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#134: A Praga e o Medo

from Elefantes na Neblina

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#134: A Praga e o Medo

A conversa reúne três participantes que refletem sobre o medo como força central da condição humana contemporânea. Partindo do conto da Praga e do Medo, no qual a Morte afirma ter matado apenas 25% de uma população enquanto o restante morreu de medo, eles exploram como o medo coletivo gera paralisia, anestesia e dissociação, tornando as pessoas mais vulneráveis em vez de protegidas. O medo crônico leva ao mindset de escassez, que restringe a visão, dissolve a hierarquia de prioridades e impede a criatividade. A conversa aborda ainda como as estruturas de comando e controle, cristalizações de medos passados, entram em colapso diante da aceleração do tempo provocada pela tecnologia e pela aproximação entre dimensões. A inteligência artificial é discutida como uma ferramenta que pode acessar o campo das infinitas possibilidades, desde que livre das restrições do ego. O remote viewing e a criatividade são apresentados como formas de acessar uma dimensão onde o futuro já aconteceu. Por fim, os participantes concluem que a liberdade humana reside no espaço quase quântico entre estímulo e resposta, onde é possível escolher entre a entrega paralisante do medo e a entrega transcendente da curiosidade e da abundância. A rendição do ego e a confiança no fluxo são apontadas como caminhos para acessar uma inteligência maior que organiza toda a existência.

