#109 - FFHC Debate - O complexo industrial da saúde no Brasil
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O podcast da Fundação FHC debateu os desafios do complexo industrial da saúde no Brasil pós-COVID-19, com especialistas do setor. A pandemia revelou a alta dependência de insumos farmacêuticos importados, especialmente da China e da Índia, e a complexidade das cadeias globais de suprimento, que não podem ser totalmente nacionalizadas. Os participantes concordaram que a resposta não é o isolamento, mas sim uma maior inserção das empresas brasileiras nas redes globais de produção e inovação. A inovação em saúde é arriscada, incerta e globalizada, exigindo parcerias internacionais e forte apoio estatal, como demonstrado no desenvolvimento rápido de vacinas com financiamento governamental maciço. O Brasil possui vantagens, como universidades de qualidade, empresas sólidas e o poder de compra do SUS, mas precisa investir em pesquisa básica, startups e dominar novas tecnologias, como vacinas de RNA mensageiro e vetores virais. Essas ferramentas podem ser usadas não só para enfrentar futuras pandemias, mas também para resolver problemas históricos, como malária e câncer, que hoje deixam pacientes do SUS sem acesso a tratamentos inovadores. O papel do Estado deve ser de articulador e facilitador, direcionando recursos e renúncias fiscais para fortalecer o ecossistema de inovação, sem tentar produzir tudo internamente, mas sim integrar-se de forma competitiva ao cenário global.
Olá, seja muito bem-vinda e muito bem-vindo ao podcast de debates da Fundação FHC. Eu sou o Otávio Diaz, editor de conteúdo. Aqui você poderá ouvir uma versão condensada de nossos webinars, com que foi dito de mais relevante por nossos convidados sobre os temas mais importantes da atualidade. No episódio de hoje, convidamos quatro profissionais com larga experiência na área da saúde, tanto na Universidade, como no governo e também na iniciativa privada, para debater o seguinte tema. O complexo industrial da saúde no Brasil, desafios para o futuro post-COVID-19. Segundo eles, o sistema de saúde brasileiro foi brutalmente afetado para problemas na cadeia de suprimentos médicos, pitalares e farmacéuticos, incluindo zifas essenciais para a produção de vacinas. Mas a resposta, as fragilidades expostas pela pandemia não está em tentar produzir todos os equipamentos em sumos e medicamentos internamente. Está isto sim em maior em serção das empresas brasileiras das cadeias globais de produção, melhor articulação interna e externa nas áreas de pesquisa e desenvolvimento e investimento em inovação. O estado deve atuar como articulador e facilitador e garantir recursos a pesquisa científica básica e aplicada e ao desenvolvimento tecnológico. Vale lembrar que o conteúdo completo de todos os nossos eventos está disponível no nosso site fundacaufhc.org.br. Você também pode nos seguir nas redes sociais Facebook, Instagram, YouTube e LinkedIn. Eu fico por aqui. Até a próxima. Vamos falar sobre um tema que está na ordem do dia, saúde. Por conta da pandemia, nos deparamos com uma realidade que para alguns era desconhecida. Nós somos altamente dependentes da matéria prima para a produção dos remédios. Isso ficou claro. Isso de alguma maneira escancarou um problema que já havia sendo discutido a mais tempo no círculo de especialistas e que não responde a esta conjuntura dramática de curto prazo. Responde a constatação de que existe uma revolução na biotecnologia num mundo. Dela resulta um conjunto de dogas, de remédios, de terapias, de tratamentos. Cada vez mais avançados com uma precisão, com base genética e que o Brasil perdeu o passo desta revolução em curso. Isso cria um conjunto de ameaças para o país. Porque esta produção lá fora passará a ser demandada por um mercado consumidor que é informado, discute-se, saúde no Brasil com grande intensidade. Isso pode gerar questões de strangulamento fiscal, por conta da nesta impacta disso sobre os suos. Balança de pagamentos, porque essas requer importação, importação em dólar. Questões distributivas e de equidade que acabaram para o baterno no judeciário. Mas não apenas pelo lado da ameaça, também existe a possibilidade do Brasil, ainda por o pé nesse trem, ainda que seja tarde. O Brasil tem presença de laboratórios multinacionais aqui dentro, a presença de laboratórios nacionales, uma infraestrutura de pesquisa e de produção também de remédios que comparativamente entre países de renda média tem a sua importância. E tem alguns exemplos onde eles estão aqui na figura do José Fernando Pérez de empresas que começam de base biotecnológica que começam a inovar. Então a pergunta que se coloca aqui, nós perdemos este bonde, quais somos oportunidades e de que maneira, digamos, empresas privadas nascionais, empresas privadas multinacionais, laboratórios públicos, empresas de biotecnologia como que é dirigida pelo pé. E outros atores do sistema de ciência e tecnologia do país podem atuar de tal maneira a minimizar ameaças e poder aproveitar algumas oportunidades. Temos aqui quatro pessoas que conhecem o assunto de dentro. Eu vou apresentá-las brevemente a Marta Noveli Pena, que é viz presidente de estratégia inovação da Eurofarma, o Marcaurelli O Krieger, que é viz presidente de produção e inovação em saúde da Fil Cruz, uma orícia umendonça que é diretor de relações institucionais da Sandofe e o José Fernando Pérez, que é diretor presidente da recepta biofarma. Marta, comece por você. E eu acho que eu queria começar a dizer sobre a complexidade de duas questões no setofamacêismo. É a cadeia de suprimento do setofamacêismo, que é brutalmente complexa. E de outro lado, a cadeia de desenvolvimento, de inovação é ainda mais complexa do que a cadeia de suprimento. Eu acho que a pandemia inclusive, ela colocou essas duas questões muito impremente e de forma muito clara. Eu vou começar falando um pouco sobre esse aspecto da cadeia de suprimento, porque afetou brutalmente as empresas nacionais. Hoje as empresas nacionais são os grandes fornecedores de todo o mercado interno para medicamentos não patenteados e essas cadeias de suprimento são globais. Isso não é um privilégio do Brasil. Nós não temos realmente