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085 Semana de 22: o evento e seu legado artístico no Brasil

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085 Semana de 22: o evento e seu legado artístico no Brasil

A Semana de Arte Moderna de 1922, liderada por artistas como Anita Malfatti, Tarsila do Amaral e Oswald de Andrade, marcou uma ruptura com a arte acadêmica no Brasil. O evento ocorreu em um período de intensas mudanças: industrialização, crescimento urbano, imigração e tensões políticas, como o tenentismo e a criação do Partido Comunista. Os modernistas, inspirados por vanguardas europeias, buscavam expressar a nova realidade brasileira, rejeitando o conservadorismo cultural representado por figuras como Monteiro Lobato. Eles propunham uma arte livre, que valorizasse o cotidiano, a crítica social e elementos nacionais, como as cores e temas caipiras. Apesar de seu caráter progressista, a Semana foi inserida nas comemorações do centenário da Independência, evento de apelo conservador, evidenciando contradições inerentes ao movimento. Os artistas não apenas romperam com padrões estéticos renascentistas, mas também usaram a arte como veículo de debate político, como nas obras de Tarsila que retratavam operários. A antropofagia cultural, conceito central do modernismo, permitiu a inspiração em fontes estrangeiras sem perder a identidade brasileira. Assim, a Semana de 22 não foi apenas um marco artístico, mas também um reflexo das tensões e transformações de um Brasil em busca de sua própria modernidade.

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12860 Words, 76000 Characters

