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#02 - Do que você tem medo? - Dieter Gustavo Bruns

38m 41s

#02 - Do que você tem medo? - Dieter Gustavo Bruns

O podcast da Escola de Missão Transcultural, apresentado pelo pastor Dolbla Silva e com a participação do missionário Díter Bruns, enfatiza a importância da preparação para o trabalho missionário, destacando que muitas desistências ocorrem devido à falta de preparo, apoio, compromisso ou problemas pessoais. A discussão central gira em torno da necessidade de sair da zona de conforto para enfrentar os desafios missionários, superando o medo através do conhecimento e da informação, conforme ilustrado pela metáfora bíblica da luz que dissipa as trevas. Díter Bruns, baseado em sua experiência de cinco anos na Ásia, explica que ser missionário oferece benefícios significativos, como o aprendizado de novos idiomas e culturas, o que leva a um crescimento pessoal e espiritual. Além disso, ele ressalta que o trabalho missionário é uma via de mão dupla: enquanto o missionário compartilha sua fé e abençoa comunidades, muitas vezes levando a mensagem cristã a quem nunca a ouviu, ele próprio é profundamente transformado e enriquecido pela experiência. O convite é para que os ouvintes considerem essa jornada, preparando-se adequadamente para fazer a diferença em outras culturas.

