#108/ o que a procrastinação diz sobre a sua insegurança, com Catharine Rosas
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A procrastinação é frequentemente confundida com preguiça, mas na verdade é uma resposta ao medo: medo de fracassar, de não ser perfeito ou de não dar conta. Esse comportamento evita sentimentos desconfortáveis associados às tarefas, oferecendo alívio imediato, mas gerando culpa e frustração a longo prazo. A pandemia agravou o problema, pois o cansaço mental e a pressão por produtividade em meio a notícias pesadas tornaram ainda mais difícil se concentrar. O perfeccionismo é um grande aliado da procrastinação, pois pessoas que buscam a execução impecável tendem a adiar tarefas por medo de errar. Além disso, a tecnologia, com recompensas rápidas como redes sociais e memes, oferece uma fuga fácil, criando um ciclo vicioso. Para superar isso, é essencial reconhecer que a procrastinação aponta para áreas que precisam de cuidado emocional. Estratégias como questionar o "crítico interior" (muitas vezes uma voz internalizada de críticas passadas) e gerenciar o humor — em vez de apenas o tempo — podem ajudar. Feito é melhor que perfeito, e aceitar começar de forma imperfeita é um passo importante para quebrar esse padrão.
Procrastinação não é preguiça, é medo. Chame pelo nome certo e se perdoe de uma vez por todas. A frase é escritora Julia Cameraw, firme decisiva, se queremos entender porque tantas vezes trocamos resolver tarefas importantes, por passar horas no TikTok, vendo vídeos no YouTube, e até comando a geladeira enquanto os prazos de torno mais apertados. Também explicadora GUNIANTE de conseguir dar o ponto à penicial de uma tarefa e no fundo mexe com a nossa insegurança. Isso é errado, isso não for a pessoa certa para essa função. O deixar para depois muitas vezes tem menos a ver com organização de tempo e mais sobre gerenseamento de emoções. Quando procrastinamos, evitamos os sentimentos agradáveis que a componha da tarefa em mãos. A procrastinação está enraizado no medo, do fracasso, do sucesso, de não ser perfeito, e o medo, como sabemos bem, é uma emoção poderosa. Mas como controlar a ansiedade quando somos personados a fazer coisas que nos deixam os confortáveis, como enfrentar nossas emoções e abandonar soluções temporárias que acabam nos atrapalhando no longo prazo. Bom dia, óbvias. Eu sou Marcelo Alceribel, se eu e o diretor agrediva na óbvias, e hoje conversa com a psicóloga "Caterin e Rosas". Bom dia, óbvias. Bom dia, Catarina e Marcelo. Já começa a ir. Bom dia, Catarina. Tudo bem, como você está. Bom dia, Marcelo. Bom dia, óbvias. Eu sou o Estate, mas você? Estou muito bem. Deixa eu explicar, então, a piada, se não a gente já parecia duas loucas, que antes de começar a gravar, a cat me contou que ela tem um segundo nome chamado Marcelo, que nós somos charais. E eu estou a fazer uma campanha da gente utilizar os segundos nomes, né, pra ter uma segunda persona. Mas além de um segundo nome Marcelo, você pode ser apresentar pra quem tá nos ouvindo com o seu cláneo. Claro que eu não posso fazer. Então gente, além de ser Catarina e Marcelo, eu também sou psicóloga clínica pra valendo aí, me aventurando nas redes sociais, no Instagram. Eu atuo, majoritariamente com mulheres, procurando aí, desenvolver um altestinho mais saudável e relacionamento duradoras e ferizes. Queremos, gostamos. Nossa pauta hoje é sobre procrastinação. Então antes de a gente entrar na parte clínica da questão, quero saber de uma parte pessoal. Você é procrastina, Cat? Como não. E quem não, né? Quem não, quem é esta pessoa, que não procrastina. E assim, Marcelo, eu acho que nunca antes ouviu um período tão feite, tão feite pra gente falar sobre procrastinação. Sinão, na pandemia, do novo coronavírus, que eu tenho certeza absoluta, que eu não estou falando só das minhas pacientes e nem se mentem só, pessoalmente, mas de um geral aí, coletivo, porque a pandemia e aí tem artigo sobre isso, já, divulgados aí na internet, super fácil acesse. Que falam que a pandemia proporcionou maior incisive de procrastinação. E aí, tem tudo a ver uma coisa com outra, infelizmente, né? Eu fico indúvida, se é porque a gente foi cobrado em dobro sobre produzir. Então, cobraram uma produtividade que não era viável em meio a uma crise sanitaria. Ou, se é porque o nosso emocional estava mais abalado do que nunca, porque o que eu aprendi com você e foi o início desse nosso contato é que a procrastinação diz muito também sobre nossa insegurança. Então, na verdade, acho que pra gente começar do iníciozinho antes que a gente também já se embolhe, a gente tem um entendimento errado sobre o que é a procrastinação. Eu entendo que sim, porque na maioria das vezes, quando a gente escuta a falça do procrastinação, eu percebo que já está arrotado ali um juiz em jivalô, que a gente acaba entendendo a procrastinação como preguiça, ou como qualquer coisa assim, que é menos verdadeiro, menos próximo do real significado, né? Da procrastinação. Então, a procrastinação nada mais é, fazendo aí essa descrição, do que é um atraso mesmo de desnaçação, e às vezes em consciente pra você realizar uma tarefa, inclusive, uma tomada de decisão. E aí, falando sobre a relação entre procrastinação e insegurança, a insegurança está falando dela especificamente. Eu percebo que ela pouco