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#364 Tecnologia e sustentabilidade na mineração subterrânea | Dayse Guelman (AngloGold Ashanti Brasil)

38m 42s

#364 Tecnologia e sustentabilidade na mineração subterrânea | Dayse Guelman (AngloGold Ashanti Brasil)

A conversa aborda a mineração subterrânea da AngloGold Ashanti no Brasil, destacando suas operações complexas e tecnológicas. A empresa opera em profundidades de até 1.600 metros em Sabará e Nova Lima, com galerias que somam 330 km de extensão. O processo de extração envolve perfuração, detonação e remoção de minério, com controle remoto de sistemas de ventilação, refrigeração e bombeamento a partir de uma sala de superfície. A segurança é prioridade, com monitoramento constante de gases e temperatura. A empresa reduziu 63% das emissões de gases de efeito estufa desde 2021 e usa 100% de energia renovável. A AngloGold foi pioneira na introdução de carregadeiras 100% elétricas no subsolo, melhorando as condições de trabalho. Além disso, investe em diversidade: a presença feminina cresceu 84% desde 2022, com programas de qualificação técnica para mulheres das comunidades vizinhas. A empresa também gerencia rejeitos de forma sustentável, com 22% retornando ao subsolo como pasta de preenchimento (paste fill), fortalecendo a estabilidade das minas. A certificação pela LBMA garante rastreabilidade do ouro. Com 40 projetos sociais ativos e planos de investir R$ 30 milhões em 70 iniciativas até 2026, a AngloGold integra ESG como licença social para operar, equilibrando inovação, sustentabilidade e responsabilidade com as comunidades.

