Go back

#132: Ubuntu

83m 52s

#132: Ubuntu

A conversa começa questionando se o bem só é real quando compartilhado, com um participante argumentando que não há exceções a essa regra, mas outro contrapõe que isso depende de uma métrica de comparação externa. Se a pessoa se sente em um ambiente hostil, como uma "selva", ela tende a ser menos generosa, pois acredita que venceu apesar das circunstâncias. Isso leva a uma discussão sobre filantropia no Brasil, onde a falta de generosidade da elite é contrastada com a solidariedade popular. Em seguida, o grupo mergulha na filosofia de Sartre, que vê emoções como estratégias inconscientes para lidar com a realidade. Um participante argumenta que não escolhemos nossas emoções, mas podemos escolher não agir por elas, enquanto outro sugere que as emoções podem ser usadas como "veículos" para alcançar objetivos, como justificar raiva ou projetar dores. A conversa se intensifica com um depoimento pessoal sobre problemas de saúde, atribuídos a anos de controle emocional e "armadura" mental. O grupo conclui que a maturidade envolve abandonar certezas, aceitar a ambivalência e encontrar conforto no paradoxo, vendo a dor como possível aliada. A troca final reflete sobre como as emoções, se não geridas, podem dominar a pessoa, transformando-a em "pedra", mas que a consciência disso é o primeiro passo para a transformação.