Portuguese
E para os jovens que estão mindo ali da Europa, arte a cadeia em que não vai mais refletir os ideais artísticos. E vai ser preciso haver uma mudança radical para poder expressar essa nova realidade. - Ah, sim. - Você está ouvindo o História FN? [Música] - Salve ouvintes de história FM, bem vindos a mais um episódio desse podcast produzido pelo Leitura Briga História, eu sou a Eclis Rodrigues e hoje vamos falar sobre a semana de 1922, a famosa semana de 22, que está completando 100 anos agora nesse ano. E para falar sobre o assunto, eu confidei a professora Sara Tatiani a quem é o passo a palavra para se apresentar para vocês. Então, Sara, seja bem vindo a história FM e fica a vontade de se apresentar. - E aí, pessoal, espero que sejam todos bem para a sua professora Sara, sua formada inincenciatura pela Universidade do Estado de Minas Gerais, né? Sensatura em história atualmente, eu faço o mestrado na OFMG, na linha História Social da Cultura. E desde 2016, eu estou estudando esse mundo, esse universo da história da arte. Eu faço divulgação científica no Twitter e no YouTube, eu tenho um canal, né? Chamado o Planhar, onde eu sempre estou produzindo vídeos sobre a história da arte. - Então, é isso. Vamos conversar um pouco mais sobre essa semana que mudou a cara da arte no Brasil, depois os comerciais. - Ah, sim. - Quem é com oito pode que esse sabe que normalmente é da parte dos comerciais? Eu venho aqui e falo da nossa campanha da Póis, certo? Bom, eu vou falar dela assim. Mas, hoje, antes de falar dela, eu queria fazer um agradecimento especial aos nossos apoiadores. Por quê? Porque graças a vocês ainda nesse primeiro semestre estão previstos dois novos pode queças aqui no leitura sobre a história. Serão dois pode queças por temporada, um pouco mais acadêmico e o outro um pouco mais cómic, um pouco menos acadêmico, e tal. Que é uma parada que eu estou fazendo para gravar com alguns amigos, me divertir um pouco, sair um pouco dessa coisa mais séria, mais desuda, que eu venho produzindo já desde 2015, diversificar um pouco, fazer uma coisa diferente. E esses programas só vão sair do papel graças a vocês. Se você é apoiado o nosso, entra lá em apoia.se/brigaestória. E se você liga ali para ver os pouços do mural, o mais recente, na verdade não vai ser o mais recente quando esse episódio sair, né? Porque vai ter os pouços de episódios antecipados. Mas é só desse um pouquinho vocês vão ver lá um post com a capa escrito spoiler alert. E lá eu explico direitinho o que são esses dois programas. E como eu disse, esses projetos só vão sair do papel graças a vocês que colaboram com a gente em apoia.se/brigaestória. Os nossos novos apoiadores e apoiadoras são Ana Carolina Brasil, Miguel Pinheiro, Líneca Santos, Lucas Ramos, Ana Teixeira, Evandro Mesquita, Alisson Alves, Hugo Neto, Rafael Domíngs, Eduardo Migoski, Vladimir Rocha, João Machado, Vanessa Coimbra, Renato Oliveira, Cristio Enago, Danilo Marx, Ricardo Aguiar, Camila Bianco, Frederico Bonassa, Thiago Mendes, Felipe Fretzer, Lucas Miyoto, Aline Intolote, Marlos Silva, Lucas Altou, Julia Silveira, João Almeida, Alessandra Rigg, Alana Vanize, Maurício Longato, Rafael Reis e Gabriel Sierve. Muito obrigado pessoal, graças a vocês, esporte que é resiste. Se vocês quiserem colaborar conosco, como eu disse só acessar apoia.se/brigaestória e apoiar com qualquer valor a partir de 2 reais com 5 reais por mês, vocês podem ouvir o seu FM e outros poderem que essa com antecedência. Agora chega de papo e vamos para a episódio. Bom, o nosso foco hoje é tentar compreender um pouco o que foi essa semana. Quais foram as consequências para o país dessa semana de 22 que na verdade o título dela era a semana de arte moderna, a gente chama de semana de 22 porque ficou marcada pelo ano e tal. Mas como a gente sabe nenhum evento histórico existe no vaco, sempre tem alguma influência, uma corrente de pensamento, por trás, tem um cenário político por trás, então queria te perguntar qual era o contexto social e político que o Brasil estava vivendo naquele período antes de começar a semana de 22 mesmo? Então a semana de arte moderna vai se encerir em meio em um cenário de movimentos políticos, sociais, típicos da década de 1921 no Brasil. A gente vê coisas como terem tism, organização dos trabalhadores e os seus antecedentes, nas antecedentes da semana de 22 estão nas duas décadas anteriores quando artistas, intelectuais brasileiros, do núcleo da burguesia ou ligados a elite paulista, passaram estadios na Europa e eles tiveram contato com ideias resultantes, não apenas do cenário da primeira guerra mundial, mas também de toda uma cultura artística e política europeia. E isso sobre a designação de modernizmos era visível ali tendências vanguardistas, com dadaísmo, futurismo, cubismo e pressionismo e outras designações que pretendem romper com a arte tradicional e introduzipadões mais líveres para criar as artísticas. E nas duas primeiras décadas do século 20, a gente vai ter aqui no Brasil as migrações, que vão trazer muitos estranchertos para o Brasil e as populações rurais também vão começar a ver para cidades em busca de empregos, trazidos pelo início da industrialização, tipo que o café também vai trazer muita riqueira, principalmente para a região sudeste. E aí a gente vai ter também aglomerações urbanas, especialmente no Rio de Janeiro e em São Paulo, e a cultura popular vai começar a chamar a atenção das elites. E para os jovens que estão mindo ali da Europa, a arte academia que não vai mais refletir os ideais artísticos. E vai ser precisar ver uma mudança radical para poder expressar essa nova realidade. E parte deles tinha ligações com movimentos políticos da época também, pois a arte é política e andam juntos. Ainda nesse período a gente consegue perceber também que as raízes do tenectismo estão muito relacionadas a vários acontecimentos que antecipam levante de 5 de julho de 1922. Pelo stop em a terra da prisão do Maré Cháu-Arme da Funceca, fechamento do Clube Militar, do Decreto, que teve em primeiro de junho de 1922. E a gente pode resumbrar também o período, a dinâmica que vai ocorrer a linha de trição pau, que foi muito mais intensa em diversificada do que o restaurante do país, do que de respeito a questões econômicas, que vai consolidar também a parte da ir uma concentração industrial que só vai perder seu ímpito mesmo a partir da década de 1970. E essa expansão de São Paulo gerou uma maior complexidade social e econômica, que vai ampliar ali, que são de conflitos de interesse, e vai obrigar a linha o estado de se fortalecer institucionalmente. A gente percebe também o conservadorismo das elites, que vai propiciar o aumento considerado também do aparelho repressor. E no que diz respeitar a economia, é uma das nossas principais exportações. Claro, é o café que a prisão do desempenho considerava em o preço de quantidade. A gente também teve o algodão que tem uma expansão graça, a reconstrução do pós-guerra, e pela proteção indireta dos preços mantidos pelos Estados Unidos. E em valor as mais afetadas negativamente foi o açúcar, e menos 45%, borracha menos 75%, e o café cresceu em média de 53%. Mas é preciso dizer que São Paulo concentrava aí dois terços dessas exportações, e que o Rio de Janeiro, de certa forma, mantinha um pouco elas estagnadas. E que embora, né, em minas gerais, esse virus não tivesse obtido em um forte expansão no que existe econômico, suas estruturas econômicas sociais não permitiam a geração de elevados ecedentes para uma acumulação diversificada como em São Paulo. E é interessante a gente falar também que o crescimento do acidente dos lucros apresentam uma trajetória crescente e altamente positiva em São Paulo durante todo o período. Ampliando isso, o bermode soca a capacidade de crescimento, a diversificação capitalista, e ganhando aí certa forma o colossal de anter econômicas sobre as demais regiões do país. Então, assim, só para encerrar essa questão econômica, a indústria da transformação apresenta um novo bom de investimento, que não é apenas causa ofortes para o lançamento da capacidade produtiva, mas também para uma extraordinária diversificação. E é muito interessante falar dessas questões sociais, políticas e econômicas aqui para quem está ouvindo e que muitas vezes, em campo da arte, as pessoas consideram o contexto social e econômico. E elas esquecem que esses indivíduos estão seridos dentro desse contexto. Então, não faz sentido você falar de arte sem se preocupar com toda essa gama cultural, essa gama econômica e poléstica está ali e que vai sim influenciar esses indivíduos. E só para poder dar mais o finalista espanorama, eu queria citar que quando a gente vai estudar a semana de 22, a gente tem que começar regredindo um pouquinho. Então, se a gente tem que pensar que em 1909, a gente já tinha um manifesto da fundação do futurismo, foi publicado no jornal lefígado de Paris. Em 1911, a gente já tinha fundação de o Pihalho de Oswald de Arbrade. Em 1912, a gente teve, ouzot ineuropa por ocasião da publicação do manifesto técnico da literatura futurista. Em 1913, a gente teve a exposição de lá às Arcegal. Em 1914, a gente teve nisso da primeira guerra mundial como já havia estudado. A gente tem o do Champ com seus objetos da Daí, esses que vão influenciar os artistas impressionistas. A gente tem os primeiros ensaios sobre os movimentos pressionistas na pintura em 1914. Em 1915, a gente tem Ronald Carvalho, participa do Rio da Fundação Revista Orfeo, dirigida em Portugal por Fernando Pessoa. Em 1917, a gente tem o surto industrial do São Paulo, que se sentou, a greve gerou um São Paulo no capital e no interior. A gente tem a vitória da revolução russa, o contato de vilalobos com o compositor Frances Darius Mairro do Rio de Janeiro. A gente tem um encontro de Oswald com o Mario de Arbrade e a gente tem a segunda exposição de Anita Malfate. Em 1918, a gente tem um manifesto da Daí, o manifesto da pôes e expressonistas do fim da guerra. Em 1919, a gente tem a criação de faças na Itália, que manuel bandeira, publicações, em 1920, a gente tem o Austin Luís na presidência do Estado de São Paulo. A gente tem também a Anita Malfate, e também a gente tem Oswaldo Menóte, que funda a revista papel e tinta. Em 1921 a gente tem um manifesto trianon, e Oswaldo de Andrade publica a meu poeta futurista, e Mario responde com o futurista, Mario também publica o artigo Mestre do Passado. Em 1922 a gente tem revolta do fote copacabana, criação do partido comunista brasileiro, e então o semana de arte moderno. É isso. E alguns autores enserem esses intelectuais que fizeram parte do movimento modernista como pessoas que estavam em satisfeitas com os rumos da sociedade brasileira, que a insatisfação deles era principalmente política. Mas eu queria te perguntar quais eram os mudanças artisticas, que os modernistas queriam propor. E aí, como é que isso se relacionava, por exemplo, com a academia brasileira de letras, na época, que modelos os modernistas estavam querendo ultrapassar, enfim. Então, pela primeira vez, a gente percebe no Brasil, dois valores radicalmente distintos. Um é o valor representativo do conservadorismo cultural da época, e as palavras de manter o longbato vão reproduzir muito bem, né, isso, nesse conservadorismo. Elas vão reproduzir parâmetros de uma estética acadêmica que entendia pintura com uma reprodução direta da natureza, canonizei que vem desde o renascimento a gente for pensar, né. Outro que vem choque, né, outra visão, né, diferente, é o valor absolutamente novo, esperemos quadramita de uma arte que atende aos próprios princípios. Não tenham compromisso fotográfico com os objetos da realidade. Então, assim, essa visão que Monteiro Lobato vai representar bem com seu comentário anita, é uma visão que está carregada aqui no Brasil, que está muito inserida nos canos da arte, na literatura, e ao que vem da Europa, e que a gente pode pensar que vem desde o renascimento, essa visão mesmo, do resgate aos clássicos, dessa visão que valoriza muito, questões reais, mesmo como se fosse uma espécie de fotografia. Então, quando ele se deparam com a arte da anita, ou a arte com os impressões estrais, é algo muito chocante, porque rompe então com esses padrão estradicionais. E nessa arte, a gente vai ver também a influência de opiniões e pensamentos, porque no modernismo, as opiniões sobre política e outros acontecimentos sociais passando a fazer parte das obras produzidas. A gente pode ver, por exemplo, em álpreas da tarsela da moral, em que ela vai reproduzir e operar-os. Então, tem uma carga política ali, tem uma espécie de crítica. E quando a gente