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200 | CASO REOLON: assassinou a família e desapareceu na mata por 3 anos

81m 38s

200 | CASO REOLON: assassinou a família e desapareceu na mata por 3 anos

O episódio 200 do podcast "Café com Crime" narra a tragédia da família Reolon, ocorrida em janeiro de 2010, na comunidade rural de Lageado Bonito, no Paraná. Na madrugada do dia 7, um incêndio consumiu a casa de madeira da família, matando Gilmar Reolon, sua esposa Gema, os filhos Giselli e Gian Lucas, e a mãe de Gema, dona Petronilha. Vizinhos, como Cremilda e Nelton, acordaram com o clarão e tentaram ajudar, mas as chamas já haviam destruído quase tudo. Os bombeiros encontraram quatro corpos carbonizados nos quartos, mas a quinta vítima só foi localizada após horas de buscas. O incêndio foi declarado criminoso, e o principal suspeito, que vivia na casa, desapareceu, permanecendo foragido na mata por três anos. O episódio também relembra o assassinato de Otávio Reolon, pai de Gilmar e Idemar, morto em junho de 2009 com extrema violência, crime que nunca foi solucionado. Após essa perda, Gilmar entrou em depressão, isolando-se da família, mas se reconciliou com o irmão Idemar em dezembro de 2009. A história, sugerida por um ouvinte, mistura luto, violência e uma caçada por justiça, revelando uma trama digna de cinema, com reviravoltas e um criminoso que desafiou as autoridades por anos.