Transcription

5484 Words, 31068 Characters

Portuguese
A nossa preocupação com a tecnologia que a gente utiliza é grande e a gente está bastante acostumado a criar estruturas. Nós temos uma estrutura global de DT, que é o disco da tecnologia que cuida do mundo inteiro. Essa é a nossa primeira valor, não só de pessoas, mas também exudados. Estamos no ar com o Poder que este salide negócios, que é nosso espaço aqui para uma conversa sobre diversas frontes de negócios, de atividades, algumas que a gente traz aqui, novas por nosso universo e muito, muito interessantes como é o caso hoje. A gente vai falar um pouco sobre mineração, é muito bacana entender um pouco sobre esse universo e explorar aspectos ligados a ISD e outros aspectos de segurança, enfim, tudo que envolve essa atividade, não dirá que tudo que envolve porque esse universo é muito amplo, mas alguns aspectos interessantes que envolvem a atividade de mineração. E para isso, a gente tem o prazer de receber a Deys Igeoman, que é vice-presidente de finanças e suprimentos para a América Latina, da Anglugode Axante, que é uma mineradora de ouro no Brasil, ele é só no Brasil, tem 11 operações espalhadas por 10 países. Deys, é um prazer enorme ter você aqui, obrigado por acertar o convite para bater esse papo com a gente hoje. Eu que agradeço, acho que é super importante a gente falar, Anglugode tem muita orgulho das operações da nossa atuação aqui, a gente atua com uma operação subsolo, que é bastante interessante, eu vejo várias pessoas me perguntam, tem curiosidade de saber essa oportunidade de estar aqui com vocês, dar uma visibilidade maior para quem tem essa curiosidade e eu atingi esse público, porque é a nossa, porque é a certeza que vai cumprir com esse propósito, tirar a curiosidade. O que é minerar de baixo da tela? E vou te falar que você tem pelo menos um curioso aqui, já te ouvindo, acredito que dois, porque o outro, além de mim é o Guilherme Veloso, e quando a gente vai falar de SD, não só de SD, porque o Guilherme é líder de prática de SD aqui na FFM, mas é sócio de auditoria, então tem uma vasta experiência aí, também muitas frentes de negócio, e Guilherme é sempre bom ter você aqui, obrigado por mais uma vez ceder um pouquinho do seu tempo para um papo aqui nos salas de negócios. Obrigado, Carlos, que agradeço eu pelo convite, desbigado pela prosseita ao nosso convite por um tema tão interessante. Eu estou empolgado aqui para a gente falar um pouquinho sobre essa mineração subsolo. Isso aí estamos, né, que é a mineração underground. Aliás, vamos começar por aí, é uma atividade muito peculiar, né? Constra-me começar te perguntando, né, como é que ela acontece na prática, Daisy? Olha, para quem está acostumado, aquela mineração tradicional, a seu aberto, entrar no mundo underground, tem uma experiência completamente diferente. Na prática, a gente opera literalmente, como se fosse uma cidade de baixo da terra. É um ambiente industrial complexo, muito dinâmico, e que exige, assim, primeiro de tudo, um cuidado rigoroso com segurança. Essa é a nossa principal preocupação, sempre. Tenta, bem claro, né, muita tecnologia envolvida, além da necessidade de um controle rigoroso, né, de custos, energia, questão de manutenção. Segurança custa energia e manutenção continuo. Para entender o nosso dia a dia, é um cíplo contínuo. Eu vou falar de um forma não muito técnica para ficar mais fácil de entender, ok? Primeiro entra geologia com uma apiamente e as análise geológicas que mostram os veios. Os veios mostram onde o ouro está. Depois a gente tem essas das acessas que postelitam, né, o que o time operacional, eles cheguem nos locais de esta ração, que foram mapiados no mapa e a minha geológica. Depois dentro, as perfuras atrizes, as perfuras atrizes são elas que abrem os furos na rocha, onde estão condição colocados os exclusivos. Depois o próximo passo, detonação. Esse número varia muito, tá? Não é nada muito certo, mas temos hoje mais ou menos, para cada tonelada estraída, a gente tem mais ou menos 2 ou 3 gramas de ouro somente. Então é uma grande movimentação de estério, que inclui pouco, poucas gramas de ouro, mas é super importante a gente entender que o preço compensa o custo da exploração. Outro ponto crítico que a gente tem aqui na operação subterránea são os gases e a ventilação, né, mas por que? Que a gente precisa garantir que o ar se mantenha totalmente limpo, trazendo segurança, porque as pessoas possam entrar, porque as equipes possam entrar no subsoro, né, possam descer. Então são controles, feitos, todos os controles feitos, a gente tem o material já detonado, a gente começa a remoção e o transporte desse minério, que já está fragmentado, do subsolo para a superfície. Hoje, a nossa operação aqui no Complex Fia Bá em Sabará, ela reúne as minas subterráneas de Cuiabá e Lamego. Além de uma planta, a gente tem uma planta metalúlica também do queiroz, que é em Nova Lima. Se você ter uma dimensão do tamanho desse desafio tecnológico, né, hoje Cuiabá é a mina mais profunda do Brasil, as nossas galeriam passam dos 1600 metros de profundidade, a gente opera 1600 metros abaixo da superfície. Pena sondagem geológicas que a gente já