#177/a psicologia dos hábitos, com Maria Camila Moura
from Bom dia, Obvious
38m 6s
A discussão aborda a psicologia dos hábitos, destacando que eles são construídos por três elementos: gatilho, comportamento e recompensa, com a recompensa sendo o principal fator de instalação. Diferencia-se claramente entre hábitos simples e vícios, que envolvem dependência e consequências negativas. É enfatizado que a força de vontade não é a chave para mudanças, mas sim o ambiente, a facilidade de acesso ao gatilho e a recompensa fisiológica, como a liberação de dopamina. A instalação de hábitos exige tempo — entre 18 e 254 dias — e não há um padrão fixo, pois depende da intensidade e da proximidade com a rotina. As metas são frequentemente frustradas porque o ser humano é dinâmico e responde às mudanças de contexto e circunstâncias. O texto também critica a cultura do "autoaperfeiçoamento" como um ideal inatingível, destacando que fatores sociais, econômicos e culturais moldam nossos comportamentos. A recomendação é que as mudanças sejam graduais, sustentáveis e baseadas em recompensas reais, evitando o perfeito e o ideal inatingível. Além disso, é destacada a importância da autoeficácia e da aceitação do processo humano, que é temporal, não estático e moldado por contextos sociais. O diálogo conclui com a visão de que mudar hábitos exige compaixão, autocompação e uma compreensão crítica da sociedade que promove a autossuficiência individual.
Ano novo novo eu, vou dormir cedo, fazer exercícios diariamente, economizar dinheiro,
diminuir o café, adeus a sulca e beber bem menos álcool também.
Deixa eu só voltar das férias, não calma o carnaval tá logo ali, deixa pra março.
Não, sem açúcar na pássica, putz, não vai rolar.
Você piscou e tudo aquilo que estava em promessa de fim de ano, virou uma frustração.
Quando digo você, leia, eu, você, nós, provavelmente, maior parte das pessoas que você conhece.
Em uma sociedade que cobre auto aperfeiçoamento constante, a maneira simples de enxerver essa lacuna
é de que faltou força de vontade.
Então, não demora pra entrarmos em um ciclo de frustração, esperando uma nova genelo de oportunidade.
Pode entrar 2v24, mas afinal, você é tão comum não conseguir quebrar hábitos atuais
e, enfim, ser a tal da nossa melhor versão, como podemos trabalhar um tanto de autocompação
pra não entrar em ciclos repetitivos e fugir de siladas aqueles que lucram,
prometendo mudar coisas da sua vida, que só dependendo de você.
Bom dia, óbvias.
Eu sou Marçalassa Rebelli, se eu odiar o teu regretivo da óbvias,
e hoje converso com a psicóloga clínica, Maria Camila Moura, sobre a Psicologia dos Ábitos.
Bom dia, óbvias.
Bom dia, Camila, como que você tá hoje?
Bom dia, um prazer tá aqui, muito feliz pra esse tema, que é tão interpretado, de testar,
pra dialogar sobre os pontos tipistas e viazes, para além do que eu vou te vender como construir um hábito.
E agora vai dar certo, com você pra vez em ver.
Mas tudo bem, vamos entender porquê?
O meu favorito de todas as siladas antes de a gente entrar é que ele gaste todas as suas economias
no meu curso que vai te ensinar como eu economizar.
Não, aprenda a vender um curso sem ter um curso pra vender.
Eu vim de ser os influencers do absurdo, né?
Então é que pra vender a absurdo e o monetismo conheça mais, é porque bom que existem programas,
como esse pra também fazer uma parte pedagógica, socialmente, pra gente entender as siladas do cotidiano,
né? Que às vezes são óbvias, mas não pra todas as pessoas, então que bom pra esse espaço.
Exatamente, especialmente por os mais vulneráveis.
Eu cheguei até o seu nome por conta do artigo, acho que faz uma semana
do diário do Nordeste em que você trazia, tipo, no de fundo, o tabajismo no BBB.
E como esse programa é sensato, mas ainda está na seu vajeria da internet,
deixando claro, não estão os apoiando o tabajismo.
Mas antes de passar palavras, só pra explicar pra os ouvintes.
É, nas minhas palavras que eu entendi, e aí você me disse com firma.
A Maria Camila fala sobre como a produção falar pra os fumantes da casa.
Para indifumar, vocês estão dando uma um exemplo, na verdade, é uma visão que não é tão simples.
Porque o tabajismo, eu não sei, é viciante, mas é um hábito, vamos falar sobre isso?
Perfeito. Já gostei que eu seria preso em diferenciação,
porque existem muitas camadas que poderia ser melhoradas no imposto de anamento da produção do programa,
na que ele determinado o evento, né?
Quando fala tanto, ela não gostava de fumar antes, como quando fala que "ah,
o melhorzinho pra vocês pararem de fumar", realmente está retratos trabalhando com reducionismo.
Veja, confundir o que é um mal hábito com o que é um vício.
Então, a gente pode chegar e falar sobre se até espécie com uma sala qualquer coisa,
você me corta, porque eu vou falando, eu vou lor.
- Não, eu gosto de ouvir. - Eu gosto de ouvir, tá?
- É meu hobby. - Ai, tá.
Ai, tu somos duas, eu gosto de ouvir também, se você tá ouvindo o clínqueo, né?
E também, a estima de sação dessa pessoa ainda que fosse só um mal hábito.
Então, vamos lá. Existe a diferença de vício e de mal hábito, né?
E para a gente tendo essa diferença, então, vamos começar entendendo que seja o hábito.
O hábito, normalmente, via de regra.
Ele vai começar a gente pensar que como um comportamento, o comportamento de fumar,
o comportamento de comer sobre mesa, depois de jantar, de. Até mesmo, de fazer atividades físicas, enfim, ou que seja,
sendo que ele nunca é um comportamento isolado.
Quando a gente pensar em um hábito, a gente vai sempre pensar em consequências de comportamento.
Então, existe um fator desencadiante, então, poxa, acabei de jantar vontade de comer um docinho.
Então, isso é um fator desencadiante. Existe o comportamento em si,
com meu docinho lá, depois de jantar.
Existe também um que vem depois, que é a recompensa.
Me sinto bem, eu gostoso para caramba aqui, da linda.
Então, a gente vai pensar sempre que o fator desencadiante comportamento recompensa.
Se isso não se está lá, o hábito é em lugar nenhum no mundo, né?
E, normalmente, o hábito vai começar de onda liberação.
Então, eu quero começar um dia, eu escolhi comer depois do jantar.