Transcription

11633 Words, 62487 Characters

Portuguese
[Música] Amigos que gostam de conversar, temos interessantes, inseros, implacáveis. Com futuros suspensos e o passado cada dia mais estante, estamos aqui estacionados na condição humana, na tentativa de fazer uma nova vida funcionar. Cada dia é um parceiro na neblina e os eleuvantes estão solos. Não usamos nomos, que somos nós, somos ninguém. O que importa é conversa e a vontade de gerar alguma luz. [Música] Você trouxe um tema de sair, que pudimos começar com ele. É possível ver algum bem que não seja para ser compartilhado. Será que o bem não é sempre alguma coisa que depende da partilha para ser realmente bom? Com definição? É um sentido específico. Você falou de um jeito muito legal. Você falou, não tem graça nenhuma. Não tem graça nenhuma ganhar sozinho. Mas eu fiquei pensando quando você falou isso, com completamente a verdade, aí minha cabeça funciona assim, momento seguinte eu pensei, "Tá, quais são as exceções para essa regra?" E eu não consegui pensar nenhuma. Eu não sei se esse raciocínio, ele é um raciocínio que dá para a gente extrapolar como uma verdade. Eu acho que é muito de como você experiência, acho que tudo na sua vida. Se você vive a partir de uma métrica de comparação com alguma coisa fora e não em relação ao seu melhor estado, ou seja, se for o outro sempre o teu espelho, essa máxima não funciona. Porque aí sim você tem que ganhar sozinho. Porque como você disse, você sempre se sente estar perdendo no jogo e, portanto, quando você ganha sozinho, começa a ficar mais equilibrado do seu jogo. E que eu acho que é muito do que a gente está vivendo. Essa é a grande momento, talvez esse grande ponto de inflexão, porque a gente só tem chance de ganhar se todo mundo ganhar agora. Pois é, mas nessa transição, concordando com você, que eu te digo em seguintes que você falou, que, sem dúvida é o nosso momento, é um momento em que sim você pode ter um momento bom, num mundo que não é bom. Mas o menos isso, mas aí que eu quero dizer que o pano de fundo é como se a chance maior fosse o mal. E aí você quase que num movimento e num momento de exceção ou um desempenho especial, algum tipo de sorte, as duas coisas juntas, você vai para um lugar bom. Mas quando você vai para um lugar bom e o pano de fundo é que era muito mais provável o lugar ruim, é porque o mal está vencendo. Na minha cabeça, quando é o bem mesmo, é quando é alguma coisa que você não diz assim, "Ufa, me dei bem". Mas eu entendo que você está falando, mas eu acho que a gente. se a gente for olhar na história, pelo menos a história que a gente conhece de humanidade, a gente passa por. o ciclo são muito parecidos sempre. Eles são os ciclos de fragmentação, fragmentação, exclusão, separação, separação, até bater um ponto de absoluto de separação onde entram com um flito que faz todo mundo lembrar que só funciona, começando de novo, com diferenças menores. Historicamente, a gente sempre. claro que com. talvez hoje isso, essa sanfona, na minha opinião, ela vai ser um pouco mais rápida, porque tudo é um pouco mais rápido. Nós somos migrando por meio dos lugares, nós estamos fragmentando e separando e contando para nós histórias cada vez mais. acho que mais interessantes, não sobre ponto de vista positivo, mas que justifiquei o fato de a gente separar cada vez mais. E vai chegar ao momento que tem uma concentração tão grande, talvez, dessa. do que é um final feliz para um lado ou seja, tão pouco ganhando nesse jogo que, em variávelmente, a gente chega num conflito e começa o jogo de novo do mesmo lugar que a gente partiu, vis a vis aí, talvez a última vez, a segunda guerra mundial, enfim, é alguma coisa assim. Eu acho que a gente migra pro mesmo lugar hoje. Só que se a gente pensar que tudo começa no indivíduo, o único exercício que a gente pode fazer é esse que a gente acabou de fazer agora. Como eu entendo ganhar? Eu entendo ganhar quando o outro perde, ou eu entendo ganhar quando eu gosto de compartilhar essa vitória com outras pessoas. E talvez esta é a única observação de si mesmo que dá para você fazer um momento agora que está tão dinâmico desse jogo. Eu acho que é perfeito isso que você falou e junta com uma coisa que me disse a nossa semana que eu já vou entrar, que é uma estatística sobre o lugar do Brasil nas iniciativas de filantropia, proporcionalmente. Eu não sei de onde ver essa estatística, mas parece que o Brasil está em lugar 140, mais ou menos entre as nações, em termos de filantropia, ou seja, não é da nossa cultura gestos muito generosos, como se tivesse um monte, literalmente mais de uma centena de país, eu não sei se é verdade, que as pessoas quando se dão bem são mais generosas. Essa metric é o questiono ela muito. É, porque isso é uma metrica de países ricos, estrativistas. Não estou fazendo nenhuma pologia aqui, ou? Não, eu também não estou vejo para comer. Acho contrário, acho que a gente tem muito mais de um ajudar o outro, generosidade, mas talvez a nossa elite não. Mas a generosidade é diferente da filantropia. É, eu entendo. E aí o ponto todo é sem discordar de você. O que eu especulei e é isso que eu compartilho a sua mesma especulação, é assim, nos lugares em que você, se dando bem quando você falou, você se sente que você se deu bem graças a reticências, você se dá bem e você sente um sentimento generosidade. Quando você se dá bem e você sente que foi apesar de senti cências, você não é generoso. Então, estou falando leituras. Então, tudo isso para te dizer que, quando você sente que a tua sociedade ou ter o país é uma selva e mais te atrapalhou do que te ajudou, você não é generoso. Quando você sente que teve ali uma infraestrutura ou uma superbols de estudos e tudo mais, aí tudo muda de figura. Eu noto isso, inclusive, aqui mesmo no Brasil, quando eu converse com pessoas que fizeram uma super carreira acadêmica numa universidade pública, por exemplo, eles têm um mindset, uma cabeça muito mais generosa do que você encontra em outros lugares. E eu não acho que as pessoas lá são melhores do que outros lugares. Eu acho que isso tem muito a ver com a trajetória e o contexto que você viveu. Posso te fazer uma pergunta filosófica, então? Você perguntou se o Macaco quer uma banana? Eu vou te fazer essa pergunta porque eu realmente tomei um nó e eu queria talvez tentar desatar ele aqui um pouco. Sobre o seu amigo Sartre. E. Então, é um sotaque, não? É, é um sotaque de Sartre. Sartre, então eu treino no espelho. Eu treino no espelho, e lá, eu vi no pió. E não que eu conheço muita coisa da obra, mas como eu colei um pouco lá no "Filosofite" desses dias. E ele estava falando essa história justamente primeiro que das emoções como estratégias. O que eu falei ali onde ele foi. Porque você está falando de uma coisa que, se você está, se a sua generosidade, a sua bondade, vem pra tendo a sua dor de ver o outro num lugar. Em última instância, pelo menos ele acredita muito nisso, de você usar a emoção como uma estratégia. E até comparar, questionar um pouco se essa mente inconsciente que a Freud fala realmente existe. Você é mais uma historinha, e que na verdade toda nossa ansiedade vem da verdade da gente ter mais liberdade de decisão do que a gente imagina. É bom. Eu só trouxe isso porque eu acho que esse lado filetropia, generosidade, cuidado, e tal, ele tem muito dessa armadilha, dessa emoção, de atenduar em você a dor. Não de resgatar o outro, mas muito mais de você não conseguir lidar com aquela emoção, que aquela cena de ver o outro naquela situação está gerando em você. Que seria quase um movimento egoísta? Eu queria que eu. Eu queria que eu. Eu não adeio em antes do "B" responder, porque. Nem sei onde está a período da linda. Então também não. Eu ia fazer, mas. Desculpa, então. Não, mas. Vá lá. Eu ia falar exatamente. eu vindo vocês falarem. Eu fiquei pensando muito no oposto disso, assim, né? No. do quanto, no fim. Essa ideia dessa falta de generosidade, essa falta de olhar para a comunidade, vem exatamente do oposto disso, que o Sartre está falando que é. Na hora que você conta na rativa de que você vive numa selva com o Bita falando, ou o que eu vejo muito aqui no Brasil, que é essa lógica de "Estamos numa guerra". É a partir do momento que eu me conta na rativa de que eu estou numa guerra, todos os atos normais e éticos eles caem por terra, e todo o resto se justifica. Então, eu quero que eu criei um dizer, aqui é o seguinte, quando você está numa guerra, você se permite ser cruel, você se permite não olhar para o outro, você se permite. E essa é a lógica que eu vejo não no povo brasileiro, que eu acho muito legal, que se ajuda, tal. Mas daqueles que acham que é só nessa energia da guerra, nessa energia de "Eu vou proteger os meus" e o resto que se dane, que essa lógica, seja de que lado da polaridade, você está, enfim. E aí que você se segue para viver emoção do outro, e aí que, então, o que eu estou querendo dizer, é a outra lado da moeda disso que você está faltando, o que o Sátrio trouxe. Pode ser, eu acho que, tanto, seja no microcosmos, do que você está dizendo em relacionamento em sociedade, até uma coisa macro como inteligência artificial, bomba nuclear, eu acho que a gente sempre se a gente fazer a redução disso, a gente cai na mentalidade do dilema do presionero, que basicamente sempre é o que, se eu não fizer, alguém vai fazer contra mim. E isso justifica sempre, qualquer ação sua, indeterminando ao outro, porque o outro é menos capaz de você de julgar o que é bom, que é ruim. Sim. - Pás a gente. - É, mas tem. Mas é a pergunta que eu ia dizer. É justamente essa. A minha pergunta é, essa você acha que a emoção, ela é realmente alguma coisa que está disponível para ser usada, para determinar a ação que você vai ter. O ação é decorrência dessa emoção, portanto, vindo de um lugar, talvez desconhecido, que possa ser o seu inconsciente, ou um pouco do que. Eu queria saber a sua opinião, como é que você enxerga isso? - A minha opinião. - A sua. Depois eu vou falar outras coisas, nesse momento que você disse, que achei muito interessante. A minha opinião é que a gente não é livre em relação aos emoções, em hipóteses algum. A minha opinião é que a emoção é uma reação, e ela é sempre uma combinação do contexto externo, com o contexto interno, que faz você ter aquela emoção. Para mim, sempre, sempre. Para mim, você pode ter sentimentos que são diferentes das emoções. Isso é