O podcast analisa o impacto econômico e comportamental dos jogos em Portugal, destacando que os jogos sociais e online geram receitas massivas, com cerca de 184 euros por mês por português. A maioria dos jogadores são pessoas de renda baixa, com baixa escolaridade e idades avançadas, o que indica uma vulnerabilidade social significativa. Os jogos apresentam margens da casa altíssimas — entre 45% e 50% — o que torna o valor esperado negativo, e com o tempo, os apostadores perdem dinheiro de forma sistemática. A neurobiologia do cérebro, com a liberação de dopamina e adrenalina, explica o comportamento vicioso de continuar apostando mesmo após perdas. Há uma forte confusão entre jogo e investimento, pois o jogo é baseado em sorte e probabilidade, enquanto o investimento exige disciplina, diversificação e longo prazo para gerar retornos positivos. O comportamento de "perda sentida mais do que ganho" faz com que os jogadores continuem jogando para recuperar perdas. A ausência de literacia financeira e a influência de redes sociais, especialmente entre jovens, agravam o problema. O podcast destaca que, embora o jogo seja regulado de forma limitada, a sociedade precisa de maior conscientização, com medidas como auto-escolusão, controle de acesso e políticas públicas que promovam a educação financeira. Comparando com países como a Suécia, onde participação em investimentos atingiu 30%, Portugal apresenta baixa taxa de envolvimento nos mercados, indicando um desequilíbrio entre aposta e investimento.
Este podcast tem o propósito informativo e didático e não representa qualquer oferta
ou conselho de investimento.
A casa de investimentos pode ter ou vir a ter posições nos títulos que são referidos.
Sejam bem-vindos, comece aqui mais um episódio do investidor entre o gento podcast da casa de investimentos, hoje voltamos a ter como convidado de argumentos que se juntam novamente a Emilia Vieira, mas desta vez para falar de jogo, os chamados "Jogos de sorte e azar".
O que meninas é doutorado em economia e finanças. E a lidera também o projeto "Finanças para Todos" da nave SPE. Bem-vindo novamente de "Jogos bem-vinda em Emilia". Eu sou o Paulo Freira, já agora é um gosto de namorado.
Obrigado mais uma vez pelo convite para aqui estar. Desta vez para falar de um tema muito específico que não quer de uma cheira abordada, até porque não é abordado muitas vezes.
E há muitos números, não há muitos números, e os que há muitas vezes são alarmantes, mas já lavamos falar.
Nós vamos a dissentar, estamos aqui falar de jogo, os jogos tradicionais, lutaria, raspadinhas, esse tipo de jogo, só para situar as pessoas, de jogos portugueses jogam muito, que número sei que nós vamos começar a fazer o jogo com nós.
Sim, os portugueses jogam muito. Eu procurei estes dados, não é fácil obter-los, deve dizer, até porque não há uma unicentidade que regula, que coordena o jogo em Portugal.
E nós temos duas variantes de jogo, temos por um lado os jogos sociais, que como sabemos estão sobre coordenação, desenvolvimento, comercialização pela Santa Casa.
Damos de ricordia, e depois temos os jogos online, esginh, numa ótica mais competitiva, e temos neste momento já muitas entidades que dominam também um mercado das apostas online.
Isso são as apostas exportivas ou de casino online. E depois também há o chamado jogo territorial, onde já podemos incluir os casinos físicos, as alas de jogo, o bingo, portanto há neste momento toda uma variante de opções para quem, efetivamente, gosta de jogar.
Mas falando de que estão aqui de números, e eu vou reportar aos números de 2024, que são os mais recentes que temos, as vendas dos jogos, Santa Casa, em 2024 foram mais de 3 mil milhões de euros.
Estamos a falar em concreto em 3.043 milhões de euros.
É um número muito grande. Vamos facilitar, vamos dividir isto pelos portugueses todos, ao longo dos 12 meses, portanto se eu pegar neste número e dividir por 10 milhões e meio de portugueses ao longo dos 12 meses, estamos a falar cerca de 25 euros por mês em apostas de jogos sociais.
Nós falamos de euro milhões, das raspadinhas, do tautobola, do tautobolo, alguns deste ano existem, mas aqueles jogos que nós muitas vezes vemos e que sabemos até, ou pelo menos, temos quase um conhecimento empírico do perfil da pessoa que joga.
E não é muito difícil sair aqui do estúdio do observador, e na papelaria em frente, vemos uma fila aporta, muitas vezes de pessoas quase que nós conseguiríamos traçar um perfil, quem é que são estas pessoas, e já lavamos, mas em particular, no caso das raspadinhas, são pessoas.
Muitas vezes mais velhas, pessoas que têm rendimentos mais baixos e pessoas como menor escolaridade.
Portanto, é desse tipo de perfil que tem, sobretudo, quem joga nos jogos sociais.
Já quando falamos, não outra grande variante, nos jogos online, que não é tão visível, porque não vemos uma fila aporta, para quem joga online, estamos a falar de um volume de cerca de 20 milhões de euros.
Ou seja, é oito vezes o Portugal gasta, normalmente, em defesa, só para conseguirmos encodrar.
Então, se, por um lado, as receitas da Santa Casa eram pouco mais de 3 mil milhões de euros, os jogos online são de 20 mil milhões de euros, estamos a falar de uma parte.
É, seis a sete vezes, o valor das apostas sociais.
Ora, se sumarmos ambos e fizermos o mesmo exercício de dividir pelo número de português, e o que inclui crianças e tudo, para o número não ser ainda mais alarmado.
E, pelo menos, 12 meses estamos a falar de 184 euros por mês.
Não é enganho, para quem nos ouve, são 184 euros por mês por português, sendo que muitos não jogam.
Alguém é das jogadas 1.1884 euros. Isso é uma coisa que nós sabemos, que há uma grande também concentração por parte das receitas de tudo o que é desenvolvimento do jogo.
E isto era um resultado conhecido nos casinos, em que uma grande percentagem da receita dos casinos vem de um número muito reduzido dos jogadores.
Mas também é verdade, no caso dos jogos sociais, no caso das apostas online.
E, portanto, há uma grande concentração, portanto, o facto de nós decalhar aqui esta mesa, não jogar-me significa que alguém que não joga 184 euros por mês, joga a dobro, joga a dobro.
Sabendo de nós, que estamos num país onde famílias muitas vezes, pouco têm para cobrir o custo de vida.
Ora, gastar 184 euros por mês parece um número bastante alarmante, ainda para mais quando depois olhamos para o perfil destas pessoas.
Nós sabemos que são este tipo de pessoas que eu já mencionei, ou seja, pessoas neste estrato só são económicos, são pessoas que têm rendimentos baixos, deveriam ter maior a versão à perda, até porque o seu rendimento não despermite sua avisar flutuações.
E, portanto, nós sabendo que o jogo tem esta ideia de agentes económicos racionais que nós sempre pomos nos modelos, sabendo que o jogo tem um valor esperado negativo.
O que significa o valor esperado negativo é o mais certo é a pessoa perder, é o que a pessoa tem por mais ser.
E eu até gostava, depois se calhar mais pra frente, falar também um bocadinho das diferenças entre investir e ajudar, porque há muitas pessoas que pensam que jogar é investir.
Então, eu vou gastar 5 euros porque posso ganhar 10 mil. O que investir é jogar também? Nós não é o posso ganhar em globa aqui um elemento de probabilidade que faz com que nós, em termos pratos, não ganhemos os 10 mil, porque é 10 mil vezes a probabilidade que é muito baixa.
É muito baixa, muitas vezes ger vírgula, zero zero zero zero zero. Qualquer coisa. Posso dizer que, por exemplo, no caso do Eromilhões, a probabilidade de ganhar o primeiro prêmio é zero vírgula zero zero zero zero zero zero set.
O pal, o pal ficou o pensado número zero, porque estava aí claro. E este é precisamente o ponto, então muitas vezes é difícil de nós racionalizarmos estes números, porque são tão baixa e nós dizemos não, quer dizer eu vejo nas notícias pessoas que ganharam o Eromilhões, pois é verdade nós, efetivamente sabemos dessas histórias.