começa, por exemplo, em arte no renascimento, eles são que estão voltando a literatura arte, faz referência a uma literatura que existe antes daquela produção artística. Então, por exemplo, vocês vão fazer as suas obras, a gente tem que pensar que eles vão recorrer a tratada, é uma obra tratadista, como já dizia, "Vetilana Alper", como ela vai falar na sua obra, a arte no renascimento, ela segue isso, ela está em referência a isso. Então, por exemplo, eles vão pintar obras às vezes de referência a textos bíblicos. Então, sempre referência a um texto. E quando a gente chega aqui com essas novas produções, como a janita, como a dita a silla, as questões que interessam são as questões que interessam eles indivíduos. A gente vê a diferença entre uma produção para o outro. Não é a toque, eles têm divergências políticas, isso vai refletir as suas produções. Então, sim, o modernismo, que só mexina a segunda fase no nosso ex-30, no nosso ex-45, se caracterizou por ser uma forma de manifestação de ideias e de discosões sobre questões sociais. Assim, os termos mais comuns e cotidionos formam grande influência na arte produzida durante esse período. Eles carrem um características próprias do modernismo brasileiro, é importante falar. E eles buscavam por características que fossem próprias do movimento do país e uma tentativa de se diferenciar um pouco do movimento do resto do mundo. É interessante que se a gente pega as cartas da tassilo da Maral, ela fala que ela quer pintar o seu chão caipirinha, né, que as suas cores, que as coisas que ela vi em minas. Então, sim, eles têm essa preocupação por assim dizer, de trazer mesmo em suas obras essas coisas que eles consideram brasileiras. São exemplos do modernismo no Brasil, também uso o senso de um mol. A crítica das situações do cotidiano, a gente também percebe características marcantes do modernismo brasileiro, a busca constante pela liberdade total nas formas e criação e expressões artísticas. Ou seja, rompico aquela necessidade daquele cano, que estabelece o que você deve fazer, como que a linha tem que ser feito. O desenho às vezes é mais importante, a forma às vezes é mais importante. E nesse momento para alguns não às vezes acorrem mais importante do que o desenho, às vezes nem usa um desenho. Então, essa necessidade de se fazer algo que tem a ver com eles que a sua individualidade mas a uma eles têm ficou conectado com algo maior que a sociedade, que a política. Eles trazem uma crítica radical como falhei as questões, as questões sociais políticas que estavam invogando o Brasil naquele momento. Eles fazem publicações de manifestos artistos com uma forte caráter de crítica social, como a publicação do manifesto, por exemplo, o Brasil e manifesto no tapofago. Eles usam curvas em undulações, a gente vê isso na arquitetura, na pintura modernista, uso de curvas, é uma característica muito marcante. Além de, como eu tinha citado, a liberdade de forma de criação. Esses características vão ser muito presentes, principalmente na literatura modernista que começa a valorizar mais uma questão da forma mais livre. A literatura modernista também vai ter um espécie de permissão para que qualquer assunto pudesse ser transformado em obra literária. Ou seja, a assunça do cotidiano, a assunça da vida. Isso também é importante, não só os clássicos gregos. E é interessante falar também um conceito que o carreguismo traz para nós de circularidade cultural. Quando a gente vai falar de arte, de cultura, a gente tem que pensar nisso em que a arte da elite também influencia a arte, um termo com guias rusa dos periféricos, no centro periférico. E essa arte periférica também influencia a elite, é uma troca cultural. As coisas estão sendo conversando. A toa, que esses representantes da modernista, esses artes são todos de elite. Existe uma troca, a cultura está sempre se movimentando e conversando. E é importante falar também da questão da influencia e da inspiração. Eu vejo muitas vezes a dúvida do pessoal que quando a gente fala de arte modernista, as pessoas falam, "Ah, mas é uma arte brasileira, mas vai lá da Europa." Como assim, que tem de brasileira nisso. A gente tem que pensar naquilo que o Bach Santana falou para nós que não é interessante quando a gente fala de arte falar em questão de influência. Por mais que seja uma palavra coloquial que a gente usa, não tem problema a alguns dessa palavra, é que nunca diz respeitar a arte, quando a gente fala de influência, na verdade, o ideal é a gente usar a palavra inspiração. Porque tudo que existe, ele veio a partir de uma coisa anterior. Alguém que disse antes de mim, e isso me influenciou. Então, nossos artistas, assim com qualquer outros artistas dele, independente da localidade, regionalidade, eles se basearam em alguém. Só que se basear em alguém não significa reproduzir o mesmo. Na toa, que depois a gente tem a questão da antropofagia. Então, a questão aqui é a inspiração que vai alidar uma base para que eu possa produzir algo a meu, algo que diz respeito a minha cultura, aos meus ideais. E boa parte desses modernistas era pintado como gente subversiva, talvez até progressista, etc. Mas é interessante se a gente pensar que a semana de 22 ela está inserida de um contexto do calendário dos 100 anos da independência do Brasil. Que é um evento que. Eu não vou dizer que é um evento essencialmente conservador, mas ele é um evento que é muito querido por uma parcela conservadora da sociedade que tinha uma visão promonarquia, que tinha uma certa nostalgia do Brasil Imperial. E aí eu queria te perguntar como é que essa contradição, assim, de um evento que supostamente está cheio de figuras, meio entre aspas progressistas, a gente sabe que não é bem assim, mas como é que isso se encaixa com um evento que está inserido num calendário de comemoração, de um evento que certa maneira serve atende a interesse nas ativos conservadores, e tal. Tem alguma contradição aí de fato, ou você acha que essa contradição é só aparência? O que você pensa a respeito disso? E que todos os movimentos artísticos eles carregam contradições. Se a gente pensa, eu vou estar com um exemplo aqui, do renascimento, eles falam que querem romper com um período medieval, que um período medieval é algo ruim, o vazário, na sua obra clássica, a vida dos artistas é falar isso, esse rompimento, mas aí eles leem dante, e dante a gente sabe em qual período que ele está inserido. A gente vê ele ege outro considerado o pai do renascimento, mas a gente olha o período que ele está inserido. Bruno Elés, que ficou conhecido por fazer a culpa da Santa Maria del Fiore, olha o momento histórico que ele está inserido. Então, assim, todos os movimentos, eles vão carregar algumas contradições. Se a gente pensa, por exemplo, nos impressionistas, que são, eu acho, dos movimentos, os impressionistas, os posos impressionistas, que nós vamos dar inspiração para esses grupos impressionistas, eles são grupos carregados de contradições, no sentido de que cada indivíduo ali único dentro das suas divergências, dentro de seus ideais, cada um carrega uma forma de arte diferente. Você pega uma obra de manê, e pega uma obra de renoar, uma obra de degas, você vê diferenças muito forte, mas eles estão ali praticamente dentro mesmo, e aí chega um momento que esses indivíduos, independente de eles fazerem taxa desse movimento ou não, que alguém, a gente forma que não com o disco, aquele ideal, que eles carregam coletivo, naquê tem o ideal individual, o ideal coletivo, que faz eles se juntarem quanto impressionistas. Então, por exemplo, há um momento em que eles decidem que todos vão expor nos salãos recusados, em oposição, a academia é um saluno. E aí, chega um momento que um deles aceita, e ele decide que vai expor. Então, o início disso tudo não era crítica, ou só um como assim você vai expolar. Então, toda a conversa que a gente se debruça sobre esses movimentos, sobre esses artistas enquanto indivíduos, você vai perceber essas contradições e algo comum, é algo normal, deixe que a gente entenda, que são indivíduos. e também não perca de vista a questão dos estruturais, o que está fazendo parte daquele contexto, vai fazer com que esses artistas tão ameaças desses ones. Em relação ao Brasil, nesse momento, o Brasil não parece muitas raças, como vem a situação de conflito social, moral e político. A gente vê uma nação dividida por tantas diferenças regionais raciais e o novo regime de dualidade que vai se enraizar até mesmo nos discurso da época. A gente vai ver uma cidade surge como uma nova modalidade de ambiencia, definida pela indústria, pela oportunidade de trabalho, pelo mercado, mas também por uma política de exclusão e distanciamento. A gente também vai ver locais perdidos nos certões, louquilos, na realidade, na imaginação ou nas florestas fechadas. A gente vai ver também um Brasil que, na verdade, é um só, mas convive de maneira ambivalente conflitoosa, uma visão aí da Lila Schuach, com seus trabalhos, a gente fala isso que são vários brasil, mas, na verdade, é um Brasil só. A gente vai ver em São Paulo, os polistãos, né, as uma LG, a antroprofagia, como o símbolo de evidência, da fertilidade, cultural, coerente, com o certo espírito e sentimento de época. Além do mais, largas parcelas dessa sociedade, definitivamente aí carregada, né, a Lila Schuach, que ela chama de mestizado, experimentava nesse momento um processo de queda social, uma espécie de intimidação social de antes da realidade, que vai se abrir pós-escrevidão. Então, assim, muitas famílias, que há muito tempo, tinham se separado das amarras do que eu tiveram, viram-se por motivos econômicos sociais e raciais, presas a um processo de rebaixamento. Individos que receberam educação, destacadas no final do século 19, e que se distinguiram por sua erudição, especialização, viram suas pretações ruírem, sendo percebidas, plazmas, nessa nova massa que agora ganha esse dania e algumas pessoas também ganham condição de liberça, aí ganham, por assim dizer. E é um momento de confusão social, o Brasil como um todo, que se viu expós-familhas cada vez remediadas, sofrendo um processo de achatamento social, que convertia classes medias, destituídas, imuradores dos arredores e subúbios das cidades, muitos não admitiam ver confundidos e misturados com negos, recém saídos da escravidão. E, final, então, também a gente veio antigos privilégios de distinções mais próprias do antigo regime, sempre transformadas em tabohasa, nesse mundo de cidadãos que, por critérios afets, muitas vezes, determinidos dos biológicos, o momento que as pessoas estão discutindo, isso é 10 que estão vindo de Europa, então, eles vão usar isso para justificar muitos preconceitos, então, assim, profilado, não era menor, medo também, da reescrevisação, tinha muita gente que tinha medo que se voltasse a acontecer, ou de novos trabalhos compulsores, pois a insegurança da própria República gerava temor e saudades da monarquia por alguma parte, uma pessoa que tinha saudade. Não tinha uma monarquia exatamente encontrada na realidade, mas daquela que agora, vista de longe, lembrava a segurança e calma, e era, prontamente, transformada em nitica, aquela coisa, aquela sala, aquela passagem de ilicina, a saudade daquela época, mas, na verdade, de certa forma, era um época que não existiu, como é se virar um espéz de mito. Mas, então, é isso. Existe um eterno conflito aí nesse momento, de vários como eu vi, vários bradinhos dentro do Brasil só. Quando a gente fala da semana de 22, é muito comum a gente ouvir nomes como "Os Ojandrá, de Anitama Fátima, de Andrade, tal". Mas, aí eu queria saber sobre a questão do povo, nessa época. Queria saber a final de contas. Semana de 22, ela foi uma coisa mais restrita, zeleids, ou ela teve de alguma maneira a participação popular nesse contexto de mudanças. Esse evento chegava ao povo, ao público mais amplo, especialmente o povo que não faz parte das elites, intelectuais, econômicas, culturais, os grandes centros da época. Então, em que, de certa forma, os escritores modernistas, pintores, exnacerem sua grande maioria em famílies de elite. Em São Paulo, o Ojandrá, de por exemplo, era errede-o em um grande futuro. E, embora quase todos os escritores modernistas sejam originais de antigos famílias, dirigentes, elas se distinguem entre si não tanto pelo volume do capital econômico, ou até mesmo escolar, mas pela proximidade relativa de seus famílias em relação à fração intelectual, política da classe dominante, também pelo grau de conservação, ou de lapidação do seu capital. A gente pensa, por exemplo, também, na parcela do Amaral, que também era muito, muito bem devido assim com a