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#037 - 19.05.2026 com Felipe Gini

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#037 - 19.05.2026 com Felipe Gini

A conversa entre Felipe e a apresentadora aborda como a direita modernizou seu discurso e sua comunicação para vencer a batalha narrativa, enquanto a esquerda permanece presa a modelos verticalizados e ultrapassados. Felipe explica que usa provocação, memes e cosplay como estratégias pragmáticas para capturar a atenção nos primeiros segundos e driblar a lógica da recomendação algorítmica, citando o exemplo do vídeo sobre o Dia do Fogo que internacionalizou a pauta indígena. Ele diferencia rejuvenescer de modernizar: o primeiro é apenas usar signos jovens; o segundo é utilizá-los a serviço do discurso político. A direita, segundo ele, se profissionalizou com investimento de empresários, criando um sistema paralelo de mídia, como o Brasil Paralelo, que produz conteúdo revisionista para crianças, e perfis de relação parassocial como a Panterona e o Primo Rico, que vivem a ideologia sem fazer discurso político explícito. O caso Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro revelou um esquema de 134 milhões de reais e instituições instrumentalizadas dentro de órgãos públicos. Frei Gilson exemplifica a disputa pelo voto católico com transmissões infladas por robôs. Felipe critica a regulamentação eleitoral de 2026 por ser paliativa e defende a identificação única nas redes sociais, abandonando sua defesa histórica do anonimato. Por fim, aponta que a esquerda falha por sua comunicação verticalizada, enquanto a direita opera com múltiplos núcleos independentes e horizontalizados.

