Go back

#1 - "O Espaço do Cidadão" de Milton Santos

40m 33s

#1 - "O Espaço do Cidadão" de Milton Santos

O podcast apresenta uma análise do livro "O Espaço do Cidadão", de Milton Santos, publicado em 1987, um ano antes da Constituição Federal de 1988. O autor, um dos maiores geógrafos brasileiros, propõe uma reflexão sobre a cidadania atrelada ao território, criticando a visão capitalista que equipara cidadão a consumidor. Para Santos, a cidadania não é inata, mas um processo contínuo de aprendizado e exercício de direitos sociais como moradia, saúde, educação e mobilidade. Ele introduz o conceito de "modelo cívico territorial", que defende a organização do espaço em função da justiça social, e não dos interesses do capital. No contexto brasileiro, o autor aponta que a rápida urbanização e o "milagre econômico" dos anos 1970 aprofundaram desigualdades, criando "cidadãos de classes diversas" e substituindo a solidariedade pela competição. A obra destaca que a falta de mobilidade urbana torna a cidade "impalpável" para os mais pobres, limitando seu acesso a serviços e equipamentos. Assim, Santos propõe que a cidadania plena só é possível com a distribuição equânime dos recursos e a garantia de direitos, desafiando a lógica do consumo como sinônimo de pertencimento social. O episódio reforça a importância de pensar a mobilidade como um direito fundamental para a construção de uma cidadania real e inclusiva nas periferias brasileiras.

