5 anos Brumadinho: bombeiro recorda cenário de guerra encontrado poucos minutos após rompimento de barragem
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**Key Points**
1. O Tenente Felipe Rocha e sua equipe chegaram ao local do rompimento da barragem da Vale em Brumadinho em cerca de 50 minutos, após receberem a chamada por rádio.
2. O cenário de destruição foi devastador, com uma sensação de espanto e desespero, pois não havia preparo para um evento de tamanha magnitude, apesar do treinamento intenso.
3. A operação de resgate foi guiada pela intuição do sargento Santana, que conhecia a região, permitindo uma abordagem eficaz e o acesso a áreas onde as vítimas estavam mais próximas do local do rompimento.
**Resumo**
O relato do Tenente Felipe Rocha detalha sua experiência no primeiro resgate após o rompimento da barragem da Vale em Brumadinho, em 25 de janeiro de 2019. A equipe chegou ao local em cerca de 50 minutos, enfrentando um cenário de destruição total, com lama espalhada e estruturas destruídas. Apesar do treinamento avançado, a magnitude do desastre superou todos os cenários previstos, gerando uma sensação profunda de espanto e angústia. A ação foi guiada pela localização estratégica fornecida pelo sargento Santana, que conhecia a região e ajudou a identificar áreas com sobreviventes. A operação incluiu a resgate de cinco pessoas, incluindo o operador da Paca Regadeira, Leandro, que foi resgatado com fratura na perna. Uma das vítimas mais significativas foi o funcionário Antônio, que sobreviveu por ter ficado preso em uma estrutura seca, na parte superior da mina, com apenas uma lesão leve. A equipe foi forçada a operar por mais de uma hora, com ações intensas e riscos elevados, especialmente em relação ao risco de rompimento da barragem. Apesar do sucesso no resgate de várias vítimas, o corpo de bombeiros ainda trabalha ativamente há cinco anos para localizar e identificar as três vítimas ainda não encontradas. O relato destaca o sofrimento coletivo, a dor familiar e a persistência da missão, que continua como um compromisso profissional e humano com as famílias afetadas. O evento permanece como um dos mais graves desastres ambientais e humanos na história, marcando um momento de grande dificuldade, mas também de coragem e dedicação.
Era um cenário de destruição total, de isolação mesmo.
Então deu uma sensação grande, assim, no primeiro momento, de espanto, né?
Porque não é algo que, por mais que a gente treino, né, a gente tem um treinamento muito intenso, longo, né?
Então tem sentido teórico quanto prático, né? A gente tem isso na nossa rotina, está na nossa carreira, assim, no dia a dia, mesmo.
A gente se prepara para diversos tipos de cenário, né? O corpo bombeiro ele atende variados tipos de ocorrência, que envolve cenários muito dinampos.
Então, assim, a gente tem um treinamento muito grande, mas já mais, estamos 100% preparados por uma tragédia dessa magnitude, né?
Já fazem cinco anos desde que essa cena ocorreu. O Tenente Felipe Rocha estava na primeira equipe do corpo de Bombeiros
a chegar por terra na área do rumpimento da barragem da Vale, em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte.
Não é possível, né, gente? Trageda anunciada de novo, já se palavras em outras e outras barrages poderiam ter problemas.
E olha aí o que que deu. Dudu, fala aí, pode falar Dudu.
É, Maro, o seguinte, o detalhe com a Madeu mostra pra gente agora carro. Foi realmente muita imagem, tem carro, tem trador, tem trein.
Olha o detalhe desse carro, ele foi arrastado da base direto pra baixo, ele estava numa rua logo em cima. Olha essa imagem de uma madeu separa pra gente agora.
Cinco anos depois, o militar abre baú das memórias do dia 25 de janeiro de 2019. Ele revela todos os detalhes do que viu e de comagiu pra ajudar o sobrevivente da tragédia que matou 270 pessoas.
Em minhas lembranças, o Bombeiro de 33 anos desabafa sobre como ele e a família também foram afetados por problemas em barragens em minas gerais.
Eles faz morar a propriedade, eu morava com eles no propriedade rural. Em Tatia, eu sou nesse bairro junto, o sim perto da gente lá morava, o meu irmão com a família dele, quatro crianças.
Então assim, ele me ligou, falou "Feliz, o que tá acontecendo? Bombeiro tá atinando aqui de casa, estão tocando a lá." Então assim, não tinha como eu não me senti angustiado e com medo enorme de perder minha família, já aconteceu alguma coisa com eles.
Porque tava sendo, eu conheço como funciona esse time de coisa, estava tendo uma evacuação no horário daquele, muito provavelmente, o risco imenente de um primento.
Poderia acontecer e o meu irmão estava conseguindo falar com os meus pais.
Eu sou o Pablo Nascimento e esta é mais uma produção da Record Menas.
Tenente, você estava na primeira equipe a chegar ao local das buscas por terra como que foi esse dia, onde você estava e como você recebou esse chamado.
Então, Pablo, na verdade, o responsável da área, né, brumadinho, é uma cidade que pertença a área de articulação na nossa distribuição das unidades.
No segundo batalhão de Bombeiro, os que acede ficam em contagem, né, na avenida Jean-Césia. No dia do fato, eu era o coordenador do serviço operacional.
E na hora do acionamento, né, naquele momento ali, por volta de 11,5 mais ou menos antes do ocorrido, eu tinha ido para uma ocorrência na região de contagem.
Próximo ali, o bairro ressaca, né. Então, foi uma ocorrência muito específica, sem muito problema, a gente atendeu.
E no retorno dessa ocorrência, por volta de a ídia e de 20, a gente finalizou o atendimento, quando estava voltando para o batalhão adorado.
Nesse caminho, a gente recebeu a informação via central mesmo pelo rádio da Beatura, né.
E começou, então, as informações a chegar de forma muito espaçada e ainda com pouca precisão, né, do que que realmente tinha acontecido.
Só que a gente só tinha informação que havia rompido uma barragem brumadinha. Não sabíamos de qual natureza era essa barragem, era de rejeitos, era uma barragem de água.
O tamanho da barragem, o volume, números de vítimas, possíveis vítimas, nada disso ainda a gente tinha informação nesse momento. Então, mas por se tratado uma ocorrência muito específica, né, que não é rotineira.
E também, dos impactos que eventualmente elas poderiam causar, né, dependendo do contexto, a gente já foi de mediato, né. Não passou no batalhão.
Iniciamos o acamento ali na região do adorado. E quem dirigia a Beatura à época era o meu, eu gosto de falar muito sobre isso, que é o meu estrutur, se meu mestre, o chamo de mestre, que é o. Hoje ele é tenente Santana, ele já é viterano, reformou, já no Corpo de Bombeiros, a época era sargento, primeiro sargento.
E era meu braço direito ali no dia a dia dos serviços, já estava com essa equipe bastante tempo, a gente já tinha uma sintonia muito grande no trabalho.
Quando eu disse ele que me ensinou praticamente tudo que eu aprendi de atividade de bombeiro, depois que eu saí da academia, foi com ele, né.
Então, e também, por sorte, o sargento Santana, ele tem uma propriedade, né, uma propriedade, ou não, uma chácula na região ali do Correfeio de Grumadinho mesmo, próximo.
Próximadamente três quilômetros ali. Então, ele conhecia bastante a área, né.
Ele conhecia a região, não conhecia a área da mina, né, porque a área da mina não é frequentada por pessoa da região, mas ele sabia qual era a localização.
E ele, por intuição, né, porque a gente não sabia a informação que o Alberto Flores já havia sido destruída, a gente não tinha esse nível de informação, né.
Estava tudo muito confuso ainda, o rádio estava bem tumultuado, estava tentando por algumas coisas pela viatura mesmo, durante o deslocamento que era um pouco mais longo, né.