Transcription

12535 Words, 71531 Characters

Portuguese
Por volta das duas e meia da madrugada de sete de janeiro de 2010, os vizinhos da comunidade de Lajado Bonito em Inéias Marques, no Paraná, acordaram com um clarão forte entrando pelas janelas dos quartos. Cremil da parecida Rodrigues se levantou da cama em um salto e foi ver o que acontecia lá fora. Foi então que se apavorou ao ver chamas consumindo a casa de madeira da família casa nova e o long amigos que viviam a 100 metros de sua propriedade. O seu coração disparou, ao imaginar que a família composta por cinco pessoas estava dentro da casa e na lando fumaça, sendo consumidos pelo fogo. Porém ela não escutou nenhum pedido de socorro, nenhum barulho vindo da casa, a não ser o barulho do fogo devorando a estrutura de madeira. Ela não escutou gritos, nada, então pensou que talvez a família não estivesse em casa. O alívio durou pouco, pois não demorou a perceber que o certa branco da família estava estacionado em frente a garagem e se o carro estava ali, a família com certeza também estava. Quando os bombaíros chegaram ao local, a casa vizinha já havia sido praticamente consumida pelo fogo, pouco cudia ser feito. Outros vizinhos também chegaram ao local, sendo um deles Nelton, o irmão de Gema Casa Nova, moradora daquela residência junto do marido de um mar dos dois filhos de série de 14 anos e G.A. de 9 anos e da mãe, dona Petronilha de 84 anos. Quando o fogo baixou, os bombaíros vasculharam os destroços em busca da família. A casa de madeira tinha 120 metros quadrados e com o apoio de Nelton que conhecia a planta daquela casa, os bombaíros iniciaram a busca pelos dormitórios. Em um, encontraram dois cortos carbonizados, dormindo lado a lado. Tem outro, mais um corpo. E finalmente, no último quarto, mais um corpo. Foram quatro ao total, mas ainda faltava uma última vítima, afinal cinco pessoas moravam ali. A procura pela quinta vítima durou horas e se estendeu por toda a manhã sem nenhum sucesso. No local da tragédia, os bombaíros se limitaram a declarar que pelo estado das carbonizações era impossível a testar de imediato se os cadáveres pertenceam a adultos, ou crianças, homens, mulheres, menino ou menina. Simplesmente, não sabiam. O que sabiam naquele momento é que uma das pessoas daquela família estava desaparecida. E que aquele incêndio, com certeza, havia sido criminoso. Esse é o episódio 200 do Café com crime, o caso reolou. Ah, alô, alô vai tudo bem. Bem-vindes ao Café com crime. O podcast onde você pode ser o aficionado por crimes reais que você é, sem julgamentos. Eu sou a Stess Orbe, ou dona café como preferir. E hoje vamos falar sobre um caso pouco conhecido, mas que tem uma trama tão cheia de revir a volta que podia facilmente ser roteiro do cinema. A história de uma família, assassinada, que teve a casa incendiada, e o criminoso que vivia também naquela casa. Simplesmente desapareceu e viveu foragido na mata local por três anos. E quando você acha que isso é tudo, vem mais crime pelo caminho, e uma caçada de um irmão pelo outro em busca de justiça. Essa história foi uma sugestão do ouvinte Guilherme M. Obrigada por inviar sua indicação de caso. Eu não conheci essa história e fiquei assim, jocada com tudo. Antes de ir pro caso, não deixe de seguir a gente na plataforma onde você está ouvindo. Ative as notificações para não perder nenhum novo episódio. E se puder, deixe sua avaliação ao seu comentário também. Parece pouco, mas para dona café aqui, então da equipe, isso é tudo. E se você gosta muito dos nossos episódios aqui no café com crime, saiba que você pode escutar ainda mais histórias com a gente. A partir de agosto, vou lançar não um, mas dois episódios exclusivos por mês para os apoiadores do podcast. 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No site uma pênca.com/cafeconcreme, você pode conhecer todos os nossos produtinhos. Eu vou deixar o link também aqui na descrição do episódio. Lembrando que este podcast faz uso de efeitos sonoros, então se puder escute de fone de ouvido, que fica bem melhor. E alerta o digatilho. Este episódio conta em temas como assassinato, abuso, violência, contra crianças e suicídio. Com isso? Bora começar do começo? A comunidade rural de linha Triton, no interior de Francisco Beltrão, no Paraná, é um lugar onde o tempo parece seguir outro ritmo, muito mais calmo. Ali os dias são marcados pelo ciclo das colhentas, pelo mojido dogado, no pasto, e pelo sino da igreja do riltona, que toca todos os domingos pela manhã, chamando os fiéis para a missa. É também um momento em que os moradores se encontram e colocam a conversa em dia, depois de uma semana inteira de trabalho nos sitios e chácaras da região. Foi nesse cenário que o agricultor Otávio Reolão construiu a vida ao lado da esposa Arminda e dos seis filhos, entre eles, Idemar e Gilmar, que mais tarde também seguiriam o mesmo caminho no campo. Omen diábitos simples Otávio tirava o sustento da criação de animais, principalmente gado e porcos. Ele era respeitado pelos seus vizinhos, um homem visto ali, com muito bons olhos. Ele não acumulava a conflitos, muito pelo contrário, era visto como alguém tranquilo, religioso e muito próximo da família. Em 2002, aos 58 anos, Otávio enfrentou uma perda que mudou completamente a sua rotina, a morte da esposa, da dona Arminda. A partir da lhe, ele passou a viver sozinho no sítio onde havia criado os filhos e compartilhado anos de vida com a companheira. O impacto foi grande, mas ele não ficou desamparado. Idemar que morava nas proximidades mantinha uma presença constante, sempre muito atento ao pai. O Otávio não tinha essa de "ah, agora que eu tô sozinho, vou me mudar para casa dos meus filhos". Não, para ele nunca foi uma opção. Até porque o produtor rural ainda era um homem jovem. E apesar do luto, pelo que passava, agora, tentando se acostumar com a palavra viúvo, ele é muito bem de saúde. Pesar de estar triste, estava muito bem de saúde, obrigada. Com o tempo, Otávio retomou a rotina, ele cuidava dos animais, frequentava a missa, os domingos e recebia os filhos em encontros ocasionais em seu sítio. De certa forma, ele continuava sendo oelo entre os seis irmãos depois da perda da mãe. Ele era uma figura que mantinha a família unida. Os dias passaram, então, a seguir um padrão quase que previsível, repetido com a disciplina de quem depende da terra para viver. Até que tudo mudou. No dia 1/2 de junho de 2009, E Demar Hélon acordou com um "presentimento ruim", uma angústia que havia chegado ainda na noite anterior, e quem assistia em acompanhá-lo naquela manhã de segunda-feira, principalmente quando ele pensava no pai. Mas ele não se deixou dominar pelos seus sentimentos, já que planejava visitar Otávio para ver como ele estava, e colocava a conversa em dia. Era algo que Demar fazia com bastante frequência. Além disso, ele queria levar um bezerro para o pai e contar as boas novas, já que Jonathan, seu filho Cassula, havia nascido há poucos dias. Ele não via hora de comunicar o seu Otávio, que ele era avô novamente. Os dois formavam uma dupla inseparável, e Demar era o braço direito do pai na propriedade e dava o suporte necessário para que tudo fluisse. Diferir, por exemplo, foi algo que o filho foi assumindo aos poucos até que Otávio deixasse a direção completamente sob os cuidados do filho, além do conforto claro, de ter um motorista, um chófer para chamar de seu. Aquela era uma maneira de manter e demar sempre por perto, e também de demar manter o seu Otávio sempre na mira, para saber se estava tudo realmente bem com o pai. Bem, a rotina de quem trabalha no campo começando, mesmo do sol raiar como vocês sabem, e naquele dia não foi diferente. Mesmo sentindo um angústia que ele não sabia muito bem explicar, o Idemar tomou o seu café e assumiu os a fazeres do sítio. e se ela estava correr, pois queria se encontrar com o Otávio ainda pela manhã. Depois que tirou o leite das vacas, e demar-se de espidio de Nilça, a sua esposa, né, estava ali com o filho, recém-nascido, deixou ela lá e falou que ele já voltava só e ia dar uma checa no pai. Ele pegou o tal do Bezerro, né, colocou na carroceria do seu carro e dirigiu por alguns minutinhos só até chegar a propriedade do pai, propriedade onde ele havia crescido na sua infância. Assim que ele ultrapassou a portera e demar já viu que tinha algo errado. O gado de Otávio estava solto sem qualquer supervisão, o que definitivamente não era comum. Como o sinal de alerta ligado, e demar-se aproximou da casa do seu pai e percebeu que do lado de fora uma máquina forrajeira permanecia ligada mesmo sem a presença do seu pai. Ele chamou por Otávio algumas vezes, mas não teve respostas. Quando finalmente entrou na casa, encontrou o ambiente totalmente reverado, com objetos e roupas espalhadas pelos cómodos, os televisores, um aparelho de som, documentos pessoais, cartões de crédito e o telefone celular de Otávio estavam todos todos desaparecidos, assim como o próprio produtor rural. Por mais que hoje para essa óbvio e demar costou entender o que estava acontecendo. Ele deixou a casa e passou a procurar pelo pai por toda a propriedade, pensou que talvez Otávio tivesse sido vítima de um assalto e estivesse escondido em algum canto a espera de ajuda. Ele pensou então em procurar o pai no pay-all, que ficava poucos metros da casa principal, assim que demar abriu a porta. Encontrou o pai, caído no chão. A cena era de horror. Otávio não havia sido apenas vítima de um assalto. Ao 65 anos, o homem havia sido assassinado. A viaçangue por todo lado e Otávio estava muito ferido, tendo sido golpeado muitas vezes na cabeça, que inclusive foi preensada contra uma máquina. Ao lado do corpo, havia um forcado, uma ferramenta que lembra um garfo e que provavelmente foi utilizada no ataque contra aquele homem. E demar contou pelo menos 23 perfurações entre o rosto e o pescoço do pai, um corte profundo no queixo que deixou o oço da mandíbula exposto, além da mutilação de sua orelha direita. O choque foi tão grande que demar desmaiou quatro vezes ao ver o tamanho da brocalidade exercida contra o seu pai. Quando retomou a consciência finalmente e sabendo que não havia nada que ele pudesse fazer para ajudar seu Otávio e demar acionou a polícia, e se incombiu também da difícil tarefa de comunicar os cinco irmãos sobre o falecimento do pai. A notícia caiu como uma bomba sobre a família reolong, que não se conformava com tamanha violência empregada, contra um homem, trabalhador e que não tinha conflitos com ninguém. Já a polícia trabalhou com duas hipóteses principais, adquê, apesar do estado do corpo de Otávio, ele pudesse ter sido vítima de um acidente com o maquinário, o que pra mim não faz o menor sentido tendo em vista a situação da casa e a ausência dos objetos, né? A segunda hipótesa, claro, era de Latrocínio, que é o roubo seguido de morte. Um dos vizinhos do seu Otávio viu um carro branco em bem direção ao cítio do seu relohn na tarde do dia 29 de maio, e essa era a versão melhor aceita pela família do produtor rural. Mas fato é que as investigações não foram capazes de esclarecer o crime e ninguém foi preso. Por mais que tinha visto um carro em direção ao cítio, ninguém sabia de quem era aquele carro ou o que esse carro tinha ido fazer lá. A situação abalou a família e também a interação entre os irmãos. Antes era uma interação muito constante, né? Eles sempre se encontravam ali, no terreno do pai, ele era a cola daquela família e agora que o seu Otávio não