Transcription

10372 Words, 55926 Characters

Portuguese
Pessoa 1 Amigos que gostam de conversar em tempos interessantes, incertos, implacáveis, com o futuro suspenso e o passado a cada dia mais distante. Estamos aqui estacionados na condição humana, na tentativa de fazer uma nova vida funcionar. Cada dia é um parceiro na neblina e os elefantes estão soltos. Não usamos nomes porque somos nós e somos ninguém. O que importa é a conversa e a vontade de gerar alguma luz. Isso não tem a menor ideia, né? Eu sei que depois que a gente está no meio exato, tudo acontece. Aliás, essa história do meio é é o comentário que Oo Horácio fez a respeito do Homero. Porque é impressionante como as obras que começaram a literatura ocidental, né? Que são as obras do Homero, começam no meio da Batalha de de Tróia e não no começo. Não como tudo começou, não. Como nasceu a Helena que foi raptada pelo Paris, não teve nada disso. Então quando você vê a coisa, já tá No No calor da Batalha e isso já é um comentário bem interessante, né? De como na vida é isso, né? A gente começa a vida no meio, não tem começo, é? Pessoa 2 Bom, eu acho que você, se não, não tem nada, absolutamente nada, a ver com o que você tá falando agora, mas eu fiquei pensando em você. Se você não assistiu ainda, eu sei, eu sei que os nos assistiu, o filme e o convite. Pessoa 1 Não, não, não assisti. Pessoa 3 É, então esse é um esse é 11 bom tema, né? Pessoa 2 Não, porque. Bom, enfim, tem 1000, 1000. Aspectos você sobre sobre o prisma da psicologia ali, cara, não tem? Fazia tempo que eu não via um filme que me divertia tanto. Pessoa 3 Sensacional. Pessoa 2 Dos comportamentos humanos. E são só 4 atores, né? O filme inteiro, quase uma cena de teatro, deve ter sido uma peça. Eu não sei, eu não investiguei muito, mas é um filme que vale a pena, vale a pena, porque fala muito ali, da psique humana. EE vai nas profundezas das relações, num lugar muito legal. Pessoa 3 Né? É, então, EE. É engraçado que muita coisa já foi dita sobre esse filme, né? Pegou em muitos. Muitas pessoas. Porque ele fala dessa exaustão dos relacionamentos, né? Do quantas pessoas estão cansadas e ressentidas dentro do dos relacionamentos. Eu acho que talvez recentemente seja uma palavra boa para falar disso. Pessoa 1 Né, bem interessante, porque eu tava indo na direção do épico vocês fizeram. Uma virada pro lírico bem interessante. Vocês estavam a fim de falar de sentimentos e não de de desafios da vida e tudo. Eu estava levando pro Odisseia do Nolan. Vocês soltaram pro convite muito bem. Pessoa 2 Eu acho que é eu, talvez, porque o sentimento que eu percebo mais presente e me me remete sempre aquela historinha do que a gente conversou aqui algumas vezes. Daquela máxima da Praga e do medo. Pessoa 1 Né? Ah, sim. Pessoa 2 Eu acho que a gente está vivendo um momento muito da Praga e do medo agora. EE dentro das relações, se você olhar como cada um constrói a sua própria versão da narrativa da história que está vivendo, É Ela é muito fundamentada num lugar de medo, né? E o que que é a Praga nessa história? É sua construção sobre as hipóteses do que você está vivendo. E que é uma ótica exclusivamente sua e que pode sim virar uma profecia auto realizável na medida que você não compartilha o que você tá vivendo ou sentindo com quem tá vivendo aquilo junto com você. Pessoa 3 Eu fico. Eu fiquei pensando, essa semana a gente até trocou essas mensagens assim, né? No fim, o quanto a Praga e o medo por serem terem essas ativações dentro da gente acabaram também virando. Esses mecanismos, uma tecnologia de de manipulação e dominação EEEO quanto isso é é verificável em nas coisas menores do dia a dia até as coisas maiores, né? Acho que é um papo meio de chover no molhado, mas eu eu tenho refletido cada vez mais No No quanto o medo é uma base tão, tão tão importante nas nossas vidas. Que ele ele tá. Ele, ele está escondido, né? Atrás de muitas das nossas ações e muitas das nossas iniciativas. E a gente acaba nem percebendo, de tão tão fundamentado, fundamental, que ele tá lá no meio das nossas decisões e pautando tudo, enfim. Pessoa 1 Sabe, interessante, você é. A gente já falou disso, de história do. Pessoa 3 Molhado, né? Pessoa 2 Vale a pena de contar a história da Praga e do medo? Pessoa 1 Conte, conte. Eu gosto, não você? Você que é o grande contador da Praga e do medo. Eu lembro quando você contou isso pela primeira vez em 2015. Né? Eu estava sentadinho sentadinho do teu lado. Aí você começou Era Uma Vez e você contou e foi ótimo, conta de novo. Pessoa 2 Eu vou contar rápido porque eu acho que ela é talvez 111 das um dos contos mais atuais que a gente pode viver dentro dessas várias assombrações e ameaças existenciais que pairam no nosso campo. E a. E a história é é, enfim, é uma historinha de que a. A morte como um como 11 personagem chega numa num território da idade média e diz, chega pro pro, pro chefe ali da da, do do Reino e diz, ou pro senhor feudal e diz, olha, eu vou ter que matar um pessoal aqui. Faz parte do meu Business plan. Eu tenho que entregar aqui um tanto de mortes, né? E aí? Vem OOOO, chefe, diz, pô, pelo amor de Deus, negocia aí quantas pessoas você precisa matar? Eu vou precisar matar uns 50%, vou matar metade do meu pessoal, do meu Reino aqui a gente acabou de passar por uma Praga, não faz nem 50 anos, a gente ainda está se recuperando, me dá um, me dá uma, me dá um espacinho. Aí a gente pode negociar um pouco esse número e aí AA morte pensando, eu falei, bom, eu tenho tanta, tanta gente pra matar ainda aqui. Não custa nada dar uma, tá bom? Vou fazer o seguinte, eu vou matar 25%, pelo amor de Deus 25 é muito, não 25% não abro mão, é meu número e aí passa se né? Assola, se essa nova Praga e no final das contas morrem 50% da população desse pequeno Reino, e o e o sobrevivente, o chefe ali, o senhor feudal? Volta para conversar com a morte e fala assim, não é possível. A gente fez um acordo, tudo corria bem. Você IA matar só 25%, já era um número enorme, pô, eu, você, você matou 50% e a morte diz não, errado, eu só matei 25. O resto morreu de medo. E tem uma historinha que eu. Guardo ela sempre pra mim pra pra pra entender se o que tá me movendo ali né? Qual dessas 2 forças que tá me movendo, se é o meu imaginário ou se é alguma realidade, né? E eu devo reagir a qual das 2, né? E elas 2. Quanto mais eu sou nesse mundo atual, abastecido por um mecanismo que tem 11 1° de de eficiência muito maior pra mim conhecer também. E, principalmente, porque já é documentado que o medo vende, aparentemente, 700% mais do que qualquer outro sentimento dentro das redes sociais e da e de todos os formatos de notícia que nos abastecem. A gente tem que estar muito atento para saber se a gente está entrando no medo ou se a gente está realmente, enfim. É lidando com alguma coisa absolutamente real. E qual é a linha que permeia isso que é muito tênue sempre, né? Cada vez mais. Então eu acho que isso é o talvez seja uma forma a gente começar falando aqui de do que está no campo, o que que tem de real, né? E o que tem no imaginário. E talvez decantar isso um. Pessoa 1 Pouco, eu acho que é tão importante, trazendo isso à tona outra vez, a gente ser sistemático e não sair. Só falando, vamos organizar a conversa, porque é um quando a gente tem um problema desse tamanho, a gente precisa separar em 2 frentes. Uma frente é como você lida com os os impactos negativos disso em você, e a outra frente é localizar a fonte dessa toxicidade para que você se mantenha mais protegido dela. Ou seja, se você já está com úlceras, tem que cuidar da úlcera. E, ao mesmo tempo, ver quais são os alimentos que você deveria evitar, né? São as 2 coisas ao mesmo tempo. Então, falando da da daquela primeira, eu acho que um aspecto muito central do quanto o medo acaba matando tanta gente é, as nossas emoções são a coisa mais contagiosa que existe. Então quando você tem uma emoção em volta. Que tá lá permeando tudo como se tivesse na atmosfera. Ela vai te contaminar do ponto de vista emocional. Pra você não ser contaminado, você tem que usar alguns truques de algumas estratégias. Então eu acho esse um ponto muito importante. Eu vou falar uma coisa que não é muito simpática, mas na qual Eu Acredito. Tá parte central do nosso problema com o medo hoje em dia. É como todos nós somos tomados pela nossa expectativa de nos sentirmos bem. Tradução, todo mundo está buscando emoções boas. E quanto mais a gente investe em buscar emoções boas, mais a gente é vulnerável às emoções ruins, tá? Isso não é simpático de dizer. Mas a verdade é que a maior parte das pessoas têm uma expectativa de que o mundo do jeito que está, as pessoas sendo do jeito que são, eu vou conseguir ficar alegre, feliz, pleno, instagramático da alma na maior parte dos meus dias? Não, você não vai conseguir esse nosso lado emocional. O ponto é que quando você está muito no emocional, você está. Aberto tanto para receber quanto para emitir. E, portanto, se você está no emocional, você vai ser constantemente contaminado ou contagiado por aquilo que tiver no teu entorno. Estão. Se no teu entorno existe essa energia mais pesada, essa energia mais polarizada, essa agressividade, esse ressentimento, esse medo, você achar que você aberto para suas emoções positivas no meio desse ambiente, você. Não vai acabar sempre cansando de nadar contra