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#203 - Austrália na frente, Brasil de olho

26m 31s

#203 - Austrália na frente, Brasil de olho

O episódio do Agrifato Cast discute o impacto do preenchimento das cotas de exportação de carne australiana para a China sobre o mercado brasileiro. A Austrália, que já preencheu cerca de 90% de suas cotas, serve como termômetro para o Brasil, que deve enfrentar pressões semelhantes quando atingir o mesmo limite. Apesar de uma queda iminente nos preços da arroba, com o mercado futuro indicando valores próximos a R$ 330 no curto prazo, especialistas acreditam que a arbitragem internacional e a diversificação de mercados (como Estados Unidos e Argentina) permitirão uma recuperação gradual no segundo semestre. O Brasil mantém vantagem competitiva sobre a Austrália devido a preços mais baixos, grande capacidade de fornecimento e acesso a mais de 170 destinos. Além disso, um possível acordo entre Irã e EUA pode reduzir custos de fertilizantes e pressionar os preços de grãos, beneficiando o setor. Quanto ao milho, a safra recorde na Argentina e a segunda safra brasileira devem manter os preços pressionados até setembro, sem grandes valorizações. No geral, o cenário é de curto prazo desafiador, mas com perspectivas de equilíbrio e recuperação no médio prazo, impulsionadas pela demanda chinesa e pela escassez de oferta de fêmeas no final do ano.

