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#5 - Alair Gomes: A New sentimental Journey

30m 20s

#5 - Alair Gomes: A New sentimental Journey

No episódio do podcast do Encontro de História da Arte da Unicamp, a pesquisadora Línea Ferreira Gomes compartilha sua trajetória acadêmica e sua pesquisa de doutorado sobre o fotógrafo Alair Gomes. Ela explica que sua paixão pelo corpo masculino e pela história da arte a levou a estudar a obra de Alair, que começou como engenheiro, mas se dedicou intensamente à fotografia a partir dos anos 1960. Alair produziu um vasto acervo, com milhares de imagens e negativos, focados no erotismo e na representação do corpo masculino. A pesquisa atual se concentra em dois documentos: um texto inédito de mais de 500 páginas, escrito entre 1973 e 1991, que narra suas viagens pela Europa e suas observações sobre a sociabilidade masculina, e uma série de 630 fotografias da mesma viagem, incluindo registros de touradas. Línea destaca que esses materiais revelam um lado pouco conhecido do artista, mostrando como ele adaptou seu olhar erótico a novos contextos. Ela também discute os desafios metodológicos, como a análise da fotografia como objeto artístico, a dificuldade de identificar locais e datas, e a caligrafia complicada de Alair. Além disso, ela enfatiza a importância do financiamento público para a pesquisa e menciona a dificuldade de contato com colecionadores particulares. No momento, Línea está revisando o texto e correlacionando-o com as fotografias, um trabalho minucioso que visa iluminar aspectos inéditos da obra do artista.

