A conversa aborda a gestação humana como um processo de 12 meses, destacando a dependência do bebê e da mãe de uma comunidade de apoio, algo que se perdeu na sociedade moderna, onde muitas vezes se contrata especialistas para suprir essa falta. A maternidade é vivida em um tempo cíclico, contrastando com o tempo linear patriarcal. A partir dessa reflexão, o diálogo se expande para a solidão como uma epidemia contemporânea, que afeta todas as gerações e estratos sociais. A solidão é definida como a incapacidade de ter os encontros que se sente necessidade, com causas na codificação das relações e na dificuldade de se relacionar sem saber quem se é. No entanto, argumenta-se que a identidade se constrói a partir das relações, não o contrário. A cura para a solidão não está em fugir do desconforto, mas em aceitá-lo e explorar as histórias internas e as relações imaginárias que mantemos. A dor e o desconforto são vistos como oportunidades de crescimento, e a meta é aprender a ficar confortável no desconforto, em vez de reagir impulsivamente para extinguir a dor. A discussão enfatiza a importância de não lutar contra a solidão, mas sim de entendê-la como um desdobramento de condições precedentes, permitindo-se ficar no processo e explorar o que ela tem a ensinar.
[Música] Amigos que gostam de conversar em tempos interessantes, insetos, implacáveis. Com o futuro suspenso e o passado cada dia mais sustente, estamos aqui estacionados na condição humana, não tentativas de fazer uma nova vida funcionar. Cada dia é um passeio na neblina e os elefantes estão sols. Não usamos nomes, porque somos nós e somos ninguém. O que importa é a conversa e a vontade de gerar alguma luz. [Música] Uma série de novas condições. Novas condições. É, é. São quantos quilos? 5 quilos, mas constantemente. E hoje 3 meses? 3 meses hoje. 3 meses hoje, ao fim da estro de gestação, vai ter festa lá em casa. Estro de gestação, eu não sei nada, depois está falando uma besteira que não se enche a gente está gravando. Você que vai decidir. É uma teoria que a gestação do bebê humano dura 12 meses e não 9. Então, é 9 meses dentro da barriga da mãe e 3 fora. Então, em teoria hoje. Nath. E parece que melhoram muito e tudo mais, toda parte de cuidados e tudo mais. E eu oficialmente para os protocolos medicinais, ela deixa de ser uma receina acida. É interessante. Você sabe que eu sempre tive impressão na verdade, que a verdade, desponto de vista, a gestação devia acabar quando a criança está mais ou menos com os 11 meses de vida já. Não com 3. E eu te digo por que você compara um nível de autonomia dos mamílios superiores. É exatamente. Então, é mais ou menos um bebê de 11 meses, 1 ano, já capaz de dar umas corridas atrás da mãe. É exatamente. Então, e que seria impossível porque nós somos bipídias, não é? Nós somos quadrupedes da RIA. É, e isso tem uma coisa interessante, uma conversa que eu acho que cabe aqui. Que é isso mostro quanto no passado e hoje criaram uma criança dependia da comunidade que estava só volta. Não é uma teoria sobre a comunidade, não é uma teoria sobre. É, o quanto humanos precisam dos outros, é real. Um bebê e uma mãe não vivem sem uma comunidade em volta. E isso é uma coisa que foi ficando muito clara pra mim, né, ao longo desses 3 meses, né. E o quanto é ter pessoas que têm comunidade em volta e pessoas que contratam uma comunidade pra suprir essa comunidade que não tem, né. E o que pode, obviamente, enfim. E essa foi uma reflexão que eu fiz muito aí nos últimos 3 anos. Nossa, olha só minha cabeça. Eu falei nos próximos últimos 3 anos. Você está numa outra temporalidade. Eu estou numa outra temporalidade. Você está na temporalidade circular do materno. Você sabe que tem. Que a gente está falando agora, não é boba, não está? É assim, quando você vai pra sociedades matriarcais, elas funcionam no tempo cíclico. É mesmo? É, então só tem um ciclo do dia, do mês e do ano. Então, não existe o tempo linear, o tempo linear é patriarcal. Você, vivendo uma vida como você está vivendo em função da maternagem do bebê, você está num tempo cíclico. É muito mais importante o ciclo das mamadas do que quantos anos pra frente ou pra trás. Nossa, que interessante você falar isso. E a minha cabeça não está funcionando, então, né, como eu vecizinho porque eu dei agora, é ao vivo. E tem uma coisa que eu tenho feito muito, que talvez você tenha matado, que é. Eu vou falar do passado e do futuro. Eu vou falar do futuro e do passado. Então, eu falei, "Ah, foi 3 meses atrás, foi aí nos próximos 3 meses." Eu perdi isso, assim, quando eu vejo, que eu já falei. A chegada na veia. A chegada na veia. Eu estava vivendo dentro da chegada. Mas é interessante. Mas essa reflexão sobre a comunidade em volta de uma criança e do quanto a gente precisa disso, pra mim ficou algo muito claro e não sei, pra mim explica muita coisa. O que a gente vive, sabe, de mães, criando os filhos, sem o apoio necessário e como é que é, isso tem sido uma reflexão importante pra mim. Não. No quanto que é preciso de uma vila. De uma vila. Por aí, do que a vila. Eu já falei, "Virou um clixê contemporâneo, principalmente nos últimos anos." É necessário uma vila, mas a verdade é mesmo, né? É de fato. E é engraçado, porque eu pai de primeira viagem para todas as consultoras que passaram na minha casa e não foram poucas para todos os. Que aliás, tem uma maravilhoso aí, isso, assim, até falando deste futuro, em que as profissões vão mudar de quantas pessoas incríveis se tornaram especialistas e consultoras de coisas que realmente fazem a diferença na vida. É como a gente não tem a comunidade, a gente tem as consultoras. E eu pai de primeira viagem sempre perguntando, e como é que era no passado, assim, de verdade, sem seu irônico, horroroso, sinico, mas pra compreender como era essa dificuldade, essa dificuldade, com o contemporânea real, ou. Ou, sei, era uma dificuldade que já existia e como é que lidava e a resposta dessas de algumas pessoas que eu cruzei que realmente estudam sobre o assunto do final, no passado. Muitas mais parágamos de amamentar, muitas mães tinham as amas de leite, e realmente era uma questão no passado que era resolvida de uma forma de formas ruins, então, também é legal entender que nós, como humanos, evoluímos bastante nesse assunto, é muito legal ver o que a gente já tem de conhecimento. Tem uma história bonita. Sim, eu acho que. Mano. Que tem mesmo, agora, você falando disso, me dá vontade de fazer uma estilingada para outra ponto, que é como tudo isso é tão claro quando você pega qualquer pessoa no começo da vida dela, e vamos nos estilingar para a epidemia de solidão que está acontecendo. Ah, sim. Como que as pessoas hoje em dia se sentem sós? E eu não sei a impressão de vocês, mas me parece que isso não é mais alguma coisa que a gente pode considerar um problema nos países nórdicos, qualquer coisa assim, eu acho que está chegando em todos os lugares. Todos os lugares, os estratos sociais. Eu acho que parte do que é um desafio interessante, é tentar entender o que é a solidão. Como é que a solidão acontece? Porque a gente é curioso, porque a gente estudou tanto o covid, e eu tenho certeza que a solidão é mais grave do que o covid e a gente não estudou solidão. Como é que a solidão começa? Quais são os primeiros sintomas? Como é que essa síndrome se instala? Como é que você cura a solidão? Precisa curar a solidão ou, na verdade, existe dentro da solidão uma vida saudável para ser humano. Esses perguntas que eu não tenho uma resposta clara. Se vocês pensam sobre isso, vocês já pensaram sobre isso? Você abriu uma janela aí e você falar de solidão quando ela pode não ser um problema, e quando ela migra para um lugar de oportunidade, talvez seja a solitude, um dobramento que inventaram. É, é um monelogíssimo. Mas eu acho que o que daria um passo anterior é o que te leva a esse lugar. Como é que você se sente ali? Eu tenho impressão de que tem muito a ver com. Acho que dois caminhos. Um, talvez você. O tipo de conversa que você está. O lugar que você está vibrando, ou o tipo de conversa que você está querendo ter, o que é importante para você falar sobre você não está encontrando o ecu, no seu microcosmos, nas relações mais próximas. Isso, de certa forma, vai te. vai cria uma