Mas a gente estava imprimindo uma velocidade muito grande, então era até difícil, a gente equipar no carro e também conversar.
Então, assim, o que a gente já sabia foi um norte, e graças ao sargento Santana, ter o conhecimento da região e ter tido essa intuição também, ele falou a tenente.
Eu sei um caminho aqui pelo Pussazedo, passando pela Mineral do Brasil, que é uma mineração que tem atrás ali do Correfeio de João, dessa área da Vale.
Cara, então, assim, a gente foi por esse caminho, e meio que isso que acabou permitindo o sucesso da operação, no que diz respeito à atuação da nossa equipe,
porque as outras equipe que estavam por terra também estavam deslocando de forma muito rápida,
porém, ele seguiu no caminho tradicional do GPS ali, que ainda não tinha esse bloqueio lá da Albert Flores, e ficaram em certa forma distantes, né, da área mesmo onde haviam vítimas com vida.
Que eles chegaram ali próximo ao Paralpeba, que é o ponto mais extremo, né, onde o Ejeito fiz agulho no Paralpeba.
Então, essa pontinha se todo destruída, e o pessoal então não conseguia, né, transitar com as viaturas por terra.
Então, a gente tinha um número considerável, chegando ali de aeronaves, tanto da policia militar, a policia viu, mas, por terra, chegamos só, só nós, né.
Então, nós, no caso, era aí, o sagento Santana Épica, o aspirante Wydney e o aspirante Reis, que eram aspirantes à Épica.
Tenente, né, o Tenente Wydney, até, felizmente, já nos deixou, né, até sofrer um acidente, e de forma muito prematura, já nos deixou, felizmente.
Quanto tempo a gente está falando de quanto tempo, entre a hora do chamado e a hora que assim, eu consegui chegar com a equipe no local.
A gente não consegue precisar exato o tempo, pelo contexto, mas a gente conseguiu identificar isso depois fazendo uma leitura do deslocamento, que a gente não demorou nem 50 minutos.
Então, assim, para chegar lá no local, então, assim, para retirar as vítimas que a gente afetou o salvamento, né, nossa equipe afetou, no caso, a gente teve um apoio da aeronave, né.
No momento da nossa chegada só tinha a aeronave da policia militar, né.
Tinha o pegas sobrevulando o local, e ele nos permitiu chegar a próxima as vítimas convida, nos levou para o outro ponto, também a gente retirou vítimas convidas também.
Então, assim, em 50 minutos estávamos lá, e sozinhos, né, quatro militares, dois militares em estágio, né, que faz de aspirantado para quem não conhece o momento que o oceal passa para o estágio probator.
Então, devido até a inexperiência desses dois, né, que nos apoiaram também bastante no sentido de organizar o ocorrência ali naquele momento mutuado.
De pediu para eles, já dan início, né, essa organização, montando um posto de comanda ali, que é o que a gente costuma fazer nesse tipo de cenário.
E como eu e o Santana tínhamos mais experiência peracional, a gente conversou rapidamente ali, montou uma estratégia.
Tivemos que tomar decisão rápido, né, porque a informação que a gente tinha lá, ao chegar ao local é que a B6, né, que era uma barragem ao lado da B1, de menor tamanho,
mas também era uma barragem que tinha sido atingida em sua base pelo rompimento da B1.
Então, sussonários trabalhavam na minha, que estavam falando tempo todo, tiro pessoal de lá, que essa barragem vai romper qualquer momento.
Então, foi uma decisão que a gente tem que tomar ali em fração de segundo, né, que a gente estava entendendo que o cenário era esse, de risco imunente o rompimento.
E caso esse rompimento, essa é acontecida, com certeza, os sobreviventes ali, que eram aquelas pessoas.
pessoas que ficaram conhecidas, né, pelaquela imagem da época que rodou o mundo, da caminhonete
fugindo, da onda de lama e da paca regadeira. Então, naquele momento ali, a gente chegando por cima,
da região da mineração, a gente conseguiu já ter o panorama geral de todo o cenário de destruição,
já conseguiu ver Alberto Flores destruída, e no momento que a gente conseguiu um plato para
estacionar a viatura e já pensar como faríamos o salvamento daquelas ídios, a gente visualizou lá que
tratavam de cinco pessoas. Vamos lá, o senhor tá falando da cena que tem o vídeo do pessoal da caminhonete,
e isso, exato, exato. Foi a primeira cena que o senhor viu quando chegou lá, foi o primeiro contato que teve com a imagem da lama.
Era verdade, a gente chegou bem por cima mesmo, quem conhece a região lá, pela topografia, a gente estava no ponto mais alto,
durante a estrada ainda. Então, a gente já tinha visto, a gente teve que fazer um furar um bloqueio que tinha da própria dinâmica,
da mineração ali, tinha uma estrada fechada. Então, o pessoal já tá sabido que poderia chegar a alguém para a sua cor por ali,
já tinham providenciado antes da gente chegar um recurso para retirar, uma máquina para retirar esses obstáculos.
Então, a gente chegou junto com a máquina, a máquina liberou. Nesse momento, estava liberando, a gente conseguiu já ferro,
toda a destruição da lama. Porém, ele não tinha condição de ver vídeo.
Aí, quando a gente continua descendo, conseguiu o acesso, no momento que a gente chegou na região do mirante,
ali, que é uma área que é bem adjacente a onde houve o rompimento mesmo. Então, ali, quando a gente teve aquela aproximação,
já conseguimos visualizar, porque as vídeos já estavam sinalizando, pedindo de socorro, porque todos conheciam a área,
ou todos funcionários, da empresa. Então, eles já conheciam como que funcionava a mina,
e tinham conhecimento pleno que a segunda barragem poderia romper a qualquer momento.
E qual que foi a primeira sensação que o senhor teve quando viu aquele cenário e toda a lama espalhada pela região?
Olha, a sensação, a gente costuma, quando a gente conversava bastante na época, a gente trocava muito ideia sobre isso,
era para todos nós, em comum da guarnição, ali, que chegou primeiro, e para todo mundo que estava vivendo aquilo ali,
mesmo que não era bom ver, né, era um cenário de destruição total de zolação mesmo.
Então, deu uma sensação grande, assim, no primeiro momento de espanto, né, porque não é algo que,
por mais que a gente treine, a gente tem um treinamento muito intenso, longo, né, tanto em sentido teórico,
quanto prático, né, a gente tem isso na nossa rotina, está na nossa carreira, assim, no dia a dia mesmo.
Então, se a gente se prepara para diversos tipos de cenários, né, o Kurt Bomber, ele atende variados tipos de ocorrência
que envolve cenários muito dinancos, então, assim, a gente tem um treinamento muito grande, mas jamais,
estamos sempre sempre preparados por uma tragédia dessa magnitude, né, era algo sem precedente,
a gente já tinha tido a experiência com Mariana, que foi um desafio ambiental sem precedentes,
porém, número de vítimas, hein, e o impacto que teve isso, em termos de quantidade de pessoas atingidas mesmo, né,
não considerando apenas a parte ambiental, números de vítimas muito maior, né,
é uma operação que está durando até hoje, né, se eu não me engano, se trata da maior operação,
pelo menos em termos de tempo, né, é a maior operação de salvamento do mundo.
