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06_Nuno Valentim_Reabilitação do Mercado do Bolhão

39m 23s

06_Nuno Valentim_Reabilitação do Mercado do Bolhão

O arquiteto Nuno Valentim partilha a sua experiência pessoal com o Mercado do Bolhão, desde os tempos em que frequentava o local quando o escritório do pai ali funcionava, até ser responsável pela sua reabilitação. Destaca a dupla classificação do mercado: como edifício patrimonial e como atividade de mercado de frescos municipal, exigindo um equilíbrio cuidadoso. O projeto prioriza manter o mercado vivo, com novas barracas inspiradas nas estruturas originais da praça, cobertura em ardósia e transparência visual para abrir o espaço à cidade. Foram recuperadas técnicas e materiais históricos, como a cor original em tom de areia dourado, e melhorada a acessibilidade com elevadores. A decisão política de manter o mercado descoberto e focado em produtos locais é vista como acertada, especialmente no contexto pós-pandemia. O processo construtivo envolveu equipas multidisciplinares, estudos de engenharia e apoio social aos comerciantes, garantindo que o Bolhão continue a ser um símbolo da identidade portuense. A obra representa um equilíbrio entre passado e futuro, preservando a alma do mercado enquanto se adapta às necessidades contemporâneas.

Transcription

4394 Words, 25692 Characters

Portuguese
que tal com a vida as obras de chão e exercícios de crença, de feio, de expressa, de reconhecimento, de resiliência, de que nós temos que ter a humildade, o bom senso, a calma, para ir levando a obra e a vida com essa expressa. [Música] Na Bílida e Impeic, estamos apais sonados por arquitetura portuguesa e esta é o nosso podcast no país dos arquitetos, um território onde as conversas da arquitetura são uma oportunidade para conhecer os arquitetos, os projetos e as histórias por trás da arquitetura portuguesa de referência. O meu nome é Sara Nouns e hoje vamos estar a conversa com arquiteto no Valentinho sobre o mercado do Bullhão, junto em Sanos. Olá, Noun, vem vindo. Olá Sara, viva, é um gosto de estar aqui contigo. Tenho sido um prazer, Noun, porque para além desta conversa tenho acompanhada a tua obra atrás das câmeras e sequer um bom conversador e desta vez temos uma estreia neste podcast que é uma é a possibilidade de falarmos sobre um edifício que ainda está em processo de construção. Mas antes de falar sobre o projeto, o produto de quais as memórias que tinha de Bullhão, antes de sonhar que estar envolvido no seu projeto. Uma pergunta muito curiosa que eu não tenho um tido de oportunidade de falar sobre isso, mas eu acho que todo o portuense tem uma qualquer ligação ao Bullhão. E tudo isso também aconteceu comigo, mas o mais interessante é que eu passei a ter uma relação com a gente, a próxima com o Bullhão, quando o escritorio do meu pai, que é ensinheiro, e onde eu fiz todo meu curso, também lá numa sala que ele me disponibilizava, era na rua do Bullhão. E depois logo seguir, quando eu terminei o curso e montei a minha primeira sala da clia com alguns Alguns amigos em dos quais o federico é essa, Paulo monze, a Nossa Auto designava-me os arquitetos do brilhão. Aromeno queис pu partitione. Essa história é muito engraçada! Não sabia eu? Estou final dos anos surprised. Noventa e oito! snow 29,250 mil e picos. Um dia estaríamos responsáveis pela riabilitação do brilhão. E por isso era muito frequente entre romper as nossas, a mensagem por ele, tanto um dos meus discursos, a gente faz errado de avançar o brilhão. Para ir ler qualquer coisa afinar, que voltar ou ir ver da valida e uma volta. Portanto, diariamente, também atravessava o brilhão. Por que não percoço que eu gostava de fazer? Já fazia parte da tua vida, de uma forma muito próxima. Mas acho curioso, tu dizer que assim, é verdade, todos os portugueses têm uma história com o mercado do brilhão. Por isso, talvez, é que este projeto de riabilitação já era muitos anos querido por todos os portugueses. E houveram, entre tanto, vários projetos em cima da mesa para serem realizados. Por que os desafios de fazer este projeto? E o que é este projeto traz de diferente em relação às outras propostas para o mercado? É uma pergunta. Com uma resposta. Um pouco complexa. Por isso eu vou tentar. fazer-la. de uma forma muito sintética, o brilhão. Mais de uma joia da cidade, acho que faz parte da alma da cidade. Então, tem legalmente uma dupla classificação, ele é clificado fisicamente, ou seja, materialmente pelo edifício, na