estava mais presente. Esses eventos em família foram ficando cada vez mais raros. Gilmar Reolong foi o mais afetado pela perda e mudou drasticamente o seu comportamento após a morte do pai. Ele ficou depressivo e preferiu se fecharem uma bolha com a esposa Gema e os filhos Gisselli e Gianlucas e deixou de visitar os parentes e também de recebê-los em sua casa. Nesse período, a família residia na propriedade da linha Lageado Bonito, no município de Enéias Marques, localizado a cerca de 30 km de Francisco Beltrão, onde ele tentava a limpa que ele local manter uma rotina de normalidade apesar do luto. Jair Demar insistia no contato. Ele não queria aceitar que com a morte do pai os irmãos deixassem de se reunir que a família reolou um deixasse de manter o contato frequente de sempre e Demar se importava e queria retomar os almoços de domingo e os encontros ali para jogar com a verça fora. Era importante. Vés ou outra, os irmãos se esbarravam por aí pela cidade, Gilmar o comprimentava com um abraço, mas evitava o contato visual com o Idemar, abaixando a cabeça e tentando colocar um ponto final em qualquer conversa que Demar tentava puxar ali pro longar um pouquinho a mais os encontros. O comportamento preocupava aí Demar. Ele tinha certeza que o irmão estava enfrentando uma depressão severa por conta da morte do pai, mas ele não fazia ideia de como ajudá-lo, tão pouco de como abordar esse assunto com um homem humilde no interior para naense. Muitas vezes deixam tudo muito reprimido ali as emoções, né, não querem chorar, não querem demonstrar nada. Ele era uma situação assim que Demar achou bem complicada. Sem respostas para o crime brutal que tirou a vida de seu otávio, e também sem o retorno das suas ligações para o irmão Gilmar os meses foram passando. Junho, julho, agosto, setembro, outubro, novembro e dezembro. Até que no penúltimo dia de 2009, Idemar recebeu um grande presente, uma visita de Gilmar e de sua família no cítio onde moravam. E ficou ali por aproximadamente uma hora e meia e tudo parece eu voltar ao seu devido lugar. É a magia, né, dessa época de Natal e Anunov, onde as pessoas deciden que "ai, né, não dá para deixar o tempo passar, um momento de se reconectar, de dizer os seus midiscup, me perdoa". E enfim, foi um momento muito bonito ali naquele dia. Enquanto as crianças brincavam soltas pelo cítio, soupe a supervisão de Gema e dona Petronilia, a sóga de Gilmar, os irmãos se sentaram juntos e jogaram conversa fora. Gilmar estava empolgado e falava muito de futebol e sobre como Gian Lucas estava se interessando pelo esporte também. Gilmar era assim fascinado por futebol, jogava quando era criança, então ele estava muito feliz com isso. Quando Idemar perguntou para ele sobre o trabalho, já que também tinha algumas cabeças de gado e vacas leiteiras, o Gilmar foi meio evasivo. Não quis muito entrar em assunto de trabalho e se limitou a responder "tá lá, tá lá". Mas o Tom da Conversa mudou totalmente quando Idemar tentou tocar no assunto da morte do pai. Para ele era importante falar do assunto, colocar os sentimentos para fora, relembrar o távio, né, as memórias e tudo o que ele representava para a família. Mas Gilmar não deu condição e mudou a sua feição, abaixou a cabeça e começou a chorar copiosamente. A situação com o extranjedora logo foi contornada, Idemar acolheu o irmão, mudou o de assunto e percebeu Gilmar se acalmar aos poucos, permanecendo por ali mais algum tempo. Antes de se ir despedir e retornar para casa de uma irmã de gema, onde estavam hospedados desde o Natal e ali e ontem passaram-o no novo. A despedida foi calorosa. Gilmar e Idemar se abraçaram e prometeram-se reunir com mais frequência. Uma promessa que jamais se cumpliria. Aquela foi a última vez que os irmãos se viram antes que uma nova tragédia desabasse sobre a família reolom. Por volta das duas e meia da madrugada, de sete de janeiro de 2010, os vizinhos de Gilmar reolom e de sua esposa, Gema Casa Nova reolom, na comunidade de Lageado Bonito em Inéias Marques, acordaram com um clarão forte, entrando pelas janelas dos quartos. Cremio da parecida Rodrigues, que morava apenas 100 metros da casa da família, foi uma das primeiras a despertar. Ela se lembra de levantar da cama em um salto e se apavorar com as chamas que consumiam a casa de madeira, o mesmo lugar que costumava frequentar para tomar um chimarrão com a amiga Gema. Ali naquela residência moravam de um mar reolom, em 15 anos, Gema, de 43 anos, os filhos de Céli, de 14 anos, Ján Lucas, de 9 anos, e a Vom Aterna das Crianças, a dona Petronilha, de 84 anos. Eles eram vizinhos muito queridos pro Cremilda. Por isso, a mulher correu até o quarto do filho e o acordou para que ele fosse as preças até a propriedade dos reolom, ver o que estava acontecendo e quem sabe ajudar de alguma forma. Apesar da altura das chamas e do barulho do fogo, devorando a estrutura de madeira, não se ouviu um único grito ao pedidos de socorro, o que levou a vizinha a acreditar que não havia ninguém dentro da residência. Um alívio que durou pouco. Pois não demorou a perceber que o seltabranco de Gilmar estava estacionado em frente a garagem. Nelton, caça nova e a esposa, normelha da Silva, caça nova, irmão e cunhado de gema não demoraram a chegar ao local também. Eles eram vizinhos da família, e assim como cremilda, haviam sido despertados pelo clarão do incêndio. Quando os bombeiros chegaram ao local, a estrutura de madeira já havia sido praticamente consumida pelo fogo, pouco podia ser feito. Foi Nelton quem informou aos bombeiros que devia haver cinco pessoas dentro da casa. Gilmar, gema, os dois filhos, e a sogra de Gilmar, né? A mãe de Nelton adonava petrolinha, estroz móveis que caça nova. A essa altura ou desespero já havia tomado conta de todos. A única alternativa era a comter o que restava da chamas e esperar que a fumaça baixasse para poderem vasculhar os destroços em busca da família, ou ainda resar por um milagre de encontrá-los vivos. O que conseguiram salvar foi o seltabranco da família. Dois funcionários da copel, a companhia de energia elétrica do Paranã passavam pela estrada naquela madrugada e viram o incêndio. Eles pararam para ajudar. Normália, acuinhada de gema, observou o esforço dos homens para empurrar o carro para longe das chamas. O veículo estava com os vidros abertos, o que facilitou o acesso ao carro e permitiu que eles empurrassem o seltinha para uma distância de pelo menos 30 metros das chamas. Pelo menos assim, o carro também não seria consumido ou causaria ainda mais dano por conta ali da gasolina, né? Vai que explode. Enquanto os funcionários da copel empurrava um carro, Normália observou no vidro traseiro o adesivo que carregava o nome dos subrinhos, Giselle e Giã. O coração apertou ainda mais. A medida que o fogo e a sendo controlado era possível observar as carcaças das bicicletas das crianças em meio a cinzas. Em uma casa de material, um cómodo que ficava nexo, utilizado ali pela família para guardar os insumos do trato com os animais, os bombeiros encontraram um trabalho escolar do Giã, um isopor papelão e bichinhos de plástico que ele havia confeccionado para retratar as primeiras moradias dos colonisadores. Assim que o rescalho foi encerrado, os bombeiros precisaram ligar um gerador de energia ao carro da corporação para que houvesse luce oficiente para as buscas. Mesma assim, lanternas também foram utilizadas. A casa de madeira tinha 120 metros quadrados e com o apoio de neltão que conhecia bem a planca da casa, os bombeiros iniciaram a busca pelos dormitórios. No primeiro, encontraram um corpo, momento de surpresa e grande dor para neltão, que mais tarde afirmou. Na hora que eu cheguei, a gente não pensava que a família estava linda, estava a armação ainda da casa, estava de pena. Aí, desseu aquela parte, assim, quando desceu que deu aquela aba fada, daí eu via minha mãe. Só a cabeça assim, mas só o oso, né? Meu Deus do céu, estão tudo lá dentro. Seguindo as buscas, no próximo dormitório, encontraram mais um corpo e no último dois corpos lá do alado. No total, eram quatro vítimas, mas a conta não fechava, pois aquela era uma família de cinco pessoas. A procura pela quinta vítima durou horas e se estendeu por toda a manhã, mas sem sucesso. No local da tragédia, os bombeiros se limitaram a declarar que pelo estado das carbonizações era impossível a testar de imediato se os cadáveres pertenciam adultos ou crianças, ou seja, não dava pra saber quem estava faltando. Tudo parecia um grande mistério. Os corpos foram encaminhados ao Instituto Médico Legal de Francisco Belgrão para a identificação, e logo ficou claro que se tratavam de três corpos femininos e um masculino. A perícia usidentificou como "gema", "gicelli", "geanlucas" e "petronilha". Os corpos de "gema" e "geanlucas" foram encontrados no mesmo local, sugerindo que estivessem dormindo juntos. Já dona petronilha e "gicelli" estavam afastadas, e tudo indica que cada uma estava no seu respectivo quarto no momento da sua morte. A descoberta levava uma conclusão inevitable e assustadora. Gilmar era o único que havia desaparecido. O velório da família, Caça 9 e Reolão, aconteceu no dia 8 de janeiro de 2010, na igreja Matriz de Enéias Marques, em uma missa celebrada pelo bisco da diocésio de Francisco Belgrão, Donde José Peruso. O tento estava lotado. A cidade, profundamente consternada pela tragédia, se reuniu em volta dos caixões, onde os parentes buscavam um paro nos braços de amigos e vizinhos. Embora ninguém tivesse a coragem de verbalizar o que pensava, a suspenta de que o incêndio tivesse sido provocado por Gilmar era a única explicação plausível para a maioria. Eles acreditavam que há ausência de gritos, enquanto a casa queimava, se devia ao fato de que, em gema, Jean Lucas, Gicelli e Petronilha haviam desmayado com uma fumaça antes mesmo que o fogo as atingisse. Sem os lados da perícia, ainda não era possível afirmar se a família havia sido morta por asfixia ou se morreram antes do início do incêndio. E Demar estava igualmente abalado pela tragédia, mas ao invés de se sentir acolhido, ele se sentiu discriminado durante toda a despedida. Ele contou que os péssames foram dados a família Casanova, e que as pessoas que desconfiavam de Gilmar estavam refletindo o irmão em todos os reolões. E Demar afirmou. Nós estamos tão chocados e sentidos quanto eles. É terrível tudo o que aconteceu. Depois do velório, os corpos foram encaminhados ao cemitério municipal da cidade, onde foram sepultados por volta das 11 e meia da manhã. As buscas por Gilmar começaram imediatamente e se estenderam pelos próximos dias. As polícias se viam em militar, além do corpo de bombeiros e de voluntários de eneias marques, realizaram uma varredura de vários quilômetros a partir do local do incêndio, em uma tentativa frustrada para localizá-lo. Absolutamente nada foi encontrado. Gilmar havia desaparecido sem deixar vestígios. Familiares e vizinhos foram intimados a depor e levaram informações valiosas ao conhecimento da investigação, relatos que permitiram a reconstituição da rotina e dos costumes de gema e de dona petronilha. Com base nesses depoimentos, a polícia descobriu que o dia que antecedeu a tragédia foi um dia atípico para a família. Os vizinhos relataram que a casa passou o dia todo, do dia 6 de janeiro fechada, e que a noite não ouve movimentação na residência. O silêncio chamou atenção, até porque o casal tinha dois filhos de 14 e 9 anos que costumavam balançar as estruturas daquela casa