Transcription

5770 Words, 34154 Characters

Portuguese
ponto de partida para atravessar a cidade ou ponto de partida de diálogos e proposições para repensar a circulação no espaço. Este é um podcast que apoia leituras da cidade em mobilidade. Cada episódio é apresentado por um pesquisador que interpreta os textos para reflexão. Uma realização da Rede de Mobilidade Periferias. Um grupo de ensino pesquisa extensão do Instituto da Cidade, Campos Zona Leste, Universidade Federal de São Paulo. Tem por objetivo articularem rede com meio acadêmico, docência, órgãos públicos e sociedades civil organizadas, interessadas na temática da mobilidade urbana, especialmente no contexto das periferias urbanas das cidades brasileiras. Neste primeiro episódio da terceira temporada do podcast, o Doutorano enjografea humana pela USP, Bruno Cândido, onde é apretado dois capítulos do livro "Espassa do Cidadão", de 1.000 Santos. Sendo eles, acidadãos nas países e territórias de cidadania, que trazem uma reflexão sobre a formação da cidadania ao longo do tempo, abordando o caso brasileiro, reforçando os fatores deslocamentos e acessas serviços e equipamentos na cidade como garantia cidadania. Porém, na lógica capitalista, o significado de cidadão está atrelada a consumo, e por isso temos uma cidadania incompleta e desigual. Nesta obra, Milton traz que territórias de cidadania são indissociáveis. [Música] O ponto de partida deseja todos uma boa reagem. [Música] De falar da obra em si, eu vou falar um pouquinho de Gão-Furk, que é o seguinte, claro que ele talvez seja o mais famoso joga que foi brasileiro, mas eu acho muito importante mencionar que o Milton Santos, que escreve esse livro "Espassa do Cidadão em 1927", ele aproveita a oportunidade e o momento do Brasil, de uma discussão muito aprofundada, a respeito da nova Constituição Federal. No Brasil, tinha acabado de sair de uma ditadora militar extremamente sangrante perverse em todos os sentidos que tinha durado 21 anos, e em um clima de tentativa, de esforços e de exercícios de uma mudança política de um novo marco que acabou sendo traduzido em parte pela Constituição Federal cidadão de 88, tinha, tinha um contexto de evolução de ideias, eu falo, tinha-mos, mas eu não era nascido, eu sou de 92, não veio ao caso, mas a rigor era um momento bastante, bastante candente, bastante importante da história brasileira, em que se discutia muitas coisas, sobretudo pensando nos rumos do país nos anos seguinte, e o Miltro Santos publica essa aula, amanhã em 87, a obra A Indição de 87 é da Vibraria Nobel, e depois ela foi reimpressa várias outras vezes pela Vibraria Nobel, pela própria luz, pessoal é muito curioso o seguinte, sobretudo a gente da Geografia, quando eu falei de Milton Santos, a gente lembra muitas vezes dasquelas obras teóricas, principais, dasquelas mais densas, dasquelas mais longas, seja positivamente, seja negativa a vez, a gente tem muitas lembra da dificuldade de ler um naturismo espaço, ou muitas vezes da tuquão de date com o Miltro Santos foi no urbanismo brasileiro, etc, e tal. E o espaço cidadão, embora ele fuga um pouquinho dessa regra, ele não deixa de ser tão conto, né? E ele é um livro de fato instigante, provocador de reflexões, ele forma o pentele, ajuda a gente a construir e a formar o pensamento crítico acerca da sociedade, é uma obra seminal, e o Miltro Santos tal como outras obras, ele constrói um pensamento de uma leitura histórica, e Geográfico, ou seja, ele organiza esse debate, pra justamente explicar essas prerogativas, essas premissas que levaram ao que ele chama de cidadania, e tudo aquilo que se alterou de lá pra cá, inclusive pra fazer os contrapuntos, o que a gente tem como cidadania hoje, o que deveria ser a cidadania, né? Esse livro do Miltro Santos é muito importante, porque ele dá muitos exemplos e indicações do que deveríamos fazer. É um livro que, embora não seja tão desce, teoricamente tal como outras obras, ele é muito propositivo, e ele provoca muito quem está lendo no sentido de se incomodar e de querer minimamente pensar em uma mudança a partir do cenário que a gente tem. E mesmo que ele tenha sido escrito em 87, um ano antes de sair à posturação federal, ele é a temporal, porque grande parte dos problemas que o Miltro Santos já enxergava nos anos 80 só se agravaram, muito, a esmagadora maioria se manteve, e muitos deles se aprofundaram, porque porque o sistema capitalista não mudou, as metamorfosas que o modo de produção capitalista sofre a profunda desigualdade, ou seja, nós tivemos nenhum tipo de sua afização da vida, muito pelo contrário, nós tivemos aprofundamento de uma série de evoluções tecnológicas técnicas, e isso expandiu aquilo que o Miltro Santos vai chamar de um pude consumo e não expandiu a estadounidio de fato. Então, são muitas lutas setorizadas, uma coisa muito mais automística do que necessariamente um avanço total em relação a determinados aspectos. Bom, e uma coisa que o Miltro Santos traz que difure de outras áreas do conhecimento, e obviamente, em sério esse livro no pensamento geográfico, é que, para o Miltro Santos não dá para se pensar as cidadanias sem se pensar ao território. As cidadania do ponto de vista teórico, conceitual, ela é debatida em uma purção de áreas. Ela é debatida pela sua energia, debatida pela filosofia, debatida pela história, debatida por diversos áreas do pensamento. Mas, o Miltro Santos faz questão de aprelar, de encadiar a análise de estadounia com o território. Então, não dá para pensar nos dizeres dele, as cidadanias sem o território e vice-versa. Muito bem. E aí, eu fiz um pequeno recul, para falar da introdução, que ele vai contar de onde vem essa ideia de cidadania e