autoria do Tentónico Reda Silva, o Mercuteto Camarário, com formação, bozar, parisiência, colegas de marques da Silva, e por outro lado, tem uma classificação imaterial, ou seja, atividade de mercado de frescos municipal, também é classificada, ou seja, tudo que se passa a nível de trocas, de encontro, de pessoas, é também outro valor que o Estado reconhece, como valor em trínense. E por isso eu acho muito importante, quando temos que atuar num edifício que tem esta dupla classificação, nós sermos muito atentos a esta duplicidade, e, paradoxamente, a preservação destes, destes dois valedores, valor, o edifício e atividade, podem eles próprios implicar sacrifícios. - Em que sentido? - No sentido em que nós paraverentimos hoje em dia, o mercado de frescos, funcionando, e de facto, resulta, enquanto alternativa às grandes supeficias que fazem uma concorrência afrutamente de Juliál e fortíssima, nós temos que ser absolutamente exigente nessa resposta enquanto mercado. Ou seja, a função mercado de frescos municipal, a manutenção das pessoas que estiveram até agora como conscientes do bolhão, os chamar novos conscientes, tem que ser um dos desenhos, claro, central, é que estão do programa. E por isso, pode, no limite, implicar sacrifícios ao próprio valor patrimonial material. Este termo foi muito evidente, por exemplo, na alteração que tivemos que fazer as barracas de venda. Pelo seu desajuste, que, inclusivamente, tinha sido uma das fontes de agredação do próprio mercado. Os conscientes do terrado encerravam as antigas barracas, usando as comarmas ains, e vinam cá para fora, para expor os seus produtos no tradicional amphitiatro, e nas cinco ruas, digamos assim, que estruturam o comércio do bolhão no seu interior. É muito curiosa esta relação de nós sentimos do bolhão, sentimos a procurrer estas ruas, não é? - Como se fez uma cidade, não é? - Exato. - Entra da cidade. - E por isso, voltando a sua questão inicial, ou seja, este designo de manter o bolhão enquanto o mercado fresco municipal é uma prioridade deste governo da cidade, deste escutivo aliás. Isso tudo só acontece, porque há uma decisão política cura-chosa por trás da reabilitação do bolhão, que é diferente e tem uma visão diferente das visões antriores para o mercado, como tu disse esta pouco, ouve vários já projetos, feitos de população, pelo menos este será o quarto, desde os anos 90, e este é aquele que acaba de se construir, no fundo, isso acontece porque há uma detonação política e um programa também político, um modelo, uma visão muito ajustada ao edificio e ao programa. Ou seja, uma das conclusões que eu tiro deste processo todo, também, olhando para trás, porque já levam cinco, seis anos de trabalho, é que só com conhecimento social, arquitetônico, urbano, é que, com alguma visão também, de futuro, só com este conhecimento é que a decisão política de facto é, e eu diria, conseguida. Portanto, eu acho que o bolhão, espero, vai ser a demonstração e a confirmação de que o conhecimento deve andar a parte da decisão política e foi isso que aconteceu neste caso. Eu tenho acompanhado as obras do mercado do bolhão e uma das coisas que é muito impressionante, este desforço e esta vontade de recuperar a massa da sua identidade, ser porque possivel, e há umas semanas atrás, entrevistei, o arquiteto de somente, o que me dizia uma coisa curiosa, que procurava no passado às vezes respostas para o presente. Isso também aconteceu com o bolhão, nesta voz investigação e ao longo do dia, deste processo construtivo, o passado também, os dois respostas. para aquilo que vocês estão a construir no presente? Sim, muito claramente sim, claro que sim. Desde logo, esta questão que eu falei há pouco do comércio, da relação, da rua, enquanto estrutura, que, desde antes dizem-se, estirou edificios, já enquanto praça eram estas ruas que estruturavam a venda no mercado. E curiosamente, estas estruturas de venda na antiga praça, antes destas barracas, que existem este momento do governo. Existei edificio, não, já existia o mercado, mas não existia edificio. Em 1930, as pessoas em esprimas de desenhos para criar a praça do governo, digamos assim, um mercado do governo que era no fundo uma praça aberta, que resultava do encontro de quatro ruas, a rua Sada Bandeira, Finantes Tomás, Alexandre Braga e Formonsa. E no fundo tal como todos os mercados tradicionais eram mercados cobertos e em densidade, o mercado teve um sucesso tal durante os séculos XIX, que no início dos séculos XX, o governo da cidade voltou