A apresentadora do podcast "Esturadora Radical" inicia explicando seu retorno antecipado às redes sociais, motivado por eventos políticos como a intervenção dos EUA na Venezuela, e menciona conteúdos exclusivos já lançados para apoiadores. Ela declara sua aversão ao feminismo liberal, criticando-o por buscar igualdade dentro do sistema capitalista e patriarcal existente, em vez de lutar por uma transformação estrutural. Argumenta que esse feminismo historicamente priorizou mulheres brancas e de classe média, ignorando a exploração de mulheres pobres, negras e periféricas. Além disso, condena a transformação do feminismo liberal em uma marca comercial, que promove empoderamento individual, consumo e autoestima como soluções, mascarando as verdadeiras causas da opressão, como a divisão sexual do trabalho e a exploração capitalista. Por fim, defende uma perspectiva feminista radical e coletiva, que questiona as estruturas de poder e busca a libertação, não apenas a inclusão em um sistema opressor.
[música] Oi, humanidade, e aí? Começamos, começamos em 2016. Aqui no Pôde de Queste. Mas pra você que me acompanha no Instagram, pra você que me acompanha no TikTok, pra você que faz parte das minhas comunidades no Telegram, ali no grupinho do Instagram. Sabe que o ano começou, faz muito tempo, né? No dia 3 de janeiro, a gente teve os Estados Unidos atacando a Venezuela, invadindo a Venezuela e sequestrando o maduro a gente teve isso aí, né? Então eu antecipei a minhas voltas às redes sociais, né? Eu tenho uma reglinha de que eu trabalho três semanas consecutivas em suradora radical e pausa uma. Isso é muito importante pra minha sanidade mental. Isso é muito importante pra eu renovar o meu gás, pra eu realinhar tudo o que eu produzir, pra eu estudar melhor, pra eu avaliar e os comentários e ver o que eu tenho que melhorar, né? O que foi falado, né? E também fica off, né? Focado extremamente na videofline, fora do longe do meu celular, fora da internet, né? Então eu tive que antecipar a minha volta que estava programada pra 5 de janeiro. E com outros assuntos, né? Com isso, a gente já liberou ali uma aula pra apoiadora e pra assinante sobre a história dos Estados Unidos através do olhar contra colonial. Pegamos pensadores que analisam ali a história dos Estados Unidos, né? De como ele se tornou os Estados Unidos? E já enviai essa aula pra as minhas apoiadorias e assinantes. Então, bem, falei sobre a identidade latino-americana através de um artigo autoral junto com um livre em PDF. Tudo isso já aconteceu nesse começo de ano, gente. Então eu posso dizer que 2006 não tá pra brincadeira. Felizmente, a gente tem muita coisa a ser dita, muita coisa a ser falada, muita coisa ser organizada. E eu conto com vocês pra que esse projeto se continue andando, conto com vocês pra que os nossos aprendizados continuem bem afiados, que a nossa linguagem continue afiada. Vocês estão ouvindo a podcast da Esturadora radical, um podcast que conta histórias e humaniza mulheres. Eu vou começar já esse episódio falando que eu odeio o feminismo liberal. Eu até compreendo o feminismo liberal dentro da dinâmica de sexualidade. Ou seja, eu sou mais compreensiva quando mulheres começam a entender a sexualidade pelo viés liberal. Mas eu não vou, de forma alguma, adossar o discurso ou sebrando quando aquela mulher me permite falar sobre. Lembrando que eu comecei os meus estudos com 14 e 15 anos, estão acostumadas com a minha história. Eu sou uma mulher considerada dentro das rodas que eu participo a mulher jovem. E eu não conheci esse lado de ter casado, de ter filho. Eu já fui educada antes mesmo, deu entender que eu estava sendo educada, pra ter minha própria independência, pra estudar, estudar e estudar. Vocês já sabem a história da minha família, vocês sabem do porquê? Eles insistiram investir o tanto no meu estudo. Isso me afastou de muitas coisas, inclusive do feminismo liberal. Quando eu falo de feminismo liberal, eu estou falando de ele historicamente mesmo. A gente, na Esturadora radical, a gente fala disso assim, milhões de vezes nos cursos, os primeiros cursos da Esturadora radical, o que situar cada mulher que estava ali no que é esse feminismo liberal, o que é a história dele, o que é essa tradição política tão específicas, que não diz respeito a mulheres individuais. O feminismo liberal nasce colado ao liberalismo clássico. Então, o que que é o liberalismo clássico? Ele é uma ideologia que coloca ali o indivíduo no centro de tudo, onde o indivíduo é proprietário, onde o indivíduo é competitivo, onde o indivíduo precisa se empoderá-se de se ver como