Transcription

3166 Words, 18167 Characters

Portuguese
[Música] Olá! Bem-vindos ao podcast do Encontro de Stora Darts da Unicamp. Meu nome é Leticia Lem, sou uma estrada aqui do programa e membra da Comissão do EHGAD 2020. Nessa primeira série de episódios, estamos convidando pesquisadores em Stora Darts de todo o país para falar um pouco sobre suas pesquitas. [Música] Hoje recebemos a linee ferreira Gomes, a luna de doutorada em história pela Universidade Estadol de Campinas. A linee possui mestrado em Stora Darts, conforme pelo AFAPSP e graduação em história ambos pela linee não. A linee desenvolveu também uma pesquisa sobre a obra do fotógrafo Alair Gomes, sobre a estrada da fotografia e Stora Darts. E a linee escreve no blog de Stora Darts e a Marvelator, que inclusive recomendamos muito para todos os ouvintes. Bem-vindos, a linee. Olá! Muito obrigada! A linee, você poderia falar um pouco sobre a sua tragitória e sobre como você te levou para que você está estudando atualmente, fluturado? Eu só queria dizer que é um imensupraser que participando do podcast de H.A. Eu tenho uma hora carinho para o H.A. Não só porque é um dos eventos mais importantes na estrada da Álida de Brasil, mas porque participei de algumas edições na organização. Então, é o maior proteger, tá? Bom, falando um pouco da minha tragitória, eu fiz duas graduações. A primeira graduação é a Fizária de Sport, emcepido do Cação Física. É lá, eu quis fazer uma iniciação científica, voltada para a estrada da Álida. Eu tive muita sorte de generosidade do professor George College de Meacolhena, que levou um momento inicial. E ali eu fiz uma iniciação científica pesquisando dois pintores que retratavam sendo as esportivas. E que predominantemente nas sacenas eram figuras masculinas, que ali já espontavam a minha interesse, em estudos da estrada do corpo e da representação do corpo masculino. Depois eu fui fazer a graduação em História, e ali eu fui fazer uma inicia científica sobre uma série de fotografias do Laí, que são séries que ele retratou de esportes. Bom, depois eu quis entrar cada vez mais no universo da Laí, e aí no meu estrado eu fui estudar uma série de fotografias de Tchelape, que fiz uns Estados Unidos durante a década de setem. E aí, se agora no tornado estou entrando cada vez mais no universo da Laí, vamos. E você vai contar um pouquinho para a gente, sobre porque você interessa o trabalho do Laí e também contar um pouquinho sobre o trabalho desse fotógrafo aí. O Laí nasce em Valência, no estado do Rio de Janeiro em 1921, tem uma morte trágica em 1922. Ele é essa figura muito interessante porque ele tinha uma formação na área de exáctulas, ele é formado em Gérea Civil e Eleprônica. Mas vai espontando um interesse grande para as humanidades da década de 1940, ele funda com um d'amigos uma revista que teve curta vida, mas era uma revista literária, na qual ele começa a publicar os seus primeiros textos. E aí, mais para frente, ele larga de falta em Gérea, ele tinha um cargo de dinheiro na central do Brasil, mas ele larga para se dedicar de uma maneira alto de data aos estudos da filosofia da Ciença. A fotografia vai entrar de uma maneira mais intensa na Armada do Laí, já nos anos de 1960, já quando ele tinha quase 40 anos. E aí também que ele se consolida como professor, ele dá cursos de fotografia e cinema na escola de artes usuais do Parque Lágei e na oficina a discultura do Inga. Ao mesmo tempo, ele vai sendo convidado para diversas conferências de palestra, publicando textos de críticos sobre artes e resenhas de exposições e publicando em bem-incluso de circulação bem importante do período. E ele vai produzindo essa gama de imagem com essa predominância para o corpo masculino, para olhar do corpo masculino. Eu acho que uma interesse, pela obra dele, é justamente para ter esse interesse em comum, de ser também uma apaixonada para as formas masculinas. Então acho que parte desse ponto é uma interesse pela obra da Laí. E além de tudo, tem uma interesse que ele é mais um fascinho do que a interesse. E aí quando digo que é um fascinho não é uma expressão atoa, porque grande parte do acervo do Laí e hoje se encontra na aberta nacional do Rio de Janeiro. E é só para a gente ter uma ideia, dessa dedicação dele a esse tema. A gente tem na aberta nacional um número muito grande de imagens. E aí temos cerca de 16 mil fotografias e 150 mil negativos que estão na aberta nacional de representas, onde fatos são menagens ao corpo masculino. É interessante que no acervo da aberta nacional a gente também