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#41. O que precisa de saber para investir em obrigações?

56m 20s

#41. O que precisa de saber para investir em obrigações?

Este episódio do podcast "Investidor Inteligente" explora com profundidade o tema das obrigações, desmistificando mitos comuns sobre sua segurança e rendimento. Embora muitos investidores vejam as obrigações como um ativo conservador e de baixo risco, o conteúdo destaca que elas podem sofrer grandes perdas em períodos de alta inflação, por não ajustarem-se ao aumento dos preços. O rendimento histórico das obrigações, especialmente em fundos como os PPRs, é muito baixo, muitas vezes submetido a altas comissões, tornando o retorno líquido quase inexistente. O risco de crédito, de taxa de juro e de desvalorização da moeda é significativo, especialmente em títulos de longo prazo. O risco de taxa de juro é destacado como um dos maiores, pois o aumento das taxas prejudica diretamente o preço das obrigações. A análise também revela que, em um contexto de dívida global em crescimento e taxas de juros baixas, as obrigações estão, em grande parte, sendo sustentadas pelo papel dos bancos centrais. Para um investidor inteligente, as obrigações são mais adequadas para liquidez de curto prazo ou como componente de diversificação, não como estratégia principal de crescimento. O episódio conclui que, no longo prazo, as ações oferecem um melhor retorno e maior potencial de valorização, reforçando a ideia de que um portfólio equilibrado deve incluir ações para garantir crescimento sustentável. A falta de conhecimento entre os investidores é um fator crítico, pois muitos acreditam que obrigações garantem rendimentos fixos, ignorando os riscos reais e a perda de poder de compra.