distância natural, claro. E essa distância pode ser aproveitada nesse aspecto para justamente entrar em contato direto com o sentimento que está aportado aqui, né? A gente sempre tenta pensar, "de seu tos me sentindo sozinho, como é que eu curo isso?" E a primeira reação é sempre, eu preciso me aproximar de pessoas, eu preciso talvez fazer adaptações para ter pessoas próximas de novo para que eu possa curar essa dor de estar sozinho. Acho que essa é a primeira que é. Eu não quero estar sentindo isso. Que é uma coisa muito. Acho que a gente vem de um treino que a gente quer lidar com todos os tipos de dores da mesma forma, fastando a dor, né? E eu acho que essa não é diferente de nenhuma outra. Mas essa tem uma. esse risco de você curar pelo lugar errado, não é? - Hum. - Acho que só te deixa mais sozinho quando você migra em direção. E o outro oportunidade é parar justamente para você fazer um balanço de onde você está, quase que um raios x. E ficar diante desse ruído que é você com seus pensamentos e todas as histórias que você se contou para ter ressazão. - Hum, não é essa última frase que você falou é que me pega. - Mas sabe que eu estava pensando aqui? Eu gostei muito do que você trouxe, Goul. Porque a solidão é algo que está em todos os estratos de geracionais da sociedade, mas eu acho que a nossa solidão das nossas gerações aqui, é um tanto diferente da solidão que os mais novos estão sentindo. Nós, talvez, temos uma solidão que tem a ver com tudo aquilo que a gente não cultivou, tudo aquilo que a gente perdeu, tudo aquilo que a gente sabia que era possível e não foi. E eu acho que os mais novos, talvez por conta de terencido criados de uma sociedade com muitas telas, com muitas restrições, com muitos medos e com muitas. E obviamente estou falando aqui nesse caso dos ocidentais, não sei como é a vida em muitas partes do mundo, mas essa geração que está vindo impactada por tudo isso tem uma solidão intrínseca, que já não consegue ter essas relações. Eu fico pensando quantas elas não herdaram das nossas gerações. E eu, porque pensando muito isso, eu estava leindo uma coisa esses dias que muitos dos aplicativos e redes, tudo que a gente vê, foram criados por pessoas que eram solitárias na essência delas, que gostavam mais de computadores e não sabiam se relacionar com as pessoas. Entrospectivas e assim, sem nenhum julgamento moral aqui. -Tiraniados nerds. -Tiraniados nerds que fizeram ferramentas para cuidar disso no digital, enfim. Eu nem quero entrar em se tema em cima, mas o meu ponto é. Eu acho que os mais novos, os Jensis, os Milênios de alguma forma que acompanham bastante, eles têm uma solidão que já é mais intrínseca, porque de alguma forma, existe uma questão seminal, ali em seminal, ela parava muito forte, mas uma questão de que percei algumas relações já começaram de um lugar mais distante, online, onde tudo se tem a quantidade de pessoas que estão a sua volta, mas você não tem relações profundas reais. Então, essas duas, esses dois tipos de solidão de alguma forma, são diferentes, mas elas vêm do mesmo lugar. Eu estava fazendo essa reflexão aqui, se de alguma forma a gente acabou deixando de legado para essa geração, essa solidão. Eu sei lá, eu acho que o instinto profissional me sempre me diz que 80% do tratamento é o diagnóstico bem feito. E eu tenho a impressão que vocês dois estão indo bem nos que me parecem os aspectos centrais do diagnóstico. Solidão, antes de mais nada, é você não conseguir ter os encontros que você sente que você precisa ter. Gosto dessa definição. Eu gosto. Eu sugiro que você falou e do que você falou. Então, se esse é o diagnóstico, você não consegue ter os encontros que você sente que precisa ter, tem duas pontas nessa situação. Tem uma ponta que é o que está acontecendo nos códigos de interação entre as pessoas, que é o que os não está falando, mas tem também a outra ponta que é aquela que você trouxe na última frase, que está muito literário e infelizmente eu não consegui reproduzê-las altamente. Mas é, está falando das histórias que você se conta e quanto que essas histórias que você se conta também interferem na possibilidade do encontro. Sim, dobro, sim. Então, tem a impressão que essas são as duas pontas. Então, de um lado, só expandindo o que vocês falaram. Hoje em dia, a comunicação ficou muito mais codificada. Sim. E é um código feito para que você, uma coisa quase hipion que o Orhan, é um código feito para que você seja uma comódige. Ou seja, você mais e mais o objetivo é que tudo seja suficientemente parecido para ser trocado fácil, sem intercambiável. E ao mesmo tempo, quando você entra nessa, você vai se dispersionando absolutamente. Então, você, antes mesmo de você ter uma dificuldade de encontrar aquela pessoa X ou Y, você já não consegue se encontrar no contexto e na linguagem que você vai ter que usar para se encontrar. Vocês me entendem? Sim. Eu quero amar você, mas eu não quero ter que falar uma língua que não esbreços meus sentimentos. Mas posso fazer uma pergunta que eu não sei se ela é boa ou se ela é do analista de bagar, mas você vai entender. Nessa linha que você está indo, você acha que para não sentir solidão, você tem que nesse relacionar com o outro. E para se relacionar com o outro, fundamentalmente você tem que saber quem você é de verdade. E talvez, no mundo de hoje, esteja cada vez mais complexo. E principalmente quando você está mais sozinho saber quem você é? Ah, não. E aí, eu acho que é do analista de. Não, não, não, não, não. A pergunta é boa, mas a minha convicção é que ela vai direto para armadilha do nosso tempo. Então, a pergunta é boa porque ela aponta direto para armadilha. Porque vamos voltar para a sua primeira observação? O que você está vendo é uma vida começando. E ao ver uma vida começando, ao ver um ser humano começando, o que você vê? Você vê que o ser humano, ele é parte de um nodio de relações. Ele faz parte de uma teia desde o início. Então, justamente você achar que você tem que saber quem você é para se relacionar, e a inversão completa do que realmente acontece na Constituição de uma pessoa. A pessoa vai se condensando mais ou menos de verdade, mais ou menos teórica ou concretamente, a partir do histórico das relações dela. Então, achar que ela tem que primeiro se achar para depois se relacionar, é trocar a ordem das coisas. Verdades. As pessoas não são feitas desse jeito. Elas começam a partir das relações. Então, o problema todo é que chego num determinado ponto em que as oportunidades de relação, que a pessoa sente que vai ter no exterior, não batem com as relações internas que elas mantem, porque se desculpe, não quero ser teórico, mas é importante dizer isso, porque é fundamental nos contraconversa. Qualquer chance que você acha que você tem de manter uma sensação de identidade, na verdade, se alimenta esse sustenta pelas relações internas que você mantém. A psicanálise chama isso de objeto interno, tradução. Você tem pessoas com quem você interage e conversa e se posiciona dentro de você. Normalmente os seus pais, normalmente os amigos, eu tenho vocês dois. Então, assim, nem adianta fingir, vocês sabem e nós sabemos que várias vezes durante semana, um pensa o que o outro acharia se eu fizesse isso. A gente pensa isso, porque uma parte da nossa identidade é justamente as relações significativas. Então, o que acontece? A pessoa solitária não está realmente só no mundo, ela simplesmente não consegue encontrar nas pessoas concretas, uma troca equivalente daquela que ela acredita, que ela tem nas pessoas imaginárias. Então, ela vive acompanhada no imaginário. Então, está todo mundo com amigo invisível. Eu acho que tem um outro lado dessa mulher que eu gostaria de explorar. Vamos se você permitir. Que é esse. Tudo que todas as fagas ativa ainda vem de uma crença de que. Não estou dizendo que ela vem dessa crença, mas me parece que tem uma ideia de que eu preciso afastar isso que eu estou sentindo. Porque essa solidão não precisa estar ali, por tanto, existem várias razões pela qual eu estou vivendo aquele momento. E ainda me dito que eu consigo distrinchar esse mistério, eu vou estar bem de novo. Sim, pelo menos a sensação que eu tenho aqui de uma geração não só com solidão, mas todos os sentimentos que a gente tem.