de madeira. Uma vizinha contou que sempre que a família saía para qualquer compromisso, a cortina da janela da cozinha também era fechada, e aquele era um sinal claro de que não havia ninguém em casa. Naquele dia, a cortina da cozinha permaneceu aberta. Então como estava aberta era para ter gente lá dentro, mas estava silenciosa como se estivesse vazia? A única movimentação registrada naquele dia envolveu o carro da família, aquele seltenha branco, deixou a comunidade por volta das oito da manhã. A testemunha, no entanto, não soube informar, sejema, petronilha e as crianças também estavam a bordo do veículo. É certeza que Gilmar passou o dia todo fora, até porque ninguém ouviu retornar até as 11 e meia da noite. E se o carro não estivesse estacionado em frente a garagem na hora do incêndio, seria impossível para a investigação colocá-lo na casa no momento preciso do incêndio. Outro detalhe intrigante revelado pelas testemunhas foi a forma como as chamas se espalharam. O fogo consumia a casa por igual por todos os lados ao mesmo tempo. Como se alguém tivesse espalhado gasolina ou outro combustível pela estrutura antes de atiar fogo. E não, como em um incêndio acidental, iniciado por um curto circuito, que começaria em um cômodo específico antes de se espalhar, sabe? É claro que um mistério como esse e uma tragédia como essa chamou a atenção na cidade. E os veículos de imprensa passaram a procurar a família reolong em busca de pistas sobre Gilmar. E Demar, que já enfrentava olhares atravessados por onde passava, desde que o incêndio aconteceu, recebeu jornalistas em seu cítio para falar sobre como estava lidando com mais uma tragédia em sua família. O fato é que, assim como o restante da população e Demar não fazia a menor ideia do para-deiro do irmão, embora quase ninguém acredita-se em sua palavra. Nas ruas da cidade, porém, os boatos não cessavam. A todo instante surgiam um novo rumor sobre o para-deiro e o possível fim-trágico de seu irmão Gilmar. Primeiro espalharam o boato de que Gilmar havia sido encontrado em forcado, depois que teria sido escortejado e mais tarde que havia sido alvejado por tiros. E Demar contou que, poucos dias após a tragédia, Ele foi surpreendido por policiais de Anéas Marques, por ver. volta da 5 da manhã. As autoridades agiam com base em uma denúncia anônima que afirmava que Gilmar estaria escondido em sua casa, na casa do irmão Idemar. O susto foi grande, Idemar, que ainda estava bastante abalado com toda a situação, chegou a pensar que a polícia tivesse ido até sua casa para informar sobre a localização de Gilmar, mas a verdade é que eles estavam em busca de um agora suspeito. Apesar do choque, Idemar colaborou com as autoridades, convidou os policiais a entrar e permitiu que revista sem minuciosamente a casa e toda sua propriedade. Após constatarem que Gilmar de fato não estava ali, as equipes foram embora. Angúste era grande e tudo o que Idemar desejava era que tudo aquilo tivesse uma explicação racional e que o seu irmão não tivesse nenhum envolvimento na morte da própria família. Mas essa resposta demorou para chegar. Três meses após o trágico incêndio em abril de 2010, veio a confirmação agridou-se de que Gilmar continuava vivo. Pois é, o homem não havia sido vítima de um crime de tiros, de sei lá mais o quê, assassinado ou até mesmo assassinado com a própria família, nada do tipo. E eu digo agridou-se, pois para a família dele era um alívio, ele estaria vivindo da Silva, né? Mas isso também queria dizer que ele era muito provavelmente, ele estava envolvido na morte da própria família. A notícia de que Gilmar estava vivo veio de uma testemunha que foi localizada pela polícia. Tal testemunha garantiu o telo visto circulando pela cidade apenas quatro dias após o incêndio. Essa certeza só fez aumentar a apreensão dos moradores. Eles ficaram morrendo de medo de que aquele homem, assassino, estaria escondido na mata da região, que eles podiam, do nada, ficar caracar com ele quando tivesse lindando ali nas próprias propriedades. Mas para as autoridades, essa certeza fez com que Gilmar deixasse a condição de desaparecido para trás, né? E ele passou a figurar oficialmente como foragido e principal suspeito do crime que abalou aquela cidade. Outra testemunha também surgiu, dizendo que o tero visto era vistado Gilmar, era um caminhoneiro de Goianha, que garantiu o ter visto homem pela região, já bem longe do Paraná. A suspeita era de que Gilmar tentaria deixar o Brasil rumo ao Peru. Por isso, o delegado da Vipasserino acionou a polícia federal e incluiu o nome de Gilmar Reolong na lista de procurados internacionais da Interpol. As buscas passaram também pelo Chile e pelo Chile, mas apesar dos esforços Gilmar jamais foi localizado. Como passar dos meses, as investigações acabaram estagnando. A ausência de notícias sobre Gilmar alimentou a curiosidade popular. Gilmar Reolong tornou-se uma espécie de lenda urbana na região de Neas Marques. Ele passou a habitar o imaginário e o pavor na população local, que temia a cada dia de trabalho na roça, encontrá-lo escondido em meio a mata fechada. O mito do homem assassino foragido na mata ganhou ainda mais força em 2012, quando uma revira volta surpreendeu a comunidade de Neas Marques. Além de responder pela tragédia contra a esposa, os filhos e a sogra, Gilmar Reolong passou a ser apontado pela polícia, também como o principal suspeito do assassinato do próprio pai, Otávio Reolong, acontecido em maio de 2009, meses antes do incêndio. Ao revisitar o inquérito do assassinato de Otávio Reolong, conduzido na época pelo delegado Valdeires Luís Escalco, os investigadores identificaram elementos cruciais que ligavam Gilmar a morte do pai. Entre as pistas destacavam-se o relato de um vizinho sobre um carro branco, tal qual o céu tinha branco de Gilmar. Esse carro teria sido visto na estrada de acesso à casa de Otávio. Também foram encontradas contra adições nos depoimentos que não haviam sido levados em consideração num primeiro momento do inquérito. Para completar, o fato de o autor ter levado do local apenas uma televisão quebrada reforçou a tese de que o roubo foi incenado para simular um natrocínio e despistar as autoridades. De antes das novas evidências, a polícia civil formalizou o indiciamento do foragido, a justiça, a catoupedido e decretou a prisão preventiva de Gilmar Reolong. Mas convenhamos. Entre a justiça assinar o mangado de prisão de um sujeito e colocar as algemas no pulso dele, existe um abismo do tamanho do interior do caraná. A polícia passou anos tentando localizar e angelar Gilmar Reolong, mas ninguém pode negar que o homem era safo, vigero e tinha uma habilidade quase sobrenatural para desaparecer no mapa. O problema é que se esconder também cansa e como passar do tempo Gilmar foi deixando pistas de que estava mais perto do que os agentes poderiam imaginar. É. é tenso. Por isso vamos dar uma pausa, tomar um gólico de café e falar da guardeões de vidas, a empresa de Home Care, que cuida do seu idoso querido, com carinho e profissionalismo. 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Os investigadores percorreram quilômetros dentro da mata, e tudo o que encontraram foi uma cabana próximo a divisa com eneias marques. O achado chamou atenção, porque ficou claro que o dono daquela moradia não queria ser achado, já que tinha cuidado de fazer suas fogueiras de um modo que a fumaça acompanhasse a Copa das Árvores, sem que chamasse a atenção dos moradores da região. Além disso, havia frutas, legumes e verduras na barraca, estoque suficiente para manter uma boa alimentação por alguns dias. Como o dono daquela cabana não pode ser encontrado, restou aos policiais recolher alguns fios de cabelo para que fossem analisados em Curitiba, mas os resultados não puderam concluir se esses fios pertenciam a Gilmar. A localização de um acompamento no meio da mata, e o avistamento de um homem estranho, rondando na região, foi suficiente para ligar o alerta dos moradores dos cítios e chácaras da região. Eles se viram obrigados a alterar a rotina para poder evitar um possível confronto com aquele que acreditavam ser Gilmar ou Assassina. Eles então passaram a ser recolher mais cedo e evitavam transitar sozinhos pelo campo, mesmo durante a realização de suas tarefas. Gente era assim um pavor e um pânico local de se encontrar com Gilmar, que realmente alterou a vida daquelas pessoas, e de uma forma ainda, como posso dizer, é física, saiu do abstracto da mente deles de encontrar como monstruos de Gilmar por aí e afetou eles física e financeiramente, porque esse medo foi intensificado quando bois e vacas começaram a aparecer mortos nos cancos. Entre janeiro e dezembro de 2012 foram 16 gados abatidos sistematicamente e que tiveram grandes partes de sua carne retiradas antes de terem seus cadáveres abandonados nas fazendas. Era sinal de que alguém famento com um instinto para matar e com conhecimento de agropecuária estava rondando o local. O medo era latente. Qualquer barulho fora do habitual despertava gatilhos emocionais e levava famílias inteiras a um estado de prontidão e pavor. Eles temiam que aquele homem invadice as propriedades para atacar não só seus animais, como também as pessoas. [campainha e aplausos] A polícia investigou as denúncias, mas rejeitava a possibilidade do andarilho, a pacador de bois, ser o Gilmar. O investigador, Rudney Becker, chefe da seção de investigação e capturas, chegou a verbalizar que não acreditava que a pessoa que estava batendo os animais fosse o foragido. Ele era procurado da imperpou, né, e acreditava que estava exerindo nem ele na região estivesse. Daquê que ele ia voltar para matagado, né, para ele não fazer sentido? Por outro lado, e demar acreditava nesta possibilidade. Na verdade, ele tinha certeza e estava desesperado. Depois que a sua ficha caiu e percebeu que o irmão também poderia ser o responsável pela morte do pai, ele sentia que tinha um alvo desenhado no meio da testa. Ele com certeza seria o próximo que o irmão viria a matar. Não só isso, como sua família também estava numa posição muito desconfortável. As pessoas realmente acreditavam que e demar sabia onde o irmão estava, que era de alguma forma complice, que estava escondendo aquele homem. Ele virou o irmão de um assassino e não tinha como passar pela pequena comunidade onde vivia sem receber um olhar torto. Era uma angústia muito grande para ele e demar a firmão em entrevista. A gente não vivia mais. A gente estava morrendo vivo. Enconformado com a morosidade da polícia, ele decidiu que encontraria o irmão foragido por conta própria. E entrevista ao domingo espetacular, ele afirmou. Sempre fazia buscas por conta própria nas matas da região. Eu deixava de ir na igreja, deixava de ir lazer para ir fazer a busca no mato, para encontrar. No dia 8 de janeiro de 2013, no álgebra de Seu Desespero e demar reolão, esbarrou num amigo de infância que era policial militar. O seu nome era Gilmar de Oliveira. Foi por acaso, num momento em que o PM de Oliveira fazia uma caminhada de rotina pela região. O encontro rendeu uma conversa de duas horas e demar aproveitou a oportunidade para desabafar com o amigo, já que ele tinha certeza de que os abates de gado na região eram obra de seu irmão Gilmar. E como, né? Por que ele tinha tanta certeza assim? Bem, devido as características dos cortes nos animais. Era uma técnica que foi ensinada por otávio aos filhos. Para ir demar, não tinha como ser outra pessoa. Era o método de seu