Transcription

3876 Words, 22142 Characters

Portuguese
Bom dia, bom dia pessoal. Sejam muito bem-vindos aí, é mais um episódio do Agrifato Cast. Hoje falamos sobre a Austrália na frente e o Brasil de olho. Eu sou o Mariana Pimenta, trabalho aqui junto ao time comercial da Agrifato. E hoje vou apoiar vocês na condução da conversa aí. Bom dia. Tema de hoje, então, é uma. Tema de hoje, então, a assunto que chama bastante a atenção no mercado, nestas últimos dias, a gente vem falando, mas hoje de forma consolidada, a gente vai esclarecer todas as duradas que é a questão da Australia o que esse movimento pode representar pra carne brasileira. A gente já está acompanhando algumas fundas em Bolvianas, China, as exportações, o mercado internacional, então hoje é a ideia que a gente entendeu. Por que a gente precisa olhar para esses movimentos globales e como eles podem chegar em Pakitar aqui no Brasil, né? Então, pra me ajudar aí com todas essas discussões, estamos aqui com a Isra Cavalcante, que coordena análise, o Raú que lidera o time da construção da Constituoria e o Eduardo, o nosso especialista de Londres, a gente tem a agricultura. Obrigada, viurgente, pela participação de vocês. Então, pra gente começar, eu queria entender primeiro, Isra, esse movimento internacional, porque a Australia entrou no radar, né? Porque a gente vem falando tanto dela. Então, pra quem está acompanhando, talvez esteja se perguntando, por que a gente tem que olhar para a Australia, essa discussão, essa sobrecota chinesa no Brasil, né? Então, por que a gente fica de olho? O que que está acontecendo para a carne australiana? Se o problema é a cota chinesa do Brasil? É muito interessante, realmente essa pergunta, Mari, porque às vezes a gente começa essas análises, né, sobre a Australia e levanta a mesma esquecionamento do porque a gente olha para eles, sendo que em relação a China. Mas o ponto é que a Australia está ali uns dois passinhos a frente de nós em relação ao preenchimento dessas cotas chinesas. Então, a importância está no ponto que o que acontece, atualmente, qual os prália que já preencheu as suas cotas em 90% isso divulgado pelos chineses sem contar o que provavelmente está entrando? Atualmente, a gente já deve ter visto, já deve ter ali 100% dessas cotas preenchidas tranquilamente pela Australia. Então, o que está acontecendo agora ali no país deles, no mercado deles? Provavelmente vai acontecer com a gente também, assim que a gente preenche essas cotas. E por isso é a importância da gente entender como que eles estão lidando com isso. A China também é um dos principais destinos ali da australia. A Australia, a gente, eles tem até um ponto um pouco mais agravante do que o nosso, porque eles são muito dependentes das suas importações. Então, 55% do que eles produzem vai para o mercado externo e a China é um dos principais destinos deles. Então, a gente vê ali como é relevante as exportações pro mercado australiano e como eles estão saindo de antes deste cenário, onde as cotas estão 100% preenchidas. Então, por isso que a gente tem que ficar de olho, saber como que eles estão lidando isso, porque provavelmente, claro, passou a devida proporção, é como a gente vai também agir aqui após a gente preencher essas cotas. Perfeito, isso é super importante. A gente entendeu que o Brasil, como que a gente vai se posicionar diante ao exemplo e diante os países, perfeito. E Raú, queria trazer também diante deste cenário se há uma possível arbitragem mesmo diante dessa possível arbitragem, o que está acontecendo com o mercado futuro, o que a gente pode talvez olhar para isso e trazer a essência do mercado futuro em si. Bom dia, Margo, bom dia todos. Bom, Maré, acho que a serbitragem é sempre factível, né? Ela sempre vai acontecer, a gente sempre costuma falar que exportação é jogo de somas era. Então, estou aqui, o "Stock" mundial de carne é um só. E a cadeia da carne é um processo longo, para a gente criar mais produto, chamado "carcaça" ou "carne", a gente demana um tempo. E isso não vai acontecer de mora para o outro. Então, esse "Stock" para esse ano, para esses próximos meses, ele é estático, se a gente for parar para ele é um só. E o que os países fazem é esse remoldade a por com esse "Stock" de carne mundial e a sua necessidade. Então, acho que o primeiro ponto para a gente falar de arbitragem é, a China vai estar precisando dessa carne. A gente sempre costuma falar que a demanda