Neste primeiro episódio da nova temporada, Alexandre Coimbra-Amaral apresenta sua companheira Daniella Leal, também terapeuta, que agora coapresenta o podcast "Cartas de um Terapeuta", agora chamado "Cartas de um Casal de Terapeutas". A temporada foca em relacionamentos amorosos, abordando histórias reais de casais que buscam terapia. O casal compartilha sua própria trajetória: eram melhores amigos e, durante um período de dois anos em que Alexandre morou no Chile, trocaram cartas manuscritas que os ajudaram a ressignificar a amizade em um amor conjugal. Essas cartas criaram um espaço de gestação emocional, permitindo que ambos assimilassem a transição com calma e profundidade. Eles refletem sobre como a distância e o tempo lento daquela época contrastam com a aceleração atual, mas destacam que mantêm uma "rebeldia" contra a pressa, valorizando encontros presenciais, conversas ao redor da fogueira e a escuta atenta. O diálogo, segundo eles, só floresce quando há segurança emocional, e muitos casais evitam conversar por medo de que isso piore as coisas. A terapia, no entanto, pode ensinar essa habilidade. Eles encerram prometendo, ao longo dos 15 episódios, explorar histórias de ouvintes e construir esperança por meio de conversas respeitosas, sempre com autenticidade e carinho.
[Música] Olá, que é chande. Tô muito feliz em apresentar essa temporada do Cartas de Interapelta, que fale especialmente sobre relacionamentos amorosos. Vamos explorar os temas que levam os casais a terapia com a nossa parceria vatim, essa marca brasileira, pionera no ramo de perfumaria de ambiente, se inspirada na biodiversidade do nosso país. Hava a tinha promove momentos de pausa, respiro e reconexão através de produtos que despertam os sentidos, perfumes, cuidado com corpo e rosto, aromatização de ambientes, velas tradicionais e especiais, como a vela hitos que ao derretê se transforma em olho de massagem. Perfeita para momentos a dois. Com forte compromisso com o ambiente, a avatim oferece produtos veganos, livres de CO2 e sem testes em animais. Garante então a sua experiência a vatim em uma das lojas espalhadas pelo país ou através do site avatim.com.br. Avatim seu refúgio de boas sensações. [Música] As cartas são a escrita que a alma faz sem rodeios para as perguntas que nos inquietam para aquilo que nos atravessa, para a vida que tem urgência incertida. Em palavras faladas, as cartas são o sopro que nos conecta por um instante. Abre-se em velópio, ele é para você. Eu sou Alexandre Coimbra-Marau e vai começar mais um episódio do Cartas de Interapeta. [Música] Olá, minha gente querida! Estamos com saudades uns dos outros. O Podem quer as cartas de um terapêuta volta diferente. Vocês já viram que mudou nome. Vocês vão escutar uma voz nova para vocês aqui junto comigo, conversando com vocês ao longo dessa nona temporada sobre histórias de relacionamentos amorosos. Toda vez inclusive que a gente falar de casamento, a gente não está falando da instituição casamento na sua versão mais tradicional e até mesmo excluidente de outras formas de amar. Sempre que a gente vai falando de casamento, igual e essa expressão à qualquer tipo de aventura relacional, amorosa, afetivo sexual, que as pessoas de qualquer gênero, de qualquer condição cultural lugar de existência na vida, possam construir como projeto de vida. E para essa temporada do Cartas de um casal de terapêutas, esse nome aconteceu porque eu estou aqui do lado da pessoa que me transformou na pessoa que eu sou hoje em muitas dimensões. A gente vai falar de soujo também. Mas muito do que vocês já conhecem de mim, tem a intensidade, a leveza e a profundidade da existência dessa mulher, dessa companheira, que eu trago comigo na vida, como parceira de existência há tantos anos, mas há tantos anos que eu hoje quase tenho dificuldade de me recordar com precisão da vida como era existir sem a presença dela. Daniella