Go back

#06 - Diversidade cultural no contexto missionário - Elton Júnior

22m 14s

#06 - Diversidade cultural no contexto missionário - Elton Júnior

O podcast da Escola de Missão Transcultural, com a participação do pastor Elton Jr., explora a importância da compreensão cultural no contexto missionário. A aula destaca que a cultura vai além dos aspectos visíveis, como vestimenta ou tradições, para incluir crenças profundas, valores, sentimentos e visão do mundo. Essas camadas profundas são fundamentais para o missionário entender e respeitar as práticas locais. O comportamento em diferentes culturas é explicado por crenças e valores que moldam o dia a dia, como o cumprimento ou o observância do sábado. A cultura é transmitida desde a infância e é altamente resistente a mudanças rápidas, exigindo um tempo e paciência para o trabalho missionário. O evangelho não precisa transformar a cultura de forma imediata, mas pode atuar em brechas — situações de dor ou sofrimento — para trazer esperança e transformação. O idioma é apresentado como um reflexo da forma como os povos percebem o mundo, sendo fundamental para o entendimento e conexão com a comunidade. O podcast conclui reforçando que o missionário precisa assumir a diversidade cultural como um ponto de partida, respeitar suas raízes e usar o evangelho de forma estratégica e transformadora, permitindo que Deus use o missionário como agente de mudança verdadeira e significativa.