importante, e esse feminismo surge perguntando. Por que as mulheres não podem ter os mesmos direitos que os homens? Então, ela parte desse questionamento. A gente vai ver em númeras mulheres, inclusive da mesma época, porque esse tipo de postura sempre foi questionado. Tudo tipo nossa mulher é sério que você está querendo ter os mesmos direitos que os homens estão. O seu ideal de liberdade é se comparar a um homem burgueses, porque esses direitos do indivíduo é que vai ali colocar de fato a burguesia organizada. Então, muitas mulheres da classe trabalhadora, principalmente na Europa, Estados Unidos, e mais tarde, nas américas central, América do Sul, lugares do continente africano. Vai questionar também, às, enfim, do tipo, "peraí, elas estão querendo se basear no homem burguesia". Então, se o homem burguesia, essa estrutura nos explora, elas vão acabar colaborando com essa exploração, entende? Tem até uma frase da Linda Ballos, que eu gosto muito, muito, muito mesmo, que é uma pensadora feminista, lesbicana, norte-americana, que ela fala exatamente assim. Querer se comparar com o homem, o querer ter a liberdade desse homem é algo muito mediocre. E o questiono você, mulher, você está querendo ter a mesma liberdade que o homem é muito mediocre. Porque a gente tem que questionar, que tipo de homem é esse. E é exatamente esse homem branco, burguesa, proprietário, europeu, que é o mesmo sujeito político do capitalismo. Então, se eu sou uma mulher que só entendo o ideal de liberdade, tem da mesma materialidade que esses homens, esses acessos, as estruturas de poder. Para falar sobre tudo, eu estou com baseiro nesse tipo de homem. Então, a gente pode perceber isso na trajetória do feminismo liberal, que é direito ao voto, direito à prioridade, direito ao trabalho, direito à educação. Tudo isso é importante para um sistema que vivemos. Sim, mas tem que se questionar cara, mas qual sistema? Lembrando aquela frase que eu sempre falo ninguém se empoderam nos sistemas desse. Porque o horizonte nunca foi a libertação coletiva das mulheres. Sim, a inclusão das mulheres no mundo que já explora. Então, eu não estou ali provocando, que me inserindo para romper essa estrutura. Eu estou me incluindo nessa estrutura. Então, se você acha que é interessante, para uma mulher poderar no capitalismo, você tem que questionar. Esse mundo merece continuar existindo assim. E por isso que eu odeio feminismo liberal. Porque ele prega igualdade, ele não prega, derrobada desses mundos. Ele não prega ali uma olhar mais profundo sobre o que é a exploração, sobre qual é esse modelo de liberdade. O que tudo isso diz em respeito ali para esse sistema vigente, se eu quero, de fato, me parecer com esse homem, e não é falta de sabedoria das mulheres, é falta de largar aos seus privilégios. Elas não largaram seus privilégios, por isso que esse feminismo liberal, ele abarca muito mais mulheres da classe média, mulheres brancas, mulheres que se inspiram nos seus maridos, nos seus emmaridos, nos seus pais, que querem a mesma liberdade de que eles. O feminismo liberal, ele fala muito de igualdade, mas não explica essa igualdade. Ela quer igualdade para trabalhar dos horas, para trabalhar num escala seis por um. Ela quer, de fato, essa competição entre si, porque homens competem entre si, por conta do capitalismo. A gente já falou sobre isso, né? Elas querem isso, elas querem ganhar esse salário, querem adoecer, quer performar o sucesso. Então, quando o feminismo está dizendo que quer igualdade, não quer estar dizendo na prática, queríamos as mesmas oportunidades de explorar e ser exploradas. Já falei isso várias vezes. É isso que vocês estão dizendo. Isso não é libertação. Isso é promoção dentro da hierarquia. E mais, essa igualdade nunca foi pensada para todos. Mulheres pobres, mulheres negras indígenas periféricas do campo, do sul global, nunca estiveram dentro dessa pauta. Ah, estão, sim, não estão. Porque desde quando existiu o sufragismo no século XVIII, as mulheres da classe trabalhadora foram canceladas dentro do movimento sufragista. E se você, de fato, larga mão do tipo, "Ah, eu mereço, aí é a minha experiência, vai estudar a história das mulheres, você vai saber que isso é verdade." E eu estou brava. O meu podcast é sobre isso, sobre mostrar nossa bravesa. Aqui não tem edossura. Aqui não tem, né? Aí você doce, não. Por quê? Quando essas mulheres começam a questionar, quando mulheres pobres, negras indígenas periféricas choram, elas são chamadas de invejosas. Elas estão com falta de algo. Elas estão atrasadas, elas têm menos que eu. Ah, esse problema, a gente