encontra uma experiência do Laí e em outros temas na fotografia. Mesmo que tinham sido alguns trabalhos encomendados, tem indísturos de péssito atrás, ele tem uma série de retratos, de personalidades, de amigos dele. E até um trabalho bem interessante que ele realizou para o país da justa Boulir Máxaro. Então ele é essa figura muito herodita com interesses diversos para as manifestações artísticas que vai se consolidando na fotografia. Eu tenho essa impressão de que ele primeiro tem uma projeção fora do Brasil, já em 1907, ele participa da Ferediate de Boulônia, depois em 1904. Ele participa do mês da foto em Paris, mas acho que um ponto de projeção bem importante foi em 2001, quando a Fundação Cartier Bresson fez uma grande exposição individual sobre a Laí e sobre a obra do Laí. No Brasil ele realiza também as exposições individuales e coletivas e acho que é importante para sinalizar aqui a restante, que é em 2012 na Ferediate de Boulônia. De São Paulo tem duas salas dedicadas a exibição da fotografia da Laí. Ele tem essa projeção no mundo da fotografia, mas é também um artista que refletiu muito sobre a produção. Então na ableta carasanal a gente encontra além dos textos publicados e os não publicados sobre a produção dele e sobre dois temas que eu acho que são muito caros. É uma Laí que é a questão do erotismo e da pornografia. Então ele tem uma produção bem centrada nessas dois temas. Ele tem um negócio muito de uma frase que ele tem em um dos diários que ele diz que o erótico é uma espécie de afirmação suprema da existência. Então acho que ele feiti de uma maneira mais profunda até filosófica sobre esses temas frein, e estão de sobrevivente. É muito interessante porque esse acervo dele na Ableta é nacional é muito grande. Então muitas outras pessoas são muito carasanal. obras, muita fotografia e eu queria saber como você chegou nesse recorte que você está estudando agora de fotografias no doutorado. E como essa análise dessas fotografias traz uma novidade, traz uma outra replicão acerca do explodo do artista. A gente, o meu pesquisa de doutorado agora tem dois pontos de atenção. Um ponto é um texto que eu deixo pronto, de um livro pronto, que ele simplesmente não possui poder ficar de mais de 500 páginas. O texto chama "A Niu Sentimental de Jordi". O título está em inglês porque eu testo todo o redido em inglês. Esse dedico é esse texto em 1973 e mexe no texto até 1991, portanto até alguns meses antes da morte dele. O texto vai entrar de um relato de viagem, gola aí, especialmente por países como Inglaterra, França e Thaí Suíça. Então ele vai trazer pro leitor a jornada dele. Ele era essa figura que se interessava por todas as manifestações de artística. Então ele visita em números museus, instituições culturais, liberarias, monumentos públicos, cinema, eventos com performance. Então ele tem essa senha de pelo mundo cultural e traz isso pro leitor no texto dele. Além disso, ele tem uma um olhar no traduzado novamente para o mundo masculino. Então ele vai relatar o que quer observar dos rapazes que ele se interessa, que se interessa de uma forma com o olhar mais adoçado para a recuperar dos rapazes e observar como que os rapazes se comportam em ambientes públicos. O que eu acho que é até interessante porque ele traz um certo olhar atino grafico até como explorador de outro ambiente, outro território, como é que se dá uma sociabilidade nos outros países. Então ele observa que em certos lugares existe uma liberdade um pouco melhor para acontecer já esses de carinho entre rapazes e em outros lugares que eles já não veem isso. Então tem esse sacraclirística de quase um atino grafico e além de tudo, o Anai faz descrições sobre as obras que ele visita, as exposições que ele visita, ele vai descrevendo as obras que mais não impactam, que é mais gosco e é bem interessante porque ele faz uma comparação em muitos lugares que ele encontra com os rapazes, que ele encontra com os tranzeiuntes, que ele encontra ou na rua ou até a nossa sala de museu. Eu até brinco que faz um exercício muito purguiante de fazer um comparativo entre formas, então a entrada de arte e o seu fascínio pelos rapazes que ele está encontrando no momento. Outro ponto de atenção da minha pesquisa é uma série de fotografias que é a ditulada viagem que são 630 fotos que estão também no acervo da Bruta Nacional. É essa imagens que apresenta o que registram, essa passagem, essa jornada do alair, pelo ropa, mas que também vai registrar temas que eu antes nunca vi, até a risco dizer que isso que acho que ninguém nunca