Go back

09 - Grupo Formosura de Teatro

45m 20s

09 - Grupo Formosura de Teatro

O grupo Formosuro de Teatro, com 35 anos de história em Fortaleza, originou-se do grupo Grita durante a ditadura militar, buscando viver de arte de forma radical. Inicialmente, adotou o teatro de bonecos como alternativa econômica para sobreviver, mas depois transformou essa linguagem em paixão, criando espetáculos com viés popular e crítico, abordando temas como reforma agrária e colonização. Durante a pandemia, o grupo enfrentou dificuldades com cancelamentos, mas contou com políticas públicas e mobilizações como "Vigiar pra Brilhar" para garantir sustento. O projeto "Arte pra que te quero" visa apoiar artistas de rua com formação em teatro de bonecos, palhaçaria e produção cultural, oferecendo bolsas e reduzindo barreiras burocráticas. Parcerias com a UECE e o projeto Viva Palavra fortalecem a conexão com a universidade, promovendo seminários e ações educativas que incentivam a reflexão crítica sobre a sociedade. O grupo enfatiza a importância de valorizar a arte como profissão e de formar públicos, especialmente em escolas públicas, usando o teatro como ferramenta de transformação social e cidadania.

Transcription

5591 Words, 31185 Characters

Portuguese
[Música] Seja bem-vindo a WTK LibriPodcast, o Podcast do projeto Viva Palavra. Aqui quem fala é João Lucas. Aqui quem fala é o Samuel Sipham. E para dar início a nossa terceira temporada, comecei a dar melhor forno. A gente recebeu o grupo Formosuro de Teatro. A gente está aqui com a graça feitas e com a Marina. O grupo Formosuro de Teatro, que atua na cena cultural de Fortaleza do Ceará e Nacional também. É mais de 30 anos, há 35 anos, situado no barro da Serrinha. É um prazer enorme pra gente poder receber essas duas pessoas tão importantes representando aqui o grupo. E a gente queria agora o ideelas aqui pra gente. É uma imensa satisfação que nós estamos aqui hoje, pra conversar um pouco, falar um pouco do teatro. Não é que se fazia um teatro de boneta, teatro popular. É sempre satisfação a gente poder conversar com a juventude e somar forças, porque o peso que é a partir da cultura, da arte, que nós vamos conseguir transformar esse país, esse mundo. Essa parceria, essa iniciativa, eu acho muito valiosa, muito importante. Proceste de formação mesmo, parte de estudantes, dos jovens, de jovens artistas. Muito obrigada pelo convite. Olá, boa tarde. Eu sou a Marina, tem gente que me conhece também por Marina de Jubina, na estranha, é porque além de teatro também sou capoeirista. Esse professor é de capoeira também. E eu agradeço desde já pelo convite, me sinto honrada, feliz em poder contribuir. A gente sabe que o grupo de teatro fomosura tem uma longa história, né, desde 1975, né. E que nasceu de um outro grupo de teatro, o Grita. Mas a gente queria saber como se deu início ao grupo, como deu início, e o que motivou a criação de um novo grupo de teatro, depois do Grita. Eu acho que essa resposta é só eu mesmo. O grupo, ele nasce e vem de dentro do Grita, grupo independente de teatro amador, que era um grupo que teve um papel muito importante. Vamos dizer assim, na formação artística e política da cidade, era um grupo que tinha uma postura declarada, uma equisqueda, progressista. Eu sempre estava ao lado das causas populares, que achou que era uma era de tadura militar, quando esse grupo foi existir bem no meu processo de tadura. Então ele foi criado com esses jovens, que na época queria te posicionar e fazer frente ao que estava a ordem estabelecida. Então aí quando foi na década de 1990, 1980, a gente continuou com o Grita, mantendo o Grita, depois, vamos dizer assim, não é uma cisa, o grupo não ouvem disso com um rompimento. Era um atentativo, havia um mundo dentro do grupo, dentro do conjunto, o desejo profundo de viver de teatro, de viver de arte. Naquele momento, a alternativa que se apresentava para os artistas era embora para o sul do país, para o sul deste. Nós tivemos uma percepção diferente do que era arte, para a gente fazer arte, não estou deprecendo quem deseja isso. Não para aparecer na canal de televisão. Também poderia ser mais decorrência, e não como nosso objetivo principal. Então nós vamos tentar encontrar caminhos para sobreviver do teatro. E hoje você imagina difícil, naquela época na década de 1980, era muito mais difícil. Então, a gente foi na época que estava chegando ao Augusto, o PEDO Bocaric, se apresentando como não, que você apresentando não. Era um grande mestre da confecção, da manipulação, da brincadeira do boneco e da brincadeira do moio. Então nós começamos a perceber que havia