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🔵 16/09 - Fed pode iniciar novo ciclo de alta e Copom decide a Selic | Morning Call BTG Pactual

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🔵 16/09 - Fed pode iniciar novo ciclo de alta e Copom decide a Selic | Morning Call BTG Pactual

A decisão de política monetária no Brasil e nos EUA está sendo analisada em um contexto de intensa pressão inflacionária e volatilidade nos preços, especialmente com o petróleo subindo e caindo rapidamente. Nos EUA, o Federal Reserve está prevendo uma alta de 25 pontos percentuais na taxa de juros, com revisão para cima nas projeções de longo prazo, embora a taxa de juros longa permaneça estável. A decisão é influenciada por dados inflacionários desequilibrados, atividade econômica fraca e a expectativa de eleições de meio mandato que podem gerar cautela política. No Brasil, a expectativa é de corte de juros de 25 pontos, baseado em dados de inflação convergente e fraco desempenho da atividade, especialmente no comércio. Ainda assim, o diferencial de juros elevado e a volatilidade do câmbio são fatores que protegem o real de uma forte depreciação. A situação é agravada pela pressão política, como a derrota do Clarity Act nos EUA, que reflete instabilidade legislativa e potencial desgaste do ambiente de investimento. Além disso, o mercado cripto sofre queda após o fracasso do projeto legislativo, indicando que o ambiente político e fiscal está cada vez mais volátil. O cenário futuro prevê uma pausa no Brasil em novembro, com possível retomada em dezembro, especialmente se os dados de atividade no terceiro trimestre forem negativos. A análise considera que, embora os mercados estejam em movimento, o diferencial de juros e a estabilidade da inflação sustentam uma política monetária cautelosa em ambos os lados do mundo.