viu, porque dá um exemplo aqui, ele apresenta a série que ele chama de "touros", que é um registro que ele faz de uma torrada, que ele faz apenas uma linha de dimensão no Anil Centimento de Ornay, que esteve em uma torrada em na espui, e são cerca de 70 fotos, as fotos são incríveis porque ele tem uma capacidade de registrar gestos, escolher ânclus que favorecem as formas dos tureiros, por exemplo, então é uma série quequíssima de uma poética do gesto masculino e além de ser um registro desse espetáculo. Então, por exemplo, essa série apresenta temas novos como esse tema do estourado. Então, os dois documentos, tanto o texto, como as imagens, elas refletem, elas representam, esse olhar que já tinha tido acitado, esse olhar herótico do alair. Então, eu lembro muito de uma frase do Renado Morais, inscrito, no seu livro "Ponopopeia", que ele diz "A vida cotidiana pode ser bem divertida no grafica, se você tiver olhos atentes", eu acho que é isso que ela ir faz, ele tem olhar super atento, e constrói cenas de condícios heróticos, vindas do cotidiano. Então, cenas que ele está vendo enquanto ele está passando na rua enquanto ele está no massáleo de um museu. E também, o texto, quanto série de imagem, essa imagem da heró, elas me trazem um ponto que eu tinha já percebido um pouco no mistrado, que é uma ideia de que existe uma da aplicação do alair. Acho que eu quero dizer com isso, que, mesmo quando o alair não está no seu ambiente, mais confortável que seria as cenas, por exemplo, a gente conhece hoje em dia mais, as cenas dos apalhas de nosso prazo cariolco, que as que mais circularam nas exposições também, então o grande público provavelmente está mais acostumado com essas imagens. Então, quando ele vai pra Europa, ou como no mistrado que ele foi pra os Estados Unidos, ele adata o olhar dele, porque ele não tem mais aquela situação favorável dos corpos masculinos estar em expostos como na traia, o cenário é outra, apesar de dinheiro é outra, mas ele mesmo assim, ele consegue se manter fiel a esse fascínio, pelo corpo masculino. Então, mesmo assim, ele continua fazendo essa homenagem, as formas masculinas, registrando, capturando cenas do universo masculino. E, bom, falando um pouco de, porque tratar desse texto, eu acho que uma primeira coisa é porque a gente, pouquíssimo, conhece essa despisa sobre essa produção festual do alair, que foi intensa, eu conheço apenas um trabalho salvo de ganho do André Pitol, da Réca Ospiti, que tratou de alguns textos que o alair publicou em revistas masculinas estrangeiras, mas, farei isso, não existe, quase nenhuma pesquisa, não é, sobre essa produção textual. E a ideia de abornar, também, esse conjunto fotográfico, que, sem relação, é diretamente com esse texto, dele, não é tratar das fotografias apenas com minhas ilustração, mas sim tratar delas com uma igualdade, ter esse fotografia, forma objetos de estudos artísticos, e assim, trazer, iluminar outros aspectos da obra do alair, que a gente, então, desconhece é esse tanto, porque é um acervo muito grande. E a Lini, até agora, aqui no podcast BHG, a gente recebeu pesquisadores que trabalham muito com pinturas, mais tradicionalmente estudadas na história da arte e você é a primeira pesquisadora que vem estudando o conjunto fotográfico. Então, eu queria que você falasse um pouco sobre quais são as festividades que devem ser levadas em consideração quando a gente está analisando uma fotografia, diferente de quando a gente analisa uma pintura. Eu acho que. Não sei se tem muita diferença, acho que é. é tratar a fotografia como objeto artístico e partida dela, do partido da imagem, como a alumna do professor de Onde Cônia aprendi esse exercício da equifradas que é você descrever a obra. Então, partir das imagens e descrever elas e tentar retirar o tiki delas e zimstis, é uma partida da própria obra. Eu acho que, talvez como a especificidade, talvez tenha na fotografia, tem esse e tem que ela é feita em grande parte, a partir de um índice do real, então, diferente da pintura, da escultura, a fotografia, tem esse princípio, de índice à realidade. Eu acho que talvez as questões técnicas sejam mais especificidades, do próprio soporte, questões de iluminação, granulação, revelação, caso da lá ir, é uma coisa bem importante, que ela ir revelar para os reforços, não deixava essa tarefa para uma outra pessoa, para um terceiro. Então, ele adaptou o apartamento dele, na Rio de Janeiro, adaptou para ser um estúdio e, inclusive, criou um laboratório para revelar a sua própria produção. Então, talvez tenha