fez, a gente já identificou o ouro a mais de 2400 metros de profundidade. Então vocês conseguiram visualizar o que é isso, né? Essa é a distância que vale mais ou menos 3 vezes a altura do barco carifas. Sabe aquele prédio lá de do barco de 1,880? O mundo, com 828 metros, são 3 prédios daqui, porque você imagina, como a gente vai chegar em breve, né? Quando chegamos nas 2400 metros de operação, para circular a denda mina, a gente tem uma rede de rampas, tunas e galerias que são em formas de espiral, a gente tem hoje 330 km de extensão, com 26 km apenda a rampa principal, de acesso, é um complexo, é muito grande. Obviamente, né, para a gente operar essa profundidade, a gente usa bastante tecnologia e principalmente monitoramento, tem que monitorar bastante tudo que a gente está fazendo. O controle hoje é todo online, a partir de uma sala de operação no superfície, a gente desde o bombeamento da água, a gente opera de baixo do resto ofriático até os sistemas de refugeração, ventilação, que são super importantes, né, para manter o ambiente seguro, a 1.600 metros, então, é fascinante, é muito bacana. Odense, quando você fala da questão da profundidade, falando aqui de um ligo, pensando nesse plano de labra, imagino um túnel, praticamente um túnel, né, na vertical, que dá. É isso, claro. A gente vai se perguntar isso. Ah, ela é circular, então você vai criar um túnel que vem em forma de espiral, é. É isso. Ah, entende. Mas isso gera alguma versatilidade maior na extração do ouro, eu pergunto assim, porque em algumas, em algumas frontes da mineração, né, o TU, que você tem ali do que está sendo lavrado, você não consegue chegar muito naquele item de maior valor daquela reserva, porque você tem outros itens de um teô, mais baixo, que acabam sem mistraídos, primeiramente ali naquele plano de labra, né. Como que acontece na diagonal, desigem essa possibilidade de direto lá no item de teô, mais alto, e buscar esse payback mais rápido para o investidor? Olha, tudo é baseado no mapa e a minha deologico. Quando a gente faz uma pra minha deologico e a gente sabe onde que o vei, por onde o veio anda, a gente sabe onde que estão os teores mais aos os teores mais baixos. A gente faz as rampas de acesso que nos possibilitam chegar a onde que a gente quer chegar. Agora, a gente tem um termo bastante conhecido assim no meio de quem opera, né, comina muito tempo, a gente tem que cuidar bem da mena, o que significa que cuidar bem da mena, a gente não pode furar caminhos, short cuts não existem, principalmente no subsolo. Se eu quero acessar uma área, só porque ela tem um teô mais alto, porque a margem vai ser maior, eu não posso simplesmente cavar um túnel e fazer uma rampa que depois ela não se sustente. Então tudo é muito a ver com a lógica, a gente olha bastante a questão dos locais com teores maiores, mas a gente precisa também, tá bom? bem seguro de que para a gente acessar, depois eu tenho que acessar outro lugar. Continua, gente, continua descendo. Eu não posso manter estruturas que não se sustentem desde cima. Ah, não, claro. E do quanto, quando você fala assim dessa questão do Shortcuts, né, existe alguma priorização diferente da parte de descommencionamento do que a gente tem hoje em minhas de Cava? Porque assim, eu já encontrei no mercado em preso de inderação que elas faziam a Cava de determinada área, já fazia restoração e partiu para a próxima Cava. E outras que, assim, faziam toda a Cava, né, daquele direito minerário e depois, lá na frente, no final do 50, 60 anos, ali, do direito minerário, tem um plano de restoração daquela área. E não é grande grão de você vir uma flexibilização maior dessa parte de descommencionamento, a gente consegue levar mais para frente esse. Eu acho que tem um empreintimento novamente, né, ali das questões subsóvelas. Não sei qual é ser exatamente a ascensão desse descommencionamento de restoração, mas você vir uma flexibilização maior de currar mais para frente ali no processo de restoração? A gente atua, comendo grão, a gente, o caminho nosso, ele é um pouco mais complexo, ele é bem mais complexo, que é uma mina, essa é a ver. A mina, seu aberto, dependendo de como a mina é, você não precisa de caminhos específicos para você podir num caminho deixar aquele material lá e você vai para outro caminho, você vai fazendo a recuperação de forma, depois minimizar a necessidade de investimento quando você fizer o fechamento da mina. Mas não tem problema nenhum, você não fizer também nenhuma restoração, desde que não seja agressiva, né, que no impacto visual às vezes. É um elemento que nos impulsionam, né, já fazendo os fechamentos das áreas, mas na mina degão é totalmente diferente, é totalmente diferente, porque os caminhos têm estar muito bem construídos e muitos sólidos e muito seguros para você passar de uma parte para outra. E às vezes não dá para fazer o fechamento de uma área, porque eu preciso aquele caminho para cessa outra área que eu vou entrar. Então é um plagamento muito diferente, é uma logística muito sofisticada para possibilitar que os acessos, as rampas de acesso, elas sejam liberadas e facilitem que os acessos aos veios e ao ouro, né, eles sejam mais facilmente