O podcast "Brumadinho, um ano depois" conta a história da economista Helena Taliberte, que perdeu sua família inteira no acidente de 25 de janeiro de 2019, quando a pousada onde estavam foi inundada por uma avalanche de rejeitos da Vale. A narrativa detalha como ela e seus amigos perceberam o desaparecimento dos filhos Camila e Luís e da esposa Fernanda, por ausência de respostas a mensagens e falta de contato. A busca por informações foi intensa, mas não houve localização de ninguém, com confirmação definitiva de desaparecimento após quatro dias. A tragédia causou um profundo luto, especialmente por perderem o futuro do primeiro neto, que foi celebrado com emoção. Diante disso, Helena e a família decidiram fundar o Instituto Partido dos Amigos de Camila e Luís, com foco na defesa dos direitos humanos, empoderamento de mulheres e proteção ambiental. A instituição é um símbolo de esperança e justiça, com a ideia de que as 272 vítimas do acidente se tornem "sementes" de amor e transformação social. A mensagem central é que o valor da vida é incommensurável e que as tragédias devem ser um chamado à ação, para parar com rompimentos de barragens, garantir direitos humanos e construir um mundo mais solidário, unido e empático, onde a paz é construída por ação, não por inércia.
O nosso podcast, Brumadinho, um ano depois, o mangusta sem fim, vai contar a história de
como a economista Helena Taliberte perdeu a família inteira naquele 25 de janeiro de 2019.
Ao meio dia em 28, a filha dela Camila Taliberte de 33 anos, o filho Luís Taliberte de 31
e a mulher dele Fernanda Damian, de 30, grave da de 5 meses, estavam na pousada nova instância.
O local foi soterrado pela avalante de rejeitos de minério de ferro da Vale.
"Prenada, primeiro que eu queria te fazer, não tenho como ser outra, é onde você estava,
o que você estava fazendo naquele 25 de janeiro, como é que você soube o acidente?
Naturalmente, você sabia que os filhos estavam lá, etc., mas que você recebeu a notícia?
Como é que você soube do que eu considero?"
"Nós estávamos passeando aqui na Avenida Paulista, era feriado, é aniversário da cidade,
e eu estava passeando com uma filhada que estava passando feiras na nossa casa, nós estávamos
no Máspeo, e recebi pelo celular, recebi uma notificação de um desses portais de notícia,
que tinha cair de uma barragem em brumadinho.
Mas mostrei pro Wagner, continuamos o passeio, porque mandei na hora, mandei mensagem para
Camila, para Luís, para Fernanda, e nenhum dos três me respondeu, mas eu falei, vai
ver que, por conta da Confus, deve estar meio confuso lá, não tem sinal ou algo semelhante."
E continuamos nosso passeio, aí quando chegou no final da tarde, um pouco mais a tarde, os
amigos começaram a nos contatar, conseguiu falar com Camila, conseguiu falar com Luís, não
conseguia ainda, não me responderam, aí mandei mensagem para o pai deles, para mulher
dele, para ver se alguém respondia, nenhuma resposta, aí os amigos também já tinham, já
estavam se movimentando, já tinham, não tinham nenhum deles, tinha recebido nada, então
aí nós começamos a, de fato, ficar preocupados, né, conversei com a família do meu
ex-marido, conversei com a família da Fernanda Minha Nora, e nenhum deles conseguia
o contato, então aí que a gente começou assim a ficar de fato preocupado, porque, no
começo, acham que, se que eles estivessem inotinho e naquela correria, porque a gente
saiu sobre que o inotinho tinha, tinha um pedido para evacuar e o inotinho, então, na
correria, não tinha dado tempo para avisar, coisa da assim desse tipo, você acaba achando
500 mil justificativas para celular a cabo bateria, enfim, e aí foi isso, a gente chegou
a noite e aí nós percebemos que a coisa não tinha, estava muito normal, né, porque
isso não, eles teriam de alguma forma entrada em contato, seja lá como o for, eles teriam
tentado entrar em contato. E nesse mesmo dia, você já teve a informação
de que a pousada tinha sido atingida, de que a vía lá ótima, funcionava, etc., olha,
nesse dia nós entramos em contato com um guia de inotinho e mandamos uma foto que
nós tinha recebido, que o namorado da Camila tinha recebido dela, mandamos uma foto
para ele, para ver se era a pousada mesmo, porque nós começamos a procurar, porque eu
não sabia onde eles iam ficar, e nós começamos a procurar em todas as pousadas, principalmente
o pai da Fernanda, começou a procurar lá onde, começou a telefonar nas pousadas, nós
telefonamos inclusive no Airbnb, para ver se a gente conseguia alguma, alguma pista de onde
eles podiam estar, porque a gente até então não sabia o que estava acontecendo, né, e
não conseguimos nada, não conseguimos nenhum localizar nada, obviamente, e mediante
esta fotografia, esse guia nos confirmou que a pousada era o que tinha sido levada pela
lama, não me lembro exatamente se foi no dia, ou se foi no dia seguinte, não me lembro
bem em que foi no dia seguinte, né, foi no dia seguinte, então, que foi no dia seguinte,
que a gente teve a confirmação que era a pousada onde eles estavam, e aí já passamos
uma noite, já tinha passado uma noite inteira em claro, tentando de todas as formas contato
e obtém informações, e aí tivemos então a informação por um familiar que mora em minas,
onde eles, a polícia estava pedindo para as pessoas que tinham, que estavam com dificuldade
de encontrar os seus familiares que fossem para Belo Horizonte, que fossem para Brumadinho.
