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01 STP #6 | Design Pluriversal com Renata Marques Leitão

57m 16s

01 STP #6 | Design Pluriversal com Renata Marques Leitão

Renata Marques Leitão, designer brasileira e professora no Canadá, discute no episódio a relação entre design e artesanato, destacando que o design moderno é um produto da revolução industrial e do capitalismo, carregando uma bagagem colonial que desvaloriza práticas de culturas não-ocidentais. Ela argumenta que o design deve ser visto como um processo universal de criação da cultura material, presente em todas as sociedades, e não apenas como uma profissão eurocêntrica. Diante do colapso ambiental, Renata defende que é essencial mudar os valores que guiam o design, buscando alternativas em outras cosmologias e sistemas de conhecimento. O "design para o pluriverso", como ela chama, é a prática de criar conexões entre mundos diferentes, que são frequentemente ininteligíveis entre si. Para isso, é necessário humildade, tempo e uma escuta profunda, tanto do outro quanto das próprias crenças cristalizadas da cultura moderna. Ela compartilha sua experiência com comunidades caíçaras no Brasil e Atikamekw no Canadá, onde aprendeu que cultura e ambiente são inseparáveis, e que sua própria visão era colonizada. Renata enfatiza que designers devem questionar mitos da modernidade, como o do herói e o da salvação, para atuar como pontes territoriais e temporais, contribuindo para futuros mais justos e sustentáveis.