encontrados. É interessante, interessante. É muito diferente. É, é, é, é, é, e eu estou pensando aqui, acredito que até, talvez em comparação com a lideração de cava, né, e você talvez tenha um consumo de energia muito maior, né, imagino que a ventilação aí desses túneles deve ser constante, né, você tem ítense de na operação do dia a dia que talvez exigem um gasto com consumo de energia maior, não só da parte de ventilação, mas também de locomoção, né, para conseguir chegar com essa profundidade. É, para tudo, né, por isso que, né, no início eu comentei um pouco assim, energia, manutenção, ventilação, é tudo muito importante para se garantir as seguras das pessoas que estão operando. Um operador nosso, até lá a 1.600 metros é baixo da superfície, ele precisa estar respirando bem e é precisa que tenha a controle de temperatura e isso tudo exige energia. Exato. E aí, é um pouco. É, acredito que entra um pouco na questão que você falou também da governo nas cidadas, né, quando você fala dessa qualidade de álido, de, eh, do bem estar mesmo dos colaboradores, né, porque é uma renda. É uma, assim, uma carra do muito grande das decisões é tomada de forma remota. Existem áreas de acesso lá, provavelmente o tem até uma necessidade de uma, de uma expertise muito especializada, que talvez quem está na tomada de decisão não consegue ir lá, igual a uma, uma acaba de milha nord-pe, sobre a superfície, né? Você precisa ir confiar nos dados que estão sendo entregues e é a governança de idade, ela se torna muito mais complexa do que ela seria numa, numa operação de cabo e magia. Ah, quando é do C3, é só que isso é feito com muita decidência. É os estudos todos que a gente faz de onde que a gente vai para quais são as rampas que a gente abre, as análises técnicas, todos são feitas com muita decidência. Então, quando a gente chega a, efetivamente, fazer o acesso para uma ter terminado local, isso foi muito estudado antes. São, são decisões que elas a são, tem todo o planejamento de lavra bem detalhado e quando o operador chega para entrar na mina ele opera já onde está determinado, que quando menos tempo ele demora também na operação específica, é melhor. Mas imagina que não seja tão simples, né? Quando, principalmente quando eu entrei num histori, a gente tinha muito aquele conceito, "vamos caminhar na fala, vamos caminhar na mina" e buscar uma oportunidade de identificar talvez uma não conformidade forma visual. Na operação de agraude, imagina que seja muito mais complexo aí, justamente pela confeibilidade que você precisa nesses dados. A tomada de decisão, ela tem que ser muito assertivo e os dados muito assertivos. Com toda certeza, a gente está trabalhando com pessoas, que são os nossos maiores ativos, num local, não muito natural, não está no prédio, a gente pega o levador e desce qualquer coisa. Eu tive uma experiência, não sei se vocês já estiveram em Bogotá, que é uma mina de sal, chama "catedraude sal", o nome até engana um pouco, porque você acha que é uma igreja embaixo da terra e não é uma mina de exploração de sal e você visita um pedacinho pequeno. E lá dentro tem uma igreja, uma das galerias, tem uma igreja de chamar de "catedraude sal", só por isso. Mas é uma mina em atividade, um pedacinho desativado virou oturístico. Por que eu estou contando isso? Porque dá para ter uma ideia quando você visita um lugar desse do que é o ambiente lá embaixo. E olha que eles ainda colocam tudo pro turista entrar bonitinho, entendeu? Mas em certo momento você tem uma experiência que você quer entender como é que é o trabalho real, é que o escuro é umido, é saber um lugar que não é confortável. Imagino que vocês têm que minimizar ao máximo isso. E aí entra a questão que vai na esterda do que o Guilherme trouxe, que é de "SD". Nesse é a gente estar preocupado nos escritórios com a saúde mental das pessoas que estão trabalhando, confortávelmente, nos seus escritórios, com tudo sobre controle, era condicionado. A gente já tem uma preocupação grande com diversos aspectos de saúde, eu fico imaginando o que é no ambiente desse. Quais são os pontos mais críticos de "SD" aquele que dois ou três pontos que você pessoalmente olha toda semana? Essa é uma pauta que eu empolgo pra falar, porque eu trabalho em mineração, praticamente de minha vida toda. Eu acredito que na mineração a agenda desse "SD" não é um protocolo institucional, ela, assim, não é secundário, é a nossa licença social pra operar. No final de conta é a sustentabilidade do negócio no longo prazo. A gente não está operando na Austrália, né, por exemplo, quando as cidades são bem distantes. Então, sem compromisso com o entorno, ou cuidado com as comunidades que vivemos nos redor, não tem sustentabilidade. Na operação subterránea é mais cirúrgico ainda, essa gestão ambiental, a questão de "SD" é bem mais cirúrgico. A gente tem desafios, grandes desafios pra trabalhar na superfície e trabalhar no subsolo além das comunidades, né, são obviamente, né, eles estão na superfície, mas a gente precisa dar também, assim, muita atenção ao consumo de energia, porque as tomes que a gente já falei, que um pouquinho, que são os dutos de ventilação, as emissões da