Próxima estação.
-Next station. -Estação Brasil.
Olá, ouvintes. Vocês desembarcaram no estação Brasil.
O seu podcast de história do Brasil.
Meu nome é Ricardo Duvio, sou apresentador desse podcast.
Como vão vocês? Espero que bem, sempre na medida do possível.
E hoje no estação Brasil vamos falar de um tema que muito, muito me interessa.
Porque acho que igual a muitas pessoas talvez não sei, mas vamos falar simplesmente do meu livro favorito.
Da minha obra de literatura favorita e que eu aproveitei uma situação que talvez muitos já estejam familiarizados.
Recentemente um vídeo se tornou viral na internet, mas especificamente de uma influência literária,
chamada Courtney Henning, que ela justamente estava criando, assim, não é uma atividade muito legal ali na produção dela na internet,
que ela se proposa o desafio de ler na um livro de literatura muito significativo de cada um dos países.
Ela foi encontrando, assim, e ela acabou chegando no Brasil e se deparou com memórias postmas de brasculbas o tema desse episódio.
E o vídeo da carne é ela simplesmente apaixonada, ela falando "olha, eu acho que ela leu sobretade do livro até então, ela falou "eu tô triste porque eu quero continuar leulido,
mas eu não sei quando esse livro acabar, o que que eu vou fazer da minha vida?"
"Tamãe me impacto, memórias postmas de brasculbas, chegou até ela, enfim, né, tamanho impacto que a obra teve, né?"
E não é por acaso, né? Eu também consigo entender ela perfeitamente, porque memórias postmas de brasculbas,
além de um baiter livro, um baiter livro de literatura mesmo, genial em vários aspectos brilhantes, em vários aspectos,
ele também pode servir para uma outra coisa, além de laseiro, que é um objetivo, né, muito legal de qualquer livro.
Mas memórias postmas de brasculbas vai ser observado aqui no nosso episódio como uma forma muito interessante de sequência o Brasil de uma época, né?
Toda a obra literária, toda a produção cultural fala sobre a época da qual ela foi escrita, acima de tudo, uma fonte histórica.
Nesse episódio, nós estamos justamente nos colocando aqui na posição de quem sabe trazer um novo olhar para você para essa obra.
Talvez você já leu memórias postmas de brasculbas, mas nunca parou para pensar tanto o que essa obra pode nos ensinar sobre o Brasil do 19,
o que que Machade já se está falando ali?
E caso você talvez não tenha percepido, ou quem sabe não percebeu em muitos detalhes, Machade está fazendo uma radiografia, né?
Ele está fazendo uma orqueologia de diversas camadas da sociedade brasileira do século XIX, principalmente a partir do olhar
do Brasculbas, que é um membro de uma elite karaoke do século XIX, que a gente vai destinchar nesse episódio.
Memórias postmas de brasculbas é a visão da elite brasileira do século XIX sobre o Brasil,
só que com toda a fina idonia do Machade, ele demonstra que esse olhar dessa elite brasileira do século XIX demonstra,
antes de mais nada, o quanto essa elite era desprezível, porque brasculbas é um ser mesquinho, desprezível, covard, e cheio de assim,
um carente de virtudes em quase todos os sentidos, né?
Então é muito interessante olhar crítico, profundamente crítico, de deboshi, como colocamos no título do episódio, que o Machade usa até definir
esse Brasil de século XIX, especialmente sua elite. Tendo vista isso, eu convido vocês aqui plantar nessa viagem com a gente,
tal como eu falei, o Machade vai dividindo, digamos assim, ele vai falando sobre várias camadas da sociedade brasileira, nós vamos fazer o mesmo.
Esse episódio está dividido em três partes, em três blocos, no primeiro bloco, a gente vai falar de elite a partir de manares e da família,
e do próprio brasculbas, né? Vamos falar da sua família dele, como essa obra demonstra a partir da família do brasculbas,
tenta representar uma série de questões de elite brasileira dessa época, e na segunda parte justamente do episódio,
nós vamos falar sobre os dependentes várias pessoas, personagens que vão aparecendo na obra,
entendem dessa elite, ou que são vistos como alpinistas sociais, né, pessoas que estão querendo são trabalhadores livres, normalmente,
enfim, pessoas que não são nem escravizadas, que nem estão na elite, que estão lutando ali para sobreviver,
e o Machade também demonstra olhar preconceituoso, olhar desprezível, que essa elite tinha perdante essas pessoas,
sempre vistas como alpinistas sociais, interesseiros, pessoas que querem tirar alguma coisa do brasculbas,
ou até pessoas que chegam a despertar da piedade do brasculbas, né, pessoas que são vistas como tão pequenas,
que são dignas de pena, e no último bloco, a gente vai falar sobre escravidão, sim, porque Machade assiste
era um grande crítico da escravidão brasileira, e apesar disso talvez nunca ter ficado tão explícito na obra,
isso está ali e é colocado com a sua utilizas, mas ao mesmo tempo quando a gente percebe como Machade está fazendo,
até com um tom de denúncia muito muito forte, que só alguém com talento da pena de Machade assiste, poderia fazer, né,
só alguém que consegue escrever um livro com a pena da galíofa e a quinta da melancolia de alguém que via,
com muito pessimismo, o Brasil de 19, como Machade via, é que pode fazer uma obra assim tão fantástica.
Dito isso, sejam bem-vindos a nossa viagem aqui para se entender,
ou memórias postmas de Brasculbas, a partir do ponto de vista de um historiador,
então convite estar feito, seja bem-vindo a mais um novo episódio do estação Brasil.
Parti 1, a elite, a família cuba e a tradição inventada.
Ao vermelho que primeiro eu as frias carnes do meu cadávio,
dedico como saudosa lembrança, é esta as memórias postmas.
Bem-vôrias postmas de Brasculbas de Machade assiste,
é um livro que foi publicado pela primeira vez no ano de 1881.
Essa obra na verdade pela primeira vez, ela foi sendo publicada, né,
numa série, assim, digamos, de publicações na revista brasileira,
que era um periódico literário do Rio de Janeiro,
isso entre um mês de março e dezembro de 1880, então assim,
em 1880 foi a primeira vez que as pessoas foram tendo contato com a história, né, de vamos assim,
em parte da memórias postmas de Brasculbas.
E posteriormente, a tipografia nacional lançou o livro,
aí prevalei num formato de livro, mesmo, não juntou todo esse espedacinho,
que eram publicados aos poucos, ou seja, as pessoas foram lendo aos poucos.
Isso é importante, quando você pega o livro, você leia de uma vez só.
Mas é interessante você saber que o Machade, ele produzia o livro,
sabendo que iria sendo lançado em parte, então, a própria dinâmica da leitura,
de você leia como um livro, e de você ver ler ele com uma série, né,
seria avisada, digamos, esse é um pouquinho diferente,
mas a gente não vai adentro tanto nesse aspecto aqui,
só uma informação importante para vocês entenderem.
E o livro fala justamente, caso você não saiba,
né, vamos fazer aqui, pelo menos, um resumim,
Brasculbas veio a falecer em 1869, no caso da obra, né,
Brasculbas, ele teria nascido em 1865, na verdade a obra fala, né,
que o Brasil nasceu em 20 de outubro de 1865,
e ele morre em 1869, e o Brasculbas ele morre,
e justamente logo ali, né, no início, ele fala, né,
que ele está morto, ele é um autor defunto, um defunto autor até esse brinca,
e que dedica o livro ao halverme, que primeiro roueu as frias carnes
do meu cadáver, e ele dedica com saudosa, né,
imbrança essas memórias postmas, né?
Caralho, manca, bravo, porra!
E então o Brasculbas ele está morto,
e ele está refletindo sobre a sua vida.
Um membro, né, que a gente vai falar de uma família,
uma ambiciosa família, melhor dizendo, né?
O Brasileiro Herdeiro, de uma ambiciosa família sem oarial do Rio de Janeiro,
dos últimos anos no império, né, o império já chegava ao fim,
quando o machado lançou o livro no império ainda existia,
mas o império já vivia algumas crises,
não sei o quanto machado percebia que as coisas poderiam estar acabando,
assim, enfim, isso também não é tão relevante,
a gente não está querendo falar aquilo machado como um adivinho,
como um visionário, não tinha como saber, né,
o império iria terminar ou não.
