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#1 The best of: Guerra de Canudos e a formação das favelas brasileiras

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#1 The best of: Guerra de Canudos e a formação das favelas brasileiras

O episódio do podcast Fala Gringo explica a origem das favelas brasileiras, ligada à Guerra de Canudos, no sertão da Bahia, em 1896-1897. O povoado de Canudos, liderado por Antônio Conselheiro, cresceu de 200 para 25 mil pessoas, atraindo miseráveis e ex-escravos. Isso incomodou latifundiários, a Igreja e o Estado, que organizaram um massacre. Soldados que lutaram na guerra, prometidos casas no Rio de Janeiro, foram alojados no Morro da Providência, que passou a ser chamado de Morro da Favela, em referência a uma planta espinhosa. A partir daí, o termo "favela" passou a designar ocupações irregulares. O crescimento das favelas se intensificou com a industrialização e urbanização, quando pessoas pobres, sem condições de pagar aluguel, construíram casas em morros e terrenos irregulares. Hoje, 13 milhões de pessoas vivem em favelas no Brasil, movimentando 119 bilhões de reais por ano. A pesquisa Data Favela revela que 67% dos moradores são negros, 49% dos lares são chefiados por mulheres e 87% têm acesso à internet. Embora otimistas com a vida pessoal (80% confiam no esforço próprio), os moradores são pessimistas com o governo. As favelas são espaços de criatividade e empreendedorismo, mas enfrentam falta de oportunidades, especialmente em segurança e educação. O episódio destaca que cada favela é única e que a sociedade tem muito a aprender com elas.

