#08 - Quer ser um missionário? Entenda o contexto!
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O podcast da Escola de Missão Transcultural aborda a importância da contextualização do evangelho como um processo essencial para a missão. Inspirado no modelo de Jesus, que se encarnou para viver e comunicar a mensagem de forma próxima, o pastor Díter Brum destaca que os missionários devem se integrar culturalmente, vivendo como as pessoas locais, respeitando suas tradições, costumes e formas de vida. A comunicação eficaz exige o uso da língua nativa, o respeito ao gênero e à idade, e a adaptação da mensagem com base na realidade cultural. A contextualização bíblica fiel envolve o estudo da cultura, a discussão com a comunidade local e a criação de alternativas para práticas locais que contradizem a Bíblia. Essa abordagem, baseada em 1 Coríntios 9, demonstra que o missionário precisa se tornar "parecido" com os outros para que o evangelho seja compreendido e aceito. O processo exige paciência, tempo e intencionalidade, e é fundamental para que a mensagem chegue com relevância, se torne aplicável e gere transformação. A avaliação final é feita por meio de três perguntas: se o evangelho é relevante para a vida da pessoa, se os princípios cristãos são compreendidos na cultura local e se os valores são aplicados no dia a dia. Assim, a contextualização não é apenas uma técnica, mas um ato de amor, respeito e obediência à Bíblia, que permite que o evangelho seja vivido e transmitido de forma autêntica e eficaz em qualquer cultura.
Send me um podcast da Escola de Missão Transcultural,
introdução de pastor Dolbla Silva e aulas com especialistas na área de missão ao redor do mundo.
Na aula de hoje nós vamos falar um pouquinho sobre contextualização. Quando eu olho para a vida de Jesus e o seu ministério,
eu percebo que Jesus ele tinha algumas características muito importantes quando falamos a respeito de contextualização.
Por exemplo, Jesus sempre estava pronto a ouvir as necessidades das pessoas, saber o que elas queriam, o que elas precisavam,
até mesmo coeram as suas expectativas, pois bem isso fazia com que Jesus pudesse ter uma noção maior ou melhor de como ele poderia ajudar aquela pessoa,
entendendo também o contexto em que ela estava inserida, o contexto em que ela vivia.
Pois essas características precisam ser observadas e também praticadas por aqueles que querem pregar o evangelho de forma contextualizada.
Hoje, para falar sobre esse assunto sobre este tema, nós vamos ouvir mais uma vez o pastor Díter Brum,
ou Díter Gustavo, para alguns que já o conhecem aí, né? O pastor Díter já esteve conosco, participando,
e eu fico feliz que ele vai poder falar sobre este assunto, porque eu entendo que ele é um dos camaradas mais capacitados
para falar sobre contextualização. Uma vez que o pastor Díter Pôde e teve o privilégio de conviver
durante cinco anos na Ásia, onde ele ficou inserido ali numa outra cultura, buscando também a contextualização,
aprendendo muito demais para cumprir o seu propósito. Então, hoje vamos ouvir e falar um pouquinho sobre esse tema,
agradecemos aí mais uma vez para o pastor Díter e agora vamos beber dessa fonte e somos todos ouvidos.
Olá, meu amigo, minha amiga, tudo bem contigo? Espero que você esteja aí bem de saúde. Não sei se estou falando contigo pela manhã,
tarde ou à noite. Mas, independente disso, quero te parabénizar por estar aqui acompanhando essa série tão especial.
O meu nome é Díter Bruns. Eu sou o pastor, sou coordenador do Instituto de Missões aqui da União Sul,
e também trabalha aqui no IAP, que é o nosso Instituto Adventista para na ínsia. Aqui no IAP nós temos uma agência de voluntariado
que chama se ativa. Se você quiser acompanhar um pouquinho das atividades de voluntariado, de missão,
aqui do IAP segue lá, a gente no Instagram, a roba ativa voluntariado, tudo junto. Você sabe que a gente tem falado muito
aí, do preparo, para a missão, do preparo, para o voluntariado. E hoje eu quero conversar com você sobre algo
que é, talvez, o grande centro do processo de voluntariado. Hoje eu quero conversar com você sobre aquilo que talvez seja
o grande sérgio, o grande centro do processo missionário. Quando você vai fazer missão em algum lugar,
o que é o centro? O que é que é, talvez, um dos itens mais importantes. Nós vamos falar hoje sobre contextualização,
ou então, o modelo incarnacional de contextualização. Por que a gente usa essas palavras assim tão longas?
Quando a gente fala de encarnação, a gente lembra de Jesus, né? Você lembra que Jesus deixou o céu
e veio viver como um de nós. Nasceu como um bebezinho, né? Teve aí o seu crescimento, se desenvolver, se tornou um homem.
Jesus viveu em nós, se encarnou e estando em nós, ele pode comunicar a mensagem que Deus desejava que ele comunicasse
aqui no nosso meio. Então, quando a gente fala do modelo incarnacional de contextualização, estamos falando de Jesus
desse processo de se encarnar de ser um com aquelas pessoas que estão ao redor ali dele. Quando você vai pro
campo missionário, você também precisa se encarnar de uma determinada forma. Você precisa compreender como é a vida
no local e viver de forma próxima, parecida com as pessoas. Mas é claro, isso precisa ser feito com uma série de critérios.