surge de forma solitária, de forma autônoma. Ela na maioria das vezes aparece meio que expondida através de uma outra emoção, sentimento, comportamento. Eu gostei desse gancho do filme, porque talvez tanto a procrastinação quanto o filme, e a gente já falou dos filmes aqui do programa, eles não vem de fatos reais. Então, por exemplo, a Julia Cameron, ela fala que era muito insistente na ideia de que procrastinação não é preguiça. É medo. E se você pensar que o medo está quase sempre baseado em fantasias a nossa cabeça, está muito conectado com o filme, que o filme também não é necessariamente somente, se você conta, mas é necessariamente vendido fantasias que você vai criando que podem se realizar ou não a sua cabeça. Fé sentido para o leolo que eu trouxe aqui? Total. O psicologia, a terapia foi guiante e boa comportamental, mas especificamente que é a abordagem que eu sigo enquanto terapia outra. E a gente já falou sobre o filme é que ele é uma emoção natural e que todos nós seres humanos somos passíveis de ter, só que o problemático da questão vem quando o filme traz comportamentos que são pra gente se aias pra outra pessoa, inclusive pra você mesmo. Então, tudo bem, então a gente não se une e ele está liso ao lado pro filme, ou na hora ele vai embora. A definitiva, como eu vou saber, manusear isso. Mas torna a questão da problemática, a partir do momento que eu desenvolvo outros hábitas. O hábito de tal que há, por exemplo, de ter minha vida social completamente anulada, porque eu fico ali focado em telefone procurando sabendo de acreditar. E aí a gente fala sobre segurança quando a gente está falando de filme, né? E a gente tem sempre essa consciência que nem quando a gente fala de procrastinação, a gente às vezes a essa vai atir, da chefe preguiça, depois de talar na casa da preguiça, que vai embora. Mas tem tudo a ver principalmente porque a gente julga uma tarefa ser difícil, por exemplo. Quando a gente olha para uma tarefa, uma apresentação que seu chefe pediu pra você entregar lá, até o final da semana, você vê só o que você precisa fazer. Seja sempre em parafuso, você fica cara, acionando muitos pensamentos automáticos, que você não vai dar conta de fazer, porque aquilo é muito difícil, você é completamente incapapais. E aí você para a caixina, você vai empurrando, tá barriga, tá? O chefe começa a ligar, cobrando. É, eu acho que quando a gente fala dos medos que causa procrastinação, tem o medo de você fazer errado, o medo de você não dá conta. Eu até fiquei um pouco meditando na ideia de quando que eu procra a China, porque a minha primeira reação fala "Não, eu não procra a China nunca". Porque, de fato, eu sou hiper, produtiva, até uma questão. Mas eu fiquei pensando no cat que, por exemplo, quando eu preciso escrever o roteiro, às vezes eu enrolo para começar, e eu sei que não é preguiça, porque eu não fico deitada, enrolando. Eu subestuo, por exemplo, por funções mais brocráticas, mais operacionais. Então, eu vou resolver algum problema que é, para mim, é muito mais prático do que encarar, que quando eu vou escrever um texto, eu tenho que encarar as minhas inseguranças, ter o que encarar a minha cidruma da impostora. Então, talvez seja um pouco sobre a gente substituir por coisas que nos deixa mais seguros, porque essas coisas que a gente procurar a China, escancar a nossa insegurança. Talvez analisar onde a gente procurar a China seja mais importante do que se julgar, por estar procrastinando? Muito. Eu sempre falo assim que a procrastinação está apontando para uma área que você precisa cuidar. E aí você seja ágil e tenha um superdose de alto conhecimento aí em dia para saber qual é a essa. Porque isso que você falou agora, por exemplo, dá assim, brome da impostora. Nossa, cara. Como que isso é pertinente com as mulheres que eu trabalho? Está bem, é muito, muito como mesmo. E aí, a gente tem muito medo de ser frustrada por nós mesmas, né? Por ser assim, tinha capaz. E você falando sobre procrastinação em artigos que eu pesquisei para falar sobre isso no Instagram, por exemplo. Todos os cientistas que se dedicaram tempo e investimento para falar sobre procrastinação falaram muito sobre o medo do fracasso de realizar a certa tarefa e ela não ser tão bem sucedida que nem você julgou que ela seria, por exemplo. E aí você automaticamente é uma fracassada. Porque você se culpa muito e a procrastinação é exatamente sobre isso. Assim, ela traz um alívio e umediato de "tá, não vou fazer. Fosse meida para mim mesmo, é que agora não dou compra, depois eu faço." E aí você vai procrastinando. Então, ela traz um alívio que é muito mediato, mas ao longo prazo eu você sente muito mal com isso mesmo assim. Porque está esculpa, traz um sentimento muito forte de incapacidade, de frustração, você fica tipo puta, deveria ter feito isso antes. Porque eu te fico, porque eu espelho não fazer. E aí juntam a bolas de neve e isso viram ciclo vicioso, é terno. É um baita de um ciclo vicioso, mas é muito herônico que os perfeccionistas são os grandes potenciales pro procrastinadores crônicos, né? São os que estão mais preocupados em fazer tudo certo e acabam deixando para fazer depois. E aí realmente, dificilmente, vai sair perfeito. É um ciclo. É um ciclo. E aí, é exatamente isso assim. Com que mais perfeccionista você é mais você está na luta.