Transcription

17257 Words, 92875 Characters

Portuguese
0:00 A provocação na comunicação e a tese da direita Felipe, tem um vídeo seu que você fala assim, olha o cara é mais baixo que o meu pau duro e está numa luta espiritual fortíssima contra mulheres mais altas, mais desenvolvidas, mais inteligentes. Com quem você quer falar quando você fala do tamanho do seu pau duro? 0:13 Pessoa 2 Nesse caso, eu queria falar com. Todos os caras que circundam ele e que medem pau, né? Eles vivem de medir pau. 0:21 Pessoa 1 A gente tá falando do café com teu pai? Caso não foi clara a referência. 0:25 Pessoa 2 O café com teu pai. E ele na verdade faz pros machos, ele não faz para as fêmeas, inclusive ele, os Lux maxer, toda essa galera que gira em torno dos redpills. Eles medem PIU pil e aqui eu não estou fazendo uma crítica, é? A posição sexual deles, não, não, não, mas ele é homoafetivo, né? 0:45 Eles têm essa essa pegada de querer conquistar homens pra ser queridos por homens. Então, tá, você quer medir PIU PIU? Vamos medir PIU PIU. Aí eu coloquei meu pau na mesa e é engraçado assim que eu faço esse tipo de coisa. EE quando criticam ele, ele tem a tendência de mandar DM para as pessoas, de ameaçar as pessoas. 1:04 Eu já vi caso aqui. Não sei se é verdade ou não dele ter mandado foto da arma dele, tipo meio que ameaçando uma pessoa e dizendo, olha, eu sou polícia. Lógico que não. Falou que eu IA, né? Uma ameaça direta, eu critico ele. Eu fiz 6 vídeos criticando ele. 1:20 Já os primeiros que eu fiz, eu falei que ele tinha um bigodinho que parecia uma escovinha de períneo. Aí depois eu fiz 111 paulada inteira de de piadas com o redpills, então falando, olha, os redpills são como elevadores da Victoria secret, porque eles fazem as calcinhas subir. 1:39 Eram eram piadas assim, e ele não responde a mim, ele não vem direto. Eu já chamei, já fui, mandei dele e falei, Breno, e aí responde os vídeos comigo, nada, qualquer pessoa, qualquer mulher, qualquer um que faz isso, ele vai, vai atrás. Aí eu pus o pão na mesa e de novo ele não apareceu. 1:56 Pessoa 1 Mas quando você usa esses termos do da calcinha que sobe do pau duro, você tem uma razão para fazer isso, não tem? Qual é essa razão? 2:04 Pessoa 2 É. É uma razão de propaganda, mais do que qualquer outra coisa assim, eu acho que o discurso precisa ser propagado de uma maneira mais pragmática. Se a gente for falar de linguística, não quero entrar no meio de estudo. Mas se a gente for falar de linguística, é é mudar um pouco o Ethos discursivo. 2:21 Se eu ficasse falando, olha, olha o machista, olha Como Ele É, é exclusivista, olha como ele pisa nas mulheres. Em 3 segundos eu perdi todo mundo do vídeo e a arquitetura da plataforma, não da plataforma em si, mas da entrega, da da recomendação, dos vídeos. 2:36 Ela funciona com portas 3 segundos, 5 segundos, 15 segundos. Se até os 15 segundos a pessoa nem sabe se eu estou xingando os machistas, os feministas, o redpill, o quem quer que seja, ele continua no vídeo. Eu ganhei recomendação, então esse é o truque, se eu falo ele EE, se você vê nos comentários desse vídeo, a maioria das pessoas estão falando assim, depois da primeira frase, eu não prestei atenção em nada, mas eu estou vendo o vídeo até o final, é essa, é isso que eu quero, eu quero que a pessoa fala que espera aí, espera aí, o quê, o tamanho de quem? 3:06 Não é possível que esse cara fez um vídeo que está com 150000 likes, não caiu e ele está falando do pau duro dele na primeira frase e a pessoa continua no vídeo, isso gera engajamento, isso assim. Não é um engajamento pelo engajamento, mas isso gera um tipo de conversa que é diferente de falar, esse cara é um machista, né? 3:24 O denunciar é como é que fala ser vigilante, né? Ser Oo virtual sainelin dizendo olha, eu sou o outro outro tipo de homem, não, não, simplesmente olha esse cara, ele é tão pequeno moralmente que ele é menor que meu pau, e eu ainda fui bonzinho meu pau duro. 3:42 Eu podia ter falado, podia. E eu pensei, a primeira frase que eu escrevi foi, esse cara é menor que meu pau é maior. Esse cara é menor que meu pau mole. Falei, não. Aí a imagem do pau mole também não é uma imagem que eu quero que as pessoas pensem nela. 3:56 Pessoa 1 Bom, eu defendo o pau mole, mas mais do que isso, eu defendo que a gente saber controlar a narrativa em 2026. Por isso que eu estou aqui com o Felipe. Jeni que ele tem um canal no TikTok Superinteressante, super importante para falar sobre temas progressistas. Esse cara esteve à frente dos protestos lá em 2013. 4:12 Mas ele teve no quebrando tabu, passou pelo mídia Ninja, mija, Ninja, né? Passou pelo mídia Ninja e hoje está aqui no giro do fim do mundo, porque chegou 2026. O outubro tá batendo na nossa porta. A ala progressista não sabe se comunicar. A gente tá repetindo os mesmos erros de 101520 anos atrás e a gente precisa aprender com quem tá fazendo certo. 4:32 Tentei trazer alguém que eu acho que tá fazendo. 4:34 Pessoa 2 Você faz certo também, né? 4:35 Pessoa 1 Estamos aí, estamos aí no. 4:37 Pessoa 2 Caminho. 4:38 Pessoa 1 Estamos no caminho, então, como eu sempre digo, crianças, gays e garotas. Aumentem o volume, porque vai começar agora mais um giro do fim do mundo, nessa que pode ser a última temporada da aventura humana na Terra. 4:50 A rápida mudança de narrativa e o ativismo lúdico Mas agora falando Sério, estamos falando de quantos centímetros? 5:06 Pessoa 2 De diâmetro ou de ou de também. Melhor não responder, né? Vamos. 5:09 Pessoa 1 Falar, vamos falar Sério, vamos falar sobre o acho que é melhor a gente deixar. 5:13 Pessoa 2 Não é fino, mas eu sou fino. 5:15 Pessoa 1 Você é uma pessoa fina, eu sei, eu sei, gente, é só acompanhar o perfil desse rapaz, desse jovem senhor, que você vai saber o quanto ele tem, ó, uma finesse, delicada, cara, vamos falar sobre notícias. Isso aqui, no final, também é um programa factual, a gente tem que trazer os fatos. Você acompanhou o que aconteceu a semana passada com o vazamento das mensagens muito amigáveis. 5:35 De nosso Flavinho Bolsonaro para Daniel vocaro. 5:37 Pessoa 2 OOO famoso, a imagem que eu vejo é o Pica-Pau pedindo é esmolinha de piroca. Me dá uma piroquinha, me dá uma piroquinha, por favor vocaram para o filme do papai. 5:50 Pessoa 1 Só que o problema é que a piroquinha que a gente tá falando são 134000000 de reais. 5:55 Pessoa 2 E é na nossa bunda. Bom, seria gostoso, mas é com Areia esse que é o problema. 5:59 Pessoa 1 Não, não tem como. Não tem como, gente. É o que eu uso. Muitas vezes falo, não, obrigado, não tá podendo. 6:04 Pessoa 2 Mas o ponto? 6:05 Pessoa 1 É que a gente tá fazendo 134000000 de reais que iam ser usados pra poder financiar o grande sucesso cinematográfico que vai ser lançado às vésperas da eleição, Dark Horse, o filme que conta a história do Bolsonaro. E esse valor, ele chegou a depositar 61000000 de reais, mas eu tava vendo uma notícia um pouco pior. 6:23 A polícia federal descobriu 2 instituições ligadas a nevocaro que estavam instrumentalizadas dentro de órgãos públicos. 6:30 Pessoa 2 A turma que que é instrumentalizada era. 6:33 Pessoa 1 Pago por dinheiro. 6:33 Pessoa 2 Público. 6:35 Pessoa 1 E aí, que que é essa galera fazer? A gente tem primeiro, os nomes são ótimos, sim, a turma, a turma é que embate na vida real, são os intimidadores que iam intimidar. Pessoas na vida real para não falarem sobre o Daniel, vocaro sobre seus. 6:48 Pessoa 2 Aliados na prisão lá. 6:50 Pessoa 1 Exatamente. E a gente tem os meninos. Os meninos são os hackers que estão por trás e que faziam derrubar a conta de quem estava falando sobre aquilo, inclusive o próprio banco central, segundo a polícia federal, chegou a usar os meninos. 7:06 Pra derrubar perfis que estavam atacando o banco? 7:08 Pessoa 2 Federal. Engraçado que meninos também são os que de pretos, né? Os caras têm uma coisa com meninos, né? Que que será que? 7:14 Pessoa 1 Será, né? Vão perguntar, sei lá se a gente. 7:16 Pessoa 2 Procurar bem bando de homem barbado e chamando de os meninos os hackers é um pouco estranho, né? Porque. 7:21 Pessoa 1 A gente sabe que, no fundo, muitos deles gostam de menininhos, né? A gente sabe onde esse negócio vai chegar. Mas aí a outra virada é que em menos de 24 horas a coisa mudou. Em menos de 24 horas o Flávio se posicionou e disse, isso aqui é só um filho. É o Pica-Pau, né? Isso aqui é só um filho pedindo dinheiro privado, não tem dinheiro público para poder fazer o filme do pai, do próprio pai, que está preso numa cela muito maior do que o apartamento do apresentador que vos fala. 7:49 Pessoa 2 Bolinha de piroca. 7:50 Pessoa 1 Exatamente, cara, eu queria. Eu queria falar sobre isso com você, sobre essa mudança de discurso e o quanto isso foi rápido. 7:57 Pessoa 2 Então eles têm isso. É 11 coisa que A direita consegue fazer muito rápido, né? Eles têm salas de crise intermináveis. Eles não saem da sala de crise. Eu acho que é uma casa de crise. Eu acho que eles vivem na crise. Então eles tentam todo momento criar um novo factoide em cima do factoide anterior. 8:13 Se esse factoide não funcionou, cria se outro factoide. 8:15 Como o ativismo lúdico midiático foi ensinado E tem uma outra camada assim, que eu acho que é bastante importante a gente entender. E eu posso me colocar aqui como pequeno culpado disso, que é chamado de ativismo lúdico midiático, que é o rezar para pneu o ativismo lúdico midiático. E eu me coloco como parcela de culpado, porque há uns 5 anos atrás eu dei um curso sobre isso, no lugar onde havia agente liberal também. 8:35 Pessoa 1 Aonde? 8:36 Pessoa 2 Dentro da base, não sei se você conhece base, é é tipo uma ONG de de de formação política e formação cidadã que faz aquela teoria u também. Eles são super legais, né? Eles não tem culpa de nada. Aí desculpa se vocês estiverem vendo isso, adoro vocês, mas eu dei esse curso lá e eu lembro que nesse curso tinha gente do MBL, por exemplo, tinha gente dessa e eu ensinei o que que era o ativismo lúdico, midiático, porque eu venho dessa turma de 2013, que é a turma que fazia, eu chamo de teatro do absurdo, né, que é a turma que fazia a tática black. 9:06 Bloch que é a turma que fazia o mídia Ninja, que é a turma que fazia o quebrando tabu, que é o que rezar para pneu, fazer AA palhaçada, fazer o que os é os No No no edblanche eu acho que chama é Na Na França, faziam. 9:24 Eles amarravam coisas no corpo. Tem um outro grupo também que é muito conhecido, chamado Yes man, que eles se fantasiavam, por exemplo, de CEO da exomobil e davam entrevista como se eles fossem pedindo desculpa. Isso é um é um é um rooks muito conhecido no mundo. 9:39 Eles fazem esses factoides e criam esses factoides, seja o Nicolas Ferreira fazendo a caminhada, seja o rezar para pneu, seja qualquer uma dessas coisas, inclusive cadar no Congresso é parte desse ativismo lúdico midiático que eles usam muito bem. Eles têm usado muito bem. 9:56 E aí o Flávio já se ferrou em 5 minutos porque o diretor do filme falou pra mim, não veio esse dinheiro não chegou, o toroço não tá na minha bunda. E o outro falou também, né? O Mário? 10:07 Pessoa 1 Frias foi, falou também, mas já voltou esse já voltou atrás no dia seguinte, Ah, voltou, aí você já voltou. Ele falou, não, na verdade o dinheiro é que o dinheiro não veio direto pra produtora, não tava com essa informação, mas ele já foi corrigido porque provavelmente levou um tapinha nas costas atrás. Ele falou, meu filho, fala Sério. 10:21 Pessoa 2 Entrou numa? 10:22 Pessoa 1 Frias entrou numa frias. Isso aí vive, isso aí é. 10:25 Pessoa 2 Outro. Mas o diretor não voltou atrás, ou seja, ninguém sabe o que ele está jogando esse dinheiro. Inclusive estão falando que esse dinheiro é o que está bancando o Eduardo lá, né? O fretador de hambúrguer? 10:34 Pessoa 1 É porque esse dinheiro foi enviado, ele saiu da conta do Daniel vocard, aliás, saiu da conta do banco master, foi enviado por um fundo chamado have Gate havengate, que fica no Texas. E que porta do céu, porta do céu, olha que maravilhoso, não é genial? Vamos, vamos concordar, aqui no fundo tudo é bem amarrado também quando a gente fala. 10:52 Pessoa 2 Né não? Eles queriam, na verdade, se a polícia federal que. Está ótimo o nome para as coisas, mas eles erram em todos os nomes que. 10:57 Pessoa 1 Eles erram no processo, né? Eles erram, eles erram. Que rola. 11:01 Pessoa 2 Como que Dark? Como é que um filme chama Dark? 11:03 Pessoa 1 Ah, não, eu acho bom, eu acho Dark rola. 11:05 Pessoa 2 Não é possível, cara. 11:06 Pessoa 1 É muito bom Katy Perry. Felipe, a gente tava falando, né? Durante a semana a gente conversou, trocou um pouco e aí você falou sobre como é esses grupos se organizam na internet, né? Esses perfis que são criados só para inflamar essa conversa, para divulgar tal. 11:22 A gente tá falando de algo agora que sai da plataforma, vai para a vida, né? A gente tem a turma que a intimida na vida real e a gente tem os meninos que ainda é meio aparelhado, assim, tem financiamento federal envolvido, né? O banco central investia nessa galera para poder blindados, ataques, né? 11:38 Como que a gente avalia essa situação? 11:40 A direita e os perfis de relação parassocial Quando sai ali do digital, é o é o que? 11:42 Pessoa 2 Eu tava falando para você, tem muita coisa do da relação parassocial, né? Então os os, os meninos, quando são grupos organizados assim para derrubar perfil, ele, ele é o gabinete do ódio que a gente conhece, que inclusive a gente tava conversando sobre isso antes. Ele não nasce com o bolsonarismo, né? 11:58 Ele nasce com o furo que o Reinaldo, Reinaldo Azevedo. Lá por 2012, com os militantes de ambiente virtual que combatiam a Marina, né? E eram formados pelo PT. E aí o bolsonarismo profissionaliza, industrializa e profissionaliza essa história. 12:16 Mas eles fazem hoje. Ou seja, além dos meninos, né? No caso dos kids, que eu não sei o que bolsonarismo tem com criança, mas. Além deles, tem os perfis, que são os perfis de relação para social. Então se você pega a planterona, Guto galamba, você pega aquela outra nutricionista que eu não lembro. 12:33 O nome é Oo primo rico, é EEA, esposa dele, que eu também não vou lembrar o nome. Essas pessoas, elas vivem a ideologia, elas não vendem a ideologia. E esse é uma das coisas mais importantes que A direita tem feito e muito bem feito pra fazer o discurso político chegar cada vez mais longe sem precisar ter a cara de discurso político. 12:54 Porque a panterona ela faz uma esposa tradicional, ela vive uma esposa tradicional e quem quiser pesquisar, essa é uma mulher que em 2013, 2014, 2016, ela era bolsonarista roxa. O conteúdo dela era rezar PA pneu e botar camisa amarela e falar viva Bolsonaro. 13:13 Depois da eleição do Bolsonaro, some isso da vida dela e ela se transforma na persona tradicional, a esposa que cozinha para o marido, a esposa que fala de valores cristão. Ela não precisa ficar fazendo discurso. O que que ela defende se colocando, né? 13:29 Mostrando que o Ethos discursivo dela é um Ethos discursivo com é é com sinalização de virtude, não, ela simplesmente existe a mesma coisa, um Guto galamba da vida, o cara lá é anti gordo, ele xinga AAA Thaís Carla. 13:47 Ele fala que que vai todo mundo morrer, mas ele ele não tá falando de você, entende? Ele não. É muito diferente do cara dizer, AI a Thaís Carla faz muito mimimi. Em vez disso, ele fala assim, não, eu sou um personal que tô falando pelo seu bem, que você vai morrer do coração. 14:02 Gorda, você falou gorda, mas é isso sem falar, os caras falam desse jeito ou o primo rico, tipo aquela coisa, primo. 