ele traz um termo chamado modelo cívico, uma expressão-zinha chamada modelo cívico, que, para ele, é o cruzamento entre a cultura e o território. E que esse modelo cívico vai ser justamente o seguinte. Você tem a definição de uma civilização, a civilização que se espera, a civilização que se quer. E ele tem também o território em quando sua instrumentação, seja, para segurar essa distribuição de bens e de serviços públicos também. E que, no final das rotas, os discursos, sobretudo da economia, obviamente, aqueles favoráveis ao regime capitalista, porque não existe um pensamento único dentro da economia, nem de mente, a ideia deles era seduzir, atrair, atraser essa esperança de que, se você amplia o consumo, todos se tornam cidadans, cidadans. Como se ser cidadã, ser cidadã é consumir. Esses discursos fizeram esse esforço, muito forte, muito volumoso, muito intenso e muito estenso, de tornar esse lônimo, cidadã consumidor, cidadã consumidor, ou seja, de nivelar dois conceitos que são opostos. Como é que eles são simplesmente diferentes em um determinado momento de se encontro? Eles são diametralmente opostos, é um encadaporte, tá bom? E que, portanto, ele já começa a fazer uma proposta na introdução, que, para ele, devemos falar justamente de um modelo cívico territorial, ou seja, que é essa organização do espaço, cívã, a cidadania, e não, aos grandes agentes, as grandes corporações, e não ao capital. Vamos dizer assim, embora ele não fale, necessariamente ao capital, mas ele pede bastante nessa técnica da justiça social, de que, de fato, todos os recursos, e tudo aquilo que nós temos no espaço de obrazco, tudo aquilo que nós temos nos municípios, nas regiões, nos estados, nos países, seja distribuído de maneira equânime, por por, seja distribuído de maneira equânime, por exercício da cidadania, caso contrário, a gente vai ter o cenário, que nós já tínhamos à época, e que nós continuamos tendo. E eu selecionei três tópicos, basicamente, que é o primeiro, que ele fala justamente sobre essas particularidades, do contra ponto, dessa contraposição entre cidadania, e consumo no Brasil, o Newton-Santos já faz essa ressalva nesse primeiro capítulo, chamado "A Cidadãos Neste País", ele faz essa pergunta, que no Brasil existem algumas particularidades nesse processo, e aí ele, obviamente, não merece essas particularidades, e também tem um detalhe muito importante, de que a leitura desse primeiro capítulo permite a compreensão de todos os subsequentes, e inclusive faz com que a gente entenda as propostas dele, porque embora ele propõe, em todos os capítulos, sobretudo, nos capítulos finais, ele vai intensificar essas proposições, e as provocações também, obviamente, o que não quer dizer que não tenha no restaurante da obra, mas conforme você caminha para o final da obra, elas são um pouco mais presentes. Muito bem, ele vai dizer justamente que o seguinte, Quando a gente nasce, nós já temos uma soma que é inalienável de direito. Para te ver que a gente ingressa na humanidade, a gente já tem prerocativas sociais. E essas prerocativas sociais e esses pressupostos são justamente direitos. Moradia, alimentação, saúde, educação, proteção contra qualquer tipo de tempero climática, direito a trabalhar a justiça, a liberdade e a uma forma digna de existir. E que, portanto, a Estadania vai ser uma lei que vai sem distingir só alguma atingir todo mundo. E claro que essas Estadania elas investem em cada qual de uma forma diferente, mas que no limite ela vai ser uma lei geral da sociedade. Porém, a Estadania não é algo com o qual o ser humano nasce. A gente não nasce com a Estadania. A gente vai aprendendo a ser citado, a gente vai aprendendo a ser estadão. E que, portanto, no ponto de vista legal, no ponto de vista social, no ponto de vista político, ela tem organização própria e ela tem links. O exercício pleno da Estadania não se dá de maneira instantânea, a partir do momento em que você venha o mundo. Ele é aprendido, ele é compreendido, ele é exercitado e ele é aprimorado. Não existe um modelo pronto, não existe um gabarito do que é a Estadania e todo mundo simplesmente adquire esse possui esse gabarito, com a partir do momento da vida, e sair com esse gabarito até o último dia em que está aqui, em que está vivo e com o evena insocidade. É o processo contino de transformação, ele é o processo que oscila, ou seja, adquiriu, esse suplemento da Estadania, não é simplesmente saber o que é ser citado, que é ser citado. É exercitado, é praticado e a gente sabe que existe um tensionamento entre quem quer, que nós sejamos consumidores e nós que queremos ser citadãos, esse tensionamento justamente é esse confronto entre coisas totalmente distintas que é o que faz, porque a gente tem a que lutar todo o santo dia pela liberdade. Pera liberdade de ser citadão, não pela liberdade de consumir, que é o que o Newton-Santos justamente faz a diferenciação. E ele também continua dizendo o seguinte, que nós tivemos a evolução da Estadania, ao longo dos séculos, da seguinte maneira. A gente partiu de uma condição de membro da sociedade nacional. Nós passamos a ter um direito de associação no século 19, e depois alcançamos os chamados direito sociais no século 20. Então imagina com que era a sociedade de 340 anos atrás e o que se falava de Estadania é a época. E que portanto saímos, melhor dizendo, do status de citadão para termos direitos políticos individuais e depois dos direitos políticos individuais, direitos coletivos, e que portanto isso tudo resulta naquilo que a gente chama de direitos sociais. E que é justamente com o nascimento do que o Newton-Santos vai chamar aqui de homem do burbo, o burguês, que vai nascer o cidadão, que