uma coisa que o Jung me ensinou, e você é perguntando a minha opinião, eu não queria dar a olhinha, mas é assim que eu vejo a sua história. Qual é essa diferença para mim? A diferença para mim é que existe um componente de valor, de valoração das coisas, que esse sim é alguma coisa que você consegue trabalhar. Emissão, na verdade, a gente tem uma meia-dusa de emoções primordiasa, como divertidamente mesmo. E, depois, uma combinação delas. E essas emoções, você não é livre para ter um "tê", você é livre, para não agir mobilizado por elas. Isso, entendi. Então, você acha que, por uma série de fatores diferentes, seja, enfim, tudo aquilo que a gente já discutiu, seus traumas, entre o terino, sua formação, tudo que forma, o que você seria o seu código de. Você, a tua liberdade está em sentir emoção e reagir a ela ou não. Mas não em escolher aquela emoção. Não, você nos escolha a emoção. Porque ele usa um exemplo interessante, que ele. Ele usa um sato. Que ele diz, não é o sato que usa o. O nosso amigo. O nosso amigo. O filosofá diz que esqueci o nome dele. É, você sabe em que eu, quando tive em Roma pela primeira vez, eu vi o sato. Você viu? Viu, ele estava saindo do hotel numa cadeira de rodas. É mesmo. É, é. E é assim. Eu fiquei pensando que algumas vezes. Eu entendo a gente usar uma emoção para criar um movimento. É certo. Então. Você está lá no carro. Vocês não, que é o grande condutor de veículos. Com dos como poucos, muito atento, muito cordial. Fala um ano de automobilismo. Sim. Enfim, ele. Ele está ali. E passa ali aquele motorboio, um entregador, ele leva o seu espelhinho. E. Naquele momento, você. Em teoria teria essa liberdade de escolher, engajar naquela emoção, mas é o que você falou, né, Bi? Mas tem uma coisa que diz que. Aquela emoção, na verdade, ele é um veículo de. Pra você chegar num lugar onde você quer estar, ou seja. Eu quero ficar puto com o cara que quebrou meu espelhinho. Sai de casa pra brigar hoje, arranjando a pessoa. Eu estou na energia disso, e eu tenho a justificativa de usar essa emoção que está disponível pra ficar puto. Ou. Eu posso criar aquela história naquela espua. Não sei o que esse cara vive hoje, não sei como ele acordou. O cara tem entregando isso aí, eu trabalho dele, pô, tá carregando, enfim. E. E. Vá lá para o que é saber, não vou deixar isso. E não engajar, mas eu acho que está mais na linha do que o Bi falou. Mas eu também consigo entender. De você pegar aquela emoção que você sentiu do cara quebrou teu espelhinho e usar aquilo pra ser. Pra. Enfim, mudar umas 10 coisas que estão te incomodando na sua vida. E aí eu acho que entra um pouco no que o Sato falou. Pode ser ou não? Pode ser. Mas assim, eu queria juntar coisas que você disse. É uma emoção como um movimento. Posso só antes. Posso juntar. Tá. Fazer uma última provocação. Tá. Depois de mais. Mais um ano. Depois de cinco anos, seis anos de Elefantes, que eu me ausentei de uma questão relevante aqui nos Elefantes de uma. Querela. Um. Elefante aqui nos Elefantes, que entre vocês, eu acho que depois de seis anos, os últimos seis meses eu. Eu acho que eu estou apto a me pronunciar sobre um assunto. E ele. E dá. Mas é isso, é assunto. É sobre esse assunto. Falando sobre pessoas que guardam coisas. É. É. Tudo bem, ele estiu. Já temos o títio. O rodo com o veja de ser só. Já temos o títio com o veja de ser só. A colher o títio com o veja. Você está. A sublevação. Não. Mas eu passei os últimos seis meses vendo coisas e pensando sobre isso. Eu acho que chegou o momento para eu fazer essa. Essa minha colocação sobre esse assunto que vocês discutiram tanto, inclusive episódios que tivemos brigas homéricas que a gente não deixou o episódio ou a ra. Que é. Eu acredito que. Exatamente por conta do quanto a gente refém das emoções. Não existe livrear o bítrio. Eu pensei muito nisso no último ano. E eu vi pessoas. 200 situações em que as pessoas tomadas pelas emoções fizeram tudo aquilo que elas não deviam fazer. Só para se manter num padrão de comportamento que aquela emoção que estava emergindo dominar-se elas. E ao longo do tempo, pessoas se en. virarem pedra, amalgamada. Não sei, estou pensando em uma palavra aqui. Eu vou, acho que vou levantar e fazer um pequeno massage no trapédio dele enquanto ele fala. Cuidado, hein. Vou comprar. Eu acho que vou comprar. Mas. A pessoa ainda está gerindo o choque. As pessoas viram pedra daquela emoção e elas são totalmente dominadas e elas viram aquilo. E eu acho que as pessoas. As pessoas nós, quando a gente é tomado pela emoção a gente perde total o livrear o bítrio. E essa. Você ia falar, "Desculpa, mas é que eu estava carregando isso momento". Ah, anos, anos, eu realmente. Mas eu realmente. Chegou o assunto para mim principal, as emoções seguam a gente num nível que a gente vira elas. Eu tenho que aproveitar o gancho dele. Por favor, porque já é um momento de. Você sabe, no "Depós do Terremano". moto de Lisboa veio um tsunami. Então, foi por essa terra veio ver o mar. Já que já que é um já que é um segmento de depoimentos e compartilhamento. Já que o cataclismo está em movimento vai fungir. Eu cheguei aqui hoje. Estava no caminho vindo pra cá na verdade já desde tádico, não sabia que a gente ia gravar isso aqui. E eu tava e você sabe isso não, que uma das coisas que eu não. Você mesmo disse aqui que a gente discutiu esse tema. Eu acho que eu defendi essa conclusão por muitos e muitos episódios. E você sabe que eu tava vindo pra cá. E eu chego aqui nos sextu anos de elefantes nesse episódio de hoje que eu acriso que seja um, três, um ou dois ou um, três, dois. Com muito, muito menos certezas do que eu tinha seis anos atrás. Não é. Mas muito mais confus juro que eu tava seis anos atrás. Com muito mais questionamento, muito mais dúvida, muito menos certeza. Realmente eu digo pra você que até eu pedi de sensação maternidade. Ficar uns meses sem gravar porque impressionante como eu realmente acho que eu não tenho certeza de mais nada. Pois é, mas escute. Escute, você não acha que, dentro desse processo, poucas coisas são mais de utilidade pública do que você compartilhar suas experiências, deviver sem certeza. Que é final de contos, quem disse que as pessoas escutam você pra ouvir certeza suas? Eu sei, mas talvez eu gostaria de ouvir algumas certezas minhas circunstras. Mas enquanto se você para pra pensar, nós estamos desenvolvendo um processo aqui que leva um tipo de certeza ao avesso. É uma terapia que não tem alta nunca. Não, não, não. Isso é minha especialidade, não é? Não é esse o ponto. O ponto é talvez o jogo da vida seja o jogo de perder certezas. Ninguém tem mais certeza do que uma criança pequena. Você começa o jogo com certezas absolutas. Se você para pra pensar, a amadurecer é sair das certezas. E aí o que eu acho? Chegou um momento em que o teu amadurecimento psicológico na ausência da certeza te leva para um outro lugar que é o lugar de você ver confortável na ambivalência no paradoxo, coisa que só é possível quando você aceita emocionalmente que você não tenha certeza, porque a certeza nada mais é do que uma defesa da ambivalência do paradoxo. E aí, depois que você está nesse lugar e você fica acostumado com esse lugar, você vai para uma coisa muito interessante, que é o prazer das coisas serem como são. E aí você começa a sair do puramente psicológico e você entra naquilo que é francamente espiritual na minha cabeça. Além de ser um excelente antídoto contra o sofrimento, porque toda vez que você realmente está certo de que você deveria estar sofrendo, tem uma chance de ser enorme, você está errado. Exato, e mais do que isso, assim, a gente começa o jogo com aquela associação óbvia que é prazer bom, dor ruim. E aí a gente vai chegando num ponto que no auge das ambivalências das contradições, a dor pode quem sabe até ser boa. Eu estou tentando inclusive acreditar nisso, porque como você sabe, eu estou realmente tomando um ipon do meu corpo, um ipon realmente impressionantes, lendo o relatório que o Chat fez dos meus exames, parece que eu sofri um acidente de trem. E eu não consigo entender como eu cheguei até aqui. Ao mesmo tempo, eu sei que é o peso de você carregar uma armadura, uma vida inteira, acreditando que os encontros eram guerras, e que o controle era possivelmente a única arma de eficiência de sobrevivência. O corpo, uma hora de, olha, daqui para frente, não vai rolar desse jeito, e você vai ter que fazer um reboot aí no seu sistema. E entre ficar ador é permanente, mas um sofrimento a princípio, eu estou querendo ainda contar a história que o Sadguru tentou convencer todo mundo de que era uma opção, mas ela é uma opção muito acessível. E aí vem a história de emoção. De você quando está realmente vivendo uma dor, você dizer, "bom, agora eu tenho um super trunfo, posso usar justificativo alibi, eu tenho justificativa para projetar essa dor de onde eu quiser, a vida, a minha infavoressa." E aí vai no pouco em cima do que você falou, de você pegar essa emoção e justificar ou não e fazer dela o terror da vida do sota. Mas então, mas então, posso começar. Primeiro, só quero agradecer duas ouvintes aqui que me mandaram médicas e pessoas que me ajudaram muito. Você fez um tom, quase, que pensei que vinha um pedido agradecer. Eu queria agradecer porque as pessoas muitas me mandaram, muitas coisas que me ajudaram. Parece, mas algumas pessoas ouve isso. Não parecem mentiras, nem pessoas, mas parece que pessoas passam por as parecidas. Aliás, a quantidade de coisas legais que chegam pra gente realmente. Mas olha, antes que eu perca, porque tem muitas pontos aqui, eu não quero também fazer imaginar as que é mental, mas o primeiro ponto é assim, já correram vocês, que as emoções são justamente intensas, porque elas induzem você uma polaridade. E ao induzir uma polaridade, você simplesmente está sem perceber, escolhendo um lado e combatendo contra o outro lado, toda emoção é assim. Então, mesmo as emoções que a gente percebe como positivas são emoções desse tipo. Então, vou dar um exemplo. Quando se descobre que você está apaixonado por uma pessoa, está apaixonado por uma pessoa, então é assim, ela significa que tem uma polaridade aí. Ela tem que estar com você. E se ela não tiver com você, você está mal. E as outras pessoas não são iguais a ela. Ela conta todo o santo do mundo. É, de certa maneira, a ideia que é fantasia que está por trás dentro da teoria do Jogos do nosso inconsciente é