pai. Ele tinha certeza que era Gilmar. E demar estava mapeando os vestígios da aparição do homem misterioso, com o mato pisado, trilhas abetas recentemente na mata e restos de frutas e legumes que encontrava pelo caminho. Oliveira se colocou a disposição para ajudar o amigo. E assim, na noite do dia 10 de janeiro de 2013, e demar ligou para o amigo para perguntar se poderia um procurar por Gilmar, na manhã do dia seguinte. E ele recebeu um sim, como resposta. Foi assim que se iniciou a caçada de um irmão pelo outro em busca de justiça. Era um 4 da manhã. Quando o idemar reolou um busco Oliveira para que pudessem procurar pelo irmão. Em como um acordo, eles decidiram que o melhor era aguardar o sol na ser para iniciar o trabalho. E demar já havia vasculhado a mata na linha Triton, comunidade rural onde era vizinho do pai e decidiu usar na rota que faria com o seu novo parceiro. Ele diria cerca de 15 quilômetros até a comunidade rural de linha de visor. O local não foi escolhido a toa. Fazia parte da história de Gilmar que a gente vai ver mais para frente. Nilsa, esposa de Idemar, foi junto, mas assim que o marido entrou na mata ao lado de Oliveira, ela decidiu ir embora como carro. Seria perigoso demais aguardar o retorno da dupla naquele local hermo. Assim que pegaram a trilha, os primeiros vestígios de que havia alguém vivendo ali apareceram. Uma dúzia de coqueiros estavam cortados pelo caminho. Ottimista, e demar pediu que Oliveira fosse na frente. Já que ele poderia reagir de uma melhor forma, né? A um possível ataque, caso encontrassem de um mar e houvesse ali qualquer reação. O PM com certeza estava mais preparado para esse tipo de confronto. No caminho, eles esbarraram em um arame amarrado nas árvores. E pensando se tratar de uma arma dília decidiram não puxá-lo. Eles andaram mais uns 50 metros até que encontraram uma cabana aos pés de uma árvore. Um acampamento completinho, com fogão improvisado, água engarrafas e uma quantidade razoável de comida. Ali, dormindo dentro daquela barraca, estava o homem foragido a 1.099 dias. Gilmário, Jesus, reolão. A abordagem dos dois foi, digamos, um pouco atrapalhada. O PM Oliveira abriu a lona que cubria a entrada da cabana e com a arma em punho gritou para que Gilmário se entregasse. Mas o suspeito não se rendeu. Ele já acordou no pulo, passou a mão em um fatão e atacou o policial. E Demar teve que pular em cima do irmão já com as duas mãos em seu pescoço para tentar detelo. Gilmário tentou esfaciar e Demar para se proteger e os dois acabaram caindo durante a briga. Oliveira gritava para aí Demar, tentarem forcar o irmão para que o foragido desmaiasse. Mas bem nutrido como Gilmário estava, aquela não era uma tarefa assim, tão fácil. Vendo e Demar levar uma cancera do irmão, Oliveira entrou na briga com uma corda que encontrou um acampamento. Ele foi capaz de amarralas nas duas mãos de Gilmário, finalmente a calmando os ânimos e então agora com mais facilidade a marrou a corda também nos pés do homem. E então o amarrou em uma árvore e mobilizado Gilmário foi, enfim, ao gemado pelo policial e preso. Como não conseguiu se não disserular para pedir reforços, Oliveira precisou deixar o prisioneiro totalmente mobilizado sobre os cuidados de Idemar. Quando ficaram a soz e Idemar perguntou as Gilmário se ele o reconhecia. Gilmário pela primeira vez olhou para o rosto do homem que tentou a pouco esfakear. E agora que a adrenalina passou, os seus olhos se encheram de surpresa. Ele se deu conta de que aquele que o encontrou e o imobilizou era o seu próprio irmão. Ele ficou muito chocado. Ficou o gag de ela gag. Idemar aproveitou o momento a soz para finalmente entender o que o irmão havia feito. Ele contou ao jornal Beltrão como foi aquela primeira conversa com Gilmário. Eu puxei do assunto do pai, do gado, da família, para voltar o raciocínio dele. Tem denúncia de 16 cabeças de gado. Tá sabendo? Mas eu soma tem 10. Falou. As últimas você matou e tirou a língua. Não. Essas não fui eu. Tu se lembra aquela vez que os cachorros correram no mato um ano atrás, lá no mato? Ele disse vagamente que se lembrava. Que dia e que dia é hoje da semana? Ele falou, hoje é quarta-feira. Eu falei, não. Hoje é sexta-feira. Enquanto isso, Oliveira desceu o morro a pé até a estrada. Encontrou uma equipe de trabalhadores e depois de explicar a situação, pediu para ser levado ao telefone fixo mais próximo onde pediu reforço. Quando finalmente retornou ao acampamento, encontrou Idemar chorando em um canto. O homem estava tomado de fortes emoções pois tinha acabado de ouvir esta recido a confissão do irmão. Idemar não parava de repetir. Por que tomatou o neném? Por que matou o neném? Neném era como o Gianlucas, o cassula e chodós de Gilmar era conhecido pela família. Quechonando as motivações do irmão e demar chorava e chorava e chorava, sem abrir espaço para uma resposta de Gilmar que seguia amarrado a árvore. Ao lado do PM Oliveira e do reforço agora, Gilmar reolou um foi levado para o setor de carceragem da décima nona subdivisão policial de Francisco Beltrão. Toda a imprensa da região foi informada da captura e correu para a delegacia. Ainda com as roupas que vestia na noite do crime e antes que pudesse tomar banho Gilmar foi questionado por um batalhão de jornalistas que o esperavam na delegacia para fazer a pergunta que não queria calar. Por que ele havia matado toda a sua família? Gilmar e Jesus reolou nasceu na cidade de Constantino no Rio Grande do Sul em 30 de agosto de 1964. Ele se mudou para Francisco Beltrão com apenas dois anos de idade. Era filho de Otávio e Hermenda Reolão e o mais velho dos seis filhos do casal. Hermenda era calma e amorosa e nela sempre encontrou um porto seguro. Uma manzona. Já Otávio era muito bem visto pela comunidade mas de Omar não cultivava boas lembranças do pai. Ele costumava dizer que sua infância foi marcada por muito trabalho e surras dolorosas. Eu apanhei muito sem merecer. aos 12 anos Gilmar teria sofrido adressões tão graves do pai que ali no início de sua adolescência jurou que se vingaria de seu Otávio. Em entrevista ao domingo espetacular ele afirmou. "Tinha uma vara de um lado grosso pegou e deu no lombu e pisou no pescoço socou a quem é em mesmo daí eu levantei e ele foi de novo para dar um soco eu pensei vem na cabeça um dia eu vou me cobrar." Já e Demar não se lembra do pai dessa mesma forma tão negativa ele afirmou. O pai sempre foi uma pessoa séria ele era rígido quando nós era novo se precisar. Era uma espada de bater, ele batia mesmo. Todos os outros filhos apanhavam. Todos receberam a mesma educação, mas não de ter uma revolta, uma vingança. Porque o que fizeram com o pai foi muita crueldade. Muita revolta. Gaúcho de nascimento, mas para naense de coração. Gilmar cresceu explorando a comunidade rural da linha Triton ao lado do irmão Idemar com quem mantinha uma relação bastante próxima. Gilmão e Idemar ao Jornal Beltrão. A gente tinha uma convivência, apesar da diferença de idade de seis anos, do Gilmar Reolong. Nos finais de semana, a gente jogava futebol juntos. Geralmente, aconteci o futebol na propriedade do seu João Coerit, no campo do Sara Cura, o jovem se reunião lá para jogar. No campo de futebol e também fora dele, Gilmar era uma pessoa calma, não era de provocar ninguém e não arranjava brigas. Já na sua fase adulta, Gilmar passou a frequentar algumas matineses na comunidade de linha de visor. "É aqui que entra linha de visor onde ele foi pego." Foi nesse local que ele conheceu, Gema Casa Nova, a sua futura esposa. A atração foi imediata. Na época, Gema era uma jovem de 21 anos de cabelos castanhos escuros e olhos marcantes. O namoro durou três anos e o casamento aconteceu em 30 de maio de 1992. aos 27 anos, depois de uma quase-víde inteira vivendo em linha Triton, Gilmar se mudou com a esposa para o município vizinho, de Anéas Marques, para morar na propriedade do pai de Gema. O que permitiu que Gilmar seguisse os passos do próprio pai e comprasse ali algumas cabeças de gado para dar início a sua produção de leite. Os filhos não demoraram a chegar. Giselle reolou nasceu em 1995 e alegrou a vida dos pais. Cinco anos depois, Jean Lucas reolou o neném, chegou e completou a família. O casamento com Gema de acordo com Gilmar era bastante harmonioso. Ele dizia que ela era parceira para tudo. A vida em família, na verdade, era bem tranquila. Como todo casar o simples do interior, eles compriam uma rotina de afazeres para manter o bom andamento no sítio. Na casa da família, a Casa Nova reolou um todo mundo acordava cedo para ajudar na ordem das vacas e na alimentação dos animais. A lida, na lavoura, no entanto, era tarefa de Gema e Gilmar e costumava ser executada enquanto as crianças estavam na escola. Algo que Gilmar tinha muito claro em sua mente era o tipo de pai que queria ser. Ele queria quebrar o ciclo da violência. Ele ainda se lembrava muito das surras que levava do próprio pai e ele não queria fazer isso para educar os filhos. Ele queria se aproximar dos filhos e ter uma relação mais amigável. Ele nunca encostou a mão no filho. Mas admitiu, com culpa e pesar, que perdeu a cabeça e bateu em Giselle em duas ocasiões. Apesar disso, seus amigos contam que ele era um pai muito atencioso e dedicado, muito apegado principalmente ao filho cassula, a quem costumava acompanharem partidas de futebol, o esporte favorito de Gilmar. Ele também se dava muito bem com a sua sogra que vivia com eles. A dona Petronilha dizia que viam ele constantemente tratando ela com muito carinho, ajudando ela a entrar no carro já que ela gera mais idosa, então ele tinha todo um cuidado com o senhor idosa também. Tudo parecia muito bem, tudo muito bom. Mas o tanto que Gilmar era boa praça, ele também era o mesmo tanto ruim de negócio. As coisas começaram a desandar para a família caça nova Reolon quando Gilmar fez mais escolhas de investimento e decidiu pegar um empréstimo para comprar algumas vacas leiteiras de um produtor da região. Porém Gilmar logo se deu conta que havia sido enganado, pois tratavam-se de vacas improductivas, não produziam uma sógota de leite. Foi um prejuízo que ele foi incapaz de administrar, pois agora tinha que pagar um empréstimo sem ter um ganho de dinheiro que ele havia planejado ter para pagar o carro empréstimo. Então agora ele teria que vender vacas para pagar o empréstimo e ele ia ficar sem a própria renda, era uma situação bastante complicada. Para pagar o primeiro empréstimo, ele contraiu dívidas com agiotas, dívidas que não conseguia pagar, porque nada do que planejava dava certo. No fim das contas Gilmar afirmou que matou a família para não passar vergonha e fome. Gilmar confessoou todos os crimes, sente do biar, contou que estava enfrentando sérios problemas financeiros e que seus investimentos não deram o retorno desejado, o que o afundou ainda mais em dívidas, que por mais que tentasse, não conseguia quitar. Em abril de 2009, já ali numa situação extrema, ele recorreu ao seu último recurso, seu atável, o seu pai com que ele já não tinha uma relação das melhores. Ele chega ao pai e perguntou se ele poderia utilizar o seu nome para pegar o empréstimo de R$4.000, garantindo que ele pagaria as parcelas de R$130 religiosamente em dia. O seu atável falou um monte para ele, que ele não era responsável, pararia e parara para roda, mas aceitou. A primeira parcela venceu em maio, e como prometido Gilmar embacou em seu selta branco e dirigiu por cerca de meia hora para levar o dinheiro para o seu atável