Então nós fomos no final do dia, no sábado atarte, nós fomos para Brumadinho no dia 26,
e chegamos lá, fizemos, chegamos em Belo Horizonte, e fizemos o cadastro já na academia
de polícia, conforme fomos orientados, de todos os desaparecidos, né, e aí no dia seguinte
fomos a Brumadinho, e aí já tínhimos tido assim, fomos procurar nos hospitais, né, uma
parte da nossa família foi procurar nos hospitais para ver se eles tinham sido encontrados com
vida, mas não foram encontrados nada.
Nós tivemos assim muita dificuldade em colocar o nome deles na lista, nós fazíamos
o cadastro e o nome deles não aparecia na lista, mas isso, na verdade, nós tivemos
a confirmação mesmo, quando a gente não conseguiu localizá-los de maneira 1, nós tentamos,
inclusive, via as operadoras de telefone, eles não liberaram as chamadas, as localização
dos telefones, eles não liberaram, então também não tinha como a gente, enfim, conseguiu
alguma informação independentemente do que a Vale tava nos comunicando, então nós
tivemos a certeza mesmo foi na segunda-feira de manhã, que aí nós tivemos certeza que
eles não tinham, não estavam nos hospitais, não estavam nos prontos socorros, em lugar
nenhum, então eles estavam de fato desaparecidos, de fato não tinha mais notícias dele já
desde a sexta-feira, então já eram quase quatro dias, então.
A minha filha morava aqui em São Paulo, Luís, meu filho morava na Austrália, junto
com a mulher dele, Fernanda, o vulíste tava lá há quatro anos, e vieram chegaram no
comecinho de janeiro, então tá fazendo um ano que eles chegaram aqui no Brasil para
passar férias, e para contar também do sexo do nenê, que nem eles mesmo sabiam do sexo
do nenê.
Você sabia da gravidez, mas não sabia, não é, e nem eles, isso foi muito legal assim,
porque eles esperaram para abrir o exame e saber o sexo conosco aqui, nossa família.
Eu acho que parece que lá a sexo é feita já que faz o que é de mediato, né, o tempo
já que mora lá e ela pagaram, e ela falou que eles são obrigados a fazer um exame de
determinadas pessoas.
É, já sai, eles guardaram segredo e não quiseram, nem eles mesmo sabiam, foi muito gostoso.
Então, nós nos reunimos, a família da Fernanda e a nossa, em Florianópolis, numa praia
em Florianópolis.
e lá fizemos, eles abriram o tubo com papelzinho, da cor do sexo, e foi lindo, foi tudo muito gostoso.
Fizemos, ficamos muito felizes, deviam um menino, também tanto faz se véssemos menino ou menino.
É mais por saber.
É mais por saber, e pela festa que nós fizemos, o encontro das famílias, eles estavam felicíssimos.
Ele, Luiz e Fernanda, estavam muito felizes, a Camila, minha filha, estava assim, amando setia.
Seria o primeiro filho deles?
Primeiro filho deles.
Meu primeiro neto.
Meu subrinho importante.
Sim, o primeiro subrinho importante da Camila.
E do lado dela também é o primeiro neto?
Não, do lado da Fernanda, ela já tinha um subrinho, filho da irmã.