Transcription

3189 Words, 18480 Characters

Portuguese
Send me um podcast da Escola de Missão Transcultural. Introdução de pastor Dolbla Silva e aulas com especialistas na área de missão ao redor do mundo. Olá pessoal, tudo certo? Estamos já passando da metade do nosso curso. Espero que você esteja curtindo, e espero que você esteja aprendendo bastante, se enriquecendo e acima de tudo se preparando para ser um missionário. Sabe lá onde Deus está precisando de você? O mais importante é que você esteja disposto e também preparado para esse desafio. Bem, eu quero falar um pouquinho para você a respeito da diversidade cultural. A cultura é sempre algo muito importante dentro de um contexto de um missionário. Existem vários elementos importantes numa cultura, como a vestimenta, culinária, certas manifestações religiosas, tradições e outros aspectos também. Pois, entendendo que você vai ser um missionário numa comunidade e numa cultura diferente, é importante que você saiba a respeitar esses elementos. Por isso que a aula de hoje vai falar um pouquinho sobre isso, sobre a diversidade cultural no contexto missionário. E quem vai falar para nós hoje, teremos o privilégio de ouvir aqui. Nosso amigo, o nosso companheiro, um dos mentores também, da escola de missão transcultural aqui da nossa associação, pastor Elton Jr., que é também o nosso secretário e que tem nos apoiado e que tem desenvolvido também a nossa escola de missões aqui na região central do Rio Grande do Sul. A sora Elton, obrigado pela sua presença que Deus te abençou e agora vamos ouvir e aprender um pouquinho mais. [Música] Olá, meu amigo, minha amiga. Muito bom estar com você através desse podcast para esta aula. A aula número 6 que tratará um pouquinho sobre o tema da cultura. O nosso título aqui é "Entendendo que é cultura". Eu quero, porém, antes apenas para amenizar você por ter chego até aqui. Essa é uma caminhada importante, relevante. Eu tenho certeza que Deus ainda tem grandes coisas para mostrar a você e ajudar você no seu preparo e desenvolvimento para ser um grande em mencionar o instrumento nas mãos do Senhor. Quando você pensa na palavra cultura, o que vem a sua mente? Eu fico imaginando que a maioria das pessoas, quando escute essa linguagem, essa expressão, fica pensando um pouquinho como é que se coloca um talier na mesa, que tipo de roupa se usa em determinada localidade, em determinada serimônia, enfim, é mais ou menos assim que a palavra cultura é definida pelas pessoas. Mas a gente sabe que a palavra cultura é muito mais ampla do que apenas esses elementos. A palavra cultura ela pode ser traduzida por uma frase que seria mais ou menos a seguinte cultura nada mais ena, da menos é do que a forma como uma comunidade vive. Nós queremos definir bem a cultura, essa é uma definição simples que todo mundo pode compreender, todo mundo pode entender. Agora, quando a gente pensa na cultura de maneira mais profunda, a gente precisa pensar que lembrar que cultura não é apenas aquilo que a gente vê, mas aquilo que as pessoas pensam e acreditam. Eu vou usar uma imagem aqui que pode ser útil para ajudar você a compreender um pouquinho aquilo que eu quero dizer. Imagina que você corte uma cebola, e quando você faz isso você percebe que a cebola tem várias camadas. A camada mais externa da cebola seria aquilo que nós podemos chamar de camada mais visível. E aplicando esse conceito para a questão da cultura, a camada mais visível da cultura são os comportamentos, os padrões de comportamento, as instituições, os produtos de uma determinada sociedade. Quando a gente vai a outro lugar, rapidamente a gente percebe a cultura daquelas pessoas, daquele local, daquela região, justamente pelos comportamentos, é a forma mais rápida e fácil da gente observar que a cultura não é igual àquela que a gente possui, ou até pode ser, em alguns casos, uma cultura semelhante. Mas existe uma camada mais profunda da cultura que envolve as crianças, os valores, essa camada mais profunda, normalmente ela não é a alvo da atenção das pessoas. Mas como o missionário você precisa olhar para ela também, porque ela também tem a sua relevância, daqui a pouco nós vamos aprofundar um pouquinho esse aspecto também. Agora vamos voltar a questão do comportamento, antes de falar um pouquinho dessa questão da crença, dos valores e das questões mais profundas da camada mais profunda da cultura. Veja que o comportamento, ele é muito diferente, às vezes, para as mesmas coisas em regiões diferentes. Vamos usar, como exemplo, o cumprimento nos Estados Unidos e aqui na América do Sul. É muito comum, embora nem todos os países da