leal, meu amor, seja bem-vinda, ao Cartas de um terapêuta, transformando esse podcast, em nome, em forma, em conteúdo, em qualidade de presença. Ai, que lindo. Oi, gente, muito prazer. Eu sou a Dani. Eu estou aqui embarcando nesse convite, que me parece. me parece driblar uma condição minha na vida, que é um pouco tímida pra exposições públicas. Eu sou uma terapêuta clínica, não sou professora, não sou palestrante. Gosto muito da intimidade, como espaço, como contexto da construção do diálogo, mas esse espaço é muito paradoxal, porque é o mesmo tempo que tem gente escutando, tem gente escutando de uma forma muito íntima. Então é como se a gente estivesse aqui conversando, eu e o Chande, e você que está escutando. Então, eu acho que é um espaço muito especial de construção de conhecimento, de experimentação dos nossos afetos, de partilha das nossas histórias, de novas reflexões sobre essas histórias, e poder fazer isso com você, vai ser uma alegria amor. E é mesmo, você acabou trazendo como é que o podcast termina na vinheta, fala assim, abre esse vilope, ele é pra você. Então, de uma certa forma, o cartas, ele construiu uma comunidade de pertencimento, uma comunidade de muita intimidade, de muita beleza, porque você sabe disso que eu já te comentei muitas vezes, eu recebo cartas para os remetentes das cartas. As pessoas se solidarizam com as histórias e falam assim, "Você pode mandar essa carta para a Fulana de tal, para o Fulano de tal, porque eu quero contar da minha história que essa emelante é dele, talvez ajude, talvez. " Então, a gente foi construindo esse lugar coletivo, desistir, mesmo que a partir de uma história. Então, eu acho que o seu chamado, da gente abraçar esse seu desejo de se colocar, mas, sendo exatamente quem você é, tem muito lugar aqui na nossa comunidade, tem muito espaço aqui, já tem algum tempo que eu sinto que essa comunidade se constituiu de fato. Mas, pra gente começar essa temporada, eu fiquei com vontade, e a gente já conversou ali antes da gente começar a gravar, obviamente, que a gente pudesse se apresentar para as pessoas, a partir desse lugar, de ter a peuta de casais, a partir do lugar de um casal que a gente é, para quem some conhece aqui nas versões anteriores desse podcast, possa entender que isso aqui agora vai ser uma nova história relacional, de lógica, e que a gente vai colocar de uma outra forma, as coisas, pro mundo, dessa vez. Como é que você quer começar essa apresentação? Bom, acho que a gente pode começar se colocando em relação com o tema do podcast, com como isso nasce a partir das cartas, inclusive, na sua abertura do podcast, você diz que as cartas são. A escrita que alma faz sem rodeios para as perguntas que nos inquietam, para aquilo que nos atravessa, para aquilo que tem urgência em ser dito. Eu acho que a gente pode ser apresentar como um casal que nasce de uma troca de cartas profundas que nos ajudaram a ressignificar nossa relação. A gente vinha de uma relação de melhores amigos, até que você fez uma mudança para o Chile, e a gente começou uma intensa troca de cartas para entender o que a gente foi sentindo, e o fim dessa jornada epistemológica, e epistolar, e epistolar. A gente acabou se transformando em um casal no fim dessa troca intensa de cartas, palavras e perguntas que a nossa alma vinha fazendo sobre a nossa relação. Eu quero contar essa história do meu, depois você pode contar do seu. Eu morava no Chile, num bairro operário, muito próximo, a universidade que me permitia chegar na universidade sem precisar pagar deslocamento, uma bicicleta, uma vida muito modesta ali, e era aquele tipo de comunidade em que as pessoas se conheciam com muita proximidade, como uma vilinha, como uma cidade pequena. Então teve um dia que o carteiro, eu te conteste a história, que você mandava cartas em envelopes grandes, e teve uma vez que você mandou num envelop pequeno, tipo meio a quatro.