Enfim, todo esse cenário era novidade, eu tinha a época,
alguma experiência operacional, mas ainda era novo na carreira, não tinha toado em Mariana, né,
não tinha toado diretamente em Mariana, tinha ido em Mariana numa oportunidade específica,
mas não fiquei empenhado lá por conta dessa ocorrência, tinha consciência, né,
já tinha visto o estudo de caso sobre a ocorrência de Mariana,
mas nada muito próximo disso que eu estou falando, a sensação de chegar a um cenário desse
muito similar ao cenário de guerra, a destruição de perder de vista, né,
e assim, foi uma série de sensação que a gente teve,
porque apesar da angúcha, né, de o cenário nos fazia sentir,
a gente tinha uma preocupação muito focada de tentar realizar o trabalho,
de que a gente seguiria ser mais efetivo, né, em termos de salvar a vida,
então, assim, sempre focado em identificar possíveis vidas a serem salvas,
isso durou muito pouco tempo, porque eu falei como se a gente teve uma visão contemplativa ali do cenário,
e logo depois que a gente chegou em baixa, a gente já conseguiu usá-lo,
usá-lo a vítimas convido a pedir um socorro, então assim, como foi tudo muito rápido,
essas sensações vieram de forma muito estantária e teve que ser tomado decisões de cima disso,
e como foi o resgate dessas pessoas?
Pois é, como tinha esse contexto de rumpimento iminente,
até perruntei o Santana-Étrica e falou Santana?
E aí, você está pronto para entrar em mesmo e tal,
esse momento ali antes da gente entrar na aeronave,
só porque a gente sabia que era um risco muito grande de vida, que a gente ocorre ele,
e ele sempre pronta também, né, como disse a ele depois,
que o que me causou mais tranquilidade, para conseguir fazer tudo que a gente fez,
que hoje olhando para trás é bem impactante, né?
A gente conseguiu agir da melhor forma possível, entendo isso dessa forma hoje,
e graças a um dos motivos de ter dado certo nesse salvamento,
eu atribuo a fato de estar com ele.
O nome da minha parte, né, posso falar por mim,
a presença dele ali me causou muita tranquilidade nesse momento,
então juntos a gente conseguiu entrar na aeronave,
ele também não pestanejou, né, apesar do risco de morte,
pai de família, né, em três filhos, esposa, né?
Isso tudo vem na cabeça da gente na hora, né?
Mas, claro, como se trata de uma pessoa muito dedicada,
assim, como todos os colheres que trabalham com a gente, né?
A gente não viu ninguém exitar em trabalhar nesse cenário.
Mas como é que foi a dinâmica?
Vocês estavam em terra, vistaram ali as vítimas, aí chegou o meronave.
Sim, a dinâmica é o meronave sobrevulada, a gente se analisou, né,
fez o sinal, tentou fazer contato via rádio,
mas não teve nem necessidade de manter o contato via rádio,
era o aeronave da polícia militar, eles já entenderam a sinalização da gente
e sobrepairaram o próximo da gente, a gente entrou na aeronave
de mediato, pediu, aí já conversamos com a equipe de aeronave,
constipulantes, com piloto, soleditos, citamos pecnicamento
que deveria ser feito ali para preservar o mais possível as vítimas.
Então, pelas dificuldades do terreno,
eles tiveram que deixar a gente um pouco mais distante das vítimas
na época do impacto que a aeronave tem ali, né?
É o sobrevulada para não voar nada em cima deles.
Então, a gente desceu e quando a gente já pulou o aeronave,
a gente já sentiu o terreno, já fundou metade do corpo para vender a lama,
então a gente até conseguiu chegar neles, teve essa dificuldade mais física mesmo.
Chegando neles, a gente tinha uma preocupação maior com uma vítima
que lá da onde a gente já tinha conseguido desolizar que possivelmente estava inconsciente.
A gente só estava se analisando apontando para ela.
Depois a gente vai saber que era o leandro, que era o operador da Paca Regadeira,
que ele foi passealmente soterrado.
Assim que a gente saiu da camionete, a gente parou já com o operador da Mácula Leandro,
e pedindo socorro, a gente pediu lá "Mos Deus, não só corriga, me ajudo, me ajudo".
Ele estava soterrado até, assim, até no nível do queixo, mais ou menos.
A gente não teve quase a retirada dele da Paca Regadeira,
porque os quatro ocupantes da camionete,
entre eles lá o motorista, que é o seu Elias,
e o passageiro lá da frente, que era o seu Sebastião,
eles já haviam retirado o leandro de lá.
Leandro estava com uma lesão mais grave na perna, e inconsciente.
Então, a gente já focou nele, já tínhamos levado um equipamento básico,
assim, para a gente conseguir fazer um atendimento próximo para estar lá
e o deslocamento dele ser mais adequado na época.
Então, fizemos o atendimento prioritario dele,
identificamos que ele estava com sinais de tais preservados, mas estava realmente inconsciente.
Ele tinha uma lesão, uma fratura na perna.
Então, a gente tratou essa lesão, colocou ele primeiro na aeronave.
A aeronave, então, levou, a aeronave com o porte menor,
ela conseguia levar só ele atribulação no primeiro momento,
que ele estava na pranche, depois retornou para buscar os demais.
Os demais só tinham escoriações, a gente conversou a calmoê, eles estavam bem angustiados,
mas não tinham lesões que impediam eles de entrar na aeronave, de fazer deslocamentos.
Em que ponto da barragem vocês estavam nesse momento?
A gente estava bem na parte próxima limíso do óbvio opimento,
assim, em termos de mapa ali, era o setor do terminal de carga.
Terminal de carga era onde era feito o carregamento domineiro na mina.
E foi um dos motivos deles terem se salvados estar nesse ponto,
porque quando você olha em massa, você dá para ver, necessitamente, que tinha uma espilhas,
domineiro, pronto para serem carregados nos vagões,
e essas espilhas que meio protegeram do deslocamento do rejeito.
Ela funcionaram como um divisor, então, a parte mais pesada do rejeito
seguiu o fluxo normal do relevo mesmo, a parte do vale,
e a parte que era mais leve do rejeito superior que deslocou de forma mais neta,
ela se separou ali nessa pilha, perdeu velocidade ali nesse processo
e acabou não engolindo, eles igual fiz com o restante do terreno.
Isso que meio que permitiu que eles se salvassem dessa situação,
foi surpreendente, mas. Quem entendeu a lógica lá, entende que isso aconteceu por conta desse minheiro que estava lá fazendo um boque?
Foram salvo. Você tem dimensão quando você conta pra gente hoje numa riqueza de detalhe muito grande e um relato emocionante,
mas você tem noção de quanto tempo, de ação, foi entre conseguir chegar a Neuronave,
deixei chegar até essas vítimas e colocá-las na Neuronave. Cara, o deslocamento pra lá e Godfalei, a gente consegue precisar porque lá pro GTS a gente estava em viatura e código de urgência mesmo,
a gente conseguiu ganhar uma aceleridade, né, com isso. A gente reduziu bastante tempo comum na distragem. Quando chegou lá no local foi tudo muito rápido,
era o Neuronave, os locamentos são rápidos, a gente igual falei, a gente já estava com um equipamento básico ali, que é a roupa de proteção para o cenário de lama, de água,
para nos proteger de potermir, esse tipo de coisa. Então, a gente já estava meio preparado para algum tipo de cenário. Chegando lá, a gente tem que tomar a rápida decisão para pedir os aspirantes,
para já organizar o conrenso no contexto de quem fosse chegando, inclusive para orientar as autoridades que eventualmente fosse chegando,
que já tinha uma equipe fazendo o salvamento para controle nesse tivesse algum episódio, algum incidente. Então, já foi tudo startado nesse período rápido, de minutos,
minutos a aeronave já estava parando lá perto da GTS e a gente já tinha entrado nela. Então assim, desde que a gente estacionou a viatura, até entrar na aeronave,
foi coisa de minutos mesmo, dois, três minutos. E aí, depois que entramos, rapidamente chegando até as vítimas, fizemos o transporte do Leandro,
primeiramente com aeronave, ela retornou para retirar os demais da área de risco. Depois que retirou, a gente ficou ainda tentando identificar se havia algum sobrevivente local,
e a gente já identificou vítima em óbito, marcamos o ponto de vítima em óbito que a gente já tinha identificado, para não perder essa informação, caso a gente tivesse o rompimento da outra barragem,
isso era muito importante. E aí, assim que a aeronave voltou pela terceira vez, né, nesse ponto, veio para nos pegar e nos levar para um outro ponto de resgate,
que a gente já tinha levantado nesse, nesse pouco tempo, que eu estou te falando, que isso é questão de dez minutos, já tinha tirado todas as vítimas.
