#128 - Mais conversas sobre conjugalidade e parentalidade
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Neste episódio, o casal de terapeutas continua a conversa sobre a transformação do relacionamento após a chegada dos filhos. Eles destacam que a sociedade exige que cada papel seja vivido de forma isolada, o que é irreal e opressivo. A experiência de ter um filho, como ilustrado pelo primeiro carnaval após o nascimento do bebê, mostra que os pais se tornam outras pessoas, exigindo novas conversas e entendimentos. A parentalidade traz à tona questões sobre o corpo, sexualidade e desejo, desafiando padrões patriarcais e performáticos. A mulher reconecta-se com seu corpo de forma mais autêntica, enquanto o homem precisa lidar com suas próprias transformações e projeções. Esse processo convida o casal a integrar aprendizados, fortalecendo a relação e promovendo crescimento mútuo. A maternidade e a paternidade tornam-se um exercício de voz, força e flexibilidade, que transborda para outras áreas da vida. O episódio enfatiza a importância de conversas contínuas e da aceitação das mudanças, incentivando os ouvintes a refletirem sobre suas próprias experiências e a compartilharem suas histórias.
[Música] Olá, aqui é Chande. Eu estou muito feliz em apresentar essa temporada do Cartas de Interapelta, que fale especialmente sobre relacionamentos amorosos. Vamos explorar os temas que levam os casais aterapia com a nossa parceria latín, essa marca brasileira, pionera no ramo de perfumaria de ambiente, se inspirada na biodiversidade do nosso país. Hava a timpra móvem momentos de pausa, respiro e reconexão através de produtos que despertam os sentidos, perfumes, cuidado com corpo e rosto, aromatização de ambientes, velas tradicionais e especiais, como a vela hitos que ao derretê se transforma em olho de massagem. Perfeita para momentos a dois. Com forte compromisso com o meio ambiente, a avatinha oferece produtos veganos, livres de CO2 e sem testes em animais. Nessa temporada, os ouvintes do Cartas de Interapelta a usarem o cumpon no site avatim.com.br ganham. 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Estamos aqui no finalzinho de noite gravando para vocês. E a gente vai continuar com a verça da semana passada porque o efeito do episódio da semana passada foi assim muito maior do que o que a gente imaginava. A gente foi parado em várias circunstâncias escritas e faladas, por mensagens no directe, mensagens do Spotify. A gente parando a gente pessoalmente, com áudio no WhatsApp, falando que conversa boa, continue e continue e continue pronto. A gente acolhe, aceita e continua. Vamos continuar falando dessa transformação do casal depois da chegada dos filhos e de como se dá essa transição das identidades dessas duas, desses dois papéis tão fortes para nós. Sim. Uma coisa que eu fiquei pensando foi o seguinte, a gente falou de. O tema, né, que a gente escolheu, a forma de apresentar o tema, foi os desafios de conjugar parentalidade e conjugalidade. Esses dois papéis tão grandes da vida adulta. E eu fiquei pensando que talvez isso faça sentido para as pessoas como um tema de conversa, porque a gente escuta mensagens tão contárias aí, su tempo todo no mundo. A gente escuta do mundo que a excelência de cada um dos nossos papéis é vivê-los como se a gente não tivesse os outros acontecendo ao mesmo tempo. Por exemplo, como mulher, e de muitas mulheres a gente escuta