-Aquilo tradicional com o verde amarelo. -Exatamente. Mas você mandava cartas em velônia 4. Escritas, todas artesanais com a cara da artista que você é, sempre foi. E o carteiro chegou pra mim, disse assim, você acha que ela tá deprimida? [risos] Ele fez uma interpretação do jeito que você estava escrevendo. Ficou preocupado de uma certa maneira, esse carteiro participava dessa ideia que ele achava pitoresca, assim, de ter um casal que ainda trocava cartas. -Numa época de meio, né? -Numa época de meio. Você no seu corre do mestrado me mandava emails, que eu atravessava o bairro pra ler numa landhouse, porque era um época que eu não tinha internet em casa. -Isso. -E eu mandava cartas pelo correio, escritos a mão. Escritas a mão com canetas de cores diferentes, assinalando letras de músicas. Então, quem também me reconhece muito como um narrador que cita músicas, né? A gente pode trazer isso pra cá como um pedaço da nossa identidade, né? A gente foi se constituindo como casal a partir das músicas também, que foram embalando a nossa história e que foram constituindo o nosso jeito de olhar pra vida. Mas nessas cartas que a gente se mandava, a gente foi se descobrindo naquela época, porque eu tinha muita dúvida sobre o que estava acontecendo dentro de mim, nessa transformação dessa relação de um amigo pra um amor conjugal. E nessa dúvida, essas cartas me dava um tempo de respiro. Elas me dava um tempo de assimilar com mais calma essa transição. O que você acha que isso te deu de experiência naquela época, de sensação pra você ir também assimilando essa transição que a gente viveu? Eu acho que essa dilatação do espaço, do encontro, né? Ela de alguma forma inventou um útero possível mesmo, assim, um espaço de gestar essa resposta e de não acreditar que a gente já tinha essa resposta pronta. Eu acho que a gente foi experimentando responder isso aos poucos e entender o que estava se transformando, não só no nosso sentimento, mas também no nosso olhar sobre o outro. Eu acho que a gente estava em intensa transformação, nós dois estávamos, né? E a distância de alguma forma foi parte do que ajudou a construir essa resposta, de qual era a proximidade que a gente desejava. E eu acho que poder escrever isso pra você, né? Eu acho que ao mesmo tempo em que a gente fosse descobrindo como casal, foi uma jornada da gente se descobrir pra si mesmo também, né? Com testemunho do outro. Acho que a gente estava respondendo a pergunta sobre a nossa transformação. O que você sente que você descobriu sobre você a medida em que a gente foi se transformando em casal? Nossa, que pera lisa na pergunta. Eu acho que naquela época, eu acho que não, eu tenho certeza que naquela época, eu estava meio desistido dessa virtude conjugal na minha vida. E eu estava naquele momento de vida, assim, que eu tinha feito uma decisão interna assim, "Ah, esse negócio não é pra mim". Eu vou investir a minha energia toda nisso aqui, toda no estudo, na profissão, nessa aventura de morar num outro lugar, de estar experimentando uma outra cultura, né? Eu sempre tive essa alma de antropólogo, no corpo psicólogo. Mas eu acho que as nossas cartas trocadas ali me mostraram que isso era apenas uma defesa. E que, meu coração, ele sentia e sentira sempre essa necessidade de emparelhar a vida como uma pessoa, que tenha o seu nível de maturidade para se relacionar em que o casal não ofusca as identidades individuais, em que a gente possa estar juntas, exatamente, porque a gente consegue estar separado. Eu acho que o fato de ter nascido como casal nessa distância, distantes por duas cordilheiras, porque a gente pulou as montanhas de minas, e a cordilheira dos antes, o fato de ter se constituído desse jeito, eu acho que já mostrava que a gente poderia ter segurança de poder desenvolver ao mesmo tempo, uma tecatura de uma vida juntos e de reafirmação das identidades individuais. Então, eu acho que essa certeza que você sempre me deu, foi me retirando dessa armadura defensiva, me colocando com o coração mais, genuinamente, entrega essa disponibilidade amorosa. Acho que você fez isso por mim. Isso é interessante como a gente, mesmo se conhece ainda quase 30 anos e mais de 20 anos morando juntos, tem perguntas novas, um para o