Transcription

8138 Words, 47424 Characters

Portuguese
Eu acho que às vezes as pessoas usam a palavra clúrgica, é uma maneira muito superficial, porque quando você está trabalhando com outros sistemas de conhecimento, outras ontologias, a primeira coisa que acontece é que ela é ininteligível. Você não vai entender, sabe? Não é óbvio, sabe? Você querer escutar e ser capaz de escutar. São duas coisas imensamente diferentes. E eu não vejo que é que as pessoas falem sobre isso. Você tem que entender que a tua cultura não é neutra. Você tem algumas crenças que estão cristalizadas. Mas você também tem que entender que o outro também tem, sabe? Então, eu que eu chamo muito de design para o universal, é o design que cria essas conexões entre mundo diferentes. Olá, eu sou Chris e Baja. E este é o Podcast, "Senti Pensante". "Senti Pensante". Está começando agora o sexto episódio desta primeira temporada. Conversaremos sobre a relação do design com o artesanato, Pluriverso, Modernidade e Ascimenação Cultural, com Renata Marques Leitão, Designer Brasileira e Professora Junta da Alcatte Universitino, Canadá. No programa, Reneta explica que é fundamental mudar nossos valores no design para tentar superar o colapso ambiental que não saem a aça. Para mudar nossos valores, é necessário conhecer outros mundos que nos guiem nessas formas alternativas de produzir a nossa cultura material. Renata também nos conta a sua experiência como designer trabalhando com artesãos caíssara aqui no Brasil e com o satica-meck no Canadá. Ela explica que para ouvir melhor não basta ler o manual. E necessaria o tempo, humildade, escutar as próprias crenças da nossa cultura como designers e questionar os mitos da cultura moderna como o mito do heroe e da salvação. Ela afirma que a designer, ou o designer que trabalha com comunidades não-ocidentais, tem um papel de ponte, uma ponte territorial e temporal que contribui na construção de futuros dessas comunidades. No programa Renata Cita, algumas das referências mais importantes da sua pesquisa. Renata, Marques Leitão e Designer, mestre em design e complexidade e doutora em design ambiental pela Universidade de Montreal. Realizou pós-louturado em design atropólogy, na Universidade Ocat sobre a supervisão da doutora Doriton Stull. Sua especialidade de design social e pesquisação participativa. Boa parte desse outra getória como pesquisadora essa desenvolvida pareceria com comunidades indígenas, principalmente entre 2011 e 2019, colaborou com membros da nação à tica MAC, Quebec, Canadá, para desenvolver metodologias intervenção e atalias criativos. Nos últimos anos, tesse dedicado a valorização dos conhecimentos e práticas de design de fora do centro da cultura ocidental, assim como o desenvolvimento de uma perspectiva crítica das teorias, prática-se pedagodias de design, atreladas os valores e crenças da visão de mundo Euro-centricado. E confundadora do grupo de interesse em design para o Universal, para o Universal Design, a Special Interest Group, da Design Research Society. O podcast independissante surge de uma parceria entre o departamento de design da Universidade Federal de Bernambu, Recife e o podcast visual-print. Gostaríamos de convidá-los a preencher um questionário rápido que está na descrição do programa. Os seus comentários e de esses sugestões são muito importantes para nós. No final deste episódio, o Deborah Andrade compartilhará com noscos comentários de nossos ouvintes nas redes sociais. Teremos este espaço em todos os episódios desta temporada para entregar com vocês o nosso público. Seguem o podcast independissante nas redes sociais. Comente, compartilhe o programa com seus amigos e não deixe de escutar os episódios disponíveis em todos os tocairos de podcast. Então, fiquem com o programa. Olá, Renato. Muito obrigada por acertar o convite para mim. É um prazer e uma honra de você no programa. Seja muito bem-vinda. A honreminha, muito obrigada que eles pelo convite de ter a chance de participar desse programa e de falar pro público brasileiro em português que, para mim, uma coisa tão raro. Que ótimo. Então, estamos aqui para isso. Eu gostaria de começar essa conversa com uma coisa que até a gente estava falando um pouco de "Soin of" e sobre essa diferença entre artesanato e design. Estava lendo sua descertação e na sua descertação você diz que devido a uma bagagem moderna industrial, essa palavra, a palavra desanharamente é associada a esse processo criativo de culturas não-ocidentais. E que, para as culturas indígenas, outras adicionais, a gente costuma utilizar termos como atividade artesanal. Eu queria de perguntar o que você acha dessa relação de design e artesanato como você poderia definir essa relação? Eu acho que, primeiro, design se tornou uma profissão, se tornou uma carreira, depois se tornou uma disciplina acadêmica como resultado da revolução industrial, da cultura moderna. Então, tem essa bagagem moderna, colonial, industrial, capitalista, como dizem que o design, como a gente conhece, é um instrumento para a criação do mundo capitalista, moderna, o que a gente tem. Mas, por outro lado, cada vez mais, tem uma reflexão que design é muito mais do que isso. Você vai ver, especialmente nos últimos 20 anos, na literatura em design que apareceu na Europa, nos Estados Unidos, principalmente em inglês, tem um reconhecimento que design se refere a todos os processos de produção da cultura material, de criação do artificial, de adaptação ao ambiente. Você tem como a definição que é a Doritanz da Atradezai, que design é o que é atividade, que transforma valores em experiências tangíveis. Então, essa atividade que está entre os valores e a experiência tangível e a realidade tangível, claro que na cultura moderna, valor é valor de mercado, valor se refere à produção industrial. Mas, a gente começou a entender que, principalmente agora, que tem uma crítica muito grande, a os modo de produção moderna, que criam todas essas crises, crises socials, igualdade, crises oriental, que a gente está beira do colapso total, então você de entender que design é muito mais do que isso. Design é o processo de criar, intencionalmente, a cultura material. Então, você vai ter autores, como Victor Margo, em 15, 20 anos atrás, já começou a falar que design se refere a todos as maneiras de criação da cultura material em todas as culturas. Você vai ter o Richard Buchanan, que fala que é exatamente essa atividade de produzir produtos que levam a adaptação das pessoas a ser o ambiente. Então, mais e mais e mais na literatura do emus ser anosta, tem essa compreensão que design, são todos esses processos em todas as culturas. Tem uma coisa muito importante no Brasil, porque no design na Europa, principalmente na América do Norte também, design surgiu as corporações de ofício, dos ofícios artesanais. Então, tenho uma continuidade natural entre a artesanada no sentido de que a atividade de produzir a cultura material, utilitar objetos utilitários. E o design, que quando você começou a reproduzir, então, tem uma continuidade. E no Brasil, como a gente está até falando em off, design apareceu com uma coisa exterior, que veio das pessoas que foram estudando na Europa, trouxeram isso com uma coisa totalmente de fora. Então, não teve uma continuidade entre os processos de produção brasileiros e o surgimento de design, design veio com uma coisa colonizada de fora. Então, às vezes, eu me choque, porque quando eu converso com alguns designadores, as pesquisadores brasileiros, eles sempre olham. Desenha de design artesanato artesanato. Tenha esse mesmo livro de uma pessoa que admira imensamente, imensamente com uma delabója que diz "desenha de design artesanato artesanato". Mas eu não vejo a mesma distância quando a gente pensa na literatura de outros lugares. Então, para você desiste, hoje, a gente deveria pensar esse design como uma continuidade de um artesanato que também