Transcription

4574 Words, 26150 Characters

Portuguese
[Música] Bom dia, pessoal. Tudo bem? Bem-vindos a mais um Morning Call do BTG. Pactual, meu nome é Mateus, e estaria acompanhando vocês nessa manhã fria. É de São Paulo hoje, quarta-feira, dia 16, de setembro aliás, super quarta-feira, né? A decisão de política monetária no Brasil nos Estados Unidos, muita coisa acontecendo. E para comentar tudo isso, e muito mais quem me acompanha hoje é a analista macro de renda fixa e de fundos de investimentos da empírica, os lá escoça. Tudo bem? Bom dia. Tudo bem, prazer pra aqui. Obrigado você, por estar aqui. É sempre um privilégio, recebê-la. Agora, um ponto importante é que a lei vai conseguir fazer com que a gente interprete muito melhor essas decisões de política monetária que estão acontecendo, e também os próximos passos. E aí sim, talvez esteja o é da coisa, né? Eu que falta realmente ser respondido. Então, antes de a gente passar para a tela de cotação de fechamento, né, do Dan, para a gente ver o que está acontecendo nos mercados, eu faço convite aqui. Quem não é inscrito no canal se inscreva, curta, comente aqui, deixa suas dúvidas para a gente endereçá-las ao longo do programa. E compartilha com seu amigo que também tem interesse nos temas que estão acontecendo no mundo, neste momento, tanto que trabalho com você, como também pessoa é interessada. Quem está assistindo no Instagram manda que ele havia umzinho pro seu amigo curta e siga página do BTG Pactual também. Então, vamos lá, Dan, pode colocar a tela para o pessoal dar uma olhada no que tenha acontecido o mundo? Observem só o pessoal. Hoje, há uma manhã de leve recuperação dos mercados internacionais. Isso deriva de onde, né? Principalmente do fato de que, durante a terça-feira, a gente voltou a observar uma forte aversão à risco, vinda justamente da auto do petróleo. O Brent voltou a subir ontem, e nessa manhã ele tem uma leve correção. Então, essa inversão de vetores acaba fazendo com que a balança volte a prender positivamente do lado da propensão à risco. Ainda que tímida, dado a relevância dos vetores que teremos hoje. Porque lembre-se, não temos só a decisão de política monetária dos Estados Unidos. Teremos amanhã do Reino Unido e na sexta-feira do Japão. Ou seja, três bancos centrais do G4, aqueles principais bancos centrais do mundo, estarão decidindo política monetária. Nem todos eles é um ânime a decisão, pelo menos a avaliação do mercado. Você tem ali uma divisão pelo menos na decisão britânica, mas, no caso, japonês, no caso americano, muitos investidores têm falado de nova alta de juros. No caso, americano, inclusive, seria a primeira auto. É em três anos, só o vingando. No caso, japonês, a gente já viu uma alta recentemente para o maior patamar de juros desde a década de noventa. Isso não vem isolado. Recentemente, a gente teve uma elevação dos juros na zona do euro. Note, zona do euro BCA é isso completo o G4. A gente está vendo uma postura contra a seonista do ponto de vista de política monetária vindo, principalmente, desses principais bancos centrais. Por quê? Por conta das expectativas de inflação que estão desbalanceadas da auto do petróleo, o Brent, ele negociar agora em torno de 17 dólares por barril. Mas, ontem, ele chegou nesse patamar de 108. Então, ele tem flertado que esses patamários mais elevados por conta dos choques populíticos, ruídos na região. E daí, hoje, uma melhora marginal justamente diante da definição do que pode vir a ser. Mas não tanto a decisão em si e mais procomunicada. Então, já chama a Laísa aqui para comentar um pouquinho para a gente com a sua expectativa para a reunião de hoje e, especialmente, a fala do Kevin Wars e para o sumar de projeções econômicas. É legal. Eu acho que, de fato, é o mais relevante que a gente vai ter hoje com o mercado aberto, lembrando que o nosso aqui é depois fechamento de mercado. E a gente espera uma alta de 25 pontos percentual ali, levando o Fedfans para o intervalo de 3,75, parte baixa para 3,75. E o comunicado em si, a gente não espera muitas modificações dele. Lembrando que, desde que o Kevin Wars entrou com o presidente, e tentido muito pouca revisão, e o comunicado foi ficando cada vez mais suscinto. Então, a gente não acredita que vai ter muita mudança ali no comunicado, apenas o fato de anunciar ali a alta de 25. Agora, quando a gente fala do sumário de projeções, que é aquele sumário mais completo em que você consegue ver todas as projeções de curto e de médio prazo, aquele juro neutro de longo prazo. Toda essa visão mais completa, que é feita cada 3 meses, divulgada cada 3 meses pelo Federal Reserve, a gente acredita que vai ter sim uma revisão para cima. Tanto dos dotplots, aquele mapa de pontos, que aponta pra onde que o banco central vê a taxa terminal de juros deste ano, principalmente deste ano. Então, a taxa longa a gente acredita que vai continuar no mesmo patamar. Então, não deve ver uma mudança estrutural da taxa de juros nos Estados Unidos, mas a gente espera que a taxa de juros pro final deste ano seja elevada em mais 25 pontos percentual. Então, a gente deve ter essa sinalização de que essa não vai ser a única alta de juros nesse ano. Lembrando que o mercado hoje já