Transcription

8864 Words, 50647 Characters

Portuguese
Este podcast tem o propósito informativo e didático e não representa qualquer oferta ou conselho de investimento. A casa de investimentos pode ter ou vir a ter posições nos títulos que são referidos. Ora viva, as obrigações são vistas como o investimento seguro e de baixo risco, mas então porque a que muitas vezes os investidores perdem dinheiro com elas, e porque aqui os índices ou fundos obrigações sovem e deixem tal como os diações. Neste episódio é disso mesmo que falamos, vamos explicar o que são as obrigações qual é sua rentabilidade histórica e que riscos têm para quem investe. Vamos fazer-lo com a Emilia Vieira e o Paul Leite, que vão também explicar que sentido faz investir em obrigações para o longo prazo. Eu sou o Paul Ferrar e este é o investidor inteligente, o podcast da Casa de Investimentos. Emilia Paolo, bem-vindos mais uma vez, Emilia, vamos então olhar aqui hoje só para as obrigações. A Casa de Investimentos raramente fala de obrigações, aliás, vamos se nós ouvirmos esta sérida de podcast, é isso que acontece e o vosso foco é sobretudo o investimento em ações. Mas por que é importante então falamos a obrigações? Olá, Paul, efetivamente para nós é muito importante falar de obrigações primeiro, porque em Portugal temos muito a ideia de que ser conservador é investir em instrumentos de taxa-fix, investirem em obrigações. E grande parte das pessoas aloca a sua poupança ou tenha sua poupança investida em ativos taxa-fixas, como de poupança prazo, obrigações, certificados da forro e todos estes produtos. E nomeadamente os PPRs que estão majoritariamente investidos em obrigações. E por isso é importante que as pessoas compreendam, em que momentos é que podem e devem usar obrigações e em que situações é que não devem usar obrigações. Os PPRs, por exemplo, que estão, que são por natureza, um investimento para sua construção investimento de longo prazo, um plano de poupança reforma, na nossa opinião não faz sentido ser gerido, investindo em obrigações ou majoritariamente em obrigações como grande parte dos PPRs em Portugal, e por isso os seus retornos estão tão mals, são tão baixos. Informar as pessoas, explicar onde é que esta classe é relevante, o que é que ela adiciona ou subtrair, que riscos têm, é determinante para que as pessoas possam tomar decisões. E por isso para nós a ideia de trazer as obrigações é mostrar e, de facto, a razão a casa de investimentos, tem o seu foco sobretudo em ações, mas há situações. Nós também investimos em obrigações. Neste caso no fundo de PPR não, mas também investimos em obrigações, em que ser constantes é que elas são relevantes, o que podem adicionar ou não a carteira é relevante. E no fundo, porque a ideia de que é um ativo muito mais seguro é importante mostrarmos que tipo de rendimento tem associado, e por que quando investimos ao longo prazo não é um ativo seguro, e mostrará que a diferença entre o que é o risco das obrigações e o que é a volatilidade, e por que as ações e obrigações podem coisistir ou não dependendo dos prazos, e é isso? E da estratégia de investimento? Exatamente, porque as obrigações têm longos períodos, e uma vez que é um ativo monetário indexado à moeda, porque tem largos períodos com renda de estabilidade tão baixas. Também importa, estamos a falar de um título de dívida, mostrar que há um aumento enorme no mundo do estoque de dívida, quer de países, quer de empresas, e portanto são um ponto muito revolucionante para considerar. Sem dúvida, e são os títulos mais complexos, pelo menos o meu ponto de vista, mais complexos de casações na sua forma de funcionamento, com várias noantes, e por isso a publica é importante explicar o que é uma obrigação e que tipo de obrigações existem. Claro que sim. Obrigado Paulo. De facto, uma obrigação muito simplesmente é um título de através de qual um investidor em prestas dinheiro, a uma empresa, a um governo, a outra entidade, pode ser uma entidade supernacional, pode ser um município, pode ser uma alimentidade estatal, enfim. Uma entidade que precisa de fundos para investir, para gastar, para qualquer fim, e, de facto, por contrapartida de um rendimento, há alguém que em presta e esse valor, uma perspectiva de, ao fim, de algum tempo, ter os valores de volta e ter também um rendimento associado. E, de facto, a primeira grande distinção é a obrigações de governos ou de empresas, portanto, de governos, são aquelas revistas, típicamente com mais mais seguras, porque o Estado tem um poder que é de por uns todos apagar impostos e, portanto, assim, arrecadar mais. Para pagar as suas dívidas, né? Exatamente. E, depois em economias, se calhar menos seguras, o Estado também tem o poder de imitir mais moeda e, assim, também destruir, destruir o valor da moeda, mas cumprir com aquilo que são os seus obrigações, o que não impede que, muitas vezes, também tenham vestido situações de incumprimento, e, mesmo na Europa, nós tivemos um arrecad, portanto, um corte daquilo que são os valores em dívida, na dívida grega, por exemplo. Um pouco tempo. Depois, há várias conceitos que são importantes, isto é fácil de rapidamente entrar na parte técnica ao valor nominal, que é o valor de referência que está a ser impostado. Então, há o cupão, e o cupão é, basicamente, o juro que está a ser pago por essa obrigação. Tem este nome de cupão, porque, antigamente, nas obrigações em papel eram cupões que eram destacados. Era o mesmo que cortava-se com uma tesoura, não? Exatamente, mesmo. Pão, do primeiro semestre de 2024, do segundo semestre de 2024, conforme os juros é semestral ou não. E, portanto, ia ser pagando. Exatamente. E se pende no caso? O cupão, na prática, são os valores que a obrigação vai dar direito. Os pagamentos que a obrigação vai gerar, antes da sua maturidade, é o fim do prazo. E a maturidade? Se nós estamos a falar de uma obrigação há cinco anos, significa que o fim de cinco anos é a entidade que emitiu as obrigações, é que a impostarmos o dinheiro, nos devolvem o dinheiro que a impostaria. Exatamente. Mas, ao longo do tempo, poderais fazendo alguns pagamentos, que são os teixos pagamentos de cupões, até a maturidade final. Mas o cupão não é o rendimento que ela vai gerar, o rendimento está a ser um conceito que é o wild, que é um rendimento da taxa de juro associado a este investimento e que correspondam o rendimento retirado, não só do cupão, mas do preço que nós estamos a comprar a obrigação. E é muito fácil perceber isto, a obrigações de cupões zero, a obrigações que não pagam cupão, absolutamente nenhum. É juro zero. Exatamente. No entanto, são vendidas a desconto, que é esta progressão do desconto, até ao seu valor na maturidade. Exatamente. A base do valor no milha, nós estamos a entregar 910 euros, por exemplo, por uma obrigação que tem 1.000 euros de valor no milha, e quando a entidade nos vai devolver o dinheiro devolvendo 1.900 euros. O nosso rendimento é exatamente esta diferença sobre o valor no milha e o valor que pagamos pela obrigação. E depois isso faz-se uma conta, não é, para transformar isto de uma taxa de juro. Exatamente. Para utilizar este valor para ter um rendimento anual, é este conceito de yield, portanto, de aí que vem a distinção entre yield e cupão, que são conceitos completamente diferentes. Verdeiramente aquilo que o investidor recebe, é o yield, que é o rendimento associado à uma obrigação. O preço que ele comprou. Exatamente. Partimos de princípio também que o cupão é fixo, tal uma maneira. O cupão, pode ser fixo ao variável, mas não é maior parte da transmissão, é fixo. Não é maior parte, mas também é. O valor é que compramos ser muito importante, exatamente, nós sabemos, vamos receber, vamos imaginar 50 euros no semestre, e se pode ser muito ou pouco, em função do preço para que fizemos o investimento para ter este 50 euros de rendimento. Sim, importar que é distinguir-se, compramos a obrigação quando ela é emitida no momento que é primário, como pão e o yield são muito próximos, ou quando compramos ao longo do período, porque uma ideia que é maior parte das pessoas não tem é que as obrigações também transacionam, também são caras, tem uma utilidade, também tem uma capitalização que varia. E é isso que faz andar não só o yield para cima e para baixo, como perder ou ganhar mais dinheiro. Exatamente. Exatamente. Vamos só fazer aqui um parêntese espalgo. Antes de mais, primeiro conceito, obrigações é um