que aquela tarefa deve ser desempenhada da melhor forma possível. E às vezes o melhor, a pimenta é o pimenta é o pimenta é o possível, não é do jeito que você está ali idealizando tudo bonitino a sua cabeça, tem que trabalhar de homófice, sem que eu cachorro gritando, sem ter o filho entrando no seu quarto, sabe assim, numa mãe da reunião importante, por exemplo. Então tem uma frase que é super sem se formar um já, mas que eu amo muito, que fala que feita melhor do que ter feito, mas que essa não é a realidade dos procrastinadores. Então às vezes é melhor você joga lá no ideal e não pensável de atividade realizada e não realizar ela partida de caminhe de deixar ela lá. E se sentindo cada vez pior, porque você não tem conseguido fazer isso naquele momento. Eu estou lendo o caminho do artista da Julia Cameron e estou fazendo a jornada dela de 12 semanas e estou fazendo as minhas páginas matinais pra quem é uma familiarizado com método, basicamente tem que acordar. E a primeira coisa que você faz são essas páginas matinais que você tem que escrever, três páginas que é ela chama de uma drenagem mental. Então você coloca tudo que terá sua cabeça e ela fala que a primeira premissa é que assim, escreva qualquer coisa. Se você não souber, que você tem que escrever, se pode escrever assim, não tem que escrever hoje, não tem que escrever hoje. Ou você pode escrevendo. E é muito louco porque é um primeiro tratamento pra bloqueio criativo. E ela não fala que bloqueio criativo é só pra artista, é pra qualquer pessoa que tá sentindo bloqueado. E ela fala da importância de você silenciar essa voz na sua cabeça, de que assim que você começa a fazer, você está fazendo mal. Então acho que muito do procrastinar, também tem a ver com você começa, aí você fala, "Ah, está horrível, vou parar". Pelo menos, inclusive, desperfeccionistas. É quase algum outro episódio, mas eu acho que o feito menor que perfeito é uma frase de fato meio senso comum, mas que é muito verdade. Quasei, eu converso comigo mesmo, eu falo assim, então tá, monstroinho que mora dentro de mim. Agora a gente vai fazer uma coisa horrível, tá bom? É horrível que eu estou fazendo, mas eu vou fazer horrível. Eu tenho que enganar essa minha autossabotadora dentro de mim, porque senão ela não me deixa continuar. Como que você acha que a gente consegue, ah, ainda é esse meu método provado por Jung né? Eu acho que existem algumas maneiras que a gente pode diminuir essa voz escrita interior, que é tão movado. E eu acho que a primeira delas é entendendo qual é a função. O que é que essa pessoa quer te dizer? Porque pode colocar tão pra baixo? Não tem da função do seu cristian interior. E aí, esse cachorre mesmo é ópido, que não vai ser tão fácil, provavelmente você não vai ter essa resposta de mediato, mas você precisa se questionar porque às vezes esse crítico interior, acho que talvez eu estar de análise aqui, seja super ausada, na maioria das vezes, a voz de seu crítico interior. Tá querendo proteger. E aí tem esse senso aí de preservação, de pouca, ara. Se eu não ver, estou sendo cruel com você que eu te desimpolpado esse sofrimento absurdo aqui, que vai ser a realização da satividade, ou desse feedback que vai ser super desafiador pra sua autoestima. Então, fica aqui, gente, eu não vá não. E te desencoragem, eu acho que desencoragem não é umas piores palavras possíveles. Então, eu acho que o começo é a partir daí. Sabe? Você vai questionar ele e entender qual é a real função que ele está ali, porque ele está ali na sua vida. E aí depois, e ressignificando essas postas que você tiver, grativamente, acho que a autoestima também é o caminho e aí você investir mesmo não passar ser apêutico. E acho que é isso. Bom, tu parece uma cadalinha da Julia Cameron, mas eu acho que vale trazer isso pra cá. Porque enfim, sem querer, isso acontece, tá? Eu decido que eu vou fazer um programa. E aí, no meio que eu estou no programa, eu começo a pensar, "Nossa, mas você tem tudo a ver com o livro que eu estou lendo." Mas, na verdade, não era para eu falar sobre esse livro, mas confívamo. Basicamente, quando os exercícios do livro que eu estou fazendo é traçar um pouco dessa investigação, que você falou qual é a função dessa voz. E ela fala sobre quando que nasceu essa voz. Quem foram as pessoas que passaram pela sua vida, que te disseram coisas tão traumatizantes que estão com você até agora? E pode escrever, foi o meu professor da terceira série, quando ele me falou que eu não era boa em tal coisa. Foi o meu ex-amorado que falou que eu não era. Não, não, não, não, não. Enfim, e aí ela fala pra você listar o nome dessas pessoas, escreveu o que que eles disseram e eu juro vocês orcizam o negócio ali. Porque quando você começa a ver que muitas as coisas que você conta pra si mesmo são coisas que você já ouviu de terceiros. Então, é colando ali, né? A quanto tempo tá, é colando em você. E aí você percebe