Então, a gente vai mencionar bastante a palavra contextualização. Sempre que eu falar hoje de contextualização para você,
entenda esse ato de tentar fazer ficar parecido, tentar transmitir de uma forma que seja compreensível,
aquilo que você deseja transmitir. Quando a gente fala em contextualização, em resumo nós estamos basicamente
traduzindo o evangelho para a cultura local. Existe uma frase sobre contextualização que fala o seguinte,
contextualização, envolve a apresentar as verdades imutáveis do evangelho dentro dos contextos dinâmicos
de cultura e cosmofisa, ou seja, contextualizar o evangelho no meio de uma sociedade que muda tanto,
tem tantas coisas acontecendo todo o tempo aí, não é? Os conceitos sociais, os conceitos de cultura vão mudando
com o tempo, mas o evangelho é imutável. E como é que você agora consegue traduzir e apresentar esse evangelho para
pessoas que estão em constante mudança, é preciso fazer esse processo de uma tradução. Essa tradução, ela basicamente
vai apresentar o evangelho de uma maneira que as pessoas entendam. Então, veja, a gente tem que lembrar de alguns detalhes
nesse processo todo aí. Esse processo de encarnação, esse processo de contextualização, como eu falei para você,
é com Deus. No jardim de Eden, Deus vinha todos os dias para se encontrar com o seu povo, com Adam e Eva, com as suas criaturas.
Veja, Deus vinha se encontrava pessoalmente com o ser humano, para se identificar com o ser humano.
O tempo passou e lá no tabernáculo, no deserto, Deus também se apresentava, agora de uma forma talvez não tão visível,
mas ainda se encivia através de uma nuvem à presença de Deus. Você tem também outros exemplos, não é,
quando os profetas falavam, falavam em nome de Deus. Então, perceba, Deus é um Deus que se identifica com o seu povo,
um Deus que se aproxima do seu povo, um Deus que renta, compartilhar e traduzir a mensagem para o seu povo.
A gente precisa lembrar que o nosso grande modelo de identificação, de encarnação, de contextualização,
é Jesus. Ele fez uma série de atividades, ele viveu de uma determinada forma, justamente para que a gente pudesse
aprender o que estava sendo falado. Nós temos também, na Bíblia, um exemplo, e eu gosto muito desse texto de Paulo,
que está lá em 1 Corinthians 9, se você quiser ler esse texto, é muito bom, é um texto já conhecido,
mas é um texto que ele deixa bem claro como que é esse processo de contextualização dentro da Bíblia.
Paulo, quando se aproximava das pessoas para falar com elas, fazia de tudo para que as pessoas pudessem entendê-lo.
Em 1 Corinthians 9, ele explica para a gente qual era a estratégia que ele utilizava nesse processo de contextualização, de encarnação.
Eu vou ler aqui alguns versos, eu vou ler do verso 19 até o 23, mas eu queria de convidar depois separar um tempo para você,
por conta, sozinho, bem concentrado, ler esse texto e procurá-la entender os detalhes dele.
1 Corinthians 9, 19, indiente, diz assim, "Por que embora seja livre de todos, fiz-me, escravo de todos,
para ganhar o maior número possível de pessoas, tornei-me e judeu para com os judeus, afim de ganhar os judeus,
para com os que estão de baixo da lei, tornei-me, como se estivesse sujeito a lei, embora eu mesmo não esteja de baixo da lei,
afim de ganhar os que estão de baixo da lei, para os que estão sem lei, tornei-me como sem lei,
embora eu não esteja livre da lei de Deus, mas sim soube a lei de Deus.
Fiz isso a fim de ganhar os que não têm lei. Ele continua aí, olha essa frase aqui, para com os fracos,
tornei-me fraco, para ganhar os fracos. Na sequência, mais uma perla, tornei-me tudo para com todos,
para de alguma forma salvar alguns. Faço tudo isso por causa do evangelho para ser com o participante dele.
Tem alguns princípios aqui nesse texto, gente, que é impressionante, o primeiro de todos,
está já no verso 19, que é o seguinte, Paulo já está falando que ele fez isso,
ele se submeteu a esse processo de contextualização para ganhar o maior número possível de pessoas,
mas entendendo que ele não ganharia todos. Quando você for para missão, quando você estiver trabalhando lá,
entenda que você vai poder tentar ganhar o maior número possível de pessoas,
mas não tem como ganhar a todos. Algumas pessoas simplesmente não aceitarão.
Esse é um princípio que, infelizmente, é real. Algumas pessoas não aceitarão.
Paulo utilizou essa estratégia de agir como aquelas pessoas agiam. Então, para com o judeus,
ele agia como o judeu. Para quem não tinha lei, ele fazia como se não tivesse lei.
Para quem era fraco, ele também agia como fraco.
E ele resume isso, dizendo assim, eu fiz tudo para com todos, para de alguma forma salvar alguns.
Basicamente, a ideia que a gente tem aqui,
é o que é se tornar parecido, é agir de forma parecida com as pessoas da cultura do local que você estava vivendo.
Interessante porque existe um grande missionário, um dos grandes missionários da história chamado "Rudson Taylor",
que foi o primeiro missionário que foi enviado por o interior da China.
