#230/encontrando calma em meio a tempestades emocionais, com Ediane Ribeiro
58m 22s
A regulação emocional é compreendida como uma habilidade natural e essencial, baseada na interação entre corpo e mente, onde emoções não são para serem controladas, mas interpretadas como pistas do que vivemos. O corpo, por meio de sensações físicas como tremores, frio ou dor, transmite sinais reais de estresse ou medo, e a mente, por sua vez, atribui significado a essas experiências. No entanto, na sociedade atual, muitas emoções são invalidadas ou suprimidas por mecanismos sociais como o trabalho excessivo, o entretenimento ou o foco excessivo na razão, o que leva a um desligamento do corpo e à acumulação de estresse. Essa desregulação é especialmente forte em situações de vulnerabilidade, como o luto ou a crise de ansiedade, e está profundamente ligada às experiências infantis. Vínculos seguros na infância são fundamentais para o desenvolvimento de auto-regulação, pois ensinam a criança como lidar com o desconforto. Quando esses vínculos estão ausentes, a pessoa pode desenvolver traumas, inseguranças ou padrões de dependência emocional. A educação emocional desde cedo e a valorização das emoções como informação, em vez de como problema, são essenciais para a saúde mental. O toque, o movimento e a conexão humana são ferramentas naturais de regulação, e a sociedade precisa reconhecer que o corpo, não a mente, é a origem da emoção. A verdadeira cura emocional não está em suprimir o sentimento, mas em ouvir a fisiologia, reconhecer a história do passado e integrar as partes contraditórias do ser humano.
Nossa incansável jornada em busca de equilíbrio emocional, enfrentamos um oceano de sentimentos
tão amplo quanto complexo.
Esta era que valoriza autenticidade, nos desafia simultaneamente a manter sob controle
em moções turbulentes, como ansiedade e raiva.
Esses sentimentos não são inimigos a serem evitáveis, mas sim aspectos de nós mesmos
que merecem a compreensão e um gerenciamento quase artístico.
Cada emoção é um capítulo da nossa história, pedindo para ser entendida.
E o mundo em constante mudança, a regulação emocional é uma necessidade vital.
Nas razições da vida, essa habilidade se torna transformadora.
Como dançar elegantemente essa avalça emocional, mandando a calma na tempestade e buscando
um equilíbrio fugais.
Como encontrar esse equilíbrio quase elusivo, especialmente quando cada despedida nos
lembra da impermanência da vida?
Bom dia, óbvio, eu sou uma só sobrebele, se o editora criatura da óbvio, e hoje conversa
com a psicóloga de Gianni Ribeiro, sobre como encontrar calma em meio a tempestades
emocionais.
E aí, bora continuar essa conversa nos comentários?
Ah, não se esquece de se inscrever no canal, viu?
Bom dia óbvio, bom dia, óbvio e bom dia, Gianni, bem-vinda de volta.
Bom dia, Marcela, que delícia, para como eu fico de novo.
Que delícia, deixa eu já avisar as ouvintes ou novos espectadores, que o primeiro episódio
com a Gianni é uns meus favoritos, é lindo, é sobre traumas, e Alice Braga neste mesmo
sofá, disse que foi um episódio muito importante para ela.
Eu já fico nervosa, que eu me lembro disso, mas a conversa fica nervosa, não é?
Ali será que sou eu mesmo, a gente que ela está falando.
Você ouvi o esposo anemente?
Eu acordei com essa notícia e aí fui assistir o episódio, vi, ela é um atrisco admiro
muitoíssimo, adiante.
Adiante?
Se a pessoa tem alguma sanidade ou admiro, não é?
Justo.
Então fiquei bastante emocionada pela lembrança dela, e porque foi uma conversa que eu
adorei fazer, eu te disse, depois que a gente terminou, que foi uma conversa que eu gostei
muito de fazer.
O incrível, acho que é um dos episódios de mais serviço que a gente tem, justamente
pelo valor das coisas que você fala ali.
Então, obrigada.
Ah, eu que agradecer.
E mais uma vez bem-vinda de volta.
Eu vou ficar emocionado se já no começo, gente, eu borrado tudo aqui.
Para, eu tô de TPM, eu sou cânceriano, então se uma chora é outra chora, eu vou ter
que estar no seu colo, esse horrível, a gente ia se controlar.
Não, a gente vai.
Tem um papo gostoso.
Uma vez falado sobre trauma, a nossa segunda paula é regulação emocional.
O que é regulação emocional, Adiânia?
Bora lá.
Regulação emocional é uma habilidade, uma habilidade que nós desenvolvemos para identificar
as nossas emoções, legendá-las e dar uma forma de manifestação para elas, porque as
emoções são informações, elas chegam para nos comunicar coisas que estamos vivendo
fora de nós e dentro de nós, e para nos preparar para viver essas coisas, para ação.
Então, emoção é informação.
E a regulação emocional é um caminho saudável de uso dessa emoção, dessa informação.
Importante o ísimo dizer.
Regulação emocional está distante, diamétrica, aumenta a oposta a controle.
Ótimo.
Não é controle.
Emoção não existe para ser controlada.
Deixa eu aproveitar essa cláquete para te perguntar o que seriam emoções não legendadas.
São aquelas emoções que a gente não consegue entender o que se passa no nosso universo
interno.
E aí, vou voltar um degrau para a gente pensar que emoção é uma qualidade do corpo.
Essa é uma característica muito importante e tem um divórcio que a gente precisa reconectar
uma relação aí que se divorce ao longo da história, que é divorcio corpumente.
Então, na vida, principalmente moderna, a gente começa a entender emoção como se fosse
uma qualidade da mente, como se fosse uma qualidade da psique.
Mas a matéria prima da emoção, a matéria prima do sentido é o corpo, são mais sensações.
É experiência sensorial aquilo que a gente absorve dos nossos sentidos.
Então, eu começo a sentir um nó na garganta, um frio na barriga, um aperto no peito.
Essas sensações que são físicas, quando elas são desencadeadas por algo que pode ser
externo, uma situação que eu estou vivendo e pode ser interno, uma memória, um pensamento.
Algumas delas vão ter uma característica muito específica, uma symfonia corporal muito
específica.
Essa symfonia corporal a gente chama de emoção e aí a gente dá legendas para ela.
Então, eu vou chamar essa symfonia, esse monte de coisa que está acontecendo no meu corpo
às vezes de tristeza, às vezes de raiva, às vezes de alegria, de medo.
Então, emoção é esse conjunto de reações physiológicas que é disparado quando eu estou
diante de uma novidade, algo que aconteceu fora de mim ou dentro de mim.
Então, um pezinho balançando, então, emoção, quanto um choro ou um âmbio são corpo,
ambos são reações da nossa fisiologia e que podem estar em conjunto dentro de uma emoção.
E aí sim, o choro é uma expressão emocional.
É uma expressão de uma carga que o nosso sistema nervoso recebeu e que, quando ela chega
no ápice, como emoção à qualidade do corpo e que, depois, a mente acompanha, né, a mente
vem quase junto, eliminá-semos de segundo junto criando uma história, uma narrativa,
dando significado pra aquilo que eu estou vivendo no corpo, dando simbólico pra fisiologia,
e aí essas duas coisas não têm herarquia, não é o corpo em detrimento da mente, nem a mente
em detrimento do corpo, são duas inteligências.
Que vem juntas e quando tem uma carga emocional acontecendo em nós a descarga, se estamos
falando de uma carga que também é física, a descarga também ela só acontece fisicamente.
Aí eu mexo pé, às vezes, pra regular essa emoção, aí eu choro, aí eu tremo, é o meu corpo
buscando formas de auto-regulação emocional.
Wow!
Então, uma crise de ansiedade, os sintomas físicos, é um tanto do corpo querendo te controlar,
a calmar.
A crise de ansiedade ela tem uma característica um pouco mais específica em bora que a ansiedade
seja um estado emocional, porque, num primeiro momento, ela é reacional, e num segundo
momento, é o corpo tentando se auto-regular.