Mas dava para ver já uma alguma questão de decadência.
Mas salando aqui específico, então dá da obra, né?
Brasculbas ele vem a morrer,
ele faz parte dessa família, um membro, né,
dessa alta sociedade, digamos, do Rio de Janeiro,
e agora é morto, e ele decide escrever as suas memórias postmas,
escrever sobre sua vida, fazer um empente fino da sua trajetória,
refletir sobre a sua existência,
que já se terminou curiosamente, né?
Uma história que tem início e fim,
e parece que é um objeto pronto e acabado,
para ele refletir sobre o que ele fez na sua vida.
E curiosamente, Brasculbas,
se a sua vida foi insignificante,
as suas reflexões são tão insignificantes quanto, né?
Se ele for um ser desprezível em vida,
em morte ele também o é.
Mas o curioso é que em morte ele já não tem,
ele vai declarar isso várias vezes no nível,
a morte é uma delícia, ele não tem inibição nenhuma de falar,
justamente tudo aquilo que ele pensa,
o que ele pensava, né?
Não tem medo de mostrar sua mesquinhas?
Não tem medo de mostrar sua mesquinhas,
não tem medo de mostrar como roubar de eleado,
com ridículo, ele era,
o quanto ele tinha pouquíssimas ou nenhuma virtude, né?
Então é interessante isso,
memórias postmas de Brasculbas,
é elíticarioca nua.
Brasculbas não precisa pensar
e várias vezes ele falar isso sobre aceitação social,
sobre aparências,
algo que vai ser tão importante para ele em vida,
foi tão importante para ele em vida,
Bras não precisa aparentar mais nada,
não precisa provar mais nada para ninguém, né?
Ele pode ser o quão puro ele quer ser,
ele pode ser ele na sua estema pureza
e aí que a gente pode falar.
o quanto ele é, não ser absolutamente inspresível, e é isso tudo que torna para as cubas, um personagem
fantástico, absolutamente fantástico. Essa elite posta de forma anua, curva, principalmente pelo
fato de estar morto e não ter que provar nada para ninguém, não tem que viver de aparência social,
algo que é tão caro as edits, então aqui é muito interessante ver isso. Então vamos lá, vamos falar um
pouco de quem é o tal do Bras Cubas e começar a nossa análise histórica aqui. A família do Bras,
mas na verdade nunca fez parte, digamos, da classe dominante brasileira, mas ela parece querer fazer isso,
ela está sempre hávida por buscar mais poderes, sendo assim a família dele tenta constantemente fazer
parte dos grandes baires, estar nos grandes salões, nos bons restaurantes, nesses espaços de
sociabilidade da salta classe que ela pertence, ela está sempre perto ali da classe dominante, ela é meio
que faz parte dele, mas é um meio parasitário da verdadeira classe dominante brasileira, e sempre está
querendo mais eles são muito ambiciosos, e a obra esplora muito essa ideia de que não basta você ter
condições materiais para ser considerado parte de um elite, não importa o quanto de dinheiro você tem, o que
você precisa é parecer ser da elite, você precisa parecer ser alguém da elite para você ser jamais
confundido como alguém de uma classe inferior, e para isso há muito investimento de tempo, você tem que
investir muito tempo, muitos esforços, políticos, recursos, apresentar tudo isso, e ostentar o certo
estilo de vida, usar estratégias para tentar acender ainda mais socialmente e elevar já o seu elevado
para o dano, para jamais perder-lo, imagina voltar à pobreza, voltar a um estilo de vida inferior,
e por isso o braço e o seu pai estão sempre tentando um casamento para o braço, que é meio que um sol ter
irão, isso vai ficar bem claro, um longo da obra, cargos políticos, na partir de determinado momento o pai de
braço quer que ele seja deputado e braço vai chegar, inclusive ser deputado, para ser episódio desculpa tem
alguns spoilers, a obra não tem tantos plot twistes ou coisas do tipo, mas assim, se você não quer saber o que
ocorre ao longo da obra, por favor leia primeiro, não fique frustrado comigo falando coisas aqui, então feito
isso é aviso né, que eu já deveria ter feito antes, continuando, o fundador da família, da família Kubas é
um certo danião Kubas, essa parte é genial, o início, de memórias próximas assim o seu simple,
comenta primeiras páginas, na auto aqui a nossa influência, ela ficou escandalizada, ficou simplesmente apaixonada pela obra,
simplesmente além do praticamente 50, na metade do livro, a primeira metade do livro é fantástica, absolutamente fantástica,
as descrições da família do braço Kubas que a gente vai falar aqui nesse primeiro episódio, é de uma genialidade
com flexidade, sim, mas não é uma complexidade chata, não é, é de uma complexidade, sim, absolutamente fantástica
de descrição, assim, os detalhes e os artifícios que o machado utilizava, a ironia machadiana é
muitoíssimo, fina e perspicasse, eu acho que essa é uma boa palavra, então o danião Kubas, ele fundou essa
família, ele viveu no século 18, só que ele era tanueiro de ofício, em caso você não saiba, um tanueiro, um artesão
especializado em fabricar, reparar atonés, barris, pipas, né, aqueles recepientes de madezas, pra portar vinho,
serveja, né, ele foi um tanueiro, um ofício simples, digamos, um ofício simples, um ofício simples,
absolutamente digo, mas para olhar dele, não um ofício simples, natural do Rio de Janeiro, então da
meão é de lá mesmo, e que decidiu estudar na laverador, então trabalhando campo mesmo, então o filho
do danião, o Luis Kubas, é que acabou se aproveitando desses esforços do pai que se dedicou tanto na
agricultura no campo, e o Luis Kubas, ele foi estudar em coi, teve uma carreira mais abastada, muito por causa do seu
pai que foi um laborador e um tanueiro, que o Brasa é descendente dessa família, e aí essas, né, a família vai
passando gerações até chegar no pai do Bras Kubas, que é uma figura extremamente importante na história,
né, muitoíssima na verdade, a o fato de Brasa é tão desprezível, tão insignificante, vai muito da
criação dele, o machado deixa isso claro, né, a forma como o machado descreve o pai e a mãe de Bras Kubas,
é absolutamente fantástica, então o pai ele é apresentado como alguém que mentia a respeito do passado
da família, sensacional, existe uma tradição inventada pelo pai do Bras Kubas, né, da história da família
Kubas, porque ele dizia, ele falava mais ou menos e abre aspas aqui para o machado, que o sobrenome Kubas
licheirava excessivamente a tanuaria, né, fecha aspas, ele alegava que a abri aspas de novo, o dito
apelido foradado a um cavaleiro, no herói nas jornadas portuguesas da África, em prêmio da façanha que
praticou na luta contra os moldos, então o pai do Bras Kubas inventou uma história, que a família Kubas veio, né,
descendeu justamente de um cavaleiro, um herói português que lutou contra os moldos e sempre
escamoteou o passado de tanuaria, né, de trabalho no campo, de ser um laverador do Damian Kubas, e curiosamente mesmo que o Bras
confessando, né, a partir, né, a partir nesse mesmo capítulo que narra, né, o Bras fala, que o pai mentia a
sobrevigenda a família fala que o pai era um homem de bom caráter, um varão digno e leal como poucos, né,
ou seja, né, mesmo confessando mentira, ele ainda vê virtudes no pai, né, o Bras até vai justificando,
não, não, meu pai mentia, tudo, mas ele começa a explicar, ele recorreu a inventiva, né, essa mentida,
nessa invenção, senão depois de experimentar a falsificação, porque não só isso, o pai, né, do Bras Kubas,
ele debatizou seu filho de Bras Kubas tentando criar uma arreiração do filho, do nome do filho, com o capitão Mor Bras Kubas,
que foi fundador da Vila de São Vicente, só que a própria família do Bras Kubas original, digamos, né, do fundador da Vila de São Vicente,
é negou-a tal conexão, e aí restou, né, ao pai criar a história que a gente acabou de citar, né, a história do Edoi, português, né,
não, não, não, na verdade, né, nós não somos descendentes do Bras Kubas original, digamos assim, né, do Kubas original,
mas sim, de um cavaleiro, português, etc, e tal, tudo isso, para viver de aparências, como a gente falou,
e numa vida de aparências a tanuaria, né, a ser um tanuero, e um laverador, não cair muito bem.