E a história fala que "Rudson Taylor" quando ele foi enviado, na verdade ele decidiu ir,
mas aí buscou suporte e uma determinada associação enviou para o interior da China.
Fala que quando ele chegou lá ele viu que as pessoas se vestiam diferente,
tinham corte de cabelo diferente, e para que ele pudesse ser mais bem aceito.
No contexto que ele estava vivendo lá no interior da China,
ele passou a vestir-se como os chineses, ele cortou o seu cabelo como os chineses,
e passou a ser identificado ali no meio dos chineses como sendo alguém muito próximo deles.
Ele aprendeu a língua, foi responsável por ajudar a traduzir a Bíblia,
então há uma série de atribuições do que o "Rudson Taylor" fez,
que basicamente discreve aqui o que Paulo também estava querendo dizer em primeiro 49.
Esse processo de contextualização, de encarnação,
ele tem que ver sim com essa coisa de como se por estar dentro dessas sociedades.
É lógico que hoje a gente vive no mundo um pouco mais complexo.
Hoje nós temos o politicamente correto, temos uma série de outras questões
que precisam ser levados em conta, às vezes você chegar num local,
e vestir-se, por exemplo, de muçulmano pode não ser bem aceito,
se você é cristão, por exemplo.
Então é necessário fazer um estudo, obviamente, do lugar que você vai,
para não dar mancada também, para não ir pro outro lado e acabar gerando um problema.
A contextualização, como a gente mencionou no começo,
é uma tradução que precisa chegar até aquelas pessoas.
As pessoas que ouvem a mensagem precisam entender o que está acontecendo.
E obviamente, para isso, você que é o mensageiro,
você precisa estar perto das pessoas.
Você precisa servir as pessoas, você tem que estar junto com as pessoas.
Se misturar ali no meio delas,
vivendo da forma mais parecida com a vida delas.
Você vai lá para um outro país,
e você chega lá e descobre que a comida lá é muito diferente da sua.
Aí você tem duas opções, ou você prova aquela comida
e decide experimentar, quem sabe gostar daquela alimentação ali,
ou você começa a fazer cara reia, fazer cara de nojinho.
O que você acha que vai dar mais certo?
Se as pessoas olham para você e vê você ali fazendo poucos casos
da alimentação delas, fazendo poucos casos da vida delas,
mas você pensa que vai ser a reação das pessoas.
A gente tem que tomar muito cuidado com esses detalhes,
porque em algumas culturas isso é praticamente inaceitável.
Eu falei para você na outra aula que eu tive a oportunidade de gravar aqui,
que eu vivi lá no país asiático, o maior país da Ásia.
E foi impressionante porque lá existe um pouco dessa cultura.
Quando as pessoas te oferecem alguma comida e você nega,
é muito rude, é muito mal educado se você negar uma comida.
Porque a pessoa está chamando para sair com ela essa forma
de ser um bom afitrião, de ser um bom host ali.
Então as pessoas te chamam para sair com elas.
Elas querem conhecer você, quer entender você, se você nega,
já era um problema tremendo, então veja.
Quando você está nesse processo de encarnação,
você tem que aos poucos tentar se mesclar com a cultura,
entender como funciona a vida lá, entender a alimentação,
entender os hábitos e, obviamente, guardadas aí as devidas proporções,
você tem que se apoderar daquela cultura,
você tem que, basicamente, viver a vida como as pessoas lá vivem.
Esse é um processo que não é muito simples,
mas é um processo recompensador.
Ele toma um tempo para ele acontecer naturalmente,
mas se você decide fazer dessa forma com certeza,
você vai colher os frutos no futuro.
E tem mais um detalhe super importante aqui nesse processo.
Quando você se apodera da cultura local,
quando você passa a comer como as pessoas comem,
andar como as pessoas andam, se comportar de forma parecida,
mas, basicamente, você está dizendo para aquelas pessoas,
o seguinte, olha, a forma de vida de vocês é que é boa,
é valiosa, eu respeito essa forma de vida.
Você, à medida que você passa a desfrutar da comida daquele local,
você também diz, "Oh, eu não sou superior ou melhor do que vocês,
eu sou como vocês, eu gosto de vocês,
eu quero entender vocês melhor, eu quero aprender com vocês".
Isso é muito notável, quando, por exemplo, você descobre
ali uma comida, uma refeição, um prato que você gosta,
e você fala para alguém, "Se eu queria aprender cozinhar esse prato".
Eu lembro que nós vivemos essa experiência algumas vezes,
e sempre que a gente falava "Se eu olhar a mês esse prato,
o que delícia, o que comida maravilhosa".
Será que tem alguém que pode ensinar?
E aparecer um voluntário de tudo que é lugar,
muita gente querendo ensinar, porque as pessoas se sentem valorizadas amadas,
quando você fala para elas "Cara, gostei disso aqui que você está fazendo,
eu gostei dessa sua comida".
Isso que você come todos os dias aqui, para mim é agradável.
E aí você acaba demonstrando amor, demonstrando o valor que aquela cultura tem para você.
Agora, imagine por outro lado, se você vive no meio do povo,
mas sempre que te oferece alguma coisa, você faz cara feio, você nega,
e eu falo isso porque a gente teve a oportunidade de conviver com pessoas
que infelizmente fizeram isso, dentro de um contexto de missão,
a gente viu um ou dois casos em que a pessoa negou, fez a licar de nojo,
sabe, é muito desagradável e é muito triste ver isso acontecendo.