Sim.
Num primeiro momento, a crise de ansiedade, porque a ansiedade, o primeiro ela não é de toda
ruim, né?
A ansiedade é uma estratégia adaptativa que a gente ganhou na evolução, que nos permite
antever perigos, medos, e o nosso corpo se prepara para responder esses medos e esses
perigos.
Porém, quando ela começa a ficar disfuncional e aí vem a crise de ansiedade, transtorno de
ansiedade, a ansiedade que deixa de ser protetiva e passa a ser uma disfunção, a gente está
falando de um corpo reagindo a um perigo, a uma meia, a uma percepção de ameaça, que
não está postando presente.
O corpo está reagindo a um pensamento ou uma possibilidade de posta no futuro.
Sim.
Com isso, eu não tenho o que fazer com esse descarregar fisiológico, porque se eu estou
passando por um perigo agora, né, se entra aqui um tigre e uma coisa bem surreal, se entra
aqui um tigre.
O meu corpo vai sentir medo através de, o pila vai dilatar, respiração vai se alterar,
a boca vai secar para que eu não faça digestão, porque quando a gente está sob medo, tudo
que o nosso corpo quer que você não pare, para digerir, por exemplo, então a boca seca.
Olha, é que interessante é por isso que a boca fica seca?
É, porque o que acontece quando a gente tem um padrão de uma comida gostosa?
A gente saliza.
A salivação é uma preparação para comer e digerir.
Então a boca seca, porque não é hora de comer se você está com medo.
Não é hora de parar para sentir o cheiro da flor.
E o coração acelera para jogar mais nutrientes, para os musulhos longos do corpo.
Então tem toda uma fisiologia que está te preparando para responder a ameaça é o perigo.
Igual quando você está, por exemplo, nervosa falando uma reunião.
Igual a mesma coisa.
O que aconteceu aí?
Uma percepção de perigo, só que se eu estou na reunião nervosa, se o tigre entrou na
sala, está acontecendo no momento presente.
Então eu estou nervosa na reunião e aí dá um mar que se altera, porque o meu corpo
está tentando responder aquilo que o meu cérebro entendeu como ameaça-dor.
Muito bom.
Então ele está se preparando para responder essa ameaça é o perigo.
Mas aquilo está acontecendo ali e aí fisicamente eu vou tendo formas de regular.
Ah, então eu vou tremê um pouquinho aqui porque é uma forma de descarregar estresse.
É uma carga residual, é uma carga de estresse que o corpo está recebendo.
Então eu vou tremê, ajude a descarregar chorar, ajude a descarregar estresse.
Agora não cidad, que nada está acontecendo.
Eu estou na simtua em segurança e de repente o meu corpo começa a dar sinais como se
eu estivesse em perigo e aí eu não localizo o que está acontecendo porque isso foi gatilhado
por algo que ficou no meu passado e que o meu cérebro está projetando numa possibilidade
de futuro ameaça-dor.
Sim.
Eu tenho toda a reação, não tenho pra onde descarregar, não sei de onde ela vem.
E aí o que que a mente começa a sentir, meia do do que está acontecendo no corpo.
Por isso a crise de ansiedade é um ciclo que fecha nela mesma.
É mesmo.
E você literalmente sente que você vai morrer.
Você sente que vai morrer.
Não era nem. Bom, já tive.
E não era nenhum exagero, eu sabia que eu ia morrer.
Parece que o meu corpo ia se desfazer.
Você sente sequestrada pela sua sensação.
é como se você perde esse controle.
aquilo, porque não há significação para jogar aquilo que está acontecendo com o corpo.
Não é como a reunião, que você sabe que você está tremendo, porque você tem dificuldade
de falar em público, ou porque aquele dia você está achando que alguma notícia ruim
pode vir naquela reunião. Então você tem pra onde localizar aquilo que está acontecendo
dentro de você, na crise de ansiedade ou não. E aí a nossa mente começa a criar uma história
e a se perder no mundo sensorial. Por isso dá a sensação de que vai durar pra sempre,
o que eu vou morrer e geralmente uma crediancidade dura em torno de 15 minutos, já ouvi dizer,
pode durar até menos ou até um pouquinho mais em torno. É um evento limitado no tempo.
Ela vai ter começo, meio e fim. É tanto a crediancidade quanto pânico.
Ele vai ter um começo, vai ter um meio e vai ter uma regulação.
Eu tenho o histórico, talvez, de uma das crises mais loucas que eu tive,
que eu precisei sair literalmente correndo. Eu botei um tênis e saí correndo.
Porque eu precisava e eu não sei por que meu corpo pediu isso.
Mas eu lembro de ir me tranquilizando com o evento que eu botei na minha cara.
Acho que te traz um pouco para o presente.
Bastard. O corpo também pode ajudar a calmar a mente nesse sentido?
Totalmente. Não existe corpo sem mente, não existe mente sem corpo
quando a gente está falando de psiquê.
Talvez seja um dos grandes equívocos da ciência mais moderna, essa separação em que a medicina
ficou com corpo. A psicologia e a filosofia ficaram com a mente.
E as instituições espíritos religiosas com espírito, nessa divisão não existe.
São todas as manifestações de um mesmo fenômeno.
Manifestações diferentes de um mesmo fenômeno.
Então, o corpo está manifestando que está na psique e vice-versa.
E eles se autoregulam entre si.
Então, a vontade de correr, na sua crise de ansiedade,
diz de um sistema nervoso simpático que é aquele.
É um ramo do nosso sistema nervoso que nos coloca em ação
e que nos prepara para reagir ao perigo, se especializou nisso.
Então, é o que nos coloca no estado de luta, de fuga,
estado de alerta, esse ramo do nosso sistema nervoso.
Quando vem essa carga que é a crise,
meu cérebro detectou algo como perigoso.
Não sei por quê, pode decidir um cheiro, um gosto, uma palavra.
Algo se conectou a um registro anterior, a mensador veio a crise.
Seu sistema nervoso simpático recebe uma carga.
Simpático, que às vezes não é nada simpático, às vezes é bem antipática.
Recebe uma carga simpática que vai te preparar para o movimento,
porque é o ramo dos nossos sistemas nervosos que nos coloca em movimento.
O seu instinto de correr é também instinto de auto-preservação.
É você dando saída para esse carga de adrenalina.
Nora, adrenalina, em um segundo momento de cortisol
que está chegando no seu corpo e você precisa fazer alguma coisa com ela.
- Sim. - Então, quando você corre, como eu falei,
quando a gente treme, quando a gente chora, quando a gente mexe a perninha,
o corpo está tentando regular essa carga de estresse
que está circulando dentro de nós.
E aí, quando você corre, você vai liberando e entrando em regulação.
Isso é a regulação emocional também.
Nossa, muito bom.
Você foi um pouco sobre registro e memória.
Experências da infância vão de estar como cada um de nós regulam as emoções.
Experências da infância vão fazer o cenário
para como a gente regula as nossas emoções na vida adulta.
Na infância, a gente vai aprender ou não aprender auto-regulação emocional.
Então, são nas primeiras experiências de vida que a gente aprende relacionamento.
Porque a gente não nasce com a capacidade de auto-regulação.
Porque o nosso cérebro, ele nasce muito em maturo.
Assim, alguns autores vão falar em 30% de maturidade cerebral.
Então, grande parte do nosso cérebro se desenvolve depois do nascimento.
E aí, quando a gente nasce essa parte do cérebro que ainda não se desenvolveu,
que está envolvido o pensamento, a linguagem, a razão,
que dá um significado para aquela experiência corporal, sensorial, ela ainda não está desenvolvido.
Por isso que a gente não nasce falando, ambando com outros animais na natureza.
Sim.
Que nos ajuda na regulação emocional.
O raciocínio ajuda na regulação emocional.
Então, o bebê, ele tem o que?
O bebê, ele tem uma experiência sensorial.
Por isso que uma criança se joga no mercado porque está com fome.
É isso.