Transcription

5371 Words, 30248 Characters

Portuguese
Send me um podcast da Escola de Missão Transcultural, introdução de pastor Dolbla Silva e aulas com especialistas na área de missão ao redor do mundo. A gente está começando mais um pouco de queeste que fala de missão. Um pouco de queeste que tem a intenção de preparar você que está aí buscando um conhecimento, que está buscando um preparo para, enfim, dedicar a sua vida, né, para um propósito tão maravilhoso, ser um missionário, poder fazer a diferença na vida das pessoas, de comunidades, poder realmente ser um instrumento de Deus, numa outra cultura, numa outra região, por isso que você está aí, a cada dia mais se aprofundando, neste material que é o nosso material base, passa porte para missão. Ainda que o campo missionário é um desafio e muitos acabam vivendo apenas aquele sonho, aquele ideal de ser um missionário. A verdade é que alguns sonhando se jogam numa aventura e não se preparam como deveriam, para que realmente possam cumprir a sua missão, para que realmente eles possam encarar as diferenças, encarar os desafios, encarar as dificuldades. E o segredo de você ser um missionário bem sucedido é você estar preparado. Você sabia que aproximadamente 9% dos missionários desistem do campo, por falta de preparo, é um número interessante, né, que aproximadamente 8% dos missionários desistem por falta de apoio, de uma igreja de origem, por apoio, de uma área. É por isso que nós estamos aqui para ajudar você para te dar este apoio. Aproximadamente 8% dos missionários desistem por falta de compromisso. Às vezes o missionário vai para lá, achando que vai ser tudo como ele pensou, como ele imaginava, como ele idealizava aquilo. E o campo missionário tem, sim, os seus desafios e você precisa ter um compromisso, um comprometimento que ele começa aqui e que continua lá, no local onde você certamente vai ser chamado, no local onde você vai ser inserido para fazer a diferença. 7,5% dos missionários desistem por problemas pessoais, porque não conseguem gerenciar os seus problemas, porque muitas vezes também acabam se colocando a frente do seu desafio, do seu da sua missão, do seu propósito. E uma outra informação aqui que me chama atenção é que aproximadamente 8% dos missionários desistem por problemas com pessoas colegas de trabalho muitas vezes, ou com alguma pessoa na comunidade em que você está trabalhando. Pois bem, é importante a gente saber disso, porque é assim que a gente vai se preparando. Os desafios são muitos, mas quando nós vamos conhecendo e quando nós vamos nos preparando, nós também estamos dando condições de que Deus nos usu de uma forma melhor. Hoje, nós vamos falar um pouquinho mais sobre a relevância de ser um missionário. Vamos procurar aqui algumas respostas, porque ser missionário? Para onde eu devo ir? Então essas perguntas aí, a gente procura responder hoje, nós temos um convidado especial, um camarada que respira a missão, um cara que tem uma grande experiência também no campo missionário, e aqui é assim fala em cima quem vive, quem pratica. O Diter, ele é o nosso convidado de hoje, de dergustavo, ele é formado também em teologia pelo Naspi, ele atou como pastor de jovens na igreja central de Joinvilly, foi pastor de Estritau, em Jaraguá do Sul, em Santa Catarina, e viveu na Ásia por cinco anos, onde ele atuou como diretor da Escola de Inglês e professor do mesmo idioma, ele fala inglês, mandarin, e espanhol, cara é fera, né? E atualmente ele está aí coordenando a Instituto de Missões da União Subrasileira, também coordenando a agência do voluntariado do IAP, então é um grande privilégio ter alguém aí com no rau como esse, com uma experiência como essa, meu querido amigo, missionário, missionária, porque hoje nós vamos falar sobre esse tema aí, porque eu tenho que ser um missionário. Díter, obrigado aí pela tua disponibilidade, e agora são todos ouvidos para beber dessa fonte maravilhosa, que Deus já pensou aí. Olá, bom dia, boa tarde, boa noite, eu não sei aqui o momento você está ouvindo esse podcast, essa aula especial aqui, mas o fato de você estar ouvindo esse negócio me faz saber que você é uma pessoa inteligente, uma pessoa que está com planos especiais, que está se preparando para o voluntariado, para a missão. Deixa eu começar me apresentando aqui então, o meu nome é Díter Bruns, eu sou pastor, sou coordenador do Instituto de Missões da União Sub, e trabalho também aqui, não ia ter, né? O Instituto de Ventista para a Nance, nossa faculdade aqui da União Sub brasileira. Aqui no IAP nós temos uma agência de voluntariado, que se chama ativa, se você quiser inclusive seguir essa agência, então lá no Instagram, a roba que você vai usar lá, é a roba ativa voluntariado tudo junto. O tema de voluntariado tem crescido muito, né? Você sabe disso, mas e mais pessoas têm percebido que a gente pode fazer voluntariado, a gente pode crescer como pessoas, a medida que a gente sai para servir os outros também. Então no dia de hoje aqui nesse momento nessa aula, nós vamos conversar sobre