isso, você deveria trabalhar e ser profissional como se não fosse mãe. Você deveria ser mulher, companheira, ter um corpo como se você não tivesse te dungu filho, como se você não fosse uma profissional. Você deveria cuidar do seu casamento como se. Então, é como se a gente tivesse o tempo todo, essa mensagem de que o padrão ouro idealizado é quando a gente vive cada um dos nossos papéis de forma compartimentada. E isso é tão irreal, né? E é tão oppressive porque, além de isso ser humanamente impossível, porque a gente não deixa uma das nossas peles em casa e vestir outra, eu acho que é uma perda enorme, porque a gente vai crescendo em todas as nossas experiências, e a gente pode levar tudo isso que a gente aprende, tudo isso que a gente transforma na gente para o próximo, para o próximo encontro. Então, quando a gente vive como casal que é também um casal de paz, eu acho que a coisa fica mais rica, mais interessante, mais profunda. E todas as vezes que a gente tenta responder a essas perguntas, a essas necessidades de conexão com respostas antigas, elas não serem mais. Eu fiquei lembrando de uma história nossa, que eu acho que é um desenho dessa situação, que é quando a gente teve nosso primeiro filho, e a gente tentou separar um tempo para a gente viver um date de casalzinho, você lembra amor? Lembro, nosso primeiro filho nasceu no início de janeiro, e salvador. E a nossa carne é de carnaval. Exatamente, então, dois meses depois, estava bombando o carnaval, e a gente mexendo todos os nossos pauzinhos para tentar construir um alabarismo de deixar o nosso filho com uma das avós. Tirei leite, estokei leite, congelei leite, deixei isso, deixei aquilo, e a gente ia pro carnaval viver o nosso date de casal, que é uma coisa que a gente tinha certeza que a gente ia viver igual antes. Só para as pessoas saberem igual antes, é que a gente varava noites pulando o carnaval. É isso. A gente foi bem ambicioso nesse projeto, tinha vários garrafinhas de leite congelado. E aí, isso é expectativa, né? Corta, e a realidade foi, a gente chegou no carnaval, e duas, três músicas depois que a gente estava na venida, começaram a tocar no trialético, nos preços dos dois, dois, dois, dois. Valeu a pena. Não, né? Eles preços do era "Scull Beats", era o rapa. É, valeu a pena. E aí, como se eu chorar, agarei o chão. Eu lembro disso. E valeu não estava linda a pena. Eu to com muita saudade do Luan. Ele deve estar chorando, vou me embora. E eu me lembro. Você está falando da cena. Agora eu quero contar como eu vivi, né? Porque ali, eu comecei a entender um pouco mais o que era puébere. Porque eu estranhei tanto aquela sua reação, né? Porque o tanto que era contraditório para mim, escutar o seu desejo de voltar. Com o fato de a gente ter gasto, duas horas para chegar. E a gente finalmente ter chegado até o lugar que a gente queria ter chegado. Só que quem desejo ter chegado era os dois diantes. E aí, esse estranhamento ficou dentro de mim em um tempo. Eu me lembro da gente ali abraçado, meio na sargeta, chorando. E eu fui me dando conta muito aos poucos de que aquilo estava acontecendo como uma ilustração de que nós já eram os outras pessoas. Mas não chegou assim com uma clareza limpida. A gente obedeceu o chamado do desejo, da reconexão com o bebê. Mas depois aqui as fiches foram caindo, né? Inclusive, porque a gente foi conversando sobre esse e outras cenas. Mas eu quero ressaltar aqui.
