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#369 Judeus com medo de serem judeus

57m 24s

#369 Judeus com medo de serem judeus

A transcrição aborda o aumento do antissemitismo global, especialmente após os eventos de 7 de outubro, com ataques a sinagogas na Europa e casos de discriminação no Brasil, como um dono de estabelecimento que proibiu a entrada de judeus. A psicóloga Lia Benchukman explica que o medo judaico é profundo e histórico, transmitido psiquicamente por gerações que sofreram perseguições como o nazismo e a Inquisição. Esse medo leva muitos judeus a esconderem sua identidade, evitando usar símbolos como a quipá ou mesmo falar sobre temas ligados a Israel, por receio de agressões ou de serem submetidos a uma "inquisição ideológica". A especialista destaca que o antissemitismo atual é frequentemente justificado como antissionismo, mas atinge judeus independentemente de suas opiniões sobre o Estado de Israel, criando uma situação em que qualquer judeu pode ser responsabilizado por ações do governo israelense. Isso gera um efeito paradoxal: enquanto alguns se escondem, outros buscam refúgio em comunidades judaicas, fortalecendo laços internos. A discussão enfatiza a necessidade de compreender o medo judaico como legítimo, dada a história de perseguições, e critica a negação do antissemitismo por parte de não judeus, que muitas vezes minimizam os riscos enfrentados pela comunidade.