a discutir a necessidade de criar um edificio, que resolvei ser a quantidade de pessoas que estava a fluir e também o sucesso de ter resolvido a venda despensa pela cidade. No fundo havia aquilo desenho também um objetivo e genista nesta operação. E os primeiros projetos eram, de facto, um bocadinho até mega-lomans, que implicavam quase dois cortirões cobertos da cidade com a rua Sada Bandeira a atravessar um mercado e depois a câmera optou por uma versão mais contida, ou seja, de um edificio, inicialmente até os desenhos que nós conhecemos do Bolhão São, com o Bolhão integralmente coberto, como se fosse uma galeria comercial. E depois a versão que acabou por ser construída é tal como conhecemos o Bolhão descoberto, digamos assim. E por isso, essas ainda respondem à sua pergunta, as estruturas de venda do mercado, por exemplo, vão buscar a inspiração às estruturas originais da praça e também vão buscar a inspiração às estruturas que entretanto foram construídas no próprio Bolhão e no fundo que, apesar de mais macissas e impossibilitarem a tal relação interior exterior, nos deram uma espécie de perfil para redesenharmos essas barracas, digamos assim. De resto, o edificio foi, digamos, reconstruído, requalificado. Eu não vou dizer a palavra restaurado, porque no fundo, havia muita material existente que desapareceu, portanto ele foi, em grande parte, represtinado, ou seja, reposto com uma dignidade que, entretanto, tinha perdido. Foi, é evidente que fomos ao passado buscar essas pistas, foi reposto com o futuro original em Erdoze, foram repostas todas, as mantras em ferro fundido. Essa questão de ardor é interessante, porque eu, eu, isso, calharam muitos portuenses, acharíamos que a cobertura era em Erdoze, mas na realidade não, pasou, não. A cobertura era uma tela emitada ardor, colocada julgamos nós entre os anos 70 e 80, quando começaram a acontecer muitas infiltrações, e o pragmatismo dos anos 80 fez com que se fosse buscar uma tela preto, neste momento, vem passar o ano, vai reparar, aquele reflexo e aquele tom maravilhoso da ardor, quando lhe encerda luche e aquela textura dos suletos, vai reparar, provavelmente não se vai lembrar, porque não vai ter a comparação, mas vai ser. - A quem não vou ter ilha não é? - Algo diferente está ali, de facto está a acontecer. Nós também fizemos uma aproximação à cor original do mercado, que era um tom de saibro, um tom de areia dourado, e tentando imitar o granito. O edificio é tudo em Ergamassa, praticamente não tem granito à vista, só tem granito entre ios, de mim, são entre as lojas e tem a veneria de granito por mais que as Ergamassas, mas todas as lojas são já imitados. A construção aconteça entre 1915 e 1915, porque tem mesmo um de tão Hanbyque ou Coanyee à essa dúvida, é uma das primeiras estruturas em que tem, e que o nosso projeto também procurou manter tanto quanto possível, não ser sonhos muito de gradadas, ou muito afetadas. Mas o passado também tem erros, ou seja, o passado. - É um estratante aparente, émos com eles, não é? - Exatamente, ou seja, o passado, o bolhão, como teve um crescimento, crescimento exponencial, teve que ser. As galerias tiveram, como não se cobrou e terão molhão, as galerias tiveram que ser muito rapidamente cobertas. Estes postos devendo os centrais foram desenhados pelo Tacharalopro, mas os laterais já foram improvisados e, em um severamento cortam a Colunata, restavam das montras, originais 3 ou 4, das galerias de madeira dos talhos, sobrava uma ou duas, ou seja, há que ir muita adulteração e muita construção espúria que é preciso, portanto, não podemos ser acriticos, relativamente ao que nós recebemos, é esse papel do arquiteto, ter um critério, um critério que vai nos aconcimentos do conhecimento e o edifício da história, mas também do conhecimento próprio. É muito curioso, eu gosto de dizer que a autoridade vem precisamente do facto de sermos autores e não sermos, portanto, e temos esse conhecimento para perceber o que deve permanecer e o que deve ser transformado a bem do sucesso desta operação, operação, seja ela de mercado, seja ela também patrimonial e arquitetônica. Outra das coisas que este mercado vai ganhar é uma enorme transparência visual e de luz, porque crec que também uma das grandes preocupações deste mercado é que ele se abra a cidade, e que isso também seja transporte para a sua própria arquitetura, portanto, esta nova proposta proponha exatamente essa transparência maior. Falam-nos sobre isso, Nuno? Esta pergunta é interessante