que é o estranhamento de sido outro nessa hora, né? Por isso é que esse momento do casal é um momento de muita conversa, muita conversa, porque quando eu vou falar de mim pra você, eu nem sei exatamente de quem eu estou falando, mas eu sei que tem algo que precisa ser enunciado e que você precisa por favor me escutar, mas aqui juntos eu vou entender como aquela frase do Gergen, que ele estava dando uma entrevista ou era uma aula ou era uma mesa redonda numa universidade, Kenneth Gergen, psicólogo social norte-americano da nossa área, muito importante e uma pessoa despreia-se, mas eu não estou entendendo onde você quer chegar, e ele nem eu ainda não terminei de falar, então eu acho que é exatamente assim que a gente se sente, eu preciso falar, enquanto eu estiver falando, eu vou me escutar e entender melhor o que eu estou sentindo, eu acho que essa fase da chegada do bebê, do início da sobreposição dessas funções, pede isso, você não acha? Com certeza, e eu acho que enquanto a gente vai exercitando a nossa voz, a gente fala, a gente está exercitando a nossa voz, a gente está entendendo a partir de que lugar a gente sai, em que direção a gente vai também, e aí eu acho que a gente precisa voltar na conversa anterior, que é, a gente vai tendo a possibilidade de recomendar as próprias histórias, porque ter um filho é como se a gente tivesse nessas duas frequências ao mesmo tempo, eu ao mesmo tempo sou mãe desse bebê e volto na minha história como bebê, e volto na minha história como filha, e volto na sua história como filho, e a gente vai vivendo e reditando, elaborando, é numa ponta e na outra da história como se a gente triblasse o a-spiral do tempo, a gente volta naquele momento e ele tem uma possibilidade enorme de reconto, de elaboração, e inclusive de cura de muitas coisas que são pontos da nossa própria história. Eu acho que isso acontece com o casal e quanto mais junto o casal vive isso, mais alinhados ficam as necessidades de, por exemplo, construir novos limites e novas fronteiras com as famílias de cada um, e também mais alinhados ficam na necessidade de bancar as escolhas, as visões de mundo que fundamentam essas escolhas, parentais que vão ser feitas, e que quando isso acontece de uma forma conectada, faz o casal crescer e amadurecer anos-lús, e tudo que é aprendido ali naquele exercício da parentalidade, eu acho que também trazido para o encontro do casal. Como vamos dizer essa palavra aqui? Essa importação do aprendizado de um lado, no outro, é um jeito muito bonito que você conseguiu falar para justificar o que você começou a falar lá atrás, que assim, compartilhar as experiências não existe, não dá certo, e agora você está dando mais uma dimensão, e assim, impobrece a experiência. Porque quando você usa o aprendizado de uma função para a outra, você está integrando melhor os seus papéis, e sentido que tudo está a serviço do seu desenvolvimento, na vida, nas distintas formas de você se calacionar com o outro. E se esse outro cojo, o filho, o trabalho, o tempo, o corpo. O corpo é uma dimensão muito forte nessa época. Muito. Em todos os sentidos, porque ele é exigido fortemente, pelo início dessa função parental, nas suas necessidades mais básicas de sono, de descanso, então a criança chega, ela é toda encarna de naquele corpo, ela ainda não tem linguagem, e ela nos chama para o mesmo lugar. Vocês vão se vincular comigo pelo corpo, e ininar, balançar, e pegar no colo, e dormir junto, e se regular através dos processos mais primordiais e mais primitivos, a temperatura, a respiração. Então, a gente se entregar a esse processo, eu acho que é um salto quântico na nossa relação com o nosso próprio corpo. E quando existe uma permissão para que isso chegue também no casal, quer dizer um casal que se desapegue dessas ideias, sobre desejo, sexualidade, mais, você está falando assim mais performática? Eu acho que além de mais performática, nós temos uma educação para a sexualidade, para a vivência da sexualidade, especialmente uma masculina, ainda muito fundamentada na pornografia, numa mecânica do corpo, profundamente estética, como isso deve parecer, como isso deve acontecer, e eu acho que essa conexão com essas forças mais profundas, com a nossa experiência de habitar esse corpo a partir de outros lugares, também convida a integração da sexualidade a partir de um outro lugar. O que você sente que isso representa, por exemplo, pros homens que são socializados dentro desse modelo, de aprender assim, conectar sexualmente com esse olhar voltado para essa performance, um ingecida, tão automatizada, o que você sente que isso tenha a ver com esse momento? Eu acho que você está indo num caminho muito certeiro, porque é um dos pontos mais conversados no grupo de homens, essa história da sexualidade possa chegar aos filhos, e eu acho que tem várias questões do patriarcado, do machismo que interferem aí, que têm a ver com quem descança primeiro essa hora, então se a mulher está lá exauste, o cara tem um nível mínimo de privilégio sobre isso, ele pode ficar pelicando ela lá e aí vamos transar, e essa energia melhor distribuída, essa logística melhor distribuída, isso pode abarcar o desejo dos dois, isso é uma coisa. Isso é inclusive um termômetro, como está essa distribuição de carga, de trabalho, de responsabilidade, porque quando estão os dois cansados, geralmente eles estão mais alinhados, entre desejo, cansaço, exaustão, quando tem uma pessoa completamente exaurida e a outra pessoa totalmente transante, tem alguma coisa errada? Tem alguma coisa errada. Então tem essa dimensão do patriarcado nessa hora, mas também tem essa história de como eu absorvo a ideia de que eu homem, num casamento heteronormativo, absorvo a ideia de que aquele corpo que me seduziu lá no amor romântico lá atrás não é mais esse corpo, não é mais com esse corpo que eu me relaciono. Então eu acho que a maternidade tenha parecido na história masculina contemporânea como uma mostra para os homens que topam se fazer essa pergunta, assim como é que eu vou lidar também com o envelecimento do meu corpo, porque eu comecei a lidar com o corpo.
