[MÚSICA] Próxima estação. [MÚSICA] Estação Brasil. [MÚSICA] Olá, ouvintes! Vocês desembarcaram no estação Brasil, o seu podcast de história do Brasil. Meu nome é Ricardo Lúvio, sou apresentador desse podcast. Como vão vocês? Espero que bem sempre na medida do possível e hoje, na episódio de estação Brasil, nós vamos tentar responder uma pergunta para o Brasil poderia ter se partido e nós vamos falar sobre o território, nação e projetos separatistas brasileiros. Um dos grandes temas, então, desse episódio, é que o Brasil se tornou independente, o seu território, claro, passou por mudanças, mas nós não tivemos movimentos separatistas tão bem sucedidos, o Brasil é um país com um grande território e que, digamos assim, as partes que compõem o seu território ou os projetos de nação, que já existiram dentro do território brasileiro, não conseguiram formar novos países. Embora não tenha sido por falta de tentativas, também, principalmente, no século 19, nós tivemos vários projetos separatistas. Mas o que que manteve o povo brasileiro unido, apesar das suas gigantescas diferentes, de norte a sul, de leste oueste desse território, nós temos uma população muito diversa com culturas, muito diversas, e é um pouco sobre isso, que nós vamos falar, vamos falar sobre ideias de nação, unidade territorial e projetos separatistas e tentar responder isso, né? Por que o Brasil nunca se rompeu em vários ou pelo menos em um outro país? E para discutir esses temas, nós, para variar, como sempre, temos três partes do nosso episódio, famosos três blocos do estação Brasil. Na primeira parte, vamos debater sobre o início da construção do estado brasileiro e da formação da ideia de nação brasileiro. Como é que a gente conseguiu criar essa cola chamada, né? Nação brasileira e Unir povos estão diferentes, construir um estado. Então vamos falar sobre justamente o do Brasil, pose independência ao longo dos seus primeiros anos, para entender como essa ideia de território brasileiro e de nação brasileira e até do estado brasileiro, foi se solidificando ao longo do tempo, foi nascendo, foi surgindo, e é sempre importante destacar que esse foi um projeto, um contexto, um melhor do processo histórico, muito conflitooso, com muitos grupos disputando justamente quais seriam as características da formação dessa nação brasileira e desse estado brasileiro. Na parte 2 do nosso episódio, a gente vai falar quando esse projeto já começa a se consolidar, começa a ganhar formas, e como é que esse projeto foi que se consolidando, como é que ele foi sendo também, sendo contestado também ao longo do tempo, foi tomando novas formas, a gente vai falar deijada a consolidação da nação brasileira, de uma ideia de nação brasileira, mas também com muitas contestações desses projetos separatistas, uma dificuldade de unir todos os grupos sociais que compõem o Brasil, necessariamente excluindo alguns dos certos processos históricos, e mesmo quando esse projeto foi consolidado, digamos assim, importante a gente destacar que ele nunca é consolidado 100%, uma ideia de nação sempre é contestada ao longo do tempo, inclusive hoje em dia. E é um pouco isso sobre nós vamos falar nessa tentativa de consolidar uma ideia de nação brasileira, mas isso é sempre frágil, isso é sempre digno ou passível, de ser disputado e de ser contestado por outros grupos. E para fechar justamente o nosso episódio, nosso último bloco é, os movimentos separatistas no século 21 será que eles ainda têm força? Que existe a possibilidade do Brasil ainda romper, quebrar, virar algum outro país, sermos a algum grupo, um estado se separando, enfim, é só um pouco sobre isso que nós vamos debater o longo desse episódio. Essa curiosa característica do Brasil, que não é comum há outros países, outros países acabaram se tornando tendo a sua ideia de nação contestada ao longo do tempo, seja, por guerras, externas ou internas, conflitos internos ou externos, enfim, é um pouco sobre isso que nós vamos falar, sobre a ideia da formação de uma nação brasileira. E nós temos um convidado especial que vamos ter, basta algumas participações dele ao longo desse episódio, pra justamente iluminar a nossa cabeça com o grande conhecimento que ele tem, porque ele é um baita especialista na área, eu estou falando pelo professor João Paulo Pimenta da Usp, que tem, inclusive, um livro que vai ser a base também para o nosso episódio, que é a formação da nação brasileira, e vamos falar isso ao longo do episódio. Mas expostas as principais partes desse episódio e exposto o tema, está na hora de começar um novo episódio do estação brasileira. Parti 1, construindo um estado formando uma nação. Quando falamos sobre a formação da nação brasileira, é importante a gente destacar uma coisa, talvez para o ouvinte que não seja tão familiarizado com alguns debates ou algumas categorias. Nós só podemos falar de Brasil depois da independência em 1822. De um país chamado Brasil pode parecer meio todo, muito simplório, eu começava firmando isso, mas estação brasileira pode ter que esse para a gente falar para todos os ouvintes, aqueles com mais ou menos conhecimentos sobre os processos históricos. Eu digo isso porque às vezes a gente se confunde, a gente fala Brasil Colônia, por exemplo. Não existe necessariamente a gente está falando de uma colônia, ainda não estamos falando necessariamente um país, na formação de uma nação, da formação de um estado, por exemplo, brasileiro. Então, esta afirmação é importante para a gente começar. O processo de formação de um estado e de uma nação brasileira necessariamente começa ali com o processo da independência, da formação de um novo país. E dito isso também é importante entendermos que o processo de formação da nação brasileira e de um estado brasileiro não se dá no Brasil, se dá num contexto histórico, o Brasil não está isolado no mundo. Então, há uma série de questões que a gente pode abordar. Nós temos um episódio sobre a independência do Brasil, da independência para além dos mitos, quem quiser saber maiores detalhes sobre a independência do Brasil, pode lá acessar o episódio, escutar esse aqui no episódio para a gente falar assim de forma montíssimo detalhada sobre a independência do Brasil, mas nesse primeiro bloco se torna bem necessário. Porque a independência do Brasil junta uma série de questões, mas eu acho que a primeira que nós podemos comentar, é que o Brasil vai se tornar independente como eu falei, não no Brasil, mas dentro de um contexto histórico com uma série de características. E acho que para entendermos por qual razão o Brasil não se dividiu ao longo desse processo, porque existiu a possibilidade de o Brasil, principalmente ali nas guerras de independência, da sua formação, é se fragmentar em vários países, por exemplo. Existiu essa possibilidade a alguma medida durante o período regencial. Talvez nos 30 primeiros anos da história do Brasil, essa possibilidade sempre esteve em cima da mesa, com maior ou menor força, importante destacar, às vezes esses projetos separatistas não vão ter muita força e vão acabar sendo facilmente derrotados pelo império, o penâmbio. Mas no início dessa história toda ali na nossa independência de fato, nós temos essa disputa colocada. E aí vale muito a pena discutir, não de forma comparativa necessariamente, mas assim, para termos como referência, posso colocar, a