ali naquela linguagem um potencial que seria muito importante para nós, aprender. E um espetáculo de boneco, você tem uma ideia. Um espetáculo de boneco, de ator com 10 atores, eu vou precisar até para vestir esse alíme, do cinco vezes mais em dinheiro, do que se eu tivesse 10 espetanais de boneco. Então, como eu disse, do ponto de vista prático, isso se apresentava como alternativo. Além dessa coisa, desse viés da cultura popular, que nos encantava e nos identificavam, que era daí que nós vimos das clases populares profundamente. Então nós, bem do grito, nós vamos fazer grupo de teatro bonecos. O Augusto, a Oliveira, estava vindo o Recife, estava se abrindo um mercado de trabalho que era nos aniversários. Durante muitos anos, o grupo fomosura não só o grupo fomosura, na época tinha, o grupo fomosura, o grupo foguê, o grupo folia, o grupo de pinhe, todos nós sobrevivimos, desse mercado de trabalho, era um mercado muito promissor, a gente trabalhava as normalmente quinta do migro, às vezes, duas vezes por dia. Então era um mercado que dava, era um dia que você fazer a plantação recebe dia na hora, diferente de minhas instituição com você, para a plantação, manda, papel, comprova e espérgia desse. Então, nesse período, foi o período, o álge, do mercado de trabalho para os monéquero, se nós adetramos nesse mercado como alternativa para sobreviver. O grita continuou na sua produção, só que esse mercado foi sugando, quando eu digo nós, eu, o Chico Alves, era o meu marido, para as minhas. E uma roxo, o Petra VR, que eram outros dois atores do grita, que também optou, por esse caminho da boneca, a gente digamos assim, e aí a gente trabalhava muito e acabou sendo sugabro, digamos. A gente tinha que trabalhar muito muito, muito arritando, sobreviver de estoura, não podia dar o expediente, oito horas, não é em presa, mas a gente ocupava esse horário, nosso horário, o nosso horário, vamos dizer, nosso horário, comece a horanoide. Então, hoje, os ensaos do grita sempre anouide. Então, isso foi se tão não enviável, conciliar os dois grupos, aí posteriormente o grupo do grita se disser, e nós continuamos no mercado, o trabalho trabalhando com o boneco. O boneco, numa primeira momento, ele foi um, digamos assim, foi um atentativo, uma bústia de atentativa, de, uma alternativa para sobreviver, mas depois tornou de fato uma grande paixão, que o boneco é um universo encantador, ele tanto, ele encanta a criança, o jovem, o adulto, o velho, ele não tem, se você vê uma apresentação de teatro de bonecos, num terreiro, de uma ésta, você vê a família inteira assistir, então ele não tem, mesmo alguns espetáculos, eu particularmente considero, nós consideraríamos, assim, pesados do ponto de vista de conteúdo, de certa maneira de forma, um determinado comidas, é o coisa extremamente natural, porque faz parte daquela cultura, né? Então, o grupo for rosuras nasce dessa necessidade que nós tínhamos de ser artistas de uma forma radical, assim, fazer, na verdade, foi uma opção de vida, optamos por viver de arte, num, uma cidade como essa, e não é qualquer arte, a gente quer fazer, assim, porque bem um mercado de trabalho onde, por que que a gente se afastou mais do mercado de trabalho dos aniversários, porque ele é tardado no momento, nós percebemos que eu não poder, por exemplo, nós montamos um espetáculo falando da reforma agrada, eu não posso levar um espetáculo falando da reforma agrada, pro aniversário de quem pode pagar que era burresir, que podia pagar, que ele valor, não tem mercado de espetáculo, esse, aliás, esse mercado que nós iniciamos, que era esfeste de aniversários, colas, bares, bens, esse espetáculo que nós gostaram, que nós desejávamos produzir, não é esse mercado, então nós passamos buscar outros parcerias, vamos buscar parcerias clunges, associações de moradores com um sindicato, nós trabalhamos longamente com os sindicatos, fizemos projetos, muito nuviés da educação popular, no sentido de dar as pessoas, informações, as fercas da realidade, do contexto que estava vivendo, de questionar, trabalhamos muito, considerado, dos bancários, sindicatos da castanha, das mulheres, castereiras, da indústria, texto, comerciários, então, foi isso, nós o grupo nasceu, ele nasceu no núcleo familiar, eu e o Chico, que eram casados, as meninas eram pequenas, a Marina, a vitória nasceu no mesmo ano, então, essa família, e nós fomos espondindo, depois nós confizamos mais uma pessoa pro grupo, mais outro, de mais outro, o Chico faleceu em 1995, 1995, e o grupo continuou, aí continuou com a descendência do nosso, a Marina, a vitória começaram a assumir os personagens, dos espetáculos