que "Opa, essa voz não é minha, eu apenas aceitei uma voz externa." Então acho que a exercício que é útil. Mas chega de falar do Gila Cameron, quero falar na verdade de uma pesquisa muito legal, que foi uma das primeiras pesquisas da procrastinação que foi feito em início dos anos 2000 por pesquisadores da "Kaze Western Reserve University in Ohio". Basicamente, eles foram levaram as pessoas a se sentirem mal, então, pedindo que eles levem sem história estriz e pesaram o clima e mostraram que isso aumentava a inclinação pra procrastinar. Então, quanto mais eles recebiam notícias ruins, menos vontade eles tinham de fazer as coisas que eram úteis. E com essa mesma equipe, quando eles congelavam o humor deles em coisas boas, cheipouvindo boas músicas e outras coisas, menos eles estavam propensos a procrastinar. Por que que eu tô trazendo isso? Primeiro pela questão da pandemia, porque é muito difícil de ser produtivo quando você tá triste, mas também porque fala-se muito sobre gerenciamento de tempo, quando às vezes a gente devia ter flota sobre gerenciamento de humor. Me explico. A gente fala da importância de então essa tarefa vai levar 40 minutos, depois isso vai. Tá bom, mas como é que você tá preparando o terreno pra você ser produtivo? Será que dá mesmo pra 6 da manhã ouvir todas as notícias do Brasil e depois querer ser mega criativo e entregar tudo? Ou será que a gente precisa organizar melhor o nosso dia de acordo com o Mores? Pra me fazer o sentido e a resposta assim pra essa é a sua última pergunta. Quando você tava falando, descrevendo a pesquisa, eu fui muito fisgada pro contexto que a gente tava vivendo e eu acho que é impossível que eu não seja fisgada, porque assim a gente já tá mais de um ano aí, talvez já. Mas da capocó faz 2, já 3 e a 1 e a 1. Eu espero que a gente não chega a tanta. Piscó faz 10. Piscó faz 10, assim que é assim também. E aí a gente tá sendo bombardeado há muito tempo, já há muito tempo mesmo. Notícias que são muito pesadas, sabe? Que são pesadas, que são triste, que são verdaderamente lamentáveis assim. E aí é isso, como é que você tá no meio disso tudo? Qual é o ânimo, a disposição que você tem, depois de você sentar 6 horas de manhã provir um gerausão, tem na segunda afeira do que aconteceu no final de semana. E aí você vai sentar no seu quarto, por exemplo, né? E aí voltando porque a gente estava falando mais cedo, tem um assaço assim de tarefas que você perguntava se era isso que existia ficava o aumento da procrastinação no meio da pandemia. Mas tem essa coisa também do Home Office, né? E você não conseguiu estar do lecer necessariamente outras botinhas, outras botinhas diferentes assim. De que eu estou trabalhando no meu quarto, mas assim para terminar a minha experiência eu vou deitar e dormir. Existe um aspecto da desfazer esse desligamento, né? Que você não tinha antes, que você ia para o pitifitório, voltava e dormir, e sabia que quando você entrava em casa aquele da liera, são momentos de deixar essa trabalho para a floria. - Saludades. - É. - Muitas. - Do que não vivi, na verdade, né? Porque por mais que o Home Office seja mais grave, a tecnologia não segue, né? A tecnologia já trouxe para dentro de casa o trabalho. E eu fico me perguntando se o que a gente acha que a enrolação, preguiça e até a procrastinação não é apenas a gente descansando. Você acha que a gente perdeu o valor do descanso? - Totalmente. E aí, me permita voltar para a pandemia, mas saiu um termo aí que a ONS, inclusive, definiu como fazia pandemia, pra você certamente, eu deve ter esse estado falar. Mas que nada mais é do que o consaço da pandemia. E aí o consaço de diversas ordens é óbvio que pra cada um vai ser mais intenso do que pra outra pessoa. Existe aí uma escala que é muito pessoal mesmo, né? Mas é exato me encher, sim, como assim. Você tá muito cansado, cara, e não só um consaço físico, mas é um consaço mental. Porque a gente não tá falando só de uma questão de saúde sanitária, não é uma problema sanitária, somente. Mas a gente tá falando de um causa aí de aumentos absurdos, gínteses de depressão, suicídio. É isso, né? A gente tá falando de procrastinação no meio de um momento global histórico. Então a gente precisa assim fazer todo o total recorso de que às vezes não é preguiça, é só sei lá. Eu só sentindo muito portável e vindo uma pandemia. É, eu estudando também um pouco sobre o assunto. Eu cheguei nesse lugar da procrastinação idônica, que é basicamente procrastinar. Porque você troca uma função que vai demanar muito de você por prazeres rápidas. Inclusive, tem um estudo muito bom falando sobre essa regulação emocional da procrastinação, que explica fenômenos modernos como o número de vídeos de gatos online. Tem uma pesquisa com milhares de pessoas confirmando que a procrastinação é um motivo comum pra assistir os vídeos de gato. E que toda vez que você assiste, é um vídeo que você pode fazer.