conforme o prometido. Agora, que, de acordo com a versão de Gilmar, o que aconteceu foi o que o seu pai exigiu que o filho pagasse duas parcelas de uma vez. Mas o Gilmar não tinha o dinheiro que o atável queria, e a relação com o pai, que já não era tão boa, foi de mal a pior. Pai e filho começaram a discutir sobre o valor da parcela e Gilmar se negava a pagar o que o atável queria. A discussão evoluiu para uma agressão física, após serem porrado, o atável caiu no chão do Paiol e bateu a cabeça em uma máquina. Gilmar, que nutria um profundo recentimento pelos castigos físicos sofridos na infância, lembrou-se da promessa de vingança que fez assim mesmo aos 12 anos de idade. Então, passou a agredir o pai violentamente com um pedaço de pau e um garfo de foragem. Foram 23 perfurações. A mandíbula ficou exposta. A oréia direita de seu atável, completamente destruída. Quando percebeu que o pai estava morto, Gilmar decidiu simular um assalto para despistar a investigação e recolhar uma série de objetos da casa do pai, enterrando todos os itens em uma área de mata de sua propriedade. Mas tarde tomado pelo remorso Gilmar contou que dividiu o seu segredo com a esposa e garante que jema o acolheu e prometeu que jamais revelaria a qualquer pessoa o que Gilmar tinha sido capaz de fazer. A questão é que a morte de otávio não eliminou os seus problemas financeiros. Gilmar viu seu rebanho de 23 vacas ser reduzido a apenas 3 cabeças de gado, na tentativa de quitar as dívidas que acumulou com as jotas e credores que lhe vendia os gados. Sem saída, aplicou um golpe para vender a propriedade de 10 alqueres onde vivia com a família, terras que na verdade pertenciam a sua sogra petrolilha. O acordo foi feito com um amigo próximo e funcionava assim. O comprador assumiria todas as pendências financeiras de Gilmar em troca do terreno da família caça nova. A intenção de Gilmar era acertar as contas com esse amigo quando os negócios voltassem a prosperar para assim comprar a terra de volta e devolver a sua dona, dona petrolilha. Para fazer a sogra, assinar o documento de transferência, ele inventou que os papéis eram para um financiamento de construção de uma casa de alvenaria que ele faria ali na terra através do programa "Casa da Família Rural". Sem desconfiar das verdadeiras e intenções do gêngro, petronilha assinou tudo. O problema é que logo após o negócio ser fechado, o novo comprador começou a produzir na área ali da terra naquele esalqueiris todos. E Gilmar não conseguia muito explicar porquê que tinha gente produzindo na terra? Então ele precisou repolar para inventar desculpas aos cunhados que também tinham direito a uma parte daquelas terras. Enfim, golpe dado, Gilmar achou que isso resolveria seus problemas financeiros, mas ele estava bem errado. Mesma posa venda da terra, continuou sendo pressionado pelos agiotas. Eu até suspeito que toda tristeza que ele apresentava na época da morte de seu pai, aquela depressão toda, era mais pelo medo de morrer pelas mãos dos seus credores do que pela morte real ali do seu otário, né? Como o IDemar desconfiava a princípio que ele se afastou e tudo mais por conta disso. Mas enfim, gente, era esse o cenário. Vamos entrar na cabeça do Gilmar. O Gilmar fez péssimos negócios, pegou um empréstimo para pagar o outro. Depois pediu dinheiro para o pai, brigou com o pai, assassinou o pai e carregou essa culpa tão profundamente que se afastou de toda a família. Ele teve muito remorço com a pessoa para a esposa. O IDemar de quem era próximo também foi um que ele nunca mais falou. E aí ele se viu mais desamparado, sem nenhum apoio da sua família. Resolveu fazer trambique com a terra da sogra. Aí estava todo enrolado, mentindo e mentindo para encoverar isso. E o seu problema com os agiotas mesmo? Não foi resolvido. Esse drama todo Gilmar carregava sozinho, remoia todas as noites quando colocava sua cabeça no travessero à noite para tentar dormir. Era uma espensamento que o assombravam. Ele estava aterrorizado com o que poderia acontecer com ele e com sua família caso não conseguisse pagar as dívidas. Se sentia ameaçado por todos os lados e se culpava por isso. Por mais que tentasse fazer bons negócios para a gente. sustentar sua casa, tudo o que tocava, virava prejuízo. Na noite de quarta-feira, dia 6 de janeiro de 2010, com a cabeça mais uma noite perturbada por todas as pressões das contas que tinha para pagar e culpa que sentia, o Gilmar não conseguiu dormir. E então, um pensamento invadiu a sua mente. O pensamento chocante o fez levantar da cama, por volta da 5h da manhã, ele se sentou na área externa da casa e ficou olhando para o nada, pensativo. Para poupar a família da fome e vergonha, um plano se formou no silêncio daquela madrugada. Ele resolveu que daria cabo na vida de toda a família e só depois tiraria a própria vida. Ele se levantou e foi até a mata que ficava perto da residência principal, pegou um pau de uma árvore com cerca de um metro de comprimento e voltou para casa. Descretamente, ele entrou no quarto onde Gema estava deitada ao lado de seu cassula e chodazinho, Gian Lucas. A esposa já estava acordada, afinal era cerca de 5h da manhã e o Diana Rossa começa a ser do. Assim que se levantou da cama para dar início ao seu dia, Gema foi violentamente golpeada na cabeça. Ela não morreu na hora, então Gilmar acertou novamente e Gema caiu na cama sem emitir nenhum som. Para surpresa de Gilmar, Gian Lucas não acordou. Ele decidiu deixar o mar de um alimento, e ele dormiu um pouco mais. Gilmar se encaminhou ao quarto de Petronilha e desferiu uma paulada na cabeça da sogra. Giselle estava acordada e escutou o barulho do golpe que acertou a voo. Ela perguntou para Gilmar o que estava acontecendo e, como resposta, também levou uma paulada na cabeça e caiu no chão sem vida. Gilmar deixou no local onde Giselle caiu, não teve coragem de mexer no corpo. Ainda faltava Gian Lucas, o seu neném, o seu chão da. Talvez deixou o mais difícil, por último. Ele voltou ao quarto que dividiu com a esposa por quase 20 anos e observou o diando, dormindo profundamente, sem um pingo de preocupação na vida, o que Gilmar não daria para conseguir dormir daquele jeito. Gilmar respirou fundo e deu a última paulada no menino. Ele permaneceu quieto no colchão ao lado da cama do casal e móvel, morto. E mediatamente, após cometer os crimes, Gilmar saiu de casa e foi tirar leite das vacas. Depois pegou o seltabranco e dirigiu até Francisco Beltrão, onde passou o dia andando pela cidade e pensando em como faria para tirar a própria vida. Pensou talvez impular no Gilmar Recas ou até jogar seu carro contra um caminhão em uma rodovia qualquer. Ao anoitecer ele voltou para o carro e não teve coragem de fazer nada daquilo. Não se jogou no rio, não causou um acidente, simplesmente foi para casa. Ele entrou em sua residência, colocou sua carteira e documentos em cima da mesa, observou os corpos ainda no chão sem vida. Ficou ali um pouquinho, encarando a cena do crime que ele próprio criou e decidiu se enforcar em uma árvore perto de casa. Mas, em entrevista, Gilmar contou que o galho não suportou o peso de seu corpo e a tentativa falhou, terminando com Gilmar no chão, ainda bem-vivinho, só com um galho quebrado por cima da cabeça. Sem conseguir morrer, restava enfrentar a realidade. Pra cadeia, ele não queria ir, morria de medo de ser corturado. Então voltou para casa, foi até o porão, onde pegou gasolina de uma motocerra, espalhou pelo porão Todinho e incendou a casa com os corpos da esposa, dos filhos e da sogra dentro. Entrando eliminar qualquer evidência da brutalidade cometida ali. Vendo o fogo consumir sua residência de madeira e tudo que havia dentro, Gilmar se endem a una mata, não antes de passar pela casa do cunhado, que era seu vizinho, né, o Neltum, e roubou ali um facão. Ele ainda escutou a distância, a seréne dos bombeiros se aproximando. Agora, na mata, ele seria guiado apenas pelo badalar dos sinos da igreja do rituna, todos os domingos, quando sabia que era domingo, que a missa estava rolando e que as casas estavam vazias e cheias de mantimentos que ele precisaria para sobreviver. No começo, sua sobrevivência foi bem sofrida. Gilmar vagava pela mata procurando frutas aqui, outra ali, quando não tinha fruta, invadia a terra dos vizinhos, suas plantações, e colinha milho, mandioca, batata, e comia assim, cru mesmo. Quando não encontrava nada, passava dois a três dias sem comer. Depois decidiu que precisava facilitar sua sobrevivência e resolveu invadir casas vazias para buscar mantimentos. Isso ele fazia aos domingos quando todos saiam para ir às missas. Ele esperava o badalar dos sinos da igreja e, então, atacava. Foi assim que roubou fósforos, esqueiros, um facão, panelas velhas e tens essenciais que compunham o seu acampamento improvisado na mata. Algo que nunca roubou, foi roupa. Durante três anos, viveu com as roupas que utilizou no dia que assassinou toda a família. Sem roupas apropriadas, o Inverno do Sul foi bastante intenso para ele. Apesar de afirmar que nunca pegou nem gripe, ele chegou a ficar com as pernas totalmente congeladas no Inverno de 2011, por não ter cubertas durante a noite. Ele ficou dois dias e meio sem conseguir caminhar por conta do frio nas pernas. Tentava pegar sol para esquentar as canelas, mas não conseguia se mexer. Dalin diante, Gilmar improvisou e mendou uns fiapos de penel e fez assim uma cuberta para sobreviver ao Inverno. Depois de um ano e meio, vivendo a base de vegetais, Gilmar decidiu que precisava de carne. Certa noite entrou numa fazenda e encontrou um boi comendo. Ele pulou na cabeça do boi, agarrou seu pescoço e passou o facão. Gilmar então cortou pedaços da carne do boi e levou com o sigo. A carne dos bovinos, que ele abatia, uma parte arassada e o restante ele salgava e amarzenava no reacho. Como ele tinha fósforos roubados, ele usou uma lata para fazer fogo e uma panela velha de ferro para assar a carne. Com um ralador, ele produziu também farinha de milho que ele também tinha roubado para poder fazer então uma polenta. Essa era sua dieta, carne e polenta. Na maior parte das vezes, vagava pela mata sozinho. Gilmar afirmo o que frio, fome e chuva, ele aguentava bem, fazia parte da rotina, mas o pior era a solidão. Quando não aguentava mais o isolamento, ele às vezes ia até as terras no campo do saracura onde jogava futebol quando era pequeno e onde também levava o filho de anlucas para jogar e assistiu o pessoal jogando bola. Em pequenos momentos assim, ele tentava entender o que havia feito. Pensava que talvez pudesse estar ali de verdade vendo o seu piar jogar bola com toda a família. Então ele se levantava e voltava para o mato para se esconder. Foi assim que Gilmar reolou um sobreviveu na mata durante três anos. Apesar do chocante relato, a confissão de Gilmar sobre o assassinato do pai e da sua própria família não surpreendeu os presentes, era o que todo mundo já esperava. O que surpreendeu a todos foi a confissão de um outro assassinato. Dessa vez, sua vítima foi uma adolescente e sua morte teve apenas uma motivação a cobertar a sua fuga. Em fevereiro de 2010, a adolescente indiamar a Pereira dos Santos de 13 anos foi enviada pela mãe Rosa Pereira dos Santos para a casa da irmã, Elisânjela. As férias forçadas tinham um motivo triste. No dia primeiro de janeiro daquele ano, o irmão Eduardo havia falecido vítima de um acidente de motocicleta. A sua mãe precisava ir até a cidade de Ramilândia, a 196 km de eneias marques, para