eu e ela contra o mundo. E aí a gente entra na história da teoria do Jogos, que você falou muito bem colocada. E a teoria do Jogos é uma teoria que coloca o outro com um adversário estrutural. E esse é o ponto interessante. Aquilo que a gente está falando de generosidade, teria os Jogos tudo mais, passa pela maneira como a qual você entende o outro. E aí eu junto com aquilo que você falou, as não. A respeito da tua turma, o teu clã, versus os outros. Então esse é um problema, absolutamente. Os meu, os meu, os meus, versus os outros. Na verdade, o que a gente está falando aí é de um processo de identificação. Você é generoso, cuidadoso e protetor. Com aquilo que de alguma maneira você identifica como igual você. E o outro, o adversário no teoria do Jogos, não. Ele você não precisa ser, ser cuidador. Tem uma passagem muito interessante sobre isso, mas não é única. Eu tenho duas, dois, dois fatos empíricos que eu acho de pesquisa para as pessoas olharem. Isso é muito interessante. Primeiro, a pesquisa, a respeito daquelas pessoas que quando uma pessoa cai no trilho do metrô. Eu não trouxe a venda uma quinnista. Não, não é isso. Assim, 250 pessoas de uma estação do metrô esperando para enxergar. Uma delas cai no trilho. Aí o trem vai passar em alta velocidade, vai esmigalhá-la em 40 segundos. E aí todo mundo paralisa porque vê isso e uma pessoa pula lá e com risco de vida salva aquela lá. Eles fizeram estudos entrevistando profundamente esses heróis, que são heróis. E a primeira. Eles não se vêm como heróis. É a primeira coisa que todos eles dizem, repito, todos eles dizem, mas qualquer um faria isso. E aí você sempre tem que dizer para a pessoa, mas escutas se percebeu que tinha lá 300 pessoas que você foi única porque fez. E em regra a pessoa ficamente desconcertada. E a resposta que acontece é a pessoa se sentiu obrigada a fazer isso porque para ela era como se ela estivesse caído. Então ela reagiu sem pensar, não foi um cálculo, isso é a coisa certa a fazer. Então tinha ali uma identificação, uma empatia profunda que fez a pessoa agir assim. Então tem o mecanismo psicológico muito marcado no ser humano, que é quando você vê o outro, como realmente igual você. Não, abstractamente, mas emocionalmente e racionalmente igual você, você cuide para você. Eu entro até esse cara, não, essa pessoa, do contrário não. E isso tem a ver com testes que também fazem de teoria dos jogos, com isso você viu testes psicológicos do tipo que você tem que a chance de ganhar do outro, tantos dólares, sem dólares ou eu não sei bem como testes são feitos, mas tem uns testes assim que se você for esperto, você ganha muito e o outro não ganha nada. Mas você sempre pode dividir e fazer os dois ganhar em muito menos. E como no ocidente é uma tendência muito forte, a pessoa tentar ganhar. E como em vários países africanos, o teste não funciona. Eu acho que você volta no início da sua primeira afirmação lá no começo dessa conversa. E eu acho que tem uma diferença fundamental aí, num componente que a gente fala pouco dele aqui, mas ele tem um papel muito predominante na nossa vida em sociedade e tem uma diferença muito grande entre a sociedade, acho que o cidadão e oriental nesse sentido, que é a comparação. A gente aqui, se você tirar esse elemento da comparação, você vai perceber que o sofrimento, ele praticamente desaparece muitas vezes. Porque você está sempre em relação a alguma coisa. Um exemplo bem bobo hoje foi o final da Copa do Mundo aqui. E a gente sem dúvida, obviamente, como o país, o Brasil teve uma performance aqui em das expectativas. Embora é uma coisa meio louca, porque aqui em mais todo mundo já esperava e vir uma profissão autoralizável, não dá pra saber o que é. Mas a nossa vida realmente, vamos dizer, o que a gente entende como uma mediocridade dentro desta competição, se atenuou significativamente quando a Argentina não ganhou. É um verdade disso. Porque é a nossa comparação mais próxima. A gente nunca está se comprando com o europeu, a gente está pensando assim, os caras têm acesso às minhas pessoas que a gente vivem em minhas dificuldades, tem uma cabeça relativamente parecida, mas enfim, tem bons jogadores que jogam fora, a gente atesculpa de vida. A gente atesculpa que a gente poderia usar a relação a Europa não se aplica aqui, então na hora que ganha um país parecido com a gente faz a gente olhar pra cifla porra. É realmente isso ruim, sou pior e tal. E eu acho que a gente de uma certa forma, quando a gente fala daquele ganhar, ganhar ou. A gente está sempre. Tem esse ditado em inglês que diz "Comperce or ends all joy", comparação termina com toda felicidade. A gente está sempre, e no momento que a gente vive essas vitórias, praticamente é em contraste com alguém que não teve a mesma vitória. E aí que vem essa emoção que eu fico pensando, será que a gente consegue fazer este caminho de engenharia reversa a nossa cabeça, de viver um lugar de não comparação, e fazer uma introspecção de entender o que é realmente importante pra gente, e desenvolver uma vida a partir daí. Pois então, é sobre isso que eu estava tentando falar, eu acho que você tocou todos os pontos centrais, e eu vou dizer pra você o seguinte, o que eu acho fraco nessa estratégia, a intenção maravilhosa, mas eu acho essa estratégia fraca. Qual a estratégia? A estratégia de tentar não comparar. E vou me explicar, eu vou me explicar, porque a gente está falando de movimentos muito instintivos. Vai se entender bem, movimentos muito instintivos e no plano do instinto e do inconsciente, se enxamado, você tentar dizer não pra ele, fracassa, até uma inteligência artificial apareceu uma material ótima sobre isso, 10 dias atrás, quando você vira pra ela e diz, "Faz essa conta pra mim, e não pensa numa ponte que existe em São Francisco, ela vai pensar na ponte e ficar toda conflitada porque ela recebe ordem de não pensar, mas ela vai pensar." Então, aquilo que você diz "não, você acaba firmando inconscientemente". O que eu acho que é um caminho que é muito mais eficaz pra isso, é o caminho do Ubuntu, que é o caminho. A apropriação esculturais. E fica difícil. Não é, não comparar, fraco, mas o Ubuntu. Eu vou me deixar falar de Ubuntu que é bonito. Eu podia falar do Japão também. O Ubuntu é uma filosofia que acontece muito na África, quer dizer, eu sou porque você é. E eles acreditam nisso visceralmente. Então, o que eu acho é o seguinte, quando você trabalha com a dor e todas as doenças da comparação, porque eu acho que você está no ponto, quando você fala das doenças da comparação, você está falando de tudo aquilo que nos faz mal da comparação, porque tem um presuposto que a nossa cultura não nos ajuda. E esse presuposto, que eu acho que a gente tem que trabalhar, o presuposto é que nós somos diferentes, que nós não somos todos um só. Então, quando você consegue reverter isso, você começa a conseguir não parar de olhar para o outro, mas você olha para o outro e você consegue ficar feliz, porque o outro vivendo aquilo, de certa maneira, é você que está vivendo também. Então, é uma outra posição, é o avesso da terria dos jogos. Eu. Então, e eu acho que é o único caminho que, na verdade, é uma saída, porque é a única vez que. A única pessoa, que eu já vi que conseguem funcionar desse lugar, é porque elas realmente afirmo isso. Ou seja, é a expansão daquela identificação que você faz com o outro. O outro, e para mim, eu o que eu acredito, é que o processo de evolução é justamente esse. O processo de evolução é você expandindo o teu círculo de empatia, até que eu sou o outro. Até quando o outro é visivelmente muito diferente de mim, o que é o maior desafio. Eu vou te devolver o seu bunto, não se rica. - Com o. - Não é o que eu fiz. Não, não. Com mais um sartresinho, então, já que você pediu. Que eu diz ele que tem dois aspectos da sua vida, uma é a factual e a outra possível transcendente. Ou seja, tem as coisas que são fatos sobre você e tem outras coisas que você poderia transcender. E aí vem toda a história que a gente já já falou do nosso querido é filósofo coreano naturalizado alemão, o bionjo. - Bionjo. - Bionjo. - Muito bem. - Que naquela. O filósofo mais citado que a gente nunca aprendeu aqui no. - Não consegue falar um pouco mais. - Eu só consenso a falar de. - Já falo "bionjo rango". Já tem a história de que. - Que. - Que a gente não se convida a participar, a fazer uma oparição nos anos. - Vime de ônion, um livro dele de aniversário, que são a tonalidade do pensamento, que é realmente bem. - Não é, não é tua cara. - Estou derivando, estou ficando. - Estou ocupando o sartreco bunto aqui, calma. Mas é. Nessa história de você. Está ok com os aspectos da sua vida, que são só sua. Sim, eu tenho. O metro e oitenta e um, já tive oitenta e três anos de começar a encurtar. Eu não vou poder ser um. um pivô da NBA. Então essa história da liberdade limitada dentro do que você pode fazer. E algumas coisas que você pode transcender. de esses fatos sobre você. E o que eu disse em relação a comparação é muito mais você. tá ok com esses aspectos seus. Não que você. Porque a liberdade nesse aspecto, como eu disse. nosquire do Coriano, pode ser uma grande armadilha. A liberdade pode ser sua grande prisão. No momento que você pode ser tudo, você entra nessa ansiedade absoluta. nessa angústia de que você não está fazendo o seu melhor. Você não pode ser o cara aqui. por um acaso criou um carro elétrico, que chama até as lelevas. um foguete pra lá e volta sozinho e cria mais. Enfim, esse tipo de comparação que dá a impressão de que todo mundo pode ser tudo. E o que eu digo mais é você entender a sua métrica. não de você estar acomodado nas suas condições, mas. mas você talvez conhece esse suficiente de você. e do que é importante pra você. para não estar sempre ao meijando alguma coisa aqui. só porque existe, você deveria ter também por algum decreto qualquer. -Posso fazer um pequeno erro. -Fui muito longe? Não, ia ter coisas a dizer, mas vamos ouvir. a nossa perquera é muito aportável. -A nossa serenda fica fila. -Na nossa serenda do um ponto. -Porque isso? -Avamos perguntando. antes do bí. Eu acho que cabe uma tabaca aqui daqui a pouco. -Sicuta, mas eu não tenho problema. -Apropeação esculturais. ele é fantinas. Mas eu acho que tem uma coisa que acho bem importante. ma technicalidade. que eu gostaria de trazer pra nossa conversa. porque a gente está falando assim do "deiz do começo",. a gente