Transcription

2355 Words, 14096 Characters

Portuguese
Olá, bem-vindo ao Fala Gringo. Eu sou o Lenny e crie esse podcast pra ajudar você, estudante de português brasileiro, intermediário, a melhorar a compreensão da língua e conhecer melhor a cultura e sociedade brasileira. Você pode acompanhar esse podcast com uma transcrição completa, acesse o link na descrição do episódio, por através do Instagram @português.com.l Fala Gringo, fala Gringo, começando mais um episódio desse podcast que fala de um Brasil sem filtros. Muito obrigado pela sua audiência mais uma vez. Hoje a gente vai saber como surgiram as favelas brasileiras e mais importante ainda o que essas favelas representam na sociedade contemporânea. Mais um episódio cheio de informações interessantes pra enriquecer o seu vocabulário e muita gratidão. É que como vocês sabem, o Fala Gringo é mantido através de um financiamento coletivo, pessoas que acreditam nesse projeto e quiserem dar uma focinha pra me ajudar com os custos da produção dos conteúdos. Esse episódio tem o apoio do Alex Ford, Julio Friedman e Brent Boblin's Key. Agora vamos pra nossa pauta que eu estou doido pra contar essa história pra vocês. A origem da primeira favela brasileira e não só a primeira comunidade que começou a surgir em cima de um morro, mas também dessa palavra que usamos, favela, tudo isso está ligado a uma história muito interessante que é a guerra de canudos, não a guerra dos canudos àqueles tubinhos de plástico que a gente usa pra tomar sul que poluiu os oceanos e matar os animais marins. Guerra de canudos, tá? Pra entender, vamos voltar um em 124 anos no tempo, tá bom? Canudos era um pequeno povoado que se formou a margem de um rio no sertão do estado da Bahia. Certão é uma sub-região do nordeste brasileiro, quer dizer, o Brasil se divide em cinco regiões, um andelas é o nordeste e o nordeste também se divide em algumas outras regiões e um andelas é o sertão que entre muitas coisas se caracteriza pelos longos períodos de seca, ou seja, falta de chuva. Bom, um lugar onde não chove, é um lugar onde não se produz muita coisa e consequentemente se leva uma vida mais difícil, né? Esse tipo de lugar enfrenta mais dificuldades pra se desenvolver. Mas canudos ao contrário de muitas cidades, estavam indo de vento em polpa. Aqui esse povoado era liderado por um cara muito esperto e revolucionário chamado Antônio Conselheiro. Antônio Conselheiro era um cara que teve uma educação normal, viveu boa parte da vida trabalhando como o vendedor, então andou por várias cidades do sertão e em um determinado momento sua vida virou de cabeça pra baixo. A mulher, que era bem mais nova, o deixou e ele decidiu brincar de ser profeta, passou a dar conselhos espirituais prometendo a salvação das pessoas que o seguiam, além de melhorir as coisas que os gurus religiosos e cotis fazem. Quando o Antônio se estalou numa fazenda abandonada, que futuramente seria conhecido como a Raiál de Canudos, ele já era seguido por uns 200 pessoas, quase todos miseráveis e desempregados que estavam fugindo da seca, alguns exiscrávios, enfim, muita gente desesperada. Confome, vivendo na miséria. Então essa vila que começou com 200 pessoas cresceu e cresceu tanto e tão rápido de um modo que em 1896, quando ocorreu a guerra de Canudos, o povoado já contava com cerca de 25 mil pessoas. Imagine de 200 para 25 mil pessoas. Então parece muita gente agora, mas para aquela época, um povoado no meio do sertão, era muita gente sim. E a formação desse povoado começou a incomodar alguns setores da sociedade, incomodou os latifundiários, que é como a gente chama proprietários de muitas terras, porque essas pessoas estavam ocupando um terreno sem autorização para plantar e criar animais. Encomodou também a igreja, porque a figura do Antônio Conselheiro, pesada dessa de secunha religioso, dessas pregações, a figura do Antônio Conselheiro não estava ligada a igreja. Ele era um profeta independente e argumentava que a igreja sempre esteve ao lado dos mais ricos, do que dos mais pobres. E, por fim, o crescimento desse povoado encomodou também o estado brasileiro, porque aquele lugar não arrecadava absolutamente nada de impostos. Não respondia a justiça do estado, eles criaram a sua própria segurança e a escola. E, como eu falei antes, por ser uma região muito miserável, muitas pessoas estavam migrando para lá, deixando as cidades vizinhas e indo viver naquele local independente, naquele arraial independente. Então, aos poucos, foi se construindo a ideia de que o Antônio Conselheiro estava trabalhando a serviço de países estrangeiros, que ele tinha o interesse de transformar o Brasil no Amonarquea de Novo e que é aquela comunidade que estava se formando