experiência brasileira, a experiência da América Espanhola, porque apresentar o que é um estado nação, discutir as particularidades desse processo e tudo, no caso brasileiro, vai apenas pensar em relacionar em alguma forma com os processos que ocorreram na América Espanhola. Então, nós temos aqui a participação do seu João Paulo Pimenta, e eu perguntei para ele na avaliação deles, se a gente pode destacar algumas diferenças entre os processos de independência do Brasil e os processos que ocorreram na América Espanhola, ou seja, os processos que ocorreram. Na América Portuguesa, até parte do território da América Portuguesa, uma boa parte, inclusive, se tornado em império do Brasil, e essa fragmentação territorial que a gente vê na América Espanhola, porque nós temos esses visserrinados que eles vão justamente se tornando novos países. Então, um visserrinado do prata, ele vai dar origem a vários países, agentindo uma parte do pedúlio do guai, a gente pode falar do visserrinado nova granada, enfim, que eles acabam se tornando outros países. E quais são alguns aspectos que ele considera que são diferentes nesse processo, porque acho que esse é um bom início para entendermos a final de contas. Quais foram as particularidades da sociedade brasileira, ou da experiência brasileira no meio disso? Então, vocês vão ver que o professor vai destacar alguns pontos bem importantes para entendermos, qual foi a diferença entre esse processo de construção de uma nação, de um estado de um território brasileiro, se comparado justamente ao processo que se deu na América Espanhola? Então, com vocês, o grande professor João Paulo Tímica. As principais diferenças entre os processos de independência do Brasil e da América Espanhola são, no meu entender, quatro. Mas eu já adianto que essas quatro diferenças, embora seja um importante, nenhuma delas deve ser exagerada. Por quê? Porque as quatro diferenças também contém em si características em comum, com o que ocorreu entre 1808, 1810 e 1824, 1825 na América Espanhola. A primeira delas diz respeito a adoção no Brasil de um regime monar aqui com. Essa é uma diferença, porque afinal de contas, todos os outros países que surgiram na América Espanhola adotaram regimes de governo republicanos, com essa exceção do México que durante alguns meses
em 1822 também teve um sistema de governo monarque, o Império Mexicano, com o poder executivo, exerciro por "iturbide primeiro com anante militar", se chamar Galgostinho e "iturbida", e durante algumas semanas inclusive o Brasil conviveu com uma monarquia no México. Por algumas semanas existiram juntos o Império Mexicano e o Império Brasileiro. Foi uma exceção, a maioria dos países que surgiu na América Espanola, adotou formas republicanas. No entanto, há uma coisa em comum no Brasil com a América Espanola em relação a essa diferença. Então, eu estou aqui diminuindo cada uma dessas quatro diferenças. É que a monarquia no Brasil foi constitucional a exemplo das repúblicas na América Espanola. Esse constitucionalismo que dizia respeito, então, há um governo executivo limitado e pautado também por uma constituição a ser elaborada, por uma Assembleia, por um conselho de pessoas. No caso do Brasil foi um pequeno conselho, porque a Constituição de 24 foi otorgada. Em outros países essa Constituição foi elaborada por Assembleias Constituentes Nacionales. Em todos esses casos, no entanto, essa Constituição que limitava e pautava os poderes do executivo foi uma marca dos novos tempos, foi uma marca dos tempos revolucionários, e finais do século XVIII, comece do século XIX. Então, a primeira grande diferença, monarquia no Brasil república na maioria dos outros países na América Espanola. No entanto, por detrás dessa diferença, o aspecto comum do constitucionalismo. Segunda diferença, a territorialidade, a territorialidade do Brasil correspondeu o grosso modo, não exatamente, grosso modo, a totalidade dos antigos territórios portugueses da América, na América Espanola, dificilmente isso aconteceu. Eficilmente, então, o país correspondeu plenamente a uma das unidades administrativas na América Espanola, salvo no caso das capitania gerais. Isso é Venezuela, Chile, sobretudo, Guatemala em termos Cuba só no final do século XIX. Os vice-renos e espaniões, eles não tiveram territorialidades correspondentes às nações aos Estados Nationais que se formaram posteriormente. Então, aí, há uma diferença. No entanto, é um equívoco de dizer que o Brasil manteve a unidade territorial enquanto que a América Espanola se fragmentou, porque essa unidade territorial no Brasil foi construída, não foi uma simples erança dos tempos coloniais. Então, é exemplo do que aconteceu na América Espanola, os novos países tiveram que construir os seus territórios. No Brasil, isso não foi nada fácil, posso inclusive por guerras de independência e por uma série de acordos, uma série de conflitos que resultaram, então, na adesão das províncias da América Portuguesa, a um imperdo Brasil salvo-se platina que 1822 era parte do imperdo Brasil, que foi deixando de ser a partir de 1824 e sobretudo deixou de ser, aí, definitivamente, 1828 com a formação da República Oriental do Uruguay. Então, o Brasil teve uma territorialidade correspondente, grosso modo, aos antigos domínios portugueses, diferente, porque aconteceu na América Espanola, mas essa territorialidade não foi uma manutenção, não houve unidade territorial e sim construção territorial. Terceira diferença, a importância da escravidão e do tráfico negreiro, essa forma das bases da formação do Brasil, uma das bases da construção do próprio projeto de independência do Brasil. Ele foi tocado por senhores descravos, por pessoas e grupos políticos interessados na continuidade do tráfico negreiro e do regime escravista no Brasil, resistindo, portanto, as pressões britânicas contrárias a esse tipo de trabalho e a esse tipo de comercio. No Brasil, então, a escravidão teve um papel muito mais importante a formação do Brasil, do que na formação dos outros países surgidos das independências da América Espanola, mas mesmo assim, a bolição da escravidão também tardou a chegar em outros países, Núrgua e, por exemplo, ela só foi oficializada em 1842, na Argentina em 1853, eu poderia dar muitos outros exemplos. Então, terceira diferença é uma maior importância da escravidão no processo de independência, no entanto, no Brasil, não foi uma simples continuidade do escravismo colonial, mas sim foi uma mobilização tremenda, mobilização política e colonica indefesa da escravidão, tráfico, do que resultou uma ordem escravista nacional. Quarta diferença é essa é a menos diferente de todas, digamos, porque, afinal de contas, o Brasil costuma ser visto como tendo tido uma independência mais pacífica, mais conservadora e mais dentro da ordem social, do que as outras sejões da América Espanola. De fato, houve menos conflitividade, inclusive conflitos abertos, no Brasil, do que, por exemplo, uma Venezuela, em Nova Granada, em outras sejões, no entanto, essa ideia de uma independência ordera é um mito distorcido que teve origem com a própria independência, por alguns dos protagonistas da independência que inventaram que o Brasil estava se tornando independente de modo pacífico, cordeiro e positivamente conservador. Crioso, então, um mito de distinção no Brasil em relação a outras repúblicas na