América do Sul façam o cumprimento somente dessa forma, mas a maioria dos casos o cumprimento envolve um aperto de mãos. É assim que as pessoas se cumprimentam naturalmente, normalmente aqui no nosso contexto e também no contexto norte-americano. Agora, se você, por exemplo, olhar o México e a França, ali o pessoal já gosta de se abraçar. Já é um passo a mais que eles praticam. E se a gente for na cultura indo, ali o pessoal coloca as suas duas mãos juntas ou nem as duas mãos e colocam essas duas mãos na testa e baixam um pouquinho a cabeça, e aí eles podem cumprimentar não apenas uma pessoa, mas outras pessoas. Esse é um comportamento, um comportamento de cumprimento, mas um comportamento diferente, como você percebe, nas culturas diferentes. Agora, esse comportamento, e a gente está dando apenas um exemplo aqui, esses comportamentos e a gente precisa sempre lembrar que eles têm por detrás crenças e valores. As crenças e valores das pessoas, desde determinada cultura, são a base o fundamento e aquilo que norteia o comportamento das pessoas. É bem simples a gente entender no contexto de ventista, por exemplo. Nós somos adventistas e nós temos uma crença em um valor de que a gente deve adorar a Deus. É uma crença, que nos ensina isso, e na bíblia nós também recebemos um outro princípio, um outro valor, uma outra crença, de que o sábado é o dia do Senhor e, portanto, nós devemos separar esse dia para adorar a Deus, para santificar a Deus. E ao mesmo tempo, sermos santificados por Ele. Note que a nossa crença, o nosso valor, vai nos nortear no comportamento. É por isso que, na igreja, todos os sábados, nós estamos lá. É por isso que, no sábado, a gente procura estar na casa de Deus, é por isso que, de por do sol, por do sol, a gente muda as nossas atitudes, nossos hábitos por causa de uma crença e de um valor. As crenças e valores, portanto, elas estão por detrás dos comportamentos e não apenas por detrás. Elas também explicam os comportamentos das pessoas, de determinada cultura, de determinada sociedade, de determinada região. E essas crenças e valores, ideias, sentimentos, enfim, essa forma de pensar e de crer, essa forma também explica para as pessoas o por que elas fazem o que elas fazem. Voltemos a questão do sábado, por exemplo, eu já vou sair aqui do âmbito a diventista e vou dar um outro exemplo. Mas, voltemos a questão do sábado. Se alguém perguntar para você, por que você guarda o sábado? Olha, você vai ter uma explicação. E essa explicação racional, ela é fundamentada nas crenças e valores que você possui como diventista, do sétimo dia. E eu também diria a mesma coisa, eu também responderia as mesmas coisas para as pessoas com base, daria a mesma resposta que você, com base nas crenças e valores que eu tenho. E é assim que, ou dessa forma, que as crenças e valores explicam os comportamentos. [Música] Vamos usar um outro exemplo aqui agora do mundo musulmano. Eles têm um momento do ano, um mês chamado ramadã. E por questões religiosas, nesse mês, eles comem apenas durante a noite, durante o dia eles não se alimentam. E durante a noite, então, eles fazem uso do alimento, durante o dia e de junho, durante a noite alimentação. Note que essa é um comportamento, um hábito, uma forma de agir, fundamentada, numa coisa bem simples, chamada crenças e valores. A crença religiosa, o valor religioso, os princípios, musulmanos, ajudam eles a terem esse tipo de comportamento, ou explica para nós e para eles mesmos a razão pela qual eles agem desse modo ou devem. que devem agir dessa maneira. E essa é o volta a dizer uma camada que às vezes a gente não olha muito, mas ela é importante. Quando você estiver no campo missionário, você precisará prestar atenção não apenas no comportamento daquela comunidade, daquela cultura, mas na crenças e valores. Nas razões pelas quais aquela cultura realiza aqueles comportamentos, quais são os valores que estão por detrás, quais os sentimentos, quais os princípios, quais as crenças. Agora, crenças, valores, comportamentos, tudo isso vai no final das contas gerar uma outra camada, que é chamada de, a gente poderia chamar de camada invisível da cultura, que é a cosmofisão daquela determinada sociedade. Então a cosmofisão daquela determinada sociedade, ela é evidenciada pelas crenças e valores daquela comunidade e também pelo seu comportamento. E a cosmofisão, ela é mais ampla, é uma camada bastante ampla da cultura. Nós aqui no Brasil temos uma cosmofisão, uma visão de mundo, que é diferente da visão de mundo judaica, por exemplo, que é uma diferente da visão de mundo francesa. E aqui na América do Sul mesmo, eu já estive em