resolve depois. A gente é um problema. E sabe por que eu falo isso? Porque eu já fui colocada nesse lugar. Eu, com toda a bagagem de conhecimento que eu tenho, e que eu poderia contar aqui para vocês todas as minhas experiências tristes periféricas, de racismo, de elitismo que eu sofri. Às vezes eu conto para vocês para duer, também, vocês, é que dói. Dos meus ouvintes, as minhas ouvintes, as pessoas que me acompanham, sei que isso é que têm solidariedade. Mas tem outras mulheres que copiam o trabalho de outras mulheres, e eu já fui vítima disso. E quando a gente reclama a ponta algum tipo de postura, liberar o no comportamento delas, elas vão falar o quê? Em veja. É um problema que a gente pode resolver depois. Olha lá, tá com falta de algo. Né, tá me espondo. Teve uma feminista aí, né? Que eu lembro que ela fez uns stories há muitos anos. Atrás que ela falou que eu tinha inveja da quantidade de seguidores que ela teria na época. Eu não sei se ela não está constantando no Instagram, mas eu pergunto para vocês. Se eu quiser, de fato, ter milhões de seguidores, era simples. Era só eu contar a história triste, ficar me sexualizando na internet, tempo inteiro, e ficar com um discurcinho individual, um discurcinho de curte, discurcinho de que eu venci na vida. Porque faço uma mulher periférica? Então, eu posso usar o liberalismo, a meu favor, nesse sentido. Então, esse assunto é um assunto que mexe bastante. Porque eu já passei por muita coisa, mas bom, a gente entende hoje é muito melhor, e por isso que, na esturadora radical, não mulher revolta, revolução 2. E tem por quê que eu escolhi ter essa parte 2? Nenhum curso da esturadora radical tem parte 2, tá? Mas eu escolhi repetir o mesmo título da continuidade de alguns assuntos ali. Porque a primeira, segundo terceira aula do mulher revolta, revolução 1, fala de liberalismo, fala desses discoflitos que existiam. E a primeira aula, agora, que a gente teve no dia 10 do 1, mulher revolta, revolução 2. O primeiro curso da esturadora radical de 2006, eu trago o título da primeira aula, não sou louca, sou consciente, reposicionamento político. E eu falo sobre reposicionamento político, sobre o meu reposicionamento político dele dessa estrutura. Porque quando eu comecei a estururar radical, eu era uma pessoa, quando eu dei aquele curso, estava passando por momentos muito sensíveis a minha vida e vocês sabem, se você acompanha o podcast. Hoje sou uma outra pessoa, eu tenho uma crítica muito mais afiada, o feminismo liberal, eu tenho uma crítica muito mais afiada, eu fui feminismo radical, eu fui feminismo accessista, a mim mesma. Por isso que eu falei, cara, como que vai ser o primeiro episódio do podcast? Como que vai ser isso? Eu falei, "Cara, eu vou começar falando que eu odeio o feminismo liberal". Pronto. Eu pensei falar sobre identidades latas americanas, sobre o que é ser mulher em 2026, como que vai ser as eleições, o que é ser preparado para isso, mas a gente vai ter tempo para falar sobre isso. Deixa eu começar com esse episódio. Dentro do feminismo liberal, a gente percebe que algumas partes deles tornam produtos, não tudo. Porque não neoliberalismo, feminismo liberal, ele passa por uma mutação, digamos, perigosa. Ele vira uma marca. Assim como muitos ismos aí. Se tornam marca. Aí tem até o turô, o que ganhou um livro, ao livro era ir lá do Estados Unidos e mandou um livro. Não sei como eles me acharam, gente. Então, o empoderamento dentro do capitalismo é algo muito interessante. Você dizia que está se empoderando dentro do capitalismo, porque você nunca tia a estrutura. Você não há ameaça, você está sendo boba, só. Desculpa, mas você está sendo boba. Ou nem desculpa, não precisa me desculpa, não. Fica com incómodo, sinto incómodo. O que é empoderamento? Ele vira eslogan, estética. Ele vira uma camiseta, a Girl Power, a gente já falou disso, ele vira uma palestra. E essa palestra é sobre a minha experiência. Eu, no jogo, os meus direitos, o quanto que eu mudeio, o quanto que eu conquistei. Viram postes extremamente motivacionais. E se postes motivacionais venham ali carregados de cópias de outras mulheres. Viram espécies de continho que tanta gente critica nos homens, mas se a gente percebe que essa crítica aos homens de continho muitas mulheres também que usam da mesma ferramenta. A luta política, não foi o mesmo liberal, é substituída por autoestima, por exemplo, mindset, performance, sucesso individual. Tudo isso, gente, não muda a estrutura. Você só está adaptando, você mesma, melhora ela. Então, você sente felicidade no capitalismo, quando você, por exemplo, compra