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066 - Canudos: o profeta, o arraial e a guerra

from Estação Brasil

64m 25s

066 - Canudos: o profeta, o arraial e a guerra

A Guerra de Canudos, ocorrida entre 1893 e 1897, é uma das revoltas populares mais significativas da história do Brasil. O episódio explora com profundidade a figura de Antônio Conselheiro, líder da revolta, desmistificando o estereótipo de um "profeta fanático" e mostrando que ele era educado, com conhecimento teológico e uma visão crítica da República. O arraial de Belo Monte era uma comunidade com organização social, baseada em agricultura de subsistência, propriedade coletiva e tradições populares, mas com desigualdades sociais reais. A revolta não se deu por ideias revolucionárias ou uma busca por reforma agrária, mas como uma defesa dos costumes e tradições do sertão ameaçadas pelo modelo republicano e pela exploração social. O exército brasileiro, ainda fraco e mal preparado, enfrentou sérias dificuldades nas quatro expedições, culminando em um massacre brutal, especialmente na última tentativa. A denúncia de Euclides da Conha revela os horrores cometidos pelo exército, enquanto a análise crítica mostra que a revolta foi uma resistência popular, não uma experimentação socialista. A história de Canudos, embora frequentemente distorcida, oferece uma visão complexa de uma mobilização popular baseada em valores culturais, religiosos e sociais, reforçando a importância de uma análise histórica mais equilibrada e aprofundada.