o momento humor positivo. Então, coloca que gato, meme, tudo isso. Só que o que acontece é a gente tem esse sopro de dopamina e de prazer muito acessíveis, né? E até um pouco viciantes. Então o seu celular está logo ali. Acho que o celular é o grande parceiro, né? Da procrastinação, nada como você tá até meio cega, né? Às vezes você tá até meio. Você não tá nem vendo no Instagram, mas tá ali, passando, né? Aí, eu gosto de impacta, mas a gente tem muito acessível esses pequenos prazeres que deixa a gente também. Você vai trocar, "Vememe, por agora parar, pra ler, pra estudar". Como que você estuda estando a uma aba de distância de todos os memes, de todas as outras coisas que são obviamente mais prazerosas, é muito difícil. Exige o dobro do que nos exigia na massa podiáula, vai? Perfeito. Eu tava começando sobre isso com a paciente semana passada, que é uma paciente que é universitar ainda, e ela me trouxe isso com muito pésar, assim, que porra eu tava numa sala que tudo ali dentro foi milimétricamente calculado, pra que eu prestar essa atenção à aula. E aí a gente muda, eu passei a vida toda e estou andando nesse padrão de ensino, e aí, em menos de dois anos eu tinha que me adaptar novamente a um outro tipo de ensino, mas é um ensino que é muito tentador, tentador não, mas desafiador, porque as tentações são muitas. Então é isso que você falou, você tá uma aba de explorar tudo que o universo online tem pra te oferecer. Então você exige ali uma luta mesmo, a gente pode colocar com uma luta em terra, de você querendo te concentrar o máximo, e você é liso, perfeitada, pegar o seu celular e responder uma mensagem, e entrar no Instagram, ficar nesse processo lá, de seguir a mesma absoluta, mas passando um tempo, porque naquele momento você não tá dando conta de resolver uma obrigação, talvez, né? Acadêmica. Porque dificilmente você vai abrir o TikTok e vai sentir frustração, ressentimento, culpa, é exato, e muitas as tarefas do dia a dia que inclui as nossas responsabilidades são grandes gatilhos, pra puta, não estou conseguindo entregar meu trabalho, estou amaguada com isso, então a gente fica tapando esse buraco, o problema é que depois bate uma culpa, né? E como bate? Eu acho que é um processo que uma coisa vai puxando outro, de porra, tem que entregar agora esse trabalho, e aí não dá conta de fazer, e aí não deu, mas você não fizer a posse admitida, e aí você entra num rítmulo de pensamentos, que são pensamentos com questionadores mesmo, que vão te ler uma das questionais, e aí no final das contas você não tem resposta nenhuma, mas ser taligiante de uma cadeira cheia de pequenas angústias que viraram grandes monstros, assim, que nem aquela pilha de roupa que de noite você acha que uma pessoa te olhando, aquela é a sangústia no final do dia, sabe? É muita coisa, e eu só sou uma, será que é um contase, mas será que a divisão será que eu sou muito em capaz? Sim, é muito, muito angustante mesmo. É a pilha de roupa e o hold sucessos das redes sociais, né? Porque ninguém tá contando derrota, e os cultes virtuais dizendo "eu nunca desistido meus sonhos, cada batalha é tipo, puto, desculpa, desistido de três sonhos hoje". Só, é só ser mal, é por isso que eu achei de fantástico que você começou me perguntando se eu pro Cristina, uma célula pro Cristina muito, assim, muito mesmo, e eu acho muito legal que a gente faz isso sobre isso, porque a gente tá, você me tornou uma mania, você me deu uma possibilidade de responder que sim é pro Cristina, porque eu sou uma mania, e a gente vai humanizando essas pessoas, porque o culte tira um pouco, né, e a gente se for, só imensiva, ao seu foda pra caralho, que eu aqui realizando três sonhos por dia, dando uma subpsipólica, beleza? Isso é uma coisa, né? Tem uma espuma lá bonitinha, mas sou pra questionadora, luto contra isso, inclusive, sabe? Tem um desenvolvido várias técnicas aí, pra fazer com que seja menos constante, que me traga menos sofrimento, pra minha rotina forma geral. Mas é isso, a gente tá tendo a que lidar com o que a gente consegue fazer, de pouquinho, sem muita cobrança também. Eu acho que, assim, existe um equilíbrio aí que a gente tem que encontrar, mas que talvez a etapa número 1 seja um pouco do que você falou, né? Pra sair desse ciclo, você precisa de autoconhecimento. Então, ao invés de você colocar, "ah, eu tô com preguiça?" Não, "ah, eu tô com medo de começar a ir da errado." "Tá vai usar o vocabulário certo com nós mesmos, seja uma primeira etapa, esse reconhecer pode ser o início de sair desse ciclo?" Totalmente, é o seu autoconhecimento que vai romper no espadrão, porque ele passa ser um padrão, né, na sua rotina. Então, assim, a gente não tá nem preparado pra ouvir qual é a resposta. Isso de porra, na verdade não é a preguiça, só porque eu acho que eu não sou bosto eficiente pra fazer isso. Isso que eu tô fazendo não vai ficar tão legal, que nem eu achei que ficaria. Ou que minha colega de trabalho fizer esse que ficaria certamente inscrivão. E aí, a gente volta pra assim, que pensei a segurança, né, Má? Nossa, comparação é maravilhoso, né? Comparação é uma ração pra você procurar estinar, né? Você pegar, no mês tal, o pessoal já fez isso de tal forma. É, ferrou, eu nunca vou citar boa. Nunca, nunca ia ir de novo, sabe a segurança? Tá lá, pessoa tá tipo, formes andatory. E você tá lá, tipo, meus dentes, entrando a filha de roupa de angústia, sabe? Da cadeira lá dessa casa, no seu quarto no escuro. É tudo muito, muito, muito difícil, assim, mesmo. Não é nada fácil. E eu faço questão de reforçar, que isso é fácil, a gente não paria pra um sobre isso aqui hoje. Porque todo mundo conseguiria ter resolvido já sem