família, também que tinha fazenda de café, e boa parte desses artícios de forma geral, vai vir, já com essa base financeira muito forte. E sobre a disfusão dessas mudanças por restante do país, textos de jornais, garimpados pelo Marim da Abrito, partir de 1920, em diante, com provo, gradativa e sistematicamente, atividades de debate, reflexões sobre o novo estética, restriva São Paulo. Deci mesmo grupo de desejosos de mudanças, né, pessoas que queriam essa nova mudança, acompanhando as diferentes tendências de avanguarda europeia e as particularidades do contexto local. Então, é um momento em que o jornau, ele é a importância dele imprescindível, porque ele vai levar ali a informação para todo mundo que a alphabetidade consegue ler, ou até mesmo, pessoas que têm esse hábito de levar o jornau pra pra cima, pra ler pra outras pessoas, leve o jornau pra casa, leve pra família. Então, o jornau é um veículo muito importante de formação, que ele vai ajudar a espalhar essas ideias. Então, a cessa imprensa pelos mudernistas foi um processo natural também, pois além de serem também jornalistas e atuários dos pais veículos, eles tinham relações de amizade com seus proprietários. E, em 1920 em 1960, a celera, certa forma, a queda do analfabetismo, para o conjunto país atache, cai num período de 71,2% para 46,7%. Entre as pessoas de cinco anos ou mais, dá uma redução em de 24,5% só que é importante falar, por exemplo, São Paulo, ele estava com 64,7% da população ainda analfabetta. Mas se a gente olhar paraíbas, alagouas, mais no interior, a gente vai com uma taxa de analfabetismo de 85% da população. Então, é importante falar que às vezes a gente fala desses movimentos artísticos, como se todo mundo tivesse sabendo que tá acontecendo, como se todo mundo tivesse acesso. Tem muitos publicações chegar aqui, que querem francês, mas as pessoas não sabem nem ler português, como quais não têm acesso a isso? Então, assim, o jornal teve algo muito importante para difundir isso, e teve muitas festações mudernistas de outros estados também, para exáduos sereninos, estudados, reverberar em menos nesse período de 22, que atenção, como eu disse, estava em São Paulo, economia girada, o São Paulo. Se mudernistas estavam em São Paulo, às vezes em contato com o Rio também. Então, sim, mas é importante a gente falar também, que de forma geral, o país ainda era um país muito analfabeto. Então, quando a gente vai falar desse movimento, a gente tem que pensar que, de certa forma, é algo que vem boa parte da elite. Vocês estão vendo o história FM. Nesse primeiro boco, a gente fez mais uma questão de contextualização, debateu mais o contexto social, o político da época. Mas agora eu queria pedir para vocês explicar para a gente o que foi a semana de arte moderna? Como é que ela aconteceu? O que aconteceu nessa semana? O evento em cima. Então, o evento realizado, ele foi um evento realizado por artistas intelectuais no teatro municipal de São Paulo. Alguns pessoas gostam de falar que foi entre 13, entre 17, entre 18, é algo que, quando você vai pesquisar, algumas pessoas não têm muito consenso sobre a exáprula que começou. E segundo Mario de Andrade, a ideia da semana de arte moderna é la pertença ao pintor de cavalcante. Mas essa atribuição também não é pacífica, pois é feita também ao influente escritor graça-aranha, chegando ao rio em outubro de 1921, comunicou seus ideias. Então, se você vai pesquisar sobre isso também, você não acha um consenso. E seus memórias, o de cavalcante ele confia nesse fato. A proposta inicial era de unir os festejos do centenário da independência do Brasil, em 1922, o marco de outra independência da cultura brasileira. Parado a que somente sob a inspiração das vanguardas estéticas, europeias, futurista, cubista, impressionista, e a dadarista, como já tinha comentado com vocês no bloco anterior. A semana, ela constou de uma exposição de pinturas, como eu disse, provavelmente no dia 13, dia 18, feverei. Sem que nos dias 13 e 15, 17, soube espetáculos com atividades variadas, conferências, leituras de poemas, danças, recitais e com certos musicals. O festival de abertura teve a participação de graça-aranha com a conferência à emoção estética na arte moderna, polo compreendido pelo público, que foi ali para assistir. E depois, se seguiram números de música, poesia, piano e dança, além de outra conferência de Ronaldo Carvalho, que era pintura e escutura moderna no Brasil. Mas a grande noite foi a do Dixinhas e a Berda, o Menote de Pitchett, fez um discurso futurista. A semana, então, de forma geral, ela tinha como objetivo, como a gente acumenta um pouquinho, e a R&P, como a cadencismo valorizar a cultura popular, introduzindo brasilos, movimentos políticos, artísticos, surchismo, Europa, pós-meraguerra mundial. Foi liderado por escritores como Mar de Andrade, Oswald, de Notpitch, a Graça de Aranha, artísticos plásticos com o Dica Valcante, Nica Malfate, e músicos com vilãs lobos, guionarnovais. E seus resultados se estenderam a outras áreas, com arquitetura, cinema, e as décadas seguintes, tornando seu evento marco e inestórico, cultural brasileiro, como a gente bem-sado. Atribuindo, então, a pintura Nica Malfate, a primeira manifestação moderna, em 12 de dezembro de 1917, ali não hubo uma exposição nas lojas de muffins São Paulo, e vendeu boa parte dos seus quartos, e foi elogiada pelos críticos e outros pintores, como ilumina, de cavalcante. Mas aí depois minhaquela história que ficou bem conhecida ela recebeu uma crítica violenta do escritor Monteiro Lobato no Jornal do Estado de São Paulo. Lobato ele já iniciar uma escrita mais ninguém em seus livros, mas ele queria atingir os modernistas com os quais ele não se lineava. Os modernistas foram a imprensa de Fim de Anitta, mas o resultado prático mesmo só veio em 1922. Então assim, a Nithela já tinha feito explosão em 1914, tinha chamado um pouco a atenção, depois eles vão em 17 e aí esse momento é interessante porque aí quando os modernistas se juntam para poder defender ela acaba criando aquela união entre esse e aí ela recebe essa crítica, mas aí em 1922, quando ela vem ela já vem com uma fama assim em cima das suas costas, muito grande, as pessoas estão com muita vontade de conhecer mais o seu trabalho. É importante falar que então a palestra muito bacana do Málio Reincof no que ele fez no Máspe que ele vai falar que Monteiro Lobato ele não sabia do que ele falava. As pessoas devolveram os quadros da Nithela, ela foi ameaçada, ela teve crises psicológicas muito forte e de reconhecimento desse momento, mas é interessante pensar que a pessoa que a qual o pessoa é essa crítica não tinha conhecimento sobre o que ele falava sobre a arte da qual ele criticava, mas ele era muito respeitado por outras críticas pela história importante dele por Brasil, mas em relação a isso ele falava daquilo que ele não entendia. Então assim, como eu disse o batom de 2 posição da Nithela, não compreendeu o estilo dela, comparou seus quados desenhos, citando aqui ele disse que hordam as paredes internos dos monicómos e ainda chamam de arte normal. Monteiro foi mais além também, dizendo que a diferença entre ambas as criações era que nos monicómos a arte é, sim, ser a produtilógico de serem dos tantos tornados pelas mais estranhas psicosas. Então assim, o artigo continua com a batafirmânicas van guardes, não possui nenhuma lógica, sendo mistificação pura e que a pintora tinha ascentuadíssimas tendências para uma atitude estética forçada no sentido das estravaganças de picasse companhia. Mesmo que ele descreva mal fate como dona de um talento vigoroso, ele também declarou que ela estava seduzida pelas teorias que ele chama de arte moderno e, com todo seu talento, servitam a nova espécie de caricatura na visão dele. Ele ainda cresce entre o futurismo, o cubismo, o impressionismo e o ticante, o que ele fala, não passa de outros tantos rams da arte caricatural. Então assim, esse texto da minha proposta gigantesca fazendo com que 5 dos or dos compradores devolves fazer as obras dela. Como eu falei em todo um período muito sombri e é interessante também que na década de 1950 ela vai falar sobre esse momento, ela fala que com o correr das semanas havia tal ódio geral que um amigo de casa me assou meus quadros com uma engala desejando os truízos. Então quando chega semana de 22 as pessoas que foram veja estavam com isso na cabeça do que tinha acontecido em 1916 no sentido de que já existia uma crítica ao que estava vindo ali. E muitos artistas já tinham necessidade de ir ali de falar o que eles queriam mesmo sabendo que provavelmente eles poderiam ser rechassado por pessoas que pensavam como um monteiro lobado. Sabem o que poderia acontecer isso e mesmo assim, resolver o organiser essa exposição. Depois dessa uma ela gera um desapontamento quando a Anita presenta uma arte mais contida e menos no derrista posteriormente os críticos percebem que essa crítica foi seô na obra da Anita de forma que ela vai trazer algo mais contido nos seus pinturas. E aí é um momento que chega a dar cila da amarao com uma arte desafiadora. Ela vai trazer ali uma suas obras como o presente da negra, o abapuru, aquilo que chama a atenção das pessoas no que diz respeito essa divergência entre a arte de um amigo de rinista e a arte que vinha anteriormente, né, arte mais clássico. E nesse interim, a menor que depite, ele publicou os poemos Moisés de um camulato que foi publicado no 1917, mas não é o bandeira, não sou os livros acisa das horas e carnaval. Dica Valcante realizou a mostra de gravimuras fantóstias da minha noite, enquanto Mario de Andrade Osbois publicaram artigos enxornais sobre futurismo. A diferença é um movimento criado pelo italiano Felipe Marinetti. O termo apareceu, né, como diz, possivelmente também uma das teorias, talvez um artigo dióslo de sobrenome de Mario antitulado o meu coeta futurista. Em contraposição, a poesia tradicional considerava o passadista. E relação ainda a questão da ideia da semana de arte moderna, até hoje tem a paternidade discutida, Mario de Andrade deixou claro, não tem parte dele, hoje qualquer pessoa particular, já adicava a cantar seu livro memória, viagem da minha vida, ele conta até sugerido sua realização a realização, a um empresário pau prado que era um Messena da Era. E aí se a gente pensa também em 13 de fevereiro em nosso 22, no segundo a feira, vai acontecer o primeiro evento da semana de arte moderna. E o saguão do tchato, o municipal de São Paulo, foi decorado com pinturas e esculturas que causaram a estranheza do público. O autitoio estava lotado e assistiu a palestra antitulado a emoção estética da arte moderna, que foi conferida na época pelo José Pereira de Graçarãe, que ali escritor, diplomata e fundador da academia brasileira de letras, dois anos depois. É, dois anos depois, na verdade graçarã esse desligarinho da academia, legando ser incoerente e estar na instituição e manter-se modernistas. O espetáculo seguinte de 15 de fevereiro teve, com principal atração, a pianista. E o Mar não vai se que misturou, peças modernas, a clássicos consagrados pelo público, que é aplaudiu iniciativa. A palestra seguinte foi conferida por menor de pítia, sobre os escritores dos novos tempos. E aconteceu sobre vais. Então é muito interessante falar que nessa questão da receptividade, as pessoas íam, mas nem sempre que ir. Queria realmente ir porque gostava, porque já sabia já tinha visto exposições de nossas capôs, nossas ex-retinões. Então a gente foi pra vaiar mesmo. E a noite tem uma imbarunça quando poeta Ronald de Carvado tentou ler o poema, o sapo, de uma não é o bandeira, e que o poeta perna bucando, criticava o parnazianismo. E aí em 17 fevereiro vilalobos foi atração principal entre os músicos previsto e a plateia, menor do que nos dias anteriores, recebeu bem aquela música fora dos canos tradicionais. Mas quando maestro composto subir o palco de casaca e calçando um sapato, um chinelo, o público entendeu que seu figurino, como diz respeitoso, e vai ou ele, assim, vai ou muito ele. E apesar disso o conserto foi até o fim. As laias não terram pelo apresentação. E pra familiarizar a importante falar que está correndo exposições modernistas desde 1910. Desde Lima Barreto, que a Nita já expunha o brazo desde 1914. A questão é, em 22 a gente tem a união de todos os artistas modernistas aliados, e uma cobertura estratégica por parte da imprensa que ajudou a repercustir essa exposição. Então a imprensa aliado a essa união entre os artistas foi algo primordial pra semana de arte, ter reverberado tão grande pelo tempo e estar isso em importante para a gente até hoje. E eu queria saber também até