de carne chinesa é gigantesca. Uma coisa que a gente, e que coloca uma dúvida, uma relação na arbitragem, é o "Stock" chinesa atual. E não é oficial, eles não divulgam. Isso é uma coisa complicada em falar, ele vai continuar enxugando por meio de outros praízes e a arbitragem vai acontecer. E eu acho que o mercado futuro ele espelha é muito bem isso, né? Apesar de poder acontecer uma possível arbitragem dessa carne, toda essa recomendação de mercado lá demora um tempo. Então, por pior que seja, a pressão vai ver, inclusive essa semana muitos frigoríficos já anunciaram preços bem menores que na semana passada. A gente tem aí, o matugroço já, os frigoríficos não serão 330, MES, 340. Visto que a gente tinha 350, o matugroço, eu pouco tenho para trás, 349, 348, o matugroço de sul. Então, por esse curto prazo, a gente que o futuro ele está espelhando, sim, essa queda já está muito nitida, né? A gente está falando de um próximo contrato, já 333. Então, a roba chinata, 330 praticamente, agora aqui em estado de São Paulo, agosto, daqui 2 meses, 334. Eu continuo nesse prata mais de 330. Só que, por conforme a gente for caminhando ali pro segundo semestre, mais profinado ano, a gente vê, óbvio, uma recomendação, uma possível volta da China, as compras e, mais uma vez, a roba subindo e voltando para atetema, para atetamares, não estão elevados, mas, claro, é tudo uma especulação, né? A gente pode estar falando de um robo pro final do ano, muito acima dos 350 que tem de cana de na tela da roba chinata. Bacana, Raú, essa discussão, né, para um cenário mais ampla é bem importante aí. E olhando para esse movimento de internacionais, né, como que ela conversa também com outras comódicos, é do olhando para esse ambiente internacional. No curto prazo, qual que é o impacto de um possível acordo entre o irão e os Estados Unidos. A gente tem especulado aí bastante, né, sobre esse possível acordo, o que você visualiza no curto prazo que isso pode impactar? Bom dia, bom dia a todos. É realmente, esse foi o assunto do final de semana, né? Aparentemente, eles são um acordo um pouco mais firme do que os outros que foram anunciados no passado, né? Então, já tem essa guerra de ferverero, o final de ferverero, essa longo mais o que a gente esperava e em vários momentos a gente teve conversas conflitantes, né? Anúncios conflitantes de um lado falando que estavam dando bem do outro lado falando que não. Aparentemente, o acordo tá um pouco mais definido agora, mas ainda existe algumas conversas conflitantes de qualquer forma, o mercado enxerga que é a possibilidade de que eu saí. E sexta-feira, agora de 19, eu acredito que a gente vai conseguir ter um pouco mais certeza em relação a isso, porque teoricamente é quando esse acordo vai ser assinado, de fato, lá na Suíse. Mas de qualquer forma, a gente já vê alguns efeitos no mercado, né? Então, aparentemente já está rolando uma movimentação ali no estreito, alguns navios parece que estão conseguindo sair dos bloqueios, então, esse já é um ponto positivo, que inclusive trouxe uma pressão para o petróleo e consequentemente traz uma pressão para os olhos vegetais também e para a sóge agrão. E acho que existe também uma preocupação muito grande com custo de produção, né? Então, boa parte dos fertilizantes dependem de alguma maneira daquela região, e isso pode ajudar a trazer algum fôlego por mais que a gente já está próximo aí do nosso plantivo, né? Mas a gente pode ter algum fôlego aí nos custos de produção pensando nessa retomada do comércio internacional de fertilizantes e químicos. Então, acho que esse no curto prazo é o principal efeito aí que a gente tem dessa guerra, agora resta saber se realmente esse acordo vai ser assinado ou não. Sim, a gente fica ansioso aí para ver acompanhar as informações também ao longo da semana. E é do que que você, né? Quais principais patores que você tem visto que vem impressionando as cotações dos grãos em Chicago? Olha, para Chicago tem alguns pontos, né? Mas eu vou falar os principais aqui. Eu acho que um foco do mercado agora pelo lado da oferta é a Safa norte-americana. O estado de Nese já praticamente fechou seu plantivo e, por enquanto as condições de lavouras estão muito boas, bem, linha com o foio no passado que foi um ano bom, então a gente tem uma condição por enquanto boa de oferta provavelmente confortável, elógico que a gente ainda tem alguns meses pela frente, que a gente depende de clima, isso