emprestimo, quando se compramos a obrigação, vamos emprestar dinheiro à uma entidade, como é que nós sabemos se assimitenta esse seguro, nós queremos emprestar dinheiro à uma entidade que tem a capacidade no fim do prato de combinado nos desenvolver o dinheiro que estamos. Exatamente. E essa, talvez, o risco mais facilmente associado à obrigações, é um dos riscos mais importantes, o chamado risco de crédito, é o risco de chegar ao fim da vida da obrigação, e o meu divisor não vamos volver o dinheiro para incompreir com essa obrigação. Aqui é fundamental, temos uma noção de qual é a capacidade de quem está a desviver de pagar no final da vida do título. Isso forma a empresa, é fundamental perceber, a saúde financeira da empresa que, tipo de balanço é que tem, que este floso é aquela gera e com que facilidade ou não poderá cumprir com essas coisas. responsabilidades, e depois, é preciso também confiar na gestão e perceber o que a gestão pode fazer, porque a empresas totalmente saudáveis, com balanços seguros, mas que facilmente podem desbaratar esse crédito, podem desbaratar esse valor e tornar em sentidades incomprimente claro. E, portanto, o primeiro facto nas obrigações é preciso controlar muito bem o risco de crédito, porque, enfim, quando estou a investir em ações, apesar de tudo, eu tenho um potencial de valorização e de desvologização grande. Obviamente posso perder dinheiro que investir, mas também posso multiplicar por vários vezes, porque vou beneficiar com os locos que a empresas gerar com riqueza aquela produzir. Numa obrigação, estou muito mais limitares. Numa obrigação, o meu rendimento vai ser, por isso, simplesmente, o tal cupão ou o rendimento que eu tirar dela, não vou ter mais acima disso, e isso faz com que eu tenho o capital todo em risco para ter um pequeno rendimento, é muito mais crucial perceber a solução financeira de quem estou emprestado dinheiro. E, basicamente, a obrigação tem a precisar, não tem a precisar, mas tem, não precisar. O ganhar acima daquele limite é impossível, é muito difícil, só comprando com o ganho de este encontro, mas o perder, o ganhar abaixamento é mais provável. Posso perder o dinheiro todo, de obviamente, em uma situação de falhência em que não as ativos que possam cumprir. E, de facto, para facilitar a vida aos investidores, criou-se o conceito das agências de rating, que, eu acho que em Portugal ninguém conhecia agências de rating até a uma década de mais de uma década, e, de repente, isto entrou rapidamente no nosso lexico comum, porque percebemos a importância do rating de crédito, basicamente as agências que são contratadas para um carimbo numa obrigação, e este carimbo atribuiu um nível de risco. Há várias notações aqui, uma escala de notações complexas. E gostais à ágil, mais de menos, que vejam os estiposas até a bias, cês, etc., mas a grande extinção, o grande separar d'águas, entra a classe chamada investment grade e o chamado high yield ou junk. Que a tradução é lixo, que é uma tradução que eu gosto muito pouco, porque o lixo não vale nada. O junk é mais tralha, que, para a maior parte as pessoas, calhar não vale muito, mas para algumas pessoas têm valor, que são os investidores da IELT, que procuram ver estrair valor nesse tipo de obrigações de mais alto risco. Mas a questão do coño da IELT tem muito a ver com a necessidade da indústria de tornar a isto atrativo. Paga as notações de IELT, porque quando falem high yield, é um alto rendimento, mas não está associado ao high yield muitas vezes o risco. Com pensas, tenta se compensar o IELT, de não receber no final, com um grande juro da humanidade, que se compararmos exatamente com tal, de treuração do nível de crédito e outros eventos. Mas o nome high yield, de facto, é um nome muito vendável, porque só fala no pensão da rendimento. Na verdade, estamos a falar de obrigações de alto risco e alto rendimento, portanto, tem risco mais elevado, o rendimento que pode ser estrair delas, obviamente, por acesse prior. Mas aqui, de facto, percebe uma primeira coisa, que é estas notações das agências de rating são bastante fluidas, portanto, elas vão evoluindo ao longo do tempo, por isso é que, Portugal, esteve em certa altura como notação de liso, hoje em dia, voltou a ter uma notação de investment grade, que é o que ele permite entrar nas carteiras de generalidades grandes fundos obrigações daqueles que estão. Tem critérios mínimos. Tem o critério de investir só, nesta chamada investment grade, no grau de investimento, nesta obrigação de imitentes mais credíveis, mas, ou seja, estas notações não são os critérios na pedra, facilmente uma empresa queide novo, no abismo, de uma manutação e a repercussão é imediata no preço, aliás, típicamente o preço mais primeiro, depois a notação virá a seguir, portanto, não nos podemos guiar o único e simplesmente pela notações de rating, até porque as agências têm aqui um conflito de interesse considerável, porque elas são contratadas pelos imitentes. O satélase avaliou quem é recontrata. Exatamente, é despaga é basicamente. O modelo de negocio está construído, eu contratar alguém para avaliar o meu risco de crédito, em princípio as agências não querem. Ninguém quer desiludir um cliente, obviamente tem que proteger a sua marca, tem que proteger o crédito que tem junto do mercado, mas aqui sempre um conflito de interesse latente. Esse ficou bem explícito quanto foi aquele financiado. Quando foi aquele financiário, foi aclaríssimo e aliás estas empresas que mudam estando por se foram colocadas em tribunal e foram obviamente tiveram aqui desputas legais, porque, efetivamente, quando avisaram, quando fizeram o dano boreiro, foi passar de bom pagador para muito mal. Mas quando já toda a gente viu, não fizeram de forma agraduada de idade, mas já quando toda a gente viu e, portanto, já não ajudaram nada. Claro, aliás, nós, com a República, portuguesa de alguma forma, e isso passou, o rei tem que proteger-lo, por alto de 2010, passou dos ares, onde estávamos pacificados para lixo, e menos um ano, talvez não. Exatamente, deção do dano boreiro. Porque os movimentos são muito rápidos, porque, basicamente, basta uma trilhação financeira, que é passeada de pagamento, para isso refletir no preço e, depois, as agências de rei tem que vão confirmar essa desgida de preço com uma desgida notação. Agora, as factores das notações são importantíssimas, porque são cruciais para definir o nível de taxas de juros que um governo que uma empresa paga pela sua dívida, e, portanto, uma desgida, um downgrade, uma desgida de rei tem, obviamente, vai levar a quedas de preço destas obrigações, e a potência é as perdas, porque há aqui um risco a crescer. Mas quando deixo rei tem, e um imitente, imite de vida nova, tem que pagar um jurmejor, é que é exatamente. Exatamente. Mas para a dívida que está emitida, e que foi isso que Paulo quis dizer, o que acontece é que na dívida que está emitida, como a empresa é percebida que mutando mais risco, o preço da obrigação cai. Isto quer dizer que também o will de aumenta, obviamente, para os precisamentos de posteras compensarem com o will de maior. Justamente, e por isso, para isso é que quando uma obrigação tem maturidade de 10 anos, ou de 20, ou de 30, ou de 5, é muito diferente, porque isto é uma vida mais longa ou risca maior. Muitas mais coisas podem acontecer no longo período de tempo. Claro, e isto, neste contexto, e milha em que, de facto, a processão dos investidores é que investem em obrigações, como já disse no início, é ser conservador, tem pouco risco, não é? Mas tem estes riscos que nós, de alguma forma, já estamos aqui a começar a ilencar, quais são estes riscos? Tem vários riscos, antes de mais, uma obrigação tem o seu rendimento condicionado, qualquer obrigação à partida, por aquilo que são as taxas dos bancos centrais. São referenciais para todo mercado? São referenciais para todo mercado, ou seja, aquilo que é a emissão de dívida pública, por exemplo, americana, é considerada como a dívida que não tem risco, é considerada um pagador seguro, apesar de ter hoje uma montanha de dívida, mas é considerada um bom pagador. Só como a alma na Europa, por exemplo. Exactamente. O estado americano é bom pagador. E esta é a taxa, temos a taxa do Banco Central e as taxas aqui o Governo americano imeto dívida. Qualquer empresa, depois vai ter, ou o triplo-a, ou o duplo-a, ou o alce, etc., vai pagar um pouco mais, vai pagar um sepredo de risco