maiores questões. Mas é possível, sabe? Eu acho que tem coisas que você pode ir fazendo, implementando no seu dia, que vão te fazer, você cê uma pessoa menos procrastinadora, por exemplo. E eu estou falando isso porque eu realmente acredito. Então, sei lá, você vai te agulher ser rotinas de fazer o que você precisa fazer. E aí não isso é inegociável, eu sei que eu preciso fazer, então eu vou lá. E aí, depois de tabelher, cê uma rotina de distância, na verdade, né? Porque você precisa fazer as duas coisas. Não dá conta de você fazer tudo que você precisa fazer acadêmicamente, eu profissionalmente falando, e ficar ali no mundo dos ocarólicos e sofrer por isso, né? Em relação ao seu sal de mental e o sal de física mesmo. Este tabelher é uma hierarquia de prioridade, então não tem como você fazer tudo de uma vez só. O que é que é mais importante, né? Qual é o prazo mais perto? Resolva isso agora, né? Eu vou te interromper aqui só porque eu sou muito adepta disso. Eu sou viciada em listas e eu estabeleço por isso mesmo. Vamos pela cozinha mais fácil. Porque a minha sensação, Katia, que o mais difícil é você começar. Então, uma vez que eu já arrumei minha cama, que eu já arrumei a mesa do escritório, que eu já troquei de roupa, eu vou fazer do pequenas coisas e eu começo a me dar o fluxo da produtividade. Porque se eu começar pelo mais difícil, aí não vai dar certa. E pra questação, tem muito frequência também, mas assim, de que tipo assim, tá. Eu tô procrastinando uma tarefa, mas não é qualquer tarefa. E aqui, fazendo recorche de catarim sendo estudantes do terceiro ano. E a tarefa é uma tarefa de pímica. Só um zero esquerda pra química, sabe? Não é uma tarefa que eu tenho interesse, não vai me dar prazer menin. Então, assim, de onde é que eu quero tirar disposição pra fazer isso? Então, você tem que lutar aí com muitas pequenas coisas. Até você, de fato, conseguir tirar o preciso fazer da cabeça e definitivamente fazer. Então, a procrastinação tem a ver com muitas coisas. Eu fico pensando o quanto que também as pessoas falam que elas estão com uma perguiça de fazer o exercício físico e ficar de chapadinha de dorfino. E, na verdade, é um pouco dessa procrastinação mesmo. Porque você, e fazer um esporte que você é novo, todo mundo é ruim, início. Você tem que aceitar. A gente, ninguém correu bem, na minha vez, correu, ninguém na do bem. Todo mundo é ruim, início. Então, eu fico pensando, "Como você se salva, eu sou muito preguiçosa, não é também muito medo de tentar algo novo e ver que não é tão bom ali." E é um ciclo demorado mesmo. Então, enfim, me deu esse negócio agora pra essa nossa talvez, não seja preguiça, talvez a batalha pra virar uma chapadinha de dorfino. Seja uma batalha contra a insegurança, não contra energia física. É feita. E esse movimento de dar o primeiro passo que você tava falando aí agora, ele é difícil para um caráquio. Sim, não é uma coisa. Tá bom. Segunda a feira, eu vou começar na academia, não tenho santo que me faça. Sei lá, atrapalhar a minha rotina de exercício físico. Não é assim, aí se é a corta de segunda-feira, você fica meu Deus. Não dou conta de ir, tô cansada mesmo, assim. É empolhada a segunda-feira, às seis horas da manhã. Claro que eu não vou pra academia. Então, o primeiro passo, aí é muito, muito difícil. Você saiu da sua zona de conforto e bateu pra na porta e iniciasse a rotina de exercício, por exemplo. Então, assim, as vezes você vai, você consegue ir, você venha esse medo, essa insegurança. E é super prazeroso. E a gente fica totalmente a esteregues da padinha de endorfinha. E com motivação de voltar lá na terça e talvez na parte, na quinta. Mas o primeiro passo é sempre mais difícil. Eu acho que pra tudo, tem um lugar que a sua função entender, que é como que se formam hábito. Que, inclusive, acho que a gente pode aprofundar isso no bom dia, óbvio, no extra-frente. Mas que eu, por exemplo, que tem o hábito da exercício físico há quinze anos na minha vida, é óbvio que, pra mim, de fato, é tão simples quanto. Acordo e vai. Mas eu odeio, quando vejo pessoas que já estornaram,
não era um hábito como eu falar pra alguém que nunca teve hábito e falar "ném pensa, só vai, que nem pensa, amor!" É que nem falar pra uma pessoa "não, não fica triste!" Sabe assim, "não, quando a pessoa tem uma barreira pra fazer alguma atividade, a maior barreira na grande parte dos vezes é o pensamento, então assim, deixa ela pensar, deixa ela raciocinar, mas deixa ela criar novos gatilhos mentais pra que aquilo se torne mais fácil, mas não dá pra você dar um conselho do auge de quem já tem muita experiência, eu acho que esse é muito do perigo dos conselhos que a gente vê na internet que estão muito né, o snack, então vai, você consegue, você tem a mesma número de horas no dia do que a Beyoncé, foda-se, ela virgina Ana! Não é assim, a mulher tá lá, pouca e de rica, não podia estar mais rica, eu tô aqui com três fulhas pra criada, os cachorros pra alimentar, a trabalho de 8 horas fora de casa pra dar conta, aí chega em casa, tem casa a palavra, assim, é o mesmo número de horas, mas eu tenho certeza que não são mesmo número de atividades pra fazer da conta no dia. Infelizmente, Marcela, juro pra você com muito fazáfate de guíso, mas isso que você falou de que tipo, "Ah, tá, você tá triste, fica feliz, só rica, vai, não vá fazer essa atividade não, física, sem pensar, só vai, tem psicólogo, a sua delíseco, outras pessoas, sabe?" e assim, tudo bem que pra você é um ábito, você já construiu, ele tá totalmente adequado aí, a sua rotina, e seu modo de existir no mundo, mas quem a ver com você, não vem a ver nas tarefas comigo, às vezes eu assisti o fisco que