O que nós não queremos racionalizar é o universo de milhões, que gostaram, e que não ganharam nada. Quando as contas feitas de yoga, no fundo, redondando uma em cada 140 milhões de vezes.
É a probabilidade de ganhar o primeiro prêmio do Eromilhões. Quando falamos do Eromilhões, estamos a falar precisamente nessa ordem de grandeza de números, que para nós é muito difícil de racionalizar.
Claro, mas vamos então em número de 184 euros mensais, estamos a falar de 21% do celular em mínimo nacional.
Claro. Se estamos a falar das pessoas como menos de alimento, que normalmente não conseguem poupar, tem dificuldades em cumprir com o custo vida, mas que arranjam o que em espaço para gastar estes valores.
O que é que este 184 euros por mês investidos todos os meses, ou uma taxa de rentabilidade normal de 7-8% podria dar ao fim de 2020 anos.
Mas, no final, não tenho a menor dúvida, porque nós já apresentamos muitas vezes esses cálculos, para alguém que começa a investir, quando os pais começam a investir para os filhos quando eles nascem, bastam 47 euros por mês, ao longo de 65 anos, para descarar os 65 anos com 1,5 euros, com uma rentabilidade de 8%.
Portanto, para quem começa a investir com 22, quando acaba, por exemplo, uma licenciatura sem euros por mês, ou neste caso, se fosse 684, chega a me olhar por fora.
- Chega lá, mas isso daqui a 40 anos. - Já vamos fazer então a distinção entre o investimento e o jogo e esse tipo de apostas.
Vamos olhar, então, para aqueles que são mais populares, talvez a gaspadinha, que é talvez dos mais preocupantes, porque tem que aritar estes próprios.
- Talvez seja dos pontos de vista do ponto de vista do jogo, talvez o mais preocupante, porque se trata de um imposto regressivo.
- E muitas vezes quando eu sei que eu estou aqui a falar iconomés, basicamente o imposto regressivo é quando nós temos as pessoas mais pobres, apagar mais imposto do que as pessoas mais ricas.
- Não se tema fiscal, tributário, que consideramos justo, para países ocidentais, eles os temas devem ser progressivos.
- Ou seja, tributação deve aumentar em percentuais, conforme o rendimento das pessoas, para que depois a gente é uma redistribuição dos mais ricos também para os mais pobres.
- Neste tipo de regime fiscal que assenta a nossa ideia de progresso nas sociedades ocidentais.
- Ora, quando nós falamos do jogo, reparse que nós temos as pessoas sobretudo e, em particular, no caso dos jogos sociais, temos em particular as pessoas mais pobres,
podemos traçar até o perfil delas, mais em concreto, com alguns dados que sabemos, apagar no fundo as receitas da Santa Casa da Misericórdia, que depois vão ser também elas próprias canalizadas para ações, boniméricas, essas sim.
de promoção do transporte, de promoção da solidariedade social, mas no fundo isto é como se tivéssemos a roubar a pobres para voltar a dar a pobres e no meio da uns 11 centímetros que vão prostado
- Fui no meio imposto. - E porém, quando nós falamos das respadinhas, temos meio irritariamente um problema económico, porque temos no fundo uma inversão daquilo que se acredita ser um sistema fiscal de justo.
Por outro lado, podemos ter também um problema de saúde pública que já não é do meu domínio, eu não sou especialista nessas áreas, mas felizmente sei o há pouco tempo um relatório, um relatório feito pela Universidade do Mínio.
- O doutor pedre morgar de psiquiatra está muito envolvido na comunidade. - Sim, e o iconomista Luís Aguacaria, entre outros, portanto houve uma equipe tanto do lado de iconomistas como do lado de saúde pública e da psicologia, que tentaram perceber como é que eram os parametros
que guiavam as pessoas nas suas decisões de investir, ou melhor, de julgar, de estar até eu caindo na armadilha de dizer que julgaram a investir.
Então o que é que neste relatório, eles conseguiram perceber. A través de inquéria de telefónicos há mais de dois miligmentas pessoas, eles perceberam que, basicamente, nas respadinhas, julgavam com pessoas com menos recursos.
Por exemplo, as pessoas numa classe de rendimentos entre os 400 e os 66 euros têm uma probabilidade, três vezes, maior, de julgar do que aqueles que têm rendimentos com mais de miligmentes e horas.
- Como é que se explica? - Como é que se explica, porque são pessoas que, olhando a sua volta, não vêm em forma da sua vida mudada.
E esta é uma forma rápida de imaginar, de pensar, de criar em uma expectativa de que é uma ilusão de uma ilusão, de que é o que possamos dar de presa.
Possamos pessoas que estão no fundo com reformas extremamente baixas, ou com algum tipo de limina. - E as níveis são reformas, né? - Exatamente. E que tudo a sua volta não lhes faz querer que nada muda.
E do momento rápido para o outro, é mais fácil. Acho que é mais fácil, por aí, quando não é verdade, não é?
Eu concorda inteiramente, e esta é uma de uma das razões, pelas quais as pessoas jogam e pessoas com menos rendimentos jogam.
Porque tem, particular, um montante de capital muito baixo, hoje do india, menos comparado, uma respadinha de cada por 50 centímetros.
Ou seja, no fundo, é um acesso democratizado. Mesmo as pessoas com baixas rendimentos podem, podem, efetivamente, tentar a sua sorte.
- Já quando nós falamos nos investimentos. - Não tem uma armadilha.
- É uma armadilha. Já quando nós falamos nos investimentos. - E eu até, isto, na verdade, eu gostava. Não creve dizer nada para as pessoas a viver, a coiseta. Estou a pensar em essas armadilhas de alguma maneira. Isso está de pobreza e dessa tão grande dependência de rendimentos muito mais.
- Sim, exatamente. Mas é essa facilidade de hoje em dia de tentarmos a nossa sorte com um custo tão baixo que leva a muitas pessoas a fazê-lo.
Em particular, aquelas que, efetivamente, não vinham a outra alternativa.
Até porque, portanto, nós oferecendo as pessoas a outra alternativa que é investir e com todo o conhecimento que nós sabemos que é investido no longo prazo.
É possível gerar valor, quanto é possível gerar mesmo, começando com montantes baixos todos os meses.
Está ainda assim, e também exige pensar. E, para essa falta de litracia financeira, as pessoas não sabem como investir.
Ao contrário de comprar uma raspadinha que é muito, muito fácil, não é?
É acessível a qualquer ponto do espectro.
Claro, e a raspadinha tem uma característica própria, porque o resultado é imediato.
E esse e esse e esse e esse e esse outro ponto. Quando nós julgamos, nós temos uma série de neurotransmissores circular no nosso organismo.
E lá está, não são especialistas nesta área, mas a verdade é que nós temos a dopamina e a adrenalina que nos dão as sentimentas de citação, de prazer, de recompensa, o que faz com que muitas vezes nós julgamos e queremos e queremos continuar a julgar.
E é muito fácil encontrar alguém que comprou duas raspadinhas atrás para casa, a raspadinha.
Olha, esta vez não consigo nada, tem que ir lá outra vez para tentar recuperar o dinheiro.
E, porém, isto é, muitas vezes, também os neurotransmissores circular no nosso corpo, que fazem com que nós não tínhamos esta consistência temporal.
Nós até íamos por brincadeira compradores raspadinhas, mas, como não sei nada, agora vamos lá voltar a tentar a nossa sorte.
E esta também é outra das razões, precisamente, que leva as pessoas a apostar, porque no fundo é viciante.
Aliás, a Organização Mundial da Saúde classifica o jogo, como, em alguns casos, substância, uma patologia, podem se criar patologias aditivas sem substância.
Ao contrário de todos os outros, que nós sabemos que são substâncias, para o que faz cientes, etc.
Portanto, o jogo é, efetivamente, considerado, no meio da saúde, nos casos mais extremos, uma patologia que a pessoa desenvolve onde se cria uma situação de dependência sem qualquer tipo de substância.
As substâncias estão cá, elas estão a circular no nosso corpo.
É uma adição.
É uma adição. E aqui já falamos, por exemplo, do problema da ludomania.