14:09 Pessoa 1 Rico do Mayra card, o. 14:11 Pessoa 2 Primo rico é a parte financeira, AI, não, todo mundo tem 24 horas No No dia. Você entende que o discurso é exatamente o mesmo discurso que A direita fazia, mas eles não falam de. 14:21 Pessoa 1 Política e aí fica difícil de você entender que uma obra que tá acontecendo há 3 anos pode ser um grande esquema de lavagem de. 14:27 Pessoa 2 Dinheiro. 14:28 Pessoa 1 Não fui eu que falei, pode ser supostamente, gente, ninguém tá dizendo que é nada aqui, imagina. 14:33 Pessoa 2 Nossa, aquela coisa do mármore lá dele é fora que são cafona, gente, cafona, cafona. Olha, eu, eu, eu odeio A direita, mas. Classe média de direita que se tornou rico, eu odeio mais ainda emergente porque daí o gosto. 14:48 Pessoa 1 Meu vai ficando pior e o? 14:50 Pessoa 2 Gusttavo Lima tá feio, cara. 14:51 Pessoa 1 Meu Deus, a barba meu, a barba, eu acho que. 14:54 Pessoa 2 Ele é um boneco de cera dele mesmo. 14:56 Pessoa 1 Ele é, ele é isso aqui? É, é, é. 14:59 Pessoa 2 É monjaro, não é monjaro harmonização facial, que eu chamo de padronização facial. Fica todo mundo com a mesma cara. E não sei. Mal gosto, cara. Porque para ser de direita você tem que ter um pouco de mal gosto, né? Essa é uma parte muito, muito. 15:14 Pessoa 1 Tem, até porque as pessoas mais bonitas, se vocês repararem, elas falam sobre pautas progressistas na internet. 15:19 Pessoa 2 Menos para Pietra bertolazzi, que acha que as feias que inventaram o feminismo. Só que o que ela não lembra, por exemplo, é que Deus prefere as mulheres, né? E ela é toda católicazinha e acha que são as feministas. Deus é feminista porque a mulher dura mais tempo aqui, a mulher Davi, da mulher que gera o mundo. 15:36 Se se Deus for feminista, Pietra, aliás, Pietra, de outros carnavais, era DJ. Lembro dela muito nas raves de trence. Era uma pessoa bem diferente do que ela é hoje, viu? Eles chamam até de de é. Como é que é? 15:52 Esqueci agora. Não esqueci como é que é a palavra, mas era um insulto que eu IA fazer. E aí eu esqueci a palavra. 15:57 Pessoa 1 Às vezes é melhor não fazer, tá bom? E aí, quando a gente pensa nesse perfis da Maíra cardier, do primo rico, da panterona, dessa galera que você trouxe como exemplo, eles ainda têm esses grupos, né? Eles ainda têm esses perfis falsos. Eles ainda têm toda a sua organização por trás, sim, que ajuda a impulsionar e propulsionar esse rolê, né? Eu, eu. 16:12 Pessoa 2 Acredito piamente que essas pessoas se tornaram muito famosas por causa desses grupos, porque A direita vendo que existiam pessoas com relação para a social capaz. De representar os seus valores, o que que eles fizeram? Começa a direcionar os perfis falsos para inflar, de certa maneira, esses famosos para passar de 1000000, 2000005 milhões de seguidores e eles se tornam lideranças por causa da recomendação do algoritmo. 16:39 O algoritmo não, não, não. Olha pra ver se Ah, esse aqui está sendo seguido por mais robô, menos robô. Ele tenta filtrar isso, mas é ruim pro próprio pra própria rede social filtrar, né? Sim, as redes sociais poderiam tirar todos os robôs. 16:51 Pessoa 1 Ah, o Instagram fez mais ou menos, mas só o Gusttavo Lima perdeu 7000000. Ué, até a Juliette? A Juliette perdeu 3. A galera muita, a Anitta perdeu. 17:02 Pessoa 2 Todo mundo perdeu de quanto? É isso que é a minha pergunta. É isso, né você? 17:05 Pessoa 1 Sair de não. O Gusttavo Lima foi muito assim. O Gusttavo Lima foi uma coisa bizarra. Assim, ele perdeu 50%. Ele saiu tipo, de 50 para 25. Foi muito, muito, muito. Ele foi o caso mais bizarro. 17:14 Pessoa 2 Ah, é por isso que ele virou um robô dele. 111 boneco de cera dele mesmo. Será que ele não é ele? Que na época do Instagram eles eles tiraram o Gusttavo Lima? 17:23 Pessoa 1 E ele virou o próprio robô. Eu não duvido, porque vocês já viram como ele tá andando, porque não é só. A cara, né? Ele também. Tá tudo errado, tá? 17:31 Pessoa 2 Tudo errado, tá tudo errado é monjaro isso. 17:34 Pessoa 1 Não vou criticar em breve, talvez eu estaria no monjaro, né? Porque né não tá não. 17:37 Pessoa 2 Mas se fizer monjaro com nutricionista não tem problema. Se você fizer remédio com com médico, não tem problema. Se você vai fazer harmonização facial com dermatologista e com cirurgião plástico, não tem problema. O problema é sair no dentista pra usar monjaro. O fazer é negócio no nariz com fisioterapeuta, tomar botox com enfermeiro tá errado. 17:56 Pessoa 1 Exatamente a mesma coisa é você pedir financiamento. Para fazer um filme com a lei Rouanet, que foi disponibilizado em um instrumento criado para poder elevar a cultura do país. Outra coisa é você pedir dinheiro para um bancário que acabou de ir, o banqueiro bancário do 5 profundo, o dono do banco é que acabou de roubar dinheiro dos velhinhos, entendeu? 18:11 Também tem uma diferença. 18:13 A propaganda histórica e o desenho Pindorama Pois é, e. 18:13 Pessoa 1 Agora a gente vai para um quadro desse programa que existe um momento que eu vou falar 3 notícias e a gente vai comentar juntos sobre ela. Está pronto? Estou pronto. Então vamos começar o giro aqui para falar primeiro a notícia. São fatos na verdade, né? Tudo que vai girar em torno dos fatos. É, vamos falar sobre o Brasil paralelo. 18:29 Brasil paralelo é uma produtora que surgiu lá no Rio Grande do Sul. A gente tem coisas maravilhosas que surgem do sul desse país, né, gente? As melhores notícias sempre vem de lá, sempre estamos falando de Porto Alegre. 18:38 Pessoa 2 Que tem como base o orçamento participativo. Nasceu no sul? Tem, tem. Mas eu estou. 18:44 Pessoa 1 Falando bem? 18:45 Pessoa 2 Ah. 18:46 Pessoa 1 Tá, desculpa, não estou falando bem. Também. Tem coisas boas, coisas boas, coisas boas. Estou apaixonada por um boyzinho de de Blumenau, por incrível que pareça. Beijo. 18:53 Pessoa 2 Cleiton, que horror. 19:00 Pessoa 1 AI, pior que eu tenho um ex com esse nome. É aí, gente, abre o paralelo. Ela surge muito tendo ali como base ideológica, né? Olavo de Carvalho, ela vive de sistema de um financiamento que é feito pelos seus próprios. É espectadores. Então é basicamente um serviço de streaming que as pessoas pagam de 29 e 69 BRL. 19:18 Eles produzem documentário, produzem filme, produzem série, eles chegaram a tempo. Em 2023, 250000000 de orçamento para produção no ano. E o que acontece em 2024? Eles fizeram um desenho chamado Pindorama, que é um desenho que ele é, conta a história da chegada dos portugueses com uma visão muito colonizadora e engrandecendo, a colonização é basicamente a gente vê fila de índios pedindo para serem catequizados pelos Jesuítas. 19:46 É esse nível de de de absurdo. O intercept já fez algumas matérias e já falou algumas vezes sobre o quanto. Isso é prejudicial, porque são crianças que estão assistindo, né? Esse conteúdo está sendo disponibilizado para crianças, são desenhos. E aí, Felipe, a gente tem desenhos sendo feito para criança, para criança aprender que o colonizador tinha razão em catequizar os índios, né? 20:06 A esquerda sabe usar essa linguagem. Por exemplo, é A esquerda tem desenho animado, o que que é? Vamos parar de falar esquerda também, né? A gente, eu acho que a gente tem que falar sobre sobre o progresso, né, sobre os progressistas. Como que a gente lida com isso? 20:19 Pessoa 2 Então vamos, vamos por partes que você tocou num, num, num lugar que eu gosto de transitar bastante. Primeiro que o Brasil paralelo se profissionaliza através de um de um campeonato de startups. Agora eu tô tentando lembrar o nome. Lembrei primeiro que Oo Brasil paralelo, ele se profissionaliza através da Endeavor Brasil, eles ganham um campeonato, sei lá se é campeonato que se chama de aceleração, sabe? 20:46 De startups. E eles têm uma aceleração com a entrada de investidores. Então tudo começa no Brasil paralelo, quando eles são selecionados pela Endeavor Brasil. E a Endeavor Endeavor Brasil é como se fosse um pool de de investidores ou um pool de é é administradores de startup. 21:09 Que ensinam novas empresas a se profissionalizar, tá, que é o que a gente chama a startup, é quando você tem o Sid Money, então você precisa o primeiro dinheiro para fundar esse estúdio que a gente tá aqui, depois, quando ele já tá estabelecido, então Ah, já tem 2 anos disso, já tem um cliente, já Gero renda, você vai precisar de uma segunda rodada, que aí é a rodada, anjo. 21:27 Eles já tinham o Sid Money, eles já existiam como uma produtora de marketing, tá? Eles nunca foram produtora de cinema, eles eram marketing, se não me engano, tá? Quando eles entram na Endeavor Brasil, eles são acelerados, o que que é aceleração? 21:43 Da onde que vocês vão tirar o dinheiro, como que vocês vão profissionalizar OOOO conteúdo de vocês, como que vocês são, vão se auto financiar, como que vocês aumentam o ganho de vocês e podem fazer novos Brasil paralelos? Como que vocês se sustentam a longo prazo? 21:59 Tudo isso não foi inteligência da direita, foi a mesma coisa que é que eu não sei aonde que cortou, mas foi, foi. Oo sistema está a favor da direita? Sim, que é o sistema que a gente está. É interessante para eles. 22:14 E quando eu falo sistema é porque o Brasil paralelo tem um incentivo da da CEO do Nubank, tem um incentivo do CEO da Suzano, tem um incentivo do pessoal da Fiesp? Tem, ou seja. 22:31 Eles são muito bons porque tem muito capital nessa nesse negócio, enquanto a gente está mambembe, tentando passar o chapéu, né? Eles estão com muito capital por trás, sendo investido nisso e profissionalizado. Eles não são muito bons no que eles fazem, eles têm muito investimento. 22:49 É, é, é comparar, sei lá, EE, eu não estou dizendo bom ou ruim, mas é comparar o cinema novo com Hollywood e falar, caralho, mas por que que o Glauber não tinha sigi AI. Porque não é muito o que ele queria fazer. Não é bom ou ruim, mas tem muito mais investimento por trás disso. 23:05 É e aí que que acontece com o Brasil paralelo. A partir dessa profissionalização deles, eles percebem alagrando se que existe uma forma de você ser contra, hegemônico, criando novos discursos. E é pura e simplesmente isso que eles fazem. 23:21 Todo documentário do Brasil paralelo é uma peça publicitária. Eles não tem nenhuma, mas nenhum compromisso com a verdade. Eles tem compromisso com não parecer mentira se você esmiuça os trabalhos deles e já houve gente que fez isso, inclusive naquele do do, do do documentário da Maria da Penha. 23:42 Eles estão sendo processados por isso. Eles são criminosos e, na maioria dos conteúdos que eles fazem, eles são criminosos. E se houvesse o mesmo tipo de escrutínio que houve com a Maria da Penha, eles seriam processados pelo pelos povos originários é que não existe, né? Ou seja, uma entidade é, mas eles deveriam ser processados pelos povos originários ou pela Funai. 24:03 Eles deveriam ser processados pela pela. Como é que era o outro que eles fizeram Brasil? Pela pelo movimento negro, né? Porque eles falam como se a escravidão fosse algo inevitável, algo mandado por Deus. Tipo, é absurdo. E aí você pega OOO, suco disso? 24:20 E é puro e simples propaganda, feita realmente para criar um sistema paralelo de história. Pra um Brasil que eles querem construir, que na verdade é um Brasil que volta pro pro descobrimento, que acha que o que o colonialismo é tranquilo, que acha que que que a escravização de pessoas, né, do continente africano foi algo bom para essas pessoas. 24:43 E outra, outro ponto interessante que você trouxe, que eu acho que deve ser falado aqui, é que essa briga de os os indígenas queriam ser catequizados. Ela não tem Lastro histórico nenhum, porque em Pindorama especificamente, né? Em Pindorama era a primeira Vila aqui de São Paulo. 25:01 Em Pindorama especificamente, OOO, cerne daquela sociedade, era uma meluca, era uma mistura entre os filhos do João Ramalho com a Bartira. Que inclusive minha família vem daí. Por isso que eu achei engraçado você trazer isso com os caras que eram dos pires, que eram os ligados aos Jesuítas e que queriam, na verdade, catequizar entre aspas os indígenas, porque a coroa espanhola, a coroa espanhola, a coroa portuguesa precisava disso para se estabelecer no Brasil contra os espanhóis. 25:31 A minha família é espanhola, né? Então, a grande treta que existia em Pindorama era dos Camargos contra os pires. Os Camargos eram mamelucos. Os pires eram portugueses. A minha família é dessa família de mamelucos. E aí começa meio o montecquio EEEE capuleto. 25:49 Rolou uma guerra civil de quase 35 anos por conta disso, porque os pires eram dos cateques catequéticos e os Camargo eram dos mamelucos que falavam, não, os indígenas são parte do do da estrutura nova. Não tem que ser catequizado porra nenhuma. Nós vamos. Vamos para dentro do Mato. 26:04 Catar ouro era basicamente isso, eu não estou aqui, eu não estou romantizando, não era legal, não era bonito, não era, era violento. Era, ou seja, não é bonitinho o que estava, a miscigenação que estava acontecendo, mas ela acontecia já antes dessa briga que eles estão querendo trazer com desenhinho para criança. 26:20 E aí depois ainda vem falar pra gente que somos nós que entramos com o partido dentro de escola, né? 26:25 Usando cosplay e memes para pautas progressistas E depois, né? A gente que está tentando, né, doutrinar, doutrinar as pessoas por. 26:29 Pessoa 2 Isso que eu trouxe gramsi, porque eles usam a cartilha gramsiana. O próprio Olavo de Carvalho usa isso. Ele sabia muito bem sobre isso. 26:37 Pessoa 1 Não, e é engraçado. E eu quis trazer isso aqui na verdade, porque eu sei que você tem um trabalho que eu vejo você no TikTok, você usa o negócio do cosplay, que é até uma coisa que a gente também conversou antes assim, porque é um jeito de falar com uma galera. A gente vai entrar depois na coisa, na diferença entre modernizar e rejuvenescer, mas você acaba cansando pessoas mais jovens quando você traz essa linguagem de desenho, de cosplay, de anime, de não sei o quê. 26:57 Mas assim, a gente não vê um movimento como esse acontecendo com outros comunicadores progressistas, né? Parece que não existe uma preocupação que não seja falar de novo, teoricamente com essas crianças, com essas pessoas. Os mais jovens e aí ninguém vai parar pra te ouvir. 27:09 Pessoa 2 É, é, é aquilo que falta falta compreender que a pragmática, ou seja, que como você se coloca para o espectador, é parte da mensagem. Parece que A esquerda esqueceu OOO, que é propaganda. Esqueceu o que que a União Soviética fez? 27:26 Esqueceu os grandes cartazes que tinham homens de várias etnias assim colocados como líderes. Tipo, acabou Oo. AA estética da União Soviética, ela é totalmente propagandística. Como que é? Como que A esquerda perde? Isso eu não consigo entender. Por exemplo, quando eu me coloco assim, eu tô me colocando como um símbolo de um desenho animado da Disney que é ultra reconhecível aqui no TikTok ou No No no YouTube. 27:51 Quem vê esse vídeo em 3 segundos fala antes, antes, espero que você não coloque essa frase antes do do choque. Ele fala assim, meu Deus, é o Stanford pines. Porque a minha ideia é que antes dele ouvir eu falando sobre gramsci, ele fala, meu Deus, como é que esse cara é parecido com esta? 28:07 Eu eu já vi um desenho parecido com esse quando se ele passou 15 segundos nessa reflexão, nós ganhamos, já o algoritmo nós ganhamos recomendação é só esse estranhamento. EE eu me dei conta disso quando eu fiz o primeiro vídeo vestindo assim, e aí tipo, o vídeo estourou, deu 100000 likes, só que eu tava falando de economia, eu não tinha vestido, eu não tava vestido do personagem, eu tava vestido deu mesmo. 