Tem. Quando ele é desconfortável, o nosso primeiro gastrocinho é o que eu preciso fazer para sair daqui. Até aí podemos concordar, não? Seria a reação mais habitual. Sim, sim, sim, sim. O que eu acho que vale a pena explorar e eu tenho até, talvez, umas duas anedotas que me venha a cabeça aqui. E que tem sido uma coisa que tem vindo muito na minha cabeça, é o que acontece se você não faz isso. O que acontece quando você se permite ficar nesse lugar e entender qual é o sentimento que está ali de verdade? Porque eu não acho que a solidão é uma causa, claro, ela é um desdobramento de uma condição precedente. E a gente pega de oportunidade muitas vezes de usar tudo isso que acontece com os nossos cúrbios, o corpo, oamento está colocando, porque a nossa primeira vontade é reagir de uma maneira a extinguir aquilo, porque é um desconforto. Pode ser um ador, pode ser solidão, pode ser um ador psicológico física, eu particularmente estou experimentando uma coisa nova, que é uma ador crônica. E então, tem sido uma discussão interessante que passa na minha cabeça entre os momentos que eu consigo não brigar com o ador e quase que entender, fazer um exame no corpo, do que ela que ela pode ter que nos dizer. E o meu desespero para tirar aquela ador da lida de qualquer maneira, e tudo que eu estou disposto a fazer para aquilo acontecer. E acho que em um geral a gente faz isso com quase tudo. E solidão é só mais um desses temas. E eu acho que quem disse, eu falei para vocês um pouco antes da gente começar a gravar, tem uma discussão interessante, acho que é da mestra desse tema que é a Pema Chodron, que todos os livros dela são dessas antítites, das paradoxes de como é que você lida com as incertezas, os desconfortos, os desconhecidos e está no. Aliás, eu recomendo muito essa conversa dela, está no YouTube com o Ezra Plan, que é o colonista do New York Times que a gente fala algumas vezes aqui. E eu acho que tem muito a ver com você não tem uma ideia de uma resultante quando você entra num processo. E você fica no processo um tempo. Quando uma pessoa procura o "B" por exemplo. Geralmente tem uma queixa ali. E a queixa é. eu estou sentindo uma coisa que eu não estou gostando. Pode ser sobre mim, pode ser um momento que eu estou querendo reavaliar. E a gente já conversou muito disso. E é muito colocado como uma. Uma resultante positiva quando você começa essa conversa e essa conversa começa a tirar do lugar da dor. Ficilmente a pessoa vai ficar na dor e tentar conversar com essa dor e entender qual é o fim da linha de uma dor quando você não luta com ela. Eu como sei que você está louco pra falar. Só cabeça mexe como um pudo esperto. E eu estou querendo. Eu acordo com absolutamente tudo que você falou. Caberno? Caberno? Acisa um final. É um episódio curto, talvez, compacto. Eu acordo com absolutamente tudo assim. Eu estou experimentando esses altos e baixos de brigar com a dor. Não, mas você sabe que eu te diria o seguinte. Vamos botar essa bolinha no chão porque ela é linda. Nada. Entenso que está acontecendo na tua vida acontece sem um bom motivo. E você queria escapar daquilo antes de assimilar completamente motivo porque o motivo é sempre você. Não faz mais o sentido, não é isso que é viver. Você tem uma coisa que a gente tenha aprendido cotidianamente qualquer um que seja um pouco mais espertinho. É que não tem escapatória. No dia 1 você acha que "ah, é eu vou escapar". Você não quer escapar de absolutamente nada. Sim. Porque de alguma maneira, de alguma maneira você mesmo construiu a armadilha para você cair nela porque você precisa dela. Então, tudo que você falou a respeito, dador, eu assino completamente sem nenhum, sem más. Agora, eu estava falando de um outro aspecto da coisa que a gente pode explorar depois, que é o quanto que a causa dessa dor é uma causa real ou eventualmente é uma causa só imaginária. Entendeu? Que agora que a dor é necessária e que você só vai fazer esse processo de exploração e de transformação eventualmente através dador. Para mim? Eu acho que não existe nenhuma dúvida que você só cresce no desconforto. Isso acho que não tem muita discussão. Mas ao mesmo tempo, isso não é a mesma coisa que você ficar o queijo desconforto. E eu acho que tem uma parte aí que você está o queijo, o desconforto, se não está desconfortável. Não, eu acho que você está o queijo desconforto. É muita cala posição do ano que a gente falava do Rickson Grandes, e a Pema Chodron explora muito isso. Você fica confortável no desconforto, talvez seja um negócio que a gente poderia colocar como uma grande meta. Mas cara, tem coisa mais desconfortável do que o desconhecido. É para nós que precisamos dessas mini certezas para tocar a vida. E ao mesmo tempo assim, que é a base do budismo, não é? Enfim, não afastar tudo o que é desconfortável e não se apegar tudo o que é confortável. E virou praticamente a nossa rotina oposto absoluto disso. Como é que eu crie uma vida confortável com o mínimo de desconforto possível? Mas cara, como é que é esse negócio de você realmente falar bom? Então deixa eu ficar nesse aqui um pouco, né? E muitas vezes você não tem opção, né? Você tem uma doença complexa e que você pode brigar com a doença ou você pode realmente conversar com ela e fazer amizade com ela. Aqui é uma coisa que vários terapêutas exploram profundamente. Eu acho que é de muita valia. Outra coisa é de você ter o sentimento e procurar esse sentimento no seu corpo antes de você querer se livrar dele. Então pote o super ansioso. E você fala "tá bom, mas onde é que está a transcidade no teu corpo?" Que é uma coisa que ela sugere na entrevista, mas é um trabalho que já anda a tomar as fases. A gente já falou disso aqui e tem outros terapêutas também. Fazer muito que é ficar com esse desconforto e falar "pô, até onde vai?" Ou até quando você está com a dor crônica e fala "bou, então vamos ver até onde isso vai, né?" E aí me intergar na dor e falar "que que tem do outro lado do espelho?" Quando eu começo a mim chegar e eu quase que me deslocue desse lugar do que. E aí a história da dor e do sofrimento. Que a gente falou no outro episódio do Sado Guru fala sempre que não são. A gente coloca as duas coisas no mesmo lugar, mas a única coisa opcional é o sofrimento. Mas posso trazer um. Você falou desse outro lado da moeda e disse que você trouxe da sua dor. E daí você falou da Pema Chodron, da Anatomás, de algumas pessoas que te ajudam. E nessa inflexão da solidão, o que eu acho também que é um outro lado da moeda, é o quanto a gente precisa de uma rede de apoio para ajudar a gente a elaborar o que a gente tá sentindo. E eu estava pensando muito nisso, o valor de uma rede de apoio. E quando você estava falando, eu penso nisso, que em inglês ou "safet net", pelo menos na minha cabeça, sempre me remete aquela rede do círculo. Quando você cai e a rede tá lá, em português me remete muito a uma rede de pessoas que estão te apoiando. E eu gosto mais da imagem da rede do círculo. Que tá lá quando você cai das pessoas que realmente te ajudam a elaborar o que aconteceu. E eu fico pensando se também não é isso, essa falta de pessoas para te ajudar a olhar de fora o que tá te acontecendo para você ver, seja como for com qual linha for com qual questão, mas que estejam do seu lado amorosamente te ajudando. Eu acho que é uma das principais questões da solidão. Não ter isso, não ter pessoas que te ajudam a elaborar os momentos difíceis da vida. Eu acho que é uma das questões mais pesadas, mais fortes. Essa era o outro lado amorero que eu estava pensando assim de "quanto é importante nessa vida hoje em dia principalmente você ter pessoas que você confia". E eu vou falar para vocês, talvez essa seja a solidão e essa falta de uma rede de apoio que as pessoas têm, que eventualmente você acaba comprando de um jeito de outro. Talvez seja das coisas que mais me preocupam no mundo no gíndia. Mas você não acha que a gente tem, talvez para o mesmo vejo na minha experiência. Quando você fala do Safety Net, do grupo de amigos, que estão ali para a gente, e a gente quando tá nesse lugar, raramente a gente quer ter uma conversa que seja diferente de alguma coisa que nos tire aquela dor com uma pinça ali. Então, se não quer ouvir, não vamos explorar essa dor, vamos ter. E este tipo de conversa é uma conversa que, se você ter relações,