seria o homem do trabalho livre. Mas tem uma coisa importante, esse processo também não foi repentino. Não foi um instalar de dedos que fez com que o homem se tornasse perdão, o cidadão. Foi o processo gradual, que também evoluiu conforme a sociedade foi evoluí. E é muito curioso também a gente notar nessa primeira parte que o Newton-Santos traz justamente autores europeus, que disseram-me, "O moda, essa discussão de cidadania, a criação do conceito, a evolução do conceito, etc., e tal, ela tem uma matriz inantemente europeia, porque é grande parte dessas transformações ocorreram majoritariamente em países europeus, ao longo do século 18 e 19 também. E que, portanto, graças a esse evolução e graças a essas metamorfosas, inclusive metamorfosas do espaço do próprio território também, não são das pessoas, não são da sociedade, é o cidadão lá atrás, que os 8, que os 19, não é o mesmo de hoje. E que o Newton-Santos já na página 22 diz, olha o conceito precisa se atualizar. Porque não tem como a gente pensar as dananinhas da forma de se pensar a época. Afinal de contas, o território mudou com o mundo, se transformou, e nós temos hoje uma série de novos elementos que contribuem para tensionar ainda mais essa este debate sobre o que a sociedade não é necessidade de ir em consumir. Nós temos mais possibilidades, o que eu quero dizer mais acesso. Nós temos uma variedade maior de elementos que podem ser consumidos, de necessidades, sejam criadas, sejam necessidades que, horas a metinatas a própria sobreviver isso humano, que fez com que as lutas entornam das dananinhas se transformasse. Não é mais a mesma coisa que era de 200 anos atrás. E eles foi também essa contradição de debate, de discutida, respeito de que o neoliberalismo fala em estado mínimo, pensando em suas atividades econômicas, mas ele exige uma presença estatal muito forte sobre os indivíduos. E o que seria essa presença estatal forte sobre os indivíduos? É justamente no sentido de mantemos entre muitas aspas, claro, satisfeitos de modo que eles não tenham a chance que não tenham a possibilidade de, ao menos, contrapor aquilo que os agentes econômicos têm como interesse. Ou seja, que as sociedades se permaneça inerte, em certa medida, para não imperar o crescimento econômico e aqui eu coloquei entre aspas o desenvolvimento. A gente sabe que não é um desenvolimento de fado. E ele vai dizer o seguinte, na 23, que no limite nós temos uma parcela considerava da população enguída, seja de forma consciente, ou não, dessa ideia de igualdade de sociedade civil. Só que no fim das contas isso foi feito justamente para deturpar a ideia de cidadania e que uma série de coisas que aconteceu, ao longo do século 19 e do século 20, sobretudo, fizeram com que o consumo, como esse oposto da cidadania, fosse o vencedor, ou seja, que no limite o importante é consumir e não ser cidadão. E quais foram essas transformações? Em 19,5 várias delas, aqui eu separei uma série de grandes mudanças sociais, como, por exemplo, o uso da força e da astúcia nas relações transsonais, ou seja, os grandes conflitos armados, o chamado capitalismo corporativo também, e o último que talvez, sobretudo, do ponto de vista mais das relações interpessoais, seja o mais importante, que é a supressão, o fim da vida comunitária baseada na solidaridade social, ou seja, uma ideologia que preza muito mais pelo individualidade, que necessariamente pelo aspecto comunitário, pelo aspecto social. Isso a gente tem uma série de desdopramentos que nós vemos hoje, com uma série de objetos, redes com as redes sociais, etc., e tudo mais. Muito bem, e que isso tudo não é feito de maneira aleatória, muito pro contrário, usa-se muito, apropagando, como construtora de símbolos, como construtora de signa, para estilular, para fomentar, para incentivar o consumismo, para fabricar a cultura de massas, como algo premodado, como algo fabricado, que seja alianante, que seja homogeneisante, que faz com que as pessoas queiram sempre as mesmas coisas, que queiram sempre que os outros têm, que não tem essa percepção mais ampla e mais aberta, de diferenciações, de diversidade, de variedade, e que essa burucracia seria justamente essa fonte de alenação, e que isso fica mais nitido naquilo que chamamos de países sub-desenvolvidos. Que esse processo é muito mais brutal no América Latina, muito mais brutal no continente africano, muito mais brutal na Ásia, ou seja, e no Leste de Europa também, evidentemente, do que nos chamados países centrais, nas Estados Unidos, Canadá, Japão, França, Alemanha, etc., e que, por tanto, no Brasil, nós temos o que o Milton Santos vai chamar na página 24 de cidadãos de classes diversos, ou seja, nós temos um gradiente de cidadãos de cidadãs, nós teríamos o que ele chama de "uns que são mais cidadãos, o que são menos cidadãos", e os que sequer são cidadãos, e que por isso o caso brasileiro precisa ser analisado assim, o que o Milton Santos está trazendo aqui basicamente é um preso posto metodológico, de como estudar cidadania sobre a perspectiva social e econômica territorial, está dando, entre aspas, a receita do bolo de como se fosse fazer esse estudo. É muito bem, e que por que que o Brasil tem uma particularidade? Promo de Ud Simples, o Brasil era um país até a década de 40, e ele se metamorfosei, ele se transforma de uma maneira muito brutal e muito rápida até a década de 70. Segundo os meus do Santos foram 30 anos em que nós tivemos migrações muito brutais desenhaisadoras, uma urbanização que foi galopante e que concentrou as pessoas nas metrópoles de uma maneira muito forte. O Brasil deixa de ser rural e se urbaniza numa velocidade muito alta, o crescimento econômico em determinados