentadora explica que um conteúdo "bom" não é necessariamente aquele que viraliza, mas sim aquele que atinge seu objetivo específico: conectar com o público (medido por comentários e likes), crescer (medido por alcance) ou converter (medido por receita). Ela enfatiza que o cérebro humano usa heurísticas (atalhos mentais) para economizar energia, e por isso os ganchos iniciais devem ativar gatilhos como novidade, perigo, recompensa, contradição e curiosidade.

A "lacuna de informação" (Information Gap) é uma técnica poderosa: deixar a audiência curiosa e incomodada para que ela busque preencher a informação, gerando engajamento. Além disso, contar histórias com detalhes sensoriais (como sensações térmicas, sons e emoções) ativa áreas cerebrais ligadas à empatia (oxitocina), antecipação (dopamina) e tensão, tornando o conteúdo mais memorável. Por fim, ela destaca a importância de transformar uma audiência passiva (espectadora) em interativa, pois o engajamento (comentários, curtidas, compartilhamentos) mantém o conteúdo vivo no algoritmo por mais tempo, gerando um ciclo virtuoso de alcance e conversão.

FAQs

O método 3C é uma abordagem para criar conteúdos que conectam, crescem e convertem. Cada conteúdo deve ter um desses três objetivos principais, e as métricas de sucesso variam conforme o objetivo.

O cérebro usa atalhos mentais chamados heurísticas para economizar energia, como novidade, perigo, recompensa, contradição e curiosidade. Esses atalhos fazem a pessoa parar ou ignorar o conteúdo de forma inconsciente.

Information Gap é quando o cérebro sente que falta uma informação, criando desconforto semelhante à fome. Para funcionar, a pessoa precisa já saber algo sobre o contexto; assim, ela busca preencher a lacuna, mantendo o engajamento.

Audiência expectadora assiste mas não interage, fazendo o conteúdo morrer rápido. Audiência interativa comenta, curte e compartilha, o que aumenta o engajamento e faz o conteúdo se espalhar como uma bola de neve.

Boas histórias ativam emoções como ocitocina (empatia), dopamina (antecipação) e tensão. Usar elementos sensoriais, como temperatura, sons e sensações, torna a história mais envolvente e memorável.

Um conteúdo bom é aquele que cumpre seu objetivo específico, seja conectar, crescer ou converter. Viralizar pode ser resultado de acaso, mas o foco deve estar na métrica certa para cada meta.

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