faz parte da nossa. nossa criação da cultura material. Tem uma coisa bem importante, que tem outros processos. Eu adoro esse assunto. Eu adoro. Eu adoro. A gente pode falar sobre isso. Então, tem uma coisa muito importante, porque, para ser assim, a cultura é uma relação que se alimenta. Então, como a tecnologia e a cultura muda, a maneira de se produzir a cultura material muda. E, da maneira de produzir muda, você vai mudar no cultura, uma vai alimentando a outra. E você vê que nas sociedades indígenas ou tradicionais, porque aquele no Brasil se usa a expressão tradicional para o sembrinho, os pros cabouculos, os caixáras. Então, era uma maneira. O que a gente chama de. vamos dizer, design local, era para produzir objetos utilitados para eles. Era uma coisa de relação com o meio ambiente deles. E quando chegou a colonização dos objetos industrializados, os objetos que eles produziam, te caram. em segundo plano. Você vê muito especialmente isso aqui na América do Norte, porque eu acho que ainda as abdeias, as dílas no Brasil, você ainda tem alguns objetos que são mais. é produzidos a mão. Aqui, se você for nas reservas indígenas, é tudo industrializado, tudo, tudo, tudo, tudo, tudo, tudo. Então, o que era a toda tradição de produção da cultura material daquele povo, ficou virou decorativa. De repente, virou decorativo. Virou alguma coisa que é vendido para a turista. Que saiu da maneira de viver, de adaptar, de sobreviver. De certa maneira, é uma outra adaptação, porque é a coisa que você vende alguma coisa que não é mais útil para você conseguir dinheiro. Mas não tem o mesmo significado. Então, você também pode dizer que a Estesanato é produzir objetos que perderam o seu significado pelo impacto da industrialização, também pode ser. você pode ver, cansar dessa forma. Então, realmente, você falando que na América do Norte realmente, há uma industrialização desse próprio Estesanato, esses processos. e eu me parece que você está agora escrevendo um pouco sobre isso, tem relação com o que você chama de design plural eversal, a gente poderia pensar em um design plural eversal que inclui esses outros processos que aqui no Brasil não considera que é design, ou como é que você define isso? Eu acho que sim, porque eu acho que quando você imagina, vamos pensar que. vamos pensar, até referendo. Uma grande referência para mim é o Arturo Escobar, né? Que design veio a chamar a maneira de se produzir a cultura material da modernidade capitalista patriarcal? Então, se você chama design apenas essa maneira de se produzir a cultura material, então todo o resto não é design. Mas eu não acho isso, claro. Mas se você começa a pensar que o mundo. Você tem que criar alternativas. Eu tipo assim, é o apocalipse, ou vamos pensar outra maneira de se produzir a cultura material. Vamos falar sério. Então, mesmo se a gente pensa outras maneiras, ainda vai ter apocalipse nê? De apocalipse de um colapso ambiental, muito sério nesse sentido. Sendo que você tem que realmente repensar que isso tem que ser mudado, é uma hora de você olhar para os outros processos, né? É uma hora de você olhar para outras maneiras de se produzir coisas. Coisas, eu uso no sentido bem amplo, né? Coisa é objeto, é serviço, é. são símbolos. Outra maneira de produzir coisas. Isso até tem uma coisa de você, você tem que mudar a civilização, né? Se a gente está mudando essa civilização para sobreviver, né? Para sobreviver, não, porque a gente é bozinho, que é só valpladeita para sobreviver. Então assim, se são outros valores, a gente está procurando outros valores. E como design é o que transforma o valor em experiência tangível, quando você vai mudar o valor, os valores, você também vai mudar a maneira de produção. E é muito mais fácil, eu acho que qualquer pessoa, qualquer pessoa que trabalha com design, que vai ter que produzir alguma coisa, você vai procurar outras referências, você vai criar um logo, eu sou design gráfico. É claro que você vai procurar outros logos como referências, você vai produzir um objeto, você vai olhar outros, você vai olhar referências. Então assim, não tem como você pensar, "Vamos mudar a nossa maneira de produzir, sem olhar a maneira de produzir dos outros mundos, das outras culturas, dos outros sistemas de valor, né?" E é muito difícil você olhar e você entender o que vem de uma outra cosmologia. Eu acho que às vezes as pessoas usam a palavra pro clúrvese de uma maneira muito superficial, porque quando você está trabalhando com outros sistemas de conhecimento, outras ontologias, a primeira coisa que acontece é que ela é ininteligível. Você não vai entender, não é óbvio, você querer escutar e ser capaz de escutar, são duas coisas imensamente diferentes. E eu não vejo que as pessoas falem sobre isso, sabe, é imensamente diferente. Você ser capaz de entender e discutar. E primeira coisa, você tem que entender que você, na tua cultura, a tua cultura não é neutra. Você tem algumas pressupostas, as sanctions, você tem algumas crenças que estão cristalizadas. Então, eu que eu chamo muito de design para o universal, é o design que cria essas conexões entre mundos diferentes, sabe, que torna inteligível esses mundos diferentes, que permite que no encontro desses diferentes, mundo a gente cria alguma coisa para novos futuros, novas alternativas. É esse o design dessas conexões, dessas formas de entendimento que eu acredito que seria o design para o universal, sabe, porque você só imagine, não, vamos dar uma olhadinha superficialmente em outras cosmologias, não é, é realmente entender o design dessa. é o design a construção dessas pontes entre mundos que seria ininteligíveis de outra forma. Muito bem, então, é um design que conecta, que tem um papel de ponte. Essa, essa sua última fala, você. O que você acabou de falar? Me leva uma pergunta, eu acho que a gente pode voltar um pouco a seu trabalho de mestrado, de doutorado, e você trabalha com comunidades radicionais. Eu não sei como você chama, esse tipo de comunidade, mas eu gostaria de perguntar sobre esse seu trabalho, da sua descercação de mestrado, e quais foram suas aprendizagens nesse processo? Então, eu, quando eu entrei no mestrado, aqui em. um material, eu fui convidada a fazer parte de um grupo de pesquisa que se chama design e cultura material, que trabalha exatamente com forma de design indígenas, de valorizar essas formas de design indígenas. Então, é todo um trabalho, né, que tem a. com a. professores Elizabeth Kim, de valorizar as obras primas do design indígena, né? E tem as coisas assim, nossa, que ele acaba impressionada, né, que antes de ter borracha, plástico, os Inuitos, né, os povos do norte, do norte, usavam, criavam um supermeável e escuntestino de baléia, sabe, tem as coisas assim, então, assim, foi a minha introdução. E eu acho, sabe, que a gente tem que começar a quando a gente faz esse tipo de trabalho, você tem que começar com quem é próximo de você, sabe? De alguma maneira, tem alguma oportunidade. Então, o meu mestrado foi um estudo de casa, com os atrizãos Caissara, de Guaraqueçaba, do Litoral, do Paraná. E são pessoas que eu amo muito, que eu conheci na minha infância, sabe? Então, eu conheci na minha infância, passei um bom tempo próximo deles, depois minha família se mudou, né, foi para a Santa Catarina, a gente foi para a Santa Paula, veio para o Canadá, para a gente vista, mas são pessoas que eu amo muito, né? Então, eu sei que eles passaram uma desafio enorme para sobreviver e conseguiram se reorganizar através do Orteza Nath. Então, para mim, foi um estudo de caso de escutar pessoas que eu absolutamente admiro e amo. Só que eu subestimei a mim, o meu Eurocentrismo, eu subestimei, eu subestimei o conto, a minha cabeça é colonizada, né? Porque eu, assim, eu consigo entender bem o que eles falam, a gente tem uma relação, eu sou um boa, eu subestimei. Então, quando eu cheguei lá, eu tinha perguntava pra eles, eu