E é interessante esses esforços que a gente está falando, porque tem um capitulo, que é o capitulo 12, chamado um episódio de 1800 e 14,
é onde o pai do Bras abrindo aspas primaxado, na sua força de persuadir os outros da sua nobreza, né, tentando apostar na nobreza da família,
acabar a pessoa dindo-se, assim, próprio, não teria contra ele, contra o caso, né, no caso que a gente está falando na polê-on bonapático,
então na polê-on tinha acabado de ser preso ali, né, a situação tá muito feita, na polê-on em 1800 e 14,
o pai do Bras tinha um ódio completo, ao na polê-on, né, e isso era motivo, né, segundo ele, de reí das contenas em nossa casa,
porque meu tio João, que era em militar, não sei se por espírito de classe, em se patia de ofício,
perdoava no despota, o que admirava no general, meu tio Padre era inflexível contra o curso, né,
curso porque o Napoleão era da Córsega, né, então é curioso, o pai de Bras podiava na polê-on porque ele atacava os nobres,
o tio de Brasca era militar, não gostava do despota, do autoritar, mas via virtudes no general,
e o pai tio dele, que era Padre, também que ele te cava na polê-on porque o Napoleão, né,
enfrentou a igreja católica em vários momentos, então com a queda de Napoleão, a família decidiu fazer um jantar, né,
para convidar figuras importantes no Rio de Janeiro, mostrar que olha nós, como fazemos parte da alta classe do Rio de Janeiro, né,
podíamos essa figura, né, a Córsanae, a Córsega do Napoleão, que combate nobres, a igreja católica,
vamos mostrar todas as nossas virtudes nos declarando antes, na polê-on, que os digamos assim, né,
então abre aspas novamente para o machado, dada a hora, a show se reunida a uma sociedade seleta,
no juiz de fora, três ou quatro oficiais militares, alguns comerciantes eletrados, vários funcionários da administração,
com suas mulheres e filhas, poucos sem elas, mas todos comungando no desejo de atolar a memória, de bonaparte, no papo de um perú.
Então, basicamente está brincando que esse evento é o que a gente está falando, o esforço da família, cubas,
tentar aparentar ser da elite, e se você quer aparentar ser da elite, você tinha que ser dante na polê-on, com nesse momento,
você não podia gostar da revolução francesa, você tinha que ter boncos costumes, né, na polê-on é visto o quase como de certa forma,
imagina, uma pessoa da Córsega lutando contra anobles, lutando a favor da revolução francesa, de certa forma,
atacando a igreja católica, nada mais feria os bons costumes dessas famílias tradicionais do que isso,
e também demonstrando tudo o esforço das aparências, em aparentar ser da elite, uma outra passagem muito curiosa,
quando o braço sempre é aqui tudo ele falando da infância, tem um momento como um achado vai relatando ali,
utilizando a voz do braço cubas, o braço de que vamos assim vai falando, que os padrinhos dele eram o colonial Rodrigo de Matos e sua senhora,
que descendiam de várias famílias do norte e que honrava um deveras, o sangue que ele corria nas veiras, outras derramado na guerra contolando,
ou seja, a família tradicionais vindo de Pernambuco aqui no caso, e há uma passagem que é pra ser bonitinha,
justamente fala, que tem um diálogo aqui, niunho, como justamente o brazo era chamado pequeno,
diga este senhores, como é que se chamam seu padrinho, e o brazo respondia, "Meu padrinho, é o excelenteíssimo senhor,
o coronel paluvaso, o lobo cesa de andar de sôs arrodigues de Matos, minha manteinha,
essa lentíssima senhora, dona Maria Luisa, de macedo, resendi sôs arrodigues, Matos, ou seja, que eles nomes gigantescos,
que o brazo já desde pequeninho decorava, e daí os ouvintes, né, o braço coloca, é muito esperto,
seu menino exclamava uns ouvintes, muito esperto, concordava meu pai, e os olhos babavam o ciril de orgulho,
e eles palmavam a mão sob a minha cabeça, fitavam-me longo tempo, namorado, cheio de si,
ou seja, que orgulho do meu filho, eu já estou ensinando a parecia,
tentar ser da elite, né? Aparentar ter bons costumes, ter impressionadas visitas falando
sobre os seus padrinhos tão especiais e com homens tradicionais de famílios importantes,
né? Então, essas passagens são absolutamente aniais. A primeira parte de minha maior
resposta, mas é um assim, um raio X dessa elite tão mesquinha do século 19, tão carente
de virtudes que precisam tentar tanto, tanto, tanto, justamente não ter nada de muito
substancial a oferecer. E é uma parte de que, ao longo da obra, né, o pai é muito presente,
mas há poucas partes sem que a mãe aparece. Mas há uma definição justamente sobre a mãe
de Brascubas e que também demonstra muito sobre essa elite, essa emorial ali do XIX, que é
fantástica, e aqui eu simplesmente vou recitar essa parte em que um machado vai falar o seguinte,
né, utilizando a voz do narrador Brascubas? Sim, meu pai adorava-me, e agora é uma definição da mãe.
Mas minha mãe era uma senhora fraca, de pouco cérebro e muito coração. A sássia crédula
sinceramente piadosa, caseira, apesar de bonita. E modesta, apesar de abastada,
temente astruvoadas e almarido. Acho que poucas frases são tão poderosas e brilhantes como essa,
né? Temente astruvoadas e almarido, né? Que imagem fantástica e poética, né?
É, quando significa, na paquistão feminina, ali do XIX definicum, a mulher é temente astruvoadas
e almarido. O marido era na terra o seu Deus, da colaboração dessas criaturas nasceu a minha
educação, que se tinha alguma coisa boa, era no geral viciosa, incompleta, em partes negativa.
O fantástico do Brascubas é o quão consciente ele está da sua mediocridade, e já morto, ele
não tem vergonha nenhuma dia de imitência, ele deixa tudo muito explícito. O Bras, ele não tá
iludido sobre o quão mexinha sua família é da, ou quão os crotes, eles derram, vamos colocar assim,
não. O Brascubas ele tá super tranquilo com isso, acho que o Brascubas nunca precisaria de ter a pia,
ele tá muito bem resolvido sobre ser o que ele é, né? Digamos assim, a sua família ser o que ela era.
