A transcrição discute a complexidade dos relacionamentos entre mulheres cis e mulheres trans lésbicas, com foco na atração sexual, genitália e transfobia. As convidadas, Natalha (mulher trans) e Mariana (mulher cis), contam sua história pessoal: Mariana nunca viu a genitália de Natalha como obstáculo, enquanto Natalha temia ser rejeitada por isso. Ambas relatam experiências de violência social, como Mariana ser confundida com homem em banheiros femininos e Natalha evitá-los por medo de causar desconforto. Sobre a questão da atração exclusiva por genitália, Natalha argumenta que não é necessariamente transfóbica, desde que não se deslegitime o gênero da pessoa trans; Mariana ressalta que a forma como a preferência é expressa é crucial. As convidadas enfatizam que, na prática, essas questões raramente surgem, e o foco está na adaptação mútua. A conversa também aborda como o machismo e traumas associados ao pênis podem influenciar a rejeição de algumas mulheres cis, mas destacam que a comunicação respeitosa é fundamental. No geral, o debate busca desconstruir preconceitos e promover entendimento, sem impor que todas as mulheres lésbicas devam se relacionar com mulheres trans.
[Música] Sejam muito bem-vindos ao de generados. Vamos ao Audi de hoje. Em pessoal, meu nome é Clara. Eu sou uma mulher cis, bissexual, de Belo Horizonte. E eu queria que acham um pouco com vocês a questão da situação, do relacionamento entre uma mulher cis e uma mulher trans. Então relacionamento lesbian, entre uma mulher cis e uma mulher trans. Porque da minha pergunta, no meu ciclo de anisários, tem muitas mulheres lesbicas. E a gente certa vez a gente já ficou comentando sobre a questão da questão desse relacionamento, dessas mulheres lesbicas de antidimulheres lesbicas trans. No meu ciclo são mulheres cis. E uma delas comentou sobre a dificuldade de assimilar como seria essa aproximação, não no sentido da tração do momento, mas a questão mesmo sexual. Entendem em vista que as mulheres trans podem apresentar genitales vistas masculinas, que são genitales que não compõem a tração da mulher lesbica cis. Muitas amigas, inclusive, têm dificuldade de relacionamento com essa genitalia vista masculina. E como que fica até que ponto a mulher cis é lesbica? Ela consegue se privar de uma relação como mulher trans. Simplesmente por isso, até que ponto e supisam pouco na transfobia, entendendo que é claro que numa relação, a gente espera que só sejam feitas as coisas que sejam confortáveis para as pessoas, mas entendendo também esse receio, esse arresalvo que algumas mulheres lesbicas cis têm em relação a genitalia masculina apresentada para algumas mulheres trans. Bom pessoal, como vocês sabem, nem o Victor somos mulheres trans. Então não faríamos sentido a gente refletir sobre isso. Sem trazer alguém que nos ajuda a se afensar a partir dessa perspectiva. Então hoje a gente vai ter dos convidadas a primeira é a Natalha. E a segunda é a Mariana, que é namorada dela. Vocês podem se apresentar pessoal. Oi, meu nome é Natalha Rosa. Eu sou o YouTuber, tenho um canal chamado praticamente novenciva, no qual eu falo sobre a minha vivência como uma mulher trans e lésbica. Meu nome é Mariana Rinalde, que sou a mulher da Natalha Rosa, do praticamente novenciva. Gente, muito obrigado por ter aceitado o convite de ver que fala com a gente. O canal da Natalha é assim sensacional. Eu tinha acompanhado desde que ela apareceu lá no meu YouTube e estou gostando muito. Então já fica como recomendação para vocês que queram acompanhar. E bom. Eu acho que a gente. Essa questão imagino que esse ponto, né, dessa relação entre mulheres cis e mulher trans, seja muito recorrente, né, na experiência de vocês. É uma pergunta assim que não nos fazem pessoalmente muito, mas que a gente ouve na internet assim, né? Porque na nossa vida pessoal, a galera só nos vê como duas mulheres que estão juntas e fecham toda, sabe? Mas. Quando se leva isso pro campo, assim, subjetivo, alma trans, com macias as pessoas, né, trazem essas questões assim que. Não sei, elas não são tão relevantes na prática, na vivência prática, mas que está muito no campo da curiosidade, eu acho. Ah, porque. Eu acho que parte também de uma noção de que não faz sentido entre aspas para as pessoas, né, já que a gente está tão. Sociedades tem uma visão muito da sexualidade, ela é muito atrelada ao genital, né? Eu acho que esse é um ponto muito recorrente quando a gente está discutindo tudo isso, né? Então, tu é que hoje em dia isso é uma questão, né? Se a sexualidade ela se dá a partir de uma atração pelo mesmo gênero ou se pela. genital, né? Para vocês, como que se dá isso? Parece óbvio, no caso, né? Mas é como é que vocês interagem a partir disso? Bom, Jonas, para mim. foi. eu só me relacionava com mulher exís. A Natalha foi minha primeira mulher trans. E ela estava muito insegura na época. E só que para mim foi uma coisa assim tão normal quando a gente ficou a primeira vez. E eu nem pesei esse lado trans, sabe? Eu nem pesei a questão da genitalha, não pesei nada. Eu só fui. Não era um ponto para você, né? Não era um ponto para mim. Era um ponto muito mais para mim, no sentido de achar que ela me julgaria no sentido de que assim. Eu sabia que ela só havia se relacionado com mulher exís. Então eu pensava exatamente na questão da genital que ela possivelmente não iria curtir, que não iria satisfazer ela. Então, é uma questão que me afetava bastante, mas que não afetava muito ela como uma lesbica cis, que só havia se relacionado com um lesbica cis. Ah, é uma curiosidade, Natalha. Que eu acho que casa mais com o seu individual, mas eu já quero perguntar agora. Você sempre sentiu a tração apenas para mulheres, mesmo antes da transição. Sempre me atraí só para mulheres. E eu tive uma fase de experimentação só para matar dúvida. Se realmente não existiam ladinho oubina a minha personalidade, mas não existem. Não, são mulheres mesmo. Eu acho que vocês têm um vídeo juntas lá no YouTube, que é muito interessante. A gente vai deixar o link para vocês depois, lá no Instagram. Eu acho que é muito interessante uma parte camariana fala, que você acabou de pontuar também, é que você sempre se relacionou com mulheres, e sempre, ao que eu entendi, me corriga, causa qualquer coisa. E sempre se entendeu como lesbica, e sempre foi percebida enquanto tal. Eu acho que eu achei esse um ponto pertinente de se comentar, porque não é só a sua aparência em si, Mariano. Porque a gente sabe que a vivência da sapatão passa por uma questão estética também. E eu digo porque eu também fui sapatão tempo. E. -Satame. -É todo mundo aqui. -Dois em sapatão. E a gente é identificado enquanto tal, mesmo que não seja. E como foi essa questão para você? Da sua vivência mesmo? Olha, para você ter uma ideia, até hoje aconteceu nós vamos no shopping. E nós entramos no banheiro feminino. E eu fiz o que eu tinha que fazer, saí, fiquei numa porra, na que tem logo na saída do banheiro, sentada ali mais dentro do banheiro feminino. E uma senhora foi entrar no banheiro parou, me olhou, olhou, você estava escrito, feminino, olhou de novo para mim, aí ela viu uma mulher saindo, e ela falou assim, "Ah, aqui é o feminino." E acontece direto com eu, porque, caso eu cabelo curto, por causa das roupas que eu uso, sabe, igual falei para a Natalha, eu quero desconstruir a cabeça das pessoas, pela aparência, sabe. Eu até brinco, né, mas é complicado, sabe? Tu tem que provar uma pessoa que tu é. É, é, eu que vivo com a Mariana. Eu acho que se ela fosse um homem trans, ela estaria bem eufórica em termos, assim, de percepção social, porque, né, meu Deus, ela tem uma passabilidade até que bem, assim, mesmo que ela não queira, na verdade, né? E você, Natalha, em algum momento, seja, foi expulsa do banheiro pelas pessoas não tileerem enquanto mulher? Eu, eu, felizmente, nunca passei por isso, na verdade. Mas eu soube me, eu soube esperar a hora certa para ir um banheiro público, assim, eu esperei mais de um ano e um ano e meio de transição para começar aí no banheiro, porque eu sabia que a minha aparência não estava de acordo com a percepção das pessoas, assim como, né, como alguém do gênero feminino. E da minha parte, eu não queria causar desconforto para a mina no banheiro, assim, para falar bem a real, sabe? Porque eu sou assim, eu sou meio tímida, num corte a matemção, sabe? Sim, e aí acaba sendo muito, não sei se interessante a palavra, né, mas como que?