farmoquímica no Brasil muito pouco, mas um mundo inteiro compra globalmente. Mesmo em Estados Unidos que tem um parque muito importante, grande parte do suprimento deles vem em empresas genéricas da Índia ou da China. Enviável um país a achar que vai se suprir de todos os farmoquímicos necessários para liberar um medicamento, tendo uma fábrica farmacêna. Nós dentro da aerofarma conseguimos atender com todas as dificuldades que nós tivemos na pandemia e nós não sabíamos de onde vinha, não é? Da exemplo, começa na China em termos e a cadeia de alguns medicamentos. Muda para a Itália interrompe a cadeia de fornecimento de hormônio. A Itália é o grande fornecedor de hormônio do mundo. Termina a Itália migra para a índio de um problema. Então o choque de oferta foi mudando, tinha um choque de oferta, tinha um choque de demanda que foi crescente, nunca foi pior do que agora, especialmente para medicamentos de CTI. A empresa se, primeira questão é a gestão interna, a capacidade da gente responder a isso e foi crítico a inserção global a nossa capacidade de sair de um insumo na índia para ir para o insumo na China com a ajuda de magência regulatória é muito boa. A envisa é uma agência regulatória muito boa que preservou qualidade ganhando velocidade no período e essa velocidade a gente ganhou e a gente conseguiu trazer insumos de outros lugares. Se a genteivesse um fornecedor único no Brasil, a gente talvez não conseguisse se ver. Então eu acho que esse é um ponto muito importante para a gente pesar na discussão. O quanto essa cadeia ela é possível trazê-la para dentro. Então não é uma cadeia simples de você dizer "Vou transformá-la num grande parque nacional". Eu acho que a gente tem que ter algumas batalhas em que a gente escolha, aonde a gente vai focar, como vai focar, mas eu acho que a resposta não é isolamento e o contrário. A inserção global da melhor forma possive. E aí a gente vai para a inovação. Dentro da inovação, a questão do desenvolvimento ainda requer mais inserção global. Quando você olha o desenvolvimento de um indicamento, se já ele pequena molécula, seja um biotecnológico, você desde o princípio até o fim vai usar os parceiros que melhorem atender na velocidade e na tecnologia disponível no momento. E essas tecnologias na indústria-fascil, eu te canmudam todo dia. E eu acho que foi muito bonito até de ver a velocidade com que o mundo reagiu um ano para fazer vacina. É sempre accedente. A vacina saiu numa velocidade enorme. Quando você olha o espectro de plataformas, é espetacular. Você tem desde as tecnologias mais antigos, mas as tecnologias mais novas como é reeneada, a faiza da moderna, passando por outros que ficam aí no meio do caminho. Eu acho que um exemplo muito interessante é o da Pfizer, por exemplo, de te olhar. A Pfizer a gente acha que a vacina da Pfizer. Mas na verdade a Pfizer se ali é uma startup de uma universidade alemã, cujos fundadores são imigrantes.
e tem uma chinesa no meio que ninguém me fala, a pessoa fala da fase, fala da bioentek, mas não fala da fuso, que é um monstro chinês, que nasce como genérico, que hoje se aventura, a China está fazendo isso super bem, eles estão fazem genérico e estão me grande para fazer inovação, mas eles se aliaram e ele é um parceiro, não há como fazer fazer dois bilhões de doses, sem recorrer a manufatura, que não interessa onde fica ele vai pegar a mais veloz, a que tiver a melhor tecnologia. Então a beleza da globalização do mercado farmácia de galacia impõe. Eu acho que a melhor forma de inserção, nossa no mundo, é inovar. E hoje nós temos empresas sólidas, universidades como você já me lembra, eu falei universidades como cientistas espetaculares, empresas com caixa disponível para investir, e acho que assim a gente estabelece a possibilidade de trocas intensas, com mundo. Tercementes, posições que você dão um bom panorama, Krieger, a sua visão da tua posição institucional, da tua experiência sobre esse programa, que a Marta colocou muito bem sobre a mesa. A gente começou a enfrentar um desafio inédito, eu acho que nunca a humanidade se deparou com uma situação tão dramática, tão rapidamente envolvendo todos os países, numa nova doença que a gente tinha lacunas e conhecimento, e que se sabia, que se devia fazer um modelo de desenvolvimento dentro de um ecosistema complexo, que é desde o conhecimento da lacuna de conhecimento, até tentar achar algumas ferramentas, enfrentamento da pandemia, tentar validar essas ferramentas e ensaios, dependendo da tecnologia de agnóstico, de um caminho, medicamento de teria outro, vacina de teria outro, mas isso tudo teve que ser feito numa velocidade muito rápida. Por exemplo, AIDS, foi 50 anos, a gente começou a se deparar com esse desafio da AIDS, demorou mais ou menos 4 anos para a gente ter uma completa do vírus da AIDS. No caso da COVID, nós tivemos em 2, 3 dias, já tinha uma completa, já tinham vacinas construídas em 2 meses. Então, nós nunca enfrentamos um desafio tão grande, mas nunca tivemos tão preparados para esse desafio, a humanidade como um todo. Eu me lembro com as começamos a discutir vacinas, por exemplo, em junho, muitas pessoas muito importantes do campo de dizer que não existia menor possibilidade de se conseguir uma vacina menos de 2 anos. E a gente viu alguns nenens prematuros ainda sendo com menos de 8 meses, aí, de resultados desde o início do ensaio clínico, até o registro sanitário. Que aí nós temos que avaliar, ouve um paralelismo inédito sem abrir mão da segurança, mas ao mesmo tempo que estava finalizando a prova de conceito de alguma ferramenta, já estava começando a fazer um desenvolvimento tecnológico, já estava começando a ensaios clínicos, e isso não a gente nunca fez dessa maneira. A gente sempre foi muito conservadora, essas atividades eram todas articuladas. E frente ao desafio nós conseguimos criar um novo modelo de desenvolvimento. Acho que é o primeiro aprendizado. Nós temos que ter noção de uma verdadeira revolução que está acontecendo na maneira como a gente desenvolvia, produtos, frente aos nossos desafios. Eu não tenho dúvida que isso vai trazer benefícios no futuro. Eu acho que essa discussão que nós vamos ter aqui vai permitir que a gente se apropria um pouco