isso, vamos conversar sobre por que ser um voluntário, por que ser um missionário, quais seriam os motivos, as razões para você embarcar nessa jornada, para você embarcar nesse caminho, que como diriam alguns, é um caminho sem volta, né? E eu vou te explicar mais e mais do por que é que esse é um caminho sem volta. Então seja muito bem-vindo, é muito legal ter você aqui, é muito legal estar falando diretamente com você, e eu espero que nessa conversa a gente cresça juntos e possamos aí realmente nos desenvolver mais e mais, tá bom? Então vamos lá, vamos tentar entender por que é que alguém deveria ser um missionário, quais os motivos para isso. Primeiro de tudo, antes de a gente entrar propriamente nos benefícios de ser um missionário, um voluntário, eu queria falar sobre um elemento que obviamente é comum quando você começa a analisar uma nova ideia, uma nova proposta, um objetivo novo para a sua vida. Inevitablemente, sempre que a gente se depara com o novo, né? A gente fica com medo, a gente fica com receio, sugem dúvidas, sugem preocupações, e é óbvio que nessas dúvidas, nessas preocupações, ela sugem, geralmente em um contexto onde você não tem a quantidade de informações suficientes, a cerca daquilo que você está entrando, vamos dizer assim. Então, o fato de você estar assistindo essa aula já é um fator ótimo, no que diz respeito a tirar essa incerteza, esse desconhecido, e substituir isso aí pelo conhecimento, né? Então, se você já teve incerteza, se você já teve medo, ou se nesse momento agora você está sentindo medo, entenda que você não é único, entenda que todo ser humano quando vai fazer algo novo, tem medo, né? Normal, você quem sabe nunca pulou ali de um trampolinho, você vai pular de um trampolinho na piscina, enfim, você fica com aquele receio, né? Faço ou não faço, pulo ou não pulo, é normal porque você nunca fez aquela determinada atividade, quando você vai provar uma comida nova, você olha para aquilo que você nunca viu antes na vida e você fica também na dúvida, puxa aí, como não como, prova não prova, é normal também justamente por você não ter o conhecimento daquilo que você está prestes ali a provar, né? O medo ele existe, porque em sua maioria, culturalmente falando, a gente é condicionado a ficar conformado, ficar tranquilo, dentro de uma determinada zona, dentro de um determinado espaço, seja esse espaço, o espaço físico, ou seja, esse espaço cultural, enfim. E isso a gente chamaria de zona de conforto. Você certamente já ouviu essa expressão por a zona de conforto. O que é a zona de conforto? A zona de conforto é quando você chega um ponto na sua vida que você tem certos recursos para estar bem na sua vida. Você, quem sabe, tem um emprego, você, quem sabe, está caminhando para ter um emprego, está estudando, fazendo a faculdade que você gosta, tem o apoio familiar para isso. Quem sabe, você já está um pouquinho mais à frente na vida e aí já está com a família meio que pré-estabelecida. O fato é que a zona de conforto é todo aquele espaço que te permite se sentir bem com o que você está fazendo, que não te desafia a muitas coisas novas. Então, você tem uma rotina já no seu dia a dia. Você sabe que, provavelmente, se tudo é certo, o seu salário vai chegar no final do mês. Você vai ter comida em todas as refeições do seu dia a dia. Talvez você já tenha um namorado, uma namorada, já está pensando em casagem, já casou recentemente. Mas o fato é que pouco a pouco na nossa vida vai entrando nisso que se chama zona de conforto. Na realidade, a gente luta para chegar lá, a gente luta-se esforça para chegar num ponto na vida em que a gente fale, "puxa agora, tô bem, agora estou desfrutando dos meus esforços". O porém que existe o ponto negativo que existe nessa zona de conforto é justamente porque dentro dessa zona, no momento em que você alcança esse ponto na sua vida, geralmente começa a diminuir as possibilidades de crescimento. Não é que diminui porque o ambiente não permite que você cresça, mas a gente se sente confortável, a gente se sente bem, e pouco a pouco vamos nos desafiando menos e menos. Então, dentro da zona de conforto, é comum que o crescimento, o desenvolvimento, o descobrir novas habilidades, ele seja diminuído. Normal que isso vai acontecendo com o tempo. Vou te dar um exemplo bem simples. Aqui no Brasil, todo mundo fala assim, "Nossa, eu tenho que estudar inglês, eu tenho que aprender inglês". E aí você já ouviu certamente alguém falando assim, "Onde eu vou estudar inglês? "Onde eu vou fazer um curso? "Onde eu vou correr atrás?" E parece que sempre tem essa coisa de um dia. Um dia vai dar certo. Mas esse um dia nunca chega. E feliz ou infelizmente, no nosso país, a gente tem um número pequeno de pessoas que tem a habilidade de falar um segundo idioma, seja o inglês ou outro idioma. Todando o exemplo do inglês, porque é o mais popular, vamos dizer assim, "A língua internacional, a língua dos negócios". Agora o que acontece? A pessoa realmente assim, ela até tem o desejo de aprender. Mas o fato de ela não precisar aprender, o