Porque ela tem, ela sente conforto e desconforto, ela não tem a capacidade de se auto-regular.
E aí, principalmente do bebê, que que ele tem uma experiência 100% sensorial.
A gente fizer uma apiamento do cérebro do bebê, a razonação, a magnância do bebê,
você vai ver ativadas ali as áreas que tem a ver com a percepção dos sentidos.
Então, ele vê, ele sente cheiro, ele sente gosto, ele sente dor,
que também é um sentido, sentidos internos e externos.
Então, tem uma experiência que é sensorial, somática, 100% somática.
Só bem mais tarde, essa experiência somática vai começar a ganhar simbolismo,
vai começar a ganhar assim significado que a gente vai chamar de sentimento,
sentimento e experiência de quando a emoção ganha significado.
E aí, nesse momento que antes da linguagem, antes da experiência ter significado,
os primeiros anos de vida, quem faz a regulação desse experiência de desconforto e de estresse,
é o cuidador da criança, tem uma criança no berço, chorando, porque tá com dor,
porque tá com fome, porque aqueles shoros que suas mães identificam a diferença,
cólica, é dor de dente, tá chorando no berço.
Um adulto, minimamente, minimamente, sintonizado com seus instintos,
ele vai pegar essa criança no colo, e ele vai balançar.
E isso é instintivo.
Esse balanço é uma regulação da experiência emocional da criança,
porque esse movimento, cadenciado de balançar, aumenta a atividade para simpática.
O simpátil, semaneuvo simpática foi em movimento,
para simpática o outro ramo que nos relaxa.
Olha, quando a gente tá fazendo isso, tem um adulto regulando a experiência emocional
porque a experiência de estresse corporal da criança.
Então, toda a regulação no adulto foi primeiro uma corregulação na criança.
Eu já vou voltar para nossa linha do tempo da infância,
mas não quero perder esse gancho.
Outras pessoas são capazes de fazer regulação emocional em nós.
O tempo inteiro.
Então, quando a gente diz que esteja perto de pessoas que fazem você sentir melhor,
tem pessoas que podem nos engratilhar, ansiedade,
outras pessoas podem nos acalmar, isso faz sentido.
100% sentido, Marcella.
Nós nos corregulamos uns com os outros.
Então, dentro da regulação emocional, que a gente aprende com o desenvolvimento?
Autorregulação, se a criança teve uma boa regulação das suas emoções,
ao longo da infância, ela vai aprendendo formas de se regular.
Sozinha, no contato, a gente faz o que nós chamamos de corregulação.
Nós temos muitas possibilidades de nos corregular.
Nós nos corregulamos olho no olho,
porque nós viemos com uma capacidade sofisticadíssima,
de tão elegante, maravilhoso, que é o nosso corpo sem.
Nós viemos com a capacidade de captar microexpressões.
Então, o que a gente tá falando aqui nessa entrevista?
É muito menos do que tá sendo transmitido de informação entre nós duas.
O meu cérebro tá captando microexpressões suas diferenças de tonalidade
de voz que às vezes, pro ouvido, não vai ser áudível.
E isso tá me comunicando, segurança ou não, segurança nesse espaço.
- Sim. - Então, quando eu tô na presença de alguém,
que a minha neurosepção, que é uma palavra que um neurocientista
é chamada Chivim Porra de Zusa, pra essa percepção antes da consciência.
É uma percepção sub-cortical que não chega pra consciência ainda.
Que são esses microscinais que eu nem chegou a pensar sobre eles,
mas que estão sendo captados e me estão me dando pistas.
Se a nossa relação é seguro ou não é? Se o ambiente é seguro ou não é?
Nesse momento, eu estou me corregulando com você.
Então, o que tá se. O que tô captando de você vai aumentar um estado de estresse
ou de ansiedade ou de tristeza, ou pode reduzir o estresem.
Nós nos corregulamos por esses sinais, nós nos corregulamos pelo toque.
Eu digo que os mamíferos têm duas capacidades, enfim,
duas ferramentas de auto-regulação emocional.
0800 maravilhosas. Toque movimentos.
São duas ferramentas que nós podemos usar pra regulação emocional.
Você usa a corrida pra sua regulação emocional.
E o toque é outro. Tanto o alto toque, quanto toque de uma outra pessoa.
- Eu falo sobre isso no meu livro, inclusive, sobre o poder de um abraço
que seja de três segundos. - É.
O toque da pele, ele é extremamente, ele comunica pra o nosso cérebro.
Isso também vai ter registros lá do passado.
De como eu aprendi o toque afetuoso, se eu recebi o toque violento lá atrás também,
vai documentar registros. Por isso, algumas pessoas vão chegar na vida adulta.
O dificuldade de ser tudo que serem tocadas.
Sim. E é minha próxima dúvida, hein?
Tendi que até agora estamos falando de questões quase que instintivas.
Mas, socialmente, nos é ensinado muita coisa.
Então, um menino pode vir de uma casa que fala que homens não choram.
Então, ele vai travar esse choro.
Em muitas culturas, o toque é quase oficivo.
As pessoas são pouco tocadas na vida.
Até se tocar com mulheres também aprendemos que nos tocar é algo terrível.
Não estou falando só sexualmente, mas entende, gente?
Vou convidar a explorar o nosso corpo.
Tudo o que é do corpo nos assusta na nossa cultura.
É muito impressionante como essa dissociação corpamente que a gente fez.
Transformou em tudo o que é do corpo em algo constrangedor, ilegal e moral.
Sim.
Então, a gente lida mal com as nossas secretões.
Nós lidamos mal com os nossos estímulos, com as nossas excitações, com os nossos sintomas.
A gente lida mal com as nossas emoções.
A gente quer arrancar a emoção e sair do desconforto.
Por isso, nós temos tantas anestesias sociais.
O que a gente lida mal também com a emoção e custosia.
O que são anestesias sociais?
Tudo o que nos tire de sentir.
Se a gente for parar para ver, estamos de uma sociedade que nos oferece anestesicos sociais
para nos afastar do sentido o tempo inteiro.
Excesso de entreterimento, comida, trabalho.
Até excesso de alto conhecimento pode ser usado como um anestesico social.
Como?
quando eu vou propensar, pensar, pensar.
Sabe aquelas pessoas que vão imendando um curso no outro?
- De outro conhecimento. Já foi essa pessoa também, por favor.
De sociadinha, para não dar tempo de sentir as vezes.
- Aham. - Então eu vou estudando,
vou alimentando a mente,
vou alimentando esse racional.
Eu tive uma professora que gosta muito, Leonardo,
que ela dizia, é a supremacia da palavra em detrimento do corpo,
que a gente chegou nessa era atual.
E aí, como toda a supremacia?
As várias que vivemos, ela causa uma disorganização.
Tudo isso que falamos é fisiológico, você falou?
Se aproxima mais do instinto.
Se aproxima da fisiologia, é mais fisiológico.
Só que a fisiologia vai receber a influência da experiência,
das nossas experiências, e da cultura, e dos momentos históricos que vivemos.
Então, quando eu falo para uma criança, ingole o soro.
Que criança não chora, ingole o soro.
Ela não precisa ter estudado nada de regulação emocional.
Ela não precisa saber nada sobre corpo e sistema nervoso.
E o corpo dela vai se contrair nesse momento,
para parar essa emoção que estava em processo de chegar.
Por quê? Porque é algo maior, que é o medo em relação a uma figura de autoridade para ela.
É mais ameaçador do que o corpo dela estava sentindo,
então ela bloqueia um processo físico.
E aí a gente vai tendo, nesses bloqueios, uma série de adoecimentos,
que é só a gente olhar para os estatísticas
e ver qual que é o resultado de excluir o sentido da nossa vida.
Sim, além de colher o soro, quais outras emoções você vê
em experiência clínica que a gente está reprimindo como sociedade?
Olhe, eu vou te convidar a pensarmos quais das que não estamos.
Ótimo.
Por quê?