Um dia, eu escolhi, assim, deu o primeiro cigarinho.
Claro, aí vai ter fatores ambientais, sociais, depende de amidade,
a minha vulnerabilidade social, e finiu coisas que me levam.
A escolher aciliar com mais a nossas coisas, não somos tão senhores e senhores, nós mesmos.
Existem outras questões que influenciam nossa tomada de decisão.
E, quando eu faço aquela escolha, eu uma vez deliberada,
mas eu tenho uma recompensa por ter feito.
Foi gostoso, fuma.
Foi gostoso com o meu doce. Foi gostoso fazer qualquer coisa que eu estou fazendo agora.
Foi gostoso de rolar o dedinho ali na tela do fide do Instagram.
Se eu tenho uma recompensa, a chance disso que voltar a acontecer é maior.
Então, o que vai instalar o hábito?
Principalmente, é a recompensa.
Eu sinto algo, né, bom em relação ao que eu faço.
E também, a repetição.
Aí, a repetição, vou tentar simplificar, simplificar.
Tá, mas qualquer coisa, você me dá o toque.
A gente tem, aí, eu vou pegar um prestado Daniel Cannon, que ele é Nobel de psicólogo,
mas ele é Nobel de economia.
Ele vai explicar pra gente a maneira bem didática,
que nós temos como suas dois sistemas de pensamento.
O sistema de pensamento 1 e o sistema de pensamento 2.
Rápido e um devagar.
Então, se eu lá quando eu estou perguntando quanto é 2,
mais 2, você vai me dizer 4 e mesmo também.
Ou seja, é automático.
Você não fez uma força, não teve que querer me responder.
Não foi volitivo.
Isso é o sistema 1, que é o que a gente chama de "Born Up".
Mas, a gente tem um outro sistema, que seria, por exemplo, se eu te perguntasse,
quanto é uma série na 27 vezes 324?
Essa pergunta dessa outra resposta, tem que querer me responder.
Então, não vai me responder, como eu vou fazer 4.
Então, eu tenho que querer fazer.
E me demandes, se fosse 320, é o que?
Então, não é tão automático.
Então, uma repetição.
Pra o que fosse ela, vou tocar violão.
Primeira vez, eu estou todo entrucado aqui nos meus dedos.
É tudo duro.
Eu tenho que repetir várias vezes algo
para o que eu tive fazendo o meu comportamento de sair desse sistema 2.
Que ele é devagar, é dessa conta complicada, para ele migrar.
Pra um sistema 1, que é um coisa mais rápido.
Você fez aqui, introduzou no programa, já super automatica.
Mas, acredito que a primeira vez você deve ter dado outra medida.
É, será que assim eu vou repetir?
Não, eu travo as vezes ainda hoje.
Mas, por exemplo, hoje foi um dia que foi bem fluido mesmo.
Mas, por exemplo, dirigir.
Eu dirijo, às vezes, eu até esqueço que eu estou dirigindo.
É tão automático, que é até perigoso, né, sim.
Mas é verdade, se dirijo, coloca a seta, vai entra, faz a baliza.
Mas isso já foi.
Eu lembro de, no início do que eu estava dirigindo,
de gastar uma caloria mental, eu dava tudo de mim, sabe?
Mas, o sentido é o melhor, realmente,
porque, na frente a empresa dirigir, o nosso foco atensional
é como se fosse muito esforço.
Eu tenho que querer prestar atenção em tudo.
São muitos chinos para coordenar o mesmo tempo.
E aí a reflexão fez a direção passada do sistema 2 para o sistema 1.
E sim, que eu dirijo, por exemplo, eu tenho um ápito de dirigir para algum canto.
Eu tenho uma recompensa, por exemplo.
Eu chego no canto que eu quero, eu tenho uma autonomia, eu tenho uma né.
Então, toda instalação de ápito, ele vai depender desse fator desencadeante,
do comportamento em si, que tem que ser repetido, e a recompensa.
Tem muitas pessoas acharem bacana que você falou.
Aí, vou só falar da diferença do. É fechante coisa que, por exemplo.
E aí, vão tendo antes e sabe, não é simplesmente fosse de contar.
Ela conta muito de leis, entre aspas, quanto mais saliente que a gente fala.
Foi o gatilho para acionar o comportamento que eu quero, mas faz isso.
É assim que está lá um ápito.
Por exemplo, tem um lábio rececado.
Então, espalho esse negocinho de o hidratante labial para a casa.
Então, muita chance de eu ter um ápito de fazer isso aqui.
Eu quero beber água, vou espalhar, garrafas.
Porque esse gatilho, para a tua desencadeante, então. Eu deixo mais facilmente acessível para poder conduzir.
Não é sobre a intensidade da recompensa, mas é tempo.
Quanto mais rápido a minha corre compensa, mais fácil de instalar o ápito.
Então, por exemplo, o ápito está grão.
Eu tenho recompensa imediata.
Eu vejo uma imimbacã, eu dou uma risadita.
Mas é claro que, ao longo prazo, existem outras coisas que me recompensariam mais.
Eu iria estudar, iria fazer outra coisa.
Mas, nessas leis, entre aspas do ápito, alguns questões, elas vão me encaminhar
para fazer mais um coisa do que outro.
Ou seja, também assim, a questão da recompensa.
Quanto maior a minha recompensa, mais fácil é ser de instalar esse ápito.
Eu enxerro uma parte, por exemplo, de algumas substâncias
que a minha recompensa vai para além do meu gostinho pessoal.
A liberação de dopamina e só ela também bem por cima.
A gente tem neurotransmissores, um deles muito camarosos.
Cada dopamina é aquela vinculada questão do prazer.
Tudo que a gente faz isso dá prazer, tem liberação de dopamina.
Se a gente pensa, por exemplo, a gente vai falar de maneira errónea.
Viste o internet, porque isso não é categorizado como "viste",
depois a gente pode conversar.
Mas viste o internet, ele chega a liberar 50% a 100% mais do dopamina,
do que o nosso mal, do que o usual.
Mas quando a gente pega um tocaininho, chega a liberar 350% mais.
Quando a gente pega um metafetamina, 1.200% mais.
Então, existem escalas de que as substâncias
vão me dar um recompense eu querer do não.
Vamos lá.
Então, eu tô super acompanhando.
E aí eu lembrei que é por isso que várias pessoas
do Vale do Silício têm feito a tal da dieta da dopamina.
Que é pra que eles voltem a sentir prazer.
Isso faz sentido.
E a segunda coisa que eu queria ver se eu entendi.
