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#09 - Um verdadeiro missionário saber OUVIR

from Send Me | Escola de Missão Transcultural

31m 20s

#09 - Um verdadeiro missionário saber OUVIR

O podcast da Escola de Missão Transcultural aborda a importância dos relacionamentos missionários com base na vida de Jesus e no princípio de amar as pessoas como o objeto do amor de Deus. O conteúdo destaca que o primeiro passo para se aproximar de alguém é ouvir ativamente, compreender seu contexto cultural, suas necessidades e seus medos, o que gera confiança e abertura para a conversa sobre a fé. A missão, por isso, não é apenas pregar, mas viver com as pessoas, demonstrando simpatia, empatia e presença. A contextualização do evangelho é essencial, pois conceitos como a morte e ressurreição de Cristo precisam ser apresentados de forma compreensível às culturas locais, evitando o que é visto como ridículo ou inadmissível. O trabalho exige paciência, respeito ao tempo de cada pessoa, e um coração aberto que se adapte às diferenças culturais, como o olhar, o tempo e o comportamento social. O evangelho não é uma mensagem forçada, mas um chamado de transformação que começa com o amor e o serviço genuíno. O podcast reforça que os missionários devem ser instrumentos de Deus, não salvadores, e que a verdadeira missão é reconhecer as pessoas como o centro da salvação, respeitando o caminho que cada um percorre para chegar à fé.