essa falada corpo dela, mas eu comece a pensar no meu. Então, por exemplo, no grupo eu levo os homens para esse movimento. Isso acontece, isso é parte da nossa sociabilização masculina ficar esperando esse corpo, performático dessa mulher que não está aí, que tem uma barriguinha que você entra com uma de nove no parque sai como a de cinco, e é isso, isso faz parte da vida, está tudo bem que ninguém te contou isso e você está tentando entender como é que isso funciona, mas e o seu corpo? Como é que você está lidando com as transformações no seu corpo? Tem até muitos memes, falando da autochima do homemétero, falando assim o cara, zoando de forma misógena, zoando não, perdão, fazendo uma fala escrotamente misógena, uma mulher falando que ela não está mais bonita do jeito que ela era e você vai olhar foto do cara, é um tribo-fú qualquer, e é interessante pensar que nós não olhamos mesmo para o nosso corpo, ter esse jeito, integrando esse processo de envelhecimento, nós homens, então nós temos mais dificuldade mesmo de lidar com isso e acho que muito desse dessa projeção no corpo da mulher, por causa dessa negação de integração do nosso próprio corpo, e eu acho que isso e também acho que tem uma dificuldade de integração desses dois papéis numa mesma mulher, assim? aí pensando que a gente não é tão esforjado no mesmo caldo de cultura judaico cristã que diz que uma coisa é a maternidade, santificada, beatificada e outra coisa é a sexualidade, e quanto a vida dá esse giro, e juntas duas coisas num corpo só, muitos homens dão um nó nas próprias crianças e preconceitos e tabus mesmo, e eu acho que quando a gente se propõe a atravessar essa história por dentro, a gente sai do outro lado com outro nível de conexão, porque isso que você fala do homem com o corpo da mulher, eu acho que é muito presente na relação da mulher com o próprio corpo, inclusive, porque a gente ainda tem uma socialização feminina que determina a relação da mulher com o próprio corpo, como uma relação pra fora, então eu tenho um corpo que é para ser desejado pelo outro, e eu me relaciono com esse corpo e a tu sobre esse corpo para que ele seja desejável ao outro, e todo esse processo de maternidade, quando a gente fala de maternidade biológica de uma determinada forma, mas eu acho que em outras vias de maternidade, isso acontece de outra forma, mas também acontece, que é você entrar no seu corpo e viver uma série de processos, que são processos também da sua sexualidade e que te conectam com esse corpo por uma outra via, o que acontece quando o meu corpo, quando eu entro nesse corpo, e eu me torno uma pessoa desejante ao me conecto com o meu desejo, mais do que com ser desejada, eu acho que tem um monte de relatos de mulheres, por exemplo, que falam de que a maternidade e os processos de vividos com o corpo desbloqueiriam e abrem canais de sensações e de formas de estar presente no próprio corpo, que não estavam disponíveis antes, e que isso não tem a ver com a forma e que não tem a ver com a aparência, e que então subverte, dá uma olé nessa cultura de domésticação dos corpos femininos, de colonização dos corpos femininos como esse território, pra servir aos homens, e se o meu corpo passa a servir a mim mesma, e eu me torno, sim, hora desse corpo, e de como ele vai estar presente, inclusive na minha relação de casal, inclusive no meu casamento, na minha parceria, com essa pessoa que eu estou escolhendo, isso é muito profundo, eu acho que isso convida o parceiro a dar uma camalhota no tipo de encontro, que acontece a partir daí, e aí que a gente vê muita crise nos casais, não exatamente na chegada do filho, mas na sedimentação desse novo corpo, e aí falando o corpo de uma maneira mais ampla, nessa nova pessoa, sei lá, dois anos depois do bebê, a gente vê muita crise, na hora que fecha o puarpeiro mais forte, e vem essa nova identidade mais nitida pra ela, a gente vê muita crise, quando o bebê é todo