Se pensarmos que vou pegar as suas emoções primárias,
aquelas mais básicas, medo, alegria, tristeza, raiva,
nojo, a versão, né? Alguns autores vão trabalhar,
vão pegar essas mais básicas.
E aí, quando a mente entra no processo,
nós temos vários sentimentos, pode se desdobrar em milhão de possíveis sentimentos,
e um, e veja, etc.
Nessas mais básicas, se nós pensarmos,
como é visto a uma pessoa que manifesta a sua raiva na nossa sociedade?
Frequentemente, eu escuto coisas como dizer, equilibrada.
Mas aí tem um recorde bom de gênero e raça, né?
Muito, muito.
Isso aí sempre vai, né?
Assim, a gente vai ter, por isso que eu falei, essa coisa da supremacia,
ela vai sempre levar uma desorganização, né?
Então, a supremacia da palavra pelo pro corpo,
a supremacia branca em relação aos negros,
a supremacia dos homens em relação às mulheres,
a supremacia sempre vai levar uma desorganização.
Mas, em geral, a gente vai ter as nossas emoções poucos validadas na nossa cultura.
Então, a pessoa que demonstra raiva é uma pessoa. Desorganização equilibrada, ele é uma pessoa deslegante de alguma forma.
A pessoa que demonstra tristeza demais vai receber rótulos também, não tão amigáveis.
Então, essa pessoa vai ser vista como fraca.
Você precisa ser ter forte a coisa que a gente mais escuta, né?
Você precisa ser forte.
A pessoa acabou de perder alguém que ama.
Ela escuta, você precisa ser forte.
Isso é uma invalidação da tristeza, claro.
A pessoa se folha grinha de mar também não ajuda.
Mirar assados, eu falei isso, porque na gravação anterior eu tava com a Gabi Fernandes
e a gente falou sobre como as pessoas falam.
Pra você não se machucar numa relação,
você tem que não pode se entregar.
Coisas que a gente não tem menor controle
e da gente já tava falando quase sobre o relacion emocional.
É, é. Porque a emoção, ela não vem pra ser controlada,
ela vem pra nos dar informação sobre o que estamos vivendo.
É a gente aprender a ouvir essa informação.
Então, quando a gente pensa em nossa sociedade,
as emoções são muito invalidadas.
Se eu folha a grinha de mar, vamos dizer que eu sou alienada, né?
O mundo tá. O mundo está escandaloso.
Você tem medo de mais covardes, então. Nós temos uma sociedade que, em geral, invalida emoções.
Por isso criou tantos anestésicos emocionais,
porque a gente está numa sociedade que associou não sentir a conforto.
Muito bom.
E aí, não sentir igual a conforto,
você vai colocando pra baixo do tapete uma informação,
uma inteligência que é inteligência do sentir.
A matéria prima do pensamento é o sentir.
La criança que falamos começa no sensorial.
Então, o nível de consciência que a gente ganha
passou primeiro por uma experiência sentida.
Então, tudo que chega a nossa consciência, que pode ser conscientizado,
precisou de uma experiência de percepção sensorial antes,
pra ganhar simbolismo, pra ganhar significado.
Se a gente tira a matéria prima de isso e fica só compensar,
a gente fica com uma ilusão de saber.
Mas a regulação nacional também não serve pra sermos adequados em situações.
Por exemplo, uma crise de riso em um calco que não cabia.
Você precisa regular, você precisa não, não rir agora, você segura.
Você vai, na verdade, encontrar formas de colocar pra fora essa carga de estresse,
porque o riso é igual o choro.
Ele é uma descarga.
Então, muda a pessoa rir numa situação inadequada.
Não vê lá, num velório.
O que está acontecendo ali é, o corpo dela chegou no nível de estresse,
que ela não sabe pra onde colocar esse estresse pra fora.
E aí, a gargalhada vem com uma descarga emocional.
Só que uma descarga não compatível com a situação.
Entendi.
E aí, por que essa descarga não está compatível com a situação?
Porque o caminho natural dessa descarga talvez esteja bloqueado.
Então, antes do controlar e do ficar adequado na situação, entender,
será que as minhas vias de manifestação das minhas emoções
elas estão desorganizadas de alguma forma?
Será que eu tô fadigando?
Porque eu tive um limite violado no trabalho, ou num relacionamento.
E aí, eu sinto Sony, eu sinto uma desvitalização.
Mas será que isso é porque eu não tô permitindo que a minha raiva se manifeste?
Sensacional.
Então, se você começa a observar que você tem chegado do trabalho
todos os dias, cada vez mais treinado, exausto, e sem energia,
pode ser porque você colocou as suas emoções primárias
em segundo plano durante tempo demais?
Pode ser porque você deixou de ouvir essas emoções.
É finteligência do corpo.
E aí, quando a gente se desconnecta dessa inteligência,
a gente se desconnecta das nossas necessidades.
Então, eu tô chegando fadigada demais, cansada, exaurida.
Fóis são as minhas necessidades que não estou ouvindo.
Emissão é informação, ela serve para nos informar.
Eu recebo uma informação aqui no meu corpo que me disto,
um limite meu foi violado.
E eu não tenho condições, recursos internos e, às vezes, externos.
Para fazer uma regulação dessa emoção,
eu vou ter que deslocar essa energia para outro lugar.
Então, às vezes, eu abrigo com, queimora comigo,
eu vou dormir, anesteseada, e aí aquilo vai se acumulando dentro de mim.
Essa carga de estresse vai se acumulando dentro de mim.
Então, quando nós pensamos no Burnout, um mal do século,
eu digo que Burnout é a trauma.
Burnout nada mais é do que um tipo de trauma.
É um trauma de longa exposição.
Você foi sendo disposto à situação estressora por longos períodos de tempo,
sem regulação desse estresse,
e aí você começa a perder recursos internos para lidar com esse estresse.
Aí vai vir o sintoma.
Se a gente passa muito tempo negando, anestesiando,
desfarçando as nossas emoções,
elas vão se transformar em sintomas.
[Música]
Espero voltar o que você disse sobre essas emoções coletivas
para falar sobre emoções compartilhadas,
porque se durante muito tempo a gente separou corpo e mente,
fico curiosas e emoções compartilhadas,
fisicamente geram efeitos na mente.
Exemplo, compartilhar uma gargalhada com seus amigos.
O que o efeito do nosso cérebro é altamente regulador,
emoções compartilhadas,
tudo que diz respeito a contato.
Pode ser muito regulador e muito desregulador,
porque a natureza humana é conexão.
Você está novamente liando a neta que adoro quando ela diz,
nós somos mamíferos,
porque mamamos uns nos outros.
A dia de nos caracteriza, nós somos nominados pelo vínculo.
A categoria que nós estamos na natureza,
ela é nominada pelo vínculo.
Então, a conexão o vínculo é o que caracteriza a vida humana.
Então, quando nós compartilhamos uma gargalhada,
quando nós compartilhamos uma dor também,
isso tudo ajuda a regular aquilo que a gente está sentindo,
isso causa uma bioquímica no nosso cérebro
que vai envolver hormônios que provocam bem estar,
como citocina, como serotonina.
Então, todo um complexo de hormônios não somente um mais vários,
que ajudam a regular experiência do estresse.
Então, isso vai influenciar na baixa, na regulação,
do sistema de estresse.
Então, quando nós compartilhamos a gargalhada
e quando nós compartilhamos a dor também,
por isso, mais difícil e o mais adoecedor para um humano,
não é sofrer, é sofrer sozinho.
Um pouco impactado.
É.
É todo sentido.
Mas se a gente tem influência desses agentes culturais,
as expressões das emoções em diferentes partes do mundo
e no Brasil até diferentes estados às vezes,
mas acho que, na verdade, eu falo sobre nacionalidades,
né, países.
Talvez isso seja uma dificuldade de relações de pessoas
de lugares diferentes.
Esse traço cultural, ele é muito interessante,
porque o traço cultural ele começa num segundo momento.