que ponto modernismo pode ser considerado uma conquista das mulheres modernistas, porque era um cenário muito predominantemente masculino na época e dois dos nomes mais importantes, mais lembrados, embora a tarzila não tivesse na semana de 22, mas era considerada modernista, são duas mulheres. Então, o que é que dá pra falar sobre isso? Então, em relação à arte modernista, a gente já consegue ver algumas inicências dela, que diz a respeta de mulheres, desde a irmã vós 1910, quando ela fez uma exposição, só que ela é de ter cindeis alemã, então ela não era propriamente brasileira. Mas essa arte dela é essa exposição chamou atenção de jornal da época, que chegaram até a publicar elogia do seu trabalho, mas falaram que causou muito estranhesa por esse perceber em que ela era uma mulher. Então, a questão de gênero chamou mais atenção do que a própria produção dela. E aí, a historiadora Ana Paula Cavacanti-Simoni, ela vai dizer o seguinte, que a diferença e inovação existente desse movimento em cabeça da mulher, é o que chama a atenção, porque se a gente pensa, por exemplo, no renascimento, a gente tem a triage, né? Leu nada, a faia é o Michelangelo. E aí, a gente tem ali por cantinho a sofonismo, né? Algo com uma mulher que consegue se sobressair pelas todas as diversidades. E aí, no barro, a gente tem, ali, caravajos, tantos outros rubens, e a gente tem que lavinha a Artemisia. Que por muito tempo, a Artemisia ficou muito apagada na história até que teve um resgate a ela. Muitas suas obras foram atribuídas a seu pai. E aí, num pressionismo, a gente tem mané, moné, renuá, degas, e a gente tem berte morrisou. No Brasil, vai ser algo muito diferente, porque pela primeira vez, o movimento é encabeçado, o movimento é pensado, como você faz referência a esse acontecimento, você diz respeito a essas mulheres, a nita, a tassila, né? A gente situ inista, no palha de pensa, lá em uma voz. Então, nunca diz respeito, as mulheres artistas, elas ganharam notoria das, na passagem do século 19, pro século 20. E se no Brasil, os 8 sensá-las foram relegados da história da arte a merecedam um conjunto de práticas escudentes e silenciadores que encontraram um respal do argumento de incapacidade criativa, desigualdade entre sex, da virada do século, os seus trabalhos começaram a ser reconhecidos com os mesmos critérios, praticamente, com os sedidos aos artistas do século só posto. Algumas pintores especials com estaram direito até a crítica profissional sem os estigmas feminismo, sem os estigmas femininos. Em ampla medida foi como modernismo que as artistas brasileiras passaram a ser elevadas, né, em tés a sério. Alcançando o posto de profissionais da arte, sobretudo a partir de 1930. E após 1930, o que é muito triste é que essas artistas vão sumir praticamente da historografia, quem fala isso é Ana Paula Cavalkant, Simone, ela vai falar que precisou haver depois de 1930, então resgate essas artistas modernistas, que chegou um momento que ninguém mais fala sobre elas. E isso, como já tinha citado, aconteceu também com a termina de gente leche. Rever as memórias de modernismo, necessário a gente reconstruir sua história refutando os cursos unilativos. das laterais, desmissificando noções idealizadas como as impostas das mulheres artistas e mais além a amplia na construção de sentido sobre a espério. A Aracia Moural e a Marta Rosetti Bautista são os historiadores muito portantes porque elas desempenharam papel fundamental nesse processo de resgate e dessas mulheres. Além de escrever em monografia sobre a Anita Malfart e Tarceu da Moural, elas documentaram suas obras, organizaram parte de seus arquivos e foram curadores de várias exposições dedicados a elas. Seus estudos deixaram muitos indicações e se mostram ainda hoje que aminhos abertos pra gente ter sei novas investigações, novos olheários que a gente sabe que o historiador está sempre voltando a suas fotos. Mas é importante a gente falar também que essas conquistas dessas mulheres, artistas, elas devem ser encaradas também com cautela. Além das ressalvas feitas tantos por médicos quanto pelas próprias mulheres sobre o qual o ofício era mais a decoda mulher, muitas vezes o trabalho feminino continuava a ser compreendido como prejuicial. Capaz de corrompê as relações entre homens e mulheres. Então era muito comum em textos de medicina, de médico da época e falar que não era bom pra saúde da mulher trabalhar. As revistas que eram complicadas naquela época para mulheres falavam que a mulher não poderia trabalhar. Então é importante a gente pensar nesse momento a qual elas estão inseridos. Como parte fundamental do processo de teemas passando das mulheres é entrada no mercado trabalho. Era vista muitas vezes com uma ameaça até a virilização. É aquela questão que a gente, Buckles, vai falar do falo centrizo posteriormente. É importante a gente pensar que essa questão do ser artista, mulher ser artista, não diz respeito só a questão de refutar que ela tem uma inteira e a actualidade que ela consegue pensar. Mas também a questão dela estar disposta a trabalhar porque ser artista também é um trabalho. Gera louco, gera uma independência dependendo, então, assim, são várias discussões que pode surgir a partir disso dessa independência, dessa mulher artista. Ela representa muita coisa nesse momento. Então, assim, apesar dos limites impostos pela conjuntura, a emancipação avançava, desconstruiu o modelo de mulher tradicional, ao confrontar um lugar socialmente natural, atribuídas mulheres. Assim, o período em que essas mulheres buscaram participar cada vez mais ativamente na vida pública foi também propício para o florecimento de um novo tipo de mulheres. Se espelharam em artista de vanguarda e membro de uma elite aqui em tudo parecia permitido. É importante falar também dessa questão que é o movimento de mulheres de elite e mulheres brancas. Isso é boa parte. Então, assim, isso vai acuar nos comportamentos liberais, artista de vanguardas, outras mulheres, trabalhadores e sua maioria. Elas foram se posicionando de forma mais crítica, frente às imposições normativas e seus papéis sociais. Essas mulheres eram chamadas pelas revistas da época de modernistas, entre elas desejo da emancipação e estava na hora do dia. Então, é importante falar também, como eu já estava citando aqui brevemente a questão da classe social dessas mulheres. E também, ele é questão do estudo, porque para que elas tivessem acesso a arte, elas precisavam estudar. E como que elas estudaram? A maioria das academias, principalmente as europeias por sua boa parte tempo, não aceitavam mulheres estudar junto com homens. Então, para essa mulher conseguir aprender a arte, ela tinha que achar um homem disposto a ensinar para ela a arte em seu atele. Partícula, não eram todos os homens que aceitavam porque achava isso uma ofensa. E para você conseguir isso, você tinha que pagar, e normalmente, para você ensinar um mulher, se cobrava mais cara. Essas mulheres, muitas vezes também não tinha acesso aos luz para poder fazer os estudos anatômicos necessários da pintura. Então, assim, existiam muitas imposições. Não só na Europa, como aqui no Brasil, para você conseguir fazer arte ser mulher. Se você fosse pobre, se fosse uma mulher negra, que possui. Foi importante a gente falar que quando essas mulheres estão a cilhânica, estão a frente desse movimento, estão no cmbolo desse movimento, é algo muito chocante porque, certa forma, a estrutura não estava possibilitando que elas conseguiam chegar onde elas chegaram. Bom, a semana de 22 ela acontece na cidade de São Paulo e a maior parte do pessoal envolvido era de São Paulo ou do Rio com raríssimas exceções e às vezes a gente tem um impulso em universalizar coisas que acontecem em um lugar tipo a semana, em condição em São Paulo e a gente vê a gente compra a ideia de que essa semana automaticamente é um negócio nacional, de impacto nacional porque aconteceu lá. Mas o menos que acontece às vezes quando a gente aprende uma historiografia esse esivamente eurocentre que começa a pegar eventos da Europa e fazer de conta que aquilo tem um impacto mundial quando as vezes o impacto é bem menor do que parece né. Então eu queria te perguntar, dá para pensar esse movimento modernista e especialmente a semana de 22 como algo que se espalhou pelo Brasil em outras regiões como Sul, Nordeste, Nord, Centroeste, esse movimento modernista teve impacto ou acabou sendo uma coisa dos grandes centros do Sul, desse mesmo. E eles a gente vai ver um crescimento de movimentações artísticas em outras regiões mais a partir de 1930. Mas é importante falar que já existiu antes de isso com certeza mas não ganharam, infelizmente a mesma atenção que os movimentos São Paulo, inclusive, por causa de poucos estudos ainda sobre modernismes, de outros estados do Brasil, vai ter assim pequenas movimentações em outros estados, é importante a gente falar que existissem. Mas atenção, como você bem falou ela vai ficar mais em foco em São Paulo. A repercussão imediata dos três espetáculos da semana inicialmente não foi grande, mas modernistas não desistiram de romper com a arte acadêmica de trazer para o centro do pau ou quartio que eles consideravam como brasileira e se intonia com os acontecimentos políticos que tanto há vamos anos de 1920. Ainda em 22 o Osso de Andrádiar publicou a Pauliçaia Desvarada, cujo prefaço apresentava teorias sobre as novas tendências e no ano seguinte os modernistas eles receberam a desão da pintora Pauliça, a társila da Maral, como já tinha falado para vocês ela era herdeira de fazendo de café no interior do São Paulo e na ocasião da semana ela tava fora, ela estava na Europa, mas ela fala na sua escarça interessante com a nita, que ela sente como se ela tivesse aqui porque ela se comunicaram muito. No ano seguinte Osso de ele publicou o correio da manhã, uma manifesta para o Brasil, cuja a primeira frase era "poexista existe nos fatos", ele já declarava sua intenção. O Osso de ele forem influenciado pelo carnaval que passava no Rio de Janeiro, pela viagem que fizeram as cidades históricas mineiras na caravana modernista, em que estavam também mad de Andrade e o poeta suíso, blais de cendrades, e em minas tiveram como guias o poeto Carlos Drummond de Andrade e os escritores Anibal de Mendon se pedonava. A partir daí então a gente vai perceber as manifestações modernistas se multiplicarem. Mar de Andrade lançou a escravo que não era exáuri em 1925, paródido do Romão ser escravisado de Bernados Guimarães, que era o sucesso da literatura tradicional, e uma com a IB in 1928 com um subitiro herói se nenhum caráter. Iniciou então uma farta com respondência com intelectuais de idades e origem diversas no total de 5 mil cartas que influenciaram toda aquela geração, que ajudam também para o nordeste, recolhendo música, manifestações flocórias, manifestações folclóricas, que eram iniciativas inéditas até então. E aí em 1928, a tácela do Maral pintou a paul, né, o homem que come, né, do Piguorení, que era o quadro síntese do movimento infanciado pela obra. Os rosos de Andrade lançou uma infesta entre o pofage que abriu com a frase "sontra pofage no zoom" e que pregavam que tal como os índios cominhos europeus que para ganhar idades a qualidade, a cultura brasileira deveria então sover os estrangeirizmos e devolvê-los abresulherados. Outros modernistas também produziram sem parar, como Cassiana Ricardo e Manuel Bandeira. Dica Valcante, que passou a década de 1920 entre o Rio e Paris, ele ajudou a dar com o impolitico só obra em acordo com sua filhação partida comuníssimo em 1926. Vilas Lovlançou seus choros influenciado pelos músicos populares do Rio de Janeiro. Além disso, modernistas também nebate ideias nas jornais diários em publicações especializados como classum revista antropofagia. Eles tiveram uma vida curta, seus revistas mais fizeram surgir outras, foi tipo o ponto a pé inicial. Neste sentido é história da semana modernismo, é tanta história de produções suzes obras representativas quando é a história da recepção dessa mesma criação. Os desdobramentos ocorridos é interessantes de pensar que eles vão trepar a sal significados usuais que transformações desse vulto provoca o universo da cultura. Uma vez que muito em boa modernismo tenha sido na sua origem um fenômeno tipicamente de São Paulo e mesmo do Rio de Janeiro, a fixação dos princípios vão no guardista só se realizou integralmente com a incorporação de outras regiões. Outras regiões pessoas de outros estados vão vira contribuir para esse estabelecimento do modernismo como o momento respeitado, esses outros estados vão acarretar, vão agregar de certa forma. As metrópios