precipica essas duas altas e tem ali uma probabilidade, também ainda pequena, não é cenário base, mas já tem alguns players colocando, ali também a possibilidade de 3 altas de juros para esse ano. A parte de inflação, a gente também espera que o PC seja revisado para cima, dando essa sustentação para essa continuação da alta de juros por lá, e a parte da atividade também. A gente acredita que a parte do PIB deve ser revisada para cima também. Então, essa combinação de atividade mais forte, inflação mais alta, deve sustentar essa leitura de que o Fed deve continuar subindo juros de hoje deve ser a primeira. A gente acredita que a próxima vai ser em dezembro, muito porque a gente tem no meio desse calendário, ali na reunião do próximo mês, ser muito próxima dos Midterm Elections, que aquela eleição ali de meio de mandato nos Estados Unidos. Então, você tem toda uma questão ali política que pode pesar na decisão. Então, em geral, o Banco Central tende a ser um pouco mais conservador para tirar esse vínculo possível entre uma coisa e outra, que realmente não deveria existir. Então, ele acaba fazendo uma pausa, esperando até dezembro. Esse é o nosso cenário base hoje para as próximas três decisões, considerando já de hoje. Não, e perfeito você ter mencionado as Midterm Elections, porque provavelmente a gente vai ter um divisor de agos em relação a como o governo Donald Trump se comporta para os próximos dois anos. Porque ontem mesmo teve uma votação importante no Congresso do Senado para ser mais preciso do Clarity Act, que para quem acompanha o mercado cripto, por exemplo, era extremamente relevante. Hoje, nessa manhã, cripto está caindo, ela voltou, cripto que, no ressuscitar do Basement Trade, o trade contrário, as moedas seduciárias, inclusive, controdola em agosto, cripto que foi acima de 80 dólares, é, 30 mil dólares, voltou para caso 75 mil. E nessa manhã, ele está corrigindo um pouco, repletindo de certa forma a derrota do governo americano no Clarity Act, que não conseguiu avançar no Senado, teve uma derrota, não conseguiu apoia inclusive dos próprios republicanos. E isso era um marco legal importante para quem acompanha o mercado cripto, e espero uma regularização, cada vez maior, desse mercado, uma maior institucionalização. Isso me faz pensar aqui, um governo americano, que, tipicamente, se a gente olhar o histórico, um governo americano, ele tende a perder, pelo menos uma das casas legislativas, em uma midterm election, uma eleição de meio de mandato, no caso. E, se porventura do Donald Trump não perder só uma, mas perder duas, vi de a prieta de popularidade, da alta dos preços derivados de petróleo por conta da guerra no Gulfo, nova guerra do Gulfo, você acaba tendo um maior problema, o embrogulhos, legislativos pros próximos dois anos, e talvez essa derrota do ClareTX seja um exemplo de novas derrotes que possam vir aparecer, justamente por conta de perda de espaço do republicano, na casa. É um tema importante, esse que você trouxe. Fora isso, na agenda. A gente teve na Europa, agora, a inflação no Reino Unido, novamente subindo, acelerando, mantendo as pressões sobre o preço, bem acima da método banco da Inglaterra, preço de consumidor subiu 3,1% na comparação com o ano anterior, acima dos 2,9% registrados em julho, e marca a maior leitura de inflação desde março do ano. A gente teve também a inflação anual na Itália que subiu 3,3%. Tem muita pressão de preços, né? Pra as próximas decisões de política monetária que teremos ainda nessa semana, tanto do Reino Unido amanhã, como do Banco do Japão. Você tem algum expectativa para elas? Desde, segundo, a ferou mercado já coloca 100% de probabilidade aqui, de uma alta no Reino Unido também, né? Então, é um pouco do que você falou no início aqui da apresentação de que você está tendo esse aperto monetário, eh, ali bem disseminado entre todas essas economias, né? Então a gente acredita que sim, esse dado de hoje reforça, né? Esse sentimento de que o Reino Unido precisa subjuros, lembra que o Reino Unido tem um, eh, ele é uma economia muito aberta, então ele fica muito sensível a choques de preço, e no caso do choque do preço, do petróleo, especialmente sensível ali na, na zona do euro, né? Então a gente acha que, esse aperto que teve nos últimos, eh, nos últimos dias do petróleo, essa auto superando 100, eh, dólares do barril ali, e tudo isso corrobora muito para essa auto de 25 também lá no Reino Unido. Muito, muito interessante você tem mencionado o Reino Unido no sentido de aperto monetário, porque os juros longos, por lá também, tão bem estressados, né? Juros de 30 anos, os Estados Unidos para tomar mais altesas décadas de 90, a gente vê, imagine, semelhante, também, no caso de japonês, no caso americano, furuto de incerteza fiscal, nessas países. A gente viu os dados fiscais americanos últimos, de 12 meses com o déficit nominal superior a 6% do PIB e crescendo, maior do que o déficit também realizar nos 12 meses verificados no ano passado, nessa mesma janela temporal, ou seja, é uma piora que tem prejudicado, um pouco a credibilidade fiscal dos Estados Unidos, em um ambiente de competição por poupança, você acaba tendo essas pressões de juros, né, então subindo os juros nos