pode trazer alguma boa atividade, mas por enquanto o mercado enxerga um nível de oferta relativamente confortável e isso tem dificultado uma recuperação mais forte nos preços, um outro ponto que é bastante importante também é que as margem desmagamento na China estão bem apertadas e com isso ela não tem muito argumento para avançar de forma agressiva nas compras, então a demanda também vem patinando um pouquinho isso também ajuda da uma pressionada no Chicago, assim como a oferta na América do Sul que segue bastante levado, então a gente tem um cenário mais ou menos nessa linha aí para Chicago. Muito bem, tudo, obrigada pelas informações, realmente, é muito importante relevante a gente tratar e tal atento a isso, eu queria voltar aí para esse assunto sobre a Armas de Sardalha, a questão da China, a concorrência internacional, o olhar do Brasil atento para isso e que você trouxesse para gente alguns pontos de atenção e que a gente também ainda está em grupo, então se a Austrália está na frente o Brasil, você acredita que corre o risco de perder espaço no mercado internacional? Mas não, por alguns motivos, um deles é, a gente tem um preço muito competitivo, então nós somos a rouba mais barata do mundo aí, lutando contra o Paraguai, às vezes o Paraguai fica um pouco atrás da gente, depois sobe, mas estamos ali uma das roubas mais baratas do mundo com o alto poder de fornecimento. Então a Austrália não tem esse poder de fornecimento que nós temos, não tem esse preço tão competitivo e a gente também tem muitos mercados, então atualmente a gente esporta aí para mais de 170 destinos que também a Austrália não tem essa capacidade de fornecer para tantos destinos. Então esse posicionamento da Austrália é muito em alguns países pontuais, por exemplo, Coreia do Sul, Japão, a Austrália vem perdendo bastante espaço na Indonecia, depois que o nosso mercado foi aberto para esses países eático, então a gente vê a gente esportando, mas prendo, enquanto a Austrália vem diminuindo as suas exportações para lá. Então não tem esse perigo, de a gente perder espaço no mercado internacional para a Austrália, somos esportamos produtos diferentes, temos ali preços diferentes, também os nossos destinos acabam não batendo muito, tem espaço ali para todo mundo e para a gente se posicionar cada vez mais, então ocorreria esse risco não. E Mar, isso só precisa, você lá pode continuar, pode continuar, perdão. Se você quiser acrescentar, vou ficar vontade, mas eu ia trazer e tal bem. Eu só queria um negócio aqui, rapidinho, que por exemplo, a Austrália, a gente vê que eles estão fazendo um jogo ali, que os Estados Unidos, antes, eles estão passando para um problema gravíssimo ali na sua produção, isso já é, a gente já vem dizendo isso há muito tempo, eles não estão tendo ali, é uma produção suficiente para manter a sua demanda interna. Então o que eles estão fazendo? Eles estão já fazendo esse movimento de arbitragem, que é importando mais para destinar para o seu mercado interno e des- e pegando as suas exportações e levando ali para a China, por exemplo, e a Austrália já está se beneficiando dessa arbitragem, que é algo que talvez a gente possa fazer também, que é, Estados Unidos antes estava abastecendo muito Coreia do Suiz Japão, eles pararam de abastecer esses dois países para voltar a abastecer para a China e a Austrália começou a abastecer Coreia do Suiz Japão. E porque Estados Unidos está fazendo isso? Porque a China está pagando muito bem por essa carne. Então, para eles está compensando exportar para a China por conta de preço, mede, pago, no lado do que para Coreia do Suiz Japão, e é nisso que é Austrália, entra. Então seria uma movimentação muito parecida com que a gente faria aqui. Mas passado, por exemplo, a Argentina teve um incremento na suas compras de carne-poveninatura brasileira de 40%. Fazer muito tempo que a Argentina não aparecia num dos nossos principais destinos e a Argentina começou a aparecer. E segundo dados do UUZDA, eles vão aumentar suas importações esse ano em 25%. Então, isso é só um dos sinais, que essa arbitragem possa acontecer, mas como a audice não é demora para a outra, isso vai acontecendo aos poucos. E a pressão ela vai se existir nesse começo, porque é inevitable, o que a gente sempre disse, que essa pressão não teria como escapar, mas que o equilíbrio deve chegar em curto e médio prazo. Efeito, e fica o ponto de atenção que os países claramente, assim