Transcription

5140 Words, 28752 Characters

Portuguese
Send me um podcast da Escola de Missão Transcultural, introdução de pastor Dolbla Silva e haulas com especialistas na área de missão ao redor do mundo. Para você que está curtindo a nossa Escola de Missões, curtindo as aulas, os palestrantes, as experiências, não se esqueça que aqui no sendem na nossa Escola de Missão Transcultural, nós temos também a nossa imersão, que são as nossas mission trips de curto prazo, onde você pode desempenhar e conhecer uma outra realidade, um outro contexto, fazer uma missão de curto prazo, mas uma missão transcultural também. Então, se você tem o desejo, você pode me procurar ou procurar algumas as nossas secretárias, que estão nos ajudando na coordenação do curso, ou você pode procurar também qualquer pessoa que faz parte da nossa equipe da Escola de Missões. Pode ser que as vagas já estejam preenchidas agora, mas um pouquinho mais adiante você pode participar da próxima turma. Nós estamos aqui avançando com o nosso com a nossa Escola, já estamos indo pro finalzinho dela, e hoje nós vamos falar um pouquinho sobre a importância dos relacionamentos missionários, toda vez que nós passamos por uma mudança, o que chegamos num lugar diferente, isso é muito natural pra um missionário, é uma das bases que nós procuramos e precisamos fazer são novos relacionamentos. Agora, como que eu posso fazer esses relacionamentos? Qual é a forma ideal como que eu devo me aproximar das pessoas? Então, nós vamos ter o privilégio de estudar um pouquinho sobre isso, não se esqueça de estudar e ler o material passaporte para a missão, mas quem vai falar para nós hoje aqui, também já esteve conosco num outro momento direto da Jordania. Christian Valauer, nosso companheiro, nosso parceiro pastor Christian, muito obrigado pela sua disposição de gravar para nós e de falar para nós também aqui na nossa Escola. Meu caramego, que Deus continue te abençoando e a você missionário também, vamos ouvir e aprender mais e mais. Fala aí, pessoal. Meu nome é Christian Valauer. Eu estou aqui para conversar um pouquinho com vocês sobre o tema de número 9, contê-lo contextualização baseada no capítulo 20 do livro Passaporte para a missão. Eu gostaria de começar com um texto de Ellen White, que está no livro Ciência do Bom Viver, página 143, onde ela diz o seguinte. "Unicamente os métodos de Cristo traerão verdadeiro exito no aproximar-se do povo Salvador Minis misturava-se com os homens, como uma pessoa que eles desejava bem manifestava simpatia por eles, ministrava-lhes as necessidades e grandiava-lhes a confiança. O ordenava então "segue-me". A vida de Jesus é uma aula de como alcançar as pessoas. É cheio de princípios que nós podemos absorver, aprender e aplicar para melhor fazermos o ministério que nós temos que desempenhar. Jesus nos chamou a seguilo, observando os passos que ele deu. Dia a dia a gente pode tirar certas lições são preciosíssimas. Jesus era um camarada que gostava de gente, então esse é uma grandilição. Você precisa gostar de gente para compre missão. Se você não gosta de gente, vai ficar mais difícil. Então você precisa gostar das pessoas, de estar com as pessoas. As pessoas são o objeto do amor de Deus, não coisas. Então se o foco de Jesus era um pessoas ou em vez de coisas, o nosso foco aqui, a nossa prioridade deve ser sempre as pessoas em detrimento das coisas. E não as coisas em detrimento das pessoas, que é o que geralmente nós vemos por aí. Pessoas brigando por objetos, por posições e, na verdade, para Deus o que mais importa são as pessoas. A gente deve olhar para elas de uma forma diferente, como o objeto da atenção de Deus e que deve ser o objeto da nossa atenção também. E esse seria o primeiro passo, porque se eu não gosto de pessoas, se eu não entendo que Deus ama as pessoas mais do que qualquer outra coisa aqui nessa terra, eu já falei, já desde o início eu já não vou conseguir ter sucesso a algum. Eu preciso gostar de pessoas a mais pessoas e entender que elas são o objeto do amor de Deus. Mas Jesus ia além, ao se menstruar com as pessoas, Jesus demonstrava desejar o bem delas. Ele manifestava simpatia para com elas. E esse é um passo que todo o cristão deveria dar, mas que muitas vezes se torna difícil para o nosso egoísmo. Porque esse passo, ele necessita um pouco de sacrifício da nossa parte, por exemplo, desenvolver a capacidade de ouvir qual o importante é, ouvir o que as pessoas têm para falar. Como que eu vou pregar para alguém que eu não conheço? Que estrategia eu vou usar, que palavras eu vou usar ou não vou usar para atingir o coração daquela pessoa. Como que eu ganha confiança de alguém sem conhecê-lo? Eu preciso primeiro conhecer a pessoa. Eu preciso saber onde que ela veio, quem que ela é, quais são seus medos, quais são