Na micro-expressão facial, o que os estudos mostram
é que pessoas de diferentes culturas,
Pessoal, eu vou fazer um vídeo sobre o que eu vou fazer.
que nasceram cegas, vão ter micro expressões de alegria, tristeza, raiva, medo, nojo, muito semelhantes.
Então a micro expressão emocionava, ela não é aprendida, ela é muito semelhante para todas as culturas.
Agora a forma de colocar para fora a emoção, de manifestar essa emoção na vida.
Então se eu tô sentindo raiva, por que você ultrapassou os meus limites e eu vou lá e vou dizer,
se ela eu não gostei daquilo que você disse, porque eu me senti desrespeitada, ou se eu vou dizer, mas ela tem o jeito que você vou botar cá um negócio de você.
Essa forma de expressar aí tem a interferência cultural, entende total.
E aí não importa tanto, na verdade a gente valoriza um pouco a intensidade da expressão,
mas importa menos a intensidade em uma expressão emocional, sutiu e se enjela como essa.
Que a gente precisa de raiva para falar isso, para falar, eu me senti desrespeitada no momento em que você falou isso isso, isso, isso.
Mesmo tanto com esse tom de voz, eu tô regulando a minha raiva, no regular raiva só na porrada.
Sim. Mesmo nessa expressão sutiu, ou se eu preciso falar de uma forma mais intensa dizendo,
no momento em que você fez isso, eu me senti desrespeitada e a nossa relação importa, porque eu amo você, onde eu tô dizendo uma coisa intensa com conteúdo extremamente afetuoso.
Aliás, ótima maneira de discutir, não sei as pessoas como é que se discute, porque geralmente você fez o me sentia assim,
a com a pessoa, aí a gente chegando a diferença da cultura que você tá falando, então não importa tanto se a minha cultura ela é mais expressiva,
mais italiana, mais sul americana, como eu, como uma bolatina meixo, muito às mãos, talvez atrapalho um pouco.
Não, não, não. Deixe-me falar assim na mão. Ou se é uma cultura mais contida, oriental, não é sobre a intensidade da expressão,
é o quanto a expressão tá compatível com o que foi vivido. Então se eu tenho uma pessoa mais contida, numa cultura que de pouco toque, como os orientais, por exemplo,
mas que eles sabe expressar o que sente, respeitar suas necessidades, respeitar seus limites, demonstrar afeto e fazer conexões, não tem problema.
Essa expressão não vir, esfusiante. Às vezes eu vou ter uma expressão muito esfusiante que ela tá esvaziada de sentido.
Então as diferenças culturais, elas não interferem tanto na regulação emocional, mas o quanto que aquela expressão é compatível com o que está acontecendo dentro de mim.
Quando a gente fala sobre diferentes momentos de vida, então no momento, por exemplo, de luto, seja de um familiar que você perde,
ou até no momento de um fim, de uma relação, os fins da vida, momentos em que parece que a gente não vai conseguir fazer essa regulação emocional.
O corpo desapareceu, o que está acontecendo? Está acontecendo algo que é de uma inteligência, que a gente precisaria passar por essa educação emocional mesmo.
Assim, eu sou uma grande defensor que tenha nas escolas de educação emocional, desde muito cedo, porque se eu tive uma perda, eu tive um luto de uma pessoa querida,
eu terminei um relacionamento, eu tive uma frustração. Neste momento, o que eu preciso não é ir pro mundo esboaçante, ou exteriorizando,
ou colocando limites como raiva. Então, eu vou comparar o que acontece nesses processos, mais de perda e enlutamento, com o que acontece quando a gente está com raiva,
você tem a raiva pra falar de limites. Então, a raiva é uma emoção exteriorizante, ela nos ente de energia, pra dizer, não, daqui não trapasse.
Não você mais de dizer respeitada aqui, ela é uma emoção que tem essa função, cada emoção tem uma função diferente.
A tristeza faz o inverso com a gente, ela é interiorizante, percebe que são duas energias completamente diferentes da tristeza da raiva, ela nos coloca pra dentro.
E o corpo sente exatamente essa maneira, porque a raiva é um de mais maior extremo da vontade de de fato você bater em algo.
Ela pode sair distorcido em forma de violência, inclusive, que é uma distorção da raiva saudável.
Absolutamente.
E a tristeza da vontade de deitar nesta pete.
O que é a função da tristeza? Fazer introspecção, pra que eu possa processar as minhas perdas, elaborar os meus lutos.
Receber cuidado, a tristeza comunica a minha comunidade que eu preciso ser cuidada naquele momento.
Ah, que linda.
Então, a tristeza é uma emoção que tem uma função de introspecção. Então, no momento em que eu me sinto triste, porque eu tive uma perda, porque eu estou vivendo um luto, o que eu preciso é interiorizar.
Por isso, vai vir uma emoção que baixa a minha energia. Por isso, na cultura que levanta, vamos trabalhar, tomar remedinho e entrar no carro, vai trabalhar, que você só tem três dias.
Um, um, já testado. Isso é uma violência do processo do luto que a pessoa está vivendo, que ela está sentindo a emoção correta.
A emoção correta pra perda, pro luto, é tristeza e interiorização. Eu preciso de um tempo, pro meu corpo, e pra minha mente entender o que está acontecendo.
Eu preciso receber cuidado, eu preciso receber afeto. Então, a tristeza tem essa função introspecção e comunicação para o meu bando, para o meu redor de que eu preciso ser cuidada naquele momento.
Nesse momento, não é para a emoção ser regulada. A regulação da emoção é eu viver a emoção. De toda emoção. A regulação da emoção é sentir. Nunca é anestesiar ou querer arrancar a emoção. É sentir a emoção.
E aí ela vai dando espaço, e aí eu vou conseguindo dar colocar palavras naquele sentimento, naquela experiência, pra isso eu preciso de tempo, pra isso eu preciso estar com a perta no peito. Sem pouquinho, eu não posso querer me livrar do desconforto correndo.
Mas quando é uma emoção que não te faz bem e não vai ser construtiva, por exemplo, filmes.
- Seu mesmo é uma emoção. - Seu mesmo sentimento. Então, qual é a diferença? Falei que emoção é a qualidade do corpo, a mente está ali construindo com o corpo junto, o tempo todo. A matéria prima é o sentir.
E aí logo, milésimos de segundos depois, a mente cria uma narrativa em cima daquilo, que o que está acontecendo no corpo, uma forma de interpretação. Então, sentimentos são interpretações das emoções, interpretações do que está acontecendo no meu corpo.
E aí eu interpreto a partir da minha história passada, da minha cultura, do meu recorde de gênero, de raça, o interpreto aquilo que o meu corpo está vivendo, e do nome, pra isso, film, por exemplo.
Então, o film é uma emoção, é um desconforto físico, que vai ter base lá na minha história, tá mais ou pra menos, mas vai ser um desconforto, e que tá conectada? Não necessariamente com controle, mas que tá conectada com medo.
Do abandono, medo da regereição, medo em última instância, o nosso medo primordial, que é o medo do disamparo.
Então, quando eu sinto um filme, que ele desorganiza as minhas funções, ou seja, não é aquele filme assim, eu tava com o filme de você, o Hunter, naquela festa, mas ficou tudo bem depois, mas aquele filme que desorganiza, que eu começo a sofrer por isso e fazer o outro sofrer,
que pode ser qualquer outra, pode ser namizado, pode ser um trabalho, pode ser numa relação sexo afetiva.
Esse filme é a desregulação desse medo, sim.
E aí entra a regulação emocional, aí eu preciso da mesma forma que a tristeza lá atrás, que ao invés de sair em forma de choro estar saindo em risada,
aqui o medo que ao invés de ser protetivo, ele tá me adoecendo e adoecendo as pessoas ao meu redor, e aí eu preciso de um cuidado, que pode ser um alto cuidado e algumas pessoas vão precisar de ajuda nesse cuidado.
E autoconsciência? Tudo começa com autoconsciência.
Porque você assumir que você está com os filmes, porque existem sentimentos nobres e muito pouco nobres. Os filmes, ninguém quer admitir que tem. E a inveja, Diana.