era, na verdade, um exército armado para acabar com a República que tinha se instaurado há pouco tempo. Tudo isso contribuiu para que a sociedade, amiga e a igreja, apoia-se essa guerra declarada ao arraial de canudos. O povoado resistiu durante alguns batalhas, porque, de fato, eles se armavam, mas como resistência mesmo, não necessariamente para tomar o poder. Então, chegou o momento em que as tropas do exército brasileiro, que eram do Rio de Janeiro, foram até lá no sertão da Bahia, agora mais equipadas e em maior número, e, de cima de um morro, coberto por uma planta cheia de espinhos chamada favela, aguardaram a oragar, a hora de chegar lá e matar todo mundo como havia ordenado o governo brasileiro. E foi isso que eles fizeram. Decapitaram o Antônio Conselheiro, que é, dizer, cortaram-lhe a cabeça e mataram em cerca de 25 mil seguidores e seguidores, encendiaram suas casas e escreveram esse triste episódio nas páginas da nossa história. A terra é seca, mas se pode cultivar, morrer as plantas e pode lá, a vida é triste, nesse lugar, o exército fazesse esse trabalho sujo. Hoje, a gente entende que foi um trabalho sujo, porque nada mais era que a igreja, os ricos e o estado comandando uma sacre de um monte de gente que não tinha sequer o que comer, na verdade. Pessoas completamente miseráveis. Então, para que os militares fizessem esse trabalho, foram prometidas recompensas quando eles voltassem ao Rio de Janeiro, e a maioria dessas recompensas seriam casas para que eles vivessem com suas famílias, só que, chegando no Rio, eles descobriram que não ia ter casa coisa nenhuma e que eles teriam que se virar, que dá um jeito. Então, muitos deles foram alocados para um lugar chamado Morro da Providência, onde já tinha algumas pessoas morando em casas improvisadas, sem qualquer infraestrutura decente, e esses muitos soldados também foram alocados lá. E, desde então, passaram a chamar o Morro da Providência de Morro da Favella, fazendo uma referência, não só ao Morro, em que permaneceram antes do ataque ao arraio de Canudos, mas também a planta espinhosa, que, quando furava na pele, doia até na alma. A partir daí, quase todo tipo de ocupação irregular, que se formava, era chamado de uma forma geral de favela. Apesar dessa história toda, há única coisa de exclusiva que tem nas favelas brasileiras, é o nome favela mesmo, porque faz referência à planta. Alguns historiadores consideram que a primeira grande favela do mundo não foi no Brasil. Foi o Five Point, em Nova Iorque, no século 19, uma favela formada por ex-escravos. Durante o século 20, a sociedade brasileira passou por três acelerados processos de transformação. A industrialização da economia, o aumento da população, devido à queda na taxa de mortalidade, pessoas que estavam morrendo, diminuí-o, e a urbanização da população. Muita gente saindo do campo, da zona rural, ou de pequenas cidades, para tentar melhores condições de vida nas cidades maiores. Isso aconteceu muito, inclusive, com a população do Nordeste, onde fica o certão. Lembra? Além disso, já tínhamos no histórico o número gigantes de escravos que foram libertados sem nenhuma garantia social, sem prego e sem lugar onde morar. Então foi nesse contexto que se produziu às nossas cidades de hoje. Pessoas que não tinham dinheiro suficiente para pagar o aloguel de casas no mercado formal, porque os preços eram altos, começaram a produzir para as se mesmas as casas que precisavam e que tinham condições financeiras, construindo suas casas em barros irregulares, comprando terras sem registro, ou ocupavam terrenos e nadaecuados, como os morros mesmo. Aí você imagina, né? Favelas que vão se formando, sem nenhuma infraestrutura e serviços, ruas calçadas, energia elétrica, água na torneira, policiamento, transporte público, escola, posta de saúde, enfim. Comunidades que vão se formando sem absolutamente nada. Até a década de 1980, os moradores desses barros eram vistos como problemas, não como cidadãos, assim como era lá em canudos. O objetivo era acabar com as favelas, expulsar esses pobres das áreas valorizadas da cidade, com os movimentos pela redemocratização do país que ocorreu depois da ditadura, eu vou contar isso num episódio mais afrente, veio a conscientização de que os brasileiros mais pobres, mesmo os moradores de ocupações irregulares, também tinham direito de serem atendidos pelo Estado. Foi aí que começaram as políticas de urbanização das favelas, levando os serviços e a infraestrutura que faltava a esses barros, pelo menos parcialmente. Hoje, o Brasil tem cerca de 13 milhões de pessoas morando em favelas, segundo a pesquisa economia das favelas, renda e consumo nas favelas brasileiras, realizada pelos institutos, data