seus traumas, suas dificuldades, suas necessidades, para então eu poder ministrar a elas. E eu demonstro simpatia ao parar e ouvir como é importante. Principalmente em uma época que a gente tem uma informação vindo muito rápido, a gente tem tudo na palma da nossa mão. E todas as coisas acontecem de uma forma frenética, você parar e ouvir. É muito difícil para muitas pessoas. E é importante desenvolver a sabilidade. Eu lembro que quando nós morávamos num país do norte da África, de maioria, monçumã, onde o próprio país não permitia fazer proselitismo de religião alguma muito menos de cristianismo, a gente se via muito acuado de como a gente falar de Deus, falar das boas novas, falar da transformação que Deus operou na nossa vida para as outras pessoas, como abrir uma Bíblia e falar sobre a mensagem tão linda que ele a gente encontra. E que move a nossa vida. E muitas vezes eu ficava pensando que o que eu faço? O que eu faço? Como eu faço para alcançar uma oportunidade? E foi nessa situação que eu aprendi a ouvir, porque ao invés de sair para falar para as pessoas daquilo que eu sabia, o primeiro passo foi sentar e ouvir o que as pessoas tinham para me dizer, como elas enxergavam o mundo? E foi nesse momento ouvindo as pessoas que eu desenvolvi uma habilidade de fazer perguntas para conhecer ainda mais. Então eu eu aprendi muito do islamismo conversando com as pessoas, eu aprendi muito da fé deles pessoal com Deus, perguntando como é isso, como é aquilo, como você vê a bondade de Deus ou amor de Deus, a salvoção é pelas obras mesmo, então você vai fazendo as perguntas e a pessoa vai se abrindo, muitas de elas até se empolgam. E eles são muito, muito, muito evangelizadores, vão dizer assim, eles propagam a fé deles com uma vontade muito grande, então que é até bonito de ver. Então você senta e ouve, e aí você entende quem é essa pessoa? De onde ela vem? Quais são as suas dificuldades? Quais são os seus problemas? Quais são as suas necessidades? E quando você se demonstra interesse pela pessoa em você ajudar aquela pessoa nos problemas que ela tem, os problemas reais, que ela enfrenta, você ganha confiança dessa pessoa. E aí a situação muitas vezes se inverte, porque ela começa então a perguntar de você. E aí você tem oportunidades de inserir pouquinho a pouquinho um pouco daquilo que Jesus te ofereceu te deu. Então o ouvir, ele é o primeiro passo, ele é muito importante, talvez seja um dos mais importantes, eu tenho certeza que por mais que Jesus tenha falado muito, ele foi um grande ouvinte, ele deve ter ouvido muito, muito, muito, muito, ele era muito tardil, não falar, ele gira no ouvir com toda a certeza. E por isso que ele tinha uma boa percepção, por isso que ele olhava e entendia as pessoas, porque ele parava, ele tirava tempo para ouvir e entender, porque o interesse dele estava no bem-estar daquelas pessoas, em quem ele estava entrando em contato. Outra coisa que também é importante desenvolver uma conexão pessoal com as pessoas, você cria a intimidade com elas. Eu lembro que quando eu era adolescente, o pastor Manolo fez uma semana de geração e ele falou uma frase que nunca saiu da minha cabeça. Ele disse que a gente de Deus não vê uma igreja cheia, Deus vê um lugar ocupado o seu. Isso demonstra o quão íntimo é o Deus que nós temos, o quão ele tem a vontade de desenvolver com nós com o relacionamento pessoal. E ele nos instiga dessa forma, também desenvolvermos com as outras pessoas esse tipo de intimidade de contato pessoal, de olho no olho. E é claro que aqui você vai ter que respeitar culturas diferentes. O Brasil é multicultural, tem tantas culturas dentro do país só. E você vai do norte ao sul, muda muito o jeito das pessoas se viverem, as pessoas tratarem dos relacionamentos delas e o jeito de exercer a intimidade ou contato pessoal. Então a gente precisa entender que cada pessoa ela vê de uma forma diferente. ele tem limites diferentes e exemplifica de uma forma diferente, o carinho, o afeto, a atenção, então em alguns lugares você olhar o olho, por exemplo, vai ser muito ruim, vai ser algo que é desrespeitoso, algumas culturas orientais, por exemplo, você não olha no olho das pessoas, porque é desrespeitoso, então você já não vai estar fazendo o oposto de aproximar ela de você, de ter um contato pessoal, você vai estar trapalhando esse processo. Então o olho no olho no Brasil é importante, uma pessoa que te olha no olho, que você está contando alguma coisa, ela não está no celular, ela não está fazendo outra coisa, ela paro que ela está fazendo e ela te dá a atenção, isso te dá prazer, isso te dá segurança, isso te mostra que a pessoa ela te enxerga como algo importante, que é digno de fazer ela parar o que ela está fazendo pra você para te ouvir, então a gente precisa analisar a cultura que a