coisas que estão relacionadas com a ideia de uma boa autoestima. Só que ao mesmo tempo, vai vir a insatisfação porque o capitalismo funciona. Por isso que você precisa de palestra e colte, imposto de motivacional. Porque é temporário. Porque a culpa é sua, lembra que você é um indivíduo, então, se você for acassar a culpa é sua. Então, se você não está organizado, se sente a culpa é sua, se você não fosse a culpa é sua, se você não empreendeu a culpa é sua. Se você não se empoder, o suficiente é uma culpa é sua. Se você não está naquela comunidade da sua amiga que custa 5 mil reais, é uma culpa é sua. E não estou falando de valores, colocando valores, questionando valores a trabalho de uma mulher. Eu estou falando sobre conteúdo sobre a estrutura que está por trás desse valor. Será que a valor mesmo é preço? O feminismo liberal, ele vira uma forma muito elegante de dizer, "Esse deu errada, a forma individual não é estrutural". É minha experiência. Se você é uma mulher conservadora e você se transou com a sua. A vida inteira só com uma pessoa, ninguém vai questionar o patriarcado. Pode ter a questão na área de forma superficial. Mas se resolva logo, transicou mais 10, amor. Trasicou com mulheres, homens. Trasicou 2, 3, 4. Vai lá viver, se tem dinheiro pra isso porque está trabalhando. Isso é o oposto de qualquer tradição feminista radical. Gipe, o amor de Deus, tão como que a gente tem que falar sobre isso, né? Amor da minha vida, minhas ouvintes, só que está incomodada, lembrando não sou feminimídia. Tá, pessoal, que tem incomodada. Muito pelo contrário, se você mexer pra conversar e falar de tudo o que você disse por conta disso, disso disso, eu falo, bom, vamos conversar. Mas tudo isso que eu falei agora é o oposto da tradição feminista. Essa é uma tradição feminista radical, materialista, socialista, uma anarquista popular. Porque você fala, "Cara, então não vou empoderar, não tem que ter meu dinheiro, não é sobre isso, não, amor". Até a forma que você usa o dinheiro está errada. A gente vai pensar. Eu tenho um curso de extraordinário radical que é o complexo da sabotagem. A gente tem uma olemeia, mais ou menos, que fala sobre dinheiro. Fala que fala sobre dinheiro. É muito interessante, muito interessante, muito interessante. Porque a gente vai falar da relação que a gente tem como dinheiro. A gente ganha dinheiro. E a gente que é presente de outras pessoas pra mostrar que a gente tem dinheiro. A gente que é mudar nossa aparência pra mostrar que a gente está bem, tudo conectado. Por que? Porque esse discurso é uma magia de. É uma magia de ele. A gente tem o discurso da escolha, por exemplo, é uma armadilha, não é? O feminismo liberal, ele ama essa palavra. Escolha. Mas, meu amor, escolha sem contar essa material. Não é liberdade, é retórica vazia, sabia? Você escolhe, entre trabalhar para essa fome. Você escolhe, entre aceitar o emprego pra descarizado nenhum. Você escolhe, performar feminidade de sofrer violência. Não é escolha. E quando essas mulheres não performam a feminidade, por exemplo, ela sofre em violência. Ela escolheu isso? A lesbica, que ela não tem a feminidade patriarcal, que ela performa uma outra feminidade dela de uma mulher lesbica que recusa. Tudo isso, da feminidade. É escolher o sofrer violência. A gente tem aqui uma temporada só sobre a feminidade com quatro episódios. Procurei no seu extremer. Então, quando tudo vira uma escolha individual, a estrutura soma e da conversa. Entende? E eu escolhi. Você escolheu. A minha amiga escolheu. A minha mãe escolheu. A minha filha vai escolher. Não é todo mundo vai escolher no que vai ser. A eu escolhi e transacumem os homens. A eu escolhi e transacumem com a mulher. Eu escolhi se amante. Eu escolhi, né? Ah, sabe. Quando você coloca isso na conta da escolha e da escolha individual, a estrutura soma e da conversa. A classe é som. A etnia é som. Colonialismo é som. A divisão é ser que só o trabalho é som. E o capitalismo faz isso aqui. Te agradece. Te agradece. Porque o feminismo liberal, ele precisa pagar muita coisa pra sobreviver. Ele precisa pagar o trabalho do mestre que eu te cuidado. Por exemplo, nenhuma mulher vai abrir uma live e falar assim, amores, olha só. Eu estou aqui nessa comunidade incrível. E hoje eu arrumei a minha casa, né? Eu fascinei. Bibi bibi. Bom, não. Duvidos. Essas comunidades de motivacionais da vida fala isso. Geralmente pra ela ganhar dinheiro e muitos de ingressos 100% dedicados nas comunidades, ela tem alguém fazer um trabalho doméstico dela, fazendo trabalho de cuidado. Por isso que muitas delas são causadas com homens. Pega