Transcription

7952 Words, 44266 Characters

Portuguese
[Música] Uma série de episódios antes de metas em todo o mundo fazem o que o Judeus entra em estado de alerta. Se na Goga foram incendiadas na Europa e até ambulâncias de serviços voluntários da comunidade judaica foram alvo. No Brasil, episódios começam a aparecer. No Rio de Janeiro, o dono de um estabelecimento foi acusado de dizer que não queria que Judeus frequentasse o local. Sou João Torquato, sou músico ativista de movimento negro e pesquisado todos os confitos de desintegração da República da Yugoslavia. Nesse é o eu com isso. Pode esquece do Instituto Brasília Israel. Eu sou a Mulder Atsire, sou dovos canales e cultura judaica Sociedades Realms. Cada novo episódio, seja onde for, de bom beat, na Austrália, ao Rio de Janeiro, cresce o medo de Judeus se expor em como Judeus. Hoje, nossa conversa sobre isso. E convidamos a Lia Benchukman, que é psicóloga de pesquisadora de relações étnico-raciates. Lia, muito obrigado por ter popado nossa conversa. É um tema difícil, delicado, mais necessário. Ou seja, bem-vinda mais uma vez aqui o nosso podcast. Botage, João Botage, manda obrigado pelo convite. Bom, eu acho que a gente começa, então, o tema, ele é bastante pessoal, ele nos toca muito pessoalmente. Então, para começar, e é aquele que você contá-se um pouco sobre as suas perspectivas, vivências, próprias experiências. Como tem sido para você, enquanto mulher ou dia, viver esse momento que você tem sentido, observado, analisado, compro um pouco para a gente. Então, esse tema do medo é bem interessante para a gente pensar sobre o momento atual para o Judeu. Por quê? Eu tenho muitos amigos de Deus, convido com bastante Judeu. É uma unha em mida de se apresentar como Judeu, nesse momento atual, ou de usar símbolos, ou de usar uma camiseta, de usar equipade, de usar qualquer símbolo que mostra que a pessoa eja de dia. Agora, algo que tem sido negado, vei mente, por não Judeu. Não, Judeus escrevem na internet, escrevem em vários lugares, que não há perigo para os Judeus, que os Judeus estão em um lugar de privilégio. E aí, eu acho que é muito importante a gente pensar, quais são as condições de Brasil para a compreensão disso? No Brasil, a questão racial, ela é uma questão que foi incorporada no início do século passado. Não como a gente pode pensar na Europa, onde está o Nisso, que é a questão da sua origem. No Brasil, a ideia de cor da pere foi acopada, a ideia de raça. Então, é quase como se brasileiros não conseguisse compreender que isso deu, se configura como um grupo, que é racialmente determinado. Então, às vezes, há um medo constante, e eu acho importante dizer que os aspectos psicológicos desse medo são importantes de ser pensados. Por quê? Tem uma dúvida que os próprios Judeus têm no próprio medo, que é tipo, será que eu estou em perigo mesmo ou não estou? E aí, qualquer Judeu com consciência histórica, judaça, fica pensando, bom, se eu estudava o anotismo, se eu pensar o anotismo, sempre foi uma coisa parecida, estava tudo bem, de repente morreu afascinado, estava tudo bem, de repente morreu afascinado. O que garante que agora não vai ser isso? Então, historicamente, o Judeu comodem, sem estar, olha, eu não perdi minha casa, ainda estou bem, já estou empregado, mas isso não quer dizer que dá que ter 3 semanas eu não posso ir. E aí, em uma comemoração, a Judeu caiu e morreu explodido. Então, há um medo que ele é muito maior do que os próprios exentos antemissas. E eles precisam ser compreendidos dessa forma, porque é quase como disteste, né, para um negro que está sendo perseguido ou que tem alguém andando atrás de ele pensar, "olha, quem está me perseguindo, estou olhando, se eu vou roubar, que ele é para nós com." Sendo que muitas vezes na vida, na história dessa família, eles entraram no supermercado e foram perseguidos. A gente tem algo que é chamada de transmissão psíquica. Quase todo o Judeu? Quase todo que está no Brasil? Ele é meto, besneto de algum, sobrevivente de algum lugar, onde tem histórico de progruns, onde perseguição neuropa, onde são perseguições que são históricas na equitar, em imaginário, em Portugal, na incisitão. Então, em algum momento histórico essa ideia de transmissão via perseguição, está na imaginário. Então, eu acho que é importante pensar. Tem um imaginário, isso sempre teve de alguma forma sendo transmitido para a gente. Lembre que a minha avó falava assim, "Olha, é bom você estar sempre perto de Judeu, porque, que algo começar a ficar perigoso, vão margar com a mão. Lembre que ela falava aí, eu falava escoranoica, imaginei que há 20 poucos anos e não estava nesse momento histórico. E é impressionante que depois do 7 ou 10, aumentou muito os sentimentos e insegurança e muito rápido. Então, eu acho que todos os dedos que estão vivendo nesse momento histórico podem e consegue explicar o que é uma mudança muito radical da sua própria vida emocional. Todos os dedos falam que depois do 7 ou 10, ficam horror. Então, ninguém não pode ser que toda uma comunidade seja alucinada junto. É muito negar ou dizer que não dito ou não conseguir ou viro, Judeu. Se todos os dedos estão dizendo "Olha, pioram o muíso, cresceu muito antes de estesmo, essa negação é um interdito aos judeus". Então, vem, o mesmo junto com o interdito daquilo que é o medo. O que multiplica aquele medo, porque esse interdito, em vez de legitimar, ele faz a pessoa do vida e, ao mesmo tempo, ele legitimar novamente pela mesma estás ainda está perigoso. Não sei se faz sentido isso, que eu estou falando para vocês. Não, faz muito sentido. Eu acho que é um momento. Eu acho como qualquer situação de racismo, de ataque, de acédio, sempre tem o questionamento da própria vítima. Será que eu deveria me importar desse jeito? Será que eu deveria me espou, será que eu deveria ter dado a minha opinião, e dentro desse sentimento li, de ter medo, de certa medida, da nossa própria identidade, você acha que, a partir disso, tem uma tendência do judeus ao redor do mundo tentar ensescomter de alguma forma. A gente sabe que, por exemplo, poe 7 de outubro, teve algumas diretrizes de segurança, de não usar quepar, na rua, usar um boneco, outra coisa. É uma tendência real que tem materialidade? Tem materialidade, claro. Conheço muitos deus que pararam de usar, de estrelas, de idadeir, que pararam de usar quepar, que tem realmente medo de ser agredido. E é uma possibilidade, as as pessoas não estão loucas. É uma possibilidade, ela tem agredidas na rua, por serem os dias. Quase, e tem uma outra situação, que eu acho que é a situação que muitos deus, mais provocistas, de esquerda, é como se eles tivessem que passar por uma inquisição ideológica para poder falar de qualquer assunto. Então, as respostas, as a inquisição ideológica, são muito diferentes das pessoas. Cada pessoa vai lidar com o fato de ela estar sendo inquerida ideologicamente, de diversas maneiras. Mas tem uma outra coisa que é além do símbolo, que são muitos deus que deixaram de falar, "Veja, você não pode usar a palavra, que é aquilo, que é tão caro, dentro do mundo que se, para a ilaboração, ou para construir a política, ou para estar naquilo que é chamado de pobres, que é usar a palavra, a ilaboração, a reflexão". E isso, sem interpretado, o que eu mais ouvi de judeus, não posso mais dar aqui, eu deixei de falar o que eu tenho. E isso eu acho uma