E aí, quando retornou, eu já tinha pedido, inclusive, a atipulação da polícia militar, para pegar com os militares do bombeiro, que estavam na base, na,
na, depois de comando que a gente tinha montado ali, definido que seria ele na viatura, onde a gente chegou, pegar um equipamento de corte,
de ferragem, né, que é um desencarcerador, que a gente chama ferramenta, né, para quem não conhece seria um, uma espécie de alicate muito grande,
né, elétrico, para fazer corte de ferragem, a gente usa muito em acidente automobilístico, porque a gente já tinha saída, entrado na aeronave,
com a informação de que, de um funcionário da avalia, que sobreviveu, falando que tinha uma pessoa presa a ferragem na parte superior do terreno,
que era ainda mais próxima da barragem. A gente não tinha mais informações, então a gente estava imaginando que poderia ser um veículo,
que também não foi totalmente com a engolido, né, pela, pela, pela lama, pelo, pelo, pelo rejeito, e que mais que a vítima não conseguiu sair,
porque estava presa, o, bem, poderia estar mais destruído, então, assim, a gente estava com essa ideia, porque não tinha mais informações,
então quando a aeronave nos pegou lá, isso já tinha uns 10 minutos que a gente já tinha retirado as vítimas, a gente sobreviveu para a parte superior,
e por algum motivo a gente procurando esse veículo, essa estrutura de ferragem, onde poderia estar essa vítima,
a gente visualizou um funcionário entrando para debaixo de destroços, que se tratava da instalação de tratamento de mineira,
que é o ITM lá, né, e termo de planta ali da mina, era essa estrutura, ela foi parcialmente atingida,
quem vê, assim, de, de, de frente àquela imagem do rompimento, consegue perceber, no, logo no segundo inicial,
ela atingiu numa edificação, né, uma estrutura, uma edificação ao lado esquerdo, sendo destruído,
essa, essa parte mais à direita, lá nessa parte à direita estava o seu antônio, fazer um serviço de solda,
no quarto patama, e era ele que ficou preso a ser raiz, depois ele nos contou que os amigos, eles viu os avisos sendo arrastados,
tinha muita gente trabalhando nessa estrutura, ele, por sorte, ficou preso a ser raiz, né,
era uma coisa que poderia ter matado ele, mas depois analisando freariamente, a gente viu o que foi o que salvo,
ele, ter ficado preso a ser raiz, permitiu que ele não, e ele tava muito próximo da lá, né, então,
assim, foi exatamente a conta da Lama não, levá-lo, e o corpo dele também, na estrutura física dele,
permitiu que ele não tivesse uma lesão mais grave, estando preso, né, ele é muito magrinho,
é, franzinho, né, se fosse uma pessoa, assim, do meu corpo, por exemplo, provavelmente não teria sobreviveria,
se lesões muito graves, se morragem interna, perforação, né, e isso, por sorte, também chegamos muito em cima
do momento que o Jugo, assim, até conversei muito com o Santano sobre isso depois, que a gente percebeu que o
pessoal muito um lanceio de ajudar, e eles realmente ajudaram o Salvador, porque a força tinha ele mais um outro colega,
né, que não tinham lesão, eles estavam lá tentando, arriscando a vida deles para ajudar o Salvador,
só que, por ser leigos, né, não atentaram para algumas coisas que eram risco muito grande,
como o local foi todo destruído, tinha uma estrutura muito grande e dráulica de maquinário,
tinha óleo, né, óleo espalhado pela região, e eles, sem muito alternativa, pensaram no Massarico,
pegaram o Massarico, porém não tinha uma fonte de guilição para acender esse Massarico,
então esse rapaz, quando a gente viu ele voltando para de baixo da sua,
rádio ele tinha saído atrás de um esquerdo, ou um forço, e ele achou, ele conseguiu o esquerdo e voltou,
então quando a gente conseguiu chegar lá com muito custos no canalano, ele estava na iminense de acender
o Massarico, na região com muito produto, combustível, então assim, nossa. É, na verdade, o próprio seu antônio estava sujo de olho, então sem um,
provavelmente na lança de ajudar, eles poderiam se conseguir ser realmente acender o Massarico,
ter causado em sêndio, ter queimado, né, a vítima, ter queimado eles mesmo,
então assim, a gente vê isso com muita clariza hoje, que se a gente dermora,
ele chega de um minuto, era o sêndio para ter iniciado em sêndio e ter causado uma maior,
mas assim, a presença deles lá foi fundamental até para a gente localizar o seu antônio,
foi muito assim, questão de segunda a gente viu ele entrando, foi um relance,
então tudo aconteceu dessa forma, muito surpreendente, né, a gente até fica incrédulo
quando conta, né, relembra tudo, como as coisas foram detalhes, né,
e detalhes que foram preponderantes e minutos, né, tenente, e isso, minutos ali,
tenente, e como é que foi depois disso, você ficou na atuação até quando?
Pois é, aí esse salvamento do seu antônio pela dinâmica dele nos exige muito,
então a gente, você perguntou do tempo, quando a gente chegou lá, a gente parou essa questão do Massari,
que estudou para eles, eles permaneceram lá nos ajudando,
não quiserem sair, a gente pediu eles para ir para local seguro, mas eles bravamente se mantiveram lá,
contrariaram a nossa solicitação, mas assim, apesar desse risco que eles correram,
eles foram fundamentais, né, porque nos ajudaram bastante na questão de força,
só que a ferramenta, como não era mais adequada, a gente teve que fazer um planejamento muito,
e era a bateria, então o nosso planejamento teve que ser muito cuidadoso,
para a gente usar ela nos momentos certos, e quando ela era efetivo,
então a gente cortou muito estratégicamente a ferragem,
e pelo corpo do seu antônio a gente conseguiu com essa ferramenta,
que não era mais adequada, liberá-lo, depois de uns 20, 20 a 30 minutos fazendo isso,
e a gente fabrica muito na hora que a gente cortou o último pedaço de ferro,
a gente conseguiu tirar a perna dele que ainda estava mais presa,
é a bateria do equipamento acabou, e isso com o risco de uma barragem de água ser rompida.
Então assim, até essa questão da bateria até durada até o último minuto,
para liberar o seu antônio, contou para o nosso trabalho nesse momento,
porque a gente estava trabalhando com um público civil, que poderia ser vítima também,
a preocupação era de fusa, não só conosco com a nossa sobrevivência ali,
numa situação de rompimento da barragem, a gente estava bem embaixo da barragem,
então se houvesse o rompimento, a gente, nenhum de nós sobreviveria com certeza,
então assim, todo o segundo era precioso, e se a bateria não tivesse acabado,
a gente precisaria manter ali a operação nesse contexto.
Então assim, até isso foi muito bem contado, foi um detalhe também,
que garantiu a retirada do seu antônio, que já estava exaus,
ele estava gritando o socorro, quando a gente chegou, eles já estavam muito debilitados fisicamente,
então assim, todos já bem próximos da desidratação mais intensa,
então assim, foi muito a conta, a operação não se entendeu, ai os apoios nesse período,
que aí eu já calculo, que teria bem próximo de uma hora, entre meia hora e uma hora que a gente estava na cena,
quando a gente liberou o seu antônio, que a gente perdeu no nosso tempo,
nos equipamentos seleutivos, que a gente deixou na viatura por conta da lama, de entrar na água e estive de coisa.
Aí, não deu para controlar a certinho, mas estava nesse período,
a nossa atuação iniciou ali, na primeira 30 minutos até no máximo uma hora.