fato de quem sabe, não emprego dela, não ter uma cobrança para que ela falhe o inglês, o fato de ela estar ali numa zona de conforto, quem sabe não força ela, não empurra ela, a ir além e correr atrás disso, a correr atrás do aprendizado do idioma. Seria totalmente diferente, por exemplo, se essa mesma pessoa, agora tivesse que ir para outro país, tivesse que se mudar para outra realidade. E quem sabe a única forma de se comunicar fosse o inglês. Veja suja uma necessidade tremenda e o indivíduo, ele vai fazer todos os esforços possíveis para realmente conseguir falar essa segunda língua ou usar essa língua com uma ponta, uma comunicação entre ele e aquela cultura em questão. Então perceba, dentro dessa zona de conforto, diminui um pouquinho essa ideia de crescer, desenvolver, continuar, se expandindo, se melhorando como ser humano. Isso é um fenômeno natural. Todo ser humano passa por isso. No momento que você está confortável, você acaba se desafiando menos. E aí surge em paralelo ao fato de estar nessa zona de conforto, justamente aquilo que nós comentamos um pouquinho, mais cedo que é o quê? Na hora que você está bem e você é deparado, ali você se depara com uma circunstância diferente, com plano diferente, com alguma coisa que você vai ter que fazer uma grande mudança na sua vida, obviamente vão surgir as dúvidas, vão surgir as incertezas, e surge também o medo. Suja esse medo justamente de ter que deixar essa área confortável. E agora tem que correr atrás para de forma muito rápida para aprender um outro idioma, ter que descobrir quem sabe os elementos, os aspectos de uma nova cultura. Então o medo está presente e o medo, talvez é o grande inibidor, de muitas pessoas, aquele elemento que impede, que muitas pessoas saiam do seu conforto e vão ser quem sabe, voluntários ou missionários fora do seu país. O medo realmente traz essa dificuldade muito grande. Mas a gente tem que lembrar que o medo e a incertezas existe enquanto não há conhecimento. Na hora que o conhecimento surge, na hora que a informação aparece, ela substituiu o medo. E aí você tira os elementos desconhecidos, você tira as trevas, coloca a luz, igual o texto lá de sal no cento e de 1905, um verso bem conhecido que fala que "lampa" para o meu espézio é a tua palavra, e luz para os meus caminhos. Esse texto é magnífico, porque basicamente ele explica exatamente isso aqui que a gente está comentando agora. Na hora que você ilumina um caminho escuro, você remove a dúvida. Enquanto você está andando em escuridão, quem sabe você pensa, "Puxa, será que aqui tem um buraco? Será que aqui tem um rio? Será que aqui tem pedras pontiagudas no caminho?" E a medida que você ascende uma luz, essa luz clareia, tira a dúvida, tira a incertezas, tira o medo. A mesma coisa acontece com a bíblia, essa capacidade incrível de iluminar, e tirar toda a dúvida, em certeza, e o medo. Mas nós não vamos permitir que o medo seja o fator que nos impessa de fazer alguma coisa. Tenho certeza que você que está aí do outro lado já sentiu medo, já teve incertezas, mas você não permite que o medo te impessa de fazer aquilo que você deseja fazer. Então, a gente vai continuar aqui e eu quero te falar de alguns benefícios que existem para quem vai fazer voluntariado, para quem vai ser um missionário. O grande benefício inicial, vamos dividir esses benefícios de uma forma que fique bem simples. Primeiro que você vai ser abençoada. Sua vida vai ser abençoada. Você vai crescer em inúmeros aspectos quando você sai para ser um missionário, para ser um voluntário. Mas como assim, Dieter, como que eu vou crescer? Que maneiras que eu vou crescer? Veja, quando você sai da sua zona de conforto, sai do país que fala sua língua, você agora passa a ter necessidade de falar uma outra língua. Se já falar inglês, quem sabe, vai aprender uma terceira língua. E aí você é desafiado aprender mais de um ou dois idiomas. Ao mesmo tempo que traz um tremendo desafio, que é ocorrer atrás para aprender a língua, isso traz também o crescimento, a oportunidade de estar fora da sua zona confortável, traz esse benefício de você aprender a crescer em um novo idioma. O detalhe que existe quando aprendemos um novo idioma é que a gente não aprende só um novo idioma. Nós aprendemos também uma nova cultura. Você sabe que todo o idioma está muito entrelaçado na cultura. O idioma é um elemento vivo da cultura. Então, a medida que você vai estudando um novo idioma, você vai descobrindo as pectos culturais daquele país. Eu vivi cinco anos na Ásia, num país lá, uma maior país da Ásia. Não vou ficar entrando em muito detalhe porque as tome de segurança. Mas quando você chega lá e você vê todos aqueles caracteres, você procura letras em todo lugar e não encontra. Às vezes, quando você encontra um número inscrito numa faixada de um prédio, você já fica feliz da vida porque não tem nada conhecido. Ao invés de você encontrar as letras nas faixadas, você encontra caracteres. E no começo, tudo assim soa como uma coisa muito difícil para você. Você olha tudo aquilo e é muito