radicalidade, que ela não pode ser expressa nos objetos como na equipa, ou na. não símbolo, mas é uma anteidição na subjetividade e naquilo que é a vida pública da pessoa. Então, eu acho que esse é uma questão que mais tem atingido. "Por que as pessoas falam, eu deixei de falar?" porque pelas poderes falar quase todas, precisa da tanta explicação e precisa falar tantas coisas antes de dizer sei lá sobre os indígenas no Brasil, né? - De uma qualidade, o antes, né? - É uma sensação de ter sempre que pagar uma pedagem, né? De qualquer coisa, passar o histórico da militância, todos, enfim. - Se justiça a morte, né? - E mesmo se você paga esse pedagem, o que eu tenho percebido a manda é que, por exemplo, o significado de seonismo, tá? - Ele é tão tão de outra ordem para muitos deus e para não judeus, e mesmo se a pessoa falar aquilo que ela tá falando não é audível, não tem inteligibilidade, porque o que aqui significa para a pessoa que tá dizendo é escutado de uma outra forma, né? - Então, por exemplo, uma pessoa diz o seguinte, olha, eu não vou dizer que eu não sou sionista, eu não vou dizer que eu não sou sionista, essa não é uma configuração para mim, a outra pessoa tá ouvindo o seguinte, bom, ela tá com problema para dizer que não é madista, é isso que ela tá ouvindo. - Veja, então assim, é de uma não inteligibilidade, e eu acho interessante, porque eu acabei de fazer uma pesquisa de pozoca, manda e juhama sobre eleitores de extrema direita no Brasil. - Eu entrevistei várias pessoas que são eleitores de extrema direita, a configuração era tinha que ter votado no Bolsonaro em 2018, depois tinha que ter votado em 2022 e pretendi votar em 2020. - E a gente tem uma ideia de que o Brasil é polarizado, certo? A minha ideia ouvindo as pessoas é que não dá pra dizer que o Brasil é polarizado, é que simplesmente os significados atribuídos a um fenômeno são tão distantes um do outro, que não tem possibilidade de conversão ou de escutam do outro, né? - Então vou dar um exemplo, sempre um perguntaste, você é a favor do assassinato, João e Amanda, pra lá, mas se vocês iam dizer não, certo? Não, só favor do assassinato. Quando meus entrevistados eu perguntava pra eles, você é a favor de aborço, ele se respondeu não, porque o que eles estão escutando é a pergunta, você é a favor do assassinato, porque na concepção de mundo dele, da concepção de mundo dele, duas membranas celulares quando se juntam, já venham um espírito, ou seja, uma alma que está ali, e se você tirar essa alma, é um assassinato de um inocente, tá? Então, tanto de uma conta Amanda são contra assassinatos, só que vocês não entendem, vamos suporto, dando exemplo, aborto como assassinato, vocês entendem que a gente está falando direito o reproduzivo da mulher, e o direito reproduzivo da mulher, agora a gente tem que chegar antigo e a lição duas células que não se formaram, que ainda não tem nada. Então, a concepção de mundo é tão distante, tão distante, que não é a polarização, a polarização seria assim, eu perguntei-se, você é a favor ou contra o direito o reproduzivo da mulher, uma pessoa fala que só contra e outras pessoas só acham a favor, só que a gente entende aborto, muita gente no campo progressivo, como direito o reproduzivo da mulher, e as pessoas entendem como assassinato, então não tem ideia, o seu nismo, como essa palavra, tá no campo, não tem sido social, não tem nada de solutamento que possam juntar, pode ter uma escuta, do que vai ser anunciado. Então, se a pessoa vai lá e fala, olha, eu sou a favor disso, ou se ela não nega a priori essa palavra, ela não é nem escutada, porque ela está sendo moralmente vista como um pecador, e aí, eu acho que tem, né, na nossa, na esquerda e na forma em que tem se configurado um extremitismo, que é muito preciso com o extremitismo redentor, que é a ideia de poresa. Então, as pessoas elas precisam ser puras, moralmente, e é como se qualquer prática, ajudar esses antes, ou prática ligada, nem se for atetivamente, é o estado do Israel, tornasse essa pessoa em pura, quase como isso, entendeu? Então, a Amanda não tem pedaço a ser pago, porque você não tem como se tornar pura, porque a impureza já está dado ao ser anunciado práticas de dar esses antes, né, nesse sentido. Então, há uma repercussão de um mesmo, e eu acho que o antemitismo ele tem uma configuração, que acontece no preconceito, que ela é muito diferente, por exemplo, o Judeu são acusados, sem tempo histórico, de coisas completamente, por exemplo, o Judeu de hoje estão acusados pela criação do estado do Israel, o Judeu que não até hoje, é como se você tivesse ali em 1948 decidindo se vai ter estado do Israel ou não, mas é acusado da morte de Jesus Cristo. Você consegue entender se é possível, um romano, alguém de Roma, hoje, que nasceu em Roma hoje, se é acusado pelo coliseu, ou um descendente de português que nasce no Brasil hoje acusado, ele nunca ia acusado pelos crimes horrorosos e em que esse meio-elícito da escravidão, né, e o Judeu é acusado hoje da morte de Jesus Cristo, de diversas formas, assim, a gente vai vendendo na internet, de diversas formas, bom, se Jesus tivesse nascido novamente e o Judeu e um matáriam, e aparece lá o estado do Israel moderno, então o estado do Israel moderno, ele também é o mesmo que matou Jesus Cristo, viram uma coisa temporal, tem dimensões históricas, tem dimensões das estruturas sociais, das estruturas econômicas que levam aquilo, e fica esse instalizado no grande Judeu, e é por isso que obviamente os Judeus estão com medo, porque isso remonta momentos muito trágicos da história de da Itra, e é muito difícil apesso até a percepção "Si", e se é um momento que vai passar, ó "Si", "Si", "Si" "Bokai" em algo tão trágico como já foi vivido pelos ancestrados, que ia ser, assim, é meio esperador, saber que realmente não há a verdade, eu acertado que eu vim do mesmo, porque, enfim, é o entendimento mesmo desse outro que interdita qualquer diálogo, que é a partir do momento que suja a menor possibilidade de você ter, ou que aquela pessoa acredita que você é, não ser o bom Judeu, a boa Judea, não existe diálogo mesmo, e sobre ainda essa possibilidade de esconder na própria judaidade, isso é que isso é possível, né, na sua opinião, torna o seu Judeu diferente de outras identidades éticas. Olha, eu acho que historicamente já teve muitos grupos sociais que esconder, né, no Brasil eu foco tempo a terais, por exemplo, quem fazia práticas do candão Blé, e outras gráficas indigiosos também escondia, né. E o que eu acho que na história judaica isso já existiu muitas vezes, né, tanto que tem um nome pra isso, que é o cripto judaísmo, o cripto do Judeu, que é na equisição, né, que as pessoas se tornavam cristãs, mas se tornavam entre as pessoas cristãs, mas continuavam com aquilo que era chamado de práticas judais pedanças. O que eu vejo é que, por exemplo, o que eu tenho percebido, peça, foi agora uma festa importante, né, pros Judeus. Muita gente comemorou o peça há um processo maior de getificação, de voltar para o gato, de pessoas na qual, pessoas que nem fazia mais sentido a ideia de comunidades judaica, porque a integração no Brasil ela estava tão. "OK", né, que ela "ah, hoje é peça", tá, mas ela estava lá no samba em outro lugar, integrada nessa ideia. Então o que eu tenho visto é uma volta muito grande pra comemorar as peças, isso que é essa dialectica que o Sátrio vai