Então, na verdade, muitas vezes a dificuldade não é o hábito em si.
Mas é o quanto você facilita o gatilho para ele.
Eu tenho uma teoria de que não é difícil fazer exercício.
Difícil chegar até a academia.
Então eu preciso deixar muito. fácil. Esse processo, então a roupa da academia tem que estar do lado da cama,
o tennis tem que estar logo ali, eu não posso pensar muito se eu pensar, eu não vou.
Então é uma coisa assim, às vezes eu prefiro acordar atrasada e ter pouco tempo para cogitar, não ir.
E quando eu chega o fácil, entendeu? Mas o gatilho é o mais importante.
Fizou as perguntas em uma, então duas perguntas vão responder, vamos lá, vamos pura, né? Em relação às de junos de dopamina tem até um canal do YouTube,
a gente fala de psicologia, de literatura também, que eu gosto mais. E a gente tem uma aula sobre essa questão da sua noclatura,
muito dovidosa de junos de dopamina, até porque dopamina é um neurotransmissual, que você não pode jejuar um neurotransmissual.
Então, a própria expressão, ela vê de uma pessoa que na aula tem um ostro, lá a gente fez um google acadêmico, vamos procurar o referencial desse cientista.
Não existe, né? Porque ele não tem nenhum artigo publicado, a relação de pesquisa de longo prazo em relação a isso, né?
Olha, então é um coach. Ele vem de também um produto digital, eu tô brincando.
Eu acho que a expressão foi muito mal usado, porque no sentido de que de fato, a nível comportamental, a gente tá realmente se abituando até prazer o tempo inteiro.
Então, por exemplo, eu cada vez que eu olho pro Instagram, que é o meu dinerrodiado de pequenos prazoes, até videogames,
a gente espera pra pensar antigamente na nossa época, a gente pediu a partida, a gente demorava pra caramba, ralava pra finalizar o jogo.
Hoje em dia, você é galerinha, não tem tipo, você morrer na fase, você fica ali, existem alternativas, então as frustrações, e aí já é pra outro dia que são outros, que são mais desenvolvidas,
é realmente a gente precisa rever um pouco o nosso estilo de vida e de frustrações, que nosso mundo é, nós estão nos tornando intolerantes a frustrações, mas. Não, mas eu gostei muito disso, porque tem tudo a ver, porque na verdade o que acontece é como é difícil você mudar um hábito, você vai se frustrar.
E é uma dificuldade nossa de conviver com a frustração, porque já não fui hoje na academia, não vou "ah, então eu vou nunca mais".
Ao invés de se inventar, estou frustrado, acontece, mas amanhã eu vou, eu acho que tem uma conexão muito boa no que você está falando.
Mas tem muito que você, mas você já abrir uma outra caixa, eu vou responder e já entrando, porque você já abrir a caixa de perfeccionismo, mas vamos lá, né?
Sabe a questão que você coloca, a gente tem que ter realmente, eu não vou lembrar essa pessoa que você disse, mas você vai alvo-se "ah, a gente tem que realmente ter conversado esse fator de desencadeante".
Pra um ar que você está lá, eu tenho que reforçar o fator de desencadeante, ou seja, arrumar minha roupinha antes, vou deixar esse gatilho mais saliente aqui, para poder ir, tá?
E eu tenho que reforçar minha recompensa, em relação a alguns substâncias, e se eu não tenho que reforçar a recompensa, porque ela já mexe com a minha fisiologia, tipo, se garre de mexe com a minha fisiologia, eu quero indo, não.
Mas as outras coisas, os hábitos usuais, por exemplo, leitura, né? O gosto de literatura, o tempo de leitura e tal, as pessoas acham que, olha só como é que a cabeça da pessoa que ela acha que vai estar lá no hábitos de leitura.
Ela chega, ela se preparou e está na cabeça dela, vou ler 50 páginas hoje, e vai ser lá 2 anos que ela não ler.
Ela não é o 5 páginas hoje, quando ela tem, foi esforço, ela já teve que deixar o prazer do Instagram, de lado, ela já teve que deixar os praseiros, a série do Netflix, e ela sentou lá, e ela clore a seus objetivos, conseguiu 5 páginas.
Quando ela termina, sabe o que ela fala, puta merda, mas 5 páginas está vendo o som burra, não vou conseguir nunca, né? Ela deixa um gosto amargo.
Só com a recompensa que ela está tendo aí, zero, sabe que é o cérebro da que entende que isso aí vai ser gostoso de fazer de novo amanhã? Não tem que entender porcar em nenhuma, então preencha o perfeccionista.
Aí, por isso que a festa abriu, acho que é perfeccionista. Perfeccionista, normalmente, ele é procrastinador, e ele tem 2 caminhos, perfeccionista.
O aproveccionação e a insatisfação, porque todo o processo é muito guardo, então ele demora muito para fazer, porque o cérebro, ele já tem entendimento de que aquilo, nossa, como demanda de mim, quando ele termina, ele não se recompensa.
Porque ele sabe que procrastinou ele, porque, mas se eu tivesse feito desde o início, mas se eu tivesse feito melhor, então ele não está lábido.
É muito difícil, então se tem a ver, nesse sentido, o que você falou.
Nossa, é maravilhoso, que essa não for para fazer perfeitas do dia da noite, não virar uma leitura avorais.
Do dia para a noite, eu não for uma grande corredora de 10 quilômetros, do dia para a noite, eu não for a pessoa que economiza e tem todas as sinas em dia, então não está bom, então não vou conseguir.
Então, quem sabe na minha próxima promessa enganose? Então, muito desses hábitos que a gente promete, não sei para quem que a gente promete, mas promete aos céus que a gente vai cumprir.
Na verdade, a gente tem que estar criando sistemas em que a gente organizasse eles, por exemplo, em janeiro, o que que vai dar para fazer?
Em janeiro prometo que eu vou passear com o meu cachorro, dar uma caminhada de 20 minutos por dia.
Fazer exercício e cortar açúcar, talvez seja demais para mim. Eu vou cortar açúcar ou diminuir o açúcar duas vezes na semana.
Se acha que a gente deveria ter pensado de uma forma mais complexa e menos nessa sociedade dos vencedores, então é isso, estou há cinco anos sem botar um mel na boca.
Isso tinha que ver a cara de Maria Camila, no momento. Ela virou o olho, ela virou um emoji.
Não, mas é porque esse discurso é tão prejudiciado, assim, as pessoas não têm noção como elas abaram a assadimentar ali, com blabla blá para vender custos, sabe?