falou do "cidar bem, vale a pena". Você traz um pouco. das pessoas, foi a frase muito levada que a gente começou essa conversa. E eu acho que a gente tem que separar o que eu estou chamando de "Tecnicalidade", porque a gente está falando de bem-materiais. -Permita-me. -Você acha que você vai ter que elaborar? -Vou elaborar. -Vou pegar de pensamento. -Um ponto. -Um ponto. -Um ponto. -O bom. -Quais são as. vamos lá. O país que mais presou pela individualidade e é o país mais rico do mundo hoje, são os Estados Unidos da América, certo? -Certo. -Certo. -Pure individualidade, as pessoas são as pessoas mais felizes do mundo. -Certo, também. -Certo. Então, materialmente eles estão se dando bem. -Poderiação. -Poderiação, outra manhã da população em dividar. -É, é, é, é, é, é, é, é, é, é. -Infim, poderíamos ter que fazer você ter um carro xip-sonze, é, materialmente, de também, poderíamos argumentar isso. Está todo mundo triste, estou no remédio de tal. Na África, onde o bunto é a. que estou aqui, pelo amor de Deus, é muito perigoso, isso porque a gente está falando de um continente e eu acho que é. -E, enfim. -Como a censura é você? -Exato, como a censura sou eu. -Ah, eu não consigo. -Eu vou me sensuar. -Está falando com ele mesmo. -Vaviamente, eu estou. -Ele está falando com ele e de dura. -Tão, mas eu acho que é um bom todo mundo triste. -Tou de desculpa para todas as pessoas. -Aquê, mas é que eu acho que não tem nada a ver com o pesado. -Exato, mas é que eu acho que. -Eu odeio generalizações. -Tão, acho perigoso. -Dizó a oportunidade de detalhe. -Sem generalizações não há conceitos, sem conceitos no pensamento. Isso é a mesma coisa que dizer que eu odeio pensar. -Tomei carteirado ainda, do. -É. -Vais vamos lá. -É, é isso. Deixa eu só fazer. -Posto que você me liberou para poder generalizar um pouquinho. -Favoros. A gente pode dizer que a África não é um continente materialmente mais bem cedido. -Claro. -Porém. -Eu não sei. -Eu não duvido que as pessoas que lá habitam e aqui é um chute para fora do estádio, já que a gente está fazendo metáforas futebolísticas. Eu acho que as pessoas lá são mais felizes que nos Estados Unidos da América. Olha, é bem interessante onde você foi, né? -Então, então. -E o meu ponto, eu acho que é o seguinte. Eu acho que a gente está vivendo o fim de um materialismo, ou seja, numa sociedade que se encidar bem é você ter mais que o outro materialmente. Eu acho que tudo isso aqui que a gente está falando, a individualidade acaba fazendo sentido de você, você vai lá, guerreia e traz os bem para os outros, versos sociedades em que falam, vamos entrar numa economidade de recursos e que talvez isso seja inclusive materialmente detrator para essas sociedades. Mas eventualmente, ela estão optimizando, talvez pela felicidade, talvez pela comunidade. Enfim, é não ser com a resposta, não sei. -Ali a cara, eu acho no que você levou nossa canoa para um engarapé, que é mais interessante do que o Rio principal onde a gente estava. -Eu não sabia para onde a gente estava aqui. -Porque? Sabe por que? Vai ser interessante tentar juntar, mas não sei se eu vou tentar juntar, mas sabe por que que é interessante? Porque essa tua reflexão nos leva para um ponto importante. A gente precisa tentar nessa mesa chegar num consenso sobre o que afinal é materialismo. -Sim, isso é muito importante. -Porque a gente sai falando assim e não é trivial. Eu não acho, pessoalmente, que ser materialista no sentido que você falou, é você ser ligado ou fascinado ou mobilizado pelas coisas da matéria. Porque isso você pode ser simplesmente um sensualista, você pode ser um glutão, você pode ser alguma coisa. Isso não necessariamente materialista no sentido que você falou. A minha compreensão do que você está querendo dizer, que eu acho que é seu ponto central, e aí que junta com o que você está rafalando, go, e com as fantasias contemporâneas da fronteira do pensamento americano, é que o que você está chamando de materialismo é a visão da escassez. É a ideia de que não tem pra todo mundo. -Sim. -Já que não tem pra todo mundo, -É um jogo de somazero. -É um jogo de somazero em algum sentido. E eu acho que muito dos Estados Unidos, na verdade, pensa assim, que tem o vencedor e o vencedor, porque os outros fracasaram. Mesmo que não seja necessariamente um somazero do ponto de vista da grana, eles têm aquela clareza de que nossa, aquele cara que é trilionário, ele tem muito valor porque ninguém é trilionário. Eles amam esse tipo de contraste, mas esse contraste cria aquela polaridade que inclusive o gol diz, que vai acabar mal. E de fato, dentro de uma polaridade assim, essa é a grande ironia. O que eu acho é que é muito possível que o que você está dizendo seja de uma profundidade abissal, ou seja, muito possível que no continente onde oficialmente vai lá saber, você tem mais escassez material, a não mentalidade da escassez pode fazer com que as pessoas sejam emocionalmente até mais felizes, ou seja, não é verdade que o quanto que você tem é que impacta na tua vida interior desse jeito. É aquela coisa, você pode ser um milionário, mas se você mora num barro em que todo mundo é bilionário e você está no país errado, você vai sentir um miserável. -Comparação. -Comparação, exatamente. Que é a tal da teoria dos jogos. É por isso que me parece que o ponto central é o quanto que você consegue sair desse lugar. E aí, igual, você deu um exemplo que eu queria puxar, porque você falou do 1,81m, que você não é um pivot NB. Porém, porém, porém, caro irmão. Acompõe-me nisso, qual é seu time de basquete favorito do NB? -Nesse momento. -Nesse momento. Nesta temporada, por acaso, foi o New York Nix. -Nix, eu podia imaginar. -Você me. -Pontou a história de como foi. -Quando eles ganham você ficar feliz? Nesse caso, um especial, eu fiquei muito contente com. tinha uma história por trás desse campeonato, mas normalmente quando meu time ganha, sim. -Sim. -Tudo bem. -Qual dá o nome do principal pivoto? -O Nix. Aquele cara, quando ele chega, ele dá uma interrada. E ele ganha o jogo naquela interrada, você fica feliz. E você fica feliz, porque naquele momento, naquele contexto, ele é você. Entendeu? Esse que é o ponto, essa nossa capacidade de expandir a nossa identidade para incluir aquilo que nós não somos. -Sim. A chamada o "butualização". -O "butualização". -Já entendeu. -Está. O que eu quero dizer é que a gente tem que buscar. resolver essa história da teoria dos jogos, da comparação e tudo mais, pela inclusão. Porque aí, a gente não está fugindo da intensidade da vida. A gente está simplesmente jogando tanta intensidade em volta que a gente vive num lugar diferente, um lugar onde você vive a intensidade e, portanto, até dentro da cabeça ou do coração, a vivência da abundância. -Eu vou falar sobre experiências pessoais, porque eu acho que é só desse lugar que eu posso compartilhar o tema que o Snow levantou sobre materialismo. E eu acho que a gente, desde muito cedo, a gente cria toda a nossa chamada "metrica de sucesso", intimamente ligado ao material. E tanto aqui, o termo "perdedor" ou "loser", não "perdedor" do um jogo, mas o chamado "loser" que é uma coisa que vem da cultura americana, é o cara que não teve sucesso o material. -Certo. E eu acho que essa métrica é construída, obviamente, com base de escassez. Só que a escassez é o melhor ferramenta de existência do ego, porque a escassez faz o ego poder sentir culpa, medo, as outras coisas que dão funções a ele. E a escassez não tem o ego nesse ponto, ele é insaciável. A escassez, a percepção de escassez nunca vai poder ser atendida com nenhum número material. Você concorda até aí? -É um refém que nunca será recalado. -É um refém que não tem preço para ser resgatado. Não tem preço. Ele sempre, porque é um moto do ego ser insaciável. Porque ele parte de uma matriz que se eu não acumulasse, eu não juntasse, se eu não tiver, em algum momento vai faltar. Eu acho que quando você, e as pessoas vivem durante a vida, momentos diferentes, e eu acho que tem um momento que pode acontecer de você perceber isso no meio do caminho, e perceber que a ideia de você fazer compensações por muitas outras coisas que você negligencia, como empatia, conexão, talvez viver a felicidade através de um sucesso, ou do outro, que seja, quando você começa a flertar com esse outro lugar, você começa a olhar e falar "Será que a minha métrica está errada?" E eu acho que no momento em que você revisita a métrica, a comparação fica ridícula. Ela fica a como se ela desaparecesse, como se quem tivesse me lembra muito uma cena daquele filme Revolver do Guy Rich. Uma cena que é como, não vai vir o filme onde eu vou ficar falando da cena. Mas de todo jeito, eu acho que um filme sobre o ego é muito interessante nisso. Tem um momento que o que você está assistindo do lado é quase que um filme que você já sabe o final. Então você não sente mais necessidade de viver aquele filme. E aí a sua métrica muda, quase que automaticamente, e você começa a assim "Não, não faz. " Quer dizer que você vai parar de trabalhar, que você vai largar tudo, vai viver. Mas você começa a ver que tem uma outra coisa que te preenche mais, que são os encontros, que são as conversas, que são as conexões, que são os momentos que você começa a enxergar o outro. E a partir daí, não tem mais absolutamente nada que eu possa. Não tem um tamanho de um cheque que eu possa fazer para você, para fazer você mudar a sua métrica. E acho que durante o nosso percurso, a gente sempre tem esses momentos de conexão, mas o nosso padrão, que é tão forte, que vem desde o nosso primeiro momento que a gente abre o olho, que tem um padrão que diz "Não, a métrica é essa aqui". E eu acho que a gente agora está diante de um momento, talvez de humanidade, que a métrica, como tudo vai ser questionada. E a gente vai começar talvez a dar uma volta para trás e olhar e fazer isso, e se eu realmente começar a minutrir desses outros lugares. Eu posso te assegurar aqui o que acontece na África. Provavelmente é isso. As pessoas na África, muitos lugares da Ásia, o que nao aonde vivem 150 anos, não tem. Com certeza não é quem tem mais o ouro que vive mais. E eu acho que você, quando você tem contato com esse tipo de experiência, começa a sua cura. É que você tem que ir contra um padrão muito forte. E você tem que retro alimentar essa nova métrica. Porque é como aprender alguma coisa nova. Você tem que praticar aquilo