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#121 O Condestável Nuno Álvares Pereira (1360-1431)

86m 13s

#121 O Condestável Nuno Álvares Pereira (1360-1431)

Este episódio do podcast "Falando de História" dedica-se a uma biografia de Nuno Álvares Pereira, constável de Portugal e figura central do período medieval. O convidado, o historiador João Gouveia Monteiro, especialista na Idade Média, explora as origens familiares galegas dos Pereira, sua ascensão política e eclesiástica no século XIV, e o contexto do nascimento de Nuno por volta de 1360, provavelmente em Cernache do Bom Jardim. Detalha-se sua educação na corte, seu casamento com Leonor de Alvim e seu início na vida militar. A análise concentra-se no seu papel decisivo durante a crise de sucessão de 1383-1385, destacando sua liderança militar e política que asseguraram a independência portuguesa, nomeadamente na Batalha de Aljubarrota. O perfil físico e psicológico do condestável é também abordado, retratando-o como um homem de estatura média, reservado, mas de grande ardor guerreiro e profundamente religioso, cuja vida e ações permanecem um pilar da história nacional.

Transcription

12093 Words, 68770 Characters

Portuguese
[Música] Falando de História Olá a todos e bem vindos ao episódio 121 do Podcast de Fondo História. Eu sou Palomla Mlísic, me que está como é hábito, o Roger Leisos. E no episódio de hoje vamos falar de uma das figuras incontronáveis da história portuguesa, em particular do período de aval, o constável do Nuno Álvar Espreira. E por isso temos connosco convidado e diálogo para desfalar deste personagem, desde o óleo por ter escrito há alguns anos já, uma bigrafia sobre ele. Não assim, Roger. Exatamente temos hoje com o João Gouvey Monteiro, professor catadratica, apresentada a Faculdade Lêteras da Universidade Coimbra, aliás, um dos maiores historiadores portugueses sobre a idade média, em particular sobre a história militar medieval, foi ele responsável pela grande renovação da década de 1990, mas que também se debruçou sobre a história de antigüidade clássica e da história das religiões, mais sentimento. Foi diretor da imprensa da Universidade Coimbra, bem como de biblioteca geral, da mesma instituição, e foi membro fundador da Associação Ibérica de História Militar, aliás, do qual, tu, Paulo e eu, fazemos parte, e, enfim, também, um centro de outras institições acadêmicas, como podem imaginar, por também é autor de centenio e meia de trabalho científicos, entre os quais uma desenda de livres, sobre todos os dominios, praticamente, da idade média, desde a sua testa de autoramento, a guerra em Portugal, nos finais da idade média, sobre livros sobre castelo, energia, enfim, são tantos que podíamos estar aqui amanhã toda quase, e inumbrar as suas obras, mas, neste caso, para este episódio, vamos destacar apenas no Novas Pereira, Guerreiro, Sr. Fidel, Santo, publicado pela Manuscrita em 2007, como diz este é uma biografia sobre a personagem. E, já agora, diga-se, e também fazendo publicidade, é o autor de um podcast muito recente, chamado "Vidas em paralelo", um podcast de constrória, que o jornalista Ricardo Venácio, um podcast muito interessante do qual faz, como diz "Vidas em paralelo", também, tomando um pouco o exemplo de "Protarco", e que faz biografias de duas figuras da história, recomenda-se vivamente, podem procurar nas plataformas streaming e até no YouTube. Por isso, obviamente, o professor João Govermonteiro é absoluto ideal para nos ouvir falar sobre este tema de hoje, que, de nenhum de nós, domina, claro, de modo algum, já temos claro, um episódio passados, mais ou menos sobre este automático, um sobre a crise de 33.335, outro sobre a batalha da Also Barrota, mas aqui, efetivamente, impõe-se uma biografia sobre esta figura central, que é num alvo-espreira, e por isso, desde já, a professor muito obrigado por ter a seseito convite para participar no nosso podcast, aliás, hoje, mais ou menos ao vivo, nós fazemos, isto é uma por exemplo, fazer por via virtual, mas, neste caso, eu estou fisicamente com o professor João Govermonteiro, e o Paulo e o Marco, o Lamarco, estão no nosso estudo virtual, portanto, mais uma vez, muito obrigado, professor. Obrigado, eu, pela gente e lesas do convite, estou aqui com muito gosto entre amigos, e pronto para falar para este ótimo podcast que eu falo em história, sobre uma personagem que vive dentro de mim há mais 30 anos. Bom, e não tenho qualquer dúvida que esta será uma manhã bem passada a gravar este episódio. Mas aqui vamos começar, claro, pelo início. Ou seja, quais são exatamente as origens de num alvo-espreira? Basta onde nasceu quando que era sua família e quem é que deu origem a este personagem que os conhecemos tão bem. Bom, nós sabemos que o no alvo-espreira nasceu em 1360. Sobre isso não parece haver dúvidas, deve ter nascido em junho, e se bem resolvemos uma charada que o Fernalobs nos preparou, ao dizer que quando ele foi nomeado quando estava na altura das cortes quimbra de 1385, havia, não sei quantos anos, não sei quantos meses, não sei quantos dias que ele tinha na xida, se resolvemos bem esta charada, ele terá na xida 24 ou 25 de junho de 1360. É giro pensar que na xiau é 24, não é? O sol vestície de verão ou dia da samba, são jambatista, não é? Não sabemos ao certo onde na xiau, mas péssico só há duas probabilidades, sernás do bom jardim e flor da rosa junto ao crato. Eu acho que mais provável é sernás do bom jardim, porque temos três, quatro documentos entre 1356 e 1359, que são documentos, outros dados pelo pai do no alvo-espreira, alvo-espreira, três dos seus filhos, Rodrigo, o Pedro e o Diogo, que são emitidos na zona da sartã sarnaste do bom jardim. E 1356 é exatamente o ano em que o alvo-espreira traz a sede da ordem do hospital, de leça do balil para o crato, portanto, ele está numa fase de instalação da sua família. Ou seja, em conclusão, há um núcleo da família do alvo-espreira, que está em sarnaste do bom jardim entre 1356 e 59. São cartas do jano de cartas de morga-dio, portanto, acho mais provável esta possibilidade, na xiau, 24, 25, june, 130, sarnaste do bom jardim. Bom, a família dele é a família do espreira. De sua bespreira, podíamos ficar aqui muito tempo a conversar, mas, tentando ser sintético e nada maçador, eu diria que os preiras são um ramo galego de uma grande família ibérica, que é a família dos Trastámaras, uma família que foi casa reenante, em Castelo e não só. E este representante do ramo galego dos Trastámaras, que são os preiras, entram em Portugal, provavelmente, na primeira metade do século 12, tornam-se senhores do coto de Palmeira, na zona de Santo Tirso, devem ter estado ligado a desafundação de um mesteiro, o mesteiro de Landin, receberam algumas situações, de acondeça reinha da natureza, nomeadamente lhenioso, basto. E depois sabemos que um tetravô do nouvo-espreira, chamado Rui, Rui Gonçalvo Espreira, que fundou uma quinta, uma onra, portanto, no fundo uma propriedade do Senhor Féudal, a impreira, paraíra, uma localidade na zona de Zila Nova de Samalicão, mas exatamente, em Varmui, nas margens do Rio Ave. E um filho dele, chamado Pedro, está documentado na cor terrégia portuguesa, até 1883. Depois desaparece, não sabemos por conflito com o rei Dom a Fonsea Rui, que morreu em 185, ou com o seu herdeiro do Onças Primeiro, ou se, como admita o pastor a ser algo de sotma e opizar, por alianças matrimoniais mal-sucedidas, também também acontecia, há um certo apagamento dos filhos deste perro, rodrigues de praira e da sua família, na jornalidade, na cor terrégia portuguesa, ao longo do século III. Não significa, não entanto, que eles não tenham alargado a suspensões territoriais, porque uma coisa é o destaque político, e outra coisa é a afirmação económica, que vão se estendendo na direção de braga, de ribadave, de faria, nos finais do século III. Nós já temos sinais de uma certa recuperação, e isso acontece com Gonçalo Pires Pereira, que é o bisevo paterno do Núnovas, que veio a ser gran comendador da ordem do hospital nos 5 reinos de Espanha. É um carqueilizar-se até 1268, e esta homem casa com uma meia irmã do prior do hospital, que pretensia a família dos pimentéis, que é uma grande família da nobreza portuguesa, onde é esta época. Na verdade, ele casa com o raco abastro espimental, e ela é meia irmã dos termos abastro espimental, que é uma personagem que interessa a nossa história até por ser tiu a voo do pai de Núnovas Pereira, que veio a ser depois também ele próprio, prior do hospital. Além disso, começa a sanitar aqui, já ali gações dos pireiras, a famílias prendadas de aristocracia portuguesa, não apenas os pimentéis, mas também os cunhas, os portocarreiros, e sabemos que eles já largam as hospações territoriales, progressivamente ao volo do soza, do douro, provavelmente do vulga também. Bom, e este chinais de recuperação concretizam-se, consolidam-se em absoluto na primeira metade do século XIV. E pela via clarical, tanto do clero circular como do clero regular. No que de respeito ao clero circular, nós temos, pois, claro, desse logo, o avô paterno do Núnovas Pereira, chamado Gonzául, Gonzául, F. Pereira, que, além de bispelizbo, foi nada mais nada menos que a recebispe de braga, que é grande dignidade, e, inclusive, a arte que se pode aspirar em Portugal. E ali exerce este cargo entre 1326 e 1348. Estômio estudou em Salamanca. Este Gonzául, Gonzául, Gonzául, F. Pereira. Porque se a la manca se já havia universidade a Portugal desde 1990, mas se a la manca tinha outro pedigri com instituição universitária. E eles estudou em Salamanca. e que aí se ligou a uma senhora chamada "Tresa Pires Vilarinho", da qual veio a ter, por menos, um filho, que é o tal Álvargon Salves Pereira, que veio acer o pai de No Nava Espereira. Note-se que este terse bispo de Braga, ou não fosse terse bispo de Braga, foi um homem da confiança de Dom Díneis. Por exemplo, me dio os conflitos de Dom Díneis com o Infanterdeiro, o futuro a