28:29 Isso aqui é tudo meu, né? Não era um cosplay. E os caras falam, nossa, é a cara do Stanford pines. Aí eu fui ver quem era o Stanford pines. Eu falei, porra, deu certo, né? Aí eu levei essa fantasia pro dia do fogo. Dia do fogo foi. Lembro quando ficou tudo escuro aqui 2 anos atrás. 28:46 Pessoa 1 Lembro, lembro. 28:47 Pessoa 2 Então aí rolou 3, foi Na Na eleição municipal, rolou 3 manifestações seguidas. Eu eu tinha lançado já esse cosplay. Aí eu fui atrás de, né? Eu vou fazer pesquisa de quem que é o cara? Porque nesse cara eu eu nem conhecia o desenho. Tem alguns que eu conheço o desenho já. 29:03 Aí eu fui atrás, tinha uma coisa lá no floptok que era uma tiração de sarro que fizeram uma fanfic desse personagem contra o personagem, que era o antagônico dele transando. Só que o antagônico dele é um triângulo, é coisa de gente doido, e eles, no final eles transavam, só que transavam por quê? 29:24 Porque esse cara é o do bem, o outro é o do mal. E ele falava, eu só não vou destruir a cidade se você me comer. Aí. O que que eu fiz no vídeo do dia do fogo que eu consegui internacionalizar isso? EE, modéstia à parte, aqui o meu puts. O Lula, 3 dias depois, aprovou 7 áreas indígenas aqui em São Paulo, porque eu fiz em inglês esse vídeo. 29:44 Eu usava OA frase, o meme deles era depois que ele transou, falava Bear if save the Town. Eu abro o meu vídeo falando ver na manifestação, tipo, a manifestação tá inteira atrás de mim, eu faço there i save the Town, tipo, era gringo, alemão, tudo, tudo. 30:03 Tinha de todas as línguas falando nos comentários, meu Deus do céu, o meme do o meme do cara trepando meu não é possível. E era tudo em inglês falando, olha, você não conhece a história do Brasil, a demarcação indígena, desde 1988. Eu contei toda essa história num vídeo de 1 minuto e 40. Explodiu o vídeo, deu 100000 likes também. 30:21 Ou seja, consegui fazer com esse tipo de marketing, com essa rejuvenescimento, com essa modernização, que fosse internacionalizada a pauta. Que pressionasse o Lula Na Na época, acho que era da cop fora do Brasil lá, cop Dubai cop do. 30:34 Pessoa 1 É Catar, Catar. 30:36 Pessoa 2 Tipo, ficou meio feio Pra Ele, pô. Um vídeo com 1000000 de visualizações. O cara falando em inglês do problema da demarcação indígena num governo que era de esquerda e que IA depois tem a cop. Tipo, pressionou pra caralho o negócio. Só porque eu coloquei isso? EEEE, usei um meme de entrada, o eu ganhei as pessoas nos 5 primeiros segundos de vídeo. 30:55 Pessoa 1 Ah, é engraçado. Para às vezes parece que você para pra pensar. A maior parte dos vilões que a gente tem hoje no Brasil é, eles só querem ser comidos no final do dia. Se a gente comer eles, a gente vai salvar a cidade, sabe? Eu tenho essa impressão. 31:06 A direita e o voto católico com Frei Gilson Olha, mas vamos para a segunda notícia, então? 31:08 Pessoa 2 Vamos. 31:09 Pessoa 1 Cara, o Flávio Bolsonaro, ele tá num processo de aproximação com o frei Gilson, frei Gilson, pra quem não sabe, ele é nada mais do que um pra pra breco aí que ele se tornou uma grande revolução reacionária. Não, né? Conservadora do catalicismo um lado muito conservador. 31:24 Pessoa 2 Reacionária, reacionária mesmo. 31:26 Pessoa 1 Né? E aí, qual que é o truque do frei Gilson? Assim, ele não faz missa, ele não faz missa não. Não, ele surgiu como fazendo o 1/3, ele reza só o 1/3 na madrugada, numa transmissão de lá, ele foi. 31:41 Ele foi fazer o contrário do que o padre Marcelo faz, porque ele não podia ser ligado a mesma imagem que o padre Marcelo tem, porque o padre Marcelo é o bonzinho, é o bonitinho, é, é o legalzinho. Ele faz o que Pra Ele poder fazer todas as asneiras e falar todas as atrocidades que o freijilson fala. Ele foi pra um lugar de só fazer uma transmissão, uma live, rezando o 1/3. 32:00 E aí terminou o texto. Não pode gostar de pobre, não pode gostar de viado, não pode gostar de preto, entendeu? Desculpa. 32:08 Pessoa 2 Não decorta isso. Eu estou rindo enquanto ele estava fazendo esse tipo de coisa. É pra ficar Sério? Não, não é possível, não é. 32:14 Pessoa 1 Possível, não, gente. Mas vocês entenderam da onde vem a risada? É mesmo absurdo, entendeu? É. É lidar com um absurdo da maneira que a gente consegue. E aí é, existe uma inteligência por trás do freio Gilson, que é entender o que é ser nativo da plataforma, né, que é você criar o formato dentro daquilo daquilo que existe, né? 32:31 A gente tá, e aí existe essa briga agora porque o voto evangélico, né, o pentecostal, de certo modo, ele já tá garantido. O trabalho de base da Extrema direita já foi feita ali anos atrás, vão assistir o documentário da petacosta que vocês vão entender é, e agora existe essa briga pelo voto católico, então a aproximação do Flávio do freio Gilson, é pra isso. 32:51 Né? É pra pra tentar se aproximar dentro do do voto católico. Você trouxe pra mim essa coisa sobre você modernizar o discurso. Mais do que você modernizar a pauta, é você modernizar o discurso sabendo usar as ferramentas, né? Então agora a gente vai fazer a leitura desse lugar, porque a gente tá vendo a religião fazer isso também. 33:12 Pessoa 2 Cara, eu acho que assim, dentro da internet, o que eu acho mais impressionante não é nem o frei Gilson nem A direita. O que eu acho mais moderno da da da religião são bonequinhos meio Roblox fazendo missa live no TikTok. 33:30 É o, pra mim, a maior genialidade da igreja católica e é muito parecido. Eles fazem uma catedral, é um, eles estão no Roblox, tá? Não é meio Roblox, eles estão jogando Roblox. Eles criaram no Roblox uma catedral e eles fazem missas tipo ininterruptas, como se eles fossem padres. 33:48 Eles falam meio assim, e tem fiéis, e você? Eu eu vou lá, eu acho fofo, eu fico lá, eu fico na live, fico jogando rosas, rosas, porque eu acho fofo. Eles colocam roupinha endossando. Mas pelo menos não é qualquer outra coisa, tá bom? 34:03 Melhor do que o frei Gilson, o. 34:06 Pessoa 1 Frei Gilson, com certeza. 34:07 Pessoa 2 Se fosse o frei Gilson lendo, lendo o negócio, eu estava xingando ele, pode ter certeza. Inclusive eu. Eu xingo ele com propriedade, porque eu sou eu sou católico, né? Não, não sou praticante, mas eu sou. A minha educação é católica, eu fui de escola católica. Meu padrinho de crisma é um monge beneditino que mora em em em do lado do Vaticano. 34:26 Deve ser muito. Ele é o porta-voz dos monge Beneditinos do do mundo, chama dom Geraldo USB. É bem importante, por sinal. E ele, ele ele não é muito fã do frei Edilson. 34:36 Pessoa 1 Com certeza não. 34:37 Pessoa 2 Nossa, meu padrinho vai me matar, não vai não, porque ele é de Deus, né? 34:42 Pessoa 1 Mas os pensamentos que estão aí, né? A gente não sabe os pensamentos que estão passando o. 34:45 Pessoa 2 Padrinho é cubano, tá? Você jura? É cubano? É um freiber editino, mas ele é cubano. 34:51 Pessoa 1 Nossa família traz a revolução no sangue. 34:52 Pessoa 2 Pois é, ele é. Mas ele não é da minha família. Sim, ele é meu padrinho de crisma. Ele que me deu a notícia que minha mãe tinha morrido porque ele era reitor da minha escola na época. Nossa, e aí eu me tornei muito amigo dele. Eu sempre vou troco ideia com ele. Sempre que ele está aqui no Brasil, eu estou lá trocando ideia com ele. E essa coisa que o frei Gilson faz não tem nada a ver com a heron, renovaram, não tem nada a ver com a Santa Sé, não tem nada a ver com o que é hoje em dia a igreja de Francisco, né, que pós Papa Francisco. 35:18 E isso é muito o que eles fazem, é aqui já não é discursivo, nem pragmático, não é nem sobre o éthos, é sobre o que que eles fazem com a igreja católica, é desde do Vaticano, segundo a igreja, ela é muito direcionada aos trabalhadores, aos oprimidos, aos pobres. 35:36 Existe uma ou 2 cartas que eram contra o comunismo, né? Isso que que A direita usa muito, porque o comunismo falava da guerra de classes. O comunismo falava da expropriação, inclusive de igrejas, seja através da violência ou não, né? 35:52 A violência, na verdade, era um resultado, não era o quem. Quem conhece o comunismo sabe a revolução não é eu vou matar você, é eu vou te expropriar se você tentar me matar, eu vou te matar. Mas aí depois disso entra no Vaticano segundo, que é quando a igreja fala assim, cara, esses, esses capitalistas estão acabando com o mundo velho, porque a primeira guerra e segunda guerra é mais ou menos isso, né? 36:13 É capitalista, brigando, são os capitalistas que estão brigando, não é comunista, quanta gente que morreu aí os caras falam, cara, não dá, nós precisamos defender os trabalhadores, nós precisamos voltar à igreja, à igreja de Cristo, nós precisamos, e aí que entram os frei Gilson da vida, é pra aí que eles querem voltar, eles querem voltar pro Vaticano primeiro eles querem voltar pra época que a igreja falou mal do comunismo, uma vez eles querem voltar. 36:33 Para a época que a igreja não abria as portas para quem mora na rua, eles querem voltar para a época que a campanha da fraternidade não era para ajudar morador de rua. A campanha da fraternidade desse ano é para ajudar. É tipo ser o padre Júlio lancelógico. Você acha que o frei, o frei Gilson? Não é nada, não é nada. 36:49 E aí daqui a pouco eles transformam o frei Gilson naquele outro lá que eu nem lembro o nome, que estava sempre com o Olavo de Carvalho. Que que é um, é um. São. Eles são horríveis. Eles não pregam o evangelho que existe. 37:00 Pessoa 1 Eles são horríveis, mas o freio? Gilson está aí, carregando a live, que já chegou a ter 1000000 de visualizações. 37:04 Pessoa 2 Por causa do que a gente estava falando antes. Aí eles têm os perfis que inflamam essa, essa desgraça, estão fazendo com ele o que fizeram com o primo rico. O que? O que supostamente fizeram com o primo rico, supostamente fizeram com a maioria card, fizeram com o Guto gabella, fizeram com a planterona. Eles inflam isso. O algoritmo demora muito tempo para se dar conta que são robôs, que é inflado, que é artificial. 37:24 Até lá, o cara estourou todas as Lives dele. Tem enquanto a gente tá aqui tentando fazer vídeo orgânico que estoura também, que Oo legal é assim, mudar um pouco o discurso, a pragmática, o Ethos discursivos faz com que realmente os vídeos estorem, porque se você entende a lógica da da, da recomendação, do algoritmo, ele trabalha para você. 37:44 Oo quebrando tabu fazia muito isso. Eu aprendi foi no quebrando tabu esse início, né? Eu era um dos como você falou que eu estava, eu não sei se cortou, mas é. Eu tava no início do quebrando tabu como um dos moderadores os os os primeiros grandes lacres, né? 38:00 Quando era aqueles textão do do quebrando tabu, o guimelis tinha me chamado falando de você que gosta tanto de debater. Você não quer começar a responder com uma página? Isso eu acho que era em 2016. Eu falei tabu. Isso porque OOO quebrando. 38:14 Pessoa 1 Você é o pai do tener core? Olha que bonitinho. Ô, que amor. 38:18 Pessoa 2 Isso no meu perfil. Eu já falei meu, eu já apaguei esse vídeo. Oo quebrando tabu se profissionaliza através de uma empresa que eu tinha de investimento coletivo chamada sibite, a gente levantou 1000000 de reais para ele se transformar em um quebrando tabu. Aí teve lançamento com Drauzio Varella, com FHC, com o próprio growenstein, que é meu amigo desde pequeno. 38:35 Conheço ele desde que eu tenho 14 anos de idade. OOO Fernando, EE aí ele se profissionaliza a partir do momento que ele se profissionaliza o guimeles, que era o cara que tinha fundado, né? O quebrando tabu a história é que ele ele era só 11 seguidor do quebrando tabu, ele gostava do quebrando tabu e aí ele faz uma página em homenagem ao quebrando tabu e começa a filmar as manifestações. 38:57 Como eu era a liderança das manifestações, a gente começou a ficar. Eu era uma das lideranças, não sou dono de nada aqui. Mas a gente começou a ficar amigo, porque ele via que eu tava sempre no fronte, que eu tava gritando, que eu tava fazendo cartaz, que eu tava fazendo chamamento, que eu tava e ele me filmava sempre a gente foi ficando amigo, cada vez mais amigo, fiz o financiamento através desse meu site. 39:16 Depois disso ele me ligou e falou, cara, tá dando muito trampo. Eu não consigo mais responder, eu acho um saco, você já é have user, né? Na época não existia. Que é o que fala quando a pessoa usa muito cronicamente online. A gente chamava era fofo na época have user era um bad que você usava assim o have user? 39:35 Pessoa 1 Early adopter e have user a gente não. 39:38 Pessoa 2 É coisa de de, mas hoje em dia não é cronicamente online, tipo virou um bicho, uma doença que é uma doença, né? Vamos lembrar quem é uma doença. E aí ele me me falou isso em 2016, você não quer começar a responder com a página? Eu achei o máximo porque eu adorava quebrou o tabu. Eu falei, lógico que pode. 39:53 Ele falou, pode, só não xinga as pessoas. Que eu xinga. Eu ainda xingo muito as pessoas, inclusive no TikTok. Eu xingo que é a história do botar o pau na mesa e vou parar com o cara. E aí eu comecei a fazer esse tipo de coisa. Eu já me perdi de novo, cara. Não lembro. 40:08 As falhas na regulamentação e o anonimato online Onde a gente estava no. 40:09 Pessoa 1 Roteiro, não. A gente estava falando sobre o frei Gilson, né? Ah, é o. 40:12 Pessoa 2 Frei Gilson. 40:13 Pessoa 1 Eu acho que a história do do, do, do do frei Gilson é justamente trazer essa ligação, né? De como a religião é a fé está sendo usada, sim, é aqui e de como eu acho que o que você trouxe sobre criar os perfis é importante, né? Sim, esses grupos de perfis que vão lá e tipo, vai fazer cara as. Às vezes a gente acha que o feijilson é muita coisa, um gênio, mas não é. 40:32 Ele está sendo criado por uma organização. É muito engraçado como a gente tem organizações o tempo todo ali trabalhando que a gente não sabe. A gente só vai descobrir depois que com carros como o Daniel vokaro, explodem e você descobre esses grupos. E aí a última notícia, a última notícia é que agora em 2026, OTSEA justiça eleitoral, ele trouxe pra gente regras, é e uma jurisprudência pra poder regulamentar o trabalho de influenciadores durante a eleição. 40:54 Pessoa 2 Finalmente. Calma, não deveria ser sua eleição, deveria ser. 40:58 Pessoa 1 Não comemore antes da hora. 40:59 Pessoa 2 Ah, tá. 40:59 Pessoa 1 Basicamente que a regra que diz a regra é que você pode falar em quem você vai votar de maneira que não seja paga, que não existe investimento por trás, ou seja, que eu falei que não era para comemorar antes. Se você não colocar lá que é publipost, se você não impulsionar pela plataforma, se não gerar monetização, aquele post pode. 41:19 Mas como que vai ser feita essa fiscalização se a gente tá falando aqui, por exemplo, sobre o perfil da planterona, sobre o perfil do primo rico? É impossível, a gente não sabe como o financiamento dessa galera. Você ficou sabendo do caso das das páginas de fofoca? 41:31 Pessoa 2 Sim. 41:32 Pessoa 1 Entendeu o quanto demorou para a gente se ligar que aquilo ali era propaganda política patrocinada assim, então é, é, é esse lugar, né? Eu IA perguntar assim, como que você? Você acha que tá mirando alvo certo essa regulamentação? 41:43 Pessoa 2 Eu acho que assim, primeiro, dando um passo atrás, eu acho que a profissão de influenciador tem que ser regulamentada. Começa daí, porque hoje é nada. Fica sendo uma coisa meio que, AI você é publicitário, AI, qual é a agência? Você tem que passar através de uma agência para tirar uma nota fiscal, anão ser que você faça conteúdo no tiktal que ganha dinheiro de criador. 