de si mesmo, e ela volta a ser toda de si mesmo, por isso é que é interessante a gente pensar nisso que você falou da integração entre esses dois papéis, porque quando a gente toma posse desse corpo novo, e assume esse corpo novo, esse processo de tomada de posse desse corpo, de assoção dele, serve pra tudo, a gente leva esse poder pra todos os lugares pra onde a gente foi inclusive pra criar melhor o filho, a gente leva esse corpo pra brincar, né? pra brincar, então pra gente já é terminando, eu quero te fazer uma pergunta, depois eu te respondo, que eu fiquei com vontade, o que você acha que você conseguiu levar pra as fases posteriores da sua vida, desse momento em que você assumiu com tanta interesa, a escuta de si, o que que isso fez com você e pra onde isso te levou nos outros momentos da sua vida? Nossa, eu acho que esse exercício, eu acho que a maternidade me convidou a um nível de exercício da minha voz, de sustentação do que eu queria dizer, de como eu queria fazer, de como eu queria viver aquela história, pro mundo, pra família, pra cultura, que foi profundamente fortalecedor, eu acho que eu precisei primeiro exercitar a musculatura da minha voz, e que força eu precisava colocar ali pra não ser invadida, atropelada, encapsulada por outras histórias, que não eram necessariamente a história que eu queria viver, mas ao mesmo tempo, quanto mais essa história foi caminhando, eu acho que é uma coisa muito bonita, acontece, que existe outro, existe outro, existe esse filho, existe esse parceiro, existe essa família, é uma polifonia de vozes, é uma uma orquestra, e pra, existe uma música incomum, tem essa conversação, entre tudo isso, isso é um exercício mais poderoso de flexibilidade que eu já precisei fazer, então eu acho que essas duas coisas aconteceram, é um trabalho profundo de, de colocação da minha força no mundo, e de flexibilidade, pra que essa força pudesse acontecer no vento, que é a história toda, sem se quebrar, então eu acho que essa dança, entre a força e a flexibilidade aconteceu de uma forma tão poderosa que isso transborda pra todas as outras coisas que foram acontecendo na minha vida, o trabalho e enfim, todas as outras relações. Na minha vida, o que isso fez, eu me sim
me jogando numa vida nova e assumindo uma vida nova, comparam em outros tão diversos, tão novos, tão experimentais que eu perdi o medo de experimentar. Eu sinto que essa experiência fundou uma lixandre que inventa vidas, que inventa mundos que se joga no mundo de um outro jeito, sabe? E que hoje tem uma esperança maior de que ainda tem muitas vidas para serem vidas, e que eu não tenho menor domínio sobre até onde vai a minha, não estou falando só do tempo de vida, mas até onde se elasteste essa identidade, sabe? Eu estou o tempo inteiro me surpreendendo comigo. Eu acho que começou nessa fase em que eu fui tão surpreendido com o que eu sinto que eu fui capaz de sustentar e propô e sustentar para a vida, que isso me deu uma alegria de fazer isso outras vezes, que bom que se foi com você. É isso minha gente, estamos chegando em mais um final de episódio, cartas de um casal de terapêutas, volta semana que vem, espalha esse episódio por aí, comenta aqui no Spotify, manda mensagem, conversa com a gente, pode me parar em qualquer opoto em qualquer esquina aí do mundo e me contar o que você está achando, manda todos os recados para Dani, fala para Dani, falo para Dani, tudo eu falo para Dani, um beijo a gente se vê semana que vem com mais um cartas de um casal de terapêutas, um beijo e até lá, um beijo. Este podcast é produzido por Abraço e ponto digital, edição de Samuel Gambini, artes de neis soares costas, produção executiva de Thiago Queroze e Hugo Benchmall, a apresentação roteiro e seleção das cartas por mim Alexandre Coimbra-Maral, e você que me escuta é a audiência que é o motivo desse podcast de Xi e a vontade dele continuar acontecendo todas as semanas. Muito obrigado.