Transcription

11003 Words, 65242 Characters

Portuguese
Próxima estação. Estação Brasil. Olá, ouvintes, vocês desembarcaram no estação Brasil, o seu podcast de história e do Brasil. O nome é Ricardo Duvio, sou apresentador desse podcast. Como vão vocês? Espero que bem, sempre na medida do possível. E hoje nós temos um novo episódio da estação Brasil, falando sobre os temas que vocês me pediram muito, mas muito mesmo, talvez desde no início do estação Brasil, que é a revolta ou a guerra de canudos. Uma das revoltas populares mais famosas da história do Brasil. Talvez a mais famosa, não sei, mas certamente uma das mais famosas, que ocorre em início da primeira República. É modada em 1893, logo no início da primeira República, e acaba sendo destruída em 1897. E é sobre isso que nós vamos falar hoje. Mais uma interessante, que é o que é do avisar justamente aos ouvintes, acho que muitas das coisas que talvez vocês aprenderam no ensino médio, no ensino fundamental, enfim, momentos na vida de vocês sobre canudos, pode ser um pouco desconstruído, ou talvez vocês vão ter muitas informações que vocês não sabiam, né, informações mais detalhadas. Porque esse episódio demorou, porque realmente eu quis pesquisar bastante para falar sobre canudos. Eu não tinha muita confiança, ainda não sou um especialista na área certamente, mas assim, eu realmente tinha poucas informações sobre canudos, e eu decidia. Eu só sabia mais ou menos o básico, e eu decidi me aprofundar desse aprofundamento na seu episódio, e vou ser sincero com vocês, eu aprendi muito pesquisando, e aprendi muitas coisas novas que me fizeram entender muito melhor essa experiência de canudos. Então, para tentar compartilhar e explicar um pouco dessas coisas para vocês, esse episódio está dividido entre as partes. Na primeira parte, nós vamos falar sobre o profeta, quem é o profeta e o cara bem, é claro, Antônio Conceleiro, grande líder da experiência de canudos. Então, o primeiro bloco vai ser dedicado para uma biografia, uma mínima biografia, vamos lá, né, de Antônio Conceleiro, com muitas informações que ajudam a gente a entender bem mais esse personagem do que talvez, é o senso comum, entendi, Antônio Conceleiro, a gente vai se aprofundar um tanto a respeito dessa figura ao longo do episódio, mas o primeiro bloco é justo sobre ele. No segundo bloco, a gente vai falar do arraial de belo monte mesmo, dessa pequena vila de belo monte que é vida e na região de canudos, e a gente vai falar do cotidiano dela como ela está organizada, se tinham não propriedade privada em canudos, se as terras eram comuns, se a produção era toda compartilhada, algumas coisas que a gente ouve falar sobre canudos, a gente vai se aprofundar um pouco mais, e no terceiro, o que o último bloco vamos falar sobre a guerra, é a gente de um determinado momento, os certanejos de canudos, entam em conflito com o exército brasileiro, e aí sim nós vamos ter eventos muito tristes dramáticos, e por que não massacre o exército brasileiro, acaba performando infelizmente ali em canudos. Então é a respeito disso que nós vamos falar desse episódio. A grande revolta de canudos é uma das revoltas populares mais marcantes da história do Brasil, e para isso vamos iniciar mais um novo episódio do estação brasileiro. Parti 1, ou profeta. Neste primeiro bloco vamos falar sobre Antônio Vicente Mendes Maciel, nascido em Quicheira-Mobin, no Ceará, não sabemos exatamente a data precisa, estima-se que Antônio Conselho teria nascido em 1828 a 1870, existe uma leve dúvida respeito da data precisa de nascimento de Antônio Conselho, e é respeito dessa figura que vai perder sua mãe aos seis anos, vai ter um relacionamento difícil com a madastas, vai receber uma instituição básica, inclusive isso a gente vai falar, Antônio Conselho vai ter contato obviamente com a língua portuguesa, mas também com latim, também com franceses, muito disso por causa dos esforços do seu pai, que apesar de ser um homem alcólata, violento, e que vai morrer em um determinado momento deixando Antônio Conselho ainda mais solitário, digamos assim, a respeito dessa figura que nasce no sertão nordestino, que vai tocar sua vida durante um bom período no sertão nordestino, vai começar a perigle na pelo sertão nordestino, que nós vamos falar neste bloco. Então uma das coisas que eu acho interessante nesse episódio, como eu falei várias informações, talvez sejam novas para vocês. Espero que sejam, inclusive, e algumas dessas vão estar nesse primeiro bloco, porque eu compro a sua distorria, principalmente nos materiais didáticos, onde normalmente a gente tem aquela parte ali, que a gente fala sobre canudos, quando vai falar da primeira República, muitas vezes muito de passagem, pelo menos pessoas, nada maior parte do Brasil, imagino que me regiões onde canudos ocorreu, obviamente como a Bahia, ou muitas regiões do nordestino, pode ser que a temática de canudos seja mais aprofundada, imagino que sim, mas no restante do Brasil acaba sendo um tema importante, porém, passageiro, pouco aprofundado. E quando a gente fala mais, entende melhor, não tome concedido, acho que a gente entende melhor da revolta de canudos. Então a gente já deu algumas informações sobre concedido, que é interessante, porque não, não tome concedido, vai ser muito vendido, a gente acaba lendo ele muito sobre as lentes de um outro personagem que a gente vai falar bastante dele nesse episódio, que eu acredito da punha. Muitas das informações que nós temos sobre canudos, antes mais nada, é muito difícil vocês vão viver ao longo de todo esse episódio falando. A gente não tem muitas informações a respeito disso, a gente não consegue bater o martelo a respeito disso, porque canudos tem muitas lacunas ainda que não foram totalmente preenchidas, tem um conteúdo ideológico e político muito forte, existem, por exemplo, relatos orais de pessoas que vivenciaram ali justamente a experiência de banho monte. Mas que segui um antônio concedido com uma paixão muito grande, acabamos sendo fontes muito importantes para a história, mas fontes suspeitas. No caso de ocorridos da punha, por exemplo, ocorridos da punha tinham uma visão muito elitista, a respeito de canudos via aquilo como um grande problema social de pessoas que ele até, na verdade, se compadeci em certo sentido com a amizéria, com as dificuldades que se encontram em canudos inclusive, a gente já falou sobre isso no episódio do estação Brasil, que a gente falou sobre o marxismo no Brasil, o que é o tipo. É o que diz a conhecia interessa pela socialismo, pelo comunismo, principalmente na sua juventude, é pelo marxismo, mas ele acaba indo pela literatura mais positivista na época, né, ele é um jornalista que vai cobrir justamente os eventos de canudos, enfim. E o cliente da punha acaba sendo escrevendo certões, todos os relatos que ele registra como jornalista, indo lá para canudos, ele acaba juntando e escrevendo textos de certões. Mas ele acaba tendo uma visão assim, no Antônio Conselheiro como um fanático religioso, uma pessoa pouco racional, muito apaixonada. E na verdade, Antônio Conselheiro tinha instrução formal, né, básica, conhecia bem o português, conhecia o latinho, francês, estudou justamente uma ortodoxia católica, uma liturgia católica, conhecia passagens da Bíblia, era uma pessoa de como nível de instrução formal, muito acima da média, inclusive, da região na qual ele viveu, de onde ele surgiu? É claro que não tendo a mesma instrução formal de um eclidista com ele, mas também a vida de Antônio Conselheiro, não foi a mesma vida de um eclidista com ele. Então, muitas das coisas que a gente vai tentar quebrasse, mas alguns mitos a respeito de canudos, né, de que eram pessoas fanáticas religiosas, as lutas, apaixonadas pela religião que acabavam esquecendo de todo o resto, ou de que eram, né, hyperpuditizadas, que propunham algo como uma reforma grária para sua época, e não é exatamente isso, enfim. Mas nesse bloco, então, a gente vai tentar falar de Antônio Conselheiro. E Antônio Conselheiro é uma pessoa interessante, que muitos dos eventos que vão levar ele a optar pela experiência de canudos, eles acabam fazendo mais sentido, assim, discernidos, mas a gente coloca num contexto maior. Então, Antônio Conselheiro, ele cresce no sertão no destino, ele tem que se virar principalmente a partida a mãe morre quando ele tinha 6 anos, o pai vai morrer 1865, quando ele tem seus 20 tantos anos, ele vai assumir os negócios da família, ele vai encontrar dificuldades financeiras, ele vai ter que potecar do priedades, por exemplo, em 57, ele se casa com Brasilina, la Lentina de Lima, e é um relacionamento difícil, era bem conhecido na época aquela ultraí, e, de fato, o traí, o que vai acabar gerando uma descoberta, justamente um pouquinho depois, 1858, 1864, de que a esposa nem estava tendo ele, Antônio Conselheiro vai conhecer a assador da traição, vai quebrar seu coração justamente, e ele abandona essa vida comercial, que ele tentava anetocar com uma erança do pai, ele vai começar viajar pelo sertão, e esse período é muito importante, porque ele vai ser influenciado por outros missionários e práticas religiosas populares da época, aí que ele vai entrar em contato com esses periglinos do sertão, com essas figuras, com outros Antônios Conselheiros, digamos assim, porque a gente conhece muito essa figura do Antônio Conselheiro, mas ele não era o único, esse estilo conselheirista, digamos, de quase que esse messias do sertão, essa pessoa que engaria, que é um profeta, existiam vários Antônios Conselheiros, digamos assim, vários desses profetas no sertão da época, talvez Antônio Conselheiro só seja o mais conhecido, talvez não, certamente, não é o mais conhecido. E a partir disso, ele começa uma transição para uma vida de beato, e antisacente quadro. e a fundação de Belo Monte, ou seja, aqui já vai um longo tempo. De 64 é 93,864,893, pra ficar mais preciso. Ele passa a se dedicar não necessariamente essa profecia, essa coisa meio missionária, mas a reforma de igrejas e semitérios. E ele vai conhecendo várias igrejas, vários semitérios juntinho das igrejas, quando está aqui para trabalhos na cidade de Tapikuru, em Monte Santo. E ele vai começar a conquistar seguidores por causa desses trabalhos que ele faz, por causa que ele começa a realizar algumas pregações religiosas, mas ele começa a ter esse trabalho de ajudar. Na reforma de igrejas e na reforma de semitérios. E ele vai engarirando pessoas, vai engarirando pessoas e no ano de 1893, ele vai fundar o raial de canudos ali na Bahia. Então ele nasce e não se arar, começa a pereglinar, vai parar justamente ali na região de canudos na Bahia, que rapidamente vai se tornar um refúgio para esses certanejos marginalizados ali no interior nordestino. E o raial no início ele vai prosperar, como uma comunidade meio autosuficiente, baseada em valores religiosos muito fortes, valores