dessa transformação que está acontecendo no mundo. Ela não começou do zero. É importante que se diga, por exemplo, no caso das vacinas, já existiam iniciativas muito importantes de antecipação e preparo que desenvolveram essas plataformas da reenhaire, de vetor viral, essas das novas gerações, e só estava sendo estudado aí uns três, quatro anos, porque se sabia que teríamos novas pandemias, e se sabia que o tempo de desenvolver uma vacina de dez anos. Eu acho que aqui nós precisamos fazer aqui, é começar a ter essa visão de antecipação e preparo para que a gente possa aproveitar esse grande desafio que nós tivemos, tomamos as lições, por exemplo, na Fundação de Aldo Cruz. Nós estamos claramente integrando esse novo conceito de desenvolvimento e inovação. Acho que, para nós, a inovação vem de transferência de tecnologia, ela vem de parceria com outras instituições. A gente não pode ter um sistema fechado, a gente tem que ter um sistema aberto, nós temos que ter vontade de botar esse sistema para andar. Eu acho que esse é um aprendizado que a gente vai trazer aí frente a esse desafio. Nós temos algumas montagens muito grandes, nós estamos aí no país, numa grande crise econômica, mas eu não tenho dúvida que o setor farmacelho de fã dos únicos que cresceu e cresceu nos últimos 20 anos a taxa cinzas, num crescimento muito grande. Nós temos um sistema único de saúde que tem uma capacidade de compra, para atender uma demanda constitucional de fornecer a todo o cidadão, a saúde como direito, que pode permitir o uso racional desse poder de compra para fomentar a inclusiva inovação. Acho que a gente tem grandes dificuldades, eu não vou dizer que não tem, é que é tudo uma maravilha, mas nós temos a chance de frente a esse grande desafio, temos algum aprendizado e transformar nos esse aprendizado no benefício posterior. Eu vou citar um dos mods que nós estamos utilizando, mas na Fiocruz vamos ter, ainda esse negra, estamos produzindo uma vacina dessa nova geração, uma vacina que faz a nossa célula produzir os antígios, em vez de apresentar os antígios. E com isso a gente consegue induzir um tipo de resposta que destrua as células infectadas, porque a gente está imitando o que o vírus faz quando ele infecta com a célula, ele produz as proteínas dentro da célula. Então as nossas reenalhas e vetores viral usam essa mesma plataforma. É uma tecnologia que foi mostrado os resultados inspirados, seis meses atrás, eu não poderia dizer que a gente teria resultados tão bons quando nós tivemos, temos de ficar a sua definitividade de tempo de resposta. Mas é importante que a gente passa a dominar essas tecnologias, então, nós estaremos já no primeiro ano que essas tecnologias estão sendo desenvolvidas, produzindo no Brasil. É importante que a gente pense em usar essas novas tecnologias para os novas problemas, como nós usamos nesse momento, mas também que a gente usa essas novas tecnologias para os velhos problemas. É muito importante que a gente pense que essas novas tecnologias podem trazer ferramentas para soluções que até o momento não tivermos. Por exemplo, vacinas para protosuários, é um desafio muito grande. A gente tem aí tentado para malária, principalmente no mundo, mas para outras doenças com sucesso, muito imitado. E eu não tenho dúvida que dessa reiunução que estamos vendo, existem oportunidades a gente também resolveu um pouco os velhos problemas. Muito obrigado. E eu quero agradecer o Krieger, Pérez. O Brasil tem condições especialistas, é um mercado grande, tem um sistema público de saúde, tem um poder de conta do governo, tem muitas ferramentas que podem ser mobilizadas para a gente desenvolver e fortalecer o nosso ecossistema da inovação. Pode importante lembrar em inovação na área de saúde, o negócio ligado à ciência. A ciência não é ciência, já estabelecida, a ciência que está em desenvolvimento. Como aconteceu com a pandemia? Uma doença mal conhecida, desconhecida, não se sabia, sobre a doença. O saís bizas representa um desafio para quem vai investir, porque o investimento é maior, no que o investimento em áreas onde você tem já estabelecida a ciência. Segundo, o que leva mais tempo, leva mais tempo para você chegar a um produto. E depois tem um elemento terceiro ingrediente importantíssimo, é uncertainty. Ele fala, "Onde é risco? Risco é algo que você consegue quantificar, a uncertainty é que está associado o desenvolvimento de uma droga, porque na verdade, quando você, por exemplo, vai fazer um projeto de um avião, se você discusee de boa engenharia, você sabe que o seu avião vai voar. Na área de saúde, é exatamente o contrário. Você pode, se for o melhor engenheiro possível, dos melhores sentiços possíveis, tem a melhor equipe, melhor equipe para fazer o desenvolvimento. E você descobri que só, no fim, depois do saio clínico de fase 3, o mesmo depois da droga já aprovada, que o avião, mesmo tendo voado, pode cair. Então, na verdade, é um ponto importante entender essa complexidade da inovação e saúde. E nós vimos isso como funcionou as vacinas, foram desenvolvidas, mas que eram apoios governamentais, muito fortes. Estais unidos com a Operação Warp Speed, financeu todos esses projetos. Todos os projetos de vacina que não estão falando que foram mencionados aqui, foram dos cinês, é claro, mas o mesmo da fase, da moderna, da Johnson, o próprio da AstraZeneca, e o contrário, recebemos financeira que é total. Estou falando de vários bilhões de dólares, se o mostre que é necessário, uma ação governamental. E como foi a conta partir de importante? A fase, por exemplo, a única colégia que eu recebi no governo americano, foi a garantida de compra, a garantida de compra, o poder de compra da Estado. Na realidade, quem investiu na vacina da fase em pesquisa de desenvolvimento, foi o governo alemão. Isso é o que a Mara está falando, a questão da globalização. O governo alemão é que investiu na baio deca para fazer o desenvolvimento da vacina da fase. Então, esse aspecto global é muito importante de levar em conta e a complexidade. Ninguém vai fazer nada a sozinho, ninguém está fazendo nada a sozinho. A inovação é um processo totalmente globalizado. O problema é que eu estou uma como base para a gente refletir.