F. IV, veio embaixador da Corte Portuguesa em Avinhão, na altura do dos Osisma Papal, digamos, ele é a expressão o destumo de ressurgimento dos Pereiras, a enforça na primeira metade do século XIV na Corte Portuguesa. E aí, ele então sucedeu o Álvargon Salves Pereira, que não sabemos bem quando na cheu, ela é o pai de No Nauvers. Terá na cheia de ali, por volta, 1.314, 1.320, ou 21, na pior das hipóteses, e acabou por sustituir o seu tio-avô, o tal Estevan Vasques Pimentel, com o prior do hospital. E isso aconteceu muito cedo, certamente aconteceu pela influência do seu pai, junto do prior anterior, do Estevan Vasques Pimentel. E ele sucede o Álvargon Salves Pereira, que torna-se para o hospital, pensa-se que ele coloca um 18 anos. E é uma personagem importante na cena política portuguesa, porque ela é consileiro do Dom Alfonso IV, é consileiro do Dom Pedro I, é consileiro do Dom Fernando, mas também é consileiro a certa altura durante um tempo do Dom Pedro I, o cruel de Castela, o sobrinho do nosso rei Dom Pedro, que o pediu em prestado durante algum tempo à coroa portuguesa, está na batalha do salado, o Álvargon Salves Pereira, onde terá transportada relíquia, da ver a Cruz do Dom Armular, foi a Rods, ou beijo amão, do Gran Mestre, não é do Gran Prior da Ordem, da Ordem do Hospital, e é um homem que tem uma tarefa crucial no crescimento, e na redefanação da implatação territorial da Ordem do Hospital, ele traz a Cé da Ordem de Lécia do Baleu para o alto-alentejo, com um objetivo claro, certamente articulado com a coroa, de intercetar as posições territoriais dos Templares, agora já o Ordem de Cristo, em 1356 ele estabelece a Cé da Ordem no alto-alentejo, no Crato, e, portanto, ele vai depois desenvolver um programa de construção, entre a zona do Crato, o Flor da Rosa, e certante, sermás do Bom Jerdinho, tanto não é isso mais ou menos de 100 km, como estimou a Precora Palapinho de Costa, que estudou muito bem esta personagem, em um Álvargon Salves Pereira, com duas construções fortificadas, quando o fundo são o Castelo da Mieira, e o Castelo da Sertá, dois passos, sermás do Bom Jerdinho, onde deverá ter nascido no Novas Pereira, e Flor da Rosa, onde o próprio Álvar, com o Salves Pereira, se fez sepultar, e, portanto, digamos que é um homem, de uma importância política extrema, e essa circunstancia vai depois influenciar toda a carreira dos seus filhos, incluindo o Nuno. Bem, neste caso, no Novas Pereira, nasce muito bem conectado, não é que a Zerwin? Pode-se quase dizer, no "Number-se" de Or. "Number-se" do Or sim, embora estivessem lá mais meninos, porque nesse verso, porque o Álvargon Salves Pereira foi pai, de mais de 30 filhos e filhas, naturalmente diversas mães, mas foi pai de muitos filhos e filhas. No caso do No Novas, a sua mãe seria de Álvares, chamada "Iria", iria Gonçalves do Carvalhão, que acabou por se tornar Covilháira, de Infanta Dona Bíatriz, da filha do Don Fernando e da Léa Nortelles. Covilháira não é exatamente camaraira, mas é um estatuto ali entre "Iria", "Am", um opção muito próxima, de Infanta Dona Bíatriz, que caberia como sabemos, para casar com o rei de castelo. E, portanto, ele tem uma grande quantidade de irmãos, seis irmãos de pai e mãe, como Rodrigo, Fernando e Lopo, este estão atestados, seis irmãos do mesmo pai, e de outras mães, entre os quais dois que morrerão na batalha da Alves Barrota, Pedro, que sucedeu ao pai como prior do hospital, Pedro Álvares Pereira, e de Eugen Álvares Pereira. Neste caso, o que nós sabemos sobre a vida de No No Lávores na Infância, quer dizer, pelo menos até chegar à vida adulta? Sobre a Infância, propiamente, sabemos pouco sobre este homem, que eu acho que, talvez, nós souvintes gostantes de saber qual era o aspecto físico dele também, né? Eu quando imagino uma personagem, procura informação sobre isso. Não era gigante, como muitas vezes, preença por ser um iró em militar. Era um homem de estatura média, ou pouco mais do que isso, provavelmente, de pele clara e cabelo e barba, que saia arruivados, rosto comprido, olhos bastante vivos, de narizafilado e uma boca pequena, um homem esprecivido e que não, mas de rosto, de olhar, mas que não era de muitas falas. E, infelizmente, sabemos muito pouco sobre ela até os seus treleze anos. Acrônica do Conte Estabra, uma biografia anónima que se constrói sobre o pouco depois da morte dele, diz-nos que ele foi criado a grande vício na casa do seu padre. Portanto, ele viveu um seu encodramento familiar, provavelmente, próximo da mãe, durante a sua meninista, mas não sabemos mais do que isso. Se a primeira hipótese que eu coloquei foi correta, provavelmente, em ser mais do bojardinho. E depois sabemos que, em 1373, estávamos durante a segunda guerra Fernandina, contra Castela, no maltura em que os castellhanos cercavam Lisboa e em que o rei estava em Santarei, como muitas vezes acontecia, e o período hospital também tinha alguns filhos com ele, mandaram alguns dos filhos do Ovaro von Salves para eu observar umas deslocações de tropas castellhanas que andavam ali entre Santarei e Lisboa. E o Núñito, coxa aos 13 anos, vai nesta missão, parece que não viram nada, mas quando chegou a través ao pé do pai e do rei inventou um relato que tinha visto uma coluna de castellhanos, que eram mundos, mas estavam tomando organizados, que eram fáceis de desbaratar. Uma bravada, digamos assim, de humilde ainda, que acabou por impressionar a reiinha ali no Ortects, que lhe achou a graça e o que cooptar com seu escudeiro. Portanto, aos 13 anos, o Núñito vai para a corte reje com o escudeiro da reiinha Leonardo. O que tem a sua graça, tendem conta que ele virá a ser pouco depois a opção política de ele na crise de 183, 185. Traficado entrega, isso parece certos aos cuidados de um tio seu, de um irmão da mãe, o que faz sentido, se a mãe estava também na corte, chamado Martín Gonçalvos do Gravalhão, que será um dos bravos do pelotão, do no álvelas até, praticamente até, até ofim. No entanto, não esteve assim muito, muito tempo na corte, porque o pai preocupava-se com o futuro dos filhos e tinha muito tempo a pensar, esse propósito, porque eles eram. - Que contrarem de trans-zenas. - E em 1376, 3 anos depois surgiu a possibilidade de um bom casamento para o novas prer, que acreditarmos no que diz o Fernando López não tinha assim muito avontado de casar, preocupava-se mais com o seu tiro sinim militar, com a sua aprendizagem de manejo das armas, mas que, contrariado, que saem influenciado pelos leituras de romança returianos e pelo ideal do Cavaleiro Castro, Galaiás, da demanda do Santo Criá, acabou por acceder ao orgulho do rei e do pai, e casou com uma viúbarica, uma mulher chamada Leonor de Alvin, Minhota, que tinha enviulado de um fidelgo do Nord, chamado Vasco com salvos barroso, e deixou os encantos de Santaraim, Lisboa, e foi viver para a zona das terras de vasto, penso que, para a quinta, da pedraça, em capoeceras de vasto. E por lá ficou durante algum tempo, diz o Fernando López, que no guardador da sua jovem, passando por vezes além do resuado, isso é fazendo algumas diabruras, sob os seus servos, e ao mesmo tempo gerando, pelo menos, que nós saibamos três vídeos, dois rapazes que morreram muito certo, tá a chata de mortalidade infantila, é uma coisa brutal nesta época, e uma menina chamada Bia Tris, que sobreviveria, não teria vida muito longa, ela deve ter nascido por volta, sendo da terceira, por volta de 1880, ela morna em 1412, ao 1413, onde, quando é 32 ou 33 anos, isso que viria a ser a menina mais preentada do rei, Durrei, não é? Estou noiva. mais desejada do reino mais tarde. E basicamente é isto que sabemos nesta transição da adolescência para o início da edade adulta do Novo Aspreiro. E já que foi refri do brevemente esta crise de matrizentemitêresma, trezentos e setecentos e tinta e cinco, mas, no verdade, com o que entra em cena proprimente no Novo Aspreiro durante este período, que é tão importante para a estarem de Portugal, no fundo? Bom, para explicar isto, talvez tenha que recuar ligeiramente e explicar que em 1381, 82, houve uma terceira guerra Fernandina contra Castela, na qual o Dom Fernando Pôto Contar com o auxílio de tropas mercenárias inglesas, que vieram para a peninsula, lideradas pelo Conde de Cambridge. E o No Novo Aspreiro foi convocado pelo rei para vir ajudar na defesa delisboa, daquela que chamava a frontaria de Lisboa, na altura capitaniada já pelo seu irmão Pedro, que já tinha sustitido o pai, que péssico o pai, o Álvaro Salves Pereira, morreu ali em 1369, 1380, portanto Pedro tornou-se o período hospital e tinha naturalmente a liderança da frontaria de Lisboa e no Novo Aspreiro veio do Minho para o ajudar. Depois, o Centro de Gravidá da Guerra deslocoso para o Olentez, para a zona do Caia, onde esteve em inento uma grande batalha entre portugueses e castellhanos, que estiveram a campátis frente a frente, na fronteira portugueses ingleses no lado, castellhanos e, provavelmente, alguns franceses do outro lado, durante 15 dias a batalha acabou por não acontecer. E o No No Nito, claro, não queria ficar para a iria de Lisboa, mas capou a ir mão para ir ter correia para não perder o espetáculo e poder participar na sua primeira grande batalha. Que, todavía, não aconteceu. Ao último, o rei do Fernando, as escondidas dos ingleses, faz um acordo secreto com o rei de castela. Os ingleses ficam de sécia unadíssimos, mas são embarcados e recambiados para a Inglaterra. E, na sequência disso, estava por se partir para a construção de uma aliança diplomática nova, uma reorientação da estratégia diplomática portuguesa, que passou a dar aliança com a Inglaterra para a perspectiva de uma aliança com castela e que que abria por conduzir a assinatura do acordo de Salvatere de Magos, tanto assinado em abril de 1383. E, tanto, um no alvo, a Espreira, ainda envolvido nestas prepessias entre uma coisa e outra, portanto, entre a defesa da frontaria de Lisboa e a participação desejada, mas não consumada numa batalha