Na motor, quando ele termina essas reflexões ali, na dessas passagem sobre a sua família, o Brascubas
simplesmente vai falar o seguinte, o que importa é a expressão geral do meio doméstico. E a saí fica
indicada, vulcariidade de carácteris, amor das aparências retilantes, do arruído, broxidão da vontade,
domínio do capricho, ou seja, a família dele era tudo isso, a bruxa de vontade vivia de aparências,
né? E o mais, dessa terra e desse estúrmio é que nasceu esta flor. O Brascubas ele tá falando
desse mesmo, olha, eu nasci desse estúrmio dessa terra, é aí que eu nasci, né? Então o Brascubas realmente
não tem pudo orninho de colocar essas coisas, principalmente porque ele já tá morto, enfim, a gente já tá
enfatizando isso muitas vezes. E aí, a gente precisa falar agora que nós falamos, né, da terra e do estúrmio
que nasceu a flor, vamos falar da própria flor Brascubas. E texto vai trabalhando uma série de questões
interessantes. O texto começa a p'amorte, né? Então, justo, começa pelo fim, né? O óbito do autor, e justamente apenas
poucas pessoas acompanham seu funeral, né? Ele relata apenas 11 pessoas, ou seja, o Brasném bem
que isto ele é, né? E isso aqui é interessante como ele vai passando sua vida. O Brasném nunca gostou
de estudar, né? Ele fala da infadonha escola, ele nunca deu valor ao estudo, né? O Brasném, depois de
nunca dar valor ao estudo, né, na escola mesmo, ensino mais básico, mostrando assim, ele começa a
se relacionar com a marcela que a gente já vai falar no segundo capítulo, que é, né, uma espanholer, um pouco
mais velha, o que é aparenta, assim, do que o Brasném, a época, que o manipulava muito, era muito sedutura,
utilizava ele pra receber finos presentes. Tracuzos também como a gente vai falar esse relacionamento não
dá certo, e como o pai vê que o Brasném está desviando muito dinheiro da família pra marcela,
ele fica bravo, ele descobre, ele manda o Brasném estudar, "Ah, quer saber? Vai esparer o ropa,
vai escortizar uma universidade, provavelmente com o Ímbra, quero te para homem sério, e não para a
roadora e gatun." Ou seja, uma elite tão tola, tão desprezível, né? Mas assim, tão cheia de recursos,
também que o Brasném comete todos esses erros e digamos que a punição dele é pra ir com
Ímbra, vai fazer direito, né? E o Brasném vai se formar justamente direito em Ímbra, mas ele não
dá valor nenhum para a sua formação em Ímbra, né? Ele passa aquele período e ele ainda não consegue
ser um grande homem, né? Ele segue sendo esse ser rítico que ele era, e ele mesmo coloca na universidade,
eu decorei de suas fórmulas, o vocabulario, o esqueleto, tratei a como tratei o latim, em Bolsaí,
tem três versos de vergídeo, dois de orácio, uma dúzia de locações morais e políticas para as
despesas da conversação. Eu tratei os, como eu tratei a história e a jurisprudência. Curide todas as
coisas à frasilogia, a casa, a ornamentação, ou seja, ele está falando, eu aprendi ali algum
stuque espada, mais uma vez, viver de aparência, é golpe. E aqui, o fantástico, né? Como a gente já
estava enfatando palavras de meras cubas. Talvez espante ao leitor, a franquesa com que ele expõe o
real sua mídia mediocridade, a divirta que a franquesa é a primeira virtude de um defunto na vida,
o olhar da opinião, o contraste dos interesses, a luta das cubisas, obrigam a gente a calar os trafos
velhos, a desfarçar os aras guões e os remédios, a não entender ao mundo as revelações que faz a
consciência. Mas na morte há que diferença, que desabafo, que liberdade, como a gente pode sacudir
fora a capa, deitar ao forço as lantes jolvas, despregar-se, despintar-se, desaffetar-se, confessar
desamente o que foi o que deixou de ser, porque em suma, já não há vizinhos, nem amigos, nem inimigos,
nem conhecidos, nem estranhos, não há plateia. O olhar da opinião, esse olhar agudo e judicial,
perde a virtude, logo que pisamos o território da morte, a morte é liberta-a-doada por das cubas,
porque ele não precisa mais fazer esse jogo de aparências, justamente, ele pode ser quem ele é,
tão sem virtudes quanto ele é sem nenhum problema. Então, essa parte aqui é justamente muito interessante,
para a gente finalizando esse bloco, o Brasil não seja desprezível, que venho nessa terra e desse
chuva, justamente como ele vai falando. Então, o interessante é ver como ele surge dentro dessa família,
como ele vive de aparências e como machado ele está utilizando isso, porque é importante a gente colocar
aqui, eu não quero ficar esse episódio, já vou avisar, a gente vai ter a educação de leitura e tudo no
Instagram, como a gente costuma ter, mas eu não quero transformar ele muito teórico, eu quero utilizar
a própria óbida, mas como fonte, assim, mais o teu sourceiro nem chalube, num livro é fantástico,
chamado Machado de Assi, o historiador, ele fala que a partir de memória as próximas de belas cubas,
Machado teve uma importante mudança na sua escrita, porque antes de ele utilizar
meninos como Helena e Agarcia, personagens femininas, como as protagonistas das narradoras,
ainda numa fase de româncias que são um pouco mais, que investe mais na questão do romance,
na relação entre uma homem ou uma mulher, etc. e tal, isso é aquela coisa mais clichê de um romance
romântico, dizer assim, quase uma redundância, tipos de livros que eram até mais famosos no público
feminino, certa forma, né? É só que o Brasil inimuda quem são os narradores dessas óbidas e
ele torna-las com uma complexidade psicológica maior, e social maior também, porque quase todas
as óbidas depois vão sem escritas por membros de elite, no sentido de desculpa vão ser narradas por
membros de elite das cubas, assinamento narrado por belas cubas, dono casmo, reenarrado por
mente ink, também é da filho de uma importante família sem o ideal, é exaú, jacois, sob dois,
não é homem, justamente, no mundo sem o ideal, óbias que são narradas pelo conselhido
aires, que é justamente, né, que não vive só de aparências, esse sim conselhido aires, que é um narrador de mais
de uma óbida, né, do machado, é que, ao que tudo indica, o machado se vía nesse personagem, inclusive, né,
o grupo conselhido aires parece ser muito machado, em certa forma, as conselhido aires, aí ele não vive
de aparências como belas cubas, ele realmente é um homem culto, digno, sábio, etc. e tal, né?
mas é o ponto de vista sem o ideal do Brasil, do 19, que vive de aparências, o brazo nos grandes
feitos da vida dele, é criado o seu implasto, né, justamente, que seria meio que uma enganação, um produto
que dizia, queria cuidar todos os males, mas no fundo era uma grande falsca turua, né, uma grande mentira,
justamente, de um brazo esse ser desprezível, ele não tem medo de enganar, ele não tem medo de tentar
se dar bem, ele entende que bem, é isso que nós fazemos mesmo, né? essa luta pela enganação, pelo poder,
faz parte da natureza humana, a partir de um determinado momento óbvio fica filosófica, quer ter personagem no
Kim Kasborba, que é sensacional também o Rodrigo, do Kim Kasborba, e o que eu quero terminar justamente com essa
primeira parte nesse primeiro bloco é, acho que deu pra entender muito bem como justamente aqui
das cubas é um ser que vive de aparências, de um Brasil ali, né? justamente ele vive entre 1865 e 1869,
como essa elite escravocrata, sem o ideal, tinha muitas condições materiais, vivem bons palácios,
mas que no fundo, né? tudo isso, vivem em boas casas melhor de zedo, né? mas no fundo tudo isso era um grande
jogo de aparências, um grande teato dentro da elite, e que não representava basicamente nada no sentido
de que não eram grandes homens, eram pessoas interesseiras, mesquinhas e o braz Cuba, a obra demonstra isso
perfeitamente, muito difícil, talvez você achar uma fonte histórica, fora da literatura, na qual você
consiga ver também um retrato tão interessante e tão complexo e tão bonito de certa forma, porque acaba
até sendo bonita, forma como o machado coloca, e que vai definir tão bem os modos e a cultura de certa
forma, outra vez a falta de cultura em certo sentido, dessa elite tão mesquinha, poró por o estilo
coloque o brazo na raiz, isso aqui é interessante né?
esse autor defunto, esse defunto autor, que não tem medo, não tem vergonha da sua
indicularidade, a morte é uma liberdade por Bras curmas, sendo como desprezível ele poderia ser
e ele não tem nem problema com isso, como eu brinquei já, certamente tem uma pessoa que
aparentemente não precisaria ter a pia mesmo morto, seria o nosso querido Bras curvas aqui.
Então fechando esse primeiro bloco, acho que a gente já conseguiu entender algumas coisas
dessa elite, mas no episódio acho que vai ficar melhor até agora, porque nós vamos falar
dos trabalhadores níveis e nos escravizados nos próximos blocos, e é aí que a coisa
talvez ainda fique um pouco mais interessante do que já está, então acompanha a gente.
Nosso próximo bloco.
Então, você está gostando desse episódio do Stação Brasil?
Esperemos muito que sim, pois nós nos esforçamos muito pra entregar no produto com a melhor
qualidade possível para vocês, mas como estação Brasil é um projeto independentemente,
pra ir decidir no ar produzendo novos episódios em novas séries de episódios, precisamos
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Afinal de contas, apoiar o Stação Brasil é apoiar uma educação pública de qualidade.
Com a partir de dois, trabalhadores livres, a dependência do favore.
Para nós entendermos melhor ainda esse personagem do Brascubas, a gente tem que entender
ele na relação com os outros personagens, então aqui a gente vai citar alguns personagens
que eram trabalhadores livres na obra, pessoas que tinham funções ou vivimos em espaços
sociais que não eram necessariamente belite e não eram nem necessariamente escravos.
E esse é um espaço muito interessante que é um espaço do favore, o Roberto Schwartz,
que tem dois livros muito importantes sobre o machado, que é um demos grandes estudiosos
do machado, que se você quiser ir atrás da duas obras muito importantes é o vencedor
das batatas e o mestre na periferia do capitalismo, então duas obras sobre o machado.