falar muito bem na reflexão sobre o racismo, mesmo quem não concorda com a teoria do Sátrio, que ele vai falar que quando o cementismo também faz o Judeu, e aí tem uma crítica do Sátrio, que também concordo com a crítica, né, verdade. E a gente que, na verdade, ele tira qualquer possibilidade de uma construção interna, e ele vai dizer que só tem um olhar eterno produzindo o Judeu, né. Mas, de alguma forma, o antemitismo leva ao Judeu a um processo mais comunitário, porque é um lugar em que ela só pessoa não precisa concordar. que ela é ou não precisa pagar um pedaço ou não precisa explicar do começo ao fim ou não tem que ficar quieta sobre quem ela é. Deixa eu falar que é o que a gente vai chamar de clipe todo o deu, o clipe todo o deu moderno. Então o que eu vejo mais do que se esconder é voltar a uma deça ficação a ficar mais dentro de o deus. Em muitos deus progressistas em que isso não fazia mais sentido. Não fazia sentido encontrar um outro deus deus deus, só porque era deus. Ah não sei, porque foi um amigo, que gostasse. E hoje parece fazer sentido encontrar o deus deus, só porque são deus, porque estão vivendo, e algo parecido. E é isso, né? E aí na Europa a gente tem visto muitos casos, claros de anti-semitismo e vamos listar alguns aqui para os ouvintes, né, que aconteceram em se ano. Então em 13 de março, houve um ataque incendiário contra Senagoga e Rotterdam. Em 9 de março, em liga houve uma explosão em frente a uma Senagoga. Em 14 de janeiro, outra Senagoga foi incendiada dessa vez em Jessen, na Alemanha. Também aconteceram casos nos Estados Unidos e no Canadá. E são casos contra locais religiosos, efetivamente. Como você entende esse retorno do anti-semitismo, nesse ataque direto a instituições da comunidade judaica, Senagoga, as lugares religiosos, ou como a gente falou na abertura ataque de ambulâncias que não atendem só a comunidade judaica, tendem toda a comunidade, mas os médicos, os enfermeiros. Os pessoal ali, os socorristas são judeus, são ataques diretamente aos judeus e a comunidade judaica que não tem nada a ver com isso a ela, são tão na diaspora, né. O que eu acho importante, talvez de que tenha que ser se me embrado, né, desse momento histórico, é que não é que inteoria está permitida ser ansemita. É inteoria, mas na prática, os ataques ansemitas, eles estão sendo muito ligados a quase como uma resposta ao governo de Israel atual ou aos crimes de guerra perpetuais por Israel. Veja, então o judeu da Jáfora, ele está em criata né, sofrendo, semitismo, bem, entre aspas, quase como se fosse por justa causa, segundo o pensamento que eu já comentei aqui, mas que tem sido pensado como que é um ansemitismo redentor, que é quase que é um ansemitismo e um ódio em que está permitido porque você está tirando o mal do mundo. Então, verja, se você está tirando o mal do mundo e o judeução, a representação do mal do mundo no ansemitismo, isso está permitido. Agora, se a gente for ver o caso, né, que foi do Brasil agora, do bar, que falou, olha, não é permitido ser nem, não é permitido americano, as pessoas falou isso, não é um ansemitismo, isso é anacionismo, aí fica elas dispondo, né? E aí tem uma coisa mecânica, que é que tem sido falado em quase tudo que você vai ver, você pode dizer que está aqui, não é ansemitismo, ansemitismo, ansemitismo, e aí é como se não, a gente não pode esse falar que, ok, ansemitismo não é ansemitismo, ansemitismo, é a mesma, às vezes é, às vezes é, e tem, às vezes, o fato de às vezes não ser, não quer dizer que às vezes não é, e esses casos tem sido justificados dessa forma, e o que eu fico impressionado é que as pessoas falam assim, elas fazem uma ligação direta, ah, mas foram só, tem lá 12 judeus no ultra-alha, enquanto são 70 mil na paletina, não faz sentido alguém fazer essa comparação com nenhuma outra nacionalidade, se matarem 12 brasileiros, agora aqui no Brasil, católicos, não faz sentido de alguém falar, olha foram só 12 católicos enquanto tantos muitos humanos estão morrendo na araba saudita, mas é tão arbitralo quanto isso, um, judeu, que nasceu no ultra-alha no Brasil, ele pode ou não saber qual que é oito sobre o Israel, ele pode ou não ter ido para o Israel na vida dele, eu nunca terido, provavelmente muito nunca foram, provavelmente muito não sabem, um, inclusive muitos os deus eu conheço né, família não sabia nem que acionismo nasceram, sei lá, tão interrado dos avós no Brasil, e tão totalmente isso no Brasil, então há uma resposta como se essas pessoas fossem obrigadas a responder por Israel, e aí por isso o ansemitismo é permitido já que é quase que uma revanche, o que não faz sentido algum, mas ela é exitimado, e isso é o que mais caracteriza o crime de ódio rapéu, por que? O que significa a ideia de ódio rapéu, significa que uma pessoa do grupo responde pelo grupo como um todo, ou que qualquer pessoa do grupo representa o grupo como um todo, então, ou seja, Netanyahu representa o Judeu como um todo, e o Juão também representa o Judeu como um todo, e isso vai trazer efeitos psiquicos muito grandes, inclusive não é pouco o Judeu que tem vergonha, eu já ouvi muito os deus eu lá no que vergonha, quando tem um crime perpetrado por um governante Judeu em Israel, absoluto, agora, às vezes assim um branco, católico, tem vergonha por um padre pedófilo, católico, não faz sentido, mas quando aconteceu caso, essa pessoa fala lá, e que o dia não fez o deu, é porque, por que que a pessoa sente que o dia não fez o deu, porque ela sabe que ela vai ser obrigada a responder por aquele crime cometido por uma pessoa do outro lado, um que não tem nenhuma ligação com ela, mas ela vai ser associada aquele crime, imagine que os deus começaram a ser empingados nas redes sociais depois do éso muito sem, de pedófilo de crianças, imagina se todos os cristãos for sem responder pelos crimes de pedofilia cometido pelo egregio, não faz o menor sentido, mas exatamente isso que configura o processo de racialização judaica que tanta gente quer negar, por isso, e que é realmente um tipo de patracismo, o que configura o racismo é que cada sujeito do grupo responde pelo grupo como um todo, como se a ideia da raça ou do grupo disteste mais sobre as características morais, intelectuais ou estética dele, do que ele como indivíduo, então o fato de todos nós respondemos sempre pelo grupo é também aquilo que faz as pessoas, o anoce-metismo, achar que, ok, explodir a terra, explodir no bonde, porque na verdade é uma revanche, não faz nenhum sentido a ideia de revanche, ali, porque é isso que estou dizendo, todos os deus estão ligados, indiferentemente do tempo e do território do país, da nacionalidade e da responsabilidade, o que se retira? Se retira a responsabilidade do criminoso, o écto, por exemplo, e coloca o crime para todos os deus, isso é uma vitalidade de um sentimento que vai fazendo com que as pessoas se sintam responsáveis também, por isso a vergonha, não faz só os deus e outros grupos atualizados, tem vergonha por outro pessoa do mesmo grupo, porque ela sabe que ela vai ter que responder por aquilo, então assim, eu acho que os efeitos subjetivos, eles também são muito drásticos, porque o grupo quer desumanizar, isso serve, né, para qualquer grupo que passa pro processo de desumanização e todo grupo que passa pro processo de desumanização é aquele que o grupo diz mais sobre o indivíduo, do que o indivíduo, assim, né, o