42:02 Eu acho que a primeira coisa é regulamentar ou regular a profissão de influenciar pessoas através da internet, porque isso vai servir para bel, para meninas, que é uma menor agora ela é maior de idade, mas que era uma menor de idade, isso vai servir para mim, para você, e vai servir para eleição também. 42:19 Agora, regra. Eleitoral que começa na eleição nunca dá certo. Isso deveria estar sendo conversado, debatido, falado, explicado bem antes do período eleitoral. Isso é uma falha enorme. 42:35 Eu eu contei para você um caso anedótico meu, que foi nas eleições municipais, aqui no TikTok, aqui ou lá não sei onde vocês vão estar vendo esse vídeo. Eu fiquei quase 2 meses com meu perfil, não zerado, mas com meu perfil com muito pouco alcance. Porque eu contei a história de uma tênia que eu tive e o Datena tava na eleição, derrubou meu vídeo como se eu tivesse falando de eleição. 42:57 Porque o robô não é uma pessoa, o robô é um, é uma matemática. Na cabeça dele, a minha tênia era o Datena. EE ficou sinalizado o meu perfil como um perfil que estava falando de eleição e xingando algo, sabe? E. 43:09 Pessoa 1 E é uma piada ruim, né? Desculpa. 43:14 Pessoa 2 Mas é que eu não fiz piada. 43:15 Pessoa 1 Era minha tenda? Não exatamente exatamente, mas que dá tenda pra dar tenda, vira uma. 43:19 Pessoa 2 Piada ruim é ruim, cara? Pois é, não tem muito o que fazer assim, eu acho que é, é, é. Primeiro, é muito difícil controlar a internet se não existe um tipo de regulação pessoal e a profissão de influenciar pessoas seja o choquei. 43:36 Seja eu, seja o primo rico, seja você, seja qualquer pessoa que trabalha, não, mas que cria conteúdo, porque eu não posso nem falar que trabalha, né? Porque a gente não é um profissional de criações que não existe essa profissão. Não tem como, durante as eleições você saber se o cara tá apoiando ou não, é justamente pelo que a gente tava falando antes, como é que eu vou? 43:56 Como é que eu vou mostrar eleitoralmente que uma relação parassocial tá sendo feita para apoiar o frei Gilson, né? Não tô falando aqui 11 candidato. Mas como é que? Como é que AA justiça vai entender a subjetividade de uma panterona mostrando exatamente quais são os valores do bolsonarismo? 44:15 Sem falar vote no Flávio, porque se é só vote no, fica muito fácil, né? É só não falar, vote no. 44:23 Pessoa 1 Não é pior do que isso. Ela pode falar o vote no? Desde que não existem investimento. 44:29 Pessoa 2 E como é que sabe como é que? 44:30 Pessoa 1 Sabe exatamente, para mim é pior ainda. 44:32 Pessoa 2 É investimento direto, tem que avisar. 44:33 Pessoa 1 É, é burro. É como é o negócio de colocar o hashtag publi, gente. O hashtag publi nem funciona nem para você poder regular exatamente o que você falou sobre voltar um passo atrás, regular a profissão. Muita gente não usa, muita gente está ganhando dinheiro e não usa. 44:47 Pessoa 2 Aí nós entramos em outro ponto, que é. Todo o algoritmo de todas as redes sociais deveriam ser abertos, que é parte do do do ECA digital, que é parte da da da regulamentação das big techs, e isso deveria ser feito antes de pensar em eleição ou não. Agora, como a gente tá em período eleitoral? 45:03 Como OTSE já viu o gabinete do ódio existir? Como os móveis existiram antes, eu acho que é uma medida paliativa que eles estão tentando proativamente criar para poder amanhã processar alguém. Porque bem, isso, né? Eles eles fazem hoje para daqui a um ano e meio, talvez algum deputado ser cassado porque comprovou se que a lei foi ferida em 2026, que a gente tá. 45:28 Mas isso vai acontecer só em 2028. 45:30 Pessoa 1 E provavelmente quem vai ser processado é algum deputado, alguém de um partido que é de centro esquerda, não de centro direita, porque o centro direita provavelmente vai estar blindado, dependente de quem for o Congresso. 45:40 Pessoa 2 É dependente de quem for o Congresso, isso muda? Agora, sobre esse fato, é muito difícil, cara, porque e aí que eu vou entrar em outro ponto também, que eu vou ser contraditório com a minha história política, porque eu tenho eu tenho participação e não participação direta, mas eu tava lá quando do Marco civil da internet. 45:57 Eu acho que não dá mais para as redes sociais, as redes sociais mesmo serem anônimas, eu acho. Eu gostaria que as redes sociais fossem todas identificadas pelo bem das crianças, pelo bem dos adolescentes, pelo bem da eleição, pelo bem dos adultos. Todos. E como eu sou parte do do do movimento sou eu, né? 46:15 Fico falando de um jeito como se fosse eu, como eu estive lá perto do do movimento do Marco civil da internet. Para mim, me dói muito não estar defendendo OOO, anonimato, com a força que eu defendia na época do Snowden, na época do WikiLeaks. Mas é porque é mudou, mudou, mudou. 46:31 A conjuntura é outro, o contexto é outro. E mais, quem quer continuar sendo anônimo para ser ativista? Sabe que tem como fazer, tem como você ter 1111 pentest, tem como você fazer tudo isso através só de 111 pendrive. Você não precisa ter rede social, tipo, não é o anonimato da rede social que vai mudar alguma coisa pra você. 46:51 Se toda rede social não fosse anônima. EE de boa, ela já estão testando isso lá na Europa por causa das crianças, né? Chama i the wallet, é alguma coisa assim, que é como se fosse todo celular, todo computador, ele tem 111 identificador único. 47:07 Só que esse identificador único passa pelo seu RG. Então pra você ter o identificador único de entrar na internet, você tem um número tipo em blockchain que mostra que você é uma pessoa que tem x anos, tá? Agora também dá pra mostrar que você é uma pessoa, que existe pessoa existente, tem RG pessoa inexistente, não tem RG, pessoa existente é maior de 18 anos, pessoa inexistente, não precisa estar aqui, apaga o perfil. 47:32 Aí você tira os bots, aí você tira o Flamengo, aí você tira Oo pedófilo que vai atrás das crianças, aí você tira o do Roblox, aí você tira todos os tudo que tem problema hoje na internet é por causa desse anonimato, inclusive essa merda que estão fazendo no TSE para tentar de alguma maneira tapar esse buraco. 47:48 Pessoa 1 É, vou aproveitar o gancho do mudou do uma coisa mudou, né? Não dá para você defender mais o anonimato. Você mesmo falou como você defendia para puxar a conversa, porque é a tese dessa edição. Assim, porque a ideia foi quando eu entrei em contato com o Felipe, eu tinha uma visão. 48:03 Eu falei para ele assim, cara, eu queria conversar com você, porque eu acho que você consegue falar com a galera jovem, né? Como é fazer fazer conteúdo para falar de pautas super importantes com os jovens e aí você deu uma paulada assim, de cara, esse cara escreve muito assim, conversar com ele. Ele demanda leitura, eu, eu, eu. 48:20 Pessoa 2 Dito. 48:20 Pessoa 1 Ah, entendi por isso. 48:22 Pessoa 2 Eu, eu dito é. 48:24 Pessoa 1 Pode mandar áudio, tá amigo? Fica, manda áudio. E aí chegou aquele textão assim, e aí você me explicou uma coisa que pra mim foi muito mais interessante, você falou sobre a modernização do discurso e não da narrativa. A narrativa da Extrema direita e das pautas conservadoras continua a mesma? 48:39 Que é isso que a gente já vem construindo aqui no programa, né? Então, em vez delas atacarem o feminismo. Apesar de que existe a gente ainda que vai chamar as feministas de feia, existe uma forma muito mais sutil e muito mais suave, que é a pantarona indo lá e mostrar o jeito da vida. Mais sofisticado, mais sofisticado. 48:54 É, eu queria que você explicasse essa modernização de discurso pra gente com as suas palavras assim que você explicasse, porque eu acho que existe um lugar aqui agora, que é a função que às vezes eu coloco quando eu faço esse tipo de programa, que é mostrar pra essas gays e garotas que a gente também pode fazer. Então eu queria que. 49:10 Como modernizar o discurso para vencer a batalha discursiva Com vocês, professor Felipe gênio, é? 49:12 Pessoa 2 Eu não sou professor, não, mas eu vou tentar falar do do jeito que eu consigo entender, né? Como a gente depende muito da recomendação dos algoritmos, é muito importante você dar um passo atrás no que você quer falar, se você entra num papel que é de acusador ou num papel que é de vigilante moral, logo nos 5 primeiros segundos do seu vídeo. 49:35 Até os aliados, às vezes eles vão passar, porque naquele momento eles não estão dispostos a ouvir uma denúncia. Eles não estão dispostos com a pessoa que tá chorando. Qualquer coisa, tá cagando qualquer. Ela fala, não, eu não quero. Se você passa os 15 primeiros segundos ou 5 primeiros ou 3 primeiros segundos com algo diferente do que a pessoa tá acostumada, então em vez de você falar assim, isso aqui é mais um caso de racismo, só podia ser um branco, você fala. 50:01 Você você acredita que esse professor você nem nomeou que ele, que ele é negro? Você acredita que esse professor apanhou da mãe, do aluno? A primeira, a pessoa nem sabe o que você está falando. Depois do do segundo 30, quando você já tem a recomendação, você já tem tudo, aí você começa a discutir na o que você vai falar? 50:19 Então aqui eu não vou querer dar aula, mas a primeira coisa é a pragmática do texto, é o que que o que que é você diante do público, não é o que você quer falar, o que que é você? O que que você está encapsulando ali? Qual que é a ideia que você quer passar? A segunda parte é o Ethos, é é discursivo. 50:37 Qual que é? Qual que? Qual que é o espírito daquilo que você quer passar para as pessoas que de de que forma que você é, você está, você está. É fazendo sinalização de virtude. Ou você tá querendo ensinar de forma pedagógica, você tá pegando pela mão a pessoa para ensinar para ela um conceito, ou você tá simplesmente apontando o dedo para um erro de alguém ou o erro do próprio espectador é essa. 51:01 Essa mudança faz com que OOO, que é absorvido pela pessoa, se transforma em algo mais leve, algo que não vai gerar OOO, não sei, perdi a palavra agora, mas não vai gerar a versão. É algo que vai fazer a pessoa transitar pela informação sem que você entregue ela de de de bandeja, tipo, olha, senta aí e ouve o que eu tenho para falar, porque você você não não sabe o que você está falando, não. 51:26 Eu quero te dar informação que você saia do vídeo falando assim, porra, eu quero pesquisar mais sobre isso, porra, eu nunca tinha pensado nisso, porra. Isso é um ponto de vista diferente. Eu estou falando a mesma coisa, eu estou defendendo a mesma coisa, mas eu estou fazendo ela através de um novo discurso, e não é só. 51:42 Semântica não é só léxico, não é só deixar de falar racista e começar a falar discriminação racial, não é só deixar de falar homofóbico e começar a falar. Ele tem preconceito não, também é, né? Mas não, ele tem a ver também com a modulação das palavras que você fala. 51:58 Qual é a persona que você está colocando para frente? Como é que você encapsula isso? Muito alicerçado no que são os algoritmos, ou melhor, a recomendação, porque é engraçado que a gente fala algoritmo, como se o algoritmo fosse o que faz a recomendação, não. AA recomendação é o que muda às vezes, antigamente, perdão, antigamente eram 5 segundos, depois passou pra 3, tenho 15 segundos, tem os 30, tem a retenção até o final, tem o compartilhamento, tem o é um, é um caos. 52:29 Mas se você tem isso em mente, por exemplo, OA minha garganta tá indo embora. 52:36 Pessoa 1 Não fica à vontade, é muita coisa pra falar, dá pra vocês entenderem, né? Ele falou que não é professor, mas vocês entendem que é uma aulazinha, né? Porque falar sobre é pra mim assim, isso é uma aula importante mesmo. A diferença entre algoritmo e recomendação é uma coisa que ninguém fala e aí muitas vezes a gente não consegue passar por cima disso. 52:50 Pessoa 2 Pois é, quando a gente fala, por exemplo. Quando você fala em CTA, por exemplo, comentar embaixo, tal, isso é uma coisa, porque todo mundo quer que aumente a quantidade de comentários. 53:00 Pessoa 1 Ok, gente, CTA é um termo perdão, aí você chama a pessoa para ação. 53:06 Pessoa 2 É chamada a ação. Eu, eu odeio ungliks da ação também acho horrível. Obrigado pela atenção. Então chamar a pessoa pra são, pô, comenta aí o que você achou, o que que você acha disso, como que você tá? Qualquer coisa que você quiser colocar isso é pra aumentar a quantidade de de, de comentários. 53:21 Agora, como que você faz pra ter a pessoa até 5 segundos no teu vídeo, porra, fala do seu pau no 5 primeiros segundos, você vai ver que todo mundo fica parado ali, fica olhando pro seu pau, fica, pô, mas aí você perde o discurso, mas você ganha na recomendação, se você conseguir fazer o seu vídeo passar dos 5 segundos em. 100000 celulares. 53:40 O seu vídeo vai bater 1000000 de de visualizações. E assim que A direita fazia com o ragebait, e é assim que eles faziam depois com o vagoposting, que é o que tá na moda esse ano. Aqui é o que? Post vago, né? A ragebait é o é o isca de ódio e o e o veigoposting é o post vago. 53:58 Esse vai vai acabar sendo a palavra do ano de 2026. 54:02 Pessoa 1 Não conhecer sistema. 54:03 Pessoa 2 É só quem viveu, sabe? Mentira, não é? Esse é o veg post, ninguém sabe do que o cara tá falando, ele tá falando uma coisa vaga e aí a pessoa comenta lá embaixo, mas viveu o que? Entendi, só quem estudou psicologia vai entender esse conteúdo. A pessoa falou assim e eu estudei psicologia, Hein? 54:19 Aí o outro falou assim, ei, você não tá falando nada de OOO. Post vira um negócio, você gera um tipo de de de gatilho na pessoa que não necessariamente é ódio, mas faz ela passar o thrash road. Puta que pariu, AA porta vem em inglês, o. 54:37 Pessoa 1 Paulo, vocês podem? 54:38 Pessoa 2 Perceber isso é culpa do Sales. Tio Paulo? Ah, não, tio Paulo já faleceu. Que Deus me entende. 54:45 Pessoa 1 Cuidado com os homens que você vai citar também. 54:49 Pessoa 2 É, não. Então é isso. Assim, eu acho que quando a gente moderniza o discurso. E entende que a recomendação do algoritmo é o que tem feito à direita, nadar de braçada. A gente para de culpar OOO, capitalismo, o capitalismo, não Oo algoritmo, ou a recomendação, ou o Mark Zuckerberg, porque A direita tá nadando de braçada e começa a adaptar o discurso para vencer a Batalha. 55:13 Discursiva e não narrativa, porque narrativa é quem narra, né? Discursiva é, é, é realmente o que que você tá falando, qual que é a intenção do que você fala, mas não Oo sentido. A esquerda fica muito, o nosso campo fica muito na ideia de qual é o sentido, qual que é a semiótica EE é importante também, mas a parte da pragmática de como você constrói AA evocação, como que você faz a retórica, você começa pela cabeça do texto, você começa pelo meio, você começa é lembrar do teatro assim, do teatro do absurdo, da forma como você faz para pessoa se capturar, pensar que você está fazendo uma apresentação de teatro de um de 1 minuto e meio. 55:54 Você tem que encenar a vida do, do, do, do esperando godot de uma forma absurda pra que a pessoa fale, caralho, velho, que que era, o que que era esse vídeo? Mas você terminou, você viu um minuto e meio a pessoa assiste de novo, Ah, agora eu entendi, puta, que ótimo. Você assistiu 2 vezes você, você é o meu melhor espectador. 56:12 Se você assistiu a primeira vez, não entendeu nada e assistiu uma segunda, eu ganhei muito você, eu ganhei a recomendação, eu ganhei todo mundo ainda, depois você vai comentar lá embaixo? Basicamente é isso. 56:22 Pessoa 1 E tem sem falar aqueles que assistiram 2 vezes porque queriam saber, na verdade, qual era o tamanho do seu Paulo sempre ajuda. 