O processo de encarnação, portanto, ele não é um processo simples,
porque às vezes você vai comer algo diferente e é bem diferente mesmo.
A foto, o visual, é diferente da sua comida que você está acostumada a comer aqui no teu país.
Você vai para lá, olha para aquilo ali, uma comida toda esquisita para você,
você falo por chave de agora, como não como.
Então, às vezes, quando você está num contexto diferente,
e você vê, por exemplo, uma alimentação diferente, se você fica nessa dúvida,
obviamente que você vai entender o quê, do que que se trata aquele alimento, pode perguntar,
mas pelo menos prove, pelo menos demonstra algum tipo de interesse,
porque com isso você demonstra essa abertura para com as pessoas e as pessoas valorizam isso.
Seria muito estranho, se você, por exemplo, receber-se uma visita na sua casa,
e você prepara ali com todo o capricho, uma sobremesa muito especial,
quando você coloca na mesa, aquela pessoa faz cara de nojo para ter sobremesa,
que você passou ali horas, quem sabe fazendo.
Então, mais ou menos nesse contexto,
a medida que a gente vai conhecendo a cultura é interessante que a gente vai também mergulhando,
ela é provando ela sempre conceitos, sem uma série de restrições,
sem demonstrar que a gente está com medo, preocupado, ou até mesmo nojo, às vezes, porque é diferente.
É necessário paciência, é necessário fazer isso com calma,
e nem sempre você vai gostar de imediato daquilo que você está provando,
daquela experiência que você está vivendo,
mas com todo o amor que você recebeu de Deus, você vai aos poucos tentar transmitir,
e também se amou às outras pessoas.
Quando se trata de comunicar o evangelho no outro país, numa outra cultura,
a gente precisa levar em conta uma série de aspectos importantes.
O primeiro é que, inevitabilmente, a pessoa que está comunicando o evangelho,
essa pessoa que a gente chama de voluntário, de missionário,
a pessoa que vai de alguma forma compartilhar esse evangelho,
ela precisa compreender algumas questões.
Eu tenho aqui uma citação, que foi traduzida livremente de um livro
que eu acho que ainda não está no Brasil,
é um livro chamado Introduction to Adventist Mission,
é um livro ex-serietario como introdução à missão à diventista do Gordon Doss.
Ele é o esposo da Cheryl Doss, que escreveu esse livro que você já conhece,
aí eu passava porte para missão. É um excelente livro.
Acredito que, em algum momento, ele vai vir a ser traduzido pro Brasil também,
mas tem uma frase que chama muita atenção, eu queria ler com você,
a vez a gente ler, vai dando umas pausas aqui para analisar.
Ele fala assim, todo comunicador cristão tem um conjunto de métodos habituais,
preferidos de comunicação, que são moldados por sua idade,
gênero, temperamento pessoal, família, cultura, educação e experiência.
Ou seja, o que ele está querendo dizer aqui,
é que todo mundo tem um jeito de falar, todo mundo tem um jeito de comunicar certas verdades.
E esse jeito de acordo com o Gordon Doss, tem que ver com a idade da pessoa,
tem que ver com o fato de se ler homem ou mulher, tem que ver com seu temperamento,
sua família, de onde ele vem, a educação que ele teve, a experiência, enfim.
Aí ele continua, e ele fala assim, sem adaptação consciente,
eles irão se comunicar exatamente da mesma maneira quase em qualquer lugar do mundo.
Até a certo ponto, isso é inevitável e aceitável.
Nós somos quem somos onde estivermos, com tudo, entender as necessidades do receptor
pode nos ajudar a mudar os métodos habituados para o bem do Evangelho.
Isso aqui é muito forte, gente, muito forte mesmo, porque. o que acontece aqui? Basicamente o Gordon Dosta falando assim ó, se o indivíduo que tem um jeitão
típico de comunicar as verdades, comunicar uma determinada frase, um determinado conhecimento,
se ele não adaptar esse conhecimento, focando naquele público que vai receber, tentando traduzir e
adaptar para aquelas pessoas, ele vai fazer essa comunicação do jeitão dele e pronto,
ele vai se comunicar lá no Japão, do mesmo jeito que ele se comunicaria aqui. Qual que é o problema disso?