Ele analisa a obra do machado falando como o machado muito bem entendeu essa sociedade brasileira do 19,
que tinha três grupos muito importantes, esse relite sem o Ariel, que a gente afalou,
que estava no topo, uma espécie de classe dominante, os escravizados estariam na parte baixa,
ou seja, as pessoas não livres, e que enfim, formariam a parte mais baixa dessa sociedade,
com menos direitos, enfim, vistos como uma alem, uma escória, mas não existeríamos ali
no meio esses trabalhadores livres, trabalhadores liberais, enfim, pessoas que circulavam,
que não eram nem derite, não eram nem escravos, mas que viviam numa atenção social muito forte,
de ter medo de se tornar parte dessa classe populada, essa pobreza tinham medo de empobrecer,
de perder o pouco que tinha, mas ao mesmo tempo também sempre tinham uma ambição social de acendena,
indo o ponto de vista do braço, porque nós vamos ter mais ou menos dois sentimentos muito claros,
em relação a esses trabalhadores livres, ou ele vai ver eles como alpinistas sociais,
pessoas interesseiras, que querem minudibriar, que querem retirar tudo que ele tem,
ou ao mesmo tempo ele vai ver essas pessoas como dignos de pena,
e ele, inclusive, vai secar idoso aquela caridade condicional, com alguma delas,
eu vou ajudar essa pessoa para mostrar como um doso, na verdade, eu sou,
estou fazendo isso para alimentar o meu próprio ego, para mostrar que olha,
se eu quiser, eu posso iria ajudar, veja como sou um doso, estou optando e ajudar,
então muitas vezes a gente vai ver isso, das cupas, o que só reforço como desprezível,
justamente ele era, então nós temos, por exemplo, a figura da Marcela,
a primeira paixonite justamente do braço, na liga, logo na sua juventude, uma espanhola,
que é vista como muito sedutor, que tem outros relacionamentos também,
a Marcela é vista como uma muderça do todo, que ludibri os homens,
o braço ele vai definir a Marcela da seguinte forma,
Marcela era boa lápida, sem escrupulos, muxuosa, impaciente,
amiga de dinheiro e de rapazes, muito engraçado,
e depois o machado, o braço melhor, ele vai colocar que Marcela,
a mão me durante 15 meses e 11 contos de res, nada menos, ou seja,
a mão ele durante um período e o tanto de dinheiro conseguiu levar dele,
então aqui a gente consegue ver que não, não era o braço que estava,
que era um menino todo, que estava sendo enrolado, deixando-se levar,
e aproveitando da situação também, não, era a Marcela que era lápida,
sem escrupulos e interesseira, padinho do menino, das cubas aqui,
outra parte que é muito interessante, é quando o braço,
ele tem um contato muito interessante com o almocreve,
e mais uma vez, até porque não é um termo que a gente usa,
tanto, é um almocreve aquele que ajuda no transporte com animais de cargas,
então tem uma situação de um almocreve que salva a vida do braço cubas,
que cavalgava um jumento, e nosso autor defunto,
ele na hora que ele considerava dar três moedas de ouro,
porque esse almocreve também salva a vida na redubrase,
e o braço com a feliz e pensa em dar três moedas de ouro,
que eu dá cinco que o braço trazia com ele,
mas em uma grande amostra de misquenharia e preconceito de classe,
o braço foi refletindo-se não seria demais para o pobre rapaz,
até o braço chega a refletir e ele fala,
"Examinhe a roupa, era um pobre diabo que nunca jamais vira uma moeda de ouro,
ou seja, ele fica pensando "não, seria tão pobre",
ele salva o meu a vida, quem sabe seja legal ajudar ele,
então ele cogita dar duas moedas, depois uma,
ele acabou dando um culuzado de prata, e no final ainda se arrependeu,
ele viu que o almocreve estava muito feliz por ter ganho essa moeda de prata
no final inclusive, porque no primeiro braço falou "pensou em dar três moedas de ouro,
acabou dando só um culuzadinho de parata" e o almocreve mesmo assim ficou feliz,
ele viu que ele estava muito feliz na verdade por ter ganho essa moeda
e o braço acabou pensando, acho que eu paguei ele bem demais,
piorando ainda a situação quando ele descobriu que tinha algumas moedas de cobre em seu bolso,
ou seja, ele poderia ter dado ainda menos,
nitervi tanto o remórcio da decisão,
ele acabou convencido no final desse brevesíssimo capítulo ali,
que o almocreve nem de salvo a vida,
mas que ele foi um abriado para o simples instrumento da providência,
e que o seu mérito no ato, na verdade, era positivamente nenhum.
Então, é muito interessante como o braço, ele justo na. ele vai se convencendo assim, na ele é tão mesquinha,
ele nem consegue valorizar o trabalho dessa pessoa,
ele nem conseguiu valorizar o ato daquela pessoa,
porque ele não pode diabo que se vestia mal,
que parecia que nunca tinha visto uma moeda de ouro,
ele não tinha nem a aparência para ser uma pessoa digna
e fazia um espécie de trabalho que nem merecia tanto assim,
na atenção do braço,
e que conta um pouco já ficava tão feliz aqui,
é o preconceito justamente no braço cuba assim,
é aflorando justamente ao máximo.
E seguindo uma outra personagem que também é livre,
mas é uma trabalhadora simples,
é a dona plácida, essa personagem é muito importante,
porque o braço, ele tem uma relação,
é um. de adulto herédio, digamos assim,
com a vigília, que é casada com novos neves,
um importante político lá da época,
que tudo o braço tem esse caso com a vigília,
e para eles não serem descobertos, eles compram uma casinha,
justamente mais uma região um pouco afastada,
e lá eles colocam a dona plácida para viver,
e para mim que cuidar da casa,
justamente estaria para ajudar eles a desfarsar,
justamente na o caso que eles estavam tendo,
que eles não queriam ser descobertes.
Então o braço vai confessando ali,
justamente na ração da história,
dessa trabalhadora que é a dona plácida,
a história de vida, né?
E que a dona plácida viveu uma história de vida,
muito difícil, né?
Ela passou fome na infância, passou dificuldades,
perdeu a mancer do tempo que ajudava um monte de gente, né?
Fíbios, os próprios, a própria família e tudo,
e ela já viveu de pedir os molas, né?
Então depois de ver uma vida tão difícil,
ela acaba se sujeitando a cobertar a situação do braço e da vigília,
ou seja, ela depende do favor,
na classe dominante, essa é a maior característica
desses trabalhadores divas,
ele sempre tem que depender da bondade,
né? Se há que alguma bondade, né?
É serite, e o machado entendeu isso perfeitamente, né?
É o alma creve que salva a vida do outro,
mas ainda depende de um ser tão desprezível,
como graça, pra pelo menos de recupensar com alguma coisa, né?
E a dona plácida também, ela tem que se sujeitar,
para ter, né, ali, viver naquela casa,
poder ter o seu trabalho, tocar a sua vida,
não pressar mais pedir os molas,
ela tem que cobertar um relacionamento de adulterio, né?
E o braço, ele chega até a refletir.
Se fez o certo, se atitude dele não era em modal,
porque basicamente ele quebrou a resistência da dona plácida,
quando ele encontrou, né, ele deu 5.000 reais,
justamente para ela, inclusive 5.000 reais que ele encontrou na rua, né?
Que ele nem tirou do próprio bolso,
que ele acabou encontrando na rua num determinado momento,
e ele comprou mais ou menos, ele falou,
é para a pessoa meio que venisse a dona plácida, né?
Para você ter essa grana como uma graninha guardada ali,
e a conclusão dele foi ao longo dessas reflexões,
né? Porque ele fica pensando assim,
"Ah, né, que eu não fui escuro outro,
justamente, saca, não fui um sere moral aqui,
né, comprando o silêncio dela com o dinheiro,
mas daí ele reflete."
Não, a velhice de dona plácida estava,
agora, ao abrigo da medicidade.
é uma compensação, né, o dinheiro que ele deu pra.