que não se chegou a travar, andava a fazer desafios a vários fidelks castelhanos para duelos. Duelos em grupo, por 20, 30 por 30, para se matar em uns aos outros, que o rei ia travando, dando sinais de um ardor naturalmente os cornistas também, em Polarão e exagerarão, mas com o veinfrizar isto, ele teve pelo menos a possibilidade de conhecer os segredos da arte militar inglesa, que na altura dava cartas na Europa, atendendo a que havia muitos mercenários ingleses, por sinal bastante mal comprotados, muitos de outros, que quando o sol desligava com o atraso, não se coibiam de atacar castelhos, castelhos portuguesa, precisava de estar em Nigeria ali para defender os interesses do rei de Portugal, e eu penso que este processo de atualização, se quisermos, sobre a arte militar da época, na cabeça do Nunovas, foi muito importante. Quando ele acompanha as bodas da Infanta Dona Beatriz, com o rei de castela, é lógico se a sua própria mãe era aia da Dona Beatriz, e tendo ele sido também um escodeiro da Reina ali no Ortelos. Há um episódio que também pode ser ter sido inventado pelo Furnal Ops, em que ele descreve que nas bodas em meados de maio, de 1373, das bodas do rei de castela com a Infanta Dona Beatriz, que o Nunovas, num almoço, em que não tinha lugar reservado para ele, da sinais de impaciencia, que eu acho que é uma marca, um trácio de personalidade, de ele que vai acompanhar durante a vida toda, e deitava a xéponta-peus, o cavalete de umas mesas, porque não tinha lugar reservado para ele, depois, então, regressa ao minho, e em finais de 83, mas exatamente em finais de novembro, tinha o rei de um Fernando já falecido, como bem sabemos, o tratado Salvatara de Magos foi assinado com o rei de Amor e Bundo, ali no Ortelos organizam umas exécias pelo Naredo, quando passou um mês sobre a sua morte, e com o vocal Chidal, que os previralizbou a participar nessas exécias. E o Nunovas vem do minho e cai naquele ambiente, que é um ambiente, digamos, de conspiração latente, que visava, essencialmente, o grande arquiteto da Aliença Luzoca-Striana, que era Joa Fernández Andeiro, um valido próximo da Lien Ortelos, um homem sobre o qual, Fernández López ensinou a Tambien Camal, que tem um casamoroso correnha Lien Ortelos, e portanto, o Nunovas cai nesse ambiente, o Chidal que gostou de juntos, mas diz é que este é um Fernando, parte deles a conspira a morte do Andeiro. Um ambiente curta a faca, portanto. Sim, um ambiente curta a faca, sem dúvida. O Fernández López até sugerca que foi ele que deu a ideia de que se mataria o condjão Fernández Andeiro até para vingar a honra do rei do Fernando, mas o Nunovas, tanto quando sabemos, não tem interferência direta no episódio de 16 de dezembro de 383, em que o Mestre Tavir e um tíldo no Nunovas chamado Rui Pereira, assim o condandeiro no passo da reiinha, pondo depois circular nas ruas de Lisboa, o Boato, que, desde que estava um attempt a matar o Mestre no passo, não é aquilo que provés hoje-se de ser a primeira fake nio portuguesa. E haver logo a o partido do Mestre. E nesse sentido, ao longo do mês de dezembro, ele desdobra-se logo em mais bravatas, mais desafios, incursões em síntria e enolomiar contra grandes quantidades de castianos, correndo risco de vida por precipitação sua, poderá ter sido dele a dirigir o assauto ao Castelo de Lisboa, consumada a 30 de dezembro de 1300 de dezembro de 83, portanto, ganhando o destaque militar suficiente, que fez com que o Mestre dava-se, que vai aos poucos percebendo que tem possibilidade de se candidatar ao trono de Portugal e não apenas de representar os interesses ou meio irmão em Fantonjão de Castro, presionada em Castelo, o Novas para a Reánia de Staxe suficiente para ser nomeado pelo Mestre de Avís como fronteiro do Alentejo, coisa que acontece em Marse de 13.184. Talvez nem todos os conseleiros próximos do Mestre de Avís tenham gostado disto, nomeadamente o João de Arregras, que achavam que o Novas era demasiado novo e demasiado imputugoso, ele tem 23 anos, 24 anos nesta altura, mas a verdade é que em Marse de 84 o Mestre de Avís lidá como função ir com uma tropa que a partir eram cerca de 200 homens com o sol do para apenas 1 mês e evitar que mais castellhanes atravessem a Planicia e a Lentejana para se juntarem as tropas castellhanes que já se adivinhava que iriam cercar Lisboa, que era isso, grande objetivo do Reiro de Castelo. E ela vai o Novas com seus primeiros bravos do pelutão, como ele chama a abucadinho, numa tropa que tentou organizar com bandeira própria, com alférs, com carcerairo, com ovidor, com o capelão, etc. Tentando chegar depois, aí évora, vilavisose, e multiplicar sem cartas de mobilização militar para construir um exercitozinho bocadinho mais composto, com que que ele é vendo oportunidade a enfrentar os castellhanes. O que nós sabemos sobre a relação entre anunálvores e Don João Primeiro? Antes, deste clima muito complicado, na corte e antes da cena do assassinato do Andeiro, o que nós sabemos propriamente já se conheciam, davam-se bem, na realidade, o João Mestre Davís acabou por conhecer e perceber que ganharia mais por co-opetar no Novas Proceolado. Ele tem uma diferença de idades pequenas, não é? Tem três anos apenas de diferença de idades. O Mestre Davís é três anos mais velho do que o No Novas, estando no Novas na corte desde os seus 13 anos, é inivitável que eles conhecerem já antes. Embora o grande perseiro de. aventuras do mestre da víz, fote tanto quanto pensamos o infante do João de Castro, que era ligeiramente mais velho do que ele. Portanto, digamos que por esta altura, o traço principal que eu sublinharia é uma grande sintonia do objetivo entre um mestre da víz, mais cauteloso, mais político, mais visitante, pensando que se calhar era melhor e bem-glaterra, sendo convencido depois a ficar por alguns de seus conseleiros, nomeadamente alvaro pais, antigos danceler, que dizias, "bom Londres é esta, precisas de ir para a Inglaterra para ter futuro, tens futuro aqui", e se quer ganhar esta causa, olha, segue esta divisa, da o que não é teu, prometo que não tens e perdou a quem não tão fendeu, os nossos políticos dois têm muito para aprender com estes homens da idade média. E eu não n'ovas terem inscrito neste ambiente, que ainda é um ambiente de euferia contra um inimigo comum. Portanto, "Sou far, sou good", diria eu, numa relação que mais tarde se desequilibraria um bocadinho. Neste caso, temos no Náuvers como fronteiro do Olimpésio, liderou alguma campanha militar aí. Casi, nós sabemos que de fevereiro 84 até agosto 85, quando se dá a batalha da Alas Marrota, que vai acelar no estino da crise, e até antes aliás uma aclamação de um João, mestre da vista como do João I das Cortes de Coímbria, não em abril 85, qual do papel de no Náuvers nisso tudo, não só do ponto de vista político, mas do ponto de vista militar. O Náuvers fica muito concentrado nas suas missões, na sua missão, como fronteiro do Olimpésio. Leva aquilo muito a sério, e tendo sido nomeado em Mars, logo em 6 de abril, ele trava a sua primeira batalha no Olimpésio, que é a batalha de atuleiros, que é em 6, 6 de abril, de 1384. É uma espécie de ensai geral para a Alas Marrota, porque a tropa já combate toda a pé, há uma linha da água entre o exército portugueso e o exército castelhano, do lado castelhano há irmãos, do Náuvers Péra. Portanto, embora sendo uma batalha com efectivos muito ísimi, infriuos, hoje, de Alas Marrota, é um sucesso. Náuvers chegou primeiros, colheu o terreno, eu acho que é a primeira vez que ele aplica aquilo que tinha aprendido com os mercenários ingleses durante a terceira guerra franandina. E atuleiros, pode-não ter sido do ponto de vista extremamente militar uma coisa extraordinariamente relevante. Fim, os castelhanos estavam a acercar o crato, foram enfrentá-lo, foram travados, morreu o mestre da Alcântara, mas muitos não deixeriam de se juntar mais tarde à tropa castelhana que estava a acercar Lisboa, mas do ponto de vista psicológico tem uma influência brutal, porque mostrou que os castelhanos não eram invencíveis e que o partido do mestre tinha força suficiente para segmentar no terreno e que o mestre cercava em Lisboa, no acero que fecha sem maio por terra, portanto já está, Lisboa já está acercada por mar há bastante tempo, o mestre podia contar com o braço armado, autônomo, que vai ganhando cada vez mais autonomia, liderado por este jovem chamado Nuno. Eficiente um braço eficiente? Sim, na verdade é eficiente, ele depois toma logo a seguir outras praças e a partir daqui, embora contrarei mentóque se pensa ele não tenha acumulado só sucesso, então ele vai falhar em algumas oprações, por exemplo, no Cerco de Vila Vissosa, em que mora aliás o seu irmão Fernão, que é um irmão de pai e mãe, debaixo da torra albernã de Vila Vissosa e como a perrada despejada por um orifício aberto no passadisso da torra albernã, torra albernã é uma torra destacada do castelo para fora mais ligada a cortina ou para a namoralha por um passadíssimo e que geralmente controlava o acesso a uma porta, há um outro episódio que é muito, muito pouco falado e que é pouco depois do que estamos a contar, logo em agosto de 1984 em que ele vai tentar interessetar um capitão castellhano nas indiações de Hebra numa zona chamada Divora e no Divor ele é autenticamente toriado pela sage-se militar dos capitãs castellhanos e fica encorrelado numa posição durante a noite com os seus homens quase 100 alimentos e eles acabam, muitos dos seus homens depois por fugir pelos caminhos e são desimados, são chacinados para anteipotência do no novas para os enfrentar, isto é, os castellhanos recusam da arbatalha mas utilizam uma espécie de tática que não é da terra queimada porque não destrua a interrém na volta, mas diz o lamento do no novas que ele deve ter sabido a féle, tanto não são só sucessas, também há revéssas, mas até aqui muito bem e depois alcançaria já no ano seguinte, depois da eleição do mestre de víscar morrer em aos barrotos seu sucesso