como Estados Unidos, vai tentar tratar ativa de oportunidade financeira melhor e gerando oportunidade para outros países que estão com a porta quase preenchida, igual a Austrália. Então, realmente é super relevante a gente entender isso. E você comentou lá no início, né, isso tem que como que isso pode gerar de referência do dia-zinho, porque pra gente implementar pro Brasil, utilizar, eu queria ouvir de você né, como que o que está acontecendo lá, podendo ter esse palco que vai acontecer aqui. E se a Austrália está na frente do preenchimento da Cota, se isso fosse bom, ruim pro Brasil, como que a gente pica aí com essa mensagem final de oportunidade ou de desafios. Sim, olha quem é interessante, mesmo com essa desaceleração da China, né, porque a China fez a mesma movimentação que fez com a gente, fez com a Austrália, acelerou as compras ali nos primeiros meses do ano, e aí começou a desacelerar gradualmente. Mas mesmo com essa desaceleração da China no último mês e maiores, a Austrália bateu a sua rouba num dos maiores patamares desde 2022. Então mostrando firmesa nos seus preços. Porque simultaneamente que a China estava desacelerando, já foi ali fazendo o seu jogo pra redirecionar esses volumes, a China tem uma participação sobre a produção de carne bovina australiana, em torno de 9% o seu nome gano, deixa só conferir aqui pra não falar um número errado pra vocês, mas é isso mesmo. A China tem quase 10% de participação na produção de carne bovina australiana, então é muito significativo isso. É isso mesmo. E mesmo com essa participação levada na produção a gente vê ali sendo redirecionado, de forma muito natural e a rouba se mantendo firme. Esse é o exemplo que a gente vê no país australiano ali. Então provavelmente a gente deve ver essa movimentação aqui no Brasil. Essa pressão deve acontecer então, por exemplo, abriu a rouba da australha, deu uma leve queda, deu uma recuada e recuperou em maio. Então a gente deve ver acontecendo isso aqui no Brasil também, a nossa rouba sendo presionada e depois voltando ali a recuperar. Eu acho que o mercado futuro como rau de, é muito sensível, né, a essas movimentações. E cai muito e depois sobe muito, então dá um certo receio e a gente não consegue muito bem cravar um preço até onde vai esse fundo, até onde vai essa pressão. É muito difícil mesmo, mas a perspectiva que eu tenho, vendo a australha é positiva, que a gente vai ter esse momento de pressão e depois a gente vai conseguir recuperar esses preços, tá, mare? Aqui ó, Timuíza, boa, o leitura aí. E Edu, conta pra gente o que a gente pode esperar do mercado de milho segundo semestre. Tem espaço também pra grandes valorizações, o que você tem visto? Olha o mercado de milho no Brasil, ele tá entrando no momento de pressão, né? Então a gente começa a avançar mais rápido agora com a colheita de segunda safre, que é o volume. Mas é importante aí pro ano, então até a gosto ali, setembro, a gente ainda tem colheita, isso pra um volume de oferta mais confortável pro mercado. A gente tem outros players como a Argentina, colendo uma safra recordo de milho também. Então isso é um outro ponto que ajuda a pressionar os preços principalmente no porto. A gente tem um grande competidor no mercado. Por enquanto a gente tem estados unidos também caminhando bem com a safra, é uma safra que vai chegar lá mais perto de outubro, mas qualquer forma também é um indicador de oferta confortável. Então no curto prazo, eu acredito que ainda tem espaço pra cair um pouco mais. E no segundo semestre ele deve andar mais ou menos em linha com o que foi ano passado, sem engração. grandes valorizações, pelo menos até ali chegar a perto do último bem-mestre do ano. Então, por enquanto, eu acredito com o mercado ele segue mais ou menos nessa linha de pressão. Muito produtor, precisando fazer caixa para pagar conta também. Então, a gente sabe que o cenário da agricultura está um pouco mais desafiador nos últimos dois anos e tudo isso ajuda a pressionar os preços. O lado do comprador isso é muito bom, né? O pecuarista continua com o cenário de poder de compra bastante fortalecido. Realmente, Eduardo, um ponto super relevante de atenção. É bem interessante você trazer sanários. Raú, eu queria voltar aí e falar para você que a gente falou ali bastante da questão da possibilidade de arbitragem, que isso impacta no mercado futuro. E quando a gente fala destes pontos de atensões do mercado futuro, sempre