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#534 Pema Chodron - Relaxe na Incerteza

31m 42s

#534 Pema Chodron - Relaxe na Incerteza

A palestra aborda o ensinamento budista da impermanência como base para a libertação. O palestrante usa a metáfora de um barco frágil partindo para o oceano, representando a jornada espiritual em meio a incertezas. A má notícia é que estamos caindo sem paraquedas, simbolizando a ansiedade e insegurança diante do fluxo incontrolável da vida; a boa notícia é que não há chão, ou seja, não há queda definitiva, permitindo-nos relaxar. O sofrimento surge da resistência à mudança, não da mudança em si, e da busca constante por certezas em empregos, parceiros ou identidades fixas. O ego, como um casulo de pensamentos, tenta criar segurança através de rótulos e julgamentos, mas isso nos prende ao Samsara. A prática meditativa, com a rotulação de pensamentos como "pensando", ajuda a desenvolver compaixão e desapego, permitindo que as coisas se dissolvam naturalmente. Viver sem pontos de referência significa parar de lutar contra a natureza mutável da vida, experimentando os fenômenos sem um eu controlador. A atenção plena e a prática de "conterse" (não reagir por hábito) criam espaço para uma vida autêntica. O palestrante conclui que a iluminação nada mais é do que conhecer completamente o mundo e a nós mesmos como somos, tornando-nos plenamente humanos. Tudo o que precisamos já está presente no momento atual; devemos apenas relaxar e redescobrir nossa bondade fundamental.