sujeio da pessoa ela não está lidando no mundo ou andando no mundo, com toda a consciência que ela está sendo desumanizada, ela está andando no mundo como um humano, certo? Uma pessoa amegra em algumas vezes ela anda e ela fissente humana, ela não está se sentindo desumanizada e aí vem um outro desumaniza, é um susto e ela não entende aquela exercício, então tem muita coisa que fica sem compreensão, fica mal estar, porque não é inteligível, porque todo o indivíduo se sente humano e aí o processo de desumanização é sempre um susto, né, e é sempre algo que deixa a pessoa Ach. insuficiente, né? Sim, né? Eu me dente ficam muito assim com essa questão, esse exemplo que você traz de. de você procurar, né? Inclusive, se fortalecer por argumentos, porque por saber que vai ter que responder, né? Por isso eu jujeia em Carlos como ele sempre, do Ectra, né? E curioso que quando morrem alguma personalidade, entreclal, artista, que seja, que tem um evento de ajudar, a última coisa que a sociedade, essa pessoa, é a identidade. Mas o caso é que você tem que surgir de teoria com os piratórios, a ligação com postade, logo em um ex-seuíso, enfim, pra ir vai, né? Um coibre encadeiro, assim, né? Então parece que vira uma coisa essencializante ali, né? A gente talvez seja super que ajuda, e não, enfim, é algo assim, bastante conspiratório que a gente fica precisando se armar, né? Se munir de todo o contato tipo de argumento pra, enfim, responder o que a gente não deveria, assim, responder, né? Porque são coisas, muitas vezes, alucinatórias, né? E que o preconceito racial, todos eles, eles são muito arbitrares injustos, porque eles são projetos ligados muito mais ao grupo e as pessoas que estão projetando, do que o próprio grupo internamente, né? E é exatamente por isso que podem caber pros Deus, por exemplo, comentários completamente oposto, dependentes do interesse de quem está projetando. Por exemplo, a estrema direita, né, a Ancê Mita, o Judeu, ele é um desgenerado racialmente, ele é um não-branco, e inclusive ele é responsável pelo comunismo, Marx, Ráussas, Luja Embúrgo, por espalhar o comunismo no mundo. Ao mesmo tempo que o Judeu foi nacusado de comunismo, o Etraletá, também foram acusados de uma conspiração global, econômica para dominar o mundo de donos dos bancos, de ultra-catalistas. E se você for ver pela esquerda, o que é o mal na esquerda? É o ultra-catalismo, né? Se a gente for pensar esse sujeito, da supremacia branca, o Judeu é acusado de hyper-branço, ele é acusado de catalista, e de conspiração econômica para dominar o mundo, de uma esquerda em Semita. E da direita em Semita ele é acusado do oposto, ele é acusado de comunista, degradado, desgenerado, né? Então, ver, se a gente pode ser acusado de coisas apostas, nada disso sobre nós, né? Porque nós, o deus, somos os muitos e muitos produtos, né? E existe, de um tudo, como é um grupo muito diverso? Qualquer coisa que você projetar nele, se você projetar pedofilia, por exemplo, "Ah, são pedófiles, você vai achar um pedófilo?" Se você achar, se você falar, "Ah, são comunistas, você vai achar vários comunistas, são capitaisistas, vai achar também, porque é um grupo diverso e tem de tudo." Agora, isso não é uma característica, né? Só da acusação ao judeus, você pode ver que os negros foram acusados de preguiçosos e bom trabalhador físico ao mesmo tempo, dependendo do interesse, bom trabalhador físico, pré-secretão e preguiçosos para o sistema capitalista de impregabilidade. Então, o que que eu, depois de anos, e anos estudando raça, racismo, preconceito de expressão, a única certeza que eu tenho é que todo preconceito diz mais do preconceitooso do que do grupo. Só que é o grupo e é na pele do grupo que recai o assassinato ou responder por isso. Então, o judeus fica tentando entender o que está acontecendo, o que está sendo acusado e, obviamente, quase todos nós, a gente entrojeta um ano sem仕rução. Então, muito daquilo que está na cultura ocidental, antecimita, também está na gente. E a gente também acaba sendo antecimita de alguma forma e é uma aguta muito grande para não ser. Então, acho que isso que foi estudado muito, como é a entrojetão do ano sem仕rução, ou que já foi chamado de auto ódio, etc. É algo a pensar, porque, no momento em que você é acusado, você tem vergonha. Muitas pessoas têm vergonha. Acho que tem que responder a mandão exercício que eu fiz, porque as pessoas estão desde o sete a do dez, eu trabalho com racismo há muito tempo. Me perguntando qual é a minha posição? Fobriz Rael. Qual é a minha posição? Eu não tenho nenhuma resposta pública. Eu não dei, eu me recuso da. Porque essa para mim é uma resposta ao ano sem仕rução. Então, assim, qual é a minha posição sobre Israel? Se a pessoa não consegue saber ideologicamente qual é a minha posição, é porque ela está com algum problema de um julgamento apriório. Porque ela acharia que é diferente da posição desustista que eu tenho 20 anos. Então, a minha posição tem nenhuma resposta a minha pública. Eu penso porque, para mim, é responder ao ano semitismo. Eu não tenho que responder por Israel. Eu não tenho que responder por meu senão. Eu não tenho que responder por os crimes de guerra de Israel. É óbvio que eu não sou a favor de crianças morrer negado. Não tenho por que isso ter uma dúvida sobre a minha pessoa. Ah, não ser trocaso. Eu está tendo que responder por Israel. Não perguntam a nenhum outro militância de rapista. Porque eu conheço qual é a posição dele sobre isso. Que militam no ano de rapismo há mais de 20 anos. Então, eu sei que as pessoas salam via, as pessoas pararem de ter essa coisa com você. Vai lá e coloca o topinheiro e falar "olha, eu não sou isso, eu não tenho aquilo". Não porque eu não vou responder antes de isso. Então, interessante, é disposicionamento. E na colocação anterior, na reflexão do setrazi, eu me menciono o caso recente que teve ali no barro de janeiro. E trazendo pro Brasil, também foram desses casos. A gente teve três recentemente. Calenda essa. E aconteceram, enfim, no detalhe de Rio de Janeiro. Deleis foi uma denúncia confirmada que até se enlebou. A gente dou no teriadito para ali em alto bom som, para clientes. Que não queria mais ser que a gente do Deus estava perto de Deus. En outros dois casos, estabelecimentos de sério, que eu me colocava no placas, que as relências não eram bem vindos. E vale lembrar que também recentemente está careta como a gente tem. Trabalhado, que clitido o coberto bastante nas casas ali, com os turistas relências, ou também protestos, manifestações, contra presença das relências ali. Como que você vê a diferença entre esses casos, que, de Deus, só um alvo em relação às situações e em que as relências são algo, porque tem uma mistura aí também. Dev, tem sempre uma dimensão material, que está ligado a uma realidade de turistas jovens viajando, em grupo, em geral, é um caos. Agora, que é um grupo de argentinos, que é um grupo de rusos, de turistas jovens viajando sem dão caos? É turista jovem, meio do sem dinheiro viajando no caos. E é isso aí, Lense. Já, eles já estão respondendo por um grupo como um todo, por uma nó, a apuraugro, que está ligado a alguma comparação e uma forma de que eles estão na Patagônia e eles estão ali para roubar a terra. Vejam, não que não tem uma materialidade, que eles não possam ser mal educados, mesmo porque, de Deus, a gente tem de tudo, tem de muito