é interessante de gente pensar que elas são simples locais tradicionalmente de respirações das mudanças no alteratura, gênero, mais nobrecido da cultura brasileira até então. As novações do período fizeram-se sobre o compasso de princípios diversos, embora também originais. E a gente vai perceber aquilo que a gente tinha falado um pouquinho em início, que a partir de nossas trímpos chamadas escritores regionalistas são as personagens principais do movimento da geração de romancista, do nordeste em Pascua, mas também de outras regiões. Isso vai ser um dos fatores de inovação, que vão revelar um deslocamento do eixo da nova produção literária modernista no Brasil. Essas regiões como perna-buco, minas gerais e o grande do sul vão passar a dar uma modulação da literatura brasileira. Os modernistas eles tinham uma crítica, né? O conservadorismo, o academicismo da produção artística, pelo menos a produção artística mais comum naquela época, né? Só que tem um outro debate que eles começam também, e você já pincelou um pouco disso, que é uma ideia de uma arte na. nacional, não sentido de política de estado do governo, mas tentando trazer elementos que seriam brasileiros para a arte. E aí eu queria te perguntar pros modernistas o que que era o Brasil, o que eles queriam ou talvez o que eles queriam que o Brasil fosse, o que que era esse Brasil para os modernistas. Todo o movimento, e o que eles queriam é que ele carrega o ideal, todo o movimento artístico. E esse ideal, a gente usa os artistas a se alinarem, se manteriam nidos e agregar, tem novos integrantes, pessoas que estão tirando de fora, e olha o que falam nós que o bacana também quero participar. Mas ainda assim é um ideal, o ideal que eles vão almejar, mas isso vai acontecer na prática, aí já é outro histórico. O ideal das modernistas, eles criam um rumpê com os canos acadêmicos como eu falei. Os poemas não teriam mais a métrica e a rima rígida e a prosa em metaria a fala cotidiana. Na música, os temas folclóricos e populares entrariam nas composições eruditas, e nas artes plásticas, trabalhadores e pessoas, comuns, seria um tema inspiração. Era o contrário do ideal da arte acadêmica, que já vinha se criticado por escritores como Lima Barreto, considerado percussor do modernismo. A gente pensa aí na Lida Chihuahre, que trabalha então bem com esse trabalho, né, do Lima Barreto. Os movimentos da arte moderna, que se seguiram a semana de arte moderna, querem reconstruir cultura brasileira sobre a base dos temas nacionalistas, valorizando as origens do Brasil, com isso eles queriam incitar uma revisão crítica a respeito do nosso passado histórico de extreções. Eles acreditavam que criando um art que tivesse legitimamente uma alma brasileira, eles eliminariam o sentimento que o brasileiro é um eterno colonizado, né, dependendo de valores ditados pelos estrangeiros e tudo mais. E após o evento da semana de arte moderna foram lançadas diversas obras, revistas, publicações e os manifesta de um cenário intelectual que vão trazer uma investigação mais aprofundada e incerça as expectas também até radicar e sobre as novas formas de expressão e o potencial do seu conteúdo. Dois exemplos narcanos que a gente pode começar desses publicações, só revisar o glaxon que eu já tinha falado e a antropofagia. Amas foram lançados com o intuito de propagar esses ideais modernistas, apresentados durante a semana de 22, dando um espaço para novos artistas também, poderem dar continuidade a seu estravado. E relação a cliente que você tinha perguntado, esses trabalhos foram violentamente atacados por críticos, principalmente que eu já tinha citado para vocês, um monte de lobato, que qualificou arte da lita como um misto de paranoa e misticação, de um ordem geral, assim, a semana de arte moderna foi muito mal recebida pelo público e pela crítica. Mas essa recepção, como já vi fala também, já era esperada pelos artistas, pois o escarno dos conservadores era a afirmação de que existavam, produzindo algo realmente novo. Após o que o acontecimento da semana, muitos artistas deixaram o Brasil em direção do Europa para estudar mais arte moderna, permitiu um tempo de digestão dos ideais modernos para isso. Apesar também da ideia, da imagem da taçando da moral com um dos símbolos, como já já falado, ela não passava a semana de 22. A presada ela sempre falava que ela estava aqui de alma e que ela viu a semana através dos olhos da sua amiga nita que detalhou tudo para elas suas cartas. Então, assim, eles foram variados durante os eventos. A participação do Eitorville logo no terceiro dia de disposição era muito esperada, causou um grande choque do público e é interessante falar também que, como já tinha falado, ele foi usando uma roupa que não era muito adequada, então eles foram extremamente variados pela o público da época. E é importante falar também que isso não é algo só do Brasil. Os impressionistas, por exemplo, quando eles apresentaram as suas obras, se a gente pensa em uma, na primeira disposição dele, quando ele apresentou seu quadro, a gente vai perceber que eles vão ser não só nos jornais totalmente destruídos, mas pela crítica, então, assim, quando os modernistas aqui no Brasil decidem fazer a exposição, pela experiência que eles já tinham da Europa, pelo que já tinha acontecido com a NITM 1917, eles já sabiam o que eles iriam receber. E isso é interessante, porque a gente percebe a coragem e a disposição que eles tinham de realmente enfrentar a essas pessoas que estavam aqui prontas para recusar que fosse criado uma arte que eles consideravam brasileiros. Se você quiser colaborar com o História FM, você pode fazer isso via Pix, usando a chave "Leitura ou Briga História", @gmail.com e assim você colabora para manter esse projeto educacional gratuito no ar. [Música] Bom, uma pergunta anterior eu já tinha comentado sobre isso, que a ideia de modernistas, às vezes ela é associada uma ideia de progressismo, de uma odivisa política. Mas uma coisa que muita gente não sabe, é que, por exemplo, Plínio Salgado, que foi o cabeça do integralismo na década de 1930, fez parte e foi um dos nomes importantes do modernismo brasileiro, inclusive, para quem não sabe do que estou falando que o integralismo, a gente tem um episódio aqui no História FM sobre o assunto, que se não me fale a memória WebPisode 19, não tenho certeza, mas ela no começo do programa. Tem um episódio inteiro sobre o integralismo que fala do Plínio Salgado também. Enfim, a gente pode dizer que existiu uma vertente conservadora nesse modernismo ou seria um termo meio equivocado. Eu sei que você já falou um pouco das contradições de todo o movimento artístico e tal, mas eu queria ouvir mais de você em relação a essa presença do Plínio, né? Porque aí não é um mero conservadorismo cotidiano, a gente está falando de um cara que fundou o movimento fascista brasileiro, né? Então, o que você pode falar sobre o assunto? Oi, que essa pergunta sou muito interessante, porque ela me fez relembrar do que aconteceu com os impressionistas na França. Muitas pessoas acham que eles se separaram só porque as estão esses artistas mesmo, mas a questão política foi muito importante para o movimento, para o rompimento deles. Eu sei se esse pessoal que está ouvindo, até mesmo você conhece o caso Dreyfus, para o capitão de artilhar a França e usar de traição. E na época, que dividiu a França de uma forma muito forte. Então tinha que elas pessoas que eram favôs que ele fosse executado com traição, tinha que as pessoas que não eram favôs, né? Que defendiam. E os impressionistas tinham pessoas ali que eram extremamente conservadoras, tinham produções com discurso dos antecedentes, cartas com cunho antecedente muito forte. Inclusive, né? Eu até se tia a Bertie Morissó, que como uma das mulheres participou dos impressionistas, mas ela era atacada por pessoa de nem, tipo Renouak, falava que mulheres artisas eram como aberrações. Então assim, a por mais que o movimento em si carrega uma bandeira de inovação, de revolução, os indivíduos lá dentro, eu não vão sempre carregar essa bandeira. Então, eu citei aqui o caso do Drescos, a gente tem que pensar que essas indivíduos, eles, tem essas ideais próprios, essas ideologias. E haviam também aqui agora voltando por caso do Brasil, depois desse exemplo, dividos aqui que seguiam umas pautas mais revolucionárias, portas re-indicativas, que eram favôs de moções, greves, manifestos, congressos, re-indicação de direitos de trabalho, istas como férias, jornadas de trabalho, era um conta trabalho infantil e quase sempre eram acompanhados de re-indicação também, essas manifestações artistas em prol de direitos civis, como liberdade de indici-inticato, de imprensa, voto secreto, liberdade de reunião, então assim. Além do aumento das explicitações nacionalistas, a gente vê no período vários manifestações tão bem aliadas a essas que eu citei, antecemitas, antelusitanas, e um ressentimento do positivismo, bucatolicismo, que em parte derivava para integralismo e para as campanhas contra a democracia liberal. Então assim, é aquilo que eu citei lá no início, é um Brasil, vários brazinhos dentro do Brasil só. Então, esses indivíduos, alguns, que em estes vertentes, e ouro ouro, elas colidiam dentro do gru. Então, nas nacionalistas, modernistas e seus militantes acabarem, então, por se dividir, já a partir de 1906, em dois grupos, o primeiro que se simpatizaria com a direita e com o integralismo, que fundariam, que se fundaria mais a partir de 1922, que tinha grande liderança o princípio salgado, que você citou, que dizia que o modernismo era subserviente, do exterior e o segundo simpatizante socialismo, com a liderança presidiosa de Andrade, fundaria o grupo pau-brasinho, que mais tarde mudava para o povo agir. Então, quando a gente vai estudar estes movimentos, às vezes na escola, ou por si, propriedos, e a gente não entra muito nessas particularidades. Então, essa pergunta é interessante, para a gente refletir que nem sempre o movimento diz respeito a que o próprio indivíduo acredita. No ano de 1928, o Oso de Andrade publicou o manifesto antropofágico, que é considerado um texto modernista muito importante, mostra como esse movimento continuou a expandir os debates. Você podia explicar um pouquinho melhor para a gente o que foi esse manifesto, e como é que ele dialoga com a ideia da influência brasileira do primitivismo indígena, e aí, privitivismo, eu estou usando o que termo aqui entre aspas, porque é um termo da época que eles usavam, é um "eu" que estou colocando assim, né? Mas, enfim, uma espécie de entre aspas, primitivismo indígena, e africano, e de uma latinidade europeia, digamos assim, né? O que a gente pode falar sobre isso? Em maio de 1928, teve a primeira edição da revista antropofágica de Oswald, que publicou o manifesto antropofágico, encabezando o movimento antropofágico, a piscida primeira fase modernista. As ideias de manifesto são, explícitamente, aproximadas, as teodite Freud, Marx, Rousseau, e embora siga a linguagem metafórica, a refleta de aforizos, a gente melir em um tom muito mais político e radical. Os Oswald não fala mais da assobilação harmoniosa entre externo e interro, mas da deglutição, crítica das influências. da consciência do que é engenheiro e de como a indigestão cultural arruina o organismo nacional. A antropofagem do grego antropô homem, para a gente comer, é o átodo se comer carne mana, mais de maneira ritual e não enquanto o ábito alimentar, o que difere do canibalismo. A antropofagem era praticada na visão deles por comunidades que fichestavam, que é uma interédica carne do inimigo capturada, obtinha-se a suas virtudes. Essa definição aqui era o que eles acreditavam e o que eles explicavam nas entrevistas deles. Agora em que medida esse que com o disco com a comunidade indígena, aí já é outra história, né, pessoal? Então se a ideia era de usar metáforo dentro do pofad de apanitular o movimento de seu manifesto, partiu da pintura da Bapuru, de tácero do Maral, o título, algumas pessoas dizem que foi sugestão do poeta Raul Bope, que vem do Tupi. Mais outras pessoas com uma própria tarsila que eu cheguei a ler uma entrevista sobre ela, ela fala que a ideia dela mesma é que ela chegou até conferindo o dicionário para poder chegar nesse nome. Depois disso a tarsila iria pintar também a pintura negra em nossas inscrenças depois, e essa pintura também ficaria sendo muito marcante. E se a gente pensa na figura do antropofago, canibal, pecador e condenado pelo morarismo religioso, então a gente vê nessa obra antropofagia, muitas pessoas falam, não a infância talvez até do bom selvagem de russô, o primitivo socializado