perguntava muito pra eles, assim, é o que é cultura caixara, o que é que teria a arte de nadar caixara, o que é. E eles me respondiam sempre a mesma coisa, né, que era usar as coisas que estavam em volta deles. Deve ser de você. E eu achava que aquilo não era bom, suficiente. Eu reformulava a pergunta e perguntava de novo, eles me davam sempre a mesma resposta, e eu não estava nunca satisfeta, achava que eles não tinham entendido. Ah, pergunte nossa, né? Eu tinha, assim, meu que cabeça colonizada que eu tinha, né? Daí, eu fui fazer um focos group, né? Uma entrevista múltipla no norte do Canadá, com os Atika Mack, e perguntaram pra eles, infelicês, né? O que é cultura Atika Mack? Eles respondiram exatamente a mesma coisa, sabe que era a relação com os recursos que eles têm em volta dele. Daí caiu a ficha, né? Fui lá escutem a mesma entrevista, e falei, "Poxa, eles tamparam tanto nos explicar isso, tanto, né?" E eu comecei a entender que o que era colonizada na minha cabeça era que eu via cultura e ambiente como duas coisas separadas. E é uma coisa que depois que eu entendi que não, que cultura é alguma coisa que é desenvolvida pela adaptação aquele ambiente específico, né? Aquela terra, aquela circunstância dos desafios que você tem. E você se adapta através das recústias que você tem naquele ambiente, porque aquele ambiente te desafia, mas também te dá recursos, né? Então entendi que você é impossível você separar cultura de natureza de ambiente, sabe? E essa desmanção, às vezes as pessoas se referem a ela de uma maneira muito superficial, e eu tinha uma visão muito superficial. Então essa foi uma coisa de que no meu mestrado, eu fui confrontada com meu próprio. eu era o centriso, meu próprio. meu próprio cabeça colonizada. E a partir daí que começou todo esse meu trabalho de tentar entender como se escuta melhor, sabe? Como é que esse processo de escutar alguma coisa que não é totalmente inteligível? Você acha assim, "Ah, você vê, você escuta superficialmente mesmo, você não entra realmente no significado daquilo." Então, foi a melição do meu estrado. E como você acha que a gente tem que escutar melhor? Como é esse processo quando a gente chega numa comunidade e a gente um designer que não tem experiência? O que você pode aconselhar para essa pessoa que, para escutar melhor? Que significa isso, exatamente, para você. Claro que quando você começa a escutar, leva muito tempo. Você leva. quando tempo você leva na escola? Quando tempo dura um doutorado? Quando dura uma graduação? Quando tempo dura isso? Claro, você não vai ser uma especialista em escuta. assim, nasa li, o manual de design, tem quem? E estou pronta para escutar ali. Deixe ter isso sobre empatinha, isso provo para escutar. Não é assim. Vai levar um tempo e tem a primeira coisa, um mudade. Você está entrando em um outro mundo. Você está entrando em um outro universo. Primeira coisa, um mudade. Segundo que a escuta. tem que ser a escuta do outro, mas a escuta das duas crenças que de estaralizadas. Essas duas. se você não escuta as duas crenças, quando alguém te fala. alguma coisa. que te dá aquela coisa. você não tem. te coloca, te aperta os botões. você entenda também o que é a crença da sua cultura. E ajuda muito antes de você ir para o campo, você entender quais são os valores próprios da cultura eurocentrica moderna que a gente tem. Você entender que antes disso havia outros valores e outras crenças. Entender que algumas coisas que foram criadas ali são mitos. Eu até tenho um artigo que é os nossos mitos da modernidade. Você tem que entender que muitas das coisas que você vai começar a praticar design são mitos, é um mito do herói que tem a tecnologia para salvar todo mundo. Esse é um mito. um mito fundador da modernidade. Entenda, se você está agindo. Adotou esse personagem, você não vai conseguir escutar. Tem outros mitos que é o mito da salvação, tem o mito do mágico que está produzindo. são as pessoas mágicas especiais que podem produzir as soluções. Tem vários mitos que a cultura moderna tem. Se você não entende esses mitos, você não vai entender quando você está reproduzindo o mito. Então, esse processo de escutar não é só escutar o outro. Você escutar você mesmo as suas crenças e saber escutar as histórias e os mitos da sua cultura. Isso é muito importante. Então, são três coisas que vão juntos. E eu não vejo que, se você já discutiu do design, eu acho que vejo assim "Ah, escute, com empatia". Mas quando se escuta com empatia, senhora a gente está escutando só os problemas do outro. Você está escutando só dor do outro. Você está escutando. Você não está escutando, sabe? Que tem toda uma trajetória tecnológica de adaptação a um meio. Que existe. Você não está escutando a genialidade. Você não está escutando os recursos. Então, você tem que. Essa coisa de você entender de você escutar os mitos da sua cultura, escutar você mesmo. E escutar o outro. É um tripe. Se você não tem esse tripe é muito difícil você descutar uma. Você desenvolveu uma escuta que possa criar um projeto frutífero. Com certeza. Essa diferença, essa separação me chamou muita atenção que esses mitos da nossa cultura e essa separação que traz a modernidade. Na turista cultura, por exemplo, quando você estava falando como o ambiente estava muito relacionado à própria cultura, dessas pessoas com que você estava começando a trabalhar. Eu digo assim, eu não sou especial. Eu também cheguei. Eu também comecei cheia de mitos na minha cabeça. Eu tive a sorte de ser confrontada, de ter capaz de ter tido a triunha e a gulação. De estar trabalhando no meu estrada com os caixáras e ver o Zatika Mack no centro do Canadá, falando francês, comenta a mesma coisa. E olha assim, cala aí. Então, quem não está entendendo sou eu. E eu tenho que examinar minha criança, sabe? Eu tive muita sorte de ter esse contraste porque eu também comecei cheia de mitos na cabeça. Renata, vamos passar para seu trabalho com o Zatika Mack? Não sei se eu não sei corretamente. E eu vi pensando em coisas mais práticas da sua pesquisa que você desenvolveu algumas oficinas. Eu queria de perguntar, se você puder nos contextualizar um pouco sobre o Zatika Mack, quem são essas pessoas. E como foram essas oficinas? Qual eram as suas principais preocupações naquele momento? E que é conclusão, isso é uma pergunta gigante. Que conclusão você chegou desde pra vocês? Eu Deus, eu sei, ele ligou o botãozinho, né? Então, assim, a gente chega em qualquer lugar que a gente vai, a gente chega de crianças em mitos. Então, eu sou uma brasileira, né? Qual que é essa ideia de que a teusanato realmente uma coisa que venda de a teusanato? Claro, que nem sempre beneficia, né? Mas é uma coisa que a venda, o dinheiro da teusanato, é importante para algumas comunidades, né? Devo ser chega no Canadá, é outra coisa. Problemas de primeira mundo são diferentes de problema de terceiro mundo. Então, assim, as pessoas olham assim, nossa, até parece que eles têm problema. É uma coisa de. Mas é um problema horrível, mas é diferente, sabe? É diferente. Que a diferença é que assim, nos anos, especialmente no Quebec, nos anos 60 e 70, foram construídas, reservas, né, para as comunidades indígenas. Então, reserva é casinhas fabricadas, uma do lado da outra, a escola, a escolinha, tudo. E essas comunidades, como. Eles. as reservas, assim, a parte do território, as terras, eles têm muito pouca terras. Eles, realmente, os articamèques foram confinados em reservas minúsculas, minúsculas, né? Então, como eles não tinham muito quises, como sobreviver fora, eles se mudaram para. para reservas, mas isso aconteceu com todas, assim, realmente, todas. todos se mudaram para essas reservas, que são vilasinhas de casinhas para fabricadas e goizinhas para receber os benefícios da similização, né? Ok, escola, saúde, tal. Ao mesmo tempo, uma gera. no saticamento, uma geração antes de se mudar completamente. para reserva e