mal educado, tem de muito bem educado, tem todos os tipos de gente. Agora, se você coloca essa crítica, um roubo de terra na Patagônia ou como aparece na Reproceia, aí já não é uma crítica cabível, ela já vira realmente antes da crítica, por isso que isso é um negócio de anti-anitanismo e anti-anitismo, e é uma coisa que ainda não é, entendeu? Porque eles estão sendo acusados do plano ambina, que é um para quem quiser saber, outro dia eu vindo a rede social de uma colega, "Ah, 300 mil judeus não mudar para a Argentina para fazer um mini-tato." E depois, a outra coisa que está caréter, a mesma coisa que fizeram na palestina, é uma mistura de tudo, não é uma crítica razoável, é essa que é a questão. O problema de não ser a crítica razoável, é que você perde a dimensão daquilo que é necessário fazer, o que acontece para mim, mais grave, sobre o anti-anitanismo ligado aos ensaiamentos, é que você não consegue fazer a crítica necessária, aulas raílências que devem fazer. Claro que devem fazer uma crítica necessária a estado, a ocupação, a forma em que aquela sociedade, como um todo, tem crédito, tem sido educada. O problema é que se a gente tem que responder pela conspiração de Cristo, a gente não consegue fazer a crítica necessária de aquele lugar. E tem um outro problema muito grave, é que se há críticas necessárias que a gente faz, a Israel chega na matança de Cristo, né, em que as pessoas, a gente também deixa de fazer como a ajuda das críticas necessárias na qual seria uma ideia de tipo "Olha, se o deus do mundo, na qual que ele país, chamado de país do deus, se o deus do mundo fizer uma crítica", acho que toda a crítica feita por Israel em que os deus é usada para quase, por muitas pessoas, para confirmar a morte de Cristo e a ocupação judaica. Então é muito complexo e deixa as pessoas assim, "bom, também não vou fazer a crítica, porque a crítica vai ser usada com o pras, e ela não vira uma crítica, fazer uma crítica Israel já leva a ideia de que é preciso destruir o estado". Quando a gente. eu passo uma vida frificando o Brasil, ninguém cede a conclusão que todas as críticas que eu faço do Brasil, do branco brasileiro, que é um lugar de alienação bastante parecido, você está num lebo, enquanto está tendo guerra no mundo, alemão, e você está passando na praia, que nos ensaiem nem estão acusados disso, eles estão em que ela vive jogando bola, enquanto tem gás, "bom, mas a gente tem um lebo, acontecendo enquanto tem 120 mortos assassinados". Então, assim, eu não gosto de ver esse tipo de comparação, mas o que eu digo é que a crítica ao Brasil não leva destruição do Brasil, então tem que destruir esse país, então tem que ser acabar com o estado nação. Essa aqui é a questão que faz com que a crítica Israel seja questionada muitas vezes por Israel e Jesus, porque a crítica Israel leva necessariamente a ideia de que é que é visitada para o seu ter destruído. E é isso, né, Nelia? Existe essa desculpa, "Ah, eu não sou anti-semita, eu sou anti-seionista". E aí uma coisa que eu observei, por exemplo, em peça esse ano, é que algumas páginas de futebol do mundo inteiro de grandes clubes, machiterionaites, totterran, Liverpool, postaram, fizeram postes na suas redes sociais de raquepeças rameiras, assim como eles fazem com ramadã, com a paz com a cristã, com todos, enfim, várias festividades religiosas. E eram postes falando sobre peça, uma festa judaica. E aí você lheia os comentários desses postes, eram só questões relacionadas a o conflito Israel palestino, a gaza, fronteruíver, tudo isso, e tudo mais. Ou seja, como que. A em uma posição minha não é uma posição do híbico, vou falar agora, eu não acho que a anticionismo é igual a anticemitismo. Acho que são coisas diferentes. Mas essa desculpa e muitas vezes, na maioria das vezes, quando as pessoas usam esse argumento, e aí a gente tem um poste judaico, um poste que não tem nada a ver, não tem relação nenhuma com o Israel, inclusive você pode ser anticionista, você pode ser a favor de um estado. Judeu, a favor de um estado palestino do Rio Almar, e comemorar peça, você tem comentários e compartilhamentos relacionados com um estado de Israel. E você entende que por aqui, neste caso, o anticionismo é usado como subterfúgio pro anticemitismo, essa confusão torna um debate ainda mais confuso? Então, o que eu acho, né? Que infelizmente, né, essa frase não é verdadeira, anticionismo não é anticemitismo. Nem a mentirosa, ou que já eu quero dizer com isso? Porque muitas vezes é. Esse é um que você deu é ótimo, e eu estou matando junto com o Anitando meu. Quatro coisas para demonstrar-me. A gente pegou quatro propagandas de restaurante com comida de daric. Era aí, comida de peça, uma era uma matéria da veja, dizendo aonde comprar comidas para o peça. Outra era uma propaganda de um restaurante, então falvo que tinha aberta de daricos. E 90% dos comentários de cada uma dessas matérias era feito com sangue de criança de casa, tipo todos os tropos mais antitemitas do mundo ligado ao conflito de Israel para a letra. Então, o conflito de Israel para a letra, ele servia como um grande depositário de projeções de tropos antitemitas. Só que aí, não era mais a criança de idade, mas era a criança de casa. Ou a conspiração, né? Ela virava aqui em vez de chamar conspiração de daricos, chamava conspiração de senista, com toda a mesma lógica e gramática do que era antes nomeado como confliração de daricos. Então, não é tão fácil assim, essa afirmação. E, ao mesmo tempo, é preciso ter uma possibilidade de crítica ao Estado, que é um Estado, que tem hoje, né, sido, né, um experimento da extrema direita no mundo, de absurdos, de leis, etc., que é preciso ter críticas que não caiam nos tropos antitemitas. Mas, pode essas críticas, né, a Israel se torna, parece que Israel se torna um grande Judeu e as configurações, e os desenhos, e a caricatura do Netanyahu é com uma caricatura que parece a caricatura da idade média do Judeu. É muito difícil que os Judeus não sintam atacado por aquilo, como um todo. Então, de fato, tem muita gente que usa o conflito para ser antitemica. E tem muita gente que tem a legitimidade também de criticar o conflito. Mas, eu tenho pensado radicalmente, e aí a gente vai chegar no momento agora, né, de pensar. Por exemplo, o governo brasileiro está propondo, né, uma discussão em seminário, em Tamarati, para discutir, anticemitismo. Na verdade, não tem uma posição ainda tomada do governo, nessa definição, né, nesse que você for ver os nomes, de quem vai falar, muita marativa, vai ter posições que afirmam a declaração de aira, vai ter declarações, a ideia de declaração de Jerusalém, é alguém que vai defender, vai ter gente que vai defender que o Brasil fata, uma definição própria. Mas, por enquanto, o de Tamarati está fazendo isso para poder pensar, com motivamente, uma definição de anticemitismo. Se você for ver, eu, uma P.A.I. ontem, uma cinta pássia de queda, condenando o de Tamarati, o governo, de fazer um seminário sobre anticemitismo. Porque, na verdade, deveriam fazer um seminário sobre padeci negasa. Então, quem faz essa confusão? São os próprios que dizem que anticemitismo não é anticeonismo. Porque qual é o problema de debate anticemitismo? E qual seria o problema? Impulsive, é super importante que a esquerda, e que posições progressistas debatam, e tenham uma ideia do anticemitismo, porque, se não, ela