O problema disso é que aí a efetividade da mensagem ela diminui, a eficácia da mensagem ela diminui,
na hora que o sujeito está comunicando, ele simplesmente está comunicando do jeito dele,
mas isso não significa que o receptor lá, aquela pessoa que está ouvindo, ela está entendendo do jeito
que ela interpreta o mundo, então isso aqui é muito forte, é muito interessante a gente entender isso aqui,
o que é que eu tenho de fazer então, para que quando eu fale a pessoa lá entenda, aí a importância
de conhecer a cultura local, aí a importância de conhecer os hábitos locais, a importância de entender
porque as pessoas hagem de uma determinada forma, porque as pessoas têm certas crenças e se você
entendem de um pouco da realidade da pessoa você consegue adaptar aquilo que você vai falar,
é basicamente a mesma coisa acontece no mundo do marketing, às vezes a empresa lá, vamos colocar aqui
o nome de uma empresa, sei lá, McDonald's, né, hamburgues aí, McDonald's decide fazer uma campanha lá nos Estados Unidos
e eles fazem a campanha focado no público americano, se acha que essa mesma campanha, se ele levar lá para o Japão
e aplicar igualzinho, ele aplica nos Estados Unidos, vai ter os mesmos resultados, certamente não,
da mesma forma que no Brasil a campanha não irá ser outra, porque é porque o foco é quem, é o receptor,
aquela pessoa que está ouvindo, aquela pessoa que está recebendo a mensagem, nesse processo de contextualização,
a gente precisa entender isso aqui, existe um processo de comunicação envolvido aí,
e o que é comunicação, que elementos que existem na comunicação, primeiro que você quando comunicar,
algo você envia uma mensagem, mas o fato de você enviar não significa que o outro recebeu,
recebeu já o segundo passo, agora o fato dele receber não significa que ele entendeu,
ele ainda vai precisar entender, aí depois tem mais um passo que ele vai precisar responder a sua mensagem
e quando ele responde aí você confirma que aquilo que você enviou foi recebido, entendido e você teve esse retorno,
então perceba, comunicação tem uma série de passos, quando a gente comunica no nosso idioma, a gente já entende esses passos,
imagine você agora comunicando num outro idioma, numa outra cultura, numa outra realidade, então isso é importante você entender,
e percebe assim como é que eu faço, então para que esses passos da comunicação aconteçam da melhor forma, vamos pensar,
eu vou enviar a mensagem, tem que ser clara, tem que ser simples, tem que ser fácil da outra pessoa entender, receber aquela mensagem,
e ela precisa de alguma forma responder, né, elas vezes vai responder com um gesto de mãos, fazendo olha,
no nosso caso a gente faz o dedo para cima, o joinha que a gente chama, entendi, talvez em outra cultura não seja assim que a pessoa responda,
talvez ela vai simplesmente balançar a cabeça, talvez ela vai escrever alguma coisa, vai falar alguma coisa, mas aos poucos,
você vai perceber esses elementos da comunicação e você vai tendo que adaptar a sua mensagem e isso aí,
como é que é uma comunicação transcultural, uma comunicação fora da sua cultura que é efetiva,
primeiro que quando você comunica algo na língua nativa da pessoa, você consegue comunicar melhor,
como é que funciona esse processo de comunicação quando você está em outra cultura?
Como é que você faz para comunicar do jeito certo que a pessoa entenda?
O primeiro segredo é justamente sempre que possível falando a língua da pessoa, porque por exemplo, se você está aqui na sua casa,
e vem a alguém lá, é do outro lado do mundo, lá, sei lá, da Tailândia,
a pessoa vai falar com você, se ela falar a língua dela, vai dar muito certo, não sei o que você falha da Tailândia,
ela pode falar em inglês e talvez você entenda, mas se ela falar português com certeza, você vai entender,
e o grande detalhe é que além de você entender, você ouvindo um gringo, um estrangeiro,
falando a sua língua, você vai falar "puxa vida que legal, e fala minha língua",
esse mesmo sentimento existe quando você vai para outra cultura,
mas não existe nenhuma língua mais doce para o ouvido de uma pessoa que é sua própria língua,
por isso, que nesse processo de encarnação, de contextualização, você aprender a língua lá do local é essencial,
então, de repente, você sai do Brasil e vai fazer missão na Espanha,
você tem que falar a Espanha, vai fazer missão na Rússia, você tem que aprender o rúso,
"Ah, pastor, mas eu não tenho ainda o domingo da língua", então aprenda, obviamente, a língua ponte, que é o inglês,
e quando você chegar lá, você vai esturar esses forços e também vai dar certo.
Outra coisa importante, aí nesse processo de comunicação fora da sua cultura, transcultural,
é entender a idade das pessoas e também o gênero, porque, veja, dependendo da cultura, o respeito aos idosos,
é a forma mais rápida de você ganhar atenção ali, se você respeitar os idosos,
você também vai ser ouvido, a questão de, em alguns contextos, a comunicação, ela ter que existir,
por exemplo, uma mulher, só pode falar com uma mulher ou um homem, só pode falar com um homem,
isso existe em várias regiões do nosso planeta, se, de repente, você quebra essa regra
e você vai lá como homem falar com uma mulher, dependendo do país, você pode ser preso,
você pode ser rejeitado ali por aquele grupo, porque você não seguiu a regra cultural,
então esteja atento essa questão de idade, a questão de gênero também, você vai falar com homem,
você vai falar como mulher, como vai falar, de forma geral, tem um dado que fala o seguinte,
que mais de 60% da população vai ter muito mais facilidade para aprender ou vindo algo do que vendo,
alguma coisa, então por isso que é uma dramatização, contar uma história, tentar ilustrar da melhor maneira possível,
algo que você está ensinando, é uma ferramenta muito forte, e aí claro, você pode usar aí vídeos,
pode castes, você pode criar o conteúdo ali local, entendendo com as pessoas ali o que poderia ser transmitido,
como transmitir da melhor forma, mas é fato que se você segue algumas dessas dicas como falar a língua da pessoa,
tentar respeitar os idosos, entender se você pode falar com mulheres ou homens, como que você vai falar,
se você segue essas regras, você vai entendendo como fazer uma comunicação efetiva,
uma comunicação que chega a coração daquelas pessoas.