alguma geração ou duas depois, todas as crianças atica MEC, foram levadas para escolas internas, para internatos longe da reserva, para apagar o índio dentro deles. Então esse processo de levar para internatos aconteceu no Canadá inteiro e aconteceu na Austrália inteira. Então são gerações para destruir a cultura. É claro que as pessoas não dizem o isso na época, sempre, sempre, é sempre catéquese, todos os educações, todos os palavras usados, vamos salvar, vamos salvá-los, ajudá-los, mas na real é a simmelação total cultural. Então você tem uma catástrofe cultural que aconteceu nos anos 70, que vai mudança para reserva, para um ambiente totalmente diferente, que não é adaptado, plenamente a vida moderna, mas também não é nem um pouco adaptado à vida tradicional, sabe? A destruição dessa cultura pelas escolas internas. Então você vê nas reservas três grupos geracionais bem distintos, você vê os anseões, os mais velhos que viveram na floresta, você tem a geração que foi para os internatos, que são os grandes arpeasãs, os grandes artistas, hoje são da geração que foi no internato, e você tem os jovens que cresceram na floresta, cresceram na reserva, tem contato com a floresta, e são perdidos, a porcentagem de uso de droga e de suicídio dentro da reserva, você é uma coisa absurda, absurda, é uma coisa as pessoas literalmente se matam. Mas tem um grande mais aí, todos eles, como uma compensação pelo sofrimento, recebem o cheque do governo, recebem uma subvenção do governo para viver, então eles é um, assim, seria um bolsa família que todo mundo recebe na reserva, que é o suficiente para eles sobreviver, mas viverem sempre pobres, se eles começam a trabalhar, a fazer vender muito, eles perdem o cheque do governo, e eles acham que eles têm direito a ter o cheque, eles acham que eles têm direito, que eles dinheiro, por todo o que eles sofreram, então vocês falam, vamos fazer pesanato para jonder, eles não querem fazer para vender, porque se eles começarem a vender, eles vão para o cheque, alguma coisa que eles acham que eles têm direito, fundamental a receber, então, um mecanismo de motivação para fazer pesanato é muito diferente, então eu sempre falei uma coisa que foi discutida, como fazer isso, como trabalhar com essas antezãos, e eu comecei a entender que a coisa mais importante para eles é estar junto, você realmente, você realmente trabalhar junto, unir é uma coisa muito importante, outra coisa muito importante é trabalhar com a identidade, é trabalhar com a identidade, então porque lá eles estão no ambiente, estão também diferente, eles não têm muitas balisas de memória, então aquela coisa de você olhar para o olhar para o passado, olhar para fotos do antezão nato tradicional, estudar história e daí a partir disso começar a trabalhar com uma expressão contemporânea, isso que foi o objetivo, como é sua designer gráfica, claro que aquela coisa é que a gente sempre vai enquadrar nossos projetos dentro da nossa especialidade, quando eu cheguei lá na reserva, então eu vi uma coisa que para mim era chocante, como tem essas divisões de gerações, todo o antezão nato tradicional, antigo, as fotos que eu via era incrível, era um símbolo claro, os libros adoram coisa flat, clínio, era isso que eu via no norte de a nato tradicional, e daí eu via tudo que era produzido assim mais contemporâneo, logo, claca, site, cartas, tudo isso, contemporâneo, era completamente diferente, usava outros símbolos, outra linguagem, tudo, tudo, tudo, tudo, daí eu entendi que eles não faziam o link entre essa linguagem gráfica tradicional e os meios de reprodução de produção contemporâneos, e tem outra coisa aí que eu pulei, os fês uma pergunta enorme e resposta enorme também, então eles foram para a reserva ficar uma época bem perdida, e a partir dos anos 90 rolou um movimento aqui nos Estados Unidos que é indivinismo, que é de terem os paoal, os reuniões, as pessoas começaram aqui nas suas ginas, começaram a se trocar, se organizar pela internet, então alguns símbolos das nações mais conhecidas, como os Navarro, os Aida, alguns símbolos, e outros símbolos como o Drunkatcher, o apanhador de sonhos, as pluma, eles vão virar símbolos de indígenas, símbolos indígenas universais, só que esses símbolos não estilam no orteisanato tradicional, então a primeira coisa que acontece quando eles entram ali, eles começam a olhar as coisas transcinais em Donaí, mas não tem nenhuma pluma, não tem isso, não, porque é uma coisa que foi introduzida a partir dos anos 90, não que hoje você não possa colocar pluma no trabalho, mas você tem que entender o contexto, então essa é uma coisa que foi a ideia foi exatamente e desenvolvia muito em parceria com o Cristianco Cook, que é como que o ministro da cultura de caméque, responsável pelo serviço cultural, a visão dele, que ele achava que era muito importante ter um resgate das origens, se a gente fosse para trás, a gente ia alimentar a criatividade, estarei que potes dele desde o começo, quando ele começou a trabalhar com esse laboratório de design a cultura material, então, mas como fazer isso, então eu coloquei a opção de fazer pelo desengráxico, de olhar os símbolos antes, entender que os símbolos era uma maneira de registro das histórias, a tradição oral, né, e a partir disso a gente estuda o desengráxico para como a gente pode usar esses mesmos símbolos, tradicionais de uma maneira contemporânea, e ele acha que foi super bem sucedida, que quanto mais a gente foi para as origens, mais a criatividade dos jogos foi alimentada, então esse projeto começou em 2013 e hoje se você vê os cartazes, logos, tudo que foi de comunicação visual agora é muito a caméque, realmente foi uma revitalização da cedentidade visual a caméque muito grande e isso me emociona muito porque nessa maneira foi muito bem sucedida, de ser alguma coisa que teve um pacto na comunidade inteira muito muito interessante, como você, seu papel foi ali de isso que a gente estava falando de criar uma ponte, em termos gerais assim na sua experiência, qual seria essa relação, qual seria o papel do designer ou do designer que chega a trabalhar com uma comunidade indígena, eu sei que é bom, você trabalhou um parte da sua carreira profissional, você trabalhou aqui no Brasil e você trabalhou também no Canadá, mas o que você pode concluir dessa relação, um designer ou de uma designer que entra numa comunidade? Olha, tenho o método para meter, é um mito que é muito presente quando o designer vai numa comunidade trazer o fogo, você vai dar o fogo, você vai dar tecnologia, isso é um mito do colônia mesmo, da similação cultural, são 500 anos em que esse mito está acontecendo, você não trafa, cada vez que você repete esse mito, você repete de você trazer tecnologia para eles, você está repetindo mesmo a coisa que os colônisadores fizeram, entenda isso, cada vez que você vai dizer, eu vou dar, sim, gente, quem acha que empoderamento fazer as pessoas é aprender a ter acesso a informação lixora, meu Deus, meu Deus, então esse é um mito, sabe, se você começou por ali, entenda, esse é um mito fundamental do colônelismo, você não está ali trazendo nada para eles, nada, você está fazendo uma ponte, porque existe um mundo contemporâneo, essa questão, você vai entrar lá e ajudar eles a criar ponte deles, porque tem um mundo contemporâneo que está acontecendo com todas as tecnologias, informação, mas se você trouxe isso de uma maneira pronta, as pessoas que podem deixar linda, maravilhoso, usar por uma semana e abandonam, quantas casas tem isso? Quantos? Porque não é uma coisa que parte deles, que não reflete no que eles são, então a questão é de você entender que você ajudar eles a perceber em quais são os recursos que eles têm, isso é cultura, isso é cultura, os recursos que eles têm e às vezes eles vão a partir da ideia, sabe? Tem uma coisa que é muito importante, que fala muito na minha tese de doutorado, você tem que entender