reais ali, que para nós também quando a gente houve alguma coisa da dor do outro, a gente é treinado a tentar tirar a dor do outro para tirar a nossa dor com a de assistir a dor do outro. E isso aconteceu comigo quase que a minha vida inteira. Se fosse olhar para trás, tem pouco a ver com outro, muito mais com meu egoísmo de querer curar aquela dor em mim. E muitas vezes, agora talvez numa fase pós-moderna de enxergar que não é o melhor a se fazer se você realmente salvar a pessoa de bater no fundo do posto. E eu acho que tá ali do lado e falar, enfim, várias caminhos de compaixão e de empatia existem ali. Mas a gente é treinado a tentar resolver sempre o problema fora. Porque é o caminho que mostrava que ganhava a medalinha no final. A medalinha vinha com eu consegui tirar isso aqui, eu consegui mexer aqui fora para sair minha dor interna. E aí você vai treinando a sempre tentar resolver tudo que tá fora de você que vai, na minha impressão. A gente tá sendo colocado no mundo agora, que vai ficando cada vez mais impossível, porque a quantidade de variáveis fica tão grande e a mente analítica quer resolver da forma antiga. E eu preciso que essas coisas não estejam acontecendo mais essas ameaças todas, essa incerteza absoluta para que eu me sinto melhor, se não a minha cidade ela é incurável. E talvez isso seja um momento mais maravilhoso, porque é tão mais difícil de você conseguir resolver tudo isso para sentir melhor que você não vai ter uma opção não você trabalhar que lhe envou ser. Tá sentido? Faz? Faz? Tá tão sentido. O que eu acrescentaria o seguinte? Se é totalmente vão você tentar fugir d'ador, eu acho que tudo que você falou é completamente pertinente. Talvez seja possível. Eu acho que é além d'ador, manter ador e todo o resto. Eu acho que é o grande caminho de saída. Eu também não me parece, sabe? Porque se você, assim, não afande não fugir d'ador e ficar com ela, você tem que ficar olhando para o do tempo todo. Tem pressão que aquilo que os noo tava falando é um aspecto complementar da mesma história que tem muito a ver. Como é que eu articulo as duas coisas? O artículo do seguinte jeito. Nós precisamos sim reconhecedor sempre que ela seja presente e hoje em dia ela quase sempre está. Mas dentro de nós continuo existindo a criança pequena e a criança pequena precisa de outras coisas além de olhar para a dor. E só essa criança pequena é que pode ser alegre. Então eu tenho pressão que, para mim, se eu tivesse que ter uma fórmula, fique com a dor e encontre a alegria dentro dela. - Posso dar um gancho? - Olha. - Desatamente disse que você trouxe que é muito forte. - Tá lembrando que o gol tava falando antes aqui do que nós começamos ao episódio. Porque essa semana a gente colocou no ar aquele texto que o gol escreveu sobre a guerra. E sobre a guerra que existe dentro de cada um de nós, enfim, aquele texto maravilhoso. E ele tava fazendo um comentário que eu achei muito bom que ele foi não fiz a ter apelta ontem e a dor trouxe ele por esse lugar de guerra. E acho que você pode falar melhor gol, mas é isso, assim. É o quanto também quando a gente tá em dor real, nos leva para esse lugar de irritação e de conflito interno e que tem uma coisa muito factual das nossas vidas que você fica num lugar mais apelreado e mais combative quando você tem questões dores reais físicas interno. Mas acho que é legal ser como se eu estava muito bom você. Você que escreveu o texto. Mas eu acho que eu nunca escrevi o texto do ponto de vista de quem estava curado desse processo ao contrário. Acho que eu escrevi porque acho que o bia até me lembrou dos dias que antecederam autoridades textas. Que para ver, eu estava num dos buracos mais escuros da minha existência recente. Mas ontem em especial que foi eu estava com essa dor crônica e eu fui fazer uma sensação mais violenta de fisioterapia e saí muito pior do que eu tinha entrado. E eu fiquei realmente eu tentei ficar atento a esse lugar de projetar no outro ador, achar que. Não acho que não acho que é um processo consciente esse da gente passar, propagar essa dor através das nossas conversas quando a gente está com nesse lugar ruim. Então, o metade de mim estava ali tentando processar aquilo e fazer o caminho reverso. Mas a metade que tinha contato com o mundo estero estava projetando essa dor no outro. E eu vi como tem pouquíssima liberdade na reação, a reação realmente é um lugar que o ego ele dança e pula e faz um oque, enfim, ele faz o que ele quer ali porque ali você já não é você fazendo nada. E por quando você passa esse bastão, parece que você abre essa gaiola de todas as outras dores que estavam olhando meio do caminho e o ego é muito rápido para buscar os outros momentos que ele fala que você deveria ter falado isso e você não falou porque você achou que você estava espiritualizado demais para falar e tal. E ele consegue trazer tudo aquilo de volta quase com. abre uma caixa de pandora ou rorosa ali e eu acho que eu fiquei consciente por conta do texto que é saído e eu praticamente quase que ligando depois do opatir ao texto do ar. Mas aí eu lembre que por retar ali prestando o serviço para mim, fundamentalmente sempre me lembrando e não fiei a gente fala as coisas aqui também no Elefants, num lugar de nos lembrar sempre das coisas que a gente está falando não outra coisa, não é pra pregar nada. A ver da experiência própria, então ontem realmente eu era o tirando, eu era o genocida, eu era. Eu não sei se eu cheguei a ser um chanófio, mas eu fui várias dasquelas coisas que eu escrevi ali e tive a chance também de fazer um caminho reverso depois, não é? E enfim, fazer as pazes comigo mesmo e com. Receptar para vocês comunicar essas coisas. Para você que tá com essas experiências tão recentes e tão vivas. Uma pergunta que para mim tem relevância, talvez a você parece a sua teórica mas para mim não é. Você sentiu como sendo você ou você sentiu como se fossem forças, programas, mecanismos, coletivos que invaden você e querem se expressar oportunisticamente a partir da tua energia. Cara, esse lente pergunta. Muito boa pergunta. De vez em quando? Vou te dar uma estrelinha. De vez em quando? Eu acho que você agora preestiu praticamente o 360 dessa história toda, porque acho que são as duas coisas, mas a segunda acho que me chama mais atenção. Você falou um negócio bem interessante, quase como se tivesse um monte de monstro esperando uma oportunidade de passar por aquela pequena festa da janela. Eu vou te dizer, para mim a vivência sistemática é que eu sou um daqueles antigos rádios de carro que você muda estação girando o botão. A circunstança gira meu botão. E quando eu menos espero, eu caio numa estação que se eu tiver distraído, eu começo a repetir os discursos do ritor em alemão, aquela versão lá, entendeu? E se eu giro um pouquinho mais para lá, eu caio numa valsa. E um pouquinho mais para lá, eu estou na deva primal, um pouquinho mais para lá, eu estou num podcast da pena. E acho que é a mãe elefante. A pena chodrônia, a mãe elefante. Eu recomendo muito essa conversa dos discursos. Vale muito a pena. Porque ela também fala de um lugar de que escreveu todos os acreditos livros para ela. E ela tem por acaso ela tem uma dor crônica nas costas. Eu acho que muito dessas pessoas que exploram, mas tem uma venha pela dor física, raramente vem por outra. Mas eu acho que você tem um ponto bem interessante e parece que é isso mesmo, dá essa impressão. Mas eu acho que também funciona dos dois lados. Eu acho que do outro lado também tem uma legião de. Vocês é a palavra são guias, anginhos e forças do bem. Que são as outras estações. E então ali que quando você consegue sair dessa força da reação e do automático e você consegue dar um passo para trás, eles pegam. Não, você no qual e fala assim, agora é tudo bem.