vértices mais curtos, se pressão nos vértices mais lá, você tem uma elevação inível da curva de juros, em que é um evento importante, só ao ver se tem alguma dúvida por aqui, pessoal, mandem suas dúvidas, não se esqueçam, mais uma vez de curtir e compartilhar com seus amigos, o conteúdo aqui do BTG, pactual, alguma, tem também o dado de vendas no varejo nos Estados Unidos, você tem algum comentário sobre isso, especificamente? Não, não, não, cheguei a dar uma olhada nilha. Bem, nos Estados Unidos é um cenário contrário do Brasil, porque aqui, olhando para o Brasil, ontem, a gente tem vendas do varejo mais fracas, do que esperado, e já vindo para o Brasil, o pessoal pode colocar a tela de fechamento de Brasil, o dã, por favor, para a gente dar uma olhada, ontem o mercado brasileiro, descolado da realidade estrangeira, um pouco mais pesada do que se observou lá fora, o que, na verdade, a gente tem visto o Brasil se descolando bastante do mercado estrangeiro, já há algum tempo, né, parte de isso tem a ver com a alta do petróleo que beneficia, tive os brasileiros do outro lado, você tem um debate eleitoral vendo contornos, cada vez maiores, né, um rally eleitoral, enfim, questão fiscal aqui, é realmente importante, mas nessa quarta-feira tem decisão de política monetária do nosso banco central, né, e daí entra em jogo justamente essa respectativa de corte de 25 pontos, na contramão do que está acontecendo nos Estados Unidos, né, Estados Unidos subindo 25 pontos, e no Brasil caindo 25 pontos, então nos Estados Unidos, vamos da faixa de 3,5, 3,5, 3,5, 3,5, 3,5, 3,5, 3,5 e 4, e no Brasil a gente vai estar caindo de 14 para 13,5, 75%, mas da mesma maneira que nos Estados Unidos, a dúvida está para os próximos passos, eu queria convidá-la isso para comentar também as suas expectativas em relação que vai acontecer, com a taxa de juros, para as próximas unhões, para além dessa aqui, no Brasil, né, aqui no Brasil a gente tem expectativa do corte de 25, hoje acho que é dado, né, já 100% de probabilidade, ele precipcado na curva de juros, a gente, os últimos dados de inflação, o último de inflação que foi o PCA de agosto, ele veio ligeiramente abaixo, então eu diria que ele não teve nada muito além, ele da leitura convencional, então ele veio em linha, ele veio em deflação muito por causa dos preços administrados, que vieram para baixo por causa da energia elétrica, a gente teve bons de typo, e a gasolina também ajudou, a gente também está em deflação naquela linha, puxa bastante para baixo, mas eu diria que não teve nenhuma surpresa muito grande ali no número, agora o que a gente tem tido é uma surpresa negativa nos números de atividade, né, então como você bem mencionou, né, a PMC que saiu ontem, mostrou uma fraqueza da parte do comércio, bastante generalizada, né, em todas as linhas ali, a gente teve algum tipo de surpresa negativa, e aí quando você coloca isso no arcabolso de política monetária, você tem uma inflação, que ela não teve uma surpresa negativa, mas ela é uma inflação mais convergente, né, e você tem uma atividade que está surpreendendo para baixo, quando a gente olha os últimos dois anos, dois anos e meio de política monetária aqui no Brasil, você consegue perceber claramente que a função reação do banco central, ela tem sido muito mais sensível, gradativamente, né, mais sensível, há esses indicadores de atividade, então toda vez que você tem indicadores de atividade surpreendendo para baixo, isso faz com que a gente também coloca um viésse aqui nas nossas análises, de uma possível continuação do ciclo de corte, por aqui também nascelique, nosso cenário base hoje ainda é um corte na reunião de hoje, e uma pausa em novembro, lembrando que parecido com os Estados Unidos, a gente também tem uma questão eleitoral aqui muito grande, que são as eleições presidenciais, que vão ter aqui no meio do caminho, né, antes dessa próxima eleição, então dessa próxima reunião, então você também tem uma questão que falaria a favor de você ter uma pausa aqui em novembro, agora a gente consegue ver também alguns argumentos em prol da continuação até dezembro, né, se a gente tiver mais dados de atividade negativos daqui até a próxima reunião, né, lembrando cada quarenta e cinco dias, né, então você vai ter mais dados aqui de atividade, os dados atividade do terceiro trimestre, a gente já tem um viés mais baixo do que o mercado, então isso pode reforçar esse sentimento de continuação ali em novembro, você tem uma questão de inflação que a gente precisa entender como que ela vai se comportar dado esse nível de petróleo aqui para frente, se a gente vai ter algum tipo de peste fruto também pela moeda, porque lembrando, como você bem falou, Mateus, a gente tá com os níveis de juros curtos e longos muito elevados nas economias globales, isso faz com que toda a pressificação de ativos de risco e especial de emergentes fique cada vez mais adversa, né, então a primeira válvula de scape acaba sendo o câmbio, claro que nosso diferencial de juros ainda é muito grande, mas a gente tá num ritmo aqui de tensão desse diferencial de juros, então é importante que para a gente continuar tendo um corte de juros saudável aqui no Brasil, que essa moeda ela continua em patamar