momentos ao longo desse período, também foi algo delirante, ou seja, foi algo muito acelerado, a mídia se concentrou bastante, nós tivemos a degradação do ensino, tivemos inclusive ao longo desse período, um regime repressivo, bastante violente, bastante brutal também, e que no fim das contas nós tivemos aquilo que o Milton Santos vai chamar de "entronização do egoísmo", como uma lei superior à frente de contas, o que ficou infelizmente claro nesse período foi que as pessoas buscaram a ascensão social no ponto de vista da competição e não da cooperação, não da solidariedade, e que por tanto ao invés de termos a formação de um cidadão, nós tivemos de um consumidor e o Milton Santos completa dizendo que a seita ser chamado de "usual". Muito bem, e é muito curioso a gente ver que os serviços públicos nos chamam de usuários, vários deles em casa, né, usuário de transporte passageiros, o usuário do serviço de energia elétrica, o usuário do serviço de abacessimento de água, etc. e tudo mais. E que portanto no caso brasileiro, nós vamos ter a classe média nascendo sob estes paradigmas e que portanto ela será influenciada por ele e que o chamado milagre econômico que vem no comecinho da década de setenta, na verdade foi o contrário, não teve nenhum tipo de milagre, o que ele fez foi de forma seletiva espacialmente, aprofundadas e igualdades, seja dentro da proporcidade, seja intensidade diferentes, e que o chamado milagre econômico no fim das contas anulou as liberdades civis e aumentou a pobreza, contrado que sempre costuma ser dito no sescomun, no discurso corrente de que foi o período da economia brasileira que tivemos um crescimento bastante roburso do produto ter no bruto, isso não se refletiu nas melhorias das contasções de vida e no exercício da banheta, foi o inverso, por fora milagre e por dentro pra gédia, acho que é uma boa metáfora pra gente definir esse período da história do Brasil, e que é muito importante, sobretudo, para o nosso rede mobilidade periferia, a gente pensar nessa oração, essa frase que o Milton Sato se deixa, que na página 27 ele diz o seguinte, se me permitem, além do que, para os seus moradores menos móveis, a cidade é empalpável, ou seja, a gente não consegue tocar de não consegue usar, ela porém impõe-se como um amontoado de signos aparentemente desencontrados, agindo no entanto um inconcerto pra limitar, mas do que para facilitar a minha ação, tornando muito importante, de antiga multiplicidade de coisas, das coisas que me cercam, que, e de que posso despor, isso aqui a gente pode traduzir uma série de exemplos, não adianta nada uma cidade como São Paulo por exemplo, oferecer uma possibilidade de cinemas, teatros, uma possibilidade de parques, de instalantes e bares, sendo que muitas vezes, grande parte da população mora a 2 horas do centro, e que nos finais semanam o tempo de deslocamento aumenta. Então, no limite, cidade pra quem, acho que é a pergunta que a gente faz a partir da soração, pra quem mora no seu expandido, talvez na melhor das hipóteses, ou pra quem tem um automóvel particular, e tem condições de fazer o deslocamento, porque muitas vezes não basta ter o veículo, ter que ter a condição pra fazer, e que se você está na região metropolitana, sobretudo, você está escurido, alijado desse entre aspas cardápio de possibilidades que São Paulo oferece. Então, a gente faz a pergunta, ok, cidade tem de fato uma oferta cultural, uma oferta de entretenimento, bastante ampla pra quem. E que, portanto, isso contribui, o processo que se associa a ampliação do consumo de massa, porque, em um limite, é muito mais coudo, muito mais prático, muito mais interessante, sobretudo, aos grandes agentes econômicos, que as periferias consumam aquilo que a mídia impõe, porque caso contrário, caberar o poder público e caberar também a esses agentes, levar outras possibilidades, levar outros caminhos, levar outros elementos pra as áreas mais afastadas, que fabricam construir os cinemas, as áreas mais afastadas, os parques, as bibliotecas, etc. Então, é muito comum, você implantar essa cultura de massa, porque você criou uma falsa sensação de satisfação, que, portanto, não há necessidade de ter esses equipamentos culturais nas áreas mais distantes do centro, e que, portanto, a mídia tem um papel decisivo nisso. A gente vê a presença, claro que aqui na época de Cominho Tossante, não estava falando em rede social identemente, mas a gente vê uma presença muito forte de um palão de consumo, que ele é de fuz, em grande parte da cidade e das cidades, Brasil aforo. E o mais curioso é que, durante esse processo de fabricação e de construção dessa cultura de massa, a gente vai ter justamente o seguinte, a urbanização fundada no consumo e a cultura popular vai ser substituída pela de massa, ou seja, o espaço que o meu Tossante Spon Andreaspas, como o seu vagem, é um espaço que agora vai enquadrar e vai limitar as expressões populares, e que a sociedade que deveria surgir com uma sociedade de massas de fato, um plural, diversa, vai ser uma sociedade alienada, e que, no lugar de estudão, vai surgir um consumidor em satisfei, e, por isso, fadado, votado, colocado, a ser consumidor eternamente. E que essa força da alienação virá também dessa fragilidade dos indivíduos, é um processo de fragilização que faz com que eles permaneçam alienados e que não saiam dessa condição. E que aquilo que a gente tem de tentativa de contraponto, tentativa de inovação, tentativa de fuga e de saída, é sempre algo local acertorial, basicamente. E pulamos, portanto, para o último capítulo, denominado território de Estadania, que ele vai dizer justamente o seguinte, aqui nós temos uma associação muito íntima entre, essa