outro, tem partes da história, mesmo a história de vida juntos, que é uma parte que a gente ainda pode aprender, o que que representou para você, o que representou para mim, a gente ainda se rediscoveri. É impressionante para mim enquanto a gente conversa como meu corpo fica. O meu corpo se conecta a temperatura do Chile, abrindo a porta, no frio, muito frio, porque o carteiro passava de manhã no meu bairro, e ele passava antes de ir para uma universidade, para quem não sabe, o início da manhã tão frio no Chile, que o horário comercial começa às 9 ou às 10, e é tudo muito mais tarde do que aqui, o amor, o horário, o amor se as duas da tarde, então eles têm uma outra temporalidade, então esse carteiro passava, eu estava em casa me aprontando para a universidade, e ele passava, e abri a porta, e brilheberia agora da temperatura, porque eu pegava a carta com a mão. E isso é muito lindo, porque é uma lembrança com um corpo inteiro, e eu acho que é assim mesmo que a gente lembra das coisas da vida, mas eu quero te fazer uma pergunta sobre esse tempo, porque eu acho que também você precisou ter uma disponibilidade em relação ao tempo, que foi muito grandioso, porque esse meu tempo no Chile duro 2 anos, hoje olhando para aquela temporalidade, que era outra, que era outro jeito de levar o tempo, o que você acha que essa daniella, que existiu lá, tem a dizer para essa daniella de hoje, que está existindo nesse tempo muito mais acelerado, muito mais cheio de sensações, de pouco tempo para desfrutar o encontro, o diálogo à palavra, o que essa daniella de expressa da daniella de hoje? Eu acho que elas se encontram numa certa rebeldia, sim, eu acho que talvez a daniella de hoje, se pudesse encontrar com aquela de lá, poderia calmá-la dizendo, se tranquilize, porque você não vai ser domesticada pelas ampulhitas do nosso tempo. Eu acho que tem uma rebeldia na relação com o tempo, que eu sempre tive que eu sustento, e na contra-mão da aceleração, tem uma mensagem do meu WhatsApp, que é uma tentativa de calmar ansiedade das pessoas, quando elas escredem, porque o WhatsApp gerou essas rações.
de que você pode ser respondido na hora sempre. Então a minha mensagem de WhatsApp é não respondo na mesma hora. Quase nunca. Então eu acho que isso é tão voce. Então eu sou essa pessoa que eu sou guardiando o tempo do tempo para conversa e para o encontro, principalmente. A gente tem uma casa do lado de São Paulo, na grande São Paulo. E na nossa casa eu construí com as minhas mãos um espaço para fogueira. Então eu sou essa pessoa que ainda faz um fogo para conversar em volta do fogo, que ainda tem uma rede na varanda para conversar. E que tem essa rede diariamente e que chama todo mundo para estar em volta dessa rede. Então eu tenho tempo para escutar e eu gosto de estar com as pessoas com o tempo, com os meus amigos, com os meus filhos. Eu acho que o tempo do encontro é uma religião para mim, assim, a sagrado. E eu acho que é o que dá sentido as relações, é o encontro que acontece com o tempo para a gente poder chegar nas conversas que importa. E você falou de defesa, né, das suas defesas quando a gente se encontrou. Eu acho que talvez o nosso encontro para mim, ele veio acercurativo em um outro sentido, porque a minha defesa era não me relacionar profundamente com as pessoas, porque eu me recusava a entrar na relação como eu vi, que ela acontecia para muita gente, como um encontro formatado de alguma maneira, com ideias e acordos que pareciam muito generalistas e assim, com um pouco espaço para acontecer de uma forma autora ou uma relação com liberdade. Na minha cabeça, na minha cabeça de jovem adulta, e eu me defendia de viver uma história como essa, não me envolvendo profundamente em uma relação. E eu acho que esse tempo que a gente teve longe, e esse tempo que a gente teve de amizade, construiu espaço de segurança emocional, que eu precisava para entender que a gente ia inventar uma relação que nos cobessi, e que a gente poderia viver o casamento que a gente tinha inventasse, e com uma autoria sobre a nossa conjugalidade, que me era muito cara. Então, acho que esse tempo foi muito parceiro nesse sentido. Eu acho que a gente tinha inventado até hoje, eu acho que a gente já inventou muitas