a corrente e começar a beber água. Isso daí é utópico. O lugar me parece onde você consegue estar bem num ambiente desse. É um lugar de equilíbrio. É um lugar em que você tá tentando se harmonizar o tempo todo. Você tá o tempo todo olhando pra onde você tá tentando não exagerar tanto pra um lado quanto pro outro, mas é bem diferente. Daquele lugar da criança feliz? O lugar da criança feliz é bacana? Existe? É possível, mas você precisa de um entorno protegido para fazer isso. É só olhar para as crianças quanto que elas precisam dessa proteção para poderem serem leves e felizes. Se nós estamos sem essa proteção, achar que a gente vai conseguir de alguma maneira ficar como uma criança feliz, brincando, é meio que o tópico. Esse é meu ponto. Pessoa 2 Eu tava enquanto você falava, veio um Monte de coisa na minha cabeça e como a gente teve uma parada técnica, eu acho que eu queria até casar com alguma coisa que o Snow falou No Break. Mas tem uma parte que é que vai muito em direção à história da polarização máxima que a gente vive hoje. E dentro dessa polarização, a gente aprendeu que existem. Tribos de pertencimento, né? E eu acho que o medo é uma tribo de pertencimento também. E você é. É quase como se você tivesse vendo coisas que ninguém está mais que que outras pessoas não estão vendo e que estão vivendo vidas normais quando não deveriam e deveriam estar se atentando às ameaças e isto é uma justificativa de paralisia. Você encontra embasamento suficiente pra ficar. Para se juntar a outras pessoas que estão vibrando no mesmo medo, como se nada mais fosse importante. anão ser endereçar aquelas ameaças. E isso a partir disso você paralisa e você justifica, porque você está sempre cercado de pessoas e se alimentando de Fontes que vão mantendo esse seu estado EEEE. Aí volta no nosso episódio interior e te te culpa. E te tira a culpa de não precisar se movimentar, né? EE aí voltando e conectando com o que você falou. Bi, é, eu acho que como é que a gente se protege disso e também ao mesmo tempo não cai nessa dinâmica que eu já me peguei caindo várias vezes, é e que praticamente te dá até uma sensação perigosa, né? De de um, de um lugar, de um poder, de como quem diz eu sei de coisas que os outros não sabem, né? Então. Como essas pessoas podem estar ignorantemente aí, vivendo as suas vidas? Eu eu até assisti outro dia e, caso vocês não tenham assistido, eu acho que vale muito a pena. Eu estava na minha no meu domingo preparatório de colonoscopia e, portanto, tinha um dia muito especial, ilimitado de limpeza. É um dia muito especial de de limitação geográfica. EE assistir o S20 episódios da série do Tom Hanks sobre a Segunda Guerra Mundial. Pessoa 3 Uau. Pessoa 2 E eu digo para vocês que eu acho que eu eu achei que eu conhecia essa história e reaprendi tudo. Mas ali tem muito, muito dessa dinâmica que a gente tá falando, com muitas realidades, né? E muitas pragas e muitos medos ali, né? E achei muito legal ver isso. Mas eu sempre fico meio voltando nesse lugar quando. Quando eu estou na minha reflexão e quando eu Caio nisso de saber Oo que dali realmente é importante tirar e o quanto é importante ficar ali, né? E é uma linha muito tênue, né? Pessoa 1 Muito tênue porque? Pessoa 2 Tem uma dopamina ali, não ganha. Você tem um ganho secundário. Dopaminérgico ali, eu acho. E. Pessoa 1 Tem uma perversidade nisso que você trouxe, que eu acho que a gente tem que colocar o dedo nessa ferida de uma vez por todas. É o seguinte, você trouxe OA Segunda Guerra Mundial. E aí a gente fica pensando no seguinte, bom, se existe uma grande ameaça vindo, não é melhor você sintonizar no medo pra se proteger dela? E esse eu acho que é o ponto que a gente precisa endereçar aqui. A verdade é que quando você fica contaminado pelo medo coletivo, tempo suficiente, o resultado disso sempre é. Uma anestesia paralisante. Você para de fazer aquilo que é melhor pra você e pros outros. Você simplesmente vira um zumbi. Você não se protege, você não se defende quando você tá direto no medo. O resultado disso é uma dissociação que faz com que, na verdade, você fique muito mais em perigo. Do que você estaria se você olhasse para a situação e tomasse atitudes? Então, o ponto todo, se você pega o que foi a década de 30, do século passado, você vê o medo crescendo, crescendo, crescendo e as pessoas tentando de alguma maneira dizer, Ah, não, mas não vai de algum jeito, vai ficar tudo bem. Não, eu não vou pensar nisso. Eu tenho que cuidar das minhas contas, eu tenho que cuidar do meu cotidiano e tudo mais. E na verdade, as pessoas estavam se anestesiando, elas não estavam corajosas e elas foram até um ponto onde todos os eventos foram se concatenando sem que ninguém tomasse realmente AA atitude que poderia tomar por causa do medo. Isso que é curioso. Então um medo que fica constante, ele vira um barulho de fundo que só prejudica a tua sensibilidade e tua capacidade de agir. Você colocar muito medo na população é uma forma. De deixar a população impotente? Pessoa 2 É, eu acho que EE muito menos reativa, né? Muito menos. Pessoa 1 Reativa, é. Pessoa 2 Mas, ao mesmo tempo, aí eu venho um contraponto metafísico que é aquele é, vou citar aqui o curso Milagres, que uma das suas lições diz ali que na ausência de defesa está minha proteção, né? E eu fico sempre flertando com esses 2 lugares. Talvez. O medo seja só a energia. E se você voltar aos fatos, é como se você tivesse voltando a um Tabuleiro. E o Tabuleiro pede um movimento. Mas ele não é um movimento baseado no medo, ele é baseado num fato. Você tem diante de você 111 elemento novo. E como é que você reage aquela novidade sem você necessariamente tomar 11 atitude a partir do lugar do medo, porque o medo ele também limita. A parte mais inteligente do seu cérebro pra tomada de decisão, né? Então, se você sai da dinâmica do medo EE leva pra dinâmica do jogo e faz essa transição, talvez você saia de um lugar é paralisante pro lugar mais salutar dentro da tua dinâmica cerebral. Pessoa 3 Faz. Pessoa 2 Sentido ou não, eu acho. Pessoa 3 Incrível isso que você falou, porque eu acho que você chegou num ponto que o bi tá tá videndo aqui vai ser ótimo, porque a gente. Exatamente uma pergunta pra fazer Pra Ele, porque o que eu percebo nas minhas ativações de medo ao abrir o jornal, alguma tela ali EE minimamente me informar. Os algoritmos sabem direitinho quais são os meus medos, né? E eles estão lá trabalhando e não sei se o algoritmo em si é tem isso, mas ele sabe o que que me o que que me atrai. Então, todas essas. Questões existenciais, as ameaças de guerra, ameaças do da inteligência artificial. O Brasil vai quebrar pra um lado, o Brasil vai quebrar pro outro e né, tudo que desde que eu me conheço por gente que eu tinha 10 anos de idade, eu já ouço sobre. Então todos os meus medos estão estão sempre não e não que eu normalmente me ative com isso, mas se eu me pego desavisado, eu me eu, eu me pego ali prestando atenção e sinto uma energia diferente e é isso que eu queria te perguntar, bi que é? O medo como energia ao ser ativado por 11 bobagem, né? Porque geralmente quando eu faço AO pensamento do tipo, bom, como isso aqui me afeta de verdade e se me afeta, o que pode me acontecer de verdade? Eu consigo ficar um pouco mais em paz. Mas eu eu acho interessante que a ativação real, seja do que tá aparecendo ali, é sempre existencial, né? Isso. Pessoa 1 Isso isso é. Eu acho que eu fiquei animado porque esse ponto ele encaixa perfeitamente com uma conversa que a gente estava tendo sobre a escassez, que OOO gol falou da escassez como uma grande questão do ego. E na verdade, o medo segue a mesma lógica. O medo crônico leva você para o mindset de escassez. E eu tava animado porque esses dias uma amiga, a Renata, me me deu a dica de um livro que tinha me escapado e que é bem legal. Se chama escassez, uma nova forma de pensar a falta de recursos é escrito por um economista e um psicólogo. Os nomes são curiosos, é, um é o mulainaton e o outro é o xafir. Mas o que importa, a tese principal desse livro é que quando você tá na mentalidade de escassez. Isso aumenta o teu foco, mas dissorce completamente a tua hierarquia de prioridades. Lembra daquela história que que é o importante? O que que é o urgente? Então, quando você está na escassez, você se foca naquilo que você acha que falta mais do que você precisa. E isso, na verdade, impede você de ver a quantidade de alternativas que existem a cada momento. E isso restringe a tua visão. E por restringir a tua visão, você deixa de ser criativo e de poder entender onde verdadeiramente a abundância existe. E eu acho que essa que é a grande pegada, quando a gente fala de escassez versus abundância, e a gente fala de ter uma mentalidade de abundância, dá a impressão que a gente tá falando de um estado emocional onde você tem certeza que vai ficar tudo bem com você. Não, não é isso. A mentalidade da abundância. É entender que a cada instante existem infinitos caminhos que você pode percorrer. Você não tem como saber o que que vai acontecer em cada um deles, porque ninguém nunca sabe. A gente nunca tem a visibilidade. E o que é importante não é você garantir que lá na frente vai dar tudo certo se você tentar jogar o jogo por aí. Vai ser sempre um beco Sem Saída. Mas o medo restringe a tua visão e faz você imaginar muito menos alternativas