gente está inserido e tentar identificar como a gente pode ser aproximada dessas pessoas, aqui no Oriente Médio, contato tipo homem com mulher, já é mais difícil, é mais sensível, meu trabalho, meus relacionamentos aqui são mais com homens, porque as mulheres eu deixo pra me esposo, porque aqui nessa cultura é diferente, é muito complicado você ter essa relação com a mensagem entre homem e mulher, e entre homens aqui, já é diferente no Brasil, você não tem, por exemplo, a cultura do beijo aqui, sabe, beijando todo mundo, você tem que boijar, e é três beijinhos aqui, três beijinhos lá, e você vai beijando, beijando, beijando, beijando, e tem que tá beijo, não tem jeito, e estoca muito, você precisa participar disso, então se você já não gosta tanto, você vai ter que se adaptar, por isso que eu digo que você demonstrar simpatia, às vezes é sair da zona de conforto, porque é você olhar para a necessidade dos outros como mais importante, do que o que você tá acostumado a fazer, do que as suas próprias características, você vai ter que abrir mão de algumas coisas, e isso é doloroso, eu digo, você tá ouvindo de alguém que já tá aí seis anos no Oriente Médio, norte da África, uma cultura bem diferente, e eu digo pra vocês é difícil, tem horas que dá vontade de sumir daqui, onde eu estou, porque é muito diferente, sabe, é uma luta constante, você tem que ficar se policiando tempo todo, por mais que a gente tente, não é natural na gente, mas a gente precisa desenvolver para o da outra pessoa, e você demonstrar atenção, carim, e isso é muito importante dentro dos relacionamentos, depois de Jesus ouvir as pessoas e identificar na vida delas as suas necessidades, as suas dificuldades, Jesus, ele vinha como um auxiliador, ele vinha suprir as necessidades dessas pessoas, e aquilo gerava confiança no coração dessas pessoas para atender o chamado de Jesus Seguim, e dessa mesma forma, nós podemos fazer a diferença na vida de muitos, a gente pode outdoor o nosso tempo, as nossas competências, os nossos recursos, a gente pode fazer a diferença na vida de muitas gente, a gente ia às vezes só de sentar e ouvir, já tá fazendo a diferença, já tá suprindo uma necessidade, o primeiro passo que é ouvir, já fez uma grande diferença na vida de muitas pessoas, só por sentar e ouvir, porque são poucos que fazem isso hoje, você identifica os dificuldades, as necessidades e você começa, então a interferir de forma positiva, pro crescimento, pra gregar, base felicidade a vida das pessoas que estão autoredores, e quando elas sentem essa transformação, quando sentem que há algo genuino de você, isso gera confiança, pra que elas começem a te fazer perguntas, e prestar atenção com ouvidos muito mais atentos, as respostas que você pode dar às perguntas que elas têm, então aí você criou uma plataforma, você criou um momento perfeito pra partilhar das grandes verdades bíblicas, e dos grandes milagres que Cristo fez ou perou na tua vida, agora vamos recapitular então o que a gente viu até aqui, pela vida de Jesus a gente entende que é muito importante a gente gostar de pessoas, a gente se misturar com pessoas, a nossa vida de irar em torno de pessoas, a gente vive embrar o de pessoas, porque elas são as únicas coisas que vão permanecer aqui nessa terra, quando Jesus voltar e destruir o pecado e renovar todas as coisas, as pessoas são as únicas que vão se manter aqui as que elas que aceitarem o convite da salvação, e esse é o foco da gente hoje, pra se aproximar dessas pessoas, a gente precisa ter um coração que desejo bem delas, a gente precisa demonstrar que a gente desejo bem, demonstrar simpatia elas, e nessa demonstração de simpatia, uma das coisas mais importantes é sentar e ouvir, pra perceber as necessidades, pra conhecer as pessoas, pra saber onde elas vem, o que elas precisam, e aí a gente supe as necessidades, aí como um amigo genuino, a gente auxilia sem pedir nada em troca, simplesmente pelo fato de querer ajudar, por ter prazer em ajudar, porque essa é a razão de nós estamos aqui, e a partir daí é ganhar a confiança das pessoas, nós criamos um ambiente, um momento especial onde nós temos mais confiança da parte das pessoas, naquilo que nós falamos, porque elas sabem que o que a gente fala pra elas é com o interesse do benefício delas, da felicidade delas, então quando a gente fala de verdades bíblicas, quando a gente fala da atuação de Deus a nossa vida, como um exemplo daquilo que pode acontecer na vida deles, eles confiam que aquilo é pro benefício deles, que a gente tá ali compartilhando essas verdades, essas experiências, pra que eles sejam beneficiados, então isso deixa uma porta mais aberta, mais escancarada, pra que a verdade possa adentrar e fazer a limora morada, e então entra um elemento extremamente importante, chamado tempo, e a