que nós tínhamos montado até então, então, de 85 para 1995, a gente tinha uma arame de 10 anos, de que grupo, a gente já tinha um repertório considerável, e esse repertório ainda hoje existe, Como é que o grupo nasce? Você se perma? O grupo nasce dessa necessidade que nós artistas daquela época tínhamos de viver de arte. Aí nós percebemos que não dava pra ser qualquer arte também. Você, como a gente ocupou esse mercado, já percebemos que o mercado só citava determinado entre aspas, esse produto que naquele momento nós não estavam mais dispostos a atender. Aí nós fomos fugindo desse mercado e buscando essas parcerias. Hoje passaria a educação, nós trabalhamos muito, nós criamos a espetácia chamada o Zenji, não se arar pra falar do processo de colonização, no estado, ou se arar a periferia. Nós cidadamos vários espetáculos de cunho de dático e formativos, porque nos interessava também aquela discussão, pra evocar uma reflexão sobre o momento que se vivia. Nós estavam saindo da ditadura militar. O Brasil passava por um processo de transformação, era busca por direte, a gente, é uma artista que queria viver disso dignamente. E já partindo pra próxima pergunta, falando que a graça tinha falado ao gosto bonequeiro, a gente sabe que nesse período de pandemia é tencido de fizesse pra todo mundo, marina. E o grupo for mozuro foi diferente. Sempre está acostumado a estar ali com público, nos espaços da serem, fazendo espetáculos, fazendo oficinas, nas escolas, na comunidade. No meu dessa pandemia, vocês têm feito atividades remotas, o art pra que te quero, que teve seminário com o gosto bonequeiro. E vocês também têm realizado espetáculos ali pelo canal do YouTube, os espetáculos, sobre o canal do YouTube. Eu queria perguntar pra vocês, como é que tem sido manter essa conversa de instância com o público, infelizmente, que a gente não queria estar vendo isso? Mas como é que tem sido pra vocês assim que durante 35 anos, sempre tiver aquele contato mais direto, aquela coisa assim, mas bem próxima com o público, como é que tem sido pra vocês essa mudança que tem que passar, né, de hora pra outra? Menino, em um, nós temos uma reunião na terça, com a equipe toda do grupo. E a gente estava relembrando um momento triste que foi, no momento que a história chegou, que o que o vídeo 19 chega ao Brasil, ele vai tomar a proporção em loquecida, né, e chegar ao Brasil e o teléfone tocando os e-mails chegando e as pessoas cancelando o trabalho. E o desesper bateu, porque a gente realmente vive do tchatro, não é brincadeira, não tem outra fonte de renda, não temos outra escapatória, né. E aí foi desesperador pra gente no primeiro momento, os espetáculos sendo cancelados, as oficinas, como é que vai ser, como é que vai ser. E realmente aí o grupo parou, né, todo mundo para, todo mundo com medo, todo mundo empânico. E a gente foi repensar as coisas. E uma das coisas que a gente conseguiu chegar perto, né, que a gente conseguiu tocar foi a caixão das políticas públicas, né, que conseguiu chegar um pouco nois, né. Outra coisa também que conseguiu dar certo foi uma mobilização dos artistas, né. A Maravita Orimimã ela também ficou à frente, então teve esses apoios, essas questões. Esse apoio de vindo dessas mobilizações, dessa política pública, ela foi fundamental pra gente não passar necessidade, né. Graças a Deus, nós passamos conseguimos passar pela pandemia. Assim, referindo ao movimento de um gariás fundo, explica porque eles não sabem. Porque é bem uma verdade, é uma ação da comunidade pra buscar a apoio para os artistas. Isso foi o movimento, né, que foi feito pra agriar para os artistas, diferente de nós graças a Deus que a gente não chegou ao extremo da coisa, mas nós tivemos artistas, técnicos, artistas, a pessoa da produção, a pessoa que fica não é só o pessoal de cima do palco, não. Todos as pessoas que compõem a teatro, a música, muitos músicos passando muita necessidade, necessidade de verdade. A gente que nunca tinha que te mover de estável, não tinha mais nenhum, o que comei, aí chegaram às sextas, a estigua a história da mobilização, e aí a organização, às sextas básicas, mãe como é o nome do movimento, aí era. "Tenho que ir pra brilhar, não pra morrer de fome." E teve esse, não, vigente ir pra brilhar, não pra morrer de fome, aí depois você vira a briga pela Aleal de Blanco, né, falasse a Aleal de Blanco, né, eu não me lembro se a São Paulo se errei um, não sei qual foi, o artista, e aí depois disso vem a briga dos artistas pra retirar um fundo lá do governo federal e esse dinheiro se é repassado, é emergencialmente para os artistas. E aí, com esses editais a