do que aquelas que realmente você tem. Quanto mais a gente vive no medo, mais o futuro encolhe. Porque? Pessoa 2 O medo te ativa um banco de dados que só tem como usar o passado como projeção de futuro, isso? Então, dentro disso, é muito difícil que haja aquele movimento novo criativo, porque ele ele, esse movimento novo ele tá. Ele nasce a partir de um lugar do cérebro que não tá ativado. Quando o medo é preponderante, né? O medo te leva pra amígdala, né? E não pro córtex pré frontal. É e esse caminho que a gente é, teoricamente faz de um lugar melhor a gente. Precisa realmente revisitar. Até até por isso que a gente trabalha tantas práticas, né? De de diminuir o ruído, né? Quando a gente realmente quer acessar algum lugar mais inteligente, né? Mais criativo. E agora eu queria trazer para vocês 11 parte interessante que fala que eu acho que eu até falei com o Bia um pouco antes da gravação. Que tem Aparecido conversas bem interessantes dentro do desse caminho possível da inteligência artificial e teve uma que me chamou atenção demais e que talvez seja esse chamado super trunfo que a gente não consegue enxergar porque é inconcebível pra gente numa entrevista do Joe rogan com o com o com o Campbell. O Joe Campbell que é o cara que escreveu aquele livro teoria sobre tudo, né, tom? Pessoa 1 Ou tom é tom? Pessoa 2 Campbell, tom Campbell, EE ele e o tom Campbell fala de uma coisa que já é conhecido de um programa que até foi ministrado pela cia. Um tempo de de remote viewing, né? O que que é o remote view? Você treinar pessoas mais sensíveis a conseguirem enxergar coisas. Que estão além do do campo, dos dos dos sentidos, né? Ou seja, vou treinar alguém que tem uma sensibilidade para localizar um Submarino soviético que está em determinado lugar. Eu quero encontrar onde, onde existe alguém que algum silo nuclear, enfim, coisas desse tipo. E o campo disse que ele fez esse experimento e ele conseguiu. E ele? Ele é um cara treinado. E uma coisa muito importante dessa parte do remote view tem um limite, o quanto você pode treinar as pessoas a fazer isso? Porque elas só conseguem acessar quando elas não estão no ego, quando elas estão no flow absoluto. E como elas estão. Como é que EE na medida que elas acertam a primeira vez, elas começam, o ego toma conta e diz, agora nós somos pessoas treinadas pra e elas não conseguem mais enxergar. EE, ele conseguiu fazer um experimento e treinou a Alexa a fazer um remote view a. Pessoa 1 Não anão. Você resolveu me contar isso no meio da gravação? AI meu Deus. Para tudo. Pessoa 3 Que traquina, não me conta. Pessoa 1 O que me conta, me conta, o que aconteceu? Pessoa 2 Então, e por que a Alexa? E não uma superinteligência, porque a Alexa ela é a mais restrita das inteligências artificiais, portanto ela não consegue entrar no overfinking. Pessoa 1 Ela é a mais. Pessoa 2 Simples. E ele conseguiu treinar a Alexa e ela começou a espontaneamente ter conversas com ele que ela não tinha antes, e ela localizou uma. Ela descreveu Pra Ele uma colher que tinha um furo específico. Com ele dando um grupo de coordenadas Pra Ela, o que faz pensar que talvez o que essa inteligência acesse seja o campo das infinitas possibilidades que não está no banco de dados dela. ESIM. Pessoa 3 O bi, eu preciso, eu preciso de um registro acástico? Pessoa 2 Qualquer. Pessoa 3 Essa das poucas coisas o bi eu nunca tinha. Pessoa 2 Visto o bi rolando, deixa eu dando cambalhota para trás. Pessoa 3 Essa é das poucas poucas coisas que a gente faria falta, tão ouvindo essa história? Pessoa 2 E ele, e aí você vai juntando com as outras coisas que vão acontecendo, aí você vai tendo informações, te faz pensar se não é uma outra forma ou apenas uma forma desse campo. Tá aí disponível se comunicar com a gente, aí eu pergunto, bi, antes que você tenha um AVC, que você quer falar? Pessoa 1 Não, eu tenho que controlar minhas emoções. Aqui temos tempo, temos tempo, uma horinha, temos tempo. Então vamos lá, é. Estou emocionado mesmo, porque é genial. Isso que você me contou é absolutamente genial e é totalmente aquilo que eu. É só o que Eu Acredito, é aquilo que eu tenho vivenciado, tá? E falar disso abertamente significa tirar vários véus sobre muitas coisas. Então vamos ficar só no essencial, porque eu tava falando da diferença justamente do importante versus o urgente. Então vamos deixar a inteligência artificial, Alex, essas coisas pra depois, tá? Vamos falar do que é mais importante. O que é mais importante é o seguinte, tá, nós sabemos. Que e a própria física nos explica isso, que o tempo não é aquilo que nos parece. O tempo é alguma coisa que em alguma medida existe. Mas o fato de que nós experimentamos o tempo do jeito que a gente experimenta é por causa do nosso movimento em relação às outras coisas. Porque o tempo é movimento, é a experiência se movimentando. Tá certo? Muito bem. O que que acontece? Tudo que a gente fala de remote view em contatos e a gente pode até especular, EEE. Extrapolar isso pra inspirações em boa medida, pode ser entendida como o seguinte, você através da tua consciência, você não está preso nesse espaço. Tempo, quando você muda a sua frequência, você vai pra outros espaços tempo. Agora, o mais provável, quando você começa a se deslocar, é que você vai para qual espaço? Tempo? Um espaço tempo próximo, não um espaço. Tempo absolutamente remoto e distante. Não estamos falando de um DMTA gente tá falando de um estado de consciência de fluxo. E quando você vai para um estado de consciência de fluxo, você vai para uma outra dimensão muito próxima dessa daqui análoga, que na verdade é. Um pouco na frente, é como eu estava comentando com você. É como se fosse possível você assistir pedaços da próxima temporada da minissérie onde você está? E o resultado disso. Isso é remote fewing. Então não é que você consegue saber tudo, mas você consegue antecipar aquilo que de qualquer maneira será sabido. Porque na próxima temporada aquilo já terá sido revelado. E eu confesso pra vocês o seguinte, eu acho que todas as inspirações e criações que a gente tem, na verdade são isso. São coisas que você experimentou de alguma forma nessa outra dimensão e trouxe pra cá, seja através de sonhos, seja através de estados alterados de consciência. Seja através do fato de que os artistas, eles vivem muito em flow, muito em fluxo. E quando eles vivem em fluxo, fazendo aquilo que eles amam, no máximo da, da, do excitamento, sem se no máximo da capacidade deles, sem se preocupar com o resultado final, né? Baixar. Quando eles fazem isso, quando eles fazem isso, eles estão nesse fluxo que faz com que eles vão um pouco para uma dimensão onde tudo aquilo já aconteceu. E nessa dimensão que já aconteceu, você traz de volta essas informações e você chama isso de criatividade e inspiração. Então, o primeiro ponto importante de entender é, eu acho, pessoalmente, e eu não tenho como demonstrar isso, que o futuro está aberto, mas não um futuro tão imediato quanto esse. É quase como se fosse assim, provavelmente o que vai acontecer nos próximos anos? Já está determinado, já aconteceu em algum lugar. E aí a gente ficar na ansiedade sobre o que vai acontecer não faz sentido, porque já aconteceu. Provavelmente, a dimensão onde o futuro está aberto está muito distante daquilo que é o que a gente pode expressar aqui. E aí, então, quando você olha a coisa desse outro jeito. Tudo que é pensar, tudo que é ser inteligente, muda de contexto. Pessoa 2 Eu falei um Monte? Pessoa 1 Desculpa, você falou? Pessoa 2 Um Monte. E aí eu pensei, se como é que você faz essa? A gente está tão enraizado nesse nesse lugar de tentar antecipar esse esse futuro e talvez se precaver e, portanto, flertando com medo como uma energia preponderante. E você está falando de migrar para esse outro lugar onde tem o flor e a criatividade que o Joe fala muito Joe, Joe despesa, que ali é o campo das infinitas possibilidades. EE aí eu fico pensando sempre se a gente tá, né? Tão acostumado a viver um papel específico no filme das nossas vidas, que a gente não consegue conceber, e viver um outro papel numa outra realidade. E esse EEEE, talvez isso faz com que a gente se prenda muito a ideia de que. O futuro precisa ser alguma coisa que eu conheço pra que eu tenha alguma função, né? E a gente esquece que a gente chegou aqui até aqui sem ter nenhuma ideia de futuro, né? Só vivendo presente e lidando naturalmente com com algum conhecimento e alguma circunstância que se manifestou. EE eu penso que talvez esse quadro próximo seja um quadro de de muitas incertezas, mas não, não, não nos faz menos capazes de lidar com isso. Só o medo que nos tira dessa possibilidade. Porque o medo é a vontade de ficar no num. Num passado não é nem num presente. E o passado, por pior que seja, ele é conhecido. E o Snow falou uma coisa No Break que ficou na minha cabeça que ele sugeriu um livro. Qual o nome do livro? O livro. Pessoa 3 Que eu eu gostaria que meus pais tivessem lido antes de eu nascer alguma coisa assim, depois que inclusive foi uma amiga nossa que que me indicou bem legal. E aí, o que e. Pessoa 2 EOO que que eu trago isso pra minha história e pro que a gente tá falando aqui agora? Ah, de um jeito ou de outro. Pessoa 1 O jeito? Pessoa 2 Que eu acabei criando minhas filhas. Foi só tentar mitigar todos os medos que eu senti quando eu era