pesada, né, quando fala disso. Tipo que a gente incomoda. Tem incomoda. Ela contrata, alguém paga pouquíssimo pra esse alguém. E ela, né, ainda sim. Vai falar que ela é a pessoa mais cansada do mundo. Ela também, o capitalismo, ele apaga esse corpo que aduece. Ele apaga essa baterenidade como exploração porque a baterenidade de voce é algo, né? É rentável. Ele apaga o evidentesment das mulheres porque não existe mais velhice, né? O que existe é mulher que não se cuida. Bora lá fazer exercício. Claro que é importante. Vai saber, ele torna ingresso um produto. Ele apaga a pobreza feminina, como se todas as mulheres que são pobres, é porque ela não conhece a palavra do feminismo. Ela não duou de si o suficiente. Não sabe sobre o mundo suficiente. Não sabe que é dinheiro aí. Meu Deus, eu sei a que ingênua. Ela paga também as mulheres que não são vendáveis, né? É as mulheres que não performam sucesso. As mulheres que não querem virar o exemplo de que venceu na vida e me divorciei e conheci um mundo depois das 40, né? E olha só, apaga as mulheres que não cabem na estética, uma mulher gordo, uma mulher retinto, uma mulher indígena que não. Não sabe falar a língua, essa língua colonial. Essas mulheres, ela soma ainda narrativa, né? Porque lembra alguém cómodo e muito cómodo. Porque o problema não é a falta de empoderamento. É o excesso de exploração. Nem uma mulher sofa para que ela está desempoderada. As mulheres sofrem porque elas estão sendo exploradas, né? Porque ela tem que gastar o único diairinho que ela tem. Ali, que ela poderia estar investindo num curso para ela poder ser mais inteligente, ter mais conhecimento, etc. Ela tem que comprar uma roupa mais bonita. Ela tem que fazer um procedimento estético, para ser aceitável que está na moda. É para ela sentir pertencente. E vai fazer falta. Eu não estou falando. A mulher seguiu a solar mínimo, gente. Claro mínimo. 1614 reais, eu acho, né? Que está em 2016. 1614 reais é um trabalho do mínimo. A maioria das mulheres que trabalham com fachina, trabalha doméstico, trabalhos de cuidado, né? Recebem essa faixa de salário. E o feminismo liberal vem de inscrição de um curso por mil reais. Com quais mulheres você está falando. São mulheres que exploram outras mulheres, não é? Ah, mas não, eu não faço. Será que não faz? Será estar pagando direitinho a sua. Como vocês gostam de dizer, a minha empregada, né? Ela tem horários de descanso. Ela tem um intervalo que ela pode sentar por uma hora e descansar. É tudo negociado no contrato. Ela tem lugar para comer a marmita dela. Ela tem que levar a marmita dela. Como que funciona isso? Queria saber. É uma outra coisa, já que a gente fala o que está falando aqui também, é de liberalizmos. O imperialismo é uma coisa interessante. É um ponto que quase ninguém quer tocar também. É mesmo liberal, a gente deveria um ferramente perial. Porque quando passa a ser usado, né, para medir quem é civilizado e quem é atrasada, as mulheres do seu global aparecem como oprimidas demais, passivas, silenciadas, precisando ser salvas. Salvas por quem? A gente tem que secionar pelo sidente, pelo mercado, pela democracia liberal, pelas zongues, pelas bombas humanitárias. Esse discurso já foi utilizado pra gente. Justificar tanta coisa, tanta coisa. E não só do termínio liberal, tá? Mas de discursos de governos que se aproveitam disso. Muitas mulheres quando chegam no governo lá em cima, elas usam esse tipo de democracia liberal, de ajuda humanitárias, mulheres, pra justificar a invasão, a sanção, a intervenção, a ocupação militar. Vai ouvir o discurso da Margaret Tátia, hoje de la Merkel, da nova ministra da Alemanha, a nova ministra da Terra. Já foram, né? Porque ele traia a provar histórica do feminismo. Ele troca a libertação, que é uma coisa tão linda a ser discutida, tão ótima de ser vivida, por inclusão. Ele subsitui, na ele troca, a ele é crítica por gestão, política por performance, coletivo por indivíduo. Eu odeio porque eles nas mulheres acie a adaptar quando que precisamos, mesmo a gente a transformar. E principalmente eu odeio o feminismo liberal, porque ele ensina mulheres a sonhar pequena, você quer se parecer como homem, entende? O problema não é o feminismo. O problema é quando existe tudo isso aí, sendo bagunçado, e vocês se tornam através do feminismo liberal funcionários do capital, porque acaba aceitando o mundo como está essa luz está apetada, acaba aceitando a exploração, porque de pai é isso mesmo que tem que fazer. Deja de questionar de pai, eu não vou muito profundo na teoria, nós estudos, porque um vai perceber que meu discurso individual está