acima desta taxa do Governo americano ou do Governo alma. Portanto, desde logo, nós temos aqui um risco em policípio que é o imitante. O risco imitante, tem a entidade de estar. Um obrigação, correto. Um obrigação antitolívida, um titolívida é uma promessa que vale o que vale quem a faz. Se nós fizermos uma imissão de obrigação a um ano, a partida, olhando para a vida de uma empresa, de um Governo, conseguimos prever se aquela obrigação terá grande risco de nos pagar de volta, ou aquele imitante terá grande risco de nos pagar de volta ao nosso dinheiro. Mas tivemos a falar de uma imissão a 10 anos, ou a 20 ou a 30, muita coisa pode acontecer ao logo de 20 ou 30 anos. Portanto, este é relevante. O risco do imitante é muito relevante quando investimos. É um ponto. E nós, na casa de investimentos, gostamos nos centrar apenas aqui no investimento do Goede, mas vamos falar mais tarde sobre isso. Depois, temos o risco de taxa de surro. E este é o risco que é maior parte das pessoas não entendem por quê? Porque as taxas de surro e os preços das obrigações têm uma relação inversa. O que é que isto quer dizer? Quer dizer? E o que foi isto que foi esquecido? Por que? Por nos últimos 4 décadas, nós assistimos a um movimento na taxa de surro que foi de queda constante ou chilaram, mas ou chilaram para baixo. E o que acontece é que ao longo de estes 36 ou 38 anos, a maior parte [MÚSICA DE FUNDO] obrigações, até foram um bom investimento. Por que? Porque como vinham aquele de taxas muito altas, as obrigações estavam imitidas, obviamente que aumentaram o seu, o will, aumentam nestas obrigações, por que o preço? No fundo, a vinham foram imitidas em períodos de taxa de juros mais elevada, exatamente. A média longo prazo e como fazer um contrato, a taxa fixa, correto, o que significa que ao longo do tempo as taxas caíram e o preço destas obrigações subiu, porque porque estava a ser imitido a cada momento que as taxas caíram e a ser imitido a taxas mais baixas, portanto as antigas valiam mais, correto. E isto muitas vezes as pessoas esqueçam. E durante? Eu acho que esse é dos efeitos mais difíceis de se venas obrigações para pessoas visualizarem, quando o efeito do preço é claro. E nós temos aqui várias coisas que nos ajudam a explicar isto. Vamos ver, então, o que que acontece é partir de 2008, as taxas por causa da crise financeira foram trazidas para zero e, digamos, na Alemanha, taxas negativas e o Paulo acrescentar aqui já há alguns dados. Mas as taxas caíram, o preço destas obrigações de facto subiu, mas subiu até o ponto de adar aquele rendimento zero. O que significa que qualquer movimento que há já seguir e há uma coisa típica das taxas juros é que, de facto, no longo praço as taxas juros tendem a ter uma média central. Se tiverem muito longe, se tiverem muito altas, vão entender a de ser e se tiverem muito mais, são um instrumento politico-muntário, tanto, é natural que estejam condicionadas pela atividade econômica e da inflação. E isso significa que, quando vemos taxas zero ou perto zero, o que é expectável é que, com o tempo, elas venham a subir e, quando sovem, as obrigações têm exatamente o defeito contrário, as obrigações caí, e isto foi exatamente o que se passou em 2022. Em 2022, até 2022, as obrigações já não tinham rendimento, e nós viemos ao analisar muitas vezes carteiras de investimento, quando nos é pedido pelos clientes até para transferência para a nossa gestão, e viemos muitas vezes obrigações a cutar. E ele dou um exemplo muito interessante que até estava aqui à procura, que é uma obrigação do Governo da Áustria, que foi emitida em 30 de junho de 2020, na altura de Covid. E o Governo da Áustria, a Áustria, portanto, um país seguro, emitiu cinco pontos, cinco bilhões, mil milhões, de obrigações a 100 anos, a 100 anos, para pagar em dois mil centívidos, dois mil centívidos, a 100 anos, mas com um cupão, oiça, de 0,85% ao ano. Ou seja, o cupão é o juro que essa obrigação paga, zero e 35% ao ano. Quem é comprado na emissão, e também podemos especular sobre quem terá comprado esta obrigação, porque é uma emissão enorme, cinco pontos, cinco bilhões, na data em que entrou nisto, e na data da emissão, tinha um cupão de 0,85. Ela foi, de facto, colocada no mercado, com um lijeiro de desconto faça ao par, foi colocada a 98.1, e na verdade, um significado de 100 euros foi vendido a 98. O que aumenta aquele lejeiramento de rendimento, mas muito pouco estamos a falar de 100 anos, estamos a falar de 100 anos, ela paga mas é em 100 anos. Paga esse juro anual ao longo de 100 anos, e o dinheiro só é devolvido, exatamente. Ok, o que acontece então é que esta obrigação entre junho de 2020, e praticamente dezembro deste ano, ela foi cutar 60.40, ou seja, com covid, as taxas, os bancos entreires que continuaram em mittimoia e atraseros os paseiros, e o que acontece é que mesmo uma obrigação, com uma taxa de cupão tão baixa, ainda subiu e foi até o valor facial científico, porém? A verdade. Estão pessoas a comprar 100, por 140 euros. Uma obrigação de 100 anos, e que rende 0,85 euros, tem que estar a falar a fazer isto. Se volmente, fundos de pensões, pêbios, etc. Estou bom que para isso, mas isso é um imparativo institucional que esta investido nos teios chamados ativos seguros, que é o ponto desta nossa conversa. E o que acontece entre tanto? Em entre tanto, vem a inflação, começa a se sentir a evolucionar esta inflação e esta obrigação, porém, o juro sobe e, portanto, as pessoas começam a ter alternativas rendimentos. De rendimento, quem está nestas obrigações, sai delas, começa a vendê-los para investir numas mais rentáveis e isto cai, porque a baixa e vem a 32, quei cerca de 30%, quei cerca de 70%. E agora vamos ver aqui um ponto. Este risco não é o risco do imitente, porque a Austria hoje tem? Não, esse risco não tem nada a ver com o devolução de 100 euros aqui a 100 euros. Não, tem a ver é com o tal risco de taxas de juro. E o risco para este mercado que se reflete no risco? Sim, justamente. E esta obrigação antes estava a cutar a 41,04, ou seja, em gravar o final do janeiro. No final do janeiro, ou seja, ainda está a cair quase 60%. Portanto, quem investiu nisto, folha de item aqui, um rendimento é baixinho, é seguro, e é para 100 anos, e tem hoje se precisar de sair disto, porque, de facto, quem é que pode investir a 100 anos? Quem é que pode, um investidor individual não pode investir a 100 anos. Não, são institucionales, basicamente? Porra, portanto, o risco de taxas de juro é isto mesmo, é refletido nisto. Um outro exemplo excelente é uma emissão da 10,993, também a 100 anos, com um copão de 7,5%. Neste caso, de facto, fixar a 100 anos o copão de 7,5%, na altura, acaba por ser um bom negócio para os investidores, porque as taxas de juro foram caindo, e garantir este dia e ter respeito a um copão de 7,5 era um privilégio, o facto valioso. O problema é que, depois, neste caso, era uma emissão que podia ser chamada, podia ser redimida em 2023, ou seja, a Disney podia pagar antecipadamente e eliminar essa obrigação, e foi o que aconteceu, óbvio mesmo. É assim, devem ser custado bastante. Não, porque havia um pequeno prêmio, mas que não acrescentava muito aquilo que era o custo, portanto, o mais importante padismo era eliminar um custo anual de 7,5% sobre aquela emissão. Claro, claro, porque agora consegue colocar dívida, apesar de tudo, mesmo depois da despida de taxas, onde vamos ver. É até um ponto muito relevante que Paulo falou, porque a Disney, quando emitiu obrigação e emitiu, as taxas justavam 13 ou 14. Tá, vamos contar isso, foi de 93. 