É essa em tanta coisa do que você falou, por exemplo, só para fazer a inscrição também, porque no começo, até a minha primeira coluna do ano, pro Jornal de Aruga Nordeste, eu falei isso sobre o tema chamado Acrasia, que é um palavra que se estuda desde, né?
Pagra sentiga, os topos, você vai falar sobre isso, plafão, artista, eles quer que eu não se fosse uma dissonância entre eu saber o que é o melhor para mim, e o que eu realmente faço.
Então, por exemplo, eu começo o ano a faço a minha disciendo o que eu quero. Mas na hora que eu fiz essa disci, eu estou sob certos condicionantes,
eu estou com certos estímulos, eu não tenho os perrengs que eu vou ter no meu cotidiano, eu estou naquele momento fazendo, mas ao longo do ano, a minha perspectiva muda, os meus estímulos mudam, os perrengs vão chegando, então, eu não sou um ser cristalizado no tempo no espaço, ser humano, ele é temporal, ele é contextual.
Então, pode ser que semana que vem, por uma coisa que eu meti os pais para os meus não sei, aquela minha meta ela merece reformulada, então, é super importante sim fazer metas porque eu tenho uma projeção, eu tenho uma vinculação com meu futuro, mas eu tenho que entender que o ser humano não é cristalizado.
Então as minhas metas podem mudar, às vezes eu sei o que é melhor para mim, mas sei lá, naquele momento é melhor hoje, talvez eu seja melhor para mim. Então, tem gente que "ah, eu quero. " Não estou dizendo, eu faço outro lado de seus públicos, eu sou super conto, eu estava diz, e tal, você tem que entender bem os riscos de outras questões.
Na pandemia, muitas pessoas vão estar a fomar, quando você para uma pensagem para uma cidade, o recurso que ela tem em metade, naquele dia é fomar, eu vou te falar, não, você está totalmente prevido, e cridusa a cidade, mas naquele dia ela está ali, e a gente vai manejando, eu não estou estimulando o jeito meu que a pessoa fome, que a pessoa tem aquela bebo um viuzinho no final do dia, mas, às vezes, aquele dia é o menos perigoso que ela tem.
Ela se prometeu, eu não bebeu o viuzinho dela noite, mas a gente já foi tão difícil, porque ela vai lá noite, mebeu o viuzinho, na redução de danos, é melhor, mebeu o viuzinho, do que ela brigar com todo mundo, e se espara lá, e ficar em pedaços, em carcos, e por aí vai.
Porque eu estava começando com a cidinha, que é uma médica, genecologista que já veio no programa, e ela, enfim, é façada por medicina das portas, estuda muito, e ela estava falando que muitas pacientes chegam no constório e falam, "Ah, eu vou começar a fazer exercício, e eu vou parar de fomar."
Quando eu escolher um, porque fazer exercício é muito importante, mas se você fizer os dois e se essas duas gostiverem entre ladas, talvez você não faça nunca exercício, ela prefere que a pessoa, "Está que mesmo?"
E eu achei tão anéssima que é mesmo para de fomar agora, prefiro que assim, você começa a fazer exercício e que isso seja uma segunda etapa de novo, são médicas, hiperresponsáveis, mas o que vocês estão trazendo, uma dose de realismo, e numa sociedade que trata as coisas de uma coisa muito simples, é só querer.
O é, mas a sua prima, para uma difumada noite para o dia, de novo, nós estamos afirando o tabajismo, vou até parar de dar um exemplo do tabajismo, que eu sei que é perigoso.
Só que estou querendo dizer é que essa é uma visão tão rara de se ouvir, que é uma dádiva de ouvir.
Juro por Deus, é um alívio.
Muito feliz, realmente. E assim, aí já abrindo mais uma caixinha, essa questão, existe toda uma formação em relação a o que hoje a gente está nessa de força de vontade, do mais.
A minha tais doutoranda é sobre mulheres com o caça de mama, e eu vou fazer no histórico em relação a elas, se a gente para para pensar, por exemplo, quando a gente olha lá na idade média, o sentido do caça de mama pode ser atribuída com questões divinas, e tal. Então é a sociedade em que a questão do sagrado, estava ali evitência, viu um misturo do poder da igreja do Estado, e tal.
Quando a gente chega depois, quando já está na questão de sociedade, pique a mulher começa a entrar no mercado de trabalho, mas ela ainda está muito a maioria, principalmente a barvizinha maior, mas alta.
O trabalho dela é cuidada da casa, porque as pessoas agora estão, o optimário está trabalhando, e tudo mais. Então ela fica uma visão, tipo, é o meu sufrimento.
Eu vou encarar essa aqui. É uma romantização do sufrimento que a gente tem de ter noado tempo histórico, porque cada essa mulher se sacrificar, a badenteva fala também, seu percussão mulher longa da história, enfim, ou o papo.
Quando a gente chega, por exemplo, na época, e pela moja das amea, primeiro formam a seu feitos canais, eu não gosto de falar mojicos canais, porque as pessoas podem se enfrentar mal.
O primeiro formam a sua feitos canais lacanhana, adoro, a gente não trabalhar com lacanhana nos anos, mas quando surgiu o psicanais da questão de pensamento inconsciente, o recal, sua matização e tudo mais,
começam a achar, então, que há esse câncer, porque essa mulher ressentida, essa mulher tem a sexualidade, que ela não é, não expre sua sexualidade dela, e a gente está agora em um outro modelo de sociedade, que é o modelo de sociedade que tem uma perda, né, de confessar as extuções.
É uma questão de empreendedorismo de si, o estado está cada vez mais fraco, as iniciativas individuais, cada vez mais forte, então quer que a gente vai ver esse, por exemplo, um adoecimento para pegar com uma analogia para outras coisas.
coisas. A gente vê hoje em dia que quem é essa mulher que não conheceu hoje.
é que consegue fazer, é que está lá na cama da quimitaira, a pia, toda maquiada.
Eu estou falando pela amor de Deus da como um Cristo, porque eu fui uma delas,
que é bem tivi, que é sede mal, que vai ser toda a trajetória e tal.
Mas, até como a gente caro uma doença, vai depender do sistema econômico
que a gente está vivendo, o sistema cultural que a gente está vivendo.
Então, esse sistema econômico, né? A vestibão de um neoliberalismo,
ele impacta no nosso gestão de sofrimento.
Então, eu estou em um lugar em que me dizem, já que eu não tenho nenhum garantir direito
que a gente trabalha isso cada vez menos. Então, é fácil você mesmo, você é o responsável.