gente conseguiu realizar alguns trabalhos, inclusive o arte para que eu não quero, ele é desse fundo, ele tem, ele é da Aleal de Blanco, e a gente repensa esse projeto de uma forma de ele chegar ainda mais nas pontas, porque não é todo o artista, pelo contrário, muitos grandes artistas, mestres, pessoas que fazem arte à vida toda, não conseguem chegar lá, não conseguem se inscrever, não conseguem passar a nossa leção às vezes, às vezes não, os editais são muito burocráticos, nós nós esbarramos muito na questão da burocracia, da questão do, é muito papel, é muito nota, entendeu, você tem que dar, faz um jogo no setor danado, entende? E saber também, essa criataria de cultura, a de secretaria de cultura, elas têm consciência disso, porém elas também saem, infelizmente a questão do trômito legal, a gente também tem de ser, enfim, aí esse arte para que te quero, por exemplo, o foco deles são artistas que vivem na rua, né, pessoas que estão nos sinais, que estão nas praças, olha, nós temos uma artesana que fica lá na praça, na praça do ferreira, fazendo, fazendo o artesanato dela que vive disso, temos gente que fica no sinal, temos o pessoal da rua que, de várias formas, o artista que se apresenta, o artista plástico e compõe, e aí esse projeto, ele tanto entra com o trabalho de formação, né, uma formação que o eixo principal, é o chato de bonetos, pois é o que a gente é do nosso domínio, depois vem a palhaçaria, contação de história e a caixão da produção cultural, como assim, produção cultural, é porque o artista, ele tem a formação artística, né, da forma que ele conseguiu, da forma que ele venciou, eu, da minha família, minha família me ensinou, ela, ela aprendeu pesquisando, juntamente com o chico, meu pai, cada artista vai encontrar, vai beber na fonte, daquele que chega mais próximo, mas muitos deles não sabem, nós não sabemos, rora muitos deles, nós, eu também, essa coisa de se lançar no mercado, de vender a sua arte, de acreditar, de saber que essa arte tem valor, que ela tem o preço, que a gente pode estar trabalhando com isso, de verdade, que tem que ser encarado de uma forma profissional, entendeu, a nossa cultura, infelizmente, eu me atrevo a dizer isso, a nossa cultura não vê essa forma, a gente faz aqui um chatrinho, é uma brincadeira, não sei o que, e assim a gente não come, a gente não veste, a gente não precisa estar entendendo, e aí esse projeto visa isso, a produção cultural, o aluno recebe uma bolsa, para estar com a gente três meses de trabalho, esses três meses de formação para eles, uma bolsa, os monitoros, é 400, os alunos são 300, esses monitoros são meninos que já estão com a gente na sede de teatro, há mais de 8 anos, entendeu, então eles entram em uma cesta pegada, e ajudando e auxiliano, como aprendiz observando como é que a gente dá aula, e aí também recebem uma sexta básica, todos esses, enfim, são 30, são 30 lunes no total, recebem uma sexta básica, e o mais importante é isso, esse é esse eixo de formação, e aí é um transporte, né, o transporte, o transporte, o vacicar, eles têm esse auxílio também, e aí é assim, esse dia que está lá, a burocrático, pelo menos esse pouquinho, porque isso, não é uma ter coisa, são ajuda, ele consegue chegar lá naquela ponta, que não iria chegar através do edital, entende? Eu acho uma coisa parte pela minha, que esse tipo de projeto deveria existir mais, em todos os que, em tudo que fosse possível dos outros grupos de teatro, outras instituições, enfim, onde esse dia chega, conseguisse chegar menos com menos burocracia nas pessoas que mais precisam estar ainda, né, enfim, esse é o lá cheio para que a gente quer, aí tem esse encontro com os mestre que você citou, que agora foi com a gosto bonequeiro, né, na realidade a gente inicia como seminário, mas com os boneicom, o mestre bonequeiro é um tem a característica de encontre a aula. Ele faz uma demonstração do teatro de bonecos da arte, dele do trabalho dele, e depois ele abre a mala. Como é isso? Abre a mala. Ele vai falar sobre o mecanismo do boneco. Ele vai falar sobre a forma que a gente utiliza o boneco. Ele vai dar uma aula. Olha, gente, sexta-feira passada foi o Augusto, né? E eu intermedia em conto. Ele falava e eu aprendia. Simples assim, eu aprendi, eu aprendi, eu aprendi, eu não falo, eu aprendi. Ele querendo anotar e convérgonde anotar. É simplesmente imprescindível essa passagem da experiência dessas pessoas pra gente. Entendi, eu faço teatro muito. Eu faço teatro muito, a vida toda quase. Quase na vida toda, né? Eu faço teatro, a vida toda. E quando o Augusto falou por 40 minutos, eu passei 40 minutos a aprendendo. Eu sei que vocês