Portanto, já quando a situação chega a pontos extremos, que depois afeta a vida pessoal, e. Sendo a vida profissional.
Conte a vida, a vida, a vida, e para fora.
E exatamente.
E há pessoas, que elas próprias pedem passando impedidas de entrar em casinos.
Sim.
Sim, sem esses mecanismos também de fez a la humanidade.
Eu se calhar voltava só às respadinhas, porque neste relatório que eu estava a mencionar ainda, aqui há alguns dados bastante interessantes.
Portanto, já falamos que são as pessoas com menos recursos que jogam mais.
E por inerência, as pessoas como menor qualificação.
Que é esta relação muito grande entre as qualificações e os rendimentos.
Mas também há idade, portanto as pessoas mais velhas, com 66 anos ou mais, que estão na última fase da vida,
estão na sua reforma, estão mais dependentes do que nunca do estado social.
E onde essas sim, muitas vezes, não têm outra oportunidade para gerar rendimentos e vem se calhar no jogo.
Uma forma de complementar esses rendimentos.
Mais uma vez, caindo na tal armadilha de que falávamos.
As pessoas na idade na terceira idade.
Portanto, 65 anos ou mais, têm uma probabilidade, duas vezes superior, de julgar em relação a jovens.
Claro.
O que é engraçado nisto, e já que falamos da delítercia financeira no outro episódio,
é que muitas pessoas dizem que jogam, efetivamente, para ganhar dinheiro.
E por que o jogo, em si, podia ser um entretenimento.
Em vez de ir ao cinema, prefiro ir a papeleria.
Tudo certo com isso e o economista não se deve renoncer.
E colocar o custo logo?
Agora, quando vou a cinema, eu não digo que vou a cinema ganhar dinheiro.
Eu vou a cinema ter prazer, ter entretenimento.
E paga por isso.
E paga por isso.
Quando tratamos de jogo, as pessoas atem, podendo dizer, "Não, eu tenho efetivamente prazer em respar,
em estar na fila da papeleria, nada contra, mas não, as pessoas efetivamente dizem que jogam,
muitas delas que jogam para ganhar dinheiro".
E aqui, é que nós já temos uma inversão e, talvez, até um desconhecimento daquilo que é o jogo.
O jogo deve ser encarado como entretenimento não é por acaso, que é o turismo de Portugal
que regulou o jogo em Portugal e não é nenhuma atividade ou nenhum regulador financeiro.
É certo, certo.
A questão é que há muito mais títios onde as pessoas podem jogar do que cinemas,
para freir ao cinema ainda tem que se deslocar.
E que têm toda a porta de casa, ou em um café, ou em uma padaria, ou em uma papeleria,
ou em um que hoje está por todo lado o jogo estar. Então, de tal forma, de tão presente, nas deslucações, a volta de casa que as pessoas fazem,
que também são bombardeadas.
Está lá em todo lado.
E quase que tem uma pressão de grupo, muitas vezes, ao ver os outros.
E até o próprio. E nós temos o medo de ficar fora.
Até o próprio e o descritivo que venha nestas aspadinhas, a grande oportunidade
para os temas que motivam as pessoas para tomar essa decisão para insistir em jogar,
para ir atrás das perdas que já tiveram e que se. ela está e que se conhecer sem melhor que as probabilidades estão tão. Contra-se.
Contra-se.
Estão tão contras-se.
É possivelmente reduzir um pelo menos sinceramente muito um montante que já estava. Passava muito investido.
Isso era muito melhor.
Já que há pouco falamos, de facto, das probabilidades baixíssimas
do Euromilhões de argumentos.
Este é o segundo jogo mais popular.
Sim.
De acordo com os dados da Santa Casa, este é o segundo jogo mais popular.
É também aquele que tem um prêmio maior e, portanto, que eventualmente faz as pessoas sonhar
mais alto e, portanto, também aí, tentarem a sua sorte.
O que números nós chamemos pouco em relação ao universo do investimento do Euromilhões,
até porque, na por cima, é um jogo super nacional.
É um jogo, claro.
Tem um jogo organizado a nível europeu.
Um número que eu gostava de aqui citar é a chamada Margem da Casa.
Eu vou introduzir aqui outro termo, que é a Margem da Casa.
Muitas vezes nós pensamos na Margem da Casa, e talvez inspirado nos filmes,
que é quanto é o casino, um casino, um organizador de jogo,
efetivamente, consegue ficar com cada par da aposta.
E eu vou aqui só fazer o paralelo com uma roleta.
Pensemos na roleta tradicional que vemos nos filmes,
em que as pessoas podem apostar para o ímparo ao vermelho preto.
O que acontece é que a pessoa vai apostar no preto, ou no vermelho,
e sair vermelho ao preto a pessoa ganha o dobro.
E se não sair o que a pessoa apostou perto, o que acontece?
Acontece que, se nós graças um número praticamente infinito vezes,
ou muitas vezes, nós, na verdade, quase que conseguíamos cheir lá com o quanto é que entramos.
e isto porque é por que. das vezes, ganhamos, metá-las vezes perdemos, quando ganhamos temos o dobro, quando perdemos
perdemos, elas cancelar se íam e portanto nós entravamos com o valor que seímos.
Ora, a roleta tem um "0" e o "0" não é para nem, para não é para o malho nem preto
e o "0" portanto em 36 números mais o "0" o "0" vai sair cerca de 3% das vezes.
E é, quando sai o "0" que o casino em teoria vai encaixar o dinheiro todo com nós investimos.
Quando falamos isso? Por que eu fui buscar esta história grande sobre a roleta? Porque
isto é a margem da casa quando falamos da roleta. Na roleta, nesta aposta simples, de para
o ímpar ouver o malho preto, nós estamos a falar de um casino que fica em média com 3% das
receitas. Porque eu fui buscar este número, porque é uma margem baixíssima e ainda assim
os casinhos são muito lucrativos, claro que não tem só roleta, tem muitos outros jogos,
mas agora o que eu quero comparar é com quanta casa Santa Casa fica, portanto como até que seria a margem da
Santa Casa no caso do Eromilhões. No caso do Eromilhões estamos a falar de uma margem da casa que
varia entre 45 a 50%. E portanto nós já sabemos que é imédia, e perdemos e perdemos sempre
um estado daquilo que é portanto. Se uma pessoa joga 10€, se jogasse 10€ muitas vezes?
Os outros e meio a 5€ são logo para Santa Casa e o resto é para te subirem em premios ainda.
E exatamente, por tanto é disso que estamos a falar. O que significa que para nós enquanto
apostadores individuais, mesmo que todas as manas jogá-semos, a led de grandes números,
e é de matemática que estamos a falar aqui, diria que o meu payout, ou seja, quanto é que eu
efetivamente ao longo do tempo vou receber comparado com aquilo que eu gostei, está a cerca de
metade. Portanto eu, a maioria das vezes não vou ganhar nada, até pode haver, às vezes, em 20€, 50€,
onde até posso ter um cadinho mais short, e vem com um premio mais generoso, mas dividindo
por tudo, por pelo dinheiro que eu fui investindo ao longo dos anos, estamos a falar de um payout
ratio muito baixo. Então, por isso, esse raço de pagamento. Ora, nós dizemos que os casinos são
entidades mais, e nessa espécie, uma vez que eu não concordo com o jogo e portanto não concordo
com nenhum organizador de jogo, mas estamos a falar da roleta, que é retratado nos filmes,
como sendo do sempre o jogo mal da fita, onde há uma margem da casa de 2 a 3%, ora, nos
jogos sociais, nós aceitamos uma margem da casa de 45 a 50%. Por que que nós aceitamos
isto? Isto é exturção, nós já sabemos que vamos entrar, não se ítionos vão ficar com
45 a 50. Mas lá está, não sabem isso. As pessoas não, primeiro não sabem isso, eu acho
que eu não quero saber de alguma maneira. Eu acho que o sonho de ter uma vida completamente
diferente em põe a tudo o resto. A pessoa até nem até está disposta a perder todas as
semanas, cinco a dez euros, ou mais da Corte de Cosas Statísticas, que vimos no início,
sendo que um dia poderia. Podes vir tudo. Podes vir tudo. Mas também temos muitos
estudos que mostram, e eu recordo mal uns anos ler um sobre almanha que fez o estudo
de largas décadas, o que tinha acontecido aos pessoas a quem tinha seguido os grandes
prêmios. E a maior partelas em dois anos ficam pobres, ficam sem dinheiro nenhum.