Como é que foi esse ano?
Foi horrível.
Porque primeiro foi assim, aquele trauma de você perder os dois filhos.
Numa fase da vida assim, maravilhosa, né?
Camila, com 33 anos, é divulgada super.
Está vendo muito bem na profissão e ele escolheu direito digital para se especializar.
É uma área com muita novidade, com muita coisa acontecendo, as leis sendo feitas e ela participando de tudo isso.
Estava apaixonada, assim, nossa, ela estava muito bem morando sozinha, curtindo a casa dela.
Luís tinha acabado de ser nomeado o diretor do escritório que ele trabalhava lá na Austrália e estava muito feliz.
Fernanda também, assim, numa fase muito bonita, grávida, linda.
Foi um trauma, uma coisa horrível, perder os três assim, duas filhos de uma hora assim, uma filha também, uma hora maravilhosa.
Linda, me emocionou muito quando falo dela, porque foi uma descoberta para mim.
Passei um mês na casa deles em 2018 e a forma como a gente. A gente viveu aquele mês e eu me senti assim que eu ganhei uma outra filha, sabe?
Ela era encantadora, encantadora.
Ela não começou a ficar explorando muito atuador, né, que a gente não tinha que dizer que a dor basta que fosse só.
A gente não precisa ser muito bem dela.
Mas a direção, buscar uns aspectos mais felizes, é que você tem que buscar forças para encontrar umas outras razões.
É, você foi até o processo, não era muito tocar isso.
E a questão da associação, você fundou ação, necessariamente.
O Instituto não se exerma isso.
O que momento você conseguir organizar essas ideias, o que você pretende tocar?
O que você quer, tocar causas que eles dependiam, né?
Para você, o que isso vai significar, como é que você pretende fazer isso?
Olha, na verdade, a ideia do Instituto Partido dos Amigos deles.
Os amigos e das amigas da Camila e do Luís.
Eu acho que eles têm essa ansia de um mundo melhor.
Que era que a Camila queria e o que Luís queria.
Eu acho que. E nós concordamos em fazer.
Nós da família concordamos em fazer.
Em criar o Instituto.
E ao Instituto, ele tem mesmo os objetivos deles.
Que é a defesa dos direitos humanos, a questão do empoderamento de grupos vulneráveis, principalmente mulheres.
A defesa do meio ambiente, também, de todas essas coisas que a gente precisa mostrar, precisa ser vos, precisa falar sobre isso, para que as coisas possam mudar.
Para que a gente possa buscar um mundo que seja melhor para as próximas gerações.
Porque nós não vamos mais ver isso. Eles vão.
E essa, eu acho que é a herança que o Luís e a Camila deixaram, sabe?
Tem uma música que eu gosto bastante, que fala que a herança que a esperança é a herança que a gente tem que deixar.
Então eu acho que é isso que a gente vai fazer daqui para frente, que a gente tem feito.
Nós fizemos todo planejamento do Instituto, o ano passado, muitos envolvidos, muito mesmo.
Assim, eles todos com contribuições valiosíssimas para tudo, todas as decisões são colegadas, então eles participam de tudo.
Então eles estão fazendo do jeito deles, do jeito que eles querem fazer. Apesar de ser a gente que está dando sustentação e dando suporte do ponto de vista formal, do ponto de vista institucional de colocar isso em pé, eles é que estão fazendo.
Isso é muito forte para mim. É muito forte. É isso que me mantém. A frente, sabe?
Eu acho que isso é o principal. Eu acho que a gente tem que falar, a gente tem que mostrar o que está acontecendo, em todos os sentidos, em todos os sentidos, em todas as áreas, para que as pessoas saibam como que a gente tem que melhorar.
E o que que a gente tem que melhorar? E eu costumo falar também que não adianta a gente sair por aí, falando e confrontando.
A gente tem que falar, tem que mostrar o que acontece, mas a gente tem que também que reunir, tem que fazer como que as pessoas se juntem, não importa de que lado elas estejam.
Não pode mais ter lado nenhum. A gente não tem mais tempo para ter lado nenhum. A gente tem que todo mundo se juntar e fazer as coisas acontecer, não dar mais para esperar.
Eu acredito que você tentasse traduzir para quem não tem ideia, o que é isso, o que é o momento que eu já disse. Eu valor que essa vida tem.
Eu acho que o principal de tudo a gente perceber que a vida que te cerca, as vidas que te cercam, tem um valor incommensurável.