também são muito próximos assim, da Uése. Você já é eles há trabalhos ali com um rivo palavra. Não só convivam falar mais ali também dentro da Uése. Eu queria saber se vocês poderiam falar sobre as ações que vocês realizaram, né? Em conjunto com a universidade, como é que funcionou, como é que foi. É nós realizamos, é na verdade, então a parceira é muito bonita com a professora Catarina. A gente faz esses encontros, os alunos dela, os hermosis, eu fui estar de água. A gente, nós já fizemos o parceria com ações, como é Mariana, aquele que você deu aula, Gila Negali. Foi, foi através de voo palavra também, exatamente. E aí o seminário, a gente fez seminado dentro da Uése, então é uma parceria de ajuda muito, mas. Você está perdendo o parcer humano de educação, seu nome engano. -Peperram em mim. -Exatamente. Aí, cachou dentro da programação. Então, eu considero que essa parceria é muito importante, uma prática nossa, eu acho, de sobrevivência e de compreensão de que a gente não se transforma, nem transforma as coisas sozinhos, dos capacarias, que tem afinidade com o pensamento da gente. A gente não é qualquer parceiro, tem que ser um parceiro que possa, e vamos dizer que tem, do nosso lado, do mesmo lado da trincheira que nós estamos, né? Eu estou com a sensação, refletor, estou com a guerra, sei por que isso? -Ele não é. -Ele sempre tem que ter. que os que estavam eram eles tinham me empeio em fazer com que a cidade achou vetude, discutisse isso. E onde aqui, e aí a fato de eu dar uma propósia de ser, é isso aqui, eu quero dizer. Eu quero dizer, eu quero dizer que o meu dia aqui veio a ir sustentando a nação, somos nós que sustamos desse país, é a classe operação de trabalhadores que sustentam, e esse dinheiro vai para onde, para ir para servir, para servir os públicos, mas nós sabem que muita parte desviada pela corrupção, pela sua negação. E isso, a gente vai dizer, sendo o porta da nome é os bois, mas nós ensinuamos, nós temos cenas, digamos, fazendo essas insinuações e fazendo que os alunos possam pensar sobre isso, convirtem, olhar aquilo e pensar, deixa mesmo. Então quando eu pago um bombão, eu to com a deu pago água, eu to pagando imposto, e esse imposto vai para onde que tá usando o meu dinheiro, é isso? Por que é que esse? Por que então que é que ele está formando público, né, mãe? Também, os meninos da escola pública, principalmente os da escola pública, e esse pra reta bem, e até a escola particular. É, mas não, assim, porque era assim. Não para a gente, a principalidade é que nós as apresentações era para a escola pública, mas ele havia um concurso. Nós íamos para a escola pública fazer o espetáculo que oferecia informações para usarmos pensar. Então, pessoal do primeiro grame no concorrido com um desenho, o outro concorrido com a poesia, o outro com a redação, e a colpa com a série, tinha uma, então no final eles ganhava o tabo, então era uma coisa que eles só morriam. Então, eles voltam também, o que eles foram torrentava a turma também ganhar, ganhar dinheiro, exatamente. Então, foi um projeto que ele é um projeto que, assim, que tinha um cara até educativo, formativo, do profissões do aluno. Eu colocavo para pensar, e conheci, vamos dizer assim, conheci mecanismo da premersão. Então, haviam redações, desenhos, e foi interessante, era isso, é que um momento com a apresentação. Era um outro, era de reflexão verdadeira, e era o mesmo tempo que diversão, as minhas só foram muridos. E eu muito, né? E eu muito, assim. Era diversa, né? Mas respondeu a pergunta, mãe, tu tem que ser. Eu acho assim, porque quando ele coloca assim, acho que. É assim, eu acho que miserável, e se a gente chegou num da Termado Pup, que não é exatamente esse Pup, o estudante que foi o Pup, porque ele perguntou. Eu acho que o Rio de Janeiro é realmente chega. E eu espetáculo, porque eu acho que chegou também, e embora ele tenha acontecido algum muito tempo atrás, é o avito. O avito, eu vou te explicar o que era. A gente, na época, eu acho que foi no 97, mais ou menos, 98. 