56:27 A diferença entre usar e estrategicamente aplicar a cultura jovem E então, mas a minha, mas eu? 56:29 Pessoa 1 Queria saber uma coisa, qual é a diferença para você entre o rejuvenescer e o modernizar? Porque isso também foi uma tensão na nossa conversa. 56:35 Pessoa 2 Isso OOO rejuvenescer. Ele seria simplesmente assim. Eu estou de cosplay e eu vou falar do desse desenho aqui, tá? O modernizar é utilizar o signo em prol do discurso que eu quero levar, que foi o que eu estava falando da da eu acho que isso ficou gravado, né? 56:51 E foi a história do dia do fogo. Se fosse só rejuvenescer, eu tinha levado isso aqui para lá e eu não tinha feito o que veio depois. 57:00 Pessoa 1 Que foi contar a história que foi. 57:01 Pessoa 2 Contar a história, porque realmente eu salvei, né? Entre aspas, o personagem salvou a cidade. A abertura vem da do do rejuvenescimento, porque eu nunca tinha visto esse desenho. Eu fui atrás dos memes. Bebidos memes e aí eu modernizei o discurso se eu tivesse aberto ao Oo. 57:21 Esse vídeo do dia do fogo falando estamos aqui mais uma vez. Ontem pegou fogo em em São Paulo e agora a manifestação está aqui em prol da ecologia. Ninguém nasce se tocar. Então OA parte do regimento. 57:37 Eu acho assim, se eu estou assim, eu estou falando de uma pauta da sou careca, tem um, tem um, tem um. Pesquisando, depois que a gente conversou, eu tentei achar um exemplo que era muito forte disso. É, tem uma elite aqui no TikTok de novo. Não sei se você está no TikTok, no YouTube e no podcast. 57:53 Pessoa 1 Estamos em toda a agência, inclusive está em tudo. 57:55 Pessoa 2 360. 57:56 Pessoa 1 360 aí, ó, está vendo de volta? 57:58 Pessoa 2 Caralho, veio mix de Mitch. É, tem, tem, tem, tem uma elite é no TikTok que são 3 ou 4 adolescentes. Agora elas já já são quase adultas. Tem 18 anos, que é a sou, sou careca. 58:13 Lis Macedo como é que é o nome da terceira? Não, essas já são mais velhas. Ah, tá bom, essas essas 3, elas elas são SO. Então, toda vez que você quiser fazer um discurso muito forte no TikTok, elas são pilares de recomendação. 58:31 Pessoa 1 Tá. 58:31 Pessoa 2 Sabendo disso. Que que eu fiz? Elas 2 estavam brigando, acho que era, só sou careca. E essa outra que eu não lembrei, o nome Lis Macedo, sei lá. Não é? O TikTok é um pouco mais jovem, então é isso que tem que entender assim, o rejuvenescimento. 58:47 Ele seria eu estar falando de uma pauta da sociocareca só para sociocareca, aí seria rejuvenescimento. Porra, você fala sempre de cosplay, você fala sempre de funk, não sei o que, você fala sempre da da, de séries, dos dos jovens. 59:02 Eu uso isso de so para modernizar. Como que eu fiz isso? Com a com o caso da sociocareca e da outra que eu esqueci o nome, a antonella Braga. Sociocareca e antonella Braga, elas estavam brigando. Eu falei, ó, nessa briga entre essas 2, eu só queria saber aonde estava o CFM quando essas meninas estavam fazendo plástica, porque eles estão atrás dos trans. 59:23 Que não podem mais fazer redesignação sexual. 59:27 Pessoa 1 Mais os 18. 59:29 Pessoa 2 Tipo a pessoa. EE, nesse dia entrou uma pessoa que era de estratégia, falou para mim, cara, como é que você fez isso? Falei, eu usei elas de Pilar, né? O vídeo bateu 1000000 de likes, 5000000 de visualização, simplesmente porque eu começo o vídeo falando nessa briga da sou sou careca. 59:44 Com a outra menina lá. Eu só queria saber onde tava o conselho médico que enche o saco dos trans. Porque eles querem fazer operação de redesignação. Todo mundo ficou assim, caralho, velho, eu achei que você IA falar eu sou careca. E da e do negócio só. 59:58 Pessoa 1 Toma cuidado da próxima vez de falar das pessoas trans, porque quando parecer que você está falando 2 trans trans, tranntando mulheres transgênero, eu sei que não, mas eu não poderia. 1:00:06 Pessoa 2 Deixar de fazer trans? 1:00:07 Pessoa 1 É isso, obrigado. 1:00:08 Pessoa 2 Ou des, trans. 1:00:09 Pessoa 1 É. 1:00:10 Pessoa 2 É então aí o por causa disso. O discurso foi morte, tipo, estourou a galera falando cara, obrigado, obrigado por trazer isso, porque o CFM tá querendo tirar da gente, OOO, negócio dos hormônios, tá querendo tipo, tá proibindo todo mundo, mas essas crianças tá, fizeram negócio no nariz, colocaram o silicone, fizeram não sei o que, tudo com 14 anos sim e não é que fizeram escondido? 1:00:35 Tem conteúdo. 1:00:36 Pessoa 1 Delas, botando silicone, os pais monetizaram em cima. 1:00:42 Pessoa 2 Você entendeu o que eu consegui. Olha a diferença de falar assim nesta semana, mais uma vez as pessoas trans estão sendo perseguidas pelo conselho federal de medicina. Ninguém vai assistir nessa briga. Eu sou careca e da outra menina lá eu queria saber onde está o conselho médico de medicina que não está reclamando que elas estão fazendo operação no nariz com 14 anos, sendo que uma pessoa trans está querendo fazer uma operação e não pode? 1:01:03 E ela nem quer fazer operação, né? No caso, ela queria tomar hormônio, queria simplesmente bloqueador de puberdade AO CFM, não deixa o bloqueador, mas você entendeu agora, eu tô brabo, se eu fizer o discurso dessa forma, a pessoa nem nem assiste esse estou bravo. Agora, por exemplo, já é o meu Ethos discursio, tipo, eu tô que normalmente a gente fala desse jeito, porque você não tem como, porra, cara, é um absurdo, não é? 1:01:26 Se você consegue o mesmo papo, você consegue fazer assim de uma forma mais. Quase jornalística. Você tá falando uma coisa que meu por dentro, você tá se corroendo, mas você continua falando dessa forma. As pessoas. 1:01:40 Pessoa 1 Assistam eu acho engraçado que às vezes eu faço uns vídeos de 10 minutos lendo no teleprompter. Super teóricos, super acadêmicos assim, tipo, mas você vai mantendo ali, você vai trazendo e de repente tem 400000 pessoas assistindo você e tipo, é isso? 1:01:56 E a pessoa perguntando, nossa, porque que eu não entendi isso na faculdade? Porque que eu não entendi isso? Quando alguém me falou, sabe, mas faz todo sentido. Mas falar com raiva também, às vezes é. 1:02:04 Pessoa 2 Importante, ué, o último, o último vídeo que eu fiz, o microfone até até estourou. 1:02:08 Pessoa 1 É eu, eu. Toda vez que eu tenho que noticiar um crime de transfobia, eu começo com hoje não tem bom dia inglês, garotas, é não. Não tem como eu dar bom dia para vocês. 1:02:15 Pessoa 2 Mas então eu posso, posso fazer? Isso diminui o seu alcance, apesar de você poder ter bons resultados, tal. Eu não tô dizendo para você não fazer isso, tá? Mas isso tem potencial de diminuir o alcance, porque hoje já não tem um bom dia. Tudo bem? As pessoas que te. 1:02:31 Pessoa 1 Seguem, entendem, entendem, mas quem não segue que. 1:02:34 Pessoa 2 Pelo menos o meu algoritmo, os primeira hora, ele é testado 90% fora da. 1:02:39 Pessoa 1 Minha rede, sim, mas todo mundo eu acho. 1:02:41 Pessoa 2 Então aí você nessa competição, você perdeu? Então você pode fazer uma cabeça que é diferente e uma entrada que é, por isso hoje não tem. 1:02:52 Por que a esquerda falha na comunicação horizontalizada Obrigado pela dica. Falando em dicas, agora vamos, vamos trazer isso aqui, porque assim A esquerda modernizou, A esquerda não, né? A direita modernizou, entendeu? Como trabalhar, a gente está vendo como, né? A gente falou sobre o poder paralelo, a gente falou paralelo, Brasil paralelo, a gente falou sobre pantarona, sobre toda essa galera, aonde está o impedimento que a gente não consegue ver? 1:03:15 Os partidos progressistas, as pautas progressistas, tomarem esse caminho porque, tipo assim, dá quase como para contar na mão as pessoas que fazem. 1:03:22 Pessoa 2 Isso perdão, eu arrotei. 1:03:25 Pessoa 1 Imagina, fica à vontade, a galera de casa não vai, é? 1:03:31 Pessoa 2 É o grande problema da verticalização do do do da comunicação. Então você precisa pedir a mim, você precisa pedir para o diretor de criação. Você precisa pedir para alguém aprovar. E aí eu trago aqui a ideia do marighella, né? Do manual do guerrilheiro urbano. 1:03:49 Na época da ditadura, ele lança o manual do guerrilheiro urbano porque não tinha mais como você pedir pro poliburo pra central do partido falar com a Internacional comunista. 1:03:59 Pessoa 1 Até porque, senão a chegou Buarque errar Oo nome no telefone e IA foder com todo mundo. 1:04:03 Pessoa 2 E como não tinha como fazer isso, ele cria o manual do guerreiro urbano dizendo, olha, nós temos uma mesma missão, uma mesma premissa, o mesmo objetivo. Nós temos uma o mesmo atos, uma mesma ética. A gente não precisa ficar perguntando para a liderança se dá para fazer esse ato de revolução, se dá para fazer essa propaganda pelo ato, se dá para sequestrar um embaixador. 1:04:28 Cada célula faz isso sozinho, sem comunicação. A direita faz isso muito bem. O Nicolas Ferreira ou a turma do Nicolas Ferreira não pergunta para o Bolsonaro em todo post? Uma prova disso é o Mário frias. Ele respondeu daquela forma porque ele não perguntou para o Bolsonaro. 1:04:47 Depois ele se retrata, mas isso gera um tipo de comunicação horizontalizada que é muito mais Moderna, que é muito menos engessada, que depende muito menos da aprovação do Camilo Santana. Não sei como é que é o nome do marqueteiro, do Lula, do do x, de ler a bíblia, de de AI. 1:05:07 Qual é a estratégia? Não, mas veja bem, porque a hashtag não, mas. Se a gente quer soltar a hashtag, então tem que falar com o pessoal da da Juventude e do PT, tem que bicho. Perdeu o timing e é isso, internet é um grande palco de stand up comedy. Se você de comédia, se você perde o timing, você perde a piada. 1:05:26 Ou se você perde a piada, nem precisa contá la e é isso que vem acontecendo desde pelo −2018 demora muito tempo, demora muito tempo para coisa acontecer, aí vai, Ah não, mas agora eu vou colocar o bolos. Porque ele vai fazer a interlocução e ele entra no mesmo problema, que é tudo verticalizado, que é tudo m de 2018, que é tudo tipo notícia de ontem. 1:05:48 Por quê? Porque depende de aprovação vertical. Não existem núcleos criando isso, não existem. E aí quando você faz análise de rede, né, análise dos clusters, não sei qual é o termo em português de cluster, nódulos, nódulos quando você faz os nódulos de comunicação, não nódulos nós, porque é o que é o rede, é. 1:06:08 A direita tem várias bolas azuis assim ó, A esquerda tem 2 e tudo orbita em volta de 2. A direita tem 25 bolas menorzinhas e uma bolona lá que deve ser o Nicolas, enquanto a gente não conseguir fazer muitos desses muitas bolinhas menores que podem até orbitar uma a outra tal. 1:06:28 Não tem como disseminar o discurso sim, porque você fica sempre dependendo desses 2, o que que que eles vão falar, o que que eles vão falar, e isso dissemina. Se você consegue derrubar um perfil desse, já. 1:06:38 Pessoa 1 Era, já era. 1:06:39 Pessoa 2 Aqui não são várias bolinhas, é um é um dálmata, uma bolinha assim, outra é assim, outra é assim. Às vezes 11 tá junto com a outra, é quase 1111 diagrama de fern. Lá um devênio, quer dizer, eles se juntam tal. É desse jeito que você consegue fazer a modernização aí já não só do discurso, não só da, do, do pacote que você entrega, do, do do conteúdo. 1:07:02 Mas da comunicação como um todo, da estratégia de comunicação como um todo. 1:07:07 A comunidade LGBTQIA+ e a origem da comunicação moderna É muito doido porque também tem uma coisa que parece que a gente não consegue sair. Acho que você é um dos poucos que consegue transitar sem ser visto como pauta política, porque você consegue atingir um público com, né? A separação. 1:07:22 Você me falou, né, que você tem o conteúdo que é mais político mesmo, politizado. Aí você tem o biscoito, aí você tem o cosplay, os memes, é. Que daí você pega eu? A lésbica do RIA, Ana Beatriz é claramente político, sabe? 1:07:38 A declarada não passa daquilo tipo a gente não. 1:07:41 Pessoa 2 Passa, passa. Mas é que é assim, esse formato que você tá aqui. É um formato que tem que ser, tem que ser isso mesmo. Os meus formatos, assim que eu boto o microfone, que normalmente eu tô com microfone ou eu tô parecendo que eu tô No No facetime com você. São conteúdos sempre políticos, mas aí tem os os outros formatos. 1:07:58 E às vezes os outros formatos também tem política, só que ele é muito mais por baixo. Por exemplo, ontem eu fiz um mêmico aquele aquele é aquilo lá eu estou fazendo um discurso anti magreza, anti, como é que fala? 1:08:15 Antitranstorno alimentar não dá pra ser, porque todo mundo é anti, né? Mas anti esse padrão de beleza de magreza, em vez de eu fazer um discurso enorme falando que isso vai prejudicar as pessoas, que está voltando, o Eron chique. Que já foi falado que que isso gera TA que gera distorção de imagem. 1:08:32 Eu em 30 segundos nem 30 em 9 segundos. Eu tô falando exatamente isso. Quando eu falo que o seu bafo é de acetona, sim, então eu falo acetona na unha acetona no bafo, cara, são 9 segundos que tem discurso político e eu pensei aquilo com discurso político e embaixo, tá escrito isso aqui é monjaro, tipo o monjaro tá fazendo isso com você aí, uma pessoa que não sabe o que é bafo, cetônico. 1:08:58 Entra lá embaixo e vê alguém falando assim, cara, isso acontece quando você está de barriga vazia. Aí o cara vai falar assim, meu Deus, eu fico com esse bafo? Ah, não, não vou ficar sem comer mais não. 1:09:08 Pessoa 1 Ele sabe. Você conhece uma página? Você conhece a play 9? A play 9? 1:09:12 Pessoa 2 Cabeça assim. 1:09:13 Pessoa 1 Play 9 é agora um novo veículo para falar com CEOs do Brasil, basicamente é um novo veículo de luxo. 1:09:20 Pessoa 2 É o meio mensagem, versão CEOs, é isso? 1:09:22 Pessoa 1 Isso e agora eles lançaram a play 9 BR, que é uma revista meio de lifestyle. A capa é a Silvia Braz. É esse lugar. Então eles fizeram uma matéria. Não fala mal da minha amiga Silvia, não fala mal da minha amiga. 1:09:35 Pessoa 2 Silvia, ela deve ser uma pessoa incrível, o conteúdo dela é uma. 1:09:37 Pessoa 1 Querida, né não? Mas essa Silvia você é uma. 1:09:41 Pessoa 2 Nada pessoal, tá? É? Você não falou de conteúdo? 1:09:43 Pessoa 1 Aqui é, não, mas adoro você. E a Maria, é, é, não, mas assim. 1:09:47 Pessoa 2 70. Eu falei, Maria, eu sou um sucesso. As Kardashians são brasileiras, mas. 1:09:51 Pessoa 1 O inclusive que pé é profunda, Braz, pô. 1:09:53 Pessoa 2 Eu amo. Mas espera aí de novo. Isso não é nada pessoal, tá? É o conteúdo. É porque. 1:09:58 Pessoa 1 Não. Aí fizeram uma matéria nessa revista. Uma das primeiras matérias é, quais são as melhores balas para tirar o bafo do monjaro? Eu IA comentar isso? 1:10:09 Pessoa 2 Juro, eu IA falar quais são as melhores balas para festa? 1:10:11 Pessoa 1 Tipo, eu IA comentar isso, seu? Poxa, cheguei com um Monte de preguiça até explicar o que que era play 9. Não sei o que fizeram essa matéria, sabe? Tipo, eu fiz, gente, é um pouco chocante. Um. 1:10:20 Pessoa 2 Pouco chocante, não? É um pouco prejudicial, né? 1:10:22 Pessoa 1 Muito prejudicial. Mas você é mais inteligente do que eu que uma e menos agressiva. Assim, uma página me chamou pra falar sobre. Sobre isso no Instagram e eu falei assim que agora o Luke era campo de concentração, é às vezes tem que ser um pouco mais esperto, né? 1:10:36 Pessoa 2 Gente, desculpa, pelo amor de Deus. Eu não ri, eu não ri. Eu tentei fazer a cara do começar o nome dele, do Criolo. 