Imagina para um pai, para uma mãe, perder os dois filhos. A família acaba. Acabou minha família. Eu não vou ter mais filho. Eu não vou ser avó. Acabou. Nossa família acabou.
Quando você fala que morreu aqui, porque causa da chuva, morreram aquelas crianças do flamenco, no incêndio, morreram 272 e brumadinho, morreram a avião que cai.
Enfim, você tem que se colocar no lugar das pessoas que estão sentindo assador. E aí você vai ver quantas pessoas sentem assador. Você não consegue medir. Não tem número mais. Não tem mais número.
Eu acho que as pessoas precisavam perceber isso, mudavam valores na vida. Mudavam valores na vida.
Se você tem uma desavença, se você tem uma. uma rixa. um. um. coisa qualquer, perdoa, sabe?
Pense um pouco no que o outro pode estar sentindo.
Meu filho falava pra mim assim, mãe, o que passou é passado.
É isso.
Vamos buscar um futuro, um futuro de conciliação, de harmonia,
onde as pessoas, de fato, se. se amem mesmo.
Independente do que possa ser aquilo.
Independente do que possa ter acontecido.
Independente de tudo isso.
Porque não adianta mais a gente se basearem números pra fazer as coisas.
Isso não já fizemos daqui pra trás.
Não adiantou nada, porque não fizemos nada.
Então tá, se aconteceu tudo aquilo, o que nós temos que fazer
pra que essas mortes todas não sejam em vão, né?
Que isso não se repita mais.
Não pode mais repetir.
É essa questão.
Quer dizer, os números pra mim não importam em mais nada.
Se morreu um, por causa de uma chuva, não pode morrer mais ninguém para causa da chuva.
Se morreu dois por causa de gripe, não pode morrer mais ninguém por causa de gripe.
Se morreu 272 por causa da lama, não pode cair mais nenhuma barragem.
Não pode romper mais nenhuma barragem.
Nem pra matar e muito menos pra desalojar as famílias.
Porque as famílias desalojadas também é um problema.
Também é um acente.
Sabe, também é uma disproteção.
São direitos humanos violados.
Eu acho que a gente tem que parar com essas coisas assim,
um lado de cá, um lado de lá, a direita esquerda.
Não tem que ter mais isso, gente, acabou.
Porque nós não saímos do lugar.
A gente tá parado no lugar.
Assim, ninguém tem paz.
A paz, eu escutei, eu vi uma mensagem outro dia.
Eu não vou ser bem reproduzida agora, mas assim, mais ou menos o que eu penso também
ao respeito é assim, a paz é você buscar, é você fazer as coisas.
É você andar pra frente.
É, você tem esperança, mas a esperança deveria esperançar como diz o cortelo.
É ir buscar as coisas, é ir fazer as coisas.
Não é ficar parado, não adianta mais ficar parado.
Não adianta mais, é fácil, porque o número de paralisa sabia, o número de paralisa.
Você olha aquilo que nós 272 pessoas, meu Deus, e agora, não.
E o que essas pessoas, o que a ausência dessas pessoas fez?
Tem muitas viúvas, tem muitos órgãos, tem suas milhas inteiras de lazeradas.
Imagina a mãe daqueles de garota, aqueles dez garotos que morreram em sêndio.
Imagina o desespero daquelas mães, imagino nossos desesperos com os nossos filhos, enterrados
vivos, foram enterrados vivos.
Eu quero que essas 272 famílias, as vítimas, sejam sementes.
Se eu falei muito, falo muito, eu adoro ter uma frase pra mim.
Eles pensaram, eles tentaram nos interrar, mas não sabiam que eram os sementes.
Eles tentaram nos interrar, não sabiam que eram os sementes.
Esses de amor e de justiça, essas 272 pessoas que morreram.
Quantas sementes se acham que eles plantaram?
Quantas sementes?
Tem que ser semente de amor, eles têm que florecem amor, todos eles, todos eles.
Espero que o nosso instituto seja isso, sabe, seja pra agregar sementes de amor, seja
pra agregar sementes de justiça, seja pra fazer as coisas acontecendo.
Seja pra as pessoas saberem, pra sente ser vos, das pessoas que não conseguem ser vosso.
Pra gente mudar esse mundo, porque se não vá, camila, falo pra mim uma vez.
Pouco antes de morrer, ela falou pra mim, mãe, enquanto todos não tiverem as mesmas
oportunidades que eu tive, eu não vou sucegar.