E depois em situações piores, porque depois também há um elemento emocional de ter ganho
e ter perdido, até porque. Eu não sei se vamos ter tempo de falar de viásos comportamentais,
mas quando falamos de jogo, há um viás comportamental muito importante, que é a versão
à perda. E nós, se ganharmos sem euros, não sentimos igual do que perdermos sem euros.
A perda de sem euros é bastante sentida, bastante forma, bastante mais acentuada do que
um profissional ou ganho de sangue. E é por isso que nós, muitas vezes, estamos a perder
cremos continuar a jogar. E isso também é verdade nos investimentos. Nós cremos continuar
a jogar para recuperar. Por exemplo, quando falamos de investimentos, até há o efeito
de disposição, que normalmente as pessoas o que vêm, as pessoas não venda e os ativos
que estão a perder dinheiro. Venda e os ativos estão a ganhar. Isso porque vendendo
os ativos em que estão a perder dinheiro, a pessoa tem que dizer assim, não, não, eu
aqui é só uma das homens. E a pessoa não tem ninguém que era sem ir a perda. Mas isso
é válido para qualquer pessoa, incluindo nós que estamos aqui sentados esta mesa, porque
isto é um trato comportamental do ser humano, nós, nenhum mundo. Mas conhecendo, agora,
muito mais fácil, contra a real. E exatamente. E portanto, com a literacia financeira e sabendo
nós, estamos conscientes dos nossos dias comportamentais, podemos contra a real, mas no caso do
jogo isto é muito claro. E portanto, falávamos das pessoas que ficam milionárias e que depois
até acabam por perder tudo, ficam em situações muitas vezes pior, porque perder um milhão
de euros é muito mais forte do que o primeiro milhão que ganha, não precisa ganhar um
milhão, mas depois acabam por gastar. E, portanto, essa perda de um milhão de euros é
sentido muito mais violentamente do que o ganho em primeiro lugar. E portanto, efetivamente,
uma pode ser uma armadilha. Portanto, mesmo essa ideia de sonho que as pessoas ililizam
e para qual andam a apostar anos e anos e anos, no caso de se concretizar, e no caso
do euro milhões, estaríamos a falar de uma, em 139 milhões de vezes, ela está outro número
muito difícil de racionalizar. Nós, efetivamente, sonhamos com algo que é praticamente impossível.
Não é matemáticamente impossível, não é impossível, mas é globalidade.
Mas a probabilidade é muito paixa. Diferente são os jogos online, certamente, não é?
Nós estamos a falar de que das plataformas. Sim, nós temos dois tipos de jogos online,
temos o mercado das apostas deportivas e temos o mercado dos casinos online.
Que aí funcionam os jogos de casinos para um ambiente virtual, onde agora já é possível
a qualquer pessoa sentado no seu sofá a ceder. E portanto, no fundo, estornou escalou o negócio
para as civilidades como mais façam. Sabemos que ainda assim, e ao contrário de jogos sociais,
são os mais jovens, portanto, estamos a falar na facetária até os 45 anos, estamos a falar
uma meia de pessoas que efetivamente jogam. E também, portanto, as etapas vezes muitas
vezes a gente nova mesmo, abaixo dos 20 mesmo, logo a seguir aos 20, que de facto tem hábito
de fazer essas apostas deportivas online.
Sim, até porque os jovens também, muitas vezes, exigem alguma sobre confiança, que
é o outro trato comportamental. E portanto, acham sempre que percebem mais da Liga,
e que percebem mais de futebol, e que percebem mais da Liga doce de gelo, do Canadá e do
Estados Unidos, do que os outros. Mas a verdade é que as odds já refletem isso, efetivamente,
podem ver pessoas que tentam bater o jogo, que tentam bater os mercados, por algum tipo
de informação que tenha. Mas a verdade é que hoje em dia, no mundo como conhecemos,
é tão difícil ter algum tipo de informação privilegiada. É muito difícil bater, neste
caso, o mercado dos investimentos, ou no caso das apostas do mundo. Isso já não concorde,
porque na verdade, há investidores que fazem, aliás, hoje foi convidado para falar
sobre o Warren Buffett. Warren Buffett, em 1984, escreveu um artigo exatamente no fundo
atacar atirias os mercados eficientes, que diz que no fundo, a informação está disponível
a todo momento para toda a gente e, portanto, não há ninguém que vai conseguir ter ganhos
acima da média, acima daquele que é um mercado. E, basicamente, ele mostra que há,
é um exemplo, mas outros investidores que ele conhece. E é possível, obviamente, mas
exige, é um comportamento em uma paciência de longo prazo. Exige, lá está, tem que
ver a humildade, tem que ver o conhecimento, tem que ver paciência. Exige um conjunto
de características ao investidor que eu vai distinguir. Exige uma profissionalização,
que era o que eu não me referia aqui. Mas muitas vezes eu estava a ferir uma investidor
até retar. Eu digo, mas muitas vezes nem sequer a profissionalização, enquanto de um
caso, muito rápido, que muitas vezes, em escolas, em universidades, em palestras, que me convidam
gosto de mencionar, por muitas vezes as pessoas pensam que nunca poderão ser milionárias,
ter um milhão de euros. Quando podem, com importâncias pequenas, já falamos hoje
disto. E o caso é de uma senhora que, este caso foi reportado em 2010. Portanto, é muito
mais comportamental, o investimento, o ser bem-sucedido no investimento é muito mais comportamental
do que as pessoas saberem muito sobre o seu diferenço. Em 2010, só reportados dois casos
extremos, um do Sr. Richard Foscono, que foi conhecido como vice-presidenta Maria
Linds, Paz Américas, e considerado um dos grandes, com menos de 40 anos. E ao mesmo
tempo, uma senhora, chamada Grace, que ficou orfa muito cedo, fez um curso secretariado,
foi trabalhar para a Abate Laboratory, em 1928, e em 1936, comprou três ações da Abate
Laboratory à 60 dólares cada uma. Nunca as vendeu, reinvestiu-os dividendos. Cada estoque
split foi mantendo em carteira. E ela foi, o caso dela foi a notícia, porque ficou
toda a gente focada, toda a gente que conhecia, porque ela deixou 8 milhões de dólares
à universidade onde estudou, e a casa que tinha apenas dois quartos viajou, corromundo,
foi deixada para acolher meninas, como bolsas de estudo, para frequentar a universidade.
A partir de um salário, até modesto. Portanto, a questão do investimento e o Thing in Fast
and Slow, Danel, Kennerman, que tem tantos trabalhos e nois, etc, mostram que grande parte
daquilo que nós podemos fazer no investimento, é muito mais comportamental do que ser peídos
em finanças ou outra coisa qualquer. Alguém vai fazer resisto. Não precisa
de ter um kei de 160. Basta ter de 20 venderos outros, 120 venderos outros
quarenta que é associante. Às tantas até um kei acima da média até o prejudica.
Por quê? Nós, como instidores, há dois grandes vieses que são identificados.
Os dois grandes comportamentos são identificados um. Nós temos uma tendência
para perfilizar o curto prazo. E a segunda é o comportamento do Revenho.
Tenemos a fazer o que os outros estão a fazer. E, portanto, o jogo, trazendo isto para
um mercado financeiro, o jogo, no dia a dia, muitas das pessoas que estão a comprar e a vender
ações estão a jogar. Estão a procurar e ir buscar bocadinhas muito pequenos.
Aqui ganha 3% ali, 4% e aproveitar isto em ações, em bitcoin e repara a prata,
a costuma se dizer um ditado, há um ditado que diz que aquilo que sabe faz no início
e o tolo faz, sem haver uma justificação económica para uma coisa acontecer.
As pessoas não veem, as pessoas não têm uma preocupação de ver os fundamentais.