América Espanola, que perdura até hoje, tem gente que acredita nesse mito, nessa verdadeira ladainha, que é a ideia de um Brasil pacífico. Esse mito também foi muito semelhante, mente criado, por exemplo, no Chile, no México, também nesses países, alguns dos seus grupos dirigentes criaram a ideia de que tinha vido processos de independências porque teriam sido processos mais conservadores do que em outros lugares. Portanto, ver se as diferenças entre as independências do Brasil e da América Espanola não podem ser exageradas, todas as diferenças trazem consigo também aspectos em comum. E escutando para o professor vale muito a pena a gente distinguir também como eu falei, o estação Brasil ele tenta falar com justamente todos os públicos, né? E muitas vezes, eu sou professor do ensino superior, normalmente começa alguns debates sobre temas muito parecidos com que estamos falando, perguntando se os estudantes têm total noção do que é um estado e do que é uma nação. Quando a gente fala de construção de um estado, do que a gente está falando? E quando a gente fala da construção de uma nação, do que a gente está falando também? As duas coisas sem ter cruzam, elas são diferentes, que forma muito simplificada até para os fins didáticos aqui do podcast, a formação de um estado tem a ver com o governo, leis, território e exército. Basicamente, a construção dessas características são muito fundamentais quando a gente fala da construção de um estado. Então, por exemplo, necessário ter um governo para administrar as leis, o território e o próprio exército. É necessário um exército para defender o governo, as leis e o próprio território. É necessário, digamos, leis para limitar o poder, muitas vezes, do que um governo pode fazer, quais leis que funcionam dentro desse mesmo território e as leis que podem justamente colocar critérios para o exército funcionar. Enfim, só para mostrar para vocês que essas características se retornem, elas estão intimamente relacionadas na construção dessa abstração jurídica no fundo, essa abstração intelectual, que é o estado, o estado, ele não existe. No sentido de que ele não existe materialmente, a gente não vê o estado andando por aí, o estado falando, as pessoas agem em nome do estado, as pessoas falam em nome do estado. Então, quando a gente fala da construção de um estado brasileiro, longa quando a gente tem independência, nós vamos ter movimentos bem importantes nisso. A necessidade de transformar o território que pertence à América Portuguesa no território do estado brasileiro, esse isso vai ser muito importante, e isso vai se dar com as guerras de independência. Como a gente logo vai falar agora, nesse momento, quase que o território brasileiro foi mudando, uma parte, por exemplo, poderia ter se tornado em perio e uma outra parte poderia ter continuado sob domínio de Portugal, principalmente no norte, no nordeste, como a gente vai ouvir o professor explicando para a gente daqui a pouquinho. Mas o que eu quero colocar é assim, as guerras de independência foram muito importantes para manter o território brasileiro. Então, seja para construir uma parte muito importante desse estado brasileiro. Logo, o Brasil vai justamente formar uma constituição em 1824. Então, a questão das vezes era muito clara. A questão do governo, a gente ouviu na outra explicação do professor, foi muito importante para um projeto de estado brasileiro, que estava muito encabeçado ali por Dom Pedro I, seus apoiadores políticos, para que o Brasil fosse uma monarquia parlamentarista, constitucional. Então, como a gente consegue ver, esses projetos estavam disputos. O Brasil poderia ir por caminhos muito diferentes nesse momento, mas ele acabou telhando esse formato de estado. Então, quando a gente fala de estado, mais uma vez, é forçando o governo da esterritória e exército. Quando a gente fala da constituição de uma nação, nós estamos falando um pouco de outras coisas. Algo mais subjetivo. Acho que, em assim, eu não quero ser muito teórico aqui, porque esse tempo conceito que é muito debatido dentro da história, a ciência política, enfim. É o que é uma nação, né? Como é que se forma uma nação? Nações, nacionalidades e identidades nacionales são temas, assim, muito difíceis de mobilizar, porque existem autores que eles divergem no meio do caminho, mas, de forma geral, uma nação é uma comunidade imaginada no qual as pessoas se imaginam parte dessa comunidade, se sentem parte dessa comunidade tendo algo incomum. A sensação ou a certeza de que elas fazem parte de, por exemplo, uma comunidade brasileira, fazem parte, elas se entendem como parte dessa comunidade, dessa identidade nacional, elas sentem que existem alguns símbolos que conectam elas, que existem algumas experiências históricas, conectam elas,
Então, se você se entende como brasileiro, por exemplo, você se entende como parte dessa nação. Existe alguma coisa que é muito difícil descontruir ao longo da história, que unem pessoas de regiões muito diferentes. Então, nós temos culturas muito diferentes no Rio Grande do Sul, tal como nós temos culturas muito diferentes no parar. Mesmo assim, de alguma forma, por razões históricas, culturas, políticas, econômicas, enfim, nós conseguimos trabalhar na subjetividade dessas pessoas que elas fazem parte de uma mesma comunidade, essa comunidade brasileira. Então, quando a gente tutula a nação, a gente fala dos símbolos nacionais que unem as pessoas a bandeira, o inno, uma história, como nós podemos falar de características culturais. Então, existem algumas culturas que, por mais diversas que elas sejam, como eu falei, a gaúche, a reparência, só por, né, a primeira coisa que me veio a cabeça aqui, e por mais que elas sejam diferentes, elas são reconhecidas pelo Estado brasileiro ou por essa comunidade que é a nação brasileira. Então, o Estado e nação são coisas um pouco diferentes, talvez o Estado tem essa característica mais pragmática, dar arquitetura do poder mesmo, enquanto a ideia de nação é muito política também, nessa indúvida, mas ela também mobiliza categorias muito culturais. Mesmo, né, trabalha muito com essa coisa da subjetividade, da formação de uma subjetividade. Mas depois de falar tanto sobre isso, o Brasil não se rompeu também ao longo do tempo e a gente vai abordar isso ao longo do episódio, principalmente pela capacidade de tanto Estado, o Estado brasileiro, principalmente, conseguiu mobilizar categorias de nação, porque esses dois conceitos também caminham entre esse Estado e nação, eles estão sempre relacionados, né? O Estado consegue mobilizar a formação de uma nação, no processo de formação de uma nação, a gente pode pensar numa nação que se reconhece como monarquista, um projeto nação que se reconhece como repubricano, ou seja, formas de governo diferente, e que implica numa forma de ser pensar o Estado de forma diferente. Então, a partir do século 19, a gente fala muito nisso, né, nessa ideia de Estado nação, o poder, ele precisa ser legitimado, né? A ideia de Estado precisa ser legitimado por uma comunidade marginada, por uma comunidade nacional. Mas sem deixar ainda mais teórico essa parte, o que eu quero colocar é quando o primeiro grande conflito para a formação de um Estado e do território brasileiro está relacionado com as nossas guerras de independência. Então, eu perguntei justamente para o professor