por exemplo, a questão do tratamento do cáncer, atual. A imunoterapia revolucionou o tratamento do cáncer. Ou você tem doenças que, por exemplo, melanoa metastático, os pacientes que tinham esse diagnóstico, tinham uma expectativa de vida de cinco anos, a curva de mortalidade zerava em cinco anos. Agora, os modernos de novo, tem até que você está vendo que eu tenho 50, 60% dos pacientes, então constava a evida de 10 anos, portanto, são considerados pacientes em remissão, de vida do imunoterapia. Mas o Brasil está fora disso. Os pacientes do SUS estão fora disso, totalmente fora. Por que? Porque o custo disso aí é de 300 mil reais por ano, por paciente. Isso aí, necessário. E o cansa é uma doença que está tendo uma incidência que cresce com a longevidade da população. Não bom de perdido. Não, os chinês estão dando uma raula sobre o imunoterapia. Então, por exemplo, tem dois produtos. A nova área se acabou de pagar 650 milhões de dólares, por um antes, P1, da. Bem, de. A cada vez que se corrimos, comprou. Da Junxi, Bayer Science, um outro antes, pediu uma capa de comprar. Não é o ano passado, não. É mês passado. Estão os fineses. Estão gerando antes, P1, isso é certo. Como o sucesso. Estão fazendo inovação. Não só. Então, com competência para produzir, para fazer os ífos, fazer filmarão, eles investiram pesadamente em inovação. Estão mostrando. Deja a interessa essa globalização. Existenciada para a multinacional, a nova arte, então, a corrida. E. Existes espaço para isso. Nós menos aqui do Brasil, a receita está desenvolvendo imunotéados. Então, na verdade, isso mostra o ponto que a nata salientou. E muito bem, da globalização do. desse processo, todo da inovação. Ninguém inova mais fácil. Estimular. E nós temos recursos para isso. Nós temos recursos, aí, são usados pelos hospitais, fazendo a beneficência, certo? Finaltópicos. Que são governos de recursos de. Renúncia fiscal. Que. Podem ser muito bem mobilizados. Eu estou falando de bilhões de reais por ano. Que podem ser direcionados para coisas específicas, para desafios específicos do sistema de saúde. Mas nós temos que fortalecer, da mais robustez a esse sistema de inovação, que ainda é incipiente. Ação governamental é essencial nesse processo. Estimular projetos de startups e certamente tem que ter boa ciência. Porque, na verdade, sem boa ciência, você não faz nada atualmente, né? Nós temos que ter a ciência. Temos que ter o conhecimento. Então, na verdade, nós temos que sim que fortalecer esse. Nossa. É o sistema da inovação de saúde. Passa pela pesquisa acadêmica, sem dúvida nenhuma, e passa também por uma apoia decisiva, a inovação nas nossas startups. E nas nossas grandes empresas também é um investimento muito importante, essa é feita. Maurício, passo a palavra para você. Vou pedir para ser usar os dois chapéus que você usa ou já usou na vida. Quer dizer, você representa um empreendede privado. Você tem uma trajetória, também, no setopúlico, que papel o estado tem para fortalecer o ecossistema. Eu acho. Pérez que a gente. Os bordes já passaram. Isso não significa que nós estamos condenados a ir a pé no nosso trajeto da Guipafrente. Eu acho que no processo de desenvolvimento tecnológico e de inovação, que a fronteira do conhecimento, ela está se deslocando mais rápido que a nossa capacidade de acompanhar a fronteira da Guipafrente. O Brasil tem dois pontos que são muito marcantes no desenho das nossas políticas públicas e que gera uma certa contradição entre políticas de inovação e as políticas de saúde. A primeira tem a ver com o tamanho do mercado. Muitas vezes vinculada à população, quando se olhem com mais de detalhe, a gente vê que esse mercado também não é tão grande assim quando a gente olhe para o lado da renda e nem para o lado do financiamento público. Então, o Brasil tem uma contradição que é acesso por um lado. A questão, se a gente pensar à política de genérico, ela foi inspirada fortemente nessa ideia de ampliar o acesso para a população. E, por outro lado, a gente tem a discussão da política de inovação de como resolver os problemas. Eu vou investir na fronteira do conhecimento para criar drogas inovadoras e doenças que de santi-scoincidas. Ou eu vou re-solucionar os problemas que eu já conheço que são problemas básicos de uma população. Então, eu vejo que o Brasil, ele historicamente, ele vem desenvolver as políticas de inovação. Eu vou fazer um recorde aqui. Tem dois records importantes para a gente lembrar. No primeiro, 270, onde o Brasil realmente fez uma série de iniciativas. Está muito associada a criação da imbrapa, fortalecimento do sistema de pesquisa pública, etc. Foi um momento onde a gente fez uma certa aproximação em relação a fronteira global de conhecimento. E depois, eu acredito que nos anos 90, a gente também conseguiu quando começando a discutir na tecnologia e a biotecnologia de uma forma um pouco mais profunda. Isso ganhou um peso no segundo mandato do presidente Fernandinho, que eu vi uma série de mudanças institucionais importantes e que levaram depois, como consequência, a criação do conceito e do estabelecimento de uma política do complex industrial de saúde, que foi efeita no governo Lula e no governo Dilma. Com isso, a gente tentou criar algumas alternativas, as políticas PDPs, as parcerias de desenvolvimento produtivo, a gente criou o fundo setoriais, a gente criou a lei de inovação, a gente reforta a ler o FNDCT, e em paralelo o próprio ministério através da esquitina, da provincia da Saúde, ou digo, junto com na criação da Secretaria de Ciência e Tecnologia, fez vários investimentos e criou mecanismos e regulamentações próprias para estimular uma delas interessante que é incumendo tecnológica, que foi justamente o mecanismo utilizado, para viabilizar a parceria da AstraZeneca com a FIOU Cruz para a produção da vacina de COVID. Eu acho que a gente tem sim um conjunto de atores