triunfó. Foi então um ano muito intenso na vida do Lávoz quer dizer, um ano que valedou por vários anos, né, quer dizer, onde realmente não só como louxeprência militar mas onde protestaram por si, aconteceu muita coisa, de facto quando o rei de castela foi obrigado por causa da peste a levantar o cerco de Lisboa em setembro, em setembro em 1374, o mestre da víscar empanha-se em notas campanhas militares, resto mal sucedidas, me adhamento no cerco de torres de véderes e depois avança pra batalha política que teve lugar em quimbra, é aclamado o rei a 6 de abril precisamente, exatamente um ano passado sobre a vitória da Toaíres, o rei eleitem quimbra como o 10 embre-rei de Portugal, no novas tem um apre-rei de sua condição passando de fronteiro a condistável do rei e a mordom mor do rei, que era a principal dignidade palatina que se podia aspirar, partem depois numa campanha de sumição de praças reveltos no minho e no novas tem um certo destaque, se não na tomada de ponto de lim e de guimarães pelo menos na tomada de braga, controlando até o disparo dos engenhos, né? Aqui estamos numa fase de consistência dos engenhos neurobalísticos com artilharia piróbalística que começou a aparecer em Portugal a partir do rei nada de Dom Fernando. Isto lá pelo mínimo quando sabem da nova invasão de Portugal pelo rei de Castela e deixem depois pra o centro de Portugal acabando por travar a eljo barrota 14 da gosto 85, aquilo que eu tenho chamado a mãe de todas as batalhas portuguesas, em que o Nonauvers comandando com os seus auxiliários, ingleses e gascões, vetarães da guerra dos 100 anos, um exército potencialmente menos numeroso acaba por averbar uma vitória absolutamente estrandosa, que não decide completamente a crise da tantatriz 85, as operações militárias vão se prolongar ainda durante alguns anos pelo menos consagra a decisão política que tinha sido mudada nas cortes uns meses antes em Coimbra. Mesmo assim o Nonauvers continuou a ativo, o rei peda-lhe que controla a fanataria além de jane de novo, e ele toma algumas iniciativas até e individuais sem conhecimento o rei uma das quais o leva a entrar em Castela e a travar aquela que é talvez a batalha mais decisiva da sua carreira. Como diria César, em Munda lutei pela vida, contrairei a mente outras batalhas que travais com os pão-paianos, em Farsalo, por exemplo, no North Africa em Tapso, o Nonauvers-Praira é em Valverde, uma batalha que eu tentei re-datar para 5, 6 ou 7 de outubro de 1375, ou que o povo tem um sucesso significativo, basicamente era uma incursão de pilhagem, mas ele foi interessado para um grande exercício de jane durante 2 dias, teve que andar a cabeça, após de cabeça, a liberar-se dessa pressão e é bem sucedido, aliás, é tão bem sucedido, que quando eles crevo a rei a pedida-sculpa ter tido aquela iniciativa, e diz o que aconteceu, re-re-spondelhe ilogendo seu comportamento, e ofrecendo-lhe a seragem no topo do bolo que é tornando condos de Barcellos, que era o título que ele falte à pluma, que ele faltava no seu chapéu. O título no bilhárquico. De qualquer maneira, depois disso, embora as pessoas retenham mais as batalhas e já falamos de atulares aos barrotas e Valverde, há outras oprações de ser que importantes em que o pristêfio presente, nomeadamente em 1886, janeiro abril em estúdio. que é uma operação de ser quem está no Novas e está o rei também, no Novas aí, toma a decisão de expulsar das hostes as mulheres da vida que por lá andavam pelo rei. E que era o mais importante do que aquilo que se, como muitas vezes, se pensa causando uma revolta imensa entre suas tropas e o brilhano, o rei a tomar uma decisão similhante com os relativamente aos chavos homens, a seguir a uma operação que eu gosto muito lembrar e que é pouco conhecida na fronteira com o Leão, que é o Cerco de Coria, que ali, pouco depois da operação de Chaves em junho de 1886, que é uma operação que corra mal e inclusive, algo manifesta em mente, estão de mar vontade. E há uma discussão na tenda do rei, quando o rei certal dura sequeixa doendo, da falta de empanha de eles, fidelos lembram que em cada descerco são um é que tem sucesso, numa operação de ser com fidel garrisca, sem morrer de uma pavarada que é tirada de cima do muro, por um vilão qualquer, não é? Pt. Não tem possibilidade de se quer de fazer valer, a sua aparência nas armas, é muito significativo sobre o tipo de guerra que eles estão dispostos a praticar. No ano seguinte, já depois do casamento do João I, com a Felipe Adelaencaeste, em que aliás, com o Mordomor, no Novo Espreira, foi o mestre de cerimões. Há uma incursão conjunta, luso a inglesa em Castela, com o John Ovecão, portanto pai da Felipe, o do João I, o Novo, os grandes fidelos portugueses. Por causa até corre mal do ponto de vista militar, mas que para Portugal foi suficiente porque mantêvo rei castellando sua pressão e o impediu de pensar em invadir outra vez, outra vez Portugal e depois não esquecer a participação ainda do No Novo Espreira, com que está de ser o tado 1415, que eu acho que é um momento muito bonito para essa geração, é que tinha esteado 30 anos, a desanjo, a Júbarrota com 20 e tal anos e que agora foi a sêlta hoje em 50 e tal, já de cabelos brancos. Isso na espécie de encontro de turma, depois da trinta. Sim, juntaram através dos trapinhos, acho que é uma coisa muito, muito, muito trinorenta, não é? Esse rimaíque dos amigos de Alex, não é? É verdade, não é? Para conquistar ser outra, portanto, estamos a falar tudo isto quando falamos do No Novas, que friso este aspé do, ele começou a ser fronteiro, depois foi contestável, mas eu acho que ele foi se tornando progresivamente o líder de um exército de tipo senyorial privado, como eu não conheço o outro desde o final da reconquista, sei lá, desde o tempo dos latrônes do geral do Sem Paver, não é? Até o final de idade média, pelo menos fora da órbita da casa real, porque a tropa do No Novas tem imensa autonomia de intervenção, e tal maneira foi assim que, em finagem 1393, quis tornar muitos dos seus homens, mais duas dezenas deles, seus vaçáles, coisa que a corte não podia retirar e logo do outro João da Regra esmando o rei a tallar, mas isso abre aliás aí um conflito gravíssimo entre o rei e o contestável que posa aí pode se pedir para a castela, embora mantendo a sua afidelidade ou aviência, ou não sei bem como é que depois disse na prática, aconteceria, e foi muito custo de um vídeo pelo rei que teve que enviar um, dois, três e imissários, que talvez tenha um negociado coisas várias, de facto o No Novas não pôter vaçáles, talvez não lhe tenha tirado em vida de eles as terras que as jolhas tinha atribuído, mas eu gosto de pensar que no pacote desta negociação, poderá ter entrada a possibilidade do casamento da Bia 3-Espraira, da filha do No Novas, com o bastardo do João Primeiro, o Dom Alfonso, futuro do Dr. Pregance. Já que vimos as origens familiares do Novas de Praira, e também como foi construindo a sua carreira ao longo das décadas, sobretudo durante o período da crise de 1373, 1375, e até já foram sendo referidos a algumas das bonenses que foi recebendo do rei ao longo deste período. Mas na prática, como é que foi construído exatamente a sua casa senyorial e como é que a staff informando também família? Já referimos que teve três filhos, mas só uma filha sobreviveu. Sim, vamos ver, o patrimônio do No No Novas Praira é absolutamente escomunal. Ele tornou-se um homem mais rico do reino e eventualmente a seguir ao rei, digamos assim. Eu acho que há três momentos tentando sistematizar na construção do patrimônio do No No Novas Praira. Primeiro, quando ele entra para a corta com seus treles anitos, eu tive a prender localizar na documentação, logo uma doga sonzinha de terras motolentés, alterdoxão, chancelaria, a sumar, que acompanham a sua contratação com o musco da erra e a sua primeira momento. Depois, um segundo momento, quando se casam, casou-se com a viva reica minota e naturalmente acedeu ao patrimônio dela e do falecido marido, o vasco com salvos barroso. O terceiro momento é o momento principal, são os anos de revolução, nomeadamente ali, o período entre 1384 e 1388, em que a liberalidade reja seguia aquele conselho do alvaro-pais, da o que não tem, o prometo que não é teu. E quem estudou a chancelaria do Onjo I, na altura ainda em papel, sabe que viu muitas terras que foram dadas a pessoas diferentes em períodos relativamente curtos e às vezes o redidia do ou esta terra aflantal, se a caso ela não foi já doada a outra em porno no alvaro-espreira, né? Vicuteras podia dizer "bens, bens, rendas, direitos, etc." Bom, a conjugação destes três fatores gerou um patrimônio brutal. Acho que a guerra foi o elemento principal. Em Portugal havia poucos títulos nobreza, havia uma edúzia de títulos de nobreza, se tanto, isto não era a Inglaterra em Diaváluo, e no náuvares recebe três títulos de conda. E quando é que eu recebo? Em 1384, que o relacionou com a batalha da Tuleiros? Não logo por correita a cerca de Lisboa, mas no final de 1374, pense que ele deve ter sido tornado "Conde da Reiolos", um título que pretensia a alvar o peste cárster e irmão da ineste cárster como rir durante o cerco de Lisboa. Depois, a seguir ao Jibarrot a torna-se "Conde doraim", um título que pretensia ao condandeiro, né? E, como já disse a abcadinho, a seguir ao bóis e tem valverda, ele é feito "Conde de Barcellos", até até, talvez, o título com mais pedigree, uma vez que tinha sido primeiro, não é, título condal instituído por Don Dínes, né? Tanto fora isto, nós só temos os condos de saia, de viana, de neiva, portanto, no Novos Pereira, é três vezes de "Conde", e, querê que é o Fernando Lopes que nos diz, que ela aceita esta constelação, na condição de o rei não fazer mais ninguém "Conde", portanto, ele é um homem que tem as suas ambições. Depois o futuro acabou por não confirmar esta regra, mas a ser verdade isto é significativo. De tudo isto, resulta, um patrimônio distribuído por três núcleos principais, um