Se não fossem os meus amores, ou seja, né, se eu não tivesse o meu caso com a vigila,
provavelmente não na placa da cabaria como tantas outras criaturas humanas, onde se poderia
deduzir que o vício é muitas vezes o estudo me da virtude, o que não impede que a
virtude seja uma flor cheirosa e sã, ou seja, ele está falando basicamente a não
a placa tem que me agradar de ser, inclusive, que eu tenho o meu caso com a vigila, porque
se não fosse assim, eu não estaria ajudando ela, né?
Então o egoísmo de braço cuba é uma coisa completamente fora de sério, né, e é uma parte
muito central da obra.
E o interessante é que, mais por fim do livro, o braço e a vigila já estão afastados,
a vigila vai vir em outro lugar com o seu marido, mas ela manda uma carta para o braço
avisando que a dona plástica está mal, que ela está no fim dos seus tempos, só que
curiosa que o braço de aí lembra que ele deu cinco contos de reis, o que ela não considerava
o dinheiro pra ela, é pra.
E que isso deveria ter sido suficiente pra ela, a vigila estava pedindo pra ele ver como
que estava dona plástica, mas ele pensa mais por qual razão ela cresceria demais, por
qual razão ela cresceria com o fossilar, já dei dinheiro pra ela, né, e aqui abre aspas
novamente por braço.
Tinha dado a dona plástica cinco contos de reis, duvido muito que ninguém fosse mais
geneloso do que eu nem tanto, cinco contos, e que fizeram deles?
Naturalmente botou os fora, com meus, em grande festas, e agora toca pra namiser ver
córdia.
E eu que aleve, morre sem qualquer parte, a cresce que eu não sabia, eu não me lembrava
do tal beco das escadinhas que onde ela naspoastamente morava e que de fato ela manava, mas pelo
nome, parecia me algum recando estreito, escudo da cidade, tinha de ir lá e chamar a atenção
dos vizinhos, bater a porta, que massada, eu não vou, mas daí né, justamente pensando,
quanta vez, até exagerando a mente escudo, ele estava sendo, no outro capítulo de fala,
mas a noite é boa conselhia, funderou que a cortesia mandava obedecer aos desejos da
minha antiga dama, ou seja, que deveria ir lá, e o curioso é que ele vai lá, ver justamente
né, a dona plástia, e tudo no seu fim de vida, acho que chega a ser perturbador, né,
a última reflexão do Brás, em relação à dona plástia, que ele vê lá ela em toda aquela
situação, e ele abre aspas, refletindo, finalmente, sua devida dona plástia, se não fosse
dona plástia, talvez os meus amores com Virgíria, tivessem sido interrompidos, ou imediatamente
quebrados em plena efervescência, tal foi, portanto, a utilidade de vida de dona plástia,
ou seja, a utilidade de toda uma vida daquela mulher, resumiu-se justamente a propriedade
do Brás Cubas, a ser vira ele, quase que Brás Cubas, só faltou dizer que bom que eu permiti
que dona plástia pudesse me servir, ao me servir ela completou justamente o seu desígnio
de vida, né, então é absurdo, né, um Brás Cubas é um ser fora, absolutamente desledo,
baixado, conseguiu criar um dos seres mais desprezíveis da história, né, e fascinante, justamente
a Itélia, né, o Brás, ele é justamente fascinante por conta, por essa total falta de vergonha
de ser quem ele é, né, e para terminar, uma outra personagem muito interessante é a Niano
Lolo, né, eu vou utilizar aqui o apelido, que é justamente assim, um relacionamento do Brás
não está muito certo com a Virgíria, durante anos, o Brás Cubas foi com esse relacionamento
com a Virgíria, só que o problema é que ele não se casava com a Virgíria, porque a Virgíria
já era casada, inclusive. O primeiro objetivo do pai do Brás era casar, justamente o Brás com a Vigia.
Mas o Lomo Nebes foi mais rápido e, justamente, casou-se primeiro com a Vigia. O Brás sempre seguiu essa irmã,
se caminou, se não brincando aqui. Esse caso que a Vigia tinha com a Vigia, só que ele não se casava,
não se ter deixado com outras mulheres e a família ficava apreciando. Principalmente a irmã dele, olha,
Brás, você tem que se casar, você não solteirão, solteirão, solteirão, e os filhos e os filhos, né?
A continuidade da família, em um determinado momento, inclusive, o Brás ele decide que ele vai se casar com a Inelolo,
que, justamente, era uma pretendente interessante, mais nova, bem mais nova, inclusive o que o Brás,
só que tem uma questão, né? Ela tinha um pai, que era um tanto problemático, ela não era necessariamente tanto de uma elite,
e tem um momento que o Brás está de mãos dadas, passeando com ela, e ele vai narrando, justamente, esse passeio, na seguinte forma.
O que deixava em Inelolo era o pai, a facilidade com que ele se metera com os apostadores,
punha em relevo, antigos costumes e afinidade sociais, em Inelolo chegava a temer que tal sogo do me parecer sim digno,
ela tinha medo, justamente, né? Que o Brás não visse de dignidade, na figura do pai.
A vida elegante e polida, a teraia, né? Ou seja, ela era interessada em Inelolo, né? Então, mais uma vez a coisa do alpinista social, né?
A vida elegante e polida que o Brás vivia atraiu, justamente, em Inelolo, ela queria fazer parte disso,
principalmente, porque ele parecia um meio mais seguro de ajustar as nossas pessoas, em Inelolo observava, imitava,
adivinhava, ao mesmo tempo, dava seu esforço de mascarar a inferioridade da família,
ou seja, isso é visto como um mérito, né? Ela tentava observar, imitar, adivinhar justamente os gestos, os gostos,
o modo de ser decidit sem o ideal, mas aí, ele justamente terminava falando, não arremédio, de ser o comigo,
vou arrancar esta flor a este panto, no meu Deus, o Brás decide se casar com Inelolo quando ele chega a essa conclusão,
que não tem jeito, né? Eu vou me casar com Inelolo, eu vou arrancar esta flor deste panto,
no destipai, cheio de problemas, dessa menina de uma classe social inferior, e spoiler dado,
aqui eu já disse que vai ter spoilers, em Inelolo acaba morrendo e nem na certa escasamento,
mas então aqui, nesse episódio, quando a gente vê a relação do Brás com essa outra classe social,
esse membro da Inítima, essa outra classe social, aí que a gente vê ainda mais, o qual é o desprezível elenheiro,
e para finalizar esse episódio, a gente vai pro último bloco onde a gente vai falar dos escravizados,
e aqui também, machadia-se e brilha, vamos na então, ao nosso último bloco.
Parti 3, os escravizados, violência e denúncias.
Então, nesse último bloco, vamos falar sobre esse cara de endão, em memória as postmas de Brás Cubos,
e é importante é que a gente entender que a obra lançada em 1881, os debates sobre o abolicionismo,
né, a abolicção da escravatura estavam quentes, mas a década de 70 e 80,
mesmo os movimentos abolicionistas estão muito, muito fortes, né?
Então, a Lei do Vente Livre já tinha sido aprovada e tudo,
e o machadia-se é não abolicionista, em vários momentos da sua obra dá para ver comemidê-nosias violências
que os impropérios da escravidão quanto ela era indígena, descravatura,
só que a escrita dele não é panfletária, né, militante, assim, na explícita,
e todas essas adjetivas eu não estou usando de forma de minuí, né, é como uma crítica, algo assim o machado.
Machado ele é. não sei se dizer sutil, porque sutil também não é a palavra,
mas o machado ele vai falando de uma forma mais indireta sobre esse problema social da escravidão,
e bota o tom de nenuncia também seja muito evidente,
mas é que você precisa aprender a ler esse tom de nenuncia,
e o machado ele não vai te explicar isso, ele não vai ter um capítulo falando com a escravidão era o idiose,
ele e o pertinho determinado personagem, fazendo discurso os longos sobre fim da escravidão, não,
uma chada ele está querendo que você perceba a partir desse próprio olhar sem o ideal,
como a relação desses senhores com a escravidão era absolutamente nefasta.
Então, existe um capítulo de memórias próximas pelas cubas que eu trabalho em sala de aula,
quando eu trabalho também de escravidão, a bodição de escravidão eu sempre uso o capítulo menino ao pai do homem,
que é o capítulo 11 justamente de memórias próximas.
Até para a sua desculpa, porque vai ser uma leitura um pouquinho maior, eu vou lendo e comentando,
essa passagem é que é absolutamente sensacional para a gente entender a relação desses senhores discravos,
justamente com os próprios discravos com os gravisáticos.