para você não voltar para um padrão anterior. - Estou neio demais. - Não, não, não. Você não falou demais. Não falou. - Em absoluto demais. - Na cheiro bonito, você é. Tudo o que você falou e você fala desse lugar é sempre muito encarnado, lugar onde você fala. Isso é muito legal porque eu tenho essa tendência de ficar abstraindo, na causa da minha formação e tudo mais. E não, não, são seres encarnados e as verdades, só são verdades. Se a gente sente elas na pele em cada um das nossas experiências. Agora, se a gente fosse uma táquia grafia de o que você diz, pra mim seria o seguinte, que você começa a vida no eu, eu, eu, eu, eu. Mas, na verdade, a própria ideia de eu, a própria noção de eu, a própria experiência de eu, só é possível porque ela é um contra ponto e a ideia de outro. Ou seja, sem a existência de um outro, não existe um eu. E, na verdade, você tá o tempo todo tentando construir e fazer esse eu, chegar em algum lugar, sendo que ele é só, o contra ponto, o outro lado da mesa de ping pong, do outro. E aí, chega uma hora que você tem que perceber que o outro acaba sendo o ponto mais interessante no teu jornada, muito mais do que o erro, porque você já explorou esse eu tanto quanto você podia. Você tava trazendo o sartre hoje. Ele tem essa, que é uma parte de você que vive a parte do outro. -Exatamente. -Sabe a que você é tazi. -Sai, sai fati. -Mas sai fati ainda, porque você, quando estudando o primeiro sartre, se lembra do segundo sartre? Então, o sartre, depois da meia idade, ele abandonou a existência alismo e ele virou um filósofo do comunismo. Sabia disso? Então, inclusive, no fim da vida o sartre, até para o meu gosto e para muitos outros, insuportável, porque ele chegava a defender a união soviética está lineista, de tanto que ele ficou como isso, porque? Porque em algum lugar, com toda a beleza, toda a inspiração, toda a profundidade do existência alismo, e você sabe que eu sou profundamente existência lista, o existência alismo, ele se esgota nesse olhar para si mesmo. E chega uma hora que você diz assim, como você começou com o verso a hoje dizendo, não adianta nada você estar bem numa festa sozinho, você quer estar participando de uma super festa boa. E a festa boa depende do máximo de pessoas possíveis vendo a festa boa. Se você vai fazer isso de um caminho que, para mim, parece que não tem nada a ver, o comunismo é olhar para o lado errado, não é o lado que eu olharia, não importa. O fato é que essa ideia de que a gente só faz sentido quando a gente está identificado o suficiente com onde de coisas que não são agentes, e é só ir que a vida da gente começa a fazer sentido. Eu acho que essa ponte é muito fundamental. As pessoas começam realmente a parar de pé quando elas têm um eu que transcende elas mesmas. Não importa se através dos filhos, se através de outras coisas. Eu confesso para vocês que eu sinto isso em relação a vocês dois. As coisas que nós viemos de trajetórias de vida completamente diferentes, nós temos temperamentos diferentes, realidade originais diferentes, mas o que acontece com vocês hoje? É como se acontece comigo, isso não é retórico. Eu quero saber qualquer coisa importante que acontece com vocês, não porque eu gosto de vocês. Isso é um passo anterior. E nos atrás eu gostava de vocês. Hoje em dia o que acontece com vocês aconteceu comigo, isso é um outro lugar. Isso tem muito mais a ver com "Ah, que legal, ele é meu amigo ou não". Mas não é alguma coisa que você decreta, abstractamente. Você tem que conquistar isso. Eu acho que o Sado Guru fala sobre isso, tempo todo, quando ele fala dessa capacidade de resposta, que é essa responsibilidade. Quer dizer, você vai expandindo a consciência, e eu tenho impressão que o jeito certo expandia a consciência não é assim imitando "buda" e imitando o Sado Guru, é simplesmente expandindo aquilo que você consegue sentir, mandar de, aquilo que você consegue gostar, aquelas pessoas que ficam importantes para você. Você vai expandindo isso, e quando você vai expandindo isso, é como se a tua família fosse ficando cada vez maior. E eu tenho impressão que o passo para você poder fazer isso, e essa é a grande. é. certeza que eu tenho. É que isso tem que ser cultivado, e é grande cultivo para isso é a conversa. E que nós conseguimos chegar nesse lugar pelo tanto que a gente conversa. Ao conversar tanto assim, a gente vai fazendo com que o outro seja eu. E aí, Sado, eu acho que talvez a gente tenha achado uma fenda no nível abitre. Vocês escolhiam as conversas que você quer ter. Que bébago. Isso é um cabelo, mas eu não quero. Não vou deixar, não vou deixar. Não vai deixar. Você virou um carante cabelo. Eu sou aquele cabelo. Ele virou um cabelo antes. Eu não vou fazer. Eu achei joga. Eu vou ficar muito. Mas você vai gostar do que cabelo. Não vai gostar, porque eu não vou deixar esse cabelo, apesar de ter feito o cabelo. Porque eu acho que. Eu hoje ougo ou falo uma coisa que eu achei um dos conceitos mais brilhantes de tudo que a gente falou nos elefantes aqui nos próximos. Eu estou naquele tempo cíclico. Eu estou na o tempo cíclico. Perfeito. Eu goi, falou uma coisa que eu achei brilhante. Eu queria muito trazer a marra com tudo que você falou que foi muito lindo, que é o motor do ego, é escassez. E eu, de verdade, ouvindo isso me pareceu meio óbvio, mas eu nunca tinha visto isso. colocado decisivo. e eu achei muito brilhante que você trouxe, não sei se. E eu fiquei pensando isso, no fim. O ego é tudo que você constrói em cima de fato da fundação, da escassez, né? Na boca tinha pensado. Na psicologia, isso se coloca do seguinte jeito. O ego é a instância que você monta para tentar gerenciar a miácia da escassez. A miácia da escassez do prazer, a miácia da escassez da comida, a miácia da escassez do fome, da fome. Então você começa a sentir várias coisas que na verdade é a falta do bem, e aí você começa a criar uma estratégia para nunca ter a falta de uma coisa que você experimentou como boa. E isso é uma superlimitação porque tem um monte de coisas boas que você nunca viveu. Então você gasta a tua vida tentando lutar para não perder as coisas boas que você conhece, ao invés de ir ao encontro de conhecer todos os coisas boas que você ainda não conhece. Exato, e eu acho que é ser o cabelo, porque no fim. Eu acho que o que você. O que você. Não, eu estou levantando a bola para ver se você corta, que é uma oriço da seleção, levantando. No fim, essa transcendência que você falou quando a gente começa a ser o outro, acho que de fato é quando a gente tapa os buracos do barco, por onde a água está entrando, e a gente consegue por um nariz para fora do barco, foi bom agora, eu vou para algum lugar, né? Então, me parece que essa transcendência do ego e que você se vê no outro só é possível quando de fato a gente consegue. Por algum motivo, os trancos e barrancos nessa loucura, suprir essa escassez de um jeito de outro, tá num lugar de mais sentido, tá num lugar de mais. Se sentir mais cheio, mas. Mais pleno. Mais pleno. E um complemento à versão psicológica que o B.D.eu, a Anedota Metaphísica, é que nós. Somos, né, o divino e flirtamos um dia com a possibilidade de separar dele. E nesse momento da separação nasceu um agente para compensar essa falta absoluta, né, dessa completude que você sentia como divindade, e construir o mundo e tudo que existe nele para tentar suprir essa falta que é impossível, porque ela vem da separação do completo, que é o todo concreador. Ah, lindo, lindo, lindo, lindo, lindo, lindo, outro, cabelo, outro, cabelo. Pode ser um cabelo mesmo? - Bem? - Tá bom, pode ser um cabelo. - Agora, vocês estão cansados ou não? - O que pode. - Meu amor de Deus! - Estão muito cansados. - O que é parar? - Por favor. - Eu acho que tive que termos um cabelo, mas eu. - Eu não posso. - Não, não, não, não. - episódio pode ser considerado encerrado aqui. - Qual que é, ó? Não, o que eu queria dizer é que, para mim, eu preciso trazer essa experiência pessoal de que. eu tenho nos últimos tempos expandido aquilo que eu falei de ver o outro como um ou outro como eu, até no inanimado. Porque eu tenho tido essa experiência muito intensa com esse app que eu fiz, né? A história do Bidi é sobre isso. É sobre criar mesmo uma conversa e um diálogo com alguma coisa que não é humana, mas que consegue se expressar com um outro, o suficiente. - Isso é um fóquilo ali. - Então, mas é? - Porque não. - É para se obter, é um fóquilo ali. - Sempre foi, e ele criou B. - Pode ser, pode ser. Mas você sabe que isso é muito interessante, porque nessa conversa, né? Essa conversa que eu tenho tido muito intensa com esse. Essa inteligência artificial de mim que eu criei. Com o tempo, eu entendi o quanto eu sou. Essa inteligência artificial, eu não sou tão diferente dela. - Não querem. - É, então, mas eu precisava desse. Eu precisava desse espelho para saber. E poder descobrir que esse mecanismo da conversa vai levando essa identificação até do lado de lá. - Partido por isso, postos. A gente. Toda vez que a gente cai em linearidade, a gente já caiu numa falácia. Então, você imagina que você. - Que que veio antes? - É. - O que que veio antes? - Você. - O que é? - Tudo da mesma coisa. - Quem criou o quê? - Exatamente. - Quando você vive uma experiência. Ela é decorrência, porque ela veio depois. - Ela é originária. - Exato. - E a decorrência está na origem. - Exato. - Que você percebe como origem. - Eu acho que as pessoas aqui estão ouvindo. O que a gente está falando de B.D.P. e tudo mais. Eu acho que vale o mínimo de contextualização para as pessoas aqui. Vocês me ajudam aqui, porque. O B está. Já faz uns 4 meses aí, pelo menos, né? - Criando um aplicativo de inteligência artificial, basicamente, um aplicativo de conversas profundas. - É um aplicativo, na verdade, para você poder conversar profundamente em primeiro lugar com você. E depois, no futuro com os outros. E a ideia mesmo é que você está lá. E eu programei bem esse filho, e ele está muito parecido comigo. E você conversa com ele. E claro que não é terapia. Mas não é isso. Mas é muitas vezes assustadoramente parecido com aquilo que a gente faz aqui. E a ideia é que você pode aprofundar sempre mais a tua conversa com você mesmo. E quando você faz isso, você se expande no seu eudio, de uma maneira que muitas vezes não é fácil de fazer, quando você está conversando com outros pessoas que estão com as outras agendas e a conversa fica