Transcription

2390 Words, 14788 Characters

Portuguese
[MÚSICA] Tudo muda. Não há nada que se prender. Esse é um ensinamento mais importante do Buda. Viver em última análise É uma forma de encarar as nossas próprias incertesas. Assim, comentarem um barco frágil que está partindo para o oceano. O início da jornada espiritual é comentar nesse pequeno barquinho e sair pelo mar em busca de terras desconhecidas. Não sabemos o que pode acontecer nessa jornada. Com a prática sincera, vem a inspiração. Mas, ser do tarde, encontraremos também o medo. No meio do oceano, com a margem fora de vista, o barco começa a se desintegrar. Encontramos com absolutamente nada que nos agarrar. De uma perspectiva convencional, isso é assustador e perigoso. Mas ao mesmo tempo, não ter nada que se agarrar é liberta-dô. Realmente, a vida não nos permite ter certezas. Não sabemos nada sobre o que vem pela frente ou de como as coisas aconteceram. Porém, se tivermos fé que no fim, não podemos nos afogar e isso irá nos fazer relaxar. Não precisamos nos desesperar. Mesmo neste mundo fluido e dinâmico. Por trás do medo e da vulnerabilidade de não ter onde se apoiar, existe, na verdade, o vasto firmamento da nossa bondade básica. Ao desistirmos de procurar alternativas, descobrimos que já estamos nos centros de uma mandala sagrada, perfeita e completa. Na verdade, tudo o que precisamos fazer é relaxar. Quando relaxamos e aceitamos a vida assim como ela é, percebemos que já somos completos, exatamente da maneira como somos. Em outras palavras, joguendo trumpe nos de outra metáfora, ele disse, "A manotice é que você está caindo no ar, sem nada que se agarrar e sem paraquedas. A boa notice é que não tem chão. A manotice, de estar caindo sem paraquedas, representa o estado de ansiedade vital, inquietação e insegurança, que todos nós compartilhamos ao percebemos que a vida está eternamente em um fluxo incontrolável. Naturalmente, percebemos que nada está tico e fixo. Tudo é passageiro e impermanente. Essa é a primeira característica da existência. Tudo está em processo. O nosso desespero comem certeza não é causado pela impermanência em si, mas sim pela resistência que temos a ela. Quando resistimos a mudança, chama-se sofrimento. Diante das incertesas desse mundo, buscamos segurança em empregos, parceiros ou em identidades fixas. O nosso desconforto surge justamente desse esforço de passarmos a vida toda tentando colocar um chão sólido sobre os nossos peças, tentando realizar o sonho de estar constantemente bem. A boa notícia de que não existe chão indica que você nunca irá acolhide. Isso significa que você pode parar de lutar para se segurar em algo e pode simplesmente relaxar neste mundo incerto e impermanente. Na verdade, a raiz da felicidade e da liberdade estão justamente neste estado de ausência de base. Se nos permitimos reposar neste ponto, neste estado, no qual não há nada aqui se agarrar, descobriremos uma disposição naturalmente gentil e não agressiva. Todos temos um direito inato a esse estado mental que é livre e aberto, onde sempre podemos relaxar, mesmo diante ao paradoxo e ambiguidade. Esse é o caminho do meio. Ele está sempre aberto para todos, mas não é fácil seguido, pois isso vai contra um antigo padrão neurótico que todos nós compartilhamos. Como seres humanos, compartilhamos a tendência de sempre buscar certezas, naquilo no qual nos sentimos inseguros. A fonte do nosso desconforto é o desejo insaciável de certeza e segurança, de algo sólido aqui nos agarrar. Inconcentemente, sempre esperamos que, se conseguíssemos aquele trabalho certo, o parceiro certo, qualquer coisa certa, as nossas vidas finalmente iriam fluir com sua vida. E quando surge algo inesperado, ou nos acontece algo do qual não gostamos, pensamos que tudo deu errado. De acordo com os ensinamentos budistas, estar imesso nesses quatro pares de opostos, prazer e dor, perdem ganho, prestígio e desoma, louvor e culpa, é o que nos mantém presos a todo esse sofrimento do Sansara. Somos movidos pelo prazer e dor o tempo todo. A atração é simples, queremos prazer, não queremos dor. Nosso apego aganho e perda, também nos mantém na corrida em busca pelo sucesso. Queremos ter dentes mais brancos, um gramado sem ervas daninhas, uma vida sem antagonismo, um mundo sem confusão. Queremos viver felizes para sempre. Esse padrão nos mantém insatisfeitos e nos causa muito sofrimento. Ficar agarrados a coisas que estão em mudança constante é o que nos mantém no Sansara. É muito difícil que o que nos mantém presos é que nos mantém presos, porque continuamente resistimos a realidade. A través do ego, criamos pontos de referências que limitam a realidade. Usamos conceitos como certo e errado, eu e outro. E assim, tentamos nos sentir seguros em meio a esse mundo. Se esses rótulos funcionam como uma venda que nos impede de perceber um mundo sagrado. Como ele realmente é. O ego é como um casulo feito de pensamentos que consideramos