que consegue viver em equilíbrio, entre cultura e a natureza. Contrabalanciando a pedade ou a mão própria, uma vez que em sua sociedade não há nem propriedade privada nem em concentração do poder do Estado. Dessa forma além de criticar a história do Brasil e as consequências do processo colonial, antropofagia estabelece o horizonte utópico. Em seus parágenos o processo colonial aparece sob o símbolo até mesmo da catacase, que, além de ser o rio do iniciação cristã, invoca todos os valores, tabulos, moralismos, que vem como sua consequência, desde o patriarcado destrutiva até a negação da sexualidade do ápito de andar vestido. Ao negá-lo, se a gente ficar em seu manifesto que nunca fomos sujeitos, o hoso de ele vai assinalar a ineficança do processo que garantir que apesar de sermos supostamente civilizados no fundo o antropofago pagando o topi, africano, ainda vive em nosso íntimo, e será resgatado pelo modernismo mais cedo com mais tarde. É importante falar também, no entanto, que o hoso de não prega a pura e simples oposição a civilização moderna industrial. Na verdade, ele crie que é graças a alguns dos benefícios proporcionados por ela, que é possível a existência de formas primitivas, mas, por outro lado, somente antropofagia capaz de enxergar os elementos positivos dessa civilização, descartando que não serve ir promovendo uma revolução que é o que ele queria. O hoso de linda propõe com o seu movimento, degustação simbólica da cultura estrangeira colonizadora, afim de superar a civilização patriarcal e capitalista, transcendendo suas normas rígidas no plano social e aí os recalcos impostos no plano psicológico. E apenas com manifesto antropofago em 1928, que hoso vai descobrir a possibilidade de pensar as diferenças da cultura brasileira como o valor em si mesmo, e não mais ser avaleado pelo europeu como produtos portassais. Só antropofagia nos unes socialmente, econômicamente, filosoficamente, são essas primeiras palavras do manifesto. Já para o hoso de antropofagia também significa um tipo de redefinição da cultura brasileira e fácil a cultura matriz europeia, no movimento de autêntica independência por meio de um primitivo bem brasileiro. É importante de falar também, pessoal, que essa visão, que hoje essa visão assim como o termo primitivo, a gente tem que refletir sobre ela, né? Porque ela é usada para referir aos povos de matriz aficana e a população indígena. Então, é o que merece muito bem ser criticado e hoje indígena caiu muito em desus. E hoje existem debates sobre essa visão que eterniza a posição selvagem e a posição ao civilizar. Então é algo aí que hoje é bastante criticado porque a semana de multidós, assim como tudo veio a partir dela, é algo que está sempre sendo estudado. Recentemente saiu, agora não lembro se foi no estadans, foi na folhetção Paula, porque só chegou o printe para mim do texto sem crédito, né? Mas deu pra ver, e pela diagramação, é de algum desses jornais grantes de São Paulo. Um texto que é derivado de uma entrevista com o escritor Ruí Castro, onde ele faz críticas bem pesadas aos modernistas da semana de 22. Ele fala que, assim, ele refere a esse pessoal da semana de 22 como um banho de playboy Paulista, fala que eles arrombaram uma porta que já estava aberta porque já tinha outros modernistas antes deles ou gente que produzia coisas que já podiam ser encaixadas numa classificação de modernista e que esse. Todo esse espaço que se dá semana de 22, essa lembrança e toda essa exatação da semana teria sido uma construção tardia. Se não fale a memória, ele fala que é partido dos anos 50, encabeçada principalmente pela intelectualidade da USP. Enfim, ele faz críticas bem severas, sal e aí eu queria saber o que você pensa dessas críticas, e se quiser comentar sobre o legado da semana de 22, enfim, o que você pensa sobre essas críticas da semana de 22? Essas críticas especificamente que o Ruí Castro estava fazendo, né? Olha, aí que é importante a gente pensar com que a história trabalha, né? Então que o historiador vai se organizar frente a esses eventos. A história, a gente tudo muitas vezes, grandes processos históricos e eles são construídos, eles não ocorrem do dia para no dia. Então eu não acordo medieval, dovo medieval e a corda rena-centista, né? Eu não duro-mo, sei lá, de uma forma e acordo de ouro. Dentro, as histórias, as coisas acontecem em processos. Então quando a gente vai falar da semana de 22, o stopin que acontece ali é óbvio. Para os historiadores não, às vezes não para as pessoas que estão ouvindo aqui, né? As pessoas que não têm contato a academia, que tem coisas anteriores para que ele momenta acontecer. Então, como eu citei, a gente tem lá desde 1910, algumas manifestações, a parcela já estava expondo desde 1914, né? Então, essas coisas que vão ser acentuadas em 1902, em grande parte, se dá, se realmente, por causa da mídia, da disposição da mídia que hubria aquele evento, da forma como eles se propria um dos jornais da época, da literatura. Então, foi um momento que foi propício para que o Malim ganhá-las proporções que ganhou. Mas que já estava acontecendo, manifestações modernistas antes do momento, é claro que já estava acontecendo. Até porque não tem como alguém no belo dia criar todo o movimento do dia pra noite, se não acontece. Então, o que ele está falando? Talvez seja em respeito a isso, que às vezes a gente foca muito e estudar a semana de 22, mas esquece de falar do que venha anterior a ela de pessoas que são tão importantes para a semana de 22. Que sem elas, talvez a gente enxivesse esse movimento tão bem estruturado como a gente vai ter depois. Mas também vale a crítica no que o desrespeito é repensar nas grandes nomes também apagados pela história, um detrimento de grandes personalidades, que nesse processo também acabam sendo apagados por se tornarem mitos também, ou às vezes até genes. Então, quando a gente fala, às vezes, na parcela, ou em outros grandes símbulos, como alguns muito-mitificados, a gente também perde aquele indivíduo ali, porque o médico vai ficar acima da verdade ali. E a gente pente também nesse momento, pessoas que até então são consideradas não importantes porque preferem estudar os grandes ícones. Então nesse sentido eu acho que a crítica vale bastante. Agora em relação aos, eu não posso dizer se ela teve um papel e sentuar uma coisa ou não, mas aqui também, o historiador trabalha com escolhas. E às vezes, nem sempre nossas escolhas vão atender a todas as pessoas. E a gente tem muito ouvinte aqui no programa que estuda a história ou está pensando e entrar no curso de história, nosso programa reçou muito com o pessoal da graduação e até professores. E justamente por isso, porque eu conheço esse público, eu queria te perguntar o seguinte. Você acha que a semana de arte moderna de 22 e o movimento moderna como um todo, ainda é um campo que tem espaço para novas pesquisas, novas interpretações, novas descobertas, só você acha que o potencial desse assunto para quem quer estudar, para quem ouviu esse episódio, te ouviu falar, se interessou e quer pesquisar mais. Você acha que ainda tem muito que falar sobre esse assunto com qual é a tua perspectiva sobre isso? Colheito, eu acho que dá para falar sobre tudo assim. O historiador pergunta que ele faz para a fonte, é o que vai fazer a diferença. Então às vezes, muitas pessoas podem ter trabalhado com a mesma fonte, mas às vezes ela não vai ter a mesma perspectiva que você, não vai realizar o mês em trabalhar com você. Então, sim, tem muita coisa para ser trabalhada, até se tem, tervelmente que o mar de entrada tem, ser feito de 5 mil cartas, que dá para a gente fazer um trabalho bacana sobre essas cartas com o que ele viu em movimento da época. A gente tem muita carta de tarcido do moral, principalmente enviados a limoneta da senhora de Guitiro, então, depende de ser o recorte temporal trabalhar com a vida dessa pessoa, ali naquele perim, dá para falar muita coisa, entender a perspectiva daquele indivíduo e a história de daquele momento, como que ele se enxergava, como que ele entendia, que eles conflitos naquele momento. E claro, as próprias pinturas, que é que mais ameaira, que é o que é o mais trabalho, as próprias pinturas podem ser feitas em númeras e interpretações, podem ser trabalhadas. Lili Choac se sentiu, postou um vídeo analisando a pintura amegra da acela do moral, que ela vai comentar trazendo questões do presente para aquela obra. A gente saiu de que seria hoje essa obra amegra da acela do moral, com que ela seria recebita hoje. Que é uma visão de análise mais de de rumo. que é a questão mais vanacronismo. Mas também você pode trabalhar com as obras um sentido mais paláfes que às vezes, né? Encontar em relação com outros documentos históricos no sua pintura, estudar obra dentro do seu contexto histórico. Então, se existe várias formas de quem está interessado nesse tema de estar trabalhando com ele. É só pesquisar que acha. E claro, eu acho que o que mais hoje se necessita estudar é para fundar. Seria pensar nas manifestações regionais e manifestações anterior, essa mandarin-machigou, e o que a gente tinha falado na pergunta anterior. Que aí, meu amigo, aí tem muita coisa para ser estudada. Recomendações de leitura para que ouvive esse episódio se interessou pelo tema, gosto de história da arte e quer saber mais sobre a semana de arte moderna de 1922. Se você tivesse que recomendar três livros para quem está começando, que livro seria? Olha, tem muita coisa sobre este tema, viu? Histografia, brasileira, se debrouçam muito sobre ela e se debrouçam muito bem. Eu somos referência, né? Mas eu indicaria aracia-maral porque, como eu já tinha tido, ela foi fundamental para poder resgatar a personagem da Tarsila, então o livro chama Tarsila Sobsil Tempo. E também o livro da aracimaral que chama artes plásticas da semana de 1922. Que é mais um recorte, mas nesse livro, o primeiro que eu se ter, ela fala da Tarsila, a gente já vai conseguir uma biografia, mas também ela vai falar de toda aquele cenário da semana de 1922. Então, se você for ele, você já vai ter um contato, assim, mais geral e mais um foco nessa personagem que é considerado uma das principais. Também tem o terceiro livro, né? Que seria o da Marta Rosete Batista, que eu dessa TL é o da Unita Malfate no tempo e no espaço. Pra gente compreender não só a personagem da Unita, sua importância, mas também esse movimento anterior. E eu citei propositalmente mulheres ali que escreveram sobre mulheres, porque, como a gente falou no episódio de hoje, esse movimento é um movimento encabessado por mulheres. Então é isso, gente. Sala, eu vou te pedir pra você falar novamente do seu canal e, se quiser fazer alguma consideração final, fica vontade. Primeiro de tudo, eu queria agradecer a oportunidade de estar aqui, eu adorei o convite, eu compõi vocês desde a época do YouTube, depois me grei pra cá pro podcast, sempre é acompanhoso bastante. Então, eu estou muito feliz de estar aqui participando e eu queria convidar vocês pra tá conhecendo meu trabalho de divulgação científico no YouTube, onde eu posto o vídeo sobre história da arte, na história da arte, no forma geral, assim, não só do Brasil, mas arte europeia, também, o landese por aí vai. Então, espero que vocês tenham gostado desse episódio, gostei de me participar, espero que vocês também possam estar conhecendo meu trabalho. E muito obrigado, Iqlis, mais uma vez, pelo oportunidade. Eu que te agradeço por estar aqui e vocês que estão ouvindo, se vocês quiserem chegar no canal da Sara, vou facilitar bastante pra vocês, tá? No post desse episódio, no nosso site, históriafeme.com, centra no site, clica na capa do história FM, clica no post desse episódio, e lá vai ter o link pra vocês acessarem o canal da Sara, além da ficha técnica com os créditos de todo o episódio. Inclusive, esse roteiro foi feito numa parceria com o Victor Alexandre, que é a historiador, que também faz roteiros pro estonem-me a hora, que é um cara que vai com quem eu estou firmando uma parceria pra alguns episódios daqui pra frente. Então, esse episódio é uma espécie de boas vindas ao Victor, né? E é isso! Muito obrigado a todo mundo que eu ouviu, até o final, não se esqueçam de que a gente tenha uma campanha no apoia, essa que financiou e spotquece. Se vocês puderem colaborar com 2h10 por mês, vocês financiam todos os pós-questa casa, e com 5 raiz por mês vocês podem ouvir os episódios com antecedência. Então é isso, muito obrigado, e até a próxima! Esse podcast foi financiado por nossos colaboradores no apoia.access apoia.se/obrigaestória e contribua pra manter esse projeto educacional gratuito, no vídeo.