desafiador. Você pensa, "Será que um dia vou aprender isso aí?" "Será que um dia vou conseguir aprender isso aí?" E o impressionante é que todo o ser humano tem a capacidade de aprender. Todo o ser humano tem a habilidade de aprender. disse desenvolver e de conseguir chegar lá. Eu lembro que quando nós chegamos, eu e a minha esposa, nas primeiras semanas, ela falava pra mim, eles estão brincando com a gente. Só pode que eles estão brincando, porque não é possível que eles estão falando alguma coisa. É muito diferente, a sua anuridade é muito diferente, a forma como as pessoas se expressam a diferente. E aí a gente foi percebendo que dentro do idioma, quando você aprende um novo idioma, você está aprendendo uma nova cultura. É interessante que lá, no país que nós moramos, todo mundo se chama de. por um parentesco. Então vamos dar um exemplo. Encontra alguém na rua, eu sei que essa pessoa tem idade para ser meu tio. Eu vou chamar ele de tio. A gente aqui no Brasil faz isso às vezes, mas não é muito comum. A gente usa mais senhor, senhora. lá parece que é todo mundo uma grande família. Então, se você encontra alguém que tem idade para ser seu avô, você vai chamar ele de "ie" que "ie" quer dizer "avô". Se encontra uma senhora que tem idade para ser a sua avô, você vai chamar ela de "nai-nai" que quer dizer "vovô". Então é muito interessante, é todo uma dinâmica de respeito que existe dentro daquela cultura, em específico. Então perceba, a medida que você é enviado, ou que você decide ir para o campo missionário, há um crescimento surpreendente em você. Você vai aprender uma nova língua, você vai aprender uma nova cultura, você vai aprender uma nova forma de olhar o mundo ao seu redor. E uma série de outras coisas vão melhorar, vamos dizer assim, você acaba achando ali um equilíbrio emocional, não é? É claro, você tem que se preparar para isso, né? Porque se você não se prepara, você pode também ter problemas. Então você está aqui ouvindo esse podcast, ouvindo experiências e vai se preparando nesse processo. Então olha, em primeiro lugar, você é o grande beneficiado de fazer voluntariado, de se tornar um missionário. A maioria das pessoas pensam, "eu vou me tornar um missionário, eu vou me tornar um voluntário, porque eu quero ir lá bem sua vida das pessoas". É verdade, isso vai acontecer também, já é o próximo passo que eu quero falar com você. Mas todo mundo que vai para a missão, todo mundo que volta da missão na hora que volta descobre que o grande abençoado, o grande crescimento aconteceu na vida dele. Sabe, se ele foi com família, a família, todas se desenvolve, os filhos se desenvolvem, é algo impressionante. Mas é lógico, com certeza você também vai abençoar quem você vai encontrar. Aí você chega lá em contra quem sabe uma região, um grupo de pessoas que talvez nunca ouviram falar de Jesus. E você pode compartilhar com aquelas pessoas as bensos de conhecer o Salvador. Eu lembro que nós estávamos um dia no elevador conversando com um vizinho, assim, descendo. Nós moravamos num prédio, a gente morava numa capital do país que vivimos. Essa capital é uma capital considerada pequena, tinha 6 milhões de habitantes, um pouquinho diferente daqui do Brasil, mas era uma capital considerada pequena. E aí estávamos um dia lá descendo o elevador e a gente encontrou um vizinho que já tínhamos conversado algumas vezes. E naquele dia por alguma razão, a gente teve brecha e eu perguntei para ele. Eu falei "Você já ouviu falar de Jesus, você conhece Jesus". E foi impressionante, assim, sabe, porque quando ele ouviu, ele falou "Não, não, eu não conheço". E ele já respondeu, ele mora aqui no prédio. E eu lembro que falei "Sim, também, mas ele está em todos os lugares". E aí a gente começou a falar sobre Jesus. Porque, veja, aquela pessoa nunca tinha ouvido falar o nome de Jesus. Veja, um planeta de 7 milhões de pessoas a gente ainda tem praticamente 4 milhões de pessoas que nunca ouviram falar esse nome. Sabe? Então, quando você vai para outro lugar, é óbvio que com todos os cuidados, todas as precauções necessárias para fazer um trabalho equilibrado, você vai aos pouquinhos ali, comentando, compartilhando, falando daquilo que você conhece. Na nossa realidade, o país que nós vivemos, a gente não podia, efetivamente, sair pregando, fazendo ações públicas. Então, você tem que fazer isso com muita descrição, com muito cuidado. Mas é fato que você abençou aquelas pessoas que você vai encontrar. Às vezes, já tem lá uma comunidade cristã, então, você pode trabalhar com aquele grupo que já existe. Você pode treinar, nos podem ensiná-los, habilidades novas, novas maneiras de pregar evangelho. Mas é fato que isso pode acontecer tanto com pessoas que já são da igreja quanto pessoas que ainda não são da igreja. E você vai inevitavelmente abençoar aquelas pessoas que você encontra pelo caninho. Então, vamos lá revisando aqui o que aprendemos até agora. Primeiro grande benefício é que você é abençoado. A sua vida é abençoada. O segundo grande benefício é que você abençou também quem você