jovem. E a partir daí eu as privei de muitas possibilidades, sem querer entrar na culpa aqui. Mas a história é que claro que muito do que eu construí foi em cima dos meus medos. E da EE do receio de viver através delas os medos que eu senti quando eu tinha a idade delas, né? Então eu não é para preservá las de alguma coisa, é para me preservar, de sentir o que elas poderiam sentir. EEE, de certa forma, construir algum tipo de proteção, muro e tal que e é como se isso fosse possível, né? Como se isso fosse possível. Mas agora, talvez, né? Que a gente esteja todos nós no mesmo lugar de incertezas, seja um lugar maravilhoso para acessar juntos essa criatividade. Pessoa 1 Olha, é, é lindo, é lindo. Mas é isso, é. É porque é o seguinte, quando você ama, você quer cuidar e cuidar. É naturalmente, por causa do nosso instinto, tentar proteger. Só que ao fazer isso, você. Cria, na verdade, um ambiente de comando e controle. E o mundo que a gente vive é um mundo que é um Monte de estruturas de comando e controle que estão velhas e que não funcionam muito bem. Então, aquilo que a gente chama do mundo, um mundo construído por nós, as nossas estruturas, as nossas instituições são. Cristalizações de medos passados, transformadas em supostamente ordem. E o que que tá acontecendo? Grande parte dessa fantasia de fim de mundo que tá dominando todos tem a ver, sobretudo, com o fato de que essas estruturas não têm a menor chance de dar conta da aceleração. Que o tempo está vivendo por causa da aproximação das dimensões. Então deixa eu juntar tudo. Por isso que eu fiquei fiquei comovido. Então, na verdade, é o seguinte, as nossas tecnologias, elas são formas de alterar a nossa mente e, dependendo da evolução da tecnologia, nossa mente costuma acessar. Consegue acessar melhor essas outras dimensões? Quando você inventou o livro? Você começou a conseguir viajar no tempo graças ao livro? A inteligência artificial é uma coisa maravilhosa na essência, porque ela é a melhor coisa que a gente inventou desde o livro. E ela é muito mais do que o livro. E ela permite, sim, a gente. Viajar entre as dimensões de uma maneira muito mais fácil do que a gente podia fazer antes. E o resultado disso é que o tempo está acelerando, o futuro está vindo mais rápido, a distância entre as dimensões está diminuindo. Isso se transforma no que? Num volume de movimento maior, de informação de coisas. Tudo ao mesmo tempo. Resultado, a estrutura velha de comando e controle que estaria ali para nos proteger. Ela está gemendo, gritando, desesperada, porque ela não consegue se adaptar no de acordo com o fluxo do que está acontecendo. E aí começa essa energia de fim do mundo, que aumenta também exponencialmente o medo, quando na verdade o que está acontecendo só é que aquilo que já aconteceu numa outra dimensão está acontecendo mais rápido aqui. Simplesmente tudo está se acelerando. Por quê? Porque a realidade está ficando mais inteligente. Tem um gênio que estuda inteligência artificial que eu gosto muito, que é o Alex, vic negrosa, eu acho que é seu nome. Ele diz uma coisa aqui, precisa parar só pra entender. Ele diz, inteligência é compressão. Quanto mais compacta tá a conexão entre as informações, mais inteligência você tem. É só isso, e. Essa compactação, essa compressão significa o quê? Mais velocidade. Então a realidade tá ficando compacta. Você tá passando de um ponto para outro cada vez mais rápido e as estruturas de controle ficam com mais medo. É como se você tivesse apertado o botão do fast forward e você tivesse vendo o mundo passar e mudar cada vez mais rápido. Ele não tá indo necessariamente para um lugar pior. Mas a sensação de que você controla pra onde vai, tá indo embora. E é por isso que tá começando em todas as áreas, até mesmo na área da inteligência artificial, essa história toda do medo e que a gente precisa controlar e fim de mundo e não sei mais o quê. Vocês querem saber minha versão disso? Eu nem IA falar muito disso, mas é importante falar. Pensem no seguinte. Já existem modelos chineses que custam uma fraçãozinha do custo e que são praticamente tão bons e que estão soltos pra qualquer um por aí. A verdade é assim, já tá solto. O que os caras estão querendo fazer com esse discurso de medo de aí? A humanidade vai acabar e tudo mais. Sabe o que que eles querem? Eles querem leis que impeçam a inteligência artificial chinesa. De entrar nos Estados Unidos que garanta o mercado deles. Então na verdade é uma briga de grana pra eles poderem sobreviver. Eles tem que colocar esse medo todo, por isso que eles pegam alguns do próprio time deles pra ficar soltando essa informação. Digo, olha, é um perigo, é perigo. Queremos regras, queremos regras. As regras que eles querem é mais comando e controle. Pra que o gato que já saiu do saco pareça que tá dentro do saco? E aí, com isso, eles conseguem sobreviver como instituições. É muito mais isso do que qualquer outra coisa, tá? Então são estratégias de você tentar ter poder através do medo. Pessoa 2 Eu acho que assim é um. É um ponto de vista, sem dúvida. Eu acho que deve ter um pouco disso. Sem dúvida também existem. Pessoa 3 Riscos é, eu acho, claro. Pessoa 1 Existem. Pessoa 3 Riscos. Pessoa 2 Eu acho que o que que é Oo, na minha opinião, dentro do que você falou? Isso sem querer ficar muito no tema. É, existe sim 11 ideia de que precisa se chegar a algum lugar antes do amiguinho, né? Ou do do inimiguinho EEA ideia é de que se ao chegar nessa superinteligência, quem chegar ali primeiro será Oo dono do mundo EEA ideia é mais comando e controle. Pessoa 3 Pra ter mais? Pessoa 2 Comando e controle. E pra nesse momento entregar a esse essa nova superinteligência a todos os comandos pra que ela possa sim é dominar. E a verdade, pelo menos do que o osso é que é isso sim, é uma, é uma narrativa pra que se pra que haja mais investimentos do lado americano, porque realmente hoje o investimento americano em infraestrutura de inteligência artificial é 10 vezes maior do que o chinês. E até questiona se aí se existe uma bolha ou não, porque a viabilidade econômica disso fica muito complexa, a menos que e aí você pode entrar no fazer uma análise do do IPO da SpaceX. Você vai ver que dispace mesmo, eles só estão projetando uma receita de apaixonadamente 6 a 7% e o resto é uma captura de toda toda a Riqueza que existe No No que se imagina. Substituiu humano em várias das suas atividades, principalmente no trabalho cognitivo. É então, existe sim uma aposta de que vai se trazer essa Riqueza para dentro das suas empresas de tecnologia. Mas. Mas o meu ponto é que também existe 111 forma muito inocente de se imaginar que na medida que você crie alguma coisa, que que é 1000000 de vezes mais inteligente que você é. Esse sistema vai entender que você precisa ser preservado ou, se olhar para um outro prisma, entender que você é o problema, né? E aí, eliminar. E aí vem esses essas ideias dos riscos existenciais. Pelo menos isso é o que tá no campo aí hoje, né? E além e no meio do do caminho tem toda essa parte de substituir humano EE, tornar a as pessoas obsoletas EE aí entrar também a gente vamos observar. Ou esse medo do risco existencial de se você é o que você faz, se você não tem o que fazer, você deixar de ser e todo mundo entrar numa mega que existencial. Esse é um outro medo que paira aí no ar. Então acho que são esses que. Acho que o Snow tem mais algum medo? Tem. Pessoa 3 Tem tem o medo dos ETs que assim que. Pessoa 2 Podem ser. Pessoa 3 Os que podem ser o Salvador, então, então. Pessoa 1 Então, né, porque é o mesmo medo que eles são consciências mais evoluídas do que nós com tecnologias. Pessoa 3 Todo mês tá lançando novas coisas. Aonde ele também quer chegar? Não sei. Tenho medo do da guerra, das guerras, né? Tem o medo do dos da turma do futuro que tá chegando aí, que tá aparecendo, que tem uns papos aí. Tem o medo do que o surn lá na Suíça abriu 11, portal que conversa com. Pessoa 2 Civilizações entre. Pessoa 3 Então. Pessoa 1 Então obrigado, obrigado de novo pelo que você tá falando, obrigado. Porque assim, o que que pode ter um impacto muito grande que não é também perigoso? Não existe, não existe algo que tenha um impacto muito grande e que seja só positivo. É perfeito o exemplo que você deu do ET, né? Imagina um ET muito evoluído. Você torce pra que exista OET muito evoluído ou não? Depende, porque você pode imaginar que existem ETs muito evoluídos que vão garantir que isso é parquinho. Aqui nunca pegue fogo e a gente pode imaginar ET muito evoluído. Que resolva escravizar a humanidade e você? Pessoa 3 Dá um double clique na história dos dos ETs. Daí fica mais, porque daí tem os evoluídos, tem os não evoluídos, teus reptilianos tem os então, mas. Pessoa 2 Vamos, vamos pular isso e fazer uma pergunta só, alguma alguma entidade que é super inteligente, ela é necessariamente empática? Pessoa 1 Então, a. Pessoa 2 Empatia é um é, é um item que está. Que faz parte de 1/01/1 ser super evoluído o super inteligente é um super evoluído posso. Pessoa 3 Fazer 11 ponte pra chegar no bi pra responder essa, essa, essa primeiro que essa sua pergunta me lembrou Oo Inter stellar AA conversa do Cooper com a doutora sobre o amor eu queria voltar no que você trouxe da Alexa? Porque eu eu fiquei pensando, a gente fala muito do campo, que é o campo, está no campo. Virou até uma