paciência ela é muito importante, você deve respeitar o tempo das pessoas, cada um tem um tempo diferente, e as pessoas processam de forma diferente, e aqui, onde nós moramos, também é muito difícil, pra você criar um vínculo mesmo forte e demora, pra você começar a conversar com sobre coisas espirituais, muitas vezes levam dois, três anos, e então pra você ver alguns frutos, é mais complicado, aqui as pessoas pelo evangelho têm que abrir mão de muita coisa, muita coisa que a gente faz a ideia, muito mais do que no Brasil, que a gente tá acostumado, então a gente precisa respeitar essa realidade deles, que não é nossa, eu nasci na igreja, então eu não tive que deixar nada, sempre fui, mas mesmo no Brasil você pode deixar o quê, você vai deixar o futebol, vai deixar o futebol no sábado, você vai deixar de fazer isso, isso aqui, você lá, o quê você vai deixar de fazer, mas não é muita coisa, comparado o que eles têm que abrir mão aqui, aqueles perdem famílias, perdem amigo, eles perdem emprego, às vezes eles têm que deixar o país, então eles têm que abrir mão de muita coisa, então pra você criar uma decisão desse tamanho no coração de uma pessoa que leva tempo, leva tempo, é um processo comprido, não sei que, mesmo aqueles que têm sonhos e visões das histórias que eu ouvi, são de tempos assim grandes, onde eles precisam processar certas informações, eles precisam ganhar confiança naquilo que eles estão experimentando, porque o preço é muito alto, o preço é muito alto e a gente precisa entender e respeitar esse tempo, e por fim lembre-se que é Deus que está no controle, nós somos apenas instrumentos, então momentos de oração eles devem ser muito frequentes, a gente entender o que Deus quer que a gente fale, como Deus quer que a gente apresente certas verdades ou contes certas experiências que nós tivemos, quando isso será mais oportuno, então a gente precisa entender que a gente não é o salvador da patria, nós não somos Jesus, o salvador, aquilo que vai levar a salvação literalmente, não, nós somos instrumentos nas mãos do Espírito Santo, que leva Jesus ao coração das pessoas, e então quando a gente entende que é Deus que está no controle e a gente se humilha perante ele pra ver a vontade dele, de como cansar as pessoas, a gente tem um sucesso garantido, porque Deus sabe de tudo, sabe do que está lá dentro do coração de cada um, essa parceria com Jesus em oração, com o Espírito Santo, ouvindo a voz do Espírito Santo, essa percepção que a gente precisa desenvolver no nosso comunhão de área, de ouvir a voz de Deus é muito importante, principalmente na região de nós trabalhamos aqui, é muito complicado você não simplesmente pega a Bíblia e sai aí de uma forma lógica convencendo um monte de gente, porque você fez isso do Bíblia com a ABC, você talvez consiga com alguns cristãos aqui, mas não como os humanos, como os humanos você depende muito de Deus, da atuação do Espírito, quebrando as cadeias que muitas vezes prendem eles de compreender algo diferente daquilo que eles estão acostumados, estudando sobre contextualização eu aprendi que a gente não leva Deus para outros polvos, não, porque Deus já está lá, Deus está em todos os lugares, Deus não precisa levar do nome, Deus está lá, o que precisa acontecer é nós identificarmos na cultura, quem é Deus, lembre de Paulo, quando ele em certa vez arou, apontou para um Deus desconhecido, um Deus daquela cultura, ele falou, eu vou falar desse Deus agora, ele falou como é só falar do Deus verdadeiro, Deus criador, um Deus que eles não conheciam, então ele partiu de algo conhecido para aquelas pessoas e desenvolveu a teologia bíblica, para que eles compreendessem quem era Jesus e o que Jesus havia feito proporcionado a eles, o mesmo Paulo também desenvolve a ideia bonita, no capítulo 9, na primeira carta aos correntes, onde ele diz que se fez de tudo, para com todos, para de alguma forma poder salvar alguns. Então, Paulo ele tentava de todas as formas apresentar o Evangelho de uma forma fácil, que fosse entendível aos ouvidos daqueles que o cercavam. Vou tentar exemplificar agora para vocês, então, na prática a importância dessa contextualização, a importância de a gente sentar ouvi entender o contexto da pessoa, os valores que a pessoa tem, para me aproximar da forma certa, para poder suprir as necessidades que ela realmente tem, para ser relevante, ganhar confiança e, então, poder anunciar as boas novas. É um processo que, muitas vezes, leva tempo, mas é importante a gente fazer. Por exemplo, os cristãos chegaram no oriente médio e vieram falar de Jesus pros humanos, falar da salvação. E o que que se fala Jesus crucificado? Esse é o Evangelho. Essa é a razão de nós alcançarmos a salvação. É a nosso maior orgulho, a nossa maior esperança, é a morte e ressurreição de Jesus, que é