Podcast Summary
Key Points:
A temporada do podcast aborda desafios de conciliar parentalidade e conjugalidade após a chegada dos filhos.
A sociedade impõe expectativas irreais de viver papéis de forma compartimentada, o que é opressivo e impossível.
A experiência de ter um filho transforma as identidades do casal, exigindo conversas profundas e reescrita de histórias pessoais.
O corpo passa por transformações significativas, afetando a relação com a sexualidade e o desejo, especialmente para mulheres e homens.
A integração dos aprendizados entre os papéis fortalece o casal e promove crescimento pessoal e amadurecimento.
A maternidade e a paternidade convidam a um exercício de voz, força e flexibilidade, que transborda para outras áreas da vida.
Summary:
Neste episódio, o casal de terapeutas continua a conversa sobre a transformação do relacionamento após a chegada dos filhos. Eles destacam que a sociedade exige que cada papel seja vivido de forma isolada, o que é irreal e opressivo. A experiência de ter um filho, como ilustrado pelo primeiro carnaval após o nascimento do bebê, mostra que os pais se tornam outras pessoas, exigindo novas conversas e entendimentos.
A parentalidade traz à tona questões sobre o corpo, sexualidade e desejo, desafiando padrões patriarcais e performáticos. A mulher reconecta-se com seu corpo de forma mais autêntica, enquanto o homem precisa lidar com suas próprias transformações e projeções. Esse processo convida o casal a integrar aprendizados, fortalecendo a relação e promovendo crescimento mútuo.
A maternidade e a paternidade tornam-se um exercício de voz, força e flexibilidade, que transborda para outras áreas da vida. O episódio enfatiza a importância de conversas contínuas e da aceitação das mudanças, incentivando os ouvintes a refletirem sobre suas próprias experiências e a compartilharem suas histórias.
FAQs
O tema é a transformação do casal após a chegada dos filhos, focando nos desafios de conjugar parentalidade e conjugalidade.
Eles criticam essa mensagem como irreal e opressiva, pois é humanamente impossível separar completamente os papéis e isso impede o crescimento e a integração das experiências.
Eles tentaram ter um date de casal, mas a mãe sentiu muitas saudades do bebê e chorou, mostrando que já eram outras pessoas e que a reconexão com o filho era prioritária.
A parentalidade exige uma conexão mais profunda com o corpo, através de necessidades básicas como sono e contato físico, o que pode transformar a relação com a sexualidade e o envelhecimento.
A sexualidade masculina é muitas vezes influenciada por ideias performáticas e pela pornografia, e a chegada dos filhos pode desafiar os homens a integrar o envelhecimento e as mudanças no corpo da parceira.
A maternidade pode ajudar a mulher a se conectar com o corpo por uma via interna, tornando-se uma pessoa desejante em vez de apenas desejada, o que subverte a cultura de domesticação dos corpos femininos.
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