Ah, mais que ninguém tem, né?
Mas se a inveja todo mundo é inveja todo mundo, né? Conta no fecha.
Você é inveja assim, mas você é inveja não, conta nunca fecha da inveja.
Eu digo que inveja é para descobrir o que você quer para sua vida.
É assim, meus meus grandes estudos. Mas assim, se existe alguma utilidade, se você inveja alguém, pelo menos você pode entender que tem algo ali que é o seu desejo.
Só tirar da outra pessoa. Claro que não. Mas se é outra pessoa te incomoda, talvez seja um desejo meu.
Qual que é o outro sentimento? Que lembra um pouquinho a inveja, mas que ele é socialmente bem visto e positivo.
A admiração. Exatamente. A admiração. É quase que só uma questão de semântica, porque os dois sentimentos estão muito próximos.
Só que um é aceito socialmente ou outro não, mas é quase que a mesma coisa. Então a inveja é uma admiração distorcida assim.
É uma admiração que em algum lugar ela ganhou outros elementos em nós e faz com que eu não consiga assumir a admiração para aquela pessoa.
E aí a regulação do meu estresse pode vir. Do desejo que ela não tenha ao invés de me conectar com que realmente está acontecendo, que é o meu desejo de alcançar algo parecido,
ou de ter a liberdade de autenticidade que aquela pessoa tem ou qualquer coisa que eu vale.
Eu trabalho com uma noção de emoção em sentimento, uma sala, com uma escola, eu venho de uma escola que é da neurociência do Antônio da Mágio, onde a gente não classifica emoção em sentimento como positivo negativo.
Assim, emoção em sentimento é informação. Você pode ter uma experiência mais confortável. Algumas emoções são mais confortáveis de serem sentidas.
Outras emoções são mais desconfortáveis de serem sentidas, mas elas não são por si positivas ou negativas.
Elas chegam para te informar. Então a inveja informa, o ciúme informa, o medo informa, a compaixão informa muito ísimo.
Mas quando as informações chegam até você parecem contraditórias. Por exemplo, você pode estar apaixonado por alguém, mas com medo de se envolver.
a regulação, porque veja, nós somos seres contraditórios!
Nós somos seres contraditórios, Alexandre Coynbrão,
um amigo querido psicólogo. Ele costuma dizer "nós não somos acépticos e limpinhos",
não é, o tempo todo, não somos. Nós temos contradições em nós.
E aí, essa contradição que você apontou agora é "estou apaixonada por essa pessoa".
Então, no momento presente, eu estou sendo afetada por essa pessoa.
Existe um afeto que foi desenvolvido, mas existe uma parte em mim
que já viveu afeto e semelhantes no passado e que esse afeto gerou dor.
Quando você fala, eu escuto isso, uma parte em mim sente medo,
porque os meus afetos do passado já me geraram dor.
Então, percebe, eu estou vivendo uma coisa no presente,
mas o meu registro do passado está se presentificando de novo.
Dá uma? E aí estamos falando de trauma.
E aí, essas emoções que parecem contraditórias,
na verdade, é como se fosse uma dança dentro de nós,
entre partes que estão fragmentadas.
E aí, o trabalho é integração para descobrir que essa experiência passada de afeto,
que deixou dor, que deixou uma documentação em mim de que afeta perigoso,
não se envolva aí tudo isso.
Ela é uma experiência do passado que não necessariamente vai se repetir,
mas que eu ganhei aprendizados com essa experiência
para ler umas pistas ali, se será que não vai me almo?
É, será que esse boy vale a pessoa, não é?
E eu tenho umas pistas para ler, mas eu também tenho pistas de que pode ser diferente.
Pista diferente à susta, gente.
O cérebro não tem um dialogar a diferença, né?
Então, às vezes, o relacionamento saudável,
a susta que tem histórico de relacionamento abusivo, claro.
Então, o processo é integrar e se permitir convite de engajar
em novas relações no presente de uma forma diferente.
Que as nossas relações são mudadas lá na infância que falamos antes desse cenário,
mas elas são remodeladas a todo o momento nas relações correntes.
Isso que você disse, reforça máxima de que muitas vezes a gente prefere o que é familiar,
daquilo que vai nos fazer bem?
Sim, muitas vezes, é um aprendizado e aí é um aprendizado da evolução mesmo.
O nosso cérebro trabalha com pistas para nos proteger.
É uma inteligência do corpo, só que essa inteligência, muitas vezes, vai nos afastar
de coisas que são nutritivas para nós e nos aproximar de coisas que não são nada nutritivas
para nós, que são tóxicas e adoecedoras para nós.
Principalmente, se as referências lá do começo da vida ficaram confundidas.
Então se eu tive uma relação lá no início com os meus cuidadores onde as vias de afeto
e de dor já foram confundidas, onde eu aprendi que de quem eu deveria receber cuidado,
afeto, atenção, eu de vez em quando recebia agressão, violência, violação de límites
psicológicos, emocionais físicos, eu estou aprendendo que isso também é relacionamento.
Isso também é demonstração de que eu importo, eu também estou sendo vista, eu vou aprendendo
isso, eu vou aprender os águios.
Se você tinha afetos que eram instáveis, você pode aprender que o amor combina com
instabilidade.
Pode, pode inclusive confundir paz com tédio, né, porque eu estou acostumado, eu tenho um corpo
e uma mente e um sistema emocional que aprendeu a viver em altos estados de ativação.
Claro.
E aí, se está tudo em paz, isso pode parecer perigoso para mim.
Parece que eu estou vulnerável, se está tudo calmo demais.
O que ingresseu com pais muito exigentes acaba por internalizar essas exigências,
se tornar a pessoa pior crítica ou a pessoa muito perfeccionista?
Pode ir para muitos desfechos, vai depender do contexto dessa exigência muito prazer
de Anibir.
Ah, bem vida meu de você, fica muito tarde.
É só bem essa pessoa das desorganizações, até esperança pra quem está nos escutando
aí, minha gente.
Eu sou bem essa pessoa que não tivesse pego seguro na infância, pais exigentes.
Tem relações organizadas, por isso que eu digo, dá para dar melhoradinha, se você chegar
em calacrada, é os quarenta, 50, 30 quarenta, dá para melhorar pela magia e pela
benéfica da neuroplasticidade, nós podemos reformular e reaprender e desaprender o tempo
todo.
Ah, exigência, vai depender muito do contexto.
Então, pais muitos severos podem ter como desdobramento, filhos que entrojetam, é salto
crítico, então, o perfeccionismo exagerado, ele pode ser um desfecho comportamental de trauma
de pais muitos exigentes.
A indecisão severa, a procrastinação severa podem ser desfechos comportamentais de ter
recebido muita comparação, muita exigência e aí eu nunca sei escolher, porque a referência
não está mais em mim, eu estou sempre tentando adivinhar o que o outro quer de mim.
Nossa, por exemplo, pais que comparam os filhos o tempo todo.
Imaginem, compar o tempo todo ou exige o tempo todo de uma excelência que não é compatível
com desenvolvimento da criança, então essa criança aprende o que, que o amor, que o afeto
estão condicionados, como ela se comporte ao desempenho dela, prazer uma célula.
Pronto, estamos chegando lá.
Vamos juntos, entendeu?
Não, não, não, não.
E aí, se eu dependo do outro, pra receber atenção, amor e afeto, a partir do que eu faço,
às vezes eu tenho dificuldade de escolher o que faço, sim, às vezes eu tenho dificuldade
de escolher, porque não é porque eu gosto mais desse ou daquele, é porque eu estou tentando
adivinhar qual é a resposta certa pra você, é que eu gosto mais desse ou daquele.
Então, níveis altos de procrastinação, de indecisão severa, de perfeccionismo podem
vir desse modelo de relação aprendido, extremamente restritivo e controlador e comparativo.
A comparação talvez seja uma das piores coisas que a gente pode ofertar pra uma criança.
Bom, o que você acha das escolas, então, que dividem as turmas, acordo com as notas que
os alunos têm?