93? Sim, vou ver se dirigiu-se-se-se-se. Isso tá bom, muito mais elevadas. E quem é comprou abrigação na autoral gas, até é um comentário do Bill Gross, que é concederado de bonde king, o grande rei das obrigações, eles estão misstupidas e investindo isto, quem é que está hoje a investir em Disney, com as taxas tão elevadas. A verdade é que a realidade económica mudou tanto que depois filmamos um período muito longo de 16, 17 anos de taxas praticamente sério. Essa ficou que era ísima para Disney. Essa ficou que era para Disney, e a Loki é Disney pode, porque é exercer o Loki que tinha, é Disney, deixou aqui a possibilidade de exercer todos os anos em julho, todos os anos a partir de 2023, ou seja, passar 30 anos e acabou a louca da dívida. E este é um outro ponto muito relevante. Outro risco das obrigações é que nós, quando vivemos, pão uma obrigação, é preciso conhecer todo o contrato e todas as figuras que estão dentro da tal obrigação. Isso é, quando é que. quando é que. quando é que. quando é que podem chamar, se ela pode ser transformada em ações, quando é que podem chamar de volta, porque depois também temos um risco de reinvestimento e isso conseguimos re-applicar no nosso dinheiro ou uma taxa tão elevada como que ela. Portanto, quando as pessoas olham a partida, e a ideia do investidor considerar as obrigações escuras, tem muito mais a ver com o facto de dizer, ele explicado que tem um contrato que paga. Numa data fixa ou não quer explodir isso. Claro. Isso dá a ideia de segurança. Quando é verdade, pode ser uma coisa extremamente arrescada. Sendo, depende do contexto. Depende do imitente. Depende das taxas de juro. Depende se tem estas características ou não. De densidade de riqueza. De que pode falar a seguir. Para ter que eventualmente vender a obrigação antes. Depende da inflação e o que vai acontecer à política monetária. Porque é relevante. De facto, o banco central, é de facto o grande que tem o poder de mexer a taxa e controlar a inflação a partir das taxas juro. Portanto, tudo isto é importante. E depois, ao outro ponto, com muitas vezes é completamente ignorado e eu tenho encontrado isto como enorme frequência. Quando tivemos as taxas na Europa a zero, as instituições financeiras colocaram muito obrigações. Por exemplo, do México, há 100 anos, há 4%. Entre um investidor que olha, em euros não ganho nada e em pesos mexicanos ganho 4%. E ganho 4%. Esta obrigação deve ser muito boa porque ganho 4%. Mas está a se ignorar o que é? Está a se ignorar risco cambial? Claro. Está a se ignorar. Entre os outros riscos todos acrescentam. Quando nós temos nós europeus, somos mais ricos ou mais pobres na nossa moeda, porque é moeda que está claro. Claro. E isso significa que, quando fazemos o investimento num Na ativo de taxa fixa, nós temos, se e o investimos na outra moeda que não o erro, nós estamos a encorrer em risco mundial. E o risco mundial, uns meses um ano, pode limpar para o completo, apagar para o completo o rendimento de uma destas obrigações, e isto acontece com frequência, quando as taxas surcarem, esta acontece com frequência, portanto isto é um ponto e depois temos um risco de procual, que é hoje que vemos, obviamente, o nível de individamento total dos países. Primeiro, porque tivemos a crise financeira e não se libertaram de toda essa dívida, depois, porque veio covid e os países se tiveram que se individar por todas estas questões de saúde e hoje, sem a saúde com covid, e, efetivamente, o que nós vemos é o volume de dívida, o stock de dívida, aumentar no mundo, então vamos lá ver, temos aqui um contraste, nós vemos hoje, já, a inflação, a nível de 2,1, 2,3%, e vemos os governos a europeia estados unidos, mas, na Europa as taxas já estão mais baixas, a dexerem outra vez as taxas, então, se nós temos hoje, muito mais em missão da dívida, temos aqui, de facto, um mecanismo que parece artificial, o supostamento das taxas deviam ser mais elevadas, mas há aqui, de facto, neste caso os políticos procuram sempre vida fácil, se apoiar em um momento, e, baixar taxas juros é sempre uma forma de se poder, a inflação existir a inflação, e taxas juros baixas é ótimo para se pagar a dívida, e nós tivemos caso também em Portugal, é uma forma de reduzirmos o stock de dívida, portanto, temos sempre que ter o cuidado de ver como é que a política monetária joga em tudo isto, porque são relativos, são ativos indexados à moeda, são ativos comunal, mas não tem o valor real, lá está, quando nós olhamos para ações de empresas, nós estamos a ver um organismo vivo, que se vai adaptar a inflação, a inflação, a inflação, a taxas que se vai adaptar, e que vai reajustar a sua atividade a uma situação diferente, uma obrigação, mas já foi emitida, são aquelas as condições, é que aquilo contrato, não tem capacidade de se ajustar. Então isto é que vai me adaptar, e que pode tornar desinteressante, e ver como é interessante. Claro, e depois em termos de riscos, de facto é muito diferente, eu dei o exemplo da obrigação da Disney, comprar uma obrigação longa, quando as taxas estão a 6, 7, 8%, se calhar o meu risco das taxas subirem o descheiren, é mais ou menos chimétrico, se eu entender que a inflação vai ser 2 ou 3%, até estou a fazer um bom negócio e faça aquilo que pode ser o nível de inflação. Quando as taxas justam encostadas ao zero, esse risco tornou-se a cimétrico, não já tivemos taxas jurinigativas, mas são uma aberração económica, não é sustentável, e o risco obviamente é muito mais de termos taxas mais altas, e, portanto, se eu precisar desmobilizar a minha obrigação, eu vou ter que encurrer, vou ter mais risco de encurrer em perdas. Sendo a vida. Mas basicamente, Paulo, só para concluir este ponto para ser claro, quando nós compramos, investimos numa obrigação no momento do zero, no momento em que ela é emitida e uma obrigação que é emitida há 10 anos, mesmo que seja um bom pagador que é seguro, e nós demos a gente a certeza que não tem o que a risco da cara está aqui há 10 anos, eu percebo meu dinheiro de volta. Mas atenção, recebe o mesmo dinheiro que em pessoas, que investiu-as. Sim, justamente a inflação. Nós tivemos aqui 2 anos, num ano com 9,5% de inflação, note com 5, e só para dar um exemplo, desde 96 até hoje, portanto, em 28 anos, o euro perdeu 43% do seu valor. Faça o dólar ou um conjunto de moedas? Faça a falada de inflação, só. De inflação? Sim, claro. Fácil próprio, ou seja, o poder de compra das pessoas é muito menor. 40%? 43%, por tanto, se as pessoas fossem hoje ver, e por isso aqui, este é um ativo que se comporta muito mal em períodos inflacionários, as obrigações, ela está apagando e a tal capacidade de ajustar. É um contrato que está fixo, e longos, há longos períodos de tempo. O que vai da 2008, 2021, o que vai a seguir a segunda guerra mundial, tem sempre em grandes alturas em que os países se individaram muito, há depois longos períodos em que as taxas de juros não compêm sua inflação, e nós encontramos, de facto, aquilo que é um ativo, que é a partida para a meia ou parta as pessoas, é considerado seguro, na verdade ele não é seguro, extremamente arriscado, porque ele perde muito mais vezes valorou a inflação, e ele não consegue, em longos períodos tempo acompanhar a inflação. Há uma confusão de conceitos, de facto, de faça-la do ministro, se nós fossemos ver, foram as emissões em euros, nos últimos 28 anos, e vencemos ao rendimento nominal que ouviu compará-semos com o real, faça esta desvalorização monetária, é absolutamente incrível, porque nós hoje, para comprar o que compravamos, com 100 euros a 28 anos, nós precisamos hoje de 176. Portanto, a maior parte das pessoas que investiu durante este período, e este é um drama para Portugal, porque a maior parte dos investimentos que os portugueses fazem, do seu patrimônio financeiro, está investido em ativos taxa-fixas, em ativos que constantemente perdem dinheiro para a inflação, e por isso já que nós impuemos, e somos apontados exatamente pelo aerostate com os dois países, onde é, poupança, sofre-me a melhor ilusão por causa da inflação. Sei dúvida, porque não está protegida, de facto, das lutações. E esta perda de poder de compra, com uma taxa de inflação média no período de 2%, não estamos a falar de nível de inflação. De inflação muito avada, mesmo depois desta subida recente, a média destes 28 anos, é de 2%, portanto, é um nível, perfeitamente razoável. E quando olhamos para os últimos dez anos, nós tivemos em média 2,1%, mas aquilo que vemos é que a maior parte dos investimentos, e já agora, nos PPRs, que estão maioritarem mente investidos em obrigações, papel comercial e esta atralha, que as pessoas nem sabem bem o que é, efetivamente tiver um rendimento de 1,6% em média neste período, segundo um estudo, que nós fizemos, mas há outros em períodos mais longos, e que vão para 1,52% e do Joaquim Madrinha e do David Almas, que é como salvar a minha reforma e que mostram exatamente os investimentos que estiveram em obrigações, neste caso, nos PPRs e a maioritaremment obrigações tiveram esses rendimentos, e, basicamente, isso significa que quem está investindo estes ativos está a pagar comissões, uma parte significativa do rendimento é para pagar aos comissões. -Certo, o rendimento não é suficiante, não é suficiante, não é suficiante. -Depois temos, e este é o Vé à Vá