sólidos para evitar o desconforto da incerteza. Quando julgamos que alguém está certo ou errado, estamos apenas buscando um apoio para a nossa própria segurança. Além da realidade pura, projetamos sobre o mundo um trilhão de possibilidades para tentarmos solucionar as nossas incertezas. Não apenas buscamos soluções, como achamos que as merecemos. Entretanto, não apenas não merecemos uma solução, mas sofremos justamente por estarmos nos esforçando para alcançá-la. Em minha própria vida, em um momento de grande insegurança pessoal, meu professor Tjoggy Antrungo amideu um conselho que se tornaria a base da minha prática. Se me disse, estamos sempre em transição. Se você conseguir apenas relaxar com isso, você não terá problemas. Neste ponto, deveríamos nos questionar. E se, em vez de ficarmos abatidos com as incertezas da vida, apenas aceitá-semos e relaxá-semos em meio a isso. A alternativa a essa frustração de antes das incertezas é treinar para manter a abertura e a vulnerabilidade do nosso coração. A travessa dessa prática, acabamos acostumando o nosso sistema nervoso a relaxar com a verdade impermanente e incontrolável das coisas. Podemos lentamente aumentar essa nossa capacidade de expandir, de relaxar ao invés de contrair, e de soltar ao invés de agarrar. A meditação nos fornece um método direto para estarmos exatamente aí. Durante a prática, somos instruídos a permitir que os pensamentos venham e se dissolvam. Como se estivéssemos tocando em uma bolha com uma pena. Quando a mente devaga, nós simplesmente atrasemos de volta, repetidamente. Recuícemos simplesmente que estávamos pensando, sem definir o pensamento como algo bom ou ruim, sem todo o drama habitual que acompanha o certo e o errado. Ao perceber que estávamos pensando, devemos apenas definir esse comportamento em nossas mentees como "pensando". Recuícemos o movimento e apenas dizemos com a honestidade e gentiliza, pensando. Então, trazemos a mente de volta à atenção plena. Devemos usar esse método de rotulação como uma oportunidade, pois através dele, desenvolvemos com paixão por nós mesmos. Fazemos amizade com os nossos demônios e assuzem segurança. E isso nos conduzam um estado de relaxamento simples e sutil. Não estamos lutando para afastar a dor, ou para nos tornarmos uma pessoa melhor. Na verdade, estamos desistindo completamente de ter controle e assim deixamos que os conceitos e as ideias desmoronem. Permitir que as coisas simplesmente se dissolvam é chamado de "desapego". Não é fácil permanecer neste estado. Se ela força do hábito, ainda experimentaremos determinados sentimentos, como a solidão, o tédio e a ansiedade. Naturalmente desejamos encobrir essas dores por meio da identificação. Mas antes disso, somos encorajados a não nos agarrarmos a nada do que possa surgir em nossas mentes. A mente, sem pontos de referência, não se define, não se fixa, não se agarra. Nós não se mantermos assim, sem pontos de referência, nós nos separamos de nossas personas fixas, nossos nomes e títulos. E começamos a experimentar os fenômenos simplesmente se desenrolando, sem a presença de um eu que está tentando controlar a experiência. Apenas reconhecemos a impermanência e nirente a existência, e permitimos que todas as coisas venham e se dissolvam. Mesmo em momentos de aperto, sempre podemos praticar esse desafio sobre os nossos próprios pensamentos. E através desse treinamento, deixamos de ser jogados de um lado para o outro. E apenas relaxamos na inexistência de um terreno sólido. Relaxamos no solo da incerteza, e finalmente encontramos nossa paz. A meditação não é feita para atingirmos um estado especial, mas sim para pararmos de lutar. A prática consiste em nos abrirmos para o que quer que suja, sem selecionar ou escolher. Essa é a oportunidade para morrermos para tudo o que pensamos, e de relaxarmos diante a isso, em vez de entrar em pânico. Para não em certeza, não é uma atitude passiva, mas sim um compromisso corajoso com a realidade. A através dessa disciplina, aprendemos a parar de lutar. E assim, descobrimos uma disposição nova e imparcial. Neste momento, tudo o que precisamos fazer é relaxar diante das incertezas. Para os poucos, desenvolveremos uma pausa que é muito útil nesse processo. Essa pausa crie um contraste momentâneo entre a total alta absorção da produção mental, e o distanciamento de estar desperto e presente. Após a prática, também devemos aplicar essa mesma pausa em nossas vidas. Por exemplo, quando atrasos irritantes se impõem, como uma filenorme que não anda, em vez de ficarmos ali parados, fervilhando, podemos abandonar a conversa interna e nos abrir ao momento presente. Assim, as portas da percepção ficam desobestruídas. E toda nossa experiência se transforma em algo muito vívido e asombroso. Normalmente, sempre temos hábitos e respostas arregadas de ante a tudo que nos acontece no mundo. Queremos que todas as coisas funcionem bem, de um jeito ou de outro. Sentimos que precisamos