e a gente está falando de duas mulheres, e nesse caso, a mulher cis que está passando por essa violência que se dá no banheiro. Então, é. E a interessa. Vizou nós não foi a primeira vez, não é a primeira vez. Já aconteceu isso na. na estrada que a gente estava vindo em poça de estrada, até foi antes de ontem que aconteceu, e hoje de novo. Então, eu estou aí, vamos tentar desconstruir a cabeça desse pessoal aí. Eu comecei a parar de usar. Eu comecei a parar de usar banheiro público por conta disso, porque eu passava por essas situações similares que a Mariana relatou. E eu estava começando a questionar a gênero e me identificando socialmente como homem. Então, eu comecei a me sentir tipo. "Pota que parei, eu estou invadindo espaço, sabe?" As militares ficando sustada. Aí, eu parei de usar, eu não podia usar umas colinas também. Eu só fui usar umas colinas depois da minha mastectomia. Não conseguiu usar antes, eu não usava o banheiro. Eu basicamente. Eu também tive uma. Eu parei de usar o feminino porque um dia eu entrei, uma menina se assustou porque eu estava entrando. Mas assim, eu nem tomava até social na época ainda. Acho que só tinha feito a cirurgia, e o que já foi suficiente para a pessoa me lhe dar o forma. E aí, acho que por conta dessa estética que a Mariana tem, eu imagino que vocês são frequentemente lidas enquanto um casal de fato. Vocês têm uma vivência lésbica social também. Eu, por exemplo, da minha parte das mãos, às vezes. Eu tenho medo, beijo em público, então. Nunca, tipo assim, beijo na boca. Sabentão, realmente, a gente tem que. A gente tem que se tocar que a sociedade não aceita, assim, com tanta naturalidade, a nossa relação. A gente tanto vive isso que realmente eu não me sinto confortável para das mãos em todos os lugares, para demonstrar feto e selinho, assim, beijo na boca, então. Pouquíssimos lugares que eu me sinto à vontade. Exatamente, porque eu sei que as pessoas não vão ler isso com naturalidade, pode gerar uma agressão verbal física, que nem sempre a gente está disposta a enfrentar. É realmente uma vivência bem típica, de casal. de casais lésbicos, em que uma. É complicado falar, assim, porque parece que. Como é que eu posso falar? A gente sabe, porque na minha época, isso era muito pertinente. Eu não sei se hoje em dia isso está sendo repensado, mas eu estou falando em termos de estética mesmo. A gente sabe que quando a gente tem dos mulheres lésbicas, em que uma delas não performance a feminilidade, é muito fácil de as pessoas apontarem. Eu imagino, suponho, que quando a gente está falando de dos mulheres lésbicas, ambas performance a feminilidade, é possível passar despercebido. Mas vocês sabem que tipo. eu fiz a minha cirurgia, eu reduzi muito os meus seios, que era muito volumoso, e até antes eu reduzi uma mulher oposto de gasolina me chamou de menino. Antes eu reduzi os seios, só pelo meu cabelo cortado, estava de bonel, acho que na época. Agora, as teazinhas estão tudo assustadas, entrar no banheiro feminino. De onde vocês são mesmo? Eu sou de Porto Alegre, grande do Sul, e eu sou de São Paulo. Mas a gente se conheceu aqui mesmo em Porto Alegre. E agora a gente mora em Santa Catarina, nada. Aliás, vocês estão convidados para ir a Santa Catarina. -Aga, nada. -Aga, nada. -A douraria. -É uma praia, já pode lá para casa. -Aonde quer de Santa Catarina? -Já curioso, não? Nós moramos em Vittuba ali na praia do Rosa. Ah, eu sou louco para conhecer a praia do Rosa. -Mai meu Deus. -A oportunidade é de sair. -E tu sabe que lá em casa a gente recebe bastante gente LGBT, homem trans, mulher trans, casais, gays, enfim. -Que benço. -Então, nossa casa é bem colorida. Muito boa. Eu queria fazer uma pergunta para a Natalha, voltando um pouco para o áudio, porque a gente começou a falar, falar, falar e até a gente nem chegou nessa parte. Porque assim, eu encontro homem trans, falando na minha individualidade, eu tenho minhas opiniões aí a ser cada questão de que tem a ser roleia de tipo, "Ah, de ser genitalista, de ser não ser, de. Ah, é ser roleia, sabe?" Que é basicamente aquela borda, né? Eu tenho a minha percepção comigo mesmo, pelo menos, mas como no áudio a gente está falando dessa questão de mulheres trans, eu queria saber, tipo, a opinião pessoal da Natalha, se pra você. É a essa leitura de transphobia, ou até onde você enxergaria como transphobia ou não, como é que é ser roleia pra você? -A questão do. -Pois então, eu já gravei. -Desculpa, pode falar. -Não, só e avalar essa questão da preferência do genital, né, que se diz. -Que o Victor está falando. -É. não preferência, né, mas tipo assim. Não sei, essa questão que ela falou, tipo, a pessoa não tem afinidade, né? Às vezes não tem questão de preferência, porque quando a gente fala, tipo, de pessoas com vaginas, não necessariamente ia gostar ou não, né? Tem muita questão envolvida que pode estar atrelada. -Ah, sim. -São muitos recortes, pelo menos, a minha percepção. Pois é, assim, essa é uma pergunta aqui dá pra falar por muitas horas, porque realmente ela tem várias questões envolvidas. Eu já gravei um vídeo no meu canal, que se chama "Era transphobia" não querer ficar com pessoas trans, então, assim, é um vídeo que eu falo bem assim, a minha opinião sobre todos esses pontos, mas resumidamente, eu acho que nem sempre é transphobia, tá? A pessoa não querer ficar com uma pessoa trans, mesmo que seja pelo motivo da genital. Eu acho que transphobia ocorre quando tu deslegitimiza o gênero da pessoa com base no genital, querendo dizer assim, não existe mulher com pênis, não existe lésbica com pênis, porque quando tu fala no isso, tu tá basicamente dizendo que pessoas trans são uma farça que não existe mulher trans, homem vestido de mulher, sabe? Então nesse ponto, se você está deslegitimizando o gênero da pessoa trans, ou no caso, no caso do homem trans, dizer que não existe homem de vagina, sabe? Então, esse tipo de comentário é altamente transphóbico na minha opinião. Agora, se aparece uma menina cis, lésbica, e falar assim, "Bá, não me relacionaria com uma mina trans com pênis, porque a minha relacionaria é vida inteira com esse órgão genital, com a vagina, e não me sinto pronto, não me sinto desconstruído, não me sinto. Sei lá, apta, para isso nesse momento, não tem vontade, mas eu sei que é uma mulher, só que eu, fisicamente, não tenho interesse nisso agora. Olha, vem a questão da minha parte. Eu nunca ficaria com essa pessoa, porque. Porque eu não. Eu acho que se uma pessoa me reduz pelo meu órgão genital, ela já não. A gente não vai estar na mesma linha de nenhum jeito, sabe? Porque se ela. Porque, tipo, eu sei que eu sou muito maior do que esse órgão genital, tipo, se eu rolassem aqui, me calma coisa, a gente daria um jeito de fazer acontecer, que, pela minha experiência, dá certo, assim, que eu e a Mariana, a gente sabe pelo coração, assim, a gente foi fazendo acontecer nossos corpos, foram se encontrados, a gente achou nossos neios, independente do fato de eu não ter nascido como a vagina. Então, eu, automaticamente, não tenho vontade de ficar com uma menina que me reduzam meu órgão genital, mas, também, não vou dizer que ela transfóbica só para casa disso, acho que depende das outras posições que ela tem em relação a esse assunto. Sim, é mais ou menos a minha percepção, também, só que na minha questão, assim, tipo, do rolê da pessoa, por exemplo, não ter a tração pela minha genital, eu não sei nem muito como eu vejo num campo pessoal, eu já vou para a parte sexual mesmo, assim, porque, tipo, eu gosto de minha genital, eu quero usar, então, eu vou ficar com alguém que não gosta, sabe? Então, eu já não dá. Aí, já não rola para mim, pessoalmente, falando. É, vai muito também de contra com o que eu acredito, né? Mas assim, é. Uma coisa que eu acho que é legal de falar assim, é que, por exemplo, no meu caso, tá, eu sou a Lesbica. Então, a minha vida inteira, eu me relacionei com meninas, os cis, né, que tinham vagina. E até para mim, mesmo, não é assim, desde a minha adolescência, desde criança que eu achava possível, eu com outra trans, por exemplo, sabe? Até eu, eu, como Lesbica trans, também tive que passar por uma reflexão, para me entender como uma possibilidade,