E toda a gente se atribuiu muitos, se atribuiu a capacidade para saber o que estão a fazer no mercado,
quando, na verdade, não são. Por isso, ao invés de olhar para uma ação com uma fatia de uma empresa,
ao invés de, quando investem em bitcoin, quando compra um bitcoin ou quando entra em posições em bitcoin,
perceberem que é um ativo que não se consegue avaliar, que não sabe como é o famoso.
Não tem, não tem um ativo que as flores se já são.
Eu queria falar disso, porque quando falá-semos entre a diferença entre o evento e o jogo.
Aqui no jogo anão, já agora, as apostas esportivas podem dar ideia às pessoas,
porque há um conhecimento do base ali, que é a sua avóra.
Sim, porque é sobre. Tem, mas que se quer até gostar. Equipar, ganhar bem. Exatamente, não sei se é possível com um conhecimento mediano ganhar. Ou seja, influenciar a margem da casa, que é isso, estamos a falar.
Isso é isso também.
Coisa que, por exemplo, nas respadinhas não existe.
Por exemplo, no caso do Blackjack é possível com uma habilidade de contar cartas,
de memória, etc., tentar influenciar a margem da casa, aliás, é isso que tem a definição de jogos de sorte e jogos das árvores.
Estamos a falar de jogos uma destas categorias onde é impossível influenciar qualquer margem da casa.
E outra onda de pessoas que até tenham algum tipo de habilidade.
Por exemplo, no caso do Blackjack será contar cartas, no caso das opostas deportivas,
é tentar antever e conseguir ler essas linhas, como é que a performance das equipas, etc.,
e tentar dar e infrir algum tipo de vantagem para fazer a sua aposta.
É disso que estamos a falar quando falamos de jogos de sorte ou de azar.
A verdade é que já falamos aqui que as apostas deportivas e, em particular,
e também incluindo os casinos online são cerca de 6 a 7 vezes o tamanho do mercado do jogo chanta casa.
Neste momento temos um panorama deportivo em Portugal, que é completamente dominado pelas casas da posta online.
Veja se, por exemplo, os patrocínios das ligas, e não estou a falar só do futebol,
veja seus patrocínios das equipas, é impossível hoje praticamente encontrar uma equipa grande,
cujo grande logo a tipo que tem na canada.
Não sei se é uma das marcas após as casas da posta.
E, portanto, é um mercado que está em expansão, é um mercado muito lucrativo.
Em 2004 vi um, por exemplo, 17 organizadores de jogo online.
E, portanto, também, mais competitivo nesse aspecto, traz muito dinheiro às empresas.
Muito bem, os casinos, no fundo, funcionam um pouco da mesma maneira que os casinos online.
Sim.
Os jogos são a réplica.
Exatamente.
No outro ambiente.
Aqui a única diferença é que os casinos são um negócio que existe,
eu diria, não só há décadas como acéculos.
E, portanto, nós já temos quase um conhecimento sobre o funcionamento dos casinos
e também para explorar um bocadinho comportamento humano, no que respeito aos jogos,
casinos são um laboratório muito, muito interessante.
A verdade é que é muito difícil estudar as pessoas, nós não podemos pedir as pessoas.
Entrada, ia sair do casino.
Eu vou ligar aqui um chipzinho no cérebro, por aquelas máquinas e as concessores,
para perceber as imções e, durante. E o que se passa na cabeça das pessoas quando elas investem?
Sabemos pouco, mas houve há cerca de 10 anos, foi em 2013, uma divulgação de dados
que o Wall Street Journal teve acesso de uma plataforma de casinos online,
em que foi possível a Wall Street Journal retratar, fazer um estudo dos perfis de julgador.
E o que é que eles consideraram?
Portanto, eles descobriram que a probabilidade de ganhar dinheiro no único dia.
Portanto, pegando numa pessoa que jogou neste casinho no único dia, não é assim, então, uma.
Foi de 30%, pessoas que saiam, efetivamente, do casinho, nesse dia, ganhar dinheiro.
O problema é que as pessoas não foram só um dia.
E, portanto, quando nós, pomos as pessoas, as jogadas, não é?
Pomos as pessoas as jogadas, quando as pessoas jogam, dias e dias, semanas, meses seguidos.
O que nós sabemos é que a matemática vai ser uma força. Muito contra reales.
Muito contra reales.
Nós sabemos a lei de grandes números que nos indica que, com as experiências repetidas,
o resultado vai convergir para o valor esperado.
Nós já aqui falámos que o valor esperado, não é?
É negativo.
Portanto, quando as pessoas jogam, vezes, vezes.
É a sorte que tiveram.
Aquela sorte foi simplesmente. Foi sorte, é isso mesmo.
Foi uma chance a ir muito.
Mas que no longo prazo, tem uma força que vai levar a média.
E é por isso que nós, por exemplo, não pagamos para entrar num casino,
ao contrário a todos os títios de entretenimento.
Hoje, não posso entrar num cinema sem pagar.
Eu não posso entrar num theater sem pagar.
Eu posso entrar num casino sem pagar.
Por que que eu posso entrar num casino sem pagar?
Eu vou ir de pagar doutra maneira e vou pagá-la dentro.
E é por isso que os casinos, por exemplo, também querem que eu esteja tanto tempo lá,
quando possível.
E, portanto, os casinos não têm janelas.
Que é para eu não ter. Nosso perso que era no som do tempo, mas não se adivés.
As pessoas super confortáveis, uma decoração aplativa.
Tem vidas, chique minhas.
Isso porque, para eu perder a noção do tempo,
para a matemática funcionar.
Aqui é no fundo a matemática que nos oferece vidas.
Porque os casinos sabem que quanto mais tempo eu lá estiveri,
quanto mais eu julgar.
Mas certa é aquela margem da casa.
Mas certa é o valor que eles vão ganhar comigo.
E é por isso que eles vão oferecer uma vida de vez em quando se eu for o casinho.
Não é de bóra-la seguramente.
Já pouco afloramos aqui este tema, julgar a diferença entre o jogo e o investimento.
Não é a mesma coisa.
Claro, não vamos confundir.
Não é a mesma coisa.
Claro, e eu sou professor, vou fazer aqui um quadrozinho,
onde vou pôr as duas coisas lá da lado.
Então vamos focar aqui, começar pelos investimentos.
Os investimentos, temos falado muito,
e Emilia tem enfatizado muito isso ao longo dos episódios.
O investimento deve ser pensado numa perspectiva de médio longo prazo.
Às vezes até muito longo prazo tivemos a pensar já na nossa reforma.
Ora, o que acontece no jogo?
Nós temos chamadas luterias instantâneas.
Na escurta, não pode haver isso lá.
Que nos dá um resultado nos próximos 10 segundos.
Basta eu respado para essa.
Portanto, estamos aqui completamente a falar de um horizonte temporal
que não podia ser mais diferente.
Depois, no caso do investimento, eu tenha pós-se de algum ativo.
Coisa que não existe pós-se de nenhuma algo,
como uma completa ausência de propriedade quando eu falo no jogo.
Portanto, se a respadinha não tiver dinheiro,
põe um papel no lixo e suma de rota.
Se eu não tenho qualquer ativo na minha pós-se.
Depois, quando eu invisto, eu devo fazê-lo com base
numa perspectiva de gestão de risco.
Qual é a regraxave diversificação?
Isso é a regraxão.
Essa é a base, claro que depois há outras técnicas de gestão de risco,
mas avançadas, então quem é profissional na área,
sabe perfeitamente todas as técnicas de gestão de risco,
todos os instrumentos de gestão de risco.
Mas, quando eu falo de jogo, o que é que eu faço?
Ai, tenho que ir dez euros.
Vou gastar uma respadinha de dez euros.
Ou uma lutaria de dez euros.
Eu não vou comprar-se, calhar 20 respadinhas de 50 centros.
Mas, até a inicio, não vou diversificar.
E, por fim, e esta sim, eu deixei profim,
mas na verdade é a primeira razão.
É que, quando eu invisto e investindo da cor de com esta regra,
portanto, no médio longo prazo e de forma diversificada,
eu tenho um retorno esperado positivo.
Pode ser maior, pode ser menor, dependendo da classe dativa,
onde eu decide investir.