meio meio equivocada, que, hein, esporte-cherse, gente, esse episódio principalmente, acho que ele como um todo, não é sobre a empoderar a mulheres, é para como sobreviver melhor no sistema, é entender porque esse sistema precisa ser enfrentado. Se isso te incomoda ótimo, a história nunca avançou pelo conforto, nunca. Então é isso, não me dói se te incomoda, esse episódio não me dói, isso trabalha da estrutura radical, mas outras mulheres se te incomoda. E outra coisa que eu quero falar, o sexo, né, mas não sexo em si. Mas de como o feminismo liberal, ele capturou também a sexualidade, transforma em uma vitrínio política e muito, muito atrativa do neoliberalismo. E eu vou desenvolver isso um pouco melhor aqui para vocês nesse episódio, tá? A sexualidade, ela é muito interessante, né, como se fosse um fetiste da libertação. A através da sexualidade, você que está se libertando, aí fica muito mais difícil de questionar o sistema, afinal, o corpo é seu, não é? E o feminismo liberal, ele adora falar em sexo, ele adora falar em sexo, adora, adora, adora, adora. Mas não é de qualquer sexo, tá? Porque ele está falando. Não é. Ele fala de um sexo muito mais performático, um sexo exibível, vendável e principalmente o produtivo, né, que é o discurso do produtivo, é muito interessante, que é tipo assim, "Ah, é transar muito, porque isso é liberdade." Conhecer muitas pessoas, porque isso é incrível. Fazer sexo, casual, porque isso é empoderamento. E se você não está usando algo tão errado em você, tem coisa a mesma, parece ser frígida, olha tudo que você tem, porque você não está ficando com outras pessoas. Se você está sendo fizigada por isso, vai chegar no momento em que você vai entender que o sexo é sempre potência, não é conflito. Sim, que aceita tudo. A sexualidade dentro do feminismo liberal, dentro do neoliberalismo, se torna, uma obrigação política. Você não é só livre, não basta você dizer que você é livre. Abriu uma live, um verde, uma comunidade de assinantes. E falar gente, eu sou livre, tá bom, você tem que mostrar. Você tem que provar. Você tem que falar das suas experiências, óleo, transic, 10 mil mulheres, eu beijei homem, mulher, eu vou nessas pessoas aqui, olha isso que eu tenho. Fala pra mim, isso não é assim. Você tem que exibir muito desejos, tem que falar que você é gostosa pra caralho, olha pra mim, gente. Você tem que estar performando o tempo inteiro de disponibilidade. O corpo feminino no feminismo liberal, esse corpo dessa mulher, ele deixa de ser reprimido e ele vira campos de demonstração ideológica. Porque o sexo ele vira uma performance neoliberal. Onde até um desejo precisa render. Eu fiz mais um liberal, comprou essa lógica sem nem questionar. Porque o sexo é como produtividade. O prazer é como se fosse um capital simbólico. A gente precisa ter isso, não precisa. Aí dizer que vocês nunca vi desses conteúdos, gente. Que vocês também não sentem essa cobrança. Se vocês sentem essa cobrança, a gente está falando de filha neoliberal, a gente sabe que o feminismo não é bem vindo, para aí. Então, por que essa cobrança? Entendeu que isso dizer? Isso tem que que a sociedade odeia mesmo o feminismo. Eu odeio o feminismo que tica a estrutura. Quando eu digo que o feminismo liberal ele ensina sexo como produtividade, prazer como capital simbólico e liberdade, como performance e constante, eu estou falando de uma mudança profunda, na forma que a gente está vendo nosso corpo e também em nossos desejos. Como esses desejos são governados atualmente? No capitalismo clássico, por exemplo, o corpo feminino era controlado pela repressão. No capitalismo clássico. No neoliberalismo, ele passa a ser controlado pela exigência de funcionamento. Então, por exemplo, sexo como produtividade. No neoliberalismo, tudo precisa, digamos, produzir um valor. O tempo tem que reproduzir um valor, para o reproduzir, não. Descubo a produzir. O afeto tem que produzir um valor. Para a imagem, produzir um valor, o corpo, a experiência. Então, o feminismo liberal, ele incorpora isso e transforma sexo em uma espécie de indicador de sucesso, mas muito subjetivo. Então, você não é uma mulher livre, não basta ser só uma mulher livre. Você precisa funcionar sexualmente bem. Não isso aparece em frases, como a mulher empoderada sabe o que é na cama, meu corpo, minhas regras, sexo, eu sou saúde, eu gosto da autoconhecimento, o que mais. Se você não está transando algo, está te bloqueando, aí, mil coisas começam a surgir. O sexo, ele deixa de ser um espaço de ambivalência e vira uma meta de desempenho. Você não transa porque você está desejando, de fato. Você