e a responsabilidade me relacionando com outra trans. Então, eu acho que é uma descons伎ção supervalida e é um processo de descons伎ção realmente. Hoje eu não vejo diferença entre uma minacismo, uma minatransit, tipo, "Seu e a Mariana não continuásemos", para mim eu consideraria todas as minas, trans ou cis, sem nenhuma distinção. - Hum, certo. E aí é aquela coisa, né? Eu tomo o que a gente estava comentando. Também vai mudar de encontro com o que eu acredito, né? Eu acho que assim, é inegável que. O genital ele faz partes, ele faz parte, né? Eu acho que para muitos pessoas isso acaba sendo um ponto importante na relação sexual, não necessariamente na relação romântica, a comunidade sexual, ela fala muito sobre essa distinção, dessa tração sexual e da tração romântica, por uma pessoa, e eu não vejo como um excluiu outro. E aí, me é compreensível também, que algumas pessoas têm esses limites, e também não sintendo como transfóbicas. E por vezes não são o mesmo, né? Porque é que nem. você falou na tarde. A gente tem que ver o resto, né? Qual é o contexto do que está acontecendo? Qual são os outros posicionamentos que essa pessoa tem? Mas no geral, né, para quem está ouvindo, eu, pelo menos, né, na minha percepção, geralmente eu assumo que parte de uma certa transfobia, porque na maioria das vezes é. E aí. Até porque, né? Quando isso é dito, é transfobia. Porque quem não está sendo transfobia, não precisa ficar falando, ficar quieto na sua. Quando a gente vê esse tipo de discurso, a gente vem com transfobia, ele já está aqui nesse contexto. E é muito difícil identificar quando que é, e quando que não é, né? Você não tem como ver essa distinção tão claramente. Porque aí, esse fosse uma mulher transoperada, né? Se a aceitaria ficar com ela, então, já que a questão da gente tal, geralmente é o centro da questão ali, né? Então, eu, pelo menos, eu sempre assumo que parte de uma certa transfobia, porque geralmente é, e geralmente não há motivo para não ser, né? E aí, foi tão interessante que vocês falaram com isso, porque vocês disseram que fora da internet, isso nunca foi uma questão, né? Tanto na vida pessoal de vocês, quanto no social, isso parece ser uma questão muito forte na internet, né? E geralmente, na minha percepção, e parte daqueles grupos de mulheres lésbicas que geralmente estão aninhadas com um radifém, e que acabam com esse posicionamento. É muito concentrado, né? Enfim, essa é a visão que eu tenho mais ou menos, porque na prática, a gente não, geralmente, não vê esse ponto acontecendo. Pode fazer um adendo, certamente. Certo. Então, uma coisa que eu penso assim na minha opinião pessoal também, é que a nossa cultura é absolutamente machista, de forma geral, e eu acredito plenamente que existe uma cultura distupro, principalmente no Brasil, em outros países, com essa cultura machista. E eu acho que uma parte da transphobia voltada para mulheres trans, por parte de feministas radicais, tem um embasamento correto para falar a verdade, porque o PENIS, ele é um símbolo de agressividade, na vida de muitas mulheres, que inclusive tem traumas com isso, tem problemas psicológicos associados, abusos, feitos por homensis, e nesse ponto elas são um pouco vítimas. Sabe de. E elas não sabem diferenciar a pessoa trans do órgão, no qual ela tem um sentimento de dor associado. Então, eu também não julgo todas as feministas radicais, eu penso, "Bami, na pós de ter um trauma com PENIS, ela pode realmente ter sido estuprado, ter sido medo de ser estuprada, e ela simplesmente não consegue desassociar isso da mulher trans". Então, eu sei lá, da minha parte, acho legal relevar isso também. Sim, eu acho também que está muito relacionado a forma como é colocada, porque tem pessoas que colocam essa questão de forma violenta, e aí viram uma coisa absurda. Mas há de fato um de onde isso vem. Não mesmo, tipo, eu soube ir e mesmo depois a transição, é algo que eu venho trabalhando, porque eu tenho bloqueio, sim, por todo esse rolê, tipo de abuso e caralho quadro. É algo que fica, por mais que eu tenha vontade. Não, eu acho também que nem você falou, Vito. A forma como se é comunicado é que é geralmente muito problemático, porque as pessoas partem do princípio de que está sendo imposto que toda a mulher lésbica tem que ficar com uma mulher trans, sendo que a discussão não é sobre isso. Inclusive, aí entra até outra contrapartida, porque que acontece? "Ah, a gente não é se fosse um ser muito radical, e aí fala, "Não, mulher lésbica não tem que ficar com mulheres trans". E aí elas parece que estão deslegitimando as sexualidades daquelas mulheres lésbicas, que ficam como mulheres trans, e ainda se entendem como lésbicas. Em algum momento, Mariana, você parou pra pensar que talvez "Ah, não será que eu soube, então será que eu soupan?" Em algum momento, tem ficado com uma mulher trans, trouxe algum questionamento em relação à sua sexualidade? Não, pra mim não. Quando eu fiquei com a Natalha primeira vez, eu simplesmente estava ficando com uma mulher. Sabe? Estava ficando com uma mulher. Como se eu fosse uma mulher cisétaro e ficasse com uma mulher trans, eu estou ficando com o homem. Então, pra mim não tem diferença, sabe? Porque a Natalha é uma mulher maravilhosa. Sabe? Eu amo ela, por isso eu amo mulher, então eu estou com uma mulher. Por acaso você entende como uma forma de violência até quando as pessoas questionam sua sexualidade por ficar com uma mulher trans? Olha, na real, nunca aconteceu devido questionar, né? Eu vou falar que pra mim. É isso que você está olhando. É aquilo que a gente falou, a internet é uma coisa, a vida real é outra. Ninguém nunca veio falar nada pra mim. Nossa, é incrível isso, né? Porque a gente fica com uma percepção, absolutamente distorcida, né? Do que está acontecendo no mundo. Eu também. Ninguém nunca falou pra mim. Se vier falar, né? Eu vou responder o que eu estou respondendo agora, sabe? E aí eu me lembro que a um tempo atrás, eu estou respondendo uma live, que agora eu não sei quem é, porque faz muitos meses que eu assisti, e eu estou respondendo que a gente se gravava antes. Mas na live, eram duas mulheres trans lésbicas, e aí elas levam a um ponto, né? Que nem toda uma mulher trans usa o seu genital, né? E as pessoas assumem muito também isso, né? Que "Ah, então eu vou ter que me relacionar com pêndes, que nem sempre isso ou se quer uma questão do outro lado, né?" Pois acho que aí tem um ponto bem interessante, que no caso eu não uso meu órgão genital ativamente, sabe? No caso assim, a gente tem uma preferência mais clássica, assim, no caso de que eu sou passiva, mariana e ativa. E eu sou passiva e tenho pêndes. Então, isso às vezes realmente confunde as pessoas, né? E eu já percebo até nos comentários do praticamente no fenceiva que tem gente que acha que um pêneo só serve para penetrar coisas, e não como um órgão completo para sentir prazer, sabe? Ah, hum, hum, com certeza. Tipo assim, né, agora assim, o forma que eu percebo o meu órgão genital, é até meio estranho, tá? Mas eu percebo como uma vagina diferente, porque o meu cérebro percebe dessa forma. É muito estranho, mas né? Porque na realsito, foro vê biologicamente, o pêneo é a vagina parte, e no mesmo ponto de princípio, né? Que daí, no caso, o clitor e setor na cabeça do pêneo, enfim. É biologo, assim, e. Quando a gente faz harmonização com testosterona, cresce bastante, eu não consigo nem, sabe o que é que é minha genital? É exatamente isso, é o contexto de nada, realmente, na infância. E aí, é uma questão biológica também, né? A gente tá nem colocando uma ideologia em cima do. Porque parte endomês um princípio mesmo, né? E aí. E há algum momento, né, metálio, você. Faz você ser lesbica, te trouxe algum conflito quando você tava assim tendendo trance, ou isso não que entrou. Você sempre entendeu que gênero, ou ser que os solidades são coisas distintas? Não, não foi tão simples assim, né? É impossível ser simples dessa forma. O que a carreta na minha vivência é que, de surda.