muito interessantes, passando pelos atores públicos e privados, a cadeia de saúde no Brasil é uma cadeia muito rica, em termos de diversidade e de atores, é uma cadeia capitalizada, se você olhar, por exemplo, os principais hospitais privados no Brasil, todos eles estão investindo em pesquisa, todos eles estão investindo em inovação, são instituições que têm esta preocupação hoje muito clara, a indústria favorece, o que a Nance fala, todo ela está se mobilizando para fazer inovação, existe um conjunto de startups muito interessantes, os instituiços de pesquisa também, os laboratórios públicos, particularmente, aí, botando a FIOU Cruz, avançando cada vez mais também com as suas passerias e com o co-desinvolvimento de novos produtos, novas vacinas, novas tecnologias, testes, etc. As universidades, muita coisa agora recente, a gente tem visto isso, agir em várias universidades no Brasil, tem avançado bastante em termos de tecnologia, seja, a gente tem um bom éco-systemo, o que está faltando? Eu acho que o que falta realmente é uma articulação de políticas públicas de longo prazo. Eu acho que a gente tem que colocar esses atores juntos, e isso é uma dificuldade de estabelecer um diálogo organizado com o governo, não é? Ficente aí, ele federal, estadual, que chegue se é um concesso de quais vão ser os nossos desafios, quais vão ser as metas que a gente vai encarar. Tudo realmente não vamos fazer, é uma indústria que está super globalizada, mas a minha grande proposta aqui é como que a gente consegue se conectar com o que está acontecendo globalmente. Não só nas cadeias de suprimento, que é importante para sustentabilidade dos negócios farmacíuticos, mas também na cadeia de inovação. Então, como é que a gente pode fazer para ser um país que esteja como um hub dessas faciliza? Eu acho que a gente tem as competências, mas a gente ainda não encontrou o caminho para se conectar com esse mundo global. A nossa conexão hoje é a lafragem e demonstrou a sua fragilidade com a questão dos ensinos farmacíuticos. A gente tem um duplo desafio, a gente tem o desafio de se conectar as cadeias globais e interagir de uma forma, a propriedar com essas cadeias, conseguindo retirar desse processo dos elementos para desenvolver uma indústria no Brasil que seja suficientemente articulada e forte, mas a gente tem um outro desafio para mim que é um desafio claro de políticas públicas. É como é que a gente não deixa essa fronteira do conhecimento, ela se distanciar mais rapidamente. Queria propô a seguinte exercício, que é o que me surre na mente. Você tem um processo de transformação da sociedade brasileira, tocou-se no tema do envelhecimento. Brasil envelhece rapidamente. Isso é a mesma juízo, dá uma certa referência para a política pública. Você vai procurar ter maior capacidade, maior competência naqueles setores e em que você possa desenvolver ter apêuticas, drogas, etc. Aqui atendo a demanda da população. E aí você tem instrumentos para poder atuar. A pergunta que eu faria o seguinte, em que estado e está discussão sobre quais deveriam ser as prioridades de uma política de saúde que visasse a inovação. Quem são os atores no governo federal, que teria um. digamos que estar a mesa para fazer essa discussão, Ministerda da Saúde, MCT, BNDS, qual é o estado da arte das políticas públicas neste momento, de total desorquia extração? Então, olhando, digamos, o lado da demanda, o lado, digamos, da oferta de políticas públicas, e tendo como pânio de fundo a complexidade das cadeias de suprimento, a globalização, a complexidade das cadeias de inovação, esse é um ambiente que é possível o estado agir de modo inteligente e induzir rotas de inovação, ou basta o estado, digamos, criar condições horizontais ambientes melhores e manter as mãos fora do processo de indicação de prioridades. A tendência da gente sempre ia achar que o estado vai conduzir. Eu tendo a achar que o estado tem que ser um facilitador do ecu systemo, até porque você não sabe de onde vai vir a próxima ameaça. Evidentemente, nós temos de enverescimento da população, grande parte da resposta para enverescimento da população. Tá? Em drogas existentes, mas não quer dizer que elas vão te manter, que daqui a pouco não vou ter uma droga melhor como um antes diabético, ou alguma outra intervenção terapêutica para câncer, que o periçal to bastante, qual é a fronteira? Mas nós temos problemas que estão fora dessa expecta, que são problemas ligados, por exemplo, a ecologia geral, emvasão de serrado, emvasão de diária selvagens, trazem os mosquitos todos para dentro da área urbana. Com vetor de novas doenças, Marta, esse é um ponto, eu estou restaltando um lado, eu tenho enverescimento e eu tenho doenças muito próprias do país gravíssimas. Nós vimos o problema que a Chikungunya é, o problema que a Zika foi e ainda é, e nós estamos um pouco afastados, eu dadei, que o covid tomou tudo. Mas e a próxima ameaça vai ser outro vírus, um amigo bateria resistente que eu não consigo fazer nada, o problema do antibiótico, por exemplo, globalmente é gravíssimo. Qual é o problema gravíssimo do antibiótico? Você tem resistência multirresistência bacteriana de várias baterias, num nível absurdo hoje em dia, quando eu rei a prosa, não tem tratamento, em vários casos na Inglaterra, nós estamos chegando próximo do maera-posa antibiótica, e não é um problema de financiamento só. E não tem nada a ver com o endelecimento, mas eu continuo precisando do ecossistema de inovação, que inclui não só fazer o melhor laboratório que daqui a 5 anos, já não vai ser mais o melhor. Inclui criar condições para que essas trocas ocorram, e a gente estabeleça tecnologias que podem ser, possam ser trocadas globalmente, inclui tributos adequados para cadeia de inovação, inclui facilitação brocrática na relação com a universidade, inclui facilitação brocrática, no envio e troca de insumos com