políticos contários à república, a gente começa a ter esse fluxo de pessoas que começam a seguir essa figura muito famosa na região que Antônio Conselho. E Antônio Conselho, ele vai ser morto no final da Guerra de Canudos, que ocorre em 1996, 1997. No final durante o cerco ele vai ser morto e, enfim, é de uma forma muito triste parte daquele massacre final. Mas algumas outras coisas eu quero falar aqui antes. O que a gente sabe sobre Antônio Conselho? E isso aqui é muito importante, né? Como é que a história de Antônio Conselho foi contada? Algumas das fontes que nós temos são muito relatos orais, que atribuem a Conselho basicamente assim. Existe um ponto que eu quero já colocar aqui, né? Eu coloquei ali, como primeira parte desse bloco, o profeta. Existe um debate muito, se Antônio Conselho é dar um profeta ou não. E muitas informações que eu estou retirando daqui é um artigo muito legal, chamado Antônio Conselho, profeta do sertão, uma pergunta de Vicente do Bruruca. Eu acho que é assim que se pronuncia o sobrenome sempre tem problemas com sobrenomes difíceis. E o Vicente, justamente, queria essa dúvida, né? Será que Antônio Conselho pode ser definido como um profeta ou não? E ele discorda dessa visão, né, que Antônio Conselho seria um profeta. Mas ele questiona muito a fim de como é que a gente sabe, né? Que informações nós temos sobre Conselho. Então, por exemplo, nós temos muitos relatos orais que atribuem a Conselho, sem discursos proféticos, escatológicos, olha o fim do mundo está próximo, temos que salvar almas referências aos Sebastienismos, né? Acrença no retorno do rei Dom Sebastiano, que morreu na luta contra os árabes, né? Toda uma história um mito muito famoso português que acaba sendo exportado aqui pro Brasil, o rei, né, morto, que vai voltar, um rei cristão que vai restaurar um tempo antigo, é onde o cristianismo, a paz e os bons costumes é imperável e esses bons costumes que estão usando voltar e etc. Só que muito desse caráter profético, vejam bem esse caráter em missionário, muitas vezes vocês devem ter ouvido falar nas aulas de cadores como o movimento Messianico, né? Não sei se é o melhor tema, eu acho que isso é um debate, inclusive, né, pelo que a gente pode colocar. Se de fato, Antônio Conselho era um Messias ou não, se colocava como Salvador ou não, enfim. Porque muitas dessas referências Messianicas provêm desses alatos horais, e relatos que frequentemente eles incluem mensões, as sermões que ele fez com forte conteúdo apocalíptico, uma oposição radical república, mas muito retratando Conselho com essa coisa, um Messias e um Visionário. Só que alguns desses alatos foram registrados pelo clídez da Conha e outros contemporâneos, a após a destruição de canudos, mas existem dúvidas sobre a veracidade de alguns deles, principalmente por causa de muitos exageros ou interpretações populares. Muitas vezes, eu clídez da Conha, por exemplo, não cita textos escrito pelo próprio Conselho onde ele demonstra um conhecimento mais formal, e é o que a gente já vai falar a respeito disso agora. Eu clídez da Conha para deferem não ver se Antônio Conselho enfatizar ou Antônio Conselho digamos da cultura popular, do que as pessoas falavam sobre Conselho, mas aí a gente consegue, provavelmente, entender que essas pessoas realmente vão exagerar um pouco das falas, vão tentar colocar Antônio Conselho realmente como um Visionário, como um Messias, um homem que falava palavras, assim, muito importantes, palavras, um Visionário mesmo, né? Então era uma pessoa que não estava ali só falando sobre as coisas do dia a dia, sobre alguns temas específicos, não, ele era um Visionário, ele era uma pessoa além do seu tempo e coisas do tipo, então tanto eu clídez da Conha vai tentar construir uma imagem de Antônio Conselho como uma pessoa muito religiosa e fruto de uma religião meio primitiva de certa forma, não tão civilizada, não verdadeiro cristianismo, um catolicismo inculto de certa forma, né? Eu clídez da Conha vai ter essa visão meio elitista de Antônio Conselho, embora eu clídez da Conha tivesse tido contato com textos clídez de Antônio Conselho, ou que tudo indica, ele optou por não citar muitas vezes isso em ocertões, né? Então existe uma seleção de fontes no próprio eu clídez da Conha, uma coisa meio ideológica, assim. E os seguidores de Antônio Conselho tinham uma visão dele como verdadeiro messias, mesmo, mas talvez o próprio Antônio Conselho não se vendesse muito assim, esse é um ponto interessante da gente colocar. E a gente tem, por exemplo, escritos de Conselho, e o principal escrito dele se chama Tempestades, que se anunciam no coração de Maria por ocasião do mistério da anunciação. Não bairta de texto, não bairta tido. Esse texto escrito, né, pelo Conselheiro, pelo menos é redigido, por ele, existe essa dúvida, né? Então se Antônio Conselheiro só falou e outra pessoa escreveu, ou se ele mesmo escreveu de próprio punho, fato que o texto é atribuído, né, esse texto comum todo é atribuído a Conselheiro. E ele é dividido em quatro partes, a primeira, as primeiras partes são mais de conteúdo propriamente da liturgia católica, ou que já nem mostram o conhecimento formal, mesmo, né, de Conselheiro a respeito de algumas das bases da fé católica, alguns dos temas mais densos talvez, por exemplo, né? A primeira parte fala das dores de Maria relacionada, desavida e morte de Jesus. A segunda parte tem um comentário sobre os dez mandamentos. A terceira parte é reflexões sobre textos bíblicos. E há última discurso e prédicas incluindo críticas à república. E esse último ponto é muito interessante. Esses escritos demonstram o mortodoxia católica, clara, sem meções explístas, a profissias escatológicas, né, ou seja, ali, o Antônio Conselheiro está falando nada de fim do mundo, o que a gente chama de milenarismo, ou seja, não, o fim do século 19 para a virada do século 20, ou até mesmo, né? É quando chegasse no ano 2000, o fim do milênio não seria o final do mundo, né? Se debatia muito isso desde aquela época. Mas o que a gente pode ver em alguns momentos forte conteúdo antes republicando, por exemplo, em um dos terechos, o Antônio Conselheiro vai escrever exatamente assim. Agora tem de falar-vos de um assunto que tem sido a sombra e o abalo dos fiais, a república, que é incontestablemente um grande mal para o Brasil, que era outra, tão bela, a sua estrela. É evidente que a república permanece sob um princípio falso e dele não se pode tirar consequência legítima. Sustentado, o contrário seria singularismo, porque ainda aquela processo bem para o país, por si é má, porque vai de encontro, ou seja, contrário, né? A vontade de Deus, como manifesta ofência de sua divina lei, e é que é importante a gente fates-á esse texto vai escrito depois de 1891, e por que que eu estou falando isso? Em 1891 a gente tem a primeira constituição republicana da história do Brasil, que separa estado e igreja, o que Antônio Conselheiro não concordava, né? É a ideia de estado lá, e por separação, Antônio, estado e igreja era visto para ele como um horror. E no fundo, Antônio Conselheiro, ó, que tudo indica, era um monarquista, não é? Um monarquista necessariamente nos termos do Império, embora o que tudo indica, ele sempre preferia um império a república, mas um monarquista cristão místico de certa forma, que tinha muito essa leitura de um certo monarquismo português, assim, que realmente relacionava de forma um monarquismo conservador, outra católico português, né? Que, de fato, aproximava muita de estado e igreja, algumas questões mais amplas, assim, da fé, enfim, Antônio Conselheiro não era um republicano, isso é muito importante a gente entender. E principalmente porque ele via que também a república atacaria os mais pobres em certo sentido, enfim, Antônio Conselheiro também não desenvolveu tanto suas críticas, a gente só tem incites justamente de alguns dos seus pensamentos. Só que aí tem um ponto que a gente precisa finalizar aqui nesse primeiro bloco, porque a gente tem um, a gente pode pensar, tá, mas o que que tá correto? São essas falas que ele tinha, os discursos que ele fazia, né? Essas pessoas que ouviram ele falar na época, ou que valiam os textos inscritos, sabe que uma coisa vale mais que a outra? E aí justamente, né? O Vicente do Bruno Duca, né? Esse autor do texto, ele vai falar não, no fundo. O mais provável é que as duas coisas estejam setas. O autor vai colocar, que é muito mais provável que Antônio Conselheiro, quando ele falava para o povo, quando ele descursava, quando ele ia falar, até te atete com as pessoas, ele fosse mais dramático mesmo, quem sabe, até com Tom mais profédio. E quando ele fosse escrever, ele fosse mais formal, talvez ele fosse até mais fiel as ideias dele, né? Então, ao que a gente pode colocar aqui, ambas essas formas de discurso que ele tinha, ser considerado o Spetador, o Adal e o Escreto, né? Constando na verdade, intenso. e objetivos para públicos diferentes, porque justamente um país pouco alfabetizado, e mais que isso uma região ainda menos alfabetizada, que era onde é conceder o vivia, os seus textos, muito claramente, não seriam unidos por essas pessoas, essas pessoas teriam uma população local ali, justamente regional, teria mais dificuldade de ter acesso a esses textos escritos, ou ler com a devida profundidade, né? Mas, se ele queria falar justamente para aquelas pessoas, ele tinha que justamente usar uma fala mais, enfim, mais próxima da cultura e certa neja, justamente que circundava ali, e para gente encerrar esse bloco, vale a pena colocar aqui uma análise do próprio autor, do artigo que nós estamos retirando, que é o Vicente do Obrou-Ruca, ele vai colocar aqui essa trajetória, né, tudo que nós estamos falando aqui do António Conceder demonstra uma complexidade da figura dele, que é o mesmo tempo que era um líder espiritual o ortodoxo, que conhecia bem a Bíblia, que com que sabiaversar sobre os mandamentos, sobre os perceitos, sobre o malito dia católica, conseguiria fazer um debate ideológico mínimo a respeito de questões da fé cristã, o catodicismo, mas ao mesmo tempo era uma figura carismática e um líder popular, que engateava muitas pessoas, né? Então, ele precisava, digamos, transitar entre esses dois mundos, e justamente o Vicente ele coloca, né, que ele, para abriar as pessoas dele, vamos colocar aqui, né? E firme mais de nada que na sua apregação, cada um dos discursos tinha sua hora e o seu lugar específico, uma separação lógica que, no fim das contas, é procedimento bem razoável e inada atribuível ao um do Nath. Ou seja, algo quase que evidente, assim, né? Mas que precisa ser dito, por mais evidente que padaça ser, porque durante anos eu acredito da cunha, né? O melhor dizendo durante anos ficou essa memória, essa imagem construída por acredito da cunha, que eu tome conselheiro como um ser quase racional, muito apaixonado, uma caricatura