venhado o da si isso, começa a refletir, aparecer no físico, com mais também comentou. Então, você acredita que a queda dos últimos bencineiros, parece ser um exagero, ou pode acontecer dar um rogobi de R$330, como você vinha comentando, que você acredita. Ou tem bestrade formento. Ou, Mar, eu acho que os R$330 é um suporto mais forte, ali que a gente tem, né? Eu acho extremamente factível só alocar aí para a 330. Lembrando, né, a gente começou o ano para patamar muito próximo a esse. Terminamos, aliás, né? Terminamos o ano passado no patamar muito próximo desse também. Então, eu acho que tem, realmente, a voltar. Aparentemente, é um patamar um dia as coisas que libram, tanto cenário interno, indústria, ponsinho, repassar. Que é assim, Mar, gente, foi para pensar, né? Nesse tempo, porque a gente, esse mercado, ele vai ter essa recomendação, a carinha não vai ter que se explodar via mercado interno. Muito possivelmente, que a cascada vai cair, não vai continuar nos R$24. Muito possivelmente, vai estar trazendo aí para R$22. Também é um próximo suporte de preço para carcar cascazado. Se a gente for pegar uma carcarcada casada a R$22, transformar isso em arrobo seria basicamente muito próximo desses patamaris de R$330. O animal vivo. Então, acho que é extremamente possível que nesses dois meses a gente tenha preços aí próximos ao mercado futuro está indicando. É eu, 335, 335, não acho exagero. Mas eu acho que complementando, eu acho que, pro final do ano, a gente pode tomar surpresa. Acredito que esses 350 que estão indicando ali os contratos de outubro, novembro, e dezembro, muito facilmente vão ser rompidos. A gente vai ter uma demanda mais forte, caro por eleições, também nessa época, e a gente vai contar com a volta da China. E mesmo o sessina não voltar a partir de outubro, ali com certeza esse mercado já vai ter recomendado, que o case falou. E a demanda de carinha ela vai continuar muito pujante. Só lembrando, a gente vai pegar ali outubro, novembro, a gente vai ter uma oferta bem escassa de fêmeas além de tudo. A gente está em um cenário de safra, atualmente. Estamos com uma deficiência, uma oferta restrita, e a gente pode ter uma oferta mais restrita ainda mais para essa época. Eu só queria dar uma complementada. E para essa. Eu só queria dar uma complementada ali para o que o Raúl disse. Na verdade, não é nenhuma complementada, é só adicionar um ponto que a China. A gente não espera uma paralização total ali da China, todas as compras de China. Porque o que acontece? Após essa conta, teria uma tarifação adicionada, 55%. Considerando que nós somos um. Temos um preço muito competitivo, e a China está pagando ali entre 6 mil dólares por tonelada. Tudo realmente esse preço ficaria muito alto. A gente iria ali para um preço média de 10, 12 mil dólares por tonelada. E, em pretanto, é um preço muito competitivo com os Estados Unidos, o que a China, naturalmente, já paga os Estados Unidos. Então, assim, a gente teria, realmente, uma queda brusca na quantidade que a gente exportaria ali para a China. Não seria a principal opção deles, como nós somos hoje. Mas acho difícil a gente ter uma paralização total dos embarques pros chineses. Então, alguma coisa a gente ainda deve continuar enviando mesmo após esse preenchimento na minha visão. Muito bom, isso é um olhar super otimista, e para a gente poder ter atenção e tomar-a aqui. A gente possa ver esse cenário realmente. É a discussão hoje, então, acho que a gente conseguiu construir uma visão bem completa de cenário. A gente falou de australha, de China, mercado internacional da carne, mercado futuro, reflexos da agricultura. Enfim, de que de forma maneira bem completa, caso vocês queiram continuar acompanhando, e eu saber informações individual até da sua propriedade, vocês podem nos procurar. O raú comentou ali um pouco da questão da retenção das fames e a gente responde a atenção. A gente vai discutir também na próxima master sobre o ciclo pecuário. Ali já vai apresentar no dia 1 de julho. Então, a gente segue aqui acompanhando, para quem acompanha a grifato que este. A gente está monitorando as informações, os mercados. Qualquer dúvida e sugestões, péss por gente, lhesa que vocês possam comentar. Tanto aqui no YouTube, no Spotify, em qualquer outra plataforma, que vocês acompanhem e a gente, digada isa, edu raú pelo apoio de vocês e vamos juntos. -Vamos pessoal. -Vamos pessoal. -Valeu pessoal. -Valeu.