que a cultura não é uma questão de patrimônio cultural, não é uma questão de erança, é também uma visão do futuro, é uma hipótese do que é uma vida ideal, do que é felicidade, do que é saber, ser uma boa pessoa, sabe? Tem essa ideia do que é um bom futuro, isso também é cultura, é um projeto, é uma hipótese, isso é cultura. Então se você não entende qual é essa coisa, essa visão do futuro deles, se não vai conseguir. O maior problema é que pela similização cultural, essas hipótesas do que uma boa vida ficaram impossíveis, né? Como é que você vai continuar cotovizando o que é uma vida boa, do que é felicidade, dentro da tua própria cultura, ser todas as estruturas institucionais e materiais, aquela maneira de vida foram destruídas, né? Então o papel do design é de entender, de ajudar eles a entender, em como eles podem trazer alguns recursos de fora para reconstruir uma nova trajetória para o futuro, sabe? Mas é uma coisa que a escolha é deles, né? O que é uma vida nova usando a materialidade que eles têm hoje, né? Então claro, eu introduzi conhecimento de design gráfico, introduzi questão de prescção, introduzi várias coisas lá, mas eram todas coisas que resuavam com quem eles eram, e muitas as coisas que foram introduzidas era como uma modificação do que eles já faziam, porque por exemplo as gerações davam o símbolo, os umas para as outras, por uns instâncios, eles davam os instâncios pequenininhos, né? Para os pessoas reproduzerem. Então de repente a gente mostra que usando o instância você pode colocar tinta, você pode reproduzir, ou você pode fazer os instâncios que são muito melhores, que é a serigrafinha, né? Então alguma coisa que eles conseguem entender que não é uma coisa que vem de fora, vem de fora um pouco do conhecimento, mas alguma coisa que eles acoclam na própria tecnologia e trajetória deles, né? Então esse é um papel de suporte, ajudar eles entenderem como o recurso que eles têm, como a tecnologia, né? Que tecnologia não é só tecnologia digital, não é só que o tecnologia do branco, como a tecnologia, como o conhecimento que eles têm pode ser usado pro futuro. Com, é claro, que várias vezes eles têm que desenvolver um pouco mais de entendimento do que está acontecendo no mundo orredor deles, por isso é um papel de ponte, você está acolstinhendo uma ponte, principalmente, se não está resolvendo problema, você resolveu problema de ninguém. Então não é uma ponte só espacial, mas também uma ponte temporal, no sentido de que você está falando que a gente está entender quais são essas possibilidades futuras a partir do que eles já têm, né? É, e é como você sabe, pelo assimilação pelo colonialismo, o que eles já têm, o passado quebrou o selinque do presente e de como ir até o futuro. Então ajudar eles a construirem também esse link entre essa conexão entre presente e futuro, sabe? Esse também é um papel. Memorcionou muito quando você fala sobre a questão do mito de prometeu, como aquele designer que você vem como colonizador, né? Um designer normalmente branco que vai trazer a solução de todos os problemas para uma comunidade coitada que está lá, assim, luz que precisa do fogo, né? Essa é a imagem, né? Então, interessante pensar, tem música, é urgente pensar como é que a gente quebra essas formas de fazer design, essas formas colonizadoras, né, de fazer design. Eu já estamos terminando no centrevista, Renata, eu queria te perguntar algo que é uma pergunta da minha luna, de Bairondrade. Ela te pergunta de onde que surge seu interesse pelas pelos seus temas de pesquisa, ela que fala de design social, eu não sei se você utiliza esse termo. Então, como é que surge esse seu interesse? Por que que uma designer que normalmente o design gráfico é o igualto ao mercado, né? Como é que você como designer gráfica chegou a ser interessar por esses temas que você trabalha agora? Caí uma ficha de que design gráfico era uma questão de produzir lixo bonito. É forte. Mas também eu não sei, sabe se eu dizer assim que, claro, eu tive só uma gente na minha vida, ter tido contato com várias pessoas e várias culturas, eu acho que eu tive só, acho que meus pais eram muito diferentes. Porque às vezes eu vou ter eu tenho as paixões de culturas diferentes, mas está todo mundo da mesma casa, mas com pra mim como eu morava no sumo, na família Vendo Rio e do Brasil, eu viajava chegar a valor e "pah, era um outro choque, era uma outra vida". Então, como eu estava acostumada na minha vida a transitar entre diferentes culturas e entender que eu ia de um lado da minha família para o outro, era um choque cultural enorme, né? É enorme. Eu acho que foi isso, eu não sabia que a minha infância, a minha criação ia me preparar para eu fazer pesquisa, para que eu trabalho, mas na real me preparou, sabe? E a tua lado da família todo mundo tinha uma visão de mundo de uma certa maneira e a para o outro lado, assim, então, principalmente, né? A família do meu pai, que é a afro descendente, tinha uma maneira a gente entender o mundo. Eu ia para a família da minha mãe, que é imigrante, poloneza, era outra maneira de entender, então eu acho que foi muito isso, de entender que se existe uma maneira de construir essas pontos entre culturas, eu acho que o desengráfico é a melhor maneira que eu conheço. Então, muita aquela expressão, né? Que as pessoas não entendem em português, de repente você diz que é que eu dizem, tem coisa que é preciso desenhar. Então, foi entender que esse processo de você criar essa ponta inteligível, uma cultura e outra, uma das principais atividades, por isso consegui fazer isso, é a design gráfico, né? Então, acho que foi por aí que eu entrei da. desse caminho. Como é a importância de a gente se relacionar com diferentes pessoas que vem de diferentes lugares, todas essas diferentes formas de entender o mundo, né? Isso é muito importante, mas quando a gente está na graduação, quando a gente criança, enfim, todos os momentos da nossa vida, mas parece que, nessas començas é marcante. Que nada de apreterminar no centro-evista, e eu acho que é uma boa forma de a gente terminar. Eu queria te perguntar sobre as suas referências mais importantes. Se você puder nos contar um pouco, quais são esses autores que te marcaram? Seu cartura escobar um deles, rependo de você puder falar um pouco sobre ele, e não sei outras referências que você tenha e que são importantes para seu trabalho. Então, as tuas escobar são muito importantes com a ideia do ClubeVesh, e também a crítica ao desenvolvimento, né? Porque muito de como esse tipo de design social que eu prometei o salgador, né, é muito carrega essa questão de trazidos envolvimentos, sabe? Fogo, desenvolvimento. E como esse desenvolvimento é destrutivo para as comunidades? Então, eu acho que, se você quer, realmente entender um pouco mais sobre como praticar um design social não colonial, né? Você tem que ler as tuas escobar. Outra pessoa que você tem que ler, dá pra ler em português, que é o boa aventura, as suas ação dos esemologias do sul. Tem que ler. Tem, sabe? É uma coisa que você entender que o entenzoro mundial de conhecimento. Todas as tecnologias alternativas é infinito, o conhecimento do mundo é infinito, mas o que cabe no pensamento ou se Eurocentric é uma coitinha pequeninha. Então, se você descarta, torreço, vai descarta boa parte dos saberes, possibilidades de uma nova ação do mundo, sabe? É muito importante, eu acho que ler o boa aventura. Em design, em design mesmo, né? Assim, eu posso dizer, meu livro preferido de design, assim, eu digo, pela amor de Deus leia, eu sempre compro as pessoas, é o design way do Nelson and his totally man. Ai, eu conhecia. Muito importante, meu Deus do céu, eu digo, pela amor de Deus leia. Nos conto, poquinho. Então, porque eles coloca o, assim, design? Ele coloca como a primeira tradição, como ele fala, a primeira tradição de uma característica de humanidade, sabe? Que fala que antes da