do sertão brasileiro, assim, uma coisa. Fim, realmente, acho que a ideia de caricatura é muito boa, esse estereótipo, um líder meceânico que pouco conhece da Bíblia, que é meio inculto, é uma coisa meio entiaspas, incibilizada, de certa forma, né? Então, um homem rústico, primitivo e, na verdade, não, o antônio conselheiro era uma figura. Era que conhecia bem os mandamentos, como a gente falou, eu conhecia a diturgia católica, a teologia católica e só que o antônio conselheiro diferente do dia eu acredito da cunha, eu acredito da cunha no jornalista que basicamente falava para os seus, ele não precisava falar para públicos diferentes e nem tinha muito esse objetivo, né? A coisa que o antônio conselheiro queria ter, o antônio conselheiro queria falar com os mais pobres, com as pessoas da cultura certa neja do sertão, então ele tentava interpretar tudo aquilo que ele conhecia da diturgia católica para uma outra cultura, né? A diturgia católica é algo extremamente europeisado, assim, né? A portuguesada, de certa forma, ali na quando chega o Brasil, e ele tentou transporta, ele tentou justamente combinar esses dois mundos, no mundo da onde ele via, da cultura certa neja, porque ele é filho dessa cultura certa neja do interior do destino, e ao mesmo tempo teve acesso a essa cultura formal e queria trazer isso para a população local para criar algo, o novo, o único e muito particular, e tendo a invista isso, a gente tirando vários desses estereótipos, desses imaginários pouco precisos, assim, a gente tendo uma ideia melhor de quem foi antônio conselheiro, agora podemos avançar para falar não mais só de antônio conselheiro, mas também dele, mas na nosso próximo bloco nós vamos falar agora assim, sobre dello monte, sobre a cidade santa, sobre o tão falmoso, a rayao de canudos, então vamos lá para a segunda parte, por nosso episódio. Parti 2, o a rayao. Após duas décadas de peregrinação, o antônio conselheiro e seus seguidores finalmente criaram o a rayao de belo monte em 1893, basicamente quatro anos depois da proclamação da república, e cinco anos depois do fim da escravidão, que é algo muito importante de ser citado, também recentemente, a escravidão tinha acabado, a região onde belo monte vai ser fundada, a Bahia, por exemplo, foram dos estados mais escravocratas, digamos assim, ou que pelo menos que mais recebeu escravos durante todo o período da escravidão, então tem esse pão no social de fundo, que é importante a gente citar também, mas aqui a gente vai falar, começar pelo menos a falar nesse bloco, que essas terras onde o a rayao dos conseleristas foi formado, cava a margem do rio Vazabarris, e ela já era habitada, e a lice funda o a rayao de belo monte, que viveu principalmente de agricultura de subsistência, plantando uma idioca, produzindo, ou pelo menos trabalhando um pouco de couro também, essa mandioca, que eu estere antes, também era utilizada para o preparo de farinha, candidha açúcar, para produzir rapadura, além da criação de cabras, e a organização desse a rayao vai consistir basicamente uma rua principal, que vai estar na praça das igrejas, e sim igrejas no plural, que vai ficar conhecida como a rua das casas vermelhas, devido a cor das terras das casas, que essas duas igrejas que nós vamos te dar, uma ficava de cada lado dessa praça, a primeira ela já veio com a fundação de belo monte, belo monte é fundada, principalmente quando essa praça é igreja com base, então é fundada em 1893, foi uma grande festa para a população local, a fundação, criação, irguer finalmente essa igreja, e a segunda ela estava sendo construída quando o a rayao foi invadido e destruído, definitivamente em 1897, assunto que a gente vai falar já lá mais lá no próximo bloco, e essas demais casas que elas circundavam essa praça central, onde tinham casas melhores de fato, né, com telhado e coisas do tipo, com telhas pelo menos, essas demais casas mais simples elas vão ser guivas, segundo o Valnísio Nogueira Galvão, num doce é muito legal que existe da revista de história da biblioteca nacional, muitos devem conhecer, né, infelizmente ninguém vai conseguir ir contrat, talvez no mercado livre da vida, aula assim, até seja possível, mas a revista de história da biblioteca nacional ela era distribuída pelo Ministério da Educação, lá por volta é 2014, durante longos anos, na verdade, e a revista de número 111 tem um doce é só sob canudos que vários autores vão contribuir, várias das informações que eu retirei também, que eu pesquisei para esse episódio tão adi, então justamente na Valnísio Nogueira Galvão vai falar que essas construções que ficavam a magia, hoje em queda, o maior número de construções mesmo de Belo Monte, normalmente elas eram feitas de Taipa, ou Pao Apique, que é barro reforçado com gádios e um conjunto sem muitos cuidados de urbanização, então, ou seja, não existia arruamento, calçadas, esquinas e nem saneamento com água encanada, e isso vai dar uma impressão para o Felipe Zidapum, e quando ele chega lá, já no final de tudo, com a quarta vez e última expedição para Belo Monte, a gente vai falar sobre isso, ele vai falar que olha, o Belo Monte formava um labirinto inextricável, um labirinto complicado de difícil, e quando a gente fala sobre o dia a dia de Belo Monte cotidiano, a gente tem que falar sobre um tema muito importante, que a religião vai ter um papel fundamental no cotidiano de Belo Monte, segundo Nogueira Galvão, a população vai ver uma forma de religião festiva, típica do catolecismo popular, uma cheia de sincretismos, com diferentes culturas com o interior no destino, principalmente uma cultura indígena, uma cultura fricana também, então, nós vamos ter esse catolicismo popular que ele não é tão afetual os ordenamentos, a seguir necessariamente, ter um padre justamente fazendo com que todos sejam muito disciplinados em relação a hierarquia, os preceitos católicos, as misturas, os sincretismos vão ser mais comuns, justamente em contraste com uma certa austeridade que o conselheiro que topon, e o conselheiro, ele não é tão favorável esse catolicismo popular, ele tentava ser um pouco mais rigoroso, não é a tua que é a vida em canudos em Belo Monte, os registros demonstram, que o antônio conselheiro tentava ser uma postura moral muito, aí sim disciplinadora dentro de Belo Monte, mas nem sempre as pessoas seguiam essa disciplina, essa hierarquia que o conselheiro queria propor. Então, no geral, alguns eventos religiosos acabavam um pedor denal dia a dia de Belo Monte, então, por exemplo, bem cedo ainda de madrugada e lá pelo início da noite, ou seja, em dois momentos, nós vamos ter uma espécie de missa informal de um encontro dos fiéis, bem como também o antônio conselheiro vai realizar discursos que eram informados com certa antecedência, que podiam contar com pessoas de fora, justamente de Belo Monte, que vão visitar lá o arraial pra ouvir nas palavras do pedofeta. E aqui, a gente vai entrar em um terreno meio arrenoso, agora, porque eu vou chamar de alguns mitos, a respeito de canudos, eu já falei um pouquinho sobre isso no primeiro bloco, mas aqui a gente vai ser aprofundada mais. A historiografia mais recente quando a gente fala de canudos, ela é pautada em um estudo mais rigoroso, que vai entrecruzar muitas fontes, vai tentar, assim, vai tentar usar fontes e documentos, assim, meio que misturar um pouco de tudo que envolve canudos e que já foi produzido durante ou depois das estências de canudos. Então, por exemplo, vai entrecruzar fontes e documentos como fontes escritas, documentos escritos, periódicos, nejornais que falavam de fora e de dentro do país que falamos sobre canudos, documentos oficiais do governo, do exército, documentos não oficiais do exército, cartas, por exemplo, diversos elatos orais de pessoas que viveram os eventos de canudos, muitas delas deram várias entrevistas, [MÚSICA DE FUNDO] objetos diversos que vão formar uma rica cultura material, que os arqueólogos vão utilizar muito para falar sobre canudos, estudos de cunho mais antropológico que, por exemplo, vão relacionar a cultura dos colis celeristas, não como algo assim específico, exclusivo, particular de canudos, não. Mas uma experiência que faz mais sentido ser relacionada para a cultura certa, né, já local, que teve vários desses messias, que teve várias que, na verdade, a cultura de belo monte estava muito bem relacionada, muito dentro, muito coerente, com toda uma cultura de um catoricismo certanejo, assim, que imperava ali no nordeste brasileiro, ou em algumas regiões, melhor dizendo o interior do nordeste brasileiro. Então, quando a gente fala da população de belo monte, nós não estamos falando nem de barba dos ignorantes, anofabetos, pessoas subnutridas, e que eram fanáticas religiosas, que era formamento que o exército os via, esses miseráveis que estamos atrapalhando aqui, de certa forma, essa postura é bem preconceituosa, mas a gente também não está falando assim de grupos de cunho revolucionário, que vão viver uma utopia comunitária quase pré-comunista, que possui um projeto político popular organizado, quase um movimento social, algo que sei lá possa ser diretamente relacionado com uma luta, por uma reforma agraria, para combater uma república, de tista, capitalista, excudente, a república, de fato, era ele, de tista, capitalista, excudente, mas assim, o termo luta por reforma agraria pode ser bem anacrônico, quando a gente fala justamente canudos, até dá para compreender algumas pessoas, e até alguns autores podem falar a respeito disso, mas o anacronismo é o pior mal do historiador, que o Antônio Conselheiro não estava falando em reforma agraria esses debates, não propriamente tinham por esses termos mais modernos assim, mas sim, existia uma questão, debate sobre questão de terras, sobre cobrança de impostos relacionados a terras e enfim. Então, não se trata de nenhuma dessas duas opções, nem revolucionários, nem bárbaros ignorantes, fanáticos, não. Então, se for para resumir, a gente está falando de um grupo de certas negros que eles vão encontrar nessa forte liderança, que é uma carismática do Antônio Conselheiro, uma forma de tentar sobreviver esses desafios econômicos, políticos, e até mesmo da geografia local da região, que sofria muito concecas, principalmente no final do 19. Então, por exemplo, tem uma questão que é muito enfatizada de que em belo monte predominava a inexistência da propriedade privada, e o que de fato imperava numa forma de propriedade coletiva, e assim é importante a gente colocar isso, não é verdade. A gente pode afirmar, não, isso não é verdade. A ideia de propriedade coletiva foi muito empregada por alguns autores marxistas que realizaram estudos sobre canudos ali na década de 60, 80, 1960, 1980, 1980, e que se baseavam muitos nos relatos orais, das pessoas que viveram em belo monte ou de registro de oclides da cunha, em fato, estou muito nessa