das Abrigações, porque depois é com a placidade pelo Almenta, com os diferentes tipos de abrigações, as várias cláuslas que podem existir em missão abrigacionista e para efaram. -Exatamente, os ingleses, por acaso, têm uma tribunologia em que as ações chamam equity ao capital de uma empresa, que corresponde a Vá à Vé a equidade, enfim, tem uma origem histórica que apenas está aqui a descurrer sobre ela, mas a verdade é que o princípio é um bocado de facto, os assinistas são todos iguais, uns por uns outros, nem sempre é verdade às vezes tipos de abrigações com direitos de voto diferentes, mas na maior parte das empresas estamos a falar de facto dos direitos iguais para aquilo que são as ações. As abrigações não, as abrigações são muito mais complexas e têm prover os direitos muito diferentes sobre aquilo que é uma eventual massa falida de uma empresa, o chamado conceito de "senioridade", que é a abrigação que são primitárias a receber dinheiro. -O pessoal vê algo, se o instrumento não pode apagar tudo, há algumas abrigações que serão primitárias a receber dinheiro e outras que são as chamadas subordinadas, que são as mais arriscadas, porque só serão pagas depois das outras abrigações mais séneas reembolçadas, e isto, portanto, isto cria aqui vários patamars, aliás na crise financeira, nós vimos bem o risco isto é porque nós tenhamos aqueles veículos que emitiam vários patamars de títulos de dívida e depois até os patamars mais seguros acabaram por ter problemas quando, supostamente, eram aqueles que iriam receber mais facilmente, mas há uma complexidade grande, exatamente porque uma empresa não tem duas abrigações iguais, isto quiser comprar ações da Apple, hoje é fácil, só há uma ação da Apple, é aquilo que é comprar, se quiser comprar uma abrigação da Apple, se calhar a meio dosia delas, as outras empresas se calhar têm 20 a 30 e elas diferem muito nas opções que têm, nas maturidades, no risco, exatamente de crédito e por isso há de facto aqui uma complexidade muito maior e muitas vezes também opera as empresas, porque não julgar exatamente como esta complexidade, mais a seu favor, eu zeio exemplo da Disney, que criou uma opção de facto no caso do ao fim de um uns anos, que estava lá desde o início, que estava lá desde o início, poder eliminar esta dívida, e depois as obrigações de facto geram, quem fala muito disto é o David Swanson, as obrigações geram um conflito de interesses, tem um conflito entre as maiores que as ações, entre empresas. e o detentor. Isso é, nas ações, apesar de tudo nós estamos todos no mesmo barco, todos queremos prosperar com a empresa, nós, obviamente também há conflitos de agência, conflitos de interesse, mas apesar de tudo ele estão muito mais alinhados. Nas obrigações, isso não é verdade. Muitas vezes a empresa interessa pagar o mínimo possível aos obrigacionistas, portanto queremos criar as piós condições possíveis, e mais do que isso, normalmente quando querem emitir dívida, assim, as empresas saudáveis realmente não precisam de dívida. Ou seja, quando uma empresa precisa dívida, isso já é, e precisa de emitir obrigações, isso é um fator de risco, é um fator de que há, se facto, eles precisam de alguma forma de fundos, e vão querer reduzir o que pagam para esses fundos e criar as condições mais favoráveis para eles, e indetermimento, obviamente, do detentor. Claro. Então, chegados aqui, vamos imaginar alguém ao investidor que, para a corra, ter um incremento fixo. Tem aqui em visto, e tenho ali todos os meses a todos os anos um incremento, isso é o que eu quero disto. São operativas em meio de apareças pessoas ou não? Quando investimos ao longo prazo, nós acreditamos que as obrigações são investimentos extremamente arrescados, aliás, as obrigas, exatamente por tudo aquilo que já falamos neste risco. Descontestas de juros? Descontestas de juros, de política mutária, inflação, etc., etc. Quando nós olhamos para a proteprazo, e é como vemos as obrigações? Para investir em ações, nós queremos um horizonte de tempo alargado, e porque as ações no longo prazo são mais volates, numa dúvida. O que as ações podem fazer no mês, no ano, ou em dois, podem ter imensa volatilidade e perdas durante esse período. No momento ao longo de ter largos anos, de 8-10-20-30 anos, as ações são sempre um investimento melhor. Quando nós olhamos para obrigações, é exatamente o aposto, porque aquilo que vemos é exatamente por este motivo, e damos um exemplo do grande aorta, a vida do dia, etc., o que vemos é que as obrigações, os retornos das obrigações, têm em maior volatilidade no longo prazo do que as ações. Isso está muito comentado, e é um paper, até muito interessante, do, e eu ara não lembro o nome, mas irá ficar como nota, aprendo-se. E por isso é que, para nós, investirem em obrigações, e donde ao ano, por exemplo, temos aplicações da liquidez no fundo, também, numa obrigação de sora-almão, porque é exatamente para ter algum rendimento no dinheiro disponível, mas para os investidores que querem, há várias papéis que as obrigações podem compreender uma carteira, para quem não tem o temperamento para aguentar a volatilidade das ações no corte prazo, trazer uma componente de obrigações para uma carteira de investimentos, faz sentido por que reduz a volatilidade. Isso é muito mais estabilidade, hoje, na altura em que falamos, é muito mais pela estabilidade, da variação de carteira do que pela rentabilidade, para rentabilidade, é sempre reduzido. Quando nós olhamos para o investimento, para as disponibilidades que as pessoas podem precisar, a um ano ou a dois ou a três, e este dinheiro deve ser investido em obrigações é uma ativistacha fixa, porque lá está, porque não variam. Não tem a volatilidade do preso da saída, para seguirmos desse investimento. Por exemplo, quando temos um cliente em preso ou um cliente individual, da maior dimensão quer ter uma disponibilidade nas carteiras de gestão individual, que também fazemos, nós jaremos uma componente à carteira com obrigações. E nesse caso, nós procuramos-se o que? Procuramos investimento de corredor, nós queremos segurança total, queremos ter algum rendimento, mas queremos muita segurança, queremos investimento de corredor e queremos estar em maturidades curtas, porque durante um período curto de tempo, é muito menos provável que muitos mais eventos diferentes à contenção e deterioro, por exemplo, a qualidade de crédito, ou seja, uma grande flutuação da taxa-jure, e, mesmo, que haja, terá um impacto muito pequeno nessa cultação, ou seja, é a possibilidade de continuarmos a ter muita liquidez nessa componente à carteira, e o cliente poder usar esse valor, e o facto de ter um rendimento melhor do que aquilo que pagam de pós-se-se-apraso ou outros títulos, porque, infelizmente, hoje há cerca de 91 mil milhões, da ativista em pós-se-apraso, realmente ainda são 53%, segundo a Comissão Europeia, o Banco Central Europeu, dos ativos financeiros em Portugal, também de pós-se-se-apraso e, como rendimento a base das as informações? E, obviamente, tendo-nos, neste caso, depositantes, com pouca capacidade negocial, porque tenha muitos mais pequenos, no que nós assistimos aliás, quando tivemos a escalada à se vida da taxa-juro, os bancos em Portugal foram os últimos a se vida-taxas, e, quando elas caem, também são os primeiros adversas, por isso, de facto, os investidores acabam por falta de conhecimento, por medo, por inércia, e, em inércia muitas vezes, deriva do medo e desta falta de conhecimento, e, efetivamente, tão condanados a ter um rendimento muito mais baixo e a ver a sua poupança de ser, de facto, erudida pela inflação. Portanto, este é um ponto, e, que, para nós, é importante. Depois, há aqui uma questão que é relevante, é o que é um ativo rural, que é uma ação e a ação, uma empresa, tenda conseguir passar a inflação um pouco linda de final, então, se for as ações que nós investimos com grandes ventais competitivas, conseguem ter poder, por aí, sim, que passarem a inflação um pouco disponível de final, uma obrigação não passa, e, portanto, esse é um ponto importante. Depois, naturalmente, quanto maior for o horizonte temporal das obrigações, maior é o risco que elas têm. E, com as opostas a mais conjunturas adversas, mais conjunturas adversas, mais incerteza, mais coisas podem acontecer, na verdade, e, portanto, nesse caso, para nós, de facto, a grande questão é ter liquidez, ter segurança e procurar ter um retorno que compensa aquele