é o outro lado, mas no mesmo plano. Aí eu vou, tem uma salvo engano na minha parte, tem um negócio que curse milagres, que eu não vou, a gente já falou sobre o livro, mas enfim, depois dos nosques é, pode desenvolver um pouco o que é o livro, mas o curse milagres, capítulo 18, o salvo minha memória, fala uma coisa muito interessante, que você não tem como diferenciar os seus avanços pelos seus retrocessos. Não sei se você entende. Que basicamente a gente não sabe o que é o avanço, o que é o retrocessos, e os dois fazem parte quase que da mesma coisa. E a gente tem pressão que a gente parou de avançar quando a gente entra nesses momentos de retrocessos, e eles são a mesma coisa. Sim. Então ontem foi um dia clássico de "tá ok" com esse mega retrocesso, de estar em paz com ele, e saber que ele faz parte de um avanço. E eu não sei se vocês experimentam, normalmente quando a gente tem uma capotada na reta, como já tivemos vários aqui, a sensação que a gente tem que a gente estava voltando para casa zero do jogo. E o que a gente não entende é que o natural do jogo é andar uma para frente e duas para trás ou três para trás. O que você está de me dizendo é o quanto que nós somos impactados pelas nossas circunstâncias. Mas do que isso que o jogo não tem linha de chegada. Perfeito, mas o meu ponto ali é nem poderia ter, porque a minha pergunta de fundo é, se você é impactado desse jeito por tudo que se acontece de um lado e do outro lado, a partir desse impacto você é invadido, ou pelos anjos pelos demonios ou na minha metáfora pelas estações de rádio, o que é você, afinal? O que os não tem a resposta, finalmente saber-nos nos filhos, os filhos, os filhos. -Leggo, é. -Não, você entende, não vou se entender. -Não, sim, eu estou no mesmo caso. -Mas eu queria fazer uma provocação antes da gente chegar na elaboração do que somos nós e o que é, "Leggo", eu estava pensando muito nessa estação de rádio e eu queria voltar um pouco para essa proteção do gol, porque eu testo o gol, acho que foi o texto talvez a coisa dos elefantes que mais tocou pessoas de tudo que a gente fez e de mensagens que a gente recebeu, enfim, de coisas, porque obviamente eu acho que muitas pessoas se reconheceram nesse lugar. E, pelo pessoal muito próximo a mim, um amigo meu, que nesta semana estava travessando uma questão muito forte com um parente que estava com essa guerra, dominar essa guerra forte dentro dele, talvez uma questão psicológica já de alguém que deixou essa estação do rádio da guerra lá e ficou, sabe, já não conseguiu mais lutar para deixar, para mudar a prestação dos anjos e enfim. Então esse texto veio muito a calhar a pessoa e isso citou uma discussão que eu acho muito boa, isso de alguma forma também não é a origem do mal, sabe, porque no fim, esse cara que estava passando por isso vem de uma família que passou por guerra, por fuga, por questões muito de energias e questões muito mal resolvidas e de falta de amor, de falta de acolhimento e em algum momento essa pessoa que era uma pessoa normal e que tinha as questões, mas conseguia equilibrar algum momento perdeu essa capacidade. E agora parece que essa pessoa é só dominada por essa frequência, isso é muito triste. E de alguma forma, no meu ver, isso se confunde com o que é o mal, quando você não consegue mais de alguma forma trocar a estação do rádio que está te dominando e você se confunde com ela. E essa pergunta que eu queria fazer para vocês, se ensino fim, porque reconhecer que todos nós temos essas estações dentro da gente conseguir mudar o rádio é um exercício diário, eu acho duas coisas aí, hoje se você realmente tiver nessa frequência e você não tiver realmente uma predisposição ou uma força de mexer no seu daio, os algoritmos estão ali preparados para intensificar essa frequência, um extremo absoluto. Então, isso eu experimentei e eu acho que o lugar que eu dão de partir desse texto veio com o desdobramento dessa permanência exacerbada no mesmo lugar. E foi só talvez escrevendo o texto que eu fui tirando do meu sistema aquilo e abrindo a possibilidade de trocar, porque foi até da ideia de que um é possível que seja só essa dinâmica aqui de que eu vou precisar que tudo isso não esteja acontecendo para me sentir melhor. E vamos se eu conseguir mudar a lente dessa história aqui e fazer um trabalho para mudar a lente será que eu consigo achar tudo isso dentro de mim e começar a trabalhar cada um desses itens. E eu acho que foi um lugar de descuridão absoluta que parte de isso. Mas por isso eu acho que os métodos que a gente usa para processar esses lugares, se a gente vai escrever, se a gente vai conversar com o outro, se não outra ponta tiver alguém que também está vibrando nesse lugar e está achando que esse lugar é o único lugar para esse está, porque se você não estiver você ir responsável. É, é muito lugar que o Randass fala muito bem disso num livro que eu não sei se ele já foi traduzido, mas a versão audiobook deles, infelizmente só tem inglês que é o Becamay Nobari, que eu a gente já falou desse várias vezes, mas cara ele fala que esse é o grande problema que ele encontrou no ativismo, que ele já foi um grande ativista, né? E o ativismo ele infelizmente, ele dá a impressão que a gente se não tiver lidando com aquelas injustiças que está acontecendo fora, a gente é responsável. E que se eu resolver aquele problema, se eu tiver no ativismo, eu vou, de certa forma, mitigar essa dor, mas é verdade, eu estou jogando mais álcool na fogueira, porque eu posso ser um ativista mudando a energia pela qual eu vou lidar com aquilo, fazendo o trabalho contrário, que é mexendo primeiro em mim, e depois deste lugar de entender o que aquilo tem em mim, talvez não combater guerra com guerra, mas que é uma coisa que a gente já fala muitas vezes aqui, quando você está nesse lugar do ativismo, você emite muito mais ruído do que sentido, né? E quem está do outro lado te ouvindo, só ouve o ruído, e não consegue prestar atenção no sentido. Mas quando você trabalha primeiro ruído em você, quando você comunica tem muito mais efetividade, porque você consegue comunicar não ruído e sim sentido. E é mais desse lugar que eu digo que a gente pode usar todos esses ruídos que estão fora para trabalhar a gente dentro, e ainda assim tem um lugar responsável de continuar trabalhando as coisas que a gente entende que precisam dar nossa atenção sem esse lugar de que eu só vou estar bem-se aquilo, mudar. Em gostei muito, você rebebeira ação que você fez na tua fala da palavra ruído, porque ela me evoca o que me parece que eu ponto central para o que você sempre traz com razão, que é o fato de que você só vai encontrar alguma pista dentro. E eu acho que o trabalho dentro é o tempo todo essa decisão entre sinal e ruído, sinal e ruído, sinal e ruído. A maior parte daquilo que você encontra dentro, mas eu digo eu afirmo, eu reitero, a maior parte do que você acha que tem dentro de você, é tão somente ruído. Aquilo que você acha que você é, em geral, é isso, em pouco. A minha repetição indireta do meu jeito aqui na conversa é que a mença maioria daquilo que você pensa que você não é diferente daquela lista que o Spotify te manda no fim do ano das músicas mais ouvidas. Aquilo que você mais escutou é aquilo que você acha que você é, mas você não é uma playlist. Então o que em você não é uma playlist? O que em você não é a memória das músicas favoritas que tocavam no domingo de manhã na tua casa quando sera criança? O que em você não é a influência dos amigos que estão mandando aquelas músicas que você tem que gostar e tem que tocar porque é o que todo mundo está escutando? O que é verdade? O que tem mosaia? O que que é preguiça dentro de você? Tira tudo isso e você começa a ficar com pouco menos de ruído, e você vai descobrir o que que é sinal. Agora eu posso voltar numa coisa que você falou que achei bem interessante o que você dizia envolver um pouco mais porque ficou a minha cabeça aqui latejando. Você falou que esse trabalho de você ficar com a dor e ficar processar aquilo atende um aspecto do caminho, mas a criança não é atendida. Isso é a gente bem legal. Como é que a gente. E eu consigo ver isso bastante.