98. A turma da Geral Soil. A turma da Geral Soil, exatamente. Então, eu discutia violência urbana, a violência na escola, mas não exatamente a violência, que era sofo que o exercida pelo aluno. Mas a violência, que era exercida pela estrutura da escola sobre o aluno e como ela. E como é que o aluno reagia a isso? O teste da Angela Lienari, muito bem escrito. Então, eu acho que esse espetáculo, a gente rodou muitas escolas públicas, e eu acho que a batia foi muito grande. E era um espetáculo, que, às vezes, era engraçado, mas tinha um momento atrás que o avito morria no final e a gente terminava nessa fala. A viola normalmente, né? E, no morro, mais ouvia, ela normalmente, assim, porque já se naturalizou aquela violência. E a violência do tráfico que ia dar na escola é a violência da escola que sai para rua nos procedimentos, então, a espetáculo que problema atisa a violência urbana. E eu achava assim que o impacto nos jovens era muito bom e eles gostavam muito também. Era muito impactante, não só para os jovens, para os professores, né? É isso, né? É isso. Esse menino é um problema, então vamos apenas rebolar o problema para a frente, mandando para onde isso é o que é tira daqui. E o tavito era um menino que fazia rap e que tinha, era um sonhador, mas era um menino que tinha a dizer na escola. Mas a escola não queria ouvir muito, né? Por conta daquele formato ingressado que muitas escolas tem, o, né? Hoje em dia, graças a Deus, a gente vê que é um pouco diferente. Já encontramos escolas que têm abertura que querem ouvir. O tavito é um espetáculo que. Chegou nesse público, chegou nesse público, eu acho impactou. Outro espetáculo também, eu pensei até que tinha mencionado, é o toque de mágica, né? Fiapo. É, eu pensei. Mas é, eu pensei. É porque o Samoa adiereciou ao público jovem, né? Esse Samoao, ele cutucou a educação, né? Também escrito pela Angela Lillianhari, pela professora Angela Lillianhari, uma espetáculo lindo. Eu falo do primeiro dia de aula de uma menina saída do interior das breinhas, né? Um dia a família tem uma perspectiva baixa, mas que vê o futuro na escola, né? Então ele diz muito isso. Fiapo, a futuro tá na escola. E a fiapo vai muito amedruntada e lá ela se depara com. Quando é tipo de professores, né? Uma professora que também queria essa reforma na escola, que queria que essa escola realmente fosse esse caminho de futuro, né? E a outra professora que representava o professor que já estava desacreditado, que tá cansado, que tem vinte e tantos anos de magiestério, que não havia coisa mudar. Só reproduz. Não quer pensar como educador. Só reproduz, não quer mais pensar como educador. Por. Não é nenhuma crítica ao comportamento, ao característica, não é? O carata do professor. É uma crítica que o sistema leva a pessoa ficar assim, né? Leva a pessoa ficar assim. Eu vou marromar o barato e cabeça porque a diálogo das jacos professores. Ora, ora, Maria não sei o que. Como é? A lota. Não era o nome dela, eu não sou porque eu era fiar, né? A imuda bem, tipo da Beatriz. Tu quer fazer revalução, mulher? Que sai dessa, vai comprar uma neve, vai comprar a avon. Eu rapaz tenho vinte e tantos anos de magiestério, nunca vi nada mudado. Eu acho que vai mudar. Vai mudar nada, não. E a raio muda, Beatriz muda, frosquinha. Muda assim, se a gente der amor, carinho, escutar, tá entendendo? Outra, mais jovem, mais cheia de sonhos. Que o sistema muitas vezes esmaga, né? E aí meu amigo, esse espetáculo, me lembra, por esse espetáculo, foi de duas gerações. Esse espetáculo foi montado pela primeira geração do grupo, né? Ficou a graça, o Chiqui, o Johnny, né? A mãe, o pai e o Johnny, eu era pequenininha e assistia e via. Tinha professor chorado, tinha professor que discutia, tinha professor. Mas era sempre reflexão, muito legal. E levava o problema. Ele não dava solução, ele levava o problema até a plateia. E aí a plateia refletia a solução. E aí a gente, aí o vitória, aí a mãe também não é lênico, que fizemos a segunda geração do mesmo espetáculo. Que é o Chiqui, o Chiqui, o Alves, morreu, aí morreu, aí o Johnny, o tritia, a façou, foi embora, foi embora para outro estado. E aí a gente entrou com uma segunda geração. E o tema passado tantos anos, acho que uns 20 anos, muito mais um rabie era um bebê. Ainda era. E o tema ainda era atual? Ainda é atual, o problema da educação ainda é atual. O grande mensagem desse espetáculo era. A escola é a porta do futuro daquelas crianças. Eles. É que que moro futuro, mãe? A Fiatra dizia. O espetáculo termina com de algo entre a professora e a Fiatra. A Fiatra não conseguia falar em sala de aula, a Fiatra reprimida. E a professora tentava se aproximar para saber o que estava acontecendo. A Fiatra dizia que era tão importante, tão importante para ela estar ali, que ela não dizia com essas palavras, mas a Abichia ficava empânico. Guiso o texto. Ai, isso comigo. Desculpe, lembra para. Ai, mãe, é igual isso. Vai sair com a vada. Ai, tu soube a viva que viu. Ela dizia que a escola, professora e tudo é. É a escola. Que eu. A minha mãe diz. Ai, a minha mãe diz. Ai, a minha ajuda. Um futuro diferente. A ajuda até um futuro melhor está tão difícil, porque a escola era muito difícil, ela a mãe flichava. Sim, vai falar da o