humanidade oomo sapiens, a gente já praticava design, sabe? Desde que oomo Abelis produziu a primeira ferramenta, aí era o comenzo. Então, como é que o arqueólogo, né? Distinguiu uma espécie humana de uma espécie não humana, se distinguem pela presença de ferramentas e os instrumentos que foram recebidos, feitos, né? Então, design é o que define a humanidade, sabe? É muito interessante que eles falam isso. Ovo maepo, na grece que o fazer e o pão sapo foi separado, mas antes disso, a ele falar, "dar mão sabe, o fazer e o saber eram juntos, sabe?" E depois toda essa tradição de pensamento, né? Você deu um pau separou os dois, mas agora o mundo quer de pra que a gente junte os dois, o saber com fazer, né? Porque, às vezes, você pensa de saber fazer de uma maneira tão superficial como um segundo plano das teorias, mesmo alguma coisa que junte os dois, né? E eles realmente entram em várias coisas sobre o filosofia do design, que eu até escrevi uns artigos agora sobre a diferença de você começar um projeto pela necessidade ou pelo desejo, é diferente. Quando você começa pela necessidade, você está reproduzindo a cultura que você tem. Você só vai ser inovador realmente, se você começar pelo desejo, e você vê com uma tradição, né? E o desejo é necessidade, resolver a problema, a gente não resolve, quando a gente sabe que a gente está beira do coloque, o sul e tal, e a gente só faz uns bandeirginhos, porque você está realmente enquadrando a questão. pela necessidade o problema, então ele trabalha com isso. Então é um livro riquíssimo e eu falei pra eles que pra mim é um dos raros livros que eu leio de teoria do design, que eles têm inglês que não é nem um pouco colonial. Ele tá além, preen, né? Porque fala do pré, e fala do além. Então eu digo assim, por favor, "The design way" leiam esse livro, é o principal. - Sabe que assim, já. - Você te componta aqui agora no final sobre essa questão de ler a gente às vezes pensa, "Meu saludo, nos que lembam a aventura de Suda Santo também, fizeram essa crítica, como se esses autores que fossem do Norte Global fossem sempre escrever com um olhar colonizador. O que você acha disso? Você trouxe isso agora no livro de design way, queria saber com o que você acha se realmente todo esse soltor, e agora não podemos ler autores do Norte Global. Todos têm que ser do Sul Global. Gente, aquela coisa, a gente tá fazendo na "Desembro de Sosite" no nosso grupo, né? O "Furfersho de Designs Sig" algumas leituras de autores do Sul, de autores nem dígina, saticanos, negros, asiáticos. Mas eu acho que, quando a gente terminar, isso a gente vai para outros autores que sejam do Norte. E o Boa Ventura, ele tem uma expressão que é o ocidente, não ocidental, que tem autores do Norte que escrevem de uma maneira que não é Eurocentra, que existem. Se não pode colocar todo mundo na lata do lixo, pela morte de Deus, tem vários autores do Norte que podem ser brancos, homem, tudo, que escrevem de uma maneira que não é colonizadora mesmo, né? Não é uma questão geográfica, é uma questão de como o teu pensamento, ser linha, ser de como é uma outra questão. Com certeza como aqui também tem autores que têm cabezas super colonizadoras, aqui no Sul Global, estou falando, né? Com certeza, eu digo assim, não é uma questão de geografia, não é uma questão de rasta, não é isso, é uma questão de realmente de caso deles, de examinar a cultura contemporânea, entender melhor o que pode ser essa sensação do design. Então, outro autor que eu gosto muito, muito, muito, muito, muito, é o Inzymazini. Eu gosto muito, danszymazini. Eu acho que o Nelson Instorto é um pouquinho menos colonizador, o Inzymazini ainda é muito aliando, né? Europeu, mas muito bom, hein? Crivo, exatamente ele é o primeiro que fala, que a gente está aqui para produzir uma outra civilização, para o desafio criar uma outra civilização e civilização, não se faz criando só soluções, sonhas para problemas, não vai ser alimentação, se faz criando novos sistemas de valores, já é significado, né? Então, ele também é um outro autor que é branco, europeu, mas ele te leva além desse pensamento colonizado ou colonizador. Ah, Reneta, muito obrigada. Nossa conversa foi muito interessante, espero que outras pessoas se inspirem a partir do que você trouxe hoje para a gente, queria te agradecer muito. E, bom, a gente continua se falando. Então, eu gostei, bom, muito obrigada, foi um prazer enorme fazer parte dessa conversa. Olá, gente, aqui é Deborah Andrade, integrante da equipe do podcast "Sente Pensante", indo aqui para mais uma seção das redes sociais do nosso podcast. Nesta seção, vamos ler algumas das mensagens e comentários que recebemos em nossas redes sociais. Então, se você ainda não consegue, é só procurar nossos perfis na descrição, começar a seguir e comentar para a gente interagir e trocar ideia com vocês. O primeiro comentário foi de Gabriela e Vacelai, que apostou a de nossas postagens dizendo. "Sente Pensante" pode que é esse, é o podcast que todo o designer deveria ouvir. Vais às anusas que tive a lua uma da faculdade, foram respondidas por elas nos episódios. Queria eu que existisse na época. Gabriela, muito obrigada, por se nós é recomendando para seus amegas. Creio que muitos estudantes sentem fábios de diávoles como estes, que estamos tendo um podcast dentro das paredes de faculdade. Enficamos felizes que podemos estar subindo essa fábora. O próximo comentário é o de Diego da Conta, a Roba de Vagar Forte, que disse. "Para bens, galera, os programas estão muito bons. Obrigada, professor Faber, por compartilhar essas flexões e apontamentos. Pela revolução, abraços. Obrigada pelo comentário, que ficamos felizes que você gostou do programa de fábio. E servimos aprofundando sobre a história de nosso país e da América Latina, pode realmente nos ajudar a pensar alternativas para nossas realidade estão diversas. Então, se você ainda não conferiu o último episódio do podcast com nosso entrevista com fábio, vai lá, dá uma olhada, vale muito a pena." E soubemos que temos alguns professores utilizando nosso podcast como material para suas aulas. Ecamos muito felizes com essa notícia. Então, se você comprofesseu o professor, está utilizando podcast como material para suas aulas, conta para a gente como você sente. Quero também agradecer a todos que tem ouvido nosso podcast. Nós chegamos aos dois mil ouve em Tesônico. Estamos muito felizes com essa notícia. Agreditamos que o podcast sente o pensante, a um projeto de extremo importância para a comunidade design da América Latina. E ficamos ainda mais felizes, que as pessoas fora dessa comunidade estão aproveitando o podcast como material de aprendizagem também. Então, mais uma vez, obrigada por estar discutindo, curtindo e comentando. Ficamos ainda mais felizes quando podemos escutar a voz de vocês e o que vocês estão pensando sobre os assuntos que discutimos em os episódios. Afinal, é para isso que estamos aqui para criar dialos. Então, se você quiser interagir com a gente, só comentar que estamos lendo e respondendo a todos pelas redes sociais. Ou ainda melhor, entrar no nosso grupo do Facebook, pareça debatendo com a gente e outros ouvintes sobre os temas que estão sendo abordados no podcast. Muito obrigada por tudo, galera. Até a próxima. Nesta episódio, falamos sobre artesanato, pluriverso, modernidade e assimilação cultural. Eu, Chris e Barra, Fui som Fidrião, sou professora de junta e pesquisadora do Departamento de Design da Universidade Federal de Pernambuco. Esta podcast está sendo desenvolvido como projeto de extensão do Departamento de Design da Universidade Federal de Pernambuco, Brasil. As estudantes participantes são Analetice Ramos, Deborandrade, Clara Oliveira, Nicolio Ferrais e Taíli Ramos. Para a produção desta primeira temporada, o sentipençante foi contemplado no Edital, Criação, Fruição e Difusão, lábipê da Secretaria de Cultura do Estado de Pernambuco.