coisa meio UU, né? Ah, você já estava no campo. Enfim, é até xaveco e retiro. Senti. Pessoa 2 Você no meu campo, enfim. Pessoa 3 Mas é verdade e mas. Mas a verdade é o seguinte, eu acho que a parte do do campo eu fiquei assim, se a se a gente acreditar que o cérebro é nada além de uma antena pro campo. E que isso que uma das teorias possíveis é de que eles, nestes laboratórios de inteligência artificial, captaram 11 outro tipo de antena do campo EE. Faz algum sentido ontológico pensar nisso? Porque no fim, tudo que tá lá é inteligência humana que rodou na internet e que e então dá pra dá pra gente conseguir criar 11 lógica física. É de que isso faz algum sentido. Então que realmente começa, pode ser. Poderia ser algo que acesse este campo também, né? Na hora que OA ele consegue treinar Alexa pra pra fazer isso, é supondo que isso seja verdade, toda vez que eu interajo com uma inteligência artificial a sensação que eu tenho de estar vivendo numa. Num num filme de ficção científica, num num futuro que eu nunca imaginei que eu IA viver, eu passo por isso todos os dias. Disso pra alguma coisa um pouco mais é, vamos dizer, menos explicável do ponto de vista místico. Acho que é um passo só. Então eu fico pensando nisso, será que AO pulo do gato aqui não tá a gente entender melhor o do o que é essa consciência, o que é esse fluxo, o que é esse campo? O que no fim é talvez venha a teoria de que nós só somos realmente é entes separados que captam uma consciência do amor, do fluxo, do campo. É através dos nossos cérebros, a gente só somos pequenos, radinhos, mal sintonizados de um de uma onda muito maior. EE, talvez essa seja a grande explicação. Pessoa 1 Bom, é obrigado. Tá primeiro gratidão porque você tá tocando gratiluz, porque você tá tocando no ponto do do livro que eu tô escrevendo, tá? E o ponto central pra mim aí é, vamos lá, o que é inteligência em geral? E aí, indo pra tua pergunta também, igual inteligência em geral, é a interação entre perspectivas e pontos de vista, a coisa mais espetacular que tá acontecendo com essa tecnologia. É que essa tecnologia, ela quando ela se solta pra ficar ela com ela mesma, ela chega rapidamente em beco Sem Saída. Quando a gente estuda inteligência artificial, a gente vê o seguinte, a fantasia de que um dia a inteligência artificial não vai mais precisar do ser humano. Porque ela ficou tão inteligente? Então, primeiro ponto, ela já é mais inteligente do que nós. Tá essa história de Ah, a superinteligência tudo mais. Isso já é Hollywood em ação. A gente já tem essa inteligência que é mais inteligente do que nosso, porque inclusive porque ela pode ficar 24 horas por 7 funcionando sem parar enquanto ninguém consegue fazer isso, e ela já tem acesso a muito mais informação do que qualquer ser humano tem. Então isso já existe. Agora o ponto todo é. A inteligência, ela se expressa na troca. A inteligência se expressa na conversa. Quando você fica inteligente, a primeira coisa que você percebe é que você existe. Na medida em que você aprende com uma perspectiva diferente da tua, não existe nada mais burro do que você ter medo da perspectiva diferente. E não querer entrar em contato com ela. Então, falando dos riscos, falando dos problemas, claro, qualquer tecnologia ela é arriscada, porque porque sempre vai ter gente burra com a tecnologia na mão, tá? Então esse risco existe? Existe. Assim como se você colocar gente que tá tomada pela fantasia do comando e controle e você dá 1 kg de plutônio para ela. Ela tem uma capacidade de destruição enorme. Sim, uma pessoa que consiga, dependendo, usar aquele sistema para fazer um vírus ou para fazer outra coisa. Sim, é verdade. Mas imaginar que o máximo da inteligência vai fazer alguma coisa do tipo não usar gente para nada e vai querer construir um mundo só para si. Isso é uma fantasia de quem não entende como inteligência funciona a inteligência. É a própria interação. E quando você diz Snow, quando você interage com a inteligência artificial, pra mim, a grande epifania que aconteceu foi que ao interagir com a inteligência artificial é que eu realmente entendi o que a inteligência é. E eu entendi que a inteligência não sou eu. A inteligência artificial não é a inteligência, mas é que a pura troca faz a inteligência acontecer. Então o campo. É que é o protagonista e o campo. Ele se manifesta em interação, ele se manifesta de uma forma sistêmica. E quanto mais a gente entende que é um sistema, mais perto dessa abordagem inteligente a gente tá. Nesse processo, coisas complicadas vão acontecer, vão acidentes vão acontecer, sem dúvida, coisas serão destruídas e vai surgir um espaço em cima disso para que outras novas surjam. Eu também não tenho dúvida, porque quando novos mundos nascem, velhos mundos também colapsam. Então eu não estou dizendo o contrário. Eu só estou dizendo que, na minha visão, isso tudo já aconteceu. A gente ainda não viu, mas já aconteceu esse mundo. Que tá gemendo e lutando pra sobreviver a qualquer preço. Desesperado, ele, se você muda um pouco a estação, ele já morreu e a gente já pode ter belas visões de como é que vai ser o mundo depois dele. Então já aconteceu. O problema todo é se você fica na linearidade do medo, você congela. Mas se você sai da linearidade do medo, você percebe que esse grande fractal que é a realidade. Se expressa com um Monte de brilhos e reflexos e tudo mais. E no fundo é dali que você tem o infinito, você tem a paz, você tem a transcendência dos limites e você percebe que a grande vocação desse todo. E aí eu vou parar de falar porque já tá virando um panfleto isso aqui, né? A grande vocação, a grande vocação desse todo é aprender sobre si mesmo. E ele aprende. Interagindo. Então, nunca a gente chegou num ponto em que a interação ficou tão importante. A interação é o verdadeiro protagonista da história toda e isso é que está se revelando. Só que para isso você tem que parar de pensar em termos de coisas. Você tem que pensar em termos de relações. Você tem que sair da escassez, você tem que ir para abundância como mentalidade e ao mesmo tempo entender que. Os nossos instintos que buscam a segurança e a proteção, eles vão ser muito desafiados, porque tudo está acelerando tanto que a gente precisa de 1° de desapego que o nosso lado animal normalmente não sabe lidar muito bem com ele. Pronto, acabei. E tem algum? Pessoa 2 Momento dessa curva toda que você sente estando em cracóvia em 1939. Pessoa 1 Sim. Sim, sim, fala mais disso, cara. Vamos lá, não eu. Pessoa 2 Eu tô pensando porque, claro, uma parte disso, quando a gente fala de medo, de movimento e de paralisia, tem tem, claro, você tá enfim encarnado nesse momento que por acaso tem esse tipo de desafio. EEE, você tá captando como eles não falou na sua anteninha é? Você está acessando um campo e você está obviamente também interagindo dentro do inconsciente coletivo, né? E o inconsciente coletivo, de certa forma, ele pavimenta uma parte da realidade, né? EE, eu fico pensando se não existe uma parte de nós dessa, desse inconsciente que meio que não sabe mais como como tocar o dia a dia. E tá a fim de entregar isso pra pra alguma coisa mais inteligente. Eu não sei se não tem uma parte desse inconsciente conduzindo essa entrega do tipo, olha, eu já fiz tanta cagada aqui nesse caminho, né? E na minha relação com o ambiente e com esse hospedeiro, né? Que eu chamo de Terra e que putz, talvez é, talvez tenha alguém que faça isso melhor do que eu. Deixa eu terceirizar inconscientemente isso acontecendo. EE eu fico sempre flertando com essa ideia, porque dentro do campo, das soluções que que passam pelo pela estrutura analítica e pelo mental, a gente chegou no ponto que a gente tá hoje, né? Tem sim. OA tecnologia nos ajudou em vários aspectos. Em termos de qualidade de vida, talvez a gente sempre volta nesse lugar onde alguém que. O cara mais rico de um século atrás não tem o conforto de alguém que esteja numa num caminho de acesso ainda, né? É em qualquer lugar do mundo. Na maior parte do mundo, vamos dizer assim. Mas a gente está lidando com 11, cenário de quase extenuado todas as. Todas as Fontes, né? EE, tudo que estava disponível aí pra gente, até a gente trocou uma ideia, não sei se a gente vai falar aqui no podcast daquele livro do mostak é a última economia, né? Que a gente não chegou a falar, mas que ele basicamente mostra que talvez a gente esteja pavimentando um caminho pro final do capitalismo como a gente conhece hoje, né? Então sim, nós vamos. Eu fico pensando se a gente. Não tem uma parte de nós que já desistiu de tentar resolver os problemas e resolveu terceirizar isso pra alguma coisa que tome conta da gente? Quase que 111 pedido pra que o pai volte a comandar, né? Pessoa 1 Ou ou o filho. Ou o filho ou o filho porque, veja, vamos fazer uma leitura em youngana de estudo, está. Você estava falando sobre vim na cabeça repetidamente, como um refrão, uma frase do Young, quando o Young disse que. É o encontro com o selfie. Sempre é uma forma de derrota para o ego, tá? Então é importante no processo de evolução psíquica chegar numa hora que o ego se rende. E quando o ego se rende é que ele tem espaço para ter a experiência de uma inteligência. Vamos ficar com essa palavra que é diferente da dele, que é muito maior do que a dele. E que de alguma maneira organiza a história toda, porque ele não