frota de diesel entre outros aspectos, mas quando a gente fala de descarbonização, por exemplo, a gente já cansa uma redução de 63% de emissão de gas e de efeito estufa, que isso é um de indicadores que a gente controla bastante, as emissões de gases, né, quando a gente compara com 2021, a gente já teve a redução de 63%, um grande marco que a gente opera aqui, 100% da energia elétrica, que a gente consome do Brasil, vem de fontes, confiar renováveis certificadas, né, a gente redesenhou toda a nossa operação com a tecnologia limpa, que é muito bacana, a gente empurramatou o nosso sistema de ventilação, por exemplo, ele funciona com a automação, o que que significa? A gente manda, a gente trabalha, né, com uma ventilação mais eficiente, apenas no trabou nos locais onde tem pessoas operando, a gente não fica ventilando todos esses 1600 metros o tempo todo, a gente reduz com isso, 25% do de energia que é super importante. A gente foi pionero também na primeira carregadeira, 100% elétrica, subterránea do país, é linda demais essa carregadeira. É pressionante, faz o Babu e Minho, né? Obviamente. A gente está testando também agora a betoneira elétrica. Quando a gente fala assim, pra quem está lá embaixo, pra quem está lá trabalhando no subsolo, senta o impacto na hora. A gente elimina a missão de gas poluente, a tecnologia elétrica reduz os ruídos e diminui a temperatura em 4°. Faz a diferença enorme pra quem está lá embaixo operando. Outro marco histórico, né? Que a gente tem também, a gente opera com 100% de posição de rejeita seco. A gente não tem nenhuma depósito de material úmido e já concluimos a descharacterização da barragem que a gente tinha. 22% do rejeito. A gente, como expliquei no início, tudo que a gente tira do subsolo e lero pra superfície pra processar esse rejeito, 22% dele não fica no superfície. A gente passa, que é o processo que a gente comece a falar um pouquinho, que é um processamento de preenchimento em pasta. A gente chama de paste fill. Ele retorna para subsolo e preencha as cavidades que já foram mineradas e isso faz com que a gente reforce a estabilidade física da mina, toda né, um subsolo e causa um impacto positivo que é menos material na superfície. A gente é certificado pela LBMA, que é a London Bullion do Marketing Association, a gente é a única mineradora no Brasil que tem esse ser. E porque que você ser o importante, né? Garante restabilidade do processo todo nosso. Então é muita tecnologia e pra não deixar de falar de mulheres, né? Que é o ponto importante. Hoje a gente, hoje é. Eu atuo aqui na Anglod, na Anglodogode, já três anos, né? A primeira mulher que eu compou um carro de vice-presidente, a presença de mulheres aqui no nosso quarto cresceu 84% desde 2022. A gente tem muito orgulho de ter o todo Anglodogode, que é um orgulho aqui pra gente também, a gente tem 40 projetos sociais, vestimos 13 milhões em 2025 pra 2006, a gente tá com uma meta de investir 30 milhões em 70 projetos sociais. Então a pauta de SDU foco nosso nisso é grande, acho que já falei bastante, né? Eu falo sempre que no sal de negócio, que é a função primordial do ESG, né? De antecipar os riscos de oportunidade, né? O ESG é bem integrado ali no GRC, ele tinha que possibilitar uma nova ferramenta de gerenciamento, né? E achei interessante que você falou de obesidade, porque imagino que nesse dia-openação, o subsolo, provavelmente existe uma certa dificuldade também de atrair mulheres, né? Pra trabalhar naquele contexto. Geralmente locais mais remotos, ou assim, um pouco mais hostis, né? Pra sal de mental, dos locamentos. Você tem uma certa dificuldade de fazer com que mulheres se adapten aqui na mente de trabalho, né? Até a educação mesmo dos demais colaboradores e buscar esse ganho que vocês tiverem aí de mais de 80% por exemplo, falando em disposições pra mulheres. Como que vocês trabalham hoje essa questão da diversidade? Existem muitos programas, existem essa tração de mulheres pra operação, existe algo específico nesse sentido, ou é feito mais em nível corporativo? Não, a gente tem um programa junto com o Senai, que é o programa de qualificação, de operação e mina. A gente desenhou ele voltado exclusivamente pro público feminino, das comunidades vizinhas que a gente opera, que é a equição de salvarar e caiter. A gente prepara as mulheres como a capitalitação técnica e em áreas que essencialmente eram masculinas, como eletrômecânica e operação de juzina, por exemplo. E qual que é o grande diferencial desse projeto que a gente tem? Todos os mulheres selecionadas, que a gente seleciona pra fazer parte desses treinamentos, elas são contratadas, desde o primeiro dia de aula. Então elas estudam, já recebem um salário. Olha que interessante, não é bom? Com isso a gente resolve o problema de mão de obra da região, coloca mais mulheres na operação, gera renda pra as famílias locais e garante que essas nossas profissionais já entrem com o delinado totalmente enraizado a questão da segurança, da excelência, treinado por nós, num programa de capacitação e de emprego em conjunto. É o que eu digo sempre de SG, você tem um risco de falta de mão de obra, mas identificar a oportunidade de interessar esse