Mas, se seguir estas duas práticas diversificação
e esperar o suficiente em termos temporais,
eu vou ter um retorno positivo.
E, quando eu digo positivo,
idealmente até que bata a inflação
e, porém, não tenho perda de poder real de compra.
Quando eu falo de jogo,
eu já deveria estar a espera de um retorno negativo.
Porque é disso que estamos a falar.
E, portanto, esta, sobretudo, esta última característica,
é a razão principal para distinguir o instrumento de jogo.
É que, não, eu faço com o intuito de ganhar
e sei que posso ir a ganhar,
com bastante probabilidade de seguir estas regraschave.
No jogo, é quase certo que eu vou sair da frente.
Mas as pessoas preferem, as pessoas sabem que partem
e desvantagem, mas jogam na mesma.
Porque pode acontecer de ganhar.
porque talvez haja uma ausência de alternativas, talvez porque há um imaginário com
qual as pessoas sonham e que eventualmente telhes da prazer, se sonhar com essa probabilidade,
talvez seja dos químicos que têm a circular no seu corpo, os neurotransmissores, que dizem,
"Não, não, isto é bom, dá-me prazer, dá-me citação, eu tenho entretenimento enquanto
jogo, e portanto há aqui algumas coisas, exclusivistas, alguns ingredientes que têm
tentado incorporar nos modelos, econômicos, pra tentar explicar a decisão de julgar
e os padrões de jogo, mas até hoje não sabemos, efectivamente, qual é a força dominante.
Agora, uma força, como parece dominante, é as pessoas, efectivamente, não saberem que
muitas vezes partem de uma posição de desvantagem."
Sem dúvida, e mais uma vez aqui, acho que há, também, obviamente, uma questão de litracia
financeira, e eu acho que as pessoas se perceberem, não é para o caso, que as que jogam,
têm mais idade, tão mais vulneráveis, e, sobretudo, têm menos conhecimento, e também
se vê estudos que mostram que as pessoas, por exemplo, com a educação superior, têm
muito mais propensão para investir e para investir a longo prazo, portanto. Tem mais informação, conseguem interpretar melhor a informação e conseguem perceber
que lhes é altamente favorável a investir.
Claro.
Eu diria que estes dois mundos não podiam ser mais diferentes, e é por isso que embora
até eu abacado quem não erro da dizer as pessoas investem em jogo, coisa que não
é.
Forma-se muito a gente, olha, olha que está tão na nossa idioma e na forma de decararmos
o jogo, que até quem sabe acaba por que ir nessa armadilha, mas é verdade, depois
também há aqui pontos de contato entre estes dois mundos, e, por exemplo, um deles é
as criptomuedas, que a Dr. Emilio já falou, que é si ao jogo.
Eu não associa as criptomuedas ao jogo, mas muitas das pessoas que investem em criptomuedas
fazendo com a ideia de jogo, e, por exemplo, não é por acaso, que há muitos jovens,
e quando eu digo jovens até crianças, influenciados pelos fim de fluências, influenças
e youtubers, etc., que hoje em dia vem a gamificação dos criptoativos como um jogo
literalmente, e depois vão para a escola e dizem, "Ah, não, eu ontem comprei esta criptocrância
e isto", aumentou em 3%, e as crianças jogam porque é tão fácil hoje em dia nas plataformas
e jogaram, ou seja, não compram criptoativos com base em nenhum fundamental, mas simplesmente
porque sabem que sobe e que desce e que estão a tentar.
A ideia de uma atração brutal para as pessoas que investem em criptoativos não estão
propriamente a investir, estão em especular, e, ou seja, o que significa que elas não vão
para reforma delas a investir em bitcoin, muito possivelmente é uma espera que no próximo
minuto bitcoin não mente em 2 ou 3%, e elas falam que elas falam.
Fassam, não há tempo, não há tempo.
Como é que falamos em criptoativos, até podemos estar a falar de 100% a duas semanas,
e depois também há essa questão, é que nós já sabemos o comportamento dos índices
dações, porque temos um tutorial de décadas, nós, depois de criptoativos, não temos um
tutorial que nos permita perceber os comportamentos, aliás, os modelos de em português
preciamento de ativos, portanto que nós chamamos da asset pricing, que no fundo tentam
explicar os alimentos dos preços das ações, nós estes modelos ainda não são capazes
de desplicar o movimento dos preços de criptoativos.
Não têm ativos suficientes, os procura por este tipo de produtos, e nós vivimos, por
exemplo, quando foi a questão do escalada do bitcoin, por exemplo, no fundo aqui também,
um comportamento de rebanho, eu faço porque vejo os outros.
É uma atioria de todo o maior, ou seja, nós compramos um ativo com uma ideia de que
alguém desejará mais no futuro e nos vai enterar na obra principal, é chamada atioria
de um todo o maior, vamos encontrar um todo o maior.
E então, no caso da escrita de tomoedas, eu diria que há aqui pontos de contacto, eu posso
fazer-lo na perspectiva de investimento, mas também de jogo, porque estou a falar de uma
coisa aleatória, de uma coisa aleatória, estou a falar de uma coisa, quando eu dizia
que não existe propriamente uma propriedade de algo, é precisamente não haver um ativo
subjacente, temos a falar às vezes de retornos pratos negativos, porque ainda não conhecemos
o historial, ao longo prazo deste tipo de ativo.
Mas ao mesmo tempo há aqui um fator de terminante, e o Diogo diz agora, há muitos estudos
que mostram o que é que as ações fizeram nos últimos 120 ou 130 anos, portanto quem
vivia em 1960 ou 1960 não tinha o privilégio que nós temos hoje, de tanto conhecimento
e que os marcados recuperam sempre, é uma das perguntas que mais me fazem hoje, ou
nesta altura, os marcados estão em mázimos, não acham que agora é me intersecar de investir.
E a minha resposta é, no fundo, se me perguntaram em um preço, não me perguntam tempo, se
me perguntaram tempo, não me perguntam para isso, porque na verdade nós vamos continuar
até mázimos, agora não sei se antes disso, recou ou não, e as pessoas têm a preocupação
de acertar numa queda e esperar que caia, mas depois não conseguem tomar a decisão de
investir, porque ainda pode cair mais, ou seja, as coisas que são capazes de pôr, é
verdade que são montantes mais pequenos, mas são capazes de pôr o dinheiro consistentemente
e ao longo do tempo é muito mais dinheiro, do que as tantas fazem, numa conta de poupança
como seu plano de PPR anual em que se posaram em 100 euros por mês, são mil e 200 euros
por ano, parece pouco dinheiro, mas ao longo do tempo bem rentabilizada é muito dinheiro,
mas aqueles bocadinhos que vão jogando semana a semana, facilmente são 100 euros.
A luz do que nós vimos aqui, e portanto a grande questão é que o ser humano tem um problema
com a paciência, e tem um grande exceso do otimismo, porque se atribui assim muitas
vezes a capacidade de fazer coisas, as páscoas não estão preparadas, nomeadamente para
investir, individualmente, para já que uma história e também acha que vai replicar e que
vai conseguir ter resultados, que serão melhores do que os outros, desta vez até não
vai ter essas asas, e portanto a grande diferença é mesmo essa, e não raramente já fomos
abordados muitas vezes, como pessoas acharam a casa de instimento e a dizer assim, "Ah,
eu também jogo na bolsa, também costumam jogar na bolsa, e nós temos logo a preocupação
alto, nós jogamos na bolsa, nós investimos da mesma forma que alguém se junta, o que
nós nos juntaríamos os três para abrir uma empresa, uma lavandaria, uma padaria, o que
é que fosse, e atribuíamos ações a cada um nesta empresa, e depois estaríamos direito
nos seus lucros, é isto que nós fazemos quando investimos em Google ou micro software, ou
não ter empresa qualquer, portanto nós temos uma fatia, uma empresa, isto não é jogo,
mas é a ideia que também que vem dos nossos pais, avós e aquilo em um trabalho que nunca
foi feito, na verdade olhar para aquilo que, como o Estado se comporta conosco, que na verdade
o Estado devia servir nos, é terrible, porque nós vemos este grande aproveitamento, nomeadamente
a Santa Casa de Mesa de Córdia, que nunca quer falar sobre estes temas, que houve uma
reputagem sobre jogo, nascico notícias, e também se arrecusaram a falar sobre o tema
de jogo, porque são grandes beneficiários, e por outro lado, não trazem a literacia
financeira para as escolas, não trazem a literacia financeira às pessoas, ou seja, até o Estado
é o principal em não pensar a longo prazo.