transa porque você quer ele sentir o sinal de liberdade, você quer sentir o sinal e mostrar também, o sinal de maturidade, o sinal de evolução pessoal, o sinal de que você trabalhou suas questões, o corpo vira uma máquina de validação política. E quando eu falo prazer como capital simbólico, o feminismo liberal, o prazer deixa de ser algo íntimo e passa a ser capital simbólico. Por isso que muitas mulheres se expõem o tempo inteiro na internet, amor, você está no mundo em que os homens ou deias mulheres se têm certeza que você vai apostar uma foto de sua de extremamente de bikini, e não é só apostar sua foto de bikini poste, mas assim a forma que seu corpo está sendo mostrado, o quanto a risca pode deixar essa foto pública e que outras pessoas podem enfrentar e usar a a, eu não acho que tem problema de você passar a foto de bikini, não acho, mas qual é o ângulo que está posicionado, o que você quer dizer com aquela foto, você não precisa explicar pra ninguém, não precisa explicar pra mim, pra as pessoas que seguem, mas pra você mesmo, o que você quer dizer com essa imagem, porque é um capital simbólico, e no feminismo liberal, quem demonstra isso, esse tipo de prazer é a cumula, esse valor social, a mulher que fala abertamente de sexo, que relata muitas experiências, que performa segurança, diz que gosta fácil, diz que dámente fácil, diz conhece muita gente, diz que ama sexo, casual, ela é vista como resolvida, ela é vista como uma mulher avançada, uma mulher desconstruído, uma mulher interessante, desejável, porque aquela mulher passou, ficou passada, aquela mulher quesita, aquela mulher que cansa, aquela mulher que se confunde, que não sente prazer, sempre, que não quer falar distempo todo, ela vira reprimida, ela vira uma resolvida, ela vira trazada, ela vira problemática, alguém que precisa esse trabalhar, então o prazer, ele deixa de ser uma experiência, ele vira uma mulher assimbólica, isso é muito importante pra gente entender essa liberdade como uma performance inconsistente, né, porque no feminismo liberal, essa liberdade, ela não é mais uma condição material política, ela é uma liberdade, né, que tem ali a imagem sustentando, então você precisa parecer livre, precisa parecer secoseclamente ativa, desempedida, assim conflitos em relação a esse assunto, que tá confortável com tudo, falar sobre tudo, só que isso queria um regime de vigilância, a mulher que vigia assim mesmo tem inteiro, será que eu tô livre e suficiente, será que as mulheres vão me ver como poderá deficiente, será que através disso eu consigo captar as mulheres, sendo que o desejo real, ele é muito contraditório, ele é muito oscilante, ele atravessa medos, porque nós somos mulheres, se você é mulher, você não tem medo, você tá vivendo alguma coisa errada, entende gente, eu dei o feminismo liberal por tudo isso, porque ele vai imendendo em tantas coisas, né, por exemplo, a prestuição do discurso liberal da escolha, né, de que tudo vira escolha, então assim a gente apaga as estruturas, tu quando tudo vira liberdade gente, nada tá sendo questionado, né, porque ele transforma a qualquer crítica no moralismo, no conservadorismo, na repressão, na inveja, mas criticar não é que voltar atrás, tá, é perguntar quem ganha com esse discurso, por exemplo, a gente questiona elas, né, nossa, não é bem aciar e conservadora, a imaginação de céu que moralista, a imaginação de céu, tá com inveja, né, mas não é sobre isso, né, voltando, é conservar o que as mulheres eram, é falando, quem tá vendo com esse discurso, quem tá perdendo, quem pode desejar assim, é que de fato quem pode, se desimpedida disso, né, quem pago preso também, porque é no fim das contas, gente, o mercado tá lucrando, os homens continuam acessando corpos livremente, e as mulheres continuam carregando o custo emocional, físico e simbólico, só que agora é chamado de discurso, então a resposta é sua, meu amor, a resposta é sua, e com esse primeiro episódio, a gente encerra aqui, espero ver vocês durante o ano, esse episódio foi estrada e masterizada pela Natália, continua comigo nesse ano, tá bom, não esqueça de se tornar apoiadora, apoiando o meu trabalho, você consegue, né, ter acesso a aulas exclusiva para apoiadoras esses nerds, acesso às postilas, acesso às aulas de forma vitalícia, pela até o fim da sua vida, há descontos nos cursos, descontos na palestra, é isso, gente, é isso, espero que vocês tenham gostado do episódio, que também não tenham gostado, né, que eles façam vocês refletindo o final das contas, né, refletindo uma outra forma, tá bom? Um beijo em vocês, tchau, tchau, e até logo!