difusão da Estadania e os aspectos locacionais, ou seja, que nós temos em deporrencia da concentração populacional em determinados centros, que nós temos em consequência, da falta de serviços tanto públicos como privados, em determinadas áreas, justamente a diminuição da Estadania para um de um aumento para outros, sobretudo a diminuição para uma maioria. E ele tem uma frase brilhante na 140, que ele diz o seguinte, parece até uma metáfora, mas é uma frase brilhante que ele vai dizer que para muitos, a rede urbana existente e a rede de serviços são coisas diferentes, mas estão articulados umas com as outras, são reais para outros. Por isso são citadãos diminuídos incompletos, ou seja, são poucos que tem de fato acesso a essas redes. Grande parte não tem, grande parte está fora por todo esse processo, porque muitas vezes você não tem o serviço bem naquela área. E se você tem, você não pode alcançá-lo ou por conta de dinheiro ou por tempo. Então adianta, por limite você ter aquele serviço, você não é acessível para todo mundo. E que, portanto, o que ele chama de valor de cada pessoa, passa a funcionar em função do lugar que ela vive, que essas distorções precisam ser corrigidas em nome da cidadania. E na C-41, ele trabalha com essa ideia de que a localização das pessoas no território é na maioria das vezes, produto de uma combinação entre as forças no mercado e as decisões do governo, que não é simplesmente um direito uma liberdade escolheram de si mora. Eu fico perguntando, quantos queriam realmente morar três horas do centro de uma metrópia? Qualquer que queriam morar na metrópia. Boa parte dos frutos migratórios vem até no sentido que o autor marxista francês, chamado Japonês Marfala, que é a mobilidade para o trabalho. Você não migra por um sonho, por um desejo, por um anseio, você migra para trabalhar. No limite, numa abordagem marxista do fenômeno, a migração é busca por trabalho. Se a gente amplia essa pergunta, por que você se deslocou de um calco ou outro? Grande parte das respostas no limite será a relação ao trabalho, se não todas, né? Nessa abordagem do Japonês Marxista todos. Todo e qualquer frutos migratórios tem a ver com o trabalho no limite. E que grande parte desses frutos migratórios tem como resultado algo que independe da vontade de muitas pessoas. Muitos não queriam ter migrado para São Paulo de cada setenta e treta. Mas estão aqui até hoje. Bem, e que, portanto, nós vamos ter, diferente dos países capitalistas não avançados, né, dos suídos envolvidos, os serviços públicos sendo providos de maneira plena. Ele vai dizer justamente o seguinte, que nos capitalistas avançados, os serviços são sobretudo tarefas do poder público. E que a distribuição geográfica tem a ver com as estesidades das pessoas. E que quando você tem algum problema associado à distância, isso é minimizado por transporte. Isso é minimizado por serviços de saúde, por serviços de educação, que são gratutos. E sua? é necessariamente um salário dado às pessoas de forma indireta. Isso é provimento do estado de Anílio, das condições para que o exercício da estado de Anílio seja praticado. E eu fiquei pensando aqui para o nosso caso das idades de São Paulo, é muito curioso, não é um sistema de transporte público que tem cinco linhas de metrô, uma linha de monotrilo, além das linhas de trem, urbano tem por volta de mil e cem mil e duzentas linhas municipais urbanas de ônibus e não tem uma linha gratuita que interlíguem os hospitais. A gente não tem nenhum tipo de serviço que deve ter que ser gratuita para que as pessoas possam buscar a tendimento médico, por exemplo. Mas existe uma linha para cinco mil cem dez, falando número lado prefixo, a hospitais centro. Que realmente faz um circuito ali, seja para as áreas mais centrais, que se conecte com os passageiros e passageiras da periferia para atraser-los para esse atendimento médico. Não existe. Muitas vezes a viagem de um determinado bairro do homem cipra de São Paulo, nem falando da região de Tropholitana, até o hospital durante duas horas e meio. Isso quando consegue fazer esse tipo de suplemento. Coisa que, segundo o problema do Santos aqui nos capitalistas avançados, isso é amenizado. Que no limite isso é a busca de uma equidade social e territorial. E que portanto nós temos o poder público valorizando determinadas áreas para facilitar, para auxiliar os chamados agentes econômicos e que isso tudo encarece os transportes urbanos. Piora, pros mais cobres o custo de vida e que portanto a localização dos fixos geográficos, ou seja, daquilo tudo que está distribuído nas grandes nascidades, nas médias, nas pequenas e pelo território nacional como o todo, é algo anártico, ou seja, é algo que opedece aos desejos dos agentes econômicos capitalistas. A localização é definida porque tem o poder econômico e não pela necessidade da maioria, não pela necessidade da população. Então ele diz que esse impobrecimento pela economia, ou seja, pelo mercado, você pode reunir o impobrecimento pela organização ruim do território por parte do poder político. E aqui no final ele vai fazer uma análise mais aprofundada a respeito de planejamento para quem que é o planejamento. O planejamento é pro povo, planejamento é para o exercista da Estadania, planejamento é feito basicamente a pratar em ver aos anseios e aos desejos dos grandes agentes econômicos e que quando há uma política de planejamento popular, ela sofre bastante represalha, ela sofre bastante crítica de quem tem o poder econômico nas mãos. E uma frase bastante importante que o meu tossato diz na página 143, um do pra 104, que morar na perifinia, esse condenar, duas vezes a pobreza. E que essa pobreza gerada pelo modelo econômico, segmenta