alguns países aqui da América do Sul visitando e conversando com as pessoas, e a visão de mundo que eles têm é diferente da nossa, no Ruguai, no Peru, na Argentina, na Bolívia, são países que, para acitar apenas alguns, tem uma visão de mundo totalmente diferente. E quando nós estivermos na missão, você estiver em uma determinada localidade para ser um missionário, você precisará prestar atenção nisso. Um outro elemento importante, em relação à cultura, é a forma como ela é aprendida. A cultura não é aprendida com livros, com documentos, parte da cultura, talvez, ou seja, mas não a maior parte. A grande parte da cultura, e ela é aprendida lá na infância, na tenda em infância, e mesmo antes que a criança possa raciocinar, pensar e questionar aquele comportamento, aquele hábito, aquele valor e conceito que está sendo transmitido para ela. Mais tarde, a escola, também a profissão que ela escolheu, e também a sociedade, como um todo, vão influenciá-la e vão ajudá-la a também se desenvolver na sua, no seu comportamento, nos seus valores e nos seus princípios, e na sua cosmo visão, a sua visão de mundo. É por isso que a gente precisa lembrar, e eu queria convidar você a pensar comigo aqui nessa aula de hoje, de que a cultura diferente não significa uma cultura pervertida, porque nós aprendemos a ser assim, os valores que nós temos, os conceitos que nós temos, a forma de pensar que nós temos em grande medida vieram dos nossos pais da tradição familiar, vamos colocar assim, da educação que recebemos, e da cultura na qual a gente está em merso. Se a gente morasse em outra região e nascer em outra região do mundo, provavelmente a gente agir da mesma maneira que eles. Isso não significa que eles sejam pervertidos, porque eles são diferentes, ou que eles sejam criminosos, ou que eles façam isso para frontar a Deus ou etc. Não, da mesma maneira como nós somos diferentes deles, eles também são diferentes de nós, e nós precisamos considerar isso. Outra coisa importante que a gente precisa considerar com base, nesses conceitos bem básicos da cultura, é que a cultura ela é difícil de ser mudada, não é tão simples mudar uma cultura, porque para mudar uma cultura você precisa mudar valores, você precisa mudar crianças, você precisa mudar sentimentos, você precisa mudar ideias, você precisa mudar a cosmofisão e que vai afetar de alguma forma o comportamento no final das contas. Então note como não é simples alterar uma cultura, é por isso que as culturas são milenares, é assim a séculos aqui no Brasil, é assim a séculos no Paraguai, é assim a séculos lá na Índia, lá no mundo muçulmano, lá na África, na China, onde quer que seja, as séculos eles repetem um comportamento, eles fortalecem uma criança, fortalecem um valor, e assim idealizam uma visão de mundo, e nós precisamos ter isso bem claro, porque quando você chegar no contexto missionário, acontecerão aí quatro coisas com você e que tenha acontecido com vários missionários, não será seu privilégio ou de qualquer outra pessoa que estiver no campo missionário, é um privilégio de todos, vamos colocar assim. O primeiro momento é o momento em que você vai se deslumbrar com a cultura diferente, puxa aqui comportamento diferente, que roupa diferente, você vai ver isso e é o momento da Lua de Mel onde você vai gostar, mas logo depois a vira um momento da frustração porque aqueles comportamentos, aqueles hábitos, aquela forma de ser, de agir, de pensar, aquelas crianças valores, que no primeiro momento eram coisas interessantes, elas vão ser no segundo momento chocantes, porque você vai perceber, e os missionários têm percebido que não é tão simples de mudar, e você vai dizer assim não, isso aqui é o mudo, e não é assim, não muitas ações que alguns missionários às vezes praticam, elas são ineficais para alterar a cultura, porque volta a dizer a cultura não é tão simples de ser modificada, ela não é tão simples, leva tempo para que uma cultura se modifique, é por isso que no campo missionário a gente nunca pode pensar em um período de pouco tempo, o tempo no campo missionário ele precisa ser um pouco maior, para que de fato você possa ter alguma relevância e consiga, algumas modificações mesmo que não tão grandiosas, mas pelo menos um grupo de pessoas você possa ajudar a elas a se envolver em uma nova cósmia ou visão, uma nova criança, um novo valor e obviamente um novo comportamento, bom, a terceira coisa que vai acontecer é a aceitação, você vai aceitar que aquilo ali é difícil de mudar, aquela cultura não é tão simples de mudar, e finalmente você vai então fazer com que o seu trabalho continue, e tudo mais você vai conseguir