Sim, já tivemos recentemente até o lançamento de uma linha da respadinha, para que os receitas
ajudaram o patrimônio cultural.
Sim, exatamente.
Nós estamos aqui em uma surpreposição no Google, em uma perfeitamento de ignorância dos
mais desfavorcidos, dos que têm menos informação, aqui em uma perfeitamento brutal.
E há pouco que já falamos, mas temos que reforçar isto, aliás, temos que avançar rapidamente
para o final deste nosso episodio, que são os viatos comportamentais, que no fundo estão
no origem também, digamos, da exposição de tanta gente, e estrenamos.
Sim.
Por exemplo, a versão Aperda e, em consistência integral, que já aqui mencionamos, são dois
dos fatores que fazem, eu diria que não nos fazem julgar, mas fazem que com que julgando
uma primeira vez continuemos a julgar a segunda e a terceira, porque eu sinto as perdas
de forma muito significativa e, portanto, quando eu perco, eu quero recuperar o dinheiro.
E vai atrás disso?
E depois, depois, uma inconsistencia temporal, escalhar todos nós já fomos comigo zocazinis,
esta vez, ler 50 euros no bolso para dê para dê para brincar, para onde, como se fosse
ir ao cimento?
Passa o tempo.
Mas é que a verdade é que nós jogamos os primeiros 50 euros, os 50 euros já.
a parceiro, e nós também não vou se exigir, isso que ela é uma finalidade.
Já temos os neurotransmissores acirculando o nosso sistema circulatório e, portanto,
em consistência temporal, exatamente, portanto em consistência temporal já tomou conta
de nós.
É aquilo que com que nós entravamos com a nossa intenção, com que entravamos no casinho,
já preças de si pô, outra limitação que nós temos a nível cognitiva, e que importa
muito ao jogo, é a nossa incapacidade de afriir bem as probabilidades e de perceber,
efetivamente, o que é uma probabilidade?
Quando eu digo que é a probabilidade de ganhar o EuroMilhões, o primeiro prêmio
do EuroMilhões, numa determinada semana é de 1 para 139 milhões, não sei o que isto
é, eu não sei o que são 139 milhões, eu não tenho nada em casa, eu contava as coisas
de cada, não sei, eu não sei, eu não consigo racionalizar.
Então temos muita dificuldade nesta de interpretar estes números, e nós tendemos sempre
a sobrevaliar as probabilidades, portanto a probabilidade que estamos a falar era otá-los,
era, era, era, era, era, era, era, era, era, era, era, era, era, era, era, era, era
com o meu não sei o que é isto, não é assim tão baixo, eu vejo isto sair às pessoas, e porque não saiu, saia alguém a ir.
É muito difícil, por exemplo, um exemplo que eu gosto de dar é aquela ideia do paradoxo do aniversário,
se eu perguntar alguém, quantas pessoas é preciso juntar numa sala para que a probabilidade
de duas delas fazerem anos no mesmo dia, seja de pelo menos 50%, vocês vão pensar nisto,
e vão me dizer, vocês dizem "não, então tem que juntar-se calhar, 180 pessoas. "
O ano tem 365 dias?
Muitas pessoas respondem 180, ou seja. O 50% de probabilidade?
Exatamente, a verdade é que são duas.
Vocês as 23 pessoas numa sala.
Se juntarmos 23 pessoas numa sala, a probabilidade de duas delas fazerem anos no mesmo dia é de 50%.
Não são 180 pessoas, são 23 pessoas. Isso é importante, só nisto, com um exemplo tão simples de crianças,
nós vemos que é tão difícil nós racionalizarmos o conceito de probabilidade.
E, portanto, quando falamos de jogo, que é de probabilidades, que estamos a falar e a admissão de probabilidades que nós estamos a falar,
nós aqui já vemos que nós há partida, não só pela margem da casa, não só pelos organizadores de jogo,
que já vão ficar como a parte, mas nós estamos a lutar contra nós próprios,
porque nós não conseguimos entender a matemática, ao ponto de fazer a decisão mais informada,
é informada possível, mas há outros tratos concretais, podíamos falar sobre, por exemplo,
a falácia do jogador, aquela criança, que "ah não, as últimas tiragens da releta,
se eu sempre vermelho, de certa execuaça aí e preta agora, não, os acondosimentos são independentes,
são aliatários, não é importante, essa falácia do jogador, que mesmo pessoas informadas sucumbem a elas,
eu também sucumbo, eu se tivera serviço que nas últimas dez rondas,
sair o vermelho, eu vou acalhar a apostar a emprego, que é probabilidade para ir até o efeito da quase vitória,
por exemplo, e aqui está documentado com estudos da neurociência,
que, por exemplo, sair uma quase vitória, por exemplo, numa slot machine,
jackpot, jackpot e o ultime que não saiu, mas comeram quase um jackpot,
incentivam que as pessoas continuam a ir, e a verdade é que, antes de estudos que foram feites,
em que foram postos, aqueles sensorzinhos a volta do cérebro e da cabeça das pessoas,
quando foram postos a jogar jogos de casino, como, por exemplo, as slots,
a verdade é que este efeito quase vitória, o cérebro riagem e ele, como se duma vitória,
se tratasse, e, portanto, isto também faz com que as pessoas continuem a jogar.
Resumindo, quando falamos de jogo, é muito difícil ganhar dinheiro com o jogo,
e quase que regra chave, para quem ainda assim quer jogar, é jogar pouco,
ou seja, não dar a matemática a força que ela tem das experiências repetidas,
é jogar pouco, ter sorte, porque sorte está ainda dentro da jogo,
mas saber sair, e isto saber sair é muito importante para quem ainda assim quer
tentar a sua sorte e ganhar algo dinheiro com o jogo.
Ou ter a noção de que, por alguma coisa muito poquinha,
para não dar capo do seu orçamento, e por isso, ao invés de por jogo,
por jogo, por no seu orçamento, a poupança.
E esvaziar a ideia do jogo.
O que podemos fazer para ajudar as pessoas, de hoje?
Sim, eu acho que o que estamos aqui a fazer,
quase até o serviço público de informar, e de informar que o jogo é imédia,
em valores pra negativo, e vamos perder dinheiro,
eu acho que as pessoas têm simplesmente de se consensializar.
É muito difícil para nós, por exemplo, mudar as mentalidades
e, agora, reverter tudo aquilo que é um modelo de negocio montado
pela Santa Casa da Missouri-Córdia.
Por exemplo, o que que eu daria como boas práticas,
para as pessoas terem a consideração?
Nunca encontrar nos casinos e nos jogos,
uma forma de resolver os seus problemas?
Normalmente.
Porque vai aumentar.
Se quiserem jogar para efeitos de entretenimento,
façam no sempre, no montante, que estão,
e, perfeitamente, capazes de perder.
Por que isso vai ser o mais provável?
E, portanto, algo que não comprometa o seu bem-estar,
a sua situação financeira.
A sua situação financeira.
Saber sair, portanto, porque nós,
quando julgamos e, almente, queremos ganhar,
e, portanto, quando ganhamos, também tem que chegar um ponto a dizer,
não, foi para isto que eu julguei, portanto saber sair de cena.
Para aquelas pessoas que já estão numa situação mais complicada
e, aqui, já falamos de patologias de adição.
Tem que procurar apoio.
Eu acho que há um primeiro passo, que, felizmente,
é possível dar, em particular, em relação ao jogo online.
Já é possível pedir auto-escolusão do jogo.
E é possível fazer a longa relação a uma determinada plataforma
ou, em produtos para as plataformas,
isto é possível fazer, pelo no serviço de regulação em expressão dos jogos,
que pretende ser o autorismo de Portugal,
e, portanto, nós podemos pedir essa suspensão para nós próprios,
seja, ela é uma suspensão temporária ou até definitiva,
e só para vos dar um exemplo, até 2024,
foram mais de 291.000 portugueses que pediram auto-escolusão.