noentredor de miminho e traz jumontos, e aqui sim colui, por exemplo, Braga, Guimarães, Chávers, e Porta Allegra, outro na estermadura, zona VIP, porque mais próxima da corte reja e da sua mobilidade habitual, cito, porto moja e o rei, por exemplo, uma zona de circulação, um corteza mais intensa, e depois o entretégio Guadiana, isto é o alenteias, como nós dizemos hoje, onde se inclui, muito moro novo, rei olhos, estermos, la borba, viola vicosa, alterdo chante, terá sido primeiro, moncerás, portel, e depois cheções a isto, a lole, no algarvo, e na estermadura, esquecine da sentuar alma, que é uma terra que vai ser importante também, para ou no novos, porque ele vai lá ter alguns interesses econômicos também, e pode haver no alenteias mais outras terras pequenas, como Evramonto, ou como Sozele, portanto, são cerca de 18 lugares, digamos assim, distribuídos por três núcleos principais, portanto, norte, estermadura e alenteias, com grande concentração no alenteias, e isto provém, essencialmente, da guerra. Quando a guerra parece já decidida, embora a paz, ou seja, assinada em 1411, e mesmo assim, sujeita a radificação, a verdade, que, aí, o 89-90 já ninguém esperava que o rede castelo conseguisse revertir a situação. Aliás, ele mora até em 1390 e o seu suçor é um rei menor e doente. E depois também é a própria irmã da fliper lencaster que se torna regente de castela. Já não há condições para pensar numa vingança chinesa do que tinha acontecido em 84-35. Em Portugal, o no Novas Pereira desenvolve um outro tipo de estratégia. O rei precisa menos dele e, portanto, está menos disponível para grandes liberalidades. Portanto, o no Novas Pereira, a partir de 1389, aquilo que pretende é confirmações dos bem-scatém, faz alguns escambos com o rei, o rei, meadamente quer, umas térritas na estermadura e dá-lo mais umas no alentejo. Eu acho que o alentejo era a terra do leitinho do Mel. Desculop trotter que no fundo é o No Novas Pereira, porque se nasce em ser nasce de bom jardim, depois vai para a corte, passantar a ennisboa e a seguir para o menho e depois para o alentejo. E ele parece que não é de parte nenhuma, não é que não se enraiza em parte nenhuma. Mas eu acho que apesar tudo o alentejo é a sua terra de uma direição. E, portanto, ele quer confirmações, faz alguns escambos com o rei e peda o atorga de uma série de pervelejos de natureza celágio e inicial administrativa. Tenha aqui um exemplo, 1391, os homens charifos do que quando estavam, passaram por carta, e este é um documenta chancelido ao João I, a ter o direito a tomar conhecimento prévio dos feitos dos homens charifes regis, que eram os agentes fiscais, que encregados da cobrança da renda, para poderem sobre os dar o despacho que fosse mais conveniente. Portanto, o Novas Defenses para consolidar aquilo que já tem e ter sobre esses bens maiores poderes. E esta relação à construção. Depois, quanto há desconstrução do seu patrimônio, porque ele depois vai se desprendendo de todos estes mães, a partir do momento também em que a sua opção religiosa se vai se mentando. Então há um primeiro momento que já falamos quando ele dou uma série de terras ou os bravos de pelotão, 20 e tal, em 1393. Depois, quando a filha havia três casas com o Afonso Bastardo, de Don João I, ele passa no alho condado de Barcellos, daquê a dedica da regra de só ele ser conde. E o título passa para o seu gênero, com qual ele teria tanto quando sabemos uma relação pouco amistosa e passa, naturalmente, de Barcellos e outras terras na mesma zona. Depois, e esta acontece em 1401, o casamento, depois em 1422, já há netos, 3 netos, e ele passa mais uma série de bens para os netos. Curiosamente, portanto, ele no fundo vai criar ali duas casas signoriais paralelas a principal que é a casa de Barcellos, que são as casas do Neto Mais Velho, que será condor em Don Afonso, e do Neto Mais Novo, que é Don Fernando, que será condor da Raíolos. Há também uma menina de quem ele gostava, particularmente, chamada Isabel. A quem ele dá uma terras porque é uma menina e fará depois um bom casamento na corda, que vai ficar com um filho do rei e da Felipe Adlencaster, que é o Infantom João, mas essa menina é chamada Zablinha, como não se refere a encartas que eles escreveu aos seus netos, recebem, por exemplo, a almada lá está, de que falavam nos abacadinhos, lozada, na zona de passos ferreira, paiva, na zona de castradar, a persona uma fala da sua arte da cunha, que estudo muito bem as origens da casa do bragança, chamou a atenção para o arcaísmo deste modelo, que é um modelo cognático, bastante arcaico, em vez de escurar a primógenitura e indivisibilidade do bem, ponho os ovos em diversos limos, a casa do barcellos e depois também a casa do oréi e a casa da Raíolos. Coisa que terresto os braganças depois de manterão durante bastante tempo e que eles permitiu em cerca de 1480, eles dominavam 18 ou 19% do território nacional e controlavam da Corte Corsica, o que os deputaram a falda de 17 dos cerca de 80 ou 90 conselhos que tinham presença regular nas cortes. Poder ter relação ao patrimônio, diria isto. Ir frio aí, precisamente a menção da sua opção religiosa, porque nós sabemos que já de depois das guerras passadas, já depois de consolidar bem o seu patrimônio, acabou por ter também uma decisão, talvez, digamos, impulsiva, que foi abandonar o vida secular e tornar-se um religioso, neste caso, acabou por entrar a liagem até por fundar o convento dos carmoleitas no carmo e por abandonar esta vida militar, apesar de não abandonar esta gerência das terras em quando o senhor feodou o que que o levou então por esta opção religiosa. Até porque, obviamente, estamos nos finais de idade média portuguesa, as formas de pensar, as formas cientistas, mas estão de diferentes, o mundo religioso está por todo lado, imagine só, obviamente, como homem que viu tanta guerra, que viu tanta morte, possa ir por aí, algo que justifique neste sentido. Sim, essa parte foi realmente a parte que mataria o mais quando escrevia biografia do No Nova Espreira, mas, para mim, há algumas coisas que são claras e que se podem resumir desta forma. No No Nova Espreira nasce logo no ambiente, que em parte é um ambiente religioso, porque ela é filho do prior da ordem religiosa e militar do hospital. Portanto, ele está logo no ambiente, que tem uma certa ressonância cruzadística, ordem do hospitalos, os pitalários, foi criada no contexto de as cruzadas, portanto, tratas do um priorado, é preciso frisar desde logo esta espeto. Sabemos que muito jovem ainda nos seus primeiros tempos de fronteiro e de constável, ele era conhecido pelos seus bons costumes na guerra, de ouvir missas, regularmente, de praticar jesons, de fazer rumaria às vezes até com a oste dela em castelo, espantando os castigianos com isso, de proteger as igrejas da distribuição da guerra. Ele era, precisamente porque foi criado nesse ambiente do priorado do hospital, um homem de fortes convicções religiais, não tem nenhuma dúvida em relação a isso e provavelmente muito convicto do culto mariano, não é? Porque ele vai fundar uma série de capelas, de pequenas igrejas, todas elas, ou quase todas com o orago da virgem Maria, incluindo aí aos barrotas depois o oraga e mudou para a ção Jorge, mas o orago original é o da virgem Maria. Além disso, chama a atenção para isto, ele foi um homem como vimos há bocadinho, a tu ou sobretudo no alentejo. E este espaço do sul é o espaço da garressante ligado a uma tradição de martírus, são terras de reconquista, não é? Aos monçumandos não é tanto como norte, senyorial, onde havia muitas comunidades de franciscanos e até de franciscanos radicals, ligados a aqueles movimentos mais do observância, religiosa, terras das ordens militares, também, em particular da ordem do hospital, da ordem da viz, em parte também mais no litoral da ordem de Santiago, com esta memória cruzadística forte, terras de santuários, há bocadinho falamos da ver cruz de marmelar, de martes como os martes de tavira, portanto, ele está dentro deste ambiente. E além do mais, e aqui é que eu fiquei, de fato, mais convencido, espero ter convencido alguns de meus leitores relativamente a esta espeto, ele é muito contaminado, se posso dizer assim, pela experiência dos hermitas que conheceu no alentejo, em particular na Serra de Oça, que é uma Serra ali situada entre estremós e o redondo. Gente que andava em grupos de 4x4, um monte de símbolos de espujados, que viviam do seu trabalho, e, portanto, eram bem considerados pelas populações, quando tinham as aldeias para vender as colheres de madera que fabricavam ou mel, eram um estimados pelas populações, sabemos que eles estão presente, sair a partir de pelo menos da década de 60, do século de 14, entre 166, o fenômeno cresceu ao ponto de até ser ordenado pela Santa Sé, um mimquirição sobre o ortodoxia dos seus costumes, é um movimento muito interessante, e aqui o no Nova Espreira se vai ligar, o fenômeno lápis conta-nos que, por exemplo, a terminada altura houve uma grande carrestinha em castela e muitos castelhanos que passaram a frontáera para virem encontrar alímente. e andavam ali perto das terras, todas aquelas terras que o Núnovas tinha no alentejo e o Núnovas criaram ajudá-los, mas precisava de saber quem é realmente um breciei a sapoio, não é? E como é que ele fez? Pedi-o aos irmitas da Serra doce que identificassem os casos principais e eram esses homens que depois iam aos sleiros do Núnovas Pereira buscar a comida para os alimentar. Que é ser ele usou os inimitas como um ravar seu para chegar aos carenciados certos, né? Além do mais, a mãe do Núnovas Pereira iria, com sovos do Carvalhau, já tinha apoiado a fundação de alguns irmitérios no alentejo, também. E a outras figuras da família dos Pereiras que o fizeram. Portanto, ele tem este input, como as diríamos, por parte de um movimento religioso, muito despugiado, nada institucionalizado, por qual tem simpatia. Depois, a própria entrada dos carmelhitas em Portugal pode ter se feito exatamente