dar melhor com essa realidade, mas você precisa estar consciente disso, uma dica bem simples aqui, bem prática, não negue as diferenças culturais, não, não negue, algumas pessoas não, elas tentam negar o impacto da cultura, o efeito da cultura, não faça isso, e tem ametas realistas, esse é uma outra sugestão importante, não pense que você ou eu ou qualquer um de nós somos um mesias que vamos chegar no domicinário da noite para o dia, a gente vai evangelizar todo mundo e tudo mais, porque apesar do evangelho ser um agente de mudança, ele precisa ser estratégicamente, sabiamente, levado as pessoas, e para isso acontecer a gente precisa conhecer bem a cultura local e saber as suas brechas, e aqui vem um ponto importante que eu gostaria de compartilhar com você na aula de hoje, toda a cultura deixa brechas, quantas que a cultura não responde, tem situações que a cultura provoca magas, dores, sofrimento, dificuldades, e é aí que o evangelho que tem um poder transformador, e aí que você mencionar que é portador dessas boas novas, pode usar essa brecha, e aí que você deve se aproveitar, e aí que você deve se concentrar para, de fato, ser mais relevante no campo missionário, ajudar as pessoas a desenvolver em novos valores, a verem o mundo de maneira diferente, e a poderem aceitar o evangelho então, procure coçar onde está coçando essa ideia, procure encontrar essas brechas, você precisará no campo missionário encontrar essas brechas, mas para que isso aconteça, você precisa conhecer bem os valores dessa cultura, as suas crianças, você precisa conhecer bem o idioma, e aqui eu quero mencionar um algo importante para você, uma das coisas que mais manifesta na cultura, e que revela a cultura, e os pensamentos, crianças e valores das pessoas de determinar a cultura, está declarado esboçado na sua linguagem, no seu idioma, eu sempre ouvi isso, e quando era pequeno eu não entendia, mas eu comecei a entender assim que eu consegui ter um pouco mais de maturidade mental, alguns diziam assim, para você falar em inglês, você precisa pensar em inglês, não sei se você já ouviu esse tipo de declaração, não pense em português, pense em inglês, eu ouvi a muito isso dos professores, e o que essa frase revela, revela que a construção frasal, que a forma de visualizar o mundo, que a cosmofisão norte-americana diferente da cosmofisão sul-americana, e especificamente brasileira e português, falando aqui do idioma, a forma de encarar as coisas é diferente, e enquanto eu não pensar dessa forma, eu vou ter dificuldade com o idioma, é por isso que o idioma é extremamente importante, vocês que irão para o campo missionário, precisam ter um conhecimento básico do idioma da cultura e da região que vocês não trabalhar, mas a medida que o tempo passa, esse idioma precisa ser, o conhecimento do idioma precisa se desenvolver, avançar, crescer e ser mais maduro, porque a partir do idioma, Vocês conseguirão ter uma noção mais clara, mais ampla. Vamos colocar assim daquilo que a cultura imagina a pensa e da forma como ela enxerga o mundo. Tenha isso em mente. Uma outra coisa, finalmente, eu quero terminar aqui. Nunca se esqueça de que o evangelho pode transformar fitas. Apesar das culturas serem difíceis de mudarem. Elas têm as suas limitações em relação a isso, elas dificultam o trabalho. De modificação, de mudança, o evangelho tem o poder transformador. O evangelho tem boas novas para a vida das pessoas. Tem respostas que a cultura não dá, mas o evangelho pode dar. O evangelho pode alcançar a vida de pessoas e pode transformar a vida dessas pessoas. E Deus vai usar você. Mas para que Ele possa fazer isso, você precisa entender as diferenças culturais. Precisa entender que essas diferenças não estão apenas na superfície. Elas são um pouco mais profundas e, de maneira assim, bem clara, você precisa entender que ao assimilar, você vai precisar assimilar essa cultura, conhecê-la, entendê-la, para que você possa, de fato, ser um agente de transformação usado pelo Espírito Santo para encontrar nas brechas corretas e levar esse evangelho que pode ajudar muitas pessoas a se entregar em ao Senhor Jesus. E Deus te abençoe e que essa aula possa ser apenas um start para você. Buscar mais informações, mais detalhamento, mais conteúdo, mais aprofundamento da cultura, com a qual você gostará de entrar em contato e levar o evangelho através do cumprimento da missão. Que Deus te abençoe, um grande abraço e até a próxima aula. Você ouviu, sende-me um podcast da Escola de Missão Transcultural. Se tiver alguma dúvida ou quiser bater um papo com a gente, nossos contatos estão na descrição desse episódio.