escolher. E quando não conseguimos virar nem para a esquerda, nem para a direita, achamos que vamos morrer. Isso acontece pois estamos acostumados a esse comportamento. Passamos anos e anos decidindo entre virar para um lado ou para o outro. Descolhendo se vamos dizer sim ou não, se aquilo está certo ou errado. Entretanto, essa parte. postura nunca nos deu uma grande ajuda. De fato, lutar para o segurança nunca nos trouxe nada mais que poucas alegrias momentâneas. Normalmente estamos apenas girando, procurando prazer, conforto, a livro e o máximo de satisfação possível. Mas quando conseguimos algo assim, descobrimos que tudo isso é muito temporário. Todos nós nos tornamos viciados na esperança de um futuro mais agradável. Uma esperança de que, no fim, a dúvida e o mistério se dissipem. Essa dependência tem um doloroso e feito sobre a sociedade. Pois uma sociedade baseada em muitas pessoas viciadas em conseguir um apoio para si mesmos, não é um lugar compassivo. Portanto, em primeiro lugar, devemos desistir da esperança. De que existe um lugar melhor para estarmos. E que devemos nos esforçar para nos tornarmos pessoas melhores. Se pensarmos assim, nunca relaxaremos neste ponto onde estamos agora. Nem relaxaremos como aquilo que já somos neste momento. Esse é um ponto importante, pois representa o início do caminho. Agora, se quisermos ter uma nova perspectiva sobre a vida, devemos experimentar viver neste mundo 100 pontos de referência. Ou seja, sem a perspectiva comum de um ego controlador. Mas o que isso significa? Em suma, viver 100 pontos de referência, significa parar de lutar contra a natureza mutável da vida. Em vez disso, nós nos acomodamos neste mundo de incertezas. E assim, aproveitamos plenamente o passeio que fazemos por essa realidade. Viver sem ego significa experimentar os fenômenos simplesmente se desenrolando. Sem a presença de uma pessoa reagindo ou tentando controlar a experiência. Ao comer, devemos apenas contemplar o que significa comer, sem aquele que come. Ao meditar, devemos experimentar para praticar sem um meditador. Quando isso acontece, sentimos o sabor do que significa viver sem um ego. O ego pode ser definido como aquilo que encobre a nossa bondade fundamental. Viver sem ego significa que, neste caminho, devemos nos colocar a beira do desconhecido. Permanecendo inteiramente neste momento presente. Sem pontos de referência. Mesmo que ainda possamos sentir o impulso de uma insegurança, esse estado desapegado é o que nos levará a libertação de nossas mentes. Relacionar-se honestamente com a qualidade imediata de nossa experiência, com respeito suficiente para não julgá-la, é uma jornada para toda a vida. Quando compreendemos que esse caminho, em si mesmo, já é o objetivo final, surgem-nos uma sensação de viabilidade. Quando somos capazes de estar bem aqui, neste momento presente, sem dizer, eu concordo com isso ou eu não concordo com isso, mas apenas ficando aqui. Muito diretamente. Encontramos a riqueza fundamental por toda parte. Tudo aquilo que precisamos já está exatamente aqui, neste momento presente. A hora é agora. Eu mesmo descobri como os meus professores haviam dito, que sempre temos tudo aquilo que precisamos. A sabedoria, a força, a confiança, o coração puro e a mente despeita. Todos esses já estão aqui, acessíveis o tempo todo. Estamos apenas revelando-os, redescobrindo-os. Não estamos inventando ou importando algo novo de outro lugar. Tudo já está aqui. A presença básica do momento presente permanece sempre aqui. O ponto principal é que todos nós precisamos nos lembrar de relaxar. Qualquer que seja a situação devemos apenas relaxar. E ao permanecermos assim, devemos nos empurajar a transformar todas as coisas que surgem em nossas vidas, como o nosso próprio caminho. O próximo passo consiste em não seguirmos a nossa produção mental, mas sim de sustentarmos a nossa atenção plena, contendo a nós mesmos a não agirmos a partir de pontos de referência. A atenção plena é a base. Conte-se é o caminho. Conte-se significa que não reagimos por hábito ou por impulso. Isso quer dizer que deixamos de lado toda a disposição para distrações. Conte-se é uma prática de não preencher imediatamente o espaço. Apenas porque surgiu uma lacuna. Simplesmente paramos em vez de preencher imediatamente o espaço. E isso nos levará uma experiência transformadora. Ao abandonarmos gradualmente a nossa própria produção conceitual, poderemos ver, ouvir e sentir o mundo e os outros assim como eles realmente são. Isso criará o espaço necessário para uma vida verdadeiramente autêntica. A maravilhosa ironia dessa jornada espiritual é descobrir que ela nos levará a sermos aquilo que nós já somos. O estado mais elevado da iluminação, nada mais é do que conhecermos completamente o mundo e a nós mesmos, assim como somos. Ou seja, o resultado final desse caminho é apenas nos tornarem-os completamente humanos. Isso é tudo. [Música] [MUSIK] [MUSIK] [MUSIK]