Essa é isso que me faz levantar todos os dias, é essa inquietação.
E essa inquietação, que ao mesmo tempo me inquieta e ao mesmo tempo me traz uma paz enorme,
porque eu sei que nós vamos fazer, na essa é a paz, na minha coração, eu sei que eu vou fazer.
E eu sei que vou fazer, porque eles vão fazer comigo, porque eu só zinho faço nada viu.
Ninguém só zinho faz nada, mas todos que estão comigo, todos que estão comigo, eles
que me levam, eles é que estão fazendo, porque é uma energia muito forte, eles são
as sementes que brotaram, de amor e de justiça.
Podcast Summary
Key Points:
A economista Helena Taliberte perdeu sua família inteira no acidente de Brumadinho em 25 de janeiro de 2019, quando a pousada onde estavam foi soterrada por uma avalanche de rejeitos da Vale.
Ela e seus amigos perceberam o desaparecimento dos filhos Camila e Luís e da esposa Fernanda, pois não houve resposta a mensagens e os contatos foram perdidos devido à falta de sinal e à correria do evento.
A família realizou buscas intensas, incluindo contato com hospitais e operadoras, mas não encontrou nenhum dos familiares, com a confirmação definitiva de desaparecimento apenas no dia seguinte.
O evento gerou um profundo trauma familiar, especialmente pela perda de um futuro, como o nascimento do primeiro neto, que foi celebrado com emoção e alegria.
Helena e a família decidiram criar o Instituto Partido dos Amigos de Camila e Luís, com foco em defesa dos direitos humanos, empoderamento de mulheres e proteção ambiental.
O instituto tem como missão promover mudanças sociais para evitar futuras tragédias, como o rompimento de barragens.
A esperança e a justiça são vistos como heranças que devem ser cultivadas, com o convite à união entre pessoas, independentemente de ideologias ou posições.
A mensagem central é que o valor da vida é incommensurável, e que as mortes devem ser uma lição para transformar o mundo em um lugar mais humano, justo e solidário.
Summary:
O podcast "Brumadinho, um ano depois" conta a história da economista Helena Taliberte, que perdeu sua família inteira no acidente de 25 de janeiro de 2019, quando a pousada onde estavam foi inundada por uma avalanche de rejeitos da Vale. A narrativa detalha como ela e seus amigos perceberam o desaparecimento dos filhos Camila e Luís e da esposa Fernanda, por ausência de respostas a mensagens e falta de contato. A busca por informações foi intensa, mas não houve localização de ninguém, com confirmação definitiva de desaparecimento após quatro dias.
A tragédia causou um profundo luto, especialmente por perderem o futuro do primeiro neto, que foi celebrado com emoção. Diante disso, Helena e a família decidiram fundar o Instituto Partido dos Amigos de Camila e Luís, com foco na defesa dos direitos humanos, empoderamento de mulheres e proteção ambiental. A instituição é um símbolo de esperança e justiça, com a ideia de que as 272 vítimas do acidente se tornem "sementes" de amor e transformação social.
A mensagem central é que o valor da vida é incommensurável e que as tragédias devem ser um chamado à ação, para parar com rompimentos de barragens, garantir direitos humanos e construir um mundo mais solidário, unido e empático, onde a paz é construída por ação, não por inércia.
FAQs
Ela recebeu uma notificação por um portal de notícia sobre a queda de uma barragem em Brumadinho. Ao ver que nenhum dos familiares respondia, ficou preocupada e iniciou buscas para localizá-los.
A família de Helena Taliberte perdeu todos os membros: sua filha Camila, seu filho Luís e a mulher dele, Fernanda, que estava grávida de cinco meses.
Ela e seus amigos tentaram entrar em contato com os familiares, mas sem sucesso. A ausência de respostas levou à preocupação, e eles começaram a procurar pela localização dos familiares em hospitais e pousadas.
O Instituto foi fundado para defender direitos humanos, empoderar grupos vulneráveis, proteger o meio ambiente e promover mudanças positivas para as próximas gerações.
A frase expressa que as vítimas do acidente, embora mortas, deixaram um legado de amor e justiça que deve florescer e inspirar mudanças positivas na sociedade.
Porque acredita que a queda da barragem foi um erro que deve ser evitado, e que não podem mais haver deslizamentos ou rompimentos de barragens que causem desalojamento e mortes.
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