vezes uma vida, tanto porque a gente está morando na nossa nona casa. Isso não é pouca coisa. A gente já fez mudanças geográficas que representaram mudanças internas profundas, furacões, mesmo em lugares indíssimos, como a Bahia. A gente já experimentou a vinda de três seres humanos para a nossa vida, para a eternidade da nossa vida. A gente já viu gente nascer, a gente já interrogou, a gente já viu nascer crenças e também interrocrenças sobre a vida. E identidade e identidades, a gente foi perdendo cascas, trocando de pele ao longo desse tempo. Então, eu acho que a invenção da nossa vida talvez seja o nosso ato mais contino. Nesse momento, por exemplo, a gente está vivendo a reenvenção da nossa casa, dentro da mesma casa. A gente está mutando muita coisa no jeito dela funcionar, no jeito dela se apresentar para o mundo e da gente fruir esse espaço. Então, a gente está transformando do lado de dentro e, obviamente, as nossas casas internas também estão sendo transformadas. E, até acho que a existência dessa temporada, o cartas de junta era pilda, com nós dois juntos, é uma parte dessa transformação, do que a gente está semeando, do que a gente está inventando. Inclusive, essa conversa. Eu fiquei pensando que, para as pessoas que estamos escutando, pode parecer estranho que a gente consiga conversar. Porque eu acho que essa não é a realidade muita gente, conseguir conversar com quem você divide a vida. Muitas pessoas nos procuram como terapêutas, porque não conseguem conversar. Isso, inclusive, é um dos motivos de consulta mais universais. Sim. Da terapê de casal. O Maco Zé, é construir espaço de comunicação. Aonde você acha que mora o nosso diálogo? O que você acha que acontece, hidra gente? Eu acho que ele acontece a partir de uma confiança que a gente desenvolveu de que o diálogo constrói coisas, constrói caminhos. Eu acho que muitos casais vivem a experiência do diálogo com um espaço que distrói caminhos de encontro, conexão, como um risco, como uma armadilha. Se eu conversar sobre isso, as coisas podem, inclusive, piorar. Então, é melhor o silêncio, é melhor a fala que esconde as questões que eu realmente estou sentindo, é melhor não me vulnerabilizar. Eu acho que o diálogo não consegue acontecer antes de existir segurança emocional. E eu acho que a terapia é um dos espaços em que a gente pode aprender isso, mas não é único. Eu acho que a gente tem uma crença muito universal na nossa cultura de que você sabe ou não sabe conversar, especialmente sobre coisas difíceis. E isso é um exercício, isso é um mais um dos aprendizados que a gente tem que fazer na vida. Eu acho que dentro do casamento, experimentando e vivendo o diálogo como uma tentativa, assim, aonde eu erro e eu refazo. Existe tolerância, desejo e existe disponibilidade para encontrar o outro no diálogo. Eu acho que quando isso acontece, a gente tem a experiência de segurança emocional necessária. Para que isso passe a se tornar uma esperança, para que o diálogo passe a ser visto como um recurso para a resolução de conflito, para a construção de conexão. E não como alguma coisa que pode desconectar, que pode machucar, que pode aprofundar a crise. Nossa, eu estou aqui nebriado com a sua fala. Eu acho que não tenho um jeito melhor da gente terminar esse episódio, porque é isso que a gente vai fazer nesses 15 episódios. A gente vai conversar. A gente vai conversar sobre as histórias, assim como a gente pode conversar sobre a nossa própria história, que a gente fez aqui. A gente vai conversar sobre as histórias das cartas que nos enviarem sobre as histórias de casal dos nossos ouvintes, construindo esses vários níveis de esperança, a partir da existência de um diálogo respeitoso. Que eu poder fazer isso com você, que linda poder trazer, para dentro desse podcast, que transformou tanto a minha história, trazer você que é um dos grandes motores da transformação em mim. Em todos os tempos da minha vida desde que vocês existem ela. Eu acho mesmo que a gente trabalhar com que a gente trabalha, que é uma psicologia licersada, não só na escuta, mas no diálogo, que tem uma prática tão dialogica, que estuda tanto formas de conversar. Eu acho um dos pontos de maior coerência entre quem a gente é e o que a gente faz.