texto. E esse é o. É, aí a professora. Fiatra. Ai, vai, fala. Tenta, vai. É, vai. É, vai. É, vai. Não, eu era outra professora malvada. Não ascentas. Fiatra. Fiatra. Ela não falava, ela só lussava. Fiatra. Fiatra. Fale comigo. Você pode falar comigo. É. É. Eu. Eu tenho medo. O medo, por quê? Porque eu tenho medo de não falar direito. Ela dizia alguma coisa nesse. E. Ai, ela dizia que a minha mãe diz. É um futuro, é escola. Tinha, me dá um futuro diferente, está tudo difícil. Aí era de esse fiapo, eu sei. A escola não está sendo boa para as crianças que mais precisam dela. Como você? A escola precisa não está sendo boa para as crianças que mais precisam dela, assim como você. A escola não está como que mais precisam com para as crianças que mais precisam com você. Como quem precisa da vida, como um caio de vida ou morte, eu quero dizer. Aí a menina diz, "Tia, me sinto a ser criança de novo." Assim, eu tento ser. Não, tia. Me deixa, não sei. Eu quero. É assim eu tento ser criança de novo. Ainda. Em você, teta, ser professora. -Sudo, tá? -Ainda. -A senhora é uma professora, é uma forma de escola? -Não, eu sou uma menina. Como você, que cresceu, se formou mulher e professora. E quando eu era criança, eu sentia mil coisas de estar lá de mim, que eu não tinha por aí de dizer. -Ela é isso? -Ela é isso. -Ela é isso. -Ela é isso. -Ela é isso. -Ela é isso. Então, acho que é muito linda. -É, é muito linda. -É, é muito linda. -É, é muito linda. -É, é muito linda. Então, eu tinha. A senhora, a pessoa está formada de fada, não. Sou uma menina como você que cresceu, se formou mulher e professora. E quando eu era criança, assim, como você, eu sentia mil coisas de estar lá de mim. -Eu não tinha ninguém com quem que vai estar. Eu sentia mil coisas de estar lá no meu peito, com uma música, com uma música, com uma dança. E eu queria. Eu não tinha que ir com você. Fiar. Fiar. Me ajuda. Vamos tentar mudar a escola. A pessoa. A menina diz, eu tento ser criança ainda. E você tenta ser a professora, tá? Fada, não. Professora, o mesmo. Cheia de fichas. -Jatura. -Tira. -A gente é um dia de bores, beleza. Que se espalha de repente, assim, feito uma cheia. -Vamos tentar? -Vamos tentar. Chegando ao final do nosso primeiro podcast, essa terceira temporada, que foi tão maravilhoso com esse papo com um grupo de roteado, com a Marina, com a graça. A gente sempre faz aquela pergunta tradicional. Nossa última pergunta, que é a indicação do livro. Que livro vocês trazem hoje para a gente, né, para o nosso estante virtual, para vocês poderem indicar? Deja dizer primeiro que ela tem reperto a maior. Eu vou indicar teatro de formas animadas da Ana Maria Maral. Ele é maravilhoso, é um livranteigo, mas que sempre, sempre, sempre é nossa fonte de pesquisa. Para quem quiser, vê teatro de bonecos, mascas, objetos, esse livro é maravilhoso. -Fala da Maria Zinha. -É, eu vou falar de teatro. Eu vou falar, porque eu estou um livro, que eu estou relem da agora, que é. É mulheres que correm com os lobos, né? Clarice, porque o nosso poço até botar o nome aqui. Sei, eu não sei, pra não ser. -Ah, que é a ideia? -É, é muito bom. É, eu acho muito bom, num livro que traz. Uma forma de você ser alto avaliado, se você se conhecer, reconhecer os outros, trabalhar mitos, eu acho, e acaba sendo divertido, a leitura. Muito bom, mulheres que correm com os lobos. Então, por fim, a gente só queria agradecer novamente o tempo de vocês aqui, de receber vocês em nosso espaço, e se vocês quiserem falar mais alguma coisa, o espaço está aberto aqui, pra vocês, o microfone está aberto, pra vocês poderem ir às considerações finais. Eu, na verdade, quero agradecer muito a oportunidade de falar sobre a nossa prajetória, né? Eu acho que a gente, assim, quando a gente fala em memória, fala em registro, a gente não tá na mídia. Então, mas a gente sabe que existe um movimento de comunicação que corre paralelo, e é nessa comunicação que a gente também acredita. Então, eu fico muito feliz em poder estar aqui contando a história do grupo, a nossa espetáquia, e dizer que, apesar da pandemia, nós mantemos artistas, séries, que estamos produzidos, e vamos continuar até, vamos dirir o franquito de alencar lima, até a vitória final. Mudeu sair da prisão, e disse, até a vitória final, acompanhando. É que foi espetáquia que nós mutamos também, né? Aliás, está a montar em frente. Então, muito obrigada a vocês, Tôs a caparina, que lembra-lhe. Seja virias meninas, vir van lukas, o Samuel. Muito obrigada mesmo. Muito obrigada do Fundo Coração. Obrigada, meninas. Então é isso, gente. Até o próximo episódio. E mostre cá-nos pra aqui. [Música]