característica coletiva da terra, ou pelo menos um uso coletivo da terra. E pesquisas mais recentes, elas vão apresentar duas realidades que precisam ser destacadas, a realidade de um. Que belo monte não era uma sociedade perfeitamente igualitária, né? Porque a sociedade ser tardeja no dia destina não era assim, simplesmente isso era uma sociedade profundamente desigual, e havia habitantes, sem um tanto mais afortunados que outros, alguns comerciantes, que eram bem afortunados, que viviam em belo monte, algumas casas mais bem acabadas que outras, que ficavam mais na região central, que existiam pessoas que já deviam ali, que já tinham uma vida ali, que já estavam bem estabelecidas ali, que vão se incorporar o arraial, que viviam na região de canudos e se integram o arraial de belo monte, embora também que o importante é a gente colocar que os níveis de desigualdade social ali sim, eram bem menores que na sociedade brasileira não geral, até porque as dinâmicas de trabalho, explodação do trabalho da terra, do trabalho é leio, eram muito diferentes, do restaurante do Brasil, belo monte era relativamente pequeno, digamos assim, até cresce bastante um determinado momento, mas era uma experiência muito particular onde explodação do trabalho era tão grande, assim, para gerar uma desigualdade social entre ricos e pobres ali tão grandes, mas assim, a desigualdade social era menor, mas ela existia, a ideia de belo monte como uma autopia cristã igualitária é um grande exagerto também. E o segundo ponto é, sim, havia a propriedade de privada em belo monte na região de canudos, mas a presença tão intensa dessa forma de catolicismo popular e sertanejica a gente está falando, que ela é defendida pelo conselhido seus servidores, aí sim, gerava uma forma de uso da terra e da divisão do trabalho, que acabava por amenizar, mas não excluir essas formas de explodação típicas de uma sociedade capitalista, porque elas de fato existiam um belo monte, né, e o que não torna do belo monte, sei lá, é inválido ou algo do tipo, ou menos revolucionada, tá porque na gente não está falando de uma revolução, mas assim, se você é uma pessoa muito, muito, muito de esquerda que imaginava que belo monte, só pudesse ser vale desse fôsseis lá, né, uma pré-revolução russa ali, que vem no antônio conselhido, uma forma de lênia, assim, aí realmente a gente está fugindo um pouco dos patões, belo monte foi uma resistência, uma forma de resistência popular, que ela poderia ser naquele contexto ali justamente, e uma forma de resistência muitas vezes, e o Thompson, né, pra trazer uma referência que a Dork Palmer Thompson fala isso, muitas vezes essas referências das pessoas de verdade mesmo, assim, principalmente no campo, né, no livro chamado "Costumes In Common", que é fantástico do Thompson, o Thompson fala muitas vezes o que fazia as pessoas revoltarem, era quando o estado, quando o governo, quando as classes dominantes afetavam as suas próprias tradições populares, as suas formas de viver no campo, que muitas vezes é no conservadoras, né, então isso é muito maluco, essas pessoas estão sentindo que a sua tradicional forma de viver da cultura nordestina, certa neja, vendo o caso, e até sua própria religião, está sendo colocado em cheque pela república, pelos lidas e políticos locais, e justamente como seu conservadorismo, ou melhor aquilo que se conserva, as suas tradições, seus costumes estão em jogo, elas começam a se revoltar, então, de certa forma, é engraçado brincar com as palavras, que é uma revolta conservadora, né, uma revolta para se conservar nos costumes dos mais pobres, das classes populares, é muito interessante, acho que cabe bem para quando a gente fala de Belo Monte, e aí quando a gente fala da acumulação do excedente da produção de Belo Monte, e certamente não era dividido de forma igualitada entre todos seus habitantes, né, e, etc, e tal, ou meramente focada no bem estar coletivo, não, né, o seu uso era mais estratégico, mas dentro desses uso estratégicos, para que Belo Monte sobrevivesse, para que o comércio de Belo Monte sobrevivesse, porque era assim necessário fazer dinheiro, para se manter Belo Monte, essas pessoas precisavam disso, o comércio existia, tal. Havia assim uma preocupação em evitar as maselas sociais típicas da região, como a fome, o desemprego, a falta de modadia, a subnotação, sim, existia uma preocupação social em Belo Monte, né. É importante só a gente afastar qualquer ideia dessas formas de utopias, ou mesmo não é uma ideia de barbaria, de pessoas que não tinham capacidade de administrar Belo Monte, não é muito pelo contato, durante anos, Belo Monte foi muito bem administrado, ou pelo menos conseguiu se manter, sob a liderança de várias pessoas, e a gente vai ver que existia uma hierarquia toda, toda uma sociedade muito meio organizada em Belo Monte. E aqui a gente vai acitar um trechinho de um texto da Kalina Vanderlei Silva, é no site de editor da contexto, que elas escreveram textos sobre canudos, que vocês podem ver lá, e num trechinho ela coloca, a comunidade logo cresceu, e isso é importante, Belo Monte, vai querer ser bastante, o que nessa estava também organizar esse crescimento, baseado na pequena agricultura, na pecuária caprina, das cabras, e no trabalho na propriedade comunal, elementos tradicionais entre o povo do sertão, e aplicava ainda assim como a sociedade certa neja que espalhava a propriedade privada, um fluorecente comércio de couro que enriquecia sim seus proprietários e uma hierarquia social que segregava negros e índios, então a gente tem alguns desses relatos. Assim, a tese bastante difundida que apresenta canudos com uma experiência socialista ou algo do tipo, e é uma exagera em todos os pouquíssimos historiadores que utilizam essa ideia de experiência socialista, assim é importante se dizer, e ignora a composição social e econômica da comunidade que é apenas reproduzir a estrutura da sociedade certa neja no qual se inserir, e isso é fato. Pelo monte tentava ser uma versão um pouco mais preocupada com o conteúdo social, com a caridade cristã, eu acho que a caridade cristã é um elemento que é muito levado em consideração justamente dentro da experiência de Belo Monte, é uma pequena sociedade da cultura certa neja, nordestina, específica, idade da região, etc. que leva muito em consideração esses elementos da caridade cristã do cuidado do próximo. E outro ponto importante para a gente finalizando esse bloco, é que a população de Belo Monte, como eu estava falando, ela estava organizada de uma forma explicitamente hierarquica e assim nada horizontalizada. Então a mãe da arquia é muito forte que existia em Belo Monte e havia, por exemplo, para a gente dar a exemplos bem concretos, a guarda católica, que era formada por 12 cidadãos, tal como í homens, importante, tal como eram 12 custom apostos, e que era o grupo que representava a gente forma mais diretos, interesses e a figura do Antônio Conselheiro, do grande Líder, óbvio, quando a gente está falando dessa redarquia, Antônio Conselheiro está no topo, a gente vai falar disso. E esses guardas que formavam a guarda católica, eles andavam armados, uniformizados e recebiam um soldo. Eles eram espécies de centenelas, que vão cuidar da segurança, da população, no controle social, da população, e também do controle moral, do arraial, desvios de condutas morais, também não ser reprimidos. Um outro grupo muito maior era da companhia do bom Jesus, um santa companhia. Curiosamente, eu acho muito interessante contar com algo entre mil e 200 beatas, que eram chefeadas por uma chefe, por uma mulher, e que tinha um responsável. cuidar da alimentação, cuidar da saúde, do bem-estar das famílias, bem como da própria saúde do bem-estar, do próprio conselhido, fazer esse trabalho quase mátero, digamos assim, uma função social da mulher muito conservadora, inclusive, que existia ali então também em Bavumonte, e há registros que apontam a presença de crianças, por exemplo tendo aulas com uma professora, de uma escrita local que registava documentos sobre canudos, sobre essa experiência, a curandeiros, e até um chefe militar, que no caso é da João Abadde, da Guarda Católica, e um outro chefe civil para suntos civis, um para suntos militares e outros para suntos civis sociais políticos, Antônio Vila Nova, que era por exemplo um apostado comeceante local, então inutoupo dessa cadeia arquica, estava Antônio Conselheiro, que ele vai ocupar um posto, que era muito particular, que é o mesmo tempo ele era o principal responsável pela ordenação do uso das terras e da produção dessas terras, uma espécie de chefe dos fazendeiros, vamos colocar assim, alguém que estava acima das fazendeiros, ele é o mesmo tempo vai ser o padre que vai ter o poder e o destino religioso dessas pessoas na mão, ele vai ser o delegado que vai jogar casos e problemas que vão ocorrer lá, e ele vai ser uma figura política que de certa forma exagerada, mas acho que nem tanto, ele vai ser a pessoa que organizava o poder desecutivo, legislativo e justiado de belo monte, mas o poder religioso ainda não, então Antônio Conselheiro tinha muito poder acumulado dentro daquela experiência, e era uma figura meio cortodoxa conservadora, contorladura, mas muito preocupada com o conteúdo social com os mais pobres, então aquela dinâmica que eu falei para vocês, da revolução para a revolta, melhor dizendo para defender o costume e os hábitos dos mais pobres, está muito relacionado a dourina, era necessário se revoltar para conservar uma tradição popular que parecia estar ameaçada, e muitas vezes, como eu falei, se você espera, e vou adicionar só uma brincadeira, não é, nada despertou só uma provocação, se alguém espera, não Antônio Conselheiro, uma figura como líder, chevique ou algo do tipo, alguém que vai organizar ideologicamente, um partido, enfim, seguir uma espécie de cartilha, sem líder popular, não é exatamente isso que Antônio Conselheiro, ele é ser líder muito complexo, e então vai, do como quase qualquer outros líderes, é que é o mais importante não é a gente nem ficar julgando, Antônio Conselheiro ou Belmont, é a gente entender as características e interpretar elas para entender melhor da história, esse momento complexo da história do Brasil, e agora que a gente entendeu mais, Antônio Conselheiro ou Belmont, agora está na ordem da gente falar do momento mais difícil, da guerra e do massacre que cedeu em canudos, então vamos lá para o nosso último dia, parte 3, a guerra, o que podemos ver segundo todas as fontes e os documentos é, em 1896, quando a guerra conta canudos e inicia, 3 anos depois da criação justamente de Belmont, é que o exército brasileiro não estava preparado para enfrentar a população de Belmont. As tropas, elas ainda estavam sofrendas consequências da revolta d'arma-ada, que dura de 93 a 94, da revolução federalista, que ocorre no sul, que ocorre de 93 