o mercado de trabalho e as classes sociais. E que está superposta a ela, a pobreza gerada pelo modelo temitorial. É aquilo que como entrando com muita apresentação, que o meu tossato diz a marro uma coisa para o outro. E que, portanto, a pessoa é mais ou é menos pobre pelo lugar para a mora, porque você perde ou ganha a sessão de terminado de serviço público. E que muitas vezes você paga por algo que poderia ser gratuito. E que o meu tossato se incestre, a associina dizendo que é impossível imaginar uma cidadania concreto que possa abrir mão do componente teritorial. E ele também dá um exemplo das cidades menores que faz com que as pessoas também não consigam ter o exercício de Estadania, porque muitas vezes essas cidades estão fadadas, estão condenadas, não mais crescer, não saindo aquele patamar demográfico e territorial. Ele diz isso porque é muito comum em estados menores, a gente tem o provimento de algum serviço, sobretudo um serviço privado, sobretudo um múltiplo de lojas, supermercado, e ele fechar por falta de demand, né, quando não atingir perdão aquele limiar mínimo para se manter em funcionamento e que, portanto, quando isso acontece, você tem o fechamento de serviço e as pessoas perdem, que ele acessa o que elas tinham. E que, se você tem um serviço eficiente de transporte, com uma política territorial que garanta o exercício da Estadania, você não teria esse tipo de problema. E que, portanto, não se justifica, né, que, por exemplo, uma pessoa doente deixe de ser tratado por não ter dinheiro, e que também é inademessível que essa pessoa não consiga atendimento médico por distância, que foi o que aconteceu na pandemia. O próprio IBGL lançou um estudo em 2020 de que o brasileiro estava a uma distância média de quase 70, 80 quilômetros de um hospital, porque você tem muitas dados pequenos no Brasil que não te hospital, que muitas vezes o deslocamento é de 150 até 300 quilômetros de dependência da situação, para se chegar a uma unidade atendimento com maior grau de complexidade. Isso é bastante comum em interior do Brasil, é o mesmo tempo que falta na metrópula, falta nas cidades menores também. E que, para encerrar ele vai dizer justamente o seguinte, que nós também temos questões atreladas ao próprio processo de redemocratização, porque ele vai fazendo esse debate justamente com aquilo que estava em evolução do território brasileiro à época, e que ela não é completa, ela não ficará completa enquanto todas as pessoas não forem consideradas cidadãs, independentemente de onde ela está esteja. E que, portanto, ele vai dizer que algumas desigualdadas sociais são em primeiro lugar territóriais, porque tem a ver que em um local que a pessoa se encontra, e que o cidadão é um indivíduo naquele lugar, que a república só vai ser democrática quando considerar todas as pessoas como iguais, todos as cidadãs, todos os cidadãos como iguais, independente de onde eles moram. Porque, de fato, é exercir a cidadania em São Paulo, é uma coisa, exercir a cidadania em alta floresta norte do Mato-Groça e outra, e assim a gente pode sair fazendo exemplificações, todo o território nacional. E por fim, porém, não é menos importante, ele vai dizer que uma grande tarefa do final do século 20, que se estende ao 21, evidentemente, é criticar esse consumismo e trazer o reaprendizado das cidadania, que são coisas diferentes, mas que não podem caminhar de forma separada. E que a gente tem que também entender que muitas vezes moradia, automóvel, etc., não são produtos, e que são elementos importantes para o exercício das cidadania, sobretudo, a moradia, a transporte, a educação e a saúde. E que a própria educação também precisa ser encarada de outra forma, porque ela é vista como mercadoria, a educação infelizmente acaba por reproduzir e ampliar as desigualdades, e que, portanto, ela é eminentemente profissional, ela é eminentemente preparadora de futuros consumidores, e não de cidadãos e cidadãos, e que, portanto, como ele mesmo disse, cria a final gente deseducada para a vida, que o nosso sistema educacional atual prepara, basicamente, pessoas para o mercado de trabalho, então, para ser em cidadãos e cidadãos. E que, por isso, a gente não pode confundir cidadão e consumidor, porque aquilo que era para ser de fato direito pessoal se torna conquista, e não direito social, e que, mesmo a política vai ser uma função do consumo, que a ideia é que nós temos um morador cidadão e não o proprietário consumidor, porque aí quem não é proprietário não tem acesso a um serviço básico, não tem acesso a moradia, não tem acesso a saúde, laser e etc, e tal, cultura, educação, a os transportes, e que, por isso, nós precisamos sair desse debate de individualidades e de competição, para construir algum coletivo que priorize, sobretudo, o exercício daquilo que nos é de direito, já quando nascemos e quando começamos a aprender que a cidadania, e não simplesmente essa luta desenfreada e infelizmente muito incentivada e formatada pelas redes sociais, pela comunicação como um todo, de que prosperidade significa possuir, quando na verdade, prosperidade deveria ser a plenitude da cidadania para todas as pessoas, e uma última frase dele, ele diz o seguinte, ficar presionero do presente ou do passado é a melhor maneira para não fazer aquele passo adiante, sem o qual nenhum povo se encontra no futuro, então, quando ele traz essa frase, ele está dizendo o seguinte, que você precisa refletir sobre o estado da toda das coisas e buscar a saída, não com base naquilo que tem sido feito, mas sim com base essas proposições que buscam justamente ampliar os acertos. Essos e ampliar os direitos a todas as pessoas. desenvolve. Até o próximo episódio.