o coluna vertebral do cristianismo. Se você tira isso, não sobra mais nada. É Cristo crucificado e ressurreto, não é nem só crucificado. É ser crucificado e ressurreto. Essa é a parte mais importante do cristianismo. E aqui, quando você fala isso para eles, de cara, sem dar a tracomo contexto, ainda fica difícil de eles assimilarem. Para eles sou como ridículo, por pelo menos três pontos bem rápidos que vou mencionar para vocês primeiro, porque é uma vergonha, um grande profeta, como eles consideram Jesus, é ser um profeta, ele morre numa cruço. Isso é inadmissível, é um profeta, ele é aquele super-oio que só bate, que só dá tudo certo, que não acontece nada de errado, porque ele veio e está com Deus, e Deus protege ele e ponto final. Essa é mentalidade. Segundo, trazer Jesus como um ser divino, também divino, ele era humano e também divino. É algo inadmissível. Nada criado pode ser associada a Deus. Deus está na sua transcedência longe no céu, e quando ele quer conversar com o ser humano, ele tem alguém como intermediador ou um anjo, ou de repente um profeta, mas ele nunca vem se fazer presente. Então, isso é inadmissível. Isso aí é, você acreditar em mais o que um Deus. Eles são fieis ao monoteismo deles, o monoteismo diferente, verdadeiro, e o terceiro é entender que o ser humano é pecador, que a gente nasceu em pecado e que a gente necessita de alguém para morrer no nosso lugar. Na cabeça deles, isso não faz sentido, você paga pelos seus próprios pecados. Na cabeça deles, você faz, faz essas coisas erradas, agora você tem que pagar com coisas boas, você quanto mais fiel, mais vai pesando a tapalança do lado bom, e aí você vai ganhando favor com Deus. Então, você trabalha a tua salvação, você vai atrás disso. Então, não faz sentido Jesus vir e morrer pelos meus pecados, porque ele não tem que morrer por mim, eu que tenho que pagar pelos meus erros. Eu que tenho que correr atrás, eu que tenho que fazer o que é certo, eu tenho que botar peso lá na balança das coisas boas, para ser mais pesada e acabar conseguindo a salvação no dia do juízo final. Então, esses conceitos para serem entendidos a questão de Jesus morrer na cruz por nós, a gente precisa voltar lá nos gêneses, que a despeito de teadão, Eva, Jardim Duéden, alguns anjos, teíblis, que é o Satanás, que vem tentar, é Adam e Eva, faz eles que caírem a história parecida, mas é muito diferente quando você leia a história. Eu não vou ter tempo para contar os detalhes, mas depois de um tempo até teve um estudo bíblico que foi feito por alguns cristãos que eles começam a falar lá desde os gêneses, a gente não fica entrando em questão de divergência de história, e simplesmente conta a história de bíblica, vai contando, aconteceu isso, isso, isso, isso, isso. Aí chega em um momento, lá no antigo testamento ainda que eles começam a entender a necessidade de um salvador, eles começam a entender o propósito que Jesus tem, o porquê que Jesus morreu e como nós cremos, e aí você contextualizou coisa que lá no Brasil, por exemplo, aí no Brasil, você não precisa fazer porque todo mundo já tem esse 27, né, as pessoas já sabem, então eu não precisa, mas aqui nesse contexto é extremamente importante, por isso que é importante a gente parar e observar e tentar entender, porque as pessoas agem de certa forma, porque elas pensam de certa forma, como que eu posso transmitir essa verdade bíblica que eu tenho, de uma forma que eu já bem compreendido, talvez não há necessidade para eles, por exemplo, de um salvador, como que eu posso demonstrar para eles que existe essa necessidade, eles só não estão enxergando, eles estão sentindo, como que eu posso despertar isso neles, são coisas que a gente precisa estar o tempo inteiro pensando, analisando, porque o nosso foco é alcançar aquela pessoa, é fazer com que ela é compreenda, dentro da esfera, da cultura dela, aquilo que ela entende, que Jesus é a ama, que Jesus a quer salvar, então é importante a gente parar e observar, como que as pessoas vivem, eu quando eu cheguei aqui, eu li alguns livros com relação a cultura árabe, depois que eu li esses livros eu estava arrisada sozinho, pensando nossa, o que a pessoa fala que exatamente o que acontece é impressionante, é uma questão cultural, e que eu preciso entender como funciona, por exemplo, o outro da mente do árabe, você pode dividir todas as coisas entre duas esferas, a esfera pública e a privada, então a pública eles vão ter nem aí, na privada, já é importante, por exemplo, na prática, eu via as pessoas limpando, dá do portão para dentro, a casa é com água, eles gastam, tem pouca escassezias de água aqui, mas eles lava com água, lá vão bem, assim não tem de sujeira nenhuma da porta para dentro, são bem limpos e aciados, agora da porta para fora, é uma bagunça, é uma sujeira, você vê