Aí nesse período, já tinha começado a começar a chegar mais equipos por ter.
Isso a gente está falando por volta de duas da tarde, então, meus ou menos,
vocês demoraram 50 minutos para chegar, que estavam a cidade vizinha,
mas uma hora de atuação, o bajo rompeu meio de 28, duas horas da tarde.
E ali naquele momento, você ainda continuou na operação ou não tinha mais condição de fazer resgate.
Continuamos, agora falamos, o desgaste era muito físico e muito por conta da desidratação.
Quando a gente teve o apoio, até para tirar o seu antônio,
A gente teve um apoio de equipe por ter já tinha liberado seu antónio já tinha tirado ele estava tentando
se analisar para um aeronave DC tirar
Nós todos de lá, né? Chegou o vetor por terra por um outro ponto conseguimos apoiar nessa demanda
No final do salvamento do seu antónio, eles nos ajudaram a carregar o seu antónio
Então o aeronave identificou que tinha uma equipe lá pedindo
Apoi, desceu aí já era um aeronave do corpo de bombeiro
Aí quem estava tripulando, ela pilotando era na época uma joa clébera
E o luto tinha um capitão link, jonas link e o capitão tinha a costa
Eles eram do batalhão de emergência de abertas a época do bemate
Então eles nos apoiaram para retirar o seu antónio, como aeronave ficou cheia, né?
por estar com vítimas
Nós que ainda tinham condição saindo por terra, pelo que ela saída mais próxima da área da menina
Aí quando a gente teve apoio de outras equipe a gente já conseguiu água, já conseguiu se tratar
E aí a gente voltou para o ponto, por terra mesmo de viatura, voltou para o ponto de calma
Para o mesmo local onde a gente tinha saído ali a gente instaçou nada a viatura que a gente chegou
Então nesse momento a gente já conseguiu tirar um pouco do equipamento para respirar, para tomar uma água
E nesse período para voltar para a base a gente já conseguiu recuperar um pouco das fôs
E a gente não tinha muito recurso, então a gente não parou por nenhum minuto
Fomos lá pegando umas informações, aí chegou informações
Toda hora chegava alguma coisa que tinha um ônibus na parte mais em baixo
Que o pessoal estava espetando que tinha muita vítima nele, enfim
Nesse momento você já tinha dimensão da pousada, olha da pousada não do refeitório
Não, não, aí o que acontece? Durante o sal a medição antónio, quando a gente acabou
Esse mesmo rapaz que a gente viu entrando lá para salvá-lo, e que foi que informou que ele estava lá
Ele nos contou, não estava o pessoal a horário de almoço, o pessoal estava no refeitório
Ele contou para a gente muito desesperado, para a gente para lá, então a gente voltou rapidamente para essa base
Para conseguir um ônibus nos levar nesse ponto, e eu falei que eu não tinha nenhuma informação
Precisa de onde ficava o quê? Esse rapaz ele estava mais apesar do desespero, ele estava falando coisas com mais nexo
Então estava dando para confiar e essas informações dele batia
Então a gente deu uma atenção muito específica para as informações que ele trazia
Quando a aeronave, as aeronaves estavam muito perdidas também procurando vídeos, então eu estava difícil conseguir o anado
A aeronave não veio de mediato, aí a gente foi com ele por terra, ele falou que não era longe
Aí esse rapaz me levou a gente, a nossa equipe, aí já tinha incorporado a equipe a outras pessoas que chegaram por terra também
Então a gente foi localizar essa área do restaurante, quando a gente chegou nesse ponto que ele conseguiu ver exatamente onde era o restaurante
Aí ele meia que perdeu a fala, aí ele ficou bem atonta, assim, olhando para o horizonte, falou que não era lá
Aí ele ficou falando lembra exatamente, eu não morreu todo mundo
Aí a gente olhava, só viu uma adilama mesmo, tinha nada
Nesses pontos depois quando a gente foi estudando a região, ficou muito tempo na operação
É uma área que foi atingida de forma muito forte, né?
Que como os tratava de uma área de guina legal falei, são construções de dimensão industrial
Várias partes dessa construção de alvenaria, nesse ponto específico quando ficava restaurante, de ficava grande parte da estrutura de alvenaria, foi retirada inclusiva alicércia
A lama arrancou, inclusive o alicércio de sua paz, então arreu tudo mesmo
E assim, a nossa expectativa quando ele nos disse que o restaurante estava na rota da lama, a gente ficou um pouco desacreditado porque na visão de quem não conhece
Cava difícil de acreditar que na mineração a área onde as pessoas ficavam era exatamente a área de risco
Então isso não fazia muito sentido, a gente via tudo destruído, não conhecia o pré-adisastre
Então, assim, a gente ficava preocupada com essa fala dele, falava não, mas ele está garantindo para a gente que a área do restaurante ficava na área de alto salvamento na área, de inundação, né?
Do que a gente chamou de "Dumb Ray"
Não faz muito sentido, né? A gente não conseguia ver lógica na operação da mina sem embaixo da. Exatamente embaixo da barragem
Então será algo assim, como pensou mesmo, conseguiu ver lógica?
Até que foi confirmado que de fato. E isso aí, quando ele chegou e com muita clareza nos precisou que era ali, a gente começou então até a noção real do que que a gente estava trabalhando
Porque assim, ele estava muito desesperado falando que tinha muita vítima e eu já tinha começado com ele durante os locais mesmo
Eu já tinha feito um cálculo por alto que se as informações dele bateu, eram centenas de vítimas, que era o horário do almoço, ele estava muito preocupado, porque era restaurante, enfim
Quando ele chegou, ele fez uma cara de espanto e de angústia, né, já teve. se perdeu a esperança completamente de encontrar algum colega
Se entregou mesmo para aquele cenário, até saiu do local se abandonando antes dele sair, falou "Não, tem gente, morreu todo mundo, morreu todo mundo"
Porque, assim, quando eu comecei que ele falei "Não, se eu você me mostrar onde é que é" e lá foi atingido igual que você está achando que foi
Tem chance, porque tem estrutura, se foi colapsado, pessoal, para ter bolsão de "A"
Mas quando a gente chegou e viu que ele apontou pro lugar exatamente onde a alama estava mais líquida possível
E já tinham cerca de duas, caminhando para terceira hora ali, já acontecido
Como era um meio muito líquido, até a gente que estava imaginando que poderia ir num cenário
É um colapsado, né, que aí a gente tentaria focar bastante ali com mais velocidade possível para retirar as vítimas
Porque esse área seria limitado, só a gente viu que estava de um material fluido, muito fluido era uma alama mais líquida mesmo
Bem na parte do vale mesmo, quando eu estou falando com você, eles estavam na rota, exatamente na rota
Depois que vios e mais, entendeu, saiu barrendo tudo
Então, assim, infelizmente quem estava ali não teve nenhuma chance de sair com vida
Tenente. você tem noção de quantas pessoas estavam lá
Pois é, como era o horário de almoço, ele passou uma previsão, quantas pessoas conseguiriam almoçar
Então, assim, nos primeiros calcos que a gente fez, a gente estava cheirando no valor aproximado a mais de 600 pessoas, entre 600 e 700 pessoas
Só que esse número reduziu bastante depois dos números oficiais saíram
Mas de ser o cenário ideal, assim, o cenário que a gente conseguiu traçar de acordo com a informação de funcionário
Ele foi falando não, o restaurante cabia, mais ou menos tantas pessoas, o horário de almoço, então ele deve estar cheio
Este tipo de informação, sem nenhum tipo de controle exato
Então, assim, a gente já estava calculando que era uma trajeia de anônio, que realmente sentendo as pessoas que não sido atingidas ali
Então, assim, aí a gente contentou tirar dessa trajeia de toda as informações que levassem a gente a pessoas com vida
Para a gente tentar focar o nosso recurso que já estava encanto, nisso, então, assim, nesse mesmo cenário ali, a gente já identificou com muita dificuldade
A gente ainda estava muito líquido, então, a gente conseguiu alguns tapums para andar, palettes, né, que vieram com caminhão, pelo próprio pessoal que trabalha lá na região
Chegaram esses equipamentos lá para nos apoiar
E todos os militares que eu estava lá já tinha bastante militar para ajudar, a gente identificou uma pessoa em óbito
Que depois, na posteridade da operação, a gente identificou que estava do ônibus, que depois foram encontrar 19 pessoas do total
Só a primeira que estava mais à superfície, aí a gente fez um desmâche, lá, hidráulico, dar uma estrutura do ônibus
Aí, nessa parte de retirado de vítimas, eu nem participei, só participei dessa primeira em óbito que a gente localizou
Então, assim, até esse momento, a gente tinha retirado as seis pessoas com vida lá em cima, isso que eu falava as equipes que chegaram por terra
Porque, nesse mesmo, mesmo período que a gente estava fazendo salvamento dessas vítimas, era o mesmo momento que estava acontecendo salvamento da talita
O carro lá era quando a gente se coronelcala hoje com o tênis golberto, também o literângulo, que também foi um resgate filmado
Então, a pessoa ficou imagina, muito praticante, que eu vou dar um bem grande
Sim, então ficou bem emblemático pelo salvamento, um voo muito técnico, que a coronelcala foi muito competente, né, e realizar, né?