porque o mercado nasceu como algo fundamental, passidade, mas não era propriamente um programa, digamos assim, é possível, passar visto para ser apreciado, não é? Se reparar, nós, de um estrior, percentimos o mercado a través de quatro portas, né? E quatro entradas. Entradas que filtram bastante o que com este interior. Outra coisa muito grande é a diferença de tratamento das faixadas estriores, é um edifício bozar que procura não ser de granito na sua expressão, procura imitar uma expressão de pedra no seu desenho, mas para o interior ele seco, sem ordenamento, sem decoração. Ou seja, a função mercado que nós hoje romanciamos um bocadinho, na verdade, neste senhor, do início do século XX, era uma função naturalmente, ou seja, suja no fundo que tem cheiro, que tem que necessita de limpeza e por isso era de fato uma infraestrutura. E é muito interessante, por exemplo, o outro promenor de pessoas não vão reparar quando lá voltarem, talvez, o terrado, ou seja, a cota baixa do mercado, onde se vai passar todo o mercado de frescos, o mercado tem uma pendente contínua, bastante forte, ou seja, entre as escadas de um topo e a porta da rua formosa, as escadas da fundante estumaso e há uma diferença de nível de 1,7 metros, é impressionante, ou seja, é como só uma rua com pendente para escurar, claramente, as águas de limpeza, do próprio irmão. Por isso, por isso, existiam. estes dois mundos, o mundo do mercado e o mundo e o mundo mais glamoroso das lojas extreores, que é uma espécie de mercado também dentro do mercado. O conjunto das 60 lojas que abrem para o exterior e que não tem relação com o interior do ineficio é quase outro projeto, é incrível, com vários níveis e pisos. Portanto, quando nós falamos que o mercado vai ter uma relação no possível, porque este filtro que anteriormente e originamento e assistia a nós hoje, olhamos para os mercados com outros olhos, e até de forma diferenciadora, por exemplo, das grandes superficies. Essas vezes vamos buscar identidade, autenticidade, vamos buscar sabor aos alimentos e queremos perceber e olhar e ver essas coisas tão limpas ou não, essas coisas tão no funcional, não pombos e animais a subvoar os nossos alimentos, etc., etc., etc. Ou seja, todos aqueles vidros opacos, martelados, foscos, vão ser transparentes, vamos poder olhar para o edifício, e portanto, o edifício vai ganhar esta luz para a obra, que vai dominar as ruas, e o edifício vai ganhar também a sensibilidade, a relação, porque não havia um único elevador no bolhão, não havia, inclusive, a entrada principal, digamos assim, da rua formosa, nem sequer escada tinha, nesse ponto. Portanto, o edifício passou a ter uma bateria de elevadores para visitantes e elevadores de serviço brutal, são cerca de 12 elevadores entre montacargas e elevadores de serviço, e elevadores de público, ganhou os cadas, ganhou circuitos que não tinha, portanto, neste momento vai ser possível atravessar direitamente entre uma rua, entre uma rua Alexandre Braga e a rua de Sada Bandara, mas foi uma intenção de um jeito tão objetivo do projeto, abrir claramente uma recaracidade, tornando mais transparentes, mas mais acível, mais ggn e com mais funcional, acho que mais é uma das palavras chave, porque senta, porque junta, procurando não retirar nada do que já era anteriormente. Aja curioso também para fazer esta comparação de um mercado com os perem casos ou grandes superficies de hoje, e eu pensei que, neste autor já nunca se pensou tanto, ou nunca nos preocupamos tanto, com termos de maldimentação mais saudável, com os consumirmos produtos frescos, consumirmos localmente, saber a sua provenência, suspeitas que o mercado está a ser construído na altura certa? Sim, e o jogo que toda esta situação que nós vivemos no fundo reforçam esta mudança cultural, este no volar que vamos ter em relação a forma como nos alimentamos e vamos buscar, e vamos comprar o que comemos, portanto, eu acho que sim, eu acho que é a confirmação que a decisão política de manter radicalmente um mercado de frescos municipal com os pássitos para os produtos locais, com uma càvelurgística privilegiando precisamente esta possibilidade de abastecimento regional, local e também de abastecimento histórico, de proximidade, mas, e sobretudo, e esta é uma decisão muito importante, mantendo o bolão de coberto, aberto, ou seja, e isto também em relação aos tempos de pandemia que vivemos, eu acho que confirma a intenção de poder ir até a décision desta quarta de projeto desta decisão de reforitar o