291.000 portugueses que pediram auto-escolusão do jogo online.
Portanto, não há de internet online, que pediram auto-escolusão.
É um número sustentador.
Nós é, portanto, isto é só, em relação ao jogo online,
uma das coisas que deveria ser possível,
era também fazê-lo em relação, por exemplo, aos jogos sociais.
E para quem já tem patologias e têm adição aos jogos sociais,
como, por exemplo, as pedinhas, serem banhidos,
mas isso não sou eu. É difícil o controlo.
Mas isso, ou seja, por exemplo, nós hoje devíamos ter um sistema
que, no fundo, controla-se quem joga,
porque é de uma questão de saúde pública que estamos aqui a falar.
É isso, ou seja, o tê-pê de morrer.
Exatamente, e portanto, nós devíamos ter terminais da sacada,
onde a pessoa diversa que dava, que se divesse que identificar.
O identificar com, já foram cidadãos, por exemplo.
Exatamente.
E onde ficasse registrado?
Se os casinos conseguem fazer,
e que pessoas que estejam banhidas de casinos,
se é possível, efetivamente, deixá-las de fora.
Como é que? Porque nós não conseguimos fazer isto.
Mas é preciso vontade, e aqui neste caso, é preciso vontade política.
E não há como já falar.
Uma ótima receita de impostos.
Não há vontade política.
Um conflito interesse, claro.
E há a sessiala de santacação.
É uma distância que assim seja.
Já agora há um instituto de apoio aos jogadores, o IAS.pt,
que tem uma linha S ou S ajuda, com o número telefone,
que as pessoas podem consultar.
E que também permite, de facto, uma ajuda distância
para os casos de salição ao jogo.
E só vai pedir aqui ao diogo, como é que nós comparamos
o diogo vivo na suécia?
O como é que nós comparamos com a suécia?
Por exemplo, eu não tenho os dados de jogo da suécia.
Eu nunca vi filas a porta de paparinhas.
Agora há uma realidade que eu não vejo que é o jogo online.
E esse eu não tenho os números para responder.
Agora há um número que eu tenho para ele responder.
Enquanto, por exemplo, que é o número dos investimentos.
Enquanto nós, em Portugal, temos taxas de participação.
Nos mercados, não passa aos 5%.
Tem pessoas que, efetivamente, invertei.
Nós, por exemplo, na suécia, estamos a falar de taxas altíssimas.
Podemos estar a falar de 30% ou mais.
Sendo que, depois, há pessoas que acabam por investir,
porque depois do sistema de pensões também é diferente.
E, portanto, acabam por investir em ações.
Através de fundos de pensões, acabam por investir ações.
Bem mais, entendemos percentuais, bem mais.
Suntar a gente a 60%.
Quando combinamos a carteira toda, que está investida em ações.
Ou voluntariamente, ou através, por exemplo, do seu fundo de pensões das empresas,
coisa que nós em Portugal, temos muito pouco.
As pessoas acabam por estar investidas nos mercados.
E, portanto, nós sabemos que é a forma de combater a inflação.
E a forma que as pessoas têm de bombar a sua reforma.
E, portanto, a sua participação também.
Sem perder poder de compro.
Muito bem, vamos ficar aqui neste episódio.
Dos mais longos, temos a dizer, que já gravamos até hoje.
Uma hora de podcast.
Muito também, por causa do contributo que o de argumentos nos vai trazer.
de falar sobre o jogo muita informação e muito conhecimento sobre esta área.
Eu agradecemos também a esta repetição aqui no podcast, não se podcast investido
entre o gente, podcast a casa de investimentos, quanta a imília tem um dia destes em
próximo episódio?
Então obrigada a ambos.
Falo de um muito grato para ter estado nesses 10 episódios.
Muito obrigado.
Obrigado.
[MÚSICA DE FUNDO]
Podcast Summary
Key Points:
Os jogos em Portugal geram receitas consideráveis, com as apostas sociais em 2024 atingindo 3.043 milhões de euros, correspondendo a cerca de 25 euros por mês por português.
O valor total de apostas, incluindo jogos online, atingiu 20 milhões de euros, oito vezes o que o país gasta em defesa, resultando em cerca de 184 euros por mês por português.
As pessoas com menor rendimento, baixa escolaridade e idade avançada são as mais afetadas, especialmente nas apostas sociais como raspadinhas, que atingem um perfil de vulnerabilidade econômica.
O jogo apresenta uma margem da casa extremamente alta, entre 45% e 50%, como no Euromilhões, contra a margem de 3% em jogos como a roleta, destacando a grande desvantagem matemática.
Há um comportamento de dependência e vício, com a neuroquímica do cérebro (dopamina, adrenalina) estimulando a retenção de apostas, mesmo diante de perdas repetidas.
O jogo é frequentemente confundido com investimento, mas ao contrário, apresenta valor esperado negativo, enquanto investimentos, com diversificação e longo prazo, geram retornos positivos.
Estudos mostram que o comportamento de perda é mais sentido do que o ganho, levando as pessoas a continuar apostando para "recuperar" perdas, um fenômeno conhecido como "efeito de perda".
A falta de literacia financeira e a influência de mecanismos comportamentais explicam a persistência do jogo, especialmente entre grupos vulneráveis e jovens.
Summary:
O podcast analisa o impacto econômico e comportamental dos jogos em Portugal, destacando que os jogos sociais e online geram receitas massivas, com cerca de 184 euros por mês por português. A maioria dos jogadores são pessoas de renda baixa, com baixa escolaridade e idades avançadas, o que indica uma vulnerabilidade social significativa. Os jogos apresentam margens da casa altíssimas — entre 45% e 50% — o que torna o valor esperado negativo, e com o tempo, os apostadores perdem dinheiro de forma sistemática.
A neurobiologia do cérebro, com a liberação de dopamina e adrenalina, explica o comportamento vicioso de continuar apostando mesmo após perdas. Há uma forte confusão entre jogo e investimento, pois o jogo é baseado em sorte e probabilidade, enquanto o investimento exige disciplina, diversificação e longo prazo para gerar retornos positivos. O comportamento de "perda sentida mais do que ganho" faz com que os jogadores continuem jogando para recuperar perdas.
A ausência de literacia financeira e a influência de redes sociais, especialmente entre jovens, agravam o problema. O podcast destaca que, embora o jogo seja regulado de forma limitada, a sociedade precisa de maior conscientização, com medidas como auto-escolusão, controle de acesso e políticas públicas que promovam a educação financeira. Comparando com países como a Suécia, onde participação em investimentos atingiu 30%, Portugal apresenta baixa taxa de envolvimento nos mercados, indicando um desequilíbrio entre aposta e investimento.
FAQs
A margem da casa é a taxa que os organizadores de jogos mantêm como lucro, independentemente do resultado. Por exemplo, no EuroMillions, essa margem varia entre 45% e 50%, o que significa que, em média, a casa fica com 45 a 50% do valor apostado.
Os portugueses gastam cerca de 184 euros por mês em jogos, o que representa 21% do valor do mínimo nacional. Esse valor é significativo, especialmente para famílias com baixos rendimentos que têm dificuldade em cobrir o custo de vida.
Os principais jogos são os sociais (como raspadinhas e EuroMillions), regulados pela Santa Casa da Misericórdia, e os jogos online, que não estão sob uma única autoridade. Há dois tipos de jogos online: apostas desportivas e cassinos virtuais, com forte presença no mercado.
As pessoas com menor rendimento, escolaridade e idade avançada (65 anos ou mais) são as mais afetadas. Elas frequentemente jogam por falta de alternativas e por um acesso democratizado ao jogo, com baixo custo inicial.
O jogo não é um investimento. Ele tem um valor esperado negativo, ou seja, é matematicamente previsível que a pessoa perca dinheiro, enquanto o investimento busca retornos positivos ao longo do tempo.
As pessoas continuam por causa do comportamento de perda, do desejo de recuperar o dinheiro perdido e da dopamina que o jogo libera. Esses fatores criam uma dependência emocional e comportamental que dificulta a parada.
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