te faz extremamente bem, que faz todo sentido na sua vida, pra mim não, pra mim talvez seja uma tomiada, talvez seja que você é um cruz fide pra ação, por exemplo, sabe? E aí a gente tá vendendo essas fórmulas injasadas na internet, que se você comprar no que já sentiu pra você, pra você, a culpa é toda a sua, porque é tipo tá fazendo sentido pra ela, pra todas essas mil pessoas que compraram cursa dela, porque é comigo não estar dando certo. E aí é super problemático, pra não é, se a gente quiser falar sobre isso, muito problemático. Então eu entendo que a gente já falou sobre como tentar sair desse ciclo da procrastinação, então a questão da organização de você sentir da onde está vindo, quem segurança a sua tá batendo, já falei, tá um pouquinho sobre a Julia Cameron, então mais uma vez indicando o livro aqui é o caminho do artista da Julia Cameron, mas uma vez que eu procrastinei, parte do ciclo vicioso tem a ver com a maneira como a gente trata, você acha que também pra isso não virar um ciclo vicioso, a gente tem que ser ágil, é que a auto-compachão e auto-perdão também não se torturar muito. Total, eu acho que a auto-compachão especificamente ajuda muito assim, é como se fosse um pano quente, não perde a sua barriga, não dia de cólica, pra mim essa é a melhor definição de auto-compachão que eu posso, ela barar agora. Mas é isso, né? Quando a gente pra procrastina e isso sai do nosso de coisas que a gente deveria fazer, porque se eu nunca tá lá, se tá balacendo no seu dia, que depois que você tiver é o comando da atividade que você tem que desenvolver, você vai procrastinar, a procrastinação nunca tá no tido list, mas ela aparece no seu dia. E aí, a partir disso, você acabou procrastinando por um motivo, por outro, e a gente já entendeu, eu acho que existem vários motivos, né, que podem resultar na procrastinação, que ela sempre é resultado, nunca causa, ela causa muita culpa, muita frustração, e aí se você fica nadando nesse mar de coisas muito ruins sobre você mesmo, é mais difícil ainda sair da procrastinação. Então, se você vier com a dose de cavalar de auto-compachão, sabe? E entender que talvez não seja a preguiça, que talvez a gente seja falando de um momento, enfim, também me, porque a gente tá vivendo, que talvez seja a conçalça, talvez seja tanta coisa, sabe, mar. Eu lembro que quando eu tava juro por Deus, eu devia estar na sétima série, e uma coleguinha de sala falou assim, brumim, "nunca deixe pra manhã o que você pode fazer hoje, e durante muito tempo, essa frase me atormentou, e eu fui descobrir isso nas minhas maldidas páginas matinares que sou meio uterapia". Isso é que às vezes eu sei que amanhã eu vou estar melhor, se eu dormi mal hoje, se eu não estou bem, se eu briguei com meu marido, se eu sei lá, se eu recebi uma notícia difícil, essa cultura também de "vai, tem que ser hoje, o quanto antes, não deixe pra depois". Ok, às vezes a procrastinação, mas às vezes, será que a gente precisa tanto ficar ignorando os fatores externos como se nós fossemos pessoas iguais, todos os dias o tempo todo? Hoje a gente pode começar a aceitar algumas realidades, complementando, porque eu estou acelando quantos anos falando, eu acho que não tenho horas de suficiente no dia, porque tem muita coisa pra fazer e não dá tempo, não dá tempo, não dá muito fazido o que eu nem que fazer, e eu recentei a gente como você pensar, "não, será que não tem tempo? Eu estou com coisa demais pra fazer, porque, né, algo, alguma coisa está errada, se eu estou a dois anos falando que semana que vem, eu vou estar mais tranquila, porque eu estou mentindo, sucessivamente, alguma coisa está errada, eu sei, os cultes me odeiam, porque os reteles vão nos chapadeiros de dor fino na obra e falam, essa vai ser uma sociedade preguiçosos, pessoas que não corre a traição dos objetivos, não é isso meu amor, eu não estou falando, então fique no sofá, tudo vai acontecer, não é isso, mas quando eu quer às vezes, eu vou ter mais conhecimento sobre o que eu dou conta hoje, do que um terceiro, e, óbvio, tem cobranças, e chefe, etc, mas está dentro de umajeitão, quantas vezes a gente está obvendo, e aí fala, "mau, hoje não vou conseguir jogar, porque não está rolando, eu falo tá bom, vamos lá, vamos negociar com o cliente", também tem um pouco de uma cultura, inclusive dentro das empresas, que não levem consideração essas nossas flutuações de humor, de emoção, familiares, etc. Sim, e nossa caís muito sentido pra mim assim, e é muito triste mesmo, porque a gente está falando também de capitalismo, né, então tem capitalismo a ver nessa história toda, né, de que a gente tem que comprar ideia de que somos feitos para produzir, ainda é pundente do que aconteça, e é que parar nosso corpo humano, nossas condições humanas biológicas, a máquina de produção, que não cansa um guarda-deramente, que não tem que ser lá um dia difícil, uma semana difícil, não perder um parente por covíze, sabe, e tá ali produzindo na chuva no sol, então a gente entra nessa lógica de que precisas produzir, precisas produzir, ainda mais agora, né, que a gente está falando de ficar seja de trabalho, de desemprego, então você acaba fazendo porque você nem questiona a possibilidade de não fazer, então você precisa, né, no final do mês você precisa contar com aquele dinheiro que vai ser fruto do seu fazer hoje, da sua entrega, da sua atividade, então eu acho que é pra questionação, né, o tema específico do programa, mas é impossível pra mim não pensar e não falar sobre todas essas coisas mesmo assim, porque eu acho que na das contas é muito maior do que só preguiça, por exemplo, ou só falta de disposição para realizar uma atividade, eu