E aí eu vou internalizando o bicho ram, ele fala muito bacana sobre esse ano,
eu não sei se era o Sociedade de cansaço, da Transparença, na Sociedade de Cansaço.
Antes a gente tinha ali uma sociedade disciplinar, em que eu tinha que bater meu ponto,
chegar a 7, sair a 5 e tal, hoje em dia que a gente fez sua internalização do chefe.
E eu, de um chefe mais tirano, ninguém precisa falar pra mim,
você tem que fazer mais um pouquinho, ninguém precisa falar, não vai lá,
porque eu já interviewi o chefe super tirano, isso depende de mim.
Aqui, tá, eu pergunto, né? Aqui interessa tudo isso depende de mim, né?
Tá vendo os outros fatores sociais?
É o Biong, fala que nós somos nossos maiores auto-exploradores,
que é justamente o que você está falando, que é essa auto-responsabilização por tudo.
Então, se qualquer coisa donerrado é uma questão minha, essa valorização do eu,
em que a gente simplesmente ignora que estamos vendo a sociedade,
eu fui muito repetitiva em relação a isso no meu livro,
justamente porque é o que eu quero que as mulheres entendam.
Se as dores são coletivas, a responsabilização não é sempre individual.
Se toda temos o mesmo sofrimento, é a sociedade que precisa mudar.
Para inditrar a interapia, o que a gente deveria estar lidando com políticas públicas,
o que a gente deveria estar lutando em conjunto.
Então, é perfeito isso que você está trazendo,
porque quando a gente fala sobre nosso comportamento,
a gente achar que nosso comportamento, ele é uma soma de dois mais dois,
no pensamento um, olha como eu já aprendi já entrou no meu repertório.
É de uma curiosidade, porque se a gente acha que isso só depende de nós,
a gente vai então se culpar cada vez mais,
e aí a gente começa a ficar numa binaridade da sociedade entre heróis e fracassados,
sendo que tem uma área cinza tão grande que hoje eu consegui a manhã,
toda vez eu não consigo, e tem também a questão de "esse eu não quiser",
porque às vezes, e se não cober o ideal é que a gente sempre queira o melhor para a gente.
Eu queria muito que você voltasse naquilo que estava falando entre o que era saber o que é melhor para a gente
e conseguir o que é melhor para a gente.
Então, perfeito, essa fala, ele se pode viver essa dissonância,
entre eu saber o que é melhor para mim,
mas ainda assim tomar algumas outras attitudes,
mas eu tenho que entender que aí a gente pode ter aquela questão
de eu não ser cristalizada no tempo em espaço,
e eu sou um ser biociclo social.
E isso aí, né, a M.S. já trabalha com essa definição de saúde há muito tempo.
Então, eu tenho questões, a minha crônoma, só minha crônoma biologia, por exemplo,
o tempo que eu demora para estar lá um hábito também que é a sua troubistera,
né, que inventaram de 21 dias.
21 dias?
O que isso diz, além do que isso diz, que os 21 dias foram disseminados,
porque um cirurgião plástico na década de 60,
senão me ganem Maxwell, Maxwell ou alguma coisa, não vou lembrar o seu nome dele agora, não.
Ele fez um livro e ele falou dos 21 dias da percepção para os pacientes
dele se adaptar em as mudanças.
E isso se disseminou, mas o que a gente tem hoje, depois posso ter mandar,
agora, para eles, para vocês, já têm artigos dizendo que a instalação
de ontem ela demora de 18 a 254 dias, de repetição.
Ou seja, depende quando tem um de 18 a 154,
a variabilidade é tão grande,
que eu não posso estabelecer é um média de dia.
Então, 184 a 166 dias para estalar um hábito.
Isso não existe.
Até por que?
Um hábito de comer sobre mesa, um hábito de comal,
chegarinho, ele vai ser instalado muito mais rápido que um hábito de fazer
cada mês, sempre da manhã.
Ah, porque isso que eu te perguntei também de perdão de derrumpir?
Não, não é?
Então do que eu estou entendendo,
quanto mais rápida é recompensa,
maior a chance desse hábito ser difícil de você se livrar.
Quanto mais rápido, mais imediato eu for,
mais fácil eu vou instalar esse hábito,
um hábito de redes sociais ou qualquer coisa.
A academia eu tenho que encontrar um recompensa para além do longo prazo.
Então, por exemplo, a minha recompensa,
também, fácil dar pra mim é, é muito. Nossa, que bacana, eu fui.
Eu me valido pra caramba, eu digo,
nossa, que bom que eu fui.
Quando eu estou com muito preguiço,
eu fico com meus mãos, por exemplo.
Eu nunca me rependo esteito.
Eu tenho que saber de aludar também com meu eu,
lá da frente, para não só convir a uma imediatismo,
porque, de fato, em muitos aspectos,
até, por exemplo, para quem é neurodivergente,
como eu sou, disciplina liberdade.
Então, mas eu tenho que aprender a disciplina entender
que não é meraforça de vontade.
Isso é blabla-blá, isso é coisa de a gente que não estudou,
que não sabe a menor. Não tem menor noção da oroquesta fisiológica
que se tem para formar um hábito.
Então, para eu formar um hábito,
eu vou ter que jogar com os gativos necessários,
fatoros de encadriante, como você falou, por exemplo,
"Ah, eu quero ir pra academia amanhã."
Mas se eu acordar, ele tiver muito trabalho
para fazer, vou pegar, escolher,
o seu besteiro, mas você seja reparado naquela. "Falai, tive jobs, vão galera mais assim, singular?"
Eles usam a mesma roupa.
Eles não gastam energia nem pensam com qualquer roupa.
E aí, eu, aí, vou, eu, pode coitar,
porque não tenho esse queito toda aí.
Cinco da manhã, escolher com o meu lucro do dia
e ver no seu que ela avou.
Então, a separa no dia anterior, a minha roupa,
ela fica de fácil acesso.
Eu vou deixar o celular lá no senhor onde
porque se eu acordar de tocar o meu ladinho,
achei se eu ficar olhando.
Eu sou um daquilhato, já era profil, e tal.
Então, eu tenho que mudar o ambiente
para facilitar a minha instalação de hábito.
E ela vai se instalar a medida que eu fica indo,
vai ter essa repetição.
Então, para o sistema 2, sistema 1,
e que eu me recompense.
Porque eu não vou querer repetir.
Se eu terminar a academia e falar,
"Ai, que saco, hoje eu nem fiz 30 minutos de esteiro,
só fiz 10."
É saber de a construção.
É dizer que bom calma, que você fez 10.
Melhor que nada.