essa mesma pessoa que limpa a limpa dentro de casa, quando ela sai na rua, ela pega ali, come um papel de bala, joga no chão, toma um refrigerante, joga lá, tinha no chão, sabe como se fosse o lixo ali mesmo, não tem, então tem preocupação nenhuma com o público, é interessante, por exemplo, se você está na fila do supermercado e a pessoa vai furar a sua fila na cara dura, ela vai entrar na sua frente, não vai nem fazer que estão que você existe, ela quer ganhar vantagem, porque ela está com pressa, ela precisa chegar antes, você faz parte da esfera pública, então ela não está nem aí para você, agora experimenta uma coisa, se você vê uma pessoa que vai furar a sua fila, se você cumprimenta ela, você faz uma mágica, se transforma da pública para privar, e aí ela fica com vergonha, e aí ela acaba não furando a fila indo para trás de você, e eu já experimentei na prática, exatamente assim, acontece, no trânsito, a mesma coisa, a pessoa se está no trânsito ali, tipo vai te cortar, não vai te dar passagem nem nada, porque ele está com pressa, que eles são tudo, sabe, são louco no trânsito, corre, fecho, não tem sleia, que no trânsito está leia, o cara que tiver mais coragem, que consegui cortar e não freiar, então agora, se você fizer contato visual, se você fizer uma buzana dinha, fizer contato visual, o cara vai te dar passagem na grande maioria das vezes, a pessoa te dá passagem, então é impressionante, sabe, são questões culturais que, se você não está observando, aquilo te geram estresse tremendo, e você não consegue nem a mais pessoas, nem está interesse pelas pessoas, se você não gasta tempo em parar e analisar e pensar nessas coisas, no outro exemplo, bem simples, é o tempo, a gente aí, nos países do Oeste, a gente é orientado pelo tempo, né, pelo tempo exato, que horas que a gente vai sair as três horas, é, que horas que a gente vai no restaurante "Ah, nós vamos às seis horas", são a gente é orientado pelo tempo exato, a gente vai chegar lá no restaurante "Ah, às seis horas", aqui eles são orientados pelo evento, então, o que a gente vai fazer, a gente vai no restaurante "Ah, ah, ah, tá", que horas, aí meu amigo, pode ser as duas, pode ser as seis, pode ser as quatro, pode ser as oito da manhã, não importa, o importante é a gente ir no restaurante "Ah", porque eles são orientados pelo evento, né, ir no restaurante, e aí você tem as dificuldades aqui, com o horário, né, as discrepâncias, o brasileiro ainda é menos, tem menos problema, né, com essa discrepância, mas os europeus que vem pra cá, ficam loucos da vida, é muito difícil, porque sempre tá tudo atrasado, muito difícil, de sair no horário, até muito comum aqui, aqueles meios de transporte, em que o não tem horário para o ônibus, o ônibus sai quando ele dilotou, enquanto ele não lota e não sai, tá paradinha lá, e ele fica, fica, fica até lota, às vezes demora, 15 minutos, às vezes demora meia horas, às vezes demora uma hora, mas pra eles não é importante, porque é importante chegar, né, eles estão querendo viajar de um ponto A pro ponto B, agora o horário não é tão importante, por isso que esse tipo de transporte público funciona muito aqui, e você tem que se acostumar com essas diferenças culturais, e assim são muitas, são quando você contextualiza o evangelho, os princípios bíblicos, você tem que ter em mente essas diferenças culturais, que eu tô falando aqui de Brasil para o Oriente Médio, mas nas nossa própria cultura, dentro do nosso próprio estado, tem diferenças, de uma família pra outra, tem diferenças culturais, e eu fui criado de uma forma diferente da cultura, que está me ouvindo agora, né, a gente foi criado com formas diferentes, com hábitos diferentes, aqui. e que a gente precisa compreender para poder melhor contextualizar a mensagem que a gente está para entregar. E sempre lembrando que a pessoa é o objeto do amor de Deus. É para uma pessoa que Deus está oferecendo essa alvação. E ela, que deve ser a coisa mais importante, é o resto a secundar. Os restos são caminhos pela qual a gente vai alcançar o nosso objetivo final, que é levar essa alvação para pessoas. Que Deus te capacite a entender, até muita paciência, de aprender cada vez que você encontra uma pessoa, aprender a respeito da vida dela, das dificuldades que ela tem, das necessidades que ela tem, e que Deus que faça crescer dentro do teu coração interesse. Por essa, tantas outras pessoas que ele quer salvar, que com certeza, ele colocou ainda, vai colocar no teu caminho. Que Deus te abençoe e que você possa ser sempre uma benção para todos, os que estão ao teu redor. Um grande abraço! [Música] Você ouviu, sende-me, um podcast da Escola de Missão Transcultural. Se tiver alguma dúvida, ou quiser bater um papo com a gente, nossos contatos estão na descrição desse episódio. [Música]