- Obrigado. - O que a gente habitou que diz, né? - Isso. Harlim Anderson. Que a gente possa habitar esse podcast, nesses 15 encontros do jeito que a gente é. E por isso mesmo eu já estou tão emocionado. Obrigado, amor. - Tchau. - Com beijinhos e abraços de carinho sem ter fim. A gente termina esse primeiro episódio. Se você gostou dele, eu quero te fazer um pedido. Faça ele voar por outras casas aí, por outras casas de pessoas que estão em par ou sem par. Mas que estão existindo com uma história, com desejo, de construir afetos nessa vida, de construir a possibilidade do diálogo sem um dos notiadores da existência. Enquanto a gente estiver por aqui, eu te convido a colocar esse episódio no seu histórico, no Instagram, no grupo de WhatsApp que você participa, contar. Olha, o cartas voltou, voltou ainda melhor. Agora é o Chande Adani, eles vão falar de relacionamento. Conte para o mundo o que está acontecendo por aí, e eu te encontro aqui, junto com o Dani, na semana que vem quinta-feira, mais um episódio de cartas de um casal de terapeltas. Um beijo e até lá. Obrigada, gente. Até lá. Este podcast é produzido por Abraça e ponto digital. Edição de Samuel Gambini, artes de neis soares costa, produção executiva de Thiago Queroz e Hugo Benchmall, apresentação roteiro e seleção das cartas por mim, Alexandre Coimbra-Maral. E você que me escuta é a audiência que é o motivo desse podcast de si e a vontade dele continuar acontecendo todas as semanas. Muito obrigado.
Podcast Summary
Key Points:
O podcast "Cartas de um Terapeuta" inicia sua nona temporada com novo nome e formato, agora apresentado por Alexandre Coimbra-Amaral e sua esposa, a terapeuta Daniella Leal.
A temporada é dedicada a relacionamentos amorosos, explorando temas que levam casais à terapia, com patrocínio da marca brasileira Avatim.
O casal se apresenta contando sua própria história
Eles discutem a importância do tempo, do diálogo e da segurança emocional nas relações, destacando que a conversa é uma habilidade que pode ser aprendida, não um dom inato.
O episódio enfatiza que o diálogo constrói caminhos de conexão, mas só funciona quando há confiança e disponibilidade para se vulnerabilizar.
Summary:
Neste primeiro episódio da nova temporada, Alexandre Coimbra-Amaral apresenta sua companheira Daniella Leal, também terapeuta, que agora coapresenta o podcast "Cartas de um Terapeuta", agora chamado "Cartas de um Casal de Terapeutas". A temporada foca em relacionamentos amorosos, abordando histórias reais de casais que buscam terapia. O casal compartilha sua própria trajetória: eram melhores amigos e, durante um período de dois anos em que Alexandre morou no Chile, trocaram cartas manuscritas que os ajudaram a ressignificar a amizade em um amor conjugal.
Essas cartas criaram um espaço de gestação emocional, permitindo que ambos assimilassem a transição com calma e profundidade. Eles refletem sobre como a distância e o tempo lento daquela época contrastam com a aceleração atual, mas destacam que mantêm uma "rebeldia" contra a pressa, valorizando encontros presenciais, conversas ao redor da fogueira e a escuta atenta. O diálogo, segundo eles, só floresce quando há segurança emocional, e muitos casais evitam conversar por medo de que isso piore as coisas.
A terapia, no entanto, pode ensinar essa habilidade. Eles encerram prometendo, ao longo dos 15 episódios, explorar histórias de ouvintes e construir esperança por meio de conversas respeitosas, sempre com autenticidade e carinho.
FAQs
É a nona temporada do podcast, que agora se chama 'Cartas de um Casal de Terapeutas' e aborda histórias e temas sobre relacionamentos amorosos, com a participação de Alexandre Coimbra Amaral e Daniella Leal.
Os apresentadores são Alexandre Coimbra Amaral, psicólogo, e Daniella Leal, terapeuta clínica, que também são um casal na vida real e compartilham suas experiências pessoais e profissionais.
Eles começaram como melhores amigos e, durante uma temporada em que Alexandre morou no Chile, trocaram cartas profundas que os ajudaram a ressignificar a relação, transformando-a em um amor conjugal.
O principal objetivo é construir um espaço de comunicação e diálogo respeitoso, onde o casal possa desenvolver segurança emocional para resolver conflitos e fortalecer a conexão.
O diálogo é essencial porque, quando há segurança emocional, ele se torna um recurso para resolver conflitos e construir conexão, em vez de ser visto como um risco ou armadilha que pode machucar.
Significa que cada casal pode criar uma relação com autoria própria, sem seguir formatos generalistas, respeitando as identidades individuais e construindo uma conjugalidade que faça sentido para ambos.
Chat with AI
Loading...
Pro features
Go deeper with this episode
Unlock creator-grade tools that turn any transcript into show notes and subtitle files.