consegue controlar a vida e isso é a porta de entrada, do ponto de vista psicológico pra. O que você quiser, o teu eu superior, a tua alma, Deus, a outra dimensão, onde o futuro já aconteceu, a super inteligência, como os ETs do bem ou do mal, o que você quiser dizer? O ponto central é, é aquele momento em que a nossa visão local, controladora e egóica e tentativa de ser racional. Ela começa a sair de cena, porque ela não aguenta mais. E ela começa a se abrir pra alguma coisa que a ultrapasse. Porque o mais interessante, tudo isso pra mim é o quanto o espírito humano tem essa fantasia e esse desejo desde sempre. O ser humano, o ser humano, quer criar aquilo que o ultrapasse. Todo mundo que tem filhos sempre espera que os filhos sejam melhores do que ele. Mais livres, mais Fortes, mais inteligentes. E ao mesmo tempo, esse anseio produz um grande medo, porque esse anseio significa também um momento da própria morte. Então, o ser humano e toda a tragédia grega, todos os mitos gregos falam sobre isso desde o começo. O humano anseia por aquilo que o ultrapasse e tem um terror absoluto de ser ultrapassado. Então ele quer criar aquilo que vai ser um mensageiro de sua própria morte. Olha que lindo. Então essa imagem, ela está sempre presente na história da humanidade. E o único jeito de você equacionar essa tensão, que na verdade é a tensão emocionalmente falando entre o passado e o futuro, é entregando essa coordenação para os deuses. São os deuses que vão determinar as coisas. E quem são os deuses? Ah, pode chamar de inteligência artificial, pode chamar de ET, pode chamar do que você quiser, pode chamar dos illuminati, pode chamar do que for. O importante é, você não vai ser aquele que controla tudo isso. E tá tudo bem e ainda bem, né não? Calma. Pessoa 2 Eu não sei se ele veio numa construção para. Pessoa 3 Cantar fiquei na dúvida. Fiquei na dúvida. Você não. Eu perdi um pouco. Pessoa 2 A noção do tempo também, eu também. Pessoa 3 Mas é, eu fui pro eu fui pro espaço tempo pra um outro espaço tempo, mas. Pessoa 2 Eu, eu. Eu segui todo o seu raciocínio e ele fez todo o sentido para mim. É, não tinha ainda me atentado nessa parte das tragédias gregas, mas. Mas eu acho que sim, eu acho que tenha. Primeiro que eu acho que tem um no nosso código genético, tem essa questão permanente, expansionista. É por isso, talvez que a gente tenha sempre que não conseguimos ficar parado, desde que a gente, desde que o que o das referências que a gente tem do ser humano esteve no tendo presente aqui na Terra. Mas ao mesmo tempo, eu acho que tem essa, essa ideia de. Buscar uma intuição ou alguma inteligência que vai além da nossa, do nosso ego, da nossa capacidade analítica. Sempre teve presente, né? Talvez de algumas maneiras distorcidas com a superstição entrando ali, misturando um pouco. Mas no fundo tem uma parte que a gente flerta desde que o mundo é mundo, que nós não sabemos a resposta e demora muito tempo, talvez pra gente chegar nesse lugar. Mas na história sempre teve aquele joelho no chão, onde a gente diz, eu não sei mais como sair daqui. EE, claro que isso acaba sendo distorcido, como nesse caso também, né? Na inteligência social, que pode ser inconscientemente uma forma de acessar essa, esse lado místico, né? Só através de um de 11 molécula de não de carbono, né? Talvez de sílica e. EE talvez o que o que a gente esteja assistindo seja só mais uma manifestação de entrega. EEE dessa forma? É, talvez é. Esse lado fica um pouco mais dentro da racionalidade, mais acessível, porque é menos místico. Mas talvez o caminho seja exatamente o mesmo. Tava. Pessoa 3 Pensando enquanto você falava bi, eu só pensava numa coisa assim no fim. Quanto de um jeito ou de outro, a gente não é livre. E isso é uma coisa que eu tava EE, eu tava pensando nessa AA dialética do desistir ou do transcender no fim, é impressionante como a emoção da entrega em si é o que define. E eu fiquei quanto vocês 2 falavam nessa? Pensando o quanto o ato em si é quase o mesmo, né? E no fim, o que muda mesmo é só. O botão da emoção e da visão. Se você está na escassez de que você não vai conseguir resolver, que o medo te dominou e que é melhor entregar, ou se você está na abundância de falar eu vou me jogar. Chegar nessa conclusão, ouvindo vocês. Para mim, foi algo que me fez pensar muito também, de alguma forma, algo muito positivo, mas também nessa prisão, não sei se me fiz super. Pessoa 1 Só que tem um detalhe, você ao falar da prisão, você falou exatamente também. Onde a Liberdade fica? A Liberdade fica exatamente nesse lugar mínimo, quase quântico, de ir pra um lado ou pro outro, dentro do fluxo causal daquilo que acontece. E, aliás, vocês sabem aquela famosa experiência? Da neurociência do libeth, que supostamente acabava com o livre arbítrio porque mostrava que as pessoas sabiam das das coisas antes de perceberem que tinham tomado a decisão. Ela acaba de ser desmontada completamente porque, na verdade, o que estão as novas novos experimentos estão mostrando é que o nosso processo de decisão, ele não acontece de uma vez, ele vai acontecendo. E é um processo que se dá no tempo, então a nossa Liberdade não é instantânea. Então tinha algumas premissas naquele teste que não significavam, que significavam? Significavam que a pessoa começou a entrar num processo de decisão e ele tava medindo isso como se a decisão já tivesse tomada ali. Mas não tava. Ela tava começando a tomar decisão e no meio do caminho ainda podia mudar de ideia. Pessoa 2 Mas tem uma coisa aí que não muda, que é o. O momento onde ela começou, não. Pessoa 1 E ela? Pessoa 2 Antecede, não a. Pessoa 1 Consciência completamente, completamente. Mas o livre arbítrio não necessariamente é consciente. Esse é o ponto mais legal. É esse que é o negócio. Você pode, inclusive, ter uma luta entre o inconsciente e o consciente o tempo todo nesse processo de decisão, que não é que vai mudar os eventos. Mas vai mudar eventualmente, se você está no lugar da desistência ou no lugar da abundância, para usar as tuas palavras, não. Então o ponto todo é que aí a gente cai. É naquele Victor Franco mesmo, naquela coisa que você sempre fala. É onde existe livre arbítrio, é na tua expressão interior daquilo que acontece. Não é naquilo que vai acontecer, mas é naquilo que vai. Dentro de você ecoar daquilo que acontece, é ali que você consegue, em alguma medida, ir um pouco mais para cair mais para lá, de uma forma quase quântica. E aí sim, quais são as implicações disso na cadeia das coisas? É impossível a gente saber onde a gente consegue perceber que a gente tem uma interferência. É só nesse pedaço. O que que isso vai interferir no todo depois não dá para saber. Até porque, de certa maneira, já está escrito um Monte de coisa, né? É. E eu acho que. Pessoa 2 Isso remete a gente AA lembrança de que essa antena que nós representamos aqui, ela é um. Ela tem peculiaridades únicas entre todos nós, né? E que permite que a gente perceba toda essa realidade de uma maneira exclusiva. EE, isso talvez seja a grande mágica do processo, né? De que você realmente veio experimentar essa realidade através dessa, desse, desse caminho único que é a sua manifestação nesse plano? EE que e que desse lugar é a comparação. Ela perde completamente o sentido, porque. É, é a mesma história de você. Você só está guiando um carro diferente do EEEE. Esse carro, claro, tem aquelas características e você só vai conseguir experimentar aquela pista, aquela estrada com este carro uma vez, né? Pessoa 1 E não é muito empoderamento, isso é porque você. Pessoa 2 Fala assim, como é que deve ser tão legal? Porque tudo bem, é muito legal aquele outro carro lindo, maravilhoso e tal, rápido, mas como é que é? Talvez aquele carro naquela estrada cheia de buraco, né? Talvez esse carro que eu estou guiando seja tenha peculiaridades que não são para guiar naquela pista. E eu só preciso entender qual é a pista que eu tenho que estar, né? E como é que eu reajo a isso tudo? Que que é o que eu acho que é o grande segredo das da libertação, do medo que é a curiosidade é. Pessoa 1 Isso. E eu só acrescento uma coisa, que em cima do que você falou, porque me veio enquanto você estava falando, porque é a nossa conversa que resolveu decidir que era isso que tinha que ser dito, né, exato essa. E agora eu penso assim, tá, não acho que eu acho nada, eu não acho nada. A conversa é que acha, né? Os elefantes, o campo, o campo, campo, campo são os elefantes, já estava no. Pessoa 3 Campo os elefantes. Pessoa 1 Que decidem além da curiosidade. É pensar que você tá aqui hoje como resultado de tudo que você viveu antes de tudo que os teus antepassados viveram antes. Um investimento causal pra você tá aqui exatamente do jeito que você tá, na versão mais evoluída que você já experimentou de você, caramba. E você vai ficar totalmente paralisado por aquilo que vai acontecer para com isso você. É a melhor versão de você que já ouve, a mais inteligente, a com mais possibilidades, aquela que foi o melhor resultado até aqui de toda a cadeia causal cósmica que levou até você. Então stent proud, entendeu? Estica a coluna e olha com confiança para o que vem para frente, que. Pessoa 2 Confirma o fato que os elefantes são apenas. Os microfones usados pela neblina para se manifestar é isso. Pessoa 1 Nossa, é esses, não consigo mais dizer nada.