Podcast Summary

Key Points:

  1. O sucesso na missão depende do amor genuíno pelas pessoas, que devem ser vistas como o objeto do amor de Deus, não como objetos de conquista.
  2. Ouvir ativamente e compreender o contexto cultural e as necessidades das pessoas é o primeiro passo para construir confiança e relacionamentos significativos.
  3. Jesus exemplifica a importância de se misturar com as pessoas, demonstrar simpatia e demonstrar interesse no bem-estar delas.
  4. A contextualização do evangelho exige adaptar as mensagens ao entendimento cultural, sem levar Deus a novos lugares, pois Ele já está presente em todas as culturas.
  5. O processo de conversão é lento e demanda paciência, respeito pelo tempo das pessoas e reconhecimento do preço que elas pagam por mudar.
  6. As culturas têm princípios diferentes de intimidade, como o olhar no olho ou o beijo, que devem ser respeitados para não ofender nem bloquear o contato.
  7. A missão é um ato de serviço, onde o cristão demonstra carinho e ajuda sem esperar retorno, criando um ambiente de confiança para compartilhar a fé.
  8. A verdadeira missão é alcançar o coração das pessoas, não apenas convencer com argumentos, mas transformar vidas por meio do amor e da presença.

Summary:

O podcast da Escola de Missão Transcultural aborda a importância dos relacionamentos missionários com base na vida de Jesus e no princípio de amar as pessoas como o objeto do amor de Deus. O conteúdo destaca que o primeiro passo para se aproximar de alguém é ouvir ativamente, compreender seu contexto cultural, suas necessidades e seus medos, o que gera confiança e abertura para a conversa sobre a fé. A missão, por isso, não é apenas pregar, mas viver com as pessoas, demonstrando simpatia, empatia e presença.

A contextualização do evangelho é essencial, pois conceitos como a morte e ressurreição de Cristo precisam ser apresentados de forma compreensível às culturas locais, evitando o que é visto como ridículo ou inadmissível. O trabalho exige paciência, respeito ao tempo de cada pessoa, e um coração aberto que se adapte às diferenças culturais, como o olhar, o tempo e o comportamento social. O evangelho não é uma mensagem forçada, mas um chamado de transformação que começa com o amor e o serviço genuíno.

O podcast reforça que os missionários devem ser instrumentos de Deus, não salvadores, e que a verdadeira missão é reconhecer as pessoas como o centro da salvação, respeitando o caminho que cada um percorre para chegar à fé.

FAQs

É uma experiência prática onde os estudantes desempenham missões transculturais em contextos diferentes, vivendo e aprendendo com outras culturas para melhor compreender as necessidades humanas.

Você pode entrar em contato com as secretárias da Escola de Missões ou com qualquer membro da equipe, que irá orientá-lo sobre vagas e a disponibilidade da próxima turma.

O amor pelas pessoas é o fundamento da missão, pois Deus ama as pessoas e não coisas. Gostar de pessoas é essencial para construir confiança e relacionamentos autênticos.

É adaptar a mensagem do evangelho ao contexto cultural das pessoas, usando valores, experiências e crenças locais para tornar a mensagem mais compreensível e relevante.

Ouvir permite conhecer as necessidades, medos e dificuldades das pessoas, construindo confiança e criando um ambiente seguro para compartilhar verdades bíblicas.

Cada cultura tem ritmos, valores e formas de relacionamento diferentes. Respeitar esses aspectos ajuda a criar conexões reais e evita conflitos ou julgamentos.

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