Bem gente, o fato indiscutível é que esse processo de contextualizar, ele é muito importante,
precisa acontecer, e é fato que nesse processo de contextualização tem alguns elementos que a gente tem que levar em conta,
por exemplo, a cultura é aquilo que a gente chamaria de o filtro, a lente, que molda, que determina o que as pessoas entendem ao redor delas,
então hoje a questão maior não é contextualizar ou não, viver esse processo de encarnação ou não,
mas a questão é como viver esse processo de forma efetiva, porque veja, quanto maiores as barreiras que existem,
seja essas barreiras religiosas, culturais ou da língua do idioma, mas desafiadora é essa contextualização, esse processo de encarnação.
Então, por exemplo, você ter uma pessoa que é batista, se convertendo ao adventismo, seria como se fosse um nível 1,
um nível básico, vamos colocar assim, agora você ter um muço humano, por exemplo, se converter ao adventismo, seria como se fosse um nível 10,
é algo muito mais complexo, por que? Porque a distância cultural, a distância religiosa, até mesmo da língua, ela é muito maior.
Então, esse processo de contextualização, ele fica mais difícil, a medida que a cultura vai sendo mais distante,
as barreiras vão sendo mais distantes. No processo da comunicação, não importa com o cheia de poder, a mensagem que está sendo enviada, ela é vista aos olhos de quem envia.
Então, às vezes, a pessoa fala com toda aquela convicção e acha que está saindo assim com todo o poder do mundo, mas isso não importa muito.
O que, na verdade, importa, é como essa mensagem é recebida ao lado do outro lado, do lado dessas diferenças religiosas, dessas diferenças culturais e linguísticas.
Então, por isso que é tão difícil, às vezes, você trabalhar com pessoas de culturas muito diferentes da sua.
Porque você tem que mergulhar no universo da outra pessoa para assim falar a linguagem dela, uma mensagem que ela recebida de forma errada,
faz basicamente com que aquela pessoa está recebendo essa mensagem, rejeitem essa mensagem, ou completamente, ou até aceitem ela de forma parcial, ou mesmo distorcida,
e aí a gente gera um outro problema, que é chamado "sincretismo", a gente nem vai entrar nessa conversa hoje e falar de "sincretismo", mas perceba, às vezes, até mais complicado que aquela pessoa entenda de forma parcial do que ela não entenda nada.
Então, assim, o elemento comunicador, a pessoa que está comunicando, ou seja, um missionário, o voluntário, ele tem que entender que não importa quanto poder, quanta ênfase, quanta clareza ele coloca aqui,
importa o que chega do outro lado, por isso, que tem que ter realmente essa preocupação de ser intencional nessa contextualização, porque aí você acaba elevando a qualidade dessa evangelização,
essa intencionalidade no processo de contextualizar, no processo de socialização, nessa intencionalidade, no processo de contextualizar, no processo de socialização,
de se encarnar, ela tem um nome, ela é chamada de contextualização bíblica fiel, o que seria isso?
Esse processo de contextualização bíblica fiel, ele acontece quando a pessoa estuda a cultura local para
entender o que está acontecendo lá, ele acontece quando depois de a pessoa entender toda a cultura, ela desenvolve
ou ela utiliza um estudo bíblico que é focado naquela cultura para falar de uma forma que as pessoas entendam,
essa pessoa abre discussões naquela comunidade local, ela permite que os locais, as pessoas que morrem naquele
lugar falem das suas preocupações, e aí nessa troca de ideias a pessoa vai percebendo como que ela pode
transmitir os princípios da Bíblica, então por exemplo assim, a medida que a pessoa conhece a cultura local
ela pode chamar pessoas ali daquele lugar e falar, do que se faz aqui, o que é que é aprovado na Bíblica?