Então, ele está mantido, que é o meio métro do chão, e o piloto muito, muito, muito ábio, estão tentando tirar ela pra subir
Olha, não tem nem, olha, está no braço mesmo, e não tem em condição nenhuma, porque é difícil, até colocar um amarrama, ela amarrá-la pra subir, agora vai subir
Olha, que resgate, é um resgate incrível, hein, imagine um regate de dramático que você está vendo, com exclusividade, aqui na RecorteV, imagine ao vivo
Esse momento era um momento que a gente estava tirando o pessoal em cima, e então, essas vítimas todos convidam, que foram retiradas realmente da área de auto salvamento
Foi acontecendo até mais oumenar as 16 horas, às 16 horas, uma equipe do BEMAD, né, era o cabo Vinicius, do pelotão de busca salvamento do BEMAD
Cabo Vinicius, o Sargento Leite, volou, não vou lembrar o nome de todos, chamaram no Rádio, eles estavam com a gente mais ou menos o próximo do local, onde a gente tirou as pessoas da caminhonete e tal, eles estavam fazendo já uma checagem no terreno todo andando pelo terreno
E aí eles localizaram o seu lielso, que foi a última vítima encontrada com vida, por volta de 16 horas, não vou saber de precisar exato
Mas já tinha esse período todo de operação e o seu lielso, era um funcionário de uma empresa que estava fazendo uma sondagem no mundo
meio no centro no topo da barragem.
Ele é a vítima, assim, que sobreviveu de forma mais surpreendente.
Todos foram muito surpreendentes, né, desses que eu estou te relatando.
Mas ele estava realmente em cima da barragem no ponto superior.
Todos os outros colegas de empresas que estavam executando serviços de sondagem no alto da barragem.
Não tiver a mesma sorte, infelizmente, os outros quatro colegas faleceram.
Ele, por ter perdido a consciência, acredito, eu vendo as imagens em auto-resolution.
A gente consegue ver as pessoas correndo, né, aquela imagem muito triste dele serem sendo engolidos pela lama.
Sim, quando a gente vê nas imagens em auto-resolution, talvez da televisão, as pessoas não seguiram acompanhar.
E também não é conveniente, né, ficar divulgando esse de coisa bem embustiante mesmo.
Mas a gente, na antes de tentar entender o movimento ali do terreno,
para localizar uma rapusiva essas vítimas que, infelizmente, não sobreviveram,
o seu lheus era uma dessas pessoas que estavam lá e talvez por ter perdido a consciência,
ele não correu igual aos termais colegas e não foi engolido pela. E ele veio deslocando na parte superior, que é essa parte do rejeito que a gente chama de maciço,
que é a parte mais seca, que é aquele tapo de grama, né, quem chegou lá depois do cenário,
antes do terreno ser revirado pelas máquinas.
Nítidamente via na parte de cima, vários tapumes de grama, que eram provenientes. - O tapete, né, de grama. - É, várias placas de grama que elas deslocaram nas cima,
e deslocaram de forma mais lenta, porque elas não eram tão benessas, né.
Então, assim, a gente viu isso muito nítidamente na área do TCF,
onde eles foram localizados, seu lheus, então, depois de a gente mediu, né, em linha reta,
ele deslocou 850 metros.
- Quanto, perdão? - 850 metros.
- Quase 1 quilômetro. - Quase 1 quilômetro em linha reta,
e foi encontrado com vida, apenas com um lesão na perna, com a perna fraturada.
- Eles foram assim. - É, muito grama.
Isso, muito provavelmente, ele perdeu a consciência e isso que o salvou.
Alguma coisa pode ter atingido a cabeça dele, alguma coisa assim.
Ou o próprio susto, né, ter ocasionado isso, porque todos os colegas tiveram um ípido de sobreviver e correr,
e acabaram sendo engolidos, né, por esse processo. E, como ficou no mesmo pedaço,
esse pedaço não entrou nessa destruição, ele veio deslocando por cima,
e acabou com algum impacto ali, só causou uma lesão mais simples,
dele, apesar de você, não ser uma lesão tão simples, assim, dentro daquele cenário,
é o que nos causou mais surpresa, né, de ter sobreviver.
A gente custou entender, da onde que ele deslocou, né, quando a gente chegou a essa conclusão,
ficou muito surpresa, né.
Então, assim, foi um cenário muito novo para todos nós,
porque Mariana, por exemplo, teve uma dinâmica muito diferente,
o rompimento às vítimas, todas foram encontradas muito próximas,
ou seja, elas foram, elas foram soterradas, mas não foram trituradas, não foram arrastadas,
a violência foi menor nesse sentido.
Nem Brumadinho, a gente percebeu que até para traçar o caminho do que a gente conseguia de saber onde estava, né,
por exemplo, a gente usava qualquer ponto de interesse,
coisas que a gente sabia, um posicionamento geográfico dele com exatidão,
não necessariamente a vítima, porque isso era mais difícil saber.
A gente usou muita informação com esse vídeo de inteligência que a gente foi apurando durante toda a operação,
um exemplo que eu gosto de dar são os piers homens, que são equipamentos que estavam instalados na barragem para ver.
São equipamentos para monitorar, né, a questão de como a barragem está, né.
A propostabilidade da barragem é uma das coisas que apresentam os sinais lá para os técnicos, né.
Então, assim, esses piers homens, eles tinham uma localização na planta, a gente sabia.
Então, quando a gente encontrava, eles têm número de sério, a gente fazia uma apuração,
às vezes, encontrava só um pedaço, então isso nos ajudava a entender como foi a dinâmico de suocamento.
Então, assim, com o tempo de operação e a gente identificando todas essas questões,
a gente trabalhava de noite nessas informações, a equipe interra trabalhava até o pordo sol,
nascer do sol e por do sol, porque estão segurando essa, mas a operação nunca parava.
A gente fazia todo o recolhimento de informação durante o dia e processando esses dados de forma interrupta,
nas equipes se revesando ali, parando para a alimentação e para a descanso, né.
Então, nesse período inicial, era muita informação, muita informação para ser processada.
E, assim, quando a gente foi conseguindo organizar essa informação, a gente foi entendendo que lá,
essa loja que ela não existia, igual a ouvia em Mariana, Mariana, a gente achou uma vítima,
a experiência do bombero lá foi assim, achou uma vítima.
As vítimas estavam juntas do predesar, se elas foram localizadas do pogezáfio próximos uns às outras.