risco que é a capacitação da mão de obra local e utilizar um público nem sempre é priorizado por esse tipo de operação. Então o risco que eu oportunidade utilizando é como fácil, uma mesma moeda. Em um outro ponto interessante que eu vi de que também nessa parte de SG, quando você fala, você traz muitos dados. E hoje o próprio relatório de SG passa para essa discussão. Hoje a gente tem que ser um da CVM24, um 9, 3, a segurar o relatório de extentabilidade, mas de fato existe uma necessidade de confiabilidade, qual a integridade desses dados. Ela vai desde a governança que você está indo à operação, até nessa questão indo SG, né? Então eu vejo isso bem vivo nos comentários que você faz que existe uma preocupação de que os dados que são utilizados para tomar de decisão sejam ilhas de SG, sejam ilhas de operação são dados com governança forte, que seja sustentáveis. E para todo certeza, nós são deslistados, né? Boa senão. E não é só por isso, porque como eu falei em início, a questão de SG, de SG é sustentabilidade, a gente opera dentro da cidade, né? Nostrar, né? Nostrar, as minas estão lá, longe, na mina que a gente não estraga, é 6 horas de carro da comunidade mais próxima que existe. Aqui a gente, nós estamos no nova Lima. Exato. Tá, eu sou no meio da cidade, a cidade chegou na gente, a gente chegou primeiro, né? A cidade chegou na gente. Mas a a mineração, eu até comentei em outro lado de negócios que a gente fez, ela tem uma cadeia de stakeholder muito complexa, né? Porque aqui no Brasil existe esse desenvolvimento, né? A gente quando a gente vê as grandes minas que têm aqui no Brasil, geralmente tem cidades que vão crescendo justamente por essa habilidade de gerar renda naquela região, né? E a próxima muita operação e aquela comunidade local fica muito levante no Brasil, é uma coisa que isso tem que rodar, né? Não é algo que a gente vê, talvez em países envolvidos, ou igual como você de setor na Austrália, mas aqui no contexto de Brasil é algo que acontece bastante, né? Novo Lima hoje, uma cidade super relevante em minas gerais e tem toda essa massa de distração de minerares que tem ali na região. Não só a nova Lima, né? E tu perito, tem outras cidades ali na região que se apropiam disso. Novo Lima é ainda percapa do Brasil. Exatamente, exatamente. E basicamente é uma economia que é primordialmente é uma economia minerária, né? Só as grandes mineradores que movem ali a cidade. Então a relevância que a gente usa também na comunidade local. E isso? Desde em relação ao uso de tecnologia na mineração underground, na sua visão, quais são os principais cuidados relacionados à segurança? Olha, tem que ter muito mais tecnológica, né? A tecnologia que a gente usa para garantir que o nosso negócio seja e principalmente seguro, porque a minha ser aberta você consegue ver, né? Assim como mais facilidade no underground, já é mais difícil. Então a relevância que a gente usa é simples, é afastar o trabalhador da linha de risco. E a tecnologia nos permite fazer exatamente isso. E como que a gente faz? A gente tem um sistema teleremote. Na prática, imagina uma máquina gigante, de grande porte operando lá no fundo da mina, mas quem comanda tudo, é operador que está sentado a salada do perfis, com todo o que está acontecendo. E o que está acontecendo? É um porto olhando para a tela e usando um joystick para fazer operação, lá embaixo. A gente olhava aquela sala de, pela sala, assim, da impressão exata, assim que o perador está julgando videogame com os amigos. Seu olha assim, você não acha que ele está operando na máquina no subsóco? E ele era mais novo, ele passava horas de horas julgando no quarto. Olha que isso rendeu bastante, né? Que hoje ele é engenheiro de software, mas quando eu vejo os operadores, eu sempre lembro dele. É uma tecnologia em bastante. interessante porque ela faz com que a pessoa fique 100% protegida nas perfis. Além do terremoto que a gente usa também uma sonda de circulação reverse, a gente chama ela de sonda RC. Ele é a primeiro desse tipo também, é porque que ele é mais segura do que as antigas. Antigamente a gente tinha outra forma de operar na mineração do passado. A gente furava a rocha quando fazia o furo, havia uma nuvem pesada de poeira, tinha estilhaços de perda, não ambiente e que é prejudicial. Para saúde, de quem está perto. A ronda RC ela muda isso. Ela funciona com um tubo, duplo que suga a poeira e os pedacinhos da rocha todo para dentro dela. Então o ar fica limpo. É um ganho absurdo, porque ela leva rápida, ela dobrou a nossa produtividade. O operador passa metade do tempo que passaria naquela frente de trabalho e dá muito mais segurança. Outra coisa super bacana, bem tecnológica também que a gente tem, a gente é pionheiro num scanner 3D alaser. Ele é tridimensional, o software, ele analisa a rocha milímetro por milímetro e ele mostra para a nossa segurança, só qualquer minufissura que exista para que seria totalmente invisível ao olho nu. E a gente já mostra que tem uma frissura minúscula que caso a gente já faz o reforço e proteção da estrutura, antes de qualquer movimentação de pedra ou rocha que é o perigo numa mina underground. Então a tecnologia é usada de