vai encontrar. E tem o terceiro grande benefício, que esse, algumas pessoas até esquecem. Mas esse é valiosíssimo que é que você acaba abençando a igreja que tinha via. Sabe a sua igreja aqui no Brasil? Quem sabe tem um número reduzido de membros? Tem ali quem sabe 50, 60, 30 membros, uma igreja pequena. E você sai aqui dessa igreja e você vai lá pro outro lado do mundo. Ou você vai lá para a janela da S40, vai para um lugar desafiador. E o fato de você estar lá, sua igreja começa a interceder para você, começar a orar, ela se reúne para realmente pedir que Deus abençou o trabalho. E a igreja vai se envolvendo na missão de uma forma diferente. Sem contar que a medida que o tempo passa, essas pessoas também vão procurando conhecer mais a cerca de missão, de voluntariado, vão falando com outras pessoas. Mas mais gente passa a ter o mesmo interesse de servir a Deus no outro contexto, numa outra realidade. E aí não para por aí, quando você voltar do campo, inevitavelmente as pessoas da igreja vão te olhar de forma diferente. Você chega, você percebe situações quentes, você não percebi, e você agora quer também influenciar e é fato que você abençou muito a igreja que tinha via. A hora que você retorna os jovens da sua igreja, olham para você de forma diferente. As pessoas mais experientes, olham para você pensando por cheirar e ver que inspiração, esrapalha essa moça. Então, inevitavelmente você vai ser uma grande bensão. Uma bensão para as pessoas lá no campo, um bensão para as pessoas na sua igreja e Deus vai te abençoar nesse processo também, de ser um missionário, de ser um voluntário. É importante lembrar a amiga, a amiga que o grande missionário que existe, o grande missionário que existiu e continuou a existir da Deus. Deus enviou seu filho para estar entre nós, ele enviou seu filho também para sair das ona de conforto dele, Jesus saiu das ona de conforto dele e veio que falar conosco. Veio aqui nos dar algumas lições, algumas instruções e obviamente dando essas instruções para nós, ele também nos prepara, nos capacita, a gente tem em Mateus 28, no finalzinho do capítulo, nós temos a grande comissão, que é o grande desafio que Jesus nos faz para servirmos, para realmente irmos pregar o evangelho a todas as pessoas. Quando Jesus saiu da sua ona de conforto, ele veio aqui na Terra, ensinou seus discípulos, espalhou seus conhecimentos um pouquinho antes de retornar ao céu Jesus deixa para os discípulos essa grande comissão, esse grande desafio que está lá em Mateus 18. Eu até quero ler aqui para você, acho que você conhece esse texto, mas eu vou ler aqui na nova versão internacional, onde diz da seguinte forma, Mateus 28 vs 18 até o 20. Jesus aproximou-se deles e disse, "Foi me dada toda a autoridade nos céus e na Terra, portanto vão e façam discípulos de todas as nações, batizando os enlâmidos pai, do filho, do Espírito Santo, ensinando os obedecer a tudo que eu ordenei a vocês, e eu estarei com vocês até o fim dos tempos." Esse verso aqui, essa grande comissão, esse trecho da fala de Jesus, era incrível, sabe? Porque ele resume a nossa missão hoje aqui, o nosso desafio hoje aqui. Primeiro que Jesus fala o seguinte, "Olha, eu tenho a autoridade para falar isso aqui, foi enviado pelo pai, foi enviado por Deus, não é? E, em medida que ele foi enviado, ele também via seus discípulos, envia você, envia a mim, e aí no verso 19, a gente tem justamente a instrução de como fazer isso. Existe aqui o único imperativo, a única ordem que existe dentro desse verso que a gente deve fazer, é justamente ir e fazer discípulos. Se você procurar aí no texto original, no texto grego, você vai perceber que o fazer de cíplos é o imperativo central, é o ponto central desse verso, né? Jesus nos desafia a irmos e fazermos de cíplos e aí ele obviamente deixa claro de onde, né, de todos os lugares. Então existe a necessidade de gente que vai fazer missão, que vai fazer voluntariado em todos os lugares do mundo, pode ser sim no Brasil, pode, claro, mas e o que falar das regiões como a gente estava comentando agora há pouco que ninguém nunca se quer ouvir falar do nome de Jesus, né? Faz muito mais sentido que a gente também comece a pensar no nosso planeta como um todo, né? De cíplos de todas as nações e aí claro, existe a ordem em seguida ali indireta debatizar a essas pessoas, de ensinar-los, não é, obedecer aquilo que Jesus fala e sabe o que é mais interessante para mim, o que é mais assim, a melhor notícia dessa grande comissão é o fato de que no final Jesus fala assim eu estarei com vocês para sempre, até o fim dos tempos, então quando você vai para missão, você não vai sozinho, sabe? Você vai com a melhor companhia que você pode ir, Jesus vale a frente preparando, o nosso Espírito Santo vai abrindo o caminho, mas Jesus te acompanha, né? E nas horas que você passa pelos desafios, na hora que você tem ali momentos que você quer existir, você tem que lembrar disso, sabe? Jesus garantiu que ele estaria com você até o fim dos tempos, cara, isso é incrível, isso é uma promessa