Podcast Summary

Key Points:

  1. A cultura é composta por camadas visíveis, como comportamentos e tradições, e camadas profundas, como crenças, valores e visão de mundo.
  2. Comportamentos culturais variam entre regiões e são fundamentados por crenças e valores que moldam as atitudes e decisões das pessoas.
  3. O entendimento das crenças e valores profundamente enraizadas em uma cultura é essencial para um missionário agir com respeito e empatia.
  4. A cultura é transmitida principalmente na infância e influenciada por pais, família e sociedade, o que mostra que não é "pervertida", mas diferente.
  5. Mudar uma cultura é um processo lento e complexo, exigindo alterações profundas em valores, sentimentos e visão do mundo.
  6. O evangelho pode atuar em "brechas" da cultura — situações de dor, sofrimento ou limitação — para trazer transformação e esperança.
  7. O idioma é um reflexo direto da cosmofisão cultural e o domínio dele é fundamental para o entendimento e conexão com a comunidade local.
  8. O evangelho, embora não possa mudar rapidamente a cultura, tem poder transformador e pode alcançar vidas e gerar mudanças reais quando aplicado com sabedoria.

Summary:

, explora a importância da compreensão cultural no contexto missionário. A aula destaca que a cultura vai além dos aspectos visíveis, como vestimenta ou tradições, para incluir crenças profundas, valores, sentimentos e visão do mundo. Essas camadas profundas são fundamentais para o missionário entender e respeitar as práticas locais.

O comportamento em diferentes culturas é explicado por crenças e valores que moldam o dia a dia, como o cumprimento ou o observância do sábado. A cultura é transmitida desde a infância e é altamente resistente a mudanças rápidas, exigindo um tempo e paciência para o trabalho missionário. O evangelho não precisa transformar a cultura de forma imediata, mas pode atuar em brechas — situações de dor ou sofrimento — para trazer esperança e transformação.

O idioma é apresentado como um reflexo da forma como os povos percebem o mundo, sendo fundamental para o entendimento e conexão com a comunidade. O podcast conclui reforçando que o missionário precisa assumir a diversidade cultural como um ponto de partida, respeitar suas raízes e usar o evangelho de forma estratégica e transformadora, permitindo que Deus use o missionário como agente de mudança verdadeira e significativa.

FAQs

A cultura é a forma como uma comunidade vive, incluindo comportamentos, valores, crenças e sua visão do mundo. Ela vai além do que é visível, envolvendo também crenças profundas e valores que orientam o comportamento das pessoas.

Respeitar a cultura local permite entender os valores, crenças e comportamentos das pessoas, facilitando uma relação mais humana e eficaz, e evitando julgamentos ou tentativas de mudança abrupta.

Os comportamentos, como o cumprimento ou a alimentação, são influenciados por crenças e valores profundos da cultura, que explicam por que as pessoas agem de certa forma em diferentes regiões.

A cosmofisão é a visão de mundo de uma sociedade, formada por crenças, valores e sentimentos que moldam como a pessoa entende o mundo, e é uma camada invisível mas fundamental da cultura.

Não, a cultura é difícil de mudar, pois envolve alterações profundas em valores, crenças e visão do mundo, e esse processo exige tempo, paciência e compreensão profunda da realidade local.

O idioma revela a forma como as pessoas pensam e enxergam o mundo, mostrando diferenças culturais, como a cosmofisão, e é essencial para o entendimento e conexão com a comunidade local.

Chat with AI

Loading...

Pro features

Go deeper with this episode

Unlock creator-grade tools that turn any transcript into show notes and subtitle files.