do que se faz aqui, o que é que a Bíblica não fala nada, o que é proibido pela Bíblica, e aí se começa a fazer
uma análise, isso é a chamada contextualização bíblica fiel, e isso obviamente traz um, vamos dizer
alguns problemas, alguns desafios posteriores, por exemplo, a medida que você deixa claro para
que aquelas pessoas ali, que um elemento daquela cultura, ele é proibido pela Bíblica considerado pecado,
você tem que oferecer uma outra alternativa, então naquela cultura é muito comum as pessoas beberem bebida
alcólica, o que é que você vai fazer, quando você de repente ter uma cultura que a maioria das pessoas
foi cantar um bar, um local lá que eles vão tomar alguma coisa alcólica, você tem que substituir,
e aí de repente você pode desenvolver um centro lá de vida saudável, onde se oferece, sei lá, sucos, bebidas refrescantes,
um chá, um outro negócio, que não faça o mesmo mal da Bíblica alcólica, mas que continuem agregando
as pessoas, eu percebesse tudo uma combinação de elementos que podem ser feitos, aí você pode até mesmo
estabelecer ministérios, que a gente chamaria de ministérios de transformação, aquelas ministérias
assim, pra atender as necessidades daquela comunidade local, e realmente trazer pra elas ali a opção
de substituir o ruim pelo bom, é um processo, como eu falei desde o começo, que não é muito simples,
contextualização e encarnação exige muito domicionário da pessoa, mas é um processo que se feito,
vai ter um resultado potencial bonito, um resultado incrível com as pessoas, as pessoas vão estar abertas,
a receber a mensagem, porque a mensagem chegou pra elas de forma que elas entenderam, pra isso obviamente
tem todos esses elementos aqui, aí esses últimos que eu mencionei pra você, que é o que você estudar cultura,
você ter um estudo da Bíblica focado naquela comunidade, você conversar com as pessoas da li e explicar o que a
Bíblica traz, como sendo positivo naquela sociedade, o que que é negativo naquela sociedade, ao mesmo tempo que você oferece
alternativas, tira o que é pecado, coloca uma coisa boa no lugar, e aí começa a criação de ministérias naquele local,
todo esse processo, ele obviamente demanda tempo, demanda à ciência, mas ele traz uns resultados muito interessantes,
o Evangelho, ele é um chamado pra uma vida toda a diferença, então a igreja passa a seria, ela é parte
de uma comunidade cultural, ela é parte do povo de Deus, então esse processo de contextualizar, nada mais é que
matar a área da igreja, da gente viver fialmente o Evangelho, e ao mesmo tempo transmitilo numa cultura que é moldada por
crenças totalmente diferentes, você vai concordar comigo que hoje o mundo anda numa direção, sempre foi assim na verdade,
o mundo anda numa direção, a igreja anda em outra, totalmente distinta, e pra compartilhar do Evangelho você precisa fazer
uma etapa, um processo, então a contextualização, nada mais é que a tarefa diária, de você encontrar maneiras de viver o Evangelho
em todos os aspectos da sua vida, mesmo em meio a uma cultura que é totalmente contrária, a cultura religiosa, a cultura da igreja, a cultura do reino,
tudo isso aí é necessário fazer com que as pessoas percebam que Deus fala a língua delas,
na cultura delas, na casa delas, no dia a dia delas, então nesse processo é necessário fazer com que as pessoas percebam
aquelas pessoas do lugar que você tá ali trabalhando, elas têm que notar que Deus fala na língua delas, falar na cultura delas, na casa, no jeito tão delas, no dia a dia delas
é claro que nem todo mundo vai aceitar esse evangelho, nem todo mundo vai aceitar que você vai lá e tá dusa e entregue esse evangelho de uma forma que ela entenda,
obviamente que vai ter momentos em que vai haver confronto da palavra com a cultura, isso pode acontecer e até mesmo a rejeição da mensagem bíblica,
o próprio Paulo falou que ele fez de tudo, de todos os modos, para salvar alguns, porque nem todos obviamente vão aceitar tudo, mas é possível sim que muitos aceitem,
que muitos sejam transformados por esse evangelho, entendam o que você como missionário quis passar para eles e aceitem,
e aí para finalizar eu queria falar-se em trazer três perguntas que quem apresenta essas três perguntas é um brasileiro estudioso de missionologias chamado Ronaldo Ligório,
questões que a gente deve fazer quando a gente tá num ambiente de uma cultura diferente da nossa, e quando a gente apresentou a mensagem bíblica, ela já foi pregada,
aí a gente deveria fazer essas três perguntas para entender se deu certo ou não, se as pessoas entenderam ou não,
basicamente como que a gente chamaria isso, a regga de três, você fazer o teste no final para ver se se funcionou,
a primeira pergunta é seguinte, será que as pessoas que ouviram o evangelho, elas percebem ele como sendo uma mensagem relevante no seu universo,
na sua vida, no seu cotidiano, porque se elas não perceberam o evangelho como sendo relevante, obviamente não aceitaram ele,
a segunda pergunta é assim, será que eles entendem os princípios cristãos e a relação desses princípios com a cosmos visão, com a cultura local,
será que eles entenderam o que a Bíblia apresenta como algo que é positivo, que deve ser feito, o que a Bíblia apresenta como sendo pecado,
eles compreenderam essa relação dentro da cosmos visão e da cultura deles,
e a terceira, eles já aprenderam a aplicar os valores do evangelho como uma resposta para os conflitos que eles têm no dia a dia deles,
não por exemplo assim a pessoa, os vezes até entendeu o que é pecado que não é, ela acho que o evangelho é relevante, mas ela não consegue aplicar,
ela continua com os mesmos hábitos de sempre, ela não fala para ninguém que ela é um cristão recém convertido,
então é preciso que ajam uma aplicação, se a pessoa de uma forma geral responder essas perguntas de forma positiva,
você conseguiu alcançar aquilo que a gente chama de contextualização bíblica, Fiel,
amigos esse é um processo muito interessante, aí eu volto a falar para você no finalzinho aqui do texto,