laboratórios internacionais, universidades internacionais, e a facilitação horizontal me parece um exercício mais interessante do que fazer uma posta. Criga, o mesmo tema que queria ouvir a sua opinião. Eu vou colocar até uma perspectiva histórica para tentar direcionar, e o que eu acho que a gente pode pegar como morte, que o Cruz fez 120 anos ano passado, é uma instituição que nasceu frente a uma emergência anitária, na época tivemos que a minha amarela, a peça bubônica, varila, e não é o início da atividade científica no Brasil, mas é a primeira vez que a sociedade se dá conta do benefício, do uso do conhecimento científico, no combate a essas três noem. Acho que a gente está passando por um momento agora muito parecido, onde a gente pode receber uma cor inédito da sociedade, no sentido de fornecer elas melhores ferramentas para enfrentar uma série de dificuldades. A gente está falando de convidimento, pode ser resistência anti-biótico, pode ser alcance, pode ser todos esses desafios de saúde que vão continuar existindo. O Brasil tem algumas questões muito peculiárias. Eu já tinha comentado a minha primeira fala a questão do sistema único de saúde, a questão da indústria farmacelta, mas temos excelentes universidades que produzem o nível muito bom de publicações. Nós precisamos, é diferente de você estar no segundo ano na faculdade em um andar um novo aplicativo e ficar milionários, só aconteceu muitas vezes no campo da tecnologia da informação. No campo da saúde é muito raro, acontecer isso. Nós temos exemplos de boas ideias, a terranos era uma empresa diagnóstico, no Vale de Filiç, e propós ainda um sistema de nanomicrofluídica para paralelismo nos textos diagnósticos, uma ideia sensacional chegou a valer 10 bilhões de dólares em dois anos a sem preencer de 10 bilhões, que eram três em Braiairo-Fazero, porque não conseguiu mesmo com todo o financiamento do mundo, mesmo tendo uma excelente ideia, não conseguiu estar no ambiente propício à inovação de saúde. Acho que isso é uma coisa que a gente tem que fortalecer no Brasil. Nós precisamos ter essa área de desenvolvimento tecnológico, que pega esse conhecimento que está sendo gerado nas nossas. Na nossa temos de pesquisa, em geral, universidades e chuteções, e consiga levar para a sociedade. O modelo das startups é um bom modelo. O modelo está sendo usado em todo o mundo, mas ele precisa ter uma infraestrutura que dê essa garantia de produção, de produtos para saúde, com requisitos que permitem que esses produtos cheguem ao Regiço Sanitário, por exemplo. Acho que talvez gente possa discutir, como interligar a todos esses atores, que nós temos fortaleza muito grandes no Brasil, mas está faltando essa área específica, com o conhecimento de pegar provas de conceito e foram geradas da universidade e transformar em produtos que vão ser feitos pelas partes. Esse gargalo ainda tem uma dificuldade muito grande de infraestrutura e de conhecimento. Muito bem, Pérez, esse meio de campo entre universidade e empresa. Quanto esse processo avançou em que está justamos, Pérez, você que foi, portanto, o tempo diretor científico da FAPESP e hoje virou líder de uma startup de biotecnologia. A pandemia, nós ouvimos aqui, que foi usada em comenda tecnológica. É só o instrumento que está disponível e que eu nunca tive conhecimento de ser usado porque ninguém tem coragem de colocar a caneta do papel para usar uma encomenda tecnológica. Foi usado em forma pioneira. Eu espero que algumas coisas que estão acontecendo agora com pandemia possam virar sem incorporadas a esse arsenal de instrumentos disponíveis. O cedo do capitalismo fez exatamente encomenda tecnológica para essas vacinas. Isso tem que ser praticado, tem que haver encomenda tecnológica, mas não só para vacina, para tudo, da mesma forma, não visa, também se mobilizou para acelerar a aprovação, não é verdade? Mas vimos isso aí. E fizeram a aprovação no modo contínuo, ou seja, as empresas pudiam ir apresentando a documentação passo a passo, que é uma rotina nos Estados Unidos. Eu queria que isso fosse praticado, não só para a vacina. Vamos aprender com essa, o que está sendo feito com a vacina. Então, há instrumentos, sim, o governo tem que ser mais proativo. Eu acho que é importante que a gente aprende com a pandemia. Agora, a questão da relação com a universidade é uma coisa complexa. Nós praticamos bastante isso aí na empresa. Nós não temos laboratórios próprios. Nós não investimos em concreto e em macres. Na filha das parcerias, várias parcerias com a música, várias parcerias com instituto mutantano, parceria com o nifés, então, parcerias com outras empresas, a parceria com a universidade, ou havia uma questão ideológica, uma reação à parceria. Isso está muito mitigado. Então, os filha das parcerias muito, muito férteis que geraram informações importantes, os problemas seguintes, as próprias universidades brasileiras que fazem temos um ambiente de pesquisa, elas têm que aprender a se relacionar, fazer a documentação de forma adequada, ter que ter mais agilidade no processo de aprovação nas parcerias. É um processo. Eu acho que melhorou muito em relação que nós vimos 20 anos atrás, e eu acho que teravê uma aprendizada necessitiva. Mas eu insisto que existem instrumentos foram usados na pandemia. Não visa ser mais ágil, consegui trabalhar em forma mais ágil, mas essa agilidade que foi demonstrada agora, precisa ser também emprestada, e também, em comenda até que eu insisto esse instrumento poderoso. Eu que combina o poder de conta do Estado um estímulo em nossa. Professor Edmar Bacha, lascou uma pergunta aqui dirigida a você, que é a saber se você é favorável, que haja uma margem de preferência de 25% no caso, a referência é o governo Dilma, ou seja, uma política de favorecimento há laboratórios nocionais, empresas nocionais, para fazer política industrial na área de saúde. Conceito, aminho.