a 95, ou seja, no início dos conflitos que nós temos, exército brasileiro ainda estava se reorganizando, depois de ter que enfrentar duas revoltas muito importantes, uma mais ali voltada na capital, a revolta d'arma-ada fica mais centralizada ali por volta da capital mesmo do país, Rio de Janeiro, e a revolta federalista que ocorre do outro lado do país lá no sul. E a figura de António Conselheiro, de Belmont, mas principalmente de Conselheiro vai acarrer essa experiência de Belmont, vai acabar incomodando o exército brasileiro e o governo, republicano, para algumas asões, e aqui a gente vai apontar algumas, então uma razão no meio 1, então o Conselheiro era visto com uma liderança que agregava trabalhadores no interior da Bahia, e se afastaram em certa medida no controle político do regime coronelista das herístias locais, então, você quer saber mais sobre o coronelismo, se está a São Brasil, tem um episódio muito legal sobre Conselho de Conselho de Conselho de Conselho de Conselho de Anelismo e a 6.1, né? Ao ser pro décimo da área de António Conselheiro, essas pessoas estavam mais distantes dos coronéis locais. Dois, muitos trabalhadores deixaram de trabalhar para esses fazendeiros locais e deixaram de ser explorados por eles para ir para Belmont, isso vai acabar sendo visto, assim, Belmont vai ser visto como, bem, uma experiência que está gerando falta de mão de obra para algumas fazendas de mão de obra barata, digamos assim, e que era vista agora como mal para os negócios, em 1.3. Por ser um crítico do modelo republicano, o qual separou o estado e igreja na Constituição de 1891, bem esses relatos de que António Conselho não gostava muito da republicana, vai ser bem visto por um novo governo civil, nesse caso de prudente morais que a gente vai falar bastante, o que queria amostar a ser visto, porque assim, no início da republicana, nós temos o governo de Manécha Aldeododo, depois de Floriano Peixoto, e são militares que governam o Brasil nos primeiros anos. E agora a gente está falando na primeira experiência dos civis governando o Brasil, e esse civista também queriam amostar a ser visto e não queriam deixar canudos e belo monte crescer demais, frustrar os seus planos, então seria uma propaganda importante para esses governos agora dos civis, acabar com o belo monte e mostrar que, bem, eles também poderiam fazer esse tipo de trabalho, acabar com uma revolta, e ponto 4, vamos colocar aqui para considerar que o António Conselho poderia crescer como líder de realmente tornar uma liderança política, local, conforto e eleitoral, capaz de decidir eleições na Bahia, então a ideia não era nem o António Conselho para atémente se candidatando, embora alguns considerar assim isso, mas que o apoio dele poderia ser muito claro, ele poderia fazer pessoas votarem em determinados candidatos. Ponto 5 crescimento de belo monte era para problemas novos, como, por exemplo, a coleta de impostos que a gente faz, afinal, é uma rayao, é uma nova cidade, como é que o Estado deveria tratar a belo monte, deveria legitimar essa experiência ou colocar ela na inlegalidade, e, por exemplo, ir contra a belo monte, António Conselho também poderia ser arriscado politicamente, porque a população gostava de António Conselho, então, alguns pontos importantes, e o último ponto havia boatos, falsos de acordo com as pesquisas a ponto, o que o Conselho queria expandir, belo monte, tomar cidades vizinhas. Então, por essas várias razões, existem também algumas coisas como, enfim, disculpas que foram criadas para emparrar de belo monte, como, por exemplo, um famoso caso que teria ocorrido, e aqui eu não consegui verificar a veracidade ou não disso, então, o António Conselho teria comprado uma cargo de madeira, justamente, para um carregamento de madeira, para construir aquela segunda igreja que nós estávamos falando lá no início do episódio, mas que, né, quem vendeu essa madeira para ele, para construir igreja, legou que ele não pagou, etc, e tal, e o António Conselho, daí, teria entrado, justamente, era a desculpa que o governo da Bahia precisava para começar a atacar a belo monte, enfim, a gente não vai entrar nesses detalhes, mas todas essas razões que eu apontei, eram as verdades das razões do mundo, porque o projeto de belo monte deveria ter sido colocado abaixo, e aí nós vamos falar das quatro expedições, e foram quatro expedições necessárias, assim, né, o exército brasileiro, por quatro vezes tentou ler um barbello monte e apenas conseguiu na última, então, a primeira dessas expedições, do exército, contra canudos, foi comandado pelo tenente manual da Silva, pídeis ferreira, a frente de três oficiais e 104 soldados, portanto registar que topas da polícia militar da Bahia já tinham tentado a atacar a belo monte, mas sem efeitos, então, o exército foi convocado a partir de 96, essa topa, seguiu de trein até juaziro, de lá, machou até o A, e machou até o A, né, eu espero que é assim que você fale, vocês sabem eu tenho dificuldade para não ser justamente nomes meio diferentes, assim, né, pelo menos para mim, e onde esperou pelo ataque dos homens de Conselheiro, essa vila, ela foi esvaziada para a população implânico, e certanejos, eles não demoraram a chegar, então, ali em 21 de novembro de 96, eles vieram armados com facões, lanças, armas velhas, e há um cerca de 500 homens contra 64 homens ali do pídeis ferreira, e a luta, ela vai durar quatro horas até que os seguidores do Antônio Conselheiro vão ser retirada, e, em relatório desses eventos, o tenente, pídeis ferreira, ele vai destacar as dificuldades de suas tropas nessa situação, porque eles vão ter faltas de tendas para dormir, esse proteger do sol, dos bichos, dos insetos, os fusízes cantavam demais, as fardas eram ruins, verdades dos farapos, os calçados eram de uma qualidade, que acabavam perdendo o solado, justamente, aí eles tinham que andar sem calçados, assim, numa região muito área da catinga, então machucando, inclusive, os pés, e nada disso foi resolvido pelo exército nas futuras pedições, então nesse primeiro investida, as tropas acabam do Conselheiro, pelo menos de certanejos, ali acabam batendo e retirada, e aí se enviam uma segunda expedição, foi preparada agora, ele vai subir o comando do major, febrônio de brito e percebam, no início, a gente está falando de um tenente, o tenente é manual da Silva Pídeis, e agora a gente, na segunda expedição, já fala de um major, percebam que é ir aqui, sempre vai aumentando, vai lidar com calçados, e então os homens da unidade do exército de Salvador era cajuma, se vão integrar as tropas do major, mais de 250 membros da PM Baiana, também vão ser enviados e essa expedição vai ser marcada também por dificuldades, de testes. os portes inimitados foram deixados suprimentos pelo caminho que fizeram, acabaram fazendo falta, porque esses oficiais vão acabar por cá isolados e vão passar fome, né, região. Então, um primeiro confrito vai citar na estrada de Canbaio, um dos montes próximos a canudos e esse monte vai ser conquistado sem então as tropas do exército. Mas aí o cansaço e a fome começam a dar sinais de dificuldades bem sérios e essas tropas do maior vão tentar avançar contra a canudo, e aí o que se demonstrou um erro de estratégia muito grande, dos meditários tendem vista que a população de belo monte era simplesmente algo em torno de 5 mil pessoas à época e que há registros que existiam mais pessoas chegando ao local para defender o arraial e conselhido das tropas do exército, né, dessas invasões. E a notícia dessa derrota, porque justamente não exército brasileiro vai ser derrotado, não vai ser bem recebida pelo Rio de Janeiro, pelos comandantes do Rio de Janeiro. E aí uma terceira expedição vai ser montada pelo exército brasileiro com objetivo nítido de colocar belo monte abaixo. A pós-a derrota da segunda expedição, a sua sopação vai se pronomar questão de honra pelo exército, e o que era uma questão regional, digamos assim, começava a corpo para virar uma questão realmente nacional, sendo noticiada na imprensa da capital e até mesmo no exterior. É importante colocar que o conteúdo, muitas vezes a forma como era relatado na imprensa da capital, aqui a gente chama coisa bem importante que eu vou tentar falar rapidinho, assim, até a quarta expedição que é a última que a gente vai falar, as visões que eram, assim, canudos, e António Conselhido eram satirizados e radicalizados ao máximo, é num visto como ignorantes, como um líder milagredo, fanfarramo, assim, a gente tem até alguns desenhos, meio provocativos do António Conselheiro, era tudo visto como tudo muito caricato, folclórico, e principalmente aí na capital vendido com essa cara, assim, mesmo, que muitos textos falando que deveria ser derrubado, deveria ser derrubado, a situação muda muito quando, de fato, a quarta expedição vai ir pra lá, vai organizar tudo que a gente vai falar, e aí que começa a ter logo depois que se percebe que se passou muito do limite em canudos, que muitas pessoas morreram em vão, que a budutalidade do exército foi gigantesca, principalmente por causa da cobertura, e inclusive do Euclides da Conhe, porque até agora parece que o Sofa leia mal logo do tipo, foi muito crítico ao Euclides da Conhe, mas o Euclides da Conhe também tem uma participação muito importante de denunciar os horrores que o exército fez em canudos, né? Partidos relatos do Euclides da Conhe, nós começamos a ter uma visão realmente dos horrores que foram praticados contra aquela população no Euclides da Conhe, tem que sim essa preocupação social, né? Para os termos da época, o Euclides da Conhe é o mesmo tempo a denetista, mas um eletista que denunciada, também muitas das mazelas, ele é uma figura tão complexa quanto António Conselheiro, e é importante que a gente não veja ele com uma postura na colonica, algo do tipo, mas entender ele como o aumento do seu tempo. Então, fechados extremamente se parentes, né? Essa é como a imprensa nacional, reta a toca anudos, antes e depois da quarta espedição, principalmente, é a gente volta aqui para a terceira espedição que vai ser enviada, e ela vai ser comandada agora por um coronel, o António, modei da Cesa, que voltava de Santa Catarina, pós reprimir os rebeldes, na revolta federarista, e o seu corpo de oficiais, ele vai contar agora, algo em torno de 1.281 combatentes, que era um número impressionante, que ele denotava, que agora realmente existiam forte investimento exército brasileiro nessa empreitada. E aí no dia 3 de março de 97, os soldados eles invadiram a raioal, mas eles não contavam com algo muito curioso, né? O desfecho trágico dessa invasão. E por que trágico? Um coronel em questão de vai ser ferido duas vezes, a tropa vai se retirar, e na madrugada desse mesmo dia o líder da espedição, no justo coronel modei da Cesa, ele vai morrer, ele vai ser dado como morto, e a recepção dessa morte de soldados vai