de uma necessidade de experimentar com homens para ter certeza de que existia essa coisa de sertransilésbica, porque eu sabia que eu era uma mulher, só que eu estava num corpo e num papel social, no qual eu não encaixava. Só que eu pensava, mas isso não quer dizer que eu tenho que sentir a tração por homens. Será que no fim eu não vou acabar sentindo a tração por homens? Me surgiu essa dúvida no qual eu tive que ir lá na prática, tipo ter uma relação, estou completamente física, só para ver se eu realmente não sentir a tração por homens mesmo para poder encerrar essa questão de vez e bater o martelo de que sim, eu sou uma mulher lesbiania que é trans. E na percepção de vocês, e eu já nem sei se isso faz sentido, né, ter níveis essa questão do online e do social, a maioria das mulheres cis-lésbicas se recusam a se relacionar com uma mulher trans ou não, na tarde. Na percepção que você tem pelo menos. Eu não sei porque eu não passo muito tempo solteirana. Quanto é você estão juntas? Mas a gente está muito bem casada com vários bichinhos e coisas assim, mas assim de forma geral, quando eu estava solteira, eu ia para o Tinder e eu deixava bem claro que era trans e tal, porque eu não queria se a mina não curtir se trans ou tivesse um problema com essa questão, já já fastava na cara do perfil ali, sabe? Então talvez eu não pude presenciar exatamente as minas que não curtem as trans, porque quem dava médica, quem vinha falar comigo, era quem sabia que eu era trans e estava apetar isso. Então na minha vivência prática, para ser bem sincero, eu não tive problema com isso, sim. Mas você tipo tinha a facilidade para da médica, por exemplo? Porque eu encontro a mente trans e o Tinder e conversando já com outros homens trans eram causa, um causa. Só conseguia dar médica com homensis gay e com fetiche. Muito difícil conseguir da mente com mulher, muito difícil, muito difícil. Caí se não sabe nem onde se você coloca direito a negocia é um causa, era bem difícil. Já conversei com vários guris que relatam a experiência e até ainda conversando com, ainda com quem foi, sobre esse rouletamente uma, também há uma solidão do homem trans que não é transparecida socialmente pela invisibilidade, né? E eu percebi isso muito no Tinder, inclusive uma época que eu tirei que eu era trans para fazer um experimento social e mudou completamente a quantidade de mente. Completamente. A coisa subiu assim que foi que foi. Em relação a homens dando met ou mulher? Com mulheres sim. Com homem em Tinder cedar a mente assim a roda, né? Porque os caras no mínimo vai estar ali querendo por fetiche, então vai que vai. É tranquilo. Tem uma questão só assim que ponto ao que é interessante, que é o fato de que as minas quidam met com ego elas são lesbicas. Então elas já têm um pouco mais desconstruída do que a mina Êtero, pradamente com homem trans. Porque as pessoas Êtero em geral tem a mente mais fechadinha. Uma coisa que a maioria dos homens trans fazem e eu fazia também era me colocar como mulher no Tinder interessado em mulheres, porque eu sei que tem muita menabia que no Tinder não coloca pra homem porque tá sensaco. Com isso muitas que tipo não vão tentar com homem em Tinder. Então tipo dava uma gaminha um pouquinho mais assim sabe e deixava lá bem grandão que era homem trans, pra tipo, por lá menos não me denunciarem, né? E é isso. E a maioria dos homens trans fazem isso mesmo, porque se não fica inviável. Se você se coloca como homem bi, no meu caso, você só vai da mente com homensis que tá querendo realizar fetiche e não vai dar met com mulher étero porque falando de pessoas cis, né gente? Que enfim, são mais fechadas mesmo. A gente mais étero é complicado, né? Assim sempre conceitos, mas são poucas as pessoas. Étero. Olha, eu não entiro, acho que nem tem alguém que isso que só. E aí, eu vejo que a gente aqui assim éteros fora do LGBT, né? Claro que é a pessoa trans, éteras e tal. Isso isso. Mas eu vou deixar bem claro tá que eu tenho amigos éteros homens éteros maravilhosos Mega de escondruídos que eles existem. Oh, incrível. Então, margues, mas eles estão aí. Acho que a gente pode pro outro áudio, né? Que até começa então nessa coisa mais de jovem mesmo. Pode. Oi, pessoal, eu não de generados, tudo meio praem? Espero que sim. Eu sou o Opsbolo, um homem trans negro de São Paulo. Eu me assumi em setembro de 2019, mas eu já tava fazendo interapia aos dois anos antes disso justamente porque este é o nome da identidade de gênero. Então essa era uma questão presente na minha vida muito tempo e a minha pergunta em relação a sexualidade dos homens trans. Contestalizando, antes de eu me assumir trans, eu era sapatão e eu relutei muito pra me aceitar justamente pela ideia que eu tinha do que significava ser um homem étero, socialmente falando e toda a questão do papel de gênero e tal. E o só conseguiu me sentir realmente confortável pra dar esse passo quando eu entendi que eu não precisava e que o de fato não ia reforçar esse estereótipo pra validar a minha identidade de forma alguma. A partir disso quando eu comecei a minha socialização como homem eu não tinha mais medo ou a versão das coisas ditas femininas que antes me oprimiam e que antes eu tolegava totalmente. Por exemplo, uma criagem em Pinta Unha. Mas além disso, me veio uma coisa nova que foi a atração por homens. Durante minha vivência como mulher eu não cogitava me relacionar com homens, isso nunca aconteceu e por mais que eu tenha beijado alguns, mas a maioria amigos gays por brincadeira, eu nunca pensei que eu não sou necessário da possibilidade de estar com homem ou de ser bi até eu me assumi homem. Eu vejo que isso é comum entre homens trans e eu fico imaginando se isso acontece porque a gente eu dei homens éteros durante nossa vivência como mulher, então a gente não quer ocupar esse espaço. Se a gente reprime no possível interesse por homens por entender que isso é mais uma das feminidades impostas e depois que a gente consegue se assumir trans a gente aceita esse lado também ou uma terceira opção que seria que a gente começa a ser nós mesmos então a gente tem vontade de experimentar tudo que agora a gente estava vivendo uma noventidade as coisas são diferentes. Não sei se vocês têm uma quarta teoria, mas basicamente isso vale o pessoal. Essa questão que o Opsbolo traz é realmente muito comum porque a gente vê com certa frequência pessoas trans que depois da transição começaram a se abrir para outras experiências sexuais. E aí fiquei curiosa agora porque a realmente a gente vê isso com uma certa frequência acontecendo com homens trans. Na talha como mulher trans, há esse movimento também ou não na sua percepção que você tem? Eu acho que aí falando pelas outras eu acho que ocorre sim. No sentido de que a pessoa ela vai se despreendendo de crianças que ela tem na sobre a forma que ela deveria agir e no quanto mais ela vai se permitindo, ela vai vendo que não tem porque ela não agido, o jeito que ela realmente quer agir, experimentar o que ela realmente quer experimentar e da acaba florando esse tipo de descobertas interuso e sexualidade. Eu acho que acontece sim. Eu tenho visto isso também com algumas mulheres trans, inclusive uma amiga minha que tipo, eu não sei nem se é bioaipanto achando que está mais passar para cá mesmo. A gente tem conversado bastante sobre isso até, mas assim mudou completamente. E mudou num sentido de justamente ela começar a sentir mais confortável e começar a conseguir olhar com esses olhos, sabe, sem essa coisa normativa de tipo "ah, era tipo uma criança queia feminada e aí tipo então estava condicionada, assim rola com o homem, um exterior tipo até nesse sentido, dentro da sexualidade, né, dentro da sexualidade não da expressão de gênero. Eu particularmente não tive essa experiência de ter curiosidade ou. Eu sei lá, minha flora e semia não tive essa experiência, mas eu realmente observo você ter visto, Vito. Totalmente. Ah, fala aí. Com a verdade, assim, antes lá atrás, antes deu. Quando eu comecei a merrochanar com mulheres que eu ainda não enxava que era uma sapatão.