Podcast Summary

Key Points:

  1. O grupo Formosuro de Teatro, fundado em 1975 em Fortaleza, surgiu do grupo Grita, optando por viver de teatro popular e de bonecos como alternativa artística e econômica.
  2. A escolha pelo teatro de bonecos foi motivada por questões práticas (menor custo) e pelo encanto com a cultura popular, permitindo sobreviver em um mercado de aniversários, mas depois focando em espetáculos com conteúdo crítico e educativo.
  3. Durante a pandemia, o grupo enfrentou crise com cancelamentos, mas se sustentou por políticas públicas, mobilizações como "Vigiar pra Brilhar" e editais emergenciais.
  4. O projeto "Arte pra que te quero" atua na formação de artistas de rua, oferecendo bolsas e oficinas de teatro de bonecos, palhaçaria e produção cultural, com foco em reduzir burocracia e alcançar quem mais precisa.
  5. Parcerias com a Universidade Estadual do Ceará (UECE) e o projeto Viva Palavra promovem seminários e ações educativas, reforçando o papel do teatro como ferramenta de reflexão social e formação de públicos.

Summary:

O grupo Formosuro de Teatro, com 35 anos de história em Fortaleza, originou-se do grupo Grita durante a ditadura militar, buscando viver de arte de forma radical. Inicialmente, adotou o teatro de bonecos como alternativa econômica para sobreviver, mas depois transformou essa linguagem em paixão, criando espetáculos com viés popular e crítico, abordando temas como reforma agrária e colonização. Durante a pandemia, o grupo enfrentou dificuldades com cancelamentos, mas contou com políticas públicas e mobilizações como "Vigiar pra Brilhar" para garantir sustento.

O projeto "Arte pra que te quero" visa apoiar artistas de rua com formação em teatro de bonecos, palhaçaria e produção cultural, oferecendo bolsas e reduzindo barreiras burocráticas. Parcerias com a UECE e o projeto Viva Palavra fortalecem a conexão com a universidade, promovendo seminários e ações educativas que incentivam a reflexão crítica sobre a sociedade. O grupo enfatiza a importância de valorizar a arte como profissão e de formar públicos, especialmente em escolas públicas, usando o teatro como ferramenta de transformação social e cidadania.

FAQs

O grupo nasceu da necessidade de viver de arte, vindo do Grita, um grupo independente de teatro amador. Inicialmente, adotaram o teatro de bonecos como alternativa para sobreviver, mas depois se tornou uma grande paixão.

A motivação foi o desejo profundo de viver de teatro e arte, sem precisar migrar para o Sul do país. Eles buscavam uma alternativa para sobreviver, e o teatro de bonecos se mostrou viável e alinhado à cultura popular.

No início, foi desesperador com cancelamentos, mas contaram com políticas públicas e mobilizações de artistas, como o movimento 'Vigente ir pra brilhar, não pra morrer de fome'. Adaptaram-se com atividades remotas e editais, como o Arte pra que te quero.

É um projeto focado em artistas de rua, com formação em teatro de bonecos, palhaçaria, contação de histórias e produção cultural. Oferece bolsas e auxílio transporte para alunos e monitores, visando reduzir a burocracia e alcançar quem mais precisa.

Eles têm uma parceria com a professora Catarina, realizando seminários e ações dentro da UECE. Essa colaboração é vista como essencial para a sobrevivência e transformação, unindo forças com quem compartilha os mesmos ideais.

O grupo busca formar público e promover reflexão, especialmente em escolas públicas, usando espetáculos que abordam temas como reforma agrária e colonização. Eles defendem que a arte e a cultura são ferramentas para transformar o país.

Chat with AI

Loading...

Pro features

Go deeper with this episode

Unlock creator-grade tools that turn any transcript into show notes and subtitle files.