resolver questões burocráticas na empresa onde o filho trabalhava. Ela acreditava que indiamar a estaria mais segura sobre os cuidados da irmã. Indiamar a cursava o Itavo Ano do Ensino Fundamental e era uma garota, cheia de sonhos. Era ela quem, apesar da pouquidade, confortava a mãe de antes da tragédia que abalou a sua família. No dia 27 de fevereiro de 2010, a irmã e o marido Luis Carlos Mendes, o carlinhos, deixaram indiamar a cuidando da casa para ajudar na mudança de um parente com o trator da família. Enquanto isso, de uma área estava a um mês vivendo na mata, fugindo da polícia. Ele estava se adaptando a nova vida, tentando descobrir o melhor jeito de se manter alimentado. Naquele dia, 27 de fevereiro, o homem monitorava a casa de Elisânge da Carlinhos com a intenção de invadir a residência e furtar comida. De um mar já estava a três dias sem comer. Quando viu que Elisânge da Carlinhos deixaram o local, de um mar resolveu entrar na residência. Ele geralmente não entrava com tudo nas casas, né, em que ele roubava mantimentos e tal. Mas ele usava um palito, tipo um galho, para pela janela aberta, curto caros e tens da cozinha, pegar algumas coisas. Enfim, ele pegava dessa forma só utilizando a janela. Ela ia, né, gente, cuidando com as janelas abertas. Mas, por algum motivo nesse dia, a casa não estava só com as janelas abertas como também com a porta. E então, de uma invadir uma residência prontinho para assaltar a geladeira. Só que ele não? tinha cidado conta que eles angela e carlinhos estavam com visita, assim que ele entrou todo sujo, famento, com a barba um mês sem fazer. Bem, foi uma asumração para India Mara. A menina nem pensou duas vezes e saiu correndo da casa. Assustada, ela foi em direção a estrada. Ela não quis enfrentar o homem ou nada, não quis reagir, ela só queria sair da liga um vida. Mas de uma área, não poderia deixar aquilo acontecer. Ele ficou apavorado de ser descoberto, não só de ir pra cadeia, mas de ter sua vergonha revelada aos seus irmãos. Da reação de seus irmãos a descobrir, queria ver assassinado o pai, mais pôs aos filhos e a sogra. De uma ar pensava que India Mara poderia o denunciar para a polícia, por isso correu como nunca na vida atrás da adolescente, e conseguiu alcançá-la a 300 metros da casa. Os dois caíram no chão, India Mara tentava escapar, mas foi dominada pelo assassino. A menina implorou por sua vida, mas não como o veu de um mar. Ele pegou uma pedra e agou o pior na cabeça duas ou três vezes. Antes de ir embora, percebeu que carregava consigo um facão. Aquele facão que roubou na casa do Nelton, que ele usava para cortar a mata. No meio da adrenalina e da emoção, ela até esqueceu que estava ali com aquela arma branca. Então ele pegou o facão, que estava na cintura, e agou o pior a adolescente na cabeça mais uma vez, pra garantir que ali estava morta. Depois de matar India Mara, Gilmar ainda voltou na casa de Elisânge Leicarlinhos, abriu a geladeira, e roubou um queijo. Ele também pegou um esquerdo da casa e levou consigo. Imagina gente, matou uma garota de 13 anos, por um queijo e um esquerdo. Logo em seguida, ele sumiu novamente na mata, deixando a culpa daquele crime, recair sobre Jesus Pereira dos Santos, o tio da vítima. Era um homem de 38 anos. O Jesus também estava ajudando na mudança do trator ali da sua família, mas ele teve a infelicidade de precisar se separar do grupo para buscar um cachorro que havia ficado para trás. E foi nesse espaço de tempo que suspeitavam que ele teria matado a subrinha, um momento que ele ficou sozinho e sem álibi. O homem, que tinha sangue em baixo das unhas, porque havia matado um animal no dia anterior, foi acusado de homicídio, preso pela polícia, e encaminhado para o centro de detenção e resocialização. Hoje é penitenciário estadual de Francisco Beltrão. "A gente imagina, o cara basicamente foi preso porque foi buscar o cachorro que tinha perdido e porque não gavou as mãos. Porque se ele tivesse lavado as mãos, não ia ter o sangue animal ali do dia anterior, a gente ficar com o sangue na mão por um dia, credo, né? Mas enfim, tá dindo do Jesus porque ele era inocente." E mesmo o sangue inocente, ele passou 57 dias atrás das grades. E só foi solto porque, por mais que tentasse, a investigação não conseguiu provar que era ele o responsável pela morte de India Amara. Mesmo assim, ele foi condenado pelo opinião pública, inclusive pela família dele que não conseguia acreditar em sua inocência. Ele passou a viver recluso em sua casa, sem poder ir para a cidade, com medo dos olhados acusadores da população. Quando ele saia de casa, logo surgiam comentários como "Olha aí o assassino." Foi uma coisa muito triste, né? Ele disse que ele só teve o apoio de um patrão, um patrão que acabou virando quase que pai para ele porque era a única pessoa basicamente que acreditava na sua inocência. Os olhários de reprovação só acessaram quase três anos após o crime contra India Amara quando Gilmar finalmente confessou o assassinato da garota. Jesus afirmou. "Se o reolão não aparecer esse vivo e confessar se o crime, eu ia carregar para o resto da vida uma coisa que eu não devia." Gilmar Reolão foi transferido para penitenciar estadual de Francisco Beltrão para aguardar o julgamento. E vocês lembram que o Gilmar tinha um pavor de sofrer tortura na cadeia? Por isso, antes de pensar em fugir, ele pensou em suicídio várias vezes para não terminar preso. Mas agora que estava preso, confidenciou ao jornalistas que se soubesse que seria tão bem tratado na cadeia, teria se entregado antes e evitado três anos de solidão, fome e frio no mato. "Enfim, a hipoclesia." Em março de 2013, Gilmar foi entrevistado pelo domingo espetacular, onde Gilmar refletiu. "Penjente que diz que eu sou um monstro, né?" O reporter provoca e pergunta o que ele acha. E Gilmar responde. "Eu sou." Se a ter mês exaposa sua prisão, a defesa de Gilmar solicitou um atestado de sanidade mental e teve seu pedido acatado pela justiça. O exame foi realizado em agosto de 2013 por uma equipe técnica do complexo médico penal em Curitima. O lado concluiu que o acusado possuía plena consciência de seus atos. O resultado tornou Gilmar apto a enfrentar o Júri popular. A sessão aconteceu no dia 4 de abril de 2014, em um julgamento exaustivo que durou 12 horas. Durante o Júri, o reo permaneceu de cabeça baixa e, mais uma vez, descreveu todos os crimes que cometeu com riqueza de detalhes. O seu irmão, Idemar, compareceu ao julgamento e se emocionou ao relembrar o assassinato do pai. Sobre a prisão do irmão, Idemar viria a afirmar. "Eu acho que as autoridades têm que trancar ele a 7 chaves para ele nunca mais escapar, porque ele é o calculo assim, pelo que a gente conhece da vida é bem um psicopata, sabe? Mata tinha olha na cara ainda, eu acho, eu para mim, não considero mais irmão." No plenário, a Dônia Revolta tomaram conta dos familiares das vítimas. Rosa, a mãe da jovem Indiamara, Inelton, o irmão de Gema e a esconhado de Gilmar expressaram a angústia de Reviveru Trauma e desmentiram justificativas do Hell, que alegava ter matado a família por dificuldades financeiras. Apesar das tentativas da defesa de derrubar qualificadoras como uso de meio cruel, a leitura da sentença pela juíza Juliane Veloso, Stankevich, encerrou o ciclo de favor que Gilmar trouxe a cidade. No final das 12 horas do julgamento, Gilmar Jesus Réolon foi condenado a uma pena de 150 anos de prisão pelos assassinatos de Otávio, Gema, Giscelli, Jean-Lucas, Petronilha e Indiamara. Sua defesa não recorreu da sentença. Gilmar permanece preso desde então, mas apesar da peninputada, ele deve cumprir somente 30 anos em regime fechado, de acordo com a Lei brasileira. De qualquer maneira, quando ganhar a liberdade, já estará idoso, né? Ele foi julgado aos 51 anos, e se tudo correr como esperado, deve cumprir pena até os 80. Nós conversamos com um parente distante de Gilmar, e ele garantiu que Gilmar é um detento calmo, que tem bom comportamento e que trabalha na prisão. Vamos agora de algumas atualizações após tudo que ocorreu no caso Réolon, começando pela família Casa Nova, família de Gema. Após a tragédia, Nelton, o irmão de Gema, é quem passou a cuidar das terras onde o crime ocorreu, mesmo que nenhuma atividade econômica estivesse sendo desenvolvida por ali e da morte da família. No fim, a família de Gema se sentia proprietária legítima daquela propriedade, apesar dela ter sido vendida por Gilmar. A família Casa Nova, moveu uma ação anulatória na justiça, alegando o fraude, vício de consentimento, e o seu ex-gilmar enganou a sogra, e também que o valor da venda registrada em 40 mil era muito inferior ao valor de mercado da propriedade, estimado em 200 mil na época. Em uma notícia veculada em 2023 pelo Jornal Beltrão, a última atualização que encontramos sobre esse assunto, há a informação que a família Casa Nova obteve o direito de voltar a cultivar a terra após uma decisão favorável da justiça, em primeira e segunda instância. Agora passar para uma atualização da família Réolon, em junho de 2021, 12 anos depois de encontrar o corpo do pai no pai óbvio de seu sítio, e demar Réolon faleceu em Francisco Beltrão. O homem responsável pela prisão do próprio irmão sofria de problemas cardíacos que foram gravemente agravados pela infecção da Covid-19. Ele superou o vírus, é verdade, mas não resistiu as complicações decorrentes da doença. O seu corpo foi velado na capela mortoária da comunidade de Rituna, a mesma igreja que situou o Jornal pelo Bada Lár dos Sinos durante os anos em que viveu escondido na mata. E esse foi o caso Réolon, uma história inacreditável que no fim das contas acabou com três famílias, a família Casa Nova, a família Réolon e a família da jovem em Diamara, além ainda de colocar um inocente, o Jesus Pereira atrás das gradas. De uma era assim, em tudo que tocava, leva para o ISO, não só monetário, mas tirando das pessoas o que elas têm de mais precioso também, tempo nessa terra. E agora, logo depois de ver tanta propaganda de bets, as apostas durante a Copa, eu não pude deixar de pensar em como um mal negócio, uma posta errada, de vírgias financeiras, podem levar o ser humano a destruir, literalmente dura a sua volta. Muito que dá com isso, gente, eu sei que esse caso não teve nada a ver com bets, mas eu fiquei pensando muito na história, que a gente escuta de pessoas individadas, seja lá por apostas que cheiro uma pessoa. própria vida, ou que cometem atos tão desesperados, quantos cometidos por Gilmar. É triste demais, e eu acho que é o que merece bastante atenção. Enfim, amanhã, quem tá feira, eu vou postar fotos relacionadas ao caso nas nossas redes sociais, então não deixe de seguir a gente lá no nosso Instagram, o @cafeconcrime, e também lá no Twitter, o @cafecrimi. Lá você vai poder acompanhar as imagens e outros fatos relevantes sobre o caso na Rado aqui. Eu volto daqui a duas semanas, não na próxima quarta, mas na outra com um novo episódio. E até lá? Lá vem as mãos e trancem as janelas. Porque de desgraça, já basta esse podcast. Tchau, tchau. Esse episódio foi rocailizado, produzido e apresentado por mim, Stephanie Zorb, com pesquisa e roteiro de Ana Paula Aumeida, design de som de Luigi Calistrat. As fontes de pesquisa utilizadas neste episódio foram, Jornal Beltrão, O Globo, Portau Uau, Gazeta do Povo, Domingo Espetacular, Portau aventuras na história, e o documentário, os crimes de Gilmar Rolão, dirigido por Jonathan's Araújo, em parceria com o Jornal de Beltrão. [Música]