maravilhosa, sabe? Mas às vezes a gente quer esse disso, né? Essa grande comissão dentro da Bíblia, ela não é assim uma opção, né? Jesus chamou de cíblos ali, num canto, falou pessoal, ó, que isso é que é sério, tem autoridade para falar e eu quero chamar vocês, estou desafiando vocês, a realmente saírem para todas as nações de fazer de cíblos, de todas as nações, né? A gente tem esse desafio até hoje, né? E é fato amigos que quando a gente deseja compreender o mundo que a gente vive, nós temos também de experimentar de nos expormos a situações diferentes, né? E estar na zona de conforto é simples, mas não há crescimento na zona de conforto, não há uma expansão dos seus domes, das suas habilidades, se você fica todo o tempo na zona de conforto, por isso, por isso que realmente ser missionário, ser um bom, é maravilhoso, porque é o mesmo tempo que você vai crescer, você vai abençoar outros, então inevitablemente a vantagem, ela é muito maior do que qualquer desvantagem, do que qualquer desafio, que você possa ter nesse processo. Sabe, outra coisa que eu queria te falar é que assim nós como divinistas a gente tem, é claro um conjunto de crenças baseados, solidificados na Bíblia que são muito importantes e que precisam, né? Ser apresentados para outras pessoas, primeiro que a gente cree que Jesus vai voltar pela segunda vez, né? Uma vinda visível, uma vinda literal, a gente vai poderem encontrar fisicamente com Jesus e falar disso para outras pessoas, é muito importante, Jesus quando vem ele eliminar o sofrimento, ele eliminará a dor, a morte, a separação, toda a tipo de coisa, mas como é que você apresenta um Jesus que vai vir pela segunda vez para pessoas que nunca nem ouviram que ele veio a primeira? Então a gente tem esse desafio de obviamente levá-lo a que eles que ainda não conhecem, né? apresentá-lo para aquelas pessoas que ainda não tem um relacionamento com ele. Aí na sequência, né, a medida que você apresenta esses Jesus para aquelas pessoas que ainda não conheciam, você fala ali para elas que ele convida cada uma delas a viver um relacionamento de obediência, de amor, de viver um disciplado com ele, de crescerem com Jesus, né? Tudo isso são obviamente desafios muito grandes, num contexto onde a pessoa ainda não conhece a cerca de Jesus, mas o grande beneficiado na verdade é aquela pessoa ali que está aprendendo, está conhecendo Jesus agora, não é? E o detalhe mais legal de toda essa história é que quem conhece Jesus também compartilha Jesus, né? E a medida que essas pessoas vão passando a entender o plano da salvação, vou passando a entender quem é Deus, elas também ineritavamente vai surgir nelas o mesmo desejo que surgim você, desejo de compartilhar, desejo de espalhar o amor de Deus, as outras pessoas, as pessoas que ainda não conhecem, né? Então gente, essa é maravilhoso você poder fazer algo para alguém que ainda não conhece esse amor, é uma experiência única, é uma experiência transformadora e ela vai te abençoando, ela vai fazendo você perceber quem você é no mundo, qual o seu papel aqui nesse lugar? Eu lembro que quando nós em alguns momentos tínhamos a oportunidade de falar, de compartilhar, a gente via o brilho no olho das pessoas, sabe, descobrindo algo novo e aos pouquinhos, compreendendo o valor daquilo que estava sendo apresentado para elas, é lógico, tem o seu desafio, tem momentos que são difíceis, mas eu fico muito feliz porque você está aqui, o vídeo de spotcast, você está ouvindo essas aulas e nessas aulas você vai ter a oportunidade de aprender que vão minimizar as chances de quem sabe ter lá fracasso, o ter de animal, e vão potencializar na verdade as chances de você continuar crescendo, continue a se desenvolvendo e sendo uma bem-sálvã pra as pessoas que você for trabalhar. O que eu tenho pra te falar que no finalzinho dessa aula é simplesmente o seguinte, existem vários motivos pra você ser missionário, pra você ser voluntário. Você vai ter que avaliar qual é o motivo que vai te propellir, te impulsionar pra fazer essa mudança na sua vida. Mas eu diria assim, a medida que você entendeu o por que você deve ir, faça um plano, faça um plano concreto, estabeleça uma data, coloque um limite, olha, tem que ser até, é tal mês do ano que vem, ou até no comece endo ano seguinte, mas tem que acontecer. Eu fico muito feliz, muito feliz mesmo de ter compartilhado um pouquinho aqui, dá minha experiência até compartilhar um pouquinho também, acerca de alguns princípios pra você se preparar. Eu diria que você tenha muito, muito sucesso nessa sua jornada de preparação. Que Deus te abençoe muito, sucesso aí, continue, lute, não desanime, quando surgir o casinho pra desanima lembra da promessa de Jesus que ele vai estar com você até o fim dos céros. Beleza meu amigo, minha amiga, que Deus te abençoe muito, um forte abraço, privilégio de estar com você. Até a próxima! [Música] Você ouviu, sendem um podcast da Escola de Missão Transcultural. Se tiver alguma dúvida ou quiser bater um papo com a gente, nossos contatos estão na descrição desse episódio.