acho que a procrastinação tem a ver com muitas, muitas coisas e que talvez seja impossível de classificar, porque toda hora vai aparecer uma coisa nova. Enfim, já chegando no último bloco do programa, essa gente chegar numa conclusão, a gente tem fatores pessoais, que são questões emocionais, nossas, então tentar ouvir o que é essa procrastinação, tá querendo dizer sobre os seus medos, sobre a sua insegurança, mas tentar não levar o que é o coletivo para o pessoal, então se a gente tá vivendo no coletivo o momento tão ruim, talvez você não esteja com preguiça, talvez você esteja exausta, e como não estareza a osa nesse momento, né? Não descobri ainda, assim mesmo, eu acho que eu estou oscilando aí, junto de muitas pessoas e muitas mulheres aí falando profissionalmente, falando de grandes amigas e pessoas, mulheres de referência na minha família, né? A gente tá aí exausta, todas nós, e aí falando fazendo esse recorce de gênero mesmo, porque é a vida, se mulheres têm muito mais atividades para dar conta, é jornadas, multiplas de trabalho para conciliar do que homens, né? Enfim, não tem como falar, para questionar a fulgência, né? Eu também, sabe? Para a gente finalizar, Katja, é óbvio que a gente não vai fazer nesse programa, cinco passos para você parar de procrastinar hoje, porque é né? Mas eu queria que você completasse, assim, é procrastinação, mas pode ser também exaustão, insegurança, medo que mais. Desorganização, fatíticamente, né? Falando, você já falou "cantasse"? Sí, já falou também, não vou me tirar, não, porque às vezes é um "cantasse" do asidúpula, e é isso que tem que manejar. Eu acho que é também falta de alto conhecimento, acho que falta de alto compaixão para a questionação, mas acho que também é um pouco dessas coisas todas, assim. Perfeito, Katja, muito muito muito obrigada. Obrigada você, eu tô muito feliz, eu rádio antes de estar aqui com você hoje mesmo. De mais, obrigada por trocar, e que bom que entregamos esse programa, sem procrastinação, pois também se procrastinar, a gente vai aplicar um pouquinho de alto perdão, porque vamos permitir um pouco. Qualquer coisa que você joga lá na conta da pandemia, afinal descontas, você é só um pessoa tentando sobreviver na meio de tudo que tá acontecendo e vida que sei.
completamente. Obrigada, Mora e bom dia. Obrigada você, para você também. Muito obrigado também a você que nos costou até aqui. Mas a nossa conversa não tem fim. Continuamos semanalmente na nossa newsletter que você pode se inscrever no www.obes.c, no Instagram, a Robobus é ídice e com comentários sugestões sempre com carinho, no bom dia, a Robobus, bom de você. Bom dia, óbvios.
Podcast Summary
Key Points:
Procrastinação não é preguiça, mas medo (do fracasso, do sucesso, da imperfeição) e está ligada à insegurança e ao gerenciamento de emoções.
A pandemia aumentou a procrastinação devido ao cansaço mental, ao excesso de cobrança por produtividade e à dificuldade de separar trabalho e descanso no home office.
Perfeccionismo e autocrítica intensificam o ciclo vicioso
O celular e as recompensas rápidas (como vídeos de gatos e memes) facilitam a procrastinação ao oferecer prazer imediato em vez de enfrentar tarefas difíceis.
Gerenciar o humor e entender a função do "crítico interior" (muitas vezes baseado em vozes externas do passado) são estratégias para reduzir a procrastinação.
Summary:
A procrastinação é frequentemente confundida com preguiça, mas na verdade é uma resposta ao medo: medo de fracassar, de não ser perfeito ou de não dar conta. Esse comportamento evita sentimentos desconfortáveis associados às tarefas, oferecendo alívio imediato, mas gerando culpa e frustração a longo prazo. A pandemia agravou o problema, pois o cansaço mental e a pressão por produtividade em meio a notícias pesadas tornaram ainda mais difícil se concentrar.
O perfeccionismo é um grande aliado da procrastinação, pois pessoas que buscam a execução impecável tendem a adiar tarefas por medo de errar. Além disso, a tecnologia, com recompensas rápidas como redes sociais e memes, oferece uma fuga fácil, criando um ciclo vicioso. Para superar isso, é essencial reconhecer que a procrastinação aponta para áreas que precisam de cuidado emocional.
Estratégias como questionar o "crítico interior" (muitas vezes uma voz internalizada de críticas passadas) e gerenciar o humor — em vez de apenas o tempo — podem ajudar. Feito é melhor que perfeito, e aceitar começar de forma imperfeita é um passo importante para quebrar esse padrão.
FAQs
Procrastinação não é preguiça, é um atraso consciente ou inconsciente na realização de uma tarefa, muitas vezes ligado ao medo do fracasso ou sucesso, enquanto a preguiça é uma falta de vontade geral.
A procrastinação está enraizada no medo, como medo do fracasso, do sucesso ou de não ser perfeito. Evitamos tarefas para fugir de sentimentos desconfortáveis, mas isso gera um ciclo vicioso de culpa.
A pandemia aumentou a procrastinação devido ao estresse emocional, bombardeio de notícias pesadas e a dificuldade de separar trabalho e descanso no home office, levando a um cansaço mental.
Perfeccionistas evitam tarefas por medo de não fazer tudo perfeitamente, o que os leva a adiar. Isso cria um ciclo onde a tarefa nunca sai como idealizado, aumentando a frustração.
Estudos mostram que notícias ruins e humor negativo aumentam a procrastinação, enquanto humor positivo a reduz. Gerenciar o humor é tão importante quanto gerenciar o tempo.
O celular oferece prazeres rápidos como memes e vídeos, que são acessíveis e viciantes, tornando mais fácil trocar tarefas difíceis por esses estímulos imediatos.
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