O que facilitou lá era um terreno enorme, um volume de rejeita enorme, uma quantidade de pessoas enorme,
e, infelizmente, foi essa tragédia de ter tido ainda essa violência do localamento, o que, de certa forma,
não permitiu a gente criar um protocolo muito certinho de achar os vítimas.
Para a gente achou, a gente criou muita alternativa para tomar decisões mais acertadas,
mas a gente não teve esse benefício que tivemos em Mariana.
Escomplicou muito, nosso trabalho não é graças ao império de todos os militares que trabalharam na diotonamente,
militares muito qualificados, a gente conseguiu, esse risco é enorme, né, a gente tem, acho que é, sendo me enganei,
quase 99% de vítimas encontradas, a gente ainda segue três vítimas falsas, firme no propósito localizar as vítimas três,
de 270, e esse dia 25 par de senhor terminou quando o dia de trabalho.
Pois é, como eu estava de plantão, a gente segue uma escala de 24 horas, né, ordinares, né, se não tiver nenhum.
Previsto, mas a operação, ela teve um momento de recolhimento, por conta até de, quando o comando do bombeiro já tinha instalado,
todo o sistema de comando, já tinha uma autoridade designa, inclusive o governador já se encontrava no local,
quando isso foi definido, já era por volta de 11 horas da noite, que recolheu as equipes em terra,
já no período noturno, por conta da "não", "não", "não", "não", "não", "certeza" por parte do equipeteca,
da estabilidade da B6, então, assim, teve essa decisão, né, a gente tentou, viu que começou a não encontrar vítimas com vida mais,
as aeronaves não estavam tendo mais isso, por causa do tempo, já escureceu, a luz do dia foi, então, assim, para lançar equipes por terra,
a gente precisava de um parecer, porque assim, a gente conseguiu, a gente arriscou, né, a gente que tomou decisão inicial,
arriscou a equipe de alguma forma, por conta, de não saber o que aconteceu, mas tínhamos vítimas lá com vida, né,
foi um risco calculado, né, para salvar a pessoa, agora, para fazer busca, a gente precisava desse parecer,
para dar tranquilidade, para fazer equipes trabalhar em terra, então, esse período foram recolidar a tropa para ter a orientação,
foi um período curto, né, até voltar, e aí, assim, a volta no outro dia, no outro dia, no outro dia,
o comando definiu que a gente voltasse para a Cubrina, porque igual eu disse, a gente estava coordenando a área, toda a de contagem e região,
o batalhão estava a responsabilidade, quem estava de serviço era eu, não colocaram o artificial no lugar, então,
depois das 11 e 30, eu retornei para o batalhão para manter, lá já tinha uma estrutura toda montada com,
tivesse militares, militados sobre a vírus, militares de outras unidades, as próprias equipes que eram subordinadas à o batalhão que eu estava coordenando,
já ficaram algumas lá, então eu voltei para continuar coordenando o serviço da unidade, e retornei lá alguns dias depois,
para realizar um mergulho, não fui empenhado, eu continuei, a decisão do comando foi que eu continuasse na escala,
mas dois plantões depois, seguindo assim, deu mais ou menos sete, oito dias, o rompimento, a gente foi acionado,
porque a nossa equipe de mergulhador, aí, no caso, Santana era mergulhador também, eu era mergulhador,
um dos militares estava no comando da operação e a gente ficou um veículo no Paralpeba, a gente foi para lá,
a minha segunda oportunidade de ir lá em Brumadinho foi, aproximadamente uma semana depois, já tinha uma operação acontecendo de uma forma de uma dinâmica específica,
e aí depois desse episódio eu fui lá para retirar esse veículo para o Paralpeba, através do serviço de mergulho,
a gente foi lá para fazer essa missão específica, e aí depois desse período, aí já teria quase um mês de operação,
eu fui empenhado mesmo para esses equipes de que ficava durante o ciclo completo, ainda no segundo batalho,
eu fui desiguinado para a equipe bravo, aí eu comecei a ter contato com as frontes de busca, naquele tipo de trabalho,
ficava uma semana por conta, trabalhava durante todo dia, reunia a noite para a gente mudar as estratégias,
trazia as informações novas, defini outras coisas, descansar rapidamente e retornar para o canto, cinco de sete dias.
Passados cinco anos, a operação ainda está montada, está funcionando, estive lá na base, na semana passada para ver um pouco dos trabalhos,
como é que é para o Senho saber que cinco anos depois a equipe do corpo de bombeiros ainda trabalha para localizar essas três vítimas?
Cara Pabra, tipo assim, eu tenho um orgulho muito grande da instituição,
que eu pertenço, tem muita orgulho de pertencer.
Supreende até a gente, esse nível de sucesso da operação dessa, quem teve lá
desde o primeiro dia como eu tive a oportunidade de estar, causa um pouco de
incredulidade, a gente como ser humano, dificilmente acreditida que vai conseguir
resultados desse tipo e a gente no dia a dia ali teve que conviver muito,
com a dodo de todas aquelas pessoas das famílias, então assim, foi um processo
muito angostiante, muito aprendizado, de muita luta, de muito sofrimento,
mas assim, em termos de analisar profissionalmente o que o corpo bombeiro
conseguiu fazer durante esses cinco anos e até hoje permanece lá,
embuído dessa missão, querendo trazer esse conforto para os últimos três que a
gente ainda não conseguiu infelizmente identificar, localizar ainda, a gente nem
sabe, talvez até tenha localizado, mas ainda não foi identificado, assim, me traz
muito orgulho, eu me coloco no lugar dessas pessoas, eu tive a oportunidade
de conviver com elas, tive um envolvimento mais próximo com alguns casos
específicos, em que eu participei efetivamente do encontro da pessoa ali, do
ente querido, então assim, a gente viveu a dor dessas centenas, milhares
pessoas aqui, a gente fala aqui de 272 pessoas que perderam a vida, né,
contando as crianças que estavam, estavam pra nacer, né, são 277
números oficial, mas a gente tem que lembrar que tinham duas gestantes,
né, a gente nunca pode esquecer disso, então assim, a gente viveu essa dor e nos traz
muito orgulho, é uma causa que a gente traz para a vida pessoal mesmo, assim, então,
eu estou surmuito pelo sucesso da operação para achar as três, eu particularmente
tem um, tem um certa propriedade para, para me colocar no lugar dessas pessoas, né,
não vou dizer aqui que eu passei pelo que elas passaram, né, graças a Deus, eu não
tive que lidar com essa dor dentro da minha família, mas eu sou atingido, né, eu morava
numa casa e depois ser passado por tudo isso, eu tive que receber uma ligação de madrugada
do meu irmão, falando que o corpo de bombido lá te está tchau e o sul, que é uma
pessoa lá de, do desce o batalhão estava, as quatro horas da manhã retirando esse
caso e eu não estava lá na casa dos meus pais que também é na região lá, tinha que
ser evacuada durante a madrugada, então assim, eu vivi esse trauma, felizmente eu não
perdi ninguém, mas assim, eu posso te dizer com toda a certeza do mundo que eu,
com alguma propriedade tenho, para saber o estrago, que esse tipo de coisa faz na vida das
pessoas, então assim, tem cinco anos que a gente está trabalhando para encontrar esses
ítimos, e tem cinco anos que eu acompanho de perto e faço parte desse movimento de atingidos
que até hoje não teve nenhuma solução, os moradores de tati eu sou não voltaram, não voltaram?