Eu sei que a sua perspectiva de você pode ser muito alto,
achar que vai lá e vai fazer um hora de academia,
mas um indicado é saber ficar feliz com um pouquinho.
Sim.
Isso é uma imidade que quem está lá,
que consegue, quem é o mil de normalmente consegue,
o mil de nesse sentido, né?
Dina um pouquinho, tipo, "Ai, eu vou fazer um antitinho, de nada."
Essa pessoa tem mais essa imidade de instalar
porque esse quenso cobra muito.
Muito bom.
É equivalente, por exemplo, a guarda de dinheiro.
Porque, depende de a realidade,
falar de dinheiro no Brasil é sempre assunto muito delicado.
Mas, dificilmente, alguém consegue guardar um grande montante no mês.
E aí você vai tirar, sei lá, 10 reais para guardar naquele mês,
você fala, "Ai, isso aqui nunca vai virar nada,
só que, na verdade, se você estiver se guardando 10 reais,
a gente vai dizer que você tem, sei lá, 20 anos."
Olha, faz um montante bem bacana.
Sim, o seu eu de 60 vai agradecer,
mas nisso são 40 anos.
Então, por isso, o que quem é também sensato sobre a economia
fala, "Tem dois fundos, um de longo prazo e um de curto."
Porque a gente precisa de alguma recompensa.
Então, esse aqui é pra minha aposentadoria, né?
Porque a gente não vai ter aposentadoria.
Não tudo fala nenhuma novidade pra vocês.
O meu amor de Deus.
E isso aqui é pra eu conseguir fazer uma viagem daqui a 6 meses.
E aí, justamente, você vai fazendo esse contraponto
que é um pouco. Dá pra jogar com o cérebro, né?
Tem uma neuroplasticidade.
Um neuroplasticidade é a capacidade de. Eu cria novos conexões de um neurogênis, né?
Até com massa de células, tudo mais.
No cérebro ele precisa adaptar.
Um pessoal, por exemplo, quando o pessoal só for ABC,
ela normalmente tem um acidente, né?
Ela vai perder suas funções.
Mas, com o tempo, com os estímulos adequados,
ela consegue recuperar o cérebro dela ser adapto.
O cérebro. Ele é adaptativo.
Mas eu tenho que entender como vai adaptar. O mesmo cérebro de. Sala, o Joãozinho e a Maria Disney
tiveram ABC.
Mas a Maria Disney ainda tem os estímulos adequados
pra poder fazer as conexões cerebrais adequados
e se recuperar sua fala, sua memória, o que seja.
Não é porque eu tenho um potencial que ele vai ser usado.
Então, todos nós temos o potencial de criar um hábito.
Mas a pessoa que fica achando, bater na terra,
ficar sua força de vontade, ela não vai criar.
Ela vai comprar 10 cursos, ela vai falar mal do mundo,
mas ela não vai criar.
Ah, a pessoa que entende que eu tenho que ter os estímulos adequados
e esses estímulos adequados são o ambiente que eu estou
e os fatores encadiantes.
E eu, uma das coisas que acho mais assim que morriais,
é a recompensa.
A minha, eu tenho que ter a recompensa.
Todo o drogo tem a recompensa, mas já é fisiológica,
por isso que se instala, né?
Mas é uma recompensa de chegar e me validar.
Poxa que bom que fui.
Nossa, eu não consegui nesse pedapagem.
Mas há dois anos que eu não ia via nada.
Então, o comparativo, às vezes, é muito.
A gente que você compara muito com o ideal,
eu gosto muito de comparar com o real que foi.
Se eu não li a dois anos e estou linda agora,
cinco páginas é muito.
Se eu não economizava nada, agora economizou 10 reais.
Isso é muito.
Mas existe uma propensa na gente de querer realmente comparar com o ideal.
Mas quem disse que o ideal é o meu parâmetro de comparação.
Meu parâmetro de comparação é meu real do que foi.
É só isso.
Eu acho que é uma silada que a gente faz com nós mesmos,
mas ao mesmo tempo, uma das suas frases.
Eu acho que a frase final do seu artigo,
que eu vou ler aqui, você fala,
que fumantes não geram entretenimento,
mas a sinalização de virtude sim,
cuidado com os exemplos virtuosos.
Também não é um pouco a responsabilidade
desse show de exemplos virtuosos que a gente tem,
que a gente fica achando que o nosso possível
não é nunca o suficiente.
Eu tenho a pedia de se para falar sobre essa questão de sinalização de virtude,
porque é pessoalmente pegar esse espaço de livre fala
para me expressar de uma maneira muito clara.
Eu acho um saco, essa sinalização de virtude é todo custo.
Então, por exemplo, para sinalizar virtudes de que fumar é feio,
não, caso realmente existe todos os estudos epidemiológicos,
que as pessoas são mais satisacanas,
seria muito complicado mesmo, mais provado.
Mas daí eu cheguei a dizer que eu tenho não gostando de fumante.
Eu só estou tipo sinalizando,
olha como eu não gosto disso aqui errado,
mas eu não estou nem entendendo os mecanismos por trás.
Eu cheguei a falar, simplesmente lá,
sinaliz à virtude de chegar a julgar alguém
sem entender o que está ali por trás,
uma mãe que de repente, pela amor de Deus,
é uma mãe que foi grosseira com filha ali em público.
Eu não sei se essa mulher está esbatada,
eu não sei se ela tem rede de apoio,
eu não sei o que é que aconteceu.
Eu não gostaria com o filho, com isso vai traumatizar para toda a vida.
Não, você preocupa não vão ter muitos outros textinos.
Eu não estou distionando que você seja grosseiro pra ninguém.
Não é verdade, estou entendendo perfeitamente.
Não é, e que bom, porque a ministra tem um medo de falar assim.
Então, se finalizar, a virtua está na moda.
Está na moda, eu diesel que o outro vai fazer, está na moda, eu diesel o que é o correto.
Está na moda, tantas coisas.
E, ser que eu não estou olhando, outros dimensões.
Eu gosto de pensar, que existe, olha, eu acho que é o Leonardo Boff.
Agora eu lembro o que é que falo, né, que meu ponto de vista é apenas a vista
de um ponto.
Se eu me mexer um pouquinho, eu vou ver a situação sobre outro ângulo.
E a gente tem muita dificuldade de fazer esses exercícios, de mudar de ângulo para
ver a situação.
Então, uso o Pumante, o que vai fazer se não ser trouxe do artigo, e não já entretenimento
desse enchido.
Eu não posso, eles não têm patrocínio também, né, assim.