que, tenha com certeza que levar em rozeiração essa questão da matereidade, da fotografia, da sua produção, no caso do alói. Eu queria saber por último, quais estão sendo esses seus desafios no desenvolvimento da pesquisa e na análise, em conjunto, da fotografia, com esse texto. Também queria saber em que etapa da pesquisa você está, se você pudesse contar um pouquinho para a gente alta, o que você faz fazendo no momento. Eu acho que, primeiro desafio, eu acho que a questão da existência dos órgãos de fomente de pesquisa, na sua ausência, para mim seria um enorme desafio e, provavelmente, eu não sequeria desenvolver essa pesquisa. Então, eu sinalizo aqui a importância, esses órgãos de fomento, que financiam as pesquisas nas universidades públicas brasileiras, que são fundamentais. Então, a gente precisa muito ir aos acervos, aos arquivos, várias vezes. Sem esse financiamento seria praticamente muito difícil. Eu acho que, talvez, em questão dos dados documentais, eu tenho um dificuldade de desafios, porque nem sempre era aí da todas as fotos e nem sempre identificou os lugares que ele fotografou. Então, é difícil, é muito mais complicado quando você não tem, com certeza, um período, tinha ponto que ela quanto foi feita. Por exemplo, eu senti uma lá em Stem, na Europa, durante dois momentos diferentes, com espaço grande de tempo. Mas eu não tenho certeza se todas essas fotos que ele fez são desse primeiro período, ou do segundo período, por exemplo, como isso é um desafio, além dos lugares, eu acho quando são lugares conhecidos e famosos, eu faço de identificar. Mas quando são outros lugares de registro bem específico, você fica com uma esticlade de identificar. Eu acho que é um outro desafio que é do próprio artista, e, no meu caso, pesquisador, porque utilizo muito os diários da Laíne, os cadernetas de anotações. E quando é a calligraphia da Laíne, ela é muito complicada. E eu fico lá fazendo um trabalho de detestível, de se frar. Eu sempre escreve em inglês, tem alguns consteços dos diários que têm português na maioria, mas a maioria é inglês. Então você fica lá que é brana cabeça para ver o que queria dizer aquele momento, que eu calado ler, branche. Acho que recentemente eu estou com o desafio de entrar em contato com os colecionadores particulares. Existem algumas obras que estão colecionadores particulares. Eu estou atrás de um colecionador que tem mais imagens sobre essa viagem à Europa. Seria muito importante conversar com ele, mas eu não encontro de jeito nenhuma. Eu já escrevi eu e fazia para o palco atrás dele. Não consigo entrar em contato, seria muito importante saber como essas imagens chegaram até ele, qualquer relação dele que fala aí. E até ele provavelmente fazer mais observações e informações sobre ela. Isso tem sido uma coisa que eu não estrada, não tive dificuldade de metodagranduturada. Eu acho que é nisso. O momento que eu estou agora na pesquisa, eu estou retomando, a gente trabalha com o texto e é diferente do que com a imagem. Então eu estou relemendo, pelo nem sei qual, número de vezes já. Eu estou relemendo esse texto que é um texto de mais de 5 em tas páginas. Eu estou esmiosando participantes do Brasil, vendo cada detalhe, porque faz situações de muitas obras, de refletções sobre muitas obras. Então eu estou nesse momento de retomar essa eleitura, fazer eleitura da eleitura da eleitura. Eu estou tejendo com as fotografias, então é um número grande, são 630 imagens, porque a intenção que dá é que a impressão que dá que ele queria publicar o livro com as imagens. Então eu estou fazendo esse trabalho de cotegiar o texto quase em mágicos. É muito um trabalho bem grande, sei cento de mágicos, 5 em tas páginas. E quanto tenho para você terminar doutorado? Eu tenho pelo programa até 2023, sem fim ainda, mas é sempre muita coisa para fazer, sem minhas minhas minhas, sem ficar caramba, não vai dar tempo. Não, mas vai dar tempo assim. É uma coisa muito incrível. Eu adorei conhecer um pouco mais sobre o seu post-quiso, tenho certeza que nós usamos alguém de também. Eu queria te agradecer mais uma vez, eu acho que a gente pode encerrar por aqui, se você tiver mais alguma coisa para falar, não quiser que eu sentar alguma coisa. Não, não. Então muito obrigada, a línea foi um prazer receber você. E obrigado a todos que ouviram, mais um episódio do podcast do H.A. Queria pedir para vocês nos seguirem nas nossas redes sociais. compartilharem, comentarem o que vocês estão achando dessas térias de pisodeos e é isso até a próxima, obrigado a linee Obrigado vocês