1:10:44 Pessoa 1 Lá, eu acho engraçado que a Natália clain comentando os meus posts falando que eu sou lúcido, eu fico, meu Deus, o algoritmo realmente separa o que chega para ela? 1:10:52 Pessoa 2 Realmente você viu Natália kleine. Você ouviu a piada de agora você é kleine, né? Vamos ver o. 1:10:59 Pessoa 1 Conteúdo não chega, eu acho que o meu. 1:11:00 Pessoa 2 Corpo vai chegar. Você nomeou ela e falou do Holocausto. 1:11:03 Pessoa 1 Não imagina, mas é que isso não vai para o corte, né? Isso vai ficar. 1:11:05 Pessoa 2 Só. 1:11:07 Pessoa 1 Isso vai ficar só no? 1:11:08 Pessoa 2 YouTube entre nós, fica entre nós. 1:11:10 Pessoa 1 É, mas eu acho que é. Tem uma coisa do que você tava falando que assim a gente. Mas a gente ainda não chega. No lugar da panterona do primo rico? A esquerda ainda não chegou lá e eu acho muito difícil chegar, porque eu acho que tem uma dificuldade é do você se assumir como esquerda. 1:11:30 O backlash que vem para você, o contra ataque que vem para você, é muito pior. 1:11:34 Pessoa 2 Sim. Cara, mas então ao mesmo tempo, eu acho que tá começando a acontecer. Tem tem uma menina muito legal no, no, no Tik, não sei se é só no TikTok ou no Instagram. Ela tá com mais de 1000000 de seguidores também. Ela acabou de se filiar, OPT ela vai sair a deputada estadual. Eu acho que eles estão tentando fazer isso, mas mesmo assim o problema é esse. 1:11:53 Agora que ela vai virar deputada do PT, agora que ela vai sair do PT é que vão estragar ela. Ela vai começar, tem que pedir amém para fazer o conteúdo. Ela vai ter que perguntar se a pauta dela, se o editorial dela incomoda alguém, ela vai ter que, porque ela, até então ela fazia críticas ao Lula, fazia críticas agora não. 1:12:13 Se você é um deputado eleito, você começa a ficar um pouco mais abaixo das coisas, né? O Mário frias teve que se retratar porque ele é um cara eleito, ele está eleito agora. 1:12:22 Pessoa 1 Não sei se ele está eleito. 1:12:23 Pessoa 2 Ele está nomeado, acho que ele está. 1:12:24 Pessoa 1 Nomeado, ele não é nada na verdade. 1:12:25 Pessoa 2 Não, mas ele estava nomeado secretário de cultura, não era aonde na época do bolson. Bolsonaro, Ah, na época do Bolsonaro, sim, não. Agora ele ele não tem cargo. É isso que eu queria saber, porque eu achei que ele estava como secretário de cultura, porque ele tinha cargo. 1:12:36 Pessoa 1 Não, não. 1:12:37 Pessoa 2 Cargo de eletivo é. Então eu acho que é isso. Assim, tá muito longe da gente conseguir fazer esse tipo de coisa, né? Ou seja, uma panterona, um Guto gabella, mas tão começando a existir. São muito poucos os nossos grandes, eles são declaradamente. 1:12:54 É o Jones, Manuel, é a Laura, Sabino, é Oo, como é que é o nome daquele outro cara? O petri é o que é o cara do podcast, é oOoOO, pessoal Oo Yan Neves é o pessoal da da soberana, mas é é muito insulado, cara. 1:13:11 Eles acham que é grande, mas é grande na bolha, né? E agora não é grande no sentido massificado. 1:13:16 Pessoa 1 E agora a gente tem a nossa Oprah, né? 1:13:19 Pessoa 2 Quem que é a noção? 1:13:19 Pessoa 1 A Érica Hilton. 1:13:20 Pessoa 2 Ah, não, mas ela é eleita, né ela? 1:13:22 Pessoa 1 É eleita? Não exatamente, mas eu acho genial ela fazer o Érica pode primeiro que o Érica pode. Pra mim já é um nome bom, que a Érica pode tudo. 1:13:29 Pessoa 2 Qualquer trocadilho com pode ver, não, não consigo. 1:13:32 Pessoa 1 Não, mas o Érica pode. 1:13:33 Pessoa 2 Eu sou da época do do eu sou da época do desencannes pra mim, pra mim trocadilho era o erro e o trocadilho hoje é o bom, você tá você não lembra do desencanso, não era uma página. Ah, isso é um pouco mais jovem. Era uma página que agente publicitários mandava os anúncios que. 1:13:49 A gente queria que fosse pra cane, que era só trocadilho AOOO logo era uma mão assim era de um amigo meu chamado Marcel Marcel. Qual que é o sobrenome dele? Ele deve ser diretor de criação hoje em dia. Na época do update, ordate isso. 1:14:01 Pessoa 1 Isso aí já, já, isso aí já era nascido no mercado já. 1:14:04 Pessoa 2 Eu já escrevia no update em 2004, eu escrevia. Eu mandei pro Wagner Brenner lá, um. 1:14:10 Pessoa 1 3004 não existe até 2012. 1:14:14 Pessoa 2 Não, 2004. 1:14:15 Pessoa 1 Aí. 1:14:16 Pessoa 2 Tinha o desencanes e pra gente da publicidade fazer trocadilho não podia ser feito. Hoje em dia é o contrário, aham trocadilho é a publicidade e aí fica nessa coisa, todo mundo vai inventar um nome novo pra pode que é é o verbo que não é verbo, não pode, pode, não pode, pode, pode, pode, não consigo qualquer nome que tem, pode pra mim, desculpa, Érica. 1:14:36 Pessoa 1 Não é eu também, como detesto a publicidade. O meu chama giro do fim do mundo, entendeu? É a. 1:14:39 Pessoa 2 Área do caminho. 1:14:40 Pessoa 1 Porque eu não conseguiria também, mas eu acho genial o trabalho da Érica, tipo assim. Ela não vai entrevistar o ministro, ela vai entrevistar a Marina Sena. Ela vai entrevistar a Urias. 1:14:51 Pessoa 2 Legal, legal, legal, sabe? 1:14:52 Pessoa 1 Porque daí vai ter também essa conversa de atingir um outro público, sabe que eu acho genial? E aí falando sobre Érica, falando sobre Urias, vamos falar sobre a origem de como driblar o sistema. Porque a origem de como driblar o sistema está na nossa comunidade, que você vai aprender a falar LGBTQI. 1:15:10 AAPN mais. 1:15:13 Pessoa 2 PN mais LGBTQIPN mais? 1:15:15 Pessoa 1 QIAPN mais. 1:15:17 Pessoa 2 QIAPN mais ó, pensa que tem n mais. 1:15:20 Pessoa 1 É quase. Mas tudo bem, vamos parar lá. Tem os. 1:15:21 Pessoa 2 Quiz eu parei no eu parei nos quiz. 1:15:24 Pessoa 1 É, aí tem os intersex, aí tem os não binários, aí tem. 1:15:29 Pessoa 2 O os. 1:15:31 Pessoa 1 Pan e os a sex que é assexual que é usa sex é. 1:15:36 Pessoa 2 Mas eu parei na época da teoria queer, inclusive no sibit que eu estava falando para vocês. A gente financiou o primeiro simpósio queer com a Priscila. Lá vamos lembrar o sobrenome dela. Feito aqui no centro de São Paulo, em 2012, foi o primeiro simpósio que começou a trazer as as letras todas. 1:15:53 E parou no mais, né? Naquela época. Isso em 2012. 1:15:55 Pessoa 1 É, não era o. 1:15:56 Pessoa 2 Era OLGBTQIA mais. 1:15:58 Pessoa 1 É um dos 2. Tem hora que eu vou no PN, tem hora que eu paro no QIAE aí às. 1:16:02 Pessoa 2 Vezes eu não perco, ainda mais não que eu não saiba quais são todas as letras. Se eu parar pra falar, eu vou saber todas as letras. Quais são? 1:16:09 Pessoa 1 Teve uma época que eu falava entre OLEO mais. 1:16:11 Pessoa 2 Isso isso é bom? 1:16:12 Pessoa 1 Tudo entre o hélio mais a gente está. 1:16:14 Pessoa 2 Junto. 1:16:15 Pessoa 1 Porque lá em 1978, durante a ditadura, surgiu o Lampião na esquina. O Lampião na esquina era um jornal, era um folhetim que era distribuído na rua, ali, na Praça da República, basicamente. 1:16:24 Pessoa 2 Perto do Madame? 1:16:25 Pessoa 1 Perto do Madame. Até porque você. Mas é que eu acho que ele surgiu mais ou menos na conta que você estava. Você devia ser muito criança. 1:16:30 Pessoa 2 Não, eu sou de 81, mas eu lembro dessa. 1:16:32 Pessoa 1 História chove você. 1:16:34 Pessoa 2 Sim, eu estou com. Eu sou velho por causa de droga de cigarro. Eu também. 1:16:37 Pessoa 1 Você acredita? As pessoas acham que eu tenho 40. 1:16:40 Pessoa 2 Não. 1:16:41 Pessoa 1 Usem, não, usem, não usem, não usem e. 1:16:43 Pessoa 2 Durmam, durmam cedo, façam e passam protetor solar. 1:16:47 Pessoa 1 Passem protetor solar, não usem drogas e não fiquem na rua domingo, meio-dia, sem ter voltado para casa do sábado. Muito importante. E aí, em 1978, as pessoas que faziam Lampião da esquina provavelmente ficavam acordadas até muito mais do que meio-dia. Sim, mas isso não vem ao caso. Era um jeito de burlar, porque era falar sobre comédia, era era um jeito de você comunicar sobre os nossos direitos de uma forma que não IA ser. 1:17:09 É barrada, né? Você falava sobre isso de croquete, você falava sobre uma drag, você falava sobre alguma coisa, e aí aí seria ali uma questão trans que na época OT, não era nem absolvido, e a gente passou muito por esse processo. O TikTok, ele vem desse lugar, né? O TikTok tem muita característica nossa, é o lipsink, os termos que a gente usa o. 1:17:31 Até o improviso, tudo isso. 1:17:34 Pessoa 2 É a boa, a boa cultura tuiteira também é da comunidade. Eu vou falar da comunidade para. 1:17:39 Pessoa 1 Não falar todo. 1:17:40 Pessoa 2 Mundo eu sei que é um termo mais de de kakura. Mas é, né? Eu sou aliado, mas eu falo pajubá também. 1:17:47 Pessoa 1 É é um aliado caquura. 1:17:49 Pessoa 2 É um aliado cacurinha. Inclusive, quando eu comecei OA página aqui, o que eu mais recebia de hate era era realmente da comunidade falando quem que é essa caquura achando que é bonita? Porque eu ainda eu ainda fazia muito conteúdo fitness. Então eu estava além de tudo, sem roupa. E as pessoas a comunidade fica. 1:18:05 Alguns caras da comunidade ficavam super enciumados porque falavam, como é que esse cara meio bonito pode ser interessante para alguém? Ele não é padrão, né? Eu não sou um homem padrão, apesar de eu ser branco, é rico, é, então, mas eu não sou a beleza padrão. Aí os caras ficavam indignado porque eu já tinha 20000 seguidores. 1:18:22 Eu falava e as pessoas ouviam, né? Oo pessoal falou, caralho, o cara tá pelado. Falando de capitalismo, sim, sim, estou falando de de anticapitalismo. 1:18:29 Pessoa 1 Você é rico, Felipe, você vai me levar para jantar um dia desses? 1:18:31 Pessoa 2 Hein? Eu sou. Eu sou aristocrata, ué. Eu acabei de contar. Então eu não sei se está nesse filme ou se. 1:18:35 Pessoa 1 Está no outro, está? 1:18:36 Pessoa 2 Nesse eu sou eu sou de uma família de 400, não 400 não, que está há 400 anos no Brasil sendo. 1:18:43 Pessoa 1 Tocar quem chegar no final do episódio sabe que é uma prova que vai ter que levar para jantar no lugar. 1:18:46 Pessoa 2 Legal, eu levo, eu levo, eu levo em alguns novos Bee Bee gosman do. 1:18:50 Pessoa 1 Por favor, por favor, a gente. 1:18:52 Pessoa 2 Leva leva de boa. É, calma, onde é que eu estava? Ah, aí essa cultura legal. Tuiteira, por exemplo, ela é da comunidade OOA. As hashtags, as boas hashtags, os bons trocadilhos, as boas piadas, o próprio ragebait, Oo vague post, isso é tudo coisa da comunidade. 1:19:13 No TikTok, você colocou uma coisa muito boa que eu não tinha prestado atenção. O lipsink, cara, é, é, pô. 1:19:19 Pessoa 1 É nosso? 1:19:21 Pessoa 2 Né? Eu não sei se se se isso é ofensivo ou não, mas no Silvio Santos que você falava do transformista, eles faziam tipo, é muito bonito que aí você vê depois Oo RuPaul. E é engraçado você parar para pensar assim, a genze acha que geg de la geg é juro, clarinho que sim. 1:19:41 Que que esse linguajar que eles usam é deles, não é? Eles bebem de nós velho, das bicha velha eu não sou a bicha, mas de nós velhos e ficam utilizando como se fossem deles. Mas a cultura floptok é da comunidade, a boa cultura tuiteira é da comunidade. 1:19:58 A cultura de ficar esmiuçando oOoOO time machine pra saber o que que você falou em 2012 é da comunidade. Isso é tudo o que existe na internet legal hoje veio da comunidade. EE não é só da internet, né? Se você parar para pensar culturalmente, desde Stone age, as manifestações também tem parte da comunidade. 1:20:19 O jeito de fazer as manifestações tem parte OOO chegar nos shows de Copacabana agora lá Oo Copacabana são as paradas gays, com 1000000 de pessoas na rua. A comunidade toda, ela é muito AA linguagem Moderna, modernizada, ela vem da comunidade. 1:20:37 Eu eu tenho essa linguagem mais modernizada também, não só porque eu estudei public. Mas porque eu sou aliado, porque eu sou OS da época do GGS, então eu eu, eu falo pajubá, não falo perfeitamente não, mas eu eu fiz parte da comunidade, eu bebi muito, eu aprendi muito a ser elegante, a me vestir bem, a usar a comunicação, a fazer a publicidade, tudo com a comunidade. 1:20:59 E aí tem aquilo que a gente estava falando antes, né? O TikTok, especificamente, ele é uma cultura vainer, ele é uma cultura MTV, ele é uma cultura nova internet, então dentro do TikTok. O que mais vigora hoje em dia é o que é chamado de floptok, que é a parte mais esdrúxula dos conteúdos. 1:21:18 Então é um é um conteúdo que fala que é o que o é. O que o Elon Musk queria ser Ed, Lorde, né? Que A direita quer ser, que AI eu faço a piada mais. Quase vou ser preso, mas essa cultura de ser se rasgar abre as coisas. 1:21:36 É da comunidade, não é hétero, não é branca, ela é subversiva. Subversão é da comunidade, seja pichação, seja Oo fazer OOO lipsin que drag Queen Stone made isso? Essa cultura fervilhante toda. 1:21:51 Ela não é hétero eurocentrada e não é branca. Ela é, ela é colonizada, ela é Oo descolonizador é. Mas ela é colonizada, né? Foi colonizada. É daí que surge toda coisa. A gente tem que sempre lembrar assim, que quem quem faz a estética, quem faz Oo, bom discurso, quem faz a modernização da da comunicação sempre foi a comunidade. 1:22:17 O poder da comunidade progressista na comunicação E aí fica pra vocês fazerem. Eu acho que isso eu queria aproveitar essa deixa do Felipe pra gente amarrar o programa aqui, finalizar de que é nosso gays, garotas, é da gente, a gente sabe fazer, então a gente precisa se apropriar disso. De novo tá batendo nas portas aí, ó, outubro tá chegando. 1:22:34 Eu tenho feito questão de nos últimos programas e eu vou fazer isso até quando for possível, nas minhas redes, falar para vocês sobre quanto é importante o processo eleitoral esse ano, porque os nossos direitos são muito jovens, eles são muito pequenos, eles são muito frágeis, vão estalar de dedos, assim o negócio pode sumir. 1:22:49 A gente precisa aprender com pessoas como o Felipe, que tá sabendo aí, modernizar os cursos, que tá sabendo, modernizar a forma de conversar e tá falando com pessoas de públicos diferentes, de idades diferentes, para muitos. Muita gente com coisas que nós ensinamos, com coisa que ele aprendeu com a gente, com a nossa comunidade. 1:23:05 Então vamos aprender de novo com a gente. Vamos aprender a olhar para o nosso passado, Lampião da esquina, vamos aprender a olhar lá para o começo, a gente o Paul 1990. Vamos olhar para essa galera e vamos fazer diferente. A gente tem tempo, ainda, tem oportunidade, e aprender que não dá para a gente deixar o controle da narrativa, do discurso na mão das outras pessoas. 1:23:25 Pessoa 2 Oi, virgini, muito obrigado. Sempre que precisar estou aqui. 1:23:29 Pessoa 1 Agradeço muito sua presença aqui, quero deixar algum recado, uma fala final pra galera. 1:23:33 Pessoa 2 Não, a fala final tá dita, tá maravilhosa. Já pensem que esse ano é muito importante, como sempre é vocês retomarem a narrativa do discurso, da estética, do do que é moderno, do que é rasgar, OAO. 1:23:48 A comunicação toda, ou seja, é que não é para mudar, é para lembrar que é de vocês, é OA hegemonia, é de vocês. Vocês simplesmente perderam a majestade. Então voltem, coloquem suas coroas, levantem suas cabeças, senão a coroa cai. 1:24:03 Pessoa 1 É isso, princesas, princesas e princesas. Suas redes, como que tá agora? Porque você muda as vezes, né? O Tik? 1:24:09 Pessoa 2 Tok não tá só o TikTok e o meu nome tá Felipe gini mesmo. 1:24:12 Pessoa 1 Tá fácil gente? Então vejo vocês semana que vem toda terça de manhã, YouTube, Spotify comigo é todo de casteiro também, aí vocês podem procurar em todo lugar, é todo de casteiro no YouTube, no Instagram, no TikTok, mas o Instagram também tem o arroba, bom dia, gays e garotos, daí são notícias rápidas, Carrossel de informação para vocês se atualizarem durante a semana, muito obrigado até a semana que vem, beijo.