E aqui ele vai falar o seguinte, está falando da sua infância, a relação que de quando a criança ele tinha
nos escravos domésticos do lar que ele vivia, estão aqui abrindo aspas para das cubas,
machadiasis falando a partir da voz do Brasculbas, esse personagem.
Cresci, em isso é que a família não intervei.
Cresci naturalmente, como crescem as magnórias e os gatos.
Então, ou seja, ele cresceu livre sem muito da presença dos pais.
Desde os cinco anos, merecerei eu a alcunha de menino de aba, e verdadeiramente, não era outra coisa.
Foi dos mais malignos do meu tempo, arancuto e discreto, traquinas e voluntários.
Por exemplo, um dia quebrei a cabeça de uma escrava, porque me negara uma colher de doce de coco que estava fazendo.
E não contente, com uma lefício, deitem um punhado de cins ao taxo, e não satisfeito da travessura,
foi dizer a minha mãe que a escrava, que estragaram o doce por pirassa, e eu tinha apenas seis anos.
"Uta aqui para o que filha da puta."
Ou seja, o Brasca, relatando, que ele era tão animado, tão suportável, né?
E tinha tão pouco a consideração para a escravizada, que simplesmente, para não ter dado uma colher do doce,
ele acabou com a vida da escrava, entregou para a mãe, enfim, né?
Possivelmente a escrava possa ter sido punhido, coisas do tipo.
E continuando, ele vai falar daí do podenso, que era um outro escravisado que tinha na casa.
Podenso, um moleque de casa era o meu cavalo de todos os dias.
Punha as mãos no chão, recebiam um cordel nos queixos, a guisa de freio, eu tripava ali ao dorso,
com uma varinha na mão, fostigava, eu dava mil voltas a um, a um ou outro lado, e ele obedecia algumas vezes de gemendo.
Mas obedecia sem dizer palada, ou quando muito um "Ah, en unho", ao que retorquia, cala a boca besta,
esconder os chapéus das visitas, deitar rabos de papel a pessoas graves, puxar pelo rabixo das cabeleiras,
dar velhos com os meus braços e das matodonas, e outras muitas façanhas,
deste jáé, eram mostras do meu gênio em doce.
Mas devo crer que eram também expressões de um espírito robusto, porque meu pai tinha minha grande admiração.
E se às vezes me reprendia a vista de gente, faziam por simples formalidade, em particular, dávame beijos,
ou seja, esse menino que. não estava em cima do seu esclavizado meiavão da forma mais aturos e enfim, uma renda
que a gente pode imaginar aqui nessa cena, inclusive ficou muito. a gente consegue ver
facilmente uma imagem na internet muito famosa daquelas primeiras fotografias na história
do Brasil, justamente um menino em cima do seu escrava, fazendo de cavarinho, de certa forma,
ainda batendo, chicoteando, assim, uma coisa absolutamente deshumanizando. Então aqui, o
alô, ele está falando, que ele fez mal uma mulher, que ele fez mal uma criança, então
assim, o próprio fato de ser uma escrava e de uma escrava que é uma criança, chama mais
atenção ainda, porque o que o machado está criando é que ele está selecionando muito
bem os personagens, ele está tentando mostrar para você, olha isso, que é acelite fazer
com essas pessoas a esse nível de desumanização. Então, eu falei, não é uma escrita tão
direta, opina ativa, ele está criando todo um cenário para você conseguir perceber
justamente, por conta própria, esse ponto com o nível desse tipo de situação, e termina
justamente esse capito com o braço falando, de manhã antes do mingau de noite, antes
na cama, pedia a Deus que me perdoasse, assim como eu perdoava os meus deveredores. Mas
entre amanhã e a noite fazia uma grande maldade, meu pai, passado ao vodoço, dava me
pancadinhas na cara, exclamava a rir. Abrejei, dobrejei, do brincadeão, né? Ao longo
desses primeiros capítulos, que é muito claro quanto o pai te orgulhe, inclusive do braço
cubas, quando fazia essas coisas, vinha como um menino bricalhão, etc, e tal, inclusive
é a primeira vez na história inteira que o pai se revolta com o braço, é que quando
ele faz a família perdente, dentro com a Marcela, né? O braço ele é um grande playboy,
né? No século 19, sendo muito um imado pelo seu pai. E o curioso é que o Prudência,
que é esse que foi feito em Cavalino, na infância, o braço cubas ele encontra ele mais velho,
né? Que é no capítulo lá para frente chamado Vergálio. Por ir aqui, né? O Prudência, o antigo
escravo de braço, ele é visto no Valão, que é uma região muito importante, né? Da história
da escravidão brasileira, né? Ele é levado até pra Timônio histórico, né? É, ele é da foi visto
no Valão, naquela região, agredindo o seu escravo, ou seja, o Prudência, o Historno Olívio,
mas ele acabou tendo o seu escravo. E o Prudência, ele tinha deixado o escravo dele, cuidando
de uma quitanda, mas o escravo tinha saído pra beber na situação. E o Prudência, quando
o capturou ele de volta, quando pegou ele de volta, começou a espancar o escravo. E o Brase,
ele pede pelo cessar das agressões do Prudência, o Prudência, o Prudência, o Prudência, o Prudência,
o Prudência, o Prudência vai falando, olha, você tá pegando muito pesado aí que o seu escravo,
o Prudência não te vejam, tem pão, e agora a gente veja nessa situação, meu Deus, no céu,
né? Só que depois disso, o Brase, ele começa a refletir sobre a cena que ele viu, e aí,
a gente tem uma ligação entre esses capinos. O Brase, ele diz o seguinte, ele pensa o seguinte,
abrindo aspas aqui, né? Era um modo que o Prudência tinha de se disfazer das pancadas recebidas,
transmitindo-as a outro. Eu, em criança, montava o punho de um freio na boca e desancava-o sem
compaixão, ele gemia e sofria. Agora, porém, que era livre, dispunha de si mesmo dos braços das
pernas, podia trabalhar, fogar, dormir, desagriolinado, da antiga condição, agora é que ele se
desbancava, compram um escravo, e ele pagando. Com alto judo, as clentias que de mim receberam.