Eu. comecei achando que era bem. Só que aí depois começou a rolar um desconforto com homem, aí eu falei "não, eu sou sapotão". E eu só fui conseguir descobrir isso depois da transição. Ele dá três possíveis motivos, assim, no áudio dele. Eu acho três super cabíveis, e para cada pessoa deve ter a influência de alguns certos níveis, ou enfim. No meu caso, foi essa questão de começar a ser você mesmo, começar a me ver, como eu gostaria de me ver, começar a perceber as pessoas me vendo assim, e aí, sim, me sentia vontade para ter essas experiências e perceber o quanto, de fato, era agradável, eu gostava, ou, enfim, da boteção, e por aí vai. E isso mudou muito, me vivence em relação a diversas situações, não só sexuais. Tipo, eu tinha muitos problemas com eventos sociais, daí, tipo, nesse rolê, que, tipo, quando eu comecei a ficar confortável comigo mesmo, aí ia ter uma fromatura da graduação. Aí não, então, eu vou fazer para ver como é que é. Tipo, foi ok, percebi que não é algo que eu gosto muito, mas não me deu tipo fobia que nem me davantes. Então, acho que é meio que um pouco sobre isso em todos os campos, né, incluindo o sexual. E realmente, acho que é difícil pontuar, né, o que o porquê isso acontece, né, o piso bolo traz essas possibilidades. E eu não acho que a gente consegue facilmente identificar o que se trata. E essa discussão toda me lembra muito um ponto que as pessoas trazem para tentar deslegitimar a transsexualidade de fato, né, que essa ideia de que a transsexualidade seria uma forma de cura-guei. E esse argumento, eu tenho percebido, né, que ele é recente aqui no Brasil, no sentido mais, não é nem popular. Mas as pessoas recentemente estão descobrindo isso, sendo que já ele já, isso já ia discutir de um bom tempo, né, inclusive no passado, era muito forte isso, né, era essa ideia de que uma forma de curar as pessoas homossexuais, né, inventaram a transsexualidade porque seria socialmente uma forma de corrigir esse desvio, né, sexual que é uma carana. É, que essa questão homossexual, só que, por exemplo, não é que não faça sentido absolutamente, porque no passado, pra você se enquadrar enquanto trans, você precisava ser hétero, né, e a gente, isso fazia parte do protocolo, era impensável uma pessoa trans homossexual, né, até hoje a gente tem risco disso disso, né, de que, "Ah, mas como se isso é homossexual?" Então, você não deve ser trans, né, você tá confundindo e tal, e. E a gente sabe que isso não tem lógica, né, porque é despeito de como as pessoas entendem a atração sexual, se é através do genital, outra vez do gênero, né, e aí a gente tá em dois extremos, sendo que eu, a gente pode entender também com uma combinação de ambos, né, mas, em ambos os casos, a gente tem pessoas trans que são homossexuais, né, ainda que você usa o genital como referência, ou o gênero como referência, há pessoas trans homossexuais, então, não faz muito sentido, a gente pensa na transsexoidade com uma cura gay, sendo que até então a transsexoida é sequer aceita, né? - É, é. - Uma coisa que eu ouço, uma coisa que eu ouço no meu canal, assim, com uma certa frequência até, são pessoas chegando e comentando assim, "Ah, irmão, se for pra ficar com mulher, não era mais fácil ter continuado homem." - É clássico. - Essa é super clássica no meu canal, assim, direto. E ela é uma frase assim que revela muito sobre a forma como a sociedade percebe as pessoas trans, né, que é uma. é completamente atrelada do gênero, né, que na real, pra começar essas pessoas nem acham que é uma questão de gênero, elas acham que as mulheres trânsas é como se fossem homens gays que gostam de ser lá, se vestir de mulher, né, em. Portanto, que esse argumento ele integra completamente identidade gênero com sexualidade, assim, como se eles fossem absolutamente a mesma coisa e fosse homossexual, na verdade, assim, o homem homossexual. - É o homem homossexual. - Como é que é da novela, lá, é o Nanato? - O quê? - A Elis. É isso aí, né, foi. não é se rolê que tem lá, que é tipo que eles passaram como se fosse uma. é. é. é. é um homem gay que é transformista e simonta, isso é se travessino, não tem esse rolê. - Era novela na força do querer, né? - É bem mais. é complexo. Não. não coloca bem com qual é a sexualidade da Elis, mas é uma confusão que eles arrumaram lá. - Mas. - Acho que é o tipo de coisa que acaba reforçando, você pensa meio dessas pessoas que vão fazer esse tipo de comentário no canal. - É, foi o que eu respondo pra essa galera, é assim. eu não fiz a transição de gênero pra ficar com ninguém eu fiz, pra eu estar em conformidade com a forma como eu me percebo. Não tem nada a ver com os outros. Eu poderia ser a sexual, poderia ser qualquer coisa. Não tem. né, a transição de gênero não tem nada a ver com ninguém, a não ser a mim mesmo, né? - E o. é. uma discussão recent que aconteceu, e que até esse episódio saís já vai ter saído, é porque eu vou fazer um vídeo sobre isso, foi com o Eliot, né? Eu vi muitos pessoas falando sobre isso, de que a transsexualidade agora tá pagando identidades de mulheres lésbicas, né? E que agora não vai existir mais lésbica, e que agora todo mundo é trans, ou é homem trans, essa ideia mesmo da transsexualidade é como uma cura pra homossexualidade, né? - Uma coisa bem jk-rolling, né? - Ah, eu acho que só hindo, só hindo, de verdade, só hindo, mesmo de ser um. é a ditadura transa, tá a cada novamente. - Não, e é. e é curioso, né? Da onde que vem. quem são as pessoas que pensam isso, né? Porque realmente parte de um princípio de que se trans é estar no lugar melhor do que ser homossexual, e aí não tem uma hierarquia, a gente vai fazer aqui uma hierarquia de opressão, mas não há benefícios, né? E se trans. é a ponto de você falar "Ah, não, é melhor eu transicionar aqui, porque é melhor". Isso não existe, não tem muita lógica, né? - Partido de um princípio também de tipo que todas as pessoas trans alcançam passabilidade, e vão enganar toda a sociedade. - Não, e é racista também, porque homens trans negros, eles vão sofrer muito mais violências ainda, né? Porque. você percebido como homem negro na sociedade extremamente violento também, né? A mulher negra também, né? São lugares diferentes, mas as violências são. As violências estão lá, né? Você não perde, você não tá perdendo, você tá navegando por uma outra violência que te acomete, né? Então é extremamente racista também, né? E aí, a quem diga também, né? Que. E aí, no caso de homem trans, de que. que alguns trans buscam ficar com homens pra validar o ser homem. Eu não sei se já ouviro sobre isso, em algum momento. Ai, eu já, mas nunca fiz sentido pra mim, de verdade. Eu não consigo nem entender lógica. Eu não consigo nem entender lógica, repete, Jonas. - Não, eu já ouvi. - Essa galera é a galera acisa bem criativa, né? - Pra inventar essas coisas, sim. - É, é, no sentido de tipo. Se você é um homem trans, né? O auge da sua validação enquanto homem seria buscar um outro homem que exerce ficar com você, né? - Porque aí você chegaria. - Ah, que homem que tem que te validar. Sim, é a busca da validação através do outro homem gay, né? Porque aí você tá no auge, tipo, eu sou tão homem que um homem gay me quis, né? E da ser um delírio isso, né? Nossa. É um delírio bem louco, porque isso vale. Tu pode interpretar isso das duas formas, né? Tipo, tanto pode dizer, "Ah, então quer dizer que tu nem é homem de verdade, porque tu. - Eu vou não quero. - Nada pra levar pra esse lado. Os dois lados são escorotos, então, eu não sei lá. Não é uma. Uma