João Paulo, se, durante a independência do Brasil, nessas guerras, ocorreu efetivamente um risco de fragmentação territorial e quais as regiões apresentaram maior potencial separatista naquele contexto, e a gente vai ouvir um pouquinho o professor de explicar sobre esse debate para a gente. Durante as guerras independências que ocorreram no Brasil entre 1822 e 1824, houve um risco verdadeiro, houve uma possibilidade, não digamos risco, porque quando nós falamos risco, nós já estamos adotando um partido, uma posição que seria favorável, então, uma incorporação dessas províncias ao império do Brasil. E como os historiadores, nós estamos julgando passado, nós estamos opinando sobre uma coisa ser melhor, o pior, nós não temos um partido, nós não temos uma posição em relação ao passado, o nosso dever é de explicarlo. Então, havia uma possibilidade real de que algumas das províncias que compunham o reino do Brasil até 1822 não fizessem parte do império. Notadamente, Bahia, Maranhão, Pará e a Provincia Sysplatina. Também houve guerra no Piauí, mas essa guerra no Piauí foi mais um desdubramento da guerra no Maranhão, do que uma ameaça real, uma possibilidade real do Piauí ficar de fora desse império. Então, vocês vejam, Bahia, Pará, Maranhão e Sysplatina. Bahia, Pará e Maranhão fizeram parte do império do Brasil, são parte da República no Brasil até hoje. Então, a Provincia Sysplatina não continuou com o Brasil. Ela foi desmembrada após uma guerra entre o Brasil e as províncias unidas do Rio da Prata, que possedem Buenos Aires, que terminou 1828, com a criação do Uruguai. Então, não é verdade que as guerras de independência mantiveram uma unidade. Eu já expliquei que essa unidade foi construída, a dura as penas, e não é verdade que não houve, então, separação de províncias da América Portuguesa ou Reino do Brasil durante as guerras de independência. Houve, sim, o caso da Sysplatina. Esses são os principais palcos, esses foram os principais lugares em que essas guerras ocorreram e que tiveram como resultado esse que eu acabo de explicar. Não obstante, muitas outras regiões do Brasil foram mobilizadas, oferecendo tropas, oferecendo armas, e oferecendo também preocupações. 1823, por exemplo, lá, sem baleia constituinte, estava reunida no Rio de Janeiro, discutiu em muitos das sucessões a situação das províncias do Brasil em guerra. Então, as guerras de independência, elas foram importantes, porque elas mobilizaram praticamente todo o Brasil, quando o Brasil estava nascendo como um estado nacional, independente, separado de portugual. E antes de passarmos para o próximo bloco, só quero enfatizar que essa parte das guerras de independência ela é muito bem explicada justamente no nosso episódio sobre a independência do Brasil. A gente tem, não, um bloco sem explicando esses conflitos, tem um texto muito legal do professor L. Frankine, que está disponível no livro chamado "Várias Fáceis de Independência do Brasil", que explica muito bem sobre essas guerras, e é interessante só destacar que uma coisa bem prática. Se você não conhece tanto sobre este bate, é importante destacar que a ideia de separar o Brasil de Portugal começou a ser levada a sério mesmo, a partir do segundo semestre de 1821, de uma forma mais robusta, mesmo com um projeto muito forte encabeçado de separação. O Brasil e Portugal já fazem parte do mesmo reino, desde 1815, o reino Unido de Brasil, Portugal e Algarbes, dentro desse reino, dentro dessa parte, os brasileiros debatiam muito a ideia deles terem mais autonomia, justamente para decidir coisas, promover leis, enfim, questões envolvendo o Brasil, tem mais poder de decisão de verdade autonomia, mas não se falava na ruptura. É com as guerras de independência, que se encabeça daí, sim, uma ideia de ruptura. De vários regiões do Brasil disputando assim, "Vamos ou não vamos nos separar de Portugal uma parte, uma parte de uma elite política regional em alguns estados, vai querer, por exemplo, se aliar aos portugueses, uma outra elite político, outros grupos de certas regiões, vão justamente querer apoiar o projeto de se unificar ao Brasil, de integrado o projeto do Império do Brasil. Esse projeto do Império do Brasil é muito encabeçado e muito liderado pelo Rio de Janeiro, na figura de Dom Pedro, mas entre outros grupos, mas o Rio de Janeiro tem esse projeto meio centralizador de unir todo território, a partir desse projeto de independência do Brasil, que vem muito Rio de Janeiro, mais em regiões como a Bahia, como o Maranhão, como o Pará, a Sispatina, enfim, algumas regiões que ele entram em conflito. Nós vamos ter esse conflito entre um grupo que quer permanecer a o Portugal, acha que isso pode ser mais produtivo para eles, acham que isso pode ser mais interessante para eles, e grupos que querem apostar nesse projeto novo de maior de daí, sim, de montíssima mais liberdade, montíssimo mais autonomia, da ir uma autonomia plena, sem a ruptura pro completo. Então é ali que a gente começa a ter algo que é muito importante para a formação da Nação Brasileira e do território Brasileiro, separar o que é português, com agora o que começa a ser construído como Brasileiro. E é no nosso próximo bloco que a gente vai falar sobre a consolidação dessa ideia de, final de contas, o que quer ser Brasileiro? Vamos lá para nosso próximo bloco. Então, você está gostando desse episódio de Estação Brasileiro? Esperemos muito que sim, pois nós nos esforçamos muito para entregar no produto com a melhor qualidade possível para vocês. Mas como estação Brasil é um projeto independente, para ir decidir no ar produzendo novos episódios em novas sede de episódios, precisamos da sua contribuição, portanto, se você gosta do Estação Brasil, considere contribuir com um projeto de duas formas. A primeiro é tornando-se um apoiador do projeto no nosso apoias. Acesse apoia.se/estaçãobrasileim e a partir de 5 reais, torne-se um membro e tem acesso aos benefícios do nosso grupo de membros. Já a segunda forma é via PIX. Você pode fazer um PIX de qualquer valor para a gente por meio da chave. Estação Brasil FM @jemeio.com e assim também contribuir com a manutenção do nosso projeto. Afinal de contas, apoiar o Estação Brasil é apoiado em educação pública de qualidade. Parti 2. Consovidando uma nação no fio da navália. Como vimos no último bloco, durante as guerras de independência, nós quase tivemos, ou pelo menos, existiu, a possibilidade no ar ou de forma mais materializada, do Brasil se dividir. Quem sabe alguns estados se manterem aliados a Portugal, quem sabe alguns estados buscando, talvez, uma maior autonomia, enfim. Mas, fato é que o império do Brasil conseguiu vencer dessas guerras de independência, a gente unificou uma boa parte desse território, que acabou sendo o território que nós nos referimos como o Brasil, como o território brasileiro. E a partir da nossa independência, o Brasil viveu uma série de crises nos seus 30 primeiros anos. Talvez uma das grandes crises se dá com a saída de Dom Pedro I aqui do território brasileiro, então, um governante partindo,