Podcast Summary

Key Points:

  1. O podcast "Ponto de Partida" da Rede de Mobilidade Periferias (UNIFESP) discute mobilidade urbana, especialmente nas periferias brasileiras.
  2. O primeiro episódio da terceira temporada analisa dois capítulos do livro "O Espaço do Cidadão" (1987) de Milton Santos, contextualizado no pós-ditadura militar e na Constituição de 198
  3. Milton Santos critica a equiparação entre cidadania e consumo na lógica capitalista, defendendo que o verdadeiro cidadão não é o consumidor, mas aquele que exerce direitos sociais plenos.
  4. O autor propõe um "modelo cívico territorial", onde cidadania e território são indissociáveis, exigindo distribuição equânime de recursos e serviços públicos.
  5. No Brasil, a rápida urbanização (1940-1970) e o "milagre econômico" aprofundaram desigualdades, criando "cidadãos de classes diversas" e substituindo a cooperação pela competição e pelo egoísmo.
  6. A obra destaca que a cidadania é aprendida e exercitada, não inata, e que a falta de mobilidade urbana torna a cidade "impalpável" para os mais pobres.

Summary:

O podcast apresenta uma análise do livro "O Espaço do Cidadão", de Milton Santos, publicado em 1987, um ano antes da Constituição Federal de 1988. O autor, um dos maiores geógrafos brasileiros, propõe uma reflexão sobre a cidadania atrelada ao território, criticando a visão capitalista que equipara cidadão a consumidor. Para Santos, a cidadania não é inata, mas um processo contínuo de aprendizado e exercício de direitos sociais como moradia, saúde, educação e mobilidade.

Ele introduz o conceito de "modelo cívico territorial", que defende a organização do espaço em função da justiça social, e não dos interesses do capital. No contexto brasileiro, o autor aponta que a rápida urbanização e o "milagre econômico" dos anos 1970 aprofundaram desigualdades, criando "cidadãos de classes diversas" e substituindo a solidariedade pela competição. A obra destaca que a falta de mobilidade urbana torna a cidade "impalpável" para os mais pobres, limitando seu acesso a serviços e equipamentos.

Assim, Santos propõe que a cidadania plena só é possível com a distribuição equânime dos recursos e a garantia de direitos, desafiando a lógica do consumo como sinônimo de pertencimento social. O episódio reforça a importância de pensar a mobilidade como um direito fundamental para a construção de uma cidadania real e inclusiva nas periferias brasileiras.

FAQs

É um podcast que apoia leituras da cidade em mobilidade, com episódios apresentados por pesquisadores que interpretam textos para reflexão. É uma realização da Rede de Mobilidade Periferias, da Universidade Federal de São Paulo.

O episódio aborda dois capítulos do livro 'O Espaço do Cidadão', de Milton Santos, focando na formação da cidadania ao longo do tempo e no caso brasileiro, destacando deslocamentos e acesso a serviços como garantia de cidadania.

Para Milton Santos, cidadania e território são indissociáveis: não é possível pensar a cidadania sem considerar o território e vice-versa.

Ele critica a ideia de que ser cidadão é equivalente a consumir, mostrando que o capitalismo associa cidadania ao consumo, gerando uma cidadania incompleta e desigual.

É a organização do espaço voltada para a cidadania e a justiça social, em vez de servir aos interesses de grandes corporações e ao capital.

O Brasil passou por uma urbanização acelerada e migrações brutais entre as décadas de 1940 e 1970, resultando em 'cidadãos de classes diversas' e na 'entronização do egoísmo', priorizando o consumo sobre a cooperação.

Chat with AI

Loading...

Pro features

Go deeper with this episode

Unlock creator-grade tools that turn any transcript into show notes and subtitle files.