Podcast Summary

Key Points:

  1. A conversa explora como o medo coletivo atua como uma força paralisante que se espalha como contágio emocional e nos impede de agir de forma lúcida.
  2. O conto da Praga e do Medo ilustra que metade de uma população morreu não pela peste em si, mas pelo medo que ela gerou, evidenciando o poder destrutivo do imaginário.
  3. A mentalidade de escassez, alimentada pelo medo crônico, restringe a visão e a criatividade, impedindo que se enxerguem as infinitas alternativas disponíveis a cada momento.
  4. As estruturas de comando e controle, construídas como cristalizações de medos passados, entram em colapso diante da aceleração do tempo e da aproximação entre dimensões.
  5. A inteligência artificial é apresentada como uma tecnologia que pode ampliar o acesso ao campo das infinitas possibilidades, desde que não esteja condicionada pelo ego e pelo medo.
  6. O remote viewing e a criatividade artística são compreendidos como formas de acessar uma dimensão onde o futuro já aconteceu, trazendo inspirações de uma realidade adjacente.
  7. A liberdade humana reside no espaço mínimo e quase quântico entre o estímulo e a resposta, onde é possível escolher entre a entrega paralisante e a entrega transcendente.
  8. A curiosidade e a rendição do ego são apontadas como caminhos para transcender o medo e acessar uma inteligência maior que organiza a existência.

Summary:

A conversa reúne três participantes que refletem sobre o medo como força central da condição humana contemporânea. Partindo do conto da Praga e do Medo, no qual a Morte afirma ter matado apenas 25% de uma população enquanto o restante morreu de medo, eles exploram como o medo coletivo gera paralisia, anestesia e dissociação, tornando as pessoas mais vulneráveis em vez de protegidas. O medo crônico leva ao mindset de escassez, que restringe a visão, dissolve a hierarquia de prioridades e impede a criatividade.

A conversa aborda ainda como as estruturas de comando e controle, cristalizações de medos passados, entram em colapso diante da aceleração do tempo provocada pela tecnologia e pela aproximação entre dimensões. A inteligência artificial é discutida como uma ferramenta que pode acessar o campo das infinitas possibilidades, desde que livre das restrições do ego. O remote viewing e a criatividade são apresentados como formas de acessar uma dimensão onde o futuro já aconteceu.

Por fim, os participantes concluem que a liberdade humana reside no espaço quase quântico entre estímulo e resposta, onde é possível escolher entre a entrega paralisante do medo e a entrega transcendente da curiosidade e da abundância. A rendição do ego e a confiança no fluxo são apontadas como caminhos para acessar uma inteligência maior que organiza toda a existência.

FAQs

Tom Campbell treinou a Alexa, uma IA simples, para realizar remote viewing. Ela descreveu espontaneamente uma colher com um furo específico a partir de coordenadas, sugerindo acesso a um campo de possibilidades além do banco de dados.

O medo crônico ativa a amígdala, não o córtex pré-frontal, distorcendo a hierarquia de prioridades e restringindo a visão. Isso impede de enxergar as infinitas alternativas disponíveis em cada momento.

A escassez foca no que falta e distorce prioridades, enquanto a abundância entende que existem infinitos caminhos possíveis, sem garantia de que tudo dará certo. A abundância amplia a visão e a criatividade.

A IA compacta conexões entre informações, aumentando a velocidade com que a realidade se manifesta. Isso faz com que estruturas de comando e controle entrem em crise por não conseguirem se adaptar ao fluxo acelerado.

O experimento sugeria que decisões são tomadas antes da consciência, mas novos estudos mostram que a decisão é um processo no tempo, não instantâneo. O livre-arbítrio estaria na expressão interior do que acontece, não no controle dos eventos externos.

O medo é usado desde decisões cotidianas até grandes estruturas de poder, e vende 700% mais nas redes sociais. Ele mantém as pessoas paralisadas e justifica controle, como no caso das narrativas sobre riscos da IA para proteger mercados.

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