Podcast Summary

Key Points:

  1. A Austrália preencheu 90% de suas cotas de exportação de carne para a China, servindo como um indicador do que pode acontecer com o Brasil quando este também preencher suas cotas.
  2. O mercado futuro de carne bovina já reflete uma queda nos preços, com a arroba caindo para patamares próximos a R$ 330, indicando pressão de curto prazo.
  3. Apesar da pressão inicial, a arbitragem internacional (redirecionamento de carne para diferentes mercados) deve equilibrar os preços no médio prazo, com possível recuperação no final do ano.
  4. O Brasil não corre risco de perder espaço para a Austrália no mercado internacional devido à competitividade de preços, alto poder de fornecimento e diversificação de destinos (mais de 170 países).
  5. Possível acordo entre Irã e EUA pode reduzir custos de produção (fertilizantes) e aliviar pressões sobre grãos e petróleo, impactando positivamente o agronegócio.
  6. O mercado de milho no Brasil enfrenta pressão de curto prazo devido à colheita da segunda safra e concorrência de Argentina e EUA, sem grandes valorizações esperadas no segundo semestre.

Summary:

O episódio do Agrifato Cast discute o impacto do preenchimento das cotas de exportação de carne australiana para a China sobre o mercado brasileiro. A Austrália, que já preencheu cerca de 90% de suas cotas, serve como termômetro para o Brasil, que deve enfrentar pressões semelhantes quando atingir o mesmo limite. Apesar de uma queda iminente nos preços da arroba, com o mercado futuro indicando valores próximos a R$ 330 no curto prazo, especialistas acreditam que a arbitragem internacional e a diversificação de mercados (como Estados Unidos e Argentina) permitirão uma recuperação gradual no segundo semestre.

O Brasil mantém vantagem competitiva sobre a Austrália devido a preços mais baixos, grande capacidade de fornecimento e acesso a mais de 170 destinos. Além disso, um possível acordo entre Irã e EUA pode reduzir custos de fertilizantes e pressionar os preços de grãos, beneficiando o setor. Quanto ao milho, a safra recorde na Argentina e a segunda safra brasileira devem manter os preços pressionados até setembro, sem grandes valorizações.

No geral, o cenário é de curto prazo desafiador, mas com perspectivas de equilíbrio e recuperação no médio prazo, impulsionadas pela demanda chinesa e pela escassez de oferta de fêmeas no final do ano.

FAQs

A Austrália está na frente do Brasil no preenchimento das cotas chinesas, já atingindo 100%. O que acontece lá serve de exemplo para o Brasil, que deve enfrentar cenário similar ao preencher suas cotas.

Não, porque o Brasil tem preços mais competitivos, maior capacidade de fornecimento e exporta para mais de 170 destinos, enquanto a Austrália foca em países pontuais como Coreia do Sul e Japão.

A arbitragem é factível e reflete no mercado futuro, que já mostra preços mais baixos no curto prazo, como R$330 para o boi gordo, mas com possível recuperação no segundo semestre com a volta da demanda chinesa.

O acordo pode aliviar tensões no Estreito de Ormuz, reduzindo preços do petróleo e pressionando óleos vegetais e soja. Também pode dar fôlego nos custos de fertilizantes, beneficiando a produção.

A oferta confortável com a safra norte-americana em boas condições, a demanda chinesa fraca devido a margens apertadas e a oferta elevada na América do Sul estão pressionando os preços.

O milho deve enfrentar pressão com a colheita da segunda safra e a safra recorde da Argentina. Os preços podem cair um pouco mais, mas devem andar em linha com o ano passado, sem grandes valorizações.

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