favela e locomotiva, no início desse ano de 2020, que revelou também que os moradores das favelas no Brasil movimentam 119 bilhões de reais por ano. Bom, ainda segundo os dados do IBGE, o Instituto Brasileiro de Geografia Statística, o Rio de Janeiro é a cidade brasileira com o maior percentual de sua população, vivendo em favelas. Lá são 22% dos habitantes da cidade que corresponde a mais de 1,3 milhões de pessoas. É normal quando a gente fala de favela lembrar logo do Rio de Janeiro, mas é super importante que você saiba que as principais cidades do Brasil são cheias de favelas, por exemplo, Salvador, Nabaia, Belo Horizonte, em Minas Gerais, São Paulo, Recife, em Pernambucco, Manaus, no Amazonas, Fortaleza, no Sierra, quase toda a cidade grande brasileira está cheia de favelas. A pesquisa do data favela traz muitas informações relevantes sobre o perfil e as expectativas dessas pessoas, mostra que as favelas concentram a proporção maior de negros do que a média do país, 67% dos moradores da favela são negros enquanto no Brasil o percentual é de 55%. Outro dado representativo é que 49% dos láres das favelas são chefeados por mulheres, que é dizer, são as mulheres que são responsáveis pela casa. A pesquisa considerou que a favela está conectada, 87% dos adultos acessa a internet, um número que cresce ainda mais quando a gente considera a população mais jovem. Agora sobre as expectativas, a pesquisa fala que os moradores estavam otimistas para o ano de 2020. 80% dos moradores estavam otimistas com a vida financeira, com a saúde, lembrando que a pesquisa foi feita antes da pandemia do coronavírus e 84% com a vida familiar. No entanto, eles têm uma visão muito pessimista com o país quando consideram a dimensão pública. Para você ter uma ideia, 43% consideravam uma piora no governo, 39% na segurança pública e 38% na saúde pública. Se você está se perguntando, como é que eles podem estar tão otimistas com a vida pessoal? E pessimistas com o futuro, considerando as ações do poder público, a matemática é muito simples. Nas favelas, as pessoas simplesmente têm que se virar, têm que dar um jeito, sempre foi assim. Ainda segundo esse estudo, o otimismo da favela com suas vidas pode ser explicado pela crença no seu esforço pessoal. 64% dos entrevistados acham que, depended de si mesmo, fazer a vida melhorar. Outros 13% atribuem a Deus, fé ou igreja, a contribuição de uma vida melhor e 10% atribuem a família. Só 5% dos entrevistados responderam que o governo federal e o presidente podem contribuir para a vida melhorar. Quando se falem favela, muitas pessoas enxergam apenas como um território de violência, generalizando o conceito de favela só pelas questões negativas de criminalidade. É por isso que existem pessoas que preferem se referir a esses espaços como comunidades. O que não é preconceito pelo contrário é realidade, é que o que falta nas favelas é igualdade de oportunidade, principalmente em segurança e educação, para diminuir barreiras e fazer com que essas pessoas possam ter melhores oportunidades no mercado de trabalho. Um das características mais fortes das favelas é a sua capacidade criativa, sua capacidade de encontrar soluções para as dificuldades do dia a dia, as dificuldades geradas pela ausência do Estado. Por isso que o empreendedorismo é uma coisa muito forte nas comunidades. Nós temos milhares de exemplos, de pessoas e projetos que vêm da favela e têm um potencial incrível. Só para ter um exemplo, eu já falei aqui no Fala Gringo do Condisila, o produtor audiovisual do Ono de Um dos Maiores Canais de Funk do YouTube no mundo, mas não faltam uns exemplos de iniciativas em áreas de tecnologia, comunicação, modelos de negócios, sustentabilidade, educação colaborativa. A favela é essencialmente um espaço de problemas, mas é também um espaço de soluções. É preciso muito cuidar para a gente não cair nessa generalização e continuar construindo essas barreiras entre o asfalto e a favela, que é como se costuma se referir a esse contraste, essa diferença entre favelas e bairros nobres. Cada favela possui um nível de infraestrutura, violência e renda, que é diferente em uma da outra. Como se cada favela fosse um mínimo, e na minha opinião, a sociedade tem muito que aprender com elas, basta querer. A favela é um problema social, a certeza de que a favela é um problema social. Bom gente, eu agradeço demais a sua companhia, se você gostou desse episódio, não esqueça de deixar um review no iTunes como eu já pedi, e você também pode me seguir no Instagram @português.com.lm para mais conteúdos e dicas de gramática. Eu sou o LEM e esse foi mais um episódio do Fala Gringo, o seu podcast de Português Brasileira. Até o próximo! [BLANK_AUDIO]