Podcast Summary

Key Points:

  1. O comunicador Felipe defende que a linguagem provocativa e o uso de memes e cosplay são estratégias deliberadas para capturar a atenção nos primeiros segundos e vencer a batalha da recomendação algorítmica.
  2. A direita se profissionalizou com investimento de grandes empresários, criando um sistema paralelo de mídia, história e comunicação, como demonstram o Brasil Paralelo e o documentário Pindorama.
  3. A extrema direita usa o "ativismo lúdico midiático" e perfis de relação parassocial, como a Panterona e o Primo Rico, que vivem a ideologia sem fazer discurso político explícito.
  4. O vazamento das mensagens entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro revelou um esquema de 134 milhões de reais para um filme, além de instituições instrumentalizadas dentro de órgãos públicos, como os "intimidadores" e os "meninos" hackers.
  5. Frei Gilson representa a disputa pelo voto católico, usando transmissões de madrugada para difundir um discurso conservador e reacionário, inflado por perfis falsos e robôs.
  6. A regulamentação do trabalho de influenciadores durante as eleições de 2026 é considerada paliativa e falha, pois não resolve o anonimato nas redes nem a dificuldade de fiscalizar o financiamento de conteúdos políticos.
  7. Felipe defende que as redes sociais deixem de ser anônimas, com identificação única vinculada ao RG, para combater bots, pedofilia e desinformação, mesmo reconhecendo que isso contraria sua defesa histórica do anonimato.
  8. A comunicação da esquerda é verticalizada e engessada, dependendo de aprovação de lideranças, enquanto a direita opera de forma horizontalizada, com múltiplos núcleos independentes que se adaptam rapidamente.

Summary:

A conversa entre Felipe e a apresentadora aborda como a direita modernizou seu discurso e sua comunicação para vencer a batalha narrativa, enquanto a esquerda permanece presa a modelos verticalizados e ultrapassados. Felipe explica que usa provocação, memes e cosplay como estratégias pragmáticas para capturar a atenção nos primeiros segundos e driblar a lógica da recomendação algorítmica, citando o exemplo do vídeo sobre o Dia do Fogo que internacionalizou a pauta indígena. Ele diferencia rejuvenescer de modernizar: o primeiro é apenas usar signos jovens; o segundo é utilizá-los a serviço do discurso político.

A direita, segundo ele, se profissionalizou com investimento de empresários, criando um sistema paralelo de mídia, como o Brasil Paralelo, que produz conteúdo revisionista para crianças, e perfis de relação parassocial como a Panterona e o Primo Rico, que vivem a ideologia sem fazer discurso político explícito. O caso Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro revelou um esquema de 134 milhões de reais e instituições instrumentalizadas dentro de órgãos públicos. Frei Gilson exemplifica a disputa pelo voto católico com transmissões infladas por robôs.

Felipe critica a regulamentação eleitoral de 2026 por ser paliativa e defende a identificação única nas redes sociais, abandonando sua defesa histórica do anonimato. Por fim, aponta que a esquerda falha por sua comunicação verticalizada, enquanto a direita opera com múltiplos núcleos independentes e horizontalizados.

FAQs

Felipe explica que a comunicação da esquerda é verticalizada e depende de aprovação de lideranças, enquanto a direita atua de forma horizontalizada, com várias células independentes que produzem conteúdo sem pedir permissão. Além disso, assumir-se de esquerda gera um backlash muito maior, o que desestimula a criação desse tipo de perfil.

Modernizar é usar signos da cultura jovem (cosplay, memes, referências a séries) como ferramenta estratégica para levar pautas progressistas, e não apenas para parecer jovem. Na prática, você captura a atenção nos primeiros segundos com um elemento reconhecível e depois insere o conteúdo político, como Felipe fez ao usar o personagem Stanford Pines para falar de demarcação indígena.

Ragebait é uma isca de ódio, um conteúdo que provoca raiva para gerar engajamento. Vagueposting é um post vago que faz a pessoa comentar para tentar entender, como 'só quem viveu sabe'. A direita usa ambos para aumentar o tempo de retenção e a recomendação dos algoritmos.

Felipe foi um dos moderadores do Quebrando Tabu e aprendeu a usar o 'teatro do absurdo' e a provocação para capturar a atenção. Ele conta que o grupo se profissionalizou com investimento coletivo e que essa experiência o ensinou a aplicar técnicas de ativismo lúdico midiático de forma estratégica.

Porque não regula a profissão de criador de conteúdo nem o financiamento por trás dos perfis, e só entra em vigor no período eleitoral. Felipe defende que a regulação deveria começar pela profissão e pela transparência dos algoritmos, não apenas por regras eleitorais.

Algoritmo é o sistema que processa dados; recomendação é o que efetivamente decide o que aparece para o usuário. Felipe destaca que a recomendação muda constantemente (3, 5, 15 segundos, retenção, compartilhamento) e que entender isso é crucial para criar conteúdo que seja entregue.

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