bolão, isto porque a versão que estava na mesa anterior à nossa, era uma versão que coberia integralmente o bolão de acordo com o portal projeito do correio da seiva que nunca acabou por ser construído, transformava o bolão numa galeria coberta, portanto, e no fundo, o projeto não vai para a frente porque, de facto, o presidente o reenforou e o seu governo, o Paulo Conheciêva, Manoco Reefrenandes, Pedro Bagaigne, não concordavam com esta visão do bolão coberto, e foi por esta razão que acabamos por ser convidados a fazer um novo projeto para o projeto que estava na mesa, era de facto um projeto que olhamos integralmente coberto, portanto, parece que isto que passamos vai enconfermar. - Enconfermar que este era o caminho certo. - E, sobretudo, vai também confirmar outra coisa, como tu dizias há pouco, mas, ouve também que é um grande sostenófso de construir apenas o que era necessário. O justo quanto o nosso projeto é de longe aquele que constrói menos, que dificá menos. Portanto, eu acho que também provavelmente esta será uma das razões pela qual ele está acabou por ser construído e viável, porque fez esse exercício. - O Venho também dizer que, ouve paralelamente, um trabalho muito bem feito de diagnóstico social dos conscientes do feito pelo gabinete do mercado do bolão, ou seja, a estrutura criada pela presidência para apoiar os conscientes e sejam os atuais, sejam os roturos, neste processo de transição. É um gabinete que foi coordinado pela arquiteta Catia Merinhos e pelo doutor Francisco Rocha Antunos, e que foi como equipa que esteve em permanências de tempo todo também a trabalhar, sempre nesse acompanhamento das pessoas envolvidas. E que seja que já estavam, seja que viram. Eu acho que é também uma das chaves para tudo isto correr bem. - O vira correr bem, como eu acredito que vai correr. - Um dos grandes desafios deste mercado é também o seu processo construtivo. Quem está de fora e vê apenas as telas azuis, acho que não imagine a quantidade de pessoas envolvidas e o rebeliço do obra, quer para um lado para resolver a CAF técnica, quer para um lado as resoluções de ingenieria, que se ajuda a você a parte, para outro lado, os forços, como vocês fizeram recuperar elementos e técnicas de construção que, neste momento, algumas delas até estão a desaparecer, ou encontrar as cores, certas, as avaliações constantes que existem e existiram durante o processo, falamos sobre como é que tem sido este processo construtivo. - Esta é uma obra, as farantes de trabalho são imensas, e há uma equipa muito grande de pessoas a trabalhar, só é possível porque há uma equipa muito grande de pessoas a trabalhar nisso. Eu não queria deixar também de referir aqui, da nossa equipa os pôs autores e qual autores do projeto, mergherida Carvalho, Rita Lima, o Frederico Essa, o Juliano, o Luis Mendonça, e agora também na cinelética o Eduardo Heirs, como é ser fundamental na articulação com a marca e com a ideia de futuro do brilhão. Já referi também o Rebineto Mercado do Brilhão, mas também foram feitos estudos de nel divento, no laborato de nacional de ingenieria civil, coordenados pelo pessoal Vasco Freitas, estudos de mudulação e temperatura, das futuras temperaturas que se vão sentir no terrado. - Caramba, vão a esse nível. - É que seja. - Sim. - F foram feitos analises permanentes para além da equipa de ingenieria, coordenada pelo pessoal que a douse da cheira, todas as especialidades, ou também a consultoria muito especializada e específica da pessoa no imão costa na parte das estruturas. Tivemos duas, digamos assim, estouras da impreendimento pro parte da câmara municipal que tem feito um trabalho de plurado. prático e prático, emginheira Sara Matiasi, emginheira Sofia Barbosa, uma fiscalização muito atente e competente e duas empresas de construção que têm, eu acho feito tudo para que isto corra bem, é, a Lucia Ziarca. E eu acho que esta referência é o brilhante, porque isso é o arquiteto, como dizia o que eu vou para poder ser um poderáire que aprendeu a falar latim, mas na verdade, não faz nada sozinho, eu sim que mesmo um poderáire no meio de tudo aqui. E por isso, esta com o que é importante nós a mensagem é passar, é sim há complexidades técnicas imenças, porque fazer um mercado hoje em dia não é abrir um guarda só e abrir uma mesa no meio do terrado. Quanto dá desejências de igieno? Ou seja, os materiais que estão em contacto com os alimentos, a proteção solar e as temperaturas que os alimentos têm que se estar sujeitos. A total proteção