para Portugal, para o Zufruí do seu direito de ser o imperador de Portugal, o Tenevista Morte, Eleodão João VI, o Tenevista Más Peste Guerra Civil, que ocorre a guerra civil portuguesa, entre os aliados da filha, Maria, de Dom Pedro, e o seu irmão, Dom Miguel, enfim, é todo uma guerra que a gente não precisa estar aqui, as características dela, mas Dom Pedro volta para Portugal para tentar também apaziguar o seu reino de origem, o seu país de origem. Lembrando que Dom primeiro era português. E aí nós temos esse famoso período, que é o período regencial, que eu lembro que quando eu comecei a dar aulas de história, e já faz há algum tempo, confesso a vocês que eu pensava assim, "Pô, mas o período regencial é um período que parece interessante, mas normalmente eu via lá nos materiais de dáticos, que havia um entíssimo poucos passo para ele, e eu ficava pensando, "Ai, é talvez ele não seja tão importante assim, né? Acho que a gente meio que dá para pular do primeiro para o segundo reinado, lembrando que eu estou falando aqui, justamente quando estava começando a dar aulas de história, quando é tão jovem, professora, informação, e o sigo e informação até hoje, mas eu vou confessar que dentro do estado do Brasil, talvez eu tivesse alguma coisa ao período regencial que eu pensava, "Olha, tem umas revoltas ali, mas será que ele é tão importante?" Eu acabava dando aulas muito topicas assim, falando sobre alguns aspectos dessa revolução, etc. Mas eu passava muito rápido pelo período regencial nas minhas aulas que eu pensava, "Nós tem tanta coisa pela outra abalhagem, acho que o período regencial não é tão importante quanto outras coisas que me parecem mais importantes." E é não um grande erro que eu comenteia, porque o período regencial é muito interessante para se debater justamente a formação da nação e do estado brasileiro, porque é um período de grandes tensões no Brasil, de grandes disputas entre liberais e conservadores, há um governo liberal que, né, ou pelo menos tendendo mais a esse lado liberal, que passa a governo da Brasil ali entre alguns dos regentes, é a figura de feijão, é muito importante ali, mas esse também não é necessariamente um episódio sobre o período regencial, só que eu quero colocar aqui assim, é com as lutas contra as várias revoltas que ocorrem no período regencial, que o estado brasileiro consegue se soledificando, vencendo essas revoltas, ou seja, se legitimando perante a vitória contra essas revoltas, e também a ideia dessas vitórias contra algumas dessas revoltas que tinham caráter separatista, pelo menos de maior luta por autonomia dessas federações, que vai ajudar muito ao estado das delas também se formando, né? O início da nossa independência, quando um pendo-penero, os primeiros governos, tem uma característica que é um processo muito centralizador, se centraliza muitas coisas no governo na coroa, do Rio de Janeiro, na figura do Pedro I, inclusive, na nossa Constituição, só que há muita pouca margem para, nesses primeiros dez anos, assim, da independência do Brasil, da história de nosso país, para que os estados consigam nas províncias na época, vamos utilizar o termo correto, as províncias na época terem autonomia para tomar algumas dessas decisões. Então, a gente começa a ter uma identidade regional muito forte, algumas identidades regionais sendo mobilizadas de forma muito forte, para se combater essa centralização do império. É importante não confundir algumas revolta que buscam uma maior autonomia de revolta que daí sim tem um caráter separatista muito declarado. Por exemplo, o que é uma grande revolta separatista que se inicia no período agencial? A revolta falropíria, a revolta falropíria, basicamente instalda uma nova república, uma república, uma nova, mas um novo país, vamos colocar assim, ou uma proposta de um país, de um novo estado, enfim, que é a república Rio Grandeense, que ela é declarada, existe a independência da república Rio Grandeense, muitas pessoas se reconhecem como parte dessa nova nação republicana, no Rio Grande do Sul e tudo, não é uma episódio sobre a república Rio Grandeense, claro, sobre a revolta falropíria, mas só para colocar essa, assim, uma revolta separatista que demorou muito o tempo para o estado brasileiro conseguir, não império brasileiro conseguir em poda uma derrota, a revolta falropíria, só a roupíria existiram muito, mas existem outras revolteis desse período que mistura um pouco das duas coisas, mas é muito mais uma questão de autonomia da região, né, uma busca para uma hora de autonomia, do que necessariamente uma revolta separatista, como, por exemplo, a gente pode citar a sabinada na Bahia. Sabinada até tem a declaração da constituição, da república Bahiaense, existe esse cara até ter essa separatista, mas é importante colocar a ideia da separada, o governo da Bahia, nessa república Bahiaense, que ela iria existir até Dom Pedro, ser justamente reconhecido enquanto o imperador, e daí, novos questões seriam debatidas, é algo mais pontual. E também, mal ao salvo, a república Bahiaense entre três ou quatro meses, ali da experiência, ela acaba já sendo derrotada. Nós temos, por exemplo, a Cabanagem, a Cabanagem é uma revolta onde, presidente por ouvíncia é morto, a gente tem bastante violência dentro da Cabanagem, mas também não tem um projeto tão encabeçado de separar o grande parato do país, mas muito mais um lutar por essa autonomia, de uma das regiões que mais se sentia excluídas desse processo de formação da Nação Brasileira. O parasse sentia muito excluído dessa ideia que vinha sendo formado de Nação Brasileira, e os parenses entendiam que essa proposta, esse projeto de nação e de Estado Brasileiro, era liderado e era caracterizado por um elite política carioca, vamos colocar assim, ou muito próximo a vida coroa, do Sudeste, que sempre marginalizou o paradas desses ones importantes do país, portanto colocar que os presidentes de província não eram eleitos, mas indicados, seja por impedadores ou pelos regentes, então tudo isso fazia com que algumas regiões do país, ao sul, ao norte, ao nordeste, questionasse todo esse processo. E é quando adicamos assim, esses projetos sendo derrotados ao longo do tempo, porque nenhum deles acaba saindo vitorioso, podemos dizer que a República Rio Grande é saiu vitoriosa durante o cérebro período, o fim da revolta farropilha um grande acordo que também. Não impõe como é que eu posso dizer assim, uma sacre, por exemplo, contra sua roupilha, a gente pode citar uma sacre dos porongos ali, tudo, mas assim é um grande acordo, acordo de Ponsho Verde, é interessante, também, que as lideranças são roupilhas, enfim. Então, no fundo, o império brasileiro consegue integrando esses grupos a essa proposta de nação brasileira. Então, existiu a possibilidade de uma separação política de algumas regiões ali no país nesse período, claro que existiu, inclusive, a revolta farropilha é uma grande característica disso, assim, mas a gente pode citar, né? Pelo menos essa ideia de nação, talvez, a separação de fato em outras regiões não tenha ocorrido, mas é assim, é evidente que muitos baianos estavam descontentes com esse processo de formação da nação brasileira, estavam levantando questionamentos, é a mesma coisa no grande pará, e a mesma coisa em várias outras regiões do Brasil, a balaiada é uma revolta muito forte de uma reenhanhão, com escravizados questionando uma série de questões econômicas, sociais e políticas, a revolta dos malese, enfim, a gente pode citar uma série de revoltas no Brasil no período, mas esse grupo acaba saindo, digamos que é elíte do império e o império acabam saindo vitoriosos desse processo. Inolívida, a