teoria, assim, umas coisas que criam. Que é. Convendo completamente do imaginário, né? Porque assim, essa pessoa não tem nem um contato, não é possível. - Vendo imaginário. - Ah, não. - Não tá. - Não vai sentido. Não, é. O que a pessoa que tem homem de contato sabe que, tipo, por exemplo, já vê esse outro caminhei completamente falho dessa teoria. Não, sim. De que, na verdade, tá sendo visto como uma mulher, porque, enfim, tem a vagina. [risos] É. A própria teoria já se acaba. Ah, eu. - Alô, sim, senão, é minha. - Não, e tem a contrapartida também, né? Porque, por exemplo, o Pedro do Poina Roda, é namoro popor, que é um cara trans, e eu já vi gente que, se eu não, na sexualidade dele, por estar com popor, né? E, tipo. E gente da própria comunidade, ali, já, bt, inclusive, né? Então, é uma coisa muito bizarra, é. O que tem. é acontecido, mas também parte desse universo online, em que é muito sobre uma ideia e não necessariamente tem um reflexo no dia a dia e na prática. Tanto é que essa ideia, de que a menina lésbica vai transicionar para a seome porque é mais fácil ser homem, não condiz com a realidade, porque é muito difícil ser trans. Não há benefiunidos. E isso não se falou desse rolê do racismo e pensando também no contexto só ao econômico e é como a maioria dessas pessoas que fazem parte desse movimento como radifém, costumam fazer para todos os cantos. É um feminismo entre aspas completamente branco e racista e preconceituoso e elitista porque justamente não faz sentido, a maioria dos homens trans que estão numa situação socioconomica desfavorável, eles vão conseguir uma interpasta habilidade e acabam continuando sem o lésbicas, inclusive. Ou ficam no meio do caminho, cada dia sendo de uma forma dependendo do ambiente que eles estão. Então não faz o mínimo sentido. Parti um recorte muito branco, classe média e alta para cima. Por exemplo, essa questão tudo. "Ah, então, é melhor ser trans porque vai ser mais fácil". Socialmente não há nada legitimando que induza isso. Até primeiro, o básico, se fosse assim, não exigei uma mulher estranha, porque não existe benefício em ser mulher na sociedade. Então o que motivaria? Esse argumento é muito bom. Eu nunca tinha parado para pensar nisso. Para bem, isso por mim me fazer pensar nisso. Nunca tinha percebido. Mas é verdade, realmente. É que tinha uma coisa que o Jonas falava que veio na minha cabeça agora, mas não consigo falar. Que ele falava sobre essa questão. desse movimento, fala muito sobre a violência ser relacionada a genital. Que a mulher, esse rolê tipo da mulher, seu primida, é relacionada apenas a genital e o homem, seu pressora, apenas pelo genital. E aí isso cai pra cima dessa questão trans. Que é o que elas mais argumentam. E o Jonas falava muito sobre uma questão de. dessa relação genital relacionada a mulheres trans e acho que talvez a mulher estranza. que sofrem essas violências por essa imagem feminina e ainda carregarem o falo. Então é uma coisa que, tipo de fato, é infundada. Era mais ou menos isso, né, amigo? Era mais ou menos. Eu também estou tentando lembrar. É que você tinha formulado uma frase tão bonita sobre isso. É, deve estar em algum momento aí na internet. Mas é isso, né? Primeira a gente tem essa questão da mulher trans. Porque então não existe nenhum incentivo pra ser mulher na nossa sociedade. E o do homem trans, né? A gente não. Aqui no Brasil, como por exemplo, até. Não sei exatamente a data, mas na década de 90, talvez 98, é pra você mudar o nome no cartório, né? E aí você tinha que lá fazer todo aquele processo. entrar com um processo judicial, de fato, porque não existia a lei que a gente tem hoje. Você precisava obrigatoriamente passar pela cirurgia de redesignação sexual. Ou seja, apenas mulheres trans tinham essa possibilidade de homem trans não mudavam de nome, né? Então não existe nenhum um amparo do Estado pra que a transsexualidade seja vista como um legitimada. E ainda que houvesse também, não necessariamente, implicaria em uma aceitação social, né? Porque o Estado regulamentou algo que a sociedade acompanha. O preconceito, ele pode estar ali a despeito dessa regulação que o Estado possa por. Sim, no caso de homem trans, ainda vai pra lendo Estado, né? Porque quando a gente fala, por exemplo, de cirurgia genetal, assim, tipo, pra construção de fala, mesmo, essas paradas, aqui no Brasil maltenha tudo experimental completamente. Então, assim, a pessoa ainda estaria. ainda está aconcionada a essa questão da vagina. Então, é um rolê que não faz sentido. Lembre-se que eu se tenho na primeira temporada, um caso de homem trans, que foi saltado, acho que na Argentina, ele tinha super passabilidade. E aí, tipo, os gurí, tipo, que tava soltando eles, na bashar a bermuda dele, viu que era uma buceita e ele fez toprado. Então, assim. É, mas então, retomando o áudio do Opus Bolo, eu acho que é isso, né? Eu acho que. essa. Me parece muito fácil, a gente. As pessoas interpretarem essa. flexibilidade de modo negativo também, de imediato, não consigo pensar em algum argumento, mas com certeza alguém encontra falar, "Ai, tipo, não, olha só isso, daqui, mostra outra coisa, né?" Mas eu acho que seria muito. frágil, né? Dá uma resposta pra isso, porque na nossa experiência e contato com a comunidade trans, eu acho que há várias fatores que podem estar envolvidos, e não é fácil. Não é tão fácil pontuar, assim, como. É isso daqui, esse é o motivo. Porque não é, né? É uma. É uma experiência muito complexa, né? Pra gente. Muito individual. Então é uma resposta fácil. E até porque não é uma regra, né? Nem todo mundo passa por isso. Aquelas pessoas que ficam na mesma, né? A sexualidade por si só já é muito assim, a trans sexualidade também, a transinidadidade também, é algo muito individual, que tipo, não tem receita, que é indirá-lo quando a gente mistura os dois, assim, numa experiência pessoal. Não tem como pontuar, assim. Nem como a gente discutir que nem os pontos que ele colocou com o acordo, que mais devem haver outros, que eu não consegui pensar, mas deve ter. Ah, com certeza. A celática, falando da minha experiência pessoal, eu cheguei até a fase da experimentação, né? Tipo, assim, de tentar. conhecer o horizonte diferentes dos que eu já conhecia, e assim eu percebi que realmente não sinto a mínima atração por homens, por uma questão da Ikea descobrindo a prática de cheiro, toque, jeito. Sei lá, tipo, eu percebi que existem características, não sei se são físicas, não sei exatamente da onde é a origem, mas que realmente fazem com que eu não sinto a atração por homens, esse intratção por mulheres, e que no beijo, no sexo, no toque, elas não se completam com as minhas. Nem preferência, mas com a minha natureza sexual, assim. Então, eu tive um momento. Mas no meu caso, eu amo campo romântico, essa questão que você falou do toque, do cheiro, sexualmente, pra mim, tipo, homem, seja homem trans, ou cis, ok, muito massa, mas eu não consigo ter afetividade, então algo por a mente sexual, eu sou tipo bi, pansexual, e heteroromântico, acho que é o que eu quero falar, né? É muito termo, é muito termo, não. Mas eu não gosto desse negócio de heterorom, com nervoso. Tá, mas bacana, essas. essas duas experiências aqui, né? Essa é coisa do cheiro, do toque, do abraço. É, isso eu nunca imaginei. No tom romântico, pegar muito pra mim. Sabe que assim, eu conheci um menino em aplicativo pra experimentar mesmo, assim, eu fiz um menino de cobaias, sabe? Não é tão legal, mas foi o que aconteceu na prática. É como isso. E logo, quando a mão