dinheiro estar investido em obrigações, e por isso, quando nós vejamos, por exemplo, porque é com o nosso PPR a 100% em ações, porque PPR é um instrumento que deve ser de investimento ao longo prazo, e por isso, faz todo sentido, por todos estes motivos já dissemos hoje, faz todo sentido estar investido em ações, 100% em ações, só quando temos alguma liquidez, e estamos à espera de um investimento para investir ter aqui uma otimização e aplicar isto numa obrigação de muito curto prazo, obviamente, é para tentar aproveitar aquele dinheiro, mas é porque está esperando, é mais que estar necessariamente de descer. E aqui é um para cá, um mito que convém desmistificar, que traz muitas vezes as pessoas para ter obrigações, e às vezes para alguns fundos que é o mito de receber um rendimento, fixo, um copão, um juro, um dividendo, isto é achar que um produto que vai pagando um rendimento regularmente tem a vantagem de como estar a produzir aquela renda e, portanto, é uma maneira de ter rendo o rendimento. Eu posso fazer sentido, se eu invisto por exemplo, num imobliário, eu render um apartamento a uma casa, de facto é a única forma de eu tirar rendimento até a venda do ativo. Agora, quando eu invisto em ativos líquidos, em ativos financeiros líquidos como são ações, como são obrigações, eu posso retirar dinheiro vendendo uma parte pequena da carteira com os suantas ninhas necessidades, eu não preciso de formalizar isto com uma obrigação com um fundo que me pagam um rendimento fixo e há facto muito essa noção de que este tito como vai pagar um rendimento mais interessante, não, se eu tiver ativos líquidos, posso estreir esse rendimento, ajustando a minha carteira, de acordo com as necessidades, e aliás, o que fazem os fundos de endalmentos, o que fazem as entidades que normalmente têm patrimonios que estão investidos, ao fim de um ano retiram da carteira de investimento o valor que seja necessário, não estão a espera que a empresa paga um dividendo ou como obrigação paga um copão. Claro. Este pão de que eu falo é muito importante que eu falo aqui do Zintalman, se nós conhecemos o modelo da universidade, ele é chamado endalmento-modal e de Harvard, etc. e, na verdade, isto é relevante ver como é que olham para as desatívoros, pás obrigações, como é que as vêm, também muitas vezes, os valores forem grandes, também é uma componente de versificação, e neste caso obviamente são valores grandes, mas elas têm o papel muito bem definido de líquidos nessa carteira e um bom exemplo é o que se passa com o fundo sobre anda Norwega, o fundo sobre anda Norwega é o maior de fundo sobre anda do mundo e que inicialmente começou por investir só em obrigações, mas hoje em vez de 71.6% do valor em ações e de ter em cerca de um e meio por cento das ações de todo mundo, tem 1.8% em imobligária, que está completamente ao contrário. aquilo que faz em as famílias em Portugal, onde grande parte e atenção está normal. O maior investimento que a maior parte das pessoas com sexo é na sua vida, é na sua casa. Mas em todo caso em Portugal há de facto uma propensão, pode imobiliar para ter uma renda. Quando não vai ter uma renda, é ter sempre um evento fiscal, é estar sempre a partilhar numa parte do nosso rendimento com o estado que vai me buscar sobre a forma importante. E depois tem cerca de 26% em obrigações para fazer face a ajudar no orçamento de estado da Norbega, etc. Mas qual é então a finalidade de fundo sobrando da Norbega? É exatamente salvaguardar e proteger a riqueza das gerações futuras da Norbega. E qual é o nosso papel que podemos gerirmos um paper, é exatamente ajudar os nossos clientes, as suas famílias, a aumentar aquele dinheiro e conquistar ganhos de poder de comprar o longo prazo. E isso não se faz em investirem em obrigações. E quando nós olhamos para aquilo que se faz nos Estados Unidos, com 400 e 1 capa, que é investido em ações, ou põe os fundos ingleses, os cipres, que é self-invested, pensando fã, estão profundamente em viazados, com investimento em ações. E exatamente porque são instrumentos o longo prazo. E o ponto aqui é mesmo que a pessoa defoneir assim. E para nós, obrigações são instrumentos estão de liquidez, porque nós temos que olhar para este dizer assim. Se nós dividimos aquilo que são necessidades de liquidez no curto prazo, e este sim, pode estar nastais, investido nastais, obrigações que se tiverem atoridades curtas, vão faria pouco de preço. E se forem de bons pagadores, e depois o resto, então estar melhoritariamente investido em ações. Por que é isso? Nós vamos conquistar mais de perder a valorização ao longo prazo. Correto. E isto, num fundo, PPR, nem qualquer casteira de investimento de um fã memorial, se deve ser pensado desta volta. Muito pai. Quases quase chegaram ao fim deste episódio, Paulo, vamos então fazer aqui o rap-up de como é que investirem em obrigações num contexto de taxas baixas? De facto, em este ambiente de taxas juros baixas, que já não são zero, mas estamos a falar de taxas juros no Euro de 2 a 3%, no momento atual, é de facto estar a investir para não ter na melhor das hipóteses conseguir ter os níveis de inflação e não ultrapassar isso, sem inflação se mantiver nesses patamar. E, de facto, há aqui uma questão que é comercial, em Milha já aflorou, que é o stock dívida global, tem estado a crescer, que se é 8% ao ano, ao longo dos últimos 40 anos, nós temos o stock de obrigações no mundo inteiro hoje em dia, está quase nos 150 bilhões de dólares, bilhões portugueses, portanto trilhões americanos, e apesar de esta aumenta dívida ela remuneram muito pouco, e porque remuneram muito pouco? Porque os bancos centrais estão basicamente a injetar liquidez, aumentaram os seus balanços, compraram obrigações para resolver as crises, a crise financeira, a crise de covid, mas na verdade, estão a promover uma grande transferência dos afurradores, de quem popou para quem deve, estão para os sessores, estão para que a senda dívida ou clara. Exatamente, e portanto, no momento atual, investir em obrigações em grande parte, ainda é ter que subsidiar um bocado aquilo que foram os excessos com o patrocínio dos bancos centrais. Muito bem, e a falta de literacia de muita gente. E a falta de literacia de muita gente, eu diria que hoje quando olhamos para aquilo que é a curva de rendimentos na Europa, e nós vemos um governo alemão há dez anos para a 240, há volta a isso? 32-42-40. Se continuamos a querer aqui, podemos estar a falar de 280. Agora vamos ver. Se tivemos um retorno de 2.7 ou 2.8, e olharmos para aquilo que é meio a parte dos fundos PPR, e de fundos de obrigações cobram, matado ao quase-metado esse rendimento, vei das obrigações, desse investimento, vei para pagar estas comissões, e depois líquido, temos que pagar 28%, o lugar fica de facto reduzido a quase nada. Portanto, não acompanha claramente, mesmo nos níveis a que estamos hoje e nós estamos a zero, não acompanha a inflação de maneira nenhum. Muito bem, foi um orgulho intenso aqui ao mundo das obrigações, os títulos que nós não falamos muito aqui no investidor inteligente, e também explicamos por aqui neste episódio. Tem referências bibliográficas que é deixar uma nota ou outra sobre o que quiser profundar neste estudo. Deixe-me chamar o David Swanson, "Enconversa no sexo, essa fundamental approach de personal investimento", ele foi o gestor, neste caso, o chief investimento officer do fundo da universidade, ele durante 35 anos, e ganhou quase 13% ao ano para o indalmente, portanto, de facto, tenho provasdadas, tenho dois livros extraordinários. Tem este e tem, depois, o pai e melhor em Porto Follin-Manasment, tenho o Paulo Melhores de Carmen, o Renard, o livro da Carmen Ryan Arte, o Kenneth Rogoff, "This Time is Different". É um livro muito interessante sobre as crises financeiras e o que isto também te paixina e fica para quem investe do mundo lá da obrigações, e com mesmo as obrigações dos Estados, às vezes não estão totalmente protegidas destas destes problemas. Muito bem, eu vou colocar aí também nas referências espotércias, o paper que não me lembro que o Jóton não se regrace, os relatórios e quantas. Muito bem, e estas referências bibliográficas também estão embaixo, nas latinhas este episódio do Ivescedor Entrogente, que fica para aqui, Emilio Paulo, mais uma vez, foi um gosto estar aqui com um vozco. De esta vez foram as obrigações, no próximo episódio, teremos securamento outro tema, até lá. [MÚSICA DE FUNDO]