saudável apreciado e a gente não tem uma depressiação muito forte aqui do real, então assim em suma a gente acha que vai ter 25 pontos hoje de queda, pausa mais 25 em dezembro, é muito porque em dezembro a reunião de dezembro já será depois da divulgação do PIB do terceiro trimestre, que a gente vê o PIB negativo aqui menos 0,1, né, trimestre contra trimestre, seria o primeiro PIB negativo desde ali do pós-pandemia, então um cenário bem mais fraco de atividade, então a gente acredita que ele volta em dezembro, agora o mercado já pressifica algo como 55 até 65, ele tá nessa faixa por cento de probabilidade dessa continuação de novembro, né, então eu acho que essa reunião de novembro ainda tá em aberto, nosso cenário ainda é de pausa e retomar em dezembro, não, perfeito, você mencionou justamente a questão do câmbio, né, ontem vou ver se pra subir o 0,5%, fechou ali ao 16,513 pontos e um dia marcado pela operação a riscolar fora, mas no câmbio, no dólar, né, ele fechou com leve alto, o dólaro visto fechou com uma leve alto 0,14%, ali em 5 reais e 15 centavos depois de lá entre a mínima de 512 e 516, a minha dúvida, você já respondeu em partes, mas talvez você possa até complementar para que teve o Anderson que perguntou o movimento contrário do BC Brasileiro frente ao Fed com o BC cortando os juros e o Fed levando, possivelmente até três altas, como o BC Brasileiro irá se proteger da fuga de dólares pelo carry tray, né, de certa forma, seja a indiração a questão, né, a indiração de certa forma, mas a gente já viu o real, se sensibilizar muito rapidamente e em eventuais shocks, você acha que se pode acontecer aqui no Brasil novamente? É sempre uma questão muito sensível o câmbio, né, a gente, de fato, se você tá tendo uma redução do diferencial de juros, mas a gente também tá tendo uma inflação convergente, então quando você olha a parte do juro real brasileiro, ele ainda é muito alto, então quando você oferece um juro real muito alto, você acaba, fica muito caro para você fazer um ataque especulativo contra a moeda, né, fica muito caro você usar o real como fúndem, principalmente porque, porque como o diferencial de juros das demais moedas, também que são pares do Brasil, né, então as demais moedas emergentes, também estão sendo comprimidas, no relativo você ainda continua num patamar que faz sentido você usar esse carry tray, né, então você comprar o real e não vendê-lo. Então nesse sentido, a gente ainda vê uma continuação, acho que tem outro ponto que é relevante aqui, é a questão das eleições, a gente fez um estudo recentemente lá na Empírica, que é bastante interessante, a gente olhou todos os nossos pares da América Latina, e a gente olhou justamente o comportamento da moeda deles, quando você tem uma transição de um governo menos fiscalista, nesse cenário você tem uma apreciação muito forte na moeda, então quando a gente estrapola mesmo considerando o beta do real, que é maior do que os pares brasileiros, né, principalmente ali do perú que o perú tem uma economia bastante dolarizada, então o nosso beta que é a nossa volatilidade da moeda é bem maior, quando você olha fazer esse estudo comparativamente, se a gente tem uma transição aqui de política, né, fiscal, você teria uma apreciação para uns 4 e 90 até um pouco menos do que isso, se a gente considera esse beta, essa volatilidade maior do real aqui nesse cenário mais fiscalista, então eu acho que o cambio, ele tá um pouco aberto nesse sentido, quando a gente pensa também num outro cenário a diverso, a gente não consegue fazer o estudo, porque as outras economias vieram mais para o cenário mais fiscalista, mas a gente espera assim uma depreciação, tá no foco, né, se você for olhar, é esperado que tem uma depreciação no real, mas a gente entende que assim, e a depreciação for paulatina, né, se você não tiver de fato o real, como a gente diz aqui no mercado rasgando para cima, né, se ela for paulatina, a gente acredita que isso não deve atrapalhar o ciclo de afrochamento monetário do banco central, um maravilha, um bom comentário. [MÚSICA DE FUNDO] pergunta também em relação à clima, elinho. Já tem alguma coisa antes de espada, de pior, de imploração para contar disso, chuvas, etc. O já está bem, bem mafiado, né, a parte do elinho. Então, assim, o Banco Central, ele divulga, ele pede, né, para todos os análises que preenchem ali o focos. Ele pede o que chama, ele chama de KPC, né, questionário pré-copon. E aí você coloca de forma bem mais detalhada nesse questionário, inclusive ele pergunta exatamente quanto que você colocou na sua projeção em relação ao oinho. Você consegue olhar também na parte de alimentos, alimentos e natura, que seria o que mais pega. Então, quando a gente olha esses últimos KPCs, né, o próximo vai ser mais para frente na semana que vem, mas o resultado, mas quando a gente já olha os anteriores, porque esse tema já vem vindo ali sendo supermonitorado, você já tem uma gordura considerável ali sendo colocado nos preços, né. Então, acho que isso está bem monitorado, é claro que a gente não tem certeza da magnitude ainda do oinho, isso é uma coisa que a gente ainda não tem sempre o sente certeza, mas, sim, a gente já tem uma inflação de alimentos maior no ano