Não se pode.
O Konar não deixa.
Exatamente, não pode ter patrocínio, então não pode o problema girar, que ele não dá
não, por patrocínio, por grana.
Ali não é no público pronto, mas também estou preocupada, se até a política pública,
por exemplo, no caso, a bagiaza, no seu caso, do artigo, que você trouxe, é tão complexa.
Fala de medicação, às vezes, muito propiona, fala de intervenção com o que a gente
é comportamental, fala de mudança, de gatilhos, o que é que essa casa aí não fez o. Só lá, ó, que vocês podem filmar, porque já está no nível de vício, né, já é uma
coisa que. E aí, quando a gente fala em vício, porque a gente começou a conhecer, eu nem falei,
né.
Quando a gente fala em vício, a gente vai pensar em um hábito que tem alguns consequências,
como, por exemplo, nos abusivos, então esse uso, ele gera consequência em outros esferos
da minha vida.
Mais de uma.
Então, por causa desse vício, às vezes, eu atrapalho outras esferas, eu tenho um questão
de uma abstinência, então, quando eu tento retirar, eu tenho muita dificuldade, eu tenho
recaídas, eu tento retirar, eu saio, todo mundo vai começar um tratamento para qualquer
vício, sabe que, no tratamento, é explicado que ele vai ter recaída, ele vai ter recaída,
não existe tratamento, né, para ver isso, sem perspectiva de recaída.
E tenho que a gente ir uma estolarância, quando você achar que não é necessidade sempre
de aumentar aquele prazer, então, eu fumo um cigarro só um dia, quando eu vejo tornou, eu
aumento a minha necessidade, então isso já vai para o vício, que é vício, esse registração
de jogo, de cigarro, de outros droves, e tudo mais, não há de ministro bem, aquilo
límia, de ministro, mais do que eu aqui, não entende?
Então, no vício, como é que o pessoal fala em rede nacional, que alguém que está em uma
situação de vício, como se fosse um médio hábito, e como se esse médio hábito,
fosse uma era, fosse de vontade, então, são muitas camadas de absurdo, do que ela fala,
né, então, foi feito como você naquele dia, né?
E é perfeito que você fala, porque, de fato, você se livrar de um hábito que está com
você há tantos anos, não é uma tarefa simples e vai mexer com seu emocional, a minha melhor
amiga, ela parou de bebê, já há dois anos, e eu sempre falo dela como um exemplo disso,
primeiro, porque começa o ano e tem aquela coisa do janeiro seco, né, o Drige January,
e eu estava no Estados Unidos, eu fui de ferias e eu vi, nossa, uma mulher maravilhosa, se
liguei a TV, ela estava falando que o janeiro seco não é pra todo mundo, porque se você
toma uma taça de vinho uma vez na semana, calma, você não vai nem ver benefício de ficar
sem bebê, cuidado com essas coisas coletivas, que as pessoas começam a colocar como se
todo, a gente é muito único, mas essa, minha melhor amiga que está há anos sem bebê,
as ouvintes conhecem, né, que é a Jana Rosa, ela parou de bebê, só que ela mantêve,
tudo que ela fazia quando ela bebia, então ela sai, ela está com os amigos, ela vai
vir um casamento, ela fica até 3 a manhã, ela dança, falo, isso é o perfeito, porque
eu vejo muitas pessoas que falam, eu vou parar de bebê, mas como eu não estou bebendo,
gente, eu não vou, hoje saio com vocês, ai, eu não vou fazer tal coisa, ai, eu vou fazer
tal coisa, isso é insustentável, a gente só vai conseguir colocar um hábito ou eliminar
um outro hábito, se for sustentável, e por isso que eu brinquei no monólogo de "ai é
carnaval, ai é páscoa, todo ano vai ter carnaval, todo ano vai ter páscoa, toda semana vai
ter um puta de um beio para você resolver, será que você vai dar conta de não ter nenhuma
recompensa, ou será que a gente muda a recompensa, não adianta só tirar o prazer, eu entendi
certo.
Muito, perfeito.
Chama-se bastante, por exemplo, a tua colega, não sei, né, o Unido que ela estava
bebida, mas provavelmente ela estava no mal uso da bebida, mas quando a pessoa está no
nível de alcoholismo, aí, por um tempo, só enquanto realmente a questão da abstinência
tão grande, né, que já chegou, já é a questão patológica, então por um tempo ela se
faz de nos estimos, que, né, dos gatilhos que ela levam a bebê, até poder realmente
criar outras recompensas, até desintoxicar, tal e tal, e a ideia é voltar, é ter essa
reenceção, agora só quando é, só pra gente diferenciar, né, quando é um questão realmente
difícil, não, o patológico, não é mal hápto, claro, é quem é nível de mal hápto,
ou seja, não estou tocando em vício, em patologia, né, do nenhum tipo de trastorno, eu não
tenho como, se eu, se, o, isso é um das leis dos hábitos também, né, quanto mais divergente
da minha rotina foi isso, novo hábito, como, por exemplo, vão pra pensar na bebida
com mal hápto, não, como o vício.
Se de repente preparar de bebê, eu tenho que deixar meus amigos, eu tenho que deixar
minha rotina, eu tenho que deixar de transitar na cidade, ou seja, muito divergente da minha rotina,
o mais difícil vai ser de eu instalar esse hápto, não é o que você fala mais sustentável,
então eu tenho que realmente fazer um hápto de modo sustentável, então, em vez de pensar
que eu vou parar de beber total, eu só vou tentar diminuir um copinho hoje, eu não sei
quem vai, se você quem já perstar a pia que sabe, se quando tem alguma tarefa entre aspas
de casa, né, da fiscal, não tinha uma coisa muito boba, as primeiras das são muito bobas,
é porque pra você cumprir, é pra você reassucionar em você o sistema de auto eficácia, porque
quando eu cumpro uma tarefa, boba, eu termino "olha, eu fiz, eu fiz aquilo ali, que
bom que eu fiz".