Qual é o caminho para falar com essa criança? Quando você já. Esse negócio de você trabalhar essa dor e você, enfim, não afastar o sentimento e ficar na senão, é uma coisa muito madura, né? Como é que você trata essa criança e ficou lá atrás? Então é por isso que eu achei que o Snow estava trazendo a segunda metade da Tolaranja, literalmente a segunda metade da Tolaranja. Porque para mim a história funciona do seguinte jeito, ador e zola. Ok. Está? Que eu faz uma experiência simples, imagino que está com dor de dente ou uma dor nas costas ou qualquer coisa. É só você que está com a ciclador. Isso. Aí a solidão não sou. É solidão absoluta, aí a consciência e o foco nadou. Tá? E a criança, como a gente estava falando, ela é relação. Então o desafio é você, no auge dador, ter a abertura mais radical de encontro com outro. Você tem que juntar ador com alegria, entrega e abertura da criança. É. Podemos fazer um exemplo prático, por gente lê-se. Claro. Claro. O exemplo prático é assim. Quantas vezes na tua vida já não te aconteceu de você estar razado, de você estar lá, péssimo, de você achar que você não vai ter condições. E aí você, de algum jeito, eu vou falar de um jeito quase místico, mas não é isso, assim. Está nas mãos de Deus, seja o que Deus quiser. E aí você se entrega a situação. E alguma coisa quase que mágica acontece, e você pega uma energia e você é invadido por alguma coisa, e durante o tempo que for necessário, você não está mais na lama, você não está mais na dor, você não está mais em nada disso, e parece que quando o processo acaba, você tem o trípulo de energia que você tinha antes de ter começado e você nem sabe por quê. E depois, não é que você está transfigurado, curado, libertado, voltador, volta tudo. Mas, de repente, ela não é mais a única coisa, ela não nem sequer aquela coisa importante. Os estudiosos de dor falam muito sobre isso, sabe? Ador crônica tem muito a ver com a consciência constante da presença dela. E tem mil esquemas que eles ficam tentando estudar, que é como é que a dor está lá e ela deixa de ser sinal a verla só o ruído. Entendeu? Então, para isso você precisa de um sinal mais forte e você está com dor. Mas você é aquela criança. Aquela criança é o centro da tua cebola e o centro da tua cebola é relação e amor. Então, se você se concentra no centro da tua cebola, ao mesmo tempo que você não foge de dor, você vai trazendo a alegria dentro do dor. Ainda continuam muito a obstruir. Eu vou um pouco obstruir para mim, para mim. Desculpa, minha limitação. Tentei até fazer a cebola aqui na minha cabeça, tal. Mas eu estou pensando em uma coisa porque tudo que você me descreve, eu me parece a parte madura da história. É assim, imagina o seguinte, você está na udima de. De instância eu estou amagar galhada. Eu tenho a impressão. E isso talvez seja um pouco enviesado porque eu tenho visto muito isso perto de mim. Que muitas destas dores e talvez desses sofrimentos e tal, vem destas dos momentos que talvez você até tenha dado o nome disso de exilho individual, talvez. Ou alguma coisa, não sei se for você que deu esse nome, mas enfim, eu ouvi essa semana. Eu lembrei porque me parece da capacidade ou da necessidade de compartmentalização dos eventos que acontecem com a gente para a gente mitigar a dor quando eles estão ali. E futuramente o corpo vem buscar isso e muitas vezes se traduz numa doença, autoimúnio ou numa doença crônica, numa doença que vem de uma somatização, enfim. E o corpo fala de volta. E nasce desta criança. Esse caminho que você está dizendo é onde que ele endereça a sador por isso lado de id, encontro ela e aceitar e conversar com ela, mas que no fim vai encontrar essa criança, no que ela está tentando falar ainda ou está tentando gritar e que está muitas vezes em forma de ruído. Ah, tá, espera, mas aí eu acho que. Eu estou confundido? Não, não, não. A gente está falando de uma coisa diferente. É, existe a criança ferida, tá? E não estava pensando nesses aspectos da história. Quando a criança é ferida, tem uma dor específica que é da própria criança, tá? Mas a dor pode não ser da criança, tá? Na minha cabeça, pelo menos, é, isso é uma questão de onde a dor está, ela pode estar na criança e pode não estar, tá? Agora, o que eu estava falando vale tanto para a criança quanto para qualquer outra instância ou parte de você, que eu quero dizer com isso, é assim, mesmo se é a tua criança que está ferida, o desafio é você encontrar a luz e alegria e até arrisada e a leveza dentro daquele ferimento. Agora entendi o que está falando. Que eu acho que foi o que aconteceu comigo quando escrevi o texto. Isso, isso. E a gente tem isso quando a gente tem uma criação. Quem escreveu aquele texto foi a criança em você? O adulto sério não se daria o trabalho de colocar aquelas palavras no papel. Entendeu? É a nossa criança que queria, porque a nossa criança tem a vocação de só conseguir habitar mesmo uma realidade que ela mesma criou. Essa é a parte da gente que consegue sair do buraco. Essa pergunta, e como trazer essa criança, por exemplo, que nem essa pessoa próxima, que já está dominada por essa frequência e que não aceita mais nada, não aceita a luz, não aceita nenhuma conversa, vocês acham que tem saída, de verdade, uma pergunta, porque tem algumas pessoas que estão num lugar, de tanta escuridão, que não conseguem encontrar mais a relação, não consegue mais encontrar a criança que já estão 100% cegos. Para o que pode ser essa volta para o encontro dessa criança feliz? O que fazer com essas pessoas? Eu estou a pergunta, parece muito prática, mas você sabe que essa é uma das perguntas mais metafísicas que existem, né? É assim, eu vou te dar minha resposta rápida, porque não quero que eu te fiquem nisso, né? Mas é assim, para mim claramente existe a diferença entre o mal como privação do bem e o mal como o mal em si, tá? A maior parte das pessoas, quando estão num estado mal, elas estão na privação do bem. Então, elas estão vivendo uma falta, elas podem até ter perdido a esperança de que o bem volte, que podem achar que a coisa é assim mesmo, mas é porque elas estão na falta e acham que é isso que elas têm. Tá? Agora, existe sim aquilo que é a negação do bem como uma postura. Eu já conheci, já encontrei pessoas que distraídamente saíram desse lugar, porque estavam comigo e saíram, e quando perceberam que eu estava levando elas para passear para fora desse lugar, elas peram a lado, que desse lugar eu não saio de jeito nenhum. Posso fazer um gancho aí? Pode, já pariu. É exatamente o ponto que eu acho que responde a sua pergunta, e não. E você tem uma fusão d'ador com a identidade, tirar ador é perder quem você é. E nesse lugar, é uma briga como essa que o Bia acabou de descrever. E eu realmente encontrei muitas pessoas que fizeram, que somente quando você vai num retiro, o que você mais vai encontrar é uma pessoa que tem uma história maravilhosa para contar mostrando como ador dela é justificada e ela, e como ela é, é justificada pela dor. Então mudar quem você é, você não precisa tirar ador, significa você perder aquela identidade. E isso pode ser mais assustador do