Podcast Summary
Key Points:
A apresentadora retorna às redes sociais antecipadamente devido a eventos políticos, como a intervenção dos EUA na Venezuela, e já disponibilizou conteúdos exclusivos para apoiadores.
Ela expressa uma forte crítica ao feminismo liberal, argumentando que ele busca igualdade dentro do sistema capitalista e patriarcal, não a libertação coletiva, e historicamente exclui mulheres pobres, negras e periféricas.
O feminismo liberal é acusado de se tornar uma marca comercial, focando em empoderamento individual, autoestima e consumo, enquanto mascara estruturas de exploração e transfere a culpa para as mulheres.
A apresentadora defende uma tradição feminista radical, materialista e anticapitalista, que questiona as estruturas de poder e prioriza a luta coletiva contra a exploração.
Summary:
A apresentadora do podcast "Esturadora Radical" inicia explicando seu retorno antecipado às redes sociais, motivado por eventos políticos como a intervenção dos EUA na Venezuela, e menciona conteúdos exclusivos já lançados para apoiadores. Ela declara sua aversão ao feminismo liberal, criticando-o por buscar igualdade dentro do sistema capitalista e patriarcal existente, em vez de lutar por uma transformação estrutural. Argumenta que esse feminismo historicamente priorizou mulheres brancas e de classe média, ignorando a exploração de mulheres pobres, negras e periféricas.
Além disso, condena a transformação do feminismo liberal em uma marca comercial, que promove empoderamento individual, consumo e autoestima como soluções, mascarando as verdadeiras causas da opressão, como a divisão sexual do trabalho e a exploração capitalista. Por fim, defende uma perspectiva feminista radical e coletiva, que questiona as estruturas de poder e busca a libertação, não apenas a inclusão em um sistema opressor.
FAQs
O feminismo liberal nasce colado ao liberalismo clássico, uma ideologia que coloca o indivíduo no centro, focando em direitos como voto, trabalho e educação. Ele questiona por que as mulheres não podem ter os mesmos direitos que os homens, mas é criticado por não desafiar estruturas de exploração.
Ela critica o feminismo liberal por pregar igualdade sem questionar o sistema capitalista e patriarcal, promovendo inclusão em estruturas opressoras em vez de libertação coletiva. Além disso, ele historicamente exclui mulheres pobres, negras e periféricas.
No capitalismo, o empoderamento vira eslogan, estética ou produto, como camisetas e palestras motivacionais, sem ameaçar a estrutura. Isso transforma a luta política em busca de autoestima e sucesso individual, mantendo a exploração.
O discurso da 'escolha' é visto como retórica vazia, pois ignora condições materiais como classe e etnia. Escolher entre opções limitadas, como trabalhar com fome ou sofrer violência, não é liberdade, mas sim uma armadilha que apaga desigualdades estruturais.
Ele prioriza mulheres brancas e de classe média, ignorando as realidades de mulheres pobres, negras, indígenas e periféricas. Historicamente, movimentos como o sufragismo cancelaram mulheres trabalhadoras, e críticas delas são frequentemente desqualificadas como 'inveja'.
A alternativa é o feminismo radical, materialista ou socialista, que busca derrubar sistemas opressores como o capitalismo e o patriarcado. Foca na libertação coletiva, questionando privilégios e estruturas de exploração, não apenas na inclusão individual.
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