forma intensa. Quando você fala principalmente desse uso na operação, eu ponente acompanho ao longo dos anos, acho que com a chegada do IoT, os sistemas, os ativos que a gente usa na operação, os conectaram muito mais, né, na questão de dados, na questão de ponhecer informações ali para tomar de decisão quase que em tempo real. Como é a questão de ataque cybernética com vocês? Porque imagino que assim, um caso, por exemplo, de Hansson, é um sequestro de um dado relevante para algum ativo que opera ali, por exemplo, qualidade do ar. A gente não tá falando só da operação, né, a gente tá falando de vidas ali, né, existe um risco muito grande ali dentro da operação, caso por riscipo de situação, o que eu acredito que também forçaria de menstruação a tecnologia decisão muito rápida. Hoje com que vocês vêm em esse monitor, não existe hoje um volume grande de ataques a vocês e com que vocês se preparam para isso? Olha, esse é um time de informação que a gente não costuma dar muito não, mas é o que que eu soube ataques, né? O que eu posso te garantir é que o nosso treinamento para evitar, para minimizar os ataques, eles são constantes frequentes e que se eu não fizer o treinamento, tem treinamentos mensais, tem treinamentos trimestrais, tem foco em perguntas que a gente precisa responder, desde a gente passa no teste ou não passa no teste de acessos que a gente pode ou não dar de meio que a gente pode ou não ler as nossas senhas, elas não são sem escurtas, as nossas senhas são sentensas complexas que a gente precisa ir mudando, alterando com o tempo, se não fez o treinamento, se não consegue acessar a rede, se a gente, os nossos celulares, eles são bloqueados para tirar para mandar mensagens a confortos anèxas, a gente não consegue, eu não consigo printar a tela do meu celular que eu tenho, meu correio eletrônico, de mensagens, a gente usa a poio dia, mas a gente tem uma iafechada, a gente contratou de uma empresa, uma iafechada onde a gente garantia que os nossos dados ficam só lá dentro que eles não são expostos, nenhuma outra fonte de possível acesse, de outras redes, eu não pego o relatório da unglogo oude com a produção e coloco no chat de ppt para fazer anares para mim, a gente é totalmente proibido de fazer esse tipo de atitude, como é ouro, ouro é um nome que só por si só já cria, já cresci um desejo de t, de entender, então os nossos treinamentos e a nossa preocupação com a taxi-bernéticos é grande, a nossa preocupação com a tecnologia que a gente utiliza é grande e a gente está bastante acostumado a criar estruturas, não temos uma estrutura global de dt, que é o DISTAN, que cuida do mundo inteiro, essa é a nossa primeira valor, não só de pessoas, mas também, é de dados. E assim, eu acho que me chamo atenção com a sua explicação, é que por mais que existam esses temas sofisticados, eu tenho certeza de segurança ebernética, no fim do dia, os maiores pilares é as pessoas, existe um investimento grande de treinamento, e aí eu acho que até correlaciono um pouco com um próximo topo que a gente tinha separado aqui, que é a questão de treinamentos, as pessoas estão no coa e também da desse gerenciamento de risco, um investimento alto em treinamento, eu tenho certeza que também as pessoas certo. Quando todo é certeza, é um ponto excelente, é se achar um profissional que tem a qualificação para trabalhar numa mina underground, não é simples, não é algo que a gente acha, não tem abundância, e a gente hoje está com 6.000, 3.000 empregados, direto e indireto, manter essa engrenagem, manter esse, todo esse pessoal trabalhando. Consegurança é o nosso maior desafio, a gente não fica somente dependendo do mercado, a gente faz os treinamentos, como formação de talentos que eu expliquei no programa de qualificação, de operação em mina, um programa que a gente fez junto com o Senai, e nós temos vários projetos de treinamentos internos, de capacitação interna, que nos garantem que a oferta de força de trabalho, seja minimizada, falta, seja minimizada, não garante, porque a gente trabalha, o Brasil é uma mineração só, então várias mineradoras concorrendo, parece estar lento, todos querem pegar. É verdade. É isso aí. Eu vou achar desse, quero te agradecer muito pela conversa hoje, para fazer enorme ter vasquim, o papo fluiu, a gente já está com quase 40 minutos de conversa, eu nem vi o tempo passar, porque é muito interessante ouvir, como as coisas acontecem, então te agradeço demais pelo papo hoje, aqui, privilégio, uma honra, eu vou ser aqui, obrigado, viu, desde. Imagina, eu que agradeço, estou a disposição para conversar sobre esse mundo subterrâneo interessante. É muito mesmo, e obrigado, Guilherme. Eu não estou muito cansado, obrigado, desde, não foi, só interessante, mas diversas insights aqui, de gestão de risco, de gestão de dados, de gestão de talentos, então desde obrigado e pelos insights, pela sua participação. A Forves Mazar é uma rede global líder em serviços profissionais, como uma rede de apenas duas organizações aliadas, nós agimos rapidamente para oferecer serviços consistentes e de auditoria e a seguração, consultoria tributária e consultoria empresarial em mais de 100 países e territórios.