que perder a própria dor. Perder a identidade. É disso um pouco que você estava falando. Total, e para mim, na verdade, era engraçado onde a gente foi parar. Porque lembra que quando eu comecei a falar da solidão, aí você trouxe a história da dor porque estava achando que eu estava me encaminhando porque usei a palavra diagnóstico e daqui a pouco ia vir com uma receita para sair da dor qualquer coisa. Isso aconteceu? Não, não aconteceu. Você estava temendo que eu fosse nessa direção quando você falou que a gente deveria continuar na dor. E eu concordei com você. Então isso aconteceu na sua cabeça? Não, não. Está gravado? Está gravado. Está gravado. Hoje eu não estou gagando afuente, não. Eu não estou gagando afuente. E aí, então, onde eu queria chegar? Eu queria chegar nesse pontinho que você estava falando, que assim, talvez o ponto de saída, se ele existe, não é um ponto que leva um outro lugar, mas é um ponto de dissolução daquilo que está ali configurado. E de solução disso, talvez a resposta seja nesse processo de dissolução da identidade. Ou seja, se quer saber, na minha opinião, hoje posso pegar a. Qual é a maior dor do ser humano? A maior dor do ser humano é o apego à própria identidade. Sim. Amigado que todas as dores são dos dobramentos dessa primeira. Não tem duro alimento, mas não tem como você sofrer sem ter a sua identidade atacada pelo outro por você mesmo. Não tem como. Então, se você realmente estiver desapegado, mas eu acho que este processo, para que ele não cair na paralisia. E quando converse com as pessoas subestema, pelo menos é o que funciona para mim. Que é a história. Se você tentar atacar todos os países, ao mesmo tempo no Inverno, eu acho que os seus exérfitos morreram no caminho é grande. É grande. Então separar essas identidades. E você vê como é que você fica menos refém de cada uma delas com talvez essa troca de lentes, ou não querendo se desapegar de todas elas ao mesmo tempo. Que a gente não é uma, deixa. Quando você está falando da dor, muitas vezes ela passa a ser um ruído tão grande, porque ela passa a ser todas as outras mini identidades, são pequenas asas dessa principal que é a da dor. Quem é uma especialista em desconstruir esse caminho é a Barron Carey. Ela vai realmente te levando no lugar de origem de que você provavelmente foi quem alimentou essa dor e essa identidade por tanto tempo. Mas voltando aqui ao nosso tema, eu acho que tem esse lado de você realmente parar e falar por rir aí. Esqueci completamente que eu estava falando. Não está vendo isso? Contessa a solução. Essa é a solução. A solução, é a de solução. É que você vai dissolvendo, no começo, você vai dissolvendo cada uma das suas identidades parciales, que nascem das relações. E aí você vai percebendo quanto que elas são manifestações apenas nas relações. Mas aí eu te pergunta, tem, você sabe quem é os quais são os encontros que alimentam essas identidades. Sim, fato. E aí tem toda a história de "compronto você está para entrar neste mar desse encontro, eu estava decomensando com uma amiga sobre isso todo dia, como é que você entrar nesse mar desse encontro sem sair cheio de cracka no seu casco?" Mais de forte. É. E muitas vezes não sei. Você sabe, você cobra por não ser mais refém dessas dinâmicas das crackas do encontro, quando você não está pronto para sair completamente lheso ainda disso. Mas é que veja, aí eu acho que tem uma pegadinha que se não tomamos cuidado, a gente se cobra demais. Então esse é o ponto. Acho que a gente se cobra demais para estar. Então eu vou dar um exemplo muito casero e mundar, como você sabe, eu não tenho filhos, mas eu tenho duas cachoras. Eu estava ontem observando como, sem que eu tenha conseguido perceber a interferência da minha parte, a cachora menor, ela tem todos os comportamentos de uma cassula. Todos. Assim, se eu tivesse duas filhas, elas teriam essas personalidades. E eu tenho a absoluta convicção de que, claro, não estou isento da história, eu sou parte total da história, mas que eu não botei isso dentro delas. É como se fosse um campo que se manifesta e a gente vive dentro do campo. Talvez por isso constelações façam algum sentido. Existe alguma dimensão? Existe uma dimensão onde os sucos de energia e os papéis das relações estão postos. Então você achar que você vai entrar no mar e não se molhar é o tópico. É o momento que você já sabe que você vai entrar em contato com aquela pessoa toda energia que você sempre sabe que está naquela troca vai se manifestar de novo. O que você pode fazer não é não sentir. O que você pode fazer enquanto você está sentindo é olhar para você sentindo aquilo. Porque no momento que você sair de lá, você tem a chance de não ser mais aquilo que está acontecendo enquanto você está sentindo. No momento que você sai de lá, não existe nada que te impessa de mexer no botãozinho do teu daio ou imediatamente em mudar de estação. E se você descobre que você não é as músicas que estão tocando, mas simplesmente o dedo que mexe no botão, aí tudo muda de lugar. Se você consegue deslocar tua identidade para o lugar do dedo que mexe o botão, a invés da música que toca, você entende que você vai tocar um monte de músicas e você não controla as músicas que você toca, mas você também não é elas. Entende assim como a praça não é o cachorro, não é o idoso sentado no banco da praça, não é o passarinho que está ali comendo alguma coisa, ela é a praça. Você é a praça? Agora, vocês acham que é possível? Eu acho que as relações sim evoluem ao longo do tempo, mas essa imagem que você trouxe um gordo, entrar nessa água e voltar com seu casco cheio de cracka, que algumas relações nos dão algumas trocas, algumas interações com algumas pessoas. Óbvio que tem muita coisa a ver com a gente, se não for tudo a ver com a gente e com outro, vocês acham que essa dinâmica de energia em que seja o que for que acontece entre você e o outro ou a outra e você volta com essas crackas, você acha que isso é mutável com um desejo unilateral ou é melhor aceitar que daquele mar ali só sai cracka e é melhor trocar aí para outros socianos, outros lagoos, outras cachoeiras. Eu vou te dar o meu pão de vista e quero ouvir os dois. Eu vou te dar um pão de vista até que a Pema Chadrão traz nessa conversa que eu acho muito legal, que ela fala que ela lida muito com mulheres, que ela lida, quer dizer, tem no grupo de elas de estudo muitas mulheres que viveram e vivem situações abusivas e que ela quando é a situação, uma situação, um sudeza extrema, mas uma situação de abuso repetido, a primeira coisa que ela disse para essa mulher é saia dessa relação agora. E a história daqui a gente tem que estar numa relação que junta um monte de cracka, porque a crack é importante para o nosso, tem um limite, claro que é o quanto aquilo realmente está interferindo na sua vida e talvez sim você possa visitar o tema dentro de você de porque você em um lugar acreditou que você precisa acitar uma relação que quando você entra você sai cheio de crack. Mas eu significo que você tem que estar ali eternamente porque não é essa relação só funcionando desse jeito. E uma outra coisa eu acho