dos animais, pômes, caivotas, que não podem subvoar o mercado de frescos. A total e genização de área que o mercado tem que estar sujeita. Resistência mecânica física, regulamentar é enorme. Isso por um lado, por outro, fazer tudo isto, preservando sistemas, constructivos, originais e de conciliação muito exigentes. E só é possível de facto uma equipa muito competente. Todos os dias, serão desenas de maeles, com pedidos da aprovação de materiais, de alternativas neste momento. Os dias que procuram em relação com obra é um exercício muito danço, complexo, exigente, cobriga uma disponibilidade permanente, muito neste caso. Me imagina também muito maior. E sim, no fundo, dandar alguns exemplos, por exemplo, a manutenção das tais lais de portão original, eu diria, em 90% das situações, obrigou a um escuramento e estruturas provisórias que complica muito o andamento da obra. O número de pessoas que está permanente em obra é brutal, é enorme. Portanto, o jogo de testido noção diz porque está estado a acompanhar e afilmar-me. Quando param com cadinho olhar, pouco se está passando na obra e eu observo, ficam sempre muito impressionados com o movimento, com a quantidade de movimento que existe, em permanência. E faz uma fábrica, com construção. É importante as pessoas saberem que isto não teve nunca parado. O tempo que está a demorar é o tempo que é necessário e que o grão necessita para ser rehabilitado correctamente. E o presidente, e bem, este é um, não se deu atentações ileitoralistas e percepções de grão, tem um edifício para este século. Tem que servir este século, portanto, temos de fazer uma obra ao longo prazo e isso não se compadece com preças. Com preças? Não pode ser. O que está aqui no exercício também é muito difícil, eu posso garantir que a arquitetura tem estrada muito próxima e respondendo. Respondendo de forma muito próxima. O que tem ensino ou bolhão sobre arquitetura? O bolhão ensina esta nossa decisão que tomamos de ser arquitetos um dia, não sei muito bem. Sei porque, sem grande consciência do que o que lhes esperava, que nós de facto temos e eu vejo isso como um privilégio de ter uma profissão que se confundo com a vida. Por isso, o brilhão tem feito nos últimos seis anos, todos os dias faz parte da minha vida, desde o convite que o rirmuráreo e o seu executivo me fez. Eu fico sai porque ele dia derneus da minha filha. Hoje não é a convidão que não faça parte da minha vida, portanto ensina que está com a vida as obras de chão e exercícios de preença, de feio, de expressa, de reis de resiliência, de que nós temos que ter a humildade, o bom senso, a calma, para ir levando a obra e a vida com essa esperança. Um dia isto vai estar construído, que gastaremos para ir resolvendo os problemas que acontecem e que vão acontecer, que estão a acontecer, mas também para usufruir de um novo espaço maravilhoso. Acho que são prediligiados no fundo, de poder assistir a esta transformação, de ter sido a partir deste convite, por outro lado, sabendo que há custos, mas que no limite não são muito diferentes dos custos que todos os dias cada pessoa tem em casar todos os dias com a sua mulher, em educar todos os dias seus filhos. Eu gosto muito desta analogia entre aquilo que faço e aquilo que vou vivendo. Portanto, no fundo do bomão ensina-nos essa também, ensinou-me essa calma, e hoje em dia estou também o próprio, muito mais sereno e menos pior. Acho que o devolhão não deu essa resiliência de facto. Muito obrigada por esta conversa e por fazer, por ser, carque, tatura, que é tão complexa, parece que atornas simples. Bom, acho que só assim é que se pode fazer alguma coisa, porque se bloqueemos com o medo de paralisa. E eu acho que, de facto, mais que nunca fazer a arquitetura, é uma atividade de risco e perigosa, e com imensa responsabilidade e imensa, mas por outro lado, é maravilhoso deixar transformar, pensar, partilhar e, sobretudo, fazer isto com um grande um equipa e pessoas. E olha, eu que agradeço esta oportunidade de falar desta forma do bomão, assim que é mais pessoal e distanciada da obra, porque, de facto, este é um projeto que tem muitas histórias dentro da sua história, e agradeço muito a este seu convite e a esta possibilidade de partilhar esta experiência. E muitos parabãs pela tua iniciativa também. Obrigado, Mande. Se gostaram desse episódio, partilhem, subscrevam, e hoje são outras conversas no Spotify e na Apple Podcasts. Deixem a vossa clasificação e ajudem-nos a divulgar a arquitetura portuguesa. Até a próxima.