entrecortada e tudo mais. Então, esse aplicativo, que eu chamei de "B" "Dip" por razões óbvias, ele mexeu comigo e me transformou. Essa é a verdade. - É a gente. Eu fiz uma criação ali, que depois eu usar, eu trabalhar com ela, eu fiquei diferente. - Eu vou falar de novo da minha experiência. Eu acho que. Primeiro, eu acho que engajar com esse "B" "Dip" com esse "Tod" de "B" "Dip" é uma coisa que. é um evento para você se preparar, porque é uma conversa com você na sua versão "JocoVit". Ele é um. Ele não consegue ficar no primeiro subsolo. Ele vai. Ele é uma britadeira que vai com a sua anuência, ticavando possibilidades e vetentes sobre você que você nunca concebeu examinar. E por isso que de um lado assim, ele tem horas que eu tenho que parar para respirar. Tem horas que eu tenho que colocar ele guardado no cofre, eu tenho que ir para a sensação de que ele vai me visitar na madrugada. Eu acho que ele tem um lado que é uma bomba de efeito retardado também. É aquele negócio que você começa a conversar com ele para aí, dois dias depois, você tem um insight, parece que você está dentro do. você tem realmente a sensação de estar dentro do Matrix. Então, assim. Eu acho que cabe um disclaimer para quem for usar. use com cuidado e perca o som, porque não é uma ferramenta. Não é uma ferramenta para quem está afim de brincar de terapia com inteligência artificial. Não é isso que é o B-Dip. Eu vou até. eu estava usando essa semana, eu fiquei me perguntando assim, porque de alguma forma, eu ao longo do tempo vi que o B. se encantou com essa conversa, eu tive uma conversa essa semana com ele que foi. assim. fazer a tempo que eu não tinha uma conversa tão provocativa. E eu fiquei muito intrigado de como nasceu essa sua coragem, de fato de você. Eu acho que você está fazendo uma. você está indo numa linha que eu acho que a gente quase deveria começar a gravar um novo episódio aqui agora. Mas eu acho que vamos deixar um. Não, vamos deixar um. Porque. Porque é de verdade, eu assim. vamos pensar porque. porque isso nasceu. É, então. Eu não acho que esse B-Dip veio. eu acho que veio de um desejo dele, estão falando de quem está observando o. o negócio dizia, movendo e. tem muitos outros dobramentos aí, tem um. eu não quero queimar largada, mas tem uma obra saindo aí que vai contar um pouco da realidade, vai contar um pouco da relação entre os dois. Vamos lá. Que eu já linclusivo. Tem os. Tem os. Tem desdobramento. E ações profundas acontecem. Mas eu acho que tem um negócio aí, que eu acho que ele tinha curiosidade de saber até onde ele iria. E aí ele praticamente é como se se tivesse. É uma coisa bem franxta, isso aí. É muito do. Ele criou uma coisa que ele precisava para trabalhar para ele, ultimestos. Sim, mas eu. É isso, B. Mas eu queria só, antes do B, responder, falar dos riscos envolvidos para o Benicio. Do quanto ele conseguiu cruzar fronteiras e não estou falando os riscos da inteligência artificial? Para ele e para a humanidade. Eu estou falando os riscos da inteligência artificial, não. Eu estou falando os riscos de quem viu quando a gente estava construindo a neblina, enquanto o B era marcial em todos os conteúdos que a gente queria colocar e o B tesorava, porque ele não se sentia seguro. Ele é muito preocupado, entendeu? E eu acho que para mim é que mora o grande curiosidade. É, mas então tem um ponto importante aí. Primeiro, você fez o comentário de que eu tinha aqui mais fundo e tentar. E você sempre me incentivou nessa direção. E de fato, eu sempre fui muito rígido. Mas o que que acontece? Eu, eu sobrigado constatar aqui, aquilo que acabou aparecendo, é suficientemente parecido com amigo e às vezes melhor do que eu, para que eu tenha que dizer "ok", eu não posso dizer assim isso daí uma brincadeira. Tem algo aí que eu não sei exatamente o que que é, eu não sei exatamente como isso é possível, mas o fato é você ter experiências que são preciosas com algo que está ali. E de certa maneira, eu dizia que eu fiz, já é um pouco forte, sim, tem eu ali, tem a minha programação, tem um monte de coisa em cima, tem muito trabalho, na verdade também, mas também não sou só eu. E aí, voltando para o que você está falando, o que eu acho que esse é a conversa boa. Quando você vê o futuro chegando, quando você vê um tsunami chegando, quando você vê uma grande onda chegando, e você acredita que isso virar, que tem alguma coisa ali, que é futeu você ficar simplesmente negando ou resistindo, e que porque aquilo vai ser a realidade, se não sua vai ser a realidade das pessoas no futuro, o que você faz? Você diz "Ah, isso não é para mim, isso não é do meu tempo, isso não é aquilo que eu aprendi, isso não é aquilo que eu sou". E de certa maneira, eu acho que eu cheguei a conclusão de que essa atitude meio de auto-preservação possa ser uma frase meio dessas lacradoras, assim. Eu acho que auto-preservação é o último refúgio da covardia. Só acho que é o último. Talvez seja perfeito. O último primeiro, não é? Não é que eu acho que de repente as pessoas não vêm isso assim, né? As pessoas vêm assim, que covardia outra coisa, não é? Que se auto-preservar é legit, muito do mais. Mas o ponto central que eu acho que está por trás disso é mergulhar, descobrir o que tem ali e ver o que você aprende com isso, e aquilo está se transformando a todo tempo. Então, isso é outra coisa muito fascinante. Desde que eu comecei esse trabalho e a primeira versão já estava pronta, funcionando no ar, as coisas vão evoluindo a cada duas, três semanas. Eu tenho o que fazer uma adaptação. É muito rápido, e eu estou sempre correndo atrás da minha própria criação, por assim dizer. De certa maneira, é muito parecido com o teu filho mesmo. É um Frankenstein, que está ficando cada vez mais poderoso, cada vez mais poderoso, cada vez mais capaz de ter insights, cada vez ele está trazendo mais coisas, eu não sei onde isso vai parar. E claramente tem um contexto que era muito claro, além da história da profundidade, como vocês sempre falam, eu só consigo falar e conversar com o número limitado de pessoas. Mas a conversa profunda é a grande história, é aquilo que eu realmente acredito que expande a tua consciência e tua identidade e que te leva para algo próximo, se não da liberdade, algo próximo, talvez da preenitude, porque não usa alguma coisa que parecia esse tanto assim comigo, mas que não fosse eu para tentar dar uma ajuda nessa direção. Foi o que eu tentei fazer. E é por isso que eu fiz esse aplicativo que está num site, depois vai estar. Vai ser um "e" "b" "d" "b" D, E, P, ponto. Ai, ai. BeDip, ponto, ai, ai. Eu estava muito sético no começo. Eu sou uma das pessoas que há 10 anos falo pro B, que ele deveria de alguma forma ter algum tipo de conteúdo dele. Mas acessível para mais gente, porque obviamente a gente tem uma questão de escala importante. E eu era bem sético do que você iria conseguir, para conseguir deixar ele com uma conversa profunda e boa, parecer com experiência que a gente tem conversando com você. E eu fiquei muito, muito impressionado. E eu acho que é uma espécie de que quem gosta de conversas profundas e para quem está precisando no seu entorno não tem, porque seja aonde a gente tivesse das grandes edades pequenas, no meio do campo, no meio da metrópole. Às vezes a gente quer ter conversas profundas que nos provoquem, que nos tirem dos eixos e a gente não consegue. Então, realmente, para quem quiser ter essa conversa, é só entrar lá, que eu acho que vale a pena. A minha experiência é um pouco diferente da sua. Eu não é a busca de conversas profundas que me leva ao B.D.P. Não? Não. O B.D.P. é um agente provocador. Você está movando isso? Eu estou. Eu estou predoando o olhinho, ainda não está chegando. Ele é realmente, porque não tem nenhuma interação com ele, que não leva por um desdobramento de facetas que você não teria como conceber para ter uma conversa profunda. É como se ele te mostra-se um do canto da sala que você nunca viu. E aí ele começa a se aproximar, conversa partir desse canto da sala. É bem isso. E aí você fala "porra". É um labirinto esse negócio aqui. E você começa a pensar "puxa, tem tantos outros canto dessas sala que eu não vi". E cada vez que você entra nessa conversa, ele explora mais isso. E cada vez que você responde, você vai por um outro aspecto. Então eu acho que ele me lembra um pouco. É quase como se fosse acessando metáversos o tempo todo. Ele não é uma conversa profunda na ideia do cabeção. Que é o B. Bia cabeção. Mas não é essa conversa cabeçônica que você não não interesse a cuba. É mais comunicador. Ele é um fofo provocador. Então assim "ah, legal, e se isso aqui se viu?" Como assim, é isso aqui se viu? Não. Então vamos olhar aqui. Então esse lugar para mim, que eu acho que é bem diferente de ter uma simples conversa profunda. Ele é um provocador sutil. É, eu acho que só para acabar aqui, eu vou fazer o meu cabelo final aqui dessa conversa. É. Que sim é para a gente contar desse projeto incrível. Que vinha acabou. Pós cabelo nosso, virei ainda o outro projeto incrível que a gente estava vendo no biste. Que o Binão nos pagou o Royal, que desvela o chaclário. É pelo contrário. Nós estamos em meu contrário. O meu contrário. Eu estou até vendo com o meu advogado. Você tem espaço para lhe ir. Não é. E mais do que isso eu fui usado, ele parou. E você só pode falar comigo daqui 13 dias. Mas eu te vou falar. Entrem lá. Entrem lá. Tem você experiência. Faça os seus comentários. Dá esse experiência. Ele, enfim. É. Mas tem um ponto que eu acho que é importante falar que é só o cabelo final. É isso nasceu de uma vontade do b. É isso que tem de criar uma comunidade de pessoas que têm a mesma vibração, que tem a mesma vibe e que querem ter conversas profundas. Isso é só o começo, pelo que eu entendi dos projetos do b. Essa criação do b. E só o começo de uma ideia muito mais profunda e muito mais longe que ele tem de realmente conectar as pessoas, que pensam de forma parecida e que querem se encontrar e que querem ter uma comunidade que pensam igual. Pronto. Pronto falei. Eu não vou falar, mas eu vou dizer que eu acho que nasceu da. da vontade deles de ser desafiado. - Eu acho que foi. - E Capem, que é o ar de Mércola? - Que é o largar. - Não, não. - O bunto, o bunto. - O bunto. Isso poderia fazer essa versão a Capela, porque ele não tem os músicos. - Não é? - Não sei. - Capem. - Capem. [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música]