Podcast Summary

Key Points:

  1. A primeira favela brasileira surgiu no Morro da Providência, no Rio de Janeiro, após a Guerra de Canudos (1896-1897), quando soldados que lutaram no sertão baiano não receberam as casas prometidas pelo governo e se instalaram no local, que passou a ser chamado de Morro da Favela, em referência a uma planta espinhosa.
  2. O povoado de Canudos, liderado por Antônio Conselheiro, cresceu rapidamente e incomodou latifundiários, a Igreja e o Estado, que o viam como uma ameaça, resultando em um massacre de cerca de 25 mil pessoas.
  3. As favelas brasileiras surgiram principalmente devido à industrialização, urbanização e à libertação de escravos sem garantias sociais, levando milhões a construir casas em terrenos irregulares.
  4. Atualmente, o Brasil tem cerca de 13 milhões de pessoas em favelas, que movimentam 119 bilhões de reais por ano, com destaque para o Rio de Janeiro (22% da população).
  5. A pesquisa Data Favela mostra que 67% dos moradores são negros, 49% dos lares são chefiados por mulheres, e 87% dos adultos têm acesso à internet, com forte otimismo pessoal, mas pessimismo em relação ao governo.
  6. As favelas são vistas como espaços de criatividade e soluções, como o empreendedorismo, mas enfrentam desigualdade de oportunidades, especialmente em segurança e educação.

Summary:

O episódio do podcast Fala Gringo explica a origem das favelas brasileiras, ligada à Guerra de Canudos, no sertão da Bahia, em 1896-1897. O povoado de Canudos, liderado por Antônio Conselheiro, cresceu de 200 para 25 mil pessoas, atraindo miseráveis e ex-escravos. Isso incomodou latifundiários, a Igreja e o Estado, que organizaram um massacre.

Soldados que lutaram na guerra, prometidos casas no Rio de Janeiro, foram alojados no Morro da Providência, que passou a ser chamado de Morro da Favela, em referência a uma planta espinhosa. A partir daí, o termo "favela" passou a designar ocupações irregulares. O crescimento das favelas se intensificou com a industrialização e urbanização, quando pessoas pobres, sem condições de pagar aluguel, construíram casas em morros e terrenos irregulares.

Hoje, 13 milhões de pessoas vivem em favelas no Brasil, movimentando 119 bilhões de reais por ano. A pesquisa Data Favela revela que 67% dos moradores são negros, 49% dos lares são chefiados por mulheres e 87% têm acesso à internet. Embora otimistas com a vida pessoal (80% confiam no esforço próprio), os moradores são pessimistas com o governo.

As favelas são espaços de criatividade e empreendedorismo, mas enfrentam falta de oportunidades, especialmente em segurança e educação. O episódio destaca que cada favela é única e que a sociedade tem muito a aprender com elas.

FAQs

O podcast Fala Gringo, criado por Lenny, ajuda estudantes intermediários de português brasileiro a melhorar a compreensão da língua e conhecer a cultura e sociedade brasileira.

A primeira favela surgiu após a Guerra de Canudos (1896-1897), quando soldados do exército brasileiro, que esperaram em um morro coberto pela planta favela para atacar, ao voltar ao Rio de Janeiro, foram alocados no Morro da Providência, que passou a ser chamado de Morro da Favela.

Foi um conflito no sertão da Bahia onde o governo brasileiro, a igreja e latifundiários atacaram o povoado de Canudos, liderado por Antônio Conselheiro, matando cerca de 25 mil pessoas, por ser uma comunidade independente que não pagava impostos.

Devido à industrialização, aumento populacional e urbanização, muitas pessoas migraram do campo para as cidades, mas sem condições de pagar aluguel, construíram casas em terrenos irregulares ou morros, formando favelas.

Hoje, cerca de 13 milhões de pessoas vivem em favelas, movimentando 119 bilhões de reais por ano. O Rio de Janeiro tem o maior percentual, com 22% da população. Desde a redemocratização, políticas de urbanização levam infraestrutura a esses locais.

67% dos moradores são negros (contra 55% no Brasil) e 49% dos lares são chefiados por mulheres. Além disso, 87% dos adultos acessam a internet, mostrando alta conectividade.

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