Vejam as sutilesas do maroto, né? O Brase, ele ainda termina falando, né? Olha só, né? Que esperto,
ou, né? Que pede espicadas, né? O Brase está refletindo, né? O quanto a violência vai reproduzindo
mais violência, e no fundo, o que machata demonstrando, a gente olha que horrível isso, né? Mesmo escravo,
depois sendo livre, ele ainda está reproduzindo justamente a violência que ele foi tão traumatizado na
infância, que a ele só foi ensinado esse tipo de linguagem, ele acaba reproduzindo no futuro, né? Então,
se a gente não consegue ver com esse olhar, que isso aqui, na verdade, é uma crítica do machado,
capaz de gente confundir um pouco a nossa percepção. Então, aqui, a gente tem um cubo, machado está
mostrando a gente a partir de todo esse mundo, assim, na de referências do Brase Cubas, é o
constitucional, é essa violência, né? Ou quanto esses talmas poderiam seguir nessas pessoas. Esse cara
foda! E ainda há um outro momento, só para a gente fechando aqui, que acho que vai arredir no dinota,
que tem uma figura no meu mar das pós, mas que é o cotrinho, né? Que é o cunhado do Brase,
e que é muito interessante que um determinado capítulo lá, isso aqui é só para não deixar passar
do Brase Narra sobre o cotrinho. Ele teste várias elogios, olha, o cotrinho dos homens mais justos,
honestos, etc. e tal, que eu já vi, mas que as quatro paredes ele era famoso por fazer escravo sanglar,
em portanto, enfim, ele vai relatando uma série de coisas, assim, que mostra como cotinha, ela vira nisso,
mesmo era absurda, um homem absolutamente curuel, com seus clarizados em várias quantias, famoso,
por várias violações com escravos, mas ele meio que isso, cita isso, ainda fala, mas ele é um homem
muito honrado, um homem muito bom, assim. Quando a gente vê isso, assim, de forma uma espassagera,
sem ser ir dentro de um contexto, a gente não consegue perceber que machado está realmente querendo
mostrar isso para você olha esses sinhores, né, o Bras Cubas, que está narrando essa história, eu tô
aqui tentando demonstrar para você como essa pessoa ele consegue lidar com essa situação, ele consegue
ver, ele, como é que eu posso colocar, ele vê essa pessoa que é um cotinho, e mesmo sabendo de
todos os horrores que essa pessoa faz, ainda consegue meio que naturalizar, ele faz essas coisas, mas,
assim, quem não faz também, né, faz parte da vida, mas ele é um homem honrado, né, ele é um bom pai,
etc e tal, então ele é um bom medo da nossa família, pertence a família, aqui é um homem que ajuda
a me hermar, etc e tal, então isso é muito interessante, né, o que a gente tem que entender é que Bras Cubas,
a figura do Bras Cubas não é necessariamente na manifestação das opiniões do machado, até porque o
machado quase tudo, ele pensava de forma diferente do Bras Cubas, né, mas é o machado utilizando
esse personagem para tentar te mostrar, olha, eu tô te colocando as lentes do mundo sem o real, e vejam
quando expressíveis é essas lentes, percebam quando desagradável é olhar do mundo com essas lentes,
percebam quanto essas pessoas, e essa pessoa que do Bras Cubas é mesquinha, é horrível, sem virtudes,
e que não consegue perceber os horrores do mundo em que vive, na verdade, não só não consegue perceber,
como faz parte desse problema, né, elas tornam o mundo pior, né, então esse é um ponto muito interessante,
e aproveitando para fazer uma última reflexão, o que eu acho interessante é comparando, por exemplo,
com o Roberto Freire que foi objeto do nosso último episódio, eu acho que o machado de acisa uma das
figuras mais antes de Roberto Freire que já tivemos, né, e curioso que o Roberto Freire até cita em
casa grande sem exala algumas passagens de textos do machado sem completamente entender, me parece,
assim, né, pelos usos que o Freire faz no machado, que o machado ele não tá apenas querendo descrever a
sociedade, às vezes, com as citações de textos do machado são feitos de forma muito tópica e não reflexiva
pelo o Roberto Freire, né, porque o Roberto Freire não tá falando que a misseja nação foi boa, que a
harmonia racial, que essas grupos, assim, eles acabam criando uma cultura incomum, não, o machado está
denunciando toda essa violência, o machado, por exemplo, a gente fala da, né, a gente falou que o machado
estava com o machado perdão, o Roberto Freire tentava demonstrar uma sociologia da vida íntima, né, nos
pequenos contatos do dia a dia entre indígenas, senhores descravos, exafricanos, etc, e tal, que como
nesses contatos do dia a dia a gente iria mistura de raças, não, o machado ele também tá fazendo uma
descrição da vinda íntima, mas ele tá falando, olha, é o Brascubas que faz o, o seu escravo ali
justamente de cavalinho, ele dá xecotadas e o trata como um seu próprio cavalo, né, deshumanizando
completamente, é o Brascubas que culpa justamente, né, é uma mulher darí por aí, se for escravizado para
justo ter feito ou não ter edado um pouco de doce, né, não há nenhuma harmonia aqui, não há nenhuma troca
cultural, o machado tá demonstrando como isso é deplorável, como o próprio escravizado ficou tão traumatizado
da infância que depois ele vai reduzindo o seu próprio escravizado a, a, ser deshumanizado também, né,
é um escravizado que justamente vai repetindo os comportamentos do seu senhor, que um homem que é visto
como um rado, na verdade, é uma abusadônia, um violentador descravos, né, então machado de assim,
pelo menos, e isso não se resume só a memória as postas, mas em outras obras isso também fica evidente,
mas para que memória as postas ficam muito expresso, o concrítico ele era da escravidão e o quanto ele
desprezava essa instituição como um todo, né, mas é necessário um certo trabalho, é necessário ler um
pouquinho entre as entrelinhas da obra para gente perceber isso, o concrítico machado era da escravidão,
e se deixar dubse vocês querem como referência é um ótimo caminho para você entender isso,
inclusive em outras obras machado, está como Helena, por exemplo, que às vezes é visto só como um românsizinho
bobo, né, mas tem algumas passagens muito interessantes também que tratam na questão da escravidão.
Dito isso, espero que vocês tenham gostado que nós chegamos ao final de mais um episódio de citação
Brasil, eu adorei gravar esse episódio e me fez a relem memória as postas mas de belas cubas e obrigado
por vocês e dá a oportunidade não só de eu ter vontade de relem nem um esforço meu rio favorito,
mas de poder compartilhar com essas reflexões com vocês, eu espero que eu tenha ajudado de alguma forma,
você tem um novo olhar sobre memória as postas mas de belas cubas, e eu me sentiria extremamente honrado
se você me falar recardo depois que eu vi o episódio aqui, eu fui ler pela primeira vez a obra,
ou eu fui rele a obra, ou eu fui justamente atrás dos vídeos machado e assiste, se isso foi encontrido,
se você ter dessa vontade, por favor, inscreva pra mim, que eu vou entender, missão feita, missão comprida,
estamos ajudando aqui a tentar espalhar a palavra desse genial ser que foi machado de assist,
até não ver está isso, valeu pessoal, vamos para o último bloco de encerramento.
Obrigado então pessoal, para o escutar do episódio até aqui, saibam que nós vamos dar algumas dicas
de libros sobre possíveis caminhos para você ler machado e assiste na nossa instagram,
se tem dicas de libros, siga nos então nas nossas redes sociais, a rouba,
estação Brasil FM no Instagram e no Twitter. No Twitter, eu vou escrever um fio sobre como
machade assiste pode serido como um antijuberto freiria, como a forma como machade trabalhou
a escravidão e memória exposta, mas é muito diferente da forma como o juberto trabalhou
em casa grande sem exala, sendo mais interessante conhecer esta talvez a escravidão brasileira
da partir de memória exposta, mas que talvez casa grande sem exala, mas exercício retório
com a rica eu vou fazer de reflexão, então signa no Twitter pra ver um pouquinho dessa
reflexão, e se você gostou desse episódio, por favor considera apoiar a estação Brasil,
porque o sempre gosto de enfadizar nenhum dos agregadores não nenhum sentável da gente,
a gente simplesmente posta lá, as pessoas escutam mas não tem um sistema de remuneração
justamente de monetização ainda dessas agregadores de podcast, então nós produtores de podcast
independente, nós sempre temos que pedir aquela ajudinha pra vocês, pra manter justamente
estação no ar e saem um que é esse ao mesmo meu aniversário, então se você quer dar
um presente, torne-se um apoiador de estação Brasil, eu faço alguma contribuição,
se você acha que vai de a pena, se você gosta justamente, se não você pode compartilhar
também, na que são outras formas de ajudar, fica a vontade importante de se parar
apalado, mas se você quer ajudar estação Brasil financeiramente, que é a forma mais
eficiente, talvez de ajudar o nosso projeto, vai lá e se torne um apoiador em apoia.se/estação
Brasil FM lá, a partir de 5 reais, você pode ter acesso inclusive a episódios exclusivos
do nosso podcast, o último episódio foi muito legal sobre uma historiografia da escravidão,
muita gente alogiando que gostou, né, os apoiadores só podem ouvir, então pra você ouvir,
você tem que ser um apoiador, e ou você pode enviar um Pix pra gente, né, quem sabe,
para ajudar aqui o projeto, às vezes é muito prático, vai lá, faz um Pix, né, e pode
você ajudar a manter um projeto comercial War, que é um projeto educacional que simplesmente
tentar levar conhecimento em pessoas, que você quiser enviar um Pix, estação Brasil FM,
arrobegmail.com, ajude a gente a espalhar o conhecimento histórico aí, Brasil a fora, tá bom?
Mais uma vez, um prazer sempre estar aqui com vocês, espero que tenha gostado, porque eu amei
esse episódio, um amachado de vocês, meu autor favorito, e minha ordem favorita do meu
autor favorito, que é que mais que eu quero, né, obrigado então por ter essa oportunidade
de falar aqui com vocês sobremachado, um abraço e até a próxima.
Um estação Brasil é uma produção independente, que conta com, roteiro à apresentação e coordenação
de Ricardo Duvin, edição de Guilherme Silva, artes visuais, iclis Rodrigues e Ricardo Duvin,
e narrações de Priscila Nufi.