deixa, né, que este debate sendo aceito, e instrumentalizado por uma direita, uma direita que também não está nem aí, pelo dia de vez. Então, é tão grave acusar, como tem sido acusado nas redes sociais, que o governo está fazendo isso, e que isso é um plano-fionista, vezes, o debate é sobre anticemitismo. Então, essa confusão são os próprios críticos que falam anticemitismo, que estão debatendo que não pode ter um seminário sobre anticemitismo. Um buraco é bem baixo. E, sim, bom, e ainda sobre isso, né, o seminário no Itabaraty, que eu ia conhecer, a gente também está no mesmo debate sobre o projeto de lei da deputada Tava Tamaral, que ela propõe, e a justiça, justamente, uma definição sobre anticemitismo. A gente não vai nem entrar no mérito dessa discussão exatamente, e nem entrar no texto em si, a gente vai se ir, né, a partir da análise, e se você entende que uma definição, por meio de lei, pode coibir o anticemitismo no Brasil, você é muito importante uma definição com essa, a vida nesse seminário também, o que está propondo, o que está proposto na PL, eu queria que você concessse se você ver dessa forma, sem que é uma forma de combateir o anticemitismo. Bom, eu acredito eu via, que trapazo, que eu tenho assim, porque o Brasil tem lei já, para isso, é a lei caô, né, número 7.70016, que foi sancionada em 89, faz muito tempo, mas que ela tem, né, ela estabelece o racismo como crime, né, e não piensado em prescidível, só que o racismo, o vírgico, inclui preconceito de criação por etnia, por origem, por cor, ou rasa, nesse sentido. Então assim, a gente foi, e religião, a gente foi tentar que tem preconceito de rasa, cor, etnia e religião, ou por ocidente nacional, todos os exemplos que a gente deu aqui, caberia, procedente nacional, religião, etnia, cor e rasa, né? Cor é o único, na qual o judêus tão fora, ou é a construção de ideia de rasa social, também pode estar, a gente pode debatei isso ou não, mas a leica ou a daria a conça. Então eu não acho que a gente precisa de uma lei, a gente precisa de um leitamento para que as pessoas entendam o que quer, sem decir. Essa acusação da dúvida moral, colocada, a judêus, que é a ideia de que está a radeza em que a visão que se sangue impuro, teraria uma moral degradada, e vejam que os ataques a judêus, ele está sempre ligado, uma ideia de que é uma moral e surpresa, que é uma pessoa de dupla leidade, que é um estrangeiro, que nacionalmente pode sempre dar um golpe no país. Então é uma moral e surpresa, que não mudou. E essa caráter inquisitorio, que hoje é colocada no ansemitismo dentro do campo progressista, também está ligado a ideia de que é uma moral e surpresa, de que é uma dúvida sobre a moral do sujeito. Então acho que é muito fundamental que tem um letramento aos órgãos públicos, não é a pele, não é a lei, a gente já tem lei para isso, mas eu acho que é uma formação de façam em que a pessoa se compreendeu, que é ansemitismo. E a configuração histórica disso, e com longo essa história, e permanente, e perinho, no sentido que ela vai continuando, ela desmante, continua, ela vai mudando, conforme os caráter históricos, mas ela se recoloca. Eu acho que essa história do ansemitismo precisa ser contada, né? Eu sou completamente contra a delírio, uma dessa, e aí eu vou falar por quê? Definições internacionais, e talvez isso seja a minha posição, porque as definições internacionais estão muito ligadas aos campos políticos internacionais, ou campos políticos de Israel, sei lá, aí era antes do Jerusalem, não é nem que as definições de uma imediatria, outra nova interesse de campo, mas uma é vista como do campo da direita, e outra é vista como do campo da esquerda. Então, se você pega e coloca uma, ela vira uma dimensão política de uma divisão, que não chega ao ponto que é central, que é combater o racismo, ajudar, antes do mesmo, né? É isso que precisa combater o racismo antes do mesmo, que configura-se como o racismo se você coloca na origem da pessoa o destino dela. O que é o racismo? Desver que a origem dela vai produzir um destino moral, uma posição ideológica, uma forma de estar no mundo apriório, né? Então, a gente já tem esse oprime, né? Colocado aí. E muita gente por causa, né? Que o tipo do racismo brasileiro é um racismo de cor, e taligada a ideia de um racismo de cor, também não consegue compreender que de Deus, que no Brasil se torná-no branco, possam sobre discriminação racial. Exatamente, porque cor e raça foi acoplada aqui como se fosse a mesma coisa, mas existe uma coisa que é chamada de discriminação e preconceito de cor, tá? E a outra coisa que é chamada de preconceito de raça, que é a ideia, a de raça, a ideia, sempre está preparando uma ideia que é a origem da pessoa de finela. No Brasil, como a ideia de raça e cor se acoplaram uma outra e viram metáfora, uma da outra, é muito difícil, que as pessoas entendam, que pessoas brancas têm um preconceito racial, porque na verdade preconceito racial no Brasil, ele é um preconceito de cor, só que a ideologia racista contra o Deus, ela não é uma ideologia típica do Brasil, ela é importada, então ela vem com a forma na qual se configurou a Neuropa, e uma não elimina a outra, a ideologia racial brasileira não elimina que essas formações raciales, na qual o deus, né? Foi sendo acusado na Europa, também entre em é que elas não são, se você tem uma ideologia racial você não tem a outra, você pode ter a dúvida ao mesmo tempo, e só que é uma compreensão que precisa ter um metramento minimamente, e eu acho que isso a sociedade brasileira não tem mesmo, mesmo porque o problema do Brasil grande não é esse, né? Mas isso não quer dizer que o deus que fez aqui não seja o seu serinho, e que não seja um cidador brasileiro, e que o estado não tem que proteger como tem que proteger todos os cidadores brasileiros. E é isso, né? Deberá super importante em ter esse no lefamento, ou o gente, né, nesse sentido, né? Como você disse, né? A população de daica no Brasil, enfim, um super pequena, né? O que pode mais ser vinte no judeus, então, uma decisão que é dizer que não seja uma questão importante para saber batir ainda, mas agora é que está super em levidência, né? Queria te agradecer via mais uma vez por estar com a gente contra o impuí, muito com debate, acho que foi uma conversa ótima, então queria agradecer em nome do podcast aqui do IPE. Obrigado, aí acho que uma coisa que é importante dizer, o antemetismo, ele não correu mais só a vida dos dias, ele correu a ideia de democracia, ou seja, quando ele aparece, você pode ter certeza que o testido nacional está com problemas, né? Então ele não é um problema só dos os mesmos, porque a gente fez uma população pequena, não é um problema de um testido nacional que está com o problema que é a democracia do democracia. Bom, é isso, para quem está ouvindo conversamos com a LIA Vineyard Schickman, Tef School Logop Esquisadora de Relações Edge no Carraciais. Obrigado, Alino. Obrigada, Amanda. Obrigado, Joel. E se você que está nos escutando, quiser mandar um mensagem para a gente, é só escrever para, e eu com isso, arrobe Instituto Brasil Israel.org. O IAPoenisso está em diversas plataformas de áudio, como Spotify, Orel, Apple Podcast, também no canal do YouTube do Instituto Brasil Israel. Então esquece de seguir o IB nas redes sociais, a gente está lá no TikTok também no Instagram. Um abraço e até quarta-feira aqui vem.