formação da nação brasileira, o professor João Paul Pimenta, ele afirma que ali, por volta de 1850, o período regencial, acaba em 1840, 1871, 1840, mas ele diz que depois de todas esses conflitos, ali, por volta de 1850, a nação brasileira já estava disponível, consolidada em planeiro funcionamento. E aí, eu perguntei para o professor afinal de contas, "Quê que torna essas décadas tão decisivas para a consolidação dessa ideia de nação no Brasil? E quais marcos ou quais processos históricos explicam esse momento?" E aí, nós vamos ouvir o professor João Paul Pimenta, dar a sua resposta e contribuir com seu conhecimento para esses nossos debates aqui no episódio. Então, vamos dar ouvido professor João Paul. Por volta de 1850, a nação brasileira, assim, ela já está pronta nos seus fundamentos, nos seus traços, nas suas definições essenciais, de lá para cá, essa nação tem conhecido muitas profundas e importantes variações, mas são variações, modificações, a partir de uma morfologia básica que repito em cisto esse é um dos argumentos centrais milívor, já estava pronta por volta de 1850, porque em 1850, porque nesse ano, já se observam no Brasil, um controle bastante efetivo sobre as rebeliões que tinham acontecido em várias das províncias, principalmente no período regencial e também no começo da década de 1840, quando já da maioridade de Dom Pedro II, e que tinham, digamos, desafiado a construção da unidade brasileira. No entanto, a única rebelião, a única contestação política, que, de fato, propôs uma cesseção no Brasil, foi a revolução farropília, que ocorreu no regrante do Fue entre 1835 e 1845. Mesmo assim, foi uma parte da farropília que foi cessecionista, uma parte que proposa, então, a criação de uma república Rio Grandeense, de uma nação Rio Grandeense, e de uma constituição nacional Rio Grandeense. Nenhumas das outras rebeliões, no período regencial do início da maioridade, propuseram de maneira organizada, contundente, sustentável, qualquer cesseção. Então, por volta de 1850, não apenas esses desafios à unidade já estão bem controlados, já estão debelados, porque a maioria das rebeliões regiências queria maiores espaços de autonomia provincial, e por volta de 1850, esses espaços já estão bem funcionando, já estão bem organizados, mas também, nessa época, na metade do século 19, já havia um grande número de brasileiros que se considerava brasileiros. O Estado Nacional brasileiro já estava funcionando bem várias e suas estruturas, e várias de suas instituições.
já havia um senso de distinção profundo entre brasileiros e portugueses. Os símbolos nacionales que foram sendo criados a partir de 1922, já tinham desenvolvido nas pessoas um senso de pertencimento, já havia uma identidade nacional brasileira bem forte, bem consolidada. Então é o marco não porque tenha acontecido algo específico em 1950, mas sempre que por volta desse ano, todas essas forças já são convergentes. Para terminar, esse bloco aqui de forma muito rápida e só para colocar como uma informação que eu acho interessante, assim um debate que eu acho interessante, antes de ler do professor João Paulo, porque eu sou um leitor justamente dos textos dele, gosto muito dos textos dele, eu sempre tive como referência um outro historiador para esse debate, o papelívio do professor coloca que assim, esse é um debate em aberto, mesmo que existem vades autores discutindo isso ao longo da história do Brasil e de perspectivas diferentes, e o professor João Paulo faz a grande contribuição dele, que eu acho muito significativo, inclusive, recomendo que todos leem o nível do professor João Paulo. Mas eu aprendi de certa forma com um grande historiador gigante da história da Afea de Abrela, que é o José Murilo de Carvário, que é a guerra do Paraguai, teria sido muito decisiva pela construção dessa identidade nacional, para o professor José Murilo de Carvário fala que é a partir de 1871, principalmente, 1870, quando termina a guerra do Paraguai, que a gente começa a ter um processo de formação mesmo de uma identidade nacional, da consolidação, da que essa é a palavra, de uma comunidade mais nada do brasileiro, se sentindo brasileiros, e isso, assim, realmente ganhando força. E eu acho muito interessante também essa ideia, quem sabe as duas propostas, não seja um necessariamente escludente, uma da outra, a proposta do professor Pimenta, a proposta do professor José Murilo de Carvário, mas eu acho interessante como ele, o professor, no caso José Murilo de Carvário, coloca a guerra do Paraguai como fator muito importante, no sentido de também argumentar que as guerras, muitas vezes, são muito importantes para formação desses projetos, desses processos, mesmo mais do que projetos, de construção de identidades nacionales, de formação de nações, porque no argumento do professor, ele coloca aqui a guerra, unir pessoas de regiões muito diferentes, então, pessoas de regiões muito diferentes do Brasil, acabam se unir num combate, todas vão pra basicamente regiões muito parecidas, e todas têm um inimigo em comum, um inimigo externo em comum, ou seja, esse inimigo externo em comum, ele é a meiaça, isso que estava sendo construído na época, que é a nação brasileira, que é o estado do externo, que é o país, e uma meiaça externa sempre é muito importante para as pessoas se unirem contra essa meiaça, então, o argumento interessante, que eu acho que vai depender também, se é colocado aqui, e também para demonstrar que esse é uma questão em debate, o professor João Paulo justamente argumenta que esse processo estava se dando antes, seria em 1850, depois do período regencial, depois das derrotas, justamente dessas revolta regenciais, que cada uma tem a sua característica, a gente usa isso na revolta regenciais, parece que todas elas tinham coisas muito parecidas entre si, não, mas é um período de bastante tensões na história do Brasil, como normalmente é, o início da história de países, ainda mais países que foram colônias, e depois ganham conquistar uma sua independência, normalmente nós temos tensões, guerras, e muitas pessoas querendo apontar ou pegar, tomar as redes do futuro desses países, como a história tão incipiente ainda, então, essa é a parte desse episódio, que a gente discutiu mais as questões elativas ao passado, e agora a gente avança um pouquinho para debatear, será que essas questões ainda são relevantes hoje em dia? Mas é aqui que nós temos ainda, por hoje, há de separatistas de forma significativa no Brasil, e é sobre isso que a gente vai discutir, ou último bombo. Parti 3. Os movimentos separatistas do século 21. Como eu falei, nesse último bloco, nós vamos debater sobre, e esses movimentos separatistas hoje em dia. É importante, a gente destacar que não existe, nenhum movimento com muita força, só que realmente coloque com uma grande questão a separação, que alguma região, seja um estado município, ou qualquer coisa que eu vale, do Brasil nesse exato momento. É claro que existem grupos mobilizados, grupos que pautam isso, e nós vamos falar de alguns agora, mas eles não têm força política, por exemplo, não existe um partido político no Brasil, ou seja de direita, seja de esquerda, seja do centrão, ou qualquer coisa que eu vale, como servador liberal, comunista, socialista, que coloque isso na pauta do dia, não sei lá, não tem uma debatida no Congresso, brasileiro nesse