Como a intensavação pra quem cresceu nas escolas.
É, não é uma briga.
Agora que o sistema é do café não é inteiro.
Ah, não, isso tem escola construtivista, não foi nessa, mas pode criticar também.
Porque o sistema educacional inteiro precisa ser revisto, em verdade, em verdade, a forma
como a gente ensina as crianças até hoje, igual era. Lá, e 1.500, quando colonizaram, botaram as galera toda a sentadinha, né?
É que a galera que vivia em harmonia com a natureza, sentar de uma atrás da outra, até
hoje a gente usa esse método, macificando, pegando um ser criativo, não existe ser mais
criativo do que criança, espontâneo do que a criança.
A gente pega um ser no auge da sua espontaniedade, da sua criatividade e fala, "desce,
fica quieto, para, não pode, restringe o tempo todo".
Total.
E comparo o tempo todo.
A comparação, para uma criança, a criança ela tem um ego alto centrado, no sentido de
que ela precisa do outro para sobreviver.
Então, é importante que ela seja assim, porque ela depende de um adulto para sobreviver.
Nós nascemos dependentes, continuamos o boa parte da vida e viramos interdependentes na
vida adulta, mas a criança, se eu deixar um prática comida do lado de um bebê, ele vai
morrer de fome, de um bebê pequeno.
Então, nós nascemos muito dependentes.
Essa dependência da criança faz com que muitas vezes ela va negociar sua autenticidade,
sua essência, seu jeito de ser e sentir, para garantir sobrevivência.
E aí a comparação, ela é muito trágica, a comparação e invisibilidade, são igualmente
trágicas.
Tanto você comparar quanto a criança não se sentir vista, são igualmente trágicas.
A comparação e invisibilidade vão levar para essa criança uma experiência de que, o que
eu sou, não é suficiente.
E ela passa a ter vergonha, não do que ela faz, mas de quem ela é, e aí ela desenvolve
o sentimento da vergonha, que, para mim, é um dos sentimentos que mais cola o trauma
em nós.
Porque senti vergonha sentimento de na adequação, é sentimento de desconexão com outro.
Se somos nominados pelo vínculo, desconectar para a gente, é igual a não sobreviver, não
pertencimento, para nossa psique, para nossa autenticidade, para nossa autistima, para nossa
existência autoral na vida, é absolutamente devastador, entendo em chego concorda.
Mas eu desespero constante por pertencimento, como seria esse outro extremo?
O desespero constante por pertencimento é um desfecho da ausência do pertencimento do
amparo.
É o desfecho traumático de não ter recebido esse pertencimento no passado.
Então basta que uma criança não receba o apego seguro, o amparo seguro, o entendimento
de quem ela é, que inclui limites, isso não é ausência de limites, importante de
chaclar, mas que inclui limites, porque limite também da segurança, um para a criança.
A ausência disso muito facilmente vai gerar um adulto desesperado por um relacionamento,
vai gerar um adulto que vai muito facilmente caim e padrões de dependência e codependência
emocional.
O desfecho do que faltou é o vazio de ir lá atrás, ter me sentido com vergonha
de quem eu sou, ter assimilado de quem eu sou não é suficiente, porque o seu prínimo,
seu irmãozinho é que é bom.
Então a gente tem os registros enquanto criança através de nossos cuidadores, que é
nosso primeiro contato, mas a gente não tem como perceber que algo está sendo registrado
ali, mas a gente falou, por exemplo, sobre relacionamentos, que um relacionamento pode
achar um registro que vai nos gerar um trauma, como que a gente impede isso antes?
Dejane, qual que é o caminho para que uma relação não deixa esse trauma, para que o
comentário de alguém, um comentário é capaz de achar um registro, gente?
principalmente, se for muito cedo, depois de adulto.
E o impacto vai sendo cada vez menor, porque as modificações que principalmente é neurais,
mas também de mente, de sistema emocional, elas nas primeiras décadas de vida,
nós estamos mais suscetíveis e vulneráveis as experiências vividas para causar em alteração
inclusive no cérebro.
Então, quanto mais jovens o nosso cérebro se modifica?
Quantas décadas a gente está falando?
A gente está falando pelo menos da primeira década de vida grandes modificações.
Então, zero a sete, dez anos, a gente tem um cérebro extremamente plástico,
que vai se organizar a partir das experiências vividas, experiências vão influenciar em muitas coisas,
inclusive em funções que nós consideramos funções cognitivas,
como memória, atenção, faciocinológico, isso vai ser também dependente dos vínculos.
Regulação emocional, capacidade de construir laços, de afeto, controle de impulso,
tudo isso vai ser muito dependente do vínculo, que antigamente a gente já chegou a pensar que era genético, só.
Então, hoje a gente já sabe que vínculos, seguros na primeira infância,
são protetivos, inclusive, para transtornos mentais, por exemplo.
OK, nessa primeira década o nosso cérebro é muito plástico,
mas o desenvolvimento neural, ele se finaliza lá pelos 24 anos.
A partir daí a gente vai ter do menos. - Dos homens a 35, né? - Vocês se acabam, né?
- A gente não viu isso. - É brincadeira, né, mesmo?
- Grave, não já criei para o logo do dedo, caça agora, mas. - Não, mesmo.
- Mas eu tenho essas filas. - Só que eu não tenho essas filas da hua.
Que não dá para pegar homens com menos de 35, porque o cérebro não formou ainda.
- E aí, mais um braço cultural, entendo? - Mais um braço cultural,
porque essa infantilização dos homens é um processo da cultura.
- Pós, o braço. - Mas a gente infantiliza os homens, né?
E as meninas a gente valoriza que elas amadureçam cedo, né?
Premia, quase, né? Você é muito madora para a sua idade.
- É quase homelogia. - Claro que é homelogia.
Aí você responde brincadeira, é trauma.
Porque você é muito madora para a sua idade, não deveria ser homelogia.
Você deveria ter uma maturidade compatível com seu desenvolvimento.
- Claro. - Só que para a mulher isso é homelogia.
E aí tem uma coisa bem ampla e subliminar nessa frase,
que é o que a gente está dizendo que a menina madurece mais rápido,
você é muito madora para a sua idade.
O que tem dentro dessa frase?
Está dentro muitas vezes que você já está cuidando de algo ou de alguém.
Você já está no lugar de cuidar e de servir.
Toda vez que nos elogiam,
estão reforçando aquilo que querem que a gente continue fazer.
Então os elogios, quando a gente é criança,
eles também estão registrando qual é ser o comportamento adequado para quando a gente aduta.
Então quando a menina escuta, nossa ela é tão boazinha, tão comportada,
já um convite a uma mulher que não incomoda.
E qual a mulher que não incomoda dentro da nossa sociedade?
Totalmente é um convite.
Porque estamos numa sociedade patriarcal que quer que as mulheres não incomodem.
Que ocupa esse lugar do cuidar e do servir.
E aí digo mais, não é só um convite para como querem que nós nos comportemos.
A partir do momento que nós escutamos sobre nós,
nós criamos identidade nas relações.
Claro.
Eu sei quem eu sou também pelo olhar do outro na infância.
Então quando os meus cuidadores,
as pessoas ao meu redor, as figuras de autoridade ao meu redor,
começam a me dizer, você é muito boazinha, você é muito isso, você é muito aquilo.
Eu não só estou aprendendo como devo ser,
mas eu também aprendendo a esconder partes minhas que não são compatíveis com aquilo que eu estou vindo.
E aí a criança que vai para o outro extremo disso,
que a criança que expõe essas partes,
que é uma outra possibilidade de desfecho, ela vai ser considerada inadecuada, mal comportada.
E às vezes pato lojizada na atual com situação, muitas vezes a criança recebe um diagnóstico
por um comportamento que ela só está sendo criança.
Por exemplo, por exemplo, hiperatividade,
que existe o transtorno do desce de atenção e hiperatividade existe,
é um quadro clínico do neurodesinvolvimento,
mas que ganhou tanta repercussão, que não é incomum.