Podcast Summary

Key Points:

  1. A relação entre design e artesanato é complexa, pois o design moderno carrega uma bagagem colonial, industrial e capitalista, enquanto o artesanato de culturas não-ocidentais é frequentemente desvalorizado ou visto como decorativo.
  2. O design deve ser entendido como um processo universal de criação da cultura material, presente em todas as culturas, e não apenas como uma prática eurocêntrica.
  3. A crise ambiental exige uma mudança de valores no design, o que requer olhar para outros mundos e cosmologias como alternativas de produção.
  4. O "design para o pluriverso" é definido como a criação de pontes entre mundos diferentes, que são muitas vezes ininteligíveis entre si, exigindo escuta profunda e humildade.
  5. A experiência de Renata com comunidades caíçaras e Atikamekw revelou que a escuta verdadeira exige tempo, autocrítica e o questionamento das próprias crenças eurocêntricas, como a separação entre cultura e natureza.
  6. Mitos da modernidade, como o do herói e o da salvação, precisam ser desconstruídos para que designers possam ouvir e colaborar genuinamente com comunidades tradicionais.

Summary:

Renata Marques Leitão, designer brasileira e professora no Canadá, discute no episódio a relação entre design e artesanato, destacando que o design moderno é um produto da revolução industrial e do capitalismo, carregando uma bagagem colonial que desvaloriza práticas de culturas não-ocidentais. Ela argumenta que o design deve ser visto como um processo universal de criação da cultura material, presente em todas as sociedades, e não apenas como uma profissão eurocêntrica. Diante do colapso ambiental, Renata defende que é essencial mudar os valores que guiam o design, buscando alternativas em outras cosmologias e sistemas de conhecimento.

O "design para o pluriverso", como ela chama, é a prática de criar conexões entre mundos diferentes, que são frequentemente ininteligíveis entre si. Para isso, é necessário humildade, tempo e uma escuta profunda, tanto do outro quanto das próprias crenças cristalizadas da cultura moderna. Ela compartilha sua experiência com comunidades caíçaras no Brasil e Atikamekw no Canadá, onde aprendeu que cultura e ambiente são inseparáveis, e que sua própria visão era colonizada.

Renata enfatiza que designers devem questionar mitos da modernidade, como o do herói e o da salvação, para atuar como pontes territoriais e temporais, contribuindo para futuros mais justos e sustentáveis.

FAQs

Renata explica que o design surgiu da Revolução Industrial com uma bagagem moderna e colonial, enquanto o artesanato é um processo de produção da cultura material. Ela defende que design e artesanato são uma continuidade, não uma distância, pois ambos criam objetos utilitários.

Design para o pluriverso é um design que cria conexões entre mundos diferentes, tornando inteligíveis outras cosmologias e sistemas de conhecimento. Ele permite que, no encontro entre esses mundos, se criem novos futuros e alternativas.

Escutar melhor exige tempo, humildade e a capacidade de escutar tanto o outro quanto as próprias crenças cristalizadas da sua cultura. É essencial questionar os mitos da modernidade, como o mito do herói e da salvação, para não reproduzi-los.

Renata aprendeu que sua visão era eurocêntrica e colonizada, separando cultura e ambiente. Com os caiçaras e Atikamekw, entendeu que cultura é desenvolvida pela adaptação ao ambiente, sendo impossível separar natureza e cultura.

O designer tem um papel de ponte, territorial e temporal, que contribui na construção de futuros dessas comunidades. Essa ponte facilita o entendimento entre diferentes mundos e sistemas de valor.

A cultura não é neutra porque cada pessoa carrega crenças cristalizadas da sua própria visão de mundo. No design, é necessário reconhecer isso para entender que o outro também tem suas crenças, permitindo uma escuta mais profunda.

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