que vem do que nessa, lembrando que para a política monetária, quando a gente olha para o Banco Central, como o horizonte relevante política monetária já é 2028, o que acontece com os preços de alimentos no ano que vem ele gera na verdade um efeito base que é positivo para 2028, né, porque você teria uma elevação desses preços em 2027, então você teria naturalmente um patamar mais alto e uma deflação, lembrando que a parte de alimentos alecíclico, então provavelmente você jogaria para baixo um efeito estatístico, matemático, o Banco Central fala explicitamente que ele não reaja esse tipo de choque de oferta, mas você teria algo benéfico para essa linha do IPCA em 2028 que é o horizonte do Banco Central. De BCBR, vai ser divulgado, já já, né, nove horas, mas você não gostou de me acompanhar tanto para suas projeções, né, BCBR? É, o BCBR, que é aquele. O PIB do Banco Central, né, ele é mentalizado, a gente não leva essa linha diretamente para a nossa projeção de PIB, né, a gente prefere olhar outros indicadores de atividades para fazer isso, mas o mercado olha, né, principalmente a variação ano contra ano, a gente sabe que essa correlação ela não é muito boa, né, entre uma coisa e outra, mas o mercado ainda acabou olhando, e então se a gente tiver um BCBR ano contra ano, bastante abaixo das expectativas, a mediana das estimativas dos economistas, ele tende a fazer preço sim, mas a gente não deve revisar a nossa projeção ali do -0,1 do terceiro trimestre por causa de um BCBR fora ali das expectativas. Perfeito, a BCBR de julho, né, a produção da Bloomberg está em queda de 0,1% da comparação mensal, o Banco está projetando 0,4% dados abaixo do esperado, o frente, o que a gente está vendo aqui, deveria aumentar a chance de um corte de juros agora, né, por mais que já tem já dado, e também eventualmente uma retomada do ciclo de corte e um segundo momento também. Bem, vamos passar aqui para o noticiário corporativo, alguns pequenos comentários, pessoal, primeiro, a VEG aprovou distribuição de 449 milhões de reais em julho sobre capital próprio, JCP, equivalente a 10 centavos por ação aproximadamente, pagamento ocorre no dia 10 de março de 2027, com a base na posição acionária de 18 de setembro, e a alos também aprovou, em reunião de conselho de administração realizada, ontem, o pagamento de dividendos intermediários, no valor bruto de 438 milhões de reais, dividendos em três para selas iguais de 146 milhões, cada uma equivalente a 29 centavos por ação ordinar, né, o pagamento, os pagamentos serão efetuados em 2 joutubro, 4 de novembro, e 2 de dezembro de 2026, para quem for acionista no dia 22 de setembro, 22 joutubro, e 19 de novembro, respectivamente. Tive uma pergunta aqui relacionada com IA, né, a gente tem visto que é desde o final de semana, a manchete do mercado internacional também está carregada de informações sobre IA, né, justamente por conta dessa discussão, entre aumentar ou diminuir a regulação sobre o mercado de inteligência artificial, dado que você hoje tem, provavelmente, né, segundo quem lidera o mercado, a possibilidade de gerar mais perigo do que benefício nos próximos 12 meses, mas são diferentes vertentes de interpretação, né, de um lado você tem que independe uma desaceleração justamente das investimentos em IA, dos envolvimentos da IA, do outro lado, para quem se preocupa justamente com a corrida, geopolítica nesse sentido, e você tem também outras interpretações de que as pessoas querem, na verdade, elevar, impedir que haja um preconceito com os valuations das empresas, de gente uma possível desaceleração do desenvolvimento da IA, às vezes para a João IPO, né, então, basicamente, as lideranças estariam preocupadas em não engajar tantos números, e por isso queriam provocar uma regulação que desacelerasse propositalmente, daí isso não viésse a prejudicar os valores das companhias, e outro interpretação é que as pessoas que estão liderando o mercado, na verdade, gostariam que as barreiras de entrada fossem elevadas, então você tem múltiplas interpretações aqui, é um debate superaquecido mais hoje, a liatura principal vinda da Casa Branca, que o desenvolvimento deveria continuar como está até a segunda ordem, tá certo? Bem, sem mais, nem menos, então, a gente tem aqui, basicamente, todos os principais pontos luzes, quer adicionar alguma coisa lá, isso? - Acho que foi super completo. - Então, perfeito, pessoal, muito obrigado pela participação de todo mundo. Quem deixou dúvida aqui e eu não consegui responder, a gente não conseguiu por conta da falta de tempo, deixa nos comentários do vídeo aqui, que a gente faz uma força tarefa para responder vocês também. Mais uma vez curto o vídeo, compartilha, se inscreva se você não é inscrito, siga página aqui no Instagram, se você não segue, e nos vemos no próximo BTG Particular Morning Call, tá certo? Até mais, pessoal. Que você espera de um banco com o seu negócio? Que eu possa antecipar e receber no mesmo dia. Soluções de crédito. O BTG em presos tem tudo isso, mas também tem mais de que você espera de um banco. Um painel com visão detalhada das vendas. Uma máquina é completa e integrada à conta fejota. 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Podcast Summary