Então, quando eu já tô com a minha, quando a gente pensa autestinho, são quatro filares,
mas os três principais, é auto imagem, é auto conceito, é auto eficácia, auto eficácia é
sentimento meio que de eu conseguir, eu dou conta dos meus beios, eu dou conta dos meus
propósitos, sem que é claro, se eu tô ali, é, sei lá, a gente não, outra coisa também
que esse papo de imposto de vontade, todo mundo tem 24 horas, não, não, nós não temos
as mesmas 24 horas, uma mão em pedora de casa, com precesa, tem outras 24 horas que é
diferente, deu outra madame lá, que tem outra rotina, sendo que, se é essa mãe, que tá
lá com três filhos, cuidando da casa, isso aqui ela se coloca as mesmas metas de uma pessoa
que tem tratados com habilidade, que tem ajuda, externa, que tem tudo, ela não vai acionar,
ela é sentimento de auto eficácia, eu consigo, então a gente começa no pouquinho mesmo,
eu só olho que bom, eu fui hoje em vez de beber daí, sem vez de beber nós, vió, que maravilha,
que a mãe é oito, então tem pode ser, é para ser normalmente progressiva, mas essa questão
de se abituar, né, de um, seja lá do que for.
-Ela, você perfeita, Maria, que melha nosso tempo, está se esgotando, e assim, eu não sei nem o que dizer, isso aqui foi uma aula, inclusive você dá a aulas, porque é um pouco interessada.
-É, eu tenho idóloga de literatura, índips cologiam via redes sociais, eu tenho um clube de leitura, mas assim, eu tenho a carreira acadêmica, que isso também vai ser nada de gente, né, então, fiz uma estrada de psicologia social, estou fazendo terminal meu doutorado, e estou na 7,5 pós, então, essas. havia a cadeia em que ensina a gente porque a gente é de docência, e eu acabo democado estudando saber, pelo meu canal, posso deixar aqui o que quiser, Maria, que melha a moura, e via Instagram, né, que é a rede social que eu mais utilizo mesmo, que é Maria, que melha a moura, e a gente tem um clube de leitura que a gente dá paz, uma vez por ano, é super legal, e tal, que a gente dá aula de literatura e psicologia, né, e então, ela para psicólogos, então, custo para psicólogo, então, acaba que a docência é um outro paixão que eu tenho por aqui, mas é muito feliz de algum modo, é conseguido ter um dia de catatação que um pouco tempo, né?
Não, mas foi perfeito, foi a paixonante, ver uma perspectiva tão mais real dessas coisas que tenho certeza que já tem gente se sentindo frustrada, então, muito, muito, muito obrigada, e, ó, quando eu gosto muito, sempre volta, então, agora a gente vai voltar no programa.
Que eu não é guarda, braço, gente, muito, muito obrigada pelo convite, um beijo para você.
Bom dia, óbvio!
Podcast Summary
Key Points:
Hábitos são formados por um ciclo de gatilho, comportamento e recompensa, sendo a recompensa e a repetição os fatores-chave para sua instalação.
Diferenciar entre hábitos e vícios é essencial, pois o vício envolve consequências negativas em áreas da vida e dependência, enquanto hábitos são comportamentos cotidianos que podem ser modificados com estratégias adequadas.
A força de vontade não é o principal fator para mudar hábitos; o ambiente, os gatilhos e as recompensas fisiológicas (como a liberação de dopamina) são mais determinantes.
A instalação de novos hábitos exige paciência, pois o tempo médio varia de 18 a 254 dias, dependendo da intensidade da recompensa e da proximidade com a rotina.
A frustração com metas é comum porque o ser humano é dinâmico e contextual, e as metas devem ser flexíveis, adaptando-se às mudanças de vida e circunstâncias.
A sociedade promove a ideia de que mudanças pessoais dependem apenas de nós, ignorando que fatores sociais, econômicos e culturais influenciam diretamente nosso comportamento.
A recompensa imediata, como o prazer de usar redes sociais, facilita a instalação de hábitos, mas a recompensa de longo prazo (como saúde ou economia) é mais sustentável.
Mudanças devem ser graduais e sustentáveis, baseadas em estímulos reais e reforçados por autoeficácia, evitando o perfeito e o frustante ideal.
Summary:
A discussão aborda a psicologia dos hábitos, destacando que eles são construídos por três elementos: gatilho, comportamento e recompensa, com a recompensa sendo o principal fator de instalação. Diferencia-se claramente entre hábitos simples e vícios, que envolvem dependência e consequências negativas. É enfatizado que a força de vontade não é a chave para mudanças, mas sim o ambiente, a facilidade de acesso ao gatilho e a recompensa fisiológica, como a liberação de dopamina.
A instalação de hábitos exige tempo — entre 18 e 254 dias — e não há um padrão fixo, pois depende da intensidade e da proximidade com a rotina. As metas são frequentemente frustradas porque o ser humano é dinâmico e responde às mudanças de contexto e circunstâncias. O texto também critica a cultura do "autoaperfeiçoamento" como um ideal inatingível, destacando que fatores sociais, econômicos e culturais moldam nossos comportamentos.
A recomendação é que as mudanças sejam graduais, sustentáveis e baseadas em recompensas reais, evitando o perfeito e o ideal inatingível. Além disso, é destacada a importância da autoeficácia e da aceitação do processo humano, que é temporal, não estático e moldado por contextos sociais. O diálogo conclui com a visão de que mudar hábitos exige compaixão, autocompação e uma compreensão crítica da sociedade que promove a autossuficiência individual.
FAQs
Um hábito é um comportamento repetido associado a um gatilho, recompensa e repetição. Um vício é um hábito que tem consequências negativas em outras áreas da vida e gera dependência, com dificuldade de parar mesmo com recompensas diminuídas.
É difícil porque o cérebro precisa de tempo para instalar o hábito, geralmente entre 18 e 254 dias, e depende de fatores como a recompensa imediata, o gatilho e a repetição. A falta de recompensa ou de um ambiente favorável dificulta a formação do hábito.
Você pode facilitar o início ao criar um gatilho claro (como deixar roupas da academia ao lado da cama), aumentar a recompensa imediata (como sentir-se bem ao fazer a atividade) e tornar o hábito mais acessível e repetitivo no dia a dia.
Sim, a recompensa é crucial. O cérebro associa o comportamento a uma sensação positiva, como a liberação de dopamina, o que aumenta a probabilidade de repetir o hábito. A recompensa precisa ser rápida e clara para ser eficaz.
O sistema 1 é rápido e automático (ex: dirigir com o hábito). O sistema 2 é lento e consciente (ex: resolver uma conta complexa). Com o tempo, hábitos se tornam automáticos, migrando do sistema 2 para o sistema 1.
Sim, ao focar em pequenas mudanças sustentáveis, como diminuir o consumo de bebidas ou fazer 5 páginas de leitura por dia, ao invés de tentar mudar tudo de uma vez, o que reduz a frustração e aumenta a autoeficácia.
Chat with AI
Loading...
Pro features
Go deeper with this episode
Unlock creator-grade tools that turn any transcript into show notes and subtitle files.