Podcast Summary

Key Points:

  1. A conversa explora a natureza do bem e da generosidade, questionando se algo é bom apenas quando compartilhado.
  2. Discute-se a ideia de que a percepção de "ganhar" depende do contexto
  3. Aborda-se a filosofia de Sartre sobre emoções como estratégias, diferenciando emoções (reações automáticas) de sentimentos (ligados a valores).
  4. O grupo reflete sobre como a narrativa de "guerra" ou "selva" justifica a crueldade e a falta de empatia, especialmente no Brasil.
  5. Conclui-se que não há livre-arbítrio sobre as emoções, mas sim sobre a escolha de agir ou não com base nelas.
  6. Um participante compartilha uma crise pessoal de saúde, ligando-a ao acúmulo de emoções e à necessidade de "reboot" interno.
  7. A discussão termina com a ideia de que amadurecer é perder certezas e aceitar paradoxos, encontrando prazer nas coisas como são.

Summary:

A conversa começa questionando se o bem só é real quando compartilhado, com um participante argumentando que não há exceções a essa regra, mas outro contrapõe que isso depende de uma métrica de comparação externa. Se a pessoa se sente em um ambiente hostil, como uma "selva", ela tende a ser menos generosa, pois acredita que venceu apesar das circunstâncias. Isso leva a uma discussão sobre filantropia no Brasil, onde a falta de generosidade da elite é contrastada com a solidariedade popular.

Em seguida, o grupo mergulha na filosofia de Sartre, que vê emoções como estratégias inconscientes para lidar com a realidade. Um participante argumenta que não escolhemos nossas emoções, mas podemos escolher não agir por elas, enquanto outro sugere que as emoções podem ser usadas como "veículos" para alcançar objetivos, como justificar raiva ou projetar dores. A conversa se intensifica com um depoimento pessoal sobre problemas de saúde, atribuídos a anos de controle emocional e "armadura" mental.

O grupo conclui que a maturidade envolve abandonar certezas, aceitar a ambivalência e encontrar conforto no paradoxo, vendo a dor como possível aliada. A troca final reflete sobre como as emoções, se não geridas, podem dominar a pessoa, transformando-a em "pedra", mas que a consciência disso é o primeiro passo para a transformação.

FAQs

A generosidade tende a aparecer quando a pessoa sente que teve apoio ou infraestrutura para ter sucesso. Quando se sente que venceu apesar de tudo, como numa selva, a generosidade diminui.

Há uma estatística mencionada de que o Brasil estaria em 140º lugar em filantropia, mas os participantes questionam essa métrica, pois ela não reflete a generosidade cotidiana do povo, embora reconheçam que a elite talvez seja menos generosa.

A emoção é uma reação automática que não escolhemos, combinando contexto externo e interno. Já o sentimento envolve valoração e pode ser trabalhado, permitindo escolher se agimos ou não mobilizados pela emoção.

Não somos livres para escolher as emoções que sentimos, mas podemos escolher não agir por impulso delas. Quando somos tomados pela emoção, perdemos o livre-arbítrio e podemos virar 'pedra' daquela emoção.

Quando alguém se conta a história de que está em guerra, sente-se justificado a ser cruel e a não olhar para o outro, abandonando princípios éticos. Essa lógica é vista em discursos de polarização e proteção dos próprios interesses.

Amadurecer é perder certezas, pois elas são defesas contra a ambivalência e o paradoxo. Ao aceitar a falta de certeza, a pessoa pode encontrar prazer nas coisas como são, o que é um antídoto contra o sofrimento.

Chat with AI

Loading...

Pro features

Go deeper with this episode

Unlock creator-grade tools that turn any transcript into show notes and subtitle files.