Podcast Summary

Key Points:

  1. - A Semana de Arte Moderna de 1922 ocorreu no contexto de transformações políticas, sociais e econômicas no Brasil, como industrialização, urbanização e imigração. - Artistas e intelectuais brasileiros, influenciados por vanguardas europeias (futurismo, cubismo, dadaísmo), buscavam romper com a arte acadêmica tradicional. - O modernismo brasileiro valorizava a liberdade criativa, a crítica social e a incorporação de elementos da cultura popular e cotidiana do país. - Houve contradições no movimento, pois a Semana foi inserida nas comemorações do centenário da Independência, evento caro a setores conservadores. - A arte modernista refletia insatisfações políticas e sociais, com obras que abordavam questões como identidade nacional e desigualdades.

Summary:

A Semana de Arte Moderna de 1922, liderada por artistas como Anita Malfatti, Tarsila do Amaral e Oswald de Andrade, marcou uma ruptura com a arte acadêmica no Brasil. O evento ocorreu em um período de intensas mudanças: industrialização, crescimento urbano, imigração e tensões políticas, como o tenentismo e a criação do Partido Comunista. Os modernistas, inspirados por vanguardas europeias, buscavam expressar a nova realidade brasileira, rejeitando o conservadorismo cultural representado por figuras como Monteiro Lobato.

Eles propunham uma arte livre, que valorizasse o cotidiano, a crítica social e elementos nacionais, como as cores e temas caipiras. Apesar de seu caráter progressista, a Semana foi inserida nas comemorações do centenário da Independência, evento de apelo conservador, evidenciando contradições inerentes ao movimento. Os artistas não apenas romperam com padrões estéticos renascentistas, mas também usaram a arte como veículo de debate político, como nas obras de Tarsila que retratavam operários.

A antropofagia cultural, conceito central do modernismo, permitiu a inspiração em fontes estrangeiras sem perder a identidade brasileira. Assim, a Semana de 22 não foi apenas um marco artístico, mas também um reflexo das tensões e transformações de um Brasil em busca de sua própria modernidade.

FAQs

A Semana de 22, também chamada de Semana de Arte Moderna, foi um evento realizado em 1922 que marcou a introdução do modernismo no Brasil, buscando romper com a arte acadêmica tradicional.

O Brasil passava por industrialização, urbanização e migrações, com influências de movimentos como o tenentismo e a insatisfação política. Artistas e intelectuais da elite paulista, que estudaram na Europa, trouxeram ideias vanguardistas.

Eles queriam romper com a estética acadêmica, que imitava a natureza, e adotar formas livres, valorizando o cotidiano, a crítica social e características brasileiras, como cores e temas regionais.

Apesar de ser um evento progressista, ele ocorreu no calendário de comemoração da Independência, que era querido por setores conservadores. Isso reflete as contradições internas dos movimentos artísticos.

Artistas como Anita Malfatti, Tarsila do Amaral e Oswald de Andrade foram influenciados por vanguardas europeias, como o futurismo e o dadaísmo, mas buscaram criar uma arte autenticamente brasileira.

A circularidade cultural, conceito de Carlo Ginzburg, mostra que a arte da elite e a popular se influenciam mutuamente. Os modernistas, da elite, incorporaram elementos da cultura popular brasileira.

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