Podcast Summary

Key Points:

  1. A impermanência é o ensinamento central do Buda
  2. A resistência à mudança causa sofrimento; aceitar a incerteza leva à liberdade e ao relaxamento.
  3. A metáfora de "cair sem paraquedas" ilustra a ansiedade vital, mas a "boa notícia" é que não há chão, ou seja, não há queda definitiva.
  4. O ego cria pontos de referência e rótulos (certo/errado, eu/outro) para buscar segurança, mas isso limita a percepção da realidade.
  5. A meditação com rotulação de pensamentos ("pensando") ajuda a desenvolver compaixão e desapego, permitindo relaxar na incerteza.
  6. Viver sem pontos de referência significa parar de lutar contra a natureza mutável da vida e experimentar os fenômenos sem um eu controlador.
  7. A prática de "conterse" (não reagir por hábito) e a pausa criam espaço para uma vida autêntica.
  8. O objetivo final da jornada espiritual é tornar-se completamente humano, revelando o que já somos: completos e com tudo que precisamos no momento presente.

Summary:

A palestra aborda o ensinamento budista da impermanência como base para a libertação. O palestrante usa a metáfora de um barco frágil partindo para o oceano, representando a jornada espiritual em meio a incertezas. A má notícia é que estamos caindo sem paraquedas, simbolizando a ansiedade e insegurança diante do fluxo incontrolável da vida; a boa notícia é que não há chão, ou seja, não há queda definitiva, permitindo-nos relaxar.

O sofrimento surge da resistência à mudança, não da mudança em si, e da busca constante por certezas em empregos, parceiros ou identidades fixas. O ego, como um casulo de pensamentos, tenta criar segurança através de rótulos e julgamentos, mas isso nos prende ao Samsara. A prática meditativa, com a rotulação de pensamentos como "pensando", ajuda a desenvolver compaixão e desapego, permitindo que as coisas se dissolvam naturalmente.

Viver sem pontos de referência significa parar de lutar contra a natureza mutável da vida, experimentando os fenômenos sem um eu controlador. A atenção plena e a prática de "conterse" (não reagir por hábito) criam espaço para uma vida autêntica. O palestrante conclui que a iluminação nada mais é do que conhecer completamente o mundo e a nós mesmos como somos, tornando-nos plenamente humanos.

Tudo o que precisamos já está presente no momento atual; devemos apenas relaxar e redescobrir nossa bondade fundamental.

FAQs

O ensinamento mais importante é que tudo muda e não há nada a que se agarrar, o que nos leva a aceitar a impermanência da vida.

Representa o início da jornada espiritual, onde enfrentamos incertezas e medos, mas também encontramos liberdade ao não termos nada sólido a que nos agarrar.

A má notícia é que estamos caindo sem paraquedas, simbolizando ansiedade e insegurança. A boa notícia é que não há chão, ou seja, nunca vamos nos chocar, permitindo-nos relaxar na incerteza.

O sofrimento surge da resistência à impermanência, pois buscamos segurança em coisas fixas como empregos e identidades, mas tudo é passageiro e incontrolável.

Permitir que os pensamentos venham e se dissolvam, rotulando-os mentalmente como 'pensando' sem julgamento, e trazendo a mente de volta à atenção plena.

Significa parar de lutar contra a natureza mutável da vida, experimentando os fenômenos sem a presença de um ego controlador, e relaxando na incerteza.

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