pelo alentejo, nomeadamente, por uma hora, pelo convenio de uma hora. E são esses homens que ele vai trazer para o Mesteiro do Carmo, vão ser os primeiros a instalar-se no Mesteiro do Carmo. Vão ser os homens que estão no Convento Carmelhita em Mora. Um dos homens mais próximos do Núnovas, um dos oficiais do seu pequeno exército, vai professar exatamente no Convento de Mora, não é? João Gonçalves não é o seu nome. Portanto, ele tem essas ligações, e temos, ao mesmo tempo, que reconhecer, que estamos, como já foi dito, num tempo, em que o religioso está em todo lado, os leigos querem participar na vida religiosa, como assim alou a professora Maria de Lourdes Rosa, que foi quem melhor estudou a religidade dos leigos em Portugal, nesta altura, há vários exemplos de fuga-mundo, e isto é de pessoas que saem do ambiente palaciano para dedicar o resto dos seus dias, a vivências assim de tipi-ermítico, por exemplo, menos se abra no tempo de Dom do Arte, Gonçalves da Silveira, que era o primogento, uma grande família e riquíssima, que fez uma carreira brutal, e que, de repente, trocou tudo para se enanfiar no Convento Franciscana da Lienquer, e o pai dele, porque o leiro primogento foi lá arrancá-lo à força, circou um moustero, o Convento Franciscana da Lienquer, para arrancar a força de lá, e depois acabou de precisilar em castela, com a rainha ali no Orderagão, depois da morte do Dom do Arte, morre passado pouco tempo, possivelmente atem, venanado também, como com a rainha, portanto, estamos neste tempo em que eles sabem, até porque a litracia religiosa é muito maior, eles sabem que se pode lê-nos ivanjelhos, que é mais fácil passar o Camelo, pelo braco do Magolho, do que entrar um rico no reino dos céus, não é? E, portanto, a acumulação da riqueza, no caso do novas misturadas contra ramemente, sei que foi isso que ele tinha feito durante o grande parte da sua vida, não eram propriamente os melhores cartões de visita para garantir o seu lugarzinho no céu, e portanto, há um movimento de espiritualização da riqueza, não é? Que muitos destes homens vão fazer desenvolvendo estratégias salvíficas, digamos assim, que passam pela instituição de capelas fúnebras, feitura de estamentos, por exemplo, em que legam muitos dos seus bens, ao obras piadosas, a possibilidade de trazer em altar exportatas, de estereos seus próprios capelaens, plantar uma certa autonomia deste mundo leigo em matéria religiosa, um movimento que se calhar, se fossemos a chuva, a origem talvez o que pudéssemos fazer remontar a reinha santa, a donisabel, e ao seu casamento, quando a indígena, em finais do século 13, e esta espiritualização da riqueza, penso eu, que vai no fundo levar o no novas para ir, a investir grande parte do patrimônio romanecente, que está ainda riqueza romanecente depois das duasções, a filha, e ao jendro, e depois aos seus netos, na construção do confento caro, que foi uma coisa extremamente difícil de construir, do moro 33 anos a construir, de 1379, a 1422, numa zona ainda pouca a pintar de Lisboa, junto ao mistério atrendado, e depois, isso seria o ato definitivo de despojamento dele próprio, a entrar para lá, doando em 1422 no verão, e em 1423, a 30 de abril faz a doação aos carmelhitas, em meados da gosto, vestindo o hábito de donato, semifrater, portanto, e eu penso que, essencialmente isto que condiciona a sua opção, e se nós tomámos com o bom surratos que temos sobre a vida dele no carmo, eu acentuaria não apenas o seu despojamento, ficar só com a sua amarra, teram viver numa pequena célula, naquinda hoje sem encontrar consistuida, no meio lado das instalações da gena herna, no convêndese do carmo, de ele ter uma irimida junto ao muro do castelo, portanto, há esta ligação aos irimitas também, há uma duação de umas casas, por parte do almirante caros pessanha da velha linhagem dos almirantes peseinhas, que por causa é conheado no Novas Pereiras, acasado com Hermando Novas Pereiras, creio com a via tris, e o carro peseinha faz uma duação de umas casas ao lado da trindade, portanto, junto em ao carmo, a favor dos irimitas da serra da oça, portanto, ele traja no fundo dos irimitas da serra da oça, propede-l, o don Duarte, num aniversário, talvez o primeiro, o segundo aniversário da morte do Novas Pereiras, ordena uma pregação ao franciscanos, que a não estinha muita presença na Corte Reyes, eram os grandes confissores do Reyes e dos Infantes, eram os principais prédios, e dava umas instruções a um mestre francisco, sobre o que é que ela vinha dizer no sermão de pregação do aniversário da morte do No Novas Pereiras, e uma das coisas que o No Novas Põe na Minuta, e é. não lhe bastou viver por si próprio, mandou por um pobre da serra, que o Jarréger e a Obviência seguisse, isto é, pediu um receito áride, como deveria viver os anos finais da vida dele, é um irmita da serra da oça, e o próprio Don Duarte era sensível, e isto aliás, eu acho que o Don Duarte é o grande amigo na Corte do No Novas Pereôme, que o acompanha mesmo na hora da morte, conta-se que o Don Duarte, quando teve a notícia terrível, todo desastre de tângar, do Don Erick, na esquerva, e lisa boa, não ao garbo, vai tançar por guá, que o Don Duarte ficou tão embaixo que, para o console ar pediu, para trazer a sua presença ao menos de se abra, que eram desses cortes anos que tinha saído da corte e ido, fundar e irmitérios na Penícila de Stubel, que estão sintomizados também, nesta paixão pelos irmitas. É curioso que o Don Duarte, tenha ficado apenas como Donato, que é um estatuto intermediário, não é completamente um longe, um frado da ordem do Carlos, está a condição de semi frater, e de uma ordem que é uma ordem que, também se callar, é mais moldável às uns intenções, do que se tivesse tido uma desalme mais convencional, bonititinos ou cistercienses, ou outra ordem deste janto, porque nós sabemos que dentro do carmo, a pesar de só ter a sua amarrer, dormir na sela, e não ter, verdaderamente, nada de seu, e assistir os muribundos, e dar de comer a quentinha fome, os anos de calhar é um calorão, que era o calorão da sua própria companhia d'armas, o no Nova Espreira geriam-me o Steiron, e só lá entrava quem ele queria, e podia expulsar quem ele queria, e não se gastava ali em nenhum sentimento, sem autorização de ele. Portanto, ele nunca adicad isso, instalar naquele que cabeça, que ainda hoje podemos observar a Ennis Boa, e quer lá subir, olha de frente, e tem o castelo de som Jorge do outro lado. Portanto, aqui como. não digam o braço de ferro, não é mais um diálogo entre o rei de tentora do poder temporal, e o no Nova, que já não tem a capacidade de pressão política, porque a guerra já acabou sobre o rei, não deixou de conquistar o céu depois de ter conquistado a terra. Claro, até porque ela está a dizer, pode entrar não totalmente, mas pelo menos para ordem religiosa, mas não deixa de ser o no Nova Espreira, não é? Se sim, que quinda se dispõem aliás, a ir numa expedição do socorro, a seltas, a determinada altura, que a seltas teve a minha sota, algumas vezes, ela está mais se disposa isso. E acaba então por folseir no carmo? Sim, ela mora no carmo, na verdade. Não temos a certeza absoluta da data da morte dele. Há duas possibilidades, uma ter sido a um de abril e outra ter sido a um de novembro, mas em todo caso de 1431, portanto, ele morreu, com 71 anos, a beira dos fazer, ou um pouco depois, de o esterefeito. A versão mais apetitosa é ele ter morrido, um de abril de 1431, tenda a doisido dois ou três dias antes, porque o relato do frio Carmelhito, José Pereira de Santana escreve a minha ajuda do século 18 sobre isto, conta aquela doisão na sexta-feira Santa e aspiro seu último suspiro no domingo de Páscoa. E seria brutal. Se eu tivesse na Xida no dia de São João Batista, e tivesse morrido no domingo de Páscoa depois ter cair de cama gravamente na sexta-feira Santa, ou ter pote ser no dia de todos os santos. A verdade é que ele já tinha fama de Santa em vida sua, e que depois disse, não muito depois, se compilou um livro dos milagros, o próprio Zuraar, poderá ter autorizado ou até intervindo na feitura dessa obra com mais de 200 milagros de fregxias, zinhas, de curas, patrocinadas pelo novas paraíras, até com terra que se atirar do seu tumor, foi suputável em camparrasa no próprio convento que tinha mandado construir. E para concluirmos uma pergunta que simpõe sempre neste caso, que é exatamente o que fontos nos permitem conhecer a vida e carreira do novas paraíras, mas também, e aqui uma adição mais particular, com um difícil e quais são as dificuldades para fazer uma biografia de uma personagem destas, não é uma personagem que acaba por ser um bocadinho maior do que a vida. Sim, felizmente nós temos uma biografia no Novas paraíras, que foi construída escrita muito pouco depois da morte dele. Ele morra como disse em 1431, entre 1431 e 1437, na minha opinião, e de outros estudiosos lendomas da calave, por exemplo, entre outros, padrais na chimente, foi composta esta biografia, uma biografia curta, um pouco dourada, digamos assim, um retrato um pouco dourado do constáver, que estava conhecido como crônica do constáver. O autor é nónim, portanto não assina o texto. Eu penso que o autor foi um homem chamado Gil Aéras. Os Gilaeiras foi um homem que foi criado do No Novas paraíras e escrevam da Polidade Quer dizer, secretário particular do No No Novas paraíras. A obra não parece escrita por um letrado muito irritou, quem está habituado a manejar as fontes mediavais, distinguisse pela falta de profusão, de citações, da patriotística, de grandes autores mediavais, ou de grandes filósofos antigos, por isso não existe na crônica do constáver. E também não parece escrita por um homem dar mais, digamos assim. Portanto, os Gilaeiras têm o perfil adcuado para te escritar esta obra, porque era muito próximo do No Novas paraíra. Conheceu muitos dos seus companheiros e, portanto, estavam para relatar muitos dos episódios. Até dos episódios mais difíceis, em que pouca gente