Podcast Summary

Key Points:

  1. A preparação é essencial para o sucesso missionário, evitando desistências por falta de preparo, apoio, compromisso ou problemas pessoais.
  2. Sair da zona de conforto é crucial para o crescimento pessoal e espiritual, apesar do medo inicial, que pode ser superado com conhecimento e informação.
  3. Ser missionário traz benefícios como aprendizado de novos idiomas e culturas, desenvolvimento pessoal e a oportunidade de abençoar outras pessoas.
  4. O voluntariado e a missão são caminhos de mão dupla

Summary:

O podcast da Escola de Missão Transcultural, apresentado pelo pastor Dolbla Silva e com a participação do missionário Díter Bruns, enfatiza a importância da preparação para o trabalho missionário, destacando que muitas desistências ocorrem devido à falta de preparo, apoio, compromisso ou problemas pessoais. A discussão central gira em torno da necessidade de sair da zona de conforto para enfrentar os desafios missionários, superando o medo através do conhecimento e da informação, conforme ilustrado pela metáfora bíblica da luz que dissipa as trevas. Díter Bruns, baseado em sua experiência de cinco anos na Ásia, explica que ser missionário oferece benefícios significativos, como o aprendizado de novos idiomas e culturas, o que leva a um crescimento pessoal e espiritual.

Além disso, ele ressalta que o trabalho missionário é uma via de mão dupla: enquanto o missionário compartilha sua fé e abençoa comunidades, muitas vezes levando a mensagem cristã a quem nunca a ouviu, ele próprio é profundamente transformado e enriquecido pela experiência. O convite é para que os ouvintes considerem essa jornada, preparando-se adequadamente para fazer a diferença em outras culturas.

FAQs

O preparo é essencial para enfrentar os desafios e diferenças culturais, evitando que o missionário desista por falta de preparação, o que ocorre em aproximadamente 9% dos casos.

Os principais motivos incluem falta de preparo (9%), falta de apoio da igreja de origem (8%), falta de compromisso (8%), problemas pessoais (7,5%) e conflitos com colegas ou comunidade (8%).

A zona de conforto reduz o desejo de se desafiar e aprender, limitando o desenvolvimento de novas habilidades, como aprender idiomas ou adaptar-se a outras culturas, essenciais para a missão.

O missionário cresce pessoalmente ao aprender novos idiomas e culturas, desenvolvendo equilíbrio emocional e uma visão mais ampla do mundo, sendo muitas vezes o maior beneficiado pela experiência.

O medo é superado através do conhecimento e informação, que iluminam as incertezas, assim como a Palavra de Deus oferece direção e confiança para enfrentar novos desafios.

O missionário abençoa as comunidades ao compartilhar o evangelho, treinar grupos locais e oferecer apoio espiritual, mesmo em contextos onde a pregação pública é limitada.

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