Podcast Summary

Key Points:

  1. As obrigações, embora vistas como seguras e de baixo risco, podem gerar perdas significativas devido à inflação e à volatilidade de taxas de juros, especialmente em longos períodos.
  2. O rendimento das obrigações é frequentemente inferior ao da inflação, resultando em perda de poder de compra ao longo do tempo, o que torna o investimento pouco atrativo para o longo prazo.
  3. O risco de crédito, especialmente em obrigações de empresas, é significativo e depende da saúde financeira da entidade emitente, com agências de rating sendo úteis, mas com conflitos de interesse.
  4. O risco de taxa de juro é um dos maiores riscos, pois quando as taxas subem, o preço das obrigações cai, prejudicando quem quer vender antes da maturidade.
  5. Investimentos em obrigações de longo prazo, como os PPRs, muitas vezes geram rendimentos baixos, com grande parte do rendimento destinado a comissões e não a retornos reais.
  6. As obrigações têm um papel de liquidez, sendo adequadas para necessidades de curto prazo, enquanto ações são mais vantajosas para investimentos de longo prazo com maior potencial de crescimento.
  7. O modelo de investimento de fundos de pensão, como o do Noruega, mostra que a diversificação em ações é mais estratégica do que em obrigações para proteger a riqueza futura.
  8. A falta de literacia sobre obrigações leva muitos investidores a acreditarem que garantem rendimento fixo, ignorando os riscos de inflação, desvalorização e flutuações de mercado.

Summary:

Este episódio do podcast "Investidor Inteligente" explora com profundidade o tema das obrigações, desmistificando mitos comuns sobre sua segurança e rendimento. Embora muitos investidores vejam as obrigações como um ativo conservador e de baixo risco, o conteúdo destaca que elas podem sofrer grandes perdas em períodos de alta inflação, por não ajustarem-se ao aumento dos preços. O rendimento histórico das obrigações, especialmente em fundos como os PPRs, é muito baixo, muitas vezes submetido a altas comissões, tornando o retorno líquido quase inexistente.

O risco de crédito, de taxa de juro e de desvalorização da moeda é significativo, especialmente em títulos de longo prazo. O risco de taxa de juro é destacado como um dos maiores, pois o aumento das taxas prejudica diretamente o preço das obrigações. A análise também revela que, em um contexto de dívida global em crescimento e taxas de juros baixas, as obrigações estão, em grande parte, sendo sustentadas pelo papel dos bancos centrais.

Para um investidor inteligente, as obrigações são mais adequadas para liquidez de curto prazo ou como componente de diversificação, não como estratégia principal de crescimento. O episódio conclui que, no longo prazo, as ações oferecem um melhor retorno e maior potencial de valorização, reforçando a ideia de que um portfólio equilibrado deve incluir ações para garantir crescimento sustentável. A falta de conhecimento entre os investidores é um fator crítico, pois muitos acreditam que obrigações garantem rendimentos fixos, ignorando os riscos reais e a perda de poder de compra.

FAQs

Obrigações são títulos de dívida que representam um empréstimo feito a um governo, empresa ou entidade. Ao comprar uma obrigação, o investidor empresta dinheiro que será devolvido no futuro, com rendimento em forma de cupões.

Existem obrigações de governo e de empresas. As de governo são geralmente mais seguras devido ao poder de tributação do Estado, enquanto as de empresas dependem da saúde financeira da empresa emissor.

O cupão é o pagamento de juro periódico que uma obrigação paga ao investidor. O rendimento (yield) é o retorno anual calculado com base no preço de compra e no valor nominal, sendo um conceito mais completo que o cupão.

As obrigações estão sujeitas a riscos como o risco de crédito (incumprimento), risco de taxa de juros (variação de preços quando as taxas aumentam) e inflação, que pode reduzir o poder de compra do rendimento.

O risco de taxa de juro ocorre quando as taxas de juros aumentam, fazendo com que o preço das obrigações caia. Isso pode resultar em perdas se o investidor precisar vender antes da maturidade.

As obrigações têm rendimentos fixos, enquanto a inflação reduz o poder de compra da moeda. Em longo prazo, isso pode levar a uma perda real de valor do investimento.

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