ser péssima, o que vai desorganizar as tropas, muitos vão fugir, vários sertanejos, enquanto melhor dizendo os sertanejos eles vão aproveitar esse momento para atacar as tropas do exército, e vão executar os feridos, alguns militares capturados, vão expor a cabeça de muitos deles nos caminhos, que vai pavar com patacanudos, como a forma de aviso, algo que é uma fazia parte do contexto da época, e na verdade é uma espeste de vingança, ao que desde o período colonial, muitas vezes, os estábadas lendo fazia com as pessoas, essa coisa de cortar a cabeça e expor é algo que é bastante tempo na história do Brasil, principalmente feito pelo estado brasileiro, mas também por pessoas que te queriam se vingar das práticas do estado brasileiro com isso. A desonga para o exército brasileiro vai crescer ainda mais, porque eles viam essas pessoas como fanédicos, barbaros, etc., pessoas não civilizadas, incapazes de ir para o exército brasileiro, agora eles estão apanhando, de sertanejos, tudo isso vai estudar uma questão de obrigação política, não somente para as forças armadas, mas para o governo do presidente do presidente Moraes, que queria dar conta desses rebeldes, e assim como um conjunto desse sertanejo que a gente está falando, faméricos, fanáticos religiosos, sem explosão, analfabetos, sensibilidade, como eles seriam capazes de importar mães derrotas para o exército, que havia proclamado república, vencido a guerra do Paraguá, esse propunho é a governar o país, etc., e tal, será que o exército brasileiro não era tudo isso que ele se vendia, será que essa prepotência em relação aos sertanejos não era parte considerava inclusive das razões para das derrotas, o exército brasileiro começa a estar em naos lençóis, e o presidente do presidente Moraes estava voltando de uma licença médica, e quando ele volta ele toma medidas energias, o ministro da guerra vai ser zonerado e uma deixar o cartus machado e tem curvaço nesse posto, e aí as coisas realmente começam a mudar, uma quarta expedição foi montada, e essa é a definitiva, e assim, esforços não vão ser poupados e não foram poupados, que a gente vai falar de uma encursão, que era liderada pelo general Artudo Oscar, com duas colunas comandadas pelos outros dois generais de onda Silva Barbosa, e Claudio do Amaral Sava Geiger, imagino que seja o seu denominador, que marchava com armamento muito pesado, inclusive com famoso canhão, chamado Matadira, então a gente está falando agora de canhões de muita gente, essa expedição que vai marchar contra a belo monte, e o primeiro combate vai correr no dia 25 de 1897, vai tomar postos importantes como, por exemplo, o alto da favela, e sim favela uma forma de vegetação muito comum na catinga, e alguns historiadores apóspo nessa possibilidade, eu não sei se esse martelo já foi batido assim com o tamanho a precisão, mas eu já ouvi muita gente sério falando, que estão me ganhando, inclusive, para precisar deixar o look, que muitos dos combatentes, que combatem canudos, eles vão voltar para a capital, eles reclamam muito, eles não vão ter moradia, quando eles voltam para a capital do Rio de Janeiro, eles vão ter que justamente ir viver nos morros e etc, e tal, e eles reclamavam muito desses arbustos que eles encontraram no sertão nos destino, que era a favela, justamente um tipo de arbusto rasteiro que existe ali, e ao retornar eles vão se inspirar nesse arbusto para formar o morro da favela, e depois da formação do morro da favela, outros morros e outras comunidades vão ser vistas também com outras favelas, e o vocabulário acaba pegando, é uma das leituras que esse tem, do porque que a gente chama nas comunidades do Rio de Janeiro, e especifico muitas vezes de favelas, mas voltando aqui, apesar dos avanços, do exército, esses avanços se davam com alto custo de vidas para os oficiais, porque se estima mais ou menos que dois mil saudados morreram entre final de junho e meados de julho, só ir justamente de 96, e a perda de muitos alimentos que eram enviados, mais os combos, que levaram esse alimentos a nossa altatos pelos conselheiristas, que vai render a perda de prestígio, inclusive do general Artudo Oscar, e essas tropas elas passaram na prática a ser comandadas pelos próprios tenentes, que estavam indo fronte de batarem, então a coisa começou a ficar meio desorganizada, e esse conflito ficou parado até um envio de tropas no final de agosto, e 97, já não foi, que permitiam um novo ataque no dia primeiro de ontubre, e com essas investidas, aí sem muitos certanejos passaram a se render, quando chegar a chegar a ser digamos reforço, como a gente estava falando ali do exército brasileiro, e agora a gente vai ter um início de uma promoção de acordos, para tentar se popar a vida de mulheres e doses de crianças, mas mesmo assim, a futa do exército brasileiro é muito grande, e nós temos uso de dinamites, de kerosene, de incêndios, sendo provocados no arriá, a ideia é basicamente destruir tudo, não é a tua que joga graficamente, a gente não tem quase nada que soubes de canudos, até porque de Belo Monte, até porque a região foi inundada, tempos depois, mas isso é assunto pelo outro momento, então a gente tem pouca cultura material mesmo, pela localidade, a gente ficou Belo Monte hoje está em bastas acus, então estima-se que algo em torno de cinco mil pessoas morreram ali em Belo Monte, nós tivemos cinco mil mortes em Belo Monte, esse são os dados oficiais do exército brasileiro, mas outros historiadores apostam em mais, alguns talvez dos mais exagerados falam até em 26 mil mortes, eu tendo a achar que muita coisa, não parece ser apropiado, mas enfim, é uma só melhor pessoa para variar isso, que é uma estimativa que leva em consideração que existiam algo em torno de cinco mil e duzentas casas no arriá, então faz mais ou menos um cálculo, quantas pessoas existiam por casa, etc. Então essas vidas foram perdidas em canudos, e algo em torno de quatro mil oficiais também teriam sido mortos, números do próprio exército, e o desfecho da situação, assim, como a gente pode definir, foi uma sacra, apesar de que algumas vidas, sem de fato, foram poupadas, então sob nenhuma circunstância possível, a situação de canudos deveria ter sido resolvida dessa forma, então, por exemplo, tal como no caso do contestado em Santa Catarina, eu acho que, quando a gente fala da primeira república, ambos esses casos demonstram como os problemas sociais de algumas das regiões mais ou mil dos nossos países, né, região do contestado da Santa Catarina, a região Mariana. mais pobres do sul do Brasil, segundo pesquisas, é elas tornaram-se casos de polícia até mesmo para o exército resolver da pior forma possível, da forma mais repressiva e brutal, que possa imaginar tão, apesar dos nossos queridos monarquistas, com a batalha de anime, japonês, do naduto, é a insistir em que, de fato, tem grandes diferenças entre o período império e da República. O fato é que a realidade para quem pensa é uma só, né? A bem mais continuidade entre a República e o império do que diferenças. Então, por exemplo, canudos faz parte de uma histórica, trajetória de diversas e voltas populares que a gente pode ser tabalaiada, revolta os maledas, acabanagem, que são revoltas populares, de fato, foram desimadas pelo estado brasileiro com, assim, uma imensa brutalidade, uma imensa brutalidade mesmo, seja assim, o estado brasileiro do período imperial ou do período republicano, e que demonstravam que para as nossas ilíteas, políticas, econômicas, de fato, há vidas que merecem ser vividas, e outras que devem ser exterminadas por um suposto bem comum, uma suposta ordem, um suposto proagresso. E é importante a gente encerrar falando, né? A República, que era tão cheia de promessas, nascia com defeitos similar a os do império. Afinal, de contas, o Brasil naquela época, ele mudou de governo, mas não de classe dominante. Então, vinte, espero que vocês tenham gostado desse novo episódio do Tessão Brasil. Se vocês gostaram, por favor, vão lá nas nossas redes sociais, no Instagram, no Twitter, no Blue Sky, no sejalão, de fúagentina, no Treads, por exemplo, e deixem um comentário, lá a gente se imposta quando tem novos episódios, em todos os locais do nosso arroba, a estação Brasil é FM, então sigam nas redes sociais, mas lá dá um comentário, mandam uma mensagem para a gente, indique para os seus amigos e amigas, que tem um novo episódio da estação Brasil. Olha, se sabia, só essas coisas, a respeito de canudos, acho que esse episódio ficou muito informativo, com muita coisa, que eu mesmo não conheci, não, eu pesquisei, aprendi muito, uma pesquisa para esse episódio. E outra coisa importante, se você realmente gostou muito desse episódio, sabe o que você pode ajudar a manter a estação Brasil no ar? A gente não ganha nada dos Spotify, de qualquer agregador que você esteja ouvindo da gente, a gente não ganha um centavo com ele, né? Não os pagam para isso. Então, a estação Brasil é um projeto independente, e ele só é mantido no ar, ele só ainda funciona, porque tem gente muito legal que colabora com estação Brasil e mantém interview. Então, se você quiser nos ajudar, façam o Pixie, a estação Brasil [email protected], ou você pode dar um passo ainda maior, o Pixie pode ser no valor que você quiser, evidentemente, a gente aceita qualquer contribuição da menor para da maior, tanto fácil, mas você pode também nos ajudar, estornando um membro do nosso grupo de apoiadores no apoio. Então, apoio.se/estaçãobrasilfm, lá a gente tem uma galera bem legal, a gente está quase quase, eu espero muito que nesse ano, 2025, a gente chegue pelo menos ao 100 apoiadores, e você pode estornar um apoiador, de citação Brasil, justamente com 5 reais, meramente, 5 reais, você estoura um apoiador e tem acesso ao nosso podcast, que é uma novidade que eu quero justo colocar aqui, talvez quando esse episódio for ao lado, essa novidade já tenha sido entregue, ela não vai ser uma novidade, então, mas quando nós pode ter exclusivo na apoiador, ele está todo já organizado pelo ano 2025, e todo mês, a gente vai ter um episódio a mais, pra quem é apoiador, vai ter 3 episódios de citação Brasil por mês e não só 2, esse ano, finalmente, nas férias, ali, do ano da ativa, conseguiu organizar, nós vamos ter um episódio a cada mês, e o episódio que sair, ou vai sair, que é de janeiro, é justamente sobre, ainda estou aqui, né, o filme, então, um popular sobre a titadura amenizar, sobre o caso de Rubens Paiva e o Nici Paiva da família Paiva ali, tem um comentário, nas são episódios menores, que são mais comentários a respeito de um determinado ponto, e é isso, então, se você estourar a apoiador, você pode fazer parte do nosso grupo de WhatsApp, e ter acesso ao podcast exclusivo, beleza? Espero que vocês tenham gostado, até uma próxima, a gente se vê no mês de fevereiro. Vá, leu! E se o podcast foi editado por Guilherme Silva Podcasts.