Podcast Summary

Key Points:

  1. O antissemitismo global aumentou após 7 de outubro, com ataques a sinagogas, ambulâncias judaicas e casos de discriminação no Brasil, gerando medo entre judeus.
  2. Judeus enfrentam um medo histórico e psicológico, baseado na transmissão psíquica de perseguições passadas, como o nazismo e inquisições.
  3. Muitos judeus escondem sua identidade ou símbolos (como quipá) por medo de agressões, além de evitarem falar abertamente sobre temas polêmicos devido a uma "inquisição ideológica".
  4. O antissemitismo é frequentemente justificado como "antissionismo", mas ataques a judeus na diáspora ocorrem independentemente de suas opiniões sobre Israel.
  5. A comunidade judaica tende a se reagrupar internamente, buscando segurança em espaços exclusivamente judeus.

Summary:

A transcrição aborda o aumento do antissemitismo global, especialmente após os eventos de 7 de outubro, com ataques a sinagogas na Europa e casos de discriminação no Brasil, como um dono de estabelecimento que proibiu a entrada de judeus. A psicóloga Lia Benchukman explica que o medo judaico é profundo e histórico, transmitido psiquicamente por gerações que sofreram perseguições como o nazismo e a Inquisição. Esse medo leva muitos judeus a esconderem sua identidade, evitando usar símbolos como a quipá ou mesmo falar sobre temas ligados a Israel, por receio de agressões ou de serem submetidos a uma "inquisição ideológica".

A especialista destaca que o antissemitismo atual é frequentemente justificado como antissionismo, mas atinge judeus independentemente de suas opiniões sobre o Estado de Israel, criando uma situação em que qualquer judeu pode ser responsabilizado por ações do governo israelense. Isso gera um efeito paradoxal: enquanto alguns se escondem, outros buscam refúgio em comunidades judaicas, fortalecendo laços internos. A discussão enfatiza a necessidade de compreender o medo judaico como legítimo, dada a história de perseguições, e critica a negação do antissemitismo por parte de não judeus, que muitas vezes minimizam os riscos enfrentados pela comunidade.

FAQs

O aumento de episódios antissemitas, como ataques a sinagogas e discriminação em estabelecimentos, intensificou o medo. Isso é agravado pela transmissão psíquica de perseguições históricas e pela sensação de que a segurança pode desaparecer rapidamente.

Muitos judeus pararam de usar símbolos como quipá ou estrela de Davi por medo de agressões. Também há uma autocensura em discussões públicas, devido ao temor de serem alvo de inquisição ideológica ou ataques.

O antissemitismo frequentemente responsabiliza judeus por ações do Estado de Israel, como se cada judeu representasse o governo. Isso cria uma ligação arbitrária, onde crimes de ódio são justificados como 'revanche'.

É a herança emocional de traumas históricos, como perseguições e pogroms, passada entre gerações. Isso faz com que muitos judeus sintam medo constante, mesmo em momentos de aparente segurança.

Esses ataques mostram que o antissemitismo está se voltando contra instituições comunitárias, mesmo aquelas que atendem toda a população. Isso indica uma escalada do ódio e uma ameaça direta à segurança coletiva.

A conversa aponta uma 'inquisição ideológica' na esquerda, onde judeus precisam se justificar constantemente sobre Israel. Isso cria um ambiente onde o diálogo é interditado e a identidade judaica é associada a impureza moral.

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