que sim, quando você consegue trabalhar esse aspecto em você, por menos da minha experiência, você, primeiro, a quase como você aquela relação não precisasse mais estar ali, porque o arrasão pela qual ela servia já foi interessada e está tratada. Então eu acho que isso praticamente, pelo menos na minha, no meu lado místico aqui, quase que por um milagre, quando você traz esse lugar até ter um livro bem interessante do Antônio Cordeiro, que lançou agora, que é muito fundamentado no curso Milagres, quase todos os dias, que vai bem direção a isso, que é a aceitação daquilo, pedi para você conseguir trocar lente pela qual, através da qual você assista aquela relação, encontrar o perdão no aquilo que separa da relação e pronto, não precisa mais estar ali. Então não sei se eu te respondo, mas eu acho que é uma forma como eu interessa isso, que costa sua longa cabelaira agora. Valeu. Acho que eu tenho que dar uma resposta boa depois do troquei excelente, resposta, está Passou muito bom, e eu de novo hoje eu estou. deixe nada a concordar com você, que é complexo. Então, o que eu acho curioso é que. Sim, a gente tem a escolha de mudar, mas a gente não tem a escolha do que vem. Então, a ilusão de que você pode escolher "x" ao invés de "y" porque "x" representa a sua escolha. "x" não é realmente o "x" o "y" não é realmente o "y". Mas a importância de você reconhecer que você pode mudar é fundamental. Você sabe onde é que eu realmente voco a sua pergunta, não? É assim, quando a gente começou essa história toda dos elefantes na librina, a gente tinha os elefantes na librina, e tudo isso representava. os problemas fora de nós, certo? Aí como o go "into" sabe realmente disse, toda a realidade exterior é só um reflexo da realidade interior. E nós passamos a ser os elefantes, e nós passamos a ser conhecidos como os elefantes, que é isso que a gente via fora. Mas eu acho que hoje eu sou neblina, que eu não sou elefante. Eu venho da neblina e é pra neblina que eu vou. Fiz algum sentido? Ou eu estou muito à louca? Eu não vejo mais os elefantes. Ferei para a episódio. Sorry. Isso foi o anticabamos de todos os tempos. Isso foi muito sincero que eu falei. Eu estou tentando conectar. Foi tão uma louca assim? Não, acho que é um alunco. Eu achei profundo e verdadeiro, quando dizente com quem você é, onde você está nesse momento. Eu só acho que o que está me pegando é conectar isso com a história das relações e das crackas. E o que eu acho que estou tentando elaborar aqui dentro de mim pra ver se eu entendi. E eu não queria estar num lugar intelectual, por isso que eu silêncio, porque eu queria estar num lugar de sentir essa energia, mas eu queria tentar entender num lugar intelectual. Mas, do lugar intelectual, o que eu sinto aqui, você deixa de querer. Treram não crackas nas relações e você, por o fluxo, você quer só estar na água, você quer só viver água, você tem que ter que elaborar aqui. Vamos fazer o seguinte, eu quero pedir uma coisa pra vocês. Eu gostaria de falar. Não, não, não, não. Não, calma, calma. A gente espera aí, espera aí, agora não calma. Antes de você começar, me deixa te falar o que eu senti do que você falou que pra mim foi. básicamente a origem do episódio. Que era. Quando a gente criou essa história aqui, a impressão que a gente tinha era. Somos elefantes na neblina e tudo isso aqui é pra ver se a gente consegue enxergar por além da neblina. E o que o Bi falou pelo menos o que eu escutei do que ele falou. É. Cara, a única constante nessa história toda é a neblina. E que tentar sair dela é tentar afastar. quase que o propósito toda a gente tem carnado aqui. Que é. Está ok com a neblina. Fazer as pazes com a neblina. E estar confortável na neblina sem querer sair dela. É porque a neblina é o real. A neblina é a tela. wonde você desenhe elefante. Cabem. Aí ó, aí ó. E você queria tirar isso do episódio? Você vê como sendo? Como você queria tirar isso? Que feio. [Música] [Música] [Música] [Música]
Podcast Summary
Key Points:
A gestação humana é discutida como um processo de 12 meses (9 meses intrauterinos e 3 meses externos), destacando a dependência do bebê e da mãe de uma comunidade de apoio.
A maternidade é vivida em um tempo cíclico, contrastando com o tempo linear patriarcal, e a falta de comunidade leva à contratação de especialistas e consultoras.
A solidão é analisada como uma epidemia contemporânea, com causas na codificação das relações, na perda de conexões profundas e na dificuldade de se relacionar sem saber quem se é.
A solidão é definida como a incapacidade de ter os encontros necessários, e a cura passa por aceitar o desconforto em vez de fugir dele, explorando as histórias internas e as relações imaginárias.
Summary:
A conversa aborda a gestação humana como um processo de 12 meses, destacando a dependência do bebê e da mãe de uma comunidade de apoio, algo que se perdeu na sociedade moderna, onde muitas vezes se contrata especialistas para suprir essa falta. A maternidade é vivida em um tempo cíclico, contrastando com o tempo linear patriarcal. A partir dessa reflexão, o diálogo se expande para a solidão como uma epidemia contemporânea, que afeta todas as gerações e estratos sociais.
A solidão é definida como a incapacidade de ter os encontros que se sente necessidade, com causas na codificação das relações e na dificuldade de se relacionar sem saber quem se é. No entanto, argumenta-se que a identidade se constrói a partir das relações, não o contrário. A cura para a solidão não está em fugir do desconforto, mas em aceitá-lo e explorar as histórias internas e as relações imaginárias que mantemos.
A dor e o desconforto são vistos como oportunidades de crescimento, e a meta é aprender a ficar confortável no desconforto, em vez de reagir impulsivamente para extinguir a dor. A discussão enfatiza a importância de não lutar contra a solidão, mas sim de entendê-la como um desdobramento de condições precedentes, permitindo-se ficar no processo e explorar o que ela tem a ensinar.
FAQs
A teoria sugere que a gestação humana dura 12 meses, sendo 9 meses dentro da barriga da mãe e 3 meses fora, período em que o bebê ainda é muito dependente.
A conversa destaca que um bebê e uma mãe não vivem sem uma comunidade em volta, e que muitas pessoas precisam contratar profissionais para suprir a falta dessa rede de apoio.
O tempo cíclico é associado a sociedades matriarcais e à maternagem, onde o ciclo das mamadas e as rotinas diárias são mais importantes que o tempo linear, que é considerado patriarcal.
A solidão é definida como não conseguir ter os encontros que você sente que precisa ter, envolvendo tanto a interação externa quanto as histórias internas que você conta a si mesmo.
As gerações mais velhas sentem solidão ligada ao que não cultivaram ou perderam, enquanto as mais novas, influenciadas por telas e restrições, têm uma solidão mais intrínseca, herdada das gerações anteriores.
A comunicação se tornou muito codificada e intercambiável, o que dificulta encontrar uma linguagem que expresse sentimentos verdadeiros, levando à desconexão e solidão.
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