presenciou as coisas de que se fala, como, por exemplo, uma estranha doença que é cometismo a certa altura no No No No Álvaro Espereira, que ninguém sabe curar, mas doença de nervos, digamos assim, que ele tenha acessos de furia e que só a certa altura, quando o levam, para uma terrinha chamada Alferrar, perto de Palmelha, é que ele subitamente se sente muito bem, sempre achei estranho isso, até quem encontrei na tese do pessoal João Luis Fondo sobre os inimitas em Portugal, Alferrar era exatamente um dos hermitérios que o Mente se abra tinha reformado. E, portanto, é muito curioso que na crônica do quando estava a recuperação de saúde, pelo menos, momentânea do No Novas paraíra, tenho ocorrido em um ambiente do hermitério. E os Gilares são dos pouquíssimos que está com ele, está a sua filha ainda com ele, está a sua mãe, está os Gilares, e esse episódio é relatado na crônica do quando estava. Depois, tinha que ter um domínio da escrita, hoje parece fácil, mas na altura a lista dos possíveis autores não era assim tão alargada. Além disso, tinha que ser um homem que tivesse alguma acesso à corte, porque há muitas coisas da história do No No Novas paraíra, Por exemplo, a questão do conflito com o rei que vimos há bocadinho. E isso implica estar no fundo no universo, no novo espreira, mas também no universo de a Corte Regi. O Gilares é autor de carta rejas também. Nós temos carta rejas, encontrarmos, e tanto eu como a Melina Or, na documentação da chance da Rita de Nosmão I. Assim, nada é pelo próprio no Novas. Também parece ser que o Gilares sobreviveu ou no Novas Pereira. Ele deve ter morrido uns anos depois do Novas Pereira. E foi se voltado onde, no Convento Carmo, onde tem uma capela própria. Bra além de que, para quem gosta da história e dos descobrimentes, como é o caso, de Roger Lee, é uma figura que tem a sua grata, porque a filha dela, Isabelle Monís, casou com o Bartolomeu, para o estrelho, e daí vai resultar uma Felipeinha, que casou com o Cristóvão de Colombo, que era um colôme. E é curioso que um bisneto dos Gilares, que chamado Cristóvão também, foi prior do Carmo mais tarde. Portanto, eu acho que a crônica de Conte estava este relato dourado, esta biografia dourada do No Novas Pereira, foi escrita pelo seu escrivão da Polidade entre 1431 e 1437. Essa é a nossa grande fonte. Depois, Fernão Lopes, naturalmente, na crônica de Um Fernando, porque a história do No Novas começa lá, depois na primeira e na segunda parte da crônica de Um João Primeiro, em que o No Novas é apresentado como a estrela da manhã, e no fundo é ele, que na cosmogonia do Fernão Lopes, vai cumprir o papel dos típulos de Jesus, porque o Fernão Lopes compara um mestre Jesus e o No Novas aos apóstoles, aos evangelistas que vão pregar a boa nova depois da cronificação de Jesus. Portanto, é evidente que é uma fonte crucial e o Fernão Lopes está a escrever a primeira parte crônica, o final da primeira parte da crônica de Um João Primeiro, em 1443, mas escreve uma geração depois, é o guardamón das escrituras da torre do tombo, portanto, não é o homem que escreve só com base em fonte literares, entrevistas, relates orais, usa muito a acima de comentação nas suas obras, e isso é muito importante, porque se dá uma credibilidade grande à sua narrativa, naturalmente, tem faz a sua escolha, e precisamos fazer o nosso trabalho de casa, de crítica interna do texto, dele para saber por vezes parar o trigo do Joi, mas na sua mesa de trabalho, ele tem coisas que expanto hoje, qualquer esturidora de edade médio em qualquer país do mundo, e não é por opaz, que a única edição crítica que nós temos das crônicas de Fern Lopes é feita por uma equipe internacional, está em língua inglesa, foi coordenado pela pressora Amela Hatchinsan, que é uma pressora luzou-americana, podem ver os nossos vintes, quiserem o portal Fern Lopes e aceder a esse trabalho fantástico de muitos anos, depois temos a crônica dos carmelhitas, dos Zé Praira de Santana, que é uma coisa muita projeta e que, evidentemente, porque a memória de No Novas foi aproveitada por muitos, pela Corte, que tentou loca no Nizalo, donde o Arte Lanceuologa, que a Numisação, de No Novas Praira, que só acabou em 2009, mas ela foi lançada logo, em 1431, pelo Donde o Arte, a casa de Bragança, naturalmente, quando existir a partir de 1442, que nasceu no fundo com a Beatriz Praira e o Afonso Bastara do Rai, e portanto os carmelhitas também fazem isso, mas o Praira de Santana tem uma coisa que nós não podemos desprezar, é que os creve dez anos antes do terremoto 1755, e portanto ele teve acesso ao arquivo do Carmo, que aí o Carmo ia treindado, a coisa que nós, terremoto, costumamos dizer que tem as costas largas, não sabemos se ele teve tudo, mas teve mais, muito mais, porque aquilo que nós temos hoje, porque também não foi só terremoto, foi água, foi o fogo, foi tudo isso, Isso é uma fonte que não podemos desprezar e depois temos várias outras textos, o Sumari, pro Francisco ano pregado no Universário do Novels, que o Ápca de Incitei, a humoração do Dom Pedro, quando o Reino do Arte Lansa, a canonização do Novels Pereira, vai também uma peça que é uma carta do infantil, um pedra em latinha, falado no Novels, em que eles dizem que ela é a speculum na coreta, este é o espelho de anacoreta, espelho de irmitas, espelho dos irmitas, que também é curioso e a socia também o Novels Pereira aos irmitas. E depois temos que controlar e completar tudo isto com documentação de arquivo, digamos assim, a documentação das chancelarias, que não está muito a informar só, por exemplo o patrimônio do Novels Pereira, como eu há bocadinho de Zia, dele da sua família e dos seus, isso é importante, da coleção da leitura nova, a documentação de cortes, naturalmente, o Novels tem intervenção em cortes, aliás, ele tem uma intervenção nas cortes de braga, muito importante, creio que que não estou bem certo, mas penso que é 1387, o Furnal Obse até descreva esta experiência com uma nuvem negra, uma nuvem negra em braga, porque o Furnal Obse dá a entender que o Novels Pereira, neste opração, representa a uma espécie de porta voz dos fidelgos, e a coisa não corre nada bem, as cortes ocorrem entre 3 e 14 de novembro de 1387, exatamente, estava certo, e portanto, graças a tudo isso, e a documentação que aparece em arquivos médios ou pequenos, acabei atualmente, nós temos tendência para não ligar tanto, mas que é importante valorizar, por exemplo, a tal deuação das casas do Carlos Pesseñal Mirante aos hermitas da Serra da Oça, foi uma coisa que me me aparece uma peça que me apareceu na biblioteca pública municipal de de Hebra, não propriamente na documentação da torre do tombo, e portanto, com umas coisas e outras, nós conseguimos traçar o retrato possível, desta grande figura, sabendo que a história nunca ia a uma fotografia da realidade, mas sim uma surrepresentação, e que tudo aquilo que nós digamos hoje, pode amanhã vir ser, vir a ser, não direto desmentido, mas completado e retocado pelos tridores do futuro, temos que deixar alguma coisa para ele, ou não é? Exatamente. E chegada aqui ao final deste episódio, como sempre, temos sugestões de leitura, para os nossos ouvintes que quiserem saber mais, ouvi uma etaca de essa, deixamos a biografia escrita pela pessoa João Gouvem Montenic, e titulada como nós já dissemos no início do episódio, no Nalvo Espreira, Guerreiro, Sr. Fadal Santo, publicado pela menos escrita em 2007, com sucessivas reedições, e quais são as suas sustões para os nossos ouvintes, por favor? Um dos melhores trabalhos que eu li sobre o Nalvo Espreira deve só padráis ao gusto na chimento, por favor, o classicista, o vadíssima repitação na nossa comunidade científica, um livro chamado Nuno de Santa Maria, fragmentos de memória persistente, foi publicado em Lisboa, por uma pequena aceção, chamada Regina Monde, Regina do Mundo, em 2010. Padráis é também uma pássio na parte da personagem, e creio que fez os seus estudos no colégio de sarnasche do bom jardim, precisamente onde se põe ter sido o passo da família. Depois, uma vez que souba parte militar a muito mais informação, e a mais fácil aos leitores chegarem lá, eu recomendaria sobre a sentidade no Nalvo Espreira, os trabalhos da minha colega da Faculdade de Censis XI e Humanas, da Universidade de Lisboa, a Maria Lurde Rosa, nomeadamente a religião no século, vivências e defusões dos leigos, na história religiosa de Portugal dergida, por biscocares morais da Zvedo, ou a sentidade no Portugal de Diaval, narrativas e tragétias de vida, publicado na revista Luzitania Sacra em 2002, o dicionário é de 2000. São trabalhos que vale muito a pena ver, e que aprofundam os ótimos e de consulta obrigatória e trabalho sobre a religiidade no diavau em geral, que os pessoas é matuosos, foi publicando ao longo da sua vida. Muito obrigado, professor, pela sua parte de que se gostam. Tenho gostos, pode que este, acho que foi um excelente contributo, sobretudo muito completo para conhecermas melhor a vida desta personagem, então central no Portugal dos Finais de Idade Média, não só percurso, mas as fontes e sobretudo esta questão religiosa no fim, que não deixe de ser muito relevante pela forma como estas sociedades acabavam por haver ou correr a sua própria vida. Muito obrigado, professor. Sim, agradecemos muito a pessoas que vão ver a montar por este episódio de silenciar e diria mesmo sobre um tema que nós não conseguiremos tratar de modar algum exig nível de profundidade. Nada, a felicidade para o podcast sofa e recomente. E projeito neste nosso episódio 121 do Podcast de Fundo História, já sabem se quiserem contactar-nos, podem fazer outra vez de nosso email em Flandestória [email protected] se quiserem apoiar-nos nesta nossa aventura, um cadinho menos arriscada que é de novo esperar, podem fazer outra vez de plataforma Patreon o link como é que suma, fica na descrição deste episódio. E como é hábito a edição foi de Marc António. Hámos para a semana, até a próxima. Até a próxima.