Podcast Summary

Key Points:

  1. A Guerra de Canudos é uma das revoltas populares mais marcantes da história do Brasil, ocorrendo em 1893-1897 e com forte presença de elementos religiosos e sociais.
  2. Antônio Conselheiro, líder central da revolta, era uma figura carismática e educada, com conhecimento formal da Bíblia e da teologia católica, contra o estereótipo de um simples "fanático".
  3. O arraial de Belo Monte era uma comunidade organizada com economia de subsistência, propriedade coletiva e forte vínculo com tradições populares, mas não era uma sociedade igualitária ou socialista.
  4. A revolta não foi motivada por ideias revolucionárias ou por um desejo de reforma agrária, mas por uma defesa dos costumes, tradições e formas de vida do sertão ameaçadas pela República.
  5. O exército brasileiro enfrentou dificuldades técnicas e logísticas nas tentativas de invadir Belo Monte, e a guerra terminou com um massacre brutal, especialmente na última expedição.
  6. O jornalista Euclides da Conha desempenhou papel crucial ao denunciar os horrores cometidos pelo exército, desafiando a narrativa oficial.
  7. A história de Canudos é profundamente influenciada por fontes orais e relatos populares, que muitas vezes exageram ou caracolizam a imagem de Conselheiro e da comunidade.
  8. A análise crítica destes eventos mostra que a revolta foi uma resistência popular para conservar a identidade cultural e social, não uma utopia revolucionária ou uma experiência comunista.

Summary:

A Guerra de Canudos, ocorrida entre 1893 e 1897, é uma das revoltas populares mais significativas da história do Brasil. O episódio explora com profundidade a figura de Antônio Conselheiro, líder da revolta, desmistificando o estereótipo de um "profeta fanático" e mostrando que ele era educado, com conhecimento teológico e uma visão crítica da República. O arraial de Belo Monte era uma comunidade com organização social, baseada em agricultura de subsistência, propriedade coletiva e tradições populares, mas com desigualdades sociais reais.

A revolta não se deu por ideias revolucionárias ou uma busca por reforma agrária, mas como uma defesa dos costumes e tradições do sertão ameaçadas pelo modelo republicano e pela exploração social. O exército brasileiro, ainda fraco e mal preparado, enfrentou sérias dificuldades nas quatro expedições, culminando em um massacre brutal, especialmente na última tentativa. A denúncia de Euclides da Conha revela os horrores cometidos pelo exército, enquanto a análise crítica mostra que a revolta foi uma resistência popular, não uma experimentação socialista.

A história de Canudos, embora frequentemente distorcida, oferece uma visão complexa de uma mobilização popular baseada em valores culturais, religiosos e sociais, reforçando a importância de uma análise histórica mais equilibrada e aprofundada.

FAQs

Antônio Conselheiro foi um líder espiritual e carismático da Revolta de Canudos, conhecido por sua influência religiosa e sua liderança no arraial de Belo Monte. Ele não era apenas um profeta, mas também um homem com formação religiosa sólida, que combinava conhecimentos católicos com uma visão crítica da República.

A Revolta de Canudos não foi uma revolução social no sentido marxista ou comunista, mas sim uma resistência conservadora contra as mudanças políticas e sociais da República, especialmente a separação do Estado e da Igreja, que era vista como uma ameaça aos costumes e tradições populares do interior do Nordeste.

O cotidiano de Belo Monte era baseado em agricultura de subsistência, produção de mandioca e criação de cabras. A comunidade era organizada com uma forte estrutura hierárquica, com igrejas, grupos de vigilância e funções sociais como a guarda católica e a companhia do Bom Jesus.

Embora houvesse formas de uso coletivo da terra, a comunidade de Belo Monte não era uma sociedade igualitária. Existe evidência de que havia propriedade privada e desigualdade social, com alguns habitantes mais favorecidos que outros, embora a desigualdade fosse menor do que na sociedade brasileira em geral.

O exército invadiu Belo Monte por várias razões: o crescimento da comunidade era visto como uma ameaça ao controle político local, a crítica ao modelo republicano, a perda de mão de obra para fazendas locais e boatos sobre a expansão do arraial para cidades vizinas.

Durante a quarta expedição, o exército foi derrotado por falta de suprimentos e cobertura. O líder da expedição, o coronel Modei da Cesa, morreu ferido e, após isso, os soldados foram atacados por membros da comunidade, que executaram os feridos e expuseram suas cabeças como sinal de vingança.

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