dele tocou na minha, já era diferente de mulheres. A mão, o toque da mão, era mais o sudo, era mais duro, era mais firme, tipo, ali, eu já percebi que era bem diferente. Então, tipo. Acho que só vai entender isso, que, realmente, já se relacionou fisicamente com uma e com mulheres, mas tem algumas diferenças que. Sei lá, eu acho que é o que realmente define a diferença entre a homossexual e a heterossexual. E a gente sente isso nas jornas com a humanização, porque, assim, a minha pele mudou. Ah, é. A minha mão engrossou. A minha sensibilidade tate diminuiu por conta de ter engrossado a pele da mão, tipo, da palma da mão. O cheiro muda, tudo muda, tudo muda. E, entanto, que eu não consigo imaginar com o homem trance, por exemplo. Porque entra nessa mesma categoria, porque a testosterona muda muito, muda tudo, na verdade, tudo. E aí, passa essa questão da genital, que é independe, não é? E isso acaba ficando em segundo plano, porque a pessoa não é o genital. É um conjunto de fatores ali envolvidos, tanto é que eu imagino, né, tu supondo, que quando você tem uma pessoa, uma pessoa sim, se ela não é uma pessoa trance, né, é sempre uma combinação, tanto é que você começa a considerar se relacionar com outro genital, porque ele não está isolado ali, né, mas ele é combinado com outros questões físicas e românticas, aquilo passa a fazer sentido, né, não que vai fazer para todo mundo, mas faz sentido, né, para quem está se relacionando. Então, é muito difícil, né, apontar e acusar as pessoas, né, deslegitimar as sexualidades das pessoas por conta disso. Que eu imagino que aconteça muito com mulheres cis,
Lésbicas, né? Tipo, não, você tá ficando com pênese, então talvez você seja bi. É aí um ponto que eu quero só trazer que a Natalia falou, é que, claro que a gente tá todo mundo que falando da nossa experiência pessoal, né? E aí a Natalia falou, "Ah, eu busquei experimentar a de fato". E isso é uma coisa muito presente, né? Na. deve ser também, né, com caras-guês também. Mas na vivência lésbica, eu tenho muito de usar, mas se experimentou ficar com homem, e aí não que. É uma experiência pessoal, e não que você tem que ficar com uma pessoa pra saber se você é um homosexual, é bi, nem nada. Eu acho que isso é evidente pra quem tá ouvindo, mas eu acho legal o ponto "A" também, né? E Natalia, tem algum outro ponto que você queira trazer, às vezes alguma pergunta que sempre fazem, que ficou de fora, ou alguma coisa que você acha que é pertinente colocar? Amariana também. Eu acho. Da minha parte, eu acho que o que mais falta é só entender que a mulher trans é mulher e ponto, o que homem trans é homem ponto, e que toda a confusão que as pessoas fazem parte de não entender isso, entende? Porque é como eu disse, na nossa vida real, na prática, não tem confusão, porque as pessoas vendo as mulheres e acabou. É um casal lésbico, beleza? Agora, quando tu começa a trazer a questão de "atranos", "atranos", "etranos", "tem van passados", "tem van transição", aí as pessoas começam a nos confundir todas, sabe? Então. Eu acho que educar as pessoas pra ensinar a questão de que nós somos mulheres de verdade, que vocês são homens de verdade. É o que faria com que todo mundo entendesse melhor essa questão. E amor, o que que faz? Eu concordo contigo. É mulher e pronto-cabou, sabe? É homem e pronto-cabou. Falando uma coisa pessoal, agora, é lógico que é homem e homem ponto, nesse quesito social de. de você ter seu. seu. seu geneiro validado, né? Não é um validado, mas não invalidado. Mas eu, por exemplo, tenho o pavor de me relacionar com alguém que me equiparem a homensis. Eu faço questão de colocar a "atranos" ali, porque eu rolei muito diferente. É muito diferente. Completamente diferente. A masculinidade que vem desse ser homem, desse homem ponto. não é legal. Não é algo que eu quero pra mim, não é algo que eu quero pra quem tá comigo. Pra mim, isso é muito forte. É. é. é. é. é um rolê diferente, mas eu acho importante colocar. E conheço muitos homens trans, que também tem essa percepção. E até. aquele rolê que a gente até gravou um episódio desse temporada falando sobre o termo "bois-setas", que muitos homens trans preferem por tirar esse homem do termo e outro já não gostam. É uma coisa muito pessoal, né? Mas isso pra mim é muito relevante. Eu sou homem, mas eu não quero ser igualado a homensis. E aí você diz em termos "atranos" pra outra vez? Eu. eu fui socializado por 20 e 3 anos, acho, como mulher. Tendo uma vagina. Tendo passada por situação de abuso. Eu tenho hoje 3 anos de socialização entre aspas como homem. Porque é uma socialização só estética. E que não parte da minha criação, né? Porque ela já apoi, já foi, já passou. Então tem um peso muito diferente na vivência individual. E aí você diz no sentido geral, né? Não só em relação à sexualidade, né? Mas você visto como homem trans. Ah não, é pra tudo, pra tudo, pra tudo, pra tudo, na vida. Acho que o problema daí no caso é a forma como o homem na real. O símbolo homem é percebido na sociedade, né? Exato, né? Porque você não quer fazer parte dessa gala. Você não quer fazer parte disso, porque isso é completamente escroto, no caso, né? Exato, também. O homem é escrotidão, no geral. Eu acho que é um rolê que passa pelos homens trans, tanto que, mesmo o áudio que a gente ouviu agora do Pesbola, ele falou e eu passei por isso também. Eu reeneguei minha transição por muito tempo, porque como assim? Só homem. Não, não, isso é horrível. Não, parecia que eu tava te incomodando de time, sabe? E pro time que tava ganhando, tipo. E eu era tipo super feminista, um oquecido. Não, mas assim, assim, eu posso dar. Eu posso falar a minha opinião, tipo assim. Tu faz parte do mesmo grupo dos meus amigos cis homens e que são completamente desconstruídos e massa, sabe? Eles não deixam de ser homens, porque. Mas é difícil, hein? Eles são cis, são maravilhosos e são desconstruídos. Então, você é tanto quanto eles fazem parte do papel, do uma mudança, de mudar esses tigmas associados ao ser homem, sabe? Mas sim, você não cuja. Ninguém deixa de ser homem. Sim, é o que eu disse, tipo, eu me vejo como homem. Não gosto de ter essa, meu gênero invalidado, mas para mim, a palavra trans junta importante, porque ela ressignifica um pouco da minha vivência. Ela apresenta a minha vivência, que para mim é muito importante. Porque é o que eu sou, sabe? Para mim, tipo, é o que me representa, individualmente, falando. No caso, na dália, você tá falando no cinza, você tá falando no sentido de que tipo, para você, o ponto A, que é trans, não é tão importante, porque antes de ser trans, você se vê como mulher, a despeito de ser trans. A que assim, a palavra trans, ela significa. Eu passei por tudo isso para chegar aqui. Basicamente isso é o que significa trans para mim, é um reconhecimento da tua trajetória. Mas eu acho que, como a gente vive no agora, entende, eu sou uma mulher. E na real, sempre me percebi como uma mulher. Antes, uma mulher que fingia ser um menino para a sociedade. Mas. Eu acho que o trans não me torna diferente de nenhuma outra mulher. Ah, sim. Ah, sim, eu concordo. E eu também tenho essa visão de mim. É que a minha socialização enquanto mulher foi muito forte em muitas coisas que refletem no meu jeito, no meu graus, na minha socialização. Então, é algo que, para mim, é muito relevante. E que eu quero que seja respeitado. Eu quero que saibam e que lembrem que tem alguém ali que foi socializado por vinte e três anos enquanto mulher. E teve essa vivência. Mas eu acho que é relevante