Uma criança que só está sendo criança, que pula, que tem energia, criança tem energia,
que pula, que brinca, recebeu um diagnóstico de TDAH e uma medicação presa.
E dali remédio.
E dali remédio.
Tem um filme que fala sobre isso.
Eu vou lembrar, mas que é. Claro, a ironizando isso e a mãe chegando ao consórforo na aguento, mas pode algum remédio.
Me dá qualquer prescrição.
É do cara da trabalho, da trabalho.
Comitando as mulheres, quando nós escutamos.
Tem que ser boazinho, tem que se comportar de tal forma, tem que isso, tem que aquilo.
Isso vai criando uma máscara de identidade, que é o como eu acho que devo ser.
Como eu acho que devo ser para quê?
Para não cair no nosso medo maior, que é o disamparo.
E aí, eu vou criando algo que não é a minha personalidade.
Real, não é a minha autenticidade.
Eu estou negociando a autenticidade para garantir conexão e vinculo.
E aí, eu tenho uma mulher que vai chegar à vida adulta muito provavelmente desvitalizada.
Quando a gente faz o inverso, eu negocio o vinculo para garantir a autenticidade, eu tenho violência.
Então, um comportamento saudável, ele é a autenticidade com conexão.
Perfeito.
E aí, imagina a nossa cultura?
Quantas de nós?
Da sua geração da minha geração, que eu acho que é uma antes, quantas de nós escutou?
Como deveria se comportar, escutou sobre maturidade.
O quanto disso?
Nada mais é do que uma modelagem para um comportamento social, onde o papel da mulher está bem definido.
Você deve cuidar e servir.
Por isso, a cor dependência emocional, que é aquele lugar que eu assumo responsabilidades.
Que não são minhas, cuidados, que não são meus.
Estou sempre sobrecarregada porque eu estou resolvendo os problemas de alguém com dificuldade de organização da própria vida.
A cor dependência emocional é muito mais prevalente em mulheres do que em homem.
Estatisticamente.
E aí, esse é um traço da cultura.
Não tem a ver com a biologia. É um traço cultural.
E, Diana, eu vou finalizar esse episódio apenas porque, daqui a pouco, pontos ligados nos estudos.
Para quem quer saber mais sobre esse assunto, você pode. Você está novamente à altura que você disse. E também, onde os fostos te encontram.
Fala o seu livro.
Ahahahah, veita.
Olha, regulação emocional em tema que me entusiasmo muito, assim como o traço, quando vocês podem ver.
Eu passei aqui por alguns autores, alguns citados outros não só na fala, mas gosto muito de um autor que chama Antônio Damágio.
Eu citei Leana Neto, que é uma grande especialista em trauma pesquisadora do tema. Foi minha professora, é uma pessoa que colore o meu trabalho de muitas formas.
Uma mestra mesmo.
Você tem Antônio Damágio de Gabor Maté, quando eu falo de desenvolvimento infantil, uma grande referência para mim.
É um especialista em trauma nessa visão moderna do trauma, que estuda desenvolvimento infantil.
Então, acho que esses três nomes já são nomes que vocês já podem gogar para quem quiser pesquisar sobre o tema.
O meu trabalho está disponível nas redes sociais.
Todas elas, acho que vou deixar o Instagram.
E aí lá vocês encontram todas as outras redes.
O Instagram é o @ideaneorrebeiro.
Então tem um ozinho no meio do caminho que é de Oliveira, @ideaneorrebeiro.
No Instagram, vocês encontram acesso para o link edim que eu faço um conteúdo mais voltado para o trabalho.
Então, todas as questões emocionais, saúde mental e trauma nas relações do trabalho.
E para o YouTube e para as outras redes.
Então, tem essa produção de conteúdo que me anima muito atualmente fazer.
O livro está em fase de edição.
Então, um livro sobre trauma que vai ser publicado em breve pela planeta de livros.
Quando eu tiver mais informações sobre data, quando eu puder divulgar o título definitivo, eu mando notícias para vocês.
E vai voltar no programa.
Óbvio.
Obrigado.
Obrigado.
Obrigada.
Eu que agradeço.
Tu me chame que venha a hora conversar com você.
Não.
Obrigada, querida.
Obrigado.
Podcast Summary
Key Points:
Regulação emocional é a habilidade de identificar e expressar emoções como informações do corpo, não como algo para ser controlado.
Emoções são reações fisiológicas corporais que, quando desencadeadas por situações externas ou internas, geram sensações físicas que a mente interpreta como sentimentos.
O corpo e a mente são inteligências complementares, interligadas, e a regulação emocional ocorre por meio de interações entre elas, como o toque ou o movimento.
A sociedade muitas vezes invalida emoções, promovendo anestesias sociais como trabalho, entretenimento ou conhecimento para evitar o desconforto.
Experiências de infância influenciam profundamente a capacidade de regulação emocional, especialmente quando há ausência de vínculos seguros.
Emoções como raiva, tristeza ou medo são funções naturais que servem para proteger, comunicar e processar desafios, e não devem ser suprimidas.
A crise de ansiedade é um ciclo fisiológico, com sinais físicos que o corpo tenta regular, mas que podem ser amplificados pela falta de significação e contexto.
A autenticidade emocional é essencial para saúde mental, e a conexão humana, especialmente no vínculo, é um fator chave para a regulação e o bem-estar emocional.
Summary:
A regulação emocional é compreendida como uma habilidade natural e essencial, baseada na interação entre corpo e mente, onde emoções não são para serem controladas, mas interpretadas como pistas do que vivemos. O corpo, por meio de sensações físicas como tremores, frio ou dor, transmite sinais reais de estresse ou medo, e a mente, por sua vez, atribui significado a essas experiências. No entanto, na sociedade atual, muitas emoções são invalidadas ou suprimidas por mecanismos sociais como o trabalho excessivo, o entretenimento ou o foco excessivo na razão, o que leva a um desligamento do corpo e à acumulação de estresse.
Essa desregulação é especialmente forte em situações de vulnerabilidade, como o luto ou a crise de ansiedade, e está profundamente ligada às experiências infantis. Vínculos seguros na infância são fundamentais para o desenvolvimento de auto-regulação, pois ensinam a criança como lidar com o desconforto. Quando esses vínculos estão ausentes, a pessoa pode desenvolver traumas, inseguranças ou padrões de dependência emocional.
A educação emocional desde cedo e a valorização das emoções como informação, em vez de como problema, são essenciais para a saúde mental. O toque, o movimento e a conexão humana são ferramentas naturais de regulação, e a sociedade precisa reconhecer que o corpo, não a mente, é a origem da emoção. A verdadeira cura emocional não está em suprimir o sentimento, mas em ouvir a fisiologia, reconhecer a história do passado e integrar as partes contraditórias do ser humano.
FAQs
É a habilidade de identificar, entender e expressar emoções de forma saudável, sem tentar controlá-las, pois as emoções são informações do corpo que nos comunicam o que estamos vivendo.
Emoções são mensagens do corpo que nos informam sobre nossas experiências internas e externas. Controlá-las pode bloquear a compreensão e a saúde emocional, enquanto a regulação permite que elas sejam vividas com consciência.
O corpo sente as emoções primeiramente por meio de sensações físicas, como tremores ou aperto no peito, e a mente depois atribui significado a essas experiências, criando uma narrativa. Ambos estão interligados e trabalham juntos.
É uma reação fisiológica do corpo diante de uma percepção de ameaça, mesmo que não haja perigo real, com sintomas como acelerar o coração, frio na barriga ou medo de morrer, que podem durar alguns minutos e ter um início, meio e fim.
As crianças não nascem com a capacidade de auto-regulação emocional. O cuidador, por meio de gestos como balançar ou abraços, ajuda a regular experiências de estresse e dor, formando base para a regulação emocional futura.
A cultura ensina que certas emoções, como raiva ou tristeza, devem ser reprimidas ou controladas, o que leva a repressão, anestesia social e a invalidação das emoções naturais, especialmente em mulheres.
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