Podcast Summary

Key Points:

  1. A mineração subterrânea da AngloGold Ashanti no Brasil opera em profundidades de até 1.600 metros, com planos de alcançar 2.400 metros.
  2. A operação exige alto controle tecnológico, segurança rigorosa e monitoramento remoto de sistemas como ventilação, refrigeração e bombeamento.
  3. O processo envolve perfuração, detonação, remoção de minério e retorno de rejeitos (paste fill) para preencher cavidades e garantir estabilidade.
  4. A empresa reduziu 63% das emissões de gases de efeito estufa desde 2021 e usa 100% de energia elétrica renovável certificada.
  5. A AngloGold é pioneira no uso de carregadeira 100% elétrica subterrânea no Brasil, reduzindo ruídos, temperatura e emissões.
  6. A empresa investe em diversidade de gênero
  7. A AngloGold é a única mineradora no Brasil certificada pela LBMA (London Bullion Market Association), garantindo rastreabilidade do ouro.
  8. A empresa planeja investir R$ 30 milhões em 70 projetos sociais até 2026, reforçando seu compromisso com ESG.

Summary:

A conversa aborda a mineração subterrânea da AngloGold Ashanti no Brasil, destacando suas operações complexas e tecnológicas. 600 metros em Sabará e Nova Lima, com galerias que somam 330 km de extensão. O processo de extração envolve perfuração, detonação e remoção de minério, com controle remoto de sistemas de ventilação, refrigeração e bombeamento a partir de uma sala de superfície.

A segurança é prioridade, com monitoramento constante de gases e temperatura. A empresa reduziu 63% das emissões de gases de efeito estufa desde 2021 e usa 100% de energia renovável. A AngloGold foi pioneira na introdução de carregadeiras 100% elétricas no subsolo, melhorando as condições de trabalho.

Além disso, investe em diversidade: a presença feminina cresceu 84% desde 2022, com programas de qualificação técnica para mulheres das comunidades vizinhas. A empresa também gerencia rejeitos de forma sustentável, com 22% retornando ao subsolo como pasta de preenchimento (paste fill), fortalecendo a estabilidade das minas. A certificação pela LBMA garante rastreabilidade do ouro.

Com 40 projetos sociais ativos e planos de investir R$ 30 milhões em 70 iniciativas até 2026, a AngloGold integra ESG como licença social para operar, equilibrando inovação, sustentabilidade e responsabilidade com as comunidades.

FAQs

É uma operação que acontece abaixo da superfície, como uma cidade subterrânea. Envolve geologia, perfuração, detonação e remoção de minério, com controle rigoroso de segurança e ventilação.

A mina Cuiabá é a mais profunda do Brasil, com galerias a mais de 1.600 metros de profundidade, e já foram identificados veios de ouro a mais de 2.400 metros.

Baseia-se em mapas geológicos detalhados que mostram onde estão os veios de ouro. As rampas de acesso são construídas em espiral, e não se pode fazer atalhos, pois é preciso garantir a sustentação das estruturas.

A segurança é a prioridade máxima, com controle de gases, ventilação constante e temperatura. A operação é monitorada remotamente para garantir o bem-estar dos colaboradores.

A empresa reduziu 63% das emissões de gases de efeito estufa, usa 100% de energia renovável certificada e opera com rejeito seco, sem barragens de material úmido.

É um processo de preenchimento em pasta que retorna 22% do rejeito para as cavidades mineradas, reforçando a estabilidade da mina e reduzindo o material na superfície.

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