para mim. E isso é muito comum, né? Eu acho que muitas pessoas trans têm as pessoas trans que vão a partir do princípio de que o trans é um detalhe e outros pessoas que vão colocar o trans como um marcador importante. É muito importante. É que nem a rolê da sensibilidade, né? Tipo, as próprias partidas, os gatilhos que cada pessoa trans tem para ir percebendo a sua transgenidade, a sua necessidade de alterações e quais alterações você quer fazer. São muito individuais, né? É um rolê muito individual que tem muito secorte, está muito relacionado à vivência individual mesmo e acabou. É, eu também acho que isso, e isso em especial não dá para enquadrar num grupo geral assim, porque a gente passa por tanta coisa completamente individual que não tem como o juntar todo no grupo só. Não, não tem. Exatamente. Não, a questão toda, né, dessa comunidade trans, acho que é um ponto que a gente sempre fala, é que não dá prómogeneisagem a gente, né? Como se colocar num grupinho e falar que é tudo a mesma coisa, porque a única coisa que nos atravessa, essa questão trans, porque de resto, né, a gente é muito diversa, como da transera, é muito diversa. Eu acho que isso é muito importante e que deve ser muito valorizado, né, porque quando a gente começa a unificar a identidade, se torna o problema, porque sempre vai ter gente fora daquilo, né? E é uma coisa que a gente fala muito, né, Jonas, é a proposta desse podcast e o que a gente busca com ele. Que é justamente tipo, não vim aqui de ta regra, é abrir discussão até para as pessoas depois que tiveram interesse em ir na noínsita do podcast, que é a roupa de generados.poidecache, dá sua vivência também, porque pra gente é um local de discutir e passar nossas vivências e receber de outras pessoas não só pelos áudios, mas também ali no índice, por essa diversidade, porque por mais que a gente esteja atento e tentando absorver tudo, tem muita coisa que nos fóige, que nem nos chega, né? Então foi um canal que a gente achou pra isso. Não, e eu até esse debate assim mesmo. Não, eu adorei, porque eu, na darei o convíter, a gente se encontra e muitos pontos, né? Então é sempre a nossa visão que a gente sempre fala com o pessoal que é a nossa visão. E eu gostei muito que você entrou esse outro ponto. Acho que já dá pra um outro episódio no futuro, inclusive, se você quiser. Nossa, você tem um forte. Fechou todo. Sempre eu aprendo muito conversando com outras pessoas trans. Sabe, homens trans, mulheres trans. Você lá parece que a experiência dos outros me ajuda a entender melhor a minha própria experiência também.
também. Isso é muito. E as vezes são vivenças, experiências completamente diferentes das nossas, mas acabam dando uns cliques assim, sei lá. -Tive algumas. -Faz pensar, né, tipo. -Sai lá, nos faz abrir um pouco da mente para outras formas. -Fai lá, na minha caixinha, né? -Total. -Exato. Exato. Foi. Eu te esqueço, foi o mais massa desse formato até que o Jonas pensou para esse podcast, porque não é mais possibilita isso. Inclusive, Jonas, a gente vai deixar ali no post do insta desse episódio, os redes sociais, os dos dos. E quero colocar também o link desse vídeo que eu não assisti, cara, assisti que a Natalia comentou, que fala sobre essa questão de se transphobia ou não, de querer ficar com pessoa transou-no, que acho que vai bem de encontro com que a pessoa, a pessoa que nos mandou o áudio questionou, né? Bom, eu acho que é isso, então, pessoal, aqui, agradecer muito, pelo participação da Natalia, com a Mariana. -Eu acho que foi uma troca riquira, muito obrigado. -Pregada. -Gracias. -Gracias. Nossa, que agradecemos pelo convite, vocês são maravilhosos, continuem fazendo esse trabalho incrível, e foi um prazer enorme, e, como sempre, eu acusaria a aprender coisas novas com vocês, então, obrigada por isso também. -E foi maravilhoso. -Um beijão para todo mundo que eu vi o Support Cast. É isso, gente. E as redes sociais da Natalia, assim como o YouTube dela, vai estar tudo no nosso Instagram. E é isso, então, muito obrigado por ouvirem, e até o próximo episódio. Tchau. Obrigado, gente. Até mais.
Podcast Summary
Key Points:
O debate central gira em torno da relação entre mulheres cis e mulheres trans lésbicas, e as questões sobre atração sexual, genital e transfobia.
As convidadas, Natalha (mulher trans lésbica) e Mariana (mulher cis lésbica), compartilham sua experiência pessoal: para Mariana, a genitália de Natalha nunca foi um problema; para Natalha, a insegurança veio de achar que não seria aceita por Mariana.
Ambas enfrentam violência social
A discussão aborda se a atração exclusiva por genitália (como pênis) é transfóbica. Natalha defende que não é necessariamente transfobia, desde que não se deslegitime o gênero da pessoa trans. Mariana acrescenta que a forma como a preferência é comunicada é crucial.
As convidadas destacam que, na vida real, essas questões raramente surgem; o foco é em como o casal se adapta e se entende, independentemente da genitália.
A conversa também toca na influência do machismo e de traumas associados ao pênis na sociedade, que podem dificultar a aceitação de mulheres trans lésbicas por algumas mulheres cis.
Summary:
A transcrição discute a complexidade dos relacionamentos entre mulheres cis e mulheres trans lésbicas, com foco na atração sexual, genitália e transfobia. As convidadas, Natalha (mulher trans) e Mariana (mulher cis), contam sua história pessoal: Mariana nunca viu a genitália de Natalha como obstáculo, enquanto Natalha temia ser rejeitada por isso. Ambas relatam experiências de violência social, como Mariana ser confundida com homem em banheiros femininos e Natalha evitá-los por medo de causar desconforto.
Sobre a questão da atração exclusiva por genitália, Natalha argumenta que não é necessariamente transfóbica, desde que não se deslegitime o gênero da pessoa trans; Mariana ressalta que a forma como a preferência é expressa é crucial. As convidadas enfatizam que, na prática, essas questões raramente surgem, e o foco está na adaptação mútua. A conversa também aborda como o machismo e traumas associados ao pênis podem influenciar a rejeição de algumas mulheres cis, mas destacam que a comunicação respeitosa é fundamental.
No geral, o debate busca desconstruir preconceitos e promover entendimento, sem impor que todas as mulheres lésbicas devam se relacionar com mulheres trans.
FAQs
É um relacionamento entre uma mulher cis (que se identifica com o gênero designado ao nascer) e uma mulher trans (que não se identifica com o gênero designado ao nascer), ambas se atraem por mulheres.
Muitas vezes, a dificuldade está relacionada à genitália, já que algumas mulheres trans podem ter pênis, o que pode não ser atraente para mulheres cis que preferem vaginas, gerando receios ou desconforto.
Nem sempre. A transfobia ocorre quando se deslegitima o gênero da pessoa trans, como dizer que 'não existe mulher com pênis'. Mas se a pessoa reconhece o gênero e apenas não tem atração pela genitália, pode não ser transfobia, dependendo do contexto.
Mariana, que só havia se relacionado com mulheres cis, achou a experiência normal e não se importou com a genitália. Ela nem pensou nisso, focando na conexão.
Sim, Natalha sempre sentiu atração apenas por mulheres, mesmo antes da transição, e teve uma fase de experimentação para confirmar.
Muitas vezes, são lidas como um casal, mas enfrentam violência, como serem expulsas de banheiros femininos, devido à percepção social baseada na estética.
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