Podcast Summary

Key Points:

  1. Na madrugada de 7 de janeiro de 2010, um incêndio destruiu a casa da família Reolon em Enéias Marques, no Paraná, matando cinco pessoas.
  2. As vítimas foram Gilmar Reolon, sua esposa Gema, os filhos Giselli (14) e Gian Lucas (9), e a mãe de Gema, dona Petronilha (84).
  3. O incêndio foi considerado criminoso, pois não houve gritos ou pedidos de socorro, e o carro da família estava estacionado, indicando que todos estavam em casa.
  4. Antes disso, em junho de 2009, o pai de Gilmar e Idemar, Otávio Reolon, foi assassinado brutalmente em sua propriedade, com 23 perfurações, em um crime não esclarecido.
  5. Após a morte do pai, Gilmar ficou depressivo e se isolou da família, mas se reconciliou com o irmão Idemar em dezembro de 2009, pouco antes da tragédia.
  6. O episódio é o 200º do podcast "Café com Crime", que explora a trama do desaparecimento do criminoso, que viveu foragido na mata por três anos.

Summary:

O episódio 200 do podcast "Café com Crime" narra a tragédia da família Reolon, ocorrida em janeiro de 2010, na comunidade rural de Lageado Bonito, no Paraná. Na madrugada do dia 7, um incêndio consumiu a casa de madeira da família, matando Gilmar Reolon, sua esposa Gema, os filhos Giselli e Gian Lucas, e a mãe de Gema, dona Petronilha. Vizinhos, como Cremilda e Nelton, acordaram com o clarão e tentaram ajudar, mas as chamas já haviam destruído quase tudo.

Os bombeiros encontraram quatro corpos carbonizados nos quartos, mas a quinta vítima só foi localizada após horas de buscas. O incêndio foi declarado criminoso, e o principal suspeito, que vivia na casa, desapareceu, permanecendo foragido na mata por três anos. O episódio também relembra o assassinato de Otávio Reolon, pai de Gilmar e Idemar, morto em junho de 2009 com extrema violência, crime que nunca foi solucionado.

Após essa perda, Gilmar entrou em depressão, isolando-se da família, mas se reconciliou com o irmão Idemar em dezembro de 2009. A história, sugerida por um ouvinte, mistura luto, violência e uma caçada por justiça, revelando uma trama digna de cinema, com reviravoltas e um criminoso que desafiou as autoridades por anos.

FAQs

A casa de madeira da família Reolon, em Inéias Marques, no Paraná, foi incendiada durante a madrugada. Cinco pessoas que moravam na residência morreram no incêndio, que foi considerado criminoso.

Moravam na casa Gilmar Reolon, sua esposa Gema Casa Nova Reolon, os filhos Giselli (14 anos) e Gian Lucas (9 anos), e a mãe de Gema, dona Petronilha, de 84 anos.

Foram encontrados quatro corpos carbonizados nos destroços da casa. A quinta vítima não foi localizada inicialmente, pois o criminoso, que vivia na casa, desapareceu.

Otávio Reolon foi assassinado em junho de 2009, encontrado pelo filho Idemar com múltiplas perfurações na cabeça e no pescoço. O crime nunca foi esclarecido e ninguém foi preso.

O criminoso que vivia na casa era Gilmar Reolon, que desapareceu após o incêndio. Ele ficou foragido na mata local por três anos antes de ser capturado.

Idemar ficou preocupado com a depressão de Gilmar após a morte do pai e tentou manter contato, mas Gilmar evitava conversas. A última visita entre eles foi em dezembro de 2009, antes do incêndio.

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