Key Points:

  1. O mercado internacional apresenta leve recuperação devido à estabilização do preço do petróleo, que caiu de 108 para cerca de 17 dólares por barril, reduzindo a aversão ao risco.
  2. Os principais bancos centrais do G4 – EUA, Reino Unido, Japão e zona do euro – estão adotando uma postura conservadora, com expectativa de elevação de juros, impulsionada por inflação desequilibrada e choques de preços.
  3. O Federal Reserve prevê alta de 25 pontos percentuais na taxa de juros, levando a taxa de juros média para 3,75%, com revisão para cima nos dotplots de projeções, mas sem mudança estrutural na taxa de juros longa.
  4. A expectativa de alta de juros no Brasil é de 25 pontos em setembro, com pausa prevista em novembro e possível continuação em dezembro, especialmente se dados de atividade mostrarem fragilidade.
  5. A deterioração da atividade econômica no Brasil, com PMC abaixo das projeções, e a inflação convergente, alimentam a perspectiva de corte de juros, embora a volatilidade cambial seja um risco.
  6. A queda de juros no Brasil contrasta com a política dos EUA, criando uma diferença de posicionamento que pode gerar fluxos de capital, mas o diferencial de juros ainda protege o real de um forte desvalorização.
  7. O desempenho do mercado cripto caiu após a derrota do Clarity Act no Senado, indicando fragilidade política nos EUA, o que pode gerar instabilidade nas decisões futuras de política monetária.
  8. O cenário de política monetária é influenciado por fatores políticos, como as eleições de meio mandato nos EUA e no Brasil, que podem levar a pausas nas decisões para evitar riscos de desestabilização.