na minha opinião, esse tipo de política de imagem de preferência, no caso da indústria farmacêutica, ele não funciona, eu não consigo enxergar ele com o instrumento eficaz. Bom, o que acontece? Quando você tem um processo de seleção de um fornecedor, você estabelece alguns critérios e você pode dar uma preferência no momento de oferecer uma proposta ao governo. Geralmente, essa imagem de preferência tem a ver com preço, você pode oferecer um preço de 25%, por exemplo, nesse caso, mais alto, e mesmo assim você vai ser escolhido, ou seja, você tem uma possibilidade de ganhar uma concorrência pública mesmo, tendo um preço mais elevado do que os seus concluínticos. O que acontece é que, na indústria, pelo menos até onde eu consegui enxergar, não existe espaço para isso. Primeiro, porque o governo não aplica muito essa regra, ele vai pelo preço mais baixo e eu não vejo isso acontecendo com nenhuma frequência, eu desconheço completamente, sim, em algum caso. Eu acho que não é esse o tipo de estímulo adequado para promoção da indústria, até porque a própria constituição já não faz distinção mais entre a indústria de capital estrogê e a indústria de capital nacional. Então não consigo enxergar isso como estímulo, e por tudo que a gente comentou aqui, a questão da integração das cadeias globais, etc., que a gente precisa uma indústria integrada, em não uma indústria protegida. E você também fez uma provocação ao PRLZ aí que eu queria comentar sobre a lei de inovação, a gente não dou na velocidade que a gente queria. E na minha opinião, eu passei os 4, 5 anos aí trabalhando na CENI e a compaiava de perto. E o que eu percebi? E a gente cobrava muito na época lá pela CENI, que o governo implementasse a lei de inovação, a lei de inovação, ela previa vários instrumentos. Eu vou lembrar um instrumento que era a possibilidade de um pesquisador, se leiscienciada a universidade para poder criar um startup com apoio da universidade, para que ele pudesse chegar num ponto que aquilo pudesse se tornar um produto no mercado. Se ele se leisciava recebendo seu salário, era como se a própria universidade apostasse no projeto dele, como um projeto que ia trazer benefícios para a sociedade para a própria universidade. Isso, por exemplo, nunca foi implementado. Então, a gente não sobe fazer na transição do governo Fernando Henrique, pro governo Lula, houve uma discontinuidade completa na política, e a gente não conseguiu avançar na implementação da lei de inovação. E hoje a gente fica discutindo um pouco os mesmos problemas que a gente discutia, que já deveriam ter sido superados há muito tempo. Olhando o Brasil, no conjunto do mundo, essa é uma indústria que tende a se concentrar em alguns grandes países, que você vê, alguns países despontando com força, além dos países que já eram centrais historicamente nesse touro. Nesse mapa global da indústria farmacêutica, o Brasil pergunta inclusive da lógica, digamos, de quentar empresas aqui, da loucação de investimentos. Ele continua no radar. Eu vou me permitir discordar, não existe essa concentração. Eu acho que existem inúmeros países inseridos dentro do mercado farmacêutico. A Europa quase todos os países têm dos farmacêuticos que é forte. Estados Unidos, Canadácia, se colocou como um ator importante nesse meio, a Coreia do Sul entrou. E Rael é incrível, em terra de inovação. E aí eu estou falando de inovação. Cópche de medicamento, o mundo inteiro faz. Onde nós estamos? A gente evoluiu muito a indústria farmacêutica local, faz muito bem a formulação de novo. Não faz investimento inovação da forma como deveria fazer. Inclusive, a forma de fazer isso é incentivar inovação, produtividade, inserção global e competitividade. O que eu acho que aconteceu conosco é que de alguma forma, a gente estava um pouquinho na zona de conforto, com uma população de 200 ou 50 milhões de pessoas. Sabem aqui dentro do mercado interno produzindo aqui para dentro. Não tem muito investimento externo, farmacêutica. E é todo meio que resolvido aqui dentro. Para inovação, muito jogo. Não dá para pagar inovação, fazendo inovação para o Brasil. Se é preciso do mercado global para pagar a maior parte absoluta dos desenvolvimentos que você fizer. Então, a nossa inserção passa por aí, passa pela gente investir em inovação. As empresas brasileiras têm caixa para investir em inovação. E o risco é muito grande como o Pérez falou. Então, não dá para botar esse risco no Estado. Maravilha. Marco, eu acho que não dá para separar muito bem. O Estado tem seu papel e talvez o papel maior seja fermentar a descoberta. Assim que é no Estados Unidos, na Alemanha, a gente tem que ter um sistema de descoberta forte. Eu sinto, por exemplo, o novo bonde dos biológicos e das terapiajeínicas. A maioria dessas patentes não são da indústria, são da universidade. Então, é o modelo que a gente pode tentar entrar agora. As descoberta estão acontecendo, vamos dar uma olhada nesse campo. Algumas áreas que depenem, por exemplo, de conhecer pectois biológicos, que estão mais próximos da geração de conhecimento, a gente pode fazer um atalho. As empresas têm que botar recursos, tem que assumir. Não é só o risco, mas tem que assumir o desejo de novo. E com isso, ter um nível de certeza. E nesse ponto, eu trago, foi comentado duas vezes, me sentindo a obrigação do falar sobre a inconglida tecnológica. Foi um processo muito rico conseguir discutir isso, não é? Foi o cruz, não foi só o cruz, foi uma discussão com o Estado, a sociedade brasileira, para que a gente pudesse assumir esse risco tecnológico. De poder fazer um movimento dentro de esta espação, empregando uma situação como essa. Eu acho que esse é um bom modelo de a gente poder dizer, você pode assumir alguns riscos tecnológicos, sem assumir riscos jurídicos. Acho que a gente tem que chegar todos esses exemplos que nós tivemos e conseguir uma durhecer. Eu acho que esse tipo de evento é que permite a gente a uma durhecer e poder seguir no tendo, trazendo um legado positivo de uma situação tão difícil quanto é isso que nós estamos enfrentando. Quem agradece somos nós, Marco Pérez. Para terminar, eu vou estar a ele aproveitar para responder a pergunta que foi feita pelo ex-ministro Pedro Malárico. Ele pediu para que fosse avaliado a operação "Glop Speed", que na realidade começou em mais de 2020 e na realidade resultou num financiamento enorme. Inicialmente eu financiava 11 bilhões, isso chegou praticamente 15 bilhões de dólares. Quem é que recebeu o financiamento? Adióncio, Dionso, AstraZeneca, a Moderna, a Nova Vax. Este é um caso tipo que me encommena tecnológica. Foi praticado com grande sucesso. Grande sucesso não quer dizer que todas eram certos. A Merkel terminou o projeto, a proporção do Fit também não obteve resposta imune suficiente em pessoas mais velhas, certo? Em 11 de dezembro, em 2020, eles iriam ter lá porque não tinha resposta em pessoas mais idosas. Então na realidade, considero que esse é a operação "Glop Speed", exemplar o governo assume o risco, financiar o desenvolvimento tecnológico, e por que? Porque no fim vai comprar o produto. Vai comprar o produto. A raza faz a entrou na "Glop Speed", não teve financiamento da pesquisa de desenvolvimento. Tenho financiamento só garantir e compra. Os outros receberam o apoio também. Então na realidade, a pergunta é muito bem a oportuna e tem tudo a ver com o debate atual. A lição que a gente aprende é que realmente uma intervenção desse tipo governamental é muito importante para criar, fortalecer o ecosystem da inovação. Maurício, você? Eu queria só complementar rapidamente o que o Pérez falou. Antes do "Glop Speed", houve uma iniciativa através da barda. E a importância das instituições, a barda, tipo uma autoridade de desenvolvimento foi criada nos Estados Unidos há alguns anos para desenvolver a área de biotecnologia e de bio-medicol americana. E foi a barda que fez os primeiros contratos com as empresas. E como foi dito aqui, o "Glop Speed" veio na sequência quando se verificou. Que o grande desafio não é simplesmente chegar na vacina, é produzir e entregar essa vacina em escala global. E esse é um desafio super importante. O que eu acho que a pergunta é muito boa, essa é do ministro Pedro Malão, porque coloca foco justamente em dois pontos. A questão de você ter a clara-esa do desafio e a questão da institucionalidade correta para que você alcance. Isso aqui é o que a gente precisa fazer no Brasil. Nós não tivemos nenhuma dessas fontes.