momento, não tem uma nem encabeçada, por governadores de Estado ou por bancadas nas asemblias legislativas estaduais, e tem um ponto que eu acho muito importante destacar, antes de qualquer outra coisa. É muito importante a gente lembrar o primeiro artigo da nossa Constituição, de 1988, que define, que a República Federativa do Brasil é formada pela União, indissolúvel dos Estados e municípios e do Distrito Federal. Tenho, em vista, que é crime no Brasil você e um crime, com o nosso contato, a Constituição, você pregar a separação justamente do Estado brasileiro. Mas mesmo que isso seja crime, mesmo que isso seja, justamente essa tentativa, seja, enfim, quase que. como eu falei, em uma força política para isso no momento, é interessante a gente pensar esses grupos que são organizados, que ainda deba tem de certa forma a propõe essa questão, não colocam em prática, porque dei como eu falei seria crime, mas ainda pensam e verbalizam a respeito disso. E na minha pesquisa, antes da gente eu vi justamente pelo seu João Paulo falando, na minha pesquisa para fazer esse episódio, eu encontrei uma reportagem, muito interessante, uma reportagem já antílio de quase 10 anos atrás, nove de julho de 2016, mas que eu achei interessante por justamente alguém foi lá intervista. Algumas dessas desses grupos, é uma reportagem feita por Nelly Pereira, uma jornalista, que o nome eu achei muito curioso, é Nordexit, uma pergunta assim, "Nordexit", como Brexit animal, Brexit, animal movimentos separatistas no Brasil, e está publicado lá pela BBC Brasil a quase 10 anos atrás. E a jornalista começa justamente a reportagem falando que líderes de movimentos separatistas brasileiros vêm no resultado do plebiscito dos britânicos que votaram pela saída do Reino Unido da União Europeia, um bom momento para conquistar novos adeptos. Algo assim meio, wishful thinking, essas pessoas também achando que essa seria uma grande abertura, em 2016, para esse tipo de questão. E bem, nós já sabemos que o tempo passou e não foi o caso, mas não origem grande parte desses grupos, que ela entrevistou, que eles baseavam seus discursos num tripé que envolvia falta de representatividade no Congresso, contribuição fiscal versus o retorno recebido do governo federal e diferenças culturais. São grupos diferentes, mas os três acabam mobilizando esse repertório em comum. E hoje, incorporam como justificativas alguns temas atuais, como a crise política e a fragilidade da economia brasileira. Pois bem, o que eu achei interessante é justamente quando ela foi questionando se esses grupos soubes suas ideias sobre o que eles pensavam. E justamente o primeiro é sobre o movimento de São Paulo Live, movimento São Paulo Live, e o representante do movimento Flávio Rebelo, presidente, então do movimento ele diz. Quando a Inglaterra saiu da União Europeia, começamos a ver que outras coisas intensáveis poderiam acontecer como São Paulo saiu do Brasil. Sei que temos diferenças com a Inglaterra, que é um país independente, que sai de uma estrutura multinacional, e que São Paulo ainda é um estado preso dentro de uma federação de Flávio Rebelo, como eu falei, presidente do movimento, que prega a separação paulista. Mas dá para fazer um paralelo interessante. O que aconteceu é a vitória do poder local sobre um poder maior tido como distante e burocrático. Neste sentido, paralelo com São Paulo Live é total. Ele continua falando sobre uma série de questões, mas já me chamou muita atenção isso na ideia de um poder local, ou com um poder maior. Mas é interessante a gente pensar o que São Paulo já teve, bastante críticas. Por exemplo, o composto pensava de uma forma muito ideia. Acho que muitas talvez se tejam pensando nisso no período varguista. São Paulo se demonstrou muito contrária, e muito sede de feito contra o projeto de nação varguista, visto como muito autoritário, centralizador. Mas uma coisa São Paulo está desgostosa com algumas questões. E parece que os paulistas têm, no geral, reclamações pertinentes, odas. Em fim, diversas reclamações em nomes de diversos grupos paulistas. Mas agora é curioso a gente ver como esses grupos são isolados hoje em dia. Não me parece uma grande questão para os paulistas, em geral, a separação de São Paulo do estado brasileiro, enfim, do projeto nacional próprio ali de São Paulo. Então é interessante a gente ver nessas expostas como hoje em dia talvez elas nos pareçam deslocadas da realidade. Por mais que elas sejam discursos inflamados, que muitas pessoas podem ser até pensar a ordem, uma outra coisa até posso me sentir representado. Mas disso saí para o campo das ideias e partir de um discurso idealizado, o topo com esse "Wishful Think" que eu falei "i" para a prática. É algo que me parece bem distante. E o outro grupo que justamente além de ter visto, foi o pessoal do Sul, é o meu país, como o grupo separatista para mais antigo, no sul do Brasil. E que vira em mexa parece alguma coisa. Mas que também é um grupo muito minoritário, muito isolado politicamente, não é abraçado como eu falei para um partido, ou não é capaz de eleger uma bancada, um governador. E lá em 2016 foi perguntado, só me pensar. Não, enfim, por que o movimento sua, meu país achava justamente dessa. Berécha histórica que o Brexit poderia haver. E aí nós tivemos justamente uma resposta de "Celso Doysher", né? Eu acho que assim que devemos ser o sobrenome dele, o Brexit não é um movimento separatista, mas mostra que não é possível matar a cultura local. O Brasil sempre buscou a união na mar. Se o Brasil calcasse sua identidade pela diversidade do povo, mas não, pegou todas as culturas e transformou todos em brasileiros, justifica "Celso Doysher", diretora de mobilização estratégica do souro, meu país, que era emancipação dos três estados do Sul. Então assim, ao céu, o seu gosto de eu gostaria de informar que, na verdade, não foi o Brasil que fez isso. Qualquer projeito do estado e de nação faz isso, né? Na Alemanha, que justamente a dona de ver o sobrenome dele, a unificação justamente, né, a Alemanha de 1871 fez isso. A produtos se fez isso com todos os alemães. Então assim, não há nenhuma específicidade brasileira. Todo projeto de formação nacional, a formação de um estado é violento. Seja simbórdico, seja político, seja fisicamente mesmo, é violento de forma física, enfim, com guerras, conflictos. Então isso sempre ocorre, né? As pessoas não falavam alemão em 1701, se alguma coisa, se falavam vados de aletos, e justamente, né, idiomas. E a partir de 1871, se o Unifico, para começar um processo de unificação do idioma alemão por toda a região que se unificou com uma Alemanha, né? A Prúsia foi unificando vários outros condados, regiones, estados, enfim, países. Então, a gente pode dizer, os alemães poderiam reclamar disso também. Os italianos poderiam reclamar disso. Os Estados Unidos poderiam reclamar disso. Os povos originados da Argentina, de toda América Latina, poderiam reclamar disso. Então assim, não existe formação de estado nação, sem um processo violento. E de, por exemplo, pegar todas as culturas e transformar todos em brasileiros, italianos, alemães, congoleses, estando fases, né? Os céus parece que não, sei lá, não conhece muito a história dos processos de formação do estado nação. E ele termina, justamente, falando, "Somos diferentes". Queremos fazer nossas próprias leis com