lá de primeiro corintos nove, leia esse capítulo, do verso 19 até o verso 23,
que é a leia o capítulo inteiro, o leia inteiro, porque Paulo ali dá uma receita muito boa,
é como que a gente faz esse processo de contextualização, de encarnação, não é coisa mais simples do mundo,
mas é algo que precisa ser feito e algo que obtém resultados muito bons,
quando você vai ler um livro, se você fala só português por exemplo,
o livro acabou de ser lançado nos Estados Unidos, você não consegue ler,
mas alguém vai traduz aquele livro e oferece agora aqui no Brasil,
você tem acesso àquela informação, as linguagens que vieram do inglês,
as expressões idiomáticas que vieram do inglês são traduzidas para cá,
então uma expressão idiomática que lá nos Estados Unidos é falada de um jeito,
aqui quem sabe, o autor vai traduzir como "E fulano chuteu baldi",
não é todo um exemplo qualquer aqui, quando fala em chuteu baldi a gente entende o que quer dizer,
desistir, ficar revoltado, nervoso, enfim, mas você entende o que a expressão funciona
porque ela fala no seu idioma, na sua cultura, no seu jeito, o evangelho é assim, Jesus fez isso,
Jesus veio viver aqui como um de nós falando a nossa língua do nosso jeito,
e por isso que nós estamos aqui, salvos, rede mídios por ele,
e agora temos esse desafio também de fazer a mesma coisa por outras pessoas,
o meu desejo sincero é que apesar ainda a complexidade dessa nossa conversa de hoje,
que você entenda o resumo, o resumo é basicamente o que,
para viver o evangelho em outra cultura eu preciso,
primeiramente, viver dentro do meu coração esse evangelho,
em segundo lugar eu preciso entender aquela outra cultura,
eu preciso aceitar aquela outra cultura,
e assim eu vou ter as condições necessárias para ali traduzir,
transmitir esse evangelho de forma que as pessoas entendam,
não da forma como eu acho, bom, mas da forma como elas vão entender,
bom, Deus te abençoe muito, foi um privilégio estar com vocês aqui,
mais a sala, espero que você continue, não desanime,
vai marcando aí, a data para a sua viagem missionária,
para esse evento tão importante na tua vida,
abraço forte, até mais!
Você ouviu, sende-me, um podcast da Escola de Missão Transcultural.
Se tiver alguma dúvida ou quiser bater um papo com a gente,
Nossos contatos estão na descrição de este episódio.
(upbeat music)
Podcast Summary
Key Points:
A contextualização do evangelho envolve apresentar as verdades imutáveis da Bíblia dentro dos contextos culturais e dinâmicos das pessoas.
O modelo incarnacional de contextualização se inspira em Jesus, que se encarnou vivendo como um ser humano para se conectar com o mundo.
Missionários precisam se integrar culturalmente, vivendo como as pessoas locais, respeitando suas tradições, hábitos e formas de vida.
A comunicação eficaz exige falar a língua nativa da audiência, respeitar normas de gênero e idade, e adaptar mensagens com base na realidade local.
A contextualização bíblica fiel envolve estudar a cultura local, discutir com a comunidade, identificar o que é positivo ou negativo segundo a Bíblia e oferecer alternativas.
O processo exige paciência, tempo e intencionalidade, e pode gerar transformações profundas na vida das pessoas.
Paulo, em 1 Coríntios 9
O sucesso da missão depende da compreensão da cultura, da aceitação da realidade local e da aplicação prática dos valores do evangelho no cotidiano.
Summary:
O podcast da Escola de Missão Transcultural aborda a importância da contextualização do evangelho como um processo essencial para a missão. Inspirado no modelo de Jesus, que se encarnou para viver e comunicar a mensagem de forma próxima, o pastor Díter Brum destaca que os missionários devem se integrar culturalmente, vivendo como as pessoas locais, respeitando suas tradições, costumes e formas de vida. A comunicação eficaz exige o uso da língua nativa, o respeito ao gênero e à idade, e a adaptação da mensagem com base na realidade cultural.
A contextualização bíblica fiel envolve o estudo da cultura, a discussão com a comunidade local e a criação de alternativas para práticas locais que contradizem a Bíblia. Essa abordagem, baseada em 1 Coríntios 9, demonstra que o missionário precisa se tornar "parecido" com os outros para que o evangelho seja compreendido e aceito. O processo exige paciência, tempo e intencionalidade, e é fundamental para que a mensagem chegue com relevância, se torne aplicável e gere transformação.
A avaliação final é feita por meio de três perguntas: se o evangelho é relevante para a vida da pessoa, se os princípios cristãos são compreendidos na cultura local e se os valores são aplicados no dia a dia. Assim, a contextualização não é apenas uma técnica, mas um ato de amor, respeito e obediência à Bíblia, que permite que o evangelho seja vivido e transmitido de forma autêntica e eficaz em qualquer cultura.
FAQs
Contextualização é o processo de adaptar o evangelho às realidades culturais, sociais e linguísticas de um grupo, sem alterar suas verdades essenciais.
Jesus se encarnou, vivendo como um ser humano, o que mostra que ele se identificou com as pessoas, compreendendo e vivendo seu contexto para poder comunicar o evangelho de forma eficaz.
O missionário deve se vestir, alimentar-se, se comportar e se comunicar de forma semelhante à cultura local, demonstrando respeito e interesse genuíno pela vida delas.
Falar a língua da pessoa aumenta a compreensão e o envolvimento, pois a mensagem chega de forma mais natural e conexa, fortalecendo a recepção do evangelho.
É adaptar o evangelho à cultura local, estudando a Bíblia com foco naquele contexto, para apresentar princípios positivos e substituir o que é proibido, mantendo a verdade da fé.
Avaliar se as pessoas perceberam o evangelho como relevante para sua vida, entenderam a relação entre os princípios cristãos e sua cultura, e já aplicaram esses valores no dia a dia.
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