Summary:

A decisão de política monetária no Brasil e nos EUA está sendo analisada em um contexto de intensa pressão inflacionária e volatilidade nos preços, especialmente com o petróleo subindo e caindo rapidamente. Nos EUA, o Federal Reserve está prevendo uma alta de 25 pontos percentuais na taxa de juros, com revisão para cima nas projeções de longo prazo, embora a taxa de juros longa permaneça estável. A decisão é influenciada por dados inflacionários desequilibrados, atividade econômica fraca e a expectativa de eleições de meio mandato que podem gerar cautela política.

No Brasil, a expectativa é de corte de juros de 25 pontos, baseado em dados de inflação convergente e fraco desempenho da atividade, especialmente no comércio. Ainda assim, o diferencial de juros elevado e a volatilidade do câmbio são fatores que protegem o real de uma forte depreciação. A situação é agravada pela pressão política, como a derrota do Clarity Act nos EUA, que reflete instabilidade legislativa e potencial desgaste do ambiente de investimento.

Além disso, o mercado cripto sofre queda após o fracasso do projeto legislativo, indicando que o ambiente político e fiscal está cada vez mais volátil. O cenário futuro prevê uma pausa no Brasil em novembro, com possível retomada em dezembro, especialmente se os dados de atividade no terceiro trimestre forem negativos. A análise considera que, embora os mercados estejam em movimento, o diferencial de juros e a estabilidade da inflação sustentam uma política monetária cautelosa em ambos os lados do mundo.

FAQs

A expectativa é uma alta de 25 pontos percentuais na taxa de juros, levando o Fed para 3,75%. O comunicado será simples, mas há revisão para cima nas projeções de juros, especialmente no longo prazo.

Sim, a inflação está em alta e a atividade econômica é mais fraca, o que sustenta a continuação da elevação de juros. A expectativa é que os dados de atividade surpreendam para baixo, reforçando a possibilidade de uma nova alta em dezembro.

A elevação dos preços do petróleo e a pressão inflacionária estão forçando os bancos centrais a reforçar a política de aperto monetário. O Reino Unido tem juros longos elevados, como nos EUA, e já há 100% de probabilidade de uma alta de juros.

Enquanto os EUA estão aumentando juros, o Brasil deve cortar 25 pontos percentuais, indo de 14% para 13,5%. O cenário base prevê pausa em novembro e retomada em dezembro, com base em dados de atividade e inflação.

O diferencial de juros ainda é alto e o juro real brasileiro é forte, o que torna o real resistente a ataques especulativos. A depreciação será paulatina e não comprometerá o ciclo de corte de juros.

Os preços de alimentos estão sob pressão devido ao clima, o que gera inflação mais forte no ano que vem. Isso tem um efeito positivo no IPCA em 2028, mesmo que o Banco Central não reaja a choques de oferta.

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