Podcast Summary

Key Points:

  1. O arquiteto Nuno Valentim descreve a sua ligação pessoal ao Mercado do Bolhão, desde a infância até ao seu envolvimento no projeto de reabilitação.
  2. O Bolhão possui dupla classificação
  3. A reabilitação prioriza manter o mercado de frescos ativo, com adaptações como novas barracas inspiradas nas originais, cobertura em ardósia e transparência visual.
  4. O projeto inclui a recuperação de materiais e técnicas históricas, como a cor original (tom de areia dourado) e melhorias de acessibilidade, com 12 elevadores.
  5. A decisão política de manter o mercado descoberto e focado em produtos locais é considerada acertada, especialmente no contexto pós-pandemia.
  6. O processo construtivo envolveu equipas multidisciplinares, estudos de engenharia e apoio social aos comerciantes.

Summary:

O arquiteto Nuno Valentim partilha a sua experiência pessoal com o Mercado do Bolhão, desde os tempos em que frequentava o local quando o escritório do pai ali funcionava, até ser responsável pela sua reabilitação. Destaca a dupla classificação do mercado: como edifício patrimonial e como atividade de mercado de frescos municipal, exigindo um equilíbrio cuidadoso. O projeto prioriza manter o mercado vivo, com novas barracas inspiradas nas estruturas originais da praça, cobertura em ardósia e transparência visual para abrir o espaço à cidade.

Foram recuperadas técnicas e materiais históricos, como a cor original em tom de areia dourado, e melhorada a acessibilidade com elevadores. A decisão política de manter o mercado descoberto e focado em produtos locais é vista como acertada, especialmente no contexto pós-pandemia. O processo construtivo envolveu equipas multidisciplinares, estudos de engenharia e apoio social aos comerciantes, garantindo que o Bolhão continue a ser um símbolo da identidade portuense.

A obra representa um equilíbrio entre passado e futuro, preservando a alma do mercado enquanto se adapta às necessidades contemporâneas.

FAQs

O Bolhão é uma joia da cidade, com dupla classificação: material, pelo edifício de autoria de Têntónico Rêda Silva, e imaterial, pela atividade de mercado de frescos municipal, representando a alma da cidade.

Este projeto prioriza manter o Bolhão como mercado de frescos municipal aberto, ao contrário de versões anteriores que o cobririam integralmente. Houve uma decisão política baseada em conhecimento social, arquitetônico e urbano.

O design buscou inspiração nas estruturas originais da praça e nas barracas antigas, repondo elementos como a cobertura em ardósia e a cor original de tom de saibro dourado, mas também corrigindo erros do passado.

Foram adicionados cerca de 12 elevadores, incluindo para visitantes e serviço, além de novas escadas e circuitos, permitindo atravessar diretamente entre ruas como Alexandre Braga e Sá da Bandeira.

Vidros opacos e foscos foram substituídos por vidros transparentes, permitindo mais luz natural e visibilidade do interior para as ruas, tornando o edifício mais aberto e acessível.

O Gabinete do Mercado do Bolhão, coordenado pela arquiteta Cátia Meirinhos e Francisco Rocha Antunes, apoiou os comerciantes atuais e futuros durante a transição, sendo chave para o sucesso do processo.

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