nesse nível de clareza que tiveram outros países. A própria Europa tem uma discussão hoje na Europa de querer uma instituição semelhante à barra na Europa. Isso foi provocado, inclusive, pelas grandes farmacias e outras europeias, que sentiram a necessidade de ter o mesmo apoio que o governo americano deu à produção e desenvolvimento de vacinas. Para concluir, eu recebi também uma pergunta sobre a questão ainda sobre a proteção, né? É onde eu for me colocar dentro do processo da cadeia de produção de desenvolvimento de novas tecnologias, para que eu tenso os impactos e os resultados adequados. Proteção puri simplesmente lá na ponta, de um determinado tipo de produto, isso não vai garantir absolutamente nada, vai enriquecer algumas empresas em detrimento do país e não vai garantir que o país seja que o país progrida como deveria ser. Realmente achei uma conversa iluminadora, aprendi muito, então, assim, realmente foi um prazer, um aprendizado está aqui com vocês. Esse é um tema crucial, pode ver se está associado, pode ver se está econômico e requer muita inteligência colectiva para pensar do bem. Então, fica aqui já o meu compromisso, estamos a gente ir voltando essa conversa e espero que a gente possa retomar o papo e a fundação está sempre a disposição para a ideia, que eventualmente vocês querem apresentar. Um abraço, forte, a todos, cuide-se e vamos sair dessa.
Podcast Summary
Key Points:
A pandemia expôs a fragilidade da cadeia de suprimentos farmacêuticos no Brasil, que é global e complexa, dependente de insumos de países como China e Índia.
A solução não é produzir tudo internamente, mas sim ampliar a inserção das empresas brasileiras nas cadeias globais de produção e inovação.
A inovação em saúde é um processo globalizado, arriscado e incerto, exigindo forte apoio governamental, como visto no caso das vacinas (ex.: Operação Warp Speed e garantia de compra).
O Brasil tem potencial, com universidades, empresas sólidas e o poder de compra do SUS, mas precisa fortalecer seu ecossistema de inovação, incluindo startups e pesquisa básica.
Tecnologias emergentes, como vacinas de nova geração (RNA e vetor viral), podem ser dominadas pela Fiocruz e usadas para resolver problemas novos e antigos, como malária e câncer.
O Estado deve atuar como articulador, facilitador e garantidor de recursos para ciência e tecnologia, evitando isolamento e promovendo parcerias globais.
Summary:
O podcast da Fundação FHC debateu os desafios do complexo industrial da saúde no Brasil pós-COVID-19, com especialistas do setor. A pandemia revelou a alta dependência de insumos farmacêuticos importados, especialmente da China e da Índia, e a complexidade das cadeias globais de suprimento, que não podem ser totalmente nacionalizadas. Os participantes concordaram que a resposta não é o isolamento, mas sim uma maior inserção das empresas brasileiras nas redes globais de produção e inovação.
A inovação em saúde é arriscada, incerta e globalizada, exigindo parcerias internacionais e forte apoio estatal, como demonstrado no desenvolvimento rápido de vacinas com financiamento governamental maciço. O Brasil possui vantagens, como universidades de qualidade, empresas sólidas e o poder de compra do SUS, mas precisa investir em pesquisa básica, startups e dominar novas tecnologias, como vacinas de RNA mensageiro e vetores virais. Essas ferramentas podem ser usadas não só para enfrentar futuras pandemias, mas também para resolver problemas históricos, como malária e câncer, que hoje deixam pacientes do SUS sem acesso a tratamentos inovadores.
O papel do Estado deve ser de articulador e facilitador, direcionando recursos e renúncias fiscais para fortalecer o ecossistema de inovação, sem tentar produzir tudo internamente, mas sim integrar-se de forma competitiva ao cenário global.
FAQs
A pandemia expôs fragilidades na cadeia de suprimentos médicos, hospitalares e farmacêuticos, incluindo insumos essenciais para vacinas, evidenciando a alta dependência do Brasil de matérias-primas importadas.
A solução não é produzir tudo internamente, mas sim aumentar a inserção das empresas brasileiras nas cadeias globais de produção, melhorar a articulação em pesquisa e desenvolvimento e investir em inovação.
O Estado deve atuar como articulador e facilitador, garantindo recursos para pesquisa científica básica e aplicada e para o desenvolvimento tecnológico.
Porque o desenvolvimento de medicamentos e vacinas envolve parceiros internacionais e tecnologias que mudam rapidamente, como exemplificado pela vacina da Pfizer, que foi desenvolvida com uma startup alemã e produção global.
Os riscos incluem estrangulamento fiscal devido ao alto custo de importações, impacto na balança de pagamentos e questões de equidade no acesso a tratamentos avançados.
O Brasil possui laboratórios multinacionais e nacionais, infraestrutura de pesquisa e produção, e exemplos de empresas de base biotecnológica que inovam, como a Recepta Biopharma.
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