Podcast Summary

Key Points:

  1. O episódio do podcast "Falando de História" apresenta uma entrevista com o historiador João Gouveia Monteiro sobre a figura histórica de Nuno Álvares Pereira.
  2. Discutem-se as origens familiares de Nuno Álvares Pereira, sua educação e primeiros anos, incluindo seu ingresso na corte aos 13 anos.
  3. A conversa aborda seu papel crucial durante a crise de 1383-1385 e a Batalha de Aljubarrota, fundamentais para a independência portuguesa, além de aspectos de sua personalidade e legado.

Summary:

Este episódio do podcast "Falando de História" dedica-se a uma biografia de Nuno Álvares Pereira, constável de Portugal e figura central do período medieval. O convidado, o historiador João Gouveia Monteiro, especialista na Idade Média, explora as origens familiares galegas dos Pereira, sua ascensão política e eclesiástica no século XIV, e o contexto do nascimento de Nuno por volta de 1360, provavelmente em Cernache do Bom Jardim. Detalha-se sua educação na corte, seu casamento com Leonor de Alvim e seu início na vida militar.

A análise concentra-se no seu papel decisivo durante a crise de sucessão de 1383-1385, destacando sua liderança militar e política que asseguraram a independência portuguesa, nomeadamente na Batalha de Aljubarrota. O perfil físico e psicológico do condestável é também abordado, retratando-o como um homem de estatura média, reservado, mas de grande ardor guerreiro e profundamente religioso, cuja vida e ações permanecem um pilar da história nacional.

FAQs

Nuno Álvares Pereira foi uma figura central da história portuguesa do período medieval, conhecido como o Condestável. Ele foi um nobre e militar português que desempenhou um papel crucial na crise de 1383-1385 e na Batalha de Aljubarrota.

Acredita-se que Nuno Álvares Pereira nasceu em 24 ou 25 de junho de 1360, provavelmente em Sernache do Bom Jardim, próximo ao Crato, no Alto Alentejo.

A família Pereira era um ramo galego da grande família ibérica dos Trastâmara. Eles estabeleceram-se em Portugal na primeira metade do século XII e ascenderam social e politicamente, especialmente através de cargos eclesiásticos e da Ordem do Hospital.

O pai era Álvaro Gonçalves Pereira, Prior da Ordem do Hospital. Foi uma figura política importante, conselheiro de vários reis portugueses, e responsável por transferir a sede da Ordem para o Crato, consolidando o poder territorial da família.

Sabe-se pouco sobre sua infância. Aos 13 anos, durante um cerco a Lisboa, chamou a atenção da rainha com uma bravata e tornou-se seu escudeiro. Mais tarde, casou-se com Leonor de Alvim e foi viver para o Minho, onde geriu propriedades.

Seu primeiro envolvimento significativo foi durante a Terceira Guerra Fernandina (1381-82), onde foi convocado para defender Lisboa e teve contacto com táticas militares inglesas, embora uma grande batalha planeada não tenha chegado a acontecer.

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