Podcast Summary

Key Points:

  1. Línea Ferreira Gomes é doutoranda em História pela Unicamp e pesquisa a obra do fotógrafo Alair Gomes, com foco em seu acervo fotográfico e textual.
  2. Alair Gomes, nascido em 1921, foi engenheiro e professor, mas se dedicou à fotografia a partir dos anos 1960, com ênfase no corpo masculino e em temas como erotismo e pornografia.
  3. A pesquisa de doutorado analisa dois documentos
  4. A obra de Alair é vasta, com cerca de 16 mil fotografias e 150 mil negativos na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, e teve projeção internacional, como na Fundação Cartier-Bresson em 200
  5. Desafios da pesquisa incluem a caligrafia difícil do artista, a identificação de locais e datas das imagens, e a dificuldade de contato com colecionadores particulares.
  6. A fotografia, diferentemente da pintura, tem um caráter de índice do real, e no caso de Alair, a materialidade e o processo de revelação são aspectos centrais.

Summary:

No episódio do podcast do Encontro de História da Arte da Unicamp, a pesquisadora Línea Ferreira Gomes compartilha sua trajetória acadêmica e sua pesquisa de doutorado sobre o fotógrafo Alair Gomes. Ela explica que sua paixão pelo corpo masculino e pela história da arte a levou a estudar a obra de Alair, que começou como engenheiro, mas se dedicou intensamente à fotografia a partir dos anos 1960. Alair produziu um vasto acervo, com milhares de imagens e negativos, focados no erotismo e na representação do corpo masculino.

A pesquisa atual se concentra em dois documentos: um texto inédito de mais de 500 páginas, escrito entre 1973 e 1991, que narra suas viagens pela Europa e suas observações sobre a sociabilidade masculina, e uma série de 630 fotografias da mesma viagem, incluindo registros de touradas. Línea destaca que esses materiais revelam um lado pouco conhecido do artista, mostrando como ele adaptou seu olhar erótico a novos contextos. Ela também discute os desafios metodológicos, como a análise da fotografia como objeto artístico, a dificuldade de identificar locais e datas, e a caligrafia complicada de Alair.

Além disso, ela enfatiza a importância do financiamento público para a pesquisa e menciona a dificuldade de contato com colecionadores particulares. No momento, Línea está revisando o texto e correlacionando-o com as fotografias, um trabalho minucioso que visa iluminar aspectos inéditos da obra do artista.

FAQs

Linee Ferreira Gomes é doutoranda em história pela Universidade Estadual de Campinas, com mestrado em História da Arte e graduação em história. Ela pesquisa a obra do fotógrafo Alair Gomes, focando na fotografia e na representação do corpo masculino.

A pesquisa analisa um texto inédito de Alair Gomes chamado 'A Niu Sentimental de Jordi', com mais de 500 páginas, e uma série de 630 fotografias intitulada 'Viagem'. O objetivo é estudar esses documentos em conjunto para iluminar aspectos desconhecidos da obra do artista.

Alair Gomes nasceu em 1921 no Rio de Janeiro e foi um fotógrafo que se dedicou intensamente à representação do corpo masculino. Seu acervo na Biblioteca Nacional inclui cerca de 16 mil fotografias e 150 mil negativos, e ele ganhou projeção internacional, como na exposição na Fundação Cartier Bresson em 2001.

Alair Gomes refletiu profundamente sobre o erotismo e a pornografia, considerando o erótico como uma afirmação suprema da existência. Sua obra explora o olhar atento ao cotidiano e a beleza das formas masculinas.

Linee trata a fotografia como objeto artístico, partindo da descrição da imagem. Ela destaca a especificidade do índice à realidade e questões técnicas como iluminação e revelação, que no caso de Alair eram feitas por ele mesmo em seu laboratório.

Os desafios incluem a falta de financiamento, a dificuldade em identificar datas e locais das fotografias, a caligrafia complicada de Alair em diários, e a dificuldade de contato com colecionadores particulares que possuem obras relacionadas à viagem à Europa.

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