nossos costumes, hábitos, tradições, bem toda a cultura e diferente, uma da outra, né? A separação precisa ser democrática, as pessoas precisam ir lá, e votar em nosso plebiscito, nem que seja para dizer que não querem. Nosso movimento é pacífico e não há segregação. Temos negros, homossexuais, mulheres e estrangeiros, muita gente fazendo parte. Até porque aquele está já se defendendo de uma acusação que muitas pessoas levantam é da apoca a heterogeneidade dentro do movimento, que o movimento suma o país, remeteria um movimento muito liderado por pessoas blancas do sul, e que teriam comportamentos xenofóbicos contra pessoas do norte do nordeste. Eu acho que a cada eleição a gente vê esse conflito ficando muito forte, né? É realmente nessas tensões de muito preconceito, né? Muitas xenofobia é do sul do país. Do sul e sugesto não só do sul, né? Do sul e sugesto do país contra nordestinos e notistas. E daí também nós temos um projeto de nordeste independente, né? O autor do livro nordeste independente, representante do grupo, que quer essa separação na região do restante do país, Jacques Ribemboin, eu não sei como pronunciar, né? Um sobrenomemente discutindo o tema mais de 20 anos, é acredita que não houve momento melhor para propagar das ideias. E o Jacques é um professor universitário, compós-lo doutorado em sistemas positivos locais, na universidade PR Mendes, na França, e aqui uma azul de aspas que a gente vai citar aqui para ele. É claro que o movimento separatista tende a ter mais sucesso maior do exão em períodos de crise. De certo, que a crise econômica e política e a descrença nos nossos representantes no governo de forma geral e algumas movimentações aqui e ali no exterior estimulam de alguma forma o desejo separatista e mostram que ele é algo possível. É, mostram que ele é algo possível tendo a descordar também bastante, né? Não me parece uma grande pauta no Nordeste também, que ainda teria que mobilizar, né? Tanto como sua, meu país, quanto esse projeto, né, no Nordeste independente, teriam como mobilizar assim as sembraias legislativas de estados diferentes, governadores de estados diferentes. É um discurso que ele é inflamado e pega às vezes pessoas desavisadas, que estão frustradas e querem, né? Que alguma forma criar um inimigo externo, esse inimigo externo sendo o Estado brasileiro, esse inimigo externo, flertando, coxendo ou fobia com outras regiões do Brasil, enfim, seja lá qual for essas movilizações, parece uma solução fácil, né? E simples para problemas muito complexos. Então, mas no Nordeste, assim, nós não temos como eu falei, um projeto encabeçado, forte. Então, assim, quando fala que mostram que é algo possível, não, não é, não é nada possível. Se possível fosse, nessa reportagem de 2016, esses movimentos teriam ganho força em 2016 para cá e hoje que é 2025, a gente poderia estar debatendo justamente o ódio, esses movimentos ganharam força com Brexit, foram tornando algo e não foram tornando nada, seguem sendo a mesma coisa que sempre foram. E para a gente encerrar, então, esse episódio, eu preontei justamente o professor João Paulo. Como é que ele analisa esses atuais movimentos separatistas no Brasil? Tem no invista que ele debate tão bem, né? Formação da Nação Brasileiro, o Teito Árbeles Ledo. Esses movimentos se desafiam a ideia de uma Nação Brasileira consolidada ou revelam novos modos de disputar o ano século 21. E para encerrar esse episódio, nada melhor que o vi o nosso especialista, mas, uma vez, a palavra está pro professor João Paulo. A luz de tudo que eu acabo de explicar, nós podemos interpretar que os movimentos separatistas ou as manifestações separatistas que não são exatamente movimentos que existem no Brasil atual, têm se mostrado fracas, têm se mostrado pouco persuasivas, têm se mostrado superficiais e incapazes de mobilizar pessoas, de subsidiar ações efetivas. Sempre se falou em separação de alguma parte do Brasil e continua se falando nisso. Quando isso ocorre, essas manifestações, elas chamam a atenção. Mas elas chamam a atenção, mas, pelo essente de felicidade, do que pela coerencia, de quando, em quando, então, surge um político que fala alguma coisa e é condenado, surge nas redes sociais, alguém que fala alguma coisa desse tipo, em épicos de eleições, isso é muito comum. Mas nada disso tem por detrás de si, projetos sérios coerentes, e, que, até o momento, tem sido capazes de abalar essa forte unidade nacional brasileira. É também uns argumentos fortes do meu livro, Formação na nossa obra brasileira, que a nação brasileira tem se mostrado uma força coisiva muito importante nesses últimos 200 anos. A despeito do Brasil ser um país, uma sociedade, uma nação, feios de episódios, de violência, de enfrentamento, de conflitos de todo tipo, é um país extremamente desigual. As pessoas se matam no Brasil em escala absurda por muitos motivos, não entanto, mesmo com toda essa conflitividade típica da história do Brasil, desde que o Brasil é um estado nacional, desde que o Brasil é uma nação com um estado a ela atrelada, jamais foram capazes de abalar a ideia de que os brasileiros fazem ideia em fazer parte de uma mesma comunidade. E aí, sou vinte. Espero que vocês tenham gostado de mais um episódio da suação Brasil. Eu fiquei muito feliz em fazer esse episódio. Eu acho que é um tema interessante. Eu gosto de debater muito esse episódio em sala de aula. Eu sou, acho que muitos de vocês sabem, eu sou professora tanto no ensino superior como do ensino básico do aula na faculdade, do aula para jovens e adolescentes. E eu faço esse debate nos dois níveis e sempre geram reflexões interessantes. A questão da xenofobia quase sempre aparece, a questão da formação das culturas diferentes do Brasil aparece. Enfim, uma série de questões políticas sociais econômicas. Enfim, sempre da pânula para a manga, sempre é um debate que eu acho que vale a pena ser feito. E eu quero que nos comentários, assim, comentem. Lá no Instagram, no Twitter, enfim. Ajudem a gente a debater esse tema, a compartilha suas percepções sobre eles, mandem mensagens para mim. Enfim, estação Brasil também tem esse origninho. Eu acho que é um tema que vale muito a pena ser debatido e é muito provocativo. E acho que provocativo no bom sentido. Mas a gente pensar em questões importantes para o presente, o passado, do nosso país. Então, agradeço ao audience de vocês até aqui. Como eu falei, espero que tenham gostado do episódio. Se possível, sigam nas nossas redes sociais. Vai lá daquela força, e a gente está no Instagram, no Twitter, no Blue Sky, no Treads. Sempre com a roba da estação Brasil FM. Se você gostou do nosso episódio, o gosto da estação Brasil, está conhecendo a estação Brasil, e quer ajudar a manter esse podcast no art, torne-se um apoiador em apoia.se e barra da estação Brasil FM. Lá você pode a partir de R$ 5 contribuir com a manutenção desse projeto no art. Ah, Ricardo, mas por que ajudar a estação Brasil? Porque a gente não ganha nenhum centavo do Spotify, de nenhuma desses agregadores de podcast, eles não pagam por aqueles que produzem o seu conteúdo. Então, a gente precisa para manter toda a nossa estrutura no ar aqui, o apoio de vocês, se não, tudo isso, o store nem enviava. Então, por favor, nos ajudem. 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e até uma próxima até um novo episódio no Station Bésima.