Não voltou, no meu caso específico a gente teve um sonho de família destruído, volta
de dizer, com todo o sentimento que eu tenho pela, pelas ítimas de brumadinho, que infelizmente
nem puderam ver seus ítimos queridos, eu não vou comparar o que a gente vive lá em
Tatió, isso obviamente, mas assim, eu não posso deixar, eu não posso ser injusto, porque
isso é uma coisa coletiva, não estou falando exatamente de mim, mas eu estou acompanhando
esses de perto, e para mim é muito angustiante estar num cenário desse, onde o desastre realmente
ocorreu, e ainda ter que viver isso na minha vida pessoal, a casa da minha família, onde
eu morava, eu morava lá em Tatió, eu sou quando eu trabalhava em montagem, eu morava
lá, eu não estava lá por si constante, eu não sabia se eu tinha saio de si, e eu estava
num velório do dito, de conhecido, de família, de um conhecido, então era sua casa mesmo,
não era a casa só dos seus pais, você morava com seus pais na época, minha casa, eu morava
na época, e como é que foi isso, você recebeu notícias, seus pais estavam na casa, foram
retirados que seus irmãos, com seu irmão, cara, eu até hoje eu sou em pesidia, porque eu
estava acordado por si constância da minha vida pessoal, que tinha a família de um irmão
meu, tinha falecido no acidente, era um dia muito pesado, já havia uma semana da trajeia
de brumadinho, e na madrugada eu estava só tomando banho pra voltar pro cemitério onde estava
tendo o velório, que onde ia acontecer, ele perdeu a família toda no acidente, um colega
meio de profissão, então assim, era um dia já muito pesado e eu recebi saindo do banho,
a ligação do vermelho às quatro horas da manhã, e meu irmão não estava sabendo
que estava acontecendo, ou seja, já me passou, meu espaço não desespero, ele não morava
na casa dos meus pais, ele morava no mesmo bar, meus pais moravam na propriedade, eu morava
com eles no propriedade rural, em Tatia, eu sou nesse bairro, junto, se em perto da gente
lá morava, o meu irmão com a família dele, quatro crianças, então assim, ele me ligou e
falou "Felipe, o que está acontecendo, vou ver tá atinando aqui de casa, estão tocando
a lar", então assim, não tinha como eu não me senti angustiado, e com medo enorme de perder
minha família, já aconteceu alguma coisa com eles, porque estava sendo, eu conheço como
funciona esse time de coisa, se estava tendo uma evacuação num horário da queiro, muito
provavelmente, o risco iminente de rompimento, poderia acontecer, e meu irmão estava conseguindo
falar com os meus pais, então assim, nesse dia especificamente eu tive que deslocar, eu fui
no meu carro mesmo, o horário permitiu que eu deslocasse com uma celeridade, que era de madrugada,
mas assim, o deslocamento da longo estava em Belo Horizonte, custei a chegar lá, quando
eu cheguei até eu conseguir ver, né, que eles estavam bem, até chegar lá, demorei pelo
50 minutos, então assim, foi, foi uma hora muito triste, eu tenho, igual tenho lembrança
dela, com muita careza, até o meu corpo reaja isso, até o vê-los bem, demorou muito,
só que assim, eu não terminou aí o pesadelo, né, a gente tem até hoje isso se arrastando,
meus pais não, eles estão fora de casa, eu tive que mudar pra cá, porque eu não consegui
essa realidade, pra mim não deu, mas infelizmente meu pai tá nessa luta até hoje, não saiu
ele, né, tô falando aqui, porque eu posso falar com propriedade, do nosso caso, mas eu acompanho
a luta dos atendidos, de perto, né, dentro da minha rotina, o que eu posso acompanhar,
eu tento participar, se os pais hoje vivem em casas alugadas ainda pela empresa, lá
é a ângulo, né, eles vivem em Tatiaio Super, ainda em uma casa que não é deles, é uma casa
lugar, com vários, vários, em números de comprimento do termo de auditamento de conduta
do táctique, foi firmado com o ministério público, então assim, a gente não vê isso ser noticiada,
a gente fica muito triste, eu tenho uma tristeza mais particular por ter tidas experiências
profissional, vou te relater aqui, durante o início da conversa todo, mas assim, a angúcha
é a revolta, como pessoa, para a gente ela aumenta muito, não basta só ter que conviver
com a dor, de tanta gente que perdeu sua família, a gente ainda tá inserido nesse contexto,
a vida da minha família, foi totalmente paralisada em termos de planos, a gente foi pra lá,
pra Tatiaio Super, a gente nasceu em Belo Horizonte, a gente foi pra lá realizar um sonho
de família com a aposentadoria dos meus pais, assim, a gente é uma família simples, nunca
teve muito recurso, pra considerar que em uma situação dessa não fosse impactar totalmente
a nossa vida, bem obrigado, descoa e palco, tá bem, estamos já fazendo isso, valeu, obrigado, e o podcast, teve produção em roteiro, de pábulo nascimento, edição, lucazeogênio, chefeia de redação, Adriana Vigiano, e Flávia Martins e Miguel,
direção de jornalismo, marco nascimento.
Podcast Summary
Key Points:
O Tenente Felipe Rocha e sua equipe chegaram ao local do rompimento da barragem da Vale em Brumadinho em cerca de 50 minutos, após receberem a chamada por rádio.
O cenário de destruição foi devastador, com uma sensação de espanto e desespero, pois não havia preparo para um evento de tamanha magnitude, apesar do treinamento intenso.
A operação de resgate foi guiada pela intuição do sargento Santana, que conhecia a região, permitindo uma abordagem eficaz e o acesso a áreas onde as vítimas estavam mais próximas do local do rompimento. Resumo O relato do Tenente Felipe Rocha detalha sua experiência no primeiro resgate após o rompimento da barragem da Vale em Brumadinho, em 25 de janeiro de 2019. A equipe chegou ao local em cerca de 50 minutos, enfrentando um cenário de destruição total, com lama espalhada e estruturas destruídas. Apesar do treinamento avançado, a magnitude do desastre superou todos os cenários previstos, gerando uma sensação profunda de espanto e angústia. A ação foi guiada pela localização estratégica fornecida pelo sargento Santana, que conhecia a região e ajudou a identificar áreas com sobreviventes. A operação incluiu a resgate de cinco pessoas, incluindo o operador da Paca Regadeira, Leandro, que foi resgatado com fratura na perna. Uma das vítimas mais significativas foi o funcionário Antônio, que sobreviveu por ter ficado preso em uma estrutura seca, na parte superior da mina, com apenas uma lesão leve. A equipe foi forçada a operar por mais de uma hora, com ações intensas e riscos elevados, especialmente em relação ao risco de rompimento da barragem. Apesar do sucesso no resgate de várias vítimas, o corpo de bombeiros ainda trabalha ativamente há cinco anos para localizar e identificar as três vítimas ainda não encontradas. O relato destaca o sofrimento coletivo, a dor familiar e a persistência da missão, que continua como um compromisso profissional e humano com as famílias afetadas. O evento permanece como um dos mais graves desastres ambientais e humanos na história, marcando um momento de grande dificuldade, mas também de coragem e dedicação.
Summary:
FAQs
A primeira sensação foi de espanto e choque, diante de um cenário de destruição total, algo que não era previsto nem por treinamento, pois era semelhante a um cenário de guerra.
Eles seguiram um caminho alternativo conhecido pelo sargento Santana, que tinha propriedade na região, permitindo chegar antes das demais equipes e com maior velocidade.
O risco iminente de rompimento da barragem B6, que estava sendo atingida pelo desabamento da barragem principal, com possibilidade de desastre imediato.
Os resgates foram feitos com apoio aeronautico, com a equipe se deslocando por terra e usando a aeronave da Polícia Militar para transportar as vítimas com segurança.
O